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onde

onde é a carga contida dentro da superfície . A Lei de Gauss está expressa na
onde é a carga contida dentro da superfície . A Lei de Gauss está expressa na

é a carga contida dentro da superfície .

A Lei de Gauss está expressa na equação (19) na forma integral. Esta é uma

das quatro equações de Maxwell do eletromagnetismo. Veremos que existe uma forma equivalente em termos de umaequação diferencial, e que esta lei permanece válida mesmo quando as distribuições de cargas não são estáticas, ou seja, quando as cargas possuem um movimento qualquer.

Há uma interessante analogia entre as linhas de campo elétrico e linhas de velocidade de um fluido. Cargas positivas (negativas) são análogas às fontes (sorvedouros) de um fluido. É por esta razão que as cargas elétricas são consideradas como fontes do campo eletrostático

Exemplos simples de aplicações da Lei de Gauss

A lei de Gauss não é somente uma forma elegante de expressar os fenômenos

eletrostáticos. É também uma ferramenta útil para o cálculo do campo de distribuições de cargas possuindo elementos de simetria. De maneira geral, sempre que for possível identificar uma superfície gaussiana tal que o campo

elétrico tenha o mesmo valor em todos os seus pontos, então o cálculo do fluxo torna-se elementar

seus pontos , então o cálculo do fluxo torna-se elementar (20) onde é a intensidade do

(20)

pontos , então o cálculo do fluxo torna-se elementar (20) onde é a intensidade do campo
pontos , então o cálculo do fluxo torna-se elementar (20) onde é a intensidade do campo

onde é a intensidade do campo e é a área da superfície. Note que pode ser positivo ou negativo, dependendo se as linhas de campo estão entrando ou saindo da superfície. Vejamos alguns exemplos.

entrando ou saindo da superfície. Vejamos alguns exemplos. Campo de uma carga puntiforme Devemos determinar a

Campo de uma carga puntiforme

Devemos determinar a superfície gaussiana tal que o fluxo do campo de uma carga puntiforme adquira a forma simples dada por (20). O campo produzido por uma carga puntiforme deve possuir simetria esférica. Ou seja, sua intensidade não varia quando percorremos a superfície de uma esfera imaginária de raio , a qual possui área

seja, sua intensidade não varia quando percorremos a superfície de uma esfera imaginária de raio ,
Portanto, utilizando a relação ( 20 ), teremos Finalmente, aplicando a lei de Gauss dada

Portanto, utilizando a relação (20), teremos

Portanto, utilizando a relação ( 20 ), teremos Finalmente, aplicando a lei de Gauss dada por

Finalmente, aplicando a lei de Gauss dada por (19), teremos

aplicando a lei de Gauss dada por ( 19 ), teremos Campo de uma esfera isolante

Campo de uma esfera isolante possuindo densidade de carga uniforme e raio .

isolante possuindo densidade de carga uniforme e raio . Novamente temos uma configuração possuindo simetria

Novamente temos uma configuração possuindo simetria esférica. Ou seja, o fluxo do campo elétrico à uma distância do centro da esfera é

do campo elétrico à uma distância do centro da esfera é Para gaussiana. Logo, de acordo
do campo elétrico à uma distância do centro da esfera é Para gaussiana. Logo, de acordo

Para

gaussiana. Logo, de acordo com a lei de Gauss,

, toda a carga da esfera está contida no interior da superfície

a carga da esfera está contida no interior da superfície onde é a carga total da

onde é a carga total da esfera.

Para

da superfície onde é a carga total da esfera. Para , a carga que está contida

, a carga que está contida no interior da superfície gaussiana é

que está contida no interior da superfície gaussiana é onde é a densidade uniforme de carga
que está contida no interior da superfície gaussiana é onde é a densidade uniforme de carga

onde é a densidade uniforme de carga da esfera isolante,

da superfície gaussiana é onde é a densidade uniforme de carga da esfera isolante, Aplicando a

Aplicando a lei de Gauss,

(21)

Note que nos pontos internos à esfera o campo varia linearmente com , tendendo à

Note que nos pontos internos à esfera o campo varia linearmente com , tendendo à zero quando

.
.
o campo varia linearmente com , tendendo à zero quando . Campo de uma casca esférica

Campo de uma casca esférica delgada

Consideremos uma casca esférica delgada, possuindo raio e uma carga uniformemente distribuída sobre sua superfície. Novamente temos uma simetria esférica. Para pontos externos à casca esférica, imaginamos uma

Para pontos externos à casca esférica, imaginamos uma superfície gaussiana possuindo raio teremos . Aplicando a

superfície gaussiana possuindo raio teremos

imaginamos uma superfície gaussiana possuindo raio teremos . Aplicando a lei de Gauss, (22) Note que

. Aplicando a lei de Gauss,

gaussiana possuindo raio teremos . Aplicando a lei de Gauss, (22) Note que para pontos externos
gaussiana possuindo raio teremos . Aplicando a lei de Gauss, (22) Note que para pontos externos

(22)

Note que para pontos externos à distribuição de cargas, os campos dados por (21) e (22) comportam-se como se toda a carga estivesse concentrada num único ponto na origem.

