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COBRA – Colégio Brasileiro de Suplência a Distância Sociologia – Ensino Médio – Módulo 04

UNIDADE 1
AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS

Estudos sociológicos e antropológicos reafirmam a importância da Família, da Religião, do


Estado e da Escola como instituições comprometidas com a formação moral e civil do cidadão. Segue-se
algumas ponderações a esse respeito, considerando em especial autores como Pérsio Santos de Oliveira, Jay
Stevenson, Dalai Lama, Paulo Freire e Nilson Guedes de Freitas.

A Família

A família constitui o primeiro grupo social primário ao qual pertencemos e é neste grupo que
teremos contato com as regras de controle e de comportamento para uma convivência harmônica em
sociedade.

Os estudos comparativos da família entre muitos povos diferentes nos dão uma visão de que
alguns aspectos na estrutura familiar podem variar no tempo e no espaço. Essas variações, que podem ser
quanto à forma de casamento, ao número de casamentos, ao tipo de família e aos papéis familiares, são
fundamentais para nossa compreensão real da família. Primeiro a concepção da evolução pela visão da
biologia nos sugere uma instituição avançada, se considerarmos a visão baseada no casamento monogâmico
digno de louvor e carinho. Excluíam-se, desta forma, todas as associações familiares que divergiam deste
conceito.

Com a civilização moderna, os antropólogos passam a conceituar que a vida familiar está
presente em praticamente todas as sociedades, mesmo naquelas com costumes sexuais e educacionais
diferentes dos nossos.

À família cabe a responsabilidade de transmissão de valores e padrões culturais da sociedade,


sendo a primeira agência de socialização do indivíduo. Com isso, o maior manancial de transmissão de amor e
bondade vez que se supõem relações harmônicas e respeitosas.

E dentro do atual contexto social pode-se afirmar das fantásticas dificuldades que o gestor da
família vem desbravando face à globalização e massificação das comunicações. O questionamento passa a
ser quanto aos valores morais e condutas éticas a transmitir com os meios de comunicação despejando
diariamente casos de autoridades envolvidas em corrupção, desvio de verbas, assassinatos e enriquecimento
ilícito, culto à criminalidade e a contravenção. Uma grande demonstração de inversão de valores sociais, que
aos olhares juvenis, ingênuos e desavisados podem passar por modelos a serem seguidos.

A Religião

Desde os primórdios as sociedades tentam explicar o sentido das coisas, e sob este olhar ao
mesmo tempo curioso e estarrecido surgem as religiões como forma de saciar os questionamentos acerca,
principalmente, do que era considerado sobrenatural.

A religião esteve durante longo tempo associada à questão do mito que os povos primitivos
mantinham com os fenômenos da natureza.

Se por um lado a religião sempre desempenhou uma função social importante, vez que o culto
ao sobrenatural auxilia no cumprimento às normas sociais, onde o sentimento de respeito, temor e veneração
estão descritos em seu código de conduta; por outro lado mesmo as sociedades atuais estabelecendo códigos
que primam pela liberdade de expressão religiosa, nem sempre estamos convivendo de modo pacífico com a
pluralidade, qual seja, o cristianismo, o judaísmo, o budismo, o hinduísmo, o islamismo, coexistindo de maneira
harmônica e respeitosa.

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Estudos mais aprofundados revelam as atrocidades cometidas contra os seres humanos em


nome da igreja. Um grupo elitizado atento apenas ao rigor do cumprimento de normas e regras inibidoras do
livre arbítrio e do bom senso, causou verdadeiros massacres. O próprio cristianismo afirmou durante muito
tempo as desigualdades e injustiças, como a inquisição, a caça aos bruxos, a escravidão e busca de poderio
financeiro.

Vivemos um momento social em que o isolamento humano se faz cada vez mais presente. Os
grandes conflitos por terras e poder travados até hoje pelas grandes religiões do mundo denotam ainda
imaturidade para a convivência social harmônica e pacífica. O fanatismo de fundamentalistas está conduzindo
a humanidade para o caos. Os sentimentos de compaixão, amor, fraternidade, respeito e cooperação
deixaram há muito de ser a tônica das religiões. O poder está extrapolando os limites de convivência.

Com isso, dentro das próprias religiões presenciamos dissidências e movimentos contrários
aos excessos provocados pelos extremistas, e alguns líderes religiosos cada vez mais defendem a participação
da igreja na vida social, de modo ético, dando cada vez menos importância aos dogmas, reafirmando a
importância do homem como agente desse processo de mudança, e a quem se deve dar todas as condições
de educação para conquista da felicidade. Contudo, esse discurso mostra-se contraditório e longe de ser
alcançado face à notória disputa de poder existente. Gandhi dizia “Amarás a mais insignificante das criaturas
como a ti mesmo. Quem não fizer isso jamais verá a Deus face a face.”

O Estado

A caracterização de um Estado se dá pela existência de um povo próprio, a ocupação de um


território definido e o exercício de uma soberania reconhecida por outros Estados. Sinteticamente podemos
afirmar que Estado é uma nação com um governo. Como é o Estado que tem o poder regulador das relações
entre os membros de uma sociedade, torna-se um grande agente de controle social. Através de seus poderes,
Executivo, Legislativo e Judiciário, em se tratando de um Estado moderno, tem constituído o regime político
democrático no qual os governantes são eleitos pelo voto direto do povo.

O Estado tem tido fundamental atuação na política educacional de nosso País, desde a vinda
da Corte Portuguesa para o Brasil. Mesmo sendo instituída a educação de forma a atender à elite dominante,
ações foram implementadas para introdução, especialmente, da educação pública.

