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FACULDADE METROPOLITANA DE MARABÁ

CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL






MEMORIAL DESCRITIVO

PRÁTICA SUPERVISIONADA INTEGRADA

LEVANTAMENTO DE DISPOSITIVOS DE DRENAGEM DE VIAS URBANAS COM
FUNCIONAMENTO COMPROMETIDO: ESTUDO DE CASO (MARABÁ/PA)




Bruna Torres Delgado
Luana Silveira Borges
Lucas Haniel Aires Franco
Rayara Ramos de Araujo
Rogério Pereira dos Santos

TURMA ENC 72




MARABÁ
2014/1
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SUMÁRIO
1. Resumo ......................................................................................................... 03
2. Caracterização .............................................................................................. 04
3. Drenagem Urbana Moderna ......................................................................... 05
3.1. História da drenagem urbana: Evolução dos conceitos do séc 19 ao 21
........................................................................................................................ 05
3.2. Ciclo hidrológico na cidade................................................................... 06
3.2.1. Ciclo hidrológico natural ............................................................................. 06
3.2.2. Bacia hidrográfica ....................................................................................... 07
3.2.3. Balanço hídrico ........................................................................................... 08
3.2.4. Desequilíbrio do ciclo hidrológico: efeito da urbanização ........................... 08
3.3. Obras de drenagem urbana e outras medidas de controle .................. 09
3.3.1. Premissas básicas de controle e regulamentações .................................... 09
3.3.2. Legislações Federal e Estadual .................................................................. 09
3.3.3. Legislações Municipais ............................................................................... 10
3.3.4. Premissas técnicas de controle .................................................................. 10
3.3.5. Premissas gerais de controle ..................................................................... 11
3.4. Medidas de controle estruturais e não estruturais ................................ 12
3.5. As principais causas de patologias de concreto provocadas por
elementos químicos presentes no ar e na água ............................................. 13
4. Metodologia................................................................................................... 14
4.1. Pesquisa de campo .............................................................................. 15
4.1.1. Encanações clandestinas ........................................................................... 15
4.1.2. Infiltrações e surgimento de vegetação entre as juntas .............................. 15
4.1.3. Erosão ........................................................................................................ 16
4.1.4. Armaduras Expostas .................................................................................. 17
4.1.5. Recalques ................................................................................................... 18
4.1.6. Execução inadequada ................................................................................ 18
4.1.7. Trincas no concreto .................................................................................... 20
5. Considerações .............................................................................................. 21
6. Referências Bibliográficas ........................................................................... 23



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1. Resumo

O sistema de drenagem é o principal meio de escoar a água da chuva, que é
frequente em nossa região. Seu estado de conservação é precário, não havendo
manutenção na maior parte das ruas e canais de Marabá, isso pode provocar uma
redução na qualidade de vida da população e aumentar a transmissão de doenças
provocadas por ratos, baratas, etc. Diante disso, este trabalho tem como objetivo
fazer um levantamento dos dispositivos de drenagem para saber onde estão
ocorrendo às falhas no escoamento das águas pluviais e as patologias já
ocasionadas. Para tanto, foram obtidas fotos para avaliar os problemas e compará-
las com a forma correta de execução/manutenção.

Palavras-chave: Drenagem urbana. Dispositivos de drenagem. Impermeabilização
do solo. Vias urbanas.






















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2. Caracterização

A Prática Supervisionada Integrada (PSI) tem como objetivo auxiliar no
conhecimento e nos aprendizados adquiridos durante o semestre do Curso de
Engenharia Civil da Faculdade Metropolitana, utilizando as matérias estudadas
neste período.

O descaso da população em geral, e a ocupação desordenada da cidade
comprometem os fatores ambientais, que consequentemente causam transtornos
urbanos. É comum o lançamento de resíduos industriais, esgotos sanitários, e lixos
em geral, nos canais que cortam a cidade. A pavimentação e as construções nas
cidades tornam menor a possibilidade de infiltração das águas da chuva no solo, ou
seja, impermeabiliza o solo, dificultando assim a formação do ciclo das águas das
chuvas, tornando os canais saturados e ocasionando enchentes.

O problema é de tal ordem que se torna difícil à previsão de sistemas, o
planejamento e o controle, a avaliação dos impactos ambientais e a previsão de
possibilidades de melhoria das condições de urbanização da cidade.

