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Antenas lineares de onda estacionária

Antenas lineares de onda estacionária

Antenas Lineares

Definições

Uma antena linear é constituída por um ou mais condutores, cuja dimensão transversal máxima seja muito pequena comparada com o comprimento de onda do sinal irradiado. As características de irradiação e circuitais

distribuição da corrente

resultante. Como exemplos podemos citar o dipolo curto, dipolo de meia-onda, monopolo vertical de ¼ de onda, etc.

dependem

da

Antenas Lineares

Distribuição de corrente

Vamos definir a distribuição a partir de uma linha bifilar com os terminais em aberto, excitada por uma função senoidal, através do desenvolvimento de Pocklington

(1897):

bifilar com os terminais em aberto, excitada por uma função senoidal, através do desenvolvimento de Pocklington

Antenas Lineares

Distribuição de corrente Uniforme

Partindo-se

do

cálculo

do

vetor

potencial

magnético

A

na

superfície de um condutor transportando uma corrente I, temos

de um condutor transportando uma corrente I, temos Levando-se em consideração que estamos tratando de um

Levando-se em consideração que estamos tratando de um condutor unifilar e supondo-se que a corrente está concentrada no eixo do condutor apenas com a componente az. Utilizando- se o teorema de Euler e, como, por hipótese, o diâmetro do condutor é muito pequeno, fazendo-se algumas aproximações chegamos a seguinte expressão do vetor potencial magnético:

condutor é muito pequeno, fazendo-se algumas aproximações chegamos a seguinte expressão do vetor potencial magnético:

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Distribuição de corrente Uniforme

A expressão do campo elétrico fica:

de corrente Uniforme A expressão do campo elétrico fica: Que tem como solução: A distribuição de

Que tem como solução:

expressão do campo elétrico fica: Que tem como solução: A distribuição de corrente para uma distribuição

A distribuição de corrente para uma distribuição uniforme fica:

do campo elétrico fica: Que tem como solução: A distribuição de corrente para uma distribuição uniforme

Antenas Lineares

Distribuição de corrente Não Uniforme

A distribuição de corrente fica da seguinte forma :

A distribuição de corrente fica da seguinte forma : No gerador (z=0) as correntes devem satisfazer
A distribuição de corrente fica da seguinte forma : No gerador (z=0) as correntes devem satisfazer

No gerador (z=0) as correntes devem satisfazer a condição de continuidade, logo:

da seguinte forma : No gerador (z=0) as correntes devem satisfazer a condição de continuidade, logo:

ser

iguais

para

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Distribuição de corrente Não Uniforme

Vemos abaixo a distribuição de corrente em algumas antenas alimentadas no centro. Essas antenas recebem a denominação conforme o seu comprimento físico em relação ao comprimento de onda.

seu comprimento físico em relação ao comprimento de onda. Considerando um dipolo com um comprimento físico

Considerando um dipolo com um comprimento físico muito menor do que o comprimento de onda, alimentado em seu centro, temos:

um dipolo com um comprimento físico muito menor do que o comprimento de onda, alimentado em

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Distribuição de corrente

Com a seguinte distribuição de corrente:

Essa antena é o dipolo curto real. Sem muito rigor podemos simplificar o valor de L , comprimento efetivo, potência irradiada e a resistência de irradiação para:

rigor podemos simplificar o valor de L , comprimento efetivo, potência irradiada e a resistência de
rigor podemos simplificar o valor de L , comprimento efetivo, potência irradiada e a resistência de
rigor podemos simplificar o valor de L , comprimento efetivo, potência irradiada e a resistência de
rigor podemos simplificar o valor de L , comprimento efetivo, potência irradiada e a resistência de

Antenas Lineares

Campos irradiados pelos dipolos longos

Os dipolos longos são antenas lineares cujos comprimentos dos braços aproximam-se do comprimento de onda do sinal. Para determinar suas características, vamos considerar a seguinte configuração:

do comprimento de onda do sinal. Para determinar suas características, vamos considerar a seguinte configuração:

Antenas Lineares

Campos irradiados pelos dipolos longos

r= distância do ponto onde se deseja o campo a origem do sistema de coordenadas; R = distância de um ponto qualquer do dipolo ao ponto onde se deseja calcular o campo; z ´ = coordenada de um ponto genérico do dipolo; dz ´ = elemento de comprimento do dipolo; L = comprimento de cada braço do dipolo. A distribuição de corrente será dada pelas equações:

do dipolo; L = comprimento de cada braço do dipolo. A distribuição de corrente será dada

Antenas Lineares

Campos irradiados pelos dipolos longos

O campo elétrico é dado por:

pelos dipolos longos O campo elétrico é dado por: Entrando com os valores de I(z) e

Entrando com os valores de I(z) e resolvendo a integral, temos:

elétrico é dado por: Entrando com os valores de I(z) e resolvendo a integral, temos: Utilizando

