1.

 O que é Ater 
A  Assistência Técnica e Extensão Rural, conhecida pela sigla Ater, é um serviço  gratuito, direcionado aos 
agricultores  familiares,  de  educação  não  formal,  de  caráter  continuado,  que  promove  processos  de  gestão, 
produção, beneficiamento e comercialização das atividades e serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive 
atividades agroextrativistas, florestais e artesanais. 
A Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) considera as diversidades regionais e climáticas, acompanha 
o  calendário  agrícola  e  atua  de  acordo  com  um  conjunto  de  situações  imprevisíveis,  dada  as  especificidades  da 
atividade  agrícola,  ocorridas  em  função  de  fatores  não  controlados,  como  chuva,  geada,  vento,  enchente  e  secas; 
doenças e pragas de plantas e doenças animais. 
Os  extensionistas,  em  sua  maioria  são  engenheiros  agrônomos,  médicos  veterinários  e  técnicos  agrícolas. 
Mas,  as  equipes  de  extensionistas  muitas  vezes  contam  também  com  economistas  domésticos,  engenheiros  de 
alimentos e zootecnistas. 
A  política  de  Assistência  Técnica  e  Extensão  Rural  deve  ser  uma  das  prioridades  estratégicas  da  política 
agrícola brasileira, pois é ela que tem a capacidade real de garantir o melhor emprego do crédito do Pronaf para que 
a  inadimplência  seja  reduzida,  a produção  agrícola  seja  otimizada  e,  dessa  forma,  programas  como  do  biodiesel  e 
da merenda escolar tenham sucesso e a segurança alimentar seja garantida. 
2. Brevíssimo Histórico da Ater no Brasil 
No  Brasil,  a  Ater  foi  criada  em  1948  e  se  desenvolveu  nas  décadas  seguintes,  como  sistema  nacional 
articulado,  contribuindo para que a “mão” do Estado Brasileiro chegasse em todos os rincões do país. 
O  Governo  Federal,  em  1956,  criou  a  Associação  Brasileira  de  Crédito  e  Assistência  Rural  –  ABCAR, 
constituindo, então, um Sistema Nacional articulado com  Associações de Crédito  e  Assistência Rural nos Estados. 
Em  meados  da década 1970, o governo implantou  o Sistema Brasileiro  de  Assistência Técnica e Extensão Rural – 
Sibrater,  coordenado  pela  Empresa  Brasileira  de  Assistência  Técnica  e  Extensão  Rural  ­  Embrater  e  executado 
pelas empresas estaduais de assistência técnica e extensão rural nos Estados, as “Emater”. 
A  Ater  brasileira  foi  uma  das  primeiras  no  mundo  a  articular  extensão  com  crédito  agrícola  e  gerar 
metodologia própria de comunicação. No entanto, desde a extinção da EMBRATER, em 1990, o Sistema Brasileiro 
de Assistência Técnica e Extensão Rural sofreu continuadas crises de instabilidade e é desmantelado, chegando ao 
início dos anos 2000 praticamente deteriorada em termos de  recursos físicos, humanos e financeiros. 
No  entanto,  nos  últimos  anos,  a  partir  da  eleição  do  Presidente  Lula,  a  Assistência  Técnica  e  Extensão 
Rural  brasileira  vive  novo  momento  em  sua  história,  marcado  pelo  processo  de  recuperação,  ampliação  e 
fortalecimento.  Além  disso,  está  sendo  redesenhada  a  partir  de  um  novo  paradigma,  ou  seja,  com  base  em 
princípios  da  agricultura  de  base  ecológica  com  o  enfoque  preferencial  para  o  desenvolvimento  de  sistemas  de 
produção sustentáveis, utilizando metodologia participativa e com enfoque multidisciplinar. 
Também houve à reorganização do Sistema Brasileiro de Ater, à criação da Academia Brasileira de Ater; à 
adoção  de  metodologia  participativas  de  diagnóstico  socio­ambiental  para  atender  de  forma  mais  realista  o 
agricultor; à realização de convênios com órgãos federais para a implantação de projetos de Ater; à capacitação de 
extensionistas; à elevação dos recursos destinados à Ater; e à recomposição do quadro de profissionais. 
Segundo  o  Dater/SAF(Departamento  de  Ater  da  Secretaria  de  Agricultura  Familiar),  em  2003, 
(considerando  Incra  e  MDA)  foram  destinados  quarenta  e  dois  milhões  de  reais  para  a  assistência  técnica  e 
extensão  rural,  que  possibilitou  o  atendimento  de  291.747  famílias  de  agricultores  familiares  e  assentados  da 
reforma agrária. Em 2009, foram  designados  quatrocentos  e  oitenta e  dois  milhões  de reais para o atendimento  de 
2.306.967 famílias. 
Segundo  a  Asbraer,  existem,  no  Brasil,  27  entidades  estaduais  de  Ater,  com  16.671  extensionistas  de 
campo, em 4.596 municípios  e 2,8 milhões  de famílias de agricultores atendidas. Trata­se de um grande acervo de 
conhecimentos  e tecnologias. Mas também  de um  grupo  de profissionais  e  de instituições  com  capilaridade  para a 
viabilização  e  implementação  de    políticas  públicas  de  desenvolvimento  rural  que  colaboram  para  a  melhoria  da 
qualidade  de  vida  da  população  mais  pobre  das  zonas  rurais,  para  o  aquecimento  da  economia  pela  base,  para 
geração de renda, e para a garantia da segurança alimentar da população brasileira. 
O  Governo  Lula,  no  segundo  semestre  de  2009,  encaminhou  PL  n.º  5.665,  de  2009,  institui  a  Política 
Nacional  de  Assistência  Técnica  e  Extensão  Rural  para  a  Agricultura  Familiar  e  Reforma  Agrária  –  PNATER 
(alguns  dos    princípios  da  PNATER  são  o  desenvolvimento  rural  sustentável,  a  gratuidade  e  a  segurança  e 
soberania  alimentar  e  nutricional),  que  será  operacionalizada  por  meio  do  Programa  Nacional  de  Assistência 
Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária ­ PRONATER. Edá outras providências”.

Essa proposição foi sujeita à apreciação do Plenário e em regime de urgência. Foi distribuída às Comissões 
de  Agricultura, Pecuária, Abastecimento  e Desenvolvimento Rural; Finanças  e Tributação e Constituição  e Justiça 
e  de  Cidadania  da  Câmara  dos  Deputados.  Foram  designados  relatores,  os  deputados  petistas  Geraldo  Simões, 
Pedro Eugênio e José Genoíno, respectivamente. 
2. Importância 
Como existe agricultura familiar em todas as regiões brasileiras, a Ater é um serviço (pelo menos em tese) 
de  profunda  capilaridade,  representando  a  “mão”  do  Estado  por  todas  as  zonas  rurais  país.  É  ela  que  tem  a 
capacidade  real  de  garantir  o  melhor  emprego  do  crédito,  a  otimização  da  produção  agrícola,  a  garantia  de  renda 
para agricultores familiares, a viabilização  de programas como  do biodiesel  e  da alimentação  escolar, a segurança 
alimentar da população brasileira e a conservação dos recursos naturais. 
A agricultura  familiar  é  responsável  por  pelo  menos  60%dos  alimentos  que  chegam  à  mesa  das  famílias 
brasileiras.  Em  função  da  magnitude  da  importância  do  setor  familiar,  o  Governo  Lula  tem  como  prioridade  seu 
fortalecimento. Com este objetivo oferece inúmeros Programas e ações de apoio a este setor. 
O  serviço  de  Assistência  Técnica  e  Extensão  Rural,  em  função  de  sua  capilaridade  e  de  sua  natureza,  é 
fundamental  na execução  e  divulgação  das ações  e programas do Governo  que promovem a qualidade  de  vida e o 
desenvolvimento sustentável no meio rural. 
