Você está na página 1de 47

Atualizado em: Set/2011

Visite e colabore com o grupo

http://br.groups.yahoo.com/group/fisicabasica

Apresentação

Neste material o leitor encontrará as soluções dos exercícios propostos pelo livro Curso de Física Básica. Cabe ressaltar que só foi possível concretizarmos este material com a colaboração voluntária dos membros inscritos em nosso grupo, no Yahoo Grupos. São pessoas interessadas em discutir os temas propostos nos livros e, a partir da reunião das soluções enviadas, agrupamo-as na presente obra.

Surge ainda uma preocupação sobre como o estudante fará uso deste conteúdo. Deverá ele ter o bom senso de acessar uma solução proposta com finalidade de comparar com a sua solução, ou seja, o aprendizado da Física requer que o aluno raciocine sobre determinado problema, esforce-se para chegar ao resultado; se tem dificuldade deve, antes, rever a teoria, discutir com os colegas e tentar novamente. Só então consulte algum exercício resolvido de forma crítica, verificando onde seu raciocínio estava errado, em quais passagens do problema errou ou não teve a devida a atenção. Enfim, a frase chave é: tenha uma leitura crítica das soluções aqui apresentadas.

Para concluir, as soluções estão passíveis de erros. Também não temos todos os problemas resolvidos. Desejando sugerir alguma correção nas soluções ou colaborar enviando-nos novas soluções, basta acessar o grupo, o qual é devidamente moderado e aberto a todos que queiram contribuir.

Sumário

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

Capítulo 4 – O Potencial Eletrostático

Capítulo

11

Materiais Magnéticos

4

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

11

21

Capítulo 5 – Capacitância e Capacitores. Dielétricos

26

Capítulo 6 - Corrente Elétrica

29

Capítulo 7 – Campo Magnético

32

Capítulo 8 – A Lei de Ampère

34

Capítulo 9 – A Lei da Indução

37

Capítulo 10 – Circuitos –

40

48

Capítulo 12 – As Equações de Maxwell

50

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

1 - Mostre que a razão da atração eletrostática para a atração

gravitacional entre um elétron e um próton é independente da distância entre eles e calcule essa razão.

Solução:

Força

Força

eletrostática∣=∣F e ∣=

1

2

e

4

πε 0

.

d

2

gravitacional∣=∣F g ∣= G.m e .m p d 2

Dividindo |F e | / |F g |, vemos que o termo d² desaparece. Logo a razão entre as duas interações não depende da distância entre o elétron e o próton. Para o cálculo da razão, utilize:

m

e (massa do elétron) = 9,109 390 x 10- 31 kg

m

p (massa do próton) = 1,672 623 x 10- 27 kg

e (carga elementar) = 1,602 177 x 10- 19 C G = 6,672 6 x 10- 11 M.m²/kg²

2 - Em um litro de hidrogênio gasoso, nas condições NTP:

(a) Qual é a carga positiva total contida nas moléculas e

neutralizada pelos elétrons? (b) Suponha que toda a carga positiva pudesse ser separada da negativa e mantida à distância de 1 m dela. Tratando as duas cargas como puntiformes, calcule a força de atração eletrostática entre elas, em kgf.

(c) Compare o resultado com uma estimativa da atração

gravitacional da Terra sobre o Pão de Açúcar.

Solução:

(a) 1 mol de gás perfeito ocupa 22,4 litros nas CNTP; logo 1 litro de hidrogênio tem 1/22,4 moles de hidrogênio. Multiplicado pelo numero de Avogrado tem-se 2,6884 x 10 22 moléculas. Como cada molécula tem 2 átomos, tem-se 5,3768 x 10 22 átomos. Multiplicados pela carga do elétron em coloumb tem-se 8,6 x 10³ C.

Observação: Cada átomo de Hidrogênio possui 1 elétron. O

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

número de Avogrado é 6,0221.10 23 . A carga do elétron é 1,6.10 -19 C. A carga global positiva é igual a carga global negativa.

