Programa UCA no Estado do Ceará: Caminhos Percorridos

,
Lições Aprendidas.
Karla Angélica Sila do !ascimento
"
, #aria $ernadete %riá de #elo
"
, #aria
A&ricélia da Sila
"
, 'aiane (amos $ar)osa
"
, 'osé Aires de Castro *ilho
"
1
Instituto UFC Virtual, Universidade Federal do Ceará (UFC). Campus do Pici, bloco
901 1 andar, C!P" #0.$%%&'#0
{karla, bernaoria, auricelia, jaiane, aires}@virtual.ufc.br
Abstract. This article presents one brief description on the implantation of the
Program a Computer for Aluno (UCA) in the state Ceará. The objective is to
analye the process of implantation of laptop educational in the nine inserted
schools in the Program. The data had consisted of the presentation of the
occured e!periences in the education institutions arguing concerning the
methodology applied during the meeting of teaching formation and
pedagogical accompaniment. "e perceive that the biggest challenge#
ho$ever# has been the appropriation of the digital culture on the part of the
professors.
Resumo. %ste artigo apresenta uma breve descri&'o sobre a implanta&'o do
Programa Um Computador por Aluno (UCA) no Ceará. ( objetivo ) analisar
o processo de implanta&'o do laptop educacional nas nove escolas inseridas
no Programa. (s dados consistiram na apresenta&'o das e!peri*ncias
ocorridas nas institui&+es de ensino discutindo acerca da metodologia
aplicada durante os encontros de forma&'o docente e acompanhamento
pedag,gico. Percebemos -ue o maior desafio# entretanto# tem sido a
apropria&'o da cultura digital por parte dos professores.
". +ntrod&ç,o
Com a dissemina()o das tecnolo*ias di*itais nos di+erentes ,mbitos da sociedade, sua
presen(a na educa()o n)o poderia ser di+erente. -ntes da inser()o do laptop
educacional no cotidiano escolar, as tecnolo*ias di*itais s. eram vistas dentro dos
/aborat.rios de In+ormática !ducativa (/I!) das escolas ou em apresenta(0es de
trabal1os, dentro da sala de aula. Por2m, com a c1e*ada do Pro*rama Um Computador
por -luno (UC-) em al*umas escolas brasileiras novas +ormas de utili3a()o podem ser
repensadas.
4 UC- 2 uma a()o do *overno brasileiro, inspirada na proposta de distribui()o
de laptops para crian(as pela 4r*ani3a()o (ne .aptop per Children (4/PC), diri*ida
por 5icolas 5e*roponte, 6ue tem como +inalidade 7proporcionar a inclus)o di*ital do
aluno oriundo das classes populares por interm2dio da escola e a utili3a()o dessas
tecnolo*ias nos processos de ensino, aprendi3a*em e desenvolvimento do curr8culo9
:-lmeida e Prado ;011, p.1$<. =essa +orma, o Pro*rama visa promover a inclus)o
ISSN: 2176-4301
Anais do XXII SBIE - XVII WIE Aracaju, 21 a 25 de novembro de 2011
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di*ital dos alunos de escolas p>blicas do pa8s, dando oportunidade de utili3a()o das
tecnolo*ias di*itais a partir da inser()o de laptops educacionais nas salas de aula. Como
se trata de um pro?eto piloto, +oram contempladas cerca de @00 escolas brasileiras,
distribu8das em todos os estados da +edera()o.
4 Pro?eto UC- +oi lan(ado o+icialmente em ?un1o de ;00#, com vistas A
análise de diversas propostas de laptops educacionais (Classmate, B4 e Cobilis). Como
resultado desse trabal1o, cinco escolas p>blicas de !nsino Fundamental no pa8s,
denominadas p.los&piloto do Pro?eto UC-, constitu8ram o campo de pes6uisa para a
avalia()o dos laptops educacionais.
- proposta de amplia()o do Pro?eto UC- pressup0e a +orma()o de recursos
1umanos 6ue ser)o, *radativamente, envolvidos em sua operacionali3a()o para
disseminá&la, dinami3ando a inova()o na escola atrav2s de práticas educacionais 6ue
possibilitem novas e ricas aprendi3a*ens aos discentes, docentes e *estores escolares
:Drasil ;00E<.