No século atual o grande desafio para o Estado será manter um sistema educacional coerente
com a realidade demográfica das cidades, com uma urbanização desenfreada e um modelo econômico que
não atende as camadas menos favorecidas da sociedade, permitindo o acesso à educação de qualidade para
todos, sem exclusões, discriminações. O comprometimento do Estado com a elite dominante, e não com o
povo, tem que ser objeto de ampla revisão, pois segundo Hamilton Werneck “Urge ... uma parada no
departamento da responsabilidade social... A educação para a liberdade passará sempre pela
responsabilidade, entendendo-se claramente responsabilidade como meio importante de socialização e
melhoria da convivência humana... A responsabilidade social é indispensável, sobretudo numa república
terceiromundista, onde as carências tornam os acessos cada vez mais difíceis.” (2001, pág. 30).

A Escola

Considera-se neste momento a escola como uma instituição de vital importância para formação
de uma sociedade. Com a tônica na educação formal, sua função social vai além da interação entre
indivíduos e grupos. Tem o caráter político, sensibilizando os indivíduos para interagirem compartilhando
experiências, ensinamentos, na busca do crescimento integral.

O papel da educação e do ensino vem sendo objeto de reavaliação por partes dos educadores,
considerando as transformações sociais do mundo contemporâneo. A discussão está em torno do papel da
escola e do professor, dos conteúdos, dos métodos, enfim, tudo o que norteia a prática educacional.

Mas não é tarefa apenas da escola a condução das transformações sociais, ela tem sim um
papel singular na preparação dos indivíduos para a sociedade moderna, exigente por excelência, auxiliando-os
a se tornarem sujeitos socialmente ativos, pensantes, críticos e cônscios de suas responsabilidades.

Do novo professor o mundo moderno passa a exigir: uma ampla cultura geral; ter competência
para agir em sala de aula; habilidades comunicativas; saber usar os meios de comunicação e da mídia; ter
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conhecimento e domínio sobre o ciberespaço; estar em constante atualização; ou seja, resgate do


profissionalismo, do compromisso com a qualidade desejável na prática docente.

“A felicidade genuína caracteriza-se pela paz


interior e surge dentro do contexto de nossos
relacionamentos com os outros.”
Dalai Lama

LEITURA COMPLEMENTAR

“O MUNDO É DE ALÁ”
Uma revelação estatística mostra que a hegemonia da Igreja Católica Romana começará o
novo milênio mais abalada do que nunca. A Maior religião do mundo passou a ser o islamismo. O número de
muçulmanos supera o de católicos romanos. O islã congrega 1,14 bilhão de fiéis. São 100 milhões de pessoas
a mais que o rebanho do papa João Paulo II.

Há várias razões para as mudanças ocorridas no ranking da fé. Não há religião que cresça no
ritmo do islamismo: 16% a mais de crentes a cada ano. Há de se levar em conta que mais da metade dos
muçulmanos vive na Ásia, onde as taxas de natalidade são muito altas. A maior parte dos católicos, por sua
vez, se concentra na Europa, Estados Unidos e América Latina, onde o crescimento demográfico vem caindo
nos últimos anos. Os fatores demográficos, porém, não explicam toda a força da expansão islâmica. Mesmo
em países de forte tradição cristã cresce a presença muçulmana.

Em 1970, havia na França apenas onze mesquitas. Quase trinta anos depois, os templos já
somam mais de 1000. No início da década de 70, a Inglaterra contava com 3000 muçulmanos. Agora, eles são
1 milhão. Até no Brasil, um dos maiores países católicos do mundo, o Alcorão, livro sagrado do islã, atrai cada
vez mais adeptos. Há quase quarenta anos a comunidade árabe possuía uma única mesquita. Hoje são 52
templos, espalhados por todo o país e freqüentados por cerca de 2 milhões de fiéis.

“O aumento do contingente nos países ocidentais ocorreu graças à adesão de ex-cristãos


convertidos à fé islâmica”, diz Faustino Teixeira, professor de Ciência da Religião da Universidade Federal de
Juiz de Fora. “A conquista de novos adeptos alavancou a liderança muçulmana”. Duas vezes por dia o
computador do corretor de seguros Paulo Martins emite um pequeno sinal luminoso. Nesses momentos, ele
interrompe o trabalho e ora. Em um tom quase inaudível, voltado para a cidade de Meca, na Arábia Saudita,
Martins recita orações em árabe. Repete as preces cinco vezes por dia. Às sextas-feiras, ele reza em
companhia de centenas de outros brasileiros em uma mesquita em São Paulo. Nascido em uma família de
forte tradição católica, Martins, de 41 anos, abandonou suas origens e se converteu ao islamismo em 1995.
“No catolicismo, sempre me senti distante de Deus”, diz ele. “Com o islamismo, a aproximação com o sagrado
não depende de terceiros. Quando eu rezo, falo diretamente com Deus”.

O contato direto com Alá, sem intermediários – esse é um dos grandes trunfos do islamismo na
conquista de cristãos para as fileiras muçulmanas. “A força do islã está no fato de que é uma religião
extremamente acessível. Não há hierarquia, a fé pode ser praticada em qualquer lugar e não exige muito
engajamento de seus adeptos”, analisa o dominicano frei Betto. Os ensinamentos contidos no Alcorão têm
força de lei. Os muçulmanos acreditam na ressurreição dos mortos, no inferno e no paraíso.

Misericordioso, benévolo, perdoante, clemente, pacificador – o Deus do islã é um só, mas pode
ser identificado por 99 adjetivos expressos no Alcorão. Um ditado repetido entre os fiéis diz que “Deus está
mais perto de nós do que nossa veia jugular”. São metáforas simples mas repletas de sentido místico e
fascinantes para muitos, mais atrativas e confortadoras do que a formalidade católica e a exaltação evangélica.

Desde 1979, quando a revolução iraniana, liderada pelo clero xiita, derrubou uma monarquia
pró-Ocidente, o islã virou sinônimo de fanatismo e terrorismo. Os radicais existem, mas são minorias. Na
Arábia Saudita, berço do islamismo, quem rouba tem a mão cortada. Quem mata injustamente é executado em
praça pública. São resquícios de um radicalismo cada vez menos praticado. Hoje, a maioria dos países
muçulmanos reconhece o direito das mulheres. A elas já é permitido trabalhar fora. Os tradicionais véus que
cobrem o rosto e a cabeça das mulheres convivem em paz com as calças jeans e tênis da moda. Com a
bênção de Alá..
(Revista VEJA, 02/06/1999)
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ATIVIDADES

1 – Qual é o primeiro grupo social ao qual pertencemos?