(b)

3 - O modelo de Bohr para o átomo de hidrogênio pode ser

comparado ao sistema Terra-Lua, em que o papel da Terra é desempenhado pelo próton e o da Lua pelo elétron, a atração

gravitacional sendo substituída pela eletrostática. A distância média entre o elétron e o próton no átomo é da ordem de

̊

0,5 A

.

(a) Admitindo esse modelo, qual seria a frequência de revolução

do elétron em torno do próton? Compare-a com a frequência da luz visível. (b) Qual seria a velocidade do elétron na sua órbita? É consistente usar a eletrostática nesse caso? É consistente usar a mecânica não-relativística?

4 - Uma carga negativa fica em equilíbrio quando colocada no

ponto médio do segmento de reta que une duas cargas positivas idênticas. Mostre que essa posição de equilíbrio é estável para pequenos deslocamentos da carga negativa em direções

perpendiculares ao segmento, mas que é instável para pequenos deslocamentos ao longo dele.

que é instável para pequenos deslocamentos ao longo dele. 5 - Duas esferinhas idênticas de massa

5 - Duas esferinhas idênticas de massa m estão carregadas com carga q e suspensas por fios isolantes de comprimento l. O

ângulo de abertura resultante é

(a) Mostre que:

q 2 cos θ=16 π ε 0 l 2 m g sen 3 θ

(b)

2 θ

(fig.).

c) Se m = 1 g, l = 20 cm e

θ=30 o

, qual é o valor de q?

Solução:

m g sen 3 θ (b) 2 θ (fig.). c) Se m = 1 g, l

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

Traçando dois eixos de coordenadas cartesianas sobre a figura, obtêm-se, para uma das cargas:

cartesianas sobre a figura, obtêm-se, para uma das cargas: Em x (eixo na direção versor i
cartesianas sobre a figura, obtêm-se, para uma das cargas: Em x (eixo na direção versor i

Em x (eixo na direção versor i, positivo para a direita). Pela condição de equilíbrio:

T.sen θ−F=0

(I)

Em y (eixo na direção do versor j, positivo para cima):

T.cos θ−m.g=0

(II)

(m.g é o peso da carga q, em questão)

De (I) e (II), obtêm-se:

(F /sen θ). cos θ−m.g=0

Mas F é a força elétrica entre as cargas:

F=

1

2

q sen θ) 2 . cos θ=m.g.sen θ .

4 πε 0

.

(2 . l

Resolvendo, chega-se a:

q 2 cos θ=16 π ε 0 .l 1 . m.g.sen 3 θ

6 - Cargas q, 2q e 3q são colocadas nos vértices de um triângulo equilátero de lado a. Uma carga Q de mesmo sinal que as outras três é colocada no centro do triângulo. Obtenha a força resultante sobre Q (em módulo, direção e sentido).

7 - Uma carga Q é distribuída uniformemente sobre um fio semicircular de raio a. Calcule a força com que atua sobre uma carga de sinal oposto -q colocada no centro.

Solução:

Cada elemento de comprimento dl do fio, com carga dQ,

contribui com uma força dF sobre a carga (-q). Sendo densidade linear de carga no fio, temos

λ

Q.(2 . π . a)/ 2= λ . π .a

ou

(I)

a

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb dQ =λ . d l =λ . a.d θ

dQ. d l . a.d θ

(II)

Em coordenadas polares, tem-se:

{

x=a.cos θ

y=a.sen θ

d F=

d F=

1

4πε 0

. q.dQ

a 2

. (a.cos θ i

̂ +a.sen θ ̂ j)

λ .q.a

4πε 0

.a 2 .dθ . a.(cos θ i ̂ +sen θ ̂ j)

a

π

⃗ πε 0 .a

F=

λ .q

4

0

(cos θ ̂ i+sen θ ̂ j)dθ

F=

λ .q

πε 0 .a .2 ̂

4

j=

λ.q . π.a π.a

πε 0 .a

̂

j=

q.λ . π . a 2 ̂

2π 2 .ε 0 .a

j=

j

2π 2 ε 0 .a 2 ̂

q.Q

2

8 - Um fio retilíneo muito longo (trate-o como infinito) está eletrizado com uma densidade linear de carga λ . Calcule a força com que atua sobre uma carga puntiforme q colocada à distância ρ do fio. Sugestão: tome a origem em O e o fio como eixo z. Exprima a contribuição de um elemento dz do fio à distância z da origem em função do ângulo θ da figura. Use argumentos de simetria.

