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módulo I DO fundcamentação LUZES E SOMBRAS Desenhar luz e sombra é especialmente prazeroso, pois através
módulo I DO fundcamentação LUZES E SOMBRAS Desenhar luz e sombra é especialmente prazeroso, pois através

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fundcamentação

LUZES E SOMBRAS

Desenhar luz e sombra é especialmente prazeroso, pois através desta habilidade é que conseguimos dar o aspecto tridimensional aos objetos.

A luz projetando-se sobre formas, cria luzes e sombras de uma maneira lógica. As sombras se formam onde a luz fica bloqueada.

Percebendo os valores

As diferenças tonais entre o claro e o escuro são chamadas de valores. Os tons mais claros são chamados de valor “alto”, e os mais escuros de valor “baixo”.

A escala completa de valores vai desde o branco puro, ao preto, com milhares de gradações entre os dois extremos.

No desenho a lápis ou caneta a luz mais forte é o branco do próprio papel.

Obs: Valor, valor tonal ou tom de um desenho são termos que podem ser usados com o mesmo significado.

Cor e Valor

A cor possui três dimensões distintas matiz, saturação e valor. Destas propriedades o valor é o mais crítico na percepção visual.

Alguns matizes, ou seja, o que chamamos de cor (vermelho, azul, verde), pode refletir mais luz que outras, por isso é que percebemos cores mais claras ou mais escuras.

A maneira como a luz ilumina uma cor afeta seu valor aparente. Um foco de luz sobre uma superfície colorida será mais clara do que a mesma superfície sombreada.

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módulo I fundcamentação DO Valor e Forma Ao modelarmos a forma com valores entre o claro
módulo I fundcamentação DO Valor e Forma Ao modelarmos a forma com valores entre o claro

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Valor e Forma

Ao modelarmos a forma com valores entre o claro e o escuro, podemos descrever a natureza da superfíciese plano ou curva, lisa ou rugosa.

A transição de forma gradual entre o claro e o escuro ocorre em

superfícies curvas, como cilindros, cones e formas orgânicas; por outro lado, superfícies que apresentam encontros de planos, como cubos e pirâmides os valores tonais são bem mais abruptos.

cubos e pirâmides os valores tonais são bem mais abruptos. Linguagem valor Ao construirmos um desenho

Linguagem valor

Ao construirmos um desenho com linguagem de valor é importante decidir o número de valores que poderão ser utilizados, uma vez que tal decisão implicará no nível de abstração do desenho, assim como no tempo gasto para realizá-lo. Uma escala de valor com nove graduações (ver página seguinte) pode ser utilizada como referência para a criação da maioria dos desenhos que se utiliza da linguagem valor.

Podemos considerar três condições básicas de iluminação em superfícies: iluminação direta resultando em uma luz forte; áreas de sombra na superfície que não recebe luz direta, formando uma crista de sombra; superfície bloqueada pela luz, formando então a sombra projetada.

A linguagem valor pode ser construída através de alguns poucos

valores tonais.

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módulo I DO fundcamentação Linguagem de Dois valores O emprego de dois valores é o mínimo

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Linguagem de Dois valores

O emprego de dois valores é o mínimo para se criar um desenho. Com esta linguagem, o contraste entre os valores pode ser sutil ou dramático. Em geral, emprega-se um vocabulário onde os valores apresentam grande contraste, consistindo no uso único do branco e do preto (número 1 e 9 da escala).

Podemos utilizar a linguagem de dois valores da seguinte maneira:

para diferenciar áreas positivas e áreas negativas, como na imagem ao lado.

Mas podemos empregar esta linguagem de outra maneira:

utilizando o branco para simular as superfícies que recebe luz e o preto as áreas de sombra, como nos exemplos que seguem.

e o preto as áreas de sombra, como nos exemplos que seguem. Linguagem de três valores
e o preto as áreas de sombra, como nos exemplos que seguem. Linguagem de três valores

Linguagem de três valores

Emprego de três tons contínuos que pode tanto maximizar o contraste, quanto minimizá-lo. Neste caso os valores da escala devem ser 1, 5 e 9. Este aplicação de valores é útil no estudo de massas e de composição.

de valores é útil no estudo de massas e de composição. DARF/FAU/UFRJ_Desenho de Observação I_ 2014

