HISTÓRIA DO MS-DOS

Todos os computadores, para a sua organização e funcionamento, precisam de um sistema. O "sistema
Operacional do Disco", ou DOS, lê o teclado, gere a memória, lê e escreve em disco ou disquete e atua sobre o
visor. O sistema operacional, além de tratar destes assuntos sozinho, dá-nos, também, a possibilidade de lhe dar
comandos e usá-los da maneira pretendida.
Um computador, não pode, de maneira alguma, trabalhar sem um sistema operacional, no entanto,
quando é ligado pela primeira vez, ou após a formatação do disco, não contem nenhum sistema operacional.
O que é um sistema operacional ?
Um sistema operacional pode ser definido como um conjunto de programas especialmente feitos para a
execução de várias tarefas, entre as quais servir de intermediário entre o utilizador e o computador. Um sistema
operacional, tem também como função, gerir todos os periféricos de um computador. Um dos sistemas
operacionais é o MS-DOS. (Microsoft Disk Operating System).
História do Ms-dos Por Versões
MS-DOS 1.0
Esta primeira versão do PC-DOS comportava apenas discos flexíveis de face simples e ocupava somente
10 Kb de RAM, pois o PC tinha apenas 64 K de memória RAM. A versão 1.1 atualizou o sistema para trabalhar
com discos de densidade dupla. O primeiro MS-DOS surgiu como versão 1.25
MS-DOS 2.0
Esta versão apareceu junto com o IBM XT em 1983, e permitia o uso de discos rígidos de alta capacidade
( 10 Mb! ). O sistema ocupava 25 Kb de RAM e 40 Kb de espaço em disco. O MS-DOS equivalente tinha como
versão 2.11 e trazia o comando COUNTRY a mais.
MS-DOS 3.0
Foi lançado com a chegada do AT em 1984, suportando o então novo drive de 1.2 Mb e o utilitário VDISK
ou RAM-DISK, que utilizava a memória que ultrapassava os 640 Kb. Os clusters foram reduzidos de 4 para 2 Kb.
A versão 3.1 suportava redes. A versão 3.2 suportava os novos discos de 3 1/2 polegadas e 720 Kb. de
capacidade e possuía os comandos XCOPY e APPEND. A versão 3.3 suportava drives de 1.44 Mb., partições do
disco rígido de até 32 Mb e introduziu o comando FASTOPEN. O sistema ocupava cerca de 30Kb. de RAM e 59
Kb. de espaço em disco.
MS-DOS 4.0
Lançado em julho de 1988, quebrou a barreira dos 32 Mb. para cada partição e apresentou uma interface
gráfica chamada DOS SHELL. Ocupava de 65 a 90 Kb. de RAM e 110 Kb. de espaço em disco.
MS-DOS 5.0
Esta versão possibilitava o uso de mais de dois discos rígidos, partições de 2 GB. no disco rígido,
introduzia os comandos UNFORMAT, UNDELETE e DOSKEY, e possuía um gerenciamento mais eficiente das
memórias disponíveis (Upper, High, Extended e Expanded).
MS-DOS 6.0
Com esta versão, foi introduzido os recursos do SCANDISK, DRIVESPACE, MEMMAKER, DEFRAG,
ANTI VIRUS, MSD (Microsoft Diagnostics), DELTREE, além de aprimoramentos nos comandos MOVE, COPY,
FORMAT e INTERLINK (para transferencia de arquivos entre dois computadores).
MS-DOS 6.2 e 6.22
O MS-DOS 6.0 e 6.2 incluíam compactação de disco DoubleSpace. O MS-DOS 6.22 inclui compactação
DriveSpace ao invés de DoubleSpace. DriveSpace é parecido com DoubleSpace, mas armazena informações
compactadas em formato diferente.
O MS-DOS 6.22 inclui o ScanDisk, um novo utilitário que detecta diagnostica e corrige erros de disco em
unidades não compactadas e em unidades compactadas.
O gerenciador de memória estendida, o HIMEM, testa automaticamente a memória do sistema
quando seu computador é inicializado. Este teste identificar chips de memória que são mais confiáveis.
Com a chegada do Windows 95, sistema operacional que não necessita da prévia instalação do DOS,