-cerca dos processos observados no pr2&piloto brasileiro, o documento 6ue
analisa a eFperiGncia brasileira :Drasil ;00E< in+orma 6ue os problemas de in+raestrutura
+oram apontados como a principal limita()o para 6ue os laptops pudessem ser utili3ados
pelos alunos de maneira ade6uada. Hamb2m +oram citadas di+iculdades t2cnicas
relacionadas ao +uncionamento das má6uinas e A coneF)o com a Internet em todas as
escolas. Iuanto ao suporte t2cnico e peda*.*ico, conv2m ressaltar a import,ncia desse
apoio aos *estores, pro+essores e alunos, para 6ue os aspectos peda*.*icos se?am
res*uardados. 5esse sentido, a*re*a&se a +i*ura do aluno&monitor, *rande esteio ao
trabal1o docente.
-p.s os resultados do pr2&piloto, a proposta +oi implantada em n8vel nacional,
6ue, aliada A conectividade e A mobilidade dos laptops, apresenta uma .tima
possibilidade para o desenvolvimento de práticas colaborativas envolvendo alunos de
realidades distintas. !ssa preocupa()o alin1a&se com o esp8rito mais atual acerca do uso
da tecnolo*ia na sociedade, marcada por colabora()o e compartil1amento de recursos e
+erramentas.
4 Pro*rama UC- tra3 componentes capa3es de construir ambientes
colaborativos 6ue re+litam valores peda*.*icos e curriculares di+erentes dos 6ue s)o
trabal1ados no laborat.rio de in+ormática na maioria das escolas brasileiras. Podemos
destacar várias di+eren(as entre o modelo atual de laborat.rios de in+ormática e o
modelo UC-. - principal delas 2 a mudan(a do modelo um&para&muitos para um&para&
um, ou se?a, cada aluno da escola tem um computador A sua disposi()o. Je*undo
Karsc1auer (;00#) a proposta 1"1 prevG a utili3a()o de uma má6uina por aluno no
sentido de potenciali3ar a rela()o do aluno com a tecnolo*ia, a imers)o tecnol.*ica
dese?ável para o desenvolvimento do pro*rama.
4utra di+eren(a 2 o +ato de os computadores estarem A disposi()o para serem
usados em sala de aula ao inv2s de somente no laborat.rio. Com isso, o uso da
tecnolo*ia deiFa de ser esporádico para ser intensivo. -l2m disso, os laptops
apresentam mobilidade, possibilitando seu uso para al2m da sala de aula, em diversos
espa(os da escola e, at2 mesmo, +ora dela. - inte*ra()o da má6uina com outros
recursos, como c,mera, e a conectividade sem +io aumentam ainda mais as
possibilidades de uso. Hais pressupostos +a3em pensar 6ue essa +orma de trabal1ar a
;
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in+ormática na educa()o permita desenvolver uma nova prática peda*.*ica 6ue estimule
a cria()o e a colabora()o entre alunos e pro+essores durante o processo de ensino e
aprendi3a*em.
5esse sentido, com base na proposta de capacita()o docente do Pro*rama
UC-, a e6uipe da Universidade Federal do Ceará (UFC) ?untamente com as Jecretarias
Cunicipais e !staduais de !duca()o (JC! e J!=UC) prop0em uma mel1oria na
concep()o da +orma()o, nos con1ecimentos a serem trabal1ados e nas su*est0es de
práticas peda*.*icas e de *est)o. !ssa +orma()o está sendo um processo continuado em
servi(o, em 6ue a apropria()o dos diversos recursos tecnol.*icos 2 intercalada com
momentos de utili3a()o de tais instrumentos em práticas com alunos, nos trabal1o
coletivo da escola, em re+leF0es e re*istros dos processos e resultados, tendo como base
as teorias sobre o uso das tecnolo*ias di*itais na educa()o.
