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A FORÇA DO PENSAMENTO

(Apresentação colocado na dobra)
Pode o nosso pensament o modi f i car as si t uações desagr adávei s, a pont o de
t or nar - nos f el i zes e t r i unf ant es?
A r espost a af i r mat i va encont r ar á o l ei t or nas pági nas dest e l i vr o. Af i r ma At ki nson
que, quando pensamos, emana de nós uma cor r ent e et ér ea que, at é cer t o pont o, semel hant e ao
r ai o da l uz, penet r a na ment e de out r as pessoas e l á exer ce a sua i nf l uênci a, mesmo que
est ej amos separ ados por uma gr ande di st ânci a.
Todo pensament o que emi t i mos é um poder mai s ou menos consi der ável , conf or me a
ener gi a que empr egar mos no moment o de sua i r r adi ação.
Quando umf or t e pensament o é pr oj et ado, as suas vi br ações vencema r esi st ên-
ci a i nst i nt i va opost a por mui t as pessoas, às i nf l uênci as que vêmdo ext er i or .
Umpensament o f r aco, ao cont r ár i o, não ser á capaz de se i nsi nuar na ment e de
t er cei r os, a menos que est a se encont r e semdef esa.
Pensament os f or t es, r epet i dament e pr oj et ados na mesma di r eção, acabar ão
f i nal ment e por penet r ar onde uma só vi br ação t er i a si do r epel i da.
Mui t o mai s do que supomos, os pensa- ment os al hei os exer cem sobr e nós consi -
der ável i nf l uênci a.
É coi sa ext r aor di nár i a obser var mos que o nosso t r i unf o par ece depender
compl et ament e do gr au da f é que t i ver mos na f or ça do nosso pensament o.
Por i sso uma f é hesi t ant e, acompanhada de dúvi das, não t r ar á senão
r esul t ados i mper f ei t os, ao passo que uma f é convi ct a, acompanhada da cer t eza de
que " obt er emos o que qui ser mos" , f ar á mi l agr es.
Rezam as Escr i t ur as: " Pedi e r eceber ei s; bat ei e abr i r - se- vos- á" . Mas esse
pedi do deve ser f ei t o como i mpul so de uma f é i nabal ável e de pl ena conf i ança no
êxi t o.
Tudo ser á nosso, se nos der mos ao t r abal ho de quer er enèr gi cament e. Todavi a,
não devemos empr egar a f or ça do pensament o como i nt ui t o de pr ej udi car o pr óxi mo,
nempar a nos di ver t i r mos ou sat i sf azer a f r í vol a cur i osi dade dos nossos ami gos.
O poder do nosso pensament o se desenvol ve com os exer cí ci os de concent r ação
di ár i os, do mesmo modo que nossos múscul os se desenvol vem, medi ant e uma gi nást i ca
met ódi ca.
Encont r amos nest e l i vr o i númer os exer cí ci os de f áci l execução, os quai s nos
ensi nam como a f or ça do pensament o pode aj udar - nos; como devemos exer cer
i nf l uênci a at r at i va, a gr ande di st ânci a, emi t i ndo ondas ment ai s t el epát i cas; a
ar t e da concent r ação e da def esa pessoal cont r a as más vi br ações ment ai s de
out r em; como obt er mos f avor ávei s ef ei t os da nossa i nf l uênci a ment al , apl i cada
ant es de uma ent r evi st a, bem como a apl i cação do ol har magnét i co e vár i as out r as
l i ções de val or i ncal cul ável .
Adver t i mos o l ei t or que os nossos pensament os exer cem i nf l uênci a sobr e nós
mesmos; por t ant o apr ovei t e par a o seu pr ópr i o bem e de out r em essa f or ça que
dei xou t ant o t empo, semumcul t i vo met ódi co.
For mul amos aqui , nossos vot os de bom êxi t o, adqui r i do pel o est udo e
apl i cação dest as l i ções t ão si mpl es e val i osas!
A FORÇA DO PENSAMENTO
WILLIAM WALKER ATKINSON
A FORÇA
DO PENSAMENTO
SUA AÇÃO NA VIDA E NOS NEGÓCIOS

CONHECIMENTOS PRÁTICOS DAS FORÇAS DA ALMA HUMANA PODER DO PENSAMENTO, CONCENTRAÇÃO DE
ENERGIA E LIÇÕES DE MAGNETISMO PESSOAL, INFLUENCIA PSÍQUICA

EDITORA PENSAMENTO
SÃO PAULO

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A PROPÓSITO DESTE LIVRO

Dando a l er ao públ i co mai s est a obr a do f i l ósof o nor t e- amer i cano Wi l l i am
Wal ker At ki nson, a Edi t or a Pensament o Lt da. , que de há mui t o vem conqui st ando os
apl ausos e o f avor do mesmo públ i co com as edi ções de out r as obr as dest e
abal i zado Aut or , ampl i a e enr i quece a nossa l i t er at ur a com uma j ói a de i nest i -
mável val or .
" A For ça do Pensament o" cont ém ensi nos admi r ávei s; é um desses l i vr os
capazes de dar uma nova or i ent ação à vi da de um homem e el evá- l a a pl anos
super i or es, est ando ai nda no pl ano f í si co.
No mei o em que vi vemos e par a o qual escr evemos - mei o, al i ás que nossos
esf or ços pel a pr opagação dos i deai s espi r i t ual i st as, j á f ami l i ar i zou comos al t os
ensi nos dest e gr ande mest r e - est e l i vr o, cr emos t er á uma gr ande acei t ação, poi s,
de um modo ou de out r o, l ança nova l uz, pel a cl ar eza e si mpl i ci dade de sua
exposi ção, em mui t os pont os por el e j á t r at ados em out r os l i vr os seus, que são
numer osos e i nt er essant es.
Uma f ei ção i mpor t ant e e a mai s nat ur al dest a obr a é o modo, expl i cado nos
exer cí ci os, de pr at i car os seus ensi nos ou ant es as suas ut i l í ssi mas l i ções, de
que f i zemos out r os t ant os capí t ul os. Aqui é onde o Aut or r evel a excel ent ement e
seu car át er amer i cano. Quem
se der ao t r abal ho de l er est a obr a, dever á sent i r - se bem di spost o a
pr at i car os seus ensi nos. O Aut or não of er ece uma l i t er at ur a i magi nosa, ant es
r el at a os f at os comsi mpl i ci dade, e, por ser ver dadei r a, est a si mpl i ci dade j á l he
gr anj eou ent r e as al mas si ncer as a mai s f r anca e cor di al si mpat i a.
Aos nossos l ei t or es of er ece a Edi t or a mai s est a j ói a de subi do val or e,
sobr et udo, umt esour o de conheci ment os i nest i mávei s.
O our o br i l ha, as pedr as pr eci osas f ul gem, dão r i queza, gl ór i a e f aust o
t er r est r es; mas quant as e quant as vezes r ecamamas vest es daquel es cuj os cor ações
sof r emsob a desgr aça e o l ut o!
Out r a coi sa é a r i queza que se adqui r e da l ei t ur a e medi t ação dos capí t ul os
dest e l i vr o e, sobr et udo, da pr át i ca de seus ensi nos. Est a é a r i queza
ver dadei r a; a conqui st a da vi r t ude, o pr azer , a al egr i a, a cor agem na l ut a, o
t r i unf o na vi da.
A Edi t or a Pensament o, dando ao públ i co mai s est a j ói a dos ensi nos
espi r i t ual i st as do gr ande At ki nson, nada mai s f az do que pôr a f el i ci dade ao
al cance de t odos quant os a buscamcomser i edade.
CAPITULO I
DISCURSO PRELIMINAR
Concepções de outros autores - Falsas teorias - Vegetarismo - Celibato - Corrente restauradora - Respiração forte - Fizeram-se
grandes progressos, mas graças à observação, não às teorias - A existência do magnetismo animal, nos tempos presentes,
é um fato inegável, evidente, e não um problema a resolver - É resultado da experiência, e não das teorias - Publicar
teorias favoritas é um ato pouco louvável - Não aceiteis nada que não possa provar-se.

As t eor i as são si mpl esment e bol has de sabão que ser vem de br i nquedo às
cr i anças da ci ênci a.
A mai or i a dos aut or es que t êm ver sado est e assunt o, qui s pr ovar que o
magnet i smo exi st e de f at o, e que se expl i ca, f áci l e cl ar ament e, por cer t as das
suas t eor i as f avor i t as. Quase t odos os seus esf or ços t êm empr egado, vi sando est e
ef ei t o, despr ezando muita personalidade. At r i buem uns o poder de exer cer cer t a
i nf l uênci a sobr e out r em, ao r egi me veget ar i ano, esquecendo uma coi sa pr i nci pal : -
é que mui t as pessoas mai s " magnét i cas" f azem dos seus est ômagos asquer osos
cemi t ér i os de cadáver es. Quer em out r os que a chave do eni gma sej a o cel i bat o, a
abstinência da carne, apesar de ser i ncont est ável que a mai or i a dos " magnét i cos"
não di f er e, nest e par t i cul ar , de out r os menos magnét i cos. Um t er cei r o par t i do
af i r ma ver no ar , que por t odos os l ados nos cer ca, o por t ador da f or ça
magnét i ca; por i sso, di zem que a r espi r ação f or t e nos per mi t e absor ver uma f or t e
quant i dade de mat ér i a r est aur ador a e cumul ar - nos dessa f or ça como de uma mat ér i a
el ét r i ca.
E assi msucessi vament e; cada qual f az o el ogi o da sua i déi a pr ef er i da.
Tr at ar ei de combat er os supr aci t ados si st emas, semnenhuma r eser va.
Sem que eu sej a um veget ar i ano decl ar ado, si mpat i zo, cont udo, com aquel es
que pr esumemver , nesse si st ema, o r egi me i deal ; se bem que, por mi nha par t e, eu
não vi va em cel i bat o, vej o mui t o bem que, na dout r i na da abst i nênci a, não há
senão uma opi ni ão possí vel ; quant o ao al t o val or da absor ção da " f or ça magnét i ca"
como par t e i nt egr ant e da at mosf er a, sou, ent r et ant o, um gr ande ami go da
r espi r ação f or t e, per suadi do de que, se el a f osse pr at i cada mai s ami úde, um
gr ande númer o de doenças e f r aquezas do cor po desapar ecer i a da f ace do gl obo.
Todas est as coi sas são excel ent es, mas um bocadi nho de r ef l exão demonst r ar á
cl ar ament e que não são Est es os pr i nci pai s f at or es que col abor am na pr odução da
f or ça chamada Magnetismo animal. Os escr i t or es que se t êm ocupado dest e assunt o
t er mi nam, de or di nár i o, por f azer br i l har , aos ol hos desl umbr ados dos seus
l ei t or es, t odas as gr andes possi bi l i dades que exi st em par a os que t êm sabi do
apr opr i ar - se dest a f or ça e apr endi do a f azer uso del a. Mas, quant o à manei r a de
se apr opr i ar em del a, i sso é que el es nada, absol ut ament e di zem, ou quase não
f al am. Est e f at o est á f or a do domí ni o da demonst r ação da ver dade das suas t eo-
r i as. São pr egador es, esses senhor es, e não pr of essor es; er i gem as suas opi ni ões
emt eor i as e não emf at os.
O ver dadei r o pr ogr esso que est e r amo da ci ênci a humana t em f ei t o, deve- se,
não aos t eól ogos, mas a um pequeno númer o de exper i ment ador es sér i os que t êm
f ei t o i numer ávei s exper i ênci as e exami nam de per t o t udo o que pode l ançar mai s
vi va l uz no obj et o das suas i nvest i gações. Est es úl t i mos f or am os que el evar am
est e obj et o de mar avi l hosas pesqui sas aci ma dos mei os em que el e não er a soment e
o obj et o de especul ações ci ent í f i cas e f i nancei r as, e, por sua vez, f or am t ambém
os que o est abel ecer amsobr e uma base ver dadei r ament e ci ent í f i ca.
O aut or dest e l i vr o est udou e exper i ment ou nest e campo dur ant e l ongos anos;
e pel a pr esent e obr a quer t ent ar f azer conhecer aos seus di scí pul os cer t as ver da-
des f undament ai s que são o f r ut o de l abor es, t ant o de i nvest i gações como de
exper i ênci as, dos seus col abor ador es e de si pr ópr i o.
Ei s por que as pr esent es l i ções ser ão consagr adas, quant o possí vel , ao
pr ogr ama segui nt e: det er mi nar f at os pr ovados e um ensi no r aci onal , sem nos
ocupar - nos de t eor i as, a não ser no caso emque sej a i mpossí vel di spensá- l as.
Recear i a depr eci ar - vos a i nt el i gênci a, f or necendo- - vos uma ar gument ação
compl et a que t i vesse por f i m demonst r ar a exi st ênci a da f or ça mar avi l hosa que
exi st e em est ado l at ent e, é cer t o, em t odo o homem, e que só al guns del es
desenvol vem, se bem que t al desenvol vi ment o sej a possí vel a t odo ser humano. A
essa f or ça é que, à f al t a de mel hor , se deu o nome de Magnetismo animal.
Quer er demonst r ar a al guém de medí ocr e i nst r ução o f at o do" í mã exer cer
cer t a i nf l uênci a na agul ha
magnét i ca, ou de os r ai os X at r avessar em o cor po humano e mat ér i as ai nda
mai s opacas que est e, ser i a quer er demonst r ar - l he a exi st ênci a da t el egr af i a que
per mi t e sej a uma not í ci a t r ansmi t i da ao l ongo dos f i os, pel a el et r i ci dade, ou
mesmo at r avés da at mosf er a, sem necessi dade de f i os. Mas, ao homem educado, com
consci ênci a da sua r azão e da exi st ênci a dos f enômenos supr aci t ados, ser i a
supér f l uo quer er pr ovar , mai s uma vez, a exi st ênci a del es. Quemse i nt er essar por
est as coi sas, desej ar á saber como f unci onam t ai s f or ças par a se achar em est ado
de agi r com el as quando quei r a. Par a o di scí pul o desej oso de conhecer o
f unci onament o do Magnetismo animal, a coi sa é absol ut ament e i dênt i ca. Todos os
di as sabe ou, mel hor ai nda, t odos os di as vê na r oda que o cer ca, pr odí gi os
r eal i zados gr aças a el e. Pode, por ém, acont ecer que el e t enha consci ênci a de
al guma coi sa mai s do que saber que j á desenvol veu essa força até certo ponto
em si próprio, e, em t al caso, o seu desej o ser á conhecer mai s compl et ament e a
f or ça que emsi dor mi t a e ser vi r - se del a na pr át i ca da vi da. Ei s por que não quer o
t r at ar de pr ovar a exi st ênci a dest a f or ça; não o j ul go necessár i o.
Tenho t ambém o pr opósi t o de evi t ar t r at ar das i numer ávei s t eor i as que at é
hoj e t êm si do emi t i das, no i nt ui t o de dar cont a dos f enômenos do Magnetismo
animal, por ser f ast i di osa e semut i l i dade al guma semel hant e di scussão.
Não me per mi t o a mi mt ambém, de modo al gum, o l uxo de t eor i as f avor i t as, e,
por t ant o, não as emi t i r ei . O que eu quer o é ensi nar - vos como obt er des
resultados, dei xando- vos pl ena l i ber dade de t er des t ant as t eor i as quant as vos
apr ouver em, e at é, t ambém, a l i ber dade de cr i ar des vós mesmos uma t eor i a conf or me
as vossas opi ni ões pessoai s.
Expor - vos- ei , em poucas pal avr as, o que sei a r espei t o da causa dos
f enômenos de que f al o nest e l i vr o, dei xando- vos a l i ber dade de acei t ar ou
r ej ei t ar t oda a t eor i a, vi st o como os r esul t ados obt i dos não dependem,
absol ut ament e, de um pont o de vi st a qual quer , em r el ação à f é pr est ada a t al ou
t al t eor i a. Gr ande númer o de exper i ment ador es, que t êm obt i do bons r esul t ados,
t êmr ej ei t ado sucessi vament e t odas as t eor i as est udadas, acabando por abandonar em
qual quer expl i cação da causa ver dadei r a dos r esul t ados e cont ent ando- se em
cont i nuar a f undar as suas i nvest i gações sobr e qual quer t eor i a dogmát i ca, por
t ant o t empo quant o obt i ver amos r esul t ados.
Depoi s dest a cur t a i nt r odução, que me par eceu necessár i a, quer o abandonar o
t er r eno da t eor i a e ent r ar no domí ni o da pr át i ca e da apl i cação. Quer o ensi nar -
vos o desenvol vi ment o e a apl i cação dest a f or ça poder osa, par a vos t or nar capazes
de obt er des os r esul t ados que out r os t êm obt i do. Tal vez vós t ambém, um di a,
sej ai s umexper i ment ador e umgui a, que nos aj ude a l evant ar a t empest ade que há
de r asgar o véu de super st i ção que, por t ant o t empo, t em ocul t ado a ver dade a
r espei t o dest e assunt o.
Peço- vos t ambémque nada quei r ai s acei t ar que não possai s demonst r ar , depoi s
de t er apr endi do a conhecer Est es ensi nos.
CAPITULO II
NATUREZA DA FORÇA
A natureza da força não é magnética - A corrente sutil das ondas dos pensamentos - Os pensamentos são coisas - Os nossos
pensamentos exercem influência tanto sobre nós próprios, como sobre os outros - Uma mudança de ocupação é
seguida de uma mudança do exterior - Os pensamentos revestem uma forma nas ações - O pensamento é a força mais
poderosa do universo -
"
Posso, quero, não quero
"
- Ensino prático sem argumentações metafísicas - A força atrativa do
pensamento.

À mai or i a dos homens r epr esent a- se o Magnet i smo ani mal como uma cor r ent e
emanant e do cor po da pessoa magnét i ca e at r ai ndo t udo o que se acha no seu campo
magnético.
Se bemque, emsuma, est a acei t ação sej a f al sa, cont émel a, não obst ant e, o
ger me da ver dade. É f at o que exi st e uma cor r ent e at r aent e, emanant e do homem,
por ém que não é uma f or ma magnét i ca no sent i do que o t er mo
"
magnét i co
"
supõe, em
r el ação com o í mã ou com a el et r i ci dade. Post o que a cor r ent e magnét i ca humana
of er eça, pel o que t oca aos seus ef ei t os, al guma semel hança com as duas f or ças,
al i ás da mesma nat ur eza, na r eal i dade não exi st e ent r e si nenhuma r el ação pel o
que di z r espei t o à sua or i gemou à sua essênci a.
O que ent endemos por magnet i smo ani mal é a cor r ent e sut i l das f or ças do
pensament o ou das vi br ações do pensament o que emanam da al ma humana. Todo
pensament o cr i ado pel a al ma é um poder mai s ou menos consi der ável , conf or me a
i mpul são, que se mani f est a no moment o do seu nasci ment o, t enha si do mai s ou menos
vi ol ent a. Quando pensamos, emana de nós uma cor r ent e et ér ea que, at é cer t o pont o,
semel hant e ao r ai o da l uz, penet r a at é à al ma das out r as pessoas e aí f az val er a
sua i nf l uênci a, mesmo que os i ndi ví duos se achem separ ados por uma gr ande di s-
t ânci a. Um f or t e pensament o é, a bem di zer , pr oj et ado. Que se passar á? Esse
pensament o vencer á, mui t as vezes, pel o seu gr ande poder , a r esi st ênci a i nst i nt i va
opost a por mui t as al mas às i mpr essões que vêm do ext er i or ; um pensament o f r aco
não ser á capaz de se i nsi nuar na f or t al eza da al ma, a menos que est ej a quase sem
def esa. Pensament os pr oj et ados por di f er ent es vezes, uns após out r os, na mesma
di r eção, acabar ão no f i m de cont as, por penet r ar onde uma só onda t er i a si do
r epel i da, mesmo que el a f osse mui t o mai s que uma l ei f í si ca no mundo psí qui co,
f enômeno expresso no vel ho adági o: " A uni ão f az a f or ça" , o qual aqui mai s de uma
vez se conf i r ma.
Os pensament os de out r em exer cem, em nós, i nf l uênci a mui t o mai or do que
supomos. Não são as suas i déi as e opi ni ões que eu t enho em vi st a, mas os seus
pensamentos. E ei s, a meu ver , a expr essão assaz j ust a de um aut or cél ebr e que
t r at ou dest e assunt o: " Os pensament os são coi sas" .
I sso é r i gor osament e ver dadei r o. Os pensament os são coi sas, e at é coi sas
mui t o poder osas. A menos que se não r econheça est a ver dade, achamo- nos
abandonados aos capr i chos de uma f or ça poder osa, cuj a nat ur eza i gnor amos
absol ut ament e e cuj a exi st ênci a é cont est ada por um númer o i menso de pessoas da
nossa r oda. E se, pel o cont r ár i o, conhecemos a nat ur eza dest a f or ça e as l ei s a
que el a est á submet i da, nesse caso exi st e a possi bi l i dade de f azer mos del a um
auxi l i ar e umi nst r ument o obedi ent e à nossa vont ade.
Todo pensament o nosso, quer sej a f r aco ou f or t e, bomou mau, são ou doent i o
- t odo pensament o, di sse eu, pr oj et a as suas ondas de vi br ações r ápi das, e são
essas que exer cema sua i nf l uênci a sobr e cada pessoa comquemnos r el aci onamos ou
que de nós se apr oxi ma, de manei r a a ent r ar no r ai o das vi br ações do nosso
pensament o. Par a se f azer uma i déi a dessas vi br ações do pensament o, só t emos que
obser var o que se passa quando at i r amos uma pedra à água. A par t i r do cent r o, os
cí r cul os se pr opagame vão aument ando.
Mas, quando um pensament o é pr oj et ado com f or ça na di r eção de um cer t o
obj et o, é cl ar o que ser á sobr et udo nesse pont o que a i nf l uênci a dessa f or ça se
f ar á sent i r .
Não é sement e sobr e out r em que os nossos pensament os exer cem a sua
i nf l uênci a. Nós pr ópr i os sof r emos t ambém, e não é essa uma i mpr essão passagei r a;
t ant o que f i camos mar cados por el a par a sempre. Pode- se t omar ao pé da l et r a a
passagem bí bl i ca, que di z:
"
Di ze- me o que pensas, di r - t e- ei quem és
"
. Somos
f or mados e desenvol vi dos pel a cr i ação da nossa al ma. Sabei s, t al vez, que é
f ací l i mo most r ar car a de descont ent e, mas não sabei s, por vent ur a, que esse mesmo
pensament o, r epet i ndo- se a cada i nst ant e, não dei xa de exer cer a sua i nf l uênci a
não só sobr e o car át er ( o que é um f at o i ndi scut í vel ) , mas ai nda sobr e o exterior
do pensador . E de que é um f at o i ndi scut í vel , podei s convencer - vos, ol hando em
r oda de vós. Sem dúvi da, f ost es i mpr essi onado por uma par t i cul ar i dade que cada
di a se vos apr esent a, por que o car át er e o ext er i or do i ndi ví duo ost ent am, a bem
di zer , o cunho da sua pr of i ssão. A que at r i buí s i st o? Ao pensament o, e não a
out r a coi sa. Se vos sucede mudar de pr of i ssão, o vosso car át er e o vosso ext er i or
sof r er ão modi f i cações mai s ou menos sensí vei s, cor r espondent es ao cur so dos
vossos pensament os, que, nat ur al ment e, deve t er mudado como as vossas novas funções.
Não há nada que nos deva assombr ar . A vossa nova pr of i ssão susci t ou uma
sér i e de pensament os, e
"
os pensament os t omamuma f or ma f i xa nas ações" .
Pode ser que nunca t enhai s pensado em vos col ocar des sob est e pont o de
vi st a, que, al i ás, não é o úni co r ecomendável , como, por numer osas pr ovas, vo- l o
poder á t est emunhar a r oda que vos cer ca.
O homem que est á sempr e chei o de pensament os enér gi cos, most r a ener gi a na
vi da. Aquel e que al i - ment a pensament os cor aj osos, mani f est a- se como cor aj oso. O
homemque pensa: " Eu posso, eu quer o" , vai par a di ant e, ao passo que o que pensa:
"
Eu não posso" , f r acassa. Bem sabei s que est a é a ver dade. Mas per gunt ai - me a
causa dest a di f er ença? Est á si mpl esment e no pensament o, só no pensament o de cada
di a; é o caso. Toda gent e o per cebe; a ação é a conseqüênci a l ógi ca do
pensament o. Pensai de um modo i nt ensi vo, e a ação f az o r est o. O pensament o é o
que há de mai s poder oso na t er r a. Se acaso ai nda o não sabei s, sabê- l o- ei s ant es
de chegar ' ao f i m dest e cur so. Di r ei s, sem dúvi da: " A i déi a não é nova; há bom
númer o de anos que eu sei que não é f áci l t r i unf ar quando se t em o espí r i t o
f l ut uant e, e que é pr eci so saber t omar uma r esol ução quando é necessár i o! I sso
t odos sabem" . Mas ent ão, por que não t endes post o
em prática esse conhecimento? Por que não tendes assimilado essa verdade de maneira a torná-
la, a bem dizer, uma parte do vosso ser, de vós mesmo? Pois dir-vos-ei como isso se faz.
Pensai
"
Eu não posso
"
, em lugar de
"
Eu posso
"
. E eu concebi o projeto de substituir o "Eu não
posso" por um
"
Eu posso
"
, enérgico antes de tudo, e por um "Quero", ainda mais enérgico a seguir.
É isso o que quero fazer - fazer de vós um outro homem, uma outra mulher, mesmo antes de
partilhardes completamente a minha opinião.
É muito provável que tenhais esperado por um discurso sobre as coisas que vão pelas nuvens e
que para acumulardes uma dose de magnetismo suficiente para acender um bico de gás, só pelo
simples ato de lhe tocardes com a ponta do dedo, ou para atrairdes alguma pessoa como um ímã atrai o
ferro.
Pois é exatamente isso o que eu não quero fazer. Só quero ensinar-vos a despertar em vós
uma força, ao lado da qual o magnetismo animal é uma força insignificante; uma força que fará de vós
um homem; uma força que fará com que tenhais plena consciência do vosso Eu.
Quero e posso fazer-vos conhecer esta força que fará de vós um homem de qualidades pessoais
notáveis; um homem que exerce influência; uma força que vos fará chegar aonde desejardes. Ensinar-
vos-ei a desenvolver o que chamais, de ordinário, magnetismo ani mal , com a condição de que a
tanto vos apliqueis seriamente. Vale a pena trabalhar para esse fim; quando sentirdes essa força nova
desenvolver-se em vós, já não querereis trocar a vossa nova qualidade por todas as riquezas do
mundo.
Começais já a sentir mais vigor, não é verdade? É muito natural. Nunca me acontece dizer,
durante cinco minutos, diante de uma classe de alunos, as palavras mágicas: QUERO, POSSO,
EXISTO, sem que os peitos se dilatem, sem que a respiração se torne mais forte, e os ouvintes,
homens e mulheres, me fitem bem de frente como convém a homem e mulheres. É isto
"
o
pensamento tomando corpo na ação
"
. Vede o centro em volta do qual tudo gravita. Eu tinha semeado
o grãozito, e o grãozito começava a germinar.
Antes de terminar esta lição, chamo a vossa atenção para uma particularidade muito importante
do pensamento, quero dizer, a força de atração do pensa-mento. Porém, segui bem o raciocínio,
porque essa força é da maior importância. Não pretendo dar-vos uma explicação científica e abstenho-
me de toda nomenclatura técnica; quero apenas provar o fato com algumas palavras.
Os pensamentos exercem uma atração contínua sobre outros que lhes são idênticos; os bons
pensamentos atraem os bons, os maus chamam os maus; os pensamentos de desânimo, de dúvida, e os
de força, todos estão sujeitos a esta mesma lei; os vossos pensamentos vos atraem os pensamentos
idênticos de outrem e aumentam o número dos vossos pensamentos idênticos. Compreendestes?
Tendes pensamentos de medo, e todos os pensa-mentos similares da vossa corte são atraídos
por eles. Quanto mais intensamente pensardes nisto, mais a onda dos pensamentos pouco desejáveis
virá ter convosco. Pensai:
"
Eu não tenho medo algum
"
, e todas as forças-pensamentos corajosas da
vossa corte virão ter convosco e vos ajudarão. Dai-vos, porém, ao trabalho de experimentar o que já
vos disse em segundo lugar. Não
alimenteis nenhum pensamento de medo. Já tendes pensado, alguma vez, nas desgraças, misérias
e infortúnios que o Medo e a sua triste filha, a Inquietação, têm causado? Pois, vo-lo repito: têm
causado mais mal que nenhuma outra falta da humanidade. O Medo e o Ódio são os pensamentos
capitais que têm gerado todos os pensamentos baixos e vis.
No capítulo seguinte, entrarei a considerar mais detidamente este assunto.
Deixai-me, porém, exortar-vos, conjurar-vos. Arrancai, condenai esse joio, o Medo e o Ódio;
exterminai-o! Essas duas ervas daninhas prejudicam tudo o que as rodeia; sinistras chocadeiras,
fazem nascer um número pavoroso de males, tais como a Inquietação, a Dúvida, a Maldade, o
Desprezo de nós próprios, o Ciúme, a Inveja, a Maledicência, as Doenças imaginárias. Não digo
porque eu queira repreender-vos; sei que Estes pensamentos baixos embaraçam a vossa marcha no
progresso, e disso vos certificareis, se quiserdes ter o trabalho de refletir um momento.
Abri de par em par as janelas de vossa alma e permiti ao radioso sol dos pensamentos puros,
afetuosos e bons, entrar e varrer os micróbios da Dúvida, do Desespero e do Infortúnio, os quais
poderão achar, noutra parte, um acolhimento hospitaleiro.
Se fôsseis o meu melhor amigo e se esta mensagem fosse a última que possa dirigir-vos nesta
vida, gritar-vos-ia com todas as minhas forças:
- ABANDONAI TODO PENSAMENTO DE MEDO E ÓDIO!
CAPITULO III
MODO PELO QUAL
A FORÇA-PENSAMENTO
PODE AJUDAR-VOS