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módulo I fundcamentação DO Linguagem de nove valores Nesta linguagem se usam todos os valores da
módulo I fundcamentação DO Linguagem de nove valores Nesta linguagem se usam todos os valores da
módulo I fundcamentação DO Linguagem de nove valores Nesta linguagem se usam todos os valores da

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Linguagem de nove valores

Nesta linguagem se usam todos os valores da escala entre o 1 e o 9. O número de valores a ser utilizado dependerá da orientação do objeto, do número de superfícies que possui, assim como do tipo de comunicação que se deseja alcançar com a linguagem empregada. Certamente, empregando um número grande de valores é possível sugerir maior detalhe como o desenho da árvore que vemos a seguir.

maior detalhe como o desenho da árvore que vemos a seguir. Construindo tons O sombreamento é

Construindo tons

o desenho da árvore que vemos a seguir. Construindo tons O sombreamento é uma técnica que

O sombreamento é uma técnica que descreve a superfície de uma

forma e não suas bordas, como é o caso de desenho de contorno.

O sombreamento pode ser alcançado pela construção gradual de

camadas de tons contínuos (desenho ao lado), hachuras (desenho inferior esquerdo), hachuras cruzadas e pontilhados.

O efeito visual de cada técnica varia de acordo com a natureza do

traço, do agente/meio utilizado e da textura da superfície do suporte.

O tom contínuo é bastante uniforme e de refinada textura. O tom

criados por linhas, por sua vez, é aquela que produz textura significante e é composta por traços individuais que retêm suas identidades na construção do valor.

hachuras

A técnica de hachuras consiste no uso de traços paralelos, ou

quase paralelos. Podem ser curtos ou longos, feitos mecanicamente ou a mão livre; executados com caneta ou lápis, em papéis com superfícies rugosas ou lisas.

Quando os espaçamentos são curtos, as linhas perdem a sua individualidade e passam a formar um valor tonal. Assim, para controlarmos o grau de claridade ou obscuridade de um valor, baseamo-nos principalmente no espaçamento e densidade das

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linhas. Riscos espessos criam valores mais escuros e profundos, entretanto, o exagero da espessura pode resultar em traços muito pesados.

Para produzir uma variedade de valores com o uso do lápis, podemos tanto variar o grau de dureza do grafite como a pressão que exercemos nele.

Diferente da linha produzida pelo lápis, o valor tonal produzido pela caneta permanece constante. Com a maior parte das canetas, só é possível controlar o espaçamento e a densidade das hachuras.

A técnica mais flexível para hachuras utiliza traços relativamente

curtos e “rápidos” orientados na diagonal. Ao se aplicar camadas

adicionais de riscos na diagonal orientados em um ângulo diferente, podemos alcançar densidade e assim o valor tonal de uma área. Manter uma direção para os traços evita dispersão e unifica as diversas áreas tonais da composição do desenho.

as diversas áreas tonais da composição do desenho. A direção das hachuras também podará seguir o
as diversas áreas tonais da composição do desenho. A direção das hachuras também podará seguir o
as diversas áreas tonais da composição do desenho. A direção das hachuras também podará seguir o

A direção das hachuras também podará seguir o contorno de uma

forma e enfatizar a orientação de sua superfície.

de uma forma e enfatizar a orientação de sua superfície. hachuras cruzadas Neste tipo de técnica

hachuras cruzadas

Neste tipo de técnica são utilizados duas ou mais linhas paralelas para criar o valor tonal. O mais simples consiste na combinação de duas linhas perpendiculares.

Na prática é comum que um desenho seja criado com uma combinação de diversos tipos de hachuras.

criado com uma combinação de diversos tipos de hachuras. DARF/FAU/UFRJ_Desenho de Observação I_ 2014 | Módulo

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módulo I DO fundcamentação Pontilhismo Esta técnica de sombreamento é feita através da aplicação de vários

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Pontilhismo

Esta técnica de sombreamento é feita através da aplicação de vários pontinhos. Um melhor resultado é alcançado quando se utiliza uma caneta com ponta bem fina e em uma superfície lisa.

É uma técnica que requer tempo e paciência, assim como controle no espaçamento e tamanho dos pontos.

assim como controle no espaçamento e tamanho dos pontos. DARF/FAU/UFRJ_Desenho de Observação I_ 2014 | Módulo

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