=essa conver*Gncia entre teoria e prática, sur*em al*umas 6uest0es" de 6ue
maneira o Pro*rama UC- in+luencia a comunidade escolar a lidar com as inova(0es
tecnol.*icas para a promo()o da educa()o básicaL Iuais as di+iculdades e os principais
avan(os na implementa()o desse Pro*rama nas escolasL !ssas in6uieta(0es concorrem
para a elabora()o do problema deste estudo, 6ue consiste em analisar o processo de
implanta()o do laptop educacional nas nove escolas cearenses inseridas no Pro*rama.
- se*uir, apresentaremos uma breve descri()o sobre a implanta()o do UC- no
estado do Ceará. =elinearemos as eFperiGncias ocorridas nas escolas discutindo a
metodolo*ia aplicada durante os encontros de +orma()o docente e acompan1amento
peda*.*ico. Posteriormente, descreveremos al*umas atividades desenvolvidas em cada
escola, destacando os avan(os e desa+ios. Para encerrar, eFplanaremos as considera(0es
+inais deste estudo.
-. Caminhos percorridos do UCA no Estado Ceará
4 Pro*rama UC-, no estado do Ceará, teve in8cio em ?aneiro de ;010 a partir da cria()o
de uma e6uipe multidisciplinar, composta por pro+issionais das áreas t2cnica e
peda*.*ica. 5o primeiro momento, a e6uipe analisou a in+raestrutura e a prática
peda*.*ica das nove escolas selecionadas pela JC! e J!=UC. Foram avaliados os
se*uintes aspectos" instala(0es +8sicas de cada unidadeM viabili3a()o de dispositivos eNou
e6uipamentos de anti+urtoM estrutura das salas de aula no 6ue se re+ere A ade6ua()o do
mobiliário e da distribui()o das carteiras escolares, permitindo maior intera()o e mel1or
mobilidade para o acesso dos pro+essores a cada aluno.
- partir dessa avalia()o, as escolas iniciaram re+ormas em sua estrutura +8sica,
instalaram rede sem +io e passaram a ter acesso A coneF)o banda lar*a. - maioria
conse*uiu *radear as salas de aula, recebeu sistema de se*uran(a ;$ 1oras, substituiu
seu mobiliário e ad6uiriu armários para *uardar laptops.
- sele()o das nove escolas p>blicas 6ue participam do Pro*rama coube As
Jecretarias de !duca()o e A Uni)o 5acional dos =iri*entes Cunicipais de !duca()o
(U5=IC!), 6ue de+iniram 6uatro escolas do sistema municipal de ensino e cinco
escolas do sistema estadual. =uas escolas, uma municipal e outra estadual, est)o
locali3adas no munic8pio -. -s outras sete est)o distribu8das nos munic8pios de D, C, =,
!, F, O e P, com o total aproFimado de $.1E; alunos e ;0; pro+essores.
@
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4 lan(amento o+icial do Pro*rama no Ceará aconteceu em ?un1o de ;010 com
o in8cio da +orma()o para os 19 pro+essores&multiplicadores dos 5>cleos de Hecnolo*ia
Cunicipais e !staduais (5HC e 5H!). Quntamente com a e6uipe da Universidade
Federal do Ceará (UFC), esses pro+issionais s)o responsáveis pela +orma()o dos
pro+essores e atuam diretamente nas escolas inte*rantes do Pro*rama UC-, utili3am o
ambiente !&Proin+o, 6ue possibilita o apoio A aprendi3a*em, disponibili3ando uma
in+raestrutura tecnol.*ica 6ue permite o compartil1amento de conte>dos, o
desenvolvimento de atividades s8ncronas e ass8ncronas, al2m de a(0es colaborativas e
cooperativas em rede de pessoas.
- +orma()o do corpo docente das escolas 2 dividida em % m.dulos 6ue
abran*em pro+essores, *estores e servidores t2cnico&administrativos. !m paralelo ao
estudo de cada m.dulo, os multiplicadores iniciaram os encontros de +orma()o docente
nas pr.prias escolas para a implanta()o propriamente dita do Pro*rama em cada
munic8pio. !sses encontros implicam a necessidade de o pro+essor desenvolver
competGncias no uso da In+ormática na !duca()o. R necessário, contudo, 6ue o docente
domine os recursos da +erramenta em uso de +orma a +ornecer subs8dios aos alunos para
6ue o pro+essor este?a sempre aberto para o novo, assumindo uma atitude de
pes6uisador S levantando 1ip.teses, reali3ando eFperimentos, re+leF0es, depura(0es e
buscando a validade de suas eFperiGncias :Valente 199E<.