Em  função  da  magnitude  da  importância  do  setor  familiar,  o  Governo  Lula  tem  como  prioridade  seu 
fortalecimento.  Oferece,  portanto,  inúmeros  Programas  e  ações  de  apoio  a  este  setor.    Como,  por  exemplo,  o 
Pronaf,  o  Programa  de  Aquisição  de  Alimentos,  o  Programa  Nacional  de  Alimentação  Escolar,  Programa  de 
Agroindústria  e o Programa de Biodiesel. 
Como  todos  sabem,  o  Programa  Nacional  de  Fortalecimento  da  Agricultura  Familiar  (Pronaf) 
financia  projetos  individuais  ou  coletivos,  que  gerem  renda  aos  agricultores  familiares  e  assentados  da  reforma 
agrária.  O  Pronaf  possui  as  mais  baixas  taxas  de  juros  dos  financiamentos  rurais,  além  das  menores  taxas  de 
inadimplência entre os sistemas de crédito do País. 
O  Programa  de  Aquisição  de  Alimentos  (PAA)  foi  criado  em  2003  e  tem  como  objetivo  garantir  o 
acesso a alimentos em quantidade e regularidade necessárias às populações em situação de insegurança alimentar e 
nutricional.  Visa  também  contribuir  para  formação  de  estoques  estratégicos  e  permitir  aos  agricultores  familiares 
que armazenem seus produtos para que sejam comercializados a preços  mais  justos, além  de promover a  inclusão 
social no campo. 
O  Programa  Nacional  de  Alimentação  Escolar  (PNAE)  garante  a  utilização  de,  no  mínimo,  30%dos 
recursos  repassados  pelo  FNDE  para  alimentação  escolar,  na  compra  de  produtos  da  agricultura  familiar  e  do 
empreendedor  familiar  rural  ou  de  suas  organizações.  O  Programa  de  Agroindústria  apoia  a  inclusão  dos 
agricultores  familiares no processo de agroindustrialização e  comercialização  da sua produção, de  modo a agregar 
valor,  gerar  renda  e  oportunidades  de  trabalho  no  meio  rural,  garantindo  a  melhoria  das  condições  de  vida  das 
populações beneficiadas. 
O  Programa  de  Biocombustíveis  apoia  a  participação  da  agricultura  familiar  na  cadeia  de  produção  de 
biodiesel para que esse setor desempenhe importante papel nas cadeias de energia renovável. 
Na  seqüência,  é  apresentado  quadro  demonstrando  o  papel  da  Ater  na  execução  e  divulgação  de  diversos 
Programas e ações: 
Programa ou 
ação 
O que é  Papel da Ater 
Crédito  do 
PRONAF 
Sistema  de  crédito  rural  de  acesso 
simplificado  dirigido  aos  diferentes  perfis  da 
agricultura  familiar,  por  isso  se  apresenta  em 
forma  de  linhas  de  crédito  específicas,  como: 
Pronaf  Agroecologia,  Pronaf  Eco,  Pronaf 
Floresta,  Pronaf  Mulher,  Pronaf  Jovem, 
Pronas  Microcrédito,  Pronaf  Mais  Alimentos, 
entre outros 
Realiza  diagnóstico  da  propriedade  e  para 
estabelecer  as  prioridades  de  atividades  a  serem 
financiadas  pelo  Crédito  Pronaf.  Depois  fazem  o 
projeto  de  financiamento  e  encaminham  aos 
bancos.  O  extensionista  acompanha  a  liberação 
do  crédito  e  depois  ajuda  na  execução  das 
atividades financiadas 
Seguro  de 
Agricultura 
Familiar 
(SEAF) 
Instrumento  de  proteção  da  produção  da 
agricultura familiar, que  visa garantir parte da 
renda  do  agricultor  contra  perdas  ocasionadas 
por  fenômenos  naturais.  O  valor  da  cobertura 
abrange  todo  o  financiamento  mais  65% da 
Orienta os agricultores familiares sobre as formas 
de  acessar  o  Seguro  da  Agricultura  Familiar 
(SEAF).  Quando  há  perdas  de  safra,  são  os 
extensionistas  que  fazem  as  vistorias  nas 
lavouras,  que  emitem  laudos  e  que  ajudam  os

receita esperada.  agricultores a receber os benefícios. 
Programa  de 
Garantia 
Preços  para  a 
Agricultura 
Familiar 
(PGPAF) 
Garantia  ao  agricultor  familiar,  em  caso  de 
baixa  de  preços  no  mercado  dos  produtos 
cobertos,  um  desconto  no  pagamento  do 
financiamento,  correspondente  à  diferença 
entre o preço de mercado e o preço de garantia 
do produto. 
Leva  informações  às  famílias  agricultoras  sobre 
os mecanismos de funcionamento e os benefícios 
do programa  e as formas de acessar Programa de 
Garantia  de  Preços  da  Agricultura  Familiar 
(PGPAF). 
Programa 
Garantia­Safra 
| Seguro para o 
Semiárido 
Permite,  ao  agricultor  familiar  do  semiárido, 
plantar  com  uma  garantia  a  mais,  em  caso  de 
perda  perda  de  pelo  menos  50%da  safra  do 
município  em  que  vive,  em  razão  de  seca  no 
município. 
Informa agricultores sobre as formas de acessar o 
programa, além  de cumprir a tarefa de identificar 
perdas  de  safra  e  orienta  para  que  recebam  os 
benefícios a que têm direito. 
Programa  de 
Aquisição  de 
Alimentos  | 
PAA 
É  uma  das  ações  do  Programa  Fome  Zero. 
Com  o  PAA,  é  possível  adquirir  produtos 
exclusivamente  da  agricultura  familiar  para 
serem  doados  a  pessoas  em  situação  de 
insegurança alimentar. 
Ajuda a identificar agricultores  e  grupos  que têm 
produtos  excedentes  para  este  mercado 
institucional.  Os  extensionistas  ajudam  na 
organização  da  produção  e  assessoram  os 
agricultores  sobre  os  mecanismos  de  acesso  ao 
PAA. 
Alimentação 
Escolar 
30% da  alimentação  oferecida  nas  escolas 
deve  ser  adquirida  diretamente  da  agricultura 
familiar. 
Divulga  o  programa  e  ajuda  na  organização  dos 
produtores  de  modo  que  possam  atender  esta 
demanda,  seja  com  produtos  in  natura,  seja  de 
produtos embalados e industrializados. 
Programa  de 
Biodiesel 
O  Programa  torna  obrigatório  o  uso  de  uma 
determinada porcentagem de biodiesel no óleo 
diesel (proporção de 4%em julho de 2009). O 
Programa  prevê  incentivos  aos  produtores  de 
biodiesel  que  optarem  por  comprar  parte  de 
sua  produção  da  agricultura  familiar,  desde 
que  lhes  ofereçam  assistência  técnica  e  façam 
contratos  antes  do  plantio,  com  aprovação  de 
uma  representação  da  agricultura  familiar,  o 
que  lhes  dá  direito  ao  Selo  Combustível 
Social. 
Orienta  e  informa  sobre  as  possibilidades  de 
acesso  dos  agricultores  ao  Programa,  além  de 
orientações  técnicas  sobre  o  plantio  das 
oleaginosas  e  a  importância  da  diversificação  da 
produção,  evitando  prejuízos  à  produção  dos 
alimentos  básicos  e  de  subsistência,  pois  para  a 
extensão  rural,  a  segurança  alimentar  está, 
sempre, em primeiro lugar. 
Programa 
Nacional  de 
Agroindústria 
Familiar 
Ação  do  Pronaf  que busca  ampliar  o  acesso  a 
mecanismos  da  legislação,  informações  sobre 
incentivos  fiscais  e  tributários  às 
agroindústrias  da  agricultura  familiar,  a 
legislação  ambiental  para  agroindústria  de 
baixo  impacto,  a  realização  de  feiras 
nacionais,  promoção  dos  produtos  da 
agroindústria  familiar  e  o  estímulo  ao 
aperfeiçoamento  do  marco  legal, para facilitar 
a  inserção  da  agricultura  familiar  no  processo 
de agroindustrialização. 