2 – Qual é a responsabilidade social da família?

3 – Ao que a religião esteve associada por longo tempo?

4 – Que poderes constituem o Estado Democrático?

5 – O que o mundo moderno passa a exigir do novo professor?

6 – Faça uma releitura do texto “O Mundo é de Alá” e descreva a sua opinião sobre a disseminação das
religiões no Brasil.

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UNIDADE 2
MUDANÇA SOCIAL

Há um sentido no qual a Sociologia está necessariamente ligada à idéia de progresso, ou seja,


o de que como uma disciplina pode ser justificada, em parte, pela contribuição que possa fazer ao progresso
humano. Além disso, uma das contribuições importantes da Sociologia ao conhecimento humano pode ser a
elucidação das potencialidades e do caráter da moderna sociedade industrial. Nas antigas teorias
universalistas do progresso, como as de Comte e Spencer, há uma preocupação particular com as sociedades
modernas, e nos trabalhos sociológicos posteriores ela é ainda mais evidente. L. T. Hobhouse argumentava
que, “através da ciência, a civilização moderna está começando a controlar as condições físicas da vida
e... ...ao lado da ética e da religião está formando as idéias de unidade da raça e de subordinação do direito,
da moral e das constituições sociais em geral às necessidades do desenvolvimento humano, que são as
condições do controle que se faz necessário. Parecia de importância secundária que houvesse pouco ou
nenhum progresso sob outros aspectos, desde que essa condição essencial de progresso futuro fosse
realizada”. Igualmente Marx tratou o capitalismo moderno como um período crítico da história humana, do qual
o controle racional da vida humana poderia começar, e dedicou-se ao estudo geral desse fenômeno histórico
específico, e não à elaboração especulativa de uma teoria histórico-filosófica do desenvolvimento social. A
realização do progresso, como quer que seja concebida, não depende dessas interpretações, mas do
conhecimento das condições e modos de mudança social e das circunstâncias de determinadas sociedades.
Não obstante, uma filosofia da história na qual a especulação seja condicionada e controlada pelo
conhecimento sociológico ainda pode ter um papel importante no estabelecimento dos objetivos do
pensamento e da investigação sociológica.

As dificuldades encontradas pelas teorias de evolução, desenvolvimento ou progresso, bem


como as modificações no clima de opinião, levaram à adoção geral da expressão “mudança social”, para
referir-se a todas as variações históricas nas sociedades humanas. A difusão dessa expressão mais neutra foi
estimulada pela publicação, em 1922, de Mudança Social, de W. F. Ogburn.

Fatores De Mudança Social

Uma análise sociológica da mudança social exige um modelo mais preciso e que possibilite a
formulação de problemas e a apresentação sistemática de resultados.

Assim, em primeiro lugar devemos nos concentrar na questão seguinte: o que é que muda? É
útil definir a mudança social como uma mudança na estrutura social (inclusive mudanças no tamanho da
sociedade) ou em determinadas instituições sociais, ou nas relações entre as instituições.

A seguir temos de pensar no modo, na direção e na intensidade da mudança, pois exigem uma
interpretação histórica, como as várias análises das mudanças populacionais, da crescente divisão do trabalho
nas sociedades industriais, nas mudanças no caráter da moderna família ocidental, e assim por diante.

O ritmo da mudança, outro aspecto a ser considerado, sempre interessou aos sociólogos,
sendo um lugar-comum mencionar a aceleração da mudança social e cultural nos tempos modernos. W. F.
Ogburn foi o primeiro a examinar o fenômeno sistematicamente e a empreender estudos quantitativos da taxa
de troca, especialmente na esfera das invenções tecnológicas. Também focalizou a atenção sobre as
discrepâncias entre os ritmos de mudança nos diferentes setores da vida social; a hipótese do “retardo cultural”
está ligada a uma grande desarmonia entre o rápido desenvolvimento da tecnologia, e a mudança mais lenta
das instituições familiares, políticas e outras e das crenças e atitudes tradicionais (religiosas, morais, etc.).

A questão da razão das mudanças, ou das circunstâncias que as tornam possíveis, igualmente
importante, está intimamente ligada ao problema geral dos fatores da mudança social e suscita questões muito
complexas relacionadas com a causação social, como por exemplo, o papel dos indivíduos na mudança social
e a influência relativa dos fatores materiais e das idéias. Podemos citar fatores para explicar a mudança social
os desejos e decisões conscientes dos indivíduos; atos individuais influenciados pelas mudanças das
condições; mudanças estruturais e tensões estruturais; influências externas; indivíduos, ou grupos de
indivíduos, destacados; confluência ou disposição de elementos de fontes diversas convergindo para um
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determinado ponto; ocorrências fortuitas; e o aparecimento de um objetivo comum. Cabe ressaltar assim que
tais mudanças referem-se a fatores endógenos ou exógenos, isto é, as originadas dentro ou fora de uma
determinada sociedade.

Obstáculos e resistências são observados nos movimentos sociais, no sentido de dificultar ou


impedir a mudança social.

Os obstáculos são barreiras oriundas da própria estrutura social e que dificultam ou impedem
a mudança social. A agricultura brasileira, por exemplo, até a abolição, era totalmente baseada em trabalho
escravo; isso se constituía num grande obstáculo à abolição: substituir a mão-de-obra escrava.

As resistências correspondem às atuações conscientes e deliberadas para impedir a mudança


social. Nesse contexto, os proprietários de terras e de escravos impunham grande resistência à abolição por
ferir os seus interesses econômicos; entre os fazendeiros proprietários de escravos organizavam-se partidos
políticos para se opor à abolição.