!m setembro, iniciaram&se as aulas eFperimentais com o laptop educacional.
!sse +oi o termo atribu8do As aulas reali3adas antes do lan(amento do Pro*rama UC-
em cada munic8pio. Hais aulas propun1am&se a eFperimentar a novidade, por isso a
terminolo*ia 7aulas eFperimentais9. - reali3a()o dessas aulas passou a ser adotada em
todas as escolas e tem sido incorporada A +orma()o, atrav2s de re+leF)o com os
pro+essores sobre seus resultados.
-tualmente, as nove escolas ainda est)o em processo de +orma()o. 5o entanto,
os laptops educacionais ?á +a3em parte das atividades peda*.*icas dos seus alunos e
pro+essores. 4 Pro*rama UC- trouFe vários bene+8cios para essas institui(0es, desde a
mel1oria da in+raestrutura at2 a inclus)o di*ital da comunidade escolar. Contudo, as
escolas ainda en+rentam di+iculdades, como +al1as na rede el2trica e baiFa velocidade de
coneF)o.
-.". *ormaç,o docente e acompanhamento pedag.gico
5as >ltimas d2cadas, os estudos de Jc1Tn (199;) desencadearam uma onda de
propa*a()o da ideia do 7pro+essor re+leFivo9. !m seus trabal1os sobre a +orma()o do
educador, descreve a prática de um pro+issional re+leFivo, considerando duas vertentes"
a re+leF)o&na&a()o e a re+leF)o&sobre&a&a()o. - primeira re+ere&se aos processos de
pensamento 6ue ocorrem durante a a()o. Jerve para re+ormular as a(0es do pro+essor no
decorrer da sua interven()o. - se*unda di3 respeito A análise 6ue o pro+essor +a3 sobre
os processos e as caracter8sticas de sua pr.pria a()o.
- re+leF)o&sobre&a&a()o constitui um momento importante do processo
educativo, por6ue estabelece novas ideias 6ue demandam do pro+essor uma +orma de
pensar e a*ir de maneira mais +leF8vel e mais aberta.
$
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Para Ueic1ner (;00;), ser re+leFivo 2 uma maneira de o pro+essor compreender,
eFperimentar, aper+ei(oar e re+letir sobre suas práticas em con?unto com outros docentes
e, at2 mesmo, com a comunidade escolar, pois 2 necessário compartil1ar as eFperiGncias
a +im de 6ue 1a?a uma re+orma escolar. Para o autor, 7a de+ini()o de desenvolvimento
docente como uma atividade a ser perse*uida solitariamente por pro+essores individuais
limita bastante o potencial para o crescimento do pro+essor9 :Ueic1ner ;00;, p. $0<.
Com base no documento sobre +orma()o e plane?amento do Pro*rama UC-, a
capacita()o dos docentes, ministrada pelos pro+essores&multiplicadores e acompan1ada
pela e6uipe da UFC, +oi concebida para ser reali3ada de +orma presencial e a dist,ncia,
utili3ando a plata+orma !&Proin+o. =essa +orma, a +orma()o está estruturada como um
curso de eFtens)o com 1E0 1oras e contempla cinco m.dulos" 1) -propria()o
tecnol.*icaM ;) Keb ;.0M @) Forma()o de pro+essores e Forma()o de *estoresM $)
!labora()o de Pro?etosM e %) Constru()o compartil1ada do ProOIHec. 4s m.dulos ; e %
possuem car*a 1orária de @0 1oras, en6uanto os demais possuem $0 1oras de dura()o
:Drasil ;010<.
-s +erramentas da Keb ;.0 constituem novas +ormas de aprendi3a*em
colaborativa, principalmente durante os encontros de +orma()o entre os docentes. 5a
ocasi)o, a maioria dos pro+essores criou seu per+il em redes sociais como (r/ut ou
0aceboo/, eFperimentou a elabora()o de pe6uenos teFtos no T$itter, participou de
+.runs e lista de discuss)o, criou blogs# fotologs e sites, con1eceu vários ob?etos de
aprendi3a*em, tais como" simuladores, v8deos, soft$ares e ?o*os educativos, anima(0es,
etc. 4 processo de +orma()o proporcionou o envolvimento dos pro+essores em rela()o
ao laptop e a +erramentas disponibili3adas na $eb.