apesar de conter incorporado uma versão reduzida, chegou ao fim das constantes evoluções deste sistema
operacional que acompanhou o usuário por cerca de 15 anos.
Arquitetura do Ms-dos
IO.SYS : É o primeiro arquivo a ser carregado, do setor de boot do disco para a memória. Ele é o software de mais
baixo nível do MS-DOS que executa as mais primárias e fundamentais tarefas de entrada e saída do computador
(i/o). É também responsável pela continuação do processo de carga do sistema. IO.SYS conversa diretamente
com o hardware através de rotinas da ROM-BIOS. É um arquivo oculto que fica localizado no diretório principal
MSDOS.SYS : Contém o núcleo do sistema operacional, que é o coração do MS-DOS. Ele é responsável por
receber requisições de serviços dos aplicativos (em um nível mais alto), e traduzir para que o IO.SYS para
executá-las. É um arquivo oculto que fica localizado no diretório principal.
COMMAND.COM : É a interface de usuário. Interpreta e executa os comandos digitados no teclado, executa
arquivos de comandos do tipo *.BAT, redireciona entrada e saída padrão, e executa funções básicas de
manipulação de disco, através de utilitários internos.
Ligando o computador
Quando o computador é ligado uma série de eventos ocorrem. Chama-se de boot . Durante o boot o computador,
executa um conjunto de instruções permanentemente gravadas na memória ROM, que determinam as primeiras
ações a serem tomadas, onde inicia-se uma auto verificação da memória, unidades de disco e teclado, e uma vez
que tenha localizado todos os seus componentes o computador procura pelo Sistema Operacional.
Nomes de Arquivos
Os arquivos no sistema operacional MS-DOS recebem nomes constituídos por duas partes: o nome ou prefixo e a
extensão ou sufixo, obedecendo a seguinte regra:
- nome, com um máximo de oito (8) caracteres alfanuméricos sem espaços em branco;
- extensão, com um máximo de três (3) caracteres alfanuméricos (opcional) sem espaço em branco;
- um ponto (.) separando o nome da extensão, quando esta existir;
- caracteres especiais também são permitidos, no nome ou na extensão, embora seja recomendável evitar esta
prática;
- os caracteres * (asterisco) e ? (interrogação) têm significado especial e devem ser evitados na nomeação;
- os caracteres <> e | não podem ser empregados na nomeaçao, pois sao sinais de redirecionamento e
canalização, respectivamente;
- maiúsculas e minúsculas podem ser empregadas indistintamente.
EXEMPLOS DE NOMES DE ARQUIVOS
Nomes válidos
nomearq.txt
PRT.COM
CtForm2.exe
msd.com
08221437.bmp
carta01.doc
arqv
Prog_01.com
Nomes não válidos
-nomam.txt (espaço em branco)
->Xpto.qyz (caracter de redirecionamento)
-ab|cd.txt (caracter de canalização)
-joão.ool ( caracter da língua portuguesa: ã )
-informatica.2000 (número excessivo de caracteres)
-.sem (sem a parte do nome)
Significado das Extensões
As extensões, em DOS, estão associadas ao conteúdo dos arquivos, ou seja, indicam do que se trata o arquivo
nomeado.
Exemplos de extensões e seus significados:
.txt - texto em ASCII
.doc - texto tipo Word
.sys - arquivo do sistema, driver ou tabela
.com - programa executável <64 K)
.exe - programa executável
.asm - programa fonte em assembly
.for - programa fonte em FORTRAN
.cob - programa fonte em COBOL
.c - programa fonte em C
.fck - resíduo de arquivos corrompidos
.bat - arquivo de comandos (batch)
.tif - arquivo gráfico formato TIFF
.bmp - arquivo gráfico formato BMP
.dxf - arquivo gráfico de exportação
.ini - arquivo de ínicialização de programas
COMANDOS BÁSICOS

