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Alex Santos Alves RA: 913104998 Cristina Furiotto RA: 313100727 Fabiana Rodrigues RA: 313105944 Juliana Chequi de Menezes RA: 313100582 Marilha Peixoto RA: 313104522 Rafael Martins Arcangelo RA: 313202526

PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS

TOCA DO AÇAÍ

São Paulo

2013

1

UNINOVE Universidade Nove de Julho Alex Santos Alves RA: 913104998 Cristina Furiotto RA: 313100727 Fabiana Rodrigues RA: 313105944 Juliana Chequi de Menezes RA: 313100582 Marilha Peixoto RA: 313104522 Rafael Martins Arcangelo RA: 313202526

PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS

TOCA DO AÇAÍ

São Paulo

2013

Trabalho apresentado ao curso de Tecnologia em Marketing/UNINOVE, sob orientação da Professora Mestra Soraya Lodola de Moraes.

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Alex Santos Alves RA: 913104998 Cristina Furiotto RA: 313100727 Fabiana Rodrigues RA: 313105944 Juliana Chequi de Menezes RA: 313100582 Marilha Peixoto RA: 313104522 Rafael Martins Arcangelo RA: 313202526

PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS

TOCA DO AÇAÍ

Trabalho apresentado ao curso de Tecnologia em Marketing/UNINOVE, sob orientação da Professora Mestra Soraya Lodola de Moraes.

de

Novembro de 2013, pela

banca examinadora

Defendido

em

29

constituída

pela

professora:

Prof. Ms. Soraya Lodola de Moraes

UNINOVE Orientadora

3

Sumário

INTRODUÇÃO

 

8

1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA

9

1.1 EMPRESA

 

9

1.2 MISSÃO

9

1.3 VISÃO

9

1.4 VALORES

9

2 PERFIL E ESTRUTURA

10

2.1 ORGANOGRAMA

10

2.2 RESPONSABILIDADE DE CADA INTEGRANTE

11

2.3 PERFIL DOS EMPREENDEDORES

12

3 ANÁLISE AMBIENTAL

 

13

3.1 ANÁLISE AMBIENTAL EXTERNA

14

 

3.1.1 Microambiente

15

3.1.2 Macroambiente

25

3.2 ANÁLISE AMBIENTAL INTERNA

27

 

3.2.1 Pontos

fortes

27

3.2.2 Pontos

fracos

28

4 PLANO DE MARKETING

29

4.1

PRODUTOS

29

4.1.1 Descrição

29

4.1.2 Design

30

4.1.3 Tamanho e peso

30

4.1.4 Quantidade

30

4

4.1.6 Embalagem

30

4.1.7 Apresentação do produto

31

4.2 PREÇO

31

4.2.1

Custo

31

4.2.2

Preço de venda

32

4.3 PRAÇA

32

4.3.1

Ponto de Venda

32

5 PLANO DE RECURSOS HUMANOS

33

5.1 PLANEJAMENTO

33

5.2 SUPRIMENTO DO QUADRO

34

5.2.1 Recrutamento

34

5.2.2 Seleção

34

5.2.3 Contratação

34

5.2.4 Integração

34

5.3 DESENVOLVIMENTO DE RH

35

5.3.1 Treinamento

35

5.3.2 Plano de carreira

35

5.4 FOLHA DE PAGAMENTO

36

6 PLANO FINANCEIRO

37

6.1 INVESTIMENTOS

37

6.1.1 Máquinas e equipamento

37

6.1.2 Móveis e utensílios

38

6.1.3 Matéria-prima e estoque

38

6.1.4 Infraestrutura

39

6.2 CUSTOS FIXOS

39

6.2.1

Folha de pagamento

39

5

 

6.2.3 Luz, água e condomínio

40

6.2.4 Telefone

40

6.2.5 Seguro

40

6.2.6 Outros custos

40

6.3 CUSTOS VARIÁVEIS

41

 

6.3.1

Calculo da porcentagem de custos variáveis

41

6.4 IMPOSTOS

41

 

6.3.1

Alíquota do Simples Nacional para o comércio

42

6.5 ESTIMATIVA DE FATURAMENTO

42

6.6 FLUXO DE CAIXA

43

6.7 PONTO DE EQUILÍBRIO

45

 

6.7.1 Identificação

45

6.7.2 Calculo da necessidade de giro

46

6.8 CAPITAL SOCIAL

46

7

PLANO OPERACIONAL

47

7.1 PLANO DE ATENDIMENTO

47

 

7.1.1 Diferenciais de atendimento

47

7.1.2 Layout

47

7.1.3 Fluxograma

48

7.2 PLANO DE OPERAÇÃO

49

 

7.2.1 Qualidade

49

7.2.2 Layout

49

7.2.3 Fluxograma

50

7.3 LOGÍSTICA

 

50

 

7.3.1 Pontos críticos

50

7.3.2 Fluxograma

51

6

 

7.4.1 Capacidade máxima de produção/atendimento

51

7.4.2 Gargalo de produção

52

8

PLANO TECNOLOGICO

53

8.1

TECNOLOGIAS UTILIZADAS

53

 

8.1.1 Produção

53

8.1.2 Atendimento

53

8.1.3 Financeiro / Compras / Estoque

53

8.1.4 Recursos Humanos / Adm

54

9

REGULAMENTAÇÃO DO NEGOCIO

55

9.1 CONTRATO SOCIAL

55

9.2 LEGISLAÇÃO DE ACORDO COM O SETOR

60

10

VIABILIDADE

70

 

10.1 ANÁLISE DA PESQUISA DE CAMPO

70

10.2 PONTOS POSITIVOS DO PLANO

72

10.3 PONTOS NEGATIVOS DO PLANO

73

10.4 AÇÕES DE MELHORIAS / AJUSTES

73

CONCLUSÃO

 

74

BIBLIOGRAFIA

75

ANEXOS

77

7

SUMÁRIO EXECUTIVO

No ambiente que queremos inserir nossa empresa, há uma deficiência muito grande se tratando de alimentação saudável e natural, procuramos assim atacar diretamente esse nicho de mercado com a nossa empresa “Toca do Açaí”, tendo nosso publico alvo estudantes universitários, com idade entre 17 e 40 anos que frequentam a Universidade Nove de Julho campi Vila Maria. Baseado em nossas pesquisas há uma deficiência muito grande nesse ambiente relacionado a esse setor alimentício, muitos dos entrevistados disseram sentir falta de um alimento saudável, assim propomos uma solução a esse problema localizado criando uma empresa que se posicione nesse nicho.

Os fundadores da “Toca do Açaí” todos têm experiência no setor que assumirão dentro do nosso empreendimento, mas principalmente contamos com gerente e funcionários treinados e especializados em atendimento ao cliente, com uma das sócias já tendo integrado o quadro de gerente da rede de fast food Mc Donalds, nos proporcionando assim uma grande vantagem competitiva.

Nosso mercado de atuação, apesar da alta da inflação puxada pelo aumento no setor primário de alimentação, se mantém praticamente estável, não prejudicando o setor de serviços e refeições, o que dá uma grande segurança para investimentos na área. O nosso ambiente também conta com grandes concorrentes, porém nenhum está no segmento de alimentação natural, temos somente um concorrente que está inserida no negócio de gelados, porém vendem produtos industrializados, que não atendem o mesmo público consumidor que o nosso produto.

Para ser fundada nossa empresa necessita de um investimento inicial de R$71.214,00, que será utilizado em custos iniciais de estoque e infraestrutura e também como capital de giro para subsidiar-nos nos 10 primeiros meses de empresa, pois no 11º, segundo nossas projeções, já começaremos a lucrar e então nosso fluxo financeiro subirá vertiginosamente, garantindo grande retorno ao vosso investimento, e prevemos um grande potencial em nossa empresa, sendo um empreendimento que com certeza trará lucro a todos nós sócios e você, investidor.

8

INTRODUÇÃO

Por meio dessa apresentação, desenvolveremos a abordagem de um plano de negócios, e como ele direciona as melhores chances para negócios se concretizarem de forma mais coerente, correta e capacitada.

Através de pesquisas que realizaremos, iremos demostrar o perfil de nosso consumidor e sua preferência de consumo, assim poderemos realizar uma estratégia de venda contemplando esse target e, se a fizermos corretamente, iremos conquista-los e fideliza-los.

Para conseguirmos atender esse público, termos que montar um forte plano operacional, que contemple diversos setores que possam vir a ser um problema, desde o atendimento à logística de compra, assim como um plano de recursos humanos para poder viabilizar esse operacional.

Nosso plano financeiro terá que ser o mais completo possível, prevendo todos os cenários para evitar possíveis perdas que possam acarretar na falência da empresa, e assim seu fechamento. Precisa ser completo também para demonstrá-lo a nossos investidores para provar que é um negócio rentável e promissor.

9

1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA

1.1 EMPRESA

A Toca do Açaí é uma empresa direcionada ao ramo alimentício, segmentada para alimentos naturais, visando sempre uma alimentação saudável a seus clientes, tendo como diferencial prezar sempre a satisfação do cliente, garantindo produtos sempre frescos, com o melhor que há na natureza.

1.2 MISSÃO

Nossa missão é levar um produto natural de qualidade que proporciona um ganho de saúde e energia.

1.3 VISÃO

Temos como visão abrir um ponto de venda em cada cidade da região metropolitana de São Paulo dentro dos próximos 20 anos.

1.4 VALORES

A nossa empresa preza pelo melhor atendimento ao cliente e transparência com nossos funcionários.

Utilizar insumos de alta qualidade sempre prezando sua origem, obtendo sempre o mais natural dos produtos.

10

2 PERFIL E ESTRUTURA

2.1 ORGANOGRAMA

A empresa Toca do Açaí está divida em 04 cargos gerenciais:

Financeiro;

Administrativo;

Comercial;

Operacional.

Neste inicio de empresa, o único cargo gerencial que possui colaboradores de níveis inferiores é o setor operacional, que conta com dois funcionários para atendimento ao público, assim como preparação do produto.

Nesta forma, nosso organograma funcional fica disposto conforme a figura

2.1.

11

11 2.2 RESPONSABILIDADE DE CADA INTEGRANTE Com um quadro de funcionário reduzido para inicio da empresa,

2.2 RESPONSABILIDADE DE CADA INTEGRANTE

Com um quadro de funcionário reduzido para inicio da empresa, nós sócios da Toca do Açaí, tivemos de dividir as tarefas entre nós, ficando assim cada sócio responsável por um setor e por suas funções, conforme a tabela 2.1.

12

12 2.3 PERFIL DOS EMPREENDEDORES Como jovens empresários, temos um perfil empreendedor diferenciado, pois apesar da

2.3 PERFIL DOS EMPREENDEDORES

Como jovens empresários, temos um perfil empreendedor diferenciado, pois apesar da pouca idade, todos têm experiência nos setor que atuaremos, inclusive já trabalhando no setor alimentício. A seguir descreveremos brevemente nossos perfis.

Alex Santos Alves, aos 31 anos de idade, já trabalhou 14 anos no setor varejista, atuando como vendedor e assistente financeiro.

Cristina Furiotto, com 23 anos, tem grande experiência em gerenciamento do setor operacional, assim como controle de qualidade, pois tem vivência de 07 anos no setor, trabalhando em uma multinacional do setor de fast food, tornando-a uma escolha óbvia como gerente operacional.

Fabiana Rodrigues tem 31 anos com experiência em gerência de venda em uma empresa de telecomunicação, e por 04 anos gerenciando uma equipe de vendedores. Com esse currículo, assume então como gerente comercial.

13

Juliana Chequi de Menezes, na idade de 28 anos, tem ampla experiência no atendimento ao público, atuando nessa área a mais de 06 anos, treinada para traçar o perfil do cliente, trazendo um atendimento personalizado ao cliente.

Marilha Peixoto, com 25 anos, tem experiência com atendimento ao público, trabalhando nessa área por 03 anos em uma empresa de médio porte com filiais em diversos estados do país.

Rafael Arcangelo, aos 26 anos de idade, trabalhou por 07 anos com gerência de projetos e eventos, adquirindo assim vasta experiência em gestão de pessoas, confecção de relatório e contratos.

3 ANÁLISE AMBIENTAL

Em todo plano de negócio, uma das ferramentas mais relevantes, quiçá a de maior importância, é a análise ambiental SWOT (Strenghts, Weakness,

14

Opportunities, Threats), pois é através dessa que poderá ser determinado se o momento está propício para o início de uma nova empreitada, ou mesmo para

determinar o posicionamento de uma empresa já existente entre seus concorrentes

e

no seu mercado de atuação. Segundo Cordiolli o método SWOT:

é uma abreviatura de quatro focos de análise,

considerando os pontos fortes (objetivos alcançados, benefícios, satisfação); pontos fracos (dificuldades, fracassos, descontentamento); oportunidades (capacidade sem exploração, ideias de melhoramento) e ameaças (contexto adverso, oposição, resistências contra mudança).” 1

A análise ambiental é constituída de duas etapas: a análise ambiental externa

e

a análise ambiental interna, que analisaremos a seguir.