Solução:

θ da figura. Use argumentos de simetria. Solução : Vamos considerar, a princípio, o fio de

Vamos considerar, a princípio, o fio de comprimento L.

̂

r=⃗ρ ̂ i+z k

Sendo dQ a carga de um elemento dz do fio:

dQ. dz

(

cima)

λ>0

e eixo z com sentido positivo para

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb ⃗ d F = 1 4 πε 0 .

d F=

1

4πε 0

. q.dQ

r 2

̂r

Por simetria, componentes dF na direção paralela ao fio cancelam-se (veja na figura que cada dF, em vermelho, cancela-se com a outra componente, em azul, na direção do eixo z). Logo, a força elétrica resultante sobre a carga q é

dF x ∣=∣d Fcos θ perpendicular ao fio, onde

cos θ= ρ =

ρ

r 2 +z 2 ) 1/2

F x =

+L/2

L/2

1

4 πε 0

dz

. q.λ . ρ.

2 +z 2 ) 3/2 =

dz

2 +z 2 ) 3/2

=

L

πε 1 0 .q. λ .ρ .2.

4

0

A integral anterior pode ser calculada por:

ds

s

(a 2 +s 2 ) 3/2 = a 2 .a 2 +s 2

Assim:

F x = 4 πε 0 . q. λ . ρ. [

1

ρ 2 . ρ 2 +z 2 ]

z

L = 2

0

. q. λ ρ

1

4

πε 0

.

ρ 2 +l 2 =

=

2

. q. λ

ρ

1

4 πε 0

.

ρ

2

2 +1

L

Quando

L → ∞

(fio muito longo), a força torna-se:

F x =

2

. q. λ

ρ =

q. λ

4 πε 0

2πε 0 ρ

, direção radial, para fora.

9 - Uma partícula de massa m e carga negativa -q está vinculada

a mover-se sobre a mediatriz do segmento que liga duas cargas

positivas +Q, separadas por uma distância d. Inicialmente, a partícula y << d do centro desse segmento. Mostre que ela

executa um movimento harmônico simples em torno do centro,

e calcule a frequência angular

ω de oscilação.

Solução:

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb (a) a) Condição de equilíbrio na horizontal (direção do

(a) a) Condição de equilíbrio na horizontal (direção do versor

i): F 3(1) (i)=F 3(2) i

1

.

(x

2

+y 2 ) . cos θ= 1

4πε 0

qQ

qQ

4πε 0

.

(dx) 2

+y 2 . cos θ

x 2 +y 2 =d 2 2dx+x 2 +y 2 d (d2x )=0

Como

d0

x=d /2

Condição de equilíbrio na vertical:

2.F.sen θ=0

Como

F0

2.F.

e

B0

y

(

)

d

2

4

+y 2

B

1/2

então

y = 0

(b) F na direção y atuará como uma força restauradora, logo:

1

qQ

y

.

4πε 0

[( d

2

) 2 +y 2 ] .

[( d

2

) 2 +y 2 ] 1/2

Fazendo:

C= q.Q

4πε 0

e

D= d

2

F y =−C.

y

(D 2 +y 2 ) 3/2

Em MHS, temos:

F=m. d 2 y dt 2

1

q.Q.y

4πε 0

.

