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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

Edilton Cardoso Rodrigues Plano de Marketing para a Academia Gymex

São José

2007

Edilton Cardoso Rodrigues

Plano de Marketing para a Academia Gymex

Trabalho de Conclusão de Curso – projeto de aplicação – apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração da Universidade do Vale do Itajaí.

Professor Orientador: Ana Paula Lisboa Sohn

São José

2007

Edilton Cardoso Rodrigues

Plano de Marketing para a Academia Gymex

Este Trabalho de Conclusão de Estágio foi julgado adequado e aprovado em sua forma final pela Coordenação do Curso de Administração da Universidade do Vale do Itajaí, em (dia, mês e ano constante da ata de aprovação – defesa)

Prof(a) MSc. Luciana Merlin Bervian UNIVALI – Campus São José Coordenador(a) do Curso

Banca Examinadora:

Prof(a) MSc. Ana Paula Lisboa Sohn UNIVALI – Campus São José Professor Orientador

Prof MSc. Rogerio Raul da Silva UNIVALI – Campus São José Membro

Prof(a) Dr. Rosalbo Ferreira UNIVALI – Campus São José Membro

Dedicatória:

Eu

dedico

este

trabalho

primeiramente a deus que nos acompanha em

tudo o que fazemos.

Este trabalho também é dedicado a meu pai

Alfredo

Rodrigues,

Filomena Rodrigues

minhas

“mães”

Maria

(que deus

a tenha)

e

Arlinda Fortes, eu vos agradeço por todo o

apoio e suporte, espero um dia poder retribuir

da melhor forma, o contributo que vocês deram

a

minha

profissional.

formação

pessoal,

social

e

Agradecimentos: Agradeço primeiramente a minha professora orientadora Ana Paula Sohn, pelo carinho, paciência, e confiança depositados em mim. Agradeço aos sócios gerentes da academia Gymex Junior e esposa pela confiança em mim depositada. Agradeço também a todos que são meus amigos de verdade especialmente aqueles cujo a nossa história sempre foi trilhada em comum Adilson(Maio), Stevon, Igor, Silvio (Sal), Helder (Heddy), Dilma e Telma. Agradeço aos meus irmãos Luis, Katia, Leila e Rogerio, pelo apoio dado ao longo da minha vida. Agradeço também aos meus colegas do curso de administração geral matutino os resistentes desde a primeira fase Ângela, Ana, Daniel, Fernanda, Juliana, Matias e Rafael. Os meus agradecimentos vão também para os professores com os quais sempre tivemos uma convivência sadia em sala de aula ou fora dela.

Nenhum pensamento pode abarcar toda a realidade e não há idéias puras, as idéias são sempre enriquecidas com a prática e a experiência individual e coletiva (Amilcar Cabral)

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RESUMO

Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo principal o desenvolvimento de um plano de marketing para academia de ginástica Gymex. A academia Gymex vem crescendo durante estes anos em que está no mercado, devido a garra e a vontade dos seus sócios proprietários que fazem dela uma das melhores da região, mas a falta de um plano de marketing faz que algumas metas tardem a ser atingidas. O plano de marketing permite com que a organização alcance os seus objetivos, através de resultados da análise ambiental, das metas e dos objetivos de marketing e dos principais elementos da estratégia de marketing e no qual os resultados devem ser especificados por escrito durante o processo de planejamento estratégico de mercado. O mercado no qual a Gymex está inserido é de grande procura mas também de grande competição, é cada vez mais evidente a procura de pessoas por um corpo perfeito ou mesmo por uma questão de saúde física e mental, junto com isso vem crescendo o mercado de academias na especialmente na região da Trindade, onde hoje existem cerca de seis ou mais academias, por isso torna-se importante a busca por uma vantagem competitiva. Com relação aos aspectos metodológicos, esta pesquisa caracteriza-se como quantitativa, estudo de caso, bibliográfica, documental, descritiva e exploratória. Os dados foram coletados através de um questionário estruturado e adaptado a realidade empresarial, representando uma pesquisa de satisfação com questões fechadas, de múltipla escolha com opção de sugestões em algumas questões e um espaço maior ao final para observações ou sugestões.Os questionários foram aplicados aos clientes que freqüentam normalmente a academia. Após a elaboração do questionário e a sua devida computação, passou-se a faze de análise e elaboração de um plano de marketing de acordo com a metodologia proposta por Las Casas.

Palavras-chave: Marketing, Saúde, Plano de marketing.

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ABSTRACT

This work of course conclusion has as objective main the development of a plan of marketing for academy of Gymex gymnastics. The Gymex academy comes growing during these years where it is in the market, had the claw and the will of its partners proprietors who make of it one of the best ones of the region, but the lack of a marketing plan makes that some goals delay to be reached. The marketing plan allows with that the organization reach its objectives, through results of the ambient analysis, the goals and the objectives of marketing and the main elements of the marketing strategy and in which the results must be specified in writing during the process of strategical planning of market. The market in which the Gymex is inserted is of great search but also of great competition, the search of people for a perfect or same body for a question of physical and mental health is each more evident time, together with this comes growing the market of academies in especially in the region of the Trindade, where today they exist about six or more academies, therefore the search for a competitive advantage becomes important. With regard to the methodological aspects, this research is characterized as quantitative, study of bibliographical, documentary, descriptive and exploratory case. The data had been collected through a questionnaire structuralized and adapted the enterprise reality, representing a research of satisfaction with closed questions, multiple choice with option of suggestions in some questions and a bigger space to the end for comments or suggestions. The questionnaires had been applied the customers who frequent the academy normally. After the elaboration of the questionnaire and it’s had computation, was transferred in accordance with makes it of analysis and elaboration of a marketing plan the methodology proposal for Las Casas.

Key-words: Marketing, health, marketing plan

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Lista de ilustrações

Figura 1: Níveis do

 

16

Figura 2: Processo de planejamento tático

17

Figura 3: Matriz de Ansoff – os riscos das várias estratégias

27

Quadro 1- Sinopse da evolução das definições de marketing

11

Quadro 2- Plano de marketing completo

20

Quadro 3 - Estrutura de um plano de marketing típico

22

Quadro 4: Modelo de um plano de marketing

23

Quadro 5 :Modelo de plano de ação

28

Quadro

6:

Ameaças

36

Quadro 7: Oportunidades

37

Quadro

8:

Pontos

Fortes

39

Quadro

9:

Pontos

fracos

40

Quadro

10: Análise comparativa

41

Quadro

11: Estratégia 1

68

Quadro 12:Estratégia 2

 

69

Quadro 13:Estratégia 3

69

Quadro

14: Estratégia 4

70

x

Lista de Tabelas

Tabela

1:

Sexo

42

Tabela

2:

Ocupação

43

Tabela 3: Idade/ Faixa etária

43

Tabela 4: Matriculado em outra academia

44

Tabela 5: Conhecimento da academia

45

Tabela 6: Motivo da escolha

46

Tabela 7: Freqüência da academia

47

Tabela

8:

Atendimento/Recepção

48

Tabela

9:

Atendimento telefônico

49

Tabela

10:

Estacionamento

50

Tabela

11:

Localização

50

Tabela

12:

Preço

51

Tabela 13: Horário de funcionamento

52

Tabela 14: Horário das aulas de ginástica

53

Tabela 15: Custo X Qualidade

54

Tabela 16: Infra-estrutura das salas

55

Tabela

17:

Aparelhos de musculação

56

Tabela 18: Higiene e limpeza

56

Tabela 19: Realização de eventos

57

Tabela 20: Atendimento dos professores

58

Tabela

21:

Criatividade nas aulas

59

Tabela 22: Música das aulas

60

Tabela 23: Correção na execução dos exercícios

61

xi

Tabela 25: Variedade das aulas oferecidas

63

Tabela 26: Atenção dada durante a estada na academia

64

Tabela 27: Oferecimento de mais serviços

65

Tabela

28:

Grau de satisfação

66

xii

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

 

1

 

1.1 SITUAÇÃO PROBLEMA

 

2

1.2 OBJETIVOS

 

3

 

1.2.1 Objetivo geral

 

3

1.2.2 Objetivos Específicos

3

 

1.3 JUSTIFICATIVA

 

4

2

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

5

 

2.1.

EVOLUÇÃO DO MARKETING

5

 

2.1.1.

Conceitos de marketing

9

 

2.2

COMPOSTO DE MARKETING

12

2.3

PLANEJAMENTO

15

2.4.

PLANEJAMENTO DE MARKETING

 

18

 

2.4.1

Modelos e estruturas

20

 

2.5

DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DO PLANO DE MARKETING

24

 

2.5.1

Análise Ambiental

 

24

2.5.2

Objetivos de Marketing

25

2.5.3

Estratégias de Marketing

26

2.5.5

Avaliação e Controle

28

3.

METODOLGIA

 

30

4.

RESULTADOS

34

 

4.1

EMPRESA

34

 

4.2

Análise Ambiental

 

35

4.2.1 Análise do Ambiente Externo

35

4.2.2 Análise

do

Ambiente

Interno

38

4.2.3 Análise do Ambiente da Concorrência

40

4.2.4 Análise do Ambiente do Consumidor

42

 

4.3

OBJETIVOS DE MARKETING

 

67

4.4

ESTRATÉGIAS DE MARKETING

67

4.5

PLANO DE AÇÃO

68

4.6

AVALIAÇÃO E CONTROLE

 

70

5.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

71

xiii

7.APENDICES

74

APÊNDICE A – PESQUISA DE SATISFAÇÃO APLICADA COM OS CLIENTES

74

1

1 INTRODUÇÃO

O mercado hoje apresenta grandes desafios para os que estão inseridos nele, quem não for competitivo, não apresentar vantagens significativas para o cliente, não se diferenciar dos demais concorrentes e quem não inovar acaba ficando para traz. O mercado no qual as academias de ginástica estão inseridas não foge a regra, então torna-se importante que as academias se diferenciem oferecendo ao seu público-alvo o que elas têm de melhor, trabalhem para que possam atingir a inovação para que tornem-se mais competitivas, apresentando vantagens que realmente interessem aos seus potenciais clientes.

Muitas dessas empresas por possuírem uma característica de micro e pequena empresa não têm em suas estruturas organizacionais um departamento ou setor de marketing. Nem desenvolvem uma metodologia de planejamento, o planejamento segundo Maximiano (2000) o planejamento tem como principais objetivos: definir objetivos ou resultados a serem alcançados, definir meios para possibilitar a realização de resultados, definir o tempo para mudanças na realidade organizacional e definir como deve ser a tomada de decisão, pensando no futuro, reduzindo assim a incerteza do cenário em que a organização poderá encontrar-se. Portanto o planejamento torna-se uma peça fundamental para o alcance dos objetivos ou das metas.

O marketing comparado aos outros campos de estudo é considerado novo, mas ele não é o setor de menos importância dentro da organização, pois com o marketing as empresas tem a oportunidade de através de um planejamento perspectivar o seu futuro através de estratégias abrangentes e contendo em um dos seus níveis o plano de marketing, elas poderão traçar melhor o caminho a seguir para obtenção dos resultados pretendidos.

Las Casas (1999, p.20) comenta que:

O plano de marketing é importante para as empresas, uma vez que é resultado de um processo de planejamento. O processo de planejamento toma forma no momento em que o administrador escreve o plano. Por isso mesmo se diz que um bom plano não valida uma idéia de marketing, mas uma boa idéia de marketing é

2

validada com um bom plano. Ele é usado para concretizar a criatividade, a imaginação e a inovação.

Observando o exposto por Las Casas acredita-se que é necessária a elaboração de

um plano de marketing que exponha para as pessoas da organização as informações contidas no processo de planejamento, de modo que as una em torno de seus objetivos a fim de cumprir as metas estabelecidas

A academia Gymex, que é uma organização que atua no mercado há quase dez

anos, tendo como missão melhorar a qualidade de vida e a saúde dos freqüentadores dando melhor qualidade física, deve-se ater as ameaças e oportunidades do mercado, para que ela possa estar preparada para os desafios que as ameaças podem proporcionar, e para que ela aproveite as oportunidades que o mercado pode oferecer.

1.1 Situação Problema

A academia Gymex hoje tem em torno de setecentos alunos matriculados em suas

atividades, e ela tem como objetivo primordial a meta dos oitocentos a novecentos freqüentantes, mas contudo a empresa não tem definido um planejamento de marketing e

conseqüentemente ela não tem delineadas estratégias de marketing para que possa atingir os seus objetivos. Na empresa em questão o conhecimento acerca do mercado é baseado somente na experiência empírica dos seus proprietários sobre o mercado, pois faltam-lhes pesquisas do tipo cientifico sobre o segmento do mercado no qual atua.

A ausência de um plano de marketing na organização se justifica, pela ausência de

profissionais dessa área na organização e uma certa desconsideração da importância desse setor para uma empresa seja ela de grande ou médio porte. Este é em particular um ponto a ser considerado de maior problema, ou problema a ser solucionado que conseqüentemente traria maiores benefícios a curto, médio e longo prazos.

Observando a situação tem-se o seguinte problema de pesquisa; como desenvolver um plano de marketing para a academia Gymex ?