A conscientização da população é de extrema importância para um controle
da poluição/doenças, pois a falta de informação do prejuízo acarretado por ligações
clandestinas de esgoto na rede de águas pluviais causam o comprometimento da
drenagem urbana e a contaminação dos mananciais, trazendo sérios problemas
para toda a cidade.

Diante do que foi explanado, esse trabalho tem como objetivo fazer o
levantamento desses dispositivos que estão comprometidos com a finalidade de
saber, dentre os locais estudados, as patologias existentes. Para tanto, foi feito um
levantamento fotográfico dos dispositivos de drenagem.




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3. DRENAGEM URBANA MODERNA

3.1 HISTÓRIA DA DRENAGEM URBANA: EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS DO
SÉC 19 AO 21

A drenagem pluvial foi tratada como uma prática sem importância até meados
do século XIX. Devido aparecimento de germes causadores de doenças, ocorreram
mudanças no tratamento de drenagem pluvial na segunda metade do século XIX,
mais precisamente em grandes cidades do território europeu. Junto a essas
mudanças também foi implementado através de ordens, aterrar ou cobrir fossas
receptoras de esgoto cloacal, e substitui-las por canalizações enterradas
(Desbordes, 1987). Foi quando nasceu a ideia que iria mudar futuramente o conceito
sanitarista e higienista.

Entre 1850 e o fim do século XIX, o sistema de esgotos, de cidades
importantes do mundo, eram dotados de grandes redes subterrâneas.

Por volta dos anos 60 o conceito ambiental passou a ser aplicada a drenagem
urbana nos países desenvolvidos. As obras tradicionais teriam que apresentar
soluções alternativas em relação à evacuação rápida dos excessos pluviais, dentro
de um pensamento preventivo ambiental (Tucci e Genz, 1995). Porem a maioria das
obras relacionadas à drenagem urbana no Brasil ainda na época tinha um conceito
sanitarista e higienista, descartando de certa forma o conceito ambiental, devido ser
difícil e caro a aplicabilidade do mesmo nas construções de redes de drenagem.

Mas atualmente no Brasil, parece estar em um processo de transição entre o
conceito sanitarista e higienista, e o ambiental. Muitas capitais estão estabelecendo
solução para a drenagem urbana integrada ao planejamento ambiental.





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3.2 CICLO HIDROLÓGICO NA CIDADE

3.2.1 Ciclo hidrológico natural

Ciclo hidrológico é um fenômeno natural de circulação da água entre a
superfície terrestre e a atmosfera, tendo como impulsores, a energia solar associada
à gravidade e a rotação terrestre, ou seja, mais conhecido como ciclo da água, é
responsável pela renovação da água no planeta. Tendo como participantes os
continentes e oceanos, solos e rochas presentes na superfície dos continentes, e o
reservatório formado pelos oceanos.

Precipitação é a água proveniente de vapor d’água da atmosfera, depositada
na superfície terrestre com a ajuda da gravidade, em forma de chuva, granizo,
orvalho, neblina, neve ou geada.

Evaporação é a transformação da água no seu estado líquido para o estado
gasoso à medida que se desloca da superfície para a atmosfera, esse processo é
influenciado por diversos fatores climáticos, como a radiação solar, o período de
insolação, a temperatura do ar, a umidade relativa, o perfil de velocidades do vento e
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a pressão atmosférica. A transpiração é a forma como a água existente nos
organismos vivos, passa para a atmosfera.

Já a evapotranspiração é composta pela junção da transpiração com a
evaporação, é influenciado pelos mesmos fatores climáticos mencionados na
evaporação, porem a transpiração depende da vegetação e da umidade do solo.

Infiltração consiste no fluxo de água da superfície que se infiltra no solo. Já a
percolação é o movimento da água no interior do solo.

Através de precipitações, a água ao chegar ao solo, parte se infiltra, parte é
retirada pelas depressões do terreno e parte se escoa pela superfície,
caracterizando o escoamento superficial.

3.2.2 Bacia Hidrográfica

A bacia hidrográfica é definida como uma área em que ocorre a captação de
água de precipitações, fazendo com que os escoamentos sejam guiados para uma
mesma direção, no caso seu enxutório.

De certa forma a bacia hidrográfica pode ser descrita como uma entrada de
volume concentrado de água em um determinado tempo, a precipitação, e em uma
saída o volume da água de forma mais distribuída, o escoamento. O escoamento
pode ser classificado como, escoamento superficial, ocorre durante e de forma
imediata após a chuva, e o escoamento subterrâneo, que mantem a vazão dos rios
durante a estiagem.