[( d

2

)

2 +y 2 ] 3/2

Comparando com a força eletrostática:

Capítulo 2 – A Lei de Coulomb

F y =m. d 2 y =−C. dt 2

(D 2 +y 2 ) 3/2 d dt 2 y 2

y

Para deslocamentos muito pequenos de y, por expansão de Taylor:

=− m C .

y

(D

2 +y 2 ) 3/2

y 0 << D, fazemos,

f(y) = (D² + y²) f(y) = f(y 0 ) + f'(y 0 ).(y - y 0 ) + (1/2!).f''(y 0 ).(y - y 0

E obtemos

f(y) = D²

Substituindo na expressão acima:

d 2 y

dt 2

=−

C

m .

y

D 3

Assim, a frequência angular

ω será:

ω= (

3 ) 1/2 = (

D

C y

m .

2 ) 3 ) 1/2 =2 ( Qq 4 πε 0 m . y d
2 ) 3 ) 1/2 =2 (
Qq
4
πε 0 m . y
d
(

md 3 ) 1/2

Qqy

πε 0

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

1 - Trace de forma esquemática as linhas de força associadas a

um par de cargas puntiformes +2q e -q, separadas por uma distância d. Explique o traçado e discuta qualitativamente o comportamento das linhas em pontos próximos e distantes das cargas, em diferentes regiões.

2 - Um modelo clássico de uma molécula ionizada é constituído

por um par de partículas fixas, ambas de carga +e, separadas por uma distância 2a, com uma terceira partícula, de carga -e,

massa m, descrevendo uma órbita circular de raio ρ em torno do eixo que liga as duas outras cargas. Obtenha:

(i) o campo elétrico que atua sobre a carga -e; (ii) a relação entre o raio ρ e a frequência angular de revolução ω .

Solução:

e a frequência angular de revolução ω . Solução : (i) r não varia não varia

(i) r não varia não varia quando a carga (3), de sinal negativo, percorre a trajetória descrita.

∣⃗r∣=ρ 2 +a 2

r̂=

∣⃗r∣ ⃗r = a(ẑ)+ρ(ρ̂)

ρ 2 +a 2

Sendo F 3(1) a força que a carga (1) exerce na carga (3):

F 3(1) =

F

3(1) =

1

(e).(−e)

r

. (e).(−e)

 

.

.

4πε 0

r

2

∣⃗r= 4πε 1 0

r 3

1

. (e).(−e)

2 +a 2 )

3/2 .[−a(ẑ)+ρ(ρ̂)]

4πε 0

r

Sendo F 3(2 ) a força que a carga (2) exerce na carga (3):

F 3(2) =

1

(e).(−e)

r

. (e).(−e)

 

.

.

4πε 0

r

2

∣⃗r= 4πε 1 0

2 +a 2 )

3/2 .[a(ẑ)+ρ(ρ̂)]

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

E

E

1 =

2 =

F

(−e) = 4πε 1 0

3(1)

(e)

2 ) 3/2 [−a(ẑ)+ρ(ρ̂)]

.

2 +a

F

(−e) = 4πε 1 0

3(1)

(e)

2 ) 3/2 [a (ẑ)+ρ(ρ̂)]

.

2 +a

Pelo princípio da superposição:

E= E 1 + E 2 =

2

2 +a 2 ) 3/2 ρ̂

ρ

.

4 πε 0

(ii)

A carga (3) fica sujeita à uma força resultante centrípeta:

F 3 = ⃗ F 3(1) + ⃗ F 3(2) =m.a c =m. ω 2 .ρ

Substituindo F 3(1) e F 3(2) acima e isolando

ω 2 =

2

e

πε 0 . m.2 +a 2 ) 3/2 ρ̂

4

ω 2

:

3 - Seja E a magnitude do campo num ponto P situado a uma distância D de um plano uniformemente carregado com densidade superficial de carga σ . A maior constituição para E provém dos pontos mais próximos de P sobre o plano. Mostre que a região do plano situada a uma distância 2D do ponto P é responsável pela metade (E/2) do campo em P.