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1.2 Objetivos

A seguir são apresentados os objetivos gerais e específicos a serem perseguidos neste trabalho.

1.2.1 Objetivo geral

O objetivo do presente trabalho é propor um plano de marketing para a academia Gymex.

1.2.2 Objetivos Específicos

- Identificar ameaças e oportunidades da empresa;

- Avaliar os pontos fortes e fracos da empresa;

- Desenvolver objetivos, estratégias e ações do plano de marketing;

- Propor uma metodologia de avaliação e controle do plano de marketing

4

1.3 Justificativa

De acordo com Las Casas (1999 p.19) “o plano de marketing, por sua vez, é composto de vários subplanos. As atividades de propaganda, venda pessoal e promoção de vendas também tem planos respectivos para alcançar os objetivos de marketing” Segundo Ferrell (2000 p. 25)

O plano de marketing é um relatório ou documento que expõe as informações detectadas no processo de planejamento. Os resultados da análise ambiental, das metas e dos objetivos de marketing e dos principais elementos da estratégia de marketing devem ser especificados por escrito durante o processo de planejamento estratégico de mercado.

Para a academia Gymex esta pesquisa é de tal relevância pois um documento como um plano de marketing, permite que os seus objetivos primordiais como decolar dos cerca de setecentos alunos freqüentantes para a meta dos oitocentos alunos freqüentantes, sendo isso possível através de atividades de propaganda, promoção de serviços, reformulando a sua análise ambiental, as metas e os objetivos de marketing. Para a universidade esta pesquisa pode agregar mais valor e conhecimento, pois será mais uma fonte de pesquisa pêra os acadêmicos que futuramente pretendam trabalhar nesta área.

E para o pesquisador este trabalho será importante porque a sua realização era proporcionar uma maior aprendizado sobre o tema. Assim são várias as razões que justificam este trabalho pois a decisão de desenvolver este trabalho deu-se do anseio de conciliar os conhecimentos adquiridos durante o período acadêmico e a realidade existente no campo profissional.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Neste capítulo apresenta-se a fundamentação teórica que norteou o desenvolvimento do plano de marketing. A presente fundamentação teórica abordou os seguintes tópicos:

evolução do marketing, conceitos de marketing, composto de marketing, planejamento, planejamento de marketing, modelos e estruturas e descrição dos etapas do plano de marketing.

2.1. Evolução do marketing

Os desafios de um mundo cada dia mais globalizado e competitivo, no qual as empresas disputam cada vez mais explorar os ínfimos nichos de mercado em que estão inseridas, o marketing vem assumindo dia após dia um papel mais fundamental. Nos idos dos anos vinte quando Henry Ford permanecia fabricando o modelo Ford T Preto, sendo que os consumidores já clamavam por uma maior variedade de carros, contudo ele não mudava a sua concepção mercadológica, hoje um posicionamento de mercado semelhante a este seria praticamente letal para qualquer organização(KOTLER, 1998). Ainda segundo o autor a economia vem sofrendo uma transformação radical nos últimos trinta anos, existe uma grande assimilação de culturas, o aparecimento de da internet, redes de comunicação mundial de televisão por satélite, transportes cada vez mais rápidos e sofisticados vem dando as empresas cada vez mais chance de ampliar os seus mercados, como fazem vários fabricantes norte americanos que hoje praticamente só tem representações no país de origem, sendo que suas fábricas e os seus suprimentos são do exterior. Por estas e varias outras razões, o marketing torna-se necessário dentro das organizações. Apesar de as raízes do marketing estarem entranhadas o longo da história da humanidade o marketing é um campo de estudo novo se comparado com os demais

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campos do saber (CARVALHO 2006). O estudo do mercado surgiu da necessidade dos industriais de administrar a nova realidade oriunda da Revolução Industrial. Neste estágio o marketing ainda era inseparável da economia e da administração clássica pois inicialmente sua preocupação era puramente de logística e produtividade para a maxização dos lucros, características básicas da orientação para a produção. De acordo com Churchill e Peter (2003 p.6) a orientação para a produção centra-se nos produtos e em como fabricá-los com eficiência. Pressupõe-se que, se os produtos forem melhores, os clientes irão comprá-los. O papel do marketing orientado para a produção é, essencialmente, entregar produtos em locais onde possam ser comprados. Ainda segundo Carvalho (2006) os consumidores não tinham qualquer poder de barganha e a concorrência era praticamente inexistente. Tal realidade manteve-se inalterada até fins da Segunda Guerra Mundial quando então, reagindo ao crescimento da concorrência, mercadólogos começaram a teorizar sobre como atrair e lidar com seus consumidores. Surgiu então a cultura de vender a qualquer preço. Em um período marcado pelos truques que faziam da arte de vender quase num espetáculo de charlatanice e que faz com que até hoje os profissionais do mercado sejam vistos com desconfiança. Esta era uma visão de mercado orientada para vendas de acordo com Churchill e Peter (2003 p.7) a orientação para vendas envolve a concentração das atividades de marketing na venda dos produtos disponíveis. Ela normalmente é usada quando a oferta de produtos e serviços é maior do que a demanda. A orientação para vendas as técnicas existentes eram demasiadamente amadoras, baseando-se mais na intuição do que na prática (CARVALHO 2006). Técnicas ingênuas, estavam misturadas a ferramentas eficientes, lenda e fato se misturavam e o mercado não dava muito ouvido a academia. Para a autora a primeira reação a esta cultura veio pelas mão de Peter Druker quando ele lançou o seu livro “A pratica da administração”, não é propriamente um livro sobre o marketing mas foi o primeiro registro sobre a idéia do marketing como uma força emergente a ser levada em consideração, pelos administradores. Autores como Kotler (1998 p.37) teorizam que o conceito de marketing é uma filosofia empresarial que desafia os conceitos anteriores, seus pontos centrais tornaram-se sólidos em meados dos anos 50. Ainda segundo Kotler (1998 p.37) o conceito de

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marketing fundamenta-se em quatro pilares: mercado alvo, necessidades dos consumidores, marketing integrado e rentabilidade. Nos idos dos anos 60 segundo Cobra (2002), surgiram teorias de autores como Theodore Levitt que no seu artigo da na revista Harvard Business Review intitulado "Miopia de Marketing", revelou uma série de erros de percepções, mostrou a importância da satisfação dos clientes e transformou para sempre o mundo dos negócios, esse foi o pontapé de saída para que vários artigos científicos , pesquisas, e dados estatisticamente relevantes foram traçados, sobre o marketing. Em 1967 Philip Kotler lança a sua primeira edição do livro “Administração de Marketing” surgem as bases cientificas sobre a área mercadológica (COBRA, 2002). Nos anos 70 multiplicavam-se os supermercados, shoppings centers e franchises, começaram a aparecer departamentos de marketing, não só neste ramo do setor econômico mas também em grandes empresas de outros setores, mas como também em outros setores da atividade humana, como o governo, organizações civis, entidades religiosas e partidos políticos passaram a valer-se das estratégias de marketing adaptando-as as suas realidades e necessidades (COBRA 2002). Ainda sobre a evolução do marketing Carvalho (2006) diz que nos anos 80 mais propriamente em 1982, o livro "Em Busca da Excelência", de Tom Peters e Bob Waterman inaugurou a era dos gurus de marketing. Num golpe de sorte editorial produziram o livro de marketing mais vendido de todos os tempos ao focarem completamente sua atenção para o cliente. O fenômeno dos gurus levou o marketing às massas, e portanto as pequenas e médias empresas, e a todo o tipo de profissional. Talvez por isso, e também por uma necessidade mercadológica o marketing passou a ser uma preocupação direta da Alta Direção de todas as mega-corporações, não estando mais restritas a uma diretoria ou departamento. Com o início dos anos 90, chegou também a era dos avanços na tecnologia, e conseqüentemente tiveram um forte impacto no setor de marketing. O comercio eletrônico foi uma revolução na logística, distribuição e formas de pagamento. O CRM, (Customer Relationship Management) e os Serviços de atendimento ao Consumidor entre outras inovações tornaram possível uma gestão de relacionamento com os clientes em larga escala. E como se isso não fosse o suficiente a Internet chegou como uma nova via de

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comunicação. Também nessa era surgiu o conceito de marketing societal, onde era comum a preocupação com o bem estar da sociedade. A opinião dos consumidores, passou a estar diretamente associada a participação das organizações em projetos de responsabilidade social, passando assim a responsabilidade social a ser uma vantagem competitiva (COBRA,

2002)

Para Carvalho (2006) a chegada do novo milênio, assistiu-se a segmentação da TV a Cabo, a popularidade da telefonia celular e a democratização dos meios de comunicação especialmente via Internet. A World Wide Web já estava madura o suficiente e nos primeiros anos desta década surgiram uma infinidade de pesquisas e publicações sobre WebMarketing e comércio eletrônico. Mas mais do que isso, agora o cliente não tinha apenas poder de barganha, tinha também poder de informação. Era de se esperar que isso influenciasse a maneira com a qual os consumidores interagissem com as empresas e entre si.

Cobra (2002) comenta que no Brasil da década de 1950, não havia ainda profissionais de marketing. Os profissionais responsáveis por vendas faziam parte dos departamentos comerciais das empresas. Quando a pioneira Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da Fundação Getúlio Vargas, em 1954, introduziu o conceito de marketing, o fez segundo o professor Dílson Gabriel dos Santos, aportuguesando a expressão para “mercadologia” fato que logo foi acompanhado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Com o passar dos anos, no entanto, o termo em inglês ganhou força e a própria EAESP acabou abandonando o neologismo e adotando o termo em inglês para a disciplina que estuda as complexas relações entre consumidores e produtores de bens e serviços. Isso aconteceu no final dos anos de 1990. Ainda voltando aos anos 70, para dizer que foram anos marcantes para o marketing brasileiro, os profissionais formados pela EAESP-FGV começaram a assumir postos importantes nos setores de marketing das empresas como Hublein, Souza Cruz, Kibon, Lever, Johnson & Johnson, Refinações de Milho Brasil entre outras empresas pioneiras na implantação de administração de marketing. O autor ainda referência que o marketing no Brasil deixou de ser tabu, ganhou expressão e chegou a uma multiplicidade de áreas – sociais, políticas, religiosas, de saúde, de cultura, de esportes enfim, até onde a criatividade permite. Hoje, na presidência das

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principais empresas que atuam no Brasil, estão profissionais formados em Administração de Empresas com carreira em Marketing., O marketing evoluiu tanto que autores como Reimar Richers comentam que a palavra marketing circula hoje no Brasil com a mesma freqüência que expressões como democracia e guaraná, de fato o marketing cresceu muito como ciência durante o último século, isto muito graças a ação dos teóricos norte- americanos como Churchill, Kotler, Levitt, entre outros, suas teorias e conceitos trouxeram uma grande contribuição para que a área mercadológica passasse a ter mais ênfase nas organizações e na sociedade. Em seguida serão apresentados alguns conceitos que dão nome ao marketing.

2.1.1. Conceitos de marketing

Para entender melhor o marketing é preciso conhecer o conceito de marketing, segundo Cobra (1997 p. 23) durante muito tempo, prevaleceu como definição aquela elaborada pela Associação Americana de Marketing (AMA), na qual “o desempenho das atividades de negócios que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor ou utilizador” A Ohio State University conceitua marketing como “ o processo na sociedade pelo qual a estrutura da demanda para bens econômicos e serviços é antecipada ou abrangida e satisfeita através da concepção promoção, troca e distribuição física de bens e serviços.”(COBRA 1997 p. 23). Tendo em conta Cobra (1997 p. 20) “marketing deve ser encarado como uma filosofia, uma norma de conduta para a empresa, em que as necessidades latentes dos consumidores devem definir as características dos produtos ou serviços a serem elaborados e as respectivas quantidades a serem oferecidas” Kotler (1998 p.32) define marketing como “o processo de planejamento e execução desde a concepção, preço, promoção e distribuição de idéias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais”.

10

Ainda em relação aos conceitos de marketing destaca-se que a satisfação é tida como um dos principais fatores para a competitividade organizacional pois ela está na base de todas as definições de marketing (KOTLER 1998, p. 27). Este autor apresenta também a uma definição de marketing na qual “marketing significa trabalhar com mercados para realizar com mercados para realizar trocas potenciais com o propósito de satisfazer necessidades e desejos humanos”. Outro conceito de marketing fornecido por Limeira (2003, p. 09) diz que este “é a função empresarial que cria continuamente valor para o cliente e gera vantagem competitiva duradoura para a empresa, por meio da gestão estratégica das variáveis controláveis de marketing: produto; preço; comunicação e distribuição.” Marketing é o processo social voltado para satisfazer as necessidades e os desejos de pessoas e organizações por meio da criação da troca livre e competitiva de produtos e serviços que geram valor para as partes envolvidas no processo ( LAMBIN apud LIMEIRA 2003 p.9). Na consideração de Dolabela (1999 p.147) “marketing é o processo de planejamento de uma organização que busca realizar trocas com o cliente, cada um com seus interesses específicos; o cliente que satisfazer suas necessidades; uma empresa quer gerar receita”. Cobra (1997 p.27) apresenta uma sinopse da evolução das definições de marketing

Autor

Ano

Definição de marketing

1- America Marketing Association (AMA)

1960

O desempenho das atividades de negócios que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor ou utilizador.”