3.1 ANÁLISE AMBIENTAL EXTERNA

A análise ambiental externa, avaliada pela análise SWOT, especialmente pelas letras “O” e “Tda sigla, que nos ajudam a determinar as oportunidades e as ameaças que podem ser encontradas ao longo de um empreendimento, ou seja, verifica as dificuldades e facilidades que um empresário ou desenvolvedor de um produto pode deparar e que não dependem de ações próprias para ocorrerem ou para serem solucionadas, como por exemplo, o aquecimento de um determinado setor da economia, que pode ou não atingi-lo, o aumento e diminuição de um imposto, ou de fatores determinantes como climáticos, infraestrutura nacional, políticos, socioculturais, concorrente, clientes, etc.

Essa análise é subdividida em dois níveis: o microambiente e macroambiente.

1 (CORDIOLI, 2001)

15

3.1.1 Microambiente O microambiente é tudo o que influencia a empresa, porém em uma esfera mediana, ou seja, entre o sistema interno do negócio e o macroambiente, quer seja essa influência dada por consumidores, fornecedores, intermediário e/ou concorrentes. Esses fatores influenciam grandemente o empreendimento, afetando suas habilidades em atender seu público. Apesar de aparecerem ameaças, devemos minimiza-las o máximo possível, mesmo não exercendo um poder direto aos mesmos agentes, podemos diminuí-los com muito estudo de mercado e pesquisa.

a) Clientes a1. Descrição:

Nossos clientes são jovens e adultos com idade entre 17 e 35 anos, que em sua maioria, têm dupla jornada, trabalhando durante o período diurno e cursando uma universidade no período noturno, e que devido a esse cotidiano atribulado, os compradores de nosso produto são pessoas que necessitam de uma alimentação rápida, mas que consiga repor a energia perdida durante sua rotina diária, sendo assim um ótimo público-alvo para nossa empresa.

b1. Pesquisa de mercado; Nossa pesquisa de mercado foi realizada com uma amostragem de 42 pessoas, que foram questionadas com perguntas relacionadas com os restaurantes já existentes dentro da Universidade Nove de Julho, quais diferenciais os clientes buscam e o que achavam de uma lanchonete de produtos naturais, uma vez que não existe uma nessa praça. Foram realizadas 05 perguntas de múltipla escolha:

1)

Com qual frequência você consome os produtos da praça de alimentação?

a) Sempre (ao menos 15 vezes ao mês);

b) Quase sempre (de 10 a 15 vezes ao mês);

c) Algumas vezes (de 05 a 10 vezes ao mês);

16

d) Quase nunca (de 01 a 05 vezes ao mês);

e) Nunca.

2)

Qual sua opinião sobre os valores cobrados pelos restaurantes?

a) Muito caro;

b) Caro;

c) Normal;

d) Barato;

e) Muito barato.

3)

O que você acha da diversidade produtos encontrados?

a) Alta;

b) Normal;

c) Baixa.

4)

Que tipo de alimento você gostaria nessa praça de alimentação?

a) Rápido e comum;

b) Nutritiva e natural;

c) Demorada e elaborada;

d) Doce e calórica;

e) Saborosa e revigorante.

5)

Qual seria sua frequência se fosse inaugurada uma lanchonete que somente servisse produtos naturais e frescos, como açaí?

a) Sempre (ao menos 15 vezes ao mês);

b) Quase sempre (de 10 a 15 vezes ao mês);

c) Algumas vezes (de 05 a 10 vezes ao mês);

d) Quase nunca (de 01 a 05 vezes ao mês);

e) Nunca.

c1. Análise das preferências de consumo. Nesta breve pesquisa, conseguimos definir alguns parâmetros para iniciar nosso empreendimento. Há algumas perguntas de corte, ou seja, que nos davam dados que excluíam pessoas para nossa

17

pesquisa, finalizando ali nossa entrevista, como por exemplo, a pergunta 01, se o entrevistado respondesse a opção “e”, automaticamente encerrava a enquete, pois a mesma não consumia produtos da praça de alimentação. A seguir analisaremos as respostas através de gráficos:

1) Com qual frequência você consome os produtos da praça de alimentação?

você consome os produtos da praça de alimentação? Sendo essa uma pergunta de corte, para eliminarmos

Sendo essa uma pergunta de corte, para eliminarmos os consumidores que não utilizam os serviços da praça, prosseguimos nossa pesquisa com uma amostragem de 40 pessoas. Essa etapa nos mostrou que muitos alunos consomem dentro da própria universidade, mesmo sendo um pouco mais caro.

2) Qual

sua

opinião

restaurantes?

sobre

os

valores

cobrados

pelos

18

18 Da nossa amostragem de 40 pessoas, 50% dizem ser cara uma refeição dentro da universidade,

Da nossa amostragem de 40 pessoas, 50% dizem ser cara uma refeição dentro da universidade, o que nos dá a oportunidade de ter um preço diferenciado, embora, da mesma forma, pode ser uma ameaça, pois pode desestimular o consumo.

3) O que você acha da diversidade produtos encontrados?

3) O que você acha da diversidade produtos encontrados? 42% dizem ter uma diversidade normal entre

42% dizem ter uma diversidade normal entre os produtos oferecidos na praça de alimentação, isso significa que o nosso

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produto tem um diferencial por ser novidade e uma oportunidade por não haver concorrência direta.

4) Que

tipo

de

alimentação?

alimento

você

gostaria

nessa

praça

de

de alimentação? alimento você gostaria nessa praça de Essa é mais uma pergunta de corte, foi

Essa é mais uma pergunta de corte, foi necessária para podermos conhecer a demanda por nosso produto, de 40 entrevistados, 16 (40%) escolheram a opção “b” e “e”, que estão dentro do nosso negócio, ficamos sabendo assim qual o percentual que deseja nosso produto.

5) Qual seria sua frequência se fosse inaugurada uma lanchonete que somente servisse produtos naturais e frescos, como açaí?

20

20 Desses 16 participantes da pesquisa que restaram 75% disseram que iriam com certa frequência a

Desses 16 participantes da pesquisa que restaram 75% disseram que iriam com certa frequência a nossa lanchonete para consumir nosso produto, assim temos uma ideia mais clara sobre o nosso público e possibilidades de faturamento.

b) Concorrentes a1. Descrição; O espaço na praça de alimentação onde a Toca do Açaí esta localizada foi divida em dez espaços de igual tamanho, dispostas em diferentes posições, escolhidas aleatoriamente por sorteio, ficando nas posições marcada na figura 3.1 com identificadores de “A” a “J”.

aleatoriamente por sorteio, ficando nas posições marcada na figura 3.1 com identificadores de “A” a “J”.

21

Conforme a imagem acima, a posição designada a Toca do Açaí, foi a posição identificada com a letra “E”. Nossos concorrentes servem refeições diferenciadas assim como a nossa, porém nenhum serve o mesmo produto que o nosso, tornando- nos assim a única lanchonete a servir açaí em nosso ambiente. Os concorrentes estão descritos na tabela 3.1 abaixo, assim como a posição de seus estabelecimentos:

3.1 abaixo, assim como a posição de seus estabelecimentos: Temos como nosso principal concorrente a empresa

Temos como nosso principal concorrente a empresa Brasil Sorvetes, pois apesar de ser um produto divergente do nosso, também se enquadra no serviço de alimentos gelados. As posições designadas assim como o alimento que será preparado por cada concorrente é o que definirá as campanhas de marketing, ações promocionais e estratégias de vendas.

b1. Análise da concorrência. - Recanto do escondidinho é uma empresa que irá trabalhar com alimentos a base de batata, tentando atingir assim o público-alvo com preferências para alimentos salgados e quentes, provavelmente um cliente que costuma ter tempo para uma refeição mais elaborada, indicando assim um consumidor de faixa etária mais alta, seu principal ponto forte é a falta de concorrência direta, e a o principal ponto fraco é a forma de armazenagem do produto.

22

- Cupcake da Vovó uma empresa voltada para o segmento alimentício doce que terá como produto de venda bolos, tendo como

consumidor potencial um público feminino e jovem que preferem uma alimentação rápida, tem como ponto forte ser a única empresa a servir bolos, e como ponto fraco um produto muito segmentado, diminuindo assim suas possibilidades de vendas.

- Incha Bucho uma lanchonete que servirá salgados, do tipo esfihas

fechadas, coxinhas e kibes, atingindo assim o cliente que procura uma

alimentação rápida, porém que não está muito preocupado com uma alimentação saudável, pois está procurando somente um paliativo como alimentação, tendo como ponto fraco a alta concorrência e como ponto forte a facilidade e o alto rendimento da produção de seu produto. - Gula Salgados outro restaurante que terá como opção servir salgados em seu cardápio, atingindo assim o público mais jovem que procura uma alimentação rápida, tendo como ponto forte o alto

rendimento de sua refeição, e como ponto fraco a alta concorrência, tendo que realizar uma forte estratégia de promoção.

- Brasil Sorvetes apesar de serem produtos diferentes, temos essa

empresa como nossa maior concorrente, por se tratar de uma empresa do segmento de gelados, atingindo possivelmente o mesmo público-

alvo, tem como ponto forte o fácil preparo do produto e como ponto fraco a dificuldade de armazenagem do mesmo.

- World Drinks é uma empresa voltada para o segmento de bebidas,

assim como nossa empresa, se aproveitará da sazonalidade para vender seu produto, oferecendo produtos como bebidas para jovens, atingindo assim um grande público, tem como ponto fraco a localização

escolhida para estabelecer sua empresa e como ponto forte a facilidade de preparo de seu produto.

- P. Queijinho uma lanchonete que servirá pães de queijo, tendo

assim um produto de alta produtividade, sendo esse seu ponto forte, e

é voltada para um público que tem a necessidade de uma alimentação rápida, se ponto fraco se caracteriza pela alta concorrência.

23

- Lanchex estabelecimento que servirá lanches como produto,

aproveitando-se de um público jovem e que necessita de agilidade em sua refeição, sem que haja grandes perdas nutricionais, tem como ponto forte a localização escolhida, e como ponto fraco os insumos de alto custo.

escolhida, e como ponto fraco os insumos de alto custo. - Toca do Açaí – depois

- Toca do Açaí depois de realizada as análises de nossos

concorrentes, nós teremos uma visão clara de como nossa empresa se sobressai em relação aos concorrentes, como por exemplo, o nosso produto não tem um concorrente direto, embora exista outra empresa que irá trabalhar no segmento de gelados, o produto concorrente não provê uma alimentação natural e com proteínas, tornando assim o

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nosso produto superior por ser rico em nutrientes e energia. Temos como localização uma boa praça, com uma ótima visibilidade de nosso negócio e um amplo espaço para trabalhar o operacional, como filas, preparação do produto, espaço que nem todos os estabelecimentos disporão. Nosso principal ponto de fraqueza em relação a alguns concorrentes será em relação à armazenagem de nosso alimento, por se tratar de um alimento que deverá ser servido gelado, dificultando os procedimentos de transporte e logística, porém superado esses pequenos problemas, temos confiança que nosso produto será muito bem recebido por nossos consumidores.

c) Fornecedores a1. Descrição; Os custos com os fornecedores é um dos maiores problemas que uma empresa pode ter, seja no custo do material, onde tornará o produto final mais caro, seja com opções de fornecimento, para não ter problemas com entregas, podendo assim recorrer a outro fornecedor quando um primeiro estiver com falta de material. Esses problemas tornam o setor de compras de uma empresa um dos principais, pois é este setor que será a linha de frente para diminuição de custos, podendo obter assim uma margem de lucro maior. Pensando nisso, nossa empresa elaborou uma tabela (tabela 3.3) de fornecedores onde está descrita a escolha do mesmo para todos os insumos assim como seus possíveis substitutos. Nesta tabela o custo foi convertido de quilograma para grama, pacote para unidade, a fim de ter uma melhor visualização do custo.

25

25 b1. Análise dos fornecedores. Os fornecedores que escolhemos estão destacados em azul na tabela 3.3,

b1. Análise dos fornecedores. Os fornecedores que escolhemos estão destacados em azul na tabela 3.3, foram escolhidos estes, pois possuíam pelo menos um dos seguintes critérios:

- Custo dos insumos mais baixos do que os concorrentes;

- Facilidade na logística de entrega;

- Parceria com empresas, faturando assim os pedidos de compras em

28/42 a data de pagamento, possibilitando melhorar nosso capital de giro. As únicas exceções à regra de logística são os fornecedores “Mercado Taka” e “Fabia e Simone Embalagens”, que se encontram na cidade de Arujá/SP, mas os preços baixos compensam a compra da matéria- prima em outra cidade.

3.1.2 Macroambiente O macroambiente é o sistema mais externo da análise ambiental, pois compreende diversos contextos que a empresa pouco pode influenciar, tendo que, na massiva maioria do tempo, se adaptar a essas mudanças que podem se tornar

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ameaça ou oportunidade, dependendo do ramo que a empresa trabalha e da sua capacidade de desenvoltura. Para Tavares (2007), “o macroambiente é constituído por variáveis ou forças incontroláveis que ‘condicionam’ as ameaças e as oportunidades da organização” 2 .

Essas forças são conhecidas pela sigla PESTN (Políticas, Econômicas, Socioculturais, Tecnológicas e Naturais), tendo a empresa que sempre monitorar essas mudanças, para então conduzir seu negócio de forma mais maleável.

a1. Análise do setor.