Solução:

é responsável pela metade (E/2) do campo em P. Solução : Equações utilizadas: dq σ= d

Equações utilizadas:

dq

σ= dA

E= dE.cos θ

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

d 2 =D 2 +r 2

R 2 =3D 2

dE= κ dq d 2

=

κ dq = κ σ dA

D 2 +r 2

D 2 +r 2

(*)

cos θ= D

d

Como a região hachurada tende a unidimensional, dA=2 π r dr

dE= κ σ 2 π r dr

D 2 +r 2

R

E=κ 2π

0

Considere:

R

r 2 +r dr 2 ) . cosθ=κ σ 2 π

(D

0

D r dr

(D

2 +r 2 ) 3/2

A=κσ 2π D μ=D 2 +r 2 d μ=2r dr

Substituindo na expressão de E:

R

E=A

0

dμ

3/2 = A

2

2.μ

R μ 3/2 dμ= [ A (−2μ 1/2 ) ] =

0

2

R

0

=[(A).(-).(D 2 +r 2 )] 0 R =−A.[(D 2 +R 2 ) 1/2 −(D 2 ) 1/2 ]=

=A (

1

1 +R 2 ) =κσ 2π D (

D 2

D

=

2ε σ 0 ( 1

)

2 )

1

1+

R

2

D

2

1

1+ R 2

D

Logo:

E= 2ε σ 0 ( 1

1

+R 2 )

1

D 2

D

Para verificar quando a placa é infinita faz-se:

E 1 = lim

R →∞

Portanto:

E 1 =

σ

2ε 0

0 ( 1

σ

2ε

1+(R /D) 2 ) = lim

1

R →∞

Para verificar a contribuição de

d2D

,

0 ( 1

σ

2ε

) = 2ε σ 0

1

R 3 D

(*):

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

Capítulo 3 – O Campo Elétrico E 2 = lim R → √ 3 D 0

E 2 =

lim

R 3 D

0 ( 1

σ

2ε

1+(R /D) 2 ) =

1

= lim

R 3 D

0 ( 1

σ

2ε

2ε

2 ) = σ

0 ( 1

1

2

1+ 3D

D

E 2 =

σ

4ε 0

Portanto:

E 2 = E 1

2

4 ) = 2ε σ

(

1

1

0

2

)

4 -Um fio retilíneo de comprimento l está uniformemente carregado com densidade linear de carga λ . (a) Calcule o campo elétrico num ponto situado sobre o prolongamento do fio, a uma distância d de sua extremidade. (b) Calcule a magnitude do campo, se l = d = 5 cm e a carga total do fio é de 3 μ C .

Solução:

= 5 cm e a carga total do fio é de 3 μ C . Solução

(a)

λ . dx =dq

r=r p −⃗r dq −(l+d) ix(

̂ ̂ i)=(l+dx) ̂

i

d E=

1

. dq

4πε 0

r 2

r̂

1

d E=

i

(l+dx) 2 (l+dx) ̂

λ . dx

.

4πε 0

E=

l (l +dx ).dx

.

0

λ

i

πε 0 . [ d (l+d) ] ̂

̂

i=

λ

1

1

4

π%epsilon 0

(l+dx) 2

4

E=

λ.l πε 0 d(l+d)

4

̂

i

(b) Basta substituir os valores na eq. acima.

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

Capítulo 3 – O Campo Elétrico E = 5,4 x 10 6 N/C i 5 -

E = 5,4 x 10 6 N/C i

5 - Dois fios retilíneos de mesmo comprimento a, separados por uma distância b, estão uniformemente carregados com densidade linear de carga λ e −λ . Calcule o campo elétrico no centro P do retângulo de lado a e b (veja sugestão do problema 8 do Cap. 2).