2- Ohio State University

1965

O processo na sociedade pelo qual a estrutura da demanda

para bens econômicos e serviços é antecipada ou abrangida e

satisfeita através da concepção, promoção troca e distribuição física de bens e serviços.”

3- Kotler e Sidney Levy

1969

O conceito de marketing deveria abranger também as instituições não lucrativas.”

4- William Lazer

1969

O marketing deveria reconhecer as dimensões societais

isto é levar em conta as mudanças verificadas nas relações

sociais”.

11

5- David Luck

1969

O marketing deve limitar-se às atividades que resultam em transações de mercado.”

6- Kotler e Gerald Zaltman

1969

A criação, implementação e controle de programas

calculados para influenciar a aceitabilidade das idéias sociais

e

envolvendo considerações de planejamento de produto,

preço, comunicação, distribuição e pesquisa de marketing.”

7- Robert Bartls

1974

Se o marketing é para ser olhado como abrangendo as

atividades econômicas e não econômicas, talvez o marketing como foi originalmente concebido reapareça em breve com

outro nome.”

8- Robert Haas

1978

É o processo de descoberta e implementação das

necessidades e desejos do consumidor para as especificações de produto e serviço, criar a demanda para esses produtos e

serviços e continuar a expandir essa demanda.”

9- Robert Haas

1978

MARKETING INDUSTRIAL - “É o processo de descoberta

interpenetração das necessidades, desejos e explicativas do consumidor industrial e da exigências para as especificações do produto e serviço e continuar através de efetiva promoção, distribuição, assistência pós-venda a convencer mais e mais clientes a usarem e a continuarem usando esses produtos e serviços.”

e

10- Philip Kotler

1997

“ É o processo de planejamento e execução desde a concepção, preço, promoção e distribuição de idéias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam os objetivos de pessoas e de organizações.

Quadro 1- Sinopse da evolução das definições de marketing. Fonte: Cobra (1997 p.27).

Observa-se que existe uma preocupação tanto da AMA (1960), Ohio State University (1965) e Luck (1969), em referenciar a troca como um fator fundamental para o

desempenho das atividades e negócios que dirigem a distribuição dos bens e serviços dentro de uma sociedade, destacando sempre a relação produtor/consumidor.

12

É justamente esta relação produtor/consumidor que faz com que autores como Nickels & Wood (1999 p.4) definam marketing como “o processo de estabelecer e manter relações de troca mutuamente benéficas com clientes e outros grupos de interesse” Os conceitos de marketing apresentados por Kotler (1997), Haas (1978), Dolabela (1999), destacam sempre a importância de conhecer, entender o cliente e os stakeholders de uma organização, no qual estes são fundamentais para dar todo o rumo a elaboração das estratégias de marketing. Lazer (1969) e Lambin (2003), tratam o marketing como um processo societal, onde as necessidades dos consumidores e das organizações são geradas por meio uma troca livre, reconhecendo as dimensões societais, levando em conta as mudanças verificadas nas relações sociais. Observando o exposto neste tópico acredita-se que é importante para o sucesso de uma empresa que ela desperte e satisfaça os desejos, as necessidades, e as expectativas que ela gera nos consumidores, afim que eles se sintam cada vez mais a necessidade de procurá- la. Com isso as empresas devem estar atentas a percepção dos seus clientes com relação ao seu composto mercadológico, ou seja produto, preço, ponto de distribuição e promoção, - os 4`ps do marketing.

2.2 Composto de Marketing

Após descrito alguns conceitos de marketing e visto a importância dos mesmos, surge a necessidade de conhecer e entender o composto de marketing – os 4p`s e o efeito benéfico que a combinação correta deste composto traz para empresa e para o cliente. Nas considerações de Kotler e Amstrong (1991 p.29) “ o mix de marketing consiste em ações em que empresa pode fazer para direcionar a demanda de seu produto”. Para os autores a empresa precisa ter bem definido e fortalecido o seu composto de marketing em relação aos seus concorrentes para que os consumidores finais percebam essa diferenciação.

13

O conceito de composto de marketing é definido por Churchill & Peter (2003 p.20) como “a combinação de ferramentas estratégicas usadas para criar valor para os clientes e alcançar os objetivos da organização.” Na visão de Limeira (2003 p.9) composto de marketing ainda pode ser compreendido como “o conjunto de quatro ferramentas que a empresa utiliza na criação de valor para o cliente: produto, preço, promoção e ponto de distribuição”. Também conhecido como marketing mix ou os “quatro P´s” referem-se a quatro fatores: produto, preço, promoção e ponto de distribuição. Ainda segundo Limeira (2203 p.9) o gerente de marketing é o profissional responsável pelas decisões relativas a essas quatro variáveis. Limeira (2003 p.9) diz que as decisões de produto englobam a identificação de oportunidades de lançamentos de produtos e serviços, a adequação destes ás necessidades e desejos dos clientes, a formulação das estratégias de produto e linhas de produtos (como diferenciação, posicionamento, etc) e a administração do ciclo de vida do produto, entre outros. Em outros termos Churchill e Peter (2003 p.20) afirmam que “o elemento produto, refere-se ao que os profissionais oferecem ao cliente”. “Um produto ou serviço é dito certo ao consumo quando atende ás necessidades e desejos de seus consumidores–alvos” (COBRA 1997 p.29). Ainda segundo este autor um produto ou serviço certo deve ter: a qualidade e padronização; modelos e tamanhos; configurações. Após confeccionado o produto a empresa precisa pensar com que preço irá colocar esse produto no mercado. E quando se trata de preço, os consumidores tendem a ter mais cuidado pois muitos deles tendem a tomar suas decisões em cima desta variável. Por isso e bom que se tenha em mente a definição do conceito de preço para que esta variável influencie positivamente o consumidor final na hora da decisão, Churchill e Peter (2003, p.20) definem preço como “a quantidade de dinheiro ou outros recursos que os profissionais de marketing podem por aquilo oferecer”. Nesta segunda variável do composto de marketing as decisões são baseadas em uma seleção da estratégia de preço que gere vantagem competitiva e diferenciação para cada produto ou linha de produto bem como maximize o retorno para a empresa e para os parceiros do canal de distribuição (LIMEIRA 2003 p.9). Um profissional de marketing deve ter cuidado na hora de confeccionar o preço para um produto para que sejam condizentes e atraentes para que o

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consumidor e enxergue a realização que este produto concebido por um preço que também o trará satisfação. Após a produção do produto e determinado o seu preço, e chegada a hora de a colocar no mercado ou seja buscar uma forma de a distribuir e é ai que entram os canais de distribuição ou praça. Distribuição “ refere-se a como produtos e serviços são entregues aos mercados para se tornarem disponíveis para trocas” (CHURCHILL E PETER, 2003 p.20). O produto deve ser entregue de maneira mais facilitada possível para os clientes, para que este possa estar recebendo o produto ou serviço de acordo com o esperado. Este canal de distribuição deve dar ao cliente mais confiança, conforto, facilidade, agilidade, tornando o produto diferenciado em relação a concorrência. As decisões desta variável englobam a escolha dos canais de vendas e distribuição para que o produto esteja no lugar certo, no momento certo, e o cliente possa realizar a compra e satisfazer a sua necessidade (LIMEIRA , 2003 p.9). A empresa deve estar sempre informando o consumidor sobre as novidades dentro da organização. A melhor maneira de atualizar e informar o consumidor é usando a comunicação ou promoção que é o ultimo P do mix mercadológico. A promoção chamada por Churchill e Peter (2003 p.20) de comunicação refere-se a “como os profissionais da área mercadológica informam, convencem e lembram os clientes sobre produtos e serviços”. A empresa deve preocupar-se com a comunicação em relação aos seus clientes para que estes entendam tudo o que organização esta disposta a oferecer por eles. Limeira (2003, p.9) revela que “decisões de promoção são aquelas relativas aos investimentos em estratégias e atividades de comunicação (propaganda, marketing direto, relações públicas, publicidade, eventos, seminários) e promoção de vendas (sorteios, prêmios ao consumidor, descontos de preços, brindes e outros)”. Essa comunicação ou promoção não acontece somente no momento em que o cliente chega no ponto de venda, mas também antes- através de propaganda, durante- através da venda ou consumo, e depois- através do pós- venda ou feedback. Em jeito de conclusão tem-se que uma empresa que tem bem estruturada o seu composto de marketing, terá mais facilidade em conquistar resultados positivos no mercado onde atua, alcançando de forma mais eficaz os seus objetivos e conseguindo um relacionamento mais sólido com o seu cliente.

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Uma empresa que busca competitividade no mercado, deve preparar-se bem para que possa receber os agentes de mercado, por isso e de suma importância que ela se abdique as estratégias definidas pelo composto de marketing e seus elementos. E para que ela se estruture de maneira certa para que possa estar atingindo um resultado eficaz, ela deve se preparar estabelecendo um planejamento para o seu negócio.

2.3 Planejamento

Para que uma empresa possa dar andamento as suas ambições torna-se útil a definição de metas, por isso é necessário definir um rumo ou um caminho a ser trilhado por uma organização. Segundo Maximiano (2000) o planejamento tem como principais objetivos: definir objetivos ou resultados a serem alcançados, definir meios para possibilitar a realização de resultados, definir o tempo para mudanças na realidade organizacional e definir como deve ser a tomada de decisão, pensando no futuro, reduzindo assim a incerteza do cenário em que a organização poderá encontrar-se. Complementando Maximiano (2000) Robbins (1990), diz que planejamento é a fase que se inicia o desenvolvimento de estratégias. Oliveira (2004 p.36) afirma que:

O propósito do planejamento pode ser definido como o desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes administrativas, as quais proporcionam uma situação viável de avaliar as implicações futuras de decisões presentes em função das objetivos empresariais que facilitarão a tomada de decisão no futuro, de modo mais rápido, coerente, eficiente e eficaz.

A função planejamento da empresa pode incluir a realização do planejamento para toda a organização, por isso o planejamento e dividido em três dimensões para que se possa proceder a operacionalização dentro das organizações. Portanto ela e dividida em nível estratégico, tático e operacional (LAS CASAS 1999). Oliveira (2004 p.45) apresenta uma pirâmide organizacional onde ele apresenta os três níveis do planejamento:

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16 Nível Estratégico Nível Tático Nível Operacional Figura 1: Níveis do planejamento. Fonte: Oliveira, 2004, p.

Nível Estratégico

Nível Tático

Nível Operacional

Figura 1: Níveis do planejamento. Fonte: Oliveira, 2004, p. 45

Para Las Casas (1999, p.13) “planejamento estratégico é o processo gerencial de desenvolver e manter uma direção estratégica que alinhe as metas e os recursos da organização com suas mutantes oportunidades de mercado” Esta definição mostra que o administrador deve se ater as mudanças do mercado, pois sua organização deve estar em constante sintonia com o mercado buscando a adaptação as novas oportunidades que surgem no setor. Uma outra definição de planejamento estratégico que deixa clara a situação do administrador dentro da organização em relação ao planejamento é a formulada por Oliveira (2004 p.35) na qual “o planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de um conjunto de providencias a serem tomadas pelo executivo para a situação em que o futuro tende a ser diferente do passado; entretanto, a empresa tem condições e meios de agir sobre as variáveis e fatores de modo que possa exercer alguma influencia”. Convém ressaltar que o planejamento estratégico não é importante somente na medida em que o administrador busca as providencias para absorver as mudanças no mercado, ele se torna importante também porque o planejamento estratégico de mercado inclui também a identificação ou o estabelecimento da missão e das metas e os objetivos de marketing, a estratégia de marketing, e, finalmente, um plano de marketing (FERRELL et. all, 2000). O planejamento estratégico é definido por Oliveira (2004, p.47) como “o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com o ambiente e atuando de forma inovadora e diferenciada”. O planejamento estratégico envolve toda a

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empresa, ocorrendo ela em vários níveis da organização, ela e direcionada diretamente para

o concorrente, em vez de aos clientes, e um processo multifuncional e é caracterizado por

uma analise de dados internos e externos (LAS CASAS 1999). Normalmente o planejamento estratégico é de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa (OLIVEIRA, 2004). Ainda segundo Oliveira (2004), as decisões estratégicas tem geralmente, alcance temporal prolongado e elevado grau de impacto e irreversibilidade. Por sua vez o planejamento tático está mais voltado aos meios pra alcançar os objetivos

especificados, isto é refere-se aos componentes da empresa e a sua eficiência. Para este autor o “planejamento tático tem por objetivo otimizar determinada área de resultado e não

a empresa como um todo. Portanto trabalha com decomposições dos objetivos, estratégias e

políticas estabelecidos no planejamento estratégico”. Para Las Casas (1999, p.15) o planejamento é dito tático quando se refere ao planejamento para departamentos específicos. Por exemplo: quando o departamento de marketing planeja, refere-se ao nível tático, o mesmo acontece com o de recursos humanos, o de finanças e assim por diante. Ainda segundo Oliveira (2004 p.48) o planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores, tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução de objetivos previamente fixados segundo uma estratégia predeterminada, bem como as políticas orientativas para o processo decisório da empresa. Oliveira (2000 p.48) apresenta na figura 02 a sistemática de desenvolvimento dos planejamentos táticos.

sistemática de desenvolvimento dos planejamentos táticos. Figura 2 : Processo de planejamento tático. Fonte:

Figura 2: Processo de planejamento tático. Fonte: Oliveira, 2004, p. 48

18

Apesar de todo o seu detalhamento, ao nível tático falta-lhe formalização, principalmente através de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas (OLIVEIRA 2004, p.49). Ainda segundo este autor “os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento tático”. São chamados de operacionais os planejamentos que representam atividades detalhadas dos níveis táticos de uma empresa (LAS CASAS 1999, p.15), ou seja o nível operacional corresponde ao plano detalhado de cada divisão. Cada um dos planejamentos operacionais deve conter com detalhes: os recursos necessários para seu desenvolvimento e implantação; os procedimentos básicos a serem adotados; os resultados finais esperados; os prazos estabelecidos: e os responsáveis por sua execução e implantação. A partir da leitura de Oliveira (2004), Las Casas (1999) e Maximiano (2000) observa-se que, o planejamento torna-se importante dentro de uma organização na medida em que ela traça o futuro organizacional da empresa, passando a ser um fator chave dentro da organização tendo em vista o planejamento das técnicas estatísticas, projeções e pesquisas que são utilizadas como técnicas para se estudar o futuro. Futuro este que não apenas é inevitável, mas também incerto.

