Dead Ever After Fanfic – Final Chapter

By We Love True Blood
2 Dead Ever After – Final Alternativo
Epílogo
Something of an End
Eu fechei a porta após a saída de Sam e as poucas certezas que eu tinha
foram embora junto dele. Certezas de um possível amor, até de um futuro.
Mas, qual futuro Era realmente isso o que eu queria Eu estava livre dos
vampiros, pelo menos foi o prometido. Minha vida estava voltando ao normal,
como era antes dessa confus!o toda de vampiros, fadas, lobisomens, e sem
esquecer as namoradas loucas de "lcide e Sam, que tinham al#uma coisa
contra mim. $annall%n tinha tentado me matar, assim como &ebbie 'elt, a#ora
ambas estavam mortas.
"inda me sinto culpada por isso, mesmo as duas sendo loucas, n!o queria ter
a morte delas nas minhas costas. &epois de tantos seres sobrenaturais
pairando em volta de mim, n!o duvidaria de fantasmas vindo pu(ar o meu pé
na cama.
)ranquei a porta e me encostei nela como se fosse uma tabua de salva*!o. Eu
queria estar feliz com Sam, desejava ardentemente isso. Só que meus
pensamentos sempre insistiam em parar num certo lu#ar, lu#ar que eu nem
poderia ir, sen!o morreria. Eu me sinto meio masoquista por ainda pensar em
Eric, sendo que nossa história acabou da pior maneira. Eu o culpava por ter me
dei(ado, eu o e(pulsei da minha casa, e só de ouvir o nome dele me dava
calafrios. "té pensei que se ele tivesse morrido em vez de ir para +,lahoma,
me dei(aria um pouco melhor. Eu sei que isso n!o é nada crist!o, mas n!o
posso impedir de sentir esse tipo de coisa forte em rela*!o a ele.
+lhei para a cozinha e lembrei que ainda tinha vinho do casamento de $ason.
Caminhei sentindo o cansa*o no meu corpo. "bri a #eladeira, pe#uei o vinho
tinto #eladinho, tirei a rolha de maneira desajeitada com um #arfo, eu nem
lembrava onde tinha dei(ado o abridor de vinho.
Sentei na cadeira, jo#uei os pés em cima da mesa e tomei uma boa #olada
direto da #arrafa. Eu estava sozinha, n!o precisava ter frescura e parecer uma
mo*a respeitada. -!o acreditava que eu tinha transado com Sam al#uns dias
atr.s, era t!o surreal. +nde eu estava com a cabe*a -ós tínhamos uma
rela*!o de patr!o e empre#ada... que dizer, sócios. Meses atr.s emprestei um
bom dinheiro para Sam arrumar o bar depois de um atentado criminoso contra
os metamorfos.
E a#ora dividimos a mesma cama, pior que eu nem tinha certeza se era o
certo, se n!o era efeito daquele treco das fadas, a Cluviel/&or. -o momento eu
dei(ei rolar, quem sabe fosse isso mesmo que eu queria no fim das contas.
3 Dead Ever After – Final Alternativo
Mas, al#uma coisa aqui dentro ficava apitando, como se quisesse me avisar
que eu corria o risco de dar um enorme passo em falso e acabar perdendo um
ami#o, sócio e o bar.
Minha vida seria t!o mais f.cil se eu n!o lesse pensamentos alheios, eu
poderia ter saído com um monte de caras diferentes, namorar uns tantos outros
e nunca ter conhecido 0ill, 1uinn... ou Eric. Esse 2ltimo ainda era mais
doloroso, eu admitia que foi quem realmente amei. "mei ou amo 0ebi mais
um #ole #eneroso da #arrafa, senti o liquido descendo #elado pela minha
#ar#anta, viscoso como san#ue de vampiro. &ro#a3 'or que fico lembrando
dessas coisas
Eu levantei de uma vez da mesa, quase derrubei a cadeira e eu mesma no
ch!o. Coloquei o vinho de volta na #eladeira sem a porcaria da rolha, minha
cabe*a rodava, rodava, e rodava. Eu bebi muito novamente, al#o que
come*ava a ficar peri#osamente rotineiro. Só de pensar em ficar como $ane
0odehouse, b4bada e perdida pelas ruas de 0on )emps. -!o, eu só bebia
para rela(ar.
Com esse pensamento eu fui cambaleando até a escada, parei no primeiro
de#rau para recuperar o f5le#o. 6echei os olhos e a ima#em de Eric com
aquele sorriso cínico sur#iu. "bri novamente os olhos (in#ando em voz alta a
minha mente maldosa querendo pre#ar pe*as.
7espirei fundo e subi os de#raus correndo como louca. Continue correndo até
o meu quarto, parei perto da cama onde eu tinha feito se(o tantas vezes com
Eric. 'u(ei o len*ol, travesseiro, jo#uei tudo do outro lado do quarto. &eitei
direto no colch!o, n!o queria sentir lembran*as dolorosas. 1ueria só o meu
cheiro ali, eu fecharia os olhos e dormiria como uma crian*a. "cordaria no dia
se#uinte ima#inando que voltei de um coma profundo num mundo diferente.
Eu fechei os olhos e tudo ficou escuro. "cordei com uma batida forte na porta
da frente, pelo menos foi o que pareceu ou era minha ressaca martelando em
minha cabe*a. +lhei no reló#io, eram quase duas da manh!. 1uem poderia ser
essa hora 8arin, a cria de Eric, que era minha #uarda costas de lu(o -!o,
ela entraria no meu quarto como fez da primeira vez sem avisar. Só se fosse
'am, mas eu só poderia v4/la em hor.rios específicos e com hora marcada,
ela me avisaria se viesse.
9evantei sem vontade, torcendo para ser um en#ano, ser o vento, ou al#um
mórmon perdido nas redondezas. Eu ainda usava o vestido amarelo que usei
no casamento de $ason, nem ainda tinha me trocado, só faria isso quando
acordasse no dia se#uinte. Mas uma maldita batida na porta atrapalhou os
meus planos.
4 Dead Ever After – Final Alternativo
Eu olhei para bai(o l. de cima da escada e n!o vi movimenta*!o do lado de
fora. &esci o resto dos de#raus olhando para os lados, como se al#uém fosse
sair dali e me pe#ar. Eu parecia paranoica, mas com parentes fadas meio
doidos, n!o poderia facilitar.
:irei o trinco da porta sentindo minhas m!os tremendo, eu deveria ter pe#o o
taco de beisebol de $ason como prote*!o. E se fosse os fantasmas de &ebbie
e $annall%n querendo pre#ar uma pe*a Soo,ie, sua idiota, fantasmas n!o
e(istem... assim como vampiros, lobisomens... dro#a3 "s coisas n!o estavam
mesmo do meu lado.