Utilizando a relação H = E/η:

elétrico é dado por: Entrando com os valores de I(z) e resolvendo a integral, temos: Utilizando

Antenas Lineares

Potência irradiada pelos dipolos longos

Partindo-se da expressão para o valor médio do vetor de Poynting, temos:

Partindo-se da expressão para o valor médio do vetor de Poynting, temos: A Intensidade de Irradiação
Partindo-se da expressão para o valor médio do vetor de Poynting, temos: A Intensidade de Irradiação

A Intensidade de Irradiação é dada por:

Partindo-se da expressão para o valor médio do vetor de Poynting, temos: A Intensidade de Irradiação

Antenas Lineares

Potência irradiada pelos dipolos longos

E a Potência é dada por:

Potência irradiada pelos dipolos longos E a Potência é dada por: A integração acima conduz ao

A integração acima conduz ao seguinte resultado:

Potência irradiada pelos dipolos longos E a Potência é dada por: A integração acima conduz ao

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Potência irradiada pelos dipolos longos

Onde , é a constante de Euler, Si(x) é o seno integral e Ci(x) é o cosseno integral:

pelos dipolos longos Onde ᵧ , é a constante de Euler, Si(x) é o seno integral
pelos dipolos longos Onde ᵧ , é a constante de Euler, Si(x) é o seno integral

Antenas Lineares

Potência irradiada pelos dipolos longos

Na forma modificada, temos:

Antenas Lineares Potência irradiada pelos dipolos longos Na forma modificada, temos:
Antenas Lineares Potência irradiada pelos dipolos longos Na forma modificada, temos:

Antenas Lineares

Resistência de irradiação dos dipolos longos

Partindo-se de:

Antenas Lineares Resistência de irradiação dos dipolos longos Partindo-se de:
Antenas Lineares Resistência de irradiação dos dipolos longos Partindo-se de:

Antenas Lineares

Impedância de entrada das antenas longas

Partindo-se da aplicação de uma f.e.m. induzida nos terminais de entrada de uma antena filamentar, temos:

Temos que:

Partindo-se da aplicação de uma f.e.m. induzida nos terminais de entrada de uma antena filamentar, temos:
Partindo-se da aplicação de uma f.e.m. induzida nos terminais de entrada de uma antena filamentar, temos:

Antenas Lineares

Impedância de entrada das antenas longas

Precisamos determinar Ez. Vamos utilizar a configuração abaixo:

Lineares Impedância de entrada das antenas longas Precisamos determinar Ez. Vamos utilizar a configuração abaixo:

Antenas Lineares

Impedância de entrada das antenas longas

Calculando-se o Vetor potencial magnético chegamos a:

Calculando-se o Vetor potencial magnético chegamos a: Substituindo o valor de E em Ze, temos: A

Substituindo o valor de E em Ze, temos:

o Vetor potencial magnético chegamos a: Substituindo o valor de E em Ze, temos: A correspondente

A correspondente reatância será:

o Vetor potencial magnético chegamos a: Substituindo o valor de E em Ze, temos: A correspondente

Antenas Lineares

Impedância de entrada das antenas longas

Quando o comprimento total da antena for um inteiro impar de

λ/2, tem-se 2L = (2n +1)λ/2 com n= 0, 1, 2,

Logo,

de λ /2, tem-se 2L = (2n +1) λ /2 com n= 0, 1, 2, Logo,

Entrando com estes valores nas expressões da resistência de irradiação e da reatância de entrada, vem:

0, 1, 2, Logo, Entrando com estes valores nas expressões da resistência de irradiação e da

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Impedância de entrada das antenas longas

A impedância de entrada da antena torna-se:

das antenas longas A impedância de entrada da antena torna-se: Ou ainda, com L= (2n +1)

Ou ainda, com L= (2n +1)λ/4 e k = 2π/λ, vem que:

das antenas longas A impedância de entrada da antena torna-se: Ou ainda, com L= (2n +1)

Antenas Lineares

Intensidade de irradiação e diretividade dos dipolos longos

Intensidade de irradiação e diretividade dos dipolos longos Para o ar, η = 120 π ,

Para o ar, η = 120π, logo:

Intensidade de irradiação e diretividade dos dipolos longos Para o ar, η = 120 π ,

A Diretividade é dada por:

Intensidade de irradiação e diretividade dos dipolos longos Para o ar, η = 120 π ,
Intensidade de irradiação e diretividade dos dipolos longos Para o ar, η = 120 π ,

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Comprimento efetivo e área efetiva dos dipolos longos

Comprimento efetivo e área efetiva dos dipolos longos A área efetiva é dada por:: Ou a

A área efetiva é dada por::

efetivo e área efetiva dos dipolos longos A área efetiva é dada por:: Ou a partir

Ou a partir do conhecimento da diretividade:

efetivo e área efetiva dos dipolos longos A área efetiva é dada por:: Ou a partir