Fisiografia é a forma que caracteriza fisicamente as bacias hidrográficas, é
um modo de obtenção de dados que podem ser extraídos de mapas, fotografias
aéreas e imagens de satélite.



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3.2.3 Balanço Hídrico

Balanço hídrico é basicamente a variação do volume de água em
determinada bacia ou área, ou seja, é o quanto de agua evapora ou escoa dessa
bacia, e o quanto precipita na mesma, independente se for por meio de chuva, neve
ou outro meio, tendo essa variação avaliada em lamina d’agua em determinado
período de tempo.

O balanço hídrico é tido como uma ferramenta de analise e planejamento,
utilizando equações matemáticas obter dados mais precisos possíveis para a
avaliação e a detecção de possíveis impactos ao balanço da bacia.

3.2.4 Desequilíbrio do ciclo hidrológico: efeito da urbanização

A urbanização desequilibra o ciclo hidrológico, sendo pela criação de
barreiras impedindo seu caminho natural ou mesmo alterando seus volumes.

O processo de urbanização geralmente é feito de forma desorganizada, tendo
geralmente a invasão das áreas ribeirinhas pela população de renda mais baixa e a
construção de suas casas de maneira “forçada” naquele local, e só após certo tempo
existe o “planejamento” dessa urbanização para essa determinada área.

A urbanização vem trazendo consigo um fator bem claro, a impermeabilização
do solo, que tende a diminuir a infiltração do solo e aumentar o escoamento
superficial, diminuindo o tempo de concentração dos volumes de água e aumentar a
velocidade de escoamento fazendo com que os sistemas de escoamento pluvial
venham a transbordar e causar as inundações.

Além dos fatos citados acima, com a impermeabilização do solo, e a remoção
da vegetação natural, temos a redução da evapotranspiração e a redução do nível
do lençol freático pela falta de alimentação, pois sem a infiltração da água
proveniente da chuva a tendência do aquífero é cada vez mais perder seu volume.

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Com a falta de planejamento muitos são os casos da população criando
aberturas nas redes de drenagem e realizando a deposição de seus esgotos
diretamente nessa rede, contaminando a água, geralmente as redes drenagem
possuem pontos de vazamento, essa água infiltra no solo e tende a fazer o processo
inverso do mencionado, poluindo o lençol freático.

3.3 OBRAS DE DRENAGEM URBANA E OUTRAS MEDIDAS DE CONTROLE

3.3.1 Premissas básicas de controle e regulamentações

A implantação de obras de drenagens urbanas ou outras medidas de controle
são instrumentos fundamentais para a gestão das águas urbanas. As informações
técnicas essenciais para serem implementadas, estão ligadas as legislação com
base nas premissas técnicas.

3.3.1.1 Legislações Federal e Estadual

A Constituição Federal estabelece princípios básicos para a gestão dos
recursos hídricos e bacias hidrográficas, uso do solo e licenciamento ambiental.
Esses recursos são fiscalizados e normatizados pelos governos federal e estadual.

Em relação aos recursos hídricos, a Constituição Federal define o domínio
dos rios, a legislação de recursos hídricos a nível federal e estabelece os princípios
básicos da gestão através de bacias hidrográficas, que podem ser de domínio
estadual ou federal. Nas legislações estaduais a relativos critérios quanto ao despejo
de efluentes nas drenagens, A legislação ambiental estabelece normas e padrões de
qualidade da água dos rios através de classes.

No artigo 30 da Constituição Federal define que o uso do solo é de
responsabilidade é municipal, Porém, os Estados e a União podem estabelecer
normas para o disciplinamento do uso do solo visando à proteção ambiental e o
controle da poluição. Uma das medidas tomadas principalmente pelos municípios
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com incentivo do Estado é a introdução de diretrizes de macrozoneamento urbano
nos Planos Diretores urbanos.

3.3.1.2 Legislações Municipais

Em cada município existe uma legislação específica definida pelo Plano
Diretor Urbano que geralmente introduz o uso do solo e as legislações ambientais,
mas dificilmente aborda a drenagem urbana (Tucci, 2002).

3.3.1.3 Premissas Técnicas de Controle

As informações técnicas de controle estão diretamente ligadas com o controle
pluvial local de forma intergrada com o planejamento urbano.

