Você está na página 1de 14

UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL – REALEZA CURSO DE FÍSICA – LICENCIATURA DISCIPLINA DE LABORATÓRIO DE FLUIDOS E TERMODINÂMICA

RELATÓRIO EXPERIMENTAL DA DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE TÉRMICA DE UM CALORÍMETRO

ANGÉLICA DA SILVA JHONAS KRUG

REALEZA, 08 DE JANEIRO DE 2014

INTRODUÇÃO

Podemos definir calor como sendo a energia que é trocada entre dois sistemas em virtude de existir entre eles uma diferença de temperatura. Esta transferência ocorre basicamente de duas maneiras: radiação e/ou contato. Sabe-se que, um corpo, ao receber (ou perder) calor (Q) sofre uma variação de temperatura (DT) inversamente proporcional à sua massa (m); e sabe-se também que quanto maior a quantidade de calor recebida (ou perdida), maior será a variação de temperatura [1]. A propriedade que relaciona a variação de temperatura com a quantidade de calor trocada em diferentes materiais chama-se calor específico (c). As quatro grandezas acima citadas relacionam-se da seguinte forma:

 

T = Q/mc

(I)

Ou:

 

Q = mcT

(II)

O calor específico é a medida numérica da quantidade de calor que propicia uma variação de temperatura em uma unidade de massa da substância. É uma grandeza que depende da natureza da substância e de seu estado de agregação[2]. Quando temos um corpo e não sabemos o material que é feito ou se este corpo é feito da soma de vários materiais, a variação de temperatura se relaciona com o calor trocado através da equação:

Q = CT

(III)

Onde C é a capacidade térmica do corpo (não da substância). A capacidade térmica mede numericamente a quantidade de calor produzida por uma variação unitária de temperatura em um determinado corpo. A energia fornecida pela resistência é expressa por:

Q = Vit

(IV)

Onde V é a diferença de potencial nos terminais da resistência, i é a corrente que atravessa a resistência e t é o tempo que deixamos o sistema ligado. A troca de calor envolvendo o sistema expressa-se:

Q = mcT +CT( V )

Onde m é a massa de água e c seu calor específico ( 4,18 x10 3

J/Kg).

Ao se realizar experiências que envolvem troca de calor e logo variação de temperatura tem-se que ter o cuidado em determinar realmente quem cede calor, quem recebe, e em qual quantidade. Para isso é necessário um equipamento que idealmente permitirá a troca de calor apenas entre os sistemas analisados, sem que o mesmo absorvesse qualquer quantidade de calor. Este equipamento chama-se calorímetro, utilizado para determinar o calor específico de qualquer substância. A temperatura final, para um sistema isolado, obtido através do calorímetro, descreve uma reta e é dado por:

Onde:

T = T 0 +

Vi

C s

t

T 0: É a temperatura inicial do sistema,

  • Vi : É o coeficiente angular da reta formada e t é o tempo gasto.

C s

O objetivo desse experimento é determinar a capacidade calorífica de um calorímetro a partir da troca de calor entre duas amostras de uma mesma substância.

INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A realização deste experimento consiste em duas partes, onde foi obtida através da utilização dos seguintes materiais:

  • - Álcool;

  • - Água.

  • - Agitador;

  • - Amperímetro 1,5 A;

  • - Béquer;

  • - Balança digital, com escala em g;

  • - Cronômetro digital com escala s;

  • - Cabos para ligações elétricas;

  • - Calorímetro;

  • - Dispositivo de aquecimento termicamente isolado;

  • - Ebulidor;

  • - Fonte de tensão (12 V);

  • - Termômetro;

  • - Voltímetro 5,2 V;

Procedimento:

No primeiro momento foram feitas as medições das massas dos fluidos: água (300g) e álcool (200g) com o auxilio da balança digital.

Uma balança analítica de precisão é geralmente utilizada para medir com grande precisão a massa de sólidos e líquidos não voláteis, isso porque possui elevada sensibilidade de leitura e indicação. Tem sua escala definida em g resolução de 0,01 g e incerteza de 0,005 g.