Em 2013, o setor alimentício teve dois grandes solavancos, o primeiro foi o aumento dos insumos para plantação dos alimentos, o que gerou uma forte alta nos preços de compras ao consumidor final. Segundo o jornal Folha de São Paulo, em matéria publicada em julho deste ano, esse aumento foi causado pela própria inflação em outros setores de produção.

A disparada da inflação já causa estragos na produção

de alguns setores da indústria sobretudo o de alimentos.

De abril para maio, o ramo registrou queda de 4,4%, a

de maior impacto no índice geral da indústria, segundo o

IBGE3 .

Esse comportamento da economia faz com que os preços das mercadorias subam a preços muito elevados diminuindo a capacidade de compra dos clientes, também conforme o jornal Folha de São Paulo:

O custo de vida maior também reduz a chamada renda

disponível das famílias, que têm de gastar mais para

comprar a mesma cesta habitual de consumo. Desse

modo, sobra menos dinheiro para outros gastos.4 .

Apesar desse aumento na inflação, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), citando uma reportagem do jornal O Tempo, avaliou que as refeições em bares e restaurante tiveram queda na

inflação “[

refeições em bares e restaurantes, que apesar de contribuir

]

2 (TAVARES, 2007)

3 (Folha de S.Paulo, 2013) 4 (Folha de S.Paulo, 2013)

27

com a alta do IPC-S teve decréscimo, passando de 0,80% para

seus consumidores, não sofrendo uma perda grande em serviços.

5 , isso indica que o setor mantém certo equilíbrio na relação com

0,66%

Com essas informações podemos identificar que o serviço de restaurantes está em crescimento, apesar da alta da inflação, ainda é um setor onde se vale a pena investir.

3.2 ANÁLISE AMBIENTAL INTERNA

A análise ambiental interna de uma organização compreende no levantamento de suas fraquezas e forças, ou seja, saber onde estão seus pontos fracos, para assim corrigi-los e diminuir sua possível perca de consumidores, e seus pontos fortes, para entender se seus recursos estão sendo plenamente utilizados, e, se não estiverem, entender o porquê. Segundo o autor Almeida (2003) 6 : para uma correta analise das forças e fraquezas, é preciso que alguns passos sejam seguidos:

a) Determinar os fatores considerados chave para o sucesso da empresa e que criarão um diferencial competitivo em relação a outras empresas. Estes fatores são chamados de Fatores Críticos de Sucesso (FCS);

b) Comparar os FCS da entidade com os de concorrentes ou semelhantes;

c) Identificar os pontos fortes e fracos da empresa em relação à concorrência;

d) Formular estratégias que visem ao máximo aproveitamento das potencialidades e minimização das fraquezas.

3.2.1 Pontos fortes. Nossa empresa preza em primeiro lugar pela qualidade de nossos serviços e pela satisfação de nossos consumidores, dessa forma podemos destacar os nossos pontos fortes:

5 (O Tempo, 2013) 6 (ALMEIDA, 2003)

28

Qualidade no atendimento, procurando sempre satisfazer os desejos de nossos consumidores, tornando-os fiéis ao nosso estabelecimento;

Insumos naturais e frescos, para ter sempre um produto da mais alta qualidade proporcionando um melhor aproveitamento dos alimentos;

Experiência no setor, temos em nosso quadro de gerência pessoas que já trabalharam com atendimento ao público no setor de alimentação, portanto temos o know-how do segmento;

Fornecedores confiáveis, com parcerias fortalecidas, dessa forma raramente nós teremos problemas com logísticas;

Segmento com baixa concorrência, em nosso ambiente, pois somos o único estabelecimento a fornecer o produto açaí.

3.2.2 Pontos fracos. Apesar de trabalharmos ao máximo para eliminação dos pontos fracos, não se pode dizer que inexistem e que são;

Dificuldade de logística, apesar da parceria dos fornecedores, alguns deles encontram-se em outra cidade, ocorrendo certa demora na entrega da matéria prima;

Dificuldade de armazenagem, por não haver a possibilidade de utilizar eletricidade em nosso estande, há dificuldade de armazenamento de nosso produto que deverá ser servido gelado;

Falta de estrutura, por limitação do espaço fornecido pela Universidade Nove de Julho para estabelecer nossa empresa, existem problemas para criação de promoções para cativar o público;

Opção de pagamento, por determinação da praça de alimentação, só podemos aceitar uma única forma de pagamento, diminuindo assim as possibilidades de vendas.

29

4 PLANO DE MARKETING

Através de nosso levantamento ambiental, temos como desvencilhar os caminhos do plano de marketing, essa é uma etapa a ser elaborada com muita cautela, pois poderá se tornar uma grande perda para uma empresa se feita com pouco esmero.

Para esse plano levaremos em consideração composto de marketing formulado por Jerome McCarthy em seu livro Basic Marketing (1960), onde o autor buscou demonstrar os quatro pilares do plano de marketing: produto, preço, praça e promoção, conhecidos como os 4P’s de marketing.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), define que “a estratégia de marketing permite definir como sua empresa atingirá seus objetivos e metas e gerenciará seus relacionamentos com o

mercado

7 .

4.1 PRODUTOS

Um produto pode ser classificado em duas frentes, uma como tangível, que são os produtos que compramos e outra como intangível, que são os serviços que contratamos. O SEBRAE define produto como “Um produto é o bem que é ofertado numa transação comercial e deve dispor de características essenciais às necessidades do consumidor” 8 . Já para Philip Kotler “Produto é algo que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo” 9 .

4.1.1 Descrição Nosso produto consiste em um alimento com altos valores nutricionais por ser praticamente servido somente com produtos naturais, serviremos uma porção de

7 (SEBRAE, 2005)
8

9 (KOTLER, 2000, p. 416)

(SEBRAE, 2005)

30

120 gramas (g) de açaí, em copos de isopor descartáveis para ajudar a manter a temperatura, terá pedaços de banana (cerca de 60 gramas), granola (cerca de 60 gramas) e leite condensado (cerca de 30 gramas), será entregue junto do produto uma colher descartável de plástico e uma folha de guardanapo.

4.1.2 Design Nosso produto possui cor roxa, característica da fruta, é uma substância

pastosa por ser batido. Terá pedaços de banana da cor creme e grãos amarronzados da granola.

4.1.3 Tamanho e peso

Cada porção de nosso produto terá cerca de 250g, a embalagem tem 07 centímetros (cm) de altura e 12 cm de circunferência, considerando o meio do copo.

4.1.4 Quantidade

Para essa demonstração de nosso produto, levaremos 17 porções de açaí, um recipiente para acomodação da granola, um para a banana, já picada, e outro para acomodação do leite condensado.

4.1.5 Prazo de validade Por se tratar de um produto gelado, natural e com frutas, aconselhamos o

consumo imediato das porções que serão vendidas.

4.1.6 Embalagem

Serão servidos em copos de isopor descartáveis com tampas de isopor para manter a temperatura, com uma colher de plástico, também descartável, para ser

consumido e uma folha de guardanapo.

31

4.1.7 Apresentação do produto

Nosso açaí será entregue aos nossos consumidores em um copo de isopor, com uma colher de plástico para ser consumido e uma folha de guardanapo, que serão dispostos na bancada.

4.2 PREÇO

Sendo preço o principal viabilizador da compra no mercado brasileiro, os consumidores tendem a buscar o produto mais barato, porém o SEBRAE define

como “Preço é quanto o seu produto [

aquele que os custos do produto ou serviço e ainda proporciona o retorno desejado

pela empresa” 10 .

o preço ideal é

]

vale para o consumidor. [

]

4.2.1 Custo

Buscando sempre o menor custo de matéria prima do produto, para assim maximizar os lucros e oferecer um preço competitivo no mercado, cada porção do nosso açaí custa R$1,70. Os valores de custo de cada insumo estão descritos na tabela 4.1, onde temos três seções, uma com o preço total do produto, a segunda com o preço convertido em unidade de cada produto e uma terceira, demonstrando o valor pela quantidade utilizada do insumo no produto final.

produto e uma terceira, demonstrando o valor pela quantidade utilizada do insumo no produto final. 1

10 (SEBRAE, 2005)

32

4.2.2 Preço de venda

O nosso açaí terá como preço de venda o valor de R$3,00, montante esse

que foi estabelecido pela direção da praça de alimentação, tornando assim um ambiente de concorrência leal. Esse preço será pago através de fichas (ou

equivalentes) que serão distribuídas pela direção da praça.

4.3 PRAÇA

A praça no mix de marketing tem o papel de demonstrar toda a cadeia de

distribuição do produto no mercado, desde sua produção até a entrega ao consumidor final, passando pelos intermediários como os revendedores.

a

operacionalização do seu negócio, ou seja, como o produto será colocado a

disposição de seu cliente. A localização e estrutura adequadas, canais de distribuição de seu produto” 11 .

O

SEBRAE

nos

mostra

que

“Praça

diz

respeito

a

como

será

4.3.1 Ponto de Venda

Nossa praça de alimentação está localizada na Rua Guaranésia, 425 no bairro Vila Maria, São Paulo/SP. Neste endereço funciona a Universidade Nove de Julho e estamos estabelecidos no 7º andar do prédio B, sala 707, ponto de venda “E”.

Com uma praça privilegiada, temos um espaço de cerca de 3 m² para estruturar nosso estande de venda, onde iremos colocar um isopor de suporte para nivelar a mesa, será utilizado uma toalha de tecido roxo, com uma toalha de tecido amarela como babado de decoração. Iremos montar um cartaz de papel cartão roxo com o logo da empresa. Nossos colaboradores estarão uniformizados com roupas pretos, traremos uma lixeira onde serão depositados os resíduos.

33

5 PLANO DE RECURSOS HUMANOS

O quadro de funcionários é um ponto muito importante e deve ser dedicado

tempo a ele. Após definido o negócio da empresa, analisado o ambiente e definido seu plano de marketing, é hora de pensar nos colaboradores para fazer a ideia acontecer. Conforme dito anteriormente, nossa empresa começará com apenas os sócios trabalhando, mas, à medida que temos que aumentar nosso faturamento, nós teremos que contratar outros funcionários, para assim a empresa começar a crescer.

Segundo Idalberto Chiavenato 12 , para iniciar o negócio, precisamos ter o pessoal devidamente preparado contratado, integrado e treinado para desenvolver as diversas tarefas e atividades da empresa.

5.1 PLANEJAMENTO

O planejamento de um quadro de funcionários, não é um processo fácil e

rápido, é preciso ter uma visão de onde a empresa quer chegar para poder selecionar bem os colabores que irá ajudá-lo a chegar lá, seja contratando mão de obra já capacitada, seja treinando a que está empregada, alias, o treinamento deverá ser sempre realizado, mesmo com função de reciclagem de conhecimento.

Chiavenato nos ensina que:

“Uma excelente equipe não é formada ao acaso. Ela

precisa ser construída dia-a-dia. Isso requer um grande

investimento de tempo e de concentração por parte do

empreendedor.” 13

Segundo o SEBRAE, “As pessoas formam o diferencial por meio do qual uma empresa aprende, cresce e melhora continuamente, e, simultaneamente, reduzindo custos e proporcionando a satisfação dos proprietários e dos seus clientes.14

12 (CHIAVENATO, 2007)

13 (CHIAVENATO, 2005) 14 (SEBRAE, 2008)

34

5.2 SUPRIMENTO DO QUADRO

5.2.1 Recrutamento Nossa empresa recruta seus novos colaboradores via sites de internet

voltados à procura de emprego e indicações de conhecidos.

5.2.2 Seleção

Nossa seleção de currículos recrutados será feita através de entrevista feita pelo responsável pelo setor de RH e pelo gestor da área em que o funcionário irá trabalhar.

5.2.3 Contratação

Na contratação, o aplicante à vaga deverá fornecer a carteira de trabalho para comprovar experiência prévia no cargo que desempenhará e uma carta de recomendação do antigo emprego (somente para cargos de coordenador e acima deste), o documento RG (registro geral da união), o CPF (cadastro de pessoa física), o cadastro no PIS (Programa de Integração Social) e a ficha de antecedentes criminais, após a contratação, o funcionário deverá passar por um exame médico admissional, comprovando que não há nenhuma doença pré-existente.

5.2.4 Integração

Os novos colaboradores passarão por treinamentos, mostrando a missão, visão e valores da empresa, um treinamento de qualidade de serviço, serão apresentados ao colaborador todos os setores da empresa, e no seu setor de trabalho será promovido um almoço para sua integralização. No final de cada mês é realizada uma festa para os aniversariantes do mês e novos funcionários, fazendo com que estejam totalmente integrados ao quadro de funcionários da empresa.

35

5.3 DESENVOLVIMENTO DE RH

5.3.1 Treinamento Os colaboradores que entrarão em nosso quadro passarão por um período de

uma semana de treinamento, estes compreenderão as seguintes áreas:

- preparação do posto de trabalho;

- apresentação do posto de trabalho;

- prática de fluxo de trabalho;

- acompanhamento do desempenho do colaborador.

aos

padrões da empresa, para assim podermos oferecer sempre um serviço de

qualidade aos nossos clientes.

Com

esses

treinamentos

esperamos

adequar

o

novo

colaborador

5.3.2 Plano de carreira

Nossa empresa oferece plano de carreira, com promoções automáticas entre cargos de mesmo nível, porém com status diferenciado como operador júnior, pleno

e sênior, todos os colaboradores que entram na empresa começam como juniores, após 06 meses, progridem para plenos, para então após 02 anos passarem para sêniores.