Ajuda  os  agricultores  a  verticalizar  sua  produção 
e  agregar  valor  aos  seus  produtos.  Elabora 
plantas  técnicas  de  agroindústrias,  projetos 
adequados  ao  produto  a  ser  industrializado  e  à 
realidade  local.  Também  orienta  as  famílias  de 
agricultores  a  aproveitar,  de  forma  integral,  o 
excedente  da  produção  agrícola,  inclusive  com 
estratégias  de  transformação  e  armazenamento 
para consumo futuro. 
Plantas 
Medicinais  e 
Fitoterápicos 
O  MDA  desenvolve  ações  de  incentivo  e 
reconhecimento  das  práticas  populares  de  uso 
de plantas medicinais e remédios caseiros. 
Ajuda  as  comunidades  no  resgate  de 
conhecimentos  ancestrais  sobre  plantas 
medicinais. Identificam formas de uso  medicinal, 
condimentar  ou  aromático  das  plantas  bioativas, 
ajudam  a  organizar  produções  para  o  mercado  e 
para  o  acesso  aos  programas  de  medicamentos 
fitoterápicos  do  Sistema  Único  de  Saúde  (SUS). 
Também auxiliam na identificação e utilização de 
plantas  medicinais  para  o  controle  de  endo  e 
ectoparasitas dos animais domésticos. 
Acesso  a 
Mercados 
Diferenciados 
O  MDA,  em  parceria  com  o  Ministério  do 
Trabalho e Emprego (MTE) e organizações da 
sociedade  civil,  iniciou  processo  de 
organização  para  o  estabelecimento  do 
Atua  no  planejamento  de  várias  atividades  como 
turismo  rural,  produção  de  artesanato, 
organização  da  produção  e  comercialização  de 
produtos orgânicos.

Sistema  Nacional  de  Comércio  Justo  e 
Solidário  apropriado  aos  empreendimentos  da 
agricultura  familiar  e  da  economia  solidária. 
Neste Sistema, estão previstos mecanismos de 
avaliação  em  conformidade  às  boas  práticas 
nas  relações  sociais  estabelecidas  para 
produção,  beneficiamento  e  comercialização 
de produtos. 
Extensão 
Rural:  apoio  à 
inclusão  social 
e econômica 
São  ações  específicas  para  Terceira  Idade, 
Mulheres Rurais, Jovens Rurais, Quilombolas, 
Indígenas e Assentados de Reforma Agrária 
Oferece  programas  de  apoio  às  atividades 
promovidas para esses públicos específicos. 
Programa  Luz 
Para Todos 
Programa do Ministério de Minas e Energia  Ajuda  a  organizar  grupos  para  acessar  o 
programa. 
Programas  de 
Alfabetização 
e  de  Inclusão 
Social 
Programa do Ministério da Educação  Orienta  as  pessoas  a  ingressar  nos  Programas 
Públicos  de  Alfabetização  e  nos  Programas  de 
Inclusão Digital. 
Programas  de 
Saúde 
Preventiva 
Programa do Ministério da Saúde  Auxilia  em  programas  de  orientação  sobre 
nutrição das crianças do meio rural, programas de 
prevenção  às  cáries  e  em  Campanhas  de 
Vacinação. 
Promoção  da 
Sanidade 
Animal 
Programa  do  Ministério  de  Agricultura 
Pecuária e Abastecimento 
Orienta  os  agricultores  familiares  sobre  os 
cuidados  com  a  saúde  dos  animais,  colaborando 
com a  divulgação  de  zoonoses  e com campanhas 
de vacinação animal. Vacinação. 
Estudos  e 
Estatísticas  do 
Meio Rural 
Estudos feitos pela Conab e IBGE  Coleta  de  dados  sobre  safras  e  mercados  e 
participam  das  avaliações  de  safra,  fundamentais 
para as pesquisas e estudos do Instituto Brasileiro 
de  Geografia  e  Estatística  [IBGE]  e  dos  estudos 
de  custos  de  produção  e  preços  dos  produtos  no 
mercado, realizados pela Companhia Nacional de 
Abastecimento [CONAB]. 
Programa  de 
residências 
rurais 
Forma  de  subsídio  ou  financiamento  para  a 
construção  e  reforma  de  moradias  aos 
agricultores familiares 
Orienta os agricultores familiares sobre as formas 
de acessar esse Programa. 
4. A relatoria do Projeto de Lei 5.665, de 2009 
Alguns dos  princípios da PNATER são o desenvolvimento rural sustentável, a gratuidade  e a segurança  e 
soberania alimentar e nutricional. 
Os    beneficiários  do  Pronater  são  os  assentados  da  reforma  agrária,  povos  indígenas,  remanescentes  de 
quilombos  e  demais  povos  e  comunidades  tradicionais,  agricultores  familiares  ou  empreendimentos  familiares 
rurais, silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. 
Segundo  o  texto  do  PL,  o  PRONATER  será  implementado  pelo  Ministério  do  Desenvolvimento  Agrário  e  pelo 
INCRA,  em  parceria  com  os  Conselhos  Estaduais  e  Distrital  de  Desenvolvimento  Rural  Sustentável  ou  similares. 
Poderão se credenciar junto aos referidos conselhos instituições  e  organizações públicas  ou privadas, com  ou sem 
fins lucrativos. 
A  contratação  das  instituições  ou  organizações  credenciadas  para  a  prestação  dos  serviços  de  assistência 
técnica  e  extensão  rural,  será  efetivada  mediante  dispensa  de  licitação.  Para  fins  de  contratação  de  serviços  de 
assistência técnica  e  extensão rural, o contratante publicará chamada pública. O não cumprimento  de  qualquer das 
cláusulas e condições estabelecidas no contrato ou a sua inexecução parcial ou total poderá implicar rescisão. 
Como  relator  da  Comissão  de  Agricultura,  o  deputado  Geraldo  Simões  fez  inúmeras  reuniões  com  os 
diversos  atores  que  influenciaram  a  elaboração  do  PL  e/ou  públicos  alvo  dessa  política  (Governo,  Contag,  Via 
Campesina,  Fetraf,  Asbraer,  Setor  Cooperativo).  Ouvido  todos  esses  atores  e  analisadas  todas  as  emendas 
apresentadas,  o  relatório  do  Deputado  Geraldo  Simões  apresentou  substitutivo  e  negociou  sua  aprovação  no 
Plenário.

Lei de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária 
Brasília, 28 de janeiro de 10 
No  início  do segundo semestre  de 2009, o Poder Executivo  enviou para o Congresso Nacional, Projeto  de 
Lei que institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma 
Agrária  – PNATER, cria o Programa Nacional  de  Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e 
na Reforma Agrária ­ PRONATER, e dá outras providências. 
No  dia  15  de  dezembro  de  2009,  o  Substitutivo  do  Projeto  de  Lei  foi  aprovado  no  Senado  sem 
modificações  e,  portanto,  a  matéria  foi  à  sanção.  Por  fim,  no  dia  11  de  janeiro  de  2010,  foi  sancionada  pelo 
Presidente. Na seqüência, apresentamos tabela comparativa entre o texto original do PL e o texto da Lei. 
Assunto  Texto do Projeto de Lei (PL) 
Texto aprovado pela 
Câmara dos Deputados e 
pelo Senado 
Observação 
Instituição  da 
Política 
Art.  1o  Fica  instituída  a 
Política  Nacional  de 
Assistência  Técnica  e 
Extensão  Rural  para  a 
Agricultura  Familiar  e 
Reforma Agrária ­ PNATER. 
Art.  1o  Fica  instituída  a 
Política  Nacional  de 
Assistência  Técnica  e 
Extensão  Rural  para  a 
Agricultura  Familiar  e 
Reforma  Agrária  –  PNATER, 
cuja  formulação  e 
supervisão são 
de  competência  do 
Ministério  do 
Desenvolvimento  Agrário  – 
MDA. 
O  art.1º  da  Lei  determina  de 
quem  é  a  responsabilidade 
pela  formulação  e  revisão.  Ou 
seja, do MDA. 
Formulação, 
Supervisão  e 
implemnetação 
Art.  7o  O  PRONATER  será 
implementado  pelo  Ministério 
do Desenvolvimento Agrário e 
pelo INCRA,  em parceria com 
os  conselhos  estaduais  e 
distrital  de  desenvolvimento 
rural sustentável ou similares. 