O êxito depende da influência animal - Os "fortes" triunfam - Há, não obstante, exceções surpreendentes - Se pessoas
negativas fazem um trabalho produtivo, as pessoas positivas colherão os frutos dele - O dinheiro é a forma material do
êxito - O dinheiro é um intermediário e não um termo - A lei do império mental - A influência da sugestão - Influência
exercida pela vibração do pensamento - Influência da força atrativa do pensamento - Influência obtida pela formação do
caráter.


Suponho, daqui por di ant e, que t omast es a f i r me r esol ução de desenvol ver
vossas f or ças i nt r í nsecas com a i nt enção de abr i r des cami nho na vi da. O êxi t o
depende, em sua mai or par t e, do dom de i nt er essar o pr óxi mo e de exer cer cer t a
i nf l uênci a nel e; se t i véssei s t odas as qual i dades do mundo, ser í ei s, não
obst ant e, pr et er i do por um out r o que t i vesse à sua di sposi ção essa f or ça sut i l
que, comument e, chamamos: magnetismo animal. Não há r egr a sem exceção, mas as
r ar as exceções que vemos aqui e al ém, não f azem mai s que conf i r mar a r egr a. As
pessoas que f azem exceção devem, pel a sua mai or ' par t e, seu êxi t o à sua
super i or i dade em r el ação às ar t es, às ci ênci as, a al guns i nvent os ou
t r abal hos l i t er ár i os; ver i f i car - se- á f àci l ment e que, segundo a nat ur eza
da coi sa, devem esse êxi t o mai s ao esf or ço concent r ado, cont í nuo e
j udi ci oso do pensa- ment o, do que à habi l i dade de se por em em pr i mei r o
pl ano, à ener gi a, à f or ça, ao conheci ment o da nat ur eza humana ou à
manei r a de ganhar a est i ma das pessoas. Tr abal ham com êxi t o nas suas
obr as, mas é ger al ment e o homem pr át i co quem col he os f r ut os del a.
Sucede, cer t ament e, ser o sábi o r ecompensado das suas passadas vi gí l i as à
l uz de um candeei r o, absor t o no est udo das coi sas abst r at as, e ser essa
r ecompensa umbenef í ci o f i nancei r o; mas ent ão, na mai or i a dos casos, deve
o êxi t o a al gumcar át er posi t i vo que se t emencar r egado de l ançar o f r ut o
da sua obr a e t r anspor t á- l o das esf er as da t eor i a par a o domí ni o da
pr át i ca: not a- - se, f r eqüent ement e, que Est es car act er es posi t i vos t êm a
par t e de l eão. Sendo assi m os negóci os, não há nenhum i nconveni ent e em
encar ar como si nôni mos o êxi t o e o benef í ci o f i nancei r o, que dependem, em
boa par t e, do Magnet i smo ani mal de quempr ocur a aquel e.
O i nvent or , o est udant e, o aut or e o sábi o, t odos podem ut i l i zar o
conheci ment o e o uso consci ent e do I mpér i o- ment al ; mas
"
é o homemno mei o
dos homens" , o homemsempr e emcont at o comos seus semel hant es, que mai s
das vezes, t emocasi ão de ut i l i zar est e poder mar avi l hoso, que não só l he
t r az o Êxito, mas t ambéma pr ova mat er i al do êxi t o, o Dinheiro.
O di nhei r o, consi der ado ùni cament e como t al , não é umi deal el evado;
mas, consi der ado como mei o pel o qual nos é possí vel cer car - nos de t udo o
que a vi da nos pode of er ecer de bom e de bel o, o di nhei r o t or na- se um
obj et i vo em busca do qual o homem não desce. Ei s por que cr ei o t er o
di r ei t o de consi der ar o di nhei r o como sendo o f i ma at i ngi r .
Repi t o: o êxi t o depende, em gr ande par t e, da nossa habi l i dade em
i nspi r ar i nt er esse aos out r os homens, emos at r ai r e i nf l uenci á- l os.
Não cr ei o que sej a necessár i o expl i car - me mai s cl ar ament e, sobr et udo se
t endes est ado em cont at o, de uma manei r a ou de out r a, com comer ci ant es e homens
da soci edade. Agor a t r at a- se de apr ender a manei r a de desenvol ver est e poder
mar avi l hoso e pr eci oso. Como? Si mpl esment e pel a aut or i dade da l ei do I mpér i o-
ment al . É est e não só o segr edo do magnet i smo ani mal , mas t ambém o de uma vi da
vent ur osa e t r i unf ant e. Par a aquel e ou aquel a que possui est e i mpér i o, o mundo é
como uma ost r a que el e ou el a pode abr i r e pr ovar à sua vont ade. Mesmo aquel e que
não t em a apl i cação e a per sever ança necessár i as par a pr at i car at é o f i nal os
exer cí ci os adequados ao desenvol vi ment o das suas f or ças l at ent es, esse mesmo se
sent i r á mai s f or t e, pel o f at o de t er chegado a conhecer o assunt o.
Ouço- vos, por ém, di zer : " Tudo i sso é bom e bel o; mas di zei - nos,
ant es, a manei r a de desenvol ver essa f or ça. " Or a, é j ust ament e o que
f aço, o que est ou f azendo: conduzo- vos, pouco a pouco, a uma compr eensão
ní t i da da t eor i a; quer o desenvol vê- l a l ogi cament e aos vossos ol hos, de
manei r a a poupar - vos uma i ndi gest ão ment al . Vol t emos, por ém, ai nda uma
vez, à t eor i a ger al , ant es de ent r ar emconsi der ações mi nuci osas.
J á vos di sse que a f or ça do pensament o pode ser - vi r de di f er ent es
manei r as par a i nf l uenci ar os homens
al cançar t r i unf os. J á vos most r ei , t ambém, de que manei r a o
pensament o f az a sua obr a.
Ant es de passar ao capí t ul o segui nt e, par ece- me pr ef er í vel enumer ar ,
ai nda uma vez, as di f er ent es manei r as de i nf l uenci ar os homens, a f i m de
se obt er o que se
.
pr et ende - o êxi t o.
O pensament o aj udar - vos- á das segui nt es manei r as :
I - Gr aças ao empr ego da vossa f or ça posi t i va, i nf l uenci ando
di r et ament e a pessoa, i st o é, pel a l ei da sugest ão. Di zendo i st o, quer o
si gni f i car que poder ei s i nt er essar os homens nos vossos pr oj et os, obt er o
seu auxí l i o, assegur ar - vos da sua pr ot eção; numa pal avr a, i nf l uenci á- l os,
emt odo o sent i do do t er mo. Est a f acul dade, i nf usa emal guns casos r ar os,
pode ser adqui r i da por t odo homeme por t oda mul her que t enhama f or ça de
vont ade e a per sever ança necessár i as ao desenvol vi ment o de t ão pr eci oso
dom. - Os est udi osos, em sua mai or par t e, desej am conhecer est e r amo do
I mpér i o- ment al ant es de est udar as out r as par t es dest e assunt o, r azão por
que o t r at ar ei no capí t ul o segui nt e.
I I - Pel a f or ça das vi br ações di r et as do pensa- ment o ocasi onadas
pel a al ma e exer cendo uma i nf l uênci a poder osa nas al mas al hei as, a menos
que est as t enhamo segr edo que as pr eser va cont r a essas f or ças, t or nando-
as posi t i vas em r el ação às pr i mei r as. O conheci ment o dest a l ei t or nar -
vos- á t ambém capaz de vos mant er des num est ado de al ma posi t i vo em
r el ação às ondas do pensament o das out r as l amas.
I I I - Pel o poder das qual i dades adut i vas do pensament o, baseando- se
na t eor i a de que "os semel hant es se at r aem. " Al i ment ando const ant ement e
cer t o pensa- ment o, at r ai r ei s pensament os que de t odos os l ados vos
cer cam, como participando do gr ande Cor po- pensament o que nos cer ca,
i nvi sí vel e oni pot ent e. Est e poder é um dos mai s f or t es depoi s da
nat ur eza da coi sa, e empr egado j udi ci osament e at r ai r á f or ças auxi l i ar es
do l ado de onde el as menos se esper avam. " Os pensament os são coi sas
"
, e
t êma mar avi l hosa pr opr i edade de at r ai r as out r as ondas do pensament o que
t êma mesma f or ça de vi br ação e as mesmas qual i dades.
I V - For t i f i cando, pel a f or ça do pensament o, o vosso car át er e o
vosso t emper ament o, a f i mde prover às necessi dades da vossa al ma. Fal t am-
vos cer t as qual i dades que vos dar i amo t r i unf o. Sabê- l o- ei s mel hor do que
ni nguém, mas, vos dei xai s enganar por uma apar ênci a i l usór i a; cr edes que
essas l acunas no vosso car át er são i nat as, e del e f or mam uma par t e i n-
t r í nseca; e pensai s: -
"
Bur r o vel ho não t oma andadur a" . Poi s, par a vós, o
est udo da l ei do I mpér i o- ment al é um al i ado poder oso, por que podei s
cur ar - vos dessas f al t as e assi mi l ar qual i dades novas exat ament e como
poder ei s desenvol ver as que j á t endes.
Pr ocur ar ei , nos capí t ul os segui nt es, most r ar - vos o cami nho a t omar ,
mas ser á pr eci so que, par a i sso, f açai s da vossa par t e o que puder des.
Todo homem deve t r abal har par a si , t ant o no domí ni o dos est udos dos
f enômenos de que t r at a o pr esent e l i vr o, como em qual quer out r o r amo do
saber humano.
CAPITULO IV
INFLUENCIA PSÍQUICA DIRETA


Influência durante uma conversação de viva voz - Os três métodos principais - Sugestão direta - Ondas do pensamento
− A força de atração do pensamento - O que é a Sugestão - A dualidade da alma - Sugestão hipnótica - Funções
ativas e passivas. A natureza das duas Funções - Carneiros humanos - Os dois irmãos-associados - O irmão Passivo -
O irmão Ativo - Traço dos seus caracteres - O homem bonacheirão - O homem duro como pedra - A maneira de
evitar o encontro deste último. - Nunca vos contenteis com um "Não" de resposta, tanto em casos de amor como em
assuntos de negócio - A Fortuna é uma mulher - O amor é engenhoso - A confiança triunfará.


