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Modelo psicanalítico - Desenvolvimento Psicossexual - Freud

Explicações Psicanalíticas:
Acreditam que a interação entre as características inatas e o ambiente desempenham papel
central na formação da personalidade.
São nitidamente desenvolvimentais, descrevendo mudanças sistemáticas , em suas
necessidades, impulsos e em seus relacionamentos.
Proposição 1: O comportamento é governado por motivos e processos tanto inconscientes
como conscientes.
 Proposição 2: A estrutura da personalidade se desenvolve ao longo do tempo, como
resultado da interação entre impulsos/necessidades inatas da criança e respostas das
pessoas essenciais a seu mundo.
 Proposição 3: O desenvolvimento da personalidade se dá fundamentalmente em
estágios, com cada estágio centrado em uma determinada tarefa ou em forma específica de
necessidade básica.
 Proposição 4: A personalidade específica que uma criança desenvolve depende do
grau de sucesso que alcança ao atravessar os vários estágios

Freud e a Psicanálise – Histórico


Inconsciente – Ics – determina a ação do sujeito sem que ele perceba.
Insciente – teria o homem domínio sobre sua própria vontade?
Freud- nasceu em Freiberg – Moravia - 1856
Charcot - Através da hipnose eliminação temporária dos sintomas histéricos.
Por ex. a paralisia dos braços de uma paciente histérica poderia desaparecer depois de uma
sugestão hipnótica. Algum tempo depois a paralisia voltava ou outro sintoma aparecia em seu
lugar.

A descoberta do INCONSCIENTE vem por dois caminhos:


1º - Sugestão pós hipnótica – um jovem é sugestionada durante o sonambulismo a quando
acordar, abrir um guarda-chuva, colocá-lo sobre a cabeça e depois fechá-lo.
O que realiza quando volta da hipnose sem saber por que realizou.
Fica claro então a existência de dois processos um consciente e um inconsciente que
determina as ações da pessoa, sem que esta o perceba.
Quadro histérico – Ana O. – paralisia do braço, tosse nervosa, hidrofobia
2º - Método catártico - Durante da hipnose Breuer repetiu algumas palavras que a paciente
havia usado durante o estado de absence (coisas fragmentadas sem coerência ) e Ana O.
relatou então uma passagem triste que havia ocorrido no leito de morte de seu pai onde
alucinou que uma serpente negra surgia para picar o pai. Quando acordou os sintomas
desapareceram.
A recordação consciente do trauma, com a respectiva descarga de emoções reprimidas faz
com que os sintomas desapareçam.
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Fica claro então a existência de dois processos um consciente e um inconsciente que
determina as ações da pessoa, sem que esta o perceba.
Técnica sugestiva – Colocando a mão sobre a testa do paciente,Freud pede para lembrar dos
acontecimentos traumáticos sofrido , que ele ,conscientemente, não sabe.
Este procedimento dá resultados satisfatórios. As recordações inconscientes vão
emergindo e entrando para o domínio da consciência do paciente.
A resistência só pode ser descoberta com o abandono da hipnose.
As forças conscientes do próprio paciente passaram a ser mobilizadas para vencer a
resistência.
Resistência – um fato significativo só poderia emergir com muito esforço, em função de uma
força que se opõe à percepção consciente.
Manter o evento traumático fora da consciência evita assim a dor e o sofrimento.
Repressão consequência lógica da resistência . Se alguém passa por um evento tão doloroso
que não pode suportar, é um processo de autoproteção reprimir o acontecido.
Quanto mais doloroso o evento reprimido maior será a força feita para se tornar
consciente. Mas a repressão não elimina o evento doloroso.
O trauma reprimido estará permanentemente tentando ocupar a consciência (sintomas
neuróticos).
O paciente deixa de ser visto como um fraco e passa a ser um forte que se mobiliza para
afastar a angústia. A sua aparente fraqueza é consequência da tentativa de imobilização do
jogo de forças contrárias que existe no seu mundo interno.

As estruturas dinâmicas da personalidade:

ID- É O RESERVATORIO DE ENERGIA DO INDIVIDUO, CONSTITUIDO PELO


CONJUNTO DE IMPULSOS INSTINTIVOS. Desde o nascimento, o organismo é uma fonte
de energia que se mobiliza em direção ao mundo, buscando satisfação do que necessita para
seu desenvolvimento.
Relação entre necessidade e seu objeto? No caso da fome, podemos dizer que é a
incorporação, ficando definida como alvo do instinto.
Quando a criança fantasia a imagem do seio para sua saciação, não é apenas a fome que é
trabalhada, mas também a ligação afetiva com o seio, a construção da figura da mãe, as
relações do bom e do mau objeto, a confiança no mundo, etc..
Alem de ser fonte de energia psíquica o ID é o gerador de imagens que organizarão a
canalização destas energias(processo primário).