- Calorímetro; - Dispositivo de aquecimento termicamente isolado; - Ebulidor; - Fonte de tensão (12 V);http://www.lojadosom.com.br/especiais/digital-balan%E7a/ Após a medição do primeiro fluido (água), foi montado o circuito conforme mostra a figura 5; conectando ao sistema a fonte, com o voltímetro em 05,6 V e o amperímetro em 1,5 A, juntamente com o ebulidor e termômetro. Sem aquecer o recipiente termicamente isolado, para os dois fluidos. " id="pdf-obj-3-20" src="pdf-obj-3-20.jpg">

Figura 1 – Balança digital.

Após a medição do primeiro fluido (água), foi montado o circuito conforme mostra a figura 5; conectando ao sistema a fonte, com o voltímetro em 05,6 V e o amperímetro em 1,5 A, juntamente com o ebulidor e termômetro. Sem aquecer o recipiente termicamente isolado, para os dois fluidos.

Com a ajuda de um cronometro, mediu-se os tempos para as variações da temperatura da água de um em um grau Celsius, até cerca de 10 °C; acima da temperatura ambiente, que é medida primeiramente.

O cronômetro digital é um instrumento que mede o intervalo de tempo entre a sua ativação até o momento em que é interrompido, conservando a sua marcação. Sua precisão depende da fabricação. A incerteza da escala deste aparelho corresponde à menor medida que o mesmo pode fazer (± 0,005), sua precisão, no entanto é de 0,01 s.

Com a ajuda de um cronometro, mediu-se os tempos para as variações da temperatura da águahttps://www.google.com.br/#q=imagens+cronometro+digital O Termômetro (Figura 3) é um instrumento destinado a medir a temperatura. Não passa de um termoscópio graduado em uma escala adequada. Ele consiste basicamente de um tubo capilar de vidro, fechado a vácuo, e um bulbo. O volume do mercúrio aquecido se expande no tubo do termômetro. E essa expansão é medida pela variação do comprimento, numa escala graduada que pode ter uma precisão de 0,05 ºC. " id="pdf-obj-4-10" src="pdf-obj-4-10.jpg">

Figura 2 – Cronômetro digital.

O Termômetro (Figura 3) é um instrumento destinado a medir a temperatura. Não passa de um termoscópio graduado em uma escala adequada. Ele consiste basicamente de um tubo capilar de vidro, fechado a vácuo, e um bulbo. O volume do mercúrio aquecido se expande no tubo do termômetro. E essa expansão é medida pela variação do comprimento, numa escala graduada que pode ter uma precisão de 0,05 ºC.

Figura 3 – Termômetro Fonte: <a href=http://www.if.ufrgs.br/public/tapf/v20n5_marques_araujo.pdf Seguidamente foi usado o mesmo método para o segundo fluido, o álcool. Os dados obtidos foram arranjados em tabelas e através deles, calculamos a capacidade térmica (Cs) do sistema, com sua respectiva incerteza, por um processo gráfico e a também partir da equação que foi apresentada na introdução. Comparando assim os resultados experimentais obtidos com o teórico da literatura. O amperímetro é utilizado para medir a intensidade de corrente elétrica que passa por um fio. Pode medir tanto corrente contínua como corrente alternada. A unidade utilizada é o àmpere. Este deve ser ligado sempre em série, para aferir a corrente que passa por determinada região do circuito. Para isso o amperímetro deve ter sua resistência interna muito pequena, a menor possível. Se sua resistência interna for muito pequena, comparada às resistências do circuito, consideramos o amperímetro como sendo ideal. Tendo a sua precisão é de 0,01 A e a incerteza do instrumento de medida está na ordem de ± 0,005 V. O voltímetro é utilizado para medir a diferença de potencial entre dois pontos; por esse motivo deve ser ligado sempre em paralelo com o trecho do circuito do qual se deseja obter a tensão elétrica. Podem medir tensões contínuas ou alternadas dependendo da qualidade do aparelho. Sua precisão é de 0,1 V e a incerteza do instrumento de medida está na ordem de ± 0,05V. Para não atrapalhar o circuito, sua resistência interna deve ser muito alta, a maior possível. Se sua resistência interna for muito alta, comparada às resistências do circuito, consideramos o aparelho como sendo ideal. " id="pdf-obj-5-2" src="pdf-obj-5-2.jpg">