Para pontos internos à casca esférica, a carga no interior da superfície gaussiana imaginária é nula. Logo,

interior da superfície gaussiana imaginária é nula. Logo, Distribuição de cargas com simetria cilíndrica Certas

Distribuição de cargas com simetria cilíndrica

Certas distribuições de carga exibem simetria cilíndrica, ou seja, podemos antecipar que o campo produzido por estas distribuições tem a mesma intensidade em todos os pontos pertencentes à umasuperfície cilíndcdrica imaginária. Podemos decompor o fluxo total através do cilindro como

pertencentes à uma superfície cilíndcdrica imaginária. Podemos decompor o fluxo total através do cilindro como (23)

(23)

e são mutuamente ortogonais apontando para cima e para fora da superfície lateral, respectivamente. onde

e

são

mutuamente ortogonais apontando para cima e para fora da superfície lateral,

respectivamente.

onde é o raio do cilindro, é sua altura e os vetores unitários

é o raio do cilindro, é sua altura e os vetores unitários Suponhamos a distribuição de
é o raio do cilindro, é sua altura e os vetores unitários Suponhamos a distribuição de

Suponhamos a distribuição de cargas seja um fio de comprimento infinito, uniformemente carregado com densidade linear de carga . Por simetria, as

carregado com densidade linear de carga . Por simetria, as linhas de campo são direcionadas radialmente,

linhas de campo são direcionadas radialmente, de modo que

linhas de campo são direcionadas radialmente, de modo que , sendo a intensidade do campo. Usando
linhas de campo são direcionadas radialmente, de modo que , sendo a intensidade do campo. Usando

, sendo a intensidade do campo. Usando a lei de Gauss, e a expressão (23) teremos

e

Usando a lei de Gauss, e a expressão ( 23 ) teremos e (24) onde usamos

(24)

onde usamos

de Gauss, e a expressão ( 23 ) teremos e (24) onde usamos . Plano uniformemente

.

Plano uniformemente carregado

teremos e (24) onde usamos . Plano uniformemente carregado Neste caso, podemos antecipar que o campo

Neste caso, podemos antecipar que o campo elétrico terá o mesmo valor em todos os pontos dos planos paralelos ao plano da distribuição de cargas, sendo paralelo à normal exterior de dois planos quaisquer que contenham o plano de cargas entre eles (sanduiche). Construímos então uma superfície gaussiana, adicionando quatro planos de maneira a formar um paralelepípedo. O fluxo através das 4 faces laterais do paralelepípedo é nulo, já que o campo é ortogonal à normal destes 4 planos. Como o vetor tem sentidos opostos acima e abaixo do plano de cargas, então

destes 4 planos. Como o vetor tem sentidos opostos acima e abaixo do plano de cargas
destes 4 planos. Como o vetor tem sentidos opostos acima e abaixo do plano de cargas

Usando a lei de Gauss,

destes 4 planos. Como o vetor tem sentidos opostos acima e abaixo do plano de cargas
onde usamos equação ( 12 )), a partir do limite de pequenas distâncias do campo

onde usamos

equação (12)), a partir do limite de pequenas distâncias do campo do disco

. Note que já havíamos obtido este resultado (veja a

uniformemente carregado. Note tambem que este campo não depende do ponto do espaço; é um campo uniforme.