2.4. Planejamento de Marketing

Planeja-se quando há um objetivo a alcançar, delineando-se as formas de alcançá-lo (LAS CASAS, 1999). Entende-se que o planejamento é necessário para as organizações, que desejam alcançar os seus objetivos. Sendo que ela perspectiva o seu futuro através de estratégias abrangentes e contendo em um dos seus níveis o plano de marketing, poderá traçar melhor o caminho a seguir para obtenção dos resultados pretendidos. O plano de marketing é entendido por Kotler (1998 p.100) “como um dos principais elementos do

19

processo de marketing. O plano de marketing permite com que a organização alcance os seus objetivos.” Uma idéia semelhante é apresentada por Las Casas (1999, p.18) que diz que “um plano que faz parte do plano estratégico abrangente de uma empresa. Sua elaboração deverá estar em perfeita sintonia com os objetivos que forem estabelecidos pela alta administração e com o que a empresa está pensando em atingir a longo prazo”. Ferrel et all (2000 p.25) complementam:

O plano de marketing é um relatório ou documento que expõe as informações detectadas no processo de planejamento. Os resultados da análise ambiental, das metas e dos objetivos de marketing e dos principais elementos da estratégia de marketing devem ser especificados por escrito durante o processo de planejamento estratégico de mercado.

Portanto o plano de marketing pode ser visto como um documento formal servindo para as empresas descrever estratégias de marketing que utilizará para o alcance de seus objetivos e metas especificadas no plano. Westwood (1997, p.12) reitera que “ um plano de marketing é o documento que formula um plano para comercialização de produtos e serviços”. Sendo assim observa-se que a formalização das suas idéias por parte da organização é importante para atingir, objetivos e estratégias as quais deseja atingir. Não cabe somente ao dono do negócio conhecer o seu plano, mas sim a empresa como um todo. Las Casas (1999, p.20) diz que:

O plano de marketing é importante para as empresas, uma vez que é resultado de um processo de planejamento. O processo de planejamento toma forma no momento em que o administrador escreve o plano. Por isso mesmo se diz que um bom plano não valida uma idéia de marketing, mas uma boa idéia de marketing é validada com um bom plano. Ele é usado para concretizar a criatividade, a imaginação e a inovação.

Ferrel et al (2000, p.25) explicam que “um aspecto crítico do plano de marketing é sua habilidade de informar a outras pessoas, particularmente à alta administração”. Os autores explicam que a alta administração o examina, para obter explanação dos elementos da estratégia de marketing e para conhecer a justificativa dos recursos necessários, apresentada no orçamento de marketing. Segundo Richers (2000, p.61) todas as empresas precisam de um plano de marketing que una as pessoas em torno de seus objetivos e estabeleça as metas para o futuro.

20

Analisando as idéias de Las Casas (1999) Richers (2000) Ferrel et all (2000),

Westwood (1997) e Kotler (1998) observa-se que torna-se necessário a elaboração de um

plano de marketing que exponha para as pessoas da organização as informações contidas no

processo de planejamento, de modo que as una em torno de seus objetivos a fim de cumprir

as metas estabelecidas. Existem muitos modelos de plano de marketing, sendo que nenhum

funciona sem o envolvimento das pessoas que participam da sua consecução.

2.4.1 Modelos e estruturas

Pesquisando na literatura sobre planejamento de marketing encontra-se diversos

modelos ou estruturas para o desenvolvimento de um plano de marketing. Assim, visando

construir um modelo de plano de marketing a ser desenvolvido para o alcance do objetivo

geral desta pesquisa nesta etapa do trabalho são apresentados alguns modelos e estruturas

de planos de marketing sugeridos por autores com Las Casas (1999), Ferrel et all (2000),

Westwood (1997) e Kotler (1998).

Westwood (1997, p.29) propõe o seguinte plano de marketing apresentado no

quadro 2.

- Conteúdo

- Introdução

- Sumário

- Análise de situação Incluindo: Superposições Vendas (Histórico e Orçamento) Revisão dos Mercados Estratégicos Revisão dos Produtos-chave Revisão das Áreas-chave de Vendas

- Objetivos de Marketing

- Estratégias de Marketing

- Prazos, Custos, Responsabilidades

- Promoção de Vendas

- Orçamentos

- Demonstrativo de Resultados

- Controles

- Processos de Atualização

Quadro 2- Plano de marketing completo

Fonte: Westwood (1997, p29)

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Ferrel et all (2000, p.32) apresentam uma estrutura de um plano de marketing o qual será abordado no quadro 3.

I. Sumário Executivo

 

A. Sinopse

 

B. Principais aspectos do plano de marketing

II.

Análise Ambiental

 

A. Análise do ambiente externo

 

B. Análise do ambiente do consumidor

 

C. Análise do ambiente (organizacional) interno

II.

Análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças)

 

A. Forças

 

B. Fraquezas

 

C. Oportunidades

 

D. Ameaças

 

E. Ajustando, convertendo, minimizando e evitando estratégias

IV.

Metas e objetivos de marketing

 

A. Metas de marketing

 

B. Objetivos de marketing

V.

Estratégias de marketing

 

A. Mercado(s)-alvo(s)

 

B. Composto de marketing para cada mercado-alvo

 

C. Principais clientes e reações da concorrência

VI.

Implementação de marketing

 

A. Assuntos estruturais

 

B. Abordagem para a implementação

 

C. Marketing interno

 

D. Comunicação

 

E. Autoridade de tomada de decisão

 

F. Motivação dos funcionários

 

G.

Atividades, responsabilidades e orçamentos

22

H.

Programação da implementação

VII. Avaliação e Controle

A. Avaliação financeira

B. Controle de marketing

Quadro 3 - Estrutura de um plano de marketing típico

Fonte: Ferrel et al (2000, p.32)

Las Casas(1999, p.45) contribui com um outro modelo de plano de marketing

apresentado no quadro 4.

Plano de Marketing 1. Analise ambiental 1a Ameaças e oportunidades Eventos Ameaças Oportunidades Sugestões 1b.
Plano de Marketing
1.
Analise ambiental
1a Ameaças e oportunidades
Eventos
Ameaças
Oportunidades
Sugestões
1b. Pontos fortes e fracos
Aspectos analisados
Concorrente 1
Concorrente 2
Empresa X
Pessoal
-Quantidade
-Quantificação
Equipamentos
-Capacidade instalada
-Tecnologia
Finanças
-Recursos financeiros
-Possibilidade de
obtenção de
empréstimos
Marketing
-Produto
-Preço
-Distribuição
-Propaganda
-Equipe de vendas
-Promoção
Ponto
Ponto
Ponto
Ponto
Ponto
Ponte
forte
fraco
forte
fraco
forte
fraco
2. Objetivos
a.
Quantitativos:
b.
Qualitativos:
3.
Estratégias de marketing
3a. Público-alvo: Quadro 4 – Um roteiro simplificado para um plano de marketing.
3b. Posicionamento:
3c. Estratégia do composto:
Produto:
Preço:
Distribuição:
Promoção:

23

4. Plano de ação Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros
4. Plano de ação
Atividades
Encarregado
Período
Orçamento
5. Projeção de vendas e lucros

Período

Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações
Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações

Vendas

Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações
Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações

Lucros

Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações
Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações

Observações

Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações
Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações
Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações
Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações
Atividades Encarregado Período Orçamento 5. Projeção de vendas e lucros Período Vendas Lucros Observações

Quadro 4: Modelo de um plano de marketing Fonte: Las Casas(1999, p.45)

Kotler ( 1998, p100) apresenta o seu conteúdo para um plano de marketing:

I. “Sumário executivo e índice de conteúdo. Apresenta uma bela visão do plano proposto;

II. Situação atual do marketing. Apresenta dados históricos relevantes sobre o

mercado, produto, concorrência, distribuição e macro ambiente;

III. Análise de oportunidades e assuntos. Identifica as principais oportunidades e

ameaças, forças, fraquezas e assuntos relativos ao produto;

IV. Objetivos. Define as metas financeiras e de marketing do plano em termos do

volume de vendas, participações de mercado e lucro;

V. Estratégia de marketing. Apresenta a abordagem ampla de marketing que será

usada para atingir os objetivos do plano;

VI. Programas de ação. Apresenta programas de marketing especiais preparados

para atingir os objetivos do plano;

VII. Demonstração de resultado projetado. Prevê o resultado financeiro projetado do

plano;

VIII. Controles. Indica como o plano será monitorado.”

Observando as estruturas apresentadas por Las Casas (1999), Ferrel et all (2000), Westwood (1997) e Kotler (1998) elabora-se a estrutura de plano de marketing a ser

utilizada neste trabalho. A estrutura adotada será uma mescla do que foi proposto pelos

autores e conterá as seguintes etapas que serão descritas nos próximos tópicos desta

fundamentação. As etapas são:

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1. Análise ambiental

a. Análise do ambiente externo (ameaças e oportunidades)

b. Análise do ambiente interno (pontos fortes e fracos)

c. Análise do ambiente da concorrência (ver quadro do Las Casas)

d. Análise do ambiente do consumidor

2. Objetivos de marketing

3. Estratégias de marketing

4. Plano de ação ou Implementação

5. Avaliação e controle

2.5 Descrição das etapas do Plano de Marketing

As cinco etapas do plano de marketing apresentados no final tópico 2.4 serão aqui descritos segundo a visão de autores como Ferrel et all (2000), Las Casas (1999), Westwood (1997), Oliveira (2004), Richers (2000),

2.5.1 Análise Ambiental

Na análise ambiental, a primeira etapa do plano de marketing a ser desenvolvido neste trabalho, destaca-se a necessidade de entender qual a situação atual para estabelecer uma estratégia em sintonia com as tendências atuais e futuras (LAS CASAS, 1999). Segundo Ferrel et al (2000, p.33) a análise ambiental “resume todas as informações pertinentes obtidas sobre três condições da empresa: o ambiente externo, o ambiente do consumidor (isto é mercado-alvo), o ambiente (organizacional) interno da empresa”. Las Casas (1999) defende duas condições relativas a análise ambiental, sendo elas a análise ambiental externa na qual se observam as ameaças e oportunidades, e análise

25

ambiental interna na qual são analisados os pontos fortes e fracos da organização. Na análise ambiental externa o autor propõe que identifique-se inicialmente quais as principais variáveis de marketing que afetam o negócio, pois relacionado as variáveis que afetam o seu negócio fica fácil atualizar os fatos. Ainda segundo o autor, após fazer a análise externa (ameaças e oportunidades), é hora da análise interna, que é feita através de uma apreciação dos pontos fortes e fracos. “Para realizar essa etapa do planejamento, o procedimento resume-se numa análise subjetiva dos diferentes recursos de sua organização em relação aos principais concorrentes” (LAS CASAS, 1999 p.48). O autor referencia que existe uma diferença desta análise para a anterior pois esta tem enfoques interno e externo, por isso ele conclui que:

Enquanto na análise de eventos, ameaças e oportunidades analisa-se o mercado como um todo, que cria ameaças e oportunidades para qualquer empresa, nessa etapa analisam-se os pontos fortes e fracos, para se identificar que empresas têm melhores condições de aproveitar as oportunidades ou se defender de eventuais ameaças (LAS CASAS, 1999

p.48).

Num pensamento semelhante, Westwood (1997) propõe uma análise PFOA, cujo o significado é, potencialidades e fragilidades conforme se relacionem às nossas oportunidades e ameaças no mercado. As potencialidades e fragilidades para Westwood (1997 p.25) “relacionam-se à companhia, às suas estratégias e como ela se compara com a concorrência. E as oportunidades e ameaças são apresentadas tanto pelo ambiente de marketing como pela concorrência”.