Características do ID
Responsável pelo processo primário - Diante da manifestação do desejo o Id, forma no
plano imaginário, o objeto que permitirá sua satisfação.
Processo primário – mecanismo que gera as imagens correspondentes às pulsões.
Funciona pelo princípio do prazer - Busca a satisfação imediata das necessidades, quer a
qualquer preço.
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Inexiste a não-contradição – posso estar vivo/morto – ao nível do id tudo é possível; É
atemporal, a única dimensão de vivência é o presente; Não é verbal , funciona pela
produção de imagens.
Funciona pelos processos de condensação e deslocamento. Processos básicos do Ics.
Condensação - O ics do homem formula uma imagem que condensa vários aspectos da sua
relação com a mulher na imagem da sereia, por exemplo.
Deslocamento – caso do pequeno Hanz – Em nível inconsciente desloca o temor do pai para
os cavalos.
O Id é uma instância estruturalmente inconsciente. Ego e Superego são em parte
conscientes e em parte inconscientes.

EGO- INSTÂNCIA QUE SE DIFERENCIA A PARTIR DO ID, SERVINDO DE


INTERMEDIARIO ENTRE O DESEJO E A REALIDADE. FUNCIONA PELO PRINCÍPIO
DA REALIDADE.

EGO É ACIMA DE TUDO CORPORAL, OU SEJA, BIOLÓGICO.


Imagine um bebê com fome, se não receber alimento poderá ter uma reação de desespero.
À medida que a relação com a mãe se estabelece satisfatoriamente, a criança pode
aguardar porque confia na vinda do alimento. Ex. AGORA COM FOME PODE SER
SUPORTADO PORQUE HÁ UM DEPOIS COM ALIMENTO. Começa então ser estabelecido
as correlações entre desejo e realidade.

Características do Ego
Dá o juízo da realidade – tenta construir na realidade caminhões possíveis para satisfazer
os desejos.
Intermediário entre os processos internos (Id- superego) e a relação destes com a
realidade.
ID_______________EGO_________________SUPEREGO
(REALIDADE)

DIANTE DA MANIFESTAÇÃO DO DESEJO ,DUAS PROIBIÇÕES PODEM OCORRER:


MORAIS ORIUNDAS DO SUPEREGO E AS INTERDIÇÕES DA REALIDADE.
Ex.namoro x relação sexual.
Ego - sede das angústias – como instância adaptativa o ego é responsável pela detecção
dos perigos reais e psicológicos que ameaçam a integridade da pessoa.
Angústias reais – denominada pelo medo. Sinal que mobiliza o indivíduo frente uma agressão
real.
Angústia neurótica – temor que os desejos do Id prevaleça sobre os dados da realidade.
(medo de agredir fisicamente, matar, perder o controle).
Angústia moral – sentimento acusatório no qual sentimos que erramos. Advem do superego
rigoroso que ao perceber desejos que condena passa a punir o indivíduo como se este
tivesse realmente realizado o desejo.
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SUPEREGO responsável pela estrutura interna dos valores morais, ou seja, pela
internalização das normas referentes ao que é moralmente proibido e o que é valorizado.
EGO IDEAL- internalização dos ideais valorizados dentro da nossa cultura (honestidade,
inteligência, caridade). Impulsiona a pessoa para obter estes valores, punindo ou criticando
quando falha.
Consciência moral – internalização das proibições, sendo que a transgressão ativará
sentimentos culposos e inadequados.
Dizemos que quem não desenvolve o superego é um psicopata, que não tem valores internos
e só será contido pelas leis externas.(medo de ser preso).