Equilíbrio no campo eletrostático

A lei de Gauss também permite a demonstração de certas propriedades gerais em eletrostática. Uma destas propriedades diz respeito à não existência de

Uma destas propriedades diz respeito à não existência de pontos de equilíbrio estável em um campo

pontos de equilíbrio estável em um campo eletrostático. Um ponto é de

estável em um campo eletrostático. Um ponto é de equilíbrio estável se, ao deslocarmos uma carga

equilíbrio estável se, ao deslocarmos uma carga em qualquer direção, a

se, ao deslocarmos uma carga em qualquer direção, a partir do ponto , as forças eletrostáticas
se, ao deslocarmos uma carga em qualquer direção, a partir do ponto , as forças eletrostáticas

partir do ponto , as forças eletrostáticas tenderão a puxar a carga de

, as forças eletrostáticas tenderão a puxar a carga de volta para o ponto . Para

volta para o ponto . Para que isto ocorra, as linhas de campo elétrico

o ponto . Para que isto ocorra, as linhas de campo elétrico devem todas convergir para

devem todas convergir para o ponto . Mas, neste caso, o fluxo do

convergir para o ponto . Mas, neste caso, o fluxo do campo através de uma pequena

campo através de uma pequena superfície gaussiana, contendo o ponto em seu interior, será não nulo. De acordo com a lei de Gauss, isto não é possível,

. De acordo com a lei de Gauss, isto não é possível , uma vez que
. De acordo com a lei de Gauss, isto não é possível , uma vez que

uma vez que não existe uma carga (fonte do campo elétrico) em .

Capítulo 04 Potencial Elétrico

Condutores

As cargas elétricas (elétrons) podem se mover no interior de um meio condutor, mas não podem escapar espontaneamente deste meio. Na eletrostática, estamos descrevendo situações onde as cargas encontram-se em repouso. Admitindo que as cargas ja se deslocaram para uma configuração de equilíbrio (em um bom condutor, o equilíbrio é atingido em cerca de ), não pode haver campo elétrico no interior do condutor, pois, se houvesse, as cargas ainda estariam se movendo sob a ação deste campo. Logo, no equilíbrio eletrostático, o campo elétrico é nulo no interior do condutor.

, o campo elétrico é nulo no interior do condutor. A figura 16 mostra um condutor

A figura 16 mostra um condutor carregado, ou seja, não neutro, onde a linha tracejada em vermelho representa uma superfície gaussiana cujo interior contém o volume interno do condutor. Uma vez que, no equilíbrio, o campo elétrico é nulo no interior do condutor, então o fluxo do campo através da superfície gaussiana é nulo. Logo, de acordo com a lei de Gauss, não há cargas no interior do condutor. Do ponto de vista macroscópico, a solução de equilíbrio eletrostático é tal que

a carga localiza-se na superfície do condutor.

é tal que a carga localiza-se na superfície do condutor. Figura 16: Condutor Carregado Na parte

Figura 16: Condutor Carregado

Na parte externa do condutor, existe um campo elétrico produzido pelas cargas superficiais. Como estas cargas não possuem movimento ao longo da superfície do condutor (solução estática), então

a componente do campo tangencial à superfície externa do condutor deve ser nula

Para determinar a componente normal à superfície, construímos uma superfície gaussiana em forma de caixa cilíndrica como mostra a figura 17

em forma de caixa cilíndrica como mostra a figura 17 Figura 17: Superficie gaussiana para o

Figura 17: Superficie gaussiana para o condutor

Na face lateral da caixa cilíndrica o fluxo do campo é nulo, pois não existe componente tangencial. Na base do cilindro, que está dentro do condutor, o campo elétrico é nulo. Logo, só há fluxo através do topo do cilindro, e este fluxo é dado por

fluxo através do topo do cilindro, e este fluxo é dado por onde cilindro com a

onde

cilindro com a superfície do condutor. Portanto, usando a Lei de Gauss,

a superfície do condutor. Portanto, usando a Lei de Gauss, é a área do topo do

é a área do topo do cilindro, que é idêntica à área de seção do

onde usamos

que é idêntica à área de seção do onde usamos . Estude o exemplo (24.7) do

.

Estude o exemplo (24.7) do livro texto.

Potencial Eletrostático

Sabemos que uma partícula carregada, possuindo carga , sob a ação de um campo eletrostático

Sabemos que uma partícula carregada, possuindo carga , sob a ação de um campo eletrostático será acelerada por uma força

de um campo eletrostático será acelerada por uma força Em consequência, a energia cinética será aumentada

Em consequência, a energia cinética será aumentada ou diminuída. De onde vem a energia adquirida ou perdida pela partícula? A resposta à esta questão nos leva a introduzir o conceito de energia na descrição dos fenômenos eletromagnéticos.