2.5.2 Objetivos de Marketing

Após observar o ambiente externo e interno da organização, torna-se necessário definir os objetivos de marketing. “Os objetivos são alvos a serem atingidos em determinado futuro, que pode ser mais ou menos distante, dependendo da segurança da empresa em fixá-los” (RICHERS, 2000 p.73).

26

As metas e objetivos de marketing são declarações formais dos resultados desejados e esperados, decorrentes do plano de marketing (FERREL et al., 2000, p.35). Para estes autores esta parte do plano de marketing está baseada em um estudo minucioso dos fatores revelados pela análise ambiental, e deve conter os objetivos relatados para ajustar as forças às oportunidades e/ou a conversão das fraquezas ou das ameaças. Para Las Casas (1999) somente após este estudo deverão ser descritos os objetivos, pois assim um diagnóstico favorável poderá ajudar na determinação de um objetivo otimista de crescimento, da mesma forma que um diagnóstico desfavorável poderá gerar um objetivo de defesa. Las Casas (1999) usa dois parâmetros para a determinação de objetivos: objetivos quantitativos e objetivos qualitativos. Para o autor “os primeiros referem-se àqueles que são determinados com uma quantidade ou medida” e por outro lado “objetivos quantitativos são todos aqueles que expressam qualidade, como melhorar a qualidade de produtos, treinar a equipe de vendas etc.” “Os objetivos são como uma bússola para o administrador. Há necessidade de se determinar os objetivos como passo inicial do processo de planejamento, pois somente assim será possível determinar uma estratégia adequada”(LAS CASAS, 1999 p.50)

2.5.3 Estratégias de Marketing

O passo seguinte à resolução dos objetivos na elaboração do plano de marketing é a determinação da estratégia. Oliveira (2004 p.194) determina que estratégia é “um caminho, ou maneira ou ação formulada e adequada para alcançar, preferencialmente, de maneira diferenciada, os desafios e objetivos estabelecidos, no melhor posicionamento da empresa perante seu ambiente”. A estratégia de marketing refere-se a como a empresa gerenciará seus relacionamentos com os consumidores, de maneira que obtenha vantagem sobre a concorrência (FERREL et al, 2000 p.36). Mas para que seja estabelecida uma estratégia deve-se primeiro determinar quem a empresa quer atingir, ou seja quem é o público alvo. Para Las Casas (1999 p.51):

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A análise de ameaças e oportunidades poderá determinar quem serão os clientes de uma empresa. Até mesmo a análise de pontos fortes e fracos poderá ajudar a direcionar a empresa a algum público-alvo diferente, em que a concorrência esteja fraca ou não muito ativa.

Após determinar o público-alvo, a empresa deve-se posicionar perante o mercado, e para Las Casas (1999 p.52) “o posicionamento é a “personalidade” do produto ou objeto de comercialização. É a posição que você deseja ocupar na mente do cliente”. Westwood (1997 p.141) declara que “uma forma de se olhar para as estratégias é pensar se elas são defensiva, de desenvolvimento ou de ataque”. Ele define como estratégias defensivas, aquelas que:

Idealizadas para evitar a perda dos clientes existentes. Em sua análise PFOA você terá listado uma série de “fragilidades”. Elas poderiam relacionar-se à companhia, à organização da mesma ou aos produtos ou serviços oferecidos. Uma série de estratégias seriam idealizadas para superar essas fragilidades bem como para consolidar a posição da companhia no mercado.

As estratégias de desenvolvimento são definidas pelo autor como aquelas que são “idealizadas para oferecer aos clientes existentes uma variedade maior de seus produtos ou serviços”. E as “estratégias de ataque são as idealizadas para desenvolver o negócio através de novos clientes”. Para Westwood (1997 p.143) “uma maneira útil de se olhar para os tipos de estratégia que podem estar à disposição de uma companhia é usar uma matriz que foi desenvolvida por Ansoff”. A figura 3 apresenta a Matriz de Ansoff referenciada por Westwood (1997 p.143).

 

BAIXO RISCO

ALTO RISCO

   

Produto atual

Novo produto

BAIXO RISCO

Mercado atual

Expandir o mercado existente com o produto atual

Desenvolver novos produtos para os mercados existentes

BAIXO RISCO

ALTO RISCO

Mercado novo

Vender o produto atual em novos mercados

Desenvolver ou adquirir novos produtos para vender em novos mercados

 

Figura 3: Matriz de Ansoff – os riscos das várias estratégias.

Fonte: Westwood, 1997, p. 143

28

2.5.4 Plano de Ação

O próximo passo na concepção de um plano de marketing é definição do o plano de

ação ou implementação. Segundo Ferrel et al. (2000, p36) “a seção implementação do

plano de marketing descreve como as estratégias de marketing delineadas na seção anterior

serão desempenhadas”. Para os autores “a implementação de marketing é o processo de

executar a estratégia de marketing, criando ações específicas que assegurarão que os

objetivos de marketing sejam atingidos”.

Para Las Casas (1999 p.53) “essa etapa do plano praticamente determina o que

deverá ser feito e quem deverá fazê-lo”. Ele afirma que para dar coerência e ordem ao

plano de marketing, é necessário o plano de ação, pois no item estratégia de marketing de

um plano de marketing pouca informação é dada quanto ao detalhamento das atividades, e

não se sabe com exatidão quem será o responsável e quando uma etapa do planejamento

será executada. Ferrel et al. (2000 p.36) concluem que “é importante reconhecer que os

funcionários de todos os níveis da empresa são criticamente importantes na implementação

de marketing”.

“Ao completar o “plano de ação”, praticamente você já tem um plano de marketing

que o habilita a executar suas idéias, com todos os principais componentes de um

planejamento mercadológico” (LAS CASAS, 1999 p.55).

Las Casas (1999, p.54) apresenta um modelo de plano de ação:

Atividades

Encarregado

Período

Orçamento

Promoção:

José Silva/Agência Criativa

Janeiro a Março de

(incluir valores

Uso de outdoor no lançamento

1997

estimados)

Filmes de 15 “na TV: Globo Bandeirantes

José Silva/Agência Criativa

Janeiro a Julho de

(incluir valores

1997

estimados)

Anúncios em

Mario Silva/Agência Idéia

Março

(Incluir valores

revistas:

estimados)

Veja

 

Exame

Quadro 5 :Modelo de plano de ação

Fonte: Las Casas (1999 p.54)

29

2.5.5 Avaliação e Controle

A última etapa do modelo de plano de marketing adotado para este trabalho é a avaliação e controle. Ela detalha como os resultados serão avaliados e controlados, e de acordo com Ferrel et al (2000) ela está dividida em três partes: a avaliação financeira; o controle de marketing e auditoria de marketing. Para o autor, na avaliação financeira as projeções financeiras são baseadas em estimativas de custos, vendas e receitas. As condições orçamentárias exercem papel-chave na identificação das estratégias de investimentos. Já na segunda parte da seção de avaliação e controle, o controle de marketing, envolve a definição de padrões, a avaliação do desempenho real, comparando-o com esses padrões e, se necessário, a adoção corretiva, para reduzir as discrepâncias entre o desempenho desejado e o real (FERREL et al 2000). Caso o plano de marketing não atender às expectativas, a empresa pode usar várias ferramentas para sinalizar as causas potenciais das discrepâncias. Segundo Ferrel et all (2000 p.37) “uma dessas ferramentas é a auditoria de marketing, um exame sistemático dos objetivos, da estratégia e do desempenho de marketing da empresa”. Para Westwood (1997 p.27) “ é preciso controlar a implementação e revisar o desempenho do plano. O plano deve ser monitorado à medida em que se avança e devem ser recomendadas atitudes corretivas quando o desempenho se desviar do padrão”.

30

3. METODOLGIA

Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso exploratório. De acordo com Mattar (2001, p. 18) “Estudo de caso é um método exploratório, pois visa prover ao pesquisador maior conhecimento sobre o tema em perspectiva”. Gil (1999, p.44) comenta

que “as pesquisas exploratórias têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores”. Triviños (1987, p.109) acrescenta que uma pesquisa exploratória “permite ao investigador aumentar sua experiência em torno de determinado problema”. O autor ainda referência que

“o pesquisador parte de uma hipótese e aprofunda seu estudo nos limites de uma realidade

específica buscando antecedentes, maior conhecimento para, em seguida, planejar uma pesquisa descritiva ou de tipo experimental”. No caso desta pesquisa o pesquisador procurou aproximar-se o mais perto possível da

realidade empresaria existente a fim de proporcionar uma visão geral, com o cunho aproximativo acerca do fato em questão. Esta pesquisa também tem características descritivas, pois tem por objetivo estudar características de um grupo sua distribuição por idade, sexo, procedência, nível de

escolaridade, nível de renda, estado de saúde física e mental, etc (Gil 1999). Ainda segundo

o autor “as pesquisas descritivas são, juntamente com as exploratórias, as que

habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática”. Nesta pesquisa foram analisados dados primários e secundários. Estes dados foram coletados por meio da observação informal, relação direta com os sócios proprietários da organização, levantamento nos documentos da empresa e também através do questionário aplicado aos clientes da academia. A observação informal foi realizada através da experiência e convivência junto com a academia, analisando fatos relevantes a pesquisa. A obtenção de informação junto aos sócios proprietários foi conseguida à medida que surgiam dúvidas e pela disponibilidade dos mesmos. Os dados primários foram coletados através do questionário realizado junto aos clientes.

O questionário teve abordagem predominantemente quantitativa.

31

Para a realização deste trabalho os dados computados possuem uma abordagem qualitativa e quantitativa. Pois foram analisados dados coletados nos instrumentos de pesquisa como as bibliografias, pesquisas estatísticas, documentos da organização etc. Também existe uma abordagem quantitativa na tabulação dos dados concedidos pelo questionário a elaborado. Segundo Roesch (1996, p.122),

se o propósito do projeto implica medir relações entre variáveis, em avaliar o resultado de algum sistema ou projeto, recomenda-se utilizar preferencialmente o enfoque da pesquisa quantitativa e utilizar o melhor meio possível de controlar o delineamento da pesquisa para garantir uma boa interpretação dos resultados.

A estrutura adotada foi uma mescla do que foi proposto pelos autores e conterá as seguintes etapas que serão descritas nos próximos tópicos desta fundamentação. As etapas são:

1.Análise ambiental

a. Análise do ambiente externo (ameaças e oportunidades)

b. Análise do ambiente interno (pontos fortes e fracos)

c. Análise do ambiente da concorrência (ver quadro do Las Casas)

d. Análise do ambiente do consumidor

2. Objetivos de marketing

3. Estratégias de marketing

4. Plano de ação ou Implementação

5. Avaliação e controle

Para a realização da análise do ambiente externo, na qual foram identificadas as ameaças e oportunidades para a Academia Gymex o pesquisador adotou o roteiro proposto por Las Casas(1999, p.45) no qual ele define que o primeiro passo para realizar um plano de marketing é fazer uma análise ambiental. O pesquisador utilizou- se das conversas informais com o proprietário, e através da observação atenta do pesquisador alguns dados relevantes para a pesquisa em questão. Quanto a análise do ambiente interno foi também aplicado os conceitos apresentados no roteiro de Las Casas(1999, p.48) explicar também a análise do

32

ambiente interno na qual ele evidencia os pontos fortes e fracos da organização. Para esta análise torna-se necessária uma análise subjetiva dos diferentes recursos da organização em ralação aos principais concorrentes. Com isso tornou-se necessário a análise do ambiente da concorrência na qual os dados conseguidos foram coletados as por meio de visitas informais as academias Body Island, Racer, Ellite e Feel Good. Essa escolha foi baseada em três premissas, a proximidade dessas academias, pois elas todas ficam situadas na região do bairro da trindade disputando um amplo público alvo, que vai da população residente, trabalhadora e estudantil. Em segundo lugar os preços praticados são comparativamente iguais variando para mais ou para menos dependendo da estrutura da organização. E terceiro por serem todas elas alvo de grande procura por parte de quem reside na região. O ambiente do consumidor como já referenciado foi consultado através de um questionário, aplicado meio aos clientes da academia Gymex. Por ser uma atividade sazonal, alguns clientes da academia freqüentam durante algum período, e em outros períodos do ano esses clientes param e depois retornam ou não, então foi decidido que a pesquisa seria feita em cima dos clientes assíduos da academia aqueles que freqüentam por um prazo superior a seis meses a academia.

Sendo assim, a população em estudo foi composta por 150 clientes, dentre os quais são clientes assíduos e estão freqüentando a academia a mais de seis meses, com a faixa etária de 15 a 70 anos, sendo homens mulheres e jovens em geral.

A amostra desta pesquisa compõe-se por 109 clientes e caracteriza-se como amostra aleatória estratificada. De acordo com Mattar (2001, p. 150) a amostragem aleatória pode ser definida como “O processo de subdividir uma população em estratos, selecionar amostras aleatórias simples de cada extrato e, a seguir, combiná-las em uma amostra única para estimar os parâmetros da população”. Gil (1999, p.102) completa afirmando que a “amostragem aleatória estratificada caracteriza-se pela seleção de uma amostra de cada subgrupo da população considerada”.