Em toda estrutura social existem grupos ou camadas sociais cujos interesses ou valores fazem
com que resistam abertamente a mudanças sociais.

Atitudes Individuais E Sociais Na Mudança

Quatro tipos de atitudes individuais ou sociais serão por nós consideradas:

• Atitude conservadora – aquela que se mostra contrária ou temerosa em relação às mudanças. Nela
se enquadram o tradicionalismo e o reacionarismo. No tradicionalismo, a tradição, pelo seu prestígio,
pelo respeito suscitado entre as gerações mais jovens, impõe-se como um dos grandes obstáculos a
toda e qualquer inovação na vida social. Tal é a pressão moral exercida pela tradição, que só através
de grande esforço e enfrentando muita resistência a sociedade adota novas formas de conduta
estranha à herança social.
• Atitude reacionária – corresponde ao conservadorismo exagerado. Opõe-se, não raro pela violência,
a qualquer tipo de mudança das instituições sociais. É a atitude típica do radical de direita, que deseja
que tudo permaneça como está, que quer a todo custo manter a situação tal como é.
• Atitude reformista ou progressista – é a que vê com agrado a mudança moderada. É o desejo de
mudança gradativa dos modos de vida existentes e das instituições.
• Atitude revolucionária – é a que defende transformações profundas e imediatas, até com o emprego
de métodos violentos, no sentido de mudar a situação.

Devemos ter em mente que as invenções e a difusão cultural são processos que ocasionam
mudanças sociais, pois culminam com a modificação nos costumes, nas relações sociais e nas instituições. As
mudanças podem ocorrer de forma gradativa ou mesmo de forma brusca, porém, há que se lembrar que as
grandes transformações pelas quais a humanidade vem passando nos últimos tempos, com o auxílio da
tecnologia, devem servir de suporte para construção de uma sociedade melhor, mais bem sucedida,
cooperativa e atuante.

LEITURA COMPLEMENTAR
BARÃO DE MAUÁ – Ousadia empresarial

No período de crescimento industrial e modernização econômica do Brasil, merece destaque a


figura de Irineu Evangelista de Sousa, barão e, depois, visconde de Mauá.

Homem de grande iniciativa e visão empresarial, o barão de Mauá foi responsável por grandes
empreendimentos econômicos no Segundo Reinado. Procurou aproveitar o momento de transformação
econômica do Império. Fundou empresas de construção de navio a vapor e fundição de ferro. Construiu nossa
primeira ferrovia (ligando a Guanabara a Petrópolis) e a primeira linha de bondes do Rio de Janeiro. Foi
responsável pela instalação da iluminação a gás no Rio de Janeiro, pela construção de linhas de telégrafo no
país e de um cabo submarino de telegrafia intercontinental.

O sucesso do barão de Mauá durou enquanto suas empresas não sofriam com a intensificação
da concorrência dos produtos importados. Quando isso começou a ocorrer, as empresas de Mauá foram
abaladas e, além disso, sofreram diversos atentados e sabotagens.
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Pela pressão do capital estrangeiro, as empresas do barão de Mauá foram à falência.


ATIVIDADES

7 – A expressão mudança social foi adotada para designar o que?

8 – O que significa mudança social?

9 – Quando imaginamos uma mudança social, levamos em conta quais aspectos?

10 – O que são obstáculos aos movimentos sociais da mudança?

11 – Ao que correspondem as resistências?

12 – Releia o texto sobre Barão de Mauá e faça uma redação sobre a influência estrangeira nas mudanças
sociais observadas no Brasil.

13 – Pesquise o significado das seguintes palavras:


mito – democrático – religião – reacionário – razão – judaísmo – verdade – elite – falência concorrência –
sabotagem – fundição.

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UNIDADE 3
SUBDESENVOLVIMENTO, COMUNIDADE, CIDADANIA E MINORIAS

1. Subdesenvolvimento

Os países subdesenvolvidos são conhecidos também como países periféricos – aqueles que
mantiveram ou mantêm uma relação de dependência econômica e/ou política com os países centrais, que são
os grandes centros industrializados (países da Europa Ocidental, Estados Unidos, Japão). De modo geral, as
nações subdesenvolvidas foram colônias de nações desenvolvidas (antigas metrópoles).

A origem do subdesenvolvimento dos países, que eram antigas colônias, está ligada nas
relações econômicas e políticas desses países com as nações centrais, que eram as metrópoles, ao longo da
História.

Como a Revolução Comercial por que passou a Europa, em especial a partir do século XI,
surgiu o movimento de colonização de novas áreas do globo pelas potências européias, a partir do século XV.

A colonização foi um processo de ocupação e exploração econômica e política de novas áreas.


O movimento colonizador que se afirmou a partir do século XV assumiu o caráter do domínio europeu do
mundo, pois representou a integração de novas áreas à órbita econômica e política das nações européias.
Desse movimento surgiram dois tipos de colônia: de povoamento e de exploração.

• Colônias de povoamento - foram formadas a partir das áreas ocupadas por muitos desempregados
ou por grupos expostos a perseguições religiosas. Essas pessoas pretendiam fixar-se definitivamente
na nova terra, a fim de reproduzir o mais fielmente possível o modo de vida do país de origem.
Surgiram nessas áreas unidades econômicas relativamente auto-suficientes, produzindo para o seu
próprio consumo e sem uma dependência excessiva da metrópole. Como exemplo temos as Treze
Colônias Americanas (hoje Estados Unidos), o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia.
Praticamente nenhuma das antigas colônias de povoamento veio a se converter em país
subdesenvolvido em nossa época.
• Colônias de exploração – foram formadas nas áreas ocupadas pelas nações européias, com a
finalidade de extrair delas bens comercializáveis na Europa. Inicialmente, os colonizadores procuravam
metais preciosos; quando não os encontravam, passavam a praticar a agricultura, plantando lavouras
de grande valor comercial, como a cana-de-açúcar. As metrópoles incentivaram a ida de seus súditos
para tais áreas, a fim de que se dedicassem à exploração das colônias, enviando o resultado da
produção para a Europa.