"bri a porta, coloquei a cabe*a para fora, e a varanda estava completamente
vazia, apenas com o balan*o se me(endo pra frente e pra tr.s por causa do
vento.
;8arin<, eu per#untei e n!o tive nenhuma resposta. &ei de ombros e fechei a
porta, provavelmente eu ainda estava b4bada.
-o momento que recomecei a subir a escada, a batida forte voltou na porta.
"l#uém estava mesmo brincando comi#o. 6ui até a sala, pe#uei o taco
embai(o do sof. e fui soltando fuma*a até a porta. Escancarei a porta, sai para
o meio da varanda empunhando o taco acima da minha cabe*a. Eu tinha dado
umas rebatidas quando menina, n!o era t!o ruim.
;=e%, seu babaca, caia fora da minha propriedade.<, eu #ritei com todas as
for*as.
1ualquer coisa eu correria até a mans!o de 0ill do outro lado do cemitério, mas
eu sabia me defender sozinha, iria enfrentar quem estivesse me infernizando.
'ara minha surpresa, al#o pulou de cima da varanda, eu nem tinha notado a
movimenta*!o no telhado.
9. fora estava escuro, a luz fraca da varanda n!o servia como boa ilumina*!o.
" coisa fez um barulho e levantou poeira quando caiu no ch!o de terra. Eu n!o
ouvia respira*!o e muito menos pensamento, deveria ser um vampiro, n!o
tinha d2vidas disso. E vampiros estavam proibidos de virem até mim, eu n!o
fazia mais parte do mundo deles.
;Eu estou armada, n!o se apro(ime.<, eu falei tentando n!o demonstrar medo.
;Sou eu.<
Eu quase desmaiei quando ouvi a voz de Eric. + taco de beisebol caiu da
minha m!o e saiu rolando pela varanda. Eu n!o conse#uia me me(er, estava
paralisada. Eu estava sonhando, só poderia ser essa e(plica*!o. Ele n!o podia
me ver, n!o podia se apro(imar, tinha desistido de mim, tinha me abandonado.
;+nde est.... 8arin<, foi o primeiro pensamento que sur#iu em minha mente.
5 Dead Ever After – Final Alternativo
;Mandei que se afastasse essa noite.<, ele fez uma lon#a pausa. ;Eu fiz,
Soo,ie. -!o pude evitar.<
Meu corpo tremia, sentia cada parte rea#indo > voz dele. Eric se escondia no
escuro, eu n!o conse#uia v4/lo.
;+ que voc4 fez<, eu per#untei depois de um tempo de sil4ncio.
Minha voz soou estranha, demonstrando o quanto eu estava abalada em t4/lo
t!o perto. Sorte que n!o tínhamos mais la*o de san#ue, sen!o ele saberia
e(atamente o quanto me afetava.
;Estou livre.<
Ele se apro(imou do primeiro de#rau da varanda. Eu me afastei
instintivamente. Ele subiu lentamente o se#undo de#rau e eu pude v4/lo. +s
lon#os cabelos estavam sujos de san#ue, assim como o rosto, a jaqueta preta
e camiseta branca que usava. Ele estendia as m!os na frente, estavam
ensan#uentadas como o resto. + san#ue escorria pelos dedos, uma cor
escura, e tinha peda*os de pele e outras partes que eu n!o queria ima#inar do
que eram.
;?oc4 sabe que n!o pode me ver... sabe das consequ4ncias.<, eu disse
atravessando o parapeito da porta.
;&ane/se as consequ4ncias. Eu me livrei dela, isso basta.<, ele passou as
m!os na cal*a jeans, tentando limp./las.
;Meu &eus, Eric. ?oc4 fez o que estou pensando<, eu apertei as m!os no
peito de susto.
;Eu tentei de tudo, mas n!o conse#ui. Eu a matei. 6oi até f.cil.<
;?oc4 ser. morto, ficou louco<, eu #ritei.
;Eu sei... eu sei, n!o me importo.<, ele me encarou com aqueles olhos azuis
que tanto senti falta.
;-!o entendo. 'or que fez uma coisa dessas<, eu balan*ava a cabe*a
horrorizada. ;-!o ouse dizer que foi por mim.<
Ele n!o subiu o resto dos de#raus da varanda. 'rovavelmente percebeu o meu
receio, e que eu n!o estava > vontade com a situa*!o. Eu a#arrei o parapeito
da porta, eu sabia que Eric iria morrer se n!o fu#isse. Ele tinha feito al#o #rave
para os vampiros, 6elipe de Castro iria perse#ui/lo até o fim do mundo.
;6oi por mim, por nós.<, ele continuou me encarando. ;Eu estive perdido, sem
saber o que fazer. 1uando me vi junto dela, mesmo que fosse só uma vez por
ano. Eu n!o poderia... Soo,ie, n!o depois do que tivemos.<
6 Dead Ever After – Final Alternativo
;Est. de brincadeira comi#o. Só pode... ?oc4 me dei(ou.<, eu senti meus olhos
encherem de l.#rimas, eu n!o iria conse#uir me conter por muito tempo.
;'orque fui obri#ado, achei que conse#uiria te dei(ar livre, lon#e de mim.<, ele
estendeu a m!o novamente para mim.
;&ei(a/a em paz, Eric.<, 0ill disse saindo da floresta que separava nossas
casas.
;-!o se intrometa.<, Eric respondeu sem se virar.
;?oc4 tinha feito o bem em dei(./la. -!o tem direito de voltar.<, 0ill disse
fechando os punhos.
;1ue eu sabia voc4 só tinha ordens de vi#ia/la, n!o de tomar conta da vida
alheia.<, Eric disse irritado.
Eu observava a discuss!o dos dois sem entender o que falavam. 0ill me vi#iar
&esde quando +rdens de quem @ma onda de ódio subiu no meu corpo, eu
queria bater em al#uém, principalmente em Eric.
;&o que voc4s est!o falando<, eu per#untei saindo na varanda e pe#ando o
taco de beisebol. ;Se n!o contarem, irei e(pulsar os dois daqui. E #aranto que
minha mira é perfeita.<
;?amos, 0ill. Conte pra ela, voc4 é bom em falar a verdade.<, Eric provocou.
;Eu... nós.<, ele come*ou a contar num fio de voz. ;0em, Eric pediu para eu te
vi#iar, enquanto ele estivesse em +,lahoma. Eu e 'am tínhamos que cortar os
vínculos dele com voc4, n!o podíamos correr o risco de voc4 ir até ele e
acabar morta.<
;?ínculos 1ue o contrato n!o foi um sacrifício por mim 1ue Eric obri#ou Sam
a ficar lon#e de mim Essas coisas idiotas<, eu per#untei dei(ando as
l.#rimas escorrerem livremente. -!o conse#uia acreditar que tinham feito isso
comi#o, como se eu n!o soubesse controlar meus sentimentos.