Figura 3 – Termômetro

Seguidamente foi usado o mesmo método para o segundo fluido, o álcool. Os dados obtidos foram arranjados em tabelas e através deles, calculamos a capacidade térmica (Cs) do sistema, com sua respectiva incerteza, por um processo gráfico e a também partir da equação que foi apresentada na introdução. Comparando assim os resultados experimentais obtidos com o teórico da literatura. O amperímetro é utilizado para medir a intensidade de corrente elétrica que passa por um fio. Pode medir tanto corrente contínua como corrente alternada. A unidade utilizada é o àmpere. Este deve ser ligado sempre em série, para aferir a corrente que passa por determinada região do circuito. Para isso o amperímetro deve ter sua resistência interna muito pequena, a menor possível. Se sua resistência interna for muito pequena, comparada às resistências do circuito, consideramos o amperímetro como sendo ideal. Tendo a sua precisão é de 0,01 A e a incerteza do instrumento de medida está na ordem de ± 0,005 V. O voltímetro é utilizado para medir a diferença de potencial entre dois pontos; por esse motivo deve ser ligado sempre em paralelo com o trecho do circuito do qual se deseja obter a tensão elétrica. Podem medir tensões contínuas ou alternadas dependendo da qualidade do aparelho. Sua precisão é de 0,1 V e a incerteza do instrumento de medida está na ordem de ± 0,05V.

Para não atrapalhar o circuito, sua resistência interna deve ser muito alta, a maior possível. Se sua resistência interna for muito alta, comparada às resistências do circuito, consideramos o aparelho como sendo ideal.

Figura 4 – Fonte de tensão (voltímetro e amperímetro). Fonte: <a href=https://www.google.com.br/#q=voltimetro+e+amperimetro Calorímetros são aparelhos simples, construídos para que isolar termicamente o seu interior, para que não ocorram trocas de calor entre o interior e o ambiente externo. Todos se baseiam na mesma estrutura: um recipiente de paredes finas envolvido por outro recipiente fechado e com paredes grossas e isolantes. Este recipiente, em montagens laboratoriais, é chamado de frasco de Dewar. Neste instrumento, é colocado dois acessórios: um termômetro e um agitador. O termômetro é usado para aferição da temperatura do sistema, e o agitador é usado para homogeneizar o sistema e fazer com que ele entre em equilíbrio térmico mais rapidamente. Figura 5 – Esquema experimental para se medir a capacidade térmica do sistema calorímetro + fluido. Fonte: http://www.fisica.ufmg.br/~labexp/roteirosPDF/Determinacao_da_Capacidade_Termica_de_ um_Calorimetro.pdf " id="pdf-obj-6-2" src="pdf-obj-6-2.jpg">

Figura 4 – Fonte de tensão (voltímetro e amperímetro).

Calorímetros são aparelhos simples, construídos para que isolar termicamente o seu interior, para que não ocorram trocas de calor entre o interior e o ambiente externo. Todos se baseiam na mesma estrutura: um recipiente de paredes finas envolvido por outro recipiente fechado e com paredes grossas e isolantes. Este recipiente, em montagens laboratoriais, é chamado de frasco de Dewar. Neste instrumento, é colocado dois acessórios: um termômetro e um agitador. O termômetro é usado para aferição da temperatura do sistema, e o agitador é usado para homogeneizar o sistema e fazer com que ele entre em equilíbrio térmico mais rapidamente.