Como exemplo de colônias de exploração temos o Brasil, cujos produtos inicialmente


explorados foram o pau-brasil, a cana-de-açúcar e o ouro; as Antilhas, com a exploração de fumo e cana-de-
açúcar; o Peru e o México, com a exploração do ouro e da prata.
Todos esses países, bem como outras colônias de exploração, são hoje países subdesenvolvidos

Alguns autores consideram o desenvolvimento como simples sinônimo de crescimento


econômico, ou seja, o aumento substancial da produção de um país. Para eles, o desenvolvimento é um
processo de expansão quantitativa do produto da renda.

No entanto, entendendo o subdesenvolvimento como o conjunto das características estudadas


até agora, podemos perceber que o desenvolvimento é um processo muito mais amplo que mero crescimento.
O verdadeiro processo de desenvolvimento consiste na transformação qualitativa da sociedade, na mudança
de suas características.

Para que haja desenvolvimento é necessário que se verifiquem alterações profundas na


distribuição da renda, nas condições de higiene e saúde da população, nas condições de emprego, na

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propriedade da terra, no acesso à educação, etc. Enfim, é necessário que exista uma participação de todos na
riqueza produzida, e não apenas um crescimento dessa riqueza.

Alguns países subdesenvolvidos podem experimentar crescimento econômico, como ocorre


com o Brasil, sem que estejam passando por um verdadeiro processo de desenvolvimento – embora o
desenvolvimento só seja possível com crescimento econômico.

Indicadores De Subdesenvolvimento

Passamos a descrever os indicadores vitais do subdesenvolvimento (Insuficiência alimentar,


grande incidência de doenças, intensa natalidade, altas taxas de crescimento demográfico), indicadores
econômicos, indicadores sociais e indicadores políticos.

Indicadores Vitais Do Subdesenvolvimento

• Insuficiência alimentar – Os técnicos em alimentação fixam como limite mínimo necessário à


sobrevivência do ser humano o consumo de mil calorias diárias. Contudo, um consumo inferior a 2.240
calorias diárias já caracteriza uma situação de subalimentação. A população de uma grande parte das
nações do mundo contemporâneo – como Índia, Etiópia e Bolívia – apresenta um consumo médio de
calorias inferior a esse mínimo; vive, portanto, num estado de subalimentação crônica ou fome.
Além do consumo de calorias ser insuficiente, há ainda outro problema alimentar grave nos países
subdesenvolvidos: de modo geral, a composição de alimentação também é inadequada, pois a população
ingere diariamente menos de 30 gramas de proteínas, que é o mínimo recomendável.

• Grande incidência de doenças – Em razão das deficiências da alimentação e das más condições
sanitárias reinantes, proliferam nos países subdesenvolvidos doenças que, embora inofensivas nas
nações adiantadas, apresentam aí um caráter fatal. Um exemplo é o sarampo. Por outro lado, doenças
de pequena incidência nas nações adiantadas assumem nas nações subdesenvolvidas o caráter de
doença de massa, atingindo amplos segmentos da população. São exemplos disso a tuberculose, as
parasitoses intestinais, a malária, etc. Tais moléstias, mesmo quando não matam, reduzem de 30 a
60% a capacidade de trabalho das pessoas.

• Intensa natalidade e altas taxas de crescimento demográfico – As nações subdesenvolvidas


apresentam altos coeficientes de natalidade. Em algumas, tais coeficientes são anulados pela elevada
mortalidade (conseqüência das péssimas condições sanitárias), de modo que as taxas de crescimento
demográfico resultantes são reduzidas. Em algumas nações em que se reduziu a mortalidade graças a
providências sanitárias, a grande natalidade vem determinando elevadas taxas de crescimento
demográfico, um outro problema a ser resolvido.

Um dos motivos de altos índices de natalidade nos países subdesenvolvidos é o seguinte:


nesses países, as crianças começam a trabalhar muito cedo (na lavoura ou em pequenos serviços no campo e
na cidade), sem que para isso precisem estar alfabetizadas e qualificadas profissionalmente; portanto, o custo
da formação profissional do indivíduo é mínimo ou nulo; o grande número de filhos parece para alguns uma
vantagem, já que, em pouco tempo, as crianças passam a contribuir para o orçamento familiar. Além disso, a
falta de esclarecimentos sobre os métodos de controle da natalidade – e mesmo de acesso a esses métodos –
impede os casais mais pobres de planejarem o número de seus filhos.

Já nos países desenvolvidos, o custo elevado da formação profissional e a emancipação


precoce do meio familiar impedem que a procriação seja considerada vantajosa, o que, aliado às facilidades de
acesso à contracepção, contribui para menores índices de natalidade.

Portanto, as altas taxas de crescimento demográfico devem ser consideradas uma


conseqüência do subdesenvolvimento, e não sua causa. A eliminação do subdesenvolvimento é que permitirá
a diminuição dos índices de crescimento da população e não o inverso.

Indicadores econômicos

Os principais indicadores econômicos do subdesenvolvimento são: baixa renda per capita;


predominância do setor primário sobre o secundário; problemas na agricultura; problemas na indústria;
concentração de renda; problemas no setor externo; subemprego ou desemprego disfarçado.

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Baixa renda per capita – considerando que renda per capita é o resultado da divisão da renda
nacional pela população do país, em razão de sua fácil apuração, é um dos indicadores mais comumente
usados para indicar a condição de subdesenvolvimento. Porém devemos lembrar que este é um indicador
impreciso para atestar a condição de desenvolvimento ou subdesenvolvimento de um país, principalmente
porque não leva em conta a concentração de renda.

Predominância do setor primário sobre o secundário – ocorre nas economias


subdesenvolvidas, quando o setor primário – agricultura, pecuária, pesca, extrativismo vegetal – apresenta
maior importância que o setor secundário – indústria, atividades extrativas minerais.