R +undamental a utili3a()o de novas práticas e novos m2todos, com a utili3a()o
dos recursos tecnol.*icos para provocar *an1os substanciais na aprendi3a*em dos
estudantes. 4 uso e+etivo das tecnolo*ias di*itais e das +erramentas da $eb depende da
+orma()o do pro+essor para lidar cr8tica e peda*o*icamente com elas. 4 pro+essor deve
con1ecer as tecnolo*ias, os 7suportes mediáticos e todas as possibilidades educacionais
e interativas das redes e espa(os virtuais para :mel1or< aproveitá&las nas variadas
situa(0es de aprendi3a*em e nas mais di+erentes realidades educacionais9 :VensWi ;00@,
p. ;@<. Isso n)o 6uer di3er 6ue o pro+essor deiFará de lado outras tecnolo*ias, como a
cartolina, a r2*ua, o lápis, o *i3, o pincel.
Hodavia, as mudan(as na educa()o n)o dependem somente dos pro+essores,
mas os *estores, por sua ve3, precisam atuar nesse universo tecnol.*ico. 4 interesse e o
envolvimento dos diretores e coordenadores das escolas s)o essenciais para o e+etivo
uso do computador na escola. Pá de se destacar tamb2m a necessidade de apoio t2cnico
na escola, pois n)o 2 poss8vel desenvolver atividades com computadores dando
problemas a todo instante. 4 computador na escola n)o se consolidará com o apoio,
apenas, de cursos esporádicos :CarnoX ;00%<.
R preciso 6ue, na concep()o de escola e da *est)o, 7o pro+essor se?a motivado
a or*ani3ar e desenvolver atividades com o computador e, em parceria com os
pes6uisadores, t2cnicos em in+ormática, pais, alunos e demais educadores, possa criar
estrat2*ias de resolu()o dos problemas locais9 :Dorba e Penteado ;001, p. #E<.
4 laptop educacional na escola s. +a3 sentido A medida 6ue o pro+essor o
considerar como elemento mediador da constru()o, +erramenta de auF8lio e motiva()o
%
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da prática peda*.*ica, instrumento do processo de ensino e aprendi3a*em 6ue,
conse6uentemente, proporcione resultados positivos na evolu()o de seus alunos.
Portanto, o pro+essor precisa analisar, em *rupo, as di+iculdades encontradas, as novas
descobertas e as di+erentes estrat2*ias de solu()o adotadas no uso do laptop educacional
como +erramenta de auF8lio e media()o, pois a descoberta 2 um trabal1o de colabora()o
e re+leF)o.
- se*uir, relataremos as principais eFperiGncias ?á obtidas nas escolas, como
tamb2m al*umas atividades desenvolvidas, destacando os avan(os e desa+ios.
/. As Escolas e se&s perc&rsos
- participa()o das nove unidades escolares no Pro*rama UC- no Ceará teve um
camin1o bem parecido e, em al*umas situa(0es, +atos e ocorrGncias se repetiram,
mesmo entendendo 6ue, para cada realidade t)o i*ual e t)o di+erente, tem&se o mesmo
sentimento de inova()o, de mudan(a e de inser()o de um novo paradi*ma.
Percebemos, com base nas visitas As escolas, 6ue cada uma trans+ormou sua
+orma de plane?amento de aula em uma din,mica curricular mais atrativa, con+orme
declara()o re*istrada no blog da e6uipe da UFC, de um pro+essor de matemática do #
ano ao reali3ar uma aula com o laptop educacional.
5a aula anterior comentei com os alunos 6ue utili3aria o u6uin1a
:laptop< na pr.Fima aula. :...< a not8cia se espal1ou de tal +orma 6ue
no dia 7=9 todos estavam lá" ansiosos, empol*ados, atentos. -c1ei
incr8velY Fa3ia tempo 6ue n)o via meus alunos desse ?eitoY Foi
surpreendente ver os ?ovens atentos a min1a eFplica()o sobre os
cuidados e operacionali3a()o das +erramentas do laptop (Pro+.1).