Ocupar - me- ei , nest e capí t ul o e no segui nt e, em expor - vos o modo por que um
i ndi ví duo i nf l uenci a a out r o numa conver sação de vi va voz e de que modo pode
i nt er essá- l o nos seus pr oj et os, cer t i f i car - se do seu auxí l i o, da sua aj uda e da
sua pr ot eção; - numa pal avr a, i nf l uenci á- l o compl et ament e. Qual quer de nós co-
nhece desses i ndi ví duos e daí o cont ent ar mo- nos em admi r ar esse poder est r anho e
os seus r esul t ados, semcont udo, nos apl i car mos a adqui r i - l o.
A ar t e de i nf l uenci ar os homens e mul her es, quando nos achamos em f ace
del es, abr aça os di f er ent es mét odos de i nf l uênci a ment al t r at ados nos capí t ul os
pr ecedent es e possui umt ant o da nat ur eza de cada umdel es.
É di f í ci l t r at ar t eòr i cament e essa par t e da i nf l uênci a ment al , sem t r at ar
t ambém da segunda
.
par t e do obj et o que r eser vei par a os capí t ul os segui nt es.
Tr at ar ei de menci onar , de passagem, essas di f er ent es par t es; encont r á- l a- emos,
mai s adi ant e, e ser á ent ão que as t r at ar emos a f undo.
Esper o que, depoi s de t er per cor r i do a sér i e dest es qui nze capí t ul os, ai nda
uma vez consul t ar ei s est e. Far ei do obj et o del e uma i déi a mui t o mai s cl ar a, e di -
f er ent es pr oposi ções que não podem sat i sf azer agor a, depoi s vos apar ecer ão mai s
cl ar as e compr eensí vei s.
Pode cada um adot ar vár i as manei r as par a exer cer a sua i nf l uênci a nos
homens; a cl assi f i cação mai s si mpl es del a est á nas t r ês cat egor i as segui nt es:
1. ° - Por mei o da voz, pel o ext er i or e pel a vi st a. Exer ce- se, assi m, o que
chamamos sugest ão di r et a. Al ém das sugest ões vol unt ár i as, cl assi f i car emos nest a
cat egor i a as que t odo homemsér i o exer ce, a bemdi zer , cont r a sua vont ade.
2. ° - Por ondas do pensament o di r i gi das por mei o de uma ação vol unt ár i a da
al ma sobr e o obj et o.
3. ° - Pel a pr opr i edade at r at i va do pensament o, r esul t ado do pensament o
domi nado, que t r at ar ei no capí t ul o segui nt e. Est a f or ça, o f enômeno mai s i mpor -
t ant e do que chamamos " Magnet i smo ani mal " , t r abal ha, uma vez adqui r i da e
conqui st ada, semque a vont ade nada t enha que ver comel a.
Li mi t ar - me- ei , nest e capí t ul o, a t r at ar dos f enômenos que r esul t am da
pr i mei r a cat egor i a menci ona-
da, dei xando as t r ês r est ant es par a os capí t ul os segui nt es.
É t ar ef a di f i cí l i ma expl i car de modo cl ar o a nat ur eza do que chamamos
sugest ão, vi st o o l i mi t ado espaço de que di sponho par a i sso.
Se conhecêssei s os pr i ncí pi os do hi pnot i smo e da sugest ão hi pnót i ca,
compr eender í ei s, sem dúvi da, o sent i do da pal avr a " Sugest ão" . Par a aquel es que
não t êm esse benef í ci o, i nt er pr et á- l a- ei do segui nt e modo: - a sugest ão é uma
i mpr essão r ecebi da consci ent e ou i nconsci ent ement e pel os sent i dos.
Sugest i onamos ou somos cont i nuament e sugest i onados, ao passo que a
pr opr i edade de ser sugest i onado ou sugest i onar depende do gr au de suscet i bi l i dade
que at i ngi r mos par a a sugest ão, gr au que, por sua vez, depende do desenvol vi ment o
das qual i dades não suscet í vei s à sugest ão da al ma. Não poder í amos pr et ender
apr of undar a quest ão ger al ment e conheci da sob o nome de " Dual i dade da al ma
humana" , est udo que deu or i gem a uma nomencl at ur a var i ada, de que não ci t a- r ei ,
como exempl o, senão os nomes: Al ma Subj et i va e Al ma Obj et i va, Al ma Consci ent e e
Al ma I nconsci ent e, Al ma Vol unt ár i a e Al ma I nvol unt ár i a, et c. Se qui ser des
conhecer a f undo est e assunt o, aconsel har - vos- ei , como adapt ando- se mel hor ao
nosso f i m, as publ i cações da Psychic Research Company.
Par a que o est udant e al cance f àci l ment e o sent i do das mi nhas pal avr as,
quando f al o do empr ego da sugest ão como mei o de i nf l uênci a pessoal , di r ei , ant es
de t udo, que a al ma humana t emduas f unções ger ai s; como nas out r as mi nhas obr as
j á publ i cadas, di st i ngui r - l as- ei pel os nomes de Função At i va e Função Passi va. A
Função At i va pr oduz o pensament o vol unt ár i o, e mani f est a o que cost umamos chamar
f or ça de vont ade. E a f unção oper ant e nos moment os em que el e desenvol ve t oda a
sua at i vi dade. A Função Passi va f or ma os pensament os i nst i nt i vos, aut omát i cos,
i nvol unt ár i os; não most r a nenhuma f or ça de vont ade; por ém, mani f est a um car át er
di amet r al ment e opost o ao da Função At i va. A Função Passi va é uma ser va pr eci osa
do homem; desempenha r eal ment e a par t e mai s i mpor t ant e da t ar ef a ment al del e. É
el a quem f az o mai or ser vi ço, sem censur a e sem el ogi o; quem t r abal ha sem se
quei xar , sem se f at i gar e sem esf or ço apar ent e. A Função At i va, pel o cont r ár i o,
não t r abal ha senão compel i da pel a vont ade e consome uma quant i dade de f or ça
ner vosa mui t o mai s consi der ável que a i r mã passi va. É el a quemf az o t r abal ho da
ener gi a e da at i vi dade da al ma; quem, depoi s de um t r abal ho por f i ado, se f at i ga,
e ent ão t em i mper i osa necessi dade de r epouso. Ter ei s, mai s ou menos, consci ênci a
do f at o, quando vos ser vi s da Função At i va, mas não quando empr egai s a Função
Passi va, de car át er f áci l , dóci l e f i el . Cr ei o que pudest es f azer uma i déi a
ní t i da dos car act er es r espect i vos das duas f unções, gr aças a est a expl i cação.
Pessoas há, cuj o pensament o escol he, de pr ef er ênci a, o cami nho da Função
Passi va. As que não se esf or çampor pensar , pr ef er emapr ovei t ar os pensament os j á
f or mados das out r as. Essas t ai s são ver dadei r os car nei r os humanos. São por demai s
cr édul as, e acei t ar ão quase t udo o que l hes qui ser des cont ar de um modo posi t i vo
e com a necessár i a ser i edade. É evi dent e que essas pessoas est ão ent r egues à
di scr i ção das pessoas mai s at i vas. Cust a- l hes di zer " não" , e acham- - se di spost as
a di zer " si m" , se i sso l hes é mai s f áci l ou l hes exi ge menos r ef l exão.
Out r as não são t ão f àci l ment e sugest i onávei s: mas est as úl t i mas são mai s
f ácei s de sugest i onar , quando não quer em i ncomodar - se e t êm concedi do al gum
r epouso às suas Funções At i vas.
Par a vos dar uma i déi a das duas Funções, a f i m de poder des ut i l i zar os
pr ecei t os dados nest a obr a, peço- vos que vos r epr esent ei s doi s gêmeos associ ados
numa empr esa comer ci al . Par ecem- se como duas got as de água, mas t êm qual i dades
compl et ament e di f er ent es; cada um del es possui as qual i dades pr eci sas ao desem-
penho da t ar ef a de que t em a r esponsabi l i dade. Enf i m, as suas par t es de ganho e
per da são sempr e i guai s. O i r mão passi vo f i scal i za a ent r ada das mer cador i as, f az
as encomendas e vi gi a a embal ageme o est oque, ao passo que o i r mão at i vo r egul a
a venda, di r i ge os negóci os, admi ni st r a os f undos, f az o r ecl amo: emuma pal avr a,
é est e quem r epr esent a o poder execut i vo e quem é, por assi m di zer , a al ma do
negóci o. Mas, pel o que r espei t a à compr a das mer cador i as, o caso é com os doi s
i r mãos.
O i r mão passi vo é si mpát i co, acomodat í ci o, bom como um pão, um t ant o
mecâni co. Tem a i nt el i gênci a t ar di a, é um pouco super st i ci oso e mesqui nho, mas
desmascar ada ment e cr édul o e suscet í vel de acr edi t ar t udo quant o l he cont em,
cont ant o que a nova i déi a não sej a di amet r al ment e opost a a out r a concebi da ant es.
Par a l he f azer agr adar uma nova i déi a, é pr eci so ( per mi t a- se- me a i magem) i r - l ha
mi ni st r ando got a a got a.
Quando o i r mão est á pr esent e, t emo hábi t o de segui r suas i déi as; se o i r mão
est á ausent e, segue as das out r as pessoas.
E l evado a di spensar - vos t odo o f avor e a dar - vos t udo quant o vos acudi r à
i magi nação pedi r - l he, sob condi ção de que l he peçai s ener gi cament e e com a
cer t eza de o obt er . Tem medo de vos af r ont ar por uma r ecusa e pr omet er á t udo
quant o qui ser des par a se descar t ar de vós e poupar - se ao desgost o de vos r ecusar
r edondament e o que l he pedi s. Se souber des conduzi r - vos, poder ei s vender - l he
quase t udo o que qui ser des, sempr e dur ant e a ausênci a do i r mão, ent ende- se. Tudo
o que t endes a f azer é most r ar - l he car a f r anca e conf i ada e f azer como se as
coi sas est i vessemt r at adas há mui t o t empo.
O out r o i r mão, pel o cont r ár i o, é f ei t o de modo di f er ent e. Per t ence a uma
espéci e de pessoas dur as como a pedr a, desconf i adas, vi gi l ant es, sempr e
obst i nadas e não se pode br i ncar com el e. J ul ga necessár i o não per der de vi st a
seu i r mão passi vo, par a que os negóci os da casa não cor r amnenhum r i sco. O i r mão
passi vo est á quase sempr e açambar cado por est e ou por aquel e, e há r eal ment e
necessi dade de que al guém o vi gi e, sem que el e dê por t al ; por que, quer o i r mão
at i vo dur ma a sua sest a ou as suas ocupações o i mpeçamde vi gi ar o i r mão, podei s
est ar cer t o de que el e f ar á al guma t ol i ce. Or a, ei s por que o i r mão at i vo não
gost a de vos encont r ar com o i r mão passi vo, a menos que el e vos conheça e sai ba
que não quer ei s mal al gum a esse bom r apaz. Lança- vos um ol har per scr ut ador e
quer saber o f i m da vossa vi si t a, ant es de vos per mi t i r t er uma conver sa com o
seu associ ado. Se el e j ul ga que t endes al guma r azão secr et a par a quer er a t odo
t r anse t er essa conver sa, di r - vos- á que o i r mão si mpl ór i o não est á em casa. E,
ent ão, mesmo que vos conceda a ent r evi st a, segui r á com ol hos vi gi l ant es cada
movi ment o que f i zer des e comouvi dos at ent os t odas as pal avr as pr of er i das; se el e
cr ê not ar que r epr esent ai s um papel per i goso par a seu i r mão, l ançar - vos- á mão ao
j ogo e t omar - vos- á os t r unf os. Todas as vossas pr oposi ções são exami nadas por el e
por t odos os l ados;
acei t a a que l he agr ada, mas nada mai s do que i sso. A medi da que mai s a
f undo vos conhece, mai s a sua desconf i ança o abandona e pode dar l ugar a uma
gr ande conf i ança. Se se ocupar emdel e e o di ver t i r em, per der á t ambémuma par t e da
sua desconf i ança. Se est a desapar eceu, acont ece que f i cai s na possi bi l i dade de
t r ocar al gumas pal avr as comseu i r mão, o que é umpr ogr esso r eal , por que uma vez
que t i ver des t r avado r el ações com o i r mão passi vo, uma boa par t e da obr a est á
f ei t a, vi st o que est e se encar r egar á de pr oceder de sor t e que a ent r evi st a se
r epr oduza mai s f àci l ment e. El e sent e- se desampar ado e r evol t a- se, por ummoment o,
cont r a o j ugo de seu i r mão, esf or çando- se por vos t or nar a ver , par a vos f al ar
ai nda uma vez. O pr i mei r o passo é o úni co que cust a.
É cl ar o que a al ma humana não é mai s que uma associ ação de duas f unções
semel hant es às que vos esbocei aci ma; mas as r azões soci ai s é que nemsempr e são
as mesmas.
O associ ado passi vo é um t i po que não var i a; se bem que haj a casos em que
el e sabe mui t o bem f azer - se obedecer , out r os há, pel o cont r ár i o, em que est á
compl et ament e r ecuado par a o úl t i mo pl ano. Est a var i abi l i dade é causada pel o gr au
mai s ou menos posi t i vo que at i nge o i r mão at i vo.
Há, pel o cont r ár i o, uma gr ande di f er ença ent r e os associ ados at i vos dos
di f er ent es i ndi ví duos.
Há del es que são um exempl o f r i sant e de pr udênci a, de vi gi l ânci a e de
sagaci dade, ao passo que out r os possuem est as qual i dades em menor gr au, e são
quase t ão acomodat í ci os como seus i r mãos passi vos. Out r os há, sob cuj a vi gi l ânci a
se pode ador mecer ; out r os que são sensí vei s a pequenas at enções ou a pequenas
l i sonj as, ao passo que out r os, enf i m, se cansamdepr essa de est ar vi gi l ant es.
Cer t os há que se i nt er essam a t al pont o por um negóci o qual quer , que nem
mesmo dão pel a ami zade que se est abel ece ent r e o vi si t ador e o i r mão passi vo, ao
qual el e ar r ast a uma encomenda.
Cada qual t em as suas par t i cul ar i dades e as suas f r aquezas. Como um homem,
por mai s f or t e que sej a, t em o seu pont o f r aco, é par a esse l ado vul ner ável que
el e concent r a t odos os seus esf or ços. Cl ar o est á que o pont o car di al é i l udi r a
vi gi l ânci a do sóci o at i vo. Or a, est e f i m pode- se at i ngi r de di f er ent es manei r as;
mas achar a mel hor , ei s o i mpor t ant e. Se f or des mal sucedi do, exper i ment ando uma
del as, exper i ment ai r esol ut ament e a out r a. Tr i unf ar ei s nat ur al ment e com
per sever ança. Quem se não ar r i sca, nada consegue. Um cor ação t í mi do nunca pôde
ganhar a af ei ção de uma bel a mul her . I sso só se consegue havendo audáci a. I sso
t odos os di as se al cança. Uns r endem- se f àci l ment e, out r os di f i ci l ment e, mas
t odos os associ ados vi gi l ant es podemser i l udi dos pel a per sever ança.
Nunca vos acomodei s com um
"
Não
"
. Tr at ai dos negóci os exat ament e como
f ar í ei s comuma mul her amada. Nest e caso não vos conf or mar í ei s, se r ecebêssei s um
" Não" uma vez, duas vezes, uma dezena de vezes.
Tende a mesma t át i ca nos negóci os e vencer ei s a bat al ha. A f or t una é uma
mul her e most r a t odos os car act er í st i cos do sexo.
As sugest ões ganham f or ça, quando são r epet i das. Acont ece que, se al guém
dei xa de at ender uma pr opost a f ei t a pel a pr i mei r a vez, ouvi ndo cont i nuament e a
mesma coi sa, acaba por ceder . O caso não é par a admi r ar ; assi mcomo chegai s a dar
cr édi t o ao que di zei s, por que o não dar á a pessoa a quemo af i r mai s?
Em t odo caso, se uma sugest ão pode não pr oduzi r nenhuma i mpr essão
l ogo à pr i mei r a t ent at i va, f á- l a- á depoi s, exat ament e como o gr ão l ançado
à t er r a f ér t i l ger mi na um di a. Pr ocur ando as boas gr aças do associ ado
at i vo, de modo a i nt er essá- l o, f or necer ei s ao associ ado passi vo a ocasi ão
de se apr oxi mar e pôr - se à escut a. Ref l et i r á mui t o nas pal avr as ouvi das
e, na vez segui nt e, chegar á a t er conver sa convosco, apesar das
pr ecauções do i r mão at i vo. " O amor é engenhoso" e com ef ei t o, nest es
casos, t or na o i r mão passi vo capaz de i l udi r a vi gi l ânci a do i r mão at i vo.
Com est a i magem di ant e dos ol hos, t er ei s a vant agem de poder exer cer a
vossa sugest ão de modo a t i r ar del a o mai or pr ovei t o possí vel e de vos
poder des gar ant i r cont r a as sugest ões dos out r os.
Par a exer cer uma i nf l uênci a qual quer numi ndi ví duo como qual est ai s
em r el ações, não t er ei s si mpl es- ment e à vossa di sposi ção o poder das
vossas sugest ões par a i l udi r a vi gi l ânci a do associ ado at i vo, mas ai nda
t er ei s par a vos aj udar duas pot ênci as auxi l i ar es, a saber , as ondas do
pensament o emanant e di r et ament e da al ma e as da f or ça i nconsci ent e da
at r ação do pensament o. Est as f or ças poder ão ser desenvol vi das pode-
r osament e pel os exer cí ci os que vos ser ão i ndi cados na pr esent e obr a.
Ensi nar - vos- ei t ambém a manei r a de assi mi l ar des os car act er í st i cos que
vos por ão em est ado de f azer uma boa i mpr essão ao i r mão at i vo, que é
l evado a j ul gar pel as ext er i or i dades.
Mas há uma coi sa que é necessár i o que assi mi l ei s a t odo cust o: é a
cer t eza e a convi cção de que t endes t odas as capaci dades necessár i as par a
possui r i nt ei r ament e o paci ent e. Est e é umf at o anál ogo ao segui nt e:
Um r apaz quer apr ender a nadar ; não cr ê que t odos os r apazes sej am
capazes de apr ender a nadar , nem mesmo cr ê que el e o sej a. Or a, a par t i r
do moment o emque el e cr ê que sabe nadar , nadar á; mas, se por mui t o t empo
cr er que não sabe nadar , não nadar á. A f or ça de exer cí ci os, apr ender á a
nadar mel hor , i sso é ver dade, mas t er á t i do sempr e, emsi , uma f or ça que
o t or nava capaz de nadar . A úni ca coi sa que l he f al t ava er a a convi cção
do poder . Ter ei s como dor mi t ando, o poder de i nf l uenci ar os out r os
homens, cont ant o que t enhai s a convi cção dessa f or ça; de out r o modo, não
poder ei s i nf l uenci á- l os. A convi cção é um el ement o i ndi spensável ao
êxi t o. Fazei poi s o necessár i o par a obt ê- l a. Devei s começar pel os
exer cí ci os f ácei s, mas é necessár i o que, l ogo desde o i ní ci o, t enhai s
convi cção. Há pessoas que descobr i r ami st o por acaso, por émque não sabem
a causa do seu êxi t o. Quant o a vós agor a sabei s o " por que" e podei s f azer
a mesma coi sa e at é mai s do que o homemque encont r ou a ver dade gr aças a
umsopr o do acaso.
CAPÍTULO V
UM POUCO DE SABER VIVER


Maneira de influenciar o associado ativo - Conversação - A arte de escutar - Carlyle e o seu visitante - Uma conversação
agradável - Mantende-vos positivo - Maneira de se apresentar - O exterior. Roupas brancas - Perfumes - Asseio - Porte -
Reserva - Humor - Audácia - Respeito por si próprio - Respeito pelo próximo - Fraqueza - Seriedade - O aperto de mão
- O olhar - O tom da voz - Uma regra útil - Como corrigir as faltas no porte.


No capí t ul o pr ecedent e, compar ei as duas f unções da al ma a doi s i r mãos
associ ados numa empr esa comer ci al . Par a mai or cl ar eza e f aci l i dade na expl i cação
dos f at os segui nt es, cont i nuar ei a ser vi r - me da mesma i magem, por que el a dá mui t o
boa i déi a das r el ações exi st ent es ent r e as f unções da al ma.
O companhei r o at i vo é umvel ho or i gi nal , que é pr eci so t r at ar comdef er ênci a
e que convém pôr de bom humor . A manei r a de f al ar e de apr esent ar - se, a voz, o
ol har , et c. , t odas est as coi sas exer cem, at é cer t o pont o, sua i nf l uênci a nel e.
Todo associ ado at i vo t emas suas par t i cul ar i dades e os seus gost os pessoai s,
o que não i mpede que el e t ambémt enha qual i dades comuns a t odos os associ ados.
Pel o que r espei t a ao obj et o da conver sação, é- vos pr eci so absol ut ament e
consegui r saber o que i nt er essa ao bom vel hot e. Se ni sso l he agr adar des, ser á
capaz de per der de vi st a os seus dever es de vi gi l ant e do i r - mão passi vo. Par a
t ant o, é mi st er que est ej ai s a par dos seus f r acos, sem nunca f azer des a t ol i ce
de f al ar demai s! Quando o vi r des caval gando, dei xai - o t r ot ar .
Devei s apr opr i ar - vos da ar t e de escut ar . Essa ar t e é um dos pr i mei r os
at r i but os da del i cadeza. Mui t os homens ( e mul her es) ganham bat al has só devi do à
qual i dade de saber em escut ar . Conhecei s a vel ha anedot a cor r ent e de que Car l yl e
er a uma das per sonagens? Al guémque sabi a mui t o bemescut ar e que est udava t ambém
o car át er humano em ger al , vi si t ou Car l yl e e consegui u l evar a pal est r a par a um
obj et o que apai xonava o gr ande aut or . Car l yl e f al ou dur ant e mai s de t r ês hor as,
sem que o vi si t ant e pr eci sasse de pr onunci ar uma sí l aba. Quando, enf i m, est e
úl t i mo se l evant ou par a par t i r , Car l yl e, que est ava de bom humor , acompanhou- o
at é à por t a da r ua e di sse- l he com a mai or af abi l i dade: " At é mai s ver " ,
acr escent ando: " Mas não dei xe de vi r ao menos mai s uma vez. Ti vemos uma conver sa
t ão agr adável ! "
Est ai s vendo o âmago da hi st ór i a? - a mor al i dade da anedot a? - Escut ai com
at enção o vel ho associ ado at i vo e f azei como se cada uma das suas pal avr as f osse
uma bel a peça sonant e, mas - não vos dei xei s i l udi r por el e; não admi t ai s a sua
i nf l uênci a. Escut ai cada uma das pal avr as com at enção e compost ur a, mas
def endei - vos de t oda i mpr essão; al i ás el e é que vender i a suas mer cador i as ao
vosso associ ado passi vo. Mant ende- vos posi t i vo, por que t er ei s duas pal avr as a
di zer ao i r mão passi vo, depoi s do bom homem se haver embr i agado com as suas
pr ópr i as pal avr as,
gr aças ao que a sua desconf i ança o t er á l ar gado. Por t ant o, ant es de t udo,
apr endei a escut ar comi nt el i gênci a.
Quant o ao vosso ext er i or , aconsel ho- vos que evi t ei s os ext r emos e vos
def endai s t ant o de desl ei xos como de f at ui dades no modo de t r aj ar . Evi t ai at r ai r
a at enção por um ar r anj o excênt r i co ou por uma si mpl i ci dade af et ada. O ext er i or
deve ser si mpl es e asseado pel o que t oca ao vest uár i o e à toillette em ger al .
Nunca devei s pôr um chapéu ou uns sapat os est af ados. Um homem que t r az r oupa no
f i o ( mas l i mpa! ) , com um bom chapéu e um cal çado em bom est ado e bem cui dado,
poder á mui t o bem apr esent ar - se; ao passo que, no caso cont r ár i o, a boa i mpr essão
pr oduzi da por bons f at os é, mui t as vezes anul ada por um chapéu vel ho e sapat os
est r agados. Tr azei sempr e boa r oupa br anca. I st o são coi sas i mpor t ant es. Evi t ai o
uso dos per f umes f or t es. A mai or par t e dos homens det est a per f umes de t oda
espéci e. Não é pr eci so di zer que o assei o da pessoa é uma qual i dade da mai or
i mpor t ânci a, quando se t r at a de ser escut ado com ouvi dos benévol os pel a mai or i a
dos associ ados at i vos, ai nda mesmo que el es sej am mui t o i ndul gent es ao se t r at ar
da f al t a de l i mpeza.
A manei r a de vos apr esent ar des dever á ser j ovi al , mas não f r í vol a. É mui t o
r ecomendável most r ar al guma r eser va. Não val e a pena di zer que devei s ser senhor
absol ut o do vosso humor . O ar r ebat ament o é umsi nal de f r aqueza e não de f or ça; o
homem que f àci l ment e se exal t a é, i ndubi t àvel ment e, i nf er i or àquel e que é senhor
de si .
Devei s absol ut ament e bani r t odo r ecei o, t odo medo, t ant o mor al como f í si co;
sobr et udo o pr i mei r o, que é aquel e que mai or es dor es de cabeça vos pode causar .
Se soi s de nat ur al exal t ado ou se o medo, a i nqui et ação e o i nf or t úni o
f àci l ment e t enham ascendent e em vós, devei s pr est ar par t i cul ar at enção ao
capí t ul o que t r at a do desenvol vi ment o do car át er e cor r i gi r - vos dessas f al t as.
A manei r a de vos apr esent ar des deve, por assi mdi zer , dar a not a do r espei t o
pel os sent i ment os, gost os e opi ni ões das out r as pessoas.
Se não possuí s est a úl t i ma qual i dade é pr eci so que a t odo pr eço a adqui r ai s,
vi st o que el a vos aj udar á a adqui r i r ami gos e ganhar a est i ma dos associ ados at i -
vos que est ão à f r ent e de t odo homem, apesar da r udeza do seu ext er i or . Se
t i ver des sempr e na i déi a o pensament o: Trato-vos pela maneira por que
desejaria ser tratado, e se der des f or ma aos vossos pensa- ment os nas vossas
ações, emt al caso t er ei s adqui r i do essa qual i dade t ão i mpor t ant e e t ão est i mável
no homem. Cul t i vai manei r as si mpl es e f r ancas. A mai or i a dos homens gost a di sso.
Sede sér i o, f al ando. I sso não soment e vos at r ai r á a at enção dos homens, como
ai nda vos ser á umauxi l i ar poder oso par a f azer cr i ar r aí zes nel es ( se me é l í ci t o
expr essar - me assi m) par a vossas sugest ões e ser á mai s um poder oso agent e a
acr escent ar à f or ça das vi br ações do vosso pensament o. Dai aper t os de mão sól i dos
e vi r i s. Ni nguém gost a de um aper t o de mão f r ouxo e hesi t ant e. Nem vós, por
cer t o! Aper t ai a mão a t oda gent e como aper t ar í ei s a mão do pai r i quí ssi mo da
vossa mui t o amada. Acompanhai esse aper t o de mão comumol har f i r me.
No capí t ul o segui nt e, t r at ar ei mai s demor adament e do poder do ol har ; o que
eu pr et endi a sal i ent ar aqui é a r el ação í nt i ma del e com o aper t o de mão: por que
os doi s at os j unt os se compl et am.
Cul t i vai a voz, por manei r a a dar - l he um t om agr adável . Evi t ai , por
um l ado, uma voz mal di st i nt a, mur mur osa, e, por out r o l ado, um t om
r ui doso, ásper o. É um excel ent e mét odo r egul ar a voz pel a do nosso
i nt er l ocut or , sal vo sendo pr eci so começar a gr i t ar par a obt er esse
equi l í br i o vocal . Se t al se der , i st o é, se o vosso i nt er l ocut or gr i t ar ,
ent ão bai xai a voz a um t om cal mo, sem af et ação, e l ogo el e abai xar á a
sua. É, sej a di t o de passagem, uma r egr a de pr oceder excel ent e a segui r
par a com al guém que est á num est ado de gr ande exci t ação e que quer
" mat ar - vos o bi cho do ouvi do" . Conser vai , em t ai s casos, t oda vossa
ser eni dade e f azei comque vossa voz se mant enha f i r me e submi ssa à vossa
vont ade; ver ei s que a voz do vosso i nt er l ocut or ( ou i nt er l ocut or a)
abai xar á, gr adual ment e, at é à al t ur a da vossa. A medi da que sua voz
abai xar e f or mai s nat ur al , el e ( ou el a) ser enar á e t er á ver gonha. Assi m,
vós f i car ei s senhor do campo de bat al ha. Exper i ment ai . A voz é de uma
i mpor t ânci a i ncont est ável . Uma voz br anda, f r ases bemmodel adas, gar ant em
um acol hi ment o f avor ável e numer osas vi t ór i as ao seu af or t unado
possui dor . Expr i ma a vossa voz os sent i ment os que quer ei s comuni car e
i nt er pr et e t odos os cambi ant es del es. A voz expr essi va é um dos mai s
poder osos i nst r ument os de sugest ão.
O l ei t or não deve desani mar , se al gumas das qual i dades
supr amenci onadas l he f al t am.
Devei s convencer - vos bem da ver dade segui nt e: t odos os dons da
nat ur eza podem ser obt i dos por vós, se qui ser des dar - vos ao t r abal ho de
est ender a mão par a os col her . Tr at ar ei de par t i cul ar i dades dest e pont o
no capí t ul o que t r at a da f or mação do car át er .
Um out r o auxi l i ar de um poder enor me é a vi st a, quando se t r at a de
i nf l uenci ar out r em e de sust ent ar o nosso associ ado at i vo. A vi st a
humana! Quem não conhece o seu poder e, t odavi a, quão poucos sabem
assi mi l ar o segr edo do seu empr ego! Podi am- se escr ever vol umes a r espei t o
do empr ego del a como ar ma of ensi va ou def ensi va, como mei o par a
i nf l uenci ar o homem e os ani mai s, e ai nda f i car i a um t esour o em que o
aut or poder i a haur i r , pr ocur ando mat er i ai s par a os seus est udos e
i nvest i gações.
Vou consagr ar o capí t ul o segui nt e, ant es de t udo, à demonst r ação do
uso da vi st a como mei o de i nf l uênci a; i ndi car - vos- ei , depoi s, a manei r a
de desenvol ver des o ol har magnét i co e anul ar a i nf l uênci a exer ci da emvós
pel o ol har al hei o.
CAPÍTULO VI


O PODER DA VISTA
O meio mais enérgico que o homem tem à sua disposição para exercer certa influência sobre outrem - As razões - A vista
educada é uma arma terrível - Vibrações mentais transmitidas por meio da vista - O poder que a vista exerce sobre os
animais ferozes e sobre os animais bravios - O olhar persistente é quase insustentável - Emprego racional da vista -
Fascinação e atração hipnótica - O olhar magnético - O princípio da conversação - Como empregar a vista para impor
atenção - Como cativar a atenção - Como reaver a atenção que por um momento afrouxou - Atingi o fim que vos
propusestes - Proteção a si próprio - Como preservar-vos da influência de outrem - Como dizer "Não" . - Como exercer
sugestões.