Problemas na agricultura – são basicamente três: baixa produtividade, que no trabalho


agrícola é explicada pelas próprias características da agricultura nas áreas subdesenvolvidas – como
agricultura pouco mecanizada e agricultura extensiva; subemprego, que se caracteriza pela presença de
trabalhadores agrícolas com emprego temporário, geralmente com baixa produtividade, e a prática de
agricultura de subsistência; e concentração de propriedade, quando predominam as grandes propriedades,
muitas com baixo nível de produtividade ou totalmente inexploradas.

Problemas na indústria – participação reduzida na vida econômica das nações


subdesenvolvidas, predominam as indústrias de bens de consumo não sofisticados, baixa utilização de mão-
de-obra nas indústrias de bens de consumo e de bens de capital (máquinas e equipamentos).

Concentração de renda – A renda é muito mal distribuída nos países subdesenvolvidos,


estando concentrada nas mãos de poucas pessoas.

Problemas no setor externo – O setor externo é aquele que compreende as duas operações
básicas do comércio internacional: a exportação e a importação.

Subemprego ou desemprego disfarçado – o subemprego consiste na existência de


trabalhadores que não têm um emprego regular, e isso ocorre tanto na zona rural como na zona urbana. São
pessoas que não participam efetivamente do sistema produtivo e da riqueza gerada, como por exemplo os
lavadores de carro, jornaleiros, ambulantes, camelôs, etc.

Indicadores Sociais

Os veículos de comunicação de massa revelam ao mundo todo a existência de povos que


apresentam um padrão de vida superior ao de outros povos. Temos um fenômeno inovador na história dos
países subdesenvolvidos que é a consciência das populações de sua miséria ou pobreza.

Indicadores Políticos

A tomada de consciência da miséria ou do atraso leva à formulação de planos para superar


essa situação. Tais planos são os projetos de desenvolvimento. Mas é importante que estes projetos
ultrapassem a consciência dos membros dos diferentes grupos, devem assumir uma dimensão política,
convertendo-se em programas.

2. Comunidade

O conceito de comunidade, de enorme importância na Sociologia do século XIX, designa os


agrupamentos humanos nos quais se verifica um grau elevado de intimidade e coesão entre seus membros,
engajamento moral e uma garantia de continuidade. Os sociólogos positivistas dedicaram parte de suas teorias
ao estudo da comunidade, considerado como o modelo de vida social próprio das sociedades agrárias,
caracterizado por relações primárias e tradicionais, influência fundamental da família e pequena flexibilidade
das relações existentes.

De maneira geral atribui-se à comunidade uma forte homogeneidade entre os indivíduos


quanto aos seus interesses e às crenças que compartilham, além de uma menor diferenciação nas funções e
status individuais. Corporações, mosteiros e comunas foram estudados como exemplos de comunidade.

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COBRA – Colégio Brasileiro de Suplência a Distância Sociologia – Ensino Médio – Módulo 04

Hoje a Sociologia volta a estudar a comunidade, não mais como forma de organização dos
membros de uma sociedade, anterior ou em oposição às formas mais individualistas e impessoais de
convivência, mas como relações específicas que integram grupos menores da sociedade como os de
vizinhança, os grupos religiosos e certas associações profissionais. Sociólogos norte-americanos identificam na
sociedade atual princípios emergentes de relações de solidariedade, que representariam novas formas de
convivência comunitária, baseadas em objetivos comuns e forte sentimento de solidariedade.

A organização das minorias étnicas, raciais e religiosas, o regionalismo que emerge em meio à
sociedade que se globaliza, a multiplicação das associações profissionais e regionais, ao lado do
enfraquecimento dos Estados nacionais, recolocam o estudo da comunidade como elemento essencial da vida
social e não mais como uma forma de organização primária e em extinção nas sociedades complexas.

3. Cidadania

Historicamente, o conceito original de cidadania estava associado ao burguês, não ao povo


todo. Portanto, a começar pela etimologia da palavra, há uma separação entre o homem urbano e o homem
rural, uma vez que a palavra cidadão referia-se somente aos habitantes da cidade. Por analogia, o novo termo
veio substituir os termos burguês e burgo.

Podemos dizer que cidadão é o que está capacitado a participar da vida da cidade, da
sociedade. Como termo legal, cidadania é mais uma identificação do que uma ação. Como termo político,
cidadania significa compromisso ativo, responsabilidade. Significa fazer diferença na sua comunidade, na sua
sociedade, no seu país.

A cidadania é exercida por cidadãos, que são indivíduos cônscios de seus direitos e deveres,
os quais participam ativamente de todas as questões da sociedade. A cidadania está diretamente vinculada
aos direitos humanos, uma longa e penosa conquista da humanidade, que teve seu reconhecimento formal
com a Declaração Universal dos Direitos do Homem com o fim da Segunda Guerra Mundial.

LEITURA COMPLEMENTAR
Declaração Universal dos Direitos do Homem
(aprovada em 1948 pela ONU, com o fim da Segunda Guerra Mundial)

• Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos;


• Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado;
• Todo homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa;
• Todo homem tem direito a alimentação, vestuário, habitação e cuidados médicos;
• Todo homem tem direito à vida, à liberdade e segurança pessoal;
• Todo homem tem direito ao trabalho e à livre escolha de emprego;
• Todo homem tem direito à segurança social;
• Todo homem tem direito a uma ordem social em que seus direitos e liberdades possam ser
plenamente realizados;
• Todo homem tem o direito de ser reconhecido como pessoa perante a lei;
• Todo homem tem direito à instrução.

4. Minorias

A idéia de igualdade não é uma idéia aceitável para a cultura humana. Desde as mais antigas
civilizações, o homem buscou suas diferenças, de origem, de nacionalidade, de classe social. Toda a
Antiguidade conheceu ideologias que pregavam diferenças no interior de uma sociedade e entre sociedades.
Estabelecer diferenças parece ter sido sempre uma tendência da humanidade, para, por meio delas, procurar
definir a essência humana e a razão de sua existência.