Campos conservativos

dos fenômenos eletromagnéticos. Campos conservativos A figura 18 [ 1 ] ilustra o movimento de uma

A figura 18 [1] ilustra o movimento de uma carga , na presença do campo

1 ] ilustra o movimento de uma carga , na presença do campo eletrostático produzido por

eletrostático produzido por outra carga . O trabalho realizado sobre a

produzido por outra carga . O trabalho realizado sobre a carga , num deslocamento infinitesimal é
produzido por outra carga . O trabalho realizado sobre a carga , num deslocamento infinitesimal é

carga , num deslocamento infinitesimal é

realizado sobre a carga , num deslocamento infinitesimal é Consideremos inicialmente o trecho cinética da carga

Consideremos inicialmente o trecho

infinitesimal é Consideremos inicialmente o trecho cinética da carga neste trecho é . A variação da

cinética da carga neste trecho é

inicialmente o trecho cinética da carga neste trecho é . A variação da energia Suponhamos agora

. A variação da energia

da carga neste trecho é . A variação da energia Suponhamos agora que a carga percorra
da carga neste trecho é . A variação da energia Suponhamos agora que a carga percorra

Suponhamos agora que a carga percorra todo o trajeto mostrado na figura 18, retornando ao ponto de partida. Caso sua energia cinética fosse, por exemplo, maior que a inicial, teríamos uma forma de produzir energia do nada! Sabemos que isto não é possível, pois não existe um moto perpétuo. Portanto, devemos ser capazes de demonstrar que

perpétuo. Portanto, devemos ser capazes de demonstrar que o trabalho realizado ao longo de qualquer trajetória

o trabalho realizado ao longo de qualquer trajetória fechada é nulo

(Caso uma determinada trajetória resultasse em um trabalho negativo

determinada trajetória resultasse em um trabalho negativo (diminuindo a energia cinética da carga ), poderíamos

(diminuindo a energia cinética da carga ), poderíamos inverter o sentido da trajetória obtendo assim um ganho de energia cinética.)

Vamos primeiro mostrar que o trabalho é de fato nulo para a trajetória simples mostrada na figura 18.

nulo para a trajetória simples mostrada na figura 18 . Figura 18: Trajetoria num campo conservativo

Figura 18: Trajetoria num campo conservativo

figura 18 . Figura 18: Trajetoria num campo conservativo Note que, nos trechos se perpendicularmente à

Note que, nos trechos

se perpendicularmente à direção do campo radial . Portanto, o trabalho é

nulo nestes trechos ( nulo temos

, , e
,
,
e

, a carga

desloca-

). Nos trechos onde o trabalho é não

Portanto, o trabalho é nulo nestes trechos ( nulo temos , , e , a carga
Portanto, o trabalho é nulo nestes trechos ( nulo temos , , e , a carga
O trabalho total é a soma dos trabalhos em cada trecho; Concluímos facilmente que ,
O trabalho total é a soma dos trabalhos em cada trecho; Concluímos facilmente que ,

O trabalho total é a soma dos trabalhos em cada trecho;

O trabalho total é a soma dos trabalhos em cada trecho; Concluímos facilmente que , notando

Concluímos facilmente que

dos trabalhos em cada trecho; Concluímos facilmente que , notando que , , e . A
dos trabalhos em cada trecho; Concluímos facilmente que , notando que , , e . A

, notando que

em cada trecho; Concluímos facilmente que , notando que , , e . A curva utilizada

,

,

e

.

A

curva utilizada na figura 18 pode parecer muito especial. Vamos agora

verificar o que acontece em uma situação mais geral, como a mostrada na figura 19 (escolhemos uma força repulsiva, mas o mesmo poderia ser deduzido com uma força atrativa). A ampliação de um dos trechos da trajetória, mostra uma aproximação em termos de dente de serra. Estamos portanto reduzindo uma trajetória qualquer ao caso considerado na figura 18, onde já demonstramos que o trabalho é nulo quando percorremos o circuito fechado. Tomando dentes suficientemente pequenos, como é mostrado na ampliação seguinte, tudo o que precisamos mostrar é que, para um dente

tudo o que precisamos mostrar é que, para um dente qualquer, o trabalho No trecho é

qualquer, o trabalho

No trecho

é o mesmo que a soma dos trabalhos

mostrar é que, para um dente qualquer, o trabalho No trecho é o mesmo que a

o trabalho é

mostrar é que, para um dente qualquer, o trabalho No trecho é o mesmo que a

e

.

mostrar é que, para um dente qualquer, o trabalho No trecho é o mesmo que a

pois a força é constante ao longo do trecho infinitesimal. No trecho horizontal,

ao longo do trecho infinitesimal. No trecho horizontal, No trecho vertical , visto que a força

No trecho vertical

infinitesimal. No trecho horizontal, No trecho vertical , visto que a força é perpendicular ao deslocamento.