Figura 4 – Fonte de tensão (voltímetro e amperímetro). Fonte: <a href=https://www.google.com.br/#q=voltimetro+e+amperimetro Calorímetros são aparelhos simples, construídos para que isolar termicamente o seu interior, para que não ocorram trocas de calor entre o interior e o ambiente externo. Todos se baseiam na mesma estrutura: um recipiente de paredes finas envolvido por outro recipiente fechado e com paredes grossas e isolantes. Este recipiente, em montagens laboratoriais, é chamado de frasco de Dewar. Neste instrumento, é colocado dois acessórios: um termômetro e um agitador. O termômetro é usado para aferição da temperatura do sistema, e o agitador é usado para homogeneizar o sistema e fazer com que ele entre em equilíbrio térmico mais rapidamente. Figura 5 – Esquema experimental para se medir a capacidade térmica do sistema calorímetro + fluido. Fonte: http://www.fisica.ufmg.br/~labexp/roteirosPDF/Determinacao_da_Capacidade_Termica_de_ um_Calorimetro.pdf " id="pdf-obj-6-12" src="pdf-obj-6-12.jpg">

Figura 5 – Esquema experimental para se medir a capacidade térmica do sistema calorímetro + fluido.

DADOS E RESULTADOS DE MEDIÇÕES

Os resultados das medições estão descritos a seguir.

Em primeiro caso um sistema

termodinâmico calorímetro + água e em segundo caso um sistema calorímetro + álcool. Os

medições obtidas são apresentadas respectivamente nas tabelas 1 e 2.

Apresentamos aqui as equações necessárias para determinação de alguns dados:

* Como a equação da reta é do tipo y=a+bx onde consideramos nesse caso “b” o coeficiente

angular, e “x” o tempo. Fica-se com a seguinte equação

T=T0+( V.i Cs ).t

de onde isolando Cs,

Cs= t.V.i

T

T0

(equação 1).

.

* O coeficiente angular é obtido pela equação

α=

V.i

Cs

. Isolando Cs,

Cs=

Vi

α

(equação 2).

* A capacidade de um sistema(Cs) fechado (teoricamente), no caso da água, temos

Cs=C calorímetro +C água

, isolando tem-se

C calorímetro =CsC água

(equação 3), substituindo a água

por álcool temos Cs=C calorímetro +C álcool (equação 4)

* Em experimentos utiliza-se o desvio propagado para amenizar os possíveis erros que possam ter

ocorrido, trazendo um valor aproximado para mais ou para menos. Nesse caso tem-se:

Fazendo a derivada parcial, considerando a função y = a + b(x)

u(Cs)= (u(V ) δCs ) 2 +(u(i) δCs ) 2

δV

δ i

chegamos a

(equação 5).

E equação da propagação da incerteza como:

u(Cs)= (u(V )( b )) 2 +(u(i)( V ))

i

b

2

u(R)=(a .u( A)) 2 +(b.u(B)) 2

(equação 6).

Resultados obtidos para o sistema calorímetro + água:

Tabela 1: medições da variação da temperatura (Ti) em função do tempo(ti), em um calorímetro

que contem 300,02 g de Água.

Ti (°C)

ti (s)

24,0

0,0

25,0

78,6

26,0

182,4

27,0

369,6

28,0

564,0

29,0

783,0

30,0

964,8

31,0

1149,0

32,0

1341,0

33,0

1593,6

34,0

1789,6

A tabela 1, mostra o tempo necessário para elevar a temperatura da água em 1 ° C, está

estando em um calorímetro. A partir dos dados nela apresentados construímos o gráfico 1 (figura

6), para determinarmos o coeficiente angular da reta formada.

Figura 6:

Para obter a capacidade térmica Cs do sistema, neste caso o sistema água (300,03g)+

calorímetro tem-se que:

utilizando-se a equação 1, com as constantes,

i = 1,5 A

T = 34 °C

T0 = 24°C

t = 1789,6 s

obtivemos e o valor teórico para a capacidade térmica Cs do sistema,

Cs=1503,26 J /° C.

Utilizando-se do coeficiente linear da reta (obtido na equação da reta) obtida no gráfico 1

(Figura 6) determinamos o valor obtido experimentalmente.