ATTRIB
Define ou exibe as propriedades dos arquivos
Sintaxe
ATTRIB [+,- r] [+,- a] [unidade:] nome_de_caminho [/s]
Onde: +r estabelece que o arquivo é somente de leitura; -r desactiva a função de somente para leitura; +a
estabelece as propriedades de um arquivo para um arquivo; -a é o oposto de +a.
Comentários
O comando ATTRIB só pode ser utilizado em arquivos.
O comando ATTRIB pode servir, também, para ocultar arquivos, devendo-se então utilizar a seguinte sintaxe:
ATTRIB [+,-] h [unidade] nome_do_ficheiro .

BREAK
Este comando tem como finalidade estabelecer a verificação do CONTROL+C
Sintaxe
BREAK [on] {ou} BREAK [off]
Comentários
Dependendo do programa em execução, pode-se usar o CONTROL+C para interromper uma actividade.
Observações
Alguns programas auto ajustam-se para responder ao CONTROL+C a qualquer altura; o comando BREAK não
afecta estes programas.
COPY
Este comando serve para copiar um ou mais arquivos para outro local.
Sintaxe
COPY [unidade:] nome_de_caminho1 [unidade:] [nome_do_caminho2] [/v] [/a] [/b]
Comentários
Caso o nome_de_caminho2 não for especificado, a cópia será criada no diretório actual.
O comando COPY aceitará as seguintes opções:
• /v – Faz com que o Ms-dos verifique se os setores no disco de destino forma copiados apropriadamente.
• /a – Permite a cópia de arquivos ASCII
• /b – Permite a cópia de arquivos binários.
Se uma gravação não puder ser verificada pelo Ms-dos, este exibirá uma mensagem de erro. A opção /v permite a
verificação desses erros.

DEL
Este comando tem como finalidade eliminar arquivos especificados.
Sintaxe
DEL [unidade:] nome_de_caminho /p
Comentários
A opção /p exibe um aviso de confirmação de eliminação antes de se proceder á exclusão do ficheiro.
Para a exclusão de diversos arquivos em simultâneo, o comando DEL permite a utilização de asteriscos.
DIR
Este comando tem como finalidade exibir uma listagem dos arquivos de um diretório.
Sintaxe
DIR [unidade:] [nome_de_caminho] [/p] [w] [/a] [/o] [/s] [/b] [/l] [/v] [/4]
Comentários
Se o comando DIR for digitado isoladamente, exibirá um listagem de arquivos no diretório corrente.
Se o nome da unidade for especificado, o comando DIR exibirá uma listagem dos diretórios dessa unidade.
O comando DIR aceita as seguintes opções
• /P – Faz uma pausa após cada ecrã de informações
• /W – Utiliza o formato de lista alargada
• /A – Mostra os arquivos com os atributos especificados
• /O – Lista os arquivos por ordem
• /S – Mostra arquivos e subdiretórios do diretório especificado
• /B – Utiliza o formato simples
• /L – utiliza minúsculas
• /V – Modo verboso
• /4 – Mostra o ano com 4 dígitos.
O comando DIR, juntamente com a listagem dos arquivos, exibirá o seu tamanho em Bytes, a hora e a data da
sua ultima verificação.

EXIT
O comando EXIT sai do programa command.com em e volta ao nível anterior, caso exista.
Sintaxe
EXIT
Comentários
Quando o programa COMMAND for utilizado para iniciar um novo processador de comandos, para retornar ao
antigo processador de comandos deve-se digitar EXIT.

FORMAT
O comando FORMAT consistem em formatar o disco na unidade específica, de modo a tornar-se compatível com
os arquivos do Ms-dos.
Sintaxe
FORMAT unidade: [/1] [b] [/n: setores]
Comentários
O comando FORMAT utiliza-se para preparar ou limpar uma disquete para o armazenamento de dados, e para,
recuperar uma disquete cuja informação tenha sido corrompida.
A forma mais simples do comando FORMAT, formata a disquete ou disco, de acordo com as características da
drive.
A drive a ser formatada tem necessariamente que ser indicada, para não acontecer imprevistos de maior.

Nota
O comando FORMAT pode ser utilizado em discos duros. Dado que a formatação do disco rígido é uma questão
delicada, o comando FORMAT envia uma advertência antes de iniciar a formatação do disco :WARNING, CALL
DATA NON-REMOVAVLE. DISK DRIVE C: WILL BE LOST! Proceed with format (y/n) ? E depois há pessoas que
respondem Yes para cancelar !!!! Não devendo ser este o exemplo a seguir, mas sim Yes, somente em caso de
pretender-mos formatar o disco.
Para criar uma disquete de arranque, deve-se digitar a seguinte linha de comando: FORMAT a: /s .
Opções do comando FORMAT:
• /N – Formatação com vários setores por pista.
• /T:t – formatação com t pistas
• /V – É pedido o nome do volume após a formatação
• /S – Formata a disquete, preparando-a para servir de disquete de arranque, isto é, formata a disquete e
copia para lá os arquivos dos sistema
• /Q – Executa uma formatação rápida
• /F:tamanho – Especifica o tamanho da disquete a formatar
• /B – Atribui espaço no disco formatado a arquivos de sistema
• /1 – Formata apenas um lado de uma disquete
• /C – Testa os setores que estão marcados como "danificados"

LABEL
Este comando deve ser utilizado sempre que se queira criar, alterar ou excluir o nome de volume no disco.
Sintaxe
LABEL [unidade:][nome_do_volume]
Comentários
O nome de volume, poderá servir para identificar um disco ou disquete. O nome de volume aparece-nos,
juntamente com o numero de série, sempre que faça-mos uma listagem de diretório.
Um nome de volume poderá conter no máximo 11 caracteres, espaços, mas não tabulações.
Observações
Os comandos a utilizar para saber o nome de volume são o DIR ou o VOL.
O comando LABEL tem uma relação de incompatibilidade com unidades que utilizem os comandos SUBST ou
JOIN.