;&esculpe, Soo,ie. 6oi apenas para te prote#er.<, 0ill disse se apro(imando.
;Me prote#er -!o a#uento mais voc4s tomando decisAes por mim.<
;?. embora, Eric. Est. descumprindo o que prometeu, que dei(aria Soo,ie
viver em paz.< 0ill subiu a escada da varanda se colocando entre Eric e eu.
;Eu fiz o que achei certo. Eu precisava v4/la uma 2ltima vez e n!o poderia
estando preso a +,lahoma.<, Eric i#norou 0ill e disse me olhando com firmeza.
Eu sentia raiva de tantas mentiras que n!o tinham fim. Me tratavam como se
fosse uma menina boba que n!o soubesse tomar decisAes. Eu sei o que fa*o
7 Dead Ever After – Final Alternativo
da minha vida, mesmo que seja um passo em falso. Eu errei em ter me
envolvido com 0ill e quebrado a cara. E eu deveria pensar do mesmo jeito
sobre Eric, como eu queria pensar assim. Seria t!o f.cil eu virar as costas e
fechar a porta na cara dos dois.
;Só queria que soubesse... que eu n!o desisti.<, Eric disse se afastando da
varanda.
Ele tinha caminhado para lon#e da minha casa, eu n!o conse#uia v4/lo direito
no escuro. Ele n!o poderia ir embora dessa maneira, me dei(ando mais
perdida do que nunca. Eu jo#uei o bast!o lon#e que atin#iu o balan*o na
varanda, passei por 0ill descendo as escadas sem sentir meus pés. Eu tinha
que alcan*ar Eric.
;Eric... Eric... volte, n!o me dei(e.<
Eu #ritei correndo pela entrada de terra batida da minha casa. Eu olhava para
cima esperando encontr./lo voando. Ele n!o podia ter ido embora novamente,
eu n!o aceitaria perd4/lo de novo. @ma vez eu aceitaria, n!o uma se#unda
vez.
;Eu estou aqui.<, ele disse depois de al#uns minutos que pareceram horas, ele
estava parado na minha frente, mas eu n!o conse#uia ver o rosto dele com
clareza, apenas o luar nos iluminava.
;+ que pretende fazer...<, eu per#untei ainda sentindo o #osto das l.#rimas
nos meus l.bios.
;Ele ser. ca*ado e morto, n!o tem muitas op*Aes.<, 0ill respondeu se
colocando ao meu lado.
;&essa vez seu desejo ir. se realizar, 0ill.<, Eric disse com cinismo.
;?oc4 tem que fu#ir... n!o pode ficar aqui. Sempre tem um plano 0, eu sei.<, eu
disse i#norando a troca de #entilezas entre os dois.
;)alvez.<, ele disse com um sorriso. ;Cuide dela.<, Eric disse se voltando para
0ill.
;Com a minha vida.<, 0ill fez um leve aceno com a cabe*a.
;Espere... espere... novamente voc4s dois tomando decisAes por mim.<, eu bati
meu pé no ch!o de raiva. ;Eu vou junto com voc4.<, eu encarei Eric com um
sorriso de canto.
;Como ?ai jo#ar toda a prote*!o que fizemos pra voc4 'ra fu#ir com ele e
morrer<, 0ill #ritou descontrolado.
8 Dead Ever After – Final Alternativo
;Ele fez isso por mim e eu farei por ele.<, eu disse sendo sincera, n!o tinha
porque fu#ir da verdade, eu ainda amava Eric, nunca tinha dei(ado de amar
por um se#undo, por mais que eu tivesse fin#ido para mim mesma e
confundindo tudo me entre#ando para o Sam. -!o era Cluviel/&or, nem la*o
de san#ue. Eram os meus sentimentos reais, que sempre ficaram martelando
querendo sair. Eu sabia que jamais seria feliz estando lon#e de Eric. Eu
apenas continuaria vivendo como sempre fiz antes de conhec4/lo. E acabaria
machucando Sam no processo, ele nem merecia ser usado dessa maneira.
Sam merecia uma mulher que o amasse por inteiro, n!o por partes, n!o para
fu#ir do passado. Eu o amava, mas n!o como ele desejava.
;Eu preciso avisar 'am.<, Eric disse sem esconder a e(cita*!o, a m!o dele
tremia teclando no celular, eu senti um arrepio no meu corpo de felicidade. Ele
n!o tinha me questionado, nem me proibido. Ele sabia como eu que era a
nossa 2ltima chance de ficarmos juntos.
;Estou indo arrumar a minha mala...<, de fu#a, eu pensei comi#o mesma. "cho
que eu era viciada em adrenalina, talvez essa fosse a e(plica*!o para fu#ir de
minha vida quase perfeita. E também viciada num certo vampiro, um pouco de
cada coisa. Eu limpava as l.#rimas e sorria como uma idiota.
Eric se afastou falando no celular, parecia dar ordens e meio irritado. @ma
coisa nunca iria mudar, a personalidade dele. Sempre tomando as decisAes
mais difíceis, e sempre irritado nesse processo. Eu ri novamente, era o que eu
mais #ostava nele. 0ill me encarou de bra*os abertos, com um olhar perdido,
sem entender o que eu estava fazendo.
;Confie em mim.<, eu o abracei e dei um leve beijo na bochecha. ;E(plique tudo
para Sam... $ason, )ara e quem voc4 achar que deve.<, eu falei bai(inho.
Ele n!o disse nada, apenas me olhou lon#amente e concordou com a cabe*a.
Eu me virei e corri novamente de volta para minha casa, que lo#o n!o seria
mais. $ason iria herdar tudo com meu sumi*o repentino, eu dei(aria al#o pra
ele dessa história toda.
&essa vez eu n!o estava preocupada com os meus pés de terra sujando o
ch!o, n!o teria que limpar nada. 'e#uei a mala que usei na via#em para
&allas, nem fazia tanto tempo assim, uns dois anos. Mas, quando eu parava
para pensar, parecia que tinha sido uma vida. Eu n!o sei o que aconteceria
daqui pra frente, iria confiar nos meus instintos, raramente eles falharam.
Comecei a fu*ar no arm.rio, retirando as roupas que eu iria usar numa fu#a.
Muitas cal*as, camisetas velhas, e al#uns vestidos, n!o poderia dei(./los para
tr.s. &e repente, ouvi uma batida na janela, Eric estava pairando no lado de
fora. Eu tinha esquecido de convid./lo para entrar novamente. 6ui até a janela
e abri para que ele entrasse.
9 Dead Ever After – Final Alternativo
;:ostaria de entrar na minha quase e(/casa, Senhor -orthman<
Ele entrou com o sorriso de canto t!o característico, mas n!o se moveu, ficou
parado perto da cama olhando em volta com surpresa.
;+ que foi<, eu per#untei voltando a andar de maneira frenética pelo quarto
juntando as minhas roupas.
;)em certeza do que est. fazendo<
;"bsoluta.<
;&epois n!o ir. me culpar e #ritar que te privei de uma vida feliz e cheia de
filhotes<
;'rovavelmente... na minha )'M.<, eu sorri. ;B só voc4 ficar lon#e nesses
dias.<
;'am vir. daqui a pouco te pe#ar.<, ele disse se apro(imando.
;-!o iremos juntos<, eu per#untei desapontada.
;-essa primeira etapa n!o. Eu irei na frente.<
;'am ir. fu#ir também<
;Era o nosso plano inicial. Eu alterei al#umas coisas para levar voc4 junto.<, ele
me encarou.
;Espero que n!o tenha sido muita coisa...<, eu disse preocupada.
;-ada demais.<, ele disse um pouco eni#m.tico para o meu #osto.
;?oc4 n!o quer contar... pensa que irei desistir se descobrir.<, eu cruzei os
bra*os.
;'elo contr.rio, meu receio é voc4 #ostar até demais da aventura.<
;"ndou lendo meus pensamentos<
Ele balan*ou a cabe*a reprimindo uma risada. Eu continuava caminhando de
um lado para o outro enchendo a mala, iria fazer de tudo para caber tudo numa
só e acabaria precisando da ajuda dele pra fechar.
;-!o quer me ajudar aqui<, eu disse tentando n!o entrar em desespero pela
malar estar quase cheia.
;?ou sujar as suas coisas.<, ele disse apontando para o corpo.
;"i, dro#a3 -em reparei.<, eu balancei a cabe*a. ;Espera um pouco.<
10 Dead Ever After – Final Alternativo
6ui até o banheiro e pe#uei meus apetrechos de beleza. 'oderia fu#ir, mas n!o
ficaria lar#ada nesse processo. ?oltei com duas nécessaires abarrotadas.
$o#uei na mala, come*ando a fechar um lado.
;"#ora sim vou precisar da sua ajuda.<, eu sorri novamente sentando em cima
da mala.
Ele se apro(imou soltando uma risada. 6azia tempo que n!o sorriamos um
para o outro. &as outras vezes só tinha sido #ritos, (in#os, ódio para todo lado.
Eu me apoiei de lado na mala, sem nenhum esfor*o ele fechou de uma vez.
"rre#alei os olhos diante da presteza dele. &everia ter feito isso em todas as
outras vezes que e(a#erei nas minhas malas. Eu coloquei as m!os em cima da
mala cheia, e senti a m!o #elada dele em cima da minha. -!o est.vamos mais
sorrindo.
;-!o prometo que ser. tudo perfeito, que n!o teremos peri#o ou que a morte
estar. distante.<, ele apertou a minha m!o. ;Só posso prometer que sempre te
amarei.<
Eu sabia do que ele estava dizendo, sobre a nossa diferen*a de idade e que
um dia isso viria > tona. 'or mais que tivéssemos peri#o, morte espreitando a
cada esquina. " minha idade n!o deveria ser um empecilho, e eu n!o deveria
surtar por causa disso. "final, ele tinha feito tudo isso por mim, envelhecer
seria o menor de nossos problemas.
;Eric... eu...<
"ntes que eu terminasse a frase, senti os l.bios dele nos meus. 6azia tempo
que n!o o sentia t!o pró(imo. 6azia tempo que n!o sentia o frio na barri#a que
só ele me dava. Eu a#arrei o pesco*o dele ficando na ponta dos pés, encostei
meu corpo ao dele, era a melhor t.bua de salva*!o que eu podia ter. "s m!os
dele subiam e desciam nas minhas costas, os dedos deslizando na minha pele
quente. + #osto de san#ue de 6re%da na minha boca, eu sabia que n!o era o
san#ue dele que sentia no beijo. Csso n!o tirou o meu prazer, só aumentou.
Sabendo que ela n!o tinha #anhado.
;Se eu continuar te beijando, n!o iremos parar...<, ele disse sussurrando no
meu ouvido.
;=ummm...<, eu apenas murmurei. ;Só mais um pouco.<
;+lha o meu estado deplor.vel.<, ele disse piscando.
Eu me afastei e o olhei com prazer. Mesmo sujo de san#ue continuava um
peri#o, aqueles olhos azuis brilhantes, os l.bios que me levavam a loucura.
-em iria pensar muito no corpo dele para n!o piorar as coisas, mas n!o dei(ei
11 Dead Ever After – Final Alternativo
de notar a ere*!o dele e entendi o que ele quis dizer em nos afastarmos.
7ealmente, n!o poderíamos sucumbir diante de um inicio de fu#a.
;)enho que ir. 'am che#ar. lo#o.<, Ele me pu(ou para junto dele, deu um beijo
na minha testa e saiu voando pela janela.
-!o queria que ele tivesse ido embora, queria que tivesse ficado comi#o até
'am aparecer. Eu tinha medo de que al#o desse errado e tudo voltasse a
estaca zero, eu n!o a#uentaria mais uma desilus!o. -!o que eu fosse fraca,
mas n!o queria acreditar tanto em al#o e depois perder novamente. Eu tinha
acreditado que ele se livraria da 7ainha e depois nos divorciamos, ele acabou
realmente se casando. E a#ora Eric tinha realmente se livrado, colocando a
vida em risco e n!o era para nada sair errado dessa vez. Nada. Eu n!o
aceitaria.
Eu desci a escada arrastando a minha mala, tinha ficado mais pesada do que
eu tinha ima#inado. &ei(ei a mala perto da porta e dei uma 2ltima caminhada
na casa da minha avó. Essa casa que tinha visto um monte de coisas, sendo
quase destruída uma vez. 'or sorte, Eric me ajudou imensamente na
reconstru*!o, inclusive dei(ando a cozinha impec.vel. ?erifiquei se as janelas
estavam fechadas, pe#uei o molho de chaves na minha m!o, e caminhei para
a saída definitiva da minha casa.
)ranquei a porta e coloquei a chave no vaso perto do balan*o. $ason
conse#uiria encontrar sem dificuldades. Eu esperava que todos um dia me
perdoassem pelo que eu estava fazendo. :ostaria de ter tempo para e(plicar,
mas eu n!o queria ouvir um novo serm!o vindo de )ara e o olhar de
reprova*!o de meu irm!o.