Amostra é definida como parte representada da população (MATTAR, 2001). A pesquisa foi aplicada com uma amostra de 109 clientes assíduos a mais de seis meses. Foram aplicados os valores na fórmula com um erro amostral de 5%.

33

Fórmula: No =

1

no

.

(Eo) 2

x

n = No

N + n o

No =

1

.

(0.05) 2

n = 150

x

400

150 + 400

No =

1

.

0.0025

No = 400

n = 109,09 clientes

Para identificação e coleta de informações para a pesquisa foi aplicado um questionário na qual se mediu o nível de satisfação dos clientes da academia em relação aos serviços oferecidos, equipamentos fornecidos, e aos profissionais que nela atendem. Este questionário compreende 28 perguntas fechadas, de múltipla escolha com opção de sugestões em algumas questões e um espaço maior ao final para observações ou sugestões. Estes questionários foram aplicados com os clientes que estão freqüentando a academia Gymex a mais de seis meses. O questionário é definido por Gil (1999, p128) como “técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc.” O questionário aplicado a este trabalho foi elaborado a partir do modelo adotado por Weiss (2004), na apresentação da sua monografia. No instrumento de coleta de dados as primeiras questões fazem referência sobre o perfil do entrevistado, com questões sobre sexo, idade e ocupação. Em seguida o questionário aborda a relação dos alunos com outras academias, a comunicação da academia para com os seus alunos. Existe também um quadro de avaliação dos serviços oferecidos pela academia na qual ela contempla uma escala de avaliação dos referidos serviços. No final existe um espaço aberto para sugestões e observações. Os dados obtidos com a aplicação do questionário foram tabulados por meio do software Excel, e analisados a partir da perspectiva do autor e do referencial teórico deste trabalho.

34

4. RESULTADOS

Neste capitulo é apresentado o plano de marketing proposto para academia Gymex, no qual serão abordados os dados da pesquisa de satisfação aplicada junto aos

cliente, serão definidos os pontos fortes e os pontos fracos, assim como as oportunidades e ameaças, sendo em seguida propostos os objetivos de marketing e suas estratégias, para que

se possa implementar um plano de ação, e por fim a avaliação e controle.

4.1 Empresa

A academia Gymex, situada em Florianópolis no bairro da Trindade, atua no

mercado há quase nove anos, tendo como missão melhorar a qualidade de vida e a saúde dos freqüentadores dando melhor qualidade física. Esta organização começou com um

reduzido número de alunos e atualmente possui em torno de setecentos alunos.

A empresa tem uma estrutura de seiscentos metros quadrados dividida em três

andares, bem equipados com os devidos equipamentos exigidos a uma academia do seu porte. No térreo da empresa fica situada a recepção, a gerência, os banheiros equipados

com armários e chuveiro, ainda no térreo encontra-se a sala dos equipamentos de bike, step

e esteira, o primeiro andar é dividido em dois setores a sala de ginástica e a sala de

musculação direcionada aos membros inferiores, e por fim no segundo andar onde o layout é completamente direcionado para musculação com ênfase nos membros superiores. A academia tem quinze funcionários divididos em oito professores, três atendentes da recepção, dois estagiários, e dois na direção da academia. A empresa tem professores bem capacitados com cursos de pós-graduação em e em diversas áreas educação física, musculação, Fisiologia do exercício, atividades para populações especiais, sendo esse quesito uma das exigências da academia, como exigência ainda a direção o fator experiência, de pelo menos dois anos na área. O trabalho é dividido por turno e por setores, dependendo do movimento da academia assim é definido o posicionamento. Os funcionários e os proprietários fazem cursos fornecidos pelo Sebrae, Body Sistems e Hirsa.

35

O principal objetivo a perseguir pela organização no setor de pessoal. É ter um pessoal qualificado e preparado para trabalhar com a organização e de acordo com a missão da empresa. A organização tem como mix de serviços a Musculação, Hi Power Gap, Ginástica Localizada, Body Pump, Body Combat, Body step, Power Jump, Alongamento, Abdominais, Boxe, Dança de salão, Body vive (3ª idade) sendo que este último é exclusivo para apenas duas academias do sul do país, ainda a academia contempla os alunos com Avaliação Física e Nutricional, a Musculação é o serviço de principal retorno gerando um retorno de sessenta e nove a setenta e dois por cento das vendas da organização. Na área mercadológica não existem pessoas especificadas para o seu devido controle, pois não existe um setor designado para esse fim. A ausência desse setor traz consigo também a falta de um plano de marketing.

4.2 Análise Ambiental

O primeiro passo para realizar um plano de marketing é fazer uma análise ambiental, pois há necessidade de definir qual a situação atual para estabelecer uma estratégia em sintonia com as tendências atuais e futuras (LAS CASAS 1999). Por isso neste trabalho propõe-se procurar as tendências atuais e futuras, os pontos fortes e fracos da organização de modo a fazer uma análise ambiental correta para que possa dar o devido procedimento do documento formal do plano de marketing. Las Casas (1999) defende duas condições relativas a análise ambiental, sendo elas a análise ambiental externa na qual se observam as ameaças e oportunidades, e análise ambiental interna na qual são analisados os pontos fortes e fracos da organização.

4.2.1 Análise do Ambiente Externo

Na análise ambiental externa Las Casas (1999) propõe que identifique-se inicialmente quais as principais variáveis de marketing que afetam o negócio, pois relacionado as variáveis que afetam o seu negócio fica fácil atualizar os fatos.

36

Na análise do ambiente externo identificou-se as oportunidades e ameaças que a

Academia Gymex encontra em seu mercado.

A seguir, será tabuladas a ameaça e oportunidade bem como um breve comentário de cada ponto destacado.

Ameaças

Comentário

- Sazonalidade

A Academia Gymex está há dez anos no mercado e segundo a

administração desta organização este negócio é um negócio muito

sazonal, pois há uma redução significativa no numero de efetivos

durante o período de Abril a meados de Setembro.

- Crescimento

dos

concorrentes

Uma das mais sérias ameaças é o avanço dos concorrentes, nas

quais constam as academias Body Island, Racer, Ellite. Pois todas

estas academias com exceção da Racer e Feel Good têm preços,

serviços, e localização muito parecidos com aqueles encontrados

nos da academia Gymex.

- da

Avanço

medicina

As pessoas procuram as academias com diferentes finalidades:

uns ocupação do seu tempo livre, alguns para questões de estresse

outros por indicação médica e, uma grande parte procura por uma

questão de estética e vaidade própria. A medicina ao observar isso

propôs um conjunto de cirurgias estéticas e tratamentos a base de

gel e cremes, que podem dar num curto prazo o resultado

desejado. Mas nem sempre é recomendável para a saúde das

pessoas esse tipo solução, pois ela acarreta enormes riscos para a

saúde de quem as procura.

Quadro 6: Ameaças

Fonte: Dados primários (2007)

Oportunidades

Comentário

- Novas

Neste ramo de atividade estão sempre aparecendo novidades,

modalidades de

Aula

em termos de praticas esportivas, e não obstante disso a

academia Gymex deve se ater a esse fator e estar lançando

37

 

modalidades como a dança de salão, fazer regressar a

modalidade de Tae Kwon doo, ou mesmo dar o devido

aproveitamento a piscina da academia que se encontra em

desuso.

-Estabelecer convênios com outras empresas / instituições

A Gymex já tem parcerias com empresas como a Point da

Maromba, que fornece produtos como suplementos

alimentares, a organização também tem um convênio com os

 

alunos da Universidade Federal contemplando-os com

descontos que rondam os 16%. Mas contudo isso acaba sendo

pouco, é necessário que a academia estabeleça mais convênios

com outras universidades, empresas e colégios que fiquem nas

proximidades da academia.

-

Valorização do

Os dados da empresa mostram que os meses que a partir dos

corpo

meses que antecedem o verão, até finais de abril são os meses

de maior movimento na academia, e com isso a academia

poderia dar uma maior atenção ao investimento direcionado a

comunicação com os clientes, através do investimento em

propaganda nas rádios, panfletos, cartazes e outros materiais de

divulgação da empresa.

-

Atendimento

No Brasil tem crescido a expectativa de vida da população e

especial para

junto com isso vem aparecendo cada vez mais programas

terceira idade

especiais para as pessoas da terceira idade, elas pertencem uma

classe de clientes em potencial para uma variedade de

negócios, e um desses negócios é a ginástica pois elas

procuram cada vez mais ocupar o seu tempo livre e dar o uso

ao dinheiro da aposentadoria.

Quadro 7: Oportunidades

Fonte: Dados primários (2007)

38

4.2.2 Análise do Ambiente Interno

As análises do ambiente interno se atem a dois pontos: avaliação dos pontos fortes; e avaliação dos pontos fracos. Para Ferrel et al. (2000 p. 34) as forças e fraquezas são problemas internos e exclusivos para a empresa conduzir a análise. Ainda segundo estes autores as forças referem-se aos fatores que permitem à empresa alguma vantagem em atender às necessidades de seus mercados-alvo, isto é, uma vantagem competitiva. No quadro a seguir, estão relacionados os pontos fortes a serem analisados, bem como um breve comentário sobre cada ponto destacado:

Pontos Fortes

 

Comentário

- Estacionamento

O

estacionamento é considerado um ponto forte, pois a maioria das

academias não possui estacionamento próprio, com exceção da Racer, as

outras concorrentes mais próximas não possuem um estacionamento próprio.

 

O

preço praticado em relação ao custo beneficio é considerado bom,

- Preço

pois o valor de r$ 65, oferece o serviço completo contendo a musculação, a prática de todos tipos de ginástica oferecidos pela academia, estacionamento grátis além de incluir a avaliação física.

- Equipamentos

Recentemente com a entrada de capital de um novo sócio a academia passou por uma reestruturação física dos equipamentos, oferecendo aos clientes equipamentos, com um design arrojado, qualidade superior, e melhores condições para a prática esportiva.

modernos

- de

Variedade

A

academia tem uma vasto leque de opções em aulas de ginástica

Aulas/Serviços

oferecidas que vão desde , Hi Power Gap, Ginástica Localizada, Body Pump, Body Combat, Body step, Power Jump, Alongamento, Abdominais, Boxe, Avaliação Física e Nutricional, onde a Musculação é o serviço de principal retorno gerando um retorno de sessenta e nove a

setenta e dois por cento das vendas da organização

- Profissionais

A empresa tem professores bem capacitados com cursos de pós-

39

 

Qualificados

graduação em educação física, sendo esse quesito uma das exigências da

 

academia, como exigência ainda a direção o fator experiência, de pelo

menos dois anos na área.

 

A

academia tem um leque de descontos bom. Ela alem de oferecer

-

Descontos

descontos para quem é estudante da Universidade Federal, ela tem os

 

planos Trimestrais e bimestrais na qual o cliente antecipa o seu pagamento. A empresa ainda possui planos semanais para clientes que

desejem fazer apenas por um período curto de tempo as suas atividades.

-

Avaliação física

A

avaliação física grátis faz com que os clientes que procuram esta

grátis

organização possam expor aos profissionais os seus objetivos com a

 

pratica de exercícios, além de conhecer as suas limitações e potencialidades na prática de exercícios

 

A

infra estrutura da academia é considerada boa, pois ela está

-

Infra-estrutura

subdividida em três andares, e cada andar tem o seu setor de musculação

 

muito bem equipado com maquinas e equipamentos que auxiliam no melhor desempenho dos alunos.

Quadro 8: Pontos Fortes Fonte: Dados primários (2007) As fraquezas referem-se a quaisquer deficiências que uma empresa possa ter no

desenvolvimento ou na implementação de sua estratégia de marketing (FERREL ET AL. 2000 P.34).

No quadro a seguir, estão relacionados os pontos fortes a serem analisados, bem como um breve comentário sobre cada ponto destacado:

Pontos Fracos

Comentário

-Investimento em

Apesar de haver uma certa preocupação em divulgar a empresa junto ao

Comunicação

seu público alvo, este esforço ainda é pequeno para o tamanho da

organização.

- Localização em relação as demais

Apesar de estar próxima a Universidade Federal de Santa Catarina a academia Gymex fica em relação a concorrência situada numa rua que

40

concorrentes

não é a mais favorável tendo em conta a localização das demais academias com Body Island e Racer as quais ficam situadas na principal avenida da Trindade e no caso da Feel Good situada dentro das instalações da Universidade Federal. Assim, a localização em relação as demais concorrentes não é a mais favorável, pois as demais ficam

situadas em instancias muito mais movimentadas como é o caso da avenida Lauro Linhares.

- Web site

A informatização das empresas hoje é um fator de extrema importância, pois o segundo dados do Jornal Globo o Brasil é o país onde as pessoas que têm acesso a internet passam mais tempo conectadas, ultrapassando países como Estados unidos ou Japão.