A vi st a é um dos mei os mai s poder osos que a i nf l uênci a pessoal t em ao seu
di spor . Cat i va a at enção do nosso i nt er l ocut or , t or nando- o, assi m, suscet í vel em
mai s el evado gr au de r eceber as nossas sugest ões. Al ém di st o, a vi st a possui
ai nda a f acul dade de i mpl ant ar a nossa vont ade na al ma de out r em, coma condi ção
de que esse poder sej a exer ci do por modo r aci onal . At r ai , cat i va e encant a o
associ ado at i vo, of er ecendo- nos o ensej o de f al ar ao associ ado acomodat í ci o. É
uma ar ma t emí vel a vi st a daquel e que t em assi mi l ada a ci ênci a da l ei do i mpér i o-
ment al . Tal pessoa t r anspl ant a di r et ament e as vi br ações da sua al ma par a a al ma
do seu i nt er l ocut or .
Havei s de t er ouvi do f al ar da i nf l uênci a da vi st a do homem nos ani mai s
sel vagens e mesmo nas f er as; poi s o homem ci vi l i zado i nf l uenci a da mesma sor t e a
seu i r mão sel vagem.
Mui t os dent r e vós se t er ão encont r ado compessoas que par eceml er emvossas
al mas e cuj a vi st a vos t er á si do i mpossí vel supor t ar .
No capí t ul o segui nt e, i ndi car - vos- ei al guns exer cí ci os que vos aj udar ão a
adqui r i r o que se chama, em ger al , " o ol har magnét i co" , auxi l i ar pr eci oso par a
quem se ocupa do magnet i smo ani mal . Nest e capí t ul o, supor ei que t endes ao vosso
di spor esse ol har magnét i co.
No decur so de uma pal est r a, o empr ego j udi ci oso da vi st a t or nar - se- vos- á
capaz de exer cer no vosso interlocutor uma i nf l uênci a assaz semel hant e a uma espéci e
de f asci nação ou de at r ação hi pnót i ca. Est a i nf l uênci a t em por causa as f or t es
vi br ações ment ai s pr oj et adas com o auxí l i o do ol har magnét i co da pessoa exper i -
ment ada.
Apr esent ando, cada um dest es casos, numer osas ci r cunst ânci as par t i cul ar es,
nat ur al ment e deve haver , par a cada um, uma l i nha de pr oceder especi al . Ei s por que
é i mpossí vel dar r egr as ger ai s adapt ávei s a t odas as ci r cunst ânci as da vi da.
Convém, por t ant o, que apr endai s a adapt ar essas r egr as ger ai s às compl i cações i m-
pr evi st as que acompanham cada caso, que os acasos se compr azam em apr esent ar - vos
al gumdi a.
É da mai or i mpor t ânci a pr i nci pi ar t oda conver sação, encar ando a pessoa com
quem f al ai s, bem de f r ent e, com um ol har magnét i co e per si st ent e. Não é ne-
cessár i o f i xá- l a, mas é pr eci so que vosso ol har sej a
const ant e e f i r me, dando a i mpr essão de uma gr ande f or ça de vont ade e de
concent r ação.
No decur so da conver sa, podei s dar uma out r a di r eção ao vosso ol har ; mas
acompanhai t oda pr oposi ção, t oda r espost a e t oda per gunt a; numa pal avr a, t oda
expr essão que t enha por f i m i mpr essi oná- l a f or t ement e, de um ol har magnét i co bem
de f r ent e.
I st o é mui t o i mpor t ant e e nunca deve dei xar de ser r egr a. Quando f al ar des de
negóci os, sede sempr e sér i o e r esol ut o, cat i vai a at enção do vosso homem; se
t endes um pedi do a f azer , f azei - o cl ar a e di gnament e, com os ol hos nos del e e
querendo i nt er i or ment e que el e vos conceda o que pr et endei s. Fazei t udo o que
puder des par a i mpedi r - l he de ol har par a out r a par t e nesses moment os deci si vos.
Pr eci sai s, a t odo cust o, cat i var - l he a at enção. Se a possui r des compl et ament e, o
i r mão at i vo est ar á bast ant e empol gado par a pr est ar at enção ao i r mão passi vo e
est e apr oxi mar - se- á par a ouvi r o que t endes a di zer . Se vosso i nt er l ocut or evi t a
encont r ar - vos o ol har , ser - vos- á, mui t as vezes, possí vel r econduzi r a sua at enção
par a vós, da manei r a segui nt e: - Ol hai par a out r o l ado, vi gi ando- o const ant ement e
com o cant o dos ol hos: l ogo que el e dê pel a mudança de di r eção do vosso ol har ,
af oi t ar - se- á a l ançar - vos um ol har f ur t i vo; é o moment o pr opí ci o; desde que el e
vos encar a, é pr eci so envol vê- l o num ol har r esol ut o e r ápi do, r econduzi ndo o seu
ol har par a vós, numesf or ço de vont ade. Toda vant agem, ent ão, é vossa e esse é o
moment o psi col ógi co emque podei s exer cer uma f or t e sugest ão.
Se est a manei r a de pr ender - l he a at enção não dá r esul t ado e se el e per si st e
em f ur t ar - se ao vosso ol har , aconsel ho- vos a que l he most r ei s al guma coi sa que
t enha cor r el ação comos vossos negóci os, umdesenho, uma amost r a, por exempl o.
Ver ei s, ent ão, que el e ol ha par a vós, depoi s de t er exami nado o que l he
most r ar des.
I st o r epr oduzi r - se- á t odas as vezes e devei s f azer de sor t e a encont r ar o
seu ol har , pondo no vosso t oda f i r meza possí vel e sugest i onando ao vosso homem a
vossa vont ade. Se puder des pr ender a at enção de al guém e consegui r des f i t á- l o de
f r ent e dur ant e t oda conver sa, conser vá- l o- ei s mai s ou menos compl et ament e sob a
vossa i nf l uênci a, e i st o sema menor dúvi da, a menos que esse al guémnão est ej a,
per cebe- se, ao cor - r ent e dest as coi sas.
Nest e úl t i mo caso, ser á mui t o di f í ci l exer cer nel e i nf l uênci a di r et a. Por ém,
como há poucas pessoas que t enham t omado conheci ment o di st o, est á cl ar o que não
devei s cont ar comsemel hant e di f i cul dade.
Pode acont ecer not ar des, no decur so da vossa conver sa, que o vosso
i nt er l ocut or not a a i nf l uênci a que nel e exer cei s e que el e quei r a pôr pont o à
pal est r a par a t er a cer t eza de que não pr ocede debai xo da sugest ão. Não l ho
devei s per mi t i r , por que t endes i nf l uênci a nel e e devei s a t odo cust o col her os
f r ut os del a. Não o dei xei s ant es de t er des at i ngi do o f i mda vossa vi si t a.
Comr espei t o ao que acabo de di zer , cr ei o ser de ut i l i dade acr escent ar i st o.
Como é di f í ci l r ef l et i r ou r aci oci nar l ùci dament e sob a i nf l uênci a do ol har mag-
nét i co de al guém, aconsel ho- vos a que vos ponhai s em guar da cont r a o empr ego de
t al f or ça por quemquer que sej a que t enha o segr edo del a. Devei s mant er - vos num
est ado de al ma posi t i vo, quando per ceber des que al guém quer i nf l uenci ar - vos, e
convencer - vos do pensament o de que soi s f or t e e de que est ai s aci ma dessa
i nf l uênci a. Est e est ado de al ma vos ser vi r á de escudo e não t endes mai s que vos
pôr no l ugar do vosso interlocutor na conver sa esboçada aci ma, par a ver des que
é pr eci so pr oceder des cont r ar i ament e ao modo como pr ocedí ei s na
pr i mei r a conver sa, em que ér ei s vós que deví ei s exer cer a i nf l uênci a em
l ugar de vos def ender des cont r a a de umout r o. Se al guémt ent ar f azer - vos
i nt er essar em uma pr oposi ção, não l he per mi t ai s l i gar o seu ao vosso
ol har enquant o dur a a conver sa.
É- vos f áci l ol har , de t empos a t empos, par a qual quer par t e, sem
par ecer que o f azei s de pr opósi t o, e, por t ant o, evi t ar - l he o ol har .
Dest ar t e, t er ei s t empo de r ef l et i r e poder ei s mant er vosso equi l í br i o
posi t i vo.
Quando el e vos der uma r espost a, ol hai par a out r o sí t i o, como quem
ser i ament e r ef l et e em cada uma das pal avr as que el e pr onunci ou. Se el e
consegue i mpor - vos uma sugest ão ou uma pr opost a, de ol hos cr avados nos
vossos ol hos, não l he r espondai s ant es de t er t i do o vosso ol har , pel o
menos um mi nut o, despr endi do e, assi m, r ecobr ado vosso equi l í br i o
posi t i vo. Se a vossa r espost a é um
"
Não
"
, pr onunci ai esse
"
Não
"
f i r memen-
t e, r esol ut ament e, mas com ur bani dade, est á cl ar o, e encar ando bem de
f r ent e o vosso i nt er l ocut or . Se duvi dai s, di zei " Não" .
Mas, sobr et udo, desconf i ai de sugest ões i nsi di osas exer ci das num
moment o psi col ógi co, por que há nel as um per i go r eal . Repar ai que o vosso
"
associ ado at i vo
"
cumpr a o seu dever e que o vosso i nt er l ocut or não t enha
" apar t es" com o vosso " associ ado passi vo" . Est es doi s úl t i mos não
est i mar i am out r a coi sa, mas o vosso associ ado at i vo deve por l hes
embar gos ao i nt ent o.
Numa conver sa, o homemque f al a ( se est á à al t ur a da sua t ar ef a) é o
el ement o posi t i vo, ao passo que o que ouve é mai s ou menos passi vo. Or a,
o posi t i vo é mai s f or t e que o passi vo; e, por t ant o, devei s cont i nuament e
vi gi ar par a que as sugest ões posi t i vas de out r em vos não sej am i mpost as
num i nst ant e em que vos achai s em est ado passi vo. Devei s apr ender a
pr at i car sugest ões de uma f or ma sér i a, f i r me e posi t i va; a vossa voz deve
denot ar cl ar ament e que est ai s per suadi do de al cançar o vosso f i m, e
devei s cr er ni sso f i r mement e, no vosso í nt i mo.
Se qui ser des f or mar uma i magem ment al do que expr i mem est as duas
pal avr as: " ser i ament e convenci do" , ser ei s capaz de conceber a i déi a que
eu j á vos qui s comuni car , di zendo que devei s i mpor as vossas sugest ões
por "boas manei r as" .
O capí t ul o que t r at a da concent r ação vos most r ar á o cami nho a
segui r .
CAPITULO VII


O OLHAR MAGNÉTICO
O que é o olhar magnético - Explicação minuciosa dos exercícios - Como possuir um olhar magnético - Estudo interessante -
Experiências em indivíduos viventes - Estes dão sinais de inquietação - Primeiro exercício: Método completo para o
desenvolvimento do olhar firme e persistente
− Fatos curiosos - Fatos imponentes - Influência exercida no homem e nos animais - Segundo exercício: Exercícios
diante do espelho tendo por fim desenvolver o olhar - Como suportar o olhar de outrem e como resistir-lhe - Terceiro
exercício: Desenvolvimento dos músculos e dos nervos óticos
− Quarto exercício: Arte de fortificar os músculos e os nervos óticos - Quinto exercício: Experiências nas outras
pessoas - Experiências nos animais - Estes fugirão - O homem é influenciado e recebe uma impressão desagradável -
Uso permitido do poder - Guardai os vossos segredos.
O olhar geralmente conhecido sob o nome de olhar magnético é a expressão de um fervoroso desejo da
alma por meio da vista, cujos nervos e músculos foram desenvolvidos de maneira a poderem fornecer o
esforço necessário para expedir um olhar firme, persistente e positivo. A maneira de dar nascimento ao
esforço mental será tratada num dos capítulos seguintes. Os exercícios que seguem são importantíssimos;
creio que o estudante os cultivará com perseverança. Fazendo assim,poderá, em pouco tempo, emitir um
olhar que será sentido pela outra pessoa, e se continuar a desenvolvê-lo, adquirirá esta qualidade em tal grau
que muito pouca gente lhe poderá suportar o olhar.
É este um estudo excessivamente interessante e tereis a prazer de notar que o poder do vosso olhar
vai aumentando, fato de que vos podereis convencer fàcilmente, escolhendo tipos entre os que vos cercam.
'Notareis depressa que se tornam inquietos sob o vosso olhar e que não se sentem à vontade; certos
indivíduos mostrarão algum temor quando o vosso olhar se fixar neles durante alguns minutos. Obtidos tais
resultados, quando houverdes adquirido o forte olhar magnético, não mais querereis trocar o vosso poder nem
por todo o ouro do Peru.
Não deveis contentar-vos com percorrer exercícios, mas experimentá-los continuamente, tomando por
alvo as pessoas com as quais tendes negócios, e assegurando-vos bem dos resultados obtidos. Só pelas
experiências feitas sobre "tipos viventes" é que podereis aprender a conhecer a fundo o poder do olhar
humano.
EXERCÍCIOS
I. - Tomai uma folha de papel branco que meça aproximadamente 15 centímetros em quadrado. Traçai
nela um círculo, cuja superfície seja, mais ou menos, igual a uma moeda de vinte centavos. Pintai com tinta
de escrever este círculo, de modo que se destaque nìtidamente na superfície branca do papel. Colocai ou
pregai, depois, esse papel na parede, à altura da vossa vista, estando sentado; colocai uma cadeira no meio do
quarto e ponde-vos defronte desse papel.
Fixai serenamente o olhar na marca negra, mas isso com firmeza, sem pestanejar, durante um
minuto. Depois de ter deixado repousar a vista um momento, repeti o exercício. Recomeçai cinco
vezes.
Deixai agora a cadeira no seu lugar, e suspendei
o papel a meio metro de distância, mais ou menos, à direita do seu posto anterior. Sentai-vos, fixai o
olhar no lugar da parede que vos fica fronteiro, isto é, onde antes estava o "alvo", virai os olhos para a
direita (sem mover a cabeça) e fixai o papel com persistência durante um minuto. Repeti este
exercício, colocando o papel A. esquerda em vez de ser à direita, do seu primitivo lugar. Repeti este
exercício cinco vezes. Repeti, enfim este exercício durante três dias, e ide prolongando
o tempo até dois minutos. Passados três dias, prolongai
o tempo até três minutos, e assim sucessivamente, ide prolongando o tempo de um minuto todos os
três dias. Pessoas há que adquiriram a faculdade de conservar
o olhar fixo sobre um ponto, durante vinte ou trinta minutos, sem pestanejar e sem que os olhos se
lhes encham de lágrimas; mas aconselho-vos a que não excedais o limite de um quarto de hora. O
homem que sujeita o seu olhar durante um quarto de hora, pode emitir um olhar tão poderoso como
aquele que conseguiu submetê-lo por meia hora.
Este exercício é importante, e se o fizerdes com perseverança, permitir-vos-á encarar séria e
continuamente a pessoa que vos falar. Graças a ele, o olhar terá uma expressão imponente e será
capaz de fixar com força
e penetração, de tal modo que poucas pessoas possam suportá-lo. Os cães e outros animais ficarão
inquietos sob o vosso olhar, cuja impressão neles produzida se manifestará de diferentes modos.
Este exercício é mais ou menos fastidioso, mas quem quer que o pratique será largamente
compensado do tempo e dos esforços que ele lhe custou. Se vos ocupardes do hipnotismo, este olhar
vos será muito útil: enfim, os olhos parecerão maiores por causa do aumento do espaço entre as
pálpebras.
II. - Podeis completar o exercício precedente pelo exercício seguinte, que lhe cortará a
monotonia, introduzindo-lhe algumas diferenças, o que também vos trará, além disso, a vantagem de
vos habilitar a olhar para alguém de frente, sem vos sentirdes embaraçado. Ponde-vos diante de um
espelho e fixai a imagem dos vossos próprios olhos pela maneira como vos indiquei no exercício I.
Prolongai a duração como no exercício precedente. Isto acostumar-vos-á a suportar o olhar de
uma outra pessoa e trar-vos-á, além disso, a oportunidade de pôr nos vossos olhos a expressão que vos
parecer melhor e fazer diferentes observações que vos serão de proveito. Podereis, assim, seguir o
desenvolvimento da expressão característica que vos dá aos olhos o olhar magnético que ides
possuindo cada vez mais.
É sobretudo este exercício que deveis praticar sistematicamente. Autoridades há, no assunto, que
o preferem ao precedente, mas, no meu entender, é pela combinação dos dois que se obtêm melhores
resultados.
III. - Ponde-vos de pé, o rosto voltado para a parede, à distância de um metro desta. Suspendei o
pedaço de papel com a marca negra à altura dos vossos olhos. Pregai o olhar nessa marca e fazei a
cabeça descrever um círculo, sem desviar a vista da marca. Como este exercício força os olhos a girar
nas suas órbitas, exige naturalmente um esforço considerável dos músculos e nervos. Variai o
exercício, voltando a cabeça em direções diferentes. Começai serenamente este exercício e fazei de
sorte que não fatigueis os olhos.
IV. - Encostai-vos à parede, olhando-a de frente e dirigi ràpidamente o olhar de um ponto da parede
para outro, do alto para baixo, da direita para a esquerda, em ziguezague, em círculos, etc. Parai quando os
olhos começarem a fatigar-se. A melhor maneira de terminar este exercício parece-me ser a de fixar um só
ponto, o que dará descanso aos olhos, depois do movimento que precedeu. Este exercício tem por fim
fortificar os músculos e os nervos óticos.
V. - Quando tiverdes desenvolvido um olhar resoluto, aprendereis a ter nele confiança, persuadindo
um dos vossos amigos a que vos permita experimentar nele a força do vosso olhar. Fazei-o colocar uma
cadeira, diante de vós; sentai-vos e olhai-o serena, firme-mente e com persistência, recomendando-lhe que
vos encare por tanto tempo quanto puder suportar.
Vereis como vos será fácil fatigá-lo: no momento em que ele disser "Basta", estará num estado vizinho
da hipnose. Se o indivíduo que vos cair nas mãos for um hipnótico, muito mais apropriado ficará futuramente
para o efeito.
Podeis também experimentar a força do vosso olhar num cão, por exemplo, num gato ou em qualquer
outro animal, com a condição de que ele se conserve quedo. Mas, em breve, verificareis que a maior parte
dos animais foge para vos evitar o olhar.
Claro está que deveis saber distinguir um olhar persistente e sereno de um olhar atrevido; o primeiro é
uma particularidade do homem psìquicamente forte, ao passo que o segundo caracteriza o insolente.
Notareis que o vosso olhar firme e persistente intimidará os vossos amigos e os atrapalhará. Mas, em
breve, vos habituareis ao vosso poder e, usando dele de maneira discreta, impressionareis as pessoas, sem as
molestar.
Aconselho-vos a que não faleis dos vossos estudos de magnetismo animal, antes de tudo, porque o
mundo não tardaria a ver-vos com olhar desconfiado, e em segundo lugar porque não poderíeis falar dele
senão em detrimento da vossa influência nas outras pessoas. Guardai os vossos segredos e mostrai o vosso
poder por ações e não por palavras. Fora destas razões, essencialmente práticas, outras há que são ocultas e
que justificam absolutamente o vosso silêncio quanto às novas faculdades adquiridas. Não seguindo o meu
conselho, estas poderiam tornar-se uma fonte de pesar para vós. Marcai o vosso tempo para estudar Estes
exercícios e não os percorrais à pressa. Fazei como a própria natureza faz e desenvolvei o olhar
gradualmente, lenta-mente, confiadamente. Evitai o pestanejar das pálpebras, assim como o piscar dos olhos,
e furtai-vos ao olhar das outras pessoas. A força de vontade e a reflexão ajudar-vos-ão a deixar de tais
costumes. Se os olhos se fatigarem com os exercícios, banhai-os em água fria e logo sentireis alívio. Podeis
estar certo de não terdes dificuldades por este lado, depois de os haverdes exercitado alguns dias.
CAPITULO VIII
-
FORÇA VÓLIQUA
Distinção entre Força atrativa do Pensamento e a Força vóliqua - Manifestações diferentes das vibrações do pensamento -
Definições das expressões
"
Volição" e "Força vóliqua" - Uma força quase onipotente - O homem pròpriamente dito -
O "Êxito" - A sua importância - Como dar-se cada um conta da sua existência - O homem atinge um grau de poder
desconhecido até hoje - A alma humana - A vontade - O segredo do desenvolvimento da vontade - Influência mental
ativa e passiva - A projeção das ondas do pensamento.


J á vos i ndi quei , nos capí t ul os pr ecedent es, como uma pessoa pode i nf l uenci ar
out r a, numa conver sa de vi va voz, r ecor r endo à sugest ão, et c. O homem que exer ce
essa i nf l uênci a é aj udado por duas out r as f or ças. Um dest es auxi l i ar es é
conheci do pel o nome de For ça at r at i va do pensament o, par a a expl i cação da qual se
r ecor r er á aos capí t ul os segui nt es; o out r o é a i nf l uênci a vol i t i va da al ma de uma
pessoa sobr e a al ma de out r a. Est as duas mani f est ações do poder da al ma humana
of er ecem ent r e si uma di f er ença not ável . Em pr i mei r o l ugar , a f or ça at r at i va do
pensament o, uma vez em ação, exer ce a sua i nf l uênci a em out r em, sem que sej a
necessár i o um esf or ço consci ent e da al ma; bast a um pensament o enér gi co t endo por
obj et o uma coi sa qual quer , par a susci t ar a f or ça poder osa que i nf l uenci ar á
out r em.
Quando, pel o cont r ár i o, é a vol i ção que se f az val er , a mani f est ação da
f or ça da al ma pr oduz- se do modo segui nt e: as vi br ações ment ai s são pr oj et adas e
i mpel i das pel a ener gi a consci ent e da f or ça de vont ade do i ndi ví duo que as
pr oj et a, e di r i gi das par a um pont o det er mi nado; l ogo que a f or ça mot r i z dei xa de
at uar , as vi br ações cessamt ambém.
Não encont r ei , na nomencl at ur a, nenhum t er mo mai s especi al ment e adapt ável a
est a f or ma de For ça- pensament o, e como a def i ni ção: - o esforço consciente da
vontade produzindo vibrações de pensamento e propulsando-as até um objeto
determinado - me par ece por demai s ext ensa, vi - me obr i gado a socor r er - me de um
neol ogi smo par a expr i mi r a i déi a.
Conf or mement e a i st o, ser vi - me- ei , por t ant o, na pr esent e obr a, do t er mo
Volição par a dar à i déi a supr amenci onada, t er mo der i vado do l at i m, poi s que Volos
si gni f i ca vont ade. Cui dado, por ém, em não conf undi r est a pal avr a com vol i ção,
t er mo que ser ve par a desi gnar o at o pel o qual a vont ade se det er mi na a al guma
coi sa. Ser vi r - me- ei t ambémdo t er mo vóliquo, pal avr a que t i r ei da mesma r ai z, par a
t r aduzi r a i déi a da vont ade.
De t odas as f or ças nat ur ai s, a f or ça vól i qua é uma das mai s poder osas e
t ambém das menos compr eendi das. Todos os homens se ser vem del a mai s ou menos,
i nconsci ent ement e. Há os que per cebem os seus ef ei t os, sem, t odavi a, nada
compr eender em da sua or i gem ou do seu desenvol vi ment o. Poi s se se l he sacr i f i car
t empo e os devi dos esf or ços, pode ser desenvol vi da num gr au de el evação quase
i napr eci ável , por
seqüênci as e exer cí ci os r aci onai s. I ndi car - vos- ei os exer cí ci os no capí t ul o
que t r at ar da concent r ação.
Par a est ar em condi ções de f azer uso i nt el i gent e da For ça vól i qua, é
i ncont est àvel ment e pr eci so um conheci ment o mai s ou menos pr of undo da vont ade, e
par a adqui r i r est a é i ndi spensável f azer uma i déi a exat a do que é o homem na
acepção da pal avr a.
Mui t a gent e não vê no Ego - " Eu" humano - senão um cor po essenci al ment e
f í si co. É o pont o de vi st a mat er i al i st a. Out r a cr ê dever expl i car o " Eu" como uma
ent i dade ment al comsede no cér ebr o e domí ni o no cor po. Há ni sso apenas uma par t e
da ver dade. Out r a cl asse, ai nda, mas est a pouco numer osa, t em consci ênci a da
exi st ênci a dent r o emsi de um" Eu Super i or " , a cuj as l ei s vi ve emconf or mi dade. O
ver dadei r o Ego ou " Eu" est á t ão el evado aci ma da al ma, quant o est a se el eva aci ma
do cor po; e as duas ent i dades, al ma e cor po l he est ão subor di nadas. Ambas são,
nemmai s nemmenos, i nst r ument os de que el e se ser ve quando o j ul ga necessár i o.
O ver dadei r o " Eu" é a ent i dade de que t emos consci ênci a quando pensamos e
di zemos: " Eu exi st o" , nos nossos moment os de medi ação e i nt r ospecção.
Todos vós t er ei s conheci do esses moment os de consci ênci a do vosso ver dadei r o
" eu" , mas haver ei s descur ado de r econhecer a sua gr ande i mpor t ânci a. Ponde de
par t e, por al guns mi nut os, est e l i vr o e di st endei t odos os múscul os do cor po;
dei xai - vos chegar a um est ado absol ut ament e passi vo da al ma, e ent ão r ef l et i ,
t r anqüi l a e ser enament e, sobr e o sent i do do " Eu exi st o" , f azendo por vos
r epr esent ar des vosso ver dadei r o " eu" como est ando el evado aci ma da vossa al ma e
do vosso cor po. Se o vosso est ado de al ma e cor po é, nest e moment o, f avor ável ,
per ceber ei s um como r ef l exo da pr esença do vosso ver dadei r o " eu" dent r o de vós.
Repet i a exper i ênci a: essa nova exper i ênci a f ar á nascer emvossa al ma a per cepção
da ver dade. Nada pode l esar ou dest r ui r o ver dadei r o " eu" . Que o cor po e a al ma
desapar eçam, vá! A ent i dade
"
Eu exi st o
"
é et er na e i nvul ner ável . O
"
Eu exi st o
"
é
poder oso, quase oni pot ent e;
.
e no di a em que a al ma souber mol dar - se à sua
vont ade, o homemr egener ado t er á at i ngi do umgr au de poder que at é ent ão l he er a
desconheci do.
O f i mque me pr opus, escr evendo est a sér i e de capí t ul os, i ni be- me de demor ar
mai s t empo nest e assunt o, que é de t amanha i mpor t ânci a, que um est udo t endent e a
f azê- l o apr eci ar ocupar i a mui t os vol umes. O que eu quer o é at r ai r vossa at enção
par a est a ver dade pal pi t ant e, e f aço- o com empenho: - dou- vos a l i ber dade de
escol her des emf ace das mi nhas l i ções o pont o de vi st a que vos apr ouver ; concedo-
vos que acei t ei s ou r ej ei t ei s t udo, - mas i nsi st o, comt oda a ener gi a de que sou
capaz, nest e pont o: - Compenet r ai - vos da gr ande ver dade de que o " Eu exi st o" é o
vosso ver dadei r o " Eu" .
Quando a vossa al ma t i ver r econheci do o seu ver dadei r o senhor , t er ei s
apr endi do o segr edo da vi da. Lançai emvossa al ma a sement e do pensament o, e essa
há de ger mi nar , cr escer , t or nar - se a mar avi l hosa pl ant a, cuj as f l or es t er ão um
ar oma bemmai s suave do que o per f ume das mai s bel as f l or es t er r est r es.
Quando as suas f ol has se desenr ol ar em e a f l or se most r ar em t oda a sua
bel eza, ent ão saber ei s que vos achast es a vós pr ópr i o.
" Senhor a de mi l mundos, exi st i ant es da gênese dos t empos. Cont empl ei e
cont empl ar ei o et er no r ecomeçar da noi t e dando l ugar ao di a, e do di a dando l ugar
à noi t e.
E não t er ei r epouso senão no f i mdos t empos.
Por que sou a Al ma humana. "
O que ent endemos pel a vont ade é uma mani f est ação do " Eu exi st o" do
i ndi ví duo, e ent r e est as duas ent i dades há uma r el ação quase anál oga à que exi st e
ent r e o pensament o e a al ma.
Quando usamos da expr essão " desenvol vi ment o da vont ade" , quer emos, por est e
modo, i ndi car o desenvol vi ment o da al ma, t endo por f i m l evá- l a ao r econheci ment o
da exi st ênci a da vont ade e da aut or i dade dest a sobr e el a.
A vont ade é assaz f or t e por si mesma; não necessi t a de nenhum
desenvol vi ment o. Esse pont o de vi st a é di amet r al ment e opost o ao que ger al ment e se
adot a, sendo, no ent ant o, per f ei t ament e j ust o.
Há, espal hada, uma cor r ent e de vont ade na r ede dos f i os psí qui cos, mas é
pr eci so apr ender a est abel ecer o cont at o ent r e o cabo e o var al par a se poder pôr
emmovi ment o o car r o da al ma.
O pensament o humano pode escol her doi s cami nhos. O pr i mei r o, que chamamos
Influência Mental Passiva, é um esf or ço i nst i nt i vo ou pouco menos que i sso.
Pr oduz- se essa i nf l uênci a por si mesma, e não exi ge senão mui t o pouca ou nenhuma
f or ça vól i qua.
A segunda cat egor i a dos esf or ços psí qui cos, a que chamar emos Influência
Mental Ativa, pr oduz- se por umempr ést i mo de f or ça, mai s ou menos consi der ável ,
f ei t o pel a al ma à vont ade. Mas mal posso t ocar ao de l eve nest e pont o, vi st o como
el e sai do assunt o da pr esent e obr a; vej o- me obr i gado a r emet er - vos par a umout r o
dos meus l i vr os, no qual o t r at ar ei de manei r a mai s mi nuci osa.
Nest e vol ume, pr opus- me, como f i m, ensi nar - vos o " modo" e não o " por que"
das coi sas, e, por t ant o, não quer o i r al émdos l i mi t es do domí ni o da t eor i a.
Quant o mai s f or mar o homem os seus pensament os, segui ndo o cami nho At i vo,
mai s os seus pensa- ment os se t or nar ão f or t es. Mas o cont r ár i o t ambém é ver dade,
não haj a dúvi da. O homemque conhece o i mpér i o da l ei ment al t emuma vant agemque
não pode apr eci ar assaz no seu congêner e, que segue t ot al ment e o cami nho do
esf or ço ment al passi vo.
Todas as espéci es de pensament os são pr oj et adas pel a al ma e as suas
vi br ações i nf l uenci am os out r os com mai s i nt ensi dade, à medi da que o esf or ço
pr opul si vo que os move é mai s enér gi co. Os pensament os passi vos são, é cer t o,
menos poder osos do que os pensament os at i vos, mas r enovados sem cessar ; são, no
ent ant o, uma f or ça poder osa. Conceber - se- á f àci l ment e que umesf or ço de Vol i ção é
necessár i o t oda vez que se quei r a exer cer uma i nf l uênci a di r et a na al ma de
out r em, por mei o de vi br ações ment ai s; quant o mai s enér gi co f or o esf or ço, mai s
pr of unda ser á a i nf l uênci a.
O capí t ul o segui nt e ser á consagr ado a uma di sser t ação sobr e o uso da
Vol i ção.
CAPITULO IX
VOLIÇÃO DIRETA


