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FACULDADE DE ARTES DULCINA DE MORAES

FACULDADE DE ARTES CÊNICAS


DISCIPLINA: Leitura e Interpretação de Textos II
PROFESSORA: Cíntia Frasão
ALUNO: Antônio Carlos P Negrão
DATA: Nov 11, 2009

TÍTULO
Do Teatro Grego ao Teatro Feminista Contemporâneo

RESUMO
O teatro grego de 2300 anos atrás expressou as mesmas preocupações sociais e
políticas, concernentes à mulher que o atual teatro feminista contemporâneo. Ao que
parece de tempos em tempos essa mesma preocupação se manifesta nas artes cênicas
demonstrando que o teatro sempre serviu como instrumento de manifestação da
inconformidade social e política das culturas. Os dramaturgos da antiga Grécia como as
atuais dramaturgas feministas se utilizam das artes cênicas para discutir, informar e
ensinar as verdades sociais das mulheres e oprimidos, fazendo assim o teatro um
instrumento único e de muita utilidade através dos séculos.

Palavras Chave: Teatro, Grego, Feministas, Mulher, Social , Política

Desde os primórdios da civilização ocidental, temos o fenômeno da


representação humana ou ação humana como é definido pelo filósofo grego Aristóteles
em sua Poética. Essa representação faz parte das artes, complementando assim, junto
com a poesia e a oratória, a mais alta forma de arte já vivenciada pelo ser humano, o
teatro. ’’Quando Téspis, diretor de coros, com a cara lambuzada de giz branco,
simulando o deus morto, se pôs em pé sobre uma mesa e dirigiu-se ao líder do coro,
nasceu o diálogo na Grécia. Com seu passo inspirado, Téspis também criou o ator
clássico distinto do dançarino. Sua mesa que provavelmente servia de altar para o
sacrifício animal, foi também o primeiro esboço de um palco diferente do primitivo
círculo de dança.
A inauguração do reino do diálogo não se deu provavelmente a Téspis sozinho, mas
sim, a bem-humorada troca de palavras na festança dionisíaca que fatalmente contribuiu
para isso. Pode ter sido antecipado por outros líderes do ditirambo, e é sabido que o
poeta Arion já inserira algumas linhas faladas no rito algum tempo antes. Mas foi o
trabalho de Téspis que causou maior impressão nos gregos e seu nome atravessou as
idades como uma figura importante, ainda que um tanto vaga. De engenhoso diretor de
ditirambo, Téspis tornou-se o primeiro dramaturgo e em 535 a.c. foi o primeiro a
receber um prêmio. Chegou a adquirir um “edifício de teatro, quando suas peças
passaram a ser representadas numa área de pedras circular e permanente, destinadas as
danças com um templo de pedras ao fundo”. (Grassner John,pag.14, mestres do teatro
I,1991)
Depois disso, as artes cênicas tomaram o rumo dos concursos e se deu a aparição
natural dos grandes dramaturgos “Surgiu um concurso de peças em 535 a.c, quando
Pisistrato, o tirano, a quem o povo comum de Atenas investiu de poder, trouxe para a
cidade um rústico festival dionisíaco. O “teatro” foi construído para acomodar os
ditirambos e peças primitivas que compreendiam as principais manifestações dessa
celebração democrática.” (Grassner John,pag.14, mestres do teatro I,1991).
E nisso vemos como a política está historicamente ligada as artes; como vemos, um
político partilha , ao lado de Téspis, das honras de haver dado o impulso inicial ao teatro
grego. Sem Pisistrato, o drama poderia ter permanecido durante muito tempo uma
manifestação crua. Agora isso, sem seus esforços para contrariar as pretensões sociais
da aristocracia, dando ao povo uma raça de heróis que transcendiam qualquer família
individual, seria bem mais lento do que o foi o ingresso das personagens completamente
humanas ao teatro grego. “Depois disso, tornaram-se bastante simples para a galáxia de
heróis homéricos: Agamenon, Odisseu, Aquiles e outros a ocuparem o seu lugar ao lado
de Dionísio, entre as dramatis per Sonae do teatro” (Grassner John, pag.15, mestres do
teatro I, 1991)
E assim Téspis, ampliando as fronteiras do teatro coral e acomodando ao novo
espírito humanístico que se fazia sentir em Atenas, iniciou o que depois “foi logo