Jei 6ue a tecnolo*ia o+erece recursos bastante interessantes para
trabal1ar di+erentes conte>dos nas nossas aulas :...< ten1o consciGncia
de 6ue preciso mudar a maneira de ministrar min1as aulas se?a usando
recursos on&line ou o++&line, pois a aula convencional n)o convence
mais (Pro+.1).
Com base no depoimento do pro+essor citado, percebemos 6ue se tem
consciGncia de utili3a()o das tecnolo*ias di*itais para aprimorar o ensino e a
aprendi3a*em. Veri+icamos tamb2m 6ue os pro+essores, de modo *eral, desenvolveram
sites para as suas escolas e criaram blogs por área de con1ecimento com o intuito de
disponibili3ar in+orma(0es e atividades sobre os conte>dos das aulas. Hais +erramentas
podem ser acessadas atrav2s do blog UC-&Ceará desenvolvido pela e6uipe da UFC,
com o intuito de divul*ar e acompan1ar as atividades desenvolvidas em cada escola, no
endere(o" uca&ce.blo*spot.com. !mbora a maioria ten1a tido problemas com a coneF)o
ou +al1a no acesso A Internet percebemos, atrav2s das aulas e dos blogs publicados, uma
evolu()o dos pro+essores 6uanto A utili3a()o das tecnolo*ias di*itais e A compreens)o
de sua inser()o nas atividades peda*.*icas.
!m duas escolas da cidade -, durante os encontros de +orma()o, os pro+essores
e *estores relataram 6ue o UC- trans+ormou a maneira de trabal1ar os conte>dos nas
aulas e 6ue o laptop educacional 2 mais uma +erramenta 6ue auFilia o processo de
#
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ensino e aprendi3a*em. -pesar de uma delas ter problemas com a rede $ireless e com a
instala()o de uma subesta()o para a solu()o de +al1a el2trica, a escola vem se
or*ani3ando para disponibili3ar espa(o de estudo, com o intuito de incorporar o laptop A
rotina de plane?amento dos pro+essores.
!m rela()o A utili3a()o de blogs na educa()o, os docentes das trGs escolas
inseridas no Pro*rama, munic8pios C, = e P, desenvolveram al*umas estrat2*ias 6ue
possibilitaram o uso cont8nuo dos laptops como +erramenta peda*.*ica, destacando&se a
cria()o de blogs para cada disciplina, nos 6uais postam suas aulas e passam a ministrá&
las utili3ando o computador portátil como principal apoio. - ideia +oi abra(ada pelas
escolas, e os alunos aprovaram o 7novo modelo de aula9, 6ue passa a unir o tradicional
ao moderno.
4 pro*resso dos pro+essores 2 cada ve3 mais crescente, principalmente, 6uanto
ao uso das +erramentas da $eb nas práticas peda*.*icas e 6uanto As +ormas de ministrar
as aulas. -pesar da +alta de armários para arma3enar e carre*ar as má6uinas, uma escola
do munic8pio - continua inserindo o laptop educacional nas suas atividades, tais como"
apoio e capacita()o dos alunos&monitores, elabora()o de aulas de campo e de pro?etos,
participa()o em eventos e +eiras culturais, desenvolvimento de o+icinas para inclus)o
di*ital dos pais dos alunos. -l2m disso, participou ?untamente com uma escola do
munic8pio D, tamb2m inserida no Pro*rama UC-, do Pro?eto 75ossos /u*ares no
Cundo9 6ue visa As trocas culturais de +orma colaborativa entre os alunos do %
-no, alunos da Universidade Federal do Ceará e da Universidade de Uta1 (!U-), com
o intuito de discutir a cultura dos munic8pios - e D, no estado do Ceará e do estado da
Oe.r*ia, nos !stados Unidos.