Para mudanças de níveis, temos uma política de meritocracia, ou seja, um operador sênior que se destaque, pode progredir para um supervisor baseado em seus méritos dentro da empresa. Nesses moldes, quando abrimos vagas para cargos de níveis mais altos, primeiro procuramos em nosso quadro um colaborador com o perfil desejado e com capacidade de assumir tal função, se não encontrado, procuramos em sites e empresas de recrutamento.

36

5.4 FOLHA DE PAGAMENTO

A folha de pagamento de uma empresa deve sempre contemplar dados que vão alem de cargos e salários, uma vez que as políticas trabalhistas brasileiras posicionam diversos direitos aos funcionários contratados, como o pagamento de 94% do vale-transporte (6% é descontado do funcionário), o pagamento de 13° salário, férias, que corresponde a um terço do rendimento do funcionário e encargos trabalhistas (59,02% do salário).

Somente com todas as informações de descontos, taxas e direitos dos funcionários que podemos ter clareza do custo que um funcionário representa para empresa. Nossa folha de pagamento esta disposta conforme a tabela 5.1

clareza do custo que um funcionário representa para empresa. Nossa folha de pagamento esta disposta conforme

37

6 PLANO FINANCEIRO

O planejamento financeiro tem como principal função gerar informações sobre a saúde financeira da empresa, ou seja, se estamos tendo lucro ou prejuízo, se estamos em momento para investir na empresa para que aumente ou se devemos segurar o crescimento por um tempo.

Quando estamos planejando uma empreitada, o plano financeiro se torna uma previsão de faturamento, para podermos verificar se o negócio é possível e se será rentável ou não. Para isso devemos realizar todo o levantamento dos custos iniciais (investimento), custos fixos e variáveis e o quanto estimamos faturar prevendo os diversos cenários que possam ocorrer ao longo do caminho.

Conforme nos explica Chiavenato 15 , gerenciar as finanças é tentar fazer com que os recursos financeiros sejam lucrativos e líquidos ao mesmo tempo, ou seja, obter o melhor retorno possível do investimento e fazer com que sua conversão em dinheiro seja rápida.

6.1 INVESTIMENTOS

Neste subcapítulo especificaremos tudo que for necessário para iniciarmos nossas operações, sejam gastos com infraestrutura, máquinas e equipamentos, matéria-prima e móveis e utensílios.

Para iniciarmos nossas operações, precisamos de um investimento inicial de R$14.667,88, que serão divididos conforme demonstrados nos itens descritos abaixo.

6.1.1 Máquinas e equipamento Para iniciarmos nossas operações deveremos comprar como equipamento essencial 03 freezers horizontais com capacidade de 404 litros (L), com capacidade

15 (CHIAVENATO, 2007)

38

de armazenamento de 20 baldes de 20L de açaí já batido, que serão adquiridos conforme forem necessários, sendo um para a loja e os outros dois para a cozinha e uma caixa registradora para a lanchonete, para controle de entrada dos recebimentos, conforme a tabela 6.1.

controle de entrada dos recebimentos, conforme a tabela 6.1. 6.1.2 Móveis e utensílios Como móveis e

6.1.2 Móveis e utensílios

Como móveis e utensílios compraremos mesa, balcões, cadeiras e banquetas, para montar nossa lanchonete, como temos um espaço limitado de 3m², não podemos ampliar muito os móveis utilizados. Compraremos talheres, para a cozinha e também para o restaurante, que serão usados para servir as porções e materiais de limpeza, balcões com armário interno, mesas e cadeiras/banquetas. Os

custos estão descritos na tabela 6.2.

Os custos estão descritos na tabela 6.2. 6.1.3 Matéria-prima e estoque Para iniciarmos nossas

6.1.3 Matéria-prima e estoque

Para iniciarmos nossas atividades, primeiro precisaremos comprar a matéria- prima para produzirmos nosso produto. Os insumos necessários foram descritos no capítulo 04 (tabela 4.1) deste plano. Conforme nosso fluxo de caixa (tabela 6.4),

39

podemos verificar que o valor

R$5.269,38.

necessário para esse

estoque inicial será de

6.1.4 Infraestrutura

Para nossa lanchonete começar a atender os clientes, precisaremos investir também em infraestrutura, como as ligações elétricas, fiações, encanamentos, etc.

Considerando os preços vigentes no mercado uma reforma simples desses pontos, num espaço como o que temos disponível, saí por R$2.000,00.

6.2 CUSTOS FIXOS

Os custos fixos compreendem todos os custos que não estão diretamente relacionados com a produção e, principalmente, não estão relacionados com a quantidade de produto vendido.

Nossa projeção inicial de custos fixos está em R$13.044,12, que estão divididos entre folha de pagamento, aluguel, luz, água, etc. Esse valor é uma projeção inicial, que conforme for necessário aumentar a mão de obra, por exemplo, este custo irá aumentar, ou diminuir, ao passo que se acabe os custos com promoção. A seguir iremos demonstrar como será dividido o gasto com custos fixos.

6.2.1 Folha de pagamento

O gasto com folha de pagamento representa a maior parte dos custos fixos, nossa folha compreende o pagamento dos funcionários e sócios, (conforme tabela 5.1). Esse custo apesar de ser um custo fixo, por ser o mesmo por vários meses, é um custo variável, pois aumentará (ou diminuirá) conforme formos contratando (ou dispensando) funcionários. Nosso valor inicial será de R$ 8.954,12

6.2.2 Aluguel

O custo com aluguel estipulado em nossa praça de atendimento será de R$2.500,00, porém como necessitamos de uma cozinha para produção de nosso produto, teremos um acréscimo de R$600,00 nesse custo, totalizando R$3.100,00.

40

6.2.3 Luz, água e condomínio

Em nosso ponto de venda o gasto com água e luz de nosso restaurante já está sendo considerado dentro da taxa condominial que pagaremos mensalmente, e esta fixada no valor de R$520,00.

6.2.4 Telefone

Nosso gasto com telefonia não deverá ser grande, pois, por se tratar de venda direta ao cliente no balcão, utilizaremos o telefone mais para questões administrativas, e dentre os pacotes de minutos oferecidos pelas operadoras, escolhemos um de valor fechado e que dificilmente ultrapassaríamos a franquia proposta pelo plano, ficamos então com um custo mensal de serviço de telefone em

R$70,00.

6.2.5 Seguro

Seguros são muito importantes para uma empresa, pois nunca se pode prever um desastre ou um roubo, porém mesmo sabendo a tranquilidades que o seguro propõe, decidimos que nesse inicio de empresa não efetuaremos a contratação de nenhuma seguradora, no entanto revisaremos as propostas de seguro no segundo ano de empresa.

6.2.6 Outros custos

Como forma de divulgação de nosso negócio, mantemos regularmente uma propaganda na revista do bairro, assim como uma pequena distribuição de panfletos, inicialmente para apresentação de nossa lanchonete nos arredores e, posteriormente, para ter um aumento gradual nas vendas. Esse plano de promoção nos tem um custo inicial de R$400,00 considerando a panfletagem mensal (R$150,00) e a propaganda na revista local (R$250,00) que realizamos nos três primeiros meses do ano, após esse período continuamos somente com a panfletagem bimestral. No início de dezembro, decidimos fazer mais uma campanha na revista do bairro, aproveitando do fator verão, onde teremos mais consumidores.

41

6.3 CUSTOS VARIÁVEIS

Ao contrário do que ocorre nos custos fixos, os custos variáveis estão diretamente ligados ao faturamento, ou seja, a quantidade de produto vendida no período. Isso quer dizer que quanto mais vendermos, mais esses custos subirão.

Abaixo demonstraremos como projetamos esse custo.

6.3.1 Calculo da porcentagem de custos variáveis Como projeção de custos variáveis, utilizamos a seguinte fórmula:

Os determinantes para o calculo são os seguintes:

a) Custo do produto - R$1,70 a unidade;

b) Preço de venda R$3,00 a unidade.

Utilizando a fórmula descrita obtemos assim a porcentagem de gasto com custos variáveis que fica em 56,66%, com essa porcentagem, devemos multiplicar pelo valor faturado no período para obtermos assim o valor gasto, conforme pode ser verificado na tabela 6.4.

6.4 IMPOSTOS

Impostos são as cargas tributárias que devem ser pagas ao Estado a título de manutenção e investimento no país. Nossa empresa possui uma carga de relativamente baixa de imposto (se comparado a outros tipos de empresa) por se enquadrar no programa de microempresas denominado de “Simples Nacional” instituído pelo governo federal do Brasil.

42

6.3.1 Alíquota do Simples Nacional para o comércio Neste início de empresa, como nosso faturamento não é conhecido pelo governo, que utiliza a média anual para determinação da alíquota de imposto, realizaremos a projeção com o imposto mínimo cobrado para empresas do setor comercial de 4%, essa alíquota só poderá ser utilizada se seu faturamento bruto anual for de até R$180.00,00, acima disso deverá ser utilizado à alíquota de 5,47% (tributo que devemos considerar para o próximo período anual). Esta alíquota está considerando dois impostos, um é a Contribuição Previdenciária Patronal (CPP), que compreende 2,75% da alíquota e o outro é o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), interando com 1,25% da quantidade da alíquota. Nossos gastos com impostos mensais estão descrito na tabela 6.4.

6.5 ESTIMATIVA DE FATURAMENTO

Nossa projeção de faturamento levou em conta diversos fatores, como por exemplo, a estação do ano, pois, sabemos que no inverno nossas vendas diminuiriam e aumentariam no verão, o gargalo de produção, onde após a contratação de mais um colaborador nosso faturamento aumentou, pois pudemos vender mais produtos, e o fator promocional, onde realizamos campanha em revistas e panfletagem em determinados períodos.

Na nossa tabela de faturamento (tabela 6.3) demonstra o faturamento mensal, a diferença no aumento do faturamento, em percentagem, assim como o aumento acumulado anual, também em percentagem.

43

43 6.6 FLUXO DE CAIXA O fluxo de caixa demonstra o histórico financeiro da empresa, e,

6.6 FLUXO DE CAIXA

O fluxo de caixa demonstra o histórico financeiro da empresa, e, se realizado corretamente, nos indica as opções de caminhos que poderemos seguir. Nosso fluxo financeiro demonstra a projeção de um ano de empresa, qual é a estimativa de faturamento, custos fixos e variáveis e gastos com impostos, nos entregando no final de cada mês o nosso lucro (ou prejuízo) líquido. Podemos verifica-lo conforme a tabela 6.4 abaixo.

44

44 Através desse fluxo podemos extrair diversas informações, como nosso ponto de equilíbrio, por exemplo. A

Através desse fluxo podemos extrair diversas informações, como nosso ponto de equilíbrio, por exemplo.

A seguir, preparamos um gráfico (gráfico 6.1), que demonstra a curva do fluxo de caixa, onde será mais fácil visualizar as projeções de faturamento.

(gráfico 6.1), que demonstra a curva do fluxo de caixa, onde será mais fácil visualizar as

45

Com ajuda deste gráfico podemos visualizar melhor os meses em que teremos mais dificuldade de venda (junho, julho e agosto) que são meses em que estaremos no inverno, contando que seja um inverno mais rigoroso, nosso faturamento será mais baixo, apesar de continuar em crescimento. Também no mês de julho pode-se verificar uma pequena inclinação para baixo em relação a junho, esta se refere ao gasto com uma campanha de promoção que realizamos.

Podemos observar que entre o mês de outubro e novembro tivemos alta considerável em nosso faturamento, essa alta se deve a dois fatores, primeiro ao inicio do verão, onde nossas vendas sobem vertiginosamente, segundo a contratação de mais funcionário, pois já antevendo esse aumento nas vendas, percebemos que havia um gargalo e que não conseguiríamos suprir todos os pedidos por falta de mão de obra de produção. Mesmo com a contratação de outro colaborador, nosso faturamento deverá cobrir esses gastos e nos trazer lucro.

6.7 PONTO DE EQUILÍBRIO

O ponto de equilíbrio é importante para auxiliar o empresário a identificar em que momento da quantidade de vendas ele poderá pagar suas contas e ainda ter uma margem de lucro, mesmo que pequena. Para Chiavenato 16 o ponto de equilíbrio mostra o momento em que as vendas pagam as despesas e começam a gerar lucro.

6.7.1 Identificação Conforme pode ser verificado na tabela 6.4, a empresa Toca do Açaí atingirá seu ponto de equilíbrio em novembro do ano corrente, quando irá atingir o faturamento de R$35.620,00 e terá um lucro líquido de R$65,00.

16 (CHIAVENATO, 2007, p. 251)

46

6.7.2 Calculo da necessidade de giro Conforme levantamos com as informações da tabela 6.4, a necessidade que temos de giro é de R$56.549,09.

Esse montante será utilizado para pagamento de contas, sejam de folha de pagamento, imposto, custos fixos ou variáveis. É esse valor que precisaremos para manter a empresa enquanto esta não puder pagar as contas somente com suas vendas, o que ocorrerá quando atingirmos seu ponto de equilíbrio.