, visto que a força é perpendicular ao

No trecho vertical , visto que a força é perpendicular ao deslocamento. Como . Portanto, o

deslocamento. Como

. Portanto, o trabalho ao longo de uma trajetória qualquer é o mesmo que o trabalho ao logo de uma trajetória em forma de dente de serra, que por sua vez é nula para um circuito fechado.

de serra, que por sua vez é nula para um circuito fechado. , concluímos que Figura

, concluímos que

sua vez é nula para um circuito fechado. , concluímos que Figura 19: Trajetoria geral num

Figura 19: Trajetoria geral num campo conservativo

Forças possuindo a propriedade demonstrada acima, são chamadas de forças conservativas. Note que esta propriedade é comum à qualquer força que dependa somente da distância radial, ou seja, forças centrais.

Uma consequência imediata do anulamento do trabalho em um circuito

imediata do anulamento do trabalho em um circuito fechado é que o trabalho realizado entre dois
imediata do anulamento do trabalho em um circuito fechado é que o trabalho realizado entre dois

fechado é que o trabalho realizado entre dois pontos e quaisquer, não

o trabalho realizado entre dois pontos e quaisquer, não depende do caminho entre e trajetória exibidas

depende do caminho entre e trajetória exibidas na figura 20.

. Para mostrar isto, considere as duaso trabalho realizado entre dois pontos e quaisquer, não depende do caminho entre e trajetória exibidas

Figura 20: Diferentes caminhos entre A e B Partindo do ponto e percorrendo as duas

Figura 20: Diferentes caminhos entre A e B

Figura 20: Diferentes caminhos entre A e B Partindo do ponto e percorrendo as duas trajetórias

Partindo do ponto e percorrendo as duas trajetórias no sentido horário, teremos

as duas trajetórias no sentido horário, teremos Como , obtemos Portanto, para calcular trajetória

Como

as duas trajetórias no sentido horário, teremos Como , obtemos Portanto, para calcular trajetória conveniente é

, obtemos

trajetórias no sentido horário, teremos Como , obtemos Portanto, para calcular trajetória conveniente é aquela

Portanto, para calcular

trajetória conveniente é aquela mostrada em verde, na figura 20. No trecho semi-circular desta trajetória, sabemos que não há trabalho realizado. No

trajetória, sabemos que não há trabalho realizado. No , podemos escolher qualquer trajetória . Uma trecho

, podemos escolher qualquer trajetória. Uma

trecho que vai de

escolher qualquer trajetória . Uma trecho que vai de até , o trabalho é (25) Esta

até

, o trabalho é

trajetória . Uma trecho que vai de até , o trabalho é (25) Esta propriedade pode

(25)

Esta propriedade pode ser equivalentemente expressa dizendo que

o trabalho realizado por uma força conservativa só depende da posição dos pontos inicial e final

No caso de um campo eletrostático produzido por uma distribuição qualquer de cargas, podemos invocar o princípio de superposição, subdividindo a distribuição de cargas em elementos de carga puntiforme, cada um dos quais produzindo um campo coulombiano, portanto conservativo. Naturalmente, a soma de campos conservativos é um campo conservativo.

Diferença de potencial eletrostático

campo conservativo. Diferença de potencial eletrostático Consideremos dois pontos e de uma região do espaço onde
campo conservativo. Diferença de potencial eletrostático Consideremos dois pontos e de uma região do espaço onde

Consideremos dois pontos e de uma região do espaço onde existe um

dois pontos e de uma região do espaço onde existe um campo elétrico e uma carga
dois pontos e de uma região do espaço onde existe um campo elétrico e uma carga

campo elétrico e uma carga que pode ocupar qualquer destes pontos. Definimos a diferença de energia potencial eletrostática deste sistema como

de energia potencial eletrostática deste sistema como (26) Note que trocado . Se imaginarmos um agente

(26)

de energia potencial eletrostática deste sistema como (26) Note que trocado . Se imaginarmos um agente

Note que

trocado. Se imaginarmos um agente externo deslocando a carga entre

Se imaginarmos um agente externo deslocando a carga entre é o trabalho realizado sobre entre e

é o trabalho realizado sobre

entre

edeslocando a carga entre é o trabalho realizado sobre entre , com sinal e , sem

a carga entre é o trabalho realizado sobre entre e , com sinal e , sem

, com sinal

entre é o trabalho realizado sobre entre e , com sinal e , sem alterar sua

e

entre é o trabalho realizado sobre entre e , com sinal e , sem alterar sua

, sem alterar sua energia cinética, então a equação (26) é idêntica

ao trabalho realizado pelo agente externo. Sabemos da seção anterior

que

pontos e . Podemos portanto utilizar qualquer caminho ligando os ponto e , para calcular a integral de linha na equação (26).