- Convênio com

Os convênios existentes já são bons, mas só que são necessários mais parcerias, para buscar além de um número maior de clientes, essa busca por convênios poderia trazer um maior interesse por parte de investidores que pudessem estar interessados em investir nessa área.

outras instituições.

Quadro 9: Pontos fracos Fonte: Dados primários (2007)

4.2.3 Análise do Ambiente da Concorrência

No quadro apresentado a seguir, estão relacionados os principais concorrentes onde serão comparados pontos como localização, estacionamento, variedade de aulas, preço, publicidade, equipamentos e web site em relação a academia Gymex.

Analise

Racer

Feel Good

Body Island

Ellite

Gymex

comparativa

Fracos

Fortes

Fracos

Fortes

Fracos

Fortes

Fracos

Fortes

Fracos

Fortes

Localização

 

X

 

X

 

X

X

 

X

 

Preço

X

 

X

 

X

 

X

   

X

Infra-estrutura

 

X

X

 

X

   

X

 

X

Equipamentos

 

X

X

 

X

 

X

   

X

41

Estacionamento

X

X

X

 

X

 

X

 

Web site

X

X

 

X

X

   

X

Variedade de

X

X

X

 

X

   

X

Aulas disponiv.

Publicidade e

X

X

 

X

 

X

X

 

eventos

Quadro 10: Análise comparativa Fonte: Dados primários (2007)

O quadro a cima mostra os pontos fortes e os pontos fracos da academia Gymex em

relação aos seus mais diretos concorrentes. Ao analisar este quadro, apercebe-se que em

aspectos como o estacionamento, preço, variedade das aulas disponibilizadas e

equipamentos esta organização leva vantagem em relação a maioria dos concorrentes.

Apesar da academia Feel Good apresentar um valor da mensalidade menor do que

aquele oferecido pela Gymex, ainda assim considera-se que o preço praticado pela

Gymex é o melhor, tendo em conta o custo benefício, pois a Gymex proporciona aos

seus clientes um vasto leque de serviços por um preço razoável.

Um outro ponto forte da academia é a variedade das aulas oferecidas, na qual ela

apresenta uma alta variedade de horários, combinados com a esta variedade de

modalidades oferecidas pela academia, sendo que ela apresenta novidades no ramo

como a Body Vive e a Body Combat.

O estacionamento é mais um fator que conta a favor dos pontos fortes da academia

pois, esta academia possui um estacionamento próprio, e com um maior numero de

vagas, perdendo apenas para academia Racer, sendo isso um fato de perfeito

entendimento pois as infra-estruturas desta academia são maiores exigindo um maior

pátio para o estacionamento.

Os equipamentos modernos, e acabados de renovar, dão a academia Gymex um novo

impulso face a seus concorrentes, pois muitos clientes na hora de optar por esta ou

aquela academia o fator visual, conta muito na tomada de decisão.

42

4.2.4 Análise do Ambiente do Consumidor

Para fazer uma melhor análise desse ambiente, realizou-se uma pesquisa na qual se

mediu a satisfação dos alunos em relação a academia Gymex.

Em seguida serão apresentados os dados desta pesquisa na qual participaram setenta

e três pessoas.

 

Sexo

Opções

Nº de pessoas

%

Fem

29

39,73

Masc

44

60,27

Tabela 1: Sexo

Fonte: Dados primários (2007)

44 60,27 Tabela 1: Sexo Fonte: Dados primários (2007) Gráfico1: Sexo dos entrevistados Fonte: Pesquisa de

Gráfico1: Sexo dos entrevistados

Fonte: Pesquisa de campo

De acordo com esta tabela observa-se que existe uma predominância de pessoas do

sexo masculino na academia, com um margem de 60% em comparação com os 40% do

sexo feminino.

Ocupação

Nº de

pessoas

Opções

%

Estudante

47

64,38

Func Público

7

9,59

43

Empreg de empresa privada

6

8,22

Profissional Liberal

9

12,33

Dona de casa

0

0,00

Outros

4

5,48

Tabela 2: Ocupação Fonte: Dados primários (2007)

5,48 Tabela 2: Ocupação Fonte: Dados primários (2007) Gráfico2: Ocupação Fonte: Pesquisa de campo O gráfico

Gráfico2: Ocupação Fonte: Pesquisa de campo

O gráfico acima mostra a ocupação dos entrevistados, e nota-se um número muito

superior de estudantes, cerca de 64% do total de entrevistados.

Este gráfico torna-se importante na medida em que ele pode oferecer indicadores

importantes para os gerentes da academia sobre com quem estabelecer parcerias e

convênios.

Idade / Faixa etária

 

Opções

Nº de pessoas

%

Menor de 15 anos

1

1,37

De 16 a 21 anos

21

28,77

De 22 a 27 anos

35

47,95

De 28 a 33 anos

8

10,96

De 34 a 39 anos

1

1,37

Acima de 40 anos

7

9,59

Tabela 3: Idade/ Faixa etária Fonte: Dados primários (2007)

44

44 Gráfico3: Idade/faixa Etária Fonte: Pesquisa de campo Este gráfico relata a condição da faixa etária

Gráfico3: Idade/faixa Etária Fonte: Pesquisa de campo

Este gráfico relata a condição da faixa etária de cada aluno presente na pesquisa,

sendo que a maioria está na faixa etária que vai de 22 a 27 anos com cerca de 48%, seguido pela faixa dos 16 aos 21 anos ocupando um percentual de 29%. Um dado relevante é de que

pessoas acima dos 40 anos de idade tem uma representatividade boa nessa pesquisa

ocupando um percentual perto dos 10%, quase igualando as pessoas da faixa dos 28 aos 33

anos.

Matriculado em outra academia

Opções

Nº de pessoas

%

Sim

29

39,73

Não

44

60,27

Tabela 4: Matriculado em outra academia Fonte: Dados primários (2007)

45

45 Gráfico4: Matriculado em outra academia antes da Gymex Fonte: Pesquisa de campo Percebe-se por este

Gráfico4: Matriculado em outra academia antes da Gymex Fonte: Pesquisa de campo

Percebe-se por este gráfico que a academia Gymex tem sido a primeira academia pra 60% dos entrevistados. Pois nesta parte da pesquisa a pergunta era se o entrevistado já havia freqüentado alguma outra academia antes de ter se matriculado na Gymex .

Conhecimento da academia

 
 

Nº de

 

Opções

pessoas

%

Indicação de amigo/parente

38

52,05

Divulgação em rest.

1

1,37

Divulgação em lojas de esporte

0

0,00

Divulgação em Univ.

3

4,11

Outros

31

42,47

Tabela 5: Conhecimento da academia Fonte: Dados primários (2007)

5: Conhecimento da academia Fonte: Dados primários (2007) Gráfico5: Conhecimento da academia Fonte: Pesquisa de campo

Gráfico5: Conhecimento da academia Fonte: Pesquisa de campo

46

Este gráfico vem complementar a informação anterior, uma vez que conhecido a situação

dos alunos antes de freqüentar a academia, e chegada a hora de saber por que meio eles

souberam da existência da academia Gymex. Grande parte dos entrevistados (cerca de 52%) relata que soube da academia por indicação de uma amigo ou conhecido.

Cerca de 43% dos entrevistados anunciaram que souberam da academia através de outros meios como a rádio, os panfletos, ou mesmo pela localização.

Motivo da escolha

 

Opções

Nº de pessoas

%

Preço

29

30,21

Localização

32

33,33

Estrutura

22

22,92

Variedade de aulas

11

11,46

Outros

2

2,08

Tabela 6: Motivo da escolha Fonte: Dados primários (2007)

Tabela 6: Motivo da escolha Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 6: Motivo da escolha Fonte: Pesquisa

Gráfico 6: Motivo da escolha Fonte: Pesquisa de campo

Questionou-se qual o motivo predominante da escolha por esta academia em

detrimento de outra. Os resultados obtidos mostram que a localização, o preço e a estrutura

com 33%, 30% e 22% respectivamente deram a condição de prioritária na escolha dos alunos por esta academia.

O fato da academia estar perto de uma universidade federal, faz com que esse grande número de pessoas que procuram o bairro da Trindade acabe também por procurar a

47

academia Gymex. Mas somente a localização não foi suficiente para dar razão a escolha, o preço praticado pela academia dando descontos especiais principalmente para os estudantes faz a diferença na hora da escolha. A estrutura é um outro quesito que pesa na escolha, equipamentos modernos, e salas amplas para a prática de atividades físicas fazem com que o cliente procure que procura

este serviço se dê por satisfeito.

 

Freqüência da academia

 
 

Opções

Nº de pessoas

%

1

a 2 vezes por semana

2

3,85

3

a 5 vezes por semana

43

82,69

Todos os dias

7

13,46

Tabela 7: Freqüência da academia Fonte: Dados primários (2007)

7: Freqüência da academia Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 7: Freqüência da academia Fonte: Pesquisa de

Gráfico 7: Freqüência da academia Fonte: Pesquisa de campo

No gráfico 7 procurou-se mensurar a freqüência dos entrevistados, visto que a academia possui um horário bastante flexível. Nota-se que apenas 4% freqüenta a academia 1 ou 2 vezes por semana e a grande maioria (82%) freqüenta de 3 a 5 vezes por semana. Como a academia possui um horário diferenciado aos sábados, das 16 horas às 20 horas, percebeu-se que 14% dos entrevistados freqüentam a academia todos os dias, porém muitos

foram os pedidos para que a academia abrisse também aos sábados pela manhã, assim como no domingo nem que fosse durante duas horas.

48

Dando continuidade a este relatório dos dados, serão tabulados todos os dados referentes à questão 8, divididas em perguntas gerais da empresa (8.1 a 8.12) e perguntas referentes aos profissionais da Academia (8.13 a 8.19).

Atendimento / Recepção

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

49

67,12

Bom

21

28,77

Regular

2

2,74

Ruim

0

0,00

Péssimo

0

0,00

Sem info.

1

1,37

Tabela 8: Atendimento/Recepção Fonte: Dados primários (2007)

8: Atendimento/Recepção Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 8: Atendimento/recepção Fonte: Pesquisa de campo

Gráfico 8: Atendimento/recepção Fonte: Pesquisa de campo

Ao serem questionados sobre a qualidade do atendimento na recepção, 67% dos clientes presentes na pesquisa classificou como ótimo o serviço prestado pelas pessoas que trabalham na recepção. Um fato que mostra que o atendimento prestado pela empresa pode ser usado como um cartão de visita da academia. Os outros dados coletados foram Bom 28,77%, regular 2,74%, Ruim e Péssimo 0% e uma pessoa não respondeu a esta pergunta.

49

Atendimento telefônico

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

30

41,10

Bom

27

36,99

Regular

2

2,74

Ruim

0

0,00

Péssimo

0

0,00

Sem info.

13

17,81

Tabela 9: Atendimento telefônico Fonte: Dados primários (2007)

9: Atendimento telefônico Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 9: Atendimento telefônico Fonte: Pesquisa de

Gráfico 9: Atendimento telefônico Fonte: Pesquisa de campo

O atendimento telefônico também prestado por quem trabalha na recepção recebeu

um bom nível de aprovação pelos pesquisados, sendo que ele foi classificado como ótimo

por cerca de 42%, bom por cerca de 37%. Este fator ainda pode ser melhorado pois 18%

dos pesquisados não sabem ou não quiseram opinar por ainda não terem utilizado este

serviço.

Os outros dados computados são Ruim e péssimo 0% e 3% acharam que o

atendimento telefônico é regular.

 

Estacionamento

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

16

21,92

Bom

36

49,32

Regular

14

19,18

Ruim

1

1,37

50

Péssimo

0

0,00

Sem info.

6

8,22

Tabela 10: Estacionamento Fonte: Dados primários (2007)

Tabela 10: Estacionamento Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 10: Estacionamento Fonte: Pesquisa de campo Na

Gráfico 10: Estacionamento Fonte: Pesquisa de campo

Na questão 8.3, 49% dos entrevistados classificaram o estacionamento com bom,

outros 22% a classificaram com ótima. Mas existe um número significativo de clientes que

ainda consideram que o estacionamento é regular. Sendo este dado um fato a ser trabalhado

a fim de tentar suprir esta necessidade anunciada pelos clientes.

 

8.4 - Localização

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

43

58,90

Bom

23

31,51

Regular

5

6,85

Ruim

1

1,37

Péssimo

0

0,00

Sem Info.

1

1,37

Tabela 11: Localização Fonte: Dados primários (2007)

51

51 Gráfico 11: Localização Fonte: Pesquisa de campo Na visão dos clientes a academia Gymex está

Gráfico 11: Localização Fonte: Pesquisa de campo

Na visão dos clientes a academia Gymex está muito bem localizada, pois 59% dos

clientes consideraram que a localização é ótima, e 32% destes entrevistados ressaltaram a

localização como boa e apenas 1,37% a considerou ruim.

O fato de a academia ser considerada de ótima ou boa localização pela maioria dos

clientes, dá-se pelo motivo de que a academia fica situada numa área perto de alguns

condomínios residenciais, uma universidade federal, um colégio, e algumas empresas

privadas como restaurantes e escritórios. Esta seria também uma boa oportunidade para a

prática de novas parcerias e negócios.