tomado por outros e entre eles afortunadamente estava Ésquilo, o soldado, pensador e
profeta, que foi sensível a forças históricas ainda maiores e fez da dramaturgia um
instrumento para as mais altas aspirações da humanidade ocidental”. (Grassner John,
pag.16, mestres do teatro I,1991).
Com isso o drama toma grega e atinge sua maturidade nas eras clássicas da Grécia
e de Roma. Faz a primeira transição do ritual para a arte e da o primeiro passo em
direção a caracterização e ao conteúdo amplamente humano. Ademais o teatro termina
por tornar-se uma síntese das artes tal como o foi desde o século V a.C. Poesia e ação
dramática, suplementadas por quase todas as artes , da musica a pintura, resultam em
poderoso órgão para a expressão da experiência para o pensamento humano.” (Grassner
John,pag.17, mestres do teatro I,1991)
Vinte e cinco anos depois do primeiro concurso dramático grego, o Concurso de
Comedias foi instaurado dando inicio ao segundo gênero das artes cênicas e ampliando
o conhecimento grego a respeito da arte da representação, como também iniciando o
período das Sátiras políticas, aspecto da arte até hoje preservado; “No decorrer do ano
varias festas eram celebradas, homenageando a natureza-mãe. Ornamentos com
folhagens, lambuzados com mosto e alvaiade, amontoados dentro de pequenos carros,
os camponeses passeavam o pelos campos o símbolo viril (o phallos), gracejando com a
multidão. Deste comos é que derivou a comedia ática. Dos cortejos mais ou menos
improvisados, sobrevivência de antigos cultos agrários em fins do século VI Epicarmo
retirou matéria para as suas comedias, que tiveram ares de agradar até mesmo alguns
espíritos requintados como Platão e Aristóteles.
Atenas só em 460 instituiu concursos de comedia. Acerca de Cratino, um dos
primeiros laureados, muito pouco se sabe para que se torne possível avaliar até que
ponto deva ser considerado como continuador de Epicarmo e até onde foi precursor da
farsa aristofanica , ampliação magnífica do comos. (Pignarre Robert, Historia do Teatro
pag.28,1979)
Como afirmado por Robert Pignarre a farsa aristofanica ampliou magnificamente a
comedia grega e deu-nos claros indícios não só da sexualidade grega como também as
primeiras preocupações com o posição das mulheres na sociedade democrática
atribuindo-lhes o poder político , de maneira cômica e se conectando mesmo que
indiretamente as reivindicações das atuais feministas da década de setenta. Aristófanes
foi o maior comediante grego “e é o principal nome desse gênero grego antigo.
Apontado pelos antigos, ao lado de Cratino e Eupolis, como integrante da tríade cômica,
somente suas pecas foram preservadas na integra. Cerca de 40 títulos que a tradição lhe
atribuí, 11 chegaram até nós, a saber ; Acarnenses, Cavaleiros, Vespas, Nuvens, Paz ,
Aves, Lisistrata, As Tesmoforiantes, As Rãs , Assembléia de Mulheres e Pluto.
(Pignarre Robert, Historia do Teatro pag.48,1979)
Mesmo com essa posição de destaque pouco se sabe sobre a vida de Aristófanes
mas sim sobre suas pecas que tanto sucesso fizeram dentre os gregos. Na época “ os
atenienses observavam uma teoria da liberação que teria feito as glorias de escolas
modernas de psiquiatria. Consideravam uma pratica saudável fornecer válvulas de
escape para o instinto sexual normalmente reprimido e para o reflexo de revolta contra o
costume ou o poder estabelecido. Ademais, entre os atenienses, uma liberação periódica
das convenções era consoante com as instituições democráticas; uma forma de servir a
deusa da Liberdade era oferecer-lhe em sacrifício a queima de reputações estabelecidas.
Na verdade, o costume da zombaria cômica não estava distante da pratica política do
ostracismo, por meio do qual, homens que se tornavam demasiado poderosos eram
banidos do Estado. Por isso os comediógrafos que atiravam os tijolos nem sempre se
importavam em saber a quem pertenciam as janelas quebradas. Não obstante, sua arte
era salutar e Aristófanes que tecnicamente estava do lado do conservantismo
aristocrático foi um fenômeno democrático (Grassner John,pag.91, mestres do teatro
I1991)
Existe uma necessidade de se entender a Sexualidade na Grécia Antiga, para se
entender melhor Aristófanes e suas peças , principalmente Lisistrata onde as mulheres
revoltadas com a guerra tomam o poder fazendo uma Greve de Sexo e ocupam posições
políticas e governamentais que nunca antes tiveram acesso. A preocupação do autor foi
com a carnificina da guerra do Peloponeso que já durava vinte anos e que aos poucos
dizimava a população masculina de Atenas. Como solução Aristófanes entabulou um
enredo já defendido por Eurípedes em suas peças da ascensão das mulheres ao poder
onde através de uma greve de sexo elas conseguiram apaziguar a guerra entre Atenas e
Esparta .
“Nesse período relativamente curto dos filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles,
dramaturgos, Aristófanes, Ésquilo e Sófocles, Archimedes cientista natural e Sólon
legislador. Como os hebreus, os gregos valorizavam a vida familiar. Mas os gregos não
solidificaram laços de família, limitando os interesses sexuais ao casamento - pelo
menos não os interesses sexuais masculinos”.
Os gregos manifestaram interesse sexual abertamente. Admiravam o corpo bem
desenvolvido, masculino ou feminino, e gostavam de luta livre nu entre os homens na
arena. O ideal feminino era esguio comparados com os ideais da Mãe Terra da pré-
história. Ela, o ideal, simbolizava sensualidade graciosa e não a reprodução. Encontros
eróticos e piadas coloridas caracterizavam as peças de Aristófanes e outros dramaturgos.
Os gregos diziam que a mente saudável deve habitar em um corpo saudável. Eles
cultivavam o corpo muscular (malhação) e o movimento (dança), junto com a mente.
Os gregos viam seus deuses - Zeus, o deus dos deuses - Apollo, que inspirou a arte
e a música - Afrodite, a deusa do amor carnal, cujo nome é a base da palavra
afrodisíaco, e outros - como requerentes vorazes de variedade sexual. Não só
acreditavam que eles (os deuses) de ter aventuras sexuais entre si, mas também se
acreditava que eles teriam seduzido mortais. Três aspectos da sexualidade são de
particular interesse para nós em nosso estudo das práticas sexuais no mundo antigo
Grego; o comportamento sexual masculino, pederastia e prostituição.(Rathus, Spencer
pag.14,1997)
Os gregos viam os homens e mulheres como seres bissexuais. Um de seus heróis
foi Heracles (Hércules) Hércules é dito ter arrebatado 50 virgens em uma só noite. No
entanto, ele também teve casos com homens, incluindo "O doce Hilas , o jovem dos
cabelos cacheados”Tannahill(1980,p.85)
Sexo entre homens era considerado normal. No entanto, apenas poucos
relacionamentos masculinos, tais como relações entre soldados X soldados, entre
adolescentes X homens mais velhos, recebiam o selo de aprovação social.
Comportamento sexual masculino era tolerado desde que não ameaçasse a instituição da
família. Comportamento sexual masculino exclusivo, portanto, sem o relacionamento
homens mais velhos x adolescentes ou soldados x soldados, era desacreditado. Para
alguns gregos o amor romântico idealizado entre os homens, era do tipo que Aquiles
teve por Patroculus na “Ilíada” de Homero. O guerreiro Aquiles não pode ser movido
para lutar contra os troianos por amor à pátria ou aos fundamentos de seu rei. Ele entrou
em ação, no entanto, quando o inimigo matou seu amante Patroculus.
Pederastia significa o amor aos meninos. Os homens Gregos podiam levar um
adolescente do sexo masculino para casa como amante e aluno. Sexo entre homens e
meninos pré-púberes (11 – 14) foi ilegal, porém. As famílias ficavam geralmente
satisfeitas e felizes se os seus filhos adolescentes atraiam mentores socialmente
proeminentes. Acreditava-se que Pederastia não impedia o futuro funcionamento
masculino do adolescente com o sexo feminino, uma vez que o pederasta era
normalmente casado, e os gregos acreditavam que as pessoas eram igualmente
capazes de masculino-feminino e masculino-masculino como atividade sexual..
Nem todos os gregos aprovavam pederastia, no entanto. Aristóteles, por exemplo,
considerou depravada a tradição pederasta..
A prostituição floresceu em todos os níveis da sociedade. Prostitutas variavam de
Courtesãs refinadas a Concubinas, que geralmente eram escravas. Cortesãs eram
semelhantes às meninas Gueixas do Japão. Elas podiam tocar instrumentos musicais,
dançar, participar em réplicas espirituosas, ou discutir a última crise política. Elas
também foram hábeis nas artes do amor. Nenhum estigma social era anexado ao se
visitar uma cortesã. Seus clientes incluíam filósofos, dramaturgos, políticos, generais, e
os muito ricos. Nos degraus mais baixos da sociedade estavam as prostitutas de rua e
prostitutas que viviam nos bordéis de mau gosto. Elas não eram difíceis de se encontrar.
Um pênis de madeira ou pintado invariavelmente ficava na porta dos prostibulos
fazendo-os fácil de se reconhecer. (Rathus, Spencer, pg.13, 1997)
As mulheres em geral, eram consideradas de baixo estatuto social na sociedade
Grega. As mulheres de Atenas não tinham mais direitos legais ou políticas que os
escravos. Elas estavam sujeitas à autoridade dos seus machos relativos (irmãos, primos,
sobrinhos etc.) antes do casamento e aos seus maridos depois. Elas não recebiam
educação formal e eram trancafiadas a maior parte do tempo aos seus aposentos em suas
casas. Elas sofriam represálias quando se aventuravam para fora da porta de casa. Um
marido podia se divorciar de sua esposa sem justa causa e era obrigado a fazê-lo se ela
cometia adultério. A mulher, no entanto, podia se divorciar de seu marido apenas em
circunstâncias extremas, que não incluía o adultério ou pederastia. Os direitos legais e
sociais das mulheres na antiga Atenas foram semelhantes aos de suas contemporâneas
na Babilônia no Egito, e entre os antigos hebreus. Tudo somado, as mulheres do mundo
antigo eram tratadas como bens móveis - de propriedade. Como Aristófanes em sua
peça Lisistrata e outras, trouxe como solução para a guerra e carnificina do Peloponeso,
a ascensão das mulheres e sua mudança política e social diante da sociedade, atribuindo
um papel totalmente diferente para a mulher na época, e lhes dando o poder, ele se
relaciona com o Teatro Feminista Contemporâneo que tem a mesma preocupação, que é
a mudança no papel Social e Político das mulheres. (Rhatus, Spencer pg.15, 1997)
Esse Teatro feminista é um movimento importante, que começou na atmosfera
socialmente ativa dos idos 1960, 1970's. Desenvolveu-se paralelamente ao movimento
feminista mais geral, que salientou uma conscientização para sensibilizar as pessoas
para a posição secundária que as mulheres tinham e muitas vezes foram obrigadas a
ocupar nas estruturas sociais e políticas. Ativistas neste período tentaram rever os
sistemas de valores culturais e as relações interpessoais em termos de uma ideologia
igualitária. No teatro isso tomou a forma de grupos como o “Teatro Tudo bem em Ser
Mulher”( Its Alright To Be a Woman) em Nova York, um dos primeiros grupos a
traduzir a conscientização em performance de palco.
O Teatro feminista desenvolveu-se em várias direções. Por um lado, houve uma
tentativa de retornar às escritoras do sexo feminino, passado e presente, mais
amplamente reconhecidas. Assim, figuras históricas foram trazidas para frente em
tempo - como Hroswitha, uma freira do século dez que escreveu peças no seu
convento em Gandersheim na Alemanha, e da dramaturga Inglesa Aphra Behn (1640-
1689) e Suzana Centlivre (Ca.1670-1723)( Wilson,pag.352,1999)
Além disso, deu-se atenção a várias dramaturgas do sexo feminino que tinham
feito sua marca no início e meados do século XX. Na pós-segunda guerra mundial, a
consciência de dramaturgos contemporâneos do sexo feminino aumentou. O “Premio
Susan Smith Blackburn” para dramaturgos feminino foi inaugurado em 1979, e na
década de 1980 três mulheres, em rápida sucessão (todas vencedoras do Prêmio
Blackburn) foram agraciadas com o “Prêmio Politzer de Drama”; Beth Henley com a
peça Crimes do Coração ( Crimes of. the Heart) (1981). Marsha Norman com a peca
“Mães Noturnas” (Night Mothers)(1983) e Wendy Wasserstein com a peça “As
Crônicas de Heidi” (The Heidi Chronicles) (1989).
Uma outra direção na qual o teatro desenvolvido nessa época tomou , foi a
militância feminista e de protesto. Aquelas que tomaram esta rota desdenhavam o teatro
da corrente principal, permanecendo radical só politicamente, mas não artisticamente.
Na década de 1960, uma série de tendências levou à idéia de que o texto não era mais
sagrado, happenings, rituais e trabalhos de improvisação se tornaram a base para
eventos de teatro. Tomando uma sugestão do presente para o desenvolvimento, um
número de grupos criou peças de teatro que explorou e falou das questões femininas.
Tais grupos incluem o Teatro Mágico Omaha, em Nebraska, encabeçado por Megan
Terry, o Coletivo Mulher-Aranha (Spiderwoman) em Nova York, e no Sopé da
Montanha, em Minneapolis. (Edwin, Wilson, pag.353, 1999)
A direção do teatro envolveram também diversos grupos feministas, que tinham
um ponto de vista decididamente lésbico. Teatro Feminista, portanto, foi dividido em
partes que marcaram o Movimento Feminista em geral; as feministas liberais, as
feministas radicais, feministas lésbicas, feministas de direitos humanos, e feministas
materiais, que vêem o feminismo como vinculados ao marxismo - com o desejo de
mudar o sistema capitalista. No entanto, embora alguns grupos estejam definitivamente
em um campo ou outro, para muitos, existe uma grande sobreposição entre eles.
Nos Estados Unidos, muitos dramaturgos femininos questionaram os papéis
tradicionais de gênero e a posição das mulheres na sociedade americana. Em 1970 e
1980, houve uma série de sucessos femininos na dramaturgia americana. Trabalhos
representativos incluem Fefu e Seus Amigos (1977) por Maria Irene Fornes, Mãe
Noturna (1983), por Marsha Norman; Crimes do Coração (1977) por Beth Henley, As
Crônicas de Heidi (1988), As Irmãs Rosensweig (1992) e Uma Filha Americana
(1997) por Wendy Wasserstein. Suzan - Lon Parks e Pearl Cleage são duas
dramaturgas, Afro-Americanas contemporâneas , cujo trabalho destaca questões de
racismo e feminismo, suas peças tem sido produzidas em teatros regionais e
alternativos.(Edwin,Wilson,pag.354,2000)
Companhias de teatro feministas têm forçado as audiências a reexaminar seus
próprios preconceitos de gênero e os de sua sociedade. Alguns estudiosos estimam que
mais de 100 empresas feministas têm sido fundada nos Estados Unidos nas ultimas
décadas, essas empresas incluem Aos pés da Montanha, Teatro Experimental da
Mulher, e Omaha Teatro Mágico. Uma companhia Split Britches, tornou-se conhecida
pela sua produção de Belle Reprieve (1991), que fez referências satíricas a “Uma Rua
Chamada Desejo” de Tennessee Williams que foi criada em colaboração com uma
Companhia Inglesa Gay Bloolips. Teatro feminista é, naturalmente, também um
fenômeno mundial. Há muitos dramaturgos feministas de companhias de teatro por todo
o mundo. (Edwin, Wilson, pag.354, 2000)
Essa estranha conexão entre Aristófanes e Eurípides, dramaturgos gregos de dois
mil anos atrás e as mesmas preocupações com o posicionamento feminino na sociedade
fez com que as artes cênicas fossem um dos instrumentos mais populares das artes para
a manifestação dessa preocupação que de tempos em tempos aparece nas sociedades
mais avançadas do ocidente dando assim ao teatro sua real função que é a de ajudar a
transformar a sociedade em termos pacíficos e didáticos, faz com que a arte cênica atual
continue viva e atuante no nosso mundo ocidental.
Bibliografia.
Theater , The Lively Art, Edwin Wilson, Alvin Goldfarb , Third Edition
Editor: McGraw-Hill College 1999

Human Sexuality in a World of Diversity, Spencer A.Rathus, Jeffrey S. Nevid, Lois


Fichner-Rathus, Third Edition
Editor: Viacon Company , MA.1997

Mestres do Teatro I, John Gassner, 2nd Edição


Editor: Editora Perspectiva , 1991

Historia do Teatro, Robert Pignarre, 3rd Edition


Editor: Publicações Europa- America , 1979