A dificuldade na implantação de uma drenagem urbana moderna em países
em desenvolvimento, esta ligada basicamente com dispositivo de infiltração e
retenção, para (Silveira, 2002) podem ser agrupados em:
 Novidade do enfoque ambientalista frente ao conceito higienista;
 O processo de urbanização legal e clandestina, sem controle efetivo;
 Alta contaminação do escoamento pluvial;
 Excesso de produção de sedimentos e lixo;
 Fatores climáticos que podem aumentar riscos epidemiológicos e
encarecer obras;
 A carência tecnológica da engenharia civil para soluções modernas em
drenagem urbana;
 A falta de interação da população com a administração pública na
busca de soluções para a drenagem urbana.

Para outra fonte importante a (Tucci, 2002) resalta que a grande dificuldade
de implementar o controle na fonte da drenagem urbana reside:
 Nas resistências de profissionais desatualizados;
 Na falta de capacidade técnica dos municípios para atuar na
fiscalização e controle, de forma efetiva;
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 Na falta de tratamento de esgoto e de um sistema eficiente de limpeza
urbana.

3.3.1.4 Premissas Gerais de Controle

Como a legislação define a política de controle da drenagem urbana envolve
dois ambientes: externo das cidades e interno das cidades (Tucci, 2002). O
gerenciamento dos controles de drenagem urbana, esta especificamente ligada às
políticas de controle do solo e outros recursos naturais, como mostra o esquema
abaixo:

A falta de políticas publica quanto á prevenção de inundações ribeirinhas, são
partes de uma politicagem que faz partes do cotidiano nosso. Como essas medidas
de prevenção a maioria das vezes são soluções sustentáveis passam por medidas
não estruturais que envolvem restrições a população.

Nas ultimas décadas teve um avanço grande no desenvolvimento de planos
que fiscalizam os recursos naturais como:
 Plano de Recursos Hídricos da Bacia;
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 Plano de Drenagem de cada cidade contida na bacia;
 Plano Integrado de Esgotamento Sanitário;
 Drenagem Urbana;
 Resíduo Sólido.

Basicamente cada um desses planos estabelece metas a níveis Federal,
Estadual, Municipal.

3.4 MEDIDAS DE CONTROLE ESTRUTURAIS E NÃO ESTRUTURAIS

São classificadas em dois tipos as medidas de controle de inundações/cheias
(Tucci, 1993):
 Estruturais: são implantações de obras com o objetivo de conter, reter
ou melhorar a condução dos escoamentos, envolvendo vários tipos de
construções, entre eles, diques, caixas de expansões, polders,
reservatórios, entre outros.
 Não estruturais: são medidas propostas para a minimização ou
reversão do problema, envolvendo o zoneamento de inundações, são
elas, sistema de alerta, seguro contra enchentes, previsão de cheias,
entre outros.

As medidas estruturais podem ser divididas em medidas extensivas ou
medidas intensivas. As extensivas são implantações de obras de engenharia,
buscando modificar as relações entre precipitação e vazão, em torno de toda a bacia
hidrográfica. Já as intensivas numa escala de proporção menor, busca modificar os
cursos de água e superfícies. Como desvantagem esses tipos de medidas não são
projetados para dar uma proteção completa, devido não ser dimensionado contra a
maior enchente que poderá ocorrer de acordo com um calendário hidrológico.

A medida não estrutural tem como objetivo reduzir os impactos gerados pelas
inundações de modo a não modificar os riscos de enchentes. Utilizando princípios
básicos de preparação da sociedade, conscientizando-as, de forma a obedecer a
normas e legislação implantadas para prevenção.
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3.5 AS PRINCIPAIS CAUSAS DE PATOLOGIAS DE CONCRETO PROVOCADAS
POR ELEMENTOS QUÍMICOS PRESENTES NO AR E NA ÁGUA

Os ataques químicos e ambientais acontecem quando o concreto se torna
vulnerável, com baixa resistência, proveniente da alta porosidade, fissuração e
insuficiente cobrimento de armaduras.

As principais origens são ocasionadas devidas:
 Falha de projeto;
 Execução;
 Uso inadequado;
 Falta de manutenção.

As principais causas são ocasionadas devidas:
 Sobrecargas;
 Impactos;
 Abrasão,
 Movimentação térmica;
 Concentração de armaduras;
 Retração hidráulica e térmica,
 Alta relação água/cimento;
 Exposição a ambientes marinhos;
 Ação da água;
 Excesso de vibração;
 Falhas de concretagem;
 Falta de proteção superficial.