MECANISMOS DE DEFESA – diversos tipos de processos psíquicos, cuja finalidade


consiste em afastar um evento gerador de angústia da percepção consciente. São funções
do Ego e, por definição, inconscientes.
O Ego, como sede das angústias é mobilizado, diante de um sinal de perigo, desencadeando
uma série uma serie de mecanismos repressores que impedirão a vivência de fatos
dolorosos, os quais o organismo não está pronto para suportar.
Por situar-se em parte no inconsciente, poderá mobilizar mecanismos que não são
percebidos pelo sujeito. Assim como não serão percebidos o evento doloroso e os
mecanismos que o reprimiu.
Repressão – impede que pensamentos dolorosos ou perigosos cheguem a consciência.
Principal mecanismo, do qual deriva os demais.
Cisão – um objeto que nos relacionamos pode ter simultaneamente características que
despertam amor e ódio ou temor. Podemos dividir o objeto em dois. O bom que nos
relacionamos e o mau que atacamos sem vivenciar culpa. De maneira mais primitiva podemos
separar (cindir) as pessoas somente boas das pessoas somente más.
Negação – Não percebemos aspectos da realidade que podem ser perigosos ou doloridos.
P.ex: traição do parceiro; uso de drogas pelo filho.
Projeção – quando nos sentimos maus ou quando um evento doloroso é de nossa
responsabilidade, tendemos a projetá-lo no mundo exterior. P. ex: Agressividade do filho –
culpamos a escola, o pai, a professora ......
Racionalização – justificamos nossas atitudes na tentativa de provar que somos
merecedores do reconhecimento dos outros e que nossa atitude é adequada. P. Ex:
exploramos a empregada e por não suportar nos vermos como exploradores, passamos a nos
justificar dizendo: Trabalho braçal não cansa; esta ótimo pela capacidade dela, etc....
Formação reativa - hábito psicológico com sentido oposto ao desejado. P.ex: desejos
sexuais intensos transformados em comportamentos extremamente puritanas,
Identificação- diante de sentimentos de inadequação, o sujeito internaliza características
de alguém que valoriza.
Regressão – voltar a níveis anteriores de desenvolvimento, que em geral se caracterizam
por respostas menos maduras. Ex: Frente ao nascimento de um irmão a criança volta a fazer
tomar mamadeira, chupar o dedo.....
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Deslocamento – descarregamos sentimentos acumulados, em pessoas/objetos menos
perigosos. Ex: agüentar o mau humor do chefe e descontar nos filhos, na mulher, no
cachorro, etc.
Sublimação – é o mecanismo mais evoluído. Os desejos afetivos considerados sexuais,
quando não podem ser literalmente realizados são canalizados pelo Ego para serem
satisfeitos em atividades simbolicamente similares e socialmente produtivas. Ex: desejos
sexuais intensos podem, por sublimação, transformar um homem num grande fotógrafo;
desejos agressivos contidos podem ser sublimados e gerar um bom cirurgião.

Sexualidade e Libido
LIBIDO – FONTE ORIGINAL DE ENERGIA AFETIVA, QUE MOBILIZA O ORGANISMO
NA PERSEGUIÇÃO DE SEUS DESEJOS.
A libido é a energia afetiva original que sofrerá progressivas organizações durante o
desenvolvimento, cada uma das quais suportada por uma organização biológico emergente no
período. Cada nova organização da libido, apoiada numa zona erógena corporal, caracterizará
uma fase de desenvolvimento.
Fase de desenvolvimento pode ser definida como “a organização da libido, em torno de
uma zona erógena com uma fantasia básica e uma modalidade de relação de objeto.”
LIBIDO é, portanto, ENERGIA VOLTADA PARA A OBTENÇÃO DO PRAZER. NESTE
SENTIDO É DEFINIDA COMO ENERGIA SEXUAL, NUM SENTIDO AMPLO, E QUE
CARACTERIZAREMOS CADA FASE DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL COMO UMA
ETAPA PSICOSSEXUAL DE DESENVOLVIMENTO.
SEXUALIDADE PARA A PSICANÁLISE, ABARCA A EVOLUÇÃO DE TODAS AS
LIGAÇÕES AFETIVAS ESTABELECIDAS DESDE O NASCIMENTO ATÉ A
SEXUALIDADE GENITAL ADULTA.
POR DEFINIÇÃO, TODO VÍNCULO DE PRAZER É ERÓTICO OU SEXUAL. AO
ORGANIZAR-SE PROGRESSIVAMENTE EM TORNO DE ZONAS ERÓGENAS
DEFINIDAS, A LIBIDO CARACTERIZARÁ OS ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO.
A libido é, portanto, o tema central do desenvolvimento para a Psicanálise.

Fases de desenvolvimento psicossexuais.