6.8 CAPITAL SOCIAL

O capital social são os recursos financeiros fornecidos pelos acionistas, deve ser descrito no contrato social da empresa e é necessário para o início das operações do empreendimento. Conforme a empresa aumenta seus lucros, pode ser repassada parte desses lucros para o capital social, aumentando o porte da empresa.

Para constituir nossa empresa, precisaremos do montante de R$71.213,97, que será arredondado para R$71.214,00, valor esse que compreende o investimento inicial feito para compra de materiais, matéria-prima, infraestrutura, móveis, etc e a projeção de capital de giro necessário para manter a empresa enquanto não atingimos nosso ponto de equilíbrio. O capital social é a soma dos seguintes fatores:

a) Investimentos

R$14.667,88

b) Capital de giro

R$56.546,09

47

7 PLANO OPERACIONAL

7.1 PLANO DE ATENDIMENTO

Nossos colaboradores são treinados para oferecer um atendimento cordial, sempre se apresentando primeiro, aproximando o cliente para uma relação mais amigável, facilitando a apresentação dos nossos produtos, que serão mostrados através de um cardápio. O caixa registra o pedido e recebe o pagamento, após isso

o caixa agradece, entrega uma senha de chamada e orienta o cliente a esperar a

senha ser chamada no painel eletrônico, e avisa o consumidor que após a chamada da senha, deve retirar o pedido no balcão ao lado. Nossas atendentes executando o pedido da forma mais rápida, contanto que não haja perda na qualidade, entrega o produto agradecendo a preferência. O cliente então pode decidir se vai consumir o produto nos espaços que disponibilizamos (contanto que estejam disponíveis) ou poderá levar para consumir no seu caminho.

7.1.1 Diferenciais de atendimento

Nossos diferencias são os atendimentos com simpatia, cordialidade, agilidade

e respeito. Somos muito curiosos para saber a opinião de nossos clientes, por isso sempre queremos saber se estamos fazendo tudo certo e o que acham sobre nossos serviços e produtos.

7.1.2 Layout

A disposição que usaremos está disposta na figura 7.1. Como havíamos somente um espaço de 3m², não pudemos dispor de muitas mesas e cadeiras para nossos cliente, mas mesmo assim consideramos uma mesa e banquetas para nossos clientes que decidirem consumir o nosso produto in loco.

48

48 7.1.3 Fluxograma Neste fluxograma (imagem 7.2) consideramos o processo de atendimento ao cliente, desde sua

7.1.3 Fluxograma Neste fluxograma (imagem 7.2) consideramos o processo de atendimento ao cliente, desde sua entrada em nossa lanchonete, passando pela confecção do produto até a entrega ao cliente.

ao cliente, desde sua entrada em nossa lanchonete, passando pela confecção do produto até a entrega

49

7.2 PLANO DE OPERAÇÃO

7.2.1 Qualidade

Nossos funcionários estão instruídos a sempre preparar os nossos produtos utilizando luvas descartáveis, avental, uniforme, touca para cabelo, prezando sempre pela limpeza e organização da estação de trabalho, para assim evitar problemas de contaminação dos alimentos. Os colaboradores que trabalham no setor operacional recebem treinamentos regulares para aperfeiçoar a qualidade de

preparação e atendimento.

7.2.2 Layout

A disposição de nossa cozinha está demarcada na figura 7.3, e compreende dois freezers para armazenamento dos baldes de açaí, um balcão com armário

embutido e uma pia para lavagem dos talheres, pratos, etc.

armazenamento dos baldes de açaí, um balcão com armário embutido e uma pia para lavagem dos

50

7.2.3 Fluxograma

Para

montamos o fluxograma abaixo (imagem 7.4).

demostrar

os

procedimentos

de

preparação

de

nosso

produto,

demostrar os procedimentos de preparação de nosso produto, 7.3 LOGÍSTICA 7.3.1 Pontos críticos Nosso principal ponto

7.3 LOGÍSTICA

7.3.1 Pontos críticos

Nosso principal ponto crítico da logística é manter o produto resfriado, durante a etapa de transporte pós compra no fornecedor. Isso indica que após a compra do insumo açaí temos que leva-lo rapidamente ao nosso estabelecimento para resfriá-lo em nossos freezers. As outras matérias primas não há problemas de logísticas, a granola será comprada no mercado (indicado na tabela de fornecedores), assim como o leite condensado. A banana por sua vez, procuramos comprar uma vez na semana, alguns cachos mais maduros outros um pouco mais verdes para termos sempre a certeza de termos um produto de qualidade, isso pode ser um fator crítico. As embalagens, apesar de serem compradas de fornecedores localizados em outro município (estão em Arujá/SP), não nos representa um problema de logística, pois devido à compra em grande quantidade, eles entregam aqui em nosso estabelecimento.

A armazenagem dos produtos em nossa cozinha será feita de modo muito simples, os insumos secos e as embalagens serão guardados nos balcões com

51

armário embutido, as frutas serão armazenados sobre o balcão e o açaí nos três freezers que temos disponível.

7.3.2 Fluxograma Neste tópico iremos descrever nosso procedimento de compra e logística de

produto, como pode ser verificado na figura 7.5.

de produto, como pode ser verificado na figura 7.5. 7.4 CAPACIDADE PRODUTIVA 7.4.1 Capacidade máxima de

7.4 CAPACIDADE PRODUTIVA

7.4.1 Capacidade máxima de produção/atendimento

Por termos poucos colaboradores no setor operacional para nosso inicio de empresa, decidimos escolher um produto que a produção seja fácil e que renda, ou seja, precisamos de pouco operacional para montar nosso produto, a montagem de cada porção demora cerca de 1 minuto e 30 segundos, sendo assim nossa capacidade produtiva é alta, podemos montar uma média de 40 porções por hora, em um dia de trabalho de um único operacional (08 horas), podemos produzir até

640 porções por dia, considerando que temos dois operacionais de cozinha e atendimento ao público e um gerente que se mantém ao atendimento ao público, e, se necessário, auxilia na cozinha.

Nossa estimativa de produção/vendas pode ser verificada na tabela 7.1, onde estão demonstradas as vendas do mês (projetada a partir do faturamento) e a necessidade de mão de obra a ser utilizada, que está destacada por mês

52

(considerando 21 dias trabalhados), a produção de cada funcionário em um mês, ou seja, sua produção daquele mês, e sua produção diária.

seja, sua produção daquele mês, e sua produção diária. Pode-se notar que a partir do mês

Pode-se notar que a partir do mês de outubro, contratamos mais um funcionário para setor operacional, pudemos assim aumentar nossa capacidade produtiva.

7.4.2 Gargalo de produção Nosso maior gargalo esta na produção, percebemos isso ao chegar ao inicio da estação climática da primavera em setembro, onde nossas vendas começaram a subir devido ao calor, pudemos produzir e vender mais de 400 porções por dia (cerca de 130 porções por funcionário), por isso, foi contratado mais um funcionário, em outubro, pois já estávamos com esse gargalo, e, também, por projeção do aumento de vendas para o verão, ficamos assim com uma capacidade produtiva de cerca de 600 porções por dia.

53

8 PLANO TECNOLOGICO

8.1 TECNOLOGIAS UTILIZADAS

8.1.1 Produção Para nossa produção de açaí, os instrumentos que utilizaremos são os

seguintes:

Balança para pesar as porções de açaí;

Batedeira;

Liquidificador;

Termômetro a laser para sabermos a temperatura do produto;

Processador de alimentos.

8.1.2 Atendimento

Para facilitar e agilizar nosso processo de atendimento, utilizaremos um sistema de senhas que serão impressos pela caixa registradora, e chamado em um painel eletrônico. Sendo os itens abaixo nossos recursos tecnológicos no atendimento ao cliente:

Caixa registradora;

Painel eletrônico.

8.1.3 Financeiro / Compras / Estoque

Nossa empresa conta com um sistema ERP (Enterprise Resource Planning), utilizado para integração de todos os setores de uma empresa, automatizando as informações e relatórios e auxiliando a tomada de decisão. Toda nossa empresa é estruturada com cabeamento de redes de computador, tornando assim todas as estações interligadas e com acesso à internet. Com isso, nossa em presa conta com os seguintes equipamentos para esse setor:

01 computador para o financeiro, onde está instalado o sistema ERP;

01 computador para o setor de compra e comercial (gerenciado pelo mesmo colaborador) também com sistema ERP;

54

01 computador para o setor estoque e operacional (gerenciado pelo mesmo colaborador) contando com sistema ERP;

01 Impressora multifuncional ligada em rede para esses colaboradores

03 Telefones via VOIP (Voice Over Internet Protocol) por terem custo de ligação mais em conta.

8.1.4 Recursos Humanos / Adm Nosso setor de RH e administração é gerenciado pelo mesmo funcionário, então um equipamento servirá para ambos os setores e contará também com todas as instalações demonstradas no setor financeiro, como rede de computador e internet, que são:

01 Computador, com sistema ERP instalado;

01 Impressora multifuncional;

01 Telefone via VOIP.

55

9 REGULAMENTAÇÃO DO NEGOCIO

9.1 CONTRATO SOCIAL

O contrato social de uma empresa representa seu nascimento, ou seja, quando adquire personalidade jurídica, essa abertura (nascimento) somente é caracterizado após seu registro na Junta Comercial do estado em que será situada, no nosso caso na JUCESP (Junta Comercial do Estado de São Paulo).

O contrato social da empresa Toca do Açaí, fica constituído conforme descrito a seguir:

CONTRATO SOCIAL

LANCHONETE TOCA DO AÇAÍ LTDA - ME

RAFAEL MARTINS ARCANGELO, brasileiro, solteiro, empresário, portador da cédula de identidade RG 44.186.490/SSP-SP e CPF 358.080.788-90, residente e domiciliado na Capital de São Paulo à Rua Itapura, 633 apto. 94C Tatuapé - CEP:- 03310-000;

ALEX SANTOS ALVES, brasileiro, divorciado, empresário, portador da cédula de identidade RG 56.290.850-X/SSP-SP e CPF 291.006.658-43, residente e domiciliado na Capital de São Paulo à Avenida Tibúrcio de Sousa, 2608 apto. 34 bloco 02 Itaim Paulista CEP:- 08140-000;

CRISTINA FURIOTTO, brasileira, união estável, maior, empresaria, portadora da cédula de identidade RG 49.329.719/SSP-SP e CPF 375.436.368- 80, residente e domiciliada na Capital de São Paulo a Rua Tamborim, 38 Vila Sabrina CEP:- 02161-050;

FABIANA RODRIGUES, brasileira, divorciada, maior, empresaria, portadora da cédula de identidade RG 43.535.042-0/SSP-SP e CPF 222.957.888.03,

56

residente e domiciliada no município de Guarulhos a Rua Maurício de Nassau, 09 Jardim MunhozCEP:- 07033-270;

MARILHA PEIXOTO, brasileira, solteira, maior, empresaria, portadora da cédula de identidade RG 46.803.080-3/SSP-SP e CPF 351.244.156-6, residente e domiciliada na Capital de São Paulo a Rua São Jorge, 643 apto. 51 Tatuapé CEP:- 03087-000, e;

JULIANA CHEQUI DE MENEZES, brasileira, solteira, maior, empresaria, portadora da cédula de identidade RG 35.499.214-4/SSP-SP e CPF 325.329.238-06, residente e domiciliada na Capital de São Paulo a Rua Tomás Speers, 733 Vila Maria CEP:- 02118-010.

Constituem uma sociedade limitada, mediante as seguintes cláusulas:

Clausula Primeira A sociedade girará sob o nome empresarial “LANCHONETE TOCA DO AÇAÍ LTDA - ME”, e terá sua sede e domicilio a Rua Guaranésia, 425, 7º andar, sala 707 Vila Maria São Paulo/SP CEP:- 02112-000, podendo ainda a critério dos sócios abrir e/ou extinguir filiais em qualquer parte do território nacional ou no exterior, mediante alteração contratual assinada por todos os sócios;

Clausula Segunda O Capital Social será de R$ 71.214,00 (setenta e um mil, duzentos e quatorze reais), dividido em 1.100 (um mil e cem) quotas, no valor nominal de R$ 64,74 (sessenta e quatro reais e setenta e quatro centavos)

cada,

integralizados

moeda corrente do País,

distribuídos entre os sócios na seguinte forma:

totalmente

subscritos

e

em

Rafael Martins Arcangelo

17,275%

190 quotas

R$

12.300,60

Alex Santos Alves 17,275% 190 quotas

R$

12.300,60

Cristina Furiotto 16,3625% 180 quotas

R$

11.653,20

Fabiana Rodrigues 16,3625% 180 quotas

R$

11.653,20

Marilha Peixoto 16,3625% 180 quotas

R$

11.653,20

Juliana Chequi Menezes

16,3625%

180 quotas

R$

11.653,20

TOTAL

100%

1.1000 quotas

R$

71.214,00

Parágrafo Único A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do Capital Social. (Art. 1.052, CC/2002)

Clausula Terceira A sociedade tem por objetivo social: Lanchonete.

Clausula Quarta A sociedade iniciará suas atividades na assinatura deste instrumento, e seu prazo de duração é indeterminado.