As agressões podem ocorrer em três estados:
 Físicas: variação de temperatura, umidade;
 Químicas: carbonatação, maresia, chuva ácida, corrosão, ataques de
sulfatos; ataque de ácidos; águas brandas e resíduos industriais
(cloretos);
 Biológicas: micro-organismos, algas, solos e água contaminada;
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Os principais sintomas são:
 Fissuras;
 Eflorescências;
 Desagregação;
 Lixiviação;
 Manchas;
 Expansão por sulfatos;
 Reação álcalis-agregado

4. METODOLOGIA

Este trabalho teve início com a revisão bibliográfica peculiar aos temas
relacionados com interação do problema dissertado, para isso, foram utilizados
livros, artigos, dissertações, leis e manuais publicados, tradicionalmente ou por meio
digital.

Como metodologia, foi realizado um levantamento fotográfico, cujo critério de
escolha foi focar dispositivos, visualmente deteriorados, em diversas vias e lugares
passíveis a alagamento.

As principais vias, de acordo com a utilização, onde foram realizados os
levantamentos, são as seguintes:
 Rua André Carlos;
 Av. Boa Esperança;
 Folha 21;
 Rua D, Quadra Sul, Km 07.

Os instrumentos utilizados na pesquisa de campo foram:
 Máquina fotográfica, para comparar as vias e os dispositivos com
problemas.



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4.1 PESQUISA DE CAMPO

Para a ilustração dos problemas encontrados foram feitas fotografias de
dispositivos de drenagem do tipo: bocas de lobo, poços de visita, tubulações e
canais. E essas identificadas as patologias encontradas

4.1.1 Encanações clandestinas

Na imagem 01, é visível a instalação de encanações clandestinas, no qual
quando ocorra à elevação do nível do esgoto o mesmo voltará para as residências,
causando um incomodo aos moradores.


4.1.2 Infiltrações e Surgimento de vegetação entre as juntas

Esta patologia é caracterizada pelo o aparecimento de água ou outros
líquidos na parede da galeria, através de sua estrutura, oriundos do exterior,
principalmente quando o nível de água subterrâneo é elevado, conforme mostrado
na imagem 02. As causas mais prováveis são trincas na estrutura, porosidade do
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concreto, defeitos de concretagem e falhas nas juntas de construção. As
construções de concreto estão sujeitas a esforços provenientes de condições
climáticas, como as variações de temperatura. Sendo assim, é importante deixar
juntas de dilatação que propiciem o movimento da estrutura. Tais juntas devem ser
bem executadas, de forma a não deixar vazios para entrada de água ou outras
substâncias. A imagem 02 mostra o início de vegetação exatamente no local de uma
junta, indicando que há aberturas ao longo de sua extensão.


4.1.3 Erosão

Esta é a patologia mais comum, atingindo a laje de fundo e a base das
paredes laterais, conforme mostrado na imagem 03. Caracteriza-se sempre por uma
redução gradual na espessura da estrutura devido ao desgaste provocado pela
passagem de partículas sólidas em suspensão. As causas mais prováveis para o
surgimento desta patologia, além da presença de partículas sólidas abrasivas, são a
baixa resistência do concreto, uso de agregados inadequados e acabamento
inadequado do concreto, somando a isto os efeitos das altas velocidades de
escoamento.
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4.1.4 Armaduras Expostas

Esta patologia é caracterizada pela exposição de ferragens do concreto na
laje de fundo, paredes e teto. A perda de seção de concreto e aço enfraquece a
estrutura, levando-a paulatinamente ao colapso. As causas mais prováveis para o
surgimento desta patologia são a falta de cobrimento adequado das armaduras,
abrasão, cavitação, ninhos de brita e a deformação da estrutura por motivo de
sobrecarga elevada. A imagem 04 apresenta armaduras expostas de forma
generalizada na parede da galeria.

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4.1.5 Recalques

Esta patologia é caracterizada pelo o aparecimento de desnível da estrutura
resultante de uma acomodação diferenciada da galeria, tendo como causa mais
provável um recalque diferencial do terreno de fundação, conforme imagem 05.



4.1.6 Execução inadequada

A execução inadequada durante a concretagem e a má vibração do concreto
fez com que a laje superior ficasse com vazios torando o concreto poroso, e
aumentado o risco de ataque de CO2 no decorrer de sua vida útil, conforme imagem
06.
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A má instalação do tubo de concreto no poço de visita, mostrado na imagem
07 faz com que fique junto à estrutura material de papel entre as juntas, e com o
tempo esse material ira de deteriorar e deixará vazios nas estruturas aumentando
assim o ataque de CO2.