e , para calcular a integral de linha na equação ( 26 ). é de fato

é de fato uma grandeza que depende somente da posição dos

é de fato uma grandeza que depende somente da posição dos Podemos também definir a grandeza,

Podemos também definir a grandeza, denominada diferença de potencial entre

os pontos

denominada diferença de potencial entre os pontos e , como Note que esta grandeza depende somente

e

, comodenominada diferença de potencial entre os pontos e Note que esta grandeza depende somente das propriedades

diferença de potencial entre os pontos e , como Note que esta grandeza depende somente das

Note que esta grandeza depende somente das propriedades do campo elétrico.

depende somente das propriedades do campo elétrico. Escolhendo arbitrariamente um ponto de referência, , onde

Escolhendo arbitrariamente um ponto de referência, , onde teremos o potencial em qualquer ponto do espaço

elétrico. Escolhendo arbitrariamente um ponto de referência, , onde teremos o potencial em qualquer ponto do

,

(27) Frequentemente, o ponto é tomado à uma distância infinita das distribuições de carga. Cargas

(27)

(27) Frequentemente, o ponto é tomado à uma distância infinita das distribuições de carga. Cargas puntiformes

Frequentemente, o ponto é tomado à uma distância infinita das distribuições de carga.

Cargas puntiformes

infinita das distribuições de carga. Cargas puntiformes Vimos que o trabalho realizado pela força eletrostática de

Vimos que o trabalho realizado pela força eletrostática de uma carga sobre

realizado pela força eletrostática de uma carga sobre outra carga é dado pela equação ( 25

outra carga é dado pela equação (25). Utilizando a definição geral de diferença potencial eletrostático, dada por (5.2.2), teremos

potencial eletrostático, dada por ( 5.2.2 ), teremos (28) Convencionando-se que o valor do potencial é

(28)

potencial eletrostático, dada por ( 5.2.2 ), teremos (28) Convencionando-se que o valor do potencial é

Convencionando-se que o valor do potencial é zero em

falar em potencial em cada ponto produzido por uma carga puntiforme, como

sendo dado por

, podemos

por uma carga puntiforme, como sendo dado por , podemos Note que este potencial não muda

Note que este potencial não muda de valor nos pontos de superfícies esféricas de raio . Em geral, superfícies onde o potencial tem sempre o mesmo valor são denominadas

onde o potencial tem sempre o mesmo valor são denominadas Utilizando o princípio de superposição, o
onde o potencial tem sempre o mesmo valor são denominadas Utilizando o princípio de superposição, o

Utilizando o princípio de superposição, o potencial produzido por cargas

puntiformes,

são denominadas Utilizando o princípio de superposição, o potencial produzido por cargas puntiformes, , é dado
são denominadas Utilizando o princípio de superposição, o potencial produzido por cargas puntiformes, , é dado

, é dado por

onde o potencial, de cada carga, no infinito, foi posto igual à zero. Energia potencial

onde o potencial, de cada carga, no infinito, foi posto igual à zero.

Energia potencial de partículas carregadas

igual à zero. Energia potencial de partículas carregadas Uma carga está produzindo um potencial em um

Uma carga está produzindo um potencial

carregadas Uma carga está produzindo um potencial em um ponto que está a uma distância de
carregadas Uma carga está produzindo um potencial em um ponto que está a uma distância de

em um ponto que está a uma distância de . Da definição de potencial, sabemos que o trabalho realizado por um agente externo para deslocar, sem

realizado por um agente externo para deslocar, sem aceleração , uma segunda carga , desde o

aceleração, uma segunda carga , desde o infinito até a distância

, uma segunda carga , desde o infinito até a distância é Este trabalho é definido

é

uma segunda carga , desde o infinito até a distância é Este trabalho é definido como
uma segunda carga , desde o infinito até a distância é Este trabalho é definido como

Este trabalho é definido como a energia potencial do sistema de cargas. Ou seja,

como a energia potencial do sistema de cargas. Ou seja, Para um sistema constituído de cargas,
como a energia potencial do sistema de cargas. Ou seja, Para um sistema constituído de cargas,

Para um sistema constituído de cargas, devemos somar as energias potenciais associadas a cada par de cargas. Ou seja,

potenciais associadas a cada par de cargas. Ou seja, Distribuições contínuas de cargas Utilizando o

Distribuições contínuas de cargas

Utilizando o princípio de superposição, o potencial de uma distribuição contínua é dado pela soma dos potenciais

Utilizando o princípio de superposição , o potencial de uma distribuição contínua é dado pela soma
produzidos por elementos de carga . Ou seja, Estamos convencionando que o potencial é nulo

produzidos por elementos de carga . Ou seja,

produzidos por elementos de carga . Ou seja, Estamos convencionando que o potencial é nulo em

Estamos convencionando que o potencial é nulo em pontos situados a uma distância infinita da distribuição de cargas.