57

Clausula Quinta - As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou transferidas a terceiros sem o consentimento do outro sócio, a quem fica assegurado, em igualdade de condições e preço direito de preferência para a sua aquisição se postas à venda, formalizando, se realizada a cessão, a alteração contratual pertinente. (art. 1.056, art. 1.057, CC/2002);

Parágrafo Primeiro O sócio que desejar retirar-se da sociedade manifestará sua intenção por escrito com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias, e os seus direitos serão apurados em balanço especial, cujo prazo para levantamento do mesmo será de 90 (noventa) dias, contados a partir da ciência de seu desligamento da sociedade;

Parágrafo Segundo Os direitos apurados na forma desta clausula serão pagos em 12 (doze) parcelas iguais e sucessivas, acrescidas de juros e acréscimos legais, vencendo-se a primeira prestação 30 (trinta) dias após o prazo estipulado nesta clausula para levantamento e apuração dos direitos;

Clausula Sexta - A administração da sociedade, bem como o uso da denominação social, será sempre exercida por dois sócios, indistintamente, com poderes e atribuições de representar ativa ou passiva, judicial ou extra- judicialmente e a prática de todos os atos por mais especiais que sejam, visando atender as necessidades da sociedade, autorizados o uso do nome empresarial, vedado, no entanto, em atividades estranhas ao interesse social ou assumir obrigações seja em favor de qualquer dos quotistas ou de terceiros, bem como onerar ou alienar bens imóveis da sociedade, sem autorização do outro sócio. (artigos 997, VI; 1.013. 1.015. 1064, CC/2002);

Clausula Sétima - Ao término de cada exercício social, em 31 de dezembro, os administradores prestarão contas justificadas de administração, procedendo à elaboração do inventário, do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico, cabendo aos sócios, na proporção de suas quotas, os lucros ou perdas apurados. (art. 1.065, CC/2002);

Clausula Oitava Nos quatro meses seguintes ao término do exercício social, os sócios deliberarão sobre as contas e designarão administrador(es) quando for o caso. (arts. 1.071 e 1.072, § 2º e art. 1.078, CC/2002);

Clausula Nona - Será fixada uma retirada mensal, a titulo de pró-labore, observadas as disposições regulamentares pertinentes, tão somente aos sócios que estiverem no exercício de suas funções;

58

Clausula Décima - Falecendo ou interditado qualquer sócio, a sociedade continuará suas atividades com os herdeiros, sucessores e o incapaz. Não sendo possível ou inexistindo interesse destes ou do sócio remanescente, o valor de seus haveres será apurado e liquidado com base na situação patrimonial da sociedade, data da resolução, verificada em balanço especialmente levantado.

Parágrafo Único O mesmo procedimento será adotado em outros casos em que a sociedade se resolva em relação a seu sócio (art. 1.028 e art. 1.031,

CC/2002)

Clausula Décima Primeira Nos casos omissos do presente instrumento aplicar-se-á a legislação em vigor, ficando eleito o foro da Capital do Estado de São Paulo, com renuncia expressa a qualquer outro, por mais privilegiado que sejam para dirimir quaisquer duvidas ou divergências oriundas do presente instrumento, bem como para ações em que for parte a sociedade;

Os Administradores declaram, sob as penas da lei, de que não estão impedidos de exercerem a administração da sociedade, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar (em) sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade. (art. 1.011, § 1º, CC/2002)

E, por estarem assim justos e contratados, as partes, assinam o presente instrumento, em 03 (três) vias de igual teor e forma, com as testemunhas abaixo.

São Paulo, 15 de Dezembro de 2012.

Rafael Martins Arcangelo

59

Testemunhas:

Rafael Arcangelo Neto RG 10.664.105-0/SSP-SP

Sueli Arcangelo RG 9.715.040/SSP-SP

Alex Santos Alves

Cristina Furiotto

Fabiana Rodrigues

Marilha Peixoto

Juliana Chequi Menezes

60

9.2 LEGISLAÇÃO DE ACORDO COM O SETOR

Nosso setor de trabalho exige uma variedade muito grande de regulamentações, todas necessárias para obter um ótimo desempenho e garantir a qualidade de nossos produtos para com nossos clientes. Temos no Brasil a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) como órgão regulador do setor alimentício, esse vinculado ao Ministério da Saúde (MDS), e, em setembro de 2004 adotou a Resolução-RDC n° 216 17 como principal fonte regulatória, e tornou-a obrigatória a todo o território nacional, e o não cumprimento da mesma poderá acarretar ao infrator multa e sanções administrativas. A regulamentação (transcrita da regulamentação original somente o capitulo 04, a resolução na integra pode ser encontrada no anexo 01) é a seguinte:

RESOLUÇÃO-RDC N° 216, DE 15 DE SETEMBRO DE 2004

Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovado pelo Decreto n.º 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 8º, inciso IV, do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 593 de 25 de agosto de 2000, em reunião realizada em 13 de setembro de 2004, considerando a necessidade de constante aperfeiçoamento das ações de controle sanitário na área de alimentos visando a proteção à saúde da população; considerando a necessidade de harmonização da ação de inspeção sanitária em serviços de alimentação; considerando a necessidade de elaboração de requisitos higiênico-sanitários gerais para serviços de alimentação aplicáveis em todo território nacional; adota a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

Art. 2º A presente Resolução pode ser complementada pelos órgãos de vigilância sanitária estaduais, distrital e municipais visando abranger requisitos inerentes às realidades locais e promover a melhoria das condições higiênico-sanitárias dos serviços de alimentação.

17 (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004)

61

Art. 3º Os estabelecimentos têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data da publicação, para se adequarem ao Regulamento Técnico constante do Anexo I desta Resolução.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Fica revogada a Resolução CNNPA nº 16, publicada no Diário Oficial da União em 28 de junho de 1978.

Art. 6º A inobservância ou desobediência ao disposto na presente Resolução configura infração de natureza sanitária, na forma da Lei n° 6437, de 20 de agosto de 1977, sujeitando o infrator às penalidades previstas nesse diploma legal.

CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES

ANEXO

REGULAMENTO TÉCNICO DE BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO

[ ]

4 BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO

4.1 EDIFICAÇÃO, INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS

4.1.1 A edificação e as instalações devem ser projetadas de forma a possibilitar um fluxo ordenado e

sem cruzamentos em todas as etapas da preparação de alimentos e a facilitar as operações de manutenção, limpeza e, quando for o caso, desinfecção. O acesso às instalações deve ser controlado e

independente, não comum a outros usos.

4.1.2 O dimensionamento da edificação e das instalações deve ser compatível com todas as operações.

Deve existir separação entre as diferentes atividades por meios físicos ou por outros meios eficazes de

forma a evitar a contaminação cruzada.

4.1.3 As instalações físicas como piso, parede e teto devem possuir revestimento liso, impermeável e

lavável. Devem ser mantidos íntegros, conservados, livres de rachaduras, trincas, goteiras,

vazamentos, infiltrações, bolores, descascamentos, dentre outros e não devem transmitir contaminantes aos alimentos.

4.1.4 As portas e as janelas devem ser mantidas ajustadas aos batentes. As portas da área de preparação e armazenamento de alimentos devem ser dotadas de fechamento automático. As aberturas externas das áreas de armazenamento e preparação de alimentos, inclusive o sistema de exaustão, devem ser providas de telas milimetradas para impedir o acesso de vetores e pragas urbanas. As telas devem ser removíveis para facilitar a limpeza periódica.

4.1.5 As instalações devem ser abastecidas de água corrente e dispor de conexões com rede de esgoto

ou fossa séptica. Quando presentes, os ralos devem ser sifonados e as grelhas devem possuir

dispositivo que permitam seu fechamento.

62

4.1.6 As caixas de gordura e de esgoto devem possuir dimensão compatível ao volume de resíduos,

devendo estar localizadas fora da área de preparação e armazenamento de alimentos e apresentar adequado estado de conservação e funcionamento.

4.1.7 As áreas internas e externas do estabelecimento devem estar livres de objetos em desuso ou

estranhos ao ambiente, não sendo permitida a presença de animais.

4.1.8 A iluminação da área de preparação deve proporcionar a visualização de forma que as atividades

sejam realizadas sem comprometer a higiene e as características sensoriais dos alimentos. As luminárias localizadas sobre a área de preparação dos alimentos devem ser apropriadas e estar protegidas contra explosão e quedas acidentais.

4.1.9 As instalações elétricas devem estar embutidas ou protegidas em tubulações externas e íntegras

de tal forma a permitir a higienização dos ambientes.

4.1.10 A ventilação deve garantir a renovação do ar e a manutenção do ambiente livre de fungos,

gases, fumaça, pós, partículas em suspensão, condensação de vapores dentre outros que possam comprometer a qualidade higiênico-sanitária do alimento. O fluxo de ar não deve incidir diretamente sobre os alimentos.

4.1.11 Os equipamentos e os filtros para climatização devem estar conservados. A limpeza dos

componentes do sistema de climatização, a troca de filtros e a manutenção programada e periódica

destes equipamentos devem ser registradas e realizadas conforme legislação específica.

4.1.12 As instalações sanitárias e os vestiários não devem se comunicar diretamente com a área de

preparação e armazenamento de alimentos ou refeitórios, devendo ser mantidos organizados e em adequado estado de conservação. As portas externas devem ser dotadas de fechamento automático.

4.1.13 As instalações sanitárias devem possuir lavatórios e estar supridas de produtos destinados à

higiene pessoal tais como papel higiênico, sabonete líquido inodoro anti-séptico ou sabonete líquido inodoro e produto anti-séptico e toalhas de papel não reciclado ou outro sistema higiênico e seguro para secagem das mãos. Os coletores dos resíduos devem ser dotados de tampa e acionados sem

contato manual.

4.1.14 Devem existir lavatórios exclusivos para a higiene das mãos na área de manipulação, em

posições estratégicas em relação ao fluxo de preparo dos alimentos e em número suficiente de modo a atender toda a área de preparação. Os lavatórios devem possuir sabonete líquido inodoro anti-séptico ou sabonete liquido inodoro e produto anti-séptico, toalhas de papel não reciclado ou outro sistema higiênico e seguro de secagem das mãos e coletor de papel, acionado sem contato manual.

4.1.15 Os equipamentos, móveis e utensílios que entram em contato com alimentos devem ser de

materiais que não transmitam substâncias tóxicas, odores, nem sabores aos mesmos, conforme estabelecido em legislação específica. Devem ser mantidos em adequando estado de conservação e ser resistentes à corrosão e a repetidas operações de limpeza e desinfecção.

4.1.16 Devem ser realizadas manutenção programada e periódica dos equipamentos e utensílios e

calibração dos instrumentos ou equipamentos de medição, mantendo registro da realização dessas operações.

4.1.17 As superfícies dos equipamentos, móveis e utensílios utilizados na preparação, embalagem,

armazenamento, transporte, distribuição e exposição à venda dos alimentos devem ser lisas,

63

impermeáveis, laváveis e estar isentas de rugosidades, frestas e outras imperfeições que possam comprometer a higienização dos mesmos e serem fontes de contaminação dos alimentos.

4.2 HIGIENIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS

4.2.1 As instalações, os equipamentos, os móveis e os utensílios devem ser mantidos em condições

higiênicosanitárias apropriadas. As operações de higienização devem ser realizadas por funcionários

comprovadamente capacitados e com freqüência que garanta a manutenção dessas condições e minimize o risco de contaminação do alimento.

4.2.2 As caixas de gordura devem ser periodicamente limpas. O descarte dos resíduos deve atender ao

disposto em legislação específica.

4.2.3 As operações de limpeza e, se for o caso, de desinfecção das instalações e equipamentos, quando

não forem realizadas rotineiramente, devem ser registradas.

4.2.4 A área de preparação do alimento deve ser higienizada quantas vezes forem necessárias e

imediatamente após o término do trabalho. Devem ser tomadas precauções para impedir a contaminação dos alimentos causada por produtos saneantes, pela suspensão de partículas e pela formação de aerossóis. Substâncias odorizantes e ou desodorantes em quaisquer das suas formas não

devem ser utilizadas nas áreas de preparação e armazenamento dos alimentos.

4.2.5 Os produtos saneantes utilizados devem estar regularizados pelo Ministério da Saúde. A diluição, o tempo de contato e modo de uso/aplicação dos produtos saneantes devem obedecer às instruções recomendadas pelo fabricante. Os produtos saneantes devem ser identificados e guardados em local reservado para essa finalidade.

4.2.6 Os utensílios e equipamentos utilizados na higienização devem ser próprios para a atividade e

estar conservados, limpos e disponíveis em número suficiente e guardados em local reservado para essa finalidade. Os utensílios utilizados na higienização de instalações devem ser distintos daqueles usados para higienização das partes dos equipamentos e utensílios que entrem em contato com o alimento.

4.2.7 Os funcionários responsáveis pela atividade de higienização das instalações sanitárias devem

utilizar uniformes apropriados e diferenciados daqueles utilizados na manipulação de alimentos.

4.3 CONTROLE INTEGRADO DE VETORES E PRAGAS URBANAS

4.3.1 A edificação, as instalações, os equipamentos, os móveis e os utensílios devem ser livres de

vetores e pragas urbanas. Deve existir um conjunto de ações eficazes e contínuas de controle de vetores e pragas urbanas, com o objetivo de impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação dos mesmos.