Foi a partir do cristianismo que emergiu na sociedade a noção de igualdade. O princípio de que
todos, sem exceção, somos filhos de Deus era absolutamente novo, num mundo que procurava sempre
identificar um único e verdadeiro povo escolhido. Concebida a idéia da igualdade original, a ela associou-se a
idéia de bondade, caridade e vontade divina.
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Nos séculos seguintes essa idéia de igualdade entre os homens foi se desenvolvendo e se
firmando. Sempre mais no discurso do que na ação, reconheceu-se que todos os homens têm direito à justiça,
ao trabalho, à liberdade, e assim por diante.

O processo de globalização promoveu a massificação, a homogeneização e a padronização


cultural. Mas desse panorama de mudanças sociais e institucionais, em instituições consideradas inabaláveis
parecem atravessar irreversível debilidade ou descrédito, em que a padronização parece fortemente instalada,
emerge uma sociedade complexa e diferenciada. Nela, diversos grupos sociais minoritários, as minorias
étnicas, religiosas, políticas e regionais, buscam seu espaço social e geográfico, sua originalidade, sua
identidade social e cultural. As minorias se organizam cada vez mais para defender seus princípios,
ressaltando suas individualidades.

Afirmando sua própria identidade, as minorias imprimem marcantes diferenças na realidade


atual. À medida que reivindicam direitos e contestam certas normas sociais, por se sentirem excluídas, as
minorias organizam movimentos sociais, políticos, étnicos, raciais e sexuais, que vêm dando um novo sentido à
noção de cidadania. A exclusão social é muito forte entre as minorias e origina diferentes grupos de excluídos.

A Sociologia tem se voltado para esses grupos a fim de estudá-los e assim se multiplicam os
trabalho de pesquisa que têm por objetivo as mulheres, os homossexuais e os imigrantes, por exemplo.

Hoje se entende por maioria ou minoria a capacidade de certos grupos sociais fazerem pressão
e obterem sucesso em suas reivindicações. É a força da ação política que torna as questões majoritárias ou
minoritárias.

ATIVIDADES

14 – Por que os países subdesenvolvidos são conhecidos como países periféricos?

15 – Quais os tipos de colônias que surgiram a partir do século XV?

16 – Quais são os indicadores de subdesenvolvimento?

17 – Qual o conceito de comunidade, o qual foi de enorme importância na Sociologia do século XIX?

18 – Releia a Declaração Universal dos Direitos do Homem, e faça uma redação em que conste:
- como está a liberdade humana em nossa sociedade;
- como no Brasil tem sido orientada a questão do direito ao trabalho;
- como você vê o direito à instrução no Brasil.

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AUTO-AVALIAÇÃO
1 – Como se dá a caracterização de um Estado?
( ) pela existência de um povo próprio.
( ) a ocupação de um território definido
( ) o exercício de uma soberania reconhecida por outros Estados
( ) todas as afirmativas acima

2 – Coloque V para verdadeiro e F para falso.


( ) é papel da escola a condução das transformações sociais
( ) é papel da escola preparar indivíduos para a sociedade moderna
( ) é papel da escola apenas transmitir conhecimentos formais
( ) é papel da escola auxiliar os indivíduos a serem sujeitos ativos na sociedade

3 – As dificuldades encontradas pelas teorias de evolução, desenvolvimento ou progresso, bem como as modificações no
clima de opinião, levaram à adoção geral da expressão “mudança social” para referir-se:
( ) as variações históricas nas sociedades humanas
( ) as variações contemporâneas nas sociedades humanas
( ) as variações climáticas nas sociedades humanas
( ) as variações geográficas nas sociedades humanas

4 – Assinale os indicadores vitais de subdesenvolvimento.


( ) abundância de bens de consumo, incidência de doenças e alta natalidade
( ) precariedade de bens de consumo, insuficiência alimentar e baixa natalidade
( ) altas taxas de crescimento demográfico, doenças raras e pobreza
( ) insuficiência alimentar, grande incidência de doenças, intensa natalidade e altas taxas de crescimento demográfico

5 – Marque a 2ª coluna de acordo com a 1ª.


1 – problemas na indústria ( ) pequena parcela da sociedade detém o capital
2 – predominância do setor ( ) jornaleiros, ambulantes, camelôs
primário sobre o secundário ( ) agricultura e pecuária mais importante que a
3 – concentração de renda indústria
4 – subemprego ou desemprego ( ) predominam indústrias de bens de consumo não
disfarçado sofisticados

6 – A atitude conservadora de mudança se mostra:


( ) contrária ou temerosa em relação às mudanças
( ) favorável e temerosa em relação às mudanças
( ) reacionária e temerosa em relação às mudanças
( ) cautelosa e reacionária em relação às mudanças

7 – As colônias surgidas à partir do século XV foram:


( ) de aglomerado e de povoação
( ) de massa e de conservação
( ) de crescimento e de população
( ) de povoamento e de exploração

8 – Por que a religião sempre desempenhou uma função social importante?


( ) devido ao culto ao sobrenatural
( ) pela associação à questão do mito
( ) face a liberdade de expressão
( ) porque auxiliava no cumprimento das normas sociais

9 – Quais aspectos devem ser considerados em se tratando de mudança social?


( ) modo, ritmo, razão, obstáculos, fatores
( ) modo, ritmo, razão, obstáculos, resistências
( ) modo, ritmo, percepção, obstáculos, resistências
( ) modo, ritmo, percepção, obstáculos, fatores

10 – Como a exclusão social se dá em nossa sociedade?


( ) reafirmando a igualdade humana
( ) reafirmando a desigualdade, a massificação cultural e o preconceito
( ) reafirmando a solidariedade humana
( ) reafirmando a cooperação social

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GABARITOS

UNIDADE 1 – ATIVIDADES
1 – Qual é o primeiro grupo social ao qual pertencemos?
R: A família.

2 – Qual é a responsabilidade social da família?