A volição é o pêndulo do êxito - Os guias da humanidade possuíram-na - Assimilação inconsciente - Napoleão Bonaparte deu
com a verdade - Os homens fortes sentem o seu "eu"
− Desejo fervoroso - Má vontade na paga do tributo do êxito - Homens que adquiriram o poder oculto - Força
vibratória - Telepatia: transmissão do pensamento; arte de ler o pensamento - Os mestres na arte guardam o seu segredo
- Condição principal - Exercício de Volição durante uma conversa de viva voz - Expectativa - As pessoas, em sua maior
parte, figuram como "bonecos" - Instruções gerais
− Não se deve empregar o poder para prejudicar o próximo
− Um conselho - Terrível exemplo de Satã - Como "querer" alguma coisa - Exercício I: Fazer virar alguém - Exercício
II: Influenciar alguém num lugar público - Exercício III: Influência exercida numa pessoa sem a fixar - Resultado
cômico - Exercício IV: Sugestão de uma frase esquecida - Resultado notável obtido por um estudante alemão -
Exercício V: Direção dos movimentos de outra pessoa - Exercício VI: Exercícios feitos de pé, junto de uma janela -
Influência exercida nos transeuntes - Exercícios cativantes - Usai do vosso poder para desenvolvimento próprio e não
para vos divertirdes ou para satisfazer a curiosidade dos vossos amigos.


O gr au em que o homem possui a qual i dade de Vol i ção var i a mui t o, segundo o
i ndi ví duo. Em ger al , acont ece que o homem causa uma i nf l uênci a mai or nos seus
semel hant es, à pr opor ção que possui em mai s al t o gr au a qual i dade da Vol i ção. Os
gui as da humani dade desenvol ver am em si est e poder num gr au r el at i vament e
el evado, pr ovàvel ment e, i nconsci ent es e semdar emcont a do f unci onament o da f or ça
pat ent e que at ua nel es.
Mui t os dent r e el es f r ancament e conf essam não poder expl i car a i nf l uênci a
que exer cemnos que os r odei am. Sabemque t êmuma espéci e de poder que as out r as
pessoas não possuem, mas são absol ut ament e i gnor ant es quant o à nat ur eza desse
poder e das l ei s a que el e obedece.
Napol eão f oi umexempl o not ável do homemque possui emal t o gr au a Vol i ção.
A sua vont ade i nf l uenci ava mi l hões que obedeci am às suas or dens e obt eve
r esul t ados que er amquase mi l agr es. Fr ases que l he escapar ampar ecemj ust i f i car a
suposi ção de que el e t i nha vagament e consci ênci a do poder de que di spunha e,
dur ant e cer t o t empo, os seus at os f or am compat í vei s com el a. Mai s t ar de é que,
quer endo abusar do seu poder , per deu de vi st a a sua or i gem, i nf r i ngi u as suas
l ei s, e - est a f oi a sua r uí na.
Ver ei s que t odos os homens que chegam onde quer em, t êm, i nt ensi vament e,
consci ênci a do seu " eu" . Têm f é em si pr ópr i os e, mui t as vezes, consci ênci a de
uma Pr ovi dênci a especi al que ol ha f avor àvel ment e por t udo quant o el es empr eendem.
Como Napol eão, per cebem que t êm uma " boa est r el a" . É a consci ênci a i nst i nt i va do
" eu exi st o" . Nunca ent r evi r am senão o r ef l exo da ver dade e del a t i r ar am o mai or
pr ovei t o possí vel , ao passo que a sua sede ar dent e de poder , gl ór i a e r i quezas os
i nci t a e os l eva i nst i nt i vament e a assegur ar em- se o poder oso socor r o do seu
" Ego" .
Mui t os homens há que r econhecem o poder do " Eu exi st o" ; há t ambém, ent r e
Est es, os que não conhecemas suas l ei s e, por t ant o, l hes não ut i l i zamas f or ças
na l ut a pel a vi da. Cont ent am- se compouco e não se pr eocupamcompagar o t r i but o
a que a mai or i a dos homens chama sucesso ou poder sobr e seus semel hant es. Mui t os
daquel es que t êm assi mi l ado f or ças ocul t as despr ezam as r i quezas, os car gos
el evados e a gl ór i a. Sent emque não é esse umf i mdi gno do seu dome pr ef er empôr
est e ao ser vi ço de al guma coi sa mai s nobr e aos seus ol hos. Di zem com o Pr of et a:
" Ó vai dade, só vai dade, sempr e vai dade! " ; e com Puck: " Que l oucos são os
mor t ai s! "
A l ei da compensação par ece t udo ni vel ar ; as r i quezas, o poder e as posi ções
el evadas não dão a f el i ci dade. " Cabeça cor oada não t emr epouso" , e " t oda r osa t em
seus espi nhos" , são out r as t ant as ver dades.
Mas o meu f i m não é f azer um ser mão, nem est abel ecer uma mor al . Todo
i ndi ví duo deve, por si mesmo, f azer a sua escol ha; ni nguém pode escol her por
out r em. Não vos dou senão um consel ho: t udo o que f i zer des, f azei - o bem. Não há
senão uma só e úni ca manei r a de f azer as coi sas: é FAZÊ- LAS. Pegai da char r ua sem
ol har par a t r ás; escol hei o vosso f i m e i de pel o vosso cami nho af or a, der r ubando
t odos os obst ácul os que encont r ar des na passagem. Par a at i ngi r des o vosso f i m é
pr eci so que t enhai s um" Desej o" f er vo- r oso de t r i unf ar ; devei s r econhecer o vosso
" eu" , o vosso " Eu exi st o" , de manei r a a ser des capaz de f or ça de vont ade. No
capí t ul o pr ecedent e, def i ni a Vol i ção nest es t er mos: " O esf or ço consci ent e da
vont ade pr oduzi ndo vi br ações do pensament o e i mpel i ndo est as na di r eção de um
det er mi nado obj et o" .
A f or ça vi br at ór i a pode ser exer ci da de manei r a or di nár i a, i st o é, a pequena
di st ânci a, no decur so de uma conver sa de vi va voz, e t ambém de um modo menos
conheci do, por mei o de vi br ações a gr andes di st ânci as - f enômeno ger al ment e
desi gnado pel o nome de Tel epat i a.
A pr i mei r a f or ma encont r a- se f r eqüent ement e e t odos t emos vi st o numer osos
exempl os del a; a segunda, sob a qual se apr esent a est a f or ça ment al , é mui t o mai s
r ar a e os que nel a se acham i ni ci ados f ar ão mui t o bem em não f al ar no seu nome.
No ent ant o, o númer o das pessoas que, emsi l ênci o, exer cemt al poder é mui t o mai s
consi der ável do que à pr i mei r a vi st a se i magi na. Vemos exempl os i nsi gni f i cant es
dest e f at o no conj unt o dos f enômenos conheci das sob o nome de Tel epat i a ou
Tr ansmi ssão do Pensament o, na ar t e de l er o pensament o, et c. ; mas semel hant e
espet ácul o é, de or di nár i o, dado por pessoas que não conhecem o assunt o senão de
um modo super f i ci al í ssi mo. Conheço al gumas que t êm desenvol vi do esse poder a um
gr au quase pr óxi mo do pr odí gi o e essas nunca aceder ão a dar uma pr ova do seu
poder a out r as, com exceção de al guns ami gos pr i vi l egi ados com os quai s
si mpat i zam absol ut ament e e que est ão à al t ur a do f at o. Essas pessoas conhecem a
ver dadei r a nat ur eza da f or ça de que t êmadqui r i do o uso e não quer emr ebai xá- l a à
especul ação
e vul gar es r epr esent ações. Acham- se sat i sf ei t as com os seus conheci ment os a
r espei t o do assunt o e não est ão par a se dar ao t r abal ho de convencer as out r as.
Não pr ocur am f azer pr osél i t os, mas, pel o cont r ár i o, põem a sua ci ênci a ocul t a,
per suadi das como est ão de que os t empos de t al di vul gação ai nda não chegar ame de
que est a, por conseqüênci a, só abusos acar r et ar i a.
Par a cada um desenvol ver em si o poder da Vol i ção, t r at e ant es de t udo de
chegar ao r econheci ment o do ver dadei r o " eu" , do " Eu exi st o" .
Quant o mai s compl et o f or est e r econheci ment o, mai s poder osa ser á a sua
f or ça. Não vos posso dar
pr ecei t os exat os par a chegar des a t al r econheci ment o. Ant es devei s adqui r i -
l o do que compr eendê- l o. No moment o em que est i ver des no bom cami nho, t er ei s
consci ênci a del e e não mai s duvi dar ei s.
Cont udo, como ao assunt o não r epugna t oda expl i cação, passar ei a dar - vos uma
i déi a apr oxi mada do mesmo.
I magi nai que o vosso cor po é umf at o que vos cobr e dur ant e uml apso de t empo
mai s ou menos consi der ável , sem cont udo f azer par t e do vosso " eu" ; que est e est á
separ ado do vosso cor po, el evado aci ma del e, sem cont udo dei xar de est ar ,
t empor àr i ament e, l i gado a el e. Conceber ei s semcust o que mesmo a vossa al ma não é
o vosso
"
eu
"
; mas apenas o i nst r ument o como auxí l i o do qual est e pode mani f est ar -
se e que, como est e i nst r ument o é def ei t uoso, embar aça a expr essão do vosso
ver dadei r o " eu" . Em br eve, quando di zei s ou pensai s " Eu exi st o" , t er ei s
consci ênci a da exi st ênci a do vosso ver dadei r o " eu" e sent i r ei s nascer em vós um
poder novo. Acont ecer á, t al vez, que est e r econheci ment o do " eu" não passe de ser
vago, mas ani mai - o e l ogo el e se f or t al ecer á. For t al ecendo- o se mani f est ar á à
al ma e l he i ndi car á o cami nho do desenvol vi ment o a segui r . É est e um exempl o do
ver sí cul o da Bí bl i a: - Aquele que tem, lhe será dado e àquele que não tem,
será tirado o que possui. A si mpl es exposi ção do f at o bast ar á par a desper t ar
em al guns a consci ênci a do seu " eu" , ao passo que out r os j ul gar ão necessár i o
r ef l et i r madur ament e e l evar ão mai s t empo a r econhecer a ver dade. Out r os, enf i m,
não dar ão coma ver dade. A esses di r ei : Ai nda não soou a hor a de conhecer des est a
gr ande ver dade, mas a sement e f oi l ançada à t er r a e, no devi do t empo, ger mi nar á.
Pode acont ecer que t udo i st o, na hor a pr esent e, se vos af i gur e um cont r a- - senso,
mas di a vi r á em que r econhecer ei s ser t udo r i gor osament e ver dadei r o. Quant o aos
que sent em em si o desper t ar do ver dadei r o " eu" , a esses só i st o l hes posso
di zer : - Sust ent ai convosco o pensament o, e o pensament o f l or escer á como o 1ót us,
nat ur al e r egul ar ment e: a ver dade, uma vez r econheci da, não mai s se per der á; a
nat ur eza não t em est agnação. Pel o que r espei t a aos que r econhecer am a ver dade em
t oda a sua ext ensão mui t o t er ei que di zer - l hes, mas não nest e l ugar .
A pr át i ca da concent r ação, t al como se acha expost a num dos capí t ul os
segui nt es, t or nar á cada um capaz de desenvol ver o conheci ment o que t em do seu
ver dadei r o " eu" . O pensament o " Eu exi st o" , vi br ando no si l ênci o e num est ado de
concent r ação, f or t i f i car - se- á cada vez mai s. A f i m de exer cer des i nf l uênci a no
vosso i nt er l ocut or , dur ant e uma pal est r a, pel a f or ça de Vol i ção, devei s, ant es de
t udo, concent r ar nel e um f er vor oso desej o dal ma; depoi s é pr eci so que t enhai s
cl ar ament e consci ênci a do vosso di r ei t o de exi gi r , e, enf i m, a condi ção
i nabal ável do êxi t o da vossa exi gênci a.
Pr eci sai s est ar absol ut ament e cer t o de que vos será concedido o que
pedirdes. A expect at i va f i r me é el ement o da mai or i mpor t ânci a em t odas as
f unções da al ma. Se apenas cr er des vagament e, de uma manei r a hesi t ant e, nos
r esul t ados dos vossos empr eendi ment os, esses r esul t ados por cer t o se r essent i r ão
da hesi t ação. Compr eender ei s a causa dest e f at o, quando bem vos t i ver des
i nt ei r ado de t odas as l i ções, por que essa causa vos ser á expl i cada num dos
capí t ul os segui nt es.
Não devei s, por ém, i magi nar - vos em est ado de di spor de t odo homem com quem
houver des de t r at ar , só pel o f at o de " quer er des" e conf i ar des embons r esul t ados;
por que pode o vosso adver sár i o possui r f or ça
vól i qua bast ant e par a se vos opor ao i nt ent o do domí ni o; poi s se há pessoas
que não t êmf or ça quase nenhuma e que são uma espéci e de bonecas nas mãos dos que
a possuem, out r as há que a t êmemal t o gr au e comel a se def endem.
O que sust ent o é que est a f or ça vos aj udar á a i nf l uenci ar , at é cer t o pont o,
t oda pessoa com quem vos r el aci onar des. Quant o ao gr au que essa i nf l uênci a at i n-
gi r á, depende i nt ei r ament e da pr opor ção que exi st e ent r e a vossa f or ça vól i qua e
a do vosso adver sár i o. Al gumas exper i ênci as vo- l o demonst r ar ão cl ar ament e. Não
hesi t ei s em pr at i car est a espéci e de i nf l uênci a ment al , quando t i ver des ocasi ão
par a i sso. A cont i nuação vos f ar á pr ogr edi r e mel hor compr eender ei s a t eor i a,
t endo at r ás de vós a pr át i ca. Lembr ai - vos do r apaz que não sabi a nadar , ant es de
j ul gar que sabi a e que exper i ment ou.
Est á cl ar o que devei s ser vi r - vos da Vol i ção de combi nação com o poder
Sugest i vo, t al como vos f oi expl i cado nos capí t ul os pr ecedent es. Ser ei s capaz de
concent r ar a vossa f or ça domi nador a, gr aças aos exer cí ci os que vos i ndi car ei no
capí t ul o que t r at a da Concent r ação.
Expl i car - vos- ei nout r os capí t ul os, por que é que est as f or ças ocul t as não
devem ser empr egadas, sob pr et ext o al gum, par a at i ngi r um f i m condenável ou par a
f azer mal aos vossos semel hant es; cr ei o, por ém, f azer bem adver t i ndo- vos, desde
j á, de que não abusei s do vosso poder . Tal manei r a de pr oceder não só ser i a
pr of undament e i mor al , como ai nda dar i a r esul t ados cont r ár i os aos desej os.
Há, par a t ant o, causas ocul t as mui t o suf i ci ent es e, por i sso, peço ao meu
l ei t or que t ome o meu consel ho. Pode acont ecer que t al abuso vos t r aga um
benef í ci o t empor al , mas, com o andar dos t empos, há de t r azer - - vos desgr aças. Do
vosso poder e da vossa ci ênci a, nest e assunt o, podei s f azer o que qui ser des, mas
nunca par a o mal ; par a bemdos vossos negóci os ou do vosso bem- est ar , mas sempr e
com a condi ção de que a pessoa i nf l uenci ada não sej a l esada nos seus i nt er esses.
Podei s i nf l uenci ar al guém par a que f aça negóci os convosco e, t r at ando- o
honest ament e, de modo al gum abusai s do vosso poder . Mas se, pel o cont r ár i o,
i nf l uenci ai s al guém par a o enganar , par a o r oubar ou par a l he f azer mal ,
pr at i cai s uma ação má e sof r er ei s, umdi a, na pr opor ção emque o houver des f ei t o
sof r er . Fal o de umcast i go, não na vi da f ut ur a, mas na pr esent e. Colhereis o que
houverdes semeado, - ei s a sent ença que se adapt a ao vosso modo de pr oceder . É
pouco pr ovável que abusei s do poder da Vol i ção, por que, se a possui r des
i nt ei r ament e, r ecuar ei s, por i nst i nt o, per ant e a i déi a de abusar de novo da f or ça
adqui r i da. Há, t odavi a, homens semel hant es a Sat ã, que põem o seu poder ao
ser vi ço do mal ; por ém, como Sat ã, essas pessoas são condenadas à mi sér i a e à
desgr aça. São anj os caí dos.
O mel hor exer cí ci o par a o desenvol vi ment o da Vol i ção é um cur so de
Concent r ação; mas é i nt er essant e f azer , ent r et ant o, al gumas pequenas exper i ênci as
" par a assent ar mão" , e f azer - vos t er conf i ança em vós pr ópr i os. Foi nest e
pr opósi t o que acr escent ei al guns exer cí ci os. Vár i os del es dar - vos- ão r esul t ado
l ogo às pr i mei r as t ent at i vas. Começai pel as exper i ênci as f ácei s; as out r as vi r ão
a seu t empo. O uso é que nos f az mest r es
;

É agor a ocasi ão de di zer : quando quiserdes, é absol ut ament e i nút i l car r egar
o sobr ol ho, f echar os punhos ou f azer out r os movi ment os acessór i os. O segr edo da
f or ça est á numa at i t ude ser ena, que não
denot e nenhuma per t ur bação, vi st o que a vont ade se mani f est a na f or ma de um
pedi do sér i o e cal mo, acompanhado da f i r me convi cção de obt er um r esul t ado
f avor ável . A chave do eni gma é a expect at i va ser ena. Ter ei s depr essa o que
quer ei s. Nada de desâni mo; per sever ai at é t r i unf ar .
No capí t ul o segui nt e, t r at ar emos do assunt o da Vol i ção a gr ande di st ânci a ou
ant es, da Vol i ção Tel epát i ca.