§  1o  O  Ministério  do 
Desenvolvimento  Agrário  e  o 
INCRA  serão  responsáveis 
pela  gestão  e  coordenação  do 
PRONATER. 
§ 2o Os conselhos previstos no 
caput  que  aderirem  ao 
PRONATER  ficarão 
responsáveis  pelo 
credenciamento  das 
instituições  e  organizações 
capacitadas  para  a  execução 
do  serviço  de  assistência 
técnica e extensão rural. 
§  3o  Em  caso  de  não  adesão 
do  conselho  estadual  ou 
distrital  ou  na  inexistência 
desses  colegiados,  o 
credenciamento  previsto  no  § 
2o  será  efetivado  pelos 
gestores  do  PRONATER, 
observados  os  requisitos 
previstos nesta Lei. 
Art. 1o ... 
cuja  formulação  e  supervisão 
são  de  competência  do 
Ministério  do 
Desenvolvimento  Agrário  – 
MDA 
Art.  10.  O  Pronater  será 
implementado  em  parceria 
com  os  Conselhos  Estaduais 
de  Desenvolvimento 
Sustentável  e  da  Agricultura 
Familiar ou órgãos similares. 
O texto  da Lei  deixa claro  que 
a  formulação  e  supervisão  são 
de  competência  do  Ministério 
do Desenvolvimento Agrário – 
MDA.  No  do  PL,  o  MDA  e  o 
Incra  eram  indicados  como 
responsáveis  pela  gestão  e 
coordenação do PRONATER. 
Beneficiários  Art. 1º ...  Art.  5º  São  beneficiários  da  A  lista  dos  beneficiários  no

Parágrafo  único.  A  PNATER 
terá  como  beneficiários  os 
assentados da reforma 
agrária,  povos  indígenas, 
remanescentes  de  quilombos  e 
demais  povos  e  comunidades 
tradicionais  e,  nos  termos  da 
Lei  no  11.326,  de  24  de  julho 
de  2006,  agricultores 
familiares  ou 
empreendimentos  familiares 
rurais,  silvicultores, 
aquicultores,  extrativistas  e 
pescadores,  portadores  da 
Declaração  de  Aptidão  ao 
Programa  Nacional  de 
Fortalecimento  da  Agricultura 
Familiar  ­  DAP  ou  que 
constem  da  Relação  de 
Beneficiário ­ RB  homologada 
no  Sistema  de  Informação  do 
Programa  de  Reforma  Agrária 
­ SIPRA. 
Pnater: 
I – os  assentados  da reforma 
agrária,  os  povos  indígenas, 
os  remanescentes  de 
quilombos e os  demais  povos 
e  comunidades  tradicionais; 

II  ­  nos  termos  da  Lei  nº 
11.326,  de  24  de  julho  de 
2006,  os  agricultores 
familiares  ou 
empreendimentos  familiares 
rurais,  os  silvicultores, 
aquicultores,  extrativistas  e 
pescadores,  bem  como  os 
beneficiários  de  programas 
de  colonização  e  irrigação 
enquadrados  nos  limites 
daquela Lei. 
Parágrafo  único.  Para 
comprovação  da  qualidade  de 
beneficiário  da  Pnater,  exigir­ 
se­á  ser  detentor  da 
Declaração  de  Aptidão  ao 
Programa  Nacional  de 
Fortalecimento  da  Agricultura 
Familiar  ­  DAP  ou  constar  na 
Relação  de  Beneficiário –  RB, 
homologada  no  Sistema  de 
Informação  do  Programa  de 
Reforma Agrária – SIPRA. 
texto  da  Lei  foi  acrescida  com 
os  os  beneficiários  de 
programas  de  colonização  e 
irrigação  enquadrados  nos 
limites daquela Lei 
Priorização  Art. 1º ... 
Parágrafo  único.  Na 
destinação  dos  recursos 
financeiros  da  Pnater,  será 
priorizado o apoio às entidades 
e  aos  órgãos  públicos  e 
oficiais de Assistência Técnica 
e Extensão Rural ­ ATER. 
No texto da Lei será priorizado 
ao  apoio  às  entidades  e  aos 
órgãos  públicos  e  oficiais  de 
Assistência  Técnica  e 
Extensão Rural ­ ATER. 
Definição Ater  Art.  2o  Para  os  fins  desta  Lei, 
entende­se por: 
I  –  assistência  técnica  e 
extensão  rural:  serviço  de 
educação  não  formal,  de 
caráter  continuado,  que 
promova  processos  de  gestão, 
produção,  beneficiamento  e 
comercialização das atividades 
e serviços agropecuários  e  não 
agropecuários,  inclusive 
atividades  agroextrativistas, 
florestais e artesanais; 
Art.  2º  Para  os  fins  desta  Lei, 
entende­se por: 
I  ­  Assistência  Técnica  e 
Extensão  Rural  ­  ATER: 
serviço  de  educação  não 
formal,  de  caráter  continuado, 
no  meio  rural,  que  promove 
processos de gestão, produção, 
beneficiamento  e 
comercialização das atividades 
e  dos  serviços  agropecuários  e 
não  agropecuários,  inclusive 
das  atividades 
agroextrativistas,  florestais  e 
artesanais; 
A  definição  é  a  mesma  nos 
dois  texto.  Apenas,  há  a 
inclusão  da  sigla  ATER  no 
texto da Lei e a delimitação de 
que a Ater é “no meio rural”. 
Definição 
DAP 
Art. 2º... 
II  –  Declaração  de  Aptidão  ao 
Programa  Nacional  de 
Fortalecimento  da  Agricultura 
Art. 2º... 
II  ­  Declaração  de  Aptidão  ao 
Programa  Nacional  de 
Fortalecimento  da  Agricultura 
Mesma definição.

Familiar  ­  DAP:  documento 
que  identifica  os  beneficiários 
do  Programa  Nacional  de 
Fortalecimento  da  Agricultura 
Familiar – Pronaf; 
Familiar  ­  DAP:  documento 
que  identifica  os  beneficiários 
do  Programa  Nacional  de 
Fortalecimento  da  Agricultura 
Familiar ­ PRONAF; 
Definição RB  Art. 2º... 
III – Relação  de  Beneficiário ­ 
RB: relação  de beneficiário  do 
Programa de Reforma Agrária, 
conforme  definido  pelo 
Instituto  Nacional  de 
Colonização  e  Reforma 
Agrária ­ INCRA 
Art. 2º... 
III ­ Relação de Beneficiários ­ 
RB:  relação  de  beneficiários 
do  Programa  de  Reforma 
Agrária,  conforme  definido 
pelo  Instituto  Nacional  de 
Colonização  e  Reforma 
Agrária ­INCRA. 
Mesma definição. 
Sobre o DF  Art. 2º... 
Parágrafo  único.  Nas 
referências  aos  Estados, 
entende­se  considerado  o 
Distrito Federal. 
Incluído  o  DF  de  forma 
explícita  no  texto  da  Lei 
porque  se  refere  a  Estados  e 
não a Unidades da Federação. 
Princípios  da 
Pnater 
Art.  3o  São  princípios  da 
PNATER: 
I  ­  desenvolvimento  rural 
sustentável,  compatível  com  a 
utilização  adequada  dos 
recursos  naturais  e  com  a 
preservação  do  meio 
ambiente; 
II  ­  gratuidade,  qualidade  e 
acessibilidade  aos  serviços  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural; 
III  ­  adoção  de  metodologia 
participativa,  com  enfoque 
multidisciplinar  e 
interdisciplinar  buscando  a 
construção  da  cidadania  e  a 
democratização  da  gestão  da 
política pública; 
IV  ­  equidade  nas  relações  de 
gênero, geração, raça e etnia; e 
V  ­  contribuição  para  a 
segurança  e  soberania 
alimentar e nutricional. 