!m duas escolas, uma no munic8pio F e outra no !, observa&se um crescente
uso de aulas de campo com o apoio do laptop, visto 6ue constitui uma prática de
+undamental relev,ncia para a compreens)o e a leitura do espa(o *eo*rá+ico. - inser()o
do laptop na aula de campo possibilita 6ue cada aluno re*istre a aula em +otos, v8deos e
teFtos, podendo esses re*istros ser posteriormente trabal1ados na escola para elabora()o
do relat.rio da aula. 5o momento posterior, adicionado ao relat.rio, os alunos podem
trabal1ar com dados de pes6uisa na Internet. Um procedimento semel1ante +oi
observado em uma aula de laborat.rio numa escola do munic8pio C. 4s alunos
re*istraram os dados do eFperimento sobre proli+era()o de +un*os no laborat.rio,
usando o laptop atrav2s de ima*ens e teFto. !m sala de aula, +inali3aram o relat.rio com
pes6uisa na Internet e apresentaram suas conclus0es.
- participa()o e a +orma()o dos alunos&monitores tem sido desta6ue no
Pro*rama. 5as nove escolas, os alunos s)o +ormados pelo pro+essor do /aborat.rio de
In+ormática !ducativa e, em duplas, acompan1am as salas de aula no contraturno,
mediante crono*rama plane?ado pela *est)o, de modo 6ue deem apoio As tare+as
coletivas como monitores e tamb2m dispon1am de tempo para se dedicar As atividades
escolares. Je*undo depoimentos dos *estores da escola do munic8pio O, os alunos
sentem&se muito A vontade com os alunos&monitores, mais motivados para o estudo,
demonstram cada ve3 mais +amiliaridade com o laptop e os altos 8ndices de evas)o,
observados em anos anteriores, +oram consideravelmente redu3idos.
R importante ressaltar 6ue as a(0es ade6uadas As possibilidades de implanta()o
do UC- e de capacita()o docente em muito contribu8ram para as trans+orma(0es nos
'
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processos escolares e práticas educativas, uso das Hecnolo*ias de In+orma()o e
Comunica()o e de outros recursos para aprendi3a*em, tendo como eiFo central um
processo si*ni+icativo de mudan(a nas escolas participantes do Pro*rama.
0. Considerações 1inais
4 Pro*rama UC- tem como base a aprendi3a*em baseada na colabora()o, uma ve3 6ue
pro+essores e alunos partil1am e constroem con1ecimentos tendo o laptop educacional
com acesso A Internet como suporte. Hais condi(0es contribuem com a proposta das
escolas envolvidas, as possibilidades do laptop educacional e do universo das
tecnolo*ias di*itais, cada ve3 mais crescentes na nossa sociedade.
Percebemos 6ue o UC- trouFe mel1orias si*ni+icativas As nove escolas,
principalmente 6uanto aos se*uintes aspectos" aumento da 6uantidade de aulas com
recursos di*itaisM aulas de campoM trabal1o com pro?etos e aten()o A
interdisciplinaridadeM pes6uisas na InternetM cria()o de blogs educacionais por
disciplinaNárea de estudo e uso das +erramentas dispon8veis no laptop. -l2m disso, os
pro+essores disponibili3am atividades e propostas de trabal1o, sociali3am ideias,
apresentam dicas de leitura e ?o*os atrav2s de +erramentas online.
4 maior desa+io, entretanto, tem sido a apropria()o da cultura di*ital por parte
dos pro+essores. Foi necessário assimilar e acomodar a proposta de +orma()o docente do
Pro*rama A rotina das escolas. !sse processo n)o +oi linear, dado 6ue cada pro+essor
tem suas limita(0es e certe3as. -l2m disso, em várias das escolas, 1ouve uma mudan(a
no 6uadro de pro+essores da ordem de %0Z, tornando necessário adaptar a +orma()o a
essa realidade.
Cesmo em +ace As di+iculdades relacionadas A in+raestrutura das institui(0es de
ensino envolvidas, o Pro*rama UC- trouFe para as nove escolas do estado Ceará novos
desa+ios, aborda*ens mel1oradas, em 6ue a comunica()o mediada pela tecnolo*ia
encontra, na sala de aula e +ora dela, uma nova +orma de saber, +a3er e pensar o processo
de ensino e aprendi3a*em.
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