EXERCÍCIOS
- Quando andar des na r ua, f i xai a at enção sobr e al guémque cami nha na vossa
f r ent e. A di st ânci a que vos separ a deve ser , pel o menos, de doi s ou t r ês met r os,
mas, se f or mai or , o r esul t ado é o mesmo. Fi xai na pessoa umol har sér i o, f i r me e
per si st ent e, f i t ando- l he a nuca, no bor do i nf er i or do cer ebel o. Enquant o f azei s
i st o, " quer ei " que a pessoa vol t e a cabeça par a o vosso l ado. Est a exper i ênci a
pede um pouco de exer cí ci o, mas uma vez i nst r uí do nel a, assombr ar ei s mui t a gent e
que, por semel hant e manei r a, havei s de i nf l uenci ar .
Par ece que as mul her es são mai s sensí vei s a est a i nf l uênci a do que os
homens.
- Fi xai a vi st a em al guém que est ej a sent ado adi ant e de vós, na i gr ej a, no
t eat r o, emqual quer par t e, concent r ando o ol har no mesmo pont o, como expl i quei no
exer cí ci o pr ecedent e, e " quer endo" que a pessoa se vol t e. Not ar ei s que o
i ndi ví duo se mexe na cadei r a e apr esent a t odos os si nt omas de est ar i ncomodado e
que, enf i m, se vol t ar á umpouco e dei t ar á umol har r ápi do na vossa di r eção.
At i ngi r ei s mai s f àci l ment e est e r esul t ado no caso em que o paci ent e sej a
pessoa do vosso conheci ment o, do que no caso cont r ár i o. Quant o mai s o
conhecer des, mai s f àci l ment e obt er ei s r esul t ados.
Est es doi s exer cí ci os podem ser pr at i cados de di ver sos modos; depende i sso
de engenho do exper i ment ador . Mas, em pr i ncí pi o, são t odos os mesmos: o ol har
concent r ado e a " vont ade" ou o " desej o" sér i o, f i r me e expect at i va, de obt er o
r esul t ado pr opost o, são os pr i nci pai s el ement os component es dest es f enômenos.
Compr eendei s, sem dúvi da, que a f or ça de vont ade concent r ada pode ser
desenvol vi da com os exer cí ci os i ndi cados no capí t ul o que t r at a da Concent r ação.
Se vos f or di f í ci l obt er os r esul t ados supr amenci onados, i st o é si nal de que a
vossa f or ça de concent r ação não est á ai nda assaz desenvol vi da e que, por t ant o,
ser á pr eci so aper f ei çoar - vos nesse par t i cul ar .
- Numa car r uagemde comboi o escol hei al guémque ocupe umbanco opost o àquel e
emque i des, al guns l ugar es di st ant es à di r ei t a ou à esquer da de quemest i ver na
vossa f r ent e. Ol hai di r ei t o par a di ant e, mas com ar es de quem não dá nenhuma
at enção à supost a pessoa, homem ou mul her ; não dei xei s, por ém, de vi gi ar
di sf ar çadament e, t endo consci ênci a da sua pr esença. Concent r ai nel a um f or t e
desej o ment al na expect at i va e com a f i r me vont ade de que el a ol he par a o vosso
l ado. Se f i zer des i st o conveni ent ement e, ver ei s, passados al guns i nst ant es, que a
pessoa emquest ão ol har á par a al i .
Al gumas vezes est e ol har par ecer á i nconsci ent e, como se não f osse senão um
at o de f ant asi a da par t e da cr i at ur a; out r as, pel o cont r ár i o, o seu ol har f i xar -
- se- á sùbi t ament e em vós, como se a cr i at ur a t i vesse consci ênci a de uma or dem
ment al do vosso l ado. Mui -
t as vezes acont ecer á que o r ost o da pessoa i nf l uenci ada t omar á uma expr essão
de embar aço ou de est upi dez, quando encont r ar o ol har magnét i co que par a el a
t endes di r i gi do no moment o emque vol t ava a vi st a par a vós.
I V. - Quando conver sar des com al guém, pode suceder que essa pessoa par eça
pr ocur ar uma pal avr a; ol hai , ent ão, f i xament e par a el a, sugest i onando- l he
f or t ement e uma pal avr a qual quer . Na mai or par t e dos casos, a r ef er i da pessoa
pr onunci ar á i medi at ament e a pal avr a que l he houver des suger i do. Mas a vossa
pal avr a deve apr opr i ar - se à i déi a que el a quer enunci ar ; al i ás, o vosso associ ado
Passi vo hesi t ar á em empr egá- l a, e o associ ado At i vo se apr essar á em l he suger i r
uma out r a. Vár i os exper i ment ador es t êmf ei t o est a pr ova numor ador , numi ndi ví duo
qual quer e t êmobt i do r esul t ados excessi vament e cômi cos.
Lembr o- me de t er l i do, numa obr a t r aduzi da do al emão, o caso cur i oso de um
r apaz, cuj as f acul dades de Concent r ação e de Vol i ção est avam desenvol vi das a um
pont o el evado. Er a est udant e e segui a os est udos de um dos pr i mei r os cur sos da
Al emanha, por ém, i nt er essando- l he os despor t os mui t o mai s do que os l i vr os,
cor r i a gr ande r i sco de não poder segui r os est udos. Por acaso, descobr i u a sua
f or ça ment al e f or mou um pl ano de est udo a seu modo, que l he per mi t i a não
apr ender senão al gumas r espost as de cada l i ção. Quando o pr of essor se punha a
i nt er r ogá- l o, el e pr oj et ava f or t es vi br ações, " quer endo" enèr gi cament e que o "pro-
fessor" l he f i zesse as per gunt as, cuj as r espost as havi a decor ado. O r esul t ado f oi
br i l hant e; o r apaz er a o pr i mei r o da cl asse.
O aut or al emão acr escent ava que est e mét odo l he f oi i nút i l no exame, vi st o
que o quest i onár i o t i nha si do de ant emão r edi gi do por uma comi ssão, e que, sendo
o exame por escr i t o, o est udant e não t eve ocasi ão de se ser vi r . da sua " vont ade" ,
no di a do exame.
- Uma exper i ênci a i nt er essant e é a de quer er o movi ment o de uma pessoa numa
dada di r eção. Pode- se obt er est e r esul t ado, cami nhando at r ás da pessoa, na r ua, e
concent r ando, ao mesmo t empo, o ol har da manei r a aci ma i ndi cada. No moment o em
que o i ndi ví duo encont r ar out r a pessoa vi nda em sent i do opost o, " quer ei " que el e
t ome a di r ei t a ou a esquer da. Podei s exper i ment ar a mesma coi sa com um i ndi ví duo
que venha cr uzar convosco. Nest e caso, devei s i r di r ei t o a el e, sem vos
af ast ar des nempar a a di r ei t a, nempar a a esquer da, e, f i t ando- o cont i nuadament e,
dar - l he or dem ment al par a que t ome a di r ei t a ou a esquer da, como qui ser des que
el e f aça.

- Ponde- vos de pé, j unt o da j anel a do vosso quar t o, e f i xai o ol har em
al guémque se f or apr oxi mando, quer endo, ao mesmo t empo, que a pessoa, ao passar ,
vol t e a cabeça. Se t i ver des a vossa f or ça de concent r ação suf i ci ent ement e
desenvol vi da, ver ei s que, set e vezes em dez, obt er ei s o r esul t ado desej ado, i st o
é, que o t r anseunt e obedecer á à vossa or demment al . Mesmo que não t enhai s a vossa
f or ça de concent r ação de modo al gum desenvol vi da, t r i unf ar ei s mui t as vezes, f a-
zendo er guer a cabeça aos t r anseunt es, par a vos convencer des da exi st ênci a de
" al guma coi sa" .
Est a exper i ênci a f or necer - vos- á mel hor es r esul t ados se o vosso quar t o, ou
ant es, a vossa j anel a, f or no pr i mei r o andar .
Sendo o movi ment o de obedecer à i mpul são de vol t ar a cabeça f i si cament e
mui t o menos compl i cado do que o movi ment o de er guer a cabeça par a uma j anel a do
segundo ou t er cei r o andar , não há nada que nos
deva admi r ar no f at o de que os r esul t ados obt i dos no pr i mei r o caso sej amuns
t ant os por cent o mai s numer osos do que no segundo caso.
Pode- se var i ar est e exer cí ci o de mui t as manei r as, como, por exempl o,
pr opondo- se a at r ai r par a si a at enção de al guém que est á sent ado a uma j anel a
por bai xo da qual se vai passar .
Dando- vos a est as exper i ênci as, achá- l as- ei s t ão i nt er essant es que bem
depr essa i nvent ar ei s out r as novas, de modo a pôr à pr ova as vossas f or ças,
i ndi cando- vos, as ci r cunst ânci as par t i cul ar es de cada caso, a di r eção a segui r .
Est as exper i ênci as cont r i bui r ão bast ant e par a f or t i f i car em vós a conf i ança
no vosso poder e f azer - vos adqui r i r o " dom" de susci t ar i mpul sões na al ma al hei a,
por mei o de vi br ações ment ai s. De r est o est as coi sas não são mai s que bagat el as;
e só o f at o de que el as desenvol vemas f or ças ment ai s j ust i f i ca o seu empr ego num
f i mt ão i nsi gni f i cant e.
Não devei s f azer est as exper i ênci as só par a vosso r ecr ei o e mui t o menos par a
o dos ami gos.
Nunca se devem mal bar at ar est as f or ças poder osas, nem ost ent á- l as par a
sat i sf azer a cur i osi dade vulgar das out r as pessoas. Quem compr eendeu a " ver -
dadei r a" i mpor t ânci a da l ei do I mpér i o ment al , não t er á nenhum desej o de
pat ent ear aos ol hos do mundo a sua ci ênci a e seus r esul t ados. Há de exper i ment á-
l a com per sever ança, sabendo que el a é a úni ca manei r a de se aper f ei çoar na
pr át i ca dos seus conheci ment os, mas t er á, a t odo moment o, a consci ênci a de que
t r abal ha par a l ançar os f undament os do poder que vai , di a a di a, cr escendo emsi .
CAPITULO X


VOLIÇÃO TELEPÁTICA
A existência da telepatia é um fato reconhecido - Maravilhosos progressos das ciências psíquicas - Transmissão de pensa-
mentos - Vibrações - Capacidade maravilhosa de um pequeno número de indivíduos - Não seria para desejar que o
conhecimento fosse geralmente adquirido - Verdadeiros perigos que o abuso ofereceria - Explicação do emprego prático -
Teoria geral - Como obter os melhores resultados possíveis - Vantagens da Concentração - Emprego da Volição telepática
antes de uma conversa - Como exercer influência atrativa a grande distância - Como entrar "em matéria" - Explicação
minuciosa - Contato da alma a certa distância - Ondas mentais telepáticas - Imagens mentais - Círculos moventes de
ondas mentais - O tubo psíquico - Como formá-lo e empregá-lo - Defesa pessoal contra as vibrações mentais de outrem -
Estado de alma positivo - Exclusão dos reinos mentais vindos do exterior - Como guardar-se contra a influência e pressão
alheias - Efeitos da influência mental, exercida antes do princípio da conversa - O negócio é muito fácil de tratar -
Disposição mental exigida - Ensino esotérico para os que estão aptos e preparados para o receber - O homem achará o
que procura - Diamante ou carvão.

Não abusar ei da vossa at enção quer endo pr ovar - - vos a exi st ênci a da
Tel epat i a. As ci ênci as psí qui cas t omar am, emnossos di as, umt al desenvol vi ment o,
que
j á não são apenas os que se i nt er essampel a t el epat i a que t êmconsci ênci a da
sua exi st ênci a, mas o públ i co em ger al que absol ut ament e se ent r ega a est e
assunt o e o acei t a como sendo um f at o est abel eci do, assi m como acei t a a
exi st ênci a dos r ai os X ou da t el egr af i a semf i os.
Com ef ei t o, o mundo sempr e acr edi t ou, mai s ou menos vagament e, na
t r ansmi ssão dos pensament os, e os descobr i ment os ci ent í f i cos r ecent es não t êm
f ei t o, pel a mai or par t e, senão conf i r mar nas suas convi cções um gr ande númer o de
pessoas.
Ei s por que est a l i ção t empor f i mnão convencer - - vos da exi st ênci a como f at o
pr ovado da t el epat i a ou t r ansmi ssão de pensament os, mas si mdar - vos uma i déi a dos
mei os que vos per mi t i r ão t i r ar pr ovei t o del a.
Cada pensament o, vol unt ár i o ou não, é causa de uma pr oj eção de ondas e de
vi br ações de pensament o no espaço, e est as exer cem uma i nf l uênci a mai or ou menor
nos nossos semel hant es.
Est a pr oj eção pode f azer - se eml i nha r et a e a at enção do paci ent e é at r aí da
por el a.
Compar ada à manei r a usual de pr oj et ar as vi br ações ment ai s sem di r eção
al guma, a pr i mei r a apr esent a as mesmas vant agens que t ambém f azem pr ef er i r uma
car ga de bal a a uma car ga de zagal ot es numa espi ngar da. A bal a pr oduz ef ei t o
mui t o mai or , se o at i r a- dor apont ou bem. Al gumas aut or i dades em ci ênci as ment ai s
possuem a f acul dade da Vol i ção t el epát i ca num gr au admi r ável e os r esul t ados que
t êm obt i do devem par ecer si mpl esment e i ncr í vei s às pessoas que não t enham ouvi do
f al ar das vi br ações ment ai s. Est es r esul t ados t êm si do obt i dos em l ongos anos de
est udo e exper i ênci a, obser vando- se um r egi me mui t o di f er ent e dos homens
or di nár i os. Cui do que um pequeno númer o dos meus l ei t or es t er i a desej o de " pagar
o t r i but o" a essas f acul dades ext r aor di nár i as.
É gr ande f or t una, t al vez, que est e poder não sej a de f áci l aqui si ção, vi st o
que mui t as pessoas o não assi mi l ar i amsenão par a del e f azer uso i l í ci t o. Possuo a
conf i ança de al guns desses mest r es em ci ênci as ocul t as e assi st i a mui t as pr ovas
assombr osas da t r ansmi ssão do pensament o; mas vi st o que esses ami gos me r e-
comendar amo mai s absol ut o segr edo, conser var - me- ei mudo. Mesmo, por ém, semest as
consi der ações pessoai s, não ser i a r azoável pr opagar conheci ment os que per mi t i r i am
a pessoas pouco escr upul osas i mpor a sua vont ade aos seus semel hant es. Mas,
apesar de t al r eser va, há par cel as dest a ci ênci a que se t êmdi vul gado e que f or am
empr egadas de manei r a i l í ci t a. Há pessoas que t êm descober t o, aci dent al ment e,
al guns pr i ncí pi os el ement ar es del a e que t êm i do com as suas i nvest i gações t ão
l onge, quant o os seus l i mi t ados conheci ment os l ho per mi t em, obt endo, mui t as
vezes, r esul t ados que as assombr am.
Or a, o f i m dest e cur so não é, de modo al gum, f azer dos seus l ei t or es
vener ávei s adept os das ci ênci as ocul t as e mí st i cas, ou f azedor es de mi l agr es, mas
si mpl esment e dar - l hes uma compr eensão cl ar a e ní t i da das l ei s da i nf l uênci a
pessoal , numa pal avr a, do magnet i smo ani mal . Por i sso, não me demor ar ei nos
f enômenos ext r aor di nár i os que os mest r es dest a ci ênci a podem pr oduzi r à vont ade;
mas esf or çar - me- ei em vos dar uma i déi a dos pr i ncí pi os el ement ar es e da pr át i ca
da Vol i ção t el epát i ca que vos podem ser vi r na vi da cot i di ana. Li mi t ar - me- ei a
ensi nar - vos a at r ai r a at enção da pessoa a quemdesej ai s i nf l uenci ar , ai nda mesmo
que del a vos separ e uma di st ânci a de cemqui l ômet r os.
Apr of undar o assunt o pel a l ei t ur a ou pel a exper i ênci a, i sso é convosco; mas
advi r t o- vos de que não é f áci l t ar ef a at i ngi r umgr au super i or de desenvol vi ment o
nest a ci ênci a. O conheci ment o el ement ar assi mi l a- se f àci l ment e e é esse que vos
quer o ensi nar ; l ogo que t i ver des compr eendi do a t eor i a, a pr át i ca f ar á o r est o.
Est ai s, sem dúvi da, l embr ados de que vos di sse que t odo pensament o pr oduz
vi br ações que se poder i amcompar ar aos cí r cul os que se vêmal ar gando à super f í ci e
de um t anque em que se l ançou uma pedr a. Or a, os pensament os exer cem a sua
i nf l uênci a em t odos os sent i dos. Mas se l ançar des a pedr a de modo a f azê- l a
r i cochet ear , os cí r cul os f or mar - se- ão e mani f est ar ão a sua ener gi a na di r eção
t omada pel a pedr a. Pode- se f azer exat ament e a mesma compar ação ent r e as vi br ações
ment ai s or di nár i as e as vi br ações da Vol i ção t el epát i ca. Um exempl o: Suponhamos
que quer ei s at r ai r a at enção de al guém, de uma pessoa qual quer , no i nt ent o de a
i nt er essar e, se est i ver des um pouco à al t ur a da ci ênci a ment al , podei s f azer
del a uma i magem ment al em que ver ei s que el a se i nt er essa por vós. Fazendo i st o
envi ar ei s, semdúvi da al guma, emt odas as di r eções, f or t es vi br ações ment ai s, das
quai s umcer t o númer o at i ngi r á o al vo e o i nf l uenci ar á mai s ou menos, conf or me a
pr opor ção que exi st e ent r e o seu gr au de f acul dade posi t i va e o vosso.
Pode acont ecer que el a não si nt a a vossa i nf l uênci a. Mas se, pel o cont r ár i o,
di spuser des vosso apar el ho t el egr áf i co ment al de modo que a f or t e i mpul são vi br a-
t ór i a sej a di r i gi da em l i nha r et a sobr e a pessoa em quest ão, ent ão a mensagem
ser á t r ansmi t i da com uma ni t i dez mui t í ssi mo mai or . O choque das vi br ações ser á
mui t o mai s vi ol ent o.
Par a obt er r esul t ados t ão sat i sf at ór i os quant o possí vei s, devei s pr at i car os
exer cí ci os da Concent r ação i ndi cados na pr esent e obr a. Sem t er des conheci ment o
das l ei s da concent r ação, poder ei s obt er al guns r esul t ados; mas se as
conhecer des, a vossa f or ça decupl i car á. Ent r et ant o, suponho, por um moment o, que
assi mi l ast es esse conheci ment o e que compul sast es o exer cí ci o. Vej amos, poi s,
agor a, quai s ser ão os vossos r esul t ados.
Tendes emper spect i va, dent r o de al guns di as, uma conver sa comal guéma quem
esper ai s i nt er essar nos vossos pr oj et os e empr eendi ment os. Pode acont ecer que
essa pessoa vos sej a absol ut ament e est r anha ou, pel o menos, absol ut ament e
i ndi f er ent e; que el a t ambém, por sua vez, se não i nt er esse por vós. Sabei s que
se- r ei s capaz de a i mpul si onar com o auxí l i o dos mét odos aci ma i ndi cados; mas o
que desej ai s, ant es da conver sa, ou, mel hor di zendo, desej ai s por vos " em
cont at o" com el a. Tendes mui t í ssi ma r azão em cr er que as pr obabi l i dades de êxi t o
da vossa causa mel hor ar ão de t al modo, por que, r eal ment e, l evai s gr ande vant agem
est ando " emcont at o" , vi st o que a pessoa, homemou mul her , semdar por semel hant e
coi sa, se i nt er essar á pel a vossa pessoa, pouco ou mui t o; i st o depende do
i ndi ví duo. O mel hor que poder ei s f azer , em semel hant e ci r cunst ânci a, é
est abel ecer um cont at o ment al como vosso homem, por mei o da Vol i ção t el epát i ca.
Devei s pr i nci pi ar por vos r et i r ar par a um l ugar t r anqüi l o e dei t ar - vos ou
sent ar - vos à vont ade numa cadei r a conf or t ável . I nst al ai - vos comodament e e dei xai
di st ender os múscul os; " despr endei - vos" , se assi m me posso expr essar , do vosso
cor po, at é que est ej ai s num est ado de r el axação t al , que t enhai s a sensação de
não ser des mai s que um t eci do vapor oso e que não t enhai s mai s que uma vaga
consci ênci a da exi st ênci a
do vosso cor po. Mant ende- vos na mai s compl et a t r anqüi l i dade, conser vai um
est ado de al ma passi vo, pensando só em vós pr ópr i o; por ém, ant es de mai s nada,
l ançai f or a t odo pensament o de r ecei o. I st o ser - vos- á f áci l , gr aças à
Concent r ação.
Quando vos achar des numa di sposi ção ger al f avor ável , pensai , ent ão,
ser enament e, mas com per si st ênci a, na pessoa escol hi da. Nem car r eguei s as
sobr ancel has, nem cer r ei s os punhos, no vosso esf or ço de " pensar " ; mas
consi der ai - vos passi vo e mant ende os múscul os em est ado de descanso. O esf or ço
deve ser apenas ment al , sossegado e cont í nuo.
Pode ser - vos út i l f echar os ol hos e r epr esent ar - vos uma i magem ment al da
pessoa com quem desej ai s est abel ecer o " cont at o" . Se nunca a vi st es, f or mai del a
uma i magem i ndi st i nt a e vaga. Depoi s de al guns ensai os, not ar ei s que a i magem
ment al começa a t omar al guma r eal i dade e t er ei s, comef ei t o, consci ênci a de est ar
em cont at o ment al de uma manei r a qual quer com a pessoa. Quando chegar des a esse
pont o, podei s dei xar det er - se o pensament o nos desej os que t endes com r el ação à
pessoa escol hi da e i magi nar que el a pr eenche esses desej os. A i magem ment al
pr i nci pal deve ser a da pessoa, por que é el a que vos l i ga à pessoa. As medi t ações
que t êm por obj et o a sua aqui escênci a às vossas vont ades, não cr i am senão
pensament os acessór i os e esses pensament os acessór i os, cuj as ondas f or mam
cí r cul os, pr opagando- se em t odas as di r eções, at i ngem, ent r et ant o, a pessoa com
mui t o mai s f or ça que de or di nár i o, por que há t ambémuma l i nha r et a que l hes est á
aber t a, ao l ongo da qual el as podempr opagar - se di r et ament e.
Far ei s gr andes pr ogr essos pel a pr át i ca e pel os exer cí ci os.
Obt er ei s os mel hor es r esul t ados r epr esent ando- vos um t ubo com um pé de
di âmet r o, apr oxi madament e. Est ai s numa ext r emi dade del e e o vosso escol hi do na
out r a. Est a i mpr essão que, com o auxí l i o da Concent r ação, podei s r eceber , é um
si nal de per f ei t o cont at o e pr ova de que consegui st es excl ui r t odas as i mpr essões
ext er i or es e est abel ecer a l i nha psí qui ca de comuni cação.
Quando at i ngi r des esse gr au, podei s est ar cer t o de f azer f or t e i mpr essão
sobr e o paci ent e, a não ser que est e conheça a l ei do I mpér i o ment al e t enha t i do
consci ênci a de vi br ações ment ai s, di r i gi das par a el e. Em t al caso, mant er - se- á
num est ado de al ma posi t i vo. Quant o mai s passi vo f or o homem no at o da
exper i ênci a, mai s sat i sf at ór i os ser ão os r esul t ados obt i dos.
Um bocado de pr át i ca desenvol ver á est e poder ; a i mpr essão do vosso paci ent e
t or nar - se- á mai s di st i nt a.
Não obst ant e o f at o de vár i os exper i ment ador es obt er em r esul t ados assaz
sat i sf at ór i os l ogo às pr i mei r as exper i ênci as, par ece, cont udo, que a do l ongo
t ubo exi ge al gum exer cí ci o. Est á cl ar o que f i zest es de manei r a a mant er a al ma
numcer t o gr au de passi vi dade. Tr at a- se, por t ant o, ant es de mai s nada, de r eceber
a i mpr essão ment al do cont at o, por mei o do t ubo. Est a i mpr essão mani f est ar - se- á
pr i mei r o sob a f or ma de um cí r cul o vago e vapor oso que se t or nar á cada vez mai s
di st i nt o e acabar á por se t r ansf or mar na ext r emi dade aber t a do t ubo.
Pode acont ecer obt er des est e r esul t ado após al gumas exper i ênci as, mas t ambém
pode ser que essa f acul dade vos exi j a l onga apr endi zagem.
Quase ser ei s t ent ado a cr er que a di f i cul dade est á na aqui si ção da f acul dade
de f or mar des uma i magem
ment al . Podei s t ambém obt er r esul t ados sat i sf at ór i os, sem vos r epr esent ar o
t ubo, mas os mel hor es r esul t ados t êm sempr e si do obt i dos pel os exper i ment ador es
que usar am dest e auxi l i ar . É esse t ambém o moment o de vos di zer que é pr eci so
desenvol ver des uma di sposi ção ment al positiva, vi st o que est a vos per mi t i r á
obt er bons r esul t ados e vos pr eser var á da i nf l uênci a exer ci da pel a Vol i ção dos
vossos adver sár i os.
Se sent i r des os si nt omas de uma i nf l uênci a vi nda do ext er i or , bast ar á
penet r ar - vos da si gni f i cação do
"
EU SOU
"
, par a susci t ar des emvós umsent i ment o do
poder psí qui co e t or nar - vos i mpenet r ável às vi br ações vi ndas do ext er i or .
Apr eci ando e r econhecendo pl enament e o vosso " eu" super i or , vos cer cai s de
uma r adi ação ment al que vos pr ot eger á, sem ser pr eci so um esf or ço de vont ade da
vossa al ma, cont r a i nf l uênci as ment ai s ext er i or es. Sej a por que t empo f or que não
t enhai s ai nda apr endi do a di scer ni r i nt ei r ament e esse " eu" , bast ar - vos- á pensar
nel e um moment o e f or t i f i car o vosso ver dadei r o
"
eu
"
pel a af i r mação
"
Eu Sou
"
,
acompanhada de uma concepção ment al do vosso ver dadei r o " eu" . A i magem ment al de
vós pr ópr i os, em que vos vedes cer cados de uma r adi ação ment al que r epel e as
vi br ações do exterior, cr i ar á uma i r r adi ação de f or ça consi der ável que, exi st i ndo
enquant o del a conser var des o pensament o, vos ser vi r á de def esa absol ut ament e
suf i ci ent e cont r a as vi br ações do ext er i or . Devei s apl i car - vos a evocar essas
i magens ment ai s, que vos são de mai or ut i l i dade. Se nunca t i ver des vont ade de
est ar absol ut ament e só, e emest ado de pensar semt er necessi dade de vos i mpor t ar
comas opi ni ões al hei as, ent ão sent ai - vos e excl uí as vi br ações como vos i ndi quei
mai s aci ma e f i car ei s mar avi l hado pel a l uci dez comque poder ei s pensar .
Tr at ar ei das vi br ações ment ai s na l i ção segui nt e, podendo aqui , desde j á,
di zer - vos que os pensament os . dos nossos semel hant es, ai nda que não sej am
di r i gi dos par a nós, nos af et ammai s ou menos pel o al ast r ament o dos seus cí r cul os.
A nat ur eza dot ou- nos de f or ças de r esi st ênci a i nst i nt i vas, mas, apesar di sso,
somos mai s ou menos i nf l uenci ados pel as vi br ações ment ai s dos nossos semel hant es,
sucedendo que o que cr emos ser opi ni ão nossa é, mui t as vezes, pr odut o dos
pensament os das pessoas que nos cer cam. A mudança de r esi dênci a de al guém pode
ser a causa de uma mudança r adi cal nas suas i déi as sobr e r el i gi ão, pol í t i ca,
mor al , et c. , de sor t e que est as se l i gam com as opi ni ões da sua r oda. A mudança
oper a- se pel a i nf l uênci a combi nada das ondas ment ai s dos seus novos conci dadãos.
Um pouco de r ef l exão vos f ar á encont r ar na memór i a numer osos exempl os dest e
f enômeno. Exat a- ment e t al como a mar é subi ndo, um sent i ment o ger al i nvadi r á de
súbi t o um paí s, i nf l uenci ando, quase a um e um, t odos os seus habi t ant es, par a
desapar ecer t ão i nopi nadament e como vei o. Uma mul t i dão t r anqüi l a se
met amor f osear á numa hor da sel vagem; as di sposi ções da al ma humana, exat ament e
como as opi ni ões, mudam e modi f i cam- se, mai s ou menos, segundo as ondas ment ai s
que af et amo i ndi ví duo.
A i mpor t ânci a do conheci ment o que vos per mi t e excl ui r as i mpr essões do
ext er i or , sal t a aos ol hos; t or na- vos capaz de vos gui ar des por vós pr ópr i o,
gr aças ao vosso j uí zo, à vossa r azão e à vossa i nt ui ção. Não passei s de cor r i da
por est e assunt o, por que pode vi r um t empo em que t al conheci ment o vos sej a de
i ncal cul ável ut i l i dade. Há moment os, na vi da, em que pensar com l uci dez pode ser
uma quest ão de vi da ou de mor t e. Pode acont ecer que em vós sej a exer ci da uma
pr essão poder osa par a vos obr i gar a f azer uma coi sa e
que não sai bai s que par t i do t omar . Tendes necessi dade de t oda l uci dez de
espí r i t o e a úni ca manei r a de poder des di spor del a é r ef ugi ar - vos na vossa
f or t al eza ment al , par a f i xar a vossa l i nha de pr ocedi ment o. Essa f or t al eza achá-
l a- ei s no cent r o da vossa r adi ação ment al .
Avul t ado númer o das vossas excedent es deci sões ser ão t omadas dest a manei r a,
r azão por que a t odo cust o devei s assi mi l ar t al f acul dade.
Os meus esf or ços par a vos ensi nar os mei os def ensi vos t êm- me f ei t o cai r em
cont í nuas di gr essões. Vamos, agor a, exami nar os mei os of ensi vos. Supor emos que
segui st es os consel hos dados par a est abel eci ment o de umcont at o ment al di r et o com
o vosso escol hi do, por mei o da Vol i ção t el epát i ca. Not ar ei s, l ogo ao vosso
pr i mei r o encont r o, que par ece que el e se i nt er essa mai s vi vament e por vós que por
ocasi ão dos encont r os pr ecedent es. Não quer o di zer que el e f ar á t udo o que
qui ser des ( ai nda não chegast es a esse pont o) , por ém que est ar á di spost o a f azer
concessões e que as coi sas se ar r anj ar ão mui t o mel hor do que o t er ei s ousado i ma-
gi nar . É cl ar o que uma r epet i ção do exer cí ci o de Vol i ção t el epát i ca f aci l i t ar á
ai nda mai s as coi sas. Mas se nemt udo cor r er à medi da dos vossos desej os, não de-
sani mei s, ant es per sever ai e o êxi t o vi r á no moment o emque menos o esper ar des.
Em t odas as pal est r as, devei s mant er - vos num est ado de al ma car act er i zado
pel a ausênci a compl et a de t odo r ecei o e por uma convi cção i nabal ável ; sobr et udo
não esqueçai s o poder da vi st a. Est e úl t i mo r est abel ece, mui t as vezes, a r el ação
ant er i or ment e est abel eci da com o auxí l i o da Vol i ção t el epát i ca e f az, não r ar o,
i ncl i nar a bal ança par a o vosso l ado.
As ci r cunst ânci as é que hão de det er mi nar o vosso pr ocedi ment o; o que devei s
é apr ender a apl i car de di f er ent es manei r as os mét odos aci ma i ndi cados. O exempl o
supr amenci onado não f oi dado senão par a mai or cl ar eza, mas os pr i ncí pi os em que
assent a são j ust os e podemser apl i cados comas var i ações necessár i as emt odos os
casos em que desej ar em i nf l uenci ar al guém nas vésper as de uma conver sa. O
pr i ncí pi o é sempr e o mesmo, emt odos os casos.
Quem segui r est as l i ções com at enção, nel as achar á mui t o do que o l ei t or
desat ent o em vão pr ocur ar á. Ser á capaz de l er ent r el i nhas. Se est i ver des em bom
cami nho, mui t as das coi sas t r at adas at é aqui se vos t or nar ão mai s cl ar as nos
capí t ul os segui nt es. De cada vez que consul t ar des uma l i ção, e a est udar des,
novas i déi as vos vi r ão. Pel o cont r ár i o, o l ei t or que passou super f i ci al ment e
pel as l i ções pr ecedent es, não encont r ar á nel as esses novos pont os de vi st a, nem
l hes pene- t r ar á o sent i do. Resul t ar á daí que não apr ovei t ar á das l i ções
esot ér i cas, por émque dever á cont ent ar - se coma si gni f i cação exot ér i ca. E nat ur al
que, em t al caso, as l i ções e expl i cações l he par eçam cl ar as como o f r asco da
t i nt a. E é j ust ament e o que eu quer i a. O homem acha o que pr ocur a. Um acha o
di amant e das ent r anhas da t er r a e o di amant e e a hul ha não dei xam de ser de
i dênt i ca mat ér i a. " Pedi e r eceber ei s" : - As f or ças da al ma, t ai s como t êm si do
t r at adas nos capí t ul os pr ecedent es, podem par ecer mar avi l hosas; mas a f or ça do
pensament o, ger al ment e conheci da pel o nome de " For ça at r at i va do pensament o" ,
excede- a mui t o em poder . Esf or çar - me- ei por dar - vos uma i déi a dest e mar avi l hoso
caso, no capí t ul o segui nt e.