Art.  3º  São  princípios  da 
Pnater: 
I  ­  desenvolvimento  rural 
sustentável,  compatível  com  a 
utilização  adequada  dos 
recursos  naturais  e  com  a 
preservação  do  meio 
ambiente; 
II  ­  gratuidade,  qualidade  e 
acessibilidade  aos  serviços  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural; 
III  ­  adoção  de  metodologia 
participativa,  com  enfoque 
multidisciplinar, 
interdisciplinar  e 
intercultural,  buscando  a 
construção  da  cidadania  e  a 
democratização  da  gestão  da 
política pública; 
IV  –  adoção  dos  princípios 
da  agricultura  de  base 
ecológica  como  enfoque 
preferencial  para  o 
desenvolvimento  de  sistemas 
de produção sustentáveis; 
V  ­  equidade  nas  relações  de 
gênero, geração, raça e etnia; e 
VI  –  contribuição  para  a 
segurança  e  soberania 
alimentar e nutricional. 
Foi  incluído  o  enfoque 
“intercultural”  (inciso  III)    e  a 
“adoção  dos  princípios  da 
agricultura  de  base  ecológica 
como  enfoque  preferencial 
para  o  desenvolvimento  de 
sistemas  de  produção 
sustentáveis”  com  a  inclusão 
de novo inciso (inciso IV); 
Objetivos  da 
Pnater 
Art.  4o  São  objetivos  da 
PNATER: 
I  ­  promover  o 
desenvolvimento  rural 
sustentável; 
II  ­  apoiar  iniciativas 
econômicas  que  promovam  as 
potencialidades  e  vocações 
regionais e locais; 
Art.  4º  São  objetivos  da 
Pnater: 
I  ­  promover  o 
desenvolvimento  rural 
sustentável; 
II  ­  apoiar  iniciativas 
econômicas  que  promovam  as 
potencialidades  e  vocações 
regionais e locais; 
Foi  incluído  o  seguinte 
trecho: 
“e  a  integração  deste  ao 
mercado  produtivo 
nacional” (no inciso X) 
Foram  incluídos  dois  novos 
incisos:

III  ­  aumentar  a  produção,  a 
qualidade  e  a  produtividade 
das  atividades  e  serviços 
agropecuários  e  não 
agropecuários,  inclusive 
agroextrativistas,  florestais  e 
artesanais; 
IV  ­  promover  a  melhoria  da 
qualidade  de  vida  de  seus 
beneficiários; 
V  ­  assessorar  as  diversas 
fases  das  atividades 
econômicas,  a  gestão  de 
negócios,  sua  organização,  a 
produção,  inserção  no 
mercado  e  abastecimento, 
observando  as  peculiaridades 
das  diferentes  cadeias 
produtivas; 
VI  ­  desenvolver  ações 
voltadas  ao  uso,  manejo, 
proteção,  conservação  e 
recuperação  dos  recursos 
naturais  dos  agroecossistemas 
e da biodiversidade; 
VII  ­  construir  sistemas  de 
produção  sustentáveis  a  partir 
do  conhecimento  científico, 
empírico e tradicional; 
VIII  ­  aumentar  a  renda  do 
público  beneficiário  e  agregar 
valor à sua produção; 
IX  ­  apoiar  o  associativismo  e 
cooperativismo,  bem  como  a 
formação  de  agentes  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural; e 
X  ­  promover  o 
desenvolvimento  e  a 
apropriação  de  inovações 
tecnológicas  e  organizativas, 
adequadas  ao  público 
beneficiário. 
III  ­  aumentar  a  produção,  a 
qualidade  e  a  produtividade 
das  atividades  e  serviços 
agropecuários  e  não 
agropecuários,  inclusive 
agroextrativistas,  florestais  e 
artesanais; 
IV  ­  promover  a  melhoria  da 
qualidade  de  vida  de  seus 
beneficiários; 
V  ­  assessorar  as  diversas 
fases  das  atividades 
econômicas,  a  gestão  de 
negócios,  sua  organização,  a 
produção,  inserção  no 
mercado  e  abastecimento, 
observando  as  peculiaridades 
das  diferentes  cadeias 
produtivas; 
VI  –  desenvolver  ações 
voltadas  ao  uso,  manejo, 
proteção,  conservação  e 
recuperação  dos  recursos 
naturais,  dos  agroecossistemas 
e da biodiversidade; 
VII  –  construir  sistemas  de 
produção  sustentáveis  a  partir 
do  conhecimento  científico, 
empírico e tradicional; 
VIII  –  aumentar  a  renda  do 
público  beneficiário  e  agregar 
valor a sua produção; 
IX – apoiar o associativismo  e 
o cooperativismo, bem como a 
formação  de  agentes  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural; 
X  –  promover  o 
desenvolvimento  e  a 
apropriação  de  inovações 
tecnológicas  e  organizativas 
adequadas  ao  público 
beneficiário  e  a  integração 
deste  ao  mercado  produtivo 
nacional; 
XI  –  promover  a  integração 
da  Ater  com  a  pesquisa, 
aproximando  a  produção 
agrícola  e  o  meio  rural  do 
conhecimento científico; e 
XII  –  contribuir  para  a 
expansão  do  aprendizado  e 
da qualificação profissional e 
diversificada,  apropriada  e 
contextualizada  à  realidade 
do meio rural brasileiro. 
XI  –  promover  a  integração 
da  Ater  com  a  pesquisa, 
aproximando  a  produção 
agrícola  e  o  meio  rural  do 
conhecimento científico; e 
XII  –  contribuir  para  a 
expansão  do  aprendizado  e 
da qualificação profissional e 
diversificada,  apropriada  e 
contextualizada  à  realidade 
do meio rural brasileiro. “ 
Relação 
Pronater e 
Art.  5o  A  PNATER  será 
operacionalizada  por  meio  do 
Art.  6º  Fica  instituído,  como 
principal  instrumento  de 
O texto da Lei determina que o 
principal  instrumento  de

Pnater  Programa  Nacional  de 
Assistência  Técnica  e 
Extensão  Rural  na  Agricultura 
Familiar e na Reforma Agrária 
­ PRONATER. 
implementação  da  Pnater,  o 
Programa  Nacional  de 
Assistência  Técnica  e 
Extensão  Rural  na 
Agricultura  Familiar  e  na 
Reforma  Agrária  — 
PRONATER. 
implementação  da  Pnater  é  o 
Pronater. 
Pronater  Art. 6o ... 
§  1o  O  PRONATER  terá 
como  objetivo a organização  e 
a  execução  dos  serviços  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural  ao  público  beneficiário 
previsto no parágrafo único do 
art. 1o. 
Art. 7º O Pronater terá como 
objetivos  a  organização  e  a 
execução dos serviços de Ater 
ao  público  beneficiário 
previsto  no  art.  5º  desta  Lei, 
respeitadas  suas 
disponibilidades  orçamentária 
e financeira. 
Substituição  da  expressão 
“assistência  técnica  e  a 
execução  de  serviços”  pela 
sigla  “Ater”  e  inclusão  da 
expressão  “respeitadas  suas 
disponibilidades 
orçamentárias e financeira.” 
Pronater  Art.  6o  A  PNATER  será 
implementada  por  meio  do 
PRONATER,  em  consonância 
com  o  plano  plurianual  do 
Governo Federal. 
§ 1 
º 
.. 
§  2o  Os  recursos  do 
PRONATER  respeitarão  a 
respectiva  disponibilidade 
orçamentária  e  financeira  do 
Ministério  do 
Desenvolvimento Agrário. 
Art.  7 

O  PRONATER  será 
implementado  pelo  Ministério 
do Desenvolvimento Agrário e 
pelo INCRA,  em parceria com 
os  conselhos  estaduais  e 
distrital  de  desenvolvimento 
rural sustentável ou similares. 
Art.  8o  Poderão  se  credenciar 
junto  aos  conselhos  previstos 
no  caput  do  art.  7o  as 
instituições  e  organizações 
públicas  ou  privadas,  com  ou 
sem  fins  lucrativos,  que 
preencham,  pelo  menos,  os 
seguintes requisitos: 
... 
Art. 8º A proposta contendo as 
diretrizes  do  Pronater,  a  ser 
encaminhada  pelo  MDA  para 
compor  o  Plano  Plurianual, 
será  elaborada  tendo  por  base 
as deliberações de Conferência 
Nacional, a ser realizada sob a 
coordenação  do  Conselho 
Nacional  de  Desenvolvimento 
Rural  Sustentável  ­ 
CONDRAF. 
Parágrafo  único.  O 
regulamento  desta  Lei  definirá 
as  normas  de  realização  e  de 
participação  na  Conferência, 
assegurada  a  participação 
paritária  de  representantes  da 
sociedade civil. 
Art.  9º  O  Condraf  opinará 
sobre  a  definição  das 
prioridades  do  Pronater,  bem 
como  sobre  a  elaboração  de 
sua  proposta  orçamentária 
anual, recomendando a adoção 
de  critérios  e  parâmetros  para 
a regionalização de suas ações. 
Art.  10.  O  Pronater  será 
implementado  em  parceria 
com  os  Conselhos  Estaduais 
de  Desenvolvimento 
Sustentável  e  da  Agricultura 
Familiar ou órgãos similares. 
Art.  11.  As  Entidades 
Executoras  do  Pronater 
compreendem  as  instituições 
ou  organizações  públicas  ou 
privadas,  com  ou  sem  fins 
Ao  comparar  o  Art.7º  do  PL 
com  o  Art.10  da  Lei,  verifica­ 
se  que  o  texto  da  Lei, 
determina  que  o  Pronater  será 
implementado    em  parceria 
com  os  Conselhos  Estaduais 
de  Desenvolvimento 
Sustentável  e  da  Agricultura 
Familiar ou órgãos similares. 
Ao  comparar  o  Art.8º  do  PL  e 
o  Art.  11  da  Lei,  verifica­se 
que  as  entidades  executoras 
são  as  mesmas,  ou  seja, 
“instituições  ou  organizações 
públicas  ou  privadas,  com  ou 
sem fins lucrativos”.
10 
lucrativos,  previamente 
credenciadas  na  forma  desta 
Lei,  e  que  preencham  os 
requisitos  previstos  no  art.  15 
desta Lei. 
Art.  12.  Os  Estados  cujos 
Conselhos  referidos  no  art.  10 
desta  Lei  firmarem  Termo  de 
Adesão  ao  Pronater  poderão 
dele participar, mediante: 
I  ­  o  credenciamento  das 
Entidades  Executoras,  na 
forma  do  disposto  no  art.  13 
desta Lei; 
II  ­  a  formulação  de  sugestões 
relativas  à  programação  das 
ações do Pronater; 
III  ­  a  cooperação  nas 
atividades  de 
acompanhamento,  controle, 
fiscalização  e  avaliação  dos 
resultados  obtidos  com  a 
execução do Pronater; 
IV ­ a execução de serviços de 
Ater  por  suas  empresas 
públicas  ou  órgãos, 
devidamente  credenciados  e 
selecionados  em  chamada 
pública. 
Art.  13.  O  credenciamento  de 
Entidades  Executoras  do 
Pronater  será  realizado  pelos 
Conselhos  a  que  se  refere  o 
art. 10 desta Lei. 
Art.  14.  Caberá  ao  MDA 
realizar  diretamente  o 
credenciamento  de  Entidades 
Executoras,  nas  seguintes 
hipóteses: 
I  ­  não  adesão  do  Conselho  ao 
Pronater  no  Estado  onde 
pretenda  a  Entidade  Executora 
ser credenciada; 
II  ­  provimento  de  recurso  de 
que  trata  o  inciso  I  do  art.  16 
desta Lei. 
Requisitos 
credenciamento, 
recursos  e 
descredenciame 
nto 
Art.  8o  Poderão  se  credenciar 
junto  aos  conselhos  previstos 
no  caput  do  art.  7o  as 
instituições  e  organizações 
públicas  ou  privadas,  com  ou 
sem  fins  lucrativos,  que 
preencham,  pelo  menos,  os 
seguintes requisitos: 
Art.  15.  São  requisitos  para 
obter  o  credenciamento  como 
Entidade  Executora  do 
Pronater: 
I  –  contemplar  em  seu  objeto 
social  a  execução  de  serviços 
de  assistência  técnica  e 
extensão rural; 
O requisito de estar legalmente 
constituída passa de 1 ano (PL
11 
I ­ estar legalmente constituída 
há mais de um ano; 
II  –  contemplar  em  seu  objeto 
social  a  execução  de  serviços 
de  assistência  técnica  e 
extensão rural; 
III ­ possuir base geográfica de 
atuação  na  unidade  da 
Federação  em  que  solicitar  o 
credenciamento; 
IV  ­  possuir  corpo  técnico 
multidisciplinar; e 
V  –  dispor  de  profissionais 
registrados  em  suas 
respectivas  entidades 
profissionais  competentes, 
quando for o caso. 
§  1o  O  prazo  previsto  no 
inciso  I  não  se  aplica  às 
instituições  e  organizações 
públicas. 
§  2o  Da  decisão  que  indeferir 
o  pedido  de  credenciamento, 
caberá  recurso  aos  gestores  do 
PRONATER  para  análise  e 
julgamento. 
§  3o  O  credenciamento 
previsto  no  caput  terá 
validade de dois anos. 
Art.  17.  Assegurada  a  ampla 
defesa  e  o  contraditório,  o  não 
cumprimento  de  qualquer  das 
cláusulas  e  condições 
estabelecidas  no  contrato  ou  a 
sua inexecução parcial ou total 
poderá  implicar  rescisão  por 
denúncia,  independentemente 
de  interpelação  extrajudicial 
ou  judicial,  de  iniciativa 
popular,  ou  do  Ministério 
Público,  além  do 
descredenciamento  da 
instituição  ou  organização 
executora,  sem  prejuízo  das 
sanções  previstas  na  Lei  no 
II  –  estar  legalmente 
constituída  há  mais  de  5 
(cinco) anos; 
III  –  possuir  base  geográfica 
de  atuação  no  Estado  em  que 
solicitar o credenciamento; 
IV –  contar com corpo técnico 
multidisciplinar,  abrangendo 
as  áreas  de  especialidade 
exigidas para a atividade; 
V  ­  dispor  de  profissionais 
registrados  em  suas 
respectivas  entidades 
profissionais  competentes, 
quando for o caso; 
VI  –  atender  a  outras 
exigências  estipuladas  em 
regulamento. 
Parágrafo  único.  O  prazo 
previsto  no  inciso  II  não  se 
aplica às entidades públicas. 
Art.  16.  Do  indeferimento  de 
pedido  de  credenciamento, 
bem  como  do  ato  de 
descredenciamento  de 
Entidade  Executora  do 
Pronater,  caberá  recurso,  no 
prazo  de  15  (quinze)  dias 
contados  da  data  em  que  o 
interessado  tomar  ciência  do 
ato contestado: 
I  –  ao  gestor  do  Pronater  no 
MDA,  na  hipótese  de 
indeferimento  ou 
descredenciamento  por 
Conselho Estadual; 
II  –  ao  Ministro  do 
Desenvolvimento  Agrário,  nas 
demais  hipóteses  de 
indeferimento  ou 
descredenciamento. 
Art.  17.  A  critério  do  órgão 
responsável  pelo 
credenciamento  ou  pela 
contratação,  será 
descredenciada  a  Entidade 
Executora que: 
I ­ deixe  de atender a qualquer 
) para 5 anos (Lei). 
VI  –  atender  a  outras 
exigências  estipuladas  em 
regulamento. 
O  texto  da  Lei  inclui  como 
requisito que o corpo técnico 
abranja  as  áreas  de 
especialidade exigidas para a 
atividade. 
Na  Lei,  foi  incluído  novo 
inciso:  “VI  –  atender  a  outras 
exigências  estipuladas  em 
regulamento.”
12 
8.666, de 21 de junho de 1993. 