Estágio do Desenvolvimento Psicossexual de Freud


FASE Idade Zona fonte de conflito Traços de Personalidade de Adultos
erógena potencial

Oral 0a1 Boca Amamentação Comportamento oral;fumar e comer demais/de


Etapa oral Até 6 Incorporação – menos;
de sucção meses introjeção
6meses Canibalismo/comunhão Narcisismo/esquizofrenia
Etapa oral em Ambivalência Melancolia –
sádico- diante Amor/ódio Psicose-Maníaco-Depressivo
canibal
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FASE ORAL – definida como a etapa de desenvolvimento onde a libido está organizada sob
o primado da zona erógena oral, dando como modalidade de relação a incorporação
(mecanismo de introjeção).
AO NASCER, A ESTRUTURA SENSORIAL MAIS DESENVOLVIDA É A BOCA.
É PELA BOCA QUE O BEBÊ COMEÇARÁ CONHECER E PROVAR O MUNDO.
É PELA BOCA QUE FARÁ SUA DESCOBERTA AFETIVA MAIS IMPORTANTE: O SEIO.
O SEIO É O PRIMEIRO OBJETO DE LIGAÇÃO INFANTIL, DEPOSITÁRIO DOS
PRIMEIROS AMORES E ÓDIOS.
Incorporação é um caso particular do mecanismo de introjeção. É comendo que o bebê
incorpora o mundo e as identificações podem ser estabelecidas.
Freud percebe que além da necessidade física de alimentação, a criança sente um grande
prazer no ato de mamar. Mamar é sentir prazer, é sentir que o leite é bom, que a mãe é boa
e que o mundo é bom. Sensação de estar bem é correlata à de ter colocado dentro de si
objetos do mundo externo que são bons. (incorporar=introjetar)

Freud divide esta primeira fase em duas etapas:


Fase oral de sucção –0 à 6 meses - o bebê vive um mundo de fantasias, como se fosse
realidade (narcisismo)
A criança funciona incorporando o universo que o rodeia. Incorpora e se sente bom, projeta
para ver o mundo externo, percebendo-o como bom, porque este só é percebido através da
realidade psíquica.
Vários traços orais permeiam os relacionamentos afetivos do adulto. Ex: beijo; mandar
bombons para quem se ama; oferecer alimento a uma visita; prender um homem pela boca,
são exemplos de alimento/afeto relacionados.
Fase oral sádico-canibal – ambivalência amor x ódio. Se predominar o ódio e a
destrutividade o sentimento será de que aquilo que é amado e incorporado foi destruído.
Melancolia - Introjeção da destrutividade.
Mania – a identificação com o objeto destruído é negada e surge somente a dimensão do
amor, felicidade e poder.
Psicose-Maníaco-Depressivo - ciclo de oscilação alternada entre a melancolia e a mania.

Estágio do Desenvolvimento Psicossexual de Freud


Zona fonte de conflito Traços de Personalidade de Adultos
FASE Idade erógena potencial
Fase dos Todo tipo de produção: Artística, emprego
Anal 1 a 3 Ânus Primeiros produtos conquistado, invenção.
Oganização psicomotora CONFIANÇA EM CRIAR E PRODUZIR
de base: Organização, Obstinação ou o oposto disso
andar, falar
Expulsão TreinamentoEsfincteriano Projeção/Paranóia
Retenção Controle - Racionalização,
Intelectualização, formação reativa.
Fezes/Urina Neurose Obsessiva
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FASE ANAL – no sentido psicanalítico, cada fase, é defina por uma organização particular da
libido. A erotização durante o primeiro ano é oral, agora aproximadamente no segundo ano de
vida é anal.
Podemos pensar a fase anal como a fase dos primeiros PRODUTOS. O andar e o falar é uma
produção pessoal . Mas os produtos que realmente são sentidos como os primeiros objetos
concretos e reais gerados pela criança são suas fezes e urina.
A modalidade expulsiva antecede a retentiva, ou seja, a projeção antecede o controle.
Não é simplesmente um processo de dar e receber. Implica a modalidade psicológica ampla,
que envolve basicamente “como o mundo receberá o que a criança é capaz de produzir”.
A socialização e a internalização de valores estarão ligados à receptividade que seus produtos
terá no mundo e a dimensão de sua capacidade de produzir coisas boas.
O SENTIMENTO DE ADEQUAÇÃO DO QUE PRODUZIMOS É O QUE NOS DARÁ
LIBERDADE E CONFIANÇA PARA CRIAR E PRODUZIR.
O controle e a retenção é também um elemento fundamental de adaptação ao mundo.. A
ordem, a elaboração, a perseverança e o delineamento de metas caracterizam um Ego sadio.
Freud divide a fase anal em duas etapas:
Fase anal de expulsão como mecanismos defensivo básico a PROJEÇÃO.
As defesas projetivas, ou seja, paranóides, são derivas das modalidades expulsivas.
Fase anal de retenção como mecanismo defensivo o controle.
As defesas de controle, ou seja, defesas obsessivas, são derivadas da retenção.