CAPITULO XI


FORÇA ATRATIVA DO
PENSAMENTO
Teoria de Prentice Mulford - "Os pensamentos são coisas
"
- O pensamento não é simplesmente uma força dinâmica - Espírito
e matéria são idênticos - Milagres da Natureza - Experiência do professor Gray sobre as vibrações - Resultados
maravilhosos - Tese importante e interessante do Dr. Williams - O campo dos pensamentos é ilimitado - Natureza das
vibrações mentais - Ondas dos pensamentos nas cores sombrias e nas cores claras - Os vossos pensamentos conservam-
se em relação convosco e influenciam-vos - Radiação do pensamento - O que se parece, assemelha-se - Manifestação
maravilhosa de fenômenos psíquicos - Resultados de pensamentos de receio e inquietação - A convicção no pensamento
- Pagar na mesma moeda em que se recebeu - Êxito devido à precisão do pensamento - O ideal convertido em realidade
- O segredo da vitória dos homens que chegam aonde querem - O "Eu posso e quero" - Os vossos semelhantes sentem-
se atraídos para vós - Tudo será vosso se vos quiserdes dar ao trabalho de o querer enèrgicamente - Teoria de Helen
Wilman.

O gr ande aut or que t r at ou das f or ças da al ma, Pr ent i ce Mul f or d, r esumi u uma
boa par t e da sua f i l osof i a na t ese: " Os pensament os são coi sas" . Nest as poucas
pal avr as, expr i mi u el e uma ver dade cuj o poder é t al que, se a humani dade a
concebesse pl enament e, essa ver dade r evol uci onar i a o mundo. O pensament o não é
si mpl esment e uma f or ça di nâmi ca; é uma " coi sa" exi st ent e, exat ament e como as
out r as coi sas mat er i ai s. O pensament o não é senão uma f or ma mai s densa do
espí r i t o; os doi s pont os de vi st a são i gual ment e sust ent ávei s. A ment e não é
senão uma f or ma mai s r ami f i cada da mat ér i a. Não há senão uma mat ér i a na nat ur eza,
mas essa mat ér i a mani f est a- se sob mi l f or mas di f er ent es a par t i r das f or mas mai s
mat er i ai s ( assi m chamadas par a i ndi car as menos sut i s) , at é as mai s sut i s - o
espí r i t o.
Quando pensamos, ent r egamos ao espaço vi br ações de uma subst ânci a sut i l e
et ér ea, mas t ão r eal como os vapor es e o gás sut i l , os l í qui dos ou os cor pos
sól i dos. Não vemos o pensament o, est á cl ar o, como não vemos os gases. Não podemos
ver o pensament o, nemsent i - l o, como não podemos ver nemsent i r o ar . Mas podemos
per cebê- l o emnós - ver dade que pode ser at est ada por avul t ado númer o de pessoas,
ao passo que out r o t ant o não se pode di zer das vi br ações de um í mã gi gant e,
por que esse nenhuma i nf l uênci a exer ce em nós, apesar da sua capaci dade de at r ai r
umbl oco de f er r o commui t as cent enas de l i br as de peso.
As suas vi br ações podem at r avessar - nos de l ado a l ado e exer cer ação no
f er r o, sem que t enhamos consci ênci a dessa f or ça. A l uz e o cal or pr oj et am
vi br ações cuj a i nt ensi dade é mui t o menor que a das vi br ações do pensament o
humano, mas os pr i ncí pi os não são menos i dênt i cos. Par a demonst r ar a exi st ênci a
de uma subst ânci a mat er i al ou de uma ener gi a mat er i al , não é absol ut ament e
necessár i o que possamos r econhecer a sua exi st ênci a por um dos nossos ci nco
sent i dos.
Os anai s da ci ênci a f or necem numer osas pr ovas dest a ver dade. O emi nent e
El i sha Gr ay di z, a est e r espei t o, na sua obr a i nt i t ul ada Os Milagres da
Natureza:
" O f at o de exi st i r em ondas sonor as que o ouvi do humano não ouve e ondas
l umi nosas col or i das que a vi st a humana não vê, dá que pensar . A exi st ênci a do
espaço i menso, át ono e sombr i o, com40 000 e 400 000 000 000 000 de vi br ações por
segundo, e a exi st ênci a do i nf i ni t o commai s de 700 000 000 000 000 de vi br ações
por segundo na i nf i ni dade do uni ver so movent e, abr e cami nho à especul ação.
"

Mr . Wi l l i ams, na sua obr a i nt i t ul ada Capítulo Resumido da Ciência, di z:
" Não exi st e nenhuma gr aduação ent r e as ondul ações ou vi br ações mai s r ápi das,
que nos f aça per ceber a sensação de um som, e as vi br ações mai s l ent as, que nos
dêem a de um doce cal or . Uma gr ande l acuna separ a as duas, mui t o gr ande par a
abr açar um out r o mundo de movi ment o, mundo l i mi t ado pel o nosso mundo sonor o e
pel o nosso mundo l umi noso e t ér mi co. Não há nenhuma r azão par a cr er que a mat ér i a
sej a i mpo- t ent e par a f or necer est a ener gi a i nt er medi ár i a ou par a cr er que est a
ener gi a não possa desper t ar sensações, com a condi ção de que haj a ór gãos par a
r eceber essas i mpr essões e r epr esent á- l as por uma f or ma sensí vel .
"

Ci t o, est á cl ar o, est as aut or i dades, não por que vos quei r a pr ovar a
exi st ênci a das vi br ações ment ai s, mas par a vos f azer r ef l et i r . Tal t r abal ho est á
f or a do al cance dest e l i vr o; t or ná- l o- i a mui t o vol umoso. Não t enho mai s poi s que
t ocar no assunt o pel a r ama. A nat ur eza das vi br ações do pensament o que
pr oj et amos, depende do pr ópr i o pensament o. Se os pensament os t i vessem cor es ( há
pessoas que o af i r mam) , ver í amos os nossos pensament os de r ecei o e de i nqui et ação
r ast ej ando pel o sol o, como nuvens sombr i as e espessas; e os nossos pensament os
al egr es, f el i zes e esper ançosos, nossos pensament os
"
POSSO
"
e
"
QUERO
"
ser i am vi -
sí vei s, mi st ur ando- se a nuvens semel hant es e movendo- - sé r àpi dament e em massas
t r anspar ent es mui t o aci ma das emanações densas e nauseabundas, pr oveni ent es de
pensament os de r ecei o, i nqui et ações e de " Não posso" .
Qual quer que sej a a di st ânci a que as ondas dos vossos pensament os per cor r am,
conser var - se- ão sempr e, at é cer t o pont o, em cont at o convosco e exer cer ão a sua
i nf l uênci a, t ant o em vós como nos vossos semel hant es. Não é f áci l desf azer - se
al guém dest es " f i l hos da sua al ma
"
. Se j á pr oj et ast es maus pensament os, ser ei s
vós uma das suas ví t i mas e t udo quant o puder des f azer par a neut r al i zar a sua
i nf l uênci a ser á pr oj et ar novas ondas de pensament os f or t es e bons ou cr i ar uma
r adi ação ment al que f or t al eça o vosso " Êxi t o" .
A t endênci a que as ondas de pensament o t êm é um exempl o f r i sant e do vel ho
di t ado: " Os semel hant es se r eúnem" . É a essa t endênci a que se chama For ça
at r at i va do pensament o. A mani f est ação dessa f acul dade do pensament o é um dos
f enômenos mai s f r i sant es no domí ni o psí qui co.
Pensament os de r ecei o e de i nqui et ação at r ai r ão out r os da mesma espéci e e
conf undi r - se- ão com Est es. Donde se concl ui que não só ser ei s i nf l uenci ado pel o
pensament o da vossa al ma, mas t ambém pel os que f or am pr oduzi dos pel a al ma do
pr óxi mo, f or mando o t odo um f ar do pesadí ssi mo. E quant o mai s per si st i r des em t al
cami nho de pensament o, mai s pesado se t or nar á o f ar do.
Se, pel o cont r ár i o, al i ment ar des pensament os al egr es e f el i zes, el es
at r ai r ão pensament os si mi l ar es e sent i r - vos- ei s mai s f el i zes, mai s al egr es e mai s
cont ent es pel as suas i nf l uênci as combi nadas. I st o é r i gor osament e ver dadei r o, mas
não há necessi dade de acei t á- l o sem pr ova al guma. Se f i zer des a exper i ênci a,
acompanhai o pensament o de uma f é absol ut a no êxi t o e obt er ei s r esul t ados mai s
r ápi dos e mai s sat i sf at ór i os. Os pensament os de medo e de dúvi da pouca f or ça
exer cem, em compar ação com os pensament os expect ant es e chei os de conf i ança.
Suponhamos que os vossos pensament os t omem um car át er de " medo de exper i ment ar " ,
de desâni mo, de f al t a de conf i ança, de " sei de ant emão que nada obt er ei
"
. Que
suceder á ent ão? At r ai r ei s f or ças de sombr i os pensament os da mesma espéci e e
ver ei s que, com ef ei t o, " não poder ei s" , e que t oda gent e, de r est o, ser á dest a
opi ni ão. Mas t omai âni mo, al i ment ai pensament os ousados, f or mai o
"
Eu posso e
quer o" , e at r ai r ei s as ondas de pensament os si mi l ar es, congêner es dos vossos, e
Est es vos est i mul ar ão, vos dar ão f or ça e vos aj udar ão a at i ngi r o vosso f i m.
Se pr oj et ar des no espaço pensament os de ci úme e cobi ça, Est es vos vi r ão em
companhi a de pensament os semel hant es e por el es ser ei s af et ados at é o moment o em
que a i mpr essão se desvaneça. É assi m que ondas de ódi o vi r ão t er convosco,
f or t i f i cadas e mai s poder osas no decur so da sua vi agem. O ant i go adági o: " Paga- se
na moeda em que se r ecebeu" , cont ém uma ver dade mui t o mai s pr of unda do que a
mai or i a dos homens pensa.
Pensament os col ér i cos susci t am na out r a pessoa pensament os col ér i cos ( a não
ser que est a se t enha mant i do num est ado de al ma posi t i vo) , e el a r eenvi a as
ondas de pensament os r ecebi dos. Al ém di sso, out r os pensament os col ér i cos se
j unt am a Est es e aj udam o t r abal ho per ni ci oso. Tendes ouvi do di zer que " o homem
acha o que pr ocur a" . É nat ur al í ssi mo; nada el e pode, vi st o que o seu pensament o
at r ai o pensament o si mi l ar e vê um mundo que t em a cor dos vi dr os dos ócul os da
sua al ma.
Os bons pensament os at r aembons pensament os; os maus pensament os at r ai r ão os
maus. Se odi ai s al guéme di r i gi s par a el e pensament os de ódi o, em paga ver ei s um
mundo odi ável . No mundo do pensament o, r eceber ei s o que t i ver des dado - e com
usur a. Pr oj et ai pensament os benévol os, e pensament os benévol os vos ser ão
devol vi dos com j ur os e achar - vos- ei s em f ace de um mundo benévol o e auxi l i ador .
Enf i m, ganhar ei s. Ai nda que par t ai s de um pont o de vi st a egoí st a, é vant aj oso
f or mar des pensament os benévol os.
Se pr oceder des assi m, i nt i mament e, dur ant e um mês, por exempl o, dar ei s por
uma di f er ença enor me emt udo, mas pr i nci pal ment e emvós pr ópr i o; o vosso mundo de
pensament os de ont em apr esent ar - se- vos- á com a sua f or ma r eal , i st o é, medí ocr e,
bai xa e mi ser ável , e não vos i nspi r ar á senão desgost o e r epul são; não quer ei s
vol t ar a el e nem por t odas as r i quezas do mundo. Ant es do f i m do mês, t er ei s
consci ênci a de que as ondas ment ai s vos vol t am e sent i r ei s t oda a f or ça
socor r edor a del as e a vi da par ecer - vos- á compl et ament e di f er ent e. Exper i ment ai
semdemor a e ver ei s que não vos havei s de ar r epender .
Há duas cat egor i as de pensament os que são par t i cul ar ment e noci vas e a essas
há que f azer uma guer r a encar ni çada, sem t r éguas nem r epouso, at é que as ar -
r anquei s pel a r ai z. Ver ei s que, uma vez que t i ver des ext er mi nado essas duas, as
out r as desapar ecer ão, por assi m di zer , por si mesmas. Quer o di zer : o Medo e o
Ódi o. Est as duas er vas r ui ns são o pai e a mãe da mai or par t e das out r as. A
I nqui et ação é a f i l ha
mai s vel ha do Medo e par ece- se mui t o com el e. A I nvej a, a Mal edi cênci a e o
Fur or per t encem à cast a que r econhece o Ódi o por pai . Ext er mi nai os pai s e não
t er ei s que vos ocupar dos descendent es.
Apr of undai est e assunt o no capí t ul o em que t r at o do Desenvol vi ment o do
Car át er .
Vamos, agor a, t r at ar de out r o f enômeno da f or ça at r at i va do pensament o.
Peço a vossa at enção par a o f at o de que el a se mani f est a nos casos de êxi t o
como r esul t ado do pensa- ment o pr eci so. I st o par ecer - vos- á i ncr í vel , mas não é
r i gor osament e ver dadei r o que as pessoas que conseguem o que desej am o devem às
suas vi br ações ment ai s enér gi cas e concent r adas? A sua al ma t endi a na di r eção de
cer t o cami nho de pensament os; chamava em seu auxí l i o a sua vont ade - o
r econheci ment o do seu " Eu Sou" - par a se mant er nesse cami nho de pensa- ment o.
Per mi t i am essas pessoas que t al cami nho de pensament o mudasse o seu car át er e
di r i gi am- se, ent ão, eml i nha r et a, ao f i mpr opost o.
Out r as se havi am pr opost o o mesmo f i m, mas não t i ver am bom êxi t o por que
t i nham descur ado dar - se ao pensament o e t i nham si do demasi adament e i ndul gent es
par a consi go pr ópr i as, pel o que se r ef er e aos sent i ment os de i r r esol ução e
r ecei o, por que se t i nham t ambém dei xado desvi ar do r et o cami nho pel o seu i deal ,
pel a t ent ação ou l i sonj a.
O que é necessár i o par a pr ossegui r obst i nadament e um i deal ment al é, ant es
de t udo, um desej o ar dent e ( não um si mpl es desej o) ; em segui da, uma f é absol ut a
no vosso poder de at i ngi r um f i m ( não apenas uma opi ni ão hesi t ant e) , e enf i m, a
r esol ução i nabal ável de ganhar a causa ( não apenas um " Poder ei s mui t o bel ament e
exper i ment ar " , semner vo e semvi gor ) .
As qual i dades da al ma supr amenci onadas vos f ar ão i ndubi t àvel ment e t r i unf ar ,
se per sever ar des; mol dar ão o car át er , t or ná- l o- ão pr ópr i o par a o desempenho das
suas f unções, vi st o que o pensament o t oma f or ma em ações; ser ei s por el a dot ado
de f or ças poder osas par a i nf l uenci ar os vossos semel hant es e pr oduzi r ão ondas de
pensament o que at r ai r ão em vosso auxí l i o out r as ondas de pensament o. Se t endes
pensament os de
"
Não posso
"
, pr oj et ai s no espaço vi br ações que susci t ar ão nos
vossos semel hant es o sent i ment o de que comef ei t o não podei s; est as não vos ser ão
de nenhuma ut i l i dade, não t er ão necessi dade al guma de vós. O mundo não se sent e
at r aí do par a as pessoas
"
Eu não posso" . Est a f or ma de pensament os cr i a
ci r cunst ânci as que ant es r epel em do que at r aem. O i nst i nt o de conser vação de si
mesmo l evar á os homens a f ugi r dos i ndi ví duos comquemt r at am.
Cr i ai o pensament o " Posso e quer o" , e as ondas vi br at ór i as pr opagar - se- ão
al egr ement e car r egadas de mensagens ani mador as, o mundo achar - se- á f or t ement e
at r aí do par a vós e os vossos, t r i unf os hão de segui r - se uns aos out r os. Os homens
f or t es sent i r ão que ent r e vós e el es exi st e uma af i ni dade secr et a e t er ão gost o
em cooper ar convosco. Os i ndi ví duos f r acos sent i r ão a vossa f or ça; sent i r ão a
necessi dade de vosso auxí l i o e ser ão i nf l uenci ados por vós e por vós at r aí dos,
sem t er em consci ênci a di sso. Ei s um exempl o de f acul dade at r at i va do pensament o.
Exper i ment ai .
A f acul dade at r at i va do pensament o l eva mui t o mai s l onge o seu r ai o de
i nf l uênci a.
At r ai r á a vós pessoas que t êm pr eci são dos vossos ser vi ços ou do que vós
t endes par a of er ecer e assi mt i r ar ão par t i do do vosso pr ovei t o.
At r ai r á par a vós as pessoas que quer em auxi l i ar - - vos a t omar a pei t o os
vossos i nt er esses.
Nunca encont r ast es al guémpar a o qual vos sent i st es at r aí do, semo conhecer ?
E nunca aj udast es ni nguémemsemel hant es ci r cunst ânci as?
Cer t ament e, que i sso vos há de t er acont eci do. E por que? Por que gost ai s de
pr ot eger uns e sent i s r epugnânci a emf azer a mesma coi sa por out r os que não são,
de modo al gum, i nf er i or es aos pr i mei r os? Ei s, j ust ament e, a f or ça de vi br ação do
pensament o. E ei s t ambém a sua úni ca r azão. Poi s bem, a mesma f acul dade do
pensament o vos at r ai r á par a as out r as pessoas, cuj as vi br ações se har moni zem com
as vossas, e achar ei s, como por i nst i nt o, os i ndi ví duos que ser ão capazes de vos
pr est ar ser vi ços ou de vos auxi l i ar .
Di go- vos que consegui r ei s t udo quant o desej ar des, se qui ser des r econhecer
est a l ei .
É coi sa est a mui t o ext r aor di nár i a e mui t o di f í ci l de expl i car ( a não ser que
me embr enhe convosco na abr upt a senda da met af í si ca ) ; mas o vosso t r i unf o par ece
depender absol ut ament e do gr au de FE que t endes na f or ça. Uma f é hesi t ant e não
of er ecer á senão r esul t ados i mper f ei t os, ao passo que uma f é convi ct a, f i r me e
acompanhada da convi cção de que " t er ei s o que qui ser des" , f ar á mi l agr es.
Conser vai essa f é e acompanhai - a de um desej o ar dent e e t r i unf ar ei s. " Pedi , e
r eceber ei s; bat ei , e abr i r - se- vos- á" ; mas acompanhai o pedi do e a pancada de uma
f é i nabal ável e de conf i ança no êxi t o.
Hel en Wi l man di sse: " Aquel e que ousa r econhecer o seu " eu" pode esper ar
ser enament e, por que o dest i no r ápi do r eal i zar á cer t ament e os seus desej os.
»