Potencial de uma esfera uniformemente carregada

de cargas. Potencial de uma esfera uniformemente carregada A figura 21 mostra uma esfera possuindo carga

A figura 21 mostra uma esfera possuindo carga total , uniformemente distribuída em todo o seu volume.

total , uniformemente distribuída em todo o seu volume. Figura 21: Esfera uniformemente carregada Um elemento

Figura 21: Esfera uniformemente carregada

Um elemento de carga produz um potencial

Figura 21: Esfera uniformemente carregada Um elemento de carga produz um potencial (o volume está mostrado
Figura 21: Esfera uniformemente carregada Um elemento de carga produz um potencial (o volume está mostrado

(o volume está mostrado na figura),

Figura 21: Esfera uniformemente carregada Um elemento de carga produz um potencial (o volume está mostrado

num ponto situado a uma distância do centro da esfera. Também esta indicada na figura, a distância , que vai do centro da esfera até o volume

em termos de e , observando que
em termos de e , observando que

. Podemos expressar

o volume em termos de e , observando que . Podemos expressar As dimensões do elemento

As dimensões do elemento de volume são Portanto,

, e .
,
e
.
As dimensões do elemento de volume são Portanto, , e . é obtido integrando em ,
é obtido integrando em , e
é obtido integrando em , e

O potencial total em

, e . é obtido integrando em , e O potencial total em Como a densidade
, e . é obtido integrando em , e O potencial total em Como a densidade

Como a densidade de carga é constante e o resto do integrando não depende

de carga é constante e o resto do integrando não depende de , podemos imediatamente integrar
de carga é constante e o resto do integrando não depende de , podemos imediatamente integrar

de , podemos imediatamente integrar em , resultando em

de , podemos imediatamente integrar em , resultando em Fazendo a mudança de variável teremos Fazendo

Fazendo a mudança de variável

integrar em , resultando em Fazendo a mudança de variável teremos Fazendo uma segunda mudança de

teremos

integrar em , resultando em Fazendo a mudança de variável teremos Fazendo uma segunda mudança de

Fazendo uma segunda mudança de variável

integrar em , resultando em Fazendo a mudança de variável teremos Fazendo uma segunda mudança de

teremos

Devemos agora distinguir duas situações: Neste caso, ponto fora da distribuição de cargas . Logo,
Devemos agora distinguir duas situações: Neste caso, ponto fora da distribuição de cargas . Logo,

Devemos agora distinguir duas situações:

Neste caso,

Devemos agora distinguir duas situações: Neste caso, ponto fora da distribuição de cargas . Logo, ponto

ponto fora da distribuição de cargas

Neste caso, ponto fora da distribuição de cargas . Logo, ponto dentro da distribuição de cargas

. Logo,

Neste caso, ponto fora da distribuição de cargas . Logo, ponto dentro da distribuição de cargas
Neste caso, ponto fora da distribuição de cargas . Logo, ponto dentro da distribuição de cargas

ponto dentro da distribuição de cargas

(29)

Devemos, neste caso, separar a região de integração em duas partes. Uma,

caso, separar a região de integração em duas partes. Uma, de até , onde onde .

de até , onde

onde

. Logo

. Outra, de até

em duas partes. Uma, de até , onde onde . Logo . Outra, de até ,
,
,
em duas partes. Uma, de até , onde onde . Logo . Outra, de até ,

Cálculo do campo elétrico a partir do potencial

Consideremos uma carga teste movendo-se ao longo da direção , mostrada na figura 22 .