Estágio do Desenvolvimento Psicossexual de Freud

FASE Idade Zona Tarefas desenvolvimental Traços de


erógena Maior Personalidade
de Adultos
Conflito edípico: identificação Capacidade para
Fálica 3a5 Genitais com o genitor do mesmo sexo criar
Temor de castração Histeria
Superego é herdeiro do C. Edipo

FASE FÁLICA – DE 3 À 5 ANOS – A libido está organizada sob o primado da zona


erógena genital. A erotização passa a ser dirigida para os genitais.
A erotização genital cria a necessidade de buscar um objeto que permitirá a obtenção do
prazer. A maior parte dos vínculos de prazer na infância está ligada à mãe.
Se aprender a amar é uma relação positiva, o amor incestuoso é uma relação proibida,
devendo ser reprimido. O esquema repressor é desencadeado pela entrada do pai, símbolo
de autoridade e força para fazer cumprir a lei, com o poder de recompensa e punição. O
pai coloca-se entre o filho e a mãe .
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Surge a ambivalência entre o amor que o menino devota ao pai e o ódio e o temor por
aquele que impede seu acesso a mãe .
Complexo de Édipo – o pai dono da mãe e mais forte, é sentido como um adversário que o
menino não conseguirá vencer.
Na fantasia do menino, será castrado pelo pai, em detrimento de seus desejos pela mãe.
Com medo da castração, o menino identifica-se com o pai e reprime seus desejos
incestuosos. Esta repressão tem duas consequências evolutivas:
O amor sexual pela mãe é sublimada em atividades sociais, culturais e intelectuais
propiciando a entrada no período de latência e cristalizando a constituição do Superego.
(Ego ideal e Consciência moral)
Histeria – incapacidade de suportar a organização edípica e sua evolução. A sexualidade
permanece difusa, incestuosa e sem adequada configuração de objeto. As fantasias de
castração ou retaliação permanecem ameaçadoras, o risco de concretização se atualiza em
cada angústia. Sendo ics , tanto a erotização como os temores aparecerão através de
sintomas: somatizações ou fobias.

Estágio do Desenvolvimento Psicossexual de Freud


Período Idade Zona erógena Tarefas Traços de Personalidade
desenvolvimental

Latência Nenhuma Canalização das


5 a 12 Área energias sexuais para Agravamento ou aparecimento de
específica; o desenvolvimento sintomas ligados a fases anteriores.
energia latente social e intelectual, Incapacidade real para aprender.
através das
sublimações.

Período de latência – caracteriza-se pela canalização das energias sexuais para o


desenvolvimento social e intelectual, através das sublimações. No final da fase fálica o
conhecimento e a sexualidade dissociam-se. A sexualidade ficará reprimida até a
adolescência e o conhecimento dirige-se para o desenvolvimento intelectual.
O período de latência não é, portanto, uma fase, não há uma nova organização de zona
erógena, não há uma nova organização de fantasias básicas e nem novas modalidades de
relações de objeto.
É um período intermediário entre a genitalidade infantil(fase fálica) e a adulta (fase genital).
Podemos encontrar na latência apenas o agravamento ou aparecimento de sintomas ligados a
fases anteriores.
Quando o conhecimento e a sexualidade não se dissociam e a repressão se dá sobre os dois
(impedindo a busca pelo conhecimento, incapacitando o individuo de conhecer) ou libertará os
dois onde o pensamento escolar erotizado formará um gênio em relações impessoais como a
matemática, o xadrez, satisfazendo a criança, mas que o isolará dos contatos sociais.
Agravando-se na adolescência.
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Estágio do Desenvolvimento Psicossexual de Freud
Estágio Idade Zona fonte de conflito Traços de Personalidade de
erógena potencial Adultos
Genital 12 a 18 Genitais Intimidade sexual Capacidade de AMAR e
em diante madura TRABALHAR.

Os adultos que conseguiram integrar satisfatoriamente os estágios anteriores irão desenvolver


Capacidade de AMAR e TRABALHAR.
Produzir é, num sentido amplo, sublimação do gerar. Estabelecer filiações significativas são
sublimações da sua capacidade de amar, de estabelecer vínculos nas relações naturais.