Sentei no primeiro de#rau da varanda, eu tinha tomado banho e trocado meu
vestido por um jeans batido e uma blusa. 'rendi meus cabelos num rabo de
cavalo e esperei pelo inicio da minha fu#a. Eram quase tr4s horas da manh! e
nenhum sinal de 'am. -em de 8arin, Eric pelo jeito a tinha dispensado pra
valer. -!o tinha mais motivo pra ela passar a noite na floresta tomando conta
da minha se#uran*a.
Eu vi luzes se apro(imando e o barulho de motor. Eu levantei de uma vez,
sabia que era 'am, n!o tinha como ser outra pessoa. Ela parou com o utilit.rio
bem na entrada da casa, eu estranhei 'am com um carro t!o tiazona. -em iria
comentar sen!o ela me mataria.
"rrastei a mala pelos de#raus, antes que pudesse terminar, 'am sur#iu ao
meu lado pe#ando a mala sem dificuldades. Ela abriu o porta/malas e #uardou
meus pertences. ?ampiros facilitavam bastante nesses momentos. Ela fez um
movimento com a cabe*a para que eu entrasse no carro. Meu cora*!o pulou,
eu estava indo embora de 0on )emps e talvez nunca mais voltasse. Eu senti
12 Dead Ever After – Final Alternativo
um leve pesar, e um pouco de alivio. +s sentimentos se misturavam, deveria
ser al#o normal quando abandon.vamos al#uma coisa.
;Eu só fa*o isso porque é voc4.<, 'am disse assim que entrei no carro.
;&iri#ir esse carro t!o bonito<, eu disse olhando de lado para ela.
;Eric n!o tem muito bom #osto com carros.<, ela revirou os olhos. ;Est. pronta
-!o quer se despedir mais uma vez de 0ill Estou vendo daqui as l.#rimas
dele.<
;+ que<, eu olhei para tr.s e n!o vi nada. ;Eu j. me despedi dele.<
;'rovavelmente ele ir. se matar assim que sairmos daqui... #ritando o quanto
te ama.<
;'am3<, eu a repreendi.
;Est. bom, est. bom... só pra quebrar o #elo.<
;'ra onde vamos Eric pra variar n!o me contou nada.<
;)!o típico.<, ela deu de ombros e li#ou o carro. ;-ós vamos até Daco, iremos
passar o dia l.. Eu n!o posso diri#ir de manh!, n!o quero um bronzeado
for*ado.<, ela fez uma careta. ;&epois vamos até o #lorioso Mé(ico.<
;Mé(ico<, eu fique surpresa. ;"h, entendi. )odo mundo que quer fu#ir vai pra
l..<
;Cnicialmente.<
+ carro se afastava lentamente da minha casa, e(/casa, para ser mais e(ata.
Eu olhei mais uma vez e fiz uma despedida mental. -!o senti vontade de
chorar, pensei que sentiria ao menos isso. 'elo jeito eu estava mais preparada
para sair do que ima#inava. Eu me aconche#uei no banco do carro e estiquei a
perna. )eríamos uma via#em de umas tr4s horas até Daco no )e(as,
che#aríamos no limite do amanhecer.
;&esculpe atrapalhar o plano de fu#a.<, eu disse preocupada com as mudan*as
de plano.
;Só um pouco, nada demais.<, 'am n!o mentia muito bem, pude ver no rosto
dela. ;Eu #ostei voc4 ter vindo junto.<
;Mesmo -!o quero me sentir culpada.<
;Soo,ie, #ra*as que voc4 veio. Eu n!o iria a#uentar Eric resmun#ando pelos
cantos o quanto era infeliz sem voc4. $. che#a o que passamos com a
7ainha.<, ela revirou os olhos novamente.
13 Dead Ever After – Final Alternativo
;Eles j. est!o atr.s de nós<, eu per#untei querendo esconder o medo.
;"inda n!o. Espero que n!o. Eric n!o a matou de maneira escandalosa.<, 'am
olhou no retrovisor. ;6oi na consuma*!o do casamento. -in#uém seria louco
de interromper.<
;"ntes ou depois<
;&o que<
;?oc4 sabe muito bem.<
;)er. que per#untar pra ele. -!o sei dos detalhes mórbidos.<, ela sorriu.
+ resto da via#em transcorreu sem problemas, colocamos numa r.dio de
m2sica dos anos EF e fomos cantando al#umas coisas no caminho. -a
verdade, eu cantei, 'am ficou pedindo para eu parar, n!o a#uentava os meus
tons a#udos. Eu sempre me sentia bem na companhia dela, apesar de n!o nos
termos dado bem no inicio. Eu achava 'am fria e assustadora, n!o que ela
tenha melhorado. "#ora parecia somente fria, só era assustadora para manter
as apar4ncias.
'am passou do limite v.rias vezes na rodovia, eu olhava para os lados
temendo que al#um policial nos parasse. Mas, o dia estava che#ando
peri#osamente e n!o poderíamos nos arriscar. Che#amos no motel de beira de
estrada nos arredores de Daco >s GHIG da manh!. 'am correu para pe#ar as
chaves e entrar no quarto.
Eu nem tirei a minha mala. Entrei no quarto lo#o atr.s dela. Só havia uma
cama, uma televis!o anti#a e poeira por todo lado. Eu espirrei al#umas vezes,
'am n!o sentiu nenhum desconforto. +utra vanta#em de ser um vampiro, n!o
precisavam respirar poeira. &ividimos a cama, eu demorei em dormir, pensava
em tudo que tinha acontecido. Eu olhava de vez em quando para 'am
dormindo como uma pedra ao meu lado. Eu fui verificar se a janela estava bem
fechada. -!o poderia entrar nenhuma luz do sol no quarto. &epois de ter
certeza que tudo estava bem. Eu acabei pe#ando no sono e sonhando com
coisas estranhas.
-a noite se#uinte nos colocamos em pé e pronta para continuarmos. Meu
est5ma#o estava roncando de fome, 'am tinha trazido )ru0lood. E eu fiquei
vendo navios. 1uando entramos no carro, minha barri#a roncou alto e ela
esbravejouH
;-!o é pra voc4 morrer de fome também. )em que me avisar, eu n!o entendo
dessas coisas.<
Eu disse que só queria um lanche e ficaria satisfeita. -!o demoramos para
encontrar um drive/thru. Eu pedi uma boa quantidade de comida, senti que
14 Dead Ever After – Final Alternativo
en#ordaria só de olhar. 'am tapou o nariz por causa do cheiro. Eu fiquei
empanturrada e pronta para continuar. Meu celular vibrou na minha cal*a, eu
pe#uei com a m!o tremendo. Era uma mensa#em de EricH
“Estou no México. Esperando vocês. Pam não está de mau humor? Saudades,
te amo e um ei!o na oca."