MD
Este comando serve para criar um novo diretório.
Sintaxe
MD [unidade:] caminho
Comentários
O comando MD permite a criação de uma estrutura de diretório de múltiplos níveis. O comprimento máximo de
qualquer caminho único, a partir do diretório até ao nível desejado, não poderá exceder os 63 caracteres.

REN
Este comando usa-se para alterar o nome de um arquivo ou diretório.
Sintaxe
REN [unidade:] [caminho] nome_antigo nome_novo
Comentários
O comando REN renomeia arquivo especificado para um nome também este especificado.
O comando REN permite a utilização de asteriscos.

SYS
Este programa transfere os arquivos do sistema Ms-dos do disco da unidade padrão para o disco de uma unidade
específica.
Sintaxe
SYS unidade:
Comentários
O comando SYS, reúne os arquivos do sistema, enviando-os depois para a unidade especificada. Por exemplo
sys a: .
Observações
Os arquivos transferidos serão copiados na ordem seguinte: io.sys; ms-dos.sys.
Ao executar-mos o comando SYS, este não copia o ficheiro command.com, tendo este que ser copiado
manualmente.
O comando SYS não funciona em unidades associadas com os comandos SUBST ou JOIN, e em rede.
TREE
Este comando mostra a estrutura de diretórios de uma drive.
Sintaxe
TREE [nome_de_caminho:] [/f] [/a]
Comentários
O comando TREE lista a path completa de cada diretório de uma drive, juntamente com os subdiretórios que cada
um tenha. Este comando elabora um diagrama da "árvore" de diretórios da drive.
Notas
Se não especificar a drive, será listada a drive corrente.

VER
Este comando permite saber o numero da versão do Ms-dos.
Sintaxe
VER
Comentários
Ao executar-mos o comando VER a versão do Ms-dos será exibida no ecrã.

XCOPY
Este comando usa-se para copiar arquivos, diretórios e subdiretórios .
Sintaxe
XCOPY [unidade:] nome_de_caminho [unidade:] [nome_de_caminho] [/a][/d:data][/e][/m][/p][/s][/v][/w].
Comentários
Os parâmetros unidade:, nome_de_caminho especificam a origem dos dados a serem copiados. O segundo
conjunto destes termos identificam a drive e o caminho para onde serão copiados os dados.
As opções seguintes são aceites pelo comando XCOPY
• /a – Copia os arquivos que possuem o seu bit de arquivo ligado.
• /d: - Copia os arquivos alterados na data especificada ou superior.
• /e – Copia qualquer subdiretório, mesmo estando vazio. Deve-se utilizar juntamente com a opção /s.
• /p – Pede a confirmação para a criação de cada arquivo de destino.
• /s – Copia diretórios e subdiretórios de nível inferior, a menos que estejam vazios.
• /w – Faz com que o comando XCOPY efectue uma pausa antes de iniciar a cópia de arquivos.
Obs :
Copiando informações a partir do teclado
O seguinte comando COPY copia os dados digitados a partir do teclado para o arquivo OUTPUT.TXT:
copy con output.txt.
Depois que você digitar este comando e pressionar ENTER, o MS-DOS copia tudo que foi digitado para o arquivo
OUTPUT.TXT. Quando você terminar de digitar, pressione CTRL+Z para indicar que deseja finalizar o arquivo. O
caractere CTRL+Z será exibido na tela como "Z". Você também pode finalizar um comando COPY CON
pressionando a tecla F6. Ao se pressionar a tecla F6, o caractere CTRL+Z será gerado, que será exibido na tela
como Z.
O exemplo a seguir copia informações do teclado para a impressora que está conectada à LPT1:
copy con lpt1
para enviar para a impressora
Ex:
C:\teste>copy con lpt1
teste2.txt
^Z
1 arquivo(s) copiado(s)

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful