T R IB

U

PODER JUDICIÁRIO

IÇ A

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R S

MEH
Nº 70046758736
2011/CRIME
APELAÇÃO CRIME. TRÁFICO DE DROGAS.
REFORMA DA DECISÃO A QUO QUE REJEITOU A
DENÚNCIA POR AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA,
DIANTE DA INVALIDADE DO LAUDO PERICIAL
PROVISÓRIO DE CONSTATAÇÃO DA NATUREZA
DA SUBSTÂNCIA. INTELIGÊNCIA DO ART. 50, § 1º
DA LEI Nº 11.343/06.
DERAM PROVIMENTO AO APELO DO MINISTÉRIO
PÚBLICO.

APELAÇÃO CRIME

PRIMEIRA CÂMARA CRIMINAL

Nº 70046758736

COMARCA DE PORTO ALEGRE

MINISTERIO PUBLICO
EVERTON
BARBOSA

VINICIUS

APELANTE
DA

SILVA

APELADO

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os autos.
Acordam os Desembargadores integrantes da Primeira Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Estado, à unanimidade, em dar
provimento ao apelo do Ministério Público para receber a denúncia
determinando o prosseguimento do feito.
Custas na forma da lei.
Participaram do julgamento, além do signatário, os eminentes
Senhores DES. MARCO ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA (PRESIDENTE
E REVISOR) E DES. MANUEL JOSÉ MARTINEZ LUCAS.
Porto Alegre, 30 de maio de 2012.

1

ST

L D E JU
NA

o qual estava fornecendo gratuitamente drogas para consumo a Petersen Pereira da Rosa. Vila Nova. 90/92. RELATÓRIO DES.343/06. Bairro Restinga. MARCEL ESQUIVEL HOPPE. Narra a denúncia que: “No dia 09 de maio de 2011. 2 ST L D E JU NA . já embalados e com pesos semelhantes – sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar. na Alameda N. após receberem. no interior de sua mochila. caput da Lei nº 11. por volta das 19h45min. os demais entorpecentes. trazia consigo e entregava a consumo.T R IB U PODER JUDICIÁRIO IÇ A ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL TRIBUNAL DE JUSTIÇA R S MEH Nº 70046758736 2011/CRIME DES. ocorria o crime de tráfico de entorpecentes. n via pública. razão pela qual o prendera em flagrante. ainda que gratuitamente. apreendidos. na oportunidade. Agentes policiais. o Ministério Público denunciou Everton Vinicius da Silva Barbosa por incurso nas sanções do art. notíciascrime de que. Everton Vinícius da Silva Barbosa. 33. drogas – vinte e quatro porções de maconha pesando aproximadamente 25. Restinga. nesta Capital. decidiu o magistrado pela rejeição da denúncia por ausência de justa diante da invalidade do laudo pericial provisório de constatação da natureza da substância. e trazia consigo. Relator. no local dos fatos. por diversos dias. MARCEL ESQUIVEL HOPPE (RELATOR) Na Comarca de Porto Alegre.” Às fls.60 (vinte e cinco gramas e sessenta centigramas). nº 903. abordaram o denunciado.

112/129). da Relatoria do Colega Des. Manuel José Martinez Lucas. 41 do CPP. alega que estão presentes os requisitos necessários ao oferecimento da denúncia nos termos do art. § 1º da Lei nº 11. já que qualquer discussão em relação àquele laudo provisório perde interesse ante a 3 ST L D E JU NA . 103/107). tendo. o parecer do Procurador de Justiça.343/06 prevê que para estabelecer a materialidade é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga. tendo sido atendido o disposto no artigo 613. Citou precedentes do TJ e do STL. e que os pressupostos do art. Esta Câmara adotou o procedimento informatizado. 61/63) evidentemente deve ser reformada. Ao final. É o relatório. Subiram os autos. do CPP. Não há que se decretar a nulidade do laudo de constatação preliminar da natureza da substância apreendida. Nesta instância. 50. Afirma que segundo a regra do art. requereu o recebimento da denúncia (fls. 159 do CPP são aplicáveis á instrução criminal. em voto proferido nos seguintes termos: “A decisão que rejeitou a denúncia (fls. MARCEL ESQUIVEL HOPPE (RELATOR) Recentemente. no julgamento da apelação crime nº 70044848703. Nas razões. inc. à unanimidade. Sustenta que o fato do perito ser policial civil em nada macula a idoneidade do laudo.T R IB U PODER JUDICIÁRIO IÇ A ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL TRIBUNAL DE JUSTIÇA R S MEH Nº 70046758736 2011/CRIME Inconformado apelou o Ministério Público (fl. esta Primeira Câmara Criminal julgou caso idêntico. Sérgio Guimarães Britto é pelo provimento do apelo ministerial. A Defesa contra-arrazoou o recurso (fls. I. 94). decidido pelo recebimento da denúncia. VOTOS DES.

firmado por perito oficial ou. Em face do exposto.” 4 ST L D E JU NA . DES. Ademais. pelo que a denúncia igualmente não se mostra nula. no qual foi confirmada a presença de canabinoides. igualmente na espécie já há laudo definitivo à fl. DES. é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga. Daí por que dou provimento ao apelo do Ministério Público para receber a denúncia determinando o prosseguimento do feito.De acordo com o(a) Relator(a). para receber a denúncia.343/061.Presidente . 26. Comarca de Porto Alegre: "DERAM PROVIMENTO 1 “Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito.T R IB U PODER JUDICIÁRIO IÇ A ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL TRIBUNAL DE JUSTIÇA R S MEH Nº 70046758736 2011/CRIME existência de laudo pericial definitivo dando conta de que a droga apreendida é substância entorpecente de uso proscrito no Brasil (fl.Apelação Crime nº 70046758736. determinando o prosseguimento do feito em seus ulteriores termos. 97. MARCO ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA . realizado pelo Instituto Geral de Perícias. nos termos do § 1º do art. MARCO ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA (PRESIDENTE E REVISOR) . na falta deste. esse realizado regularmente por peritos oficiais do Instituto Geral de Perícias e devidamente identificado com a ocorrência nº 1011/2010 – guia de remessa de fl. MANUEL JOSÉ MARTINEZ LUCAS . o qual é peça informativa apta ao oferecimento da exordial acusatória. 25). DOU PROVIMENTO ao apelo. por pessoa idônea.” Ademais.De acordo com o(a) Relator(a). DES. a denúncia foi oferecida com base em laudo de constatação da natureza da substância (fl. 31). 50 da Lei nº 11.

UNÂNIME." Julgador(a) de 1º Grau: MAURO CAUM GONCALVES 5 ST L D E JU NA .T R IB U PODER JUDICIÁRIO IÇ A ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL TRIBUNAL DE JUSTIÇA R S MEH Nº 70046758736 2011/CRIME AO APELO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA RECEBER A DENÚNCIA DETERMINANDO O PROSSEGUIMENTO DO FEITO.

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