Eu senti meu cora*!o saltar com a mensa#em. + Eric que eu queria est. de
volta. 'oucos conheciam esse lado divertido dele. Eu n!o via a hora de receber
o beijo na boca. -!o perdi tempo em responder, 'am tentava olhar o que eu
estava di#itando freneticamente.
“#inda na estrada. #caei de comer um monte de porcaria, você nem vai me
reconhecer $uando me ver. Pam está um amor, como sempre. %uero meu
ei!o a&ora."
Eu sorria para a tela. "pertei o celular na m!o esperando pela resposta.
;'elo amor dos filhos que nunca tive, n!o v!o fazer se(o virtual pelo celular.<,
'am disse e(asperada.
;Claro que n!o.<, eu disse ofendida, apesar de ela n!o ter mentido, eu teria
feito mesmo.
;&aqui a sete horas voc4s ir!o se encontrar. 'odem esperar um pouco.<
;'ra onde estamos indo a#ora<, eu mudei de assunto e coloquei o celular na
bolsa.
;Monterre%.<
;Eric j. est. l..<
;Eu li.<, ela disse.
;Eu sei que voc4 leu.<, eu retruquei irritada. ;6icaremos onde l.<
;Essa é a parte delicada que Eric n!o quis te contar.<
;Esses se#redos nunca ter!o fim.<, eu cruzei os bra*os.
;6icaremos hospedados na ?illa de um produtor de ervas finas.<
;Eu a#uento a verdade, pare de enrolar.<
;?oc4 quem sabe.<, ela olhou no retrovisor e nada acontecia de anormal. ;@m
traficante ir. nos hospedar por al#umas semanas. "té saírem nossos
documentos falsificados e arranjar a saída de voc4s para a Europa.<
15 Dead Ever After – Final Alternativo
" palavra traficante ficou dan*ando na minha mente. Eu sabia que iriamos por
um caminho tortuoso, só era estranho ter que achar isso normal. "inda mais a
ajuda de um traficante.
;-!o surte.<, 'am disse olhando para a minha cara. ;?oc4 est. vermelha.<
;-!o entendi. " saída nossa E voc4<
;Eric fez uns arranjos. Como só iriamos nós dois, doaríamos san#ue para eles
venderem ile#almente. ?oc4 sabe bem, nosso san#ue é valioso no mercado
ne#ro.<
Eu concordei com a cabe*a. Eric disse uma vez que che#avam a pa#ar JFF
dólares por al#umas #otas.
;$. é complicado eles arrumarem documentos e passaportes para vampiros. E
ainda colocamos uma humana no meio. Eles e(i#iram um pouco mais.<, ela
disse bai(o.
;E(i#iram o que<, eu senti um calafrio no meu corpo.
;1ue transform.ssemos al#uns homens deles, como #arantia de terem san#ue
por um tempo. E um de nós ficaria para ajudar... coisa pouco, um ano no
m.(imo.<
;-!o... n!o... voc4 n!o pode fazer isso.<, a realidade me atin#iu novamente.
;Soo,ie, meu amor. @m ano pra mim n!o é nada. 9o#o me encontrarei com
voc4s na Europa. 'assar. r.pido.<
;Eric ir. confiar em dei(a/la com eles<, eu #ritei no carro.
;Eu transformarei a filha de Mi#uel, o produtor de ervas finas, como #arantia de
que nada acontecer. assim que Eric partir. Eu terei controle sobre ela, e bl....
bl.... bl..<
;-!o tem outro jeito<
;"ceite as coisas como ela s!o. "cendemos uma vela para o diabo e outra pro
seu &eus. -!o se culpe, eu quis fazer isso.<
Eu balancei a cabe*a, n!o queria dei(ar 'am para tr.s. -!o iria insistir no
assunto, respeitaria a decis!o dela, mesmo achando um absurdo. 1ueria
acreditar que nos encontraríamos todos vivos e bem na Europa.
Che#amos de madru#ada na ?illa de Mi#uel. 6icava nos arredores da cidade
que parecia ser #rande. " casa #rande era id4ntica de um filme sobre cartéis
de dro#a que eu assisti al#umas vezes, se me lembro bem um filme com
=arrison 6ord. @m palacete di#no de cinema. + lu#ar deveria ser muito bonito
16 Dead Ever After – Final Alternativo
durante o dia. @m séquito de funcion.rios sur#iu para nos ajudar com as
malas. Eric estava parado na entrada com os bra*os cruzados e as pernas
separadas. )!o imponente, com o luar batendo nos cabelos presos. Eu queria
correr para abra*a/lo e dizer o quanto senti a falta dele.
;Seja discreta. +s me(icanos n!o aprovam vampiros com humanos.<, ela
se#urou no meu pulso.
Eu me desvencilhei de 'am e caminhei rapidamente até Eric. -!o me importei
com os v.rios olhares que senti, eu sabia que estava sendo observada. E
captei v.rios pensamentos em espanhol e a#radeci por n!o entender uma
palavra. Eu parei em frente a ele, estendi a m!o. Eric me pu(ou e beijou a
minha boca em desespero. 'oderia sentir 'am arrancando os cabelos pela
nossa ousadia.
&a escadaria para o quarto foi um pulo. Eu n!o conheci o tal Mi#uel, o
traficante poderoso. -em reparei na decora*!o que deveria ser lu(uosa e
condizente com importante fi#ura obscura. Me jo#uei na cama e pu(ei Eric para
cima. 1ueria tanto sentir o peso dele sobre o meu, sentir o membro dele
ro*ando entre as minhas pernas. &ei(ei/o ras#ar a minha roupa como tinha
feito outras vezes.
Eu desfiz o rabo de cavalo dele, os cabelos loiros e lisos caíram no meu rosto,
eu me deliciei com o cheiro. Eu jamais encontraria um amante como ele,
mesmo que tentasse. Só Eric me fazia perder a cabe*a e esquecer até meus
próprios pensamentos. Eu senti o corpo nu dele de encontro ao meu. -!o
queria perder tempo com preliminares, eu queria senti/lo, ter certeza de que ele
me pertencia. Eu forcei o meu quadril para cima encontrando o dele, o membro
escorre#ou para dentro de mim e eu soltei um #emido.
-!o sei como a cama a#uentou nossos movimentos. E eu esperava que o
quarto tivesse uma parede #rossa. "cho que a casa toda poderia ouvir nosso
desespero misturado com prazer. Eu adorava sentir as presas dele perto de
meu pesco*o, mas ele n!o mordeu. )alvez sentisse al#um receio de que eu
n!o fosse #ostar. Eu j. tinha passado dessa fase de n!o querer ser mordida.