 

8.5 - Preço

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

35

47,95

Bom

32

43,84

Regular

4

5,48

Ruim

1

1,37

Péssimo

0

0,00

Sem info.

1

1,37

Tabela 12: Preço Fonte: Dados primários (2007)

52

52 Gráfico 12: Preço Fonte: Pesquisa de campo Pode se considerar que houve quase que um

Gráfico 12: Preço Fonte: Pesquisa de campo

Pode se considerar que houve quase que um empate técnico entre as opções ótimo e

bom com 47,95% e 43,84% respectivamente, no que se concerne a questão preço. Apenas

5,48% a considerou regular, e 1,37% a tomou como ruim. Este alto nível de aprovação deve-se ao fato de a academia oferecer várias opções

de pagamento que vão de pagamento por dia, semana, mês, e até trimestre, no qual o cliente ganha descontos por estar pagando adiantado. Um outro dado é o custo benefício, a Gymex

oferece um variado leque de serviço por um preço único.

8.6 - Horário de funcionamento

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

30

41,10

Bom

29

39,73

Regular

6

8,22

Ruim

1

1,37

Péssimo

1

1,37

Sem Info.

6

8,22

Tabela 13: Horário de funcionamento Fonte: Dados primários (2007)

53

53 Gráfico 13: Horário de funcionamento Fonte: Pesquisa de campo A Gymex teve também neste quesito

Gráfico 13: Horário de funcionamento Fonte: Pesquisa de campo

A Gymex teve também neste quesito um alto nível de aprovação, tendo 41% dos

entrevistados considerado como ótima o horário praticado pela academia, 40% consideraram boa e 8% a consideram regular. Estes 8% devem ter relação com as várias

sugestões pedindo que a academia tenha um horário diferenciado aos sábados e em alguns

casos pedindo que a academia abra mais cedo.

8.7 -Horário das aulas de ginástica

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

20

27,40

Bom

27

36,99

Regular

9

12,33

Ruim

0

0,00

Péssimo

1

1,37

Sem Info.

17

23,29

Tabela 14: Horário das aulas de ginástica Fonte: Dados primários (2007)

das aulas de ginástica Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 14: Horário das aulas de ginástica Fonte:

Gráfico 14: Horário das aulas de ginástica Fonte: Pesquisa de campo

54

Existe uma situação diferenciada neste gráfico onde existe uma grande porcentagem

de pessoas que não responderam a esta questão cerca de 23%, isto deve-se ao fato que a

maioria destas aulas são freqüentados por mulheres. Posto isso quem respondeu aprovou a academia com 64% distribuídos entre ótimo e bom.

8.8 - Custo X Qualidade

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

29

39,73

Bom

31

42,47

Regular

4

5,48

Ruim

0

0,00

Pessimo

0

0,00

Sem info.

8

10,96

Tabela 15: Custo X Qualidade Fonte: Dados primários (2007)

Tabela 15: Custo X Qualidade Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 15: Custo X Qualidade Fonte: Pesquisa

Gráfico 15: Custo X Qualidade Fonte: Pesquisa de campo

Neste gráfico 43% dos entrevistados consideraram a academia como boa e 40% a relacionou como ótima. Este dado de certa forma já havia sido informado quando medido o

nível de satisfação em relação ao preço. O alto nível do serviço prestado faz com que o preço praticado pela academia seja

compensativo.

55

8.9 - Infra-estrutura das salas

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

19

26,03

Bom

36

49,32

Regular

7

9,59

Ruim

1

1,37

Péssimo

0

0,00

Sem Info.

9

12,33

Tabela 16: Infra-estrutura das salas Fonte: Dados primários (2007)

Infra-estrutura das salas Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 16: Infra-estruturas das salas Fonte: Pesquisa de

Gráfico 16: Infra-estruturas das salas Fonte: Pesquisa de campo

A Infra-estrutura aqui avaliada teve um alto nível de aprovação ficando com 26,03% como ótima e 49,32% com boa, tendo ainda 9,59% do total de entrevistados a considerado com regular. Este gráfico vem mostrar que a academia ainda pode trabalhar a questão da infra- estrutura pois o nível de aprovação ainda pode ser melhorado com os dados daqueles que

não souberam ou não opinaram (12,33%) ou oferecendo condições para que a opinião daqueles que a consideraram regular, mude.

8.10 - Aparelhos de musculação

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

37

50,68

56

Bom

28

38,36

Regular

2

2,74

Ruim

0

0,00

Péssimo

0

0,00

Sem Info.

6

8,22

Tabela 17: Aparelhos de musculação Fonte: Dados primários (2007)

Aparelhos de musculação Fonte: Dados primários (2007) Gráfico 17: Aparelhos de musculação Fonte: Pesquisa de

Gráfico 17: Aparelhos de musculação Fonte: Pesquisa de campo

O gráfico 8.10 mede o nível de satisfação para com os aparelhos disponibilizados

pela academia para os clientes. Este teve um excelente nível de aprovação com mais da

metade dos entrevistados (51%) opinando como ótima e 38% consideram boa a qualidade

dos aparelhos de musculação.

Este na verdade não é um dado que surpreende pois a recente reestruturação da

academia fez mudar a maioria dos aparelhos, aposentando os que já tinham mais uso e

colocando no seu lugar equipamentos de última geração e de alta qualidade.

8.11 - Higiene e limpeza

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

33

45,21

Bom

31

42,47

Regular

3

4,11

Ruim

0

0,00

Péssimo

0

0,00

Sem Info.

6

8,22

Tabela 18: Higiene e limpeza Fonte: Dados primários (2007)

57

57 Gráfico 18: Higiene e limpeza Fonte: Pesquisa de campo Sendo este um espaço onde se

Gráfico 18: Higiene e limpeza Fonte: Pesquisa de campo

Sendo este um espaço onde se busca mais e melhor para a saúde, praticando

exercícios físicos, a higiene e a limpeza devem ter uma atenção super especial. A Gymex

faz regularmente a limpeza e a higienização 3 vezes ao dia durante todos os dias de

expediente. E isto é percebido pelos alunos sendo que 88% dos alunos participantes da

pesquisa atribuíram escala ótima ou boa para este quesito do questionário.

A academia ainda tem uma pequena margem de progressão a seguir pois 8% das pessoas que participaram da pesquisa consideraram que academia tem ainda uma

higienização e limpeza regulares.

8.12 - Realização de eventos

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

7

9,59

Bom

22

30,14

Regular

17

23,29

Ruim

4

5,48

Péssimo

1

1,37

Sem Info.

22

30,14

Tabela 19: Realização de eventos Fonte: Dados primários (2007)

58

58 Gráfico 19: Realização de eventos Fonte: Pesquisa de campo A nível de eventos, a academia

Gráfico 19: Realização de eventos Fonte: Pesquisa de campo

A nível de eventos, a academia ainda está um pouco aquém das expectativas dos

entrevistados, pois o alto número de pessoas que não responderam ao questionário (30%),

pertence a um grupo que ainda ou nunca participou de uma atividade promovida pela academia, sendo assim eles ficam com pouca margem para avaliar.

Mas este desinteresse dos alunos não é apenas de responsabilidade dos alunos, pois esta avaliação ainda revela que cerca de 30% das pessoas que participaram do questionário

consideraram que as atividades promovidas são regulares, ruins ou péssimas. Sobrando os outros 40% para o bom ou ótimo. Este resultado em termos estatísticos não muito

satisfatório, pois ele mostra que um dos pontos no qual a academia peca é na promoção,

pois a realização de eventos pode aproximara as pessoas que estão na academia, pode atrair novos clientes, alem de manter e fidelizar quem já está na academia.

8.14 - Atendimento dos professores

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

36

49,32

Bom

21

28,77

Regular

8

10,96

Ruim

1

1,37

Péssimo

1

1,37

Sem Info.

6

8,22

Tabela 20: Atendimento dos professores Fonte: Dados primários (2007)

59

59 Gráfico 20: Atendimento dos professores Fonte: Pesquisa de campo O atendimento, no setor de serviços

Gráfico 20: Atendimento dos professores Fonte: Pesquisa de campo

O atendimento, no setor de serviços é um dos principais componentes. Este elemento faz a diferença na hora de optar por esta ou outra organização. Os professores

Gymex foram avaliados como ótimos por cerca de 49% dos alunos entrevistados, e bons por 29% dos mesmos, o que significa dizer que a academia foi aprovada sem grandes

restrições por 78% dos alunos. Mas contudo é de se fazer ressalva que alguns dos entrevistados sugeriram que

alguns professores precisam mostrar mais empenho na realização de suas atividades.

8.15 - Criatividade das aulas

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

21

28,77

Bom

23

31,51

Regular

4

5,48

Ruim

0

0,00

Péssimo

0

0,00

Sem Info.

26

35,62

Tabela 21: Criatividade nas aulas Fonte: Dados primários (2007)

60

60 Gráfico 21: Criatividade das aulas Fonte: Pesquisa de campo Apesar das criticas feitas a alguns

Gráfico 21: Criatividade das aulas Fonte: Pesquisa de campo

Apesar das criticas feitas a alguns professores, a avaliação da criatividade teve um bom índice de aprovação pelos entrevistados, cerca de 59% classificou com ótima ou boa a

criatividade empreendida nas aulas ou nos eventos da academia. O alto índice de pessoas que não souberam responder ou não opinaram deve-se ao fato de muitas dessas pessoas só

praticarem musculação, e pouco participam das aulas, sendo assim fica difícil dar uma

opinião a respeito do assunto.

8.16 - Música das aulas

 

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

18

24,66

Bom

27

36,99

Regular

8

10,96

Ruim

3

4,11

Péssimo

4

5,48

Sem info.

12

16,44

Tabela 22: Música das aulas Fonte: Dados primários (2007)

61

61 Gráfico 22: Música das aulas Fonte: Pesquisa de campo O gosto dos professores nas aulas

Gráfico 22: Música das aulas Fonte: Pesquisa de campo

O gosto dos professores nas aulas da Gymex, foi aprovado sem grandes ressalvas

por um pouco mais que a maioria cerca de 62% opinaram como ótimo ou bom o som

ambiente aplicado nas aulas. Os outros resultados foram regular 11%, ruim 4%, péssimo

6% e não sabem ou não opinaram 17%.

8.17 - Correção na execução dos exercícios

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

15

20,55

Bom

31

42,47

Regular

14

19,18

Ruim

5

6,85

Péssimo

1

1,37

Sem Info.

6

8,22

Tabela 23: Correção na execução dos exercícios Fonte: Dados primários (2007)

62

62 Gráfico 23: Correção na execução dos exercícios Fonte: Pesquisa de campo Uma falta de correção

Gráfico 23: Correção na execução dos exercícios Fonte: Pesquisa de campo

Uma falta de correção na prática de algum exercício, pode causar graves lesões por

parte de quem faz da maneira errada. Então aqui torna-se importante que o profissional

esteja atento aos alunos para que estes pratiquem sempre da melhor forma os exercícios ao qual se propõem a praticar.

Esta questão foi avaliada como boa por cerca de 43% dos participantes. Houve um empate técnico quando entre ótimo 21% e razoável 20%. Isto significa dizer que ainda

existem melhorias a serem estabelecidas nesta seção de grande importância sobretudo para os alunos.

8.18 - Motivação dos profissionais das aulas

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

25

34,25

Bom

25

34,25

Regular

10

13,70

Ruim

3

4,11

Péssimo

1

1,37

Sem Info.

8

10,96

Tabela 24: Motivação dos profissionais das aulas Fonte: Dados primários (2007)

63

63 Gráfico 24: Motivação dos profissionais das aulas Fonte: Pesquisa de campo A motivação dos profissionais

Gráfico 24: Motivação dos profissionais das aulas Fonte: Pesquisa de campo

A motivação dos profissionais teve uma grande aprovação por parte dos

pesquisados pois 70% dos entrevistados classificou como ótimo ou bom a motivação dos

profissionais da academia Gymex. Os restantes opinaram como regular 14%, ruim 4% e péssimo 1%, e 11% do total de pesquisados não soube responder ou não opinou sobre o

assunto.

 

8.18 - Variedade

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

29

39,73

Bom

28

38,36

Regular

9

12,33

Ruim

0

0,00

Péssimo

0

0,00

Sem info.

6

8,22

Tabela 25: Variedade das aulas oferecidas Fonte: Dados primários (2007)

64

64 Gráfico 25: Variedade Fonte: Pesquisa de campo A variedade de modalidades oferecidas pela academia foi

Gráfico 25: Variedade Fonte: Pesquisa de campo

A variedade de modalidades oferecidas pela academia foi superiormente

aprovada por 79% dos alunos entrevistados. Isto se aplica visto que a academia oferece

aulas de Hi Power Gap, Ginástica Localizada, Body Pump, Body Combat, Body step,

Power Jump, Alongamento, Abdominais, Boxe, Avaliação Física e Nutricional, onde a

Musculação é o serviço de principal retorno gerando um retorno de sessenta e nove a

setenta e dois por cento das vendas da organização.

8.19 - Atenção dada durante a estada na academia

Opções

Nº de pessoas

%

Ótimo

28