4.3.2 Quando as medidas de prevenção adotadas não forem eficazes, o controle químico deve ser

empregado e executado por empresa especializada, conforme legislação específica, com produtos desinfestantes regularizados pelo Ministério da Saúde.

4.3.3 Quando da aplicação do controle químico, a empresa especializada deve estabelecer procedimentos pré e póstratamento a fim de evitar a contaminação dos alimentos, equipamentos e utensílios. Quando aplicável, os equipamentos e os utensílios, antes de serem reutilizados, devem ser higienizados para a remoção dos resíduos de produtos desinfestantes.

64

4.4 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

4.4.1 Deve ser utilizada somente água potável para manipulação de alimentos. Quando utilizada

solução alternativa de abastecimento de água, a potabilidade deve ser atestada semestralmente mediante laudos laboratoriais, sem prejuízo de outras exigências previstas em legislação específica.

4.4.2 O gelo para utilização em alimentos deve ser fabricado a partir de água potável, mantido em

condição higiênico-sanitária que evite sua contaminação.

4.4.3 O vapor, quando utilizado em contato direto com alimentos ou com superfícies que entrem em

contato com alimentos, deve ser produzido a partir de água potável e não pode representar fonte de

contaminação.

4.4.4 O reservatório de água deve ser edificado e ou revestido de materiais que não comprometam a

qualidade da água, conforme legislação específica. Deve estar livre de rachaduras, vazamentos, infiltrações, descascamentos dentre outros defeitos e em adequado estado de higiene e conservação, devendo estar devidamente tampado. O reservatório de água deve ser higienizado, em um intervalo máximo de seis meses, devendo ser mantidos registros da operação.

4.5 MANEJO DOS RESÍDUOS

4.5.1 O estabelecimento deve dispor de recipientes identificados e íntegros, de fácil higienização e

transporte, em número e capacidade suficientes para conter os resíduos.

4.5.2 Os coletores utilizados para deposição dos resíduos das áreas de preparação e armazenamento de alimentos devem ser dotados de tampas acionadas sem contato manual.

4.5.3 Os resíduos devem ser freqüentemente coletados e estocados em local fechado e isolado da área

de preparação e armazenamento dos alimentos, de forma a evitar focos de contaminação e atração de vetores e pragas urbanas.

4.6 MANIPULADORES

4.6.1 O controle da saúde dos manipuladores deve ser registrado e realizado de acordo com a

legislação específica.

4.6.2 Os manipuladores que apresentarem lesões e ou sintomas de enfermidades que possam

comprometer a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos devem ser afastados da atividade de preparação de alimentos enquanto persistirem essas condições de saúde.

4.6.3 Os manipuladores devem ter asseio pessoal, apresentando-se com uniformes compatíveis à

atividade, conservados e limpos. Os uniformes devem ser trocados, no mínimo, diariamente e usados exclusivamente nas dependências internas do estabelecimento. As roupas e os objetos pessoais devem

ser guardados em local específico e reservado para esse fim.

4.6.4 Os manipuladores devem lavar cuidadosamente as mãos ao chegar ao trabalho, antes e após

manipular alimentos, após qualquer interrupção do serviço, após tocar materiais contaminados, após usar os sanitários e sempre que se fizer necessário. Devem ser afixados cartazes de orientação aos manipuladores sobre a correta lavagem e antisepsia das mãos e demais hábitos de higiene, em locais de fácil visualização, inclusive nas instalações sanitárias e lavatórios.

65

4.6.5 Os manipuladores não devem fumar, falar desnecessariamente, cantar, assobiar, espirrar, cuspir,

tossir, comer, manipular dinheiro ou praticar outros atos que possam contaminar o alimento, durante o desempenho das atividades.

4.6.6 Os manipuladores devem usar cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório

apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba. As unhas devem estar curtas e sem esmalte ou base. Durante a manipulação, devem ser retirados todos os objetos de adorno pessoal e a maquiagem.

4.6.7 Os manipuladores de alimentos devem ser supervisionados e capacitados periodicamente em

higiene pessoal, em manipulação higiênica dos alimentos e em doenças transmitidas por alimentos. A capacitação deve ser comprovada mediante documentação.

4.6.8 Os visitantes devem cumprir os requisitos de higiene e de saúde estabelecidos para os

manipuladores.

4.7 MATÉRIAS-PRIMAS, INGREDIENTES E EMBALAGENS

4.7.1 Os serviços de alimentação devem especificar os critérios para avaliação e seleção dos

fornecedores de matérias-primas, ingredientes e embalagens. O transporte desses insumos deve ser

realizado em condições adequadas de higiene e conservação.

4.7.2 A recepção das matérias-primas, dos ingredientes e das embalagens deve ser realizada em área

protegida e limpa. Devem ser adotadas medidas para evitar que esses insumos contaminem o alimento

preparado.

4.7.3 As matérias-primas, os ingredientes e as embalagens devem ser submetidos à inspeção e

aprovados na recepção. As embalagens primárias das matérias-primas e dos ingredientes devem estar íntegras. A temperatura das matérias-primas e ingredientes que necessitem de condições especiais de conservação deve ser verificada nas etapas de recepção e de armazenamento.

4.7.4 Os lotes das matérias-primas, dos ingredientes ou das embalagens reprovados ou com prazos de

validade vencidos devem ser imediatamente devolvidos ao fornecedor e, na impossibilidade, devem ser devidamente identificados e armazenados separadamente. Deve ser determinada a destinação final dos mesmos.

4.7.5 As matérias-primas, os ingredientes e as embalagens devem ser armazenados em local limpo e

organizado, de forma a garantir proteção contra contaminantes. Devem estar adequadamente acondicionados e identificados, sendo que sua utilização deve respeitar o prazo de validade. Para os alimentos dispensados da obrigatoriedade da indicação do prazo de validade, deve ser observada a

ordem de entrada dos mesmos.

4.7.6 As matérias-primas, os ingredientes e as embalagens devem ser armazenados sobre paletes,

estrados e ou prateleiras, respeitando-se o espaçamento mínimo necessário para garantir adequada ventilação, limpeza e, quando for o caso, desinfecção do local. Os paletes, estrados e ou prateleiras devem ser de material liso, resistente, impermeável e lavável.

4.8 PREPARAÇÃO DO ALIMENTO

4.8.1 As matérias-primas, os ingredientes e as embalagens utilizados para preparação do alimento

devem estar em condições higiênico-sanitárias adequadas e em conformidade com a legislação específica.

66

4.8.2 O quantitativo de funcionários, equipamentos, móveis e ou utensílios disponíveis devem ser

compatíveis com volume, diversidade e complexidade das preparações alimentícias.

4.8.3 Durante a preparação dos alimentos, devem ser adotadas medidas a fim de minimizar o risco de

contaminação cruzada. Deve-se evitar o contato direto ou indireto entre alimentos crus, semi-

preparados e prontos para o consumo.

4.8.4 Os funcionários que manipulam alimentos crus devem realizar a lavagem e a anti-sepsia das

mãos antes de manusear alimentos preparados.

4.8.5 As matérias-primas e os ingredientes caracterizados como produtos perecíveis devem ser

expostos à temperatura ambiente somente pelo tempo mínimo necessário para a preparação do alimento, a fim de não comprometer a qualidade higiênico-sanitária do alimento preparado.

4.8.6 Quando as matérias-primas e os ingredientes não forem utilizados em sua totalidade, devem ser

adequadamente acondicionados e identificados com, no mínimo, as seguintes informações: designação do produto, data de fracionamento e prazo de validade após a abertura ou retirada da embalagem original.

4.8.7 Quando aplicável, antes de iniciar a preparação dos alimentos, deve-se proceder à adequada

limpeza das embalagens primárias das matérias-primas e dos ingredientes, minimizando o risco de contaminação.

4.8.8 O tratamento térmico deve garantir que todas as partes do alimento atinjam a temperatura de, no

mínimo, 70ºC (setenta graus Celsius). Temperaturas inferiores podem ser utilizadas no tratamento térmico desde que as combinações de tempo e temperatura sejam suficientes para assegurar a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos.

4.8.9 A eficácia do tratamento térmico deve ser avaliada pela verificação da temperatura e do tempo

utilizados e, quando aplicável, pelas mudanças na textura e cor na parte central do alimento.

4.8.10 Para os alimentos que forem submetidos à fritura, além dos controles estabelecidos para um

tratamento térmico, deve-se instituir medidas que garantam que o óleo e a gordura utilizados não constituam uma fonte de contaminação química do alimento preparado.

4.8.11 Os óleos e gorduras utilizados devem ser aquecidos a temperaturas não superiores a 180ºC

(cento e oitenta graus Celsius), sendo substituídos imediatamente sempre que houver alteração evidente das características físicoquímicas ou sensoriais, tais como aroma e sabor, e formação intensa de espuma e fumaça.

4.8.12 Para os alimentos congelados, antes do tratamento térmico, deve-se proceder ao descongelamento, a fim de garantir adequada penetração do calor. Excetuam-se os casos em que o fabricante do alimento recomenda que o mesmo seja submetido ao tratamento térmico ainda congelado, devendo ser seguidas as orientações constantes da rotulagem.

4.8.13 O descongelamento deve ser conduzido de forma a evitar que as áreas superficiais dos

alimentos se mantenham em condições favoráveis à multiplicação microbiana. O descongelamento deve ser efetuado em condições de refrigeração à temperatura inferior a 5ºC (cinco graus Celsius) ou

em forno de microondas quando o alimento for submetido imediatamente à cocção.

4.8.14 Os alimentos submetidos ao descongelamento devem ser mantidos sob refrigeração se não

forem imediatamente utilizados, não devendo ser recongelados.

67

4.8.15 Após serem submetidos à cocção, os alimentos preparados devem ser mantidos em condições

de tempo e de temperatura que não favoreçam a multiplicação microbiana. Para conservação a quente, os alimentos devem ser submetidos à temperatura superior a 60ºC (sessenta graus Celsius) por, no máximo, 6 (seis) horas. Para conservação sob refrigeração ou congelamento, os alimentos devem ser

previamente submetidos ao processo de resfriamento.

4.8.16 O processo de resfriamento de um alimento preparado deve ser realizado de forma a minimizar

o risco de contaminação cruzada e a permanência do mesmo em temperaturas que favoreçam a multiplicação microbiana. A temperatura do alimento preparado deve ser reduzida de 60ºC (sessenta graus Celsius) a 10ºC (dez graus Celsius) em até duas horas. Em seguida, o mesmo deve ser conservado sob refrigeração a temperaturas inferiores a 5ºC (cinco graus Celsius), ou congelado à temperatura igual ou inferior a -18ºC (dezoito graus Celsius negativos).

4.8.17 O prazo máximo de consumo do alimento preparado e conservado sob refrigeração a temperatura de 4ºC (quatro graus Celsius), ou inferior, deve ser de 5 (cinco) dias. Quando forem utilizadas temperaturas superiores a 4ºC (quatro graus Celsius) e inferiores a 5ºC (cinco graus Celsius), o prazo máximo de consumo deve ser reduzido, de forma a garantir as condições higiênico- sanitárias do alimento preparado.

4.8.18 Caso o alimento preparado seja armazenado sob refrigeração ou congelamento deve-se apor no

invólucro do mesmo, no mínimo, as seguintes informações: designação, data de preparo e prazo de

validade. A temperatura de armazenamento deve ser regularmente monitorada e registrada.

4.8.19 Quando aplicável, os alimentos a serem consumidos crus devem ser submetidos a processo de

higienização a fim de reduzir a contaminação superficial. Os produtos utilizados na higienização dos

alimentos devem estar regularizados no órgão competente do Ministério da Saúde e serem aplicados de forma a evitar a presença de resíduos no alimento preparado.

4.8.20 O estabelecimento deve implementar e manter documentado o controle e garantia da qualidade

dos alimentos preparados.

4.9 ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DO ALIMENTO PREPARADO

4.9.1 Os alimentos preparados mantidos na área de armazenamento ou aguardando o transporte devem estar identificados e protegidos contra contaminantes. Na identificação deve constar, no mínimo, a designação do produto, a data de preparo e o prazo de validade.

4.9.2 O armazenamento e o transporte do alimento preparado, da distribuição até a entrega ao consumo, deve ocorrer em condições de tempo e temperatura que não comprometam sua qualidade higiênico-sanitária. A temperatura do alimento preparado deve ser monitorada durante essas etapas.

4.9.3 Os meios de transporte do alimento preparado devem ser higienizados, sendo adotadas medidas a fim de garantir a ausência de vetores e pragas urbanas. Os veículos devem ser dotados de cobertura para proteção da carga, não devendo transportar outras cargas que comprometam a qualidade higiênico-sanitária do alimento preparado.

4.10 EXPOSIÇÃO AO CONSUMO DO ALIMENTO PREPARADO

4.10.1 As áreas de exposição do alimento preparado e de consumação ou refeitório devem ser

mantidas organizadas e em adequadas condições higiênico-sanitárias. Os equipamentos, móveis e

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utensílios disponíveis nessas áreas devem ser compatíveis com as atividades, em número suficiente e em adequado estado de conservação.

4.10.2 Os manipuladores devem adotar procedimentos que minimizem o risco de contaminação dos

alimentos preparados por meio da anti-sepsia das mãos e pelo uso de utensílios ou luvas descartáveis.