;Me morda.<, eu disse beijando o pesco*o dele.
;)em certeza<, ele per#untou me encarando com os olhos azuis brilhando na
penumbra do quarto.
;Sempre.<, eu tinha aceitado ele como vampiro, eu o amava dessa maneira e
n!o iria ne#ar a natureza dele.
Ele passou a lín#ua no meu pesco*o, preparando a minha pele que estava
queimando do se(o que fizemos. Eu senti as presas descendo delicadamente,
ele su#ando meu san#ue evitando que eu sentisse qualquer dor, t!o diferente
17 Dead Ever After – Final Alternativo
da 2ltima vez no 6an#tasia quando matamos ?ictor. Ele me penetrou
novamente conforme su#ava o san#ue. Era uma combina*!o deliciosa, eu
estava perto de #ozar mais uma vez. -!o sabia se era do meu san#ue que ele
su#ava com tanta vontade ou do se(o em si... ou os dois. Só queria que n!o
acabasse.
;-unca mais me dei(e.<, eu disse ofe#ante.
;Eu nunca quis te dei(ar.<, ele se acomodou ao meu lado. ;Eu estava confuso
com o que voc4 sentia. -!o sei se #ostava daquele cachorro pul#uento.<
;'obre Sam3 Eu o decepcionei.<
;Eu fico t!o feliz em ouvir isso.<, ele soltou uma #ar#alhada.
;B verdade, eu n!o fui sincera com ele.<, eu dei um tapa de leve nele. ;Ele n!o
tinha pul#as.<
;)erei que te inspecionar pra ter certeza.<
Ele come*ou a passar a m!o nas minhas pernas, nas minhas co(as, entre as
minhas pernas. Cnspecionou com todo cuidado o meu corpo. -!o encontrou
nenhuma pul#a, só me encontrou novamente e(citada.
+s dias transcorreram sem problemas. " ?illa tinha muitas distra*Aes, ainda
mais para uma humana. Eu passava as tardes tomando sol na piscina
acompanhada da família de Mi#uel, o traficante. -!o conse#uia esquecer a
alcunha dele. 'odia ser um homem simp.tico, mas n!o dei(aria de ser um
traficante pra mim.
@ma noite eu sentei com Eric para discutirmos qual nome iriamos escolher
para nossos documentos. Eu n!o conse#uia achar um nome interessante. "té
que uma ideia sur#iu. )alvez fosse por ler tantos pensamentos em espanhol,
eu tinha uma novela me(icana na minha mente todos os dias com a família de
Mi#uel.
;Eric...<, eu o chamei. ;+s vampiros da 7ainha estar!o procurando por um
casal. @m vampiro enorme e uma loira bai(inha.<
Ele fez um movimento com a m!o para que eu continuasse a falar, eu tinha
toda a aten*!o dele.
;E se eu me vestisse como um homem<
;)erei que fin#ir ser um #a% novamente pra voc4<, ele riu lembrando quando
estivemos na or#ia de Mar%ann e ele teve que ir como um #a% bem chamativo.
-unca irei esquecer a vis!o de Eric usando uma l%cra rosa.
;Só um pouco. -!o serei um homem eternamente.<
18 Dead Ever After – Final Alternativo
;Espero que n!o.<, ele me pu(ou para sentar no colo dele.
'am entrou na sala e contamos a minha brilhante ideia. Ela ficou horrorizada
por eu ter que cortar o meu cabelo. Eu n!o tinha pensado nesse enorme
problema, teria que perder temporariamente meus cabelos. Eu jamais passaria
por homem com meus cabelos loiros bem femininos.
;E como ir. esconder esses peitos<, 'am colocou as m!os na cintura.
;?ou apertar tudo.<, eu apertei meus seios.
-!o demoramos para ajeitar as coisas. @m cabelereiro particular que atendia a
dona da casa veio especialmente para me transformar. Eu cortei os cabelos
super curtos, tin#ido de preto. + topete era o que mais chamava a aten*!o. Eu
demorei horas para me reconhecer no espelho.
;"dorei a franja do $ustin 0ieber.<, 'am disse #ar#alhando.
Eu dei um tapa nela de brincadeira e corri para o quarto. Eric iria me odiar
desse jeito, mas eu tinha que ir até o fim com essa ideia. -!o chamaríamos
tanto a aten*!o como dois homens. Eu comecei a me arrumar no quarto,
coloquei uma cinta bem apertada em volta dos seios, soltei um #emido de dor
com o aperto. 'am pe#ou as roupas de um dos filhos do traficante. @ma cal*a
jeans lar#a e uma camiseta de banda de roc,.
Eu tentava andar pelo quarto parecendo um homem, como era difícil. Eu caí na
cama batendo as pernas no ar. -o m.(imo eu passaria por um rapaz
afeminado. Eu fechei os olhos, tentando ima#inar como $ason fazia e falava.
Eu iria imita/lo, afinal, cresci com ele, eu sabia tudo o que ele fez.
1uando abri os olhos dei com Eric me encarando boquiaberto. Eu sentei na
cama passando a m!o nos meus cabelos curtíssimos. -!o era sombra do que
eu fui, admito que quase chorei vendo meus cachos caindo no ch!o. Mas, eu
en#oli o choro, n!o era mais uma menininha que odiava cortar mais de quatro
dedos do cabelo.
;6icou horrível, n!o ficou<, eu disse tentando n!o soar desesperada.
;Só é estranho eu sentir tes!o por um moleque.<, ele disse se#urando na
barri#a de tanto rir.
;6ico feliz em te fazer rir.<, eu levantei brava da cama.
;?ai ter que treinar muito se quiser passar por um rapaz. Esse seu rostinho
ofendido entre#a tudo.<, ele me pu(ou para junto dele, passou a m!o no meu
cabelo v.rias vezes.
;-!o estra#ue meu topete.<
19 Dead Ever After – Final Alternativo
;$. escolheu um nome bem me(icano<
;Seremos me(icanos<
;Só voc4. +bviamente nin#uém acreditaria que eu sou me(icano.<, ele disse
passando a m!o no meu peito amassado.
6icamos treinando durante horas, eu tentei en#rossar a minha voz, mas saia
um disco arranhado da minha #ar#anta. Eu n!o iria desistir, ainda tinha uma
semana para treinar.
+ dia da despedida che#ou. Meu cora*!o estava doendo por dizer adeus para
'am. Ela me proibiu de chorar no jeito autorit.rio que só ela tinha. Eu chorei
assim mesmo e a obri#uei a chorar também. 'ara os vampiros, um ano nada
si#nificava, mas pra mim era uma eternidade.