Solução:

a e b (veja sugestão do problema 8 do Cap. 2). Solução : ⃗ r p

r p = b j

i

r (-) =x ̂

̂

2

(vetor

(vetor posição de um elemento de carga na placa negativa – inferior)

posição do ponto P)

r (+) =−x ̂ i+b ̂ j

(vetor posição de um elemento de carga na placa positiva – superior)

r 1 =⃗r p −⃗r (-) = b ̂ j+x ̂

i

2

̂

r 2 =⃗r p −⃗r (+) = b ̂ j+x ̂ ib ̂ j=x ̂ ib j

2

2

 

d

1

dq (-)

r 1

 

1

(−λ ).dx

( b

̂ j+x i ̂

) =

 

E 1 =

 

.

=

.

 

4πε 0

r

2

1

r

1

4

πε 0

3

r 1

2

   
 

1

λ .dx

̂

)

 

=

d

1

dq (+)

r 2

 

1

.

4 πε 0

3

r 1

( x ̂ ib j

2

λ .dx

( x ̂

ib

̂

)

E 2 =

4πε 0

.

r

2

2

r

2

=

4

πε 0

.

3

r 2

2

j

1

λ . dx

 

λ. b

 

dx

 

d

E=d E 1 +d

E 2 =

 

(−b ̂ j)=−

 

.

 

.

 

4 πε 0

 

r 3

4πε 0

[

x 2 + ( b

2

) 2 ] 3/2

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

Capítulo 3 – O Campo Elétrico ⃗ E = ∫ d E =− λ . b

E=d E=− λ.b

4 πε 0

.

a/2

a/2

dx

[ x 2 + ( b

2

)

2 ] 3/2 =

E=−

 

λ.b

 

x

=

4πε

0

. [

b

2

(

x 2 + b 2

 

4

4

2.λ . a

 

̂

 

j

 

) 1/2 ]

π.ε 0 . b.a 2 +b 2

a/2

a/2

6 - Um fio quadrado de lado 2l está uniformemente carregado com densidade linear de carga λ . Calcule o campo elétrico num ponto P situado sobre a perpendicular ao centro do quadrado, à distância D do seu plano. Sugestão: Use componentes cartesianas e considerações de simetria.

Solução:

r p =D(ẑ)

r dq =x( ̂ i)+l( ̂ j)

r=r p −⃗r dq =−x( ̂ i)−l( ̂ j)+D(ẑ)

̂r= x( ̂

i)−l( ̂ j)+D(ẑ)

(x 2 +l 2 +D 2 ) 3/2

A componente do campo devido a um dos fios será:

d E=

1

.

(x

λ 2 . +D dx 2 ) 3/2 [x( ̂ i)−l( ̂ j)+D(ẑ)] 2 +l

4πε 0

Na soma das contribuições de todos os fios, por simetria as componentes paralelas ao plano do fio quadrado cancelam-se, e o campo tem a direção apenas do eixo z. Além disso, as componentes verticais somam-se, de modo que devemos levar em conta as contribuições dos quatro fios. Assim:

d E=4. d E 1 = 4. λ

4πε 0

dx +D 2 ) 3/2 D(ẑ) (x 2 +l 2

.

E= 4. λ . D(ẑ)

4 πε 0

=

4. λ . D(ẑ)

0 . [

4 πε

l

.

l

dx

(x 2 +l 2 +D 2 ) 3/2 =

(l 2 +D 2 ).2.l 2 +D 2 ]

2.l

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

E=

2.λ . D

πε 0 (l 2 +D 2 ).2.l 2 +D 2 (ẑ)

com

λ>0

.

7 - Uma carga puntiforme q é colocada numa caixa cúbica de

aresta l. Calcule o fluxo do campo elétrico sobre cada uma das faces:

(a)

Se a carga ocupa o centro do cubo;

(b)

Se é colocada num dos vértices.

8 - O valor médio do campo elétrico na atmosfera num determinado dia, num ponto da superfície da Terra é de 300 N/C, dirigido verticalmente para baixo. A uma altitude de 1400 m, ele reduz-se a 20 N/C. Qual é a densidade média de carga na atmosfera abaixo de 1400 m? [Para mais informações sobre eletricidade atmosférica, veja R. P. Feynman, Lectures on Physics (Addison-Wesley, Reading, 1964), vol. 2, Cap.9].