Utiliza-se a equação 2, com os dados,

α= 0,0053

V=5,6 V

i = 1,5 A

Obtêm-se experimental para a capacidade térmica Cs do sistema, no caso

Cs=1584,9 J /°C.

Baseando-se a equação 5, é possível calcular a capacidade térmica do sistema, com sua

respectiva incerteza:

dados,

u(v)= 0,05V (precisão é de 0,1 V);

u(i)= 0,005 A (precisão é de 0,01 A);

b = 0,0053

u(Cs)= ((0,05)(

1,50

0,0053 ))

  • 2 5,6

+((0,005)(

0,0053 ))

2

;

u (Cs)=14,98 J /° C

.

A capacidade térmica do sistema calorímetro + água, com sua respectiva incerteza, ficou

Cs=1503,26 ± 14,98 J /° C

.

Após isso é possível determinarmos a capacidade térmica do calorímetro. Tendo a água com calor

específico (c) de 4,18 ± 0,01, podemos calcular sua capacidade térmica a partir do conceito de

capacidade térmica, que é dado por

C água =1254,08 J /° C .

C água =m.c

,

e temos

C água =300,02( g).4,18(J /

C)

,

Fazendo a propagação de erros, com a equação 6, temos:

dados,

u(m)= 0,005 g

u(c)= 0,01 J/g °C

u (C água )= (u (m)(c água )) 2 +(u (c )(m)) 2 chegamos a

u(C água )=(0,005(4,18)) 2 +(0,01(300,02)) 2

onde

u(C água )=3,00 J /° C(aprox.)

.

Ficamos com a capacidade térmica da água( Ca), com a respectiva incerteza , igual a

  • C água =1254,08 ± 3,00 J /° C

A partir da equação 3, com a capacidade térmica do sistema (calorímetro + água) e

capacidade térmica da água sendo 1254,08 J/ °C , é possível calcular a capacidade térmica do

calorímetro, com sua respectiva incerteza. Temos

  • C calorímetro =249,18 J /° C

.

C calorímetro =1503,26 J /° C1254,08J /° C

,

A incerteza obtêm-se a partir da equação 5, onde temos:

u(Cs)= 14,98 J/°C

u(Ca)= 3,00 J/°C

u(C calorímetro )= (u(Cs)) 2 +(u(C a )) 2

chegamos a

u (C calorímetro )=15,27 J /°C

.

u(C calorímetro )=(14,98) 2 +(3,00) 2

,

Encontramos uma capacidade térmica, com sua respectiva incerteza, sendo

  • C calorímetro =249,18± 15,27 J /° C

.

Resultados obtidos para o sistema calorímetro + álcool:

Tabela 2: medições da variação da temperatura (Ti) em função do tempo (ti), em um calorímetro

que contem 200,0 g de Álcool.

Ti (°C)

ti (s)

25,0

0,0

26,0

82,8

27,0

146,4

28,0

213,0

29,0

318,0

30,0

388,8

31,0

504,0

32,0

559,8

33,0

675,0

34,0

789,6

35,0

909,0

A tabela 2, mostra o tempo necessário para elevar a temperatura do álcool em 1 ° C, este

estando em um calorímetro. A partir dos dados nela apresentados construímos o gráfico 2 (figura

7), para determinarmos o coeficiente angular da reta formada.

Figura 7:

Figura 7: Para obter a capacidade térmica do sistema (Cs) , neste caso o sistema álcool

Para obter a capacidade térmica do sistema (Cs) , neste caso o sistema álcool (200g)+

calorímetro temos:

utilizando a equação 1, com as constantes,

V = 5,6 V

i = 1,5 A

T = 35 °C

T0 = 25°C

t = 909 s

Obtivemos o valor teórico para a capacidade térmica Cs do

Cs=763,56 J /° C.

Utilizando-se do coeficiente linear da reta ( y= 0,0111x+25,373) obtida no gráfico 2 (Figura 7)

determinamos o valor obtido experimentalmente.