Embarcamos para a Europa num navio car#ueiro, lotado de homens a bordo,
todos mal encarados. Eu fiz bem em me vestir de homem, mesmo parecendo
afeminado. Claro que eu tinha Eric para me prote#er, mas ele dormia durante o
dia e v.rias coisas podiam acontecer.
Só que nada de estranho aconteceu. Eric brincou dizendo que se sentia como
&r.cula a bordo do &emeter indo para a Cn#laterra. Se alimentando dos
marinheiros para sobreviver na via#em. Ele estava fazendo o mesmo. E eu me
sentia como Mina, embarcando numa via#em peri#osa e sem volta. Só que
meu $onathan =ar,er era Eric, assim como &r.cula.
&ez dias depois che#amos a 9ondres. -!o tivemos problemas na alfKnde#a.
'assamos despercebidos junto dos outros tripulantes. Eu senti um alivio
imenso, notei que Eric também sentiu. "inda n!o est.vamos pronto para lutar.
'assamos al#uns dias em 9ondres e depois partimos pela 'ai( Europe para
'aris. " via#em de trem n!o foi lon#a, mas eu perdi o f5le#o diante da linda
vis!o saindo de 9ondres, o interior da Cn#laterra com seus campos verdejantes.
-esse momento me toquei que estava muito lon#e de 0on )emps como nunca
estive. Eu nunca tinha saído do país e a#ora estava cruzando o Canal da
Mancha para ir até 'aris.
&e 'aris iriamos para al#uma cidade se#ura do interior, n!o queríamos correr o
risco de ficarmos e(postos. :ostaria de dizer que n!o enfrentamos peri#os e
nem crises. Enfrentamos todo tipo de problema que um casal normal deve
passar, ainda mais quando se est. em fu#a. Mas, nada que nos afetasse
profundamente. )inha mais a ver com os peri#os do que com nosso
relacionamento.
-ós fomos perse#uidos por vampiros em v.rias cidades europeias. " morte de
6re%da tinha espalhado entre os vampiros e se tinha um pre*o enorme por Eric.
20 Dead Ever After – Final Alternativo
1ualquer vampiro estava liberado para mat./lo e trazer apenas a cabe*a para
os Estados @nidos. "té lobisomens nos atacaram al#umas vezes, inclusive
eles queriam o dinheiro da recompensa.
'or sorte, Eric tinha mil anos de e(peri4ncia nas costas e conse#uimos
escapar de v.rios ataques. Eu continuava fin#indo ser um rapaz, eu acabava
conse#uindo escapar dos ataques por conta disso. Eric era o alvo mais
costumeiro, era difícil esconder um vampiro de L,MIm com lon#os cabelos
loiros e e(tremamente bonito. Ele chamava a aten*!o por onde andava.
'am acabou che#ando > Europa um tempo depois. Mi#uel havia cumprido o
prometido e nada tinha acontecido com ela. 6icamos os tr4s juntos por al#uns
anos. &epois 'am se estabeleceu na 7om4nia, ironicamente era uma das
portas de entrada para os vampiros na Europa. )udo passava por ali, talvez
fosse al#um tipo de homena#em para &r.cula. Ela abriu um bar e ficava de
olho em tudo que acontecia e na che#ada de novos vampiros atr.s de Eric.
"l#um tempo depois, a filha do traficante transformada por 'am se juntou a ela
no bar e posso dizer que foi um reencontro muito intenso.
E nós acabamos indo parar em +ms, na Sibéria. 6oi penoso atravessar a
72ssia com seus trens anti#os e um frio absurdo. Eu sofri mais do que Eric,
mas acabei me acostumando. Encontramos o melhor lu#ar para vivermos o
resto da minha vida. Eu estava com uns NG anos e ficamos num lu#ar que o dia
durava apenas das LL da manh! até >s N da tarde, pelo menos durante uns
seis meses. -o ver!o a temperatura melhorava um pouco e tinha v.rios meses
de sol forte. Eu aproveitava esses momentos para tomar o sol costumeiro que
eu tinha quando vivia em 0on )emps.
" vanta#em de morar em +ms, é que Eric e eu vivíamos mais tempo juntos,
praticamente o dia todo, afinal, era quase sempre noite boa parte do ano. &e
vez em quando viajamos para outros países para sermos vistos, para nin#uém
desconfiar de onde realmente vivíamos. Sofríamos os ataques costumeiros,
depois volt.vamos para o nosso canto na Sibéria.
Meu cabelo havia crescido, eu n!o me fin#ia mais de homem, a fase #a% de
Eric havia acabado. Mas, eu mantive meus cabelos pretos, tinha me
acostumado. -!o me sentia mais como a Soo,ie loira, essa mo*a ficou em 0on
)emps apenas nas lembran*as de quem l. vivia. " Soo,ie de cabelos escuros
nasceu quando pisamos na Europa. Eu #ostava dela, assim como #ostava da
anti#a Soo,ie. Só que me sentia melhor nessa nova pele.
Eu tinha um empre#o, n!o conse#uia ficar parada. Eric também fazia uns bicos
na cidade #rande, n!o cuidava mais de uma boate, mas tinha seus ne#ócios,
ele tinha bastante dinheiro #uardado. Eu optei por trabalhar numa biblioteca,
assim que o tempo foi passando e a barreira da lín#ua diminuindo. Eu li tantos
21 Dead Ever After – Final Alternativo
livros sobre v.rios lu#ares que estive e outros que moravam na minha
ima#ina*!o.
E foi nessa biblioteca que comecei a escrever a minha história. =istória que um
dia ir. acabar, pelo menos para quem est. lendo. " minha n!o sei quando ser.
e nem como acabar.. Eric disse que me levaria um dia novamente para 0on
)emps. Eu respondi que talvez eu #ostaria de rever as pessoas que dei(ei,
mas eu raramente pensava nisso. Eu era feliz onde vivia, o peso da idade n!o
me atin#ia como antes. 'arece que morar num lu#ar t!o frio e escuro >s vezes
fazia o tempo parar. E viver com Eric era tudo menos tedioso.
@ma vez eu li em al#um lu#ar que n!o e(iste raz!o nas coisas feitas pelo
cora*!o. @m vampiro apai(onado por uma humana que n!o queria ser
vampira. " imortalidade dele contra a minha mortalidade. Eu o obri#uei a n!o
procurar o Sol depois que eu me fosse. +s anos que ele me deu e continuar.
me dando foram os melhores de minha vida.
"manh! terei um lon#o dia pela frente, v.rias escolas ir!o visitar a biblioteca,
crian*as para todos os lados. E lo#o mais a noite terei meu vampiro esperando
para jantar... Se eu sou o jantar 0em... dei(o para a sua ima#ina*!o.

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