9 - Dois planos paralelos estão uniformemente carregados, com densidades superficiais de carga σ e −σ , respectivamente. Calcule o campo elétrico em pontos acima de ambos, abaixo de ambos, e entre os dois. Represente as linhas de força nas três regiões.

10 - No modelo clássico de J. J. Thomson para o átomo de hidrogênio, a carga +e do núcleo era imaginada como estando uniformemente distribuída no interior de uma esfera de raio a

da ordem de 10 -8 cm (raio atômico) e o elétron era tratado como uma carga puntiforme -e movendo-se no interior desta distribuição.

(a) Calcule o campo elétrico que atuaria sobre o elétron num

ponto à distância r < a do centro da esfera; .

(b) Mostre que o elétron poderia mover-se radialmente com um

movimento harmônico (c) Calcule a frequência de oscilação e compare-a com uma frequência típica da luz visível, bem como com o resultado do Probl. 3 do Cap. 2.

Solução:

Aplicando a lei de Gauss, onde a superfície gaussiana envolvendo toda a distribuição de carga e raio r > a:

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

Capítulo 3 – O Campo Elétrico 11 - Calcule div ( c × r ) ,

11 - Calcule

div(c×r)

, onde c é um vetor constante.

12 - Uma casca esférica de raio interno b e raio externo c,

uniformemente carregada com densidade de carga volumétrica ρ , envolve uma esfera concêntrica de raio a, também carregada uniformemente com a mesma densidade.

Calcule o campo elétrico nas quatro regiões diferentes do espaço: 0ra , arb , brc , cr .

13 - Uma distribuição de carga esfericamente simétrica tem

densidade volumétrica de carga dada por

onde

ρ(r)=ρ 0 exp (−r / a)

(0 r)

ρ 0 é uma constante e r é a distância à origem.

(a)

Calcule a carga total da distribuição.

(b)

Calcule o campo elétrico num ponto qualquer do espaço.

Solução:

(a)

dV=r.d ϕ. r.sen θ. dr.d θ .dr

dQ=ρ(r ).dV0 . exp (−r / a). r 2 . sen θ .dr.d θ. d ϕ

π

2π

dQ= sen θ d ϕ ρ 0 . exp (−r / a). r 2 . dr=4 π ρ 0

0

0

Em geral:

0

x 2 e k.x dx= e k.x

k

0

. ( x 2 2x + 2

k

k

2

)

Fazendo (-1/a) = k:

0

e r /a r 2 dr

∞ −r/a ∞ e 2r 2 ∫ e −r/a r 2 . dr= ) .
−r/a
e
2r
2
e −r/a r 2 . dr=
) . [ r 2 −
=
( −1
−1 a ) +
( −1
a ) 2 ]
0
(
a
0
=−ae −r/a .(r 2 +2 ra+2a 2 )∣ 0
Q=4 πρ 0 (−a.e −r /a ).(r 2 +2ra+2a 2 ) ∣ 0

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

Capítulo 3 – O Campo Elétrico Quando: r → ∞ exp (− r / a )
Capítulo 3 – O Campo Elétrico Quando: r → ∞ exp (− r / a )
Capítulo 3 – O Campo Elétrico Quando: r → ∞ exp (− r / a )

Quando:

r

exp(−r / a)

0

r

→ ∞

exp (−r /

a)

1

Logo:

Q=0−[4 πρ 0 (−a). (2a 2 )]=8πρ 0 a 3

(b)

14 - Uma camada carregada infinita compreendida entre os

planos y = -a

y = a tem densidade volumétrica de carga

e

ρ constante. Não há cargas fora dela.

 

(a) Calcule o campo elétrico

E

dentro, acima e abaixo da

camada.

 

(b)

Verifique que

E

satisfaz a equação de Poisson.