Utilizamos a equação 2, com os dados,

α=0,0111

V=5,6 V

i = 1,5 A

Chegamos o valor experimental para a capacidade térmica Cs do sistema, no caso

Baseando-se a equação 5, calculamos a capacidade térmica do sistema, com sua respectiva

incerteza:

dados,

u(v)= 0,05V (precisão é de 0,1 V);

u(i)= 0,005 A (precisão é de 0,01 A);

b = 0,0111

u(Cs)= ((0,05)(

1,50

0,0111 ))

  • 2 5,6

+((0,005)(

0,0111 ))

2

;

u(Cs)=7,21 J /° C

.

A capacidade térmica do sistema calorímetro + álcool, com sua respectiva incerteza, ficou

Cs=756,75± 7,21 J /° C .

Agora isolando na equação 4 a capacidade térmica do álcool, obtemos:

C álcool =C s C calorímetro

,

C álcool =507,57 J /° C

. Aplicando

a incerteza

obtida

para

o

sistema, ficamos com a capacidade térmica do álcool sendo

507,57 ± 7,21 J /° C .

ANÁLISE, INTERPETRAÇÃO E DISCUSSÕES.

É possível se analisar nos gráficos uma relação existente entre o calor recebido pelo sistema

e o aumento da temperatura, isto associado a capacidade térmica do fluido que está no sistema.

Apesar dá dificuldade de se ter uma sistema totalmente isolado, obtivemos resultados possíveis de

aproximação, isso levando em consideração os vários erros de medições que possam ter ocorrido.

Utilizando os valores da capacidade térmica que os materiais possuem, no nosso caso

fluidos, conseguimos avaliar a capacidade térmica de um calorímetro. Isso é possível caso os dados

experimentais dos matérias dê aproximados com os da literatura.

No primeiro material testado, no caso a água, obtivemos uma capacidade térmica do

calorímetro

C calorímetro =249,18± 15,27 J /° C

.

Utilizando-nos

da

teoria

que

nos

diz

que

C=m.c

, onde

C= capacidade térmica (J/°C)

m=massa do material (g)

c= Calor específico (J/ g°C)

analisamos o comportamento de 200 g de álcool no calorímetro. Pela literatura seu calor específico

é de 2,43 J/g °C, o que nos daria teoricamente C álcool =200.2,43 , C álcool =486 J /° c . Ao

avaliarmos experimentalmente o álcool apresentou uma capacidade térmica

de

507,57 ± 7,21 J/°C

percebemos que mesmo com a incerteza o valor ficou muito distante.

Destacamos

como

fator

de

influencia

a

fato

de

que

o

álcool apresenta calores de

transformação diferente da água. Isso quer dizer que o fato de o álcool ser muito instável e

apresentar alta evaporação, qualquer contato com o ambiente externo poderia influenciar nas

medições, pois consequentemente teria sua massa alterada.

CONCLUSÕES

Concluímos que o experimento apesar de ter apresentado uma diferença de resultado em

relação aos teóricos, ainda assim é possível de ser aplicado, pois os valores não chegaram a

apresentar uma diferença muito grande. Ressaltamos que a explicação para essa diferença está em

vários fatores, dentre eles, os erros humanos (visão), as imprecisões dos equipamentos, a diferença

da propriedade dos materiais (que exige medições mais precisas para diferentes materiais), e

possíveis perdas de calor e de material para o ambiente.

Este experimento apresenta vários conceitos da física, sendo possível ser explorado por

professores em suas escolas. Além disso é fácil aplicação, no entanto o custo de um calorímetro

nem sempre está acessível a todos , mas há exemplos quase parecidos que envolvem esses assuntos,

e que não precisariam ter esse equipamento, como por exemplo, construir um sistema

termodinâmico com matérias isolantes e expô-los a variações de temperatura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] CASTELAN, G. W. 2008, Fundamentos de Físico-Química, Editora LTC, Rio de Janeiro.

[2] HALLIDAY, David. RESNICK, Robert. WALKER, Jearl. Fundamentos de Física. Volume 2:

Gravitação, Ondas e Termodinâmica. Trad. Ronaldo Sérgio de Biasi. 8 ed. Rio de Janeiro: LTC,

2012.