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RESPONSABILIDADE CIVIL

37 ñ Art. 187: a responsabilidade civil decorrente do abuso do direito

independe de culpa, e fundamenta-se somente no critÈrio objetivo- finalÌstico.

38 ñ Art. 927: a responsabilidade fundada no risco da atividade, como

prevista na segunda parte do par·grafo ˙nico do art. 927 do novo CÛdigo Civil, configura-se quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano causar a pessoa determinada um Ùnus maior do que aos demais membros da coletividade.

39 ñ Art. 928: a impossibilidade de privaÁ„o do necess·rio ‡ pessoa,

prevista no art. 928, traduz um dever de indenizaÁ„o eq¸itativa, informado pelo princÌpio constitucional da proteÁ„o ‡ dignidade da pessoa humana. Como conseq¸Íncia, tambÈm os pais, tutores e curadores ser„o beneficiados pelo limite humanit·rio do dever de indenizar, de modo que a passagem ao patrimÙnio do incapaz se dar· n„o quando esgotados todos os recursos do respons·vel, mas se reduzidos estes ao montante necess·rio ‡ manutenÁ„o de sua dignidade.

40 ñ Art. 928: o incapaz responde pelos prejuÌzos que causar de maneira subsidi·ria ou excepcionalmente, como devedor principal, na hipÛtese do ressarcimento devido pelos adolescentes que praticarem atos infracionais, nos termos do art. 116 do Estatuto da CrianÁa e do Adolescente, no ‚mbito das medidas sÛcioeducativas ali previstas.

41 ñ Art. 928: a ˙nica hipÛtese em que poder· haver responsabilidade

solid·ria do menor de 18 anos com seus pais È ter sido emancipado nos

termos do art. 5 , par·grafo ˙nico, inc. I, do novo CÛdigo Civil.

42 ñ Art. 931: o art. 931 amplia o conceito de fato do produto existente

no art. 12 do CÛdigo de Defesa do Consumidor, imputando responsabilidade civil ‡ empresa e aos empres·rios individuais vinculados ‡ circulaÁ„o dos produtos.

43 ñ Art. 931: a responsabilidade civil pelo fato do produto, prevista no

art. 931 do novo CÛdigo Civil, tambÈm inclui os riscos do desenvolvimento.

44 ñ Art. 934: na hipÛtese do art. 934, o empregador e o comitente

somente poder„o agir regressivamente contra o empregado ou preposto se estes tiverem causado dano com dolo ou culpa.

45 ñ Art. 935: no caso do art. 935, n„o mais se poder· questionar sobre

a existÍncia do fato ou sobre quem seja o seu autor se essas questıes se acharem categoricamente decididas no juÌzo criminal.

46 ñ Art. 944: a possibilidade de reduÁ„o do montante da indenizaÁ„o

em face do grau de culpa do agente, estabelecida no par·grafo ˙nico do art. 944 do novo CÛdigo Civil, deve ser interpretada restritivamente,

por representar uma exceÁ„o ao princÌpio da reparaÁ„o integral do dano, n„o se aplicando ‡s hipÛteses de responsabilidade objetiva.

47 ñ Art. 945: o art. 945 do CÛdigo Civil, que n„o encontra correspondente no CÛdigo Civil de 1916, n„o exclui a aplicaÁ„o da teoria da causalidade adequada.

48 ñ Art. 950, par·grafo ˙nico: o par·grafo ˙nico do art. 950 do novo

CÛdigo Civil institui direito potestativo do lesado para exigir

pagamento da indenizaÁ„o de uma sÛ vez, mediante arbitramento do valor pelo juiz, atendidos os arts. 944 e 945 e a possibilidade econÙmica do ofensor.

49 - Art. 1.228, ß 2 : a regra do art. 1.228, ß 2 , do novo CÛdigo Civil interpreta-se restritivamente, em harmonia com o princÌpio da funÁ„o social da propriedade e com o disposto no art. 187.

50 ñ Art. 2.028: a partir da vigÍncia do novo CÛdigo Civil, o prazo prescricional das aÁıes de reparaÁ„o de danos que n„o houver atingido a metade do tempo previsto no CÛdigo Civil de 1916 fluir· por inteiro, nos termos da nova lei (art. 206).

MO« O:

No que tange ‡ responsabilidade civil, o novo CÛdigo representa, em geral, not·vel avanÁo, com progressos indiscutÌveis, entendendo a Comiss„o que n„o h· necessidade de prorrogaÁ„o da vacatio legis.