4.10.3 Os equipamentos necessários à exposição ou distribuição de alimentos preparados sob temperaturas controladas, devem ser devidamente dimensionados, e estar em adequado estado de higiene, conservação e funcionamento. A temperatura desses equipamentos deve ser regularmente monitorada.

4.10.4 O equipamento de exposição do alimento preparado na área de consumação deve dispor de

barreiras de proteção que previnam a contaminação do mesmo em decorrência da proximidade ou da

ação do consumidor e de outras fontes.

4.10.5 Os utensílios utilizados na consumação do alimento, tais como pratos, copos, talheres, devem

ser descartáveis ou, quando feitos de material não-descartável, devidamente higienizados, sendo armazenados em local protegido.

4.10.6 Os ornamentos e plantas localizados na área de consumação ou refeitório não devem constituir

fonte de contaminação para os alimentos preparados.

4.10.7 A área do serviço de alimentação onde se realiza a atividade de recebimento de dinheiro,

cartões e outros meios utilizados para o pagamento de despesas, deve ser reservada. Os funcionários

responsáveis por essa atividade não devem manipular alimentos preparados, embalados ou não.

4.11 DOCUMENTAÇÃO E REGISTRO

4.11.1 Os serviços de alimentação devem dispor de Manual de Boas Práticas e de Procedimentos

Operacionais Padronizados. Esses documentos devem estar acessíveis aos funcionários envolvidos e

disponíveis à autoridade sanitária, quando requerido.

4.11.2 Os POP devem conter as instruções seqüenciais das operações e a freqüência de execução,

especificando o nome, o cargo e ou a função dos responsáveis pelas atividades. Devem ser aprovados, datados e assinados pelo responsável do estabelecimento.

4.11.3 Os registros devem ser mantidos por período mínimo de 30 (trinta) dias contados a partir da

data de preparação dos alimentos.

4.11.4 Os serviços de alimentação devem implementar Procedimentos Operacionais Padronizados

relacionados aos seguintes itens:

a) Higienização de instalações, equipamentos e móveis;

b) Controle integrado de vetores e pragas urbanas;

c) Higienização do reservatório;

d) Higiene e saúde dos manipuladores.

4.11.5 Os POP referentes às operações de higienização de instalações, equipamentos e móveis devem

conter as seguintes informações: natureza da superfície a ser higienizada, método de higienização, princípio ativo selecionado e sua concentração, tempo de contato dos agentes químicos e ou físicos

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utilizados na operação de higienização, temperatura e outras informações que se fizerem necessárias. Quando aplicável, os POP devem contemplar a operação de desmonte dos equipamentos.

4.11.6 Os POP relacionados ao controle integrado de vetores e pragas urbanas devem contemplar as

medidas preventivas e corretivas destinadas a impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou a proliferação

de vetores e pragas urbanas. No caso da adoção de controle químico, o estabelecimento deve apresentar comprovante de execução de serviço fornecido pela empresa especializada contratada, contendo as informações estabelecidas em legislação sanitária específica.

4.11.7 Os POP referentes à higienização do reservatório devem especificar as informações constantes

do item 4.11.5, mesmo quando realizada por empresa terceirizada e, neste caso, deve ser apresentado o certificado de execução do serviço.

4.11.8 Os POP relacionados à higiene e saúde dos manipuladores devem contemplar as etapas, a

freqüência e os princípios ativos usados na lavagem e anti-sepsia das mãos dos manipuladores, assim como as medidas adotadas nos casos em que os manipuladores apresentem lesão nas mãos, sintomas

de enfermidade ou suspeita de problema de saúde que possa comprometer a qualidade higiênico- sanitária dos alimentos. Deve-se especificar os exames aos quais os manipuladores de alimentos são submetidos, bem como a periodicidade de sua execução. O programa de capacitação dos manipuladores em higiene deve ser descrito, sendo determinada a carga horária, o conteúdo programático e a freqüência de sua realização, mantendo-se em arquivo os registros da participação nominal dos funcionários.

4.12. RESPONSABILIDADE

4.12.1. O responsável pelas atividades de manipulação dos alimentos deve ser o proprietário ou

funcionário designado, devidamente capacitado, sem prejuízo dos casos onde há previsão legal para responsabilidade técnica.

4.12.2. O responsável pelas atividades de manipulação dos alimentos deve ser comprovadamente

submetido a curso de capacitação, abordando, no mínimo, os seguintes temas:

a) Contaminantes alimentares;

b) Doenças transmitidas por alimentos;

c) Manipulação higiênica dos alimentos;

d) Boas Práticas.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - SEPN 515, Bl.B, Ed.Ômega - Brasília (DF) CEP 70770-502 - Tel: (61) 3448-1000

Disque Saúde: 0 800 61 1997

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10 VIABILIDADE

10.1 ANÁLISE DA PESQUISA DE CAMPO

A seguir analisaremos o desempenho de nossos concorrentes na praça, assim como o nosso, levando em consideração seu volume de vendas e os motivos para consegui-las, se forma bons estrategistas, tiveram boa promoção, se foram sucesso ou se fracassaram e a que atribuímos esse fato.

A. Recanto do Escondidinho Essa foi a mais audaciosa das empresas, conseguiram trazer um produto difícil de ser manejado e vendido, pois os mesmo precisavam estar aquecidos, isso foi um

problema para suas vendas. A empresa trouxe para serem vendidas 30 porções, porém somente conseguiu vender 06 porções, atribuímos isso

à dificuldade dos consumidores de identificarem o produto, mesmo com o banner exposto com uma foto do produto, ouvimos muitos

clientes comentando sobre não saberem exatamente do que se tratava

o produto, outro fator que atribuímos à baixa venda deles, foi o

resultado de nossa pesquisa preliminar, onde somente 06 pessoas responderam que gostam de alimentos mais elaborados como refeição na universidade. Talvez sejam os seis que compraram. B. Cupcake da vovó Uma empresa voltada ao segmento de bolos doces, e conforme antevimos, teria certa dificuldade de vender seus

produtos, pois é um setor muito segmentado, esse fator aliado com fator climático, pois estava uma noite com alta temperatura, onde o consumidor prefere alimento salgados. Apesar da decoração, que decididamente era a mais elaborada e chamativa da praça, venderam somente 03 produtos dos 40 que trouxeram. Essa venda se fez somente na terceira entrada de consumidores que circularam pelo espaço, nos indicando que fossem consumidores que buscavam alguma sobremesa, pois já haviam se alimentado. Essa empresa nos mostra claramente que a falta ou a pouca pesquisa de mercado pode ser fatal a nossa empresa, nos custando muitas vendas.

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C. Incha-bucho Uma empresa que decidiu se embrenhar no segmento mais concorrido do nosso ambiente, o segmento de vendas de salgados. Para obterem sucesso nesse segmento, deveriam ter feito uma grande campanha de marketing se destacando muito a frente de seus concorrentes. O seu produto veio acompanhado de um suco, entregue ao cliente como brinde. Essa campanha de “compre um e leve dois” foi também uma das mais utilizadas no dia da praça. A empresa Incha-bucho conseguiu vender 07 dos seus 25 produtos postos à venda. Atribuímos sua baixa venda a alta concorrência direta e ao fato de um de seus concorrentes oferecerem refrigerante de primeira linha como brinde aos consumidores.

D. Gula Salgados Outra empresa vende salgados como produto, teve sua quantidade de vendas superior ao concorrente Incha-bucho, atribuímos esse sucesso a dois motivos: a localização, pois era o primeiro stand da feira, por ser bem na entrada ficou fácil cativar os clientes, o outro ao seu brinde oferecido ao cliente, uma lata de 250ml de refrigerante de primeira linha onde o cliente poderia escolher entre dois sabores (coca-cola® e fanta®).

E. Brasil Sorvetes Essa empresa era nossa maior concorrente, pois estava centrada em vender produtos gelados, porém apesar de seus esforços em chamar a atenção do público, até mesmo com um dos integrantes vestidos de mascote da empresa, somente conseguiram vender um picolé, apesar de ser nosso concorrente direto, não atribuímos o fracasso deles devido ao nosso sucesso e sim a estratégia de vendas adotada, pois somente com uma mascote gigante e um banner mostrando o produto, não havia nada que mostrasse um diferencial ao produto.

F. World Drinks Essa empresa fez numa grande aposta no seu produto, era sim um produto interessante, porém, por falta de planejamento e estratégia, acabou sendo uma grande perda. Foram servidas batidas sem álcool como produtos, mas devido ao ambiente, o horário e o público (que parece que não levaram em conta nenhum dos fatores) não obtiveram sucesso nas vendas, de fato, não conseguiram vender um produto sequer.

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G. P. Queijinho Uma empresa que se voltou para o gosto popular do brasileiro, que se provou ser uma estratégia acertada, apesar da dificuldade de manter o produto aquecido, conseguiu vender todos eles. Foi a empresa que melhor executou a pré-venda, conseguindo atrair seus cliente de forma muito positiva, sempre demonstrado a qualidade de seu produto.

H. Lanchex Essa empresa conseguiu ter uma das melhores localizações da praça, era praticamente a primeira a ser vista quando passava pela porta, pois estava de frente, apesar de não ter nenhum tipo de promoção especifica, somente um banner na parede, foi a primeira a vender todos os seus produtos, mas há um consenso entre todos os concorrentes que a Lanchex adotou uma estratégia, que podemos dizer chega a ser desleal, pois seus lanches tinham facilmente o triplo do tamanho das maiores porções da praça, que eram o hamburgão, o escondidinho e os salgados da empresa Gula Lanches, em decorrência disso foi a primeira empresa a vender todos seu estoque de produtos.

I. Toca do Açaí podemos dizer que nossa empresa teve uma boa venda, uma vez que conseguimos vender praticamente todo o nosso estoque, faltou um para encerrarmos as vendas. Tivemos receio da nossa concorrência com a empresa Brasil Sorvetes, porém nosso produto se mostrou superior em diversos aspectos, mas principalmente por ser natural. Não adotamos uma tática de promoção específica, somente contamos com nossa decoração (cartaz e a mesa decorada), nosso levantamento da preferência do consumidor e nossa amabilidade com os clientes, que foi nosso diferencial.

10.2 PONTOS POSITIVOS DO PLANO

Pudemos verificar que nosso plano de negócio obteve diversos acertos ao longo de seu planejamento, que foi refletida em nossas vendas. Como pontos positivos, podemos elencar:

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Nossa pesquisa de mercado, que se provou diversas vezes acertada, em nosso setor e nos de nossos concorrentes;

No produto escolhido, onde se mostrou que há uma grande demanda por nosso público;

Levantamento estratégico da concorrência, onde prevemos, com acerto, quais conseguiriam atingir suas metas de vendas;

Nosso atendimento sempre cordial e amável, trazendo o cliente a se tornar fiel.

10.3 PONTOS NEGATIVOS DO PLANO

Apesar de identificarmos poucos pontos negativos no nosso plano, não se pode negar sua existência. Esses pontos são:

O fator temporal, apesar de termos apostado acertadamente em um clima quente e agradável para a venda dos produtos, foi uma aposta arriscada, com grandes chances de ocasionar um fracasso;

O fator logístico, que não sendo bem trabalhado, pode acarretar em um desastre na entrega do produto, principalmente para o açaí;

A falta de uma promoção diferenciada e mais acertada para nosso público.

10.4 AÇÕES DE MELHORIAS / AJUSTES

Como ações que podemos exercer para melhorar nossas vendas e empresa

são:

Investir mais em publicidade e promoção, para divulgar nosso produto, fazendo com que fique sempre na mente de nosso consumidor;

Sempre ficar atento às questões climáticas, para assim prever nosso faturamento de forma mais acertada;

Melhorar nosso setor de logística, evitando que haja perda de produto.

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CONCLUSÃO

Com o desenvolvimento desse plano de negócios podemos prever o futuro de uma empreitada, se obterá sucesso, ou fracasso. O sucesso só poderá ser obtido uma vez que consigamos obter o maior numero possível de informações do setor que queremos adentrar. Realizamos um levantamento completo de nosso micro e macro ambiente, nossos pontos fortes e fracos, e somente com posse dessas informações que chegamos ao ponto principal do trabalho: o que vender aos nossos clientes.

Após conhecermos nosso ambiente, e sabermos o nossos consumidores procuram, foi chegada a hora de a estratégia de marketing, como faríamos para que esse produto fosse rentável, como ele chegaria aos nossos clientes e como eles ficariam sabendo de nossa empresa, qual estratégia de promoção utilizar.

Com o término desse nosso plano, podemos dizer com certeza de que o ramo de negócios de venda de produtos naturais pode ser muito rentável, há muita demanda por esse tipo de produto, porém, o empreendedor que decidir enfrentar esse caminho, irá se deparar com diversas dificuldades que independem de suas ações, como por exemplo, problema ocorridos devido a intempéries. Mas, apesar desse problema climático, há grandes lucros para quem é paciente e espera o momento chegar, conforme podemos ver em nossa projeção de faturamento, que levaria 11 meses para atingirmos nosso ponto de equilíbrio. Por isso é um setor em que se deve sempre se planejar a frente para evitar surpresas desagradáveis, mas que pode trazer grande lucro e oportunidades de crescimento pessoal e empresarial.

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ANEXOS