Consideremos uma carga teste movendo-se ao longo da direção , mostrada na figura 22. As linhas tracejadas representam superfícies equipotenciais. Ao atravessar uma diferença de potencial , é realizado um trabalho

uma diferença de potencial , é realizado um trabalho Portanto, Ou seja, Figura 22: Campo eletrico
uma diferença de potencial , é realizado um trabalho Portanto, Ou seja, Figura 22: Campo eletrico
uma diferença de potencial , é realizado um trabalho Portanto, Ou seja, Figura 22: Campo eletrico

Portanto,

Ou seja,

de potencial , é realizado um trabalho Portanto, Ou seja, Figura 22: Campo eletrico de uma
de potencial , é realizado um trabalho Portanto, Ou seja, Figura 22: Campo eletrico de uma
de potencial , é realizado um trabalho Portanto, Ou seja, Figura 22: Campo eletrico de uma

Figura 22: Campo eletrico de uma carga teste

O eixo poderia ter sido escolhido ao longo de qualquer um dos 3 eixos

ter sido escolhido ao longo de qualquer um dos 3 eixos ou . Neste caso, teríamos
ter sido escolhido ao longo de qualquer um dos 3 eixos ou . Neste caso, teríamos
ter sido escolhido ao longo de qualquer um dos 3 eixos ou . Neste caso, teríamos

ou . Neste caso, teríamos as componentes cartesianas do vetor campo elétrico dadas por

,

de qualquer um dos 3 eixos ou . Neste caso, teríamos as componentes cartesianas do vetor
Potencial de um condutor carregado Já sabemos que o campo elétrico é nulo no interior

Potencial de um condutor carregado

sabemos que o campo elétrico é nulo no interior de um condutor. Usando-

se

as equações (31), chega-se à conclusão de que

o potencial no interior do condutor é constante.

Como o campo elétrico é sempre normal à superfície do condutor, podemos facilmente deduzir que em dois pontos e quaisquer, na superfície do condutor, o potencial é o mesmo. De fato,

na superfície do condutor, o potencial é o mesmo. De fato, Portanto, o condutor é uma
na superfície do condutor, o potencial é o mesmo. De fato, Portanto, o condutor é uma
na superfície do condutor, o potencial é o mesmo. De fato, Portanto, o condutor é uma

Portanto, o condutor é uma região equipotencial

A figura 23 mostra os gráficos do potencial e do campo elétrico de uma esfera

condutora carregada.

Figura 23: Potencial e campo eletrico de uma esfera carregada Condutor possuindo uma cavidade -
Figura 23: Potencial e campo eletrico de uma esfera carregada Condutor possuindo uma cavidade -
Figura 23: Potencial e campo eletrico de uma esfera carregada Condutor possuindo uma cavidade -

Figura 23: Potencial e campo eletrico de uma esfera carregada

Condutor possuindo uma cavidade - Blindagem

A figura 24 mostra o corte de um condutor carregado possuindo uma cavidade, no interior da qual não há carga líquida. Queremos determinar o campo elétrico no interior da cavidade e a distribuição de cargas na superfície interna.

no interior da cavidade e a distribuição de cargas na superfície interna. Figura 24: Condutor possuindo

Figura 24: Condutor possuindo uma cavidade

Na figura 25 construímos uma superfície (linha tracejada), passando pelo interior do meio condutor, e envolvendo toda a cavidade.

interior do meio condutor, e envolvendo toda a cavidade. Figura 25: Superficie gaussiana envolvendo a cavidade

Figura 25: Superficie gaussiana envolvendo a cavidade

Como

Figura 25: Superficie gaussiana envolvendo a cavidade Como no condutor, a lei de Gauss nos dá

no condutor, a lei de Gauss nos dá

a cavidade Como no condutor, a lei de Gauss nos dá Portanto, toda a informação que

Portanto, toda a informação que a lei de Gauss nos dá, é que a carga líquida na superfície da cavidade é nula.

Admitindo que as cargas teriam se distribuído na superfície da cavidade, como na figura 26 (sabemos que num condutor tal configuração não seria estável), teríamos um campo elétrico não nulo no interior da cavidade.

um campo elétrico não nulo no interior da cavidade. Figura 26: Distribuicao de cargas na cavidade

Figura 26: Distribuicao de cargas na cavidade

Mas esta suposição nos leva à uma contradição, uma vez que a integral de linha do campo elétrico, ao longo da curva fechada , indicada na figura, seria não nula;

uma vez que a integral de linha do campo elétrico, ao longo da curva fechada ,
uma vez que a integral de linha do campo elétrico, ao longo da curva fechada ,

o que é um absurdo. Logo,

não há campo elétrico no interior de uma cavidade de um condutor

É por esta razão que circuitos elétricos sensíveis (como a placa mãe de um

computador) são blindados por um gabinete metálico. Note que se a lei de Gauss não fosse verdadeira, a blindagem não ocorreria, mesmo que o campo

fosse conservativo.