R: A transmissão de valores e os padrões culturais da sociedade.

3 – Ao que a religião esteve associada por longo tempo?


R: Ao mito que os povos primitivos mantinham com os fenômenos da natureza.

4 – Que poderes constituem o Estado Democrático?


R: Executivo, Legislativo e Judiciário.

5 – O que o mundo moderno passa a exigir do novo professor?


R: Ampla cultura geral; ter competência para agir em sala de aula; habilidades comunicativas; saber usar os
meios de comunicação e da mídia, entre outros.

6 – Redação.

UNIDADE 2 - ATIVIDADES
7 – A expressão mudança social foi adotada para designar o que?
R: Para designar as variações históricas nas sociedades humanas.

8 – O que significa mudança social?


R: Significa mudanças na estrutura social, em determinadas instituições sociais ou nas relações entre as
instituições.

9 – Quando imaginamos uma mudança social, levamos em conta quais aspectos?


R: Levamos em conta o que muda, o modo com que muda, o ritmo da mudança e a razão da mudança.

10 – O que são obstáculos aos movimentos sociais da mudança?


R: São barreiras da própria estrutura social e que dificultam ou impedem a mudança social.

11 – Ao que correspondem as resistências?


R: Correspondem às atuações conscientes e deliberadas para impedir a mudança social.

12 – Redação.

13 – Pesquisa.

UNIDADE 3 – ATIVIDADES
14 – Por que os países subdesenvolvidos são conhecidos como países periféricos?
R: Porque são os que mantiveram ou mantêm uma relação de dependência econômica e ou política com os
países centrais.

15 – Quais os tipos de colônias que surgiram a partir do século XV?


R: Colônias de povoamento e Colônias de exploração.

16 – Quais são os indicadores de subdesenvolvimento?


R: Indicadores vitais, econômicos, sociais e políticos.

17 – Qual o conceito de comunidade, o qual foi de enorme importância na Sociologia do século XIX?
R: São agrupamentos humanos nos quais se verifica um grau elevado de intimidade e coesão entre seus
membros, engajamento moral e uma garantia de continuidade.

18 – Redação

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AUTO-AVALIAÇÃO

1 – Como se dá a caracterização de um Estado?


( ) pela existência de um povo próprio.
( ) a ocupação de um território definido
( ) o exercício de uma soberania reconhecida por outros Estados
(x) todas as afirmativas acima

2 – Coloque V para verdadeiro e F para falso.


(V) é papel da escola a condução das transformações sociais
(V) é papel da escola preparar indivíduos para a sociedade moderna
(F) é papel da escola apenas transmitir conhecimentos formais
(V) é papel da escola auxiliar os indivíduos a serem sujeitos ativos na sociedade

3 – As dificuldades encontradas pelas teorias de evolução, desenvolvimento ou progresso, bem como as modificações no
clima de opinião, levaram à adoção geral da expressão “mudança social” para referir-se:
(x) as variações históricas nas sociedades humanas
( ) as variações contemporâneas nas sociedades humanas
( ) as variações climáticas nas sociedades humanas
( ) as variações geográficas nas sociedades humanas

4 – Assinale os indicadores vitais de subdesenvolvimento.


( ) abundância de bens de consumo, incidência de doenças e alta natalidade
( ) precariedade de bens de consumo, insuficiência alimentar e baixa natalidade
( ) altas taxas de crescimento demográfico, doenças raras e pobreza
(x) insuficiência alimentar, grande incidência de doenças, intensa natalidade e altas taxas de crescimento demográfico

5 – Marque a 2ª coluna de acordo com a 1ª.


1 – problemas na indústria (3) pequena parcela da sociedade detém o capital
2 – predominância do setor (4) jornaleiros, ambulantes, camelôs
primário sobre o secundário (2) agricultura e pecuária mais importante que a
3 – concentração de renda indústria
4 – subemprego ou desemprego (1) predominam indústrias de bens de consumo não
disfarçado sofisticados

6 – A atitude conservadora de mudança se mostra:


(x) contrária ou temerosa em relação às mudanças
( ) favorável e temerosa em relação às mudanças
( ) reacionária e temerosa em relação às mudanças
( ) cautelosa e reacionária em relação às mudanças

7 – As colônias surgidas a partir do século XV foram:


( ) de aglomerado e de povoação
( ) de massa e de conservação
( ) de crescimento e de população
(x) de povoamento e de exploração

8 – Por que a religião sempre desempenhou uma função social importante?


( ) devido ao culto ao sobrenatural
( ) pela associação à questão do mito
( ) face a liberdade de expressão
(x) porque auxiliava no cumprimento das normas sociais

9 – Quais aspectos devem ser considerados em se tratando de mudança social?


( ) modo, ritmo, razão, obstáculos, fatores
(x) modo, ritmo, razão, obstáculos, resistências
( ) modo, ritmo, percepção, obstáculos, resistências
( ) modo, ritmo, percepção, obstáculos, fatores

10 – Como a exclusão social se dá em nossa sociedade?


( ) reafirmando a igualdade humana
(x) reafirmando a desigualdade, a massificação cultural e o preconceito
( ) reafirmando a solidariedade humana
( ) reafirmando a cooperação social

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BIBLIOGRAFIA

DUVERGER, Maurice. Sociologia Política. Rio de Janeiro, Forense. 1968.


COTRIM, Gilberto. História do Brasil. 1ª ed. São Paulo, Saraiva. 1999.
________ História e Consciência do Mundo.6ª ed. São Paulo, Saraiva, 1999.
COSTA, Cristina. Sociologia – Introdução à ciência da sociedade. 2ª ed. São Paulo, Moderna. 2001.
FREITAS, Nilson Guedes. Pedagogia do Amor- Caminho da libertação na relação professor-aluno. Rio de
Janeiro, Wak. 2000.
LAMA, Dalai. Uma Ética para o Novo Milênio. 6ª ed. Rio de Janeiro, Sextante. 2000.
OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. São Paulo, Ática. 2000.

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