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4.1.7 Trincas no concreto

Esta patologia é caracterizada pelo aparecimento de fissuras de grande
abertura no concreto que indicam uma deficiência do comportamento estrutural,
podendo levar a degradação do concreto ou perda da estabilidade da estrutura. A
imagem 08 mostra grandes trincas na parede do poço de visita, com sérios
comprometimentos de sua estabilidade. As causas mais prováveis são atuação de
sobrecargas ou concentração de tensões acima do previsto, deformação excessiva
da estrutura, recalques diferenciados e corrosão das armaduras.










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5. CONSIDERAÇÕES

Os problemas da gestão da água tem apenas aumentado, enfrentando
conflitos como montante e jusante de bacias, aumento de enchentes e desastres de
ordem ambiental, pobreza, poluição e escassez de água. (SULLIVAN, 2002).

A funcionalidade equilibrada destes recursos contribui diretamente para a
formação do ciclo hidrológico em toda a região em questão. Neste contexto percebe
se que a crescimento rápido e sem planejamento das áreas urbanas influencia todo
o processo natural de vapor d’água e transporto pelas massas de ar, por exemplo,
que impactam decisivamente sobre o clima nas demais regiões que a rodeiam e
principalmente sobre o ciclo de chuvas nestas mesmas.

É possível observar também, que a falta de comprometimento das políticas
públicas do município e região apoiam indiretamente as instalações clandestinas de
esgoto no sistema de drenagem pluvial, por exemplo, a grota criminosa instalada na
cidade em questão (Marabá – Pará). Pode ser observado na imagem 01 não
fornecendo instruções, conscientização e fiscalização em nenhuma destas áreas
expostas no município.

A partir da pesquisa de campo realizada nas locações citadas acima, nos
mostrou que as patologias encontradas podem ser consequências da falta de
seleção e fiscalização das empresas que prestam estes tipos específicos de
serviços e não encontrada indícios de manutenção e comprometimento de mão de
obra especializada. Obras com curto prazo de durabilidade.

A ocupação de espaços inadequados foram encontradas em diversas áreas
alagáveis que sofrem de inundações a partir de efeitos temporais, além das
consequências destas ocupações que podem ser descarte inapropriado de resíduos
sólidos e líquidos nestas drenagens pluviais e descarte de esgoto doméstico.

Em áreas urbanas o sistema é chamado de Drenagem Urbana porque o
sistema natural sofre uma intervenção do homem; ruas são asfaltadas, calçadas
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recebem piso cimentado ou até cerâmica, causando impermeabilização do solo.
Construção de canais e reservatórios de acumulação são outras formas
intervencionistas do homem na natureza.

Diante do que foi explanado neste trabalho podemos identificar as diversas
patologias encontradas nas drenagens de vias urbanas na localidade de Marabá.
Não precisamos ir muito longe para identificarmos os diversos casos existentes na
localidade, As vias onde foram realizados os levantamentos (Rua André Carlos; Av.
Boa Esperança; Rua D, Quadra Sul, Km 07; Folha 21) confirmam os dados dessa
pesquisa.

É de suma importância que seja realizada periodicamente a limpeza das
bocas de lobo, visto que infelizmente muitas pessoas ainda jogam o lixo da varrição
dentro das próprias bocas de lobo. Sem manutenção todos os escoamentos das
águas das ruas ficam comprometidos, causando assim, vários transtornos para a
cidade.

















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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SULLIVAN, C. Cálculo de um índice de pobreza de água. Great Britain: World
Development, 2002.

SOUZA, P. F. S. Variabilidade Espacial e Temporal das componentes
atmosféricas do ciclo hidrológico da Amazônia. Dissertação de Mestrado.
INPE: São José dos Campos.

DESBORDES, M. Contribuição para a análise e modelagem de mecanismos
hirdrológicos urbanos. Montprllirt: Montprllier Academia, 1987.

TUCCI, C. E. M. e GENZ, F. Controle da Urbanização em Drenagem. Holanda:
Universidade ABRH, 1995.

SILVEIRA, A. L. L. Problemas modernos de Drenagem Urbana nos Países em
Desenvolvimento. EUA: Iwa Piblishing, 2002.

TUCCI, C. E. M. Hidrologia: Ciência e Aplicação. Porto Alegre: Editora da
Universidade, 1993.