Parágrafo  único.  A  instituição 
ou  organização 
descredenciada,  nos  termos  do 
caput,  somente  poderá  voltar 
a se  credenciar após o  decurso 
de  dois  anos,  contados  a  partir 
da aplicação da sanção. 
dos  requisitos  de 
credenciamento  estabelecidos 
no art. 15 desta Lei; 
II  ­  descumpra  qualquer  das 
cláusulas  ou  condições 
estabelecidas em contrato. 
Parágrafo  único.  A  Entidade 
Executora  descredenciada  nos 
termos do inciso II deste artigo 
somente poderá ser novamente 
credenciada  decorridos  5 
(cinco)  anos,  contados  da  data 
de  publicação  do  ato  que 
aplicar a sanção. 
Quem contrata  Art.  9o  A  contratação  das 
instituições  ou  organizações 
credenciadas na forma prevista 
no art. 8o, para a prestação dos 
serviços  de  assistência  técnica 
e extensão rural, será efetivada 
pelo  Ministério  do 
Desenvolvimento  Agrário  ou 
pelo  INCRA,  mediante 
dispensa  de  licitação,  desde 
que observado o disposto nesta 
Lei. 
Art.  18.  A  contratação  das 
Entidades  Executoras  será 
efetivada  pelo  MDA  ou  pelo 
Incra,  observadas  as 
disposições  desta  Lei,  bem 
como as da Lei nº 8.666, de 21 
de junho de 1993. 
Chamada 
Pública 
Art.  10.  Para  fins  de 
contratação  de  serviços  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural,  o  contratante  publicará 
chamada  pública  que  deverá 
conter,  no  mínimo,  os 
seguintes requisitos: 
I  ­  objeto  a  ser  contratado  em 
descrição  precisa,  suficiente  e 
clara; 
II  –  qualificação  e 
quantificação  do  público 
beneficiário; 
III  –  definição  da  área 
geográfica  da  prestação  dos 
serviços; 
IV  ­  definição  de  prazo  de 
execução dos serviços; 
V  ­  fixação  dos  valores  para 
contratação dos serviços; 
VI  ­  definição  de  critérios 
objetivos  para  a  seleção  do 
contratado; e 
VII ­ definição da qualificação 
técnica  da  equipe  necessária 
para a prestação dos serviços. 
§  1o  Será  dada  publicidade  à 
chamada  pública,  pelo  prazo 
mínimo  de  quinze  dias, 
especialmente  por  intermédio 
da  divulgação  na  primeira 
página  do  sítio  oficial  do 
Art.  19.  A  contratação  de 
serviços  de  Ater será realizada 
por  meio  de  chamada  pública, 
que conterá, pelo menos: 
I  –  o  objeto  a  ser  contratado, 
descrito  de  forma  clara, 
precisa e sucinta; 
II  –  a  qualificação  e  a 
quantificação  do  público 
beneficiário; 
III  –  a  área  geográfica  da 
prestação dos serviços; 
IV  –  o  prazo  de  execução  dos 
serviços; 
V ­ os valores para contratação 
dos serviços; 
VI  ­  a  qualificação  técnica 
exigida  dos  profissionais, 
dentro  das  áreas  de 
especialidade  em  que  serão 
prestados os serviços; 
VII  –  a  exigência  de 
especificação  pela  entidade 
que  atender  à  chamada 
pública  do  número  de 
profissionais  que  executarão 
os  serviços,  com  suas 
respectivas  qualificações 
técnico­ Profissionais; 
VIII  –  os  critérios  objetivos 
Foi  incluído  “dentro  das 
áreas  de  especialidade  em 
que  serão  prestados  os 
serviços  “  (ver  inciso  VI  do 
texto  da  Lei)  e  um  novo 
inciso:  “VII  –  a  exigência  de 
especificação  pela  entidade 
que  atender  à  chamada 
pública  do  número  de 
profissionais  que  executarão 
os  serviços,  com  suas 
respectivas  qualificações 
técnico­ Profissionais;”
13 
contratante. 
§  2o  O  regulamento  poderá 
definir  outros  requisitos  a 
serem  observados  na  chamada 
pública. 
para  a  seleção  da  Entidade 
Executora. 
Parágrafo  único.  Será  dada 
publicidade  à  chamada 
pública,  pelo  prazo  mínimo  de 
30  (trinta)  dias,  por  meio  de 
divulgação  na  página  inicial 
do  órgão  contratante  na 
internet  e  no  Diário  Oficial  da 
União,  bem  como,  quando 
julgado  necessário,  por  outros 
meios. 
Adiantamento  Art.  11.  O  percentual  de  até 
cinco  por  cento  do  valor  do 
contrato  poderá  ser  adiantado 
aos  executores dos serviços  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural  contratados,  na  forma  e 
condições  definidas  na 
chamada pública. 
Parágrafo  único.  O 
adiantamento a que se refere  o 
caput  deverá  ser  motivado 
técnica  e  economicamente 
pela administração pública. 
Liquidação  das 
Despesas 
Art.  12.  Para  fins  de 
liquidação  de  despesa,  os 
executores  do  PRONATER 
deverão  apresentar  laudo  de 
prestação  do  serviço  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural,  em  modelo  a  ser 
definido  em regulamento,  com 
ateste  do  órgão  gestor 
contratante,  a  partir  das 
informações  resultantes  do 
monitoramento previsto no art. 
14. 
§  1o  O  laudo  de  prestação  do 
serviço de assistência técnica e 
extensão rural deverá conter as 
atividades  realizadas,  o  tempo 
de  execução  com  a  devida 
identificação,  endereço, 
assinatura  e  ateste  do 
beneficiário. 
§  2o  O  laudo  de  prestação  do 
serviço de assistência técnica e 
extensão  rural  será 
encaminhado digitalmente, por 
meio  de  sistema  eletrônico  de 
acompanhamento  de  serviços 
de  assistência  técnica  e 
extensão  rural,  devendo  o 
executor  manter  os  originais 
dos  laudos  para  fins  de 
fiscalização  pelo  prazo  de 
cinco  anos,  a  contar  da 
Art.  23.  Para  fins  de 
liquidação  de  despesa,  as 
Entidades  Executoras  lançarão 
Relatório  de  Execução  dos 
Serviços  Contratados  em 
sistema eletrônico, contendo: 
I  –  identificação  de  cada 
beneficiário  assistido, 
contendo  nome,  qualificação  e 
endereço; 
II  ­  descrição  das  atividades 
realizadas; 
III  –  horas  trabalhadas  para 
realização das atividades; 
IV  –  período  dedicado  à 
execução  do  serviço 
contratado; 
V  –  dificuldades  e  obstáculos 
encontrados, se for o caso; 
VI  –  resultados  obtidos  com  a 
execução do serviço; 
VII  –  o  ateste  do  beneficiário 
assistido,  preenchido  por  este, 
de próprio punho; 
VIII  ­  outros  dados  e 
informações  exigidos  em 
regulamento. 
§  1º  A  Entidade  Executora 
manterá  em  arquivo,  em  sua 
sede,  toda  a  documentação 
original  referente  ao  contrato 
firmado,  incluindo  o  Relatório 
a  que  se  refere  o  caput  deste 
Identifica  o  conteúdo  do 
relatório  de  Execução  dos 
serviços  contratados  em 
sistema  eletrônico.  (incisos  I 
ao VIII).
14 
aprovação  das  contas  anuais 
do  contratante  pelo  Tribunal 
de Contas da União. 
artigo,  para  fins  de 
fiscalização,  pelo  prazo  de  5 
(cinco)  anos,  a  contar  da 
aprovação  das  contas  anuais 
do  órgão  contratante  pelo 
Tribunal de Contas da União. 
§  2º  O  órgão  contratante  bem 
como  os  órgãos  responsáveis 
pelo controle  externo  e interno 
poderão,  a  qualquer  tempo, 
requisitar  vista,  na  sede  da 
Entidade  Executora,  da 
documentação  original  a  que 
se refere o § 1º deste artigo, ou 
cópia  de  seu  inteiro  teor,  a 
qual  deverá  ser  providenciada 
e  postada  pela  Entidade 
Executora  no  prazo  de  5 
(cinco)  dias  contados  a  partir 
da  data  de  recebimento  da 
requisição. 