15

- Uma esfera uniformemente carregada com densidade

volumétrica ρ contém em seu interior uma cavidade esférica.

Mostre que o campo no interior da cavidade é uniforme e é

dado por

centros

superposição.

duas esferas. Sugestão: Use o princípio de

Ed /(3ε 0 )

 

, onde

d

é o vetor que liga os

das

16 - Um cilindro circular muito longo, de raio R, está

uniformemente carregado, com densidade volumétrica de carga δ

(a) Por argumentos de simetria (explicando-os), obtenha a

.

 

direção e o sentido do campo

E

num ponto P á distância

ρ do eixo do cilindro e sua dependência das coordenadas

cilíndricas , ϕ , z) .

(b)

Calcule

E

num

ponto

P

interno

 

ao

cilindro

(0<ρ<R) .

 

(c)

Esboce um gráfico de

E

em função de

ρ

.

Capítulo 3 – O Campo Elétrico

Capítulo 4 – O Potencial Eletrostático

Capítulo 4 – O Potencial Eletrostático

1 – Um par de cargas puntiformes +2q e -q estão separadas por uma distância l. Mostre que a superfície equipotencial V = 0 é uma esfera e determine o seu centro e raio.

Solução:

0 é uma esfera e determine o seu centro e raio. Solução : Sejam V 1

Sejam V 1 e V 2 os potenciais das cargas (+2q) e (-q), respectivamente.

V 1 =

V 2 =

1

2q

4πε 0

.

x 2 +y 2 +z 2

1

(−q)

4πε 0

.

x 2 +(yl) 2 +z 2

A soma dos potenciais é uma soma algébrica. Como desejamos identificar a região na qual o potencial é nulo:

V 1 +V 2 =0

1

2q

1

(−q)

4πε 0

.

.

4πε 0

x 2 +y 2 +z 2 +

x 2 +(yl) 2 +z 2 =0

x 2 +y 2 +z 2 =2.x 2 +(yl) 2 +z 2

x 2 +y 2 +z 2 =4.[ x 2 +(yl) 2 +z 2 ]

Desenvolvendo:

3x 2 +3y 2 +3z 2 8y l +4 l 2 =0

x

2 +y 2 +z 2 ( 8l ) y+ 4l 2

3

3

=0

(x0) 2 + ( y4l ) 2 +(z0) 2 16 l 2

3

9

+ 4l 2

3

(x0) 2 + ( y4l ) 2 +(z0) 2 = ( 2l

3

3 ) 2

Que é a equação de uma esfera de centro

=0

C

( 0, 4 l ,0 )

3

e raio

Capítulo 4 – O Potencial Eletrostático

R= 2l 3

.

2 – Uma esfera de raio R está uniformemente carregada, com carga total q. (a) Determine o potencial V em pontos internos e externos à esfera e trace um gráfico de V em função da distância ao centro. (b) Tomando q = -e, com uma carga puntiforme + e no centro da esfera como modelo para o átomo de hidrogênio, qual é a expressão do potencial nesse caso?

Solução:

(a)

r > R

:

ϕ=E r dS= Q int

ε

0

E r .4 π. r 2 = ρ 0 . 4π

ε

3

.R 3

E r =

1

4 πε 0

.ρ. 4 π .R 3 .

3

1

r 2

R

R

V(r)−V(∞)=V(r)=E.d r=

1

.ρ. 4π .R 3 . 1

r 2 =

4πε 0

 

3

 

1

.ρ .4π . R 3 .

 

=

 

4 πε 0

 

1

V(r)=

 

q

 

1

 

4

πε 0

. R

 

E r .4 π. r 2 = ρ

. 4π

.r 3

ε

0

3

 

1

 

1

     
 

.

 

E r = 4 πε 0 .ρ. 4 π 3 .r 3

 

r 2

 

3

1

 

3

r

 

E=

q

r

R

3 . r 2

.

4πε 0

R 3 ̂r

 

R

R

r

R

r1

R

V(r)=

1

.