Monitoramento  Art.  13.  O  Ministério  do 
Desenvolvimento  Agrário  e  o 
INCRA  encaminharão 
relatório  de  execução  do 
PRONATER  ao  Conselho 
Nacional  de  Desenvolvimento 
Rural  Sustentável  ­ 
CONDRAF,  que  o  apreciará, 
podendo  emitir 
recomendações  e 
contribuições  de 
aperfeiçoamento  da  PNATER 
e do PRONATER 
Art.  14.  Para  fins  de 
monitoramento,  todas  as 
instituições  e  organizações 
contratadas  deverão  inserir  as 
informações  de  execução  das 
atividades  no  sistema 
eletrônico  de 
acompanhamento  de  serviços 
de  assistência  técnica  e 
extensão rural. 
Art.  15.  A  execução  do 
contrato deverá ser monitorada 
e  fiscalizada  por  representante 
do  contratante,  especialmente 
designado para este fim. 
Parágrafo  único.  Aos  gestores 
do  PRONATER  será 
permitida  a  contratação  de 
terceiros  para  assistir  e 
subsidiar a fiscalização. 
Art.  16.  Regulamento  disporá 
sobre  a  metodologia  de 
monitoramento,  bem  como 
Art.  20.  A  execução  dos 
contratos  será  acompanhada  e 
fiscalizada  nos  termos  do  art. 
67  da  Lei  nº  8.666,  de  21  de 
junho de 1993. 
Art.  21.  Os  contratos  e  todas 
as  demais  ações  do  Pronater 
serão  objeto  de  controle  e 
acompanhamento  por  sistema 
eletrônico,  sem  prejuízo  do 
lançamento  dos  dados  e 
informações  relativos  ao 
Programa  nos  demais  sistemas 
eletrônicos  do  Governo 
Federal. 
Parágrafo  único.  Os  dados  e 
informações  contidos  no 
sistema  eletrônico  deverão  ser 
plenamente  acessíveis  a 
qualquer  cidadão  por  meio  da 
internet. 
Art.  22.  Para  fins  de 
acompanhamento  da 
execução  dos  contratos 
firmados  no  âmbito  do 
Pronater,  as  Entidades 
Executoras  lançarão, 
periodicamente,  em  sistema 
eletrônico,  as  informações 
sobre  as  atividades 
executadas,  conforme 
dispuser regulamento. 
Art.  24.  A  metodologia  e  os 
mecanismos  de 
acompanhamento,  controle, 
fiscalização  e  avaliação  dos 
resultados  obtidos  com  a
15 
sobre  outros  mecanismos  de 
controle  e  fiscalização  in  loco 
dos  contratos  firmados  com  as 
instituições  e  organizações 
para  a  prestação  do  serviço  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural. 
Parágrafo  único.  A 
fiscalização  in  loco  dos 
contratos  de  prestação  de 
serviços  de  assistência  técnica 
e  de  extensão  rural  poderá  ser 
realizada após o pagamento  da 
prestação  do  serviço 
contratado,  sem  prejuízo  do 
seu monitoramento. 
Art.  17.  Assegurada  a  ampla 
defesa  e  o  contraditório,  o  não 
cumprimento  de  qualquer  das 
cláusulas  e  condições 
estabelecidas  no  contrato  ou  a 
sua inexecução parcial ou total 
poderá  implicar  rescisão  por 
denúncia,  independentemente 
de  interpelação  extrajudicial 
ou  judicial,  de  iniciativa 
popular,  ou  do  Ministério 
Público,  além  do 
descredenciamento  da 
instituição  ou  organização 
executora,  sem  prejuízo  das 
sanções  previstas  na  Lei  no 
8.666, de 21 de junho de 1993. 
Parágrafo  único.  A  instituição 
ou  organização 
descredenciada,  nos  termos  do 
caput,  somente  poderá  voltar 
a se  credenciar após o  decurso 
de  dois  anos,  contados  a  partir 
da aplicação da sanção. 
execução  de  cada  serviço 
contratado  serão  objeto  de 
regulamento. 
Art.  25.  Os  relatórios  de 
execução  do  Pronater, 
incluindo  nome,  CNPJ  e 
endereço  das  Entidades 
Executoras,  bem  como  o  valor 
dos  respectivos  contratos  e  a 
descrição  sucinta  das 
atividades  desenvolvidas, 
serão  disponibilizados  nas 
páginas do MDA e do Incra na 
internet. 
Art.  26.  O  MDA  encaminhará 
ao  Condraf,  para  apreciação, 
relatório  anual  consolidado  de 
execução  do  Pronater, 
abrangendo  tanto  as  ações  de 
sua  responsabilidade  como  as 
do Incra. 
Art.  24  da  Lei 
no  8.666,  de 
1993 
Art.  18.  O  art.  24  da  Lei  no 
8.666, de 1993, passa a vigorar 
acrescido do seguinte inciso: 
“XXX  ­  na  contratação  de 
instituição  e  organização 
pública  ou  privada,  com  ou 
sem  fins  lucrativos,  para  a 
prestação  de  serviços  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural  no  âmbito  do  Programa 
Nacional  de  Assistência 
Técnica  e  Extensão  Rural  na 
Agricultura  Familiar  e  na 
Reforma  Agrária,  instituído 
por lei federal.” (NR) 
Art.  27.  O  art.  24  da  Lei  nº 
8.666, de 21 de junho de 1993, 
passa  a  vigorar  acrescido  do 
seguinte inciso XXX: 
“Art.24 ................................ 
XXX  ­  na  contratação  de 
instituição  ou  organização, 
pública  ou  privada,  com  ou 
sem  fins  lucrativos,  para  a 
prestação  de  serviços  de 
assistência  técnica  e  extensão 
rural  no  âmbito  do  Programa 
Nacional  de  Assistência 
Técnica  e  Extensão  Rural  na 
Agricultura  Familiar  e  na 
Reforma  Agrária,  instituído 
por  lei  federal....... 
.................................. ”(NR) 
Utilizado “ou” no texto da Lei.
16 
Responsabilida 
des  dos 
estados 
Art.  20.  A  instituição  do 
PRONATER  não  exclui  a 
responsabilidade  dos  demais 
entes  federados  na  prestação 
de  serviços  de  assistência 
técnica  e  extensão  rural  de 
forma continuada. 
Art.  28.  A  instituição  do 
Pronater  não  exclui  a 
responsabilidade  dos  Estados 
na  prestação  de  serviços  de 
Ater. 
No  texto  do  PL  é  utilizado  o 
termo  “entes  federados”.  No 
texto  da  Lei  é  utilizado 
“Estados” 
Regulamentação  Art.  21.  O  Poder  Executivo 
regulamentará o disposto nesta 
Lei. 
Quando  entra 
em vigor 
Art.  22.  Esta  Lei  entra  em 
vigor  na  data  de  sua 
publicação. 
Art.  29.  Esta  Lei  entra  em 
vigor  30  (trinta)  dias  após  a 
data  de  sua  publicação  oficial, 
observado o disposto no inciso 
I  do  art.  167  da  Constituição 
Federal. 
No texto do PL, o vigor da Lei 
entra  na  data  da  publicação. 
No  texto  da  Lei  entra  em 
vigor em 30 dias. 
Medidas 
administrativas 
Art.  19.  O  Ministério  do 
Desenvolvimento  Agrário  e  o 
INCRA  adotarão  as  medidas 
administrativas  destinadas  à 
operacionalização  do  disposto 
nesta Lei 
Art.  20.  A  instituição  do 
PRONATER  não  exclui  a 
responsabilidade  dos  demais 
entes  federados  na  prestação 
de  serviços  de  assistência 
técnica  e  extensão  rural  de 
forma continuada. 
Art.  28.  A  instituição  do 
Pronater  não  exclui  a 
responsabilidade  dos  Estados 
na  prestação  de  serviços  de 
Ater. 
Substituição  da  expressão 
“assistência técnica  e  extensão 
rural  de  forma  continuada” 
pela sigla “Ater”.

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