Mas as pal avr as " esper ar ser enament e" r ef er em- se, sem dúvi da al guma, ao
est ado de al ma e expr i mem a esper ança ser ena e f i r me de uma "coi sa que cer t a-
ment e acont ecer á
"
.
I st o não quer di zer que o homemdeva sent ar - se de br aços cr uzados e " esper ar
ser enament e" que o " dest i no r ápi do
»
l he l ance os t r i unf os no r egaço. Ah! não.
Nunca f oi i nt enção de Hel en Wi l man di zer semel hant e coi sa - que esse não é o seu
car át er .
O homem dent r o do qual i mper a um desej o ar - dent e e cuj as i mpul sões do
pensament o são concent r adas, não se sent a par a esper ar como espect ador i ndi -
f er ent e às coi sas que vão passar - se; só com det r i ment o da f acul dade que l he
per mi t e pr ossegui r e per sever ar ser i ament e no seu i deal el e f ar i a i sso. O
pensament o mani f est a- se na ação; quant o mai s f or t e f or o pensament o, mai s
enér gi ca ser á a ação.
Pode acont ecer que desej ei s al guma coi sa da manei r a menos pr ópr i a par a
adqui r i - l a e de que est ej ai s convenci do que est á na vossa mão apossar - vos del a e,
cont udo, pr ossegui ndo no vosso i nt ent o o mel hor que podei s, est ai s em vi a de
consegui - l a.
Di r ei com Gar f i el d: " Não esper ei s que coi sa al guma venha at é vós; l evant ei -
vos e i de à pr ocur a del a. " E dur ant e t odo o t empo, esper ar ei s conf i adament e a
coisa, obedecendo à vossa ordem.
Com gr ande pesar meu, o l i mi t ado espaço não me per mi t e enumer ar - vos os
r esul t ados mar avi l hosos dest a manei r a de pensar e mal posso det er - me um i nst ant e
par a vos pedi r a at enção par a o f unci onament o da l ei . Mas depoi s de t udo, deve- se
t er apr endi do uma coi sa por exper i ênci a par a poder aper f ei çoar a ver dade. O
"
Exi t o" não pode semcompl et ament e sat i sf ei t o de
out r a manei r a. Esper o que quem l er est e capí t ul o se dar á à pr át i ca dest e
mét odo do Novo Pensament o.
A pr i ncí pi o t er ei s que me dar cr édi t o, sem t er pr ovas pal pávei s da ver dade
do que avent o, mas embr eve as vossas exper i ênci as pessoai s vos demonst r ar ão cl a-
r ament e est a ver dade e est ar ei s emcami nho de t r i unf ar .
TUDO É VOSSO, COM A CONDI ÇÃO DE QUE VÓS, MUI TO A SÉRI O, QUEI RAI S QUE O SEJ A.
Ref l et i ni st o. Tudo! Exper i ment ai . Exper i ment ai com ser i edade e obt er ei s. É uma
l ei poder osa que vos esper a.
A nossa l i ção segui nt e t r at ar á do desenvol vi ment o do car át er .
Achar ei s nel a a pr ova da ver dade que se expr essa na sent ença: " Di ze- me o que
pensas, e di r - t e- ei quemés.
CAPITULO XII


DESENVOLVIMENTO DO CARÁTER
PELO IMPÉRIO MENTAL
O homem pode desenvolver-se como muito bem lhe aprouver - A Regeneração não é uma quimera - Uma verdade evidente
- Desenvolvimento mais intensivo das faculdades possuídas num grau rudimentar - O novo Regenerador - A lei do
Império Mental - Novas sendas através da floresta - Regenerar-se a si próprio - Romper com os antigos hábitos
mentais e contrair novos - Os quatro métodos principais - Força de vontade - Sugestão hipnótica - Auto-sugestão -
Absorvei-vos nos pensamentos - Tratamento ideal - Curso completo da teoria dos quatro métodos, vantagens e
desvantagens de cada um deles - Comentário de cada uma delas - Como assimilar uma faculdade mental desejada -
Como absorver-vos no pensamento - Exercícios e direções práticas - Exercícios I a VI: Sois o senhor de vós próprio -
Fazei de vós o homem que quiserdes.

O l ei t or que t i ver segui do os capí t ul os pr ecedent es, semdúvi da f ar á, ao l er
cer t as af i r mações, o segui nt e coment ár i o: " Si m, t udo i st o é mui t o boni t o, e eu
pode- r i a mui t o bem obt er esses r esul t ados, se SÓ EU possuí sse as qual i dades de
al ma e de car át er necessár i as. "
Est a par ece ser a pedr a de t r opeço par a mui t os homens. Sabem exat ament e o
que é necessár i o par a
obt er em Êxi t o, mas por que não vêem os t r aços car act er í st i cos dos homens que
vão por di ant e, i magi namnão poder al cançar o f i m. É pr eci so di zer que est e pont o
de vi st a é absol ut ament e f al so? Comef ei t o, est a espéci e de pensament o de r ecei o,
est a f al t a de r econheci ment o do " Eu exi st o" é uma das mai s gr aves.
Pel a f or ça da sua vont ade, o homem pode mol dar e r emol dar o seu car át er e
desenvol ver - se como bem l he par ecer . O homem é absol ut ament e o que quer ser ; não
há dúvi da, pode " r ef azer - se" . Est a af i r mat i va par ecer á audaz, mas é menos
r i gor osament e cor r et a e os exempl os di sso abundam em t odas as ci dades. Cent enas
de pessoas podemdar t est emunho di st o e cent enas del as est ão embomcami nho de o
dar em. A Regener ação não é umsonho qui mér i co; é uma r eal i dade vi va.
Compr eender ei s o que i st o quer di zer , se vos compenet r ar des um i nst ant e da
ver dade de que " t odo ef ei t o t em uma causa" . Deve- se o bom r esul t ado nos negóci os
a cer t as f acul dades da al ma ( ou do espí r i t o) , do car át er ou do t emper ament o. Or a,
é só a pr i mei r a dest as t r ês que r eal ment e exi st e, poi s que as duas out r as não são
senão ef ei t os da pr i mei r a. Os que t êm as qual i dades supr amenci onadas obt er ão os
r esul t ados; os que não t êmessas qual i dades t er ão que passar semel es. E, desde o
moment o emque cl ar ament e r econheçai s que essas qual i dades est ão ao vosso al cance
e que as podei s assi mi l ar , desde esse moment o se vos pat ent ear ão as mar avi l hosas
possi bi l i dades. E na aqui si ção dessas qual i dades é que est á a sol ução do
pr obl ema.
Sabei s mui t o bem quai s são as qual i dades necessár i as: a Ener gi a, a Ambi ção,
a Deci são, a Cor agem, a Per sever ança, a Paci ênci a, a Pr udênci a; podi am- se
acr escent ar mai s. Todo e qual quer homem possui al gumas dest as qual i dades, ao
passo que f al t ama out r os; há os que possuemumas emal t o gr au, ao passo que não
possuem out r as senão em est ado r udi ment ar . Cada homem conhece i nst i nt i vament e o
seu l ado f r aco. Não o conf essar á t al vez aos seus ami gos, nemmesmo à sua mul her ,
mas i sso não i mpede que, no seu f or o í nt i mo, a umcant i nho, a ver dade se ocul t e.
Or a, se umdesej o l he per mi t i sse pr eencher a l acuna do seu car át er , não hesi t ar i a
ummoment o na escol ha a f azer ent r e t odas as qual i dades. Sema menor dúvi da. Mas
f al t a- l he a convi cção e a per sever ança necessár i as par a assi mi l ar as qual i dades
que l he f al t am. Não quer pagar o pr eço del as. Se, por ém, al gum sábi o emi nent e
desse publ i ci dade à descober t a de umpr odut o quí mi co ou de um" ser um" que t i vesse
a f acul dade de desenvol ver as qual i dades r et ar dadas ou def i nhadas da al ma, e que
essa descober t a t i vesse a f acul dade de f or t i f i car os l ados f r acos de t odos os
i ndi ví duos, - que mul t i dão af l ui r i a ao seu l abor at ór i o a pr ocur ar o r egener ador !
Mi l har es de pessoas t er i am necessi dade del e e cada qual saber i a mui t o bem a
qual i dade de " ser um" que l he er a pr eci sa, sem t er necessi dade de pedi r
di agnóst i co ou r ecei t a. Todo homem ser i a capaz de di agnost i car o seu caso e de
pedi r , por sua al t a r ecr eação, o
"
ser um
"
que os si nt omas t or nar i amnecessár i o. Um
t er i a necessi dade de um ext r at o concent r ado de ener gi a, um out r o da mar ca
"
Per sever ança" , um t er cei r o da poção que t em af i xado o r ót ul o do " Eu posso" .
Todos! Todos el es saber i am t udo, medi ant e a condi ção de possuí r em " ser um" ne-
cessár i o par a os t or nar capazes de desenvol ver o car át er e consegui r o que
desej assem, i st o é, de t r i unf ar , obt er êxi t o.
Mas não há nem haver á dr oga que t al ef ei t o pr oduza. Todavi a, os mesmos
r esul t ados podemser obt i dos, apl i cando a l ei do I mpér i o ment al .
Não posso dar - vos mai s do que uma i déi a sumár i a do f unci onament o dest a l ei
poder osa, mas se at ender des ao que vos di sser a pr opósi t o do assunt o, ent ão pode-
r ei s al cançar o espí r i t o del a e ser ei s capaz de t r abal har par a o vosso pr ópr i o
desenvol vi ment o.
Devo começar por vos r ecor dar que nós somos os cr i ador es dos nossos hábi t os,
t ant o pel o que r espei t a ao nosso cor po, como pel o que t oca à nossa ment al i dade.
Os t r aços do nosso car át er são, par a a i mensa mai or i a, o r esul t ado dos nossos
pensament os habi t uai s. As t endênci as her edi t ár i as podem f aci l i t ar - nos cont r ai r
cer t os hábi t os e t or nar - nos di f í ci l cont r ai r out r os ( r azão por que nos
desenvol vemos na di r eção emque a r esi st ênci a é mai s f r aca) , mas, emt odo caso, o
car át er é o r esul t ado dos cost umes cont r aí dos. Segui mos a senda da al ma mui t as
vezes per cor r i da e pr ef er i mos f azer i st o a t r açar novas sendas.
Ent r et ant o, t emos consci ênci a do f at o de que novas sendas ser i am mui t o
mel hor es e de que, uma vez t r açadas, t ambém ser i am cômodas. Todos nós sabemos
i st o. É uma hi st ór i a ant i ga. Or a, sendo assi m, por que é que nos não di spomos a
t r açar as novas sendas? É por que r ecuamos per ant e o esf or ço. Não t emos f or ça de
vont ade, det er mi nação e per sever ança. Reconheço que a t ar ef a não é f áci l , mas
enf i m, r ecomendo- vos que pensei s na r ecompensa.
Ouço- vos mur mur ar :
"
I st o é uma hi st ór i a vel ha!
"
Mas ai nda t enho al guma coi sa
menos ant i ga a di zer - vos. Quer o f azer - vos acompanhar por um pi onei r o que vos
poupar á mui t o t r abal ho. E gar ant o- vos que el e abr i r á o cami nho, desvi ando t r oncos
de ár vor es e cor t ando as r aí zes que o embar açam, numpequeno espaço de t empo que
o ant i go mét odo exi gi r i a.
O novo mét odo é mui t o si mpl es, mas mui t o ef i caz e per mi t i r - vos- á " r ef azer -
vos" , sem ser des obr i gados a sent i r os di l acer ament os que er am uma conseqüênci a
i nevi t ável do ant i go mét odo. Expl i car - vos- ei t ão suci nt ament e quant o possí vel .
J á vos expl i quei que o t r abal ho ment al se f az de duas manei r as e que
desempenha duas f unções: a Função at i va e a Função passi va.
A Função at i va pr oduz os pensament os vol i t i vos e or i gi nai s, enquant o a
Função passi va não f az senão o que l he manda a Função at i va ( ou as out r as
pessoas) .
A Função passi va é o associ ado acomodat í ci o com o qual vos pus em r el ação
numa das l i ções pr ecedent es. É sobr e essa par t e que os hi pnot i zador es exer cem a
sua i nf l uênci a, depoi s de t er emador meci do a Função At i va, o associ ado esper t o.
A Função passi va, apesar de i nf er i or í ssi ma como é, domi na- nos, a não ser que
sai bamos subj ugá- l a. E a f unção dos hábi t os, aquel a que segue a passo mi údo a
est r ada habi t ual e a qual t odos nós t emos a consci ênci a de que exi st e. É
f àci l ment e i nf l uenci ada, mas, não obst ant e, mui t o agar r ada aos seus hábi t os.
Cont ai - l he di f er ent es vezes al guma coi sa ( al guma coi sa que quei r ai s f azê- l a
acr edi t ar ) , e el a se enf r onhar á t ão depr essa no novo pont o de vi st a, como no
ant i go. Ei s o segr edo que per mi t e r omper com os vel hos hábi t os de pensa- ment o, a
ação, a di sposi ção, o car át er .
A sugest ão que é exer ci da sobr e a Função passi va pode t er a sua f ont e na
vossa pr ópr i a ment al i dade at i va ou na de um dos vossos semel hant es. É est a a
expl i cação de umhábi t o, quer el e sej a bomou mau.
Podem- se segui r vár i os mét odos par a r omper com os ant i gos hábi t os de
pensament o e subst i t uí - l os por hábi t os novos. Em pr i mei r o l ugar , pode- se obt er
est e
r esul t ado pel a r ápi da i nt er venção da vont ade, semnenhuma f or ça auxi l i ar ; em
segundo l ugar , pode- se r ecor r er à sugest ão hi pnót i ca exer ci da por umhi pnot i zador
hábi l e exper i ment ado; em t er cei r o l ugar , pode ser pel a aut o- sugest ão, que é uma
sugest ão exer ci da pel a Função at i va na Função passi va; em quar t o l ugar , pode- se
r ecor r er à absor ção do pensament o.
Romper com vel hos hábi t os por um súbi t o esf or ço de vont ade, sem f or ças
auxi l i ar es acessór i as, é coi sa di f í ci l , como mui t os, sem dúvi da, o saber ão,
por que t odos o t êm exper i ment ado. É um mét odo com auxí l i o do qual só os f or t es
t r i unf am, vi st o que os f r acos são venci dos e r enunci am à vi t ór i a, desani mados e
desesper ados. Os bons r esul t ados são obt i dos f or t i f i cando a vont ade, ou, mel hor
ai nda, f or t i f i cando a Função at i va com auxí l i o da vont ade, t or nando, por i sso,
est a f unção capaz de i nt er vi r e de ORDENAR si mpl esment e à Função passi va que
abandone o hábi t o de pensament o conser vado at é aí e cont r ai a out r o novo. É essa
uma ação magní f i ca, mas mui t o di f í ci l de execut ar . Podem- - se obt er os mesmos
r esul t ados de manei r a mui t o mai s si mpl es.
O hábi t o da Função passi va de ser mui t o mai s dóci l às or dens da Função
at i va, pode- se cont r ai r com auxí l i o do mét odo mai s f áci l de apl i car , mét odo de
que j á f al ei nest e capí t ul o.
O segundo mét odo é o de mudar hábi t os de pensament o comauxí l i o da sugest ão
hi pnót i ca. Em t ai s casos, o hi pnot i zador ser á um homem à al t ur a da t ar ef a,
conhecendo a f undo a sua pr of i ssão e absol ut ament e ao cor r ent e de t odos os
t r abal hos f ei t os sobr e mét odos que ser vem par a f azer per der os hábi t os de
pensament o não desej ávei s. Devo adver t i r - vos aqui que a escol ha do hi pnot i zador é
uma coi sa del i cadí ssi ma e que se deve saber a quemse conf i a, ant es de pr i nci pi ar
t al espéci e de t r at ament o. Não é si mpl esment e por causa da sua f acul dade de
exer cer sugest ões, que se deve f azer r ecai r a escol ha emal guém, pel a mesma r azão
por que se não f ar á t esour ei r o de umbanco umhomempel o si mpl es mot i vo de saber
cont abi l i dade e cont ar r àpi dament e o di nhei r o.
O t er cei r o mét odo, o que r ecor r e à aut o- sugest ão par a obt er o r esul t ado
desej ado, é mui t o r ecomendável , sobr et udo quando com el e se combi na o mét odo de
" absor ção nos pensament os" . Quando apl i cai s o mét odo da aut o- sugest ão não f azei s,
si mpl esment e, senão comuni car e r epet i r , sem cessar , à Função passi va o f at o de
que o novo hábi t o est á cont r aí do ( i gnor ai o ant i go! ) e a Função passi va, embor a a
pr i ncí pi o se most r e umt ant o r ebel de, acaba por acei t ar , numa ocasi ão qual quer , o
que vós di zei s. Cont r ai r á o novo hábi t o como um pensament o seu, pr ocedendo ni st o
exat ament e como mui t as pessoas emci r cunst ânci as anál ogas.
A aut o- sugest ão não é, na r eal i dade, mai s do que a hi pnose exer ci da pel a
Função at i va sobr e a Função passi va. E umcaso emque "t odo homemé o seu pr ópr i o
hi pnot i zador " .
O quar t o mét odo, o da " Absor ção no Pensament o" , consi st e em vos col ocar des
cont i nuament e num est ado de al ma absol ut ament e passi vo e em concent r ar o vosso
pensament o I NTENCI ONALMENTE na i déi a ou na acei t ação ment al do f at o da exi st ênci a
do novo hábi t o; - i magi nai que soi s vós pr ópr i o um homem na posse da qual i dade
desej ada. É pr eci so t r azer des convosco est e pensament o, sem cessar , e
'
t er des
sempr e a mesma i magem da vossa i magi nação di ant e dos ol hos; cada i nst ant e de
óci o, da noi t e ou do di a, deve ser ut i l i zado
em f azer t omar r aí zes na vossa al ma est a i déi a. Não é mai s que um t r abal ho
da Ment al i dade passi va, em que est a é aj udada pel a i magi nação. Par ece mui t o si m-
pl es, mas os r esul t ados que t êmsi do obt i dos dest a manei r a são pr odi gi osos.
De t odos os mét odos de desenvol vi ment o de car át er , est e é, sem dúvi da, o
mai s f áci l e t ambém um dos mai s enér gi cos. Num l apso de t empo r el at i vament e
cur t o, a i magem cr i ada pel a i magi nação t or na- se uma coi sa r eal e o pensament o é
segui do de per t o pel a ação.
Em meu ent ender , é a combi nação da aut o- sugest ão e da absor ção no
pensament o, que se poder i a chamar o t r at ament o i deal par a o desenvol vi ment o do
car át er . Apl i cado com per sever ança, est e t r at ament o dar á, num l apso de t empo,
r el at i vament e cur t o, r esul t ados assombr osos; desde o começo do t r at ament o
col her ei s os f r ut os del e.
Não devei s per cor r er est a par t e à pr essa, sob pr et ext o de que el a é t ão
si mpl es. É um segr edo que val e r i quezas e ao qual não quer er ei s r enunci ar , nem
por t odo o our o do mundo, uma vez que t enhai s t omado conheci ment o dos ser vi ços
que vos pr est ou. Agor a quer o dar - vos uma expl i cação suci nt a dos di f er ent es
mét odos aci ma menci onados.
Tomemos par a exempl o o hábi t o do pensament o de Recei o ( i nqui et ação) . É um
excel ent e exempl o de um mau hábi t o do pensament o, por que só el e, à sua par t e,
cont r i bui mai s que t odos os out r os j unt os par a t or nar al guém capaz de cumpr i r a
mi ser ável cast a de hábi t os de pensament os de que é or i gem. O homemque ext er mi nou
t odo pensament o de Recei o ( i nqui et ação) , deu um gr ande passo no cami nho da
Li ber dade. O pensament o de Recei o nunca aj udou, nem aj udar á ni nguém; ant es
dest r ói a car r ei r a de mi l har es de homens e mul her es, mat ando- l hes a ener gi a e
ar r ui nando- l hes
cor po. Todos nós t emos conheci do esse mal di t o pensament o e aquel es dent r e
nós que se l i vr ar am do seu poder , não quer er i am, sob condi ção al guma, cur var - se
de novo ao seu j ugo. Par a quem ext er mi nou t ão dani nha er va, a vi da apr esent a- se
sob umnovo aspect o; é out r o homem.
A mai or par t e das coi sas que t ememos nunca sucede e, pel o que r espei t a ao
pequeno númer o das que r eal ment e acont ecem, uma at i t ude ser ena e conf i ant e,
t or nada mai s f or t e pel a ausênci a dos pensament os de r ecei o, per mi t e- nos af r ont á-
l as semesf or ço. A ener gi a
a f or ça vi t al que mal bar at amos pel a nossa i nqui et ação, é mai s do que
suf i ci ent e par a nos t or nar capazes de r esi st i r às di f i cul dades REAI S. Conhecei s,
sem dúvi da, a hi st ór i a do vel ho, no seu l ei t o de mor t e, que deu ao f i l ho o
consel ho segui nt e: " J oão - di sse- l he el e - vi vi oi t ent a anos, t i ve mui t as
i nqui et ações e r ecei os pel o f ut ur o; poi s mui t o bem: a mai or i a dos meus r ecei os
não se r eal i zou" . O vel ho expr i mi a em al gumas pal avr as a exper i ênci a que t êm
t odos os homens e t odas as mul her es que at i ngemuma i dade avançada. A mor al dest a
hi st ór i a r essal t a aos ol hos.
Quer o, por um moment o, i magi nar que soi s a ví t i ma de pensament os de r ecei o
( e é mui t o pr ovável que est e sej a o caso) , e que vos pr opondes exper i ment ar os
quat r o mét odos, par a vos desf azer des desses pensa- ment os.
I magi nar ei s que exper i ment ai s t odos os quat r o, sucessi vament e.
Começar ei s, poi s, r ecor r endo ao poder da vont ade,
di r ei s a vós pr ópr i o: " NÃO QUERO TER MEDO" ,
"
Or deno ao Recei o que me dei xe".
É umr emédi o her ói co. Não ent r ar ei emmi núci as. J á sabei s t udo o que devei s saber
a r espei t o del e. Todos vós j á t endes exper i ment ado.
Em segui da, quer ei s exper i ment ar o ef ei t o da sugest ão hi pnót i ca; par a i sso
r ecor r ei s a umbomhi pnot i zador . Est e f ar - vos- á sent ar mui t o à vont ade e di r - vos-
á que devei s di st ender t odos os múscul os do cor po, acal mar os ner vos, abandonar -
vos a um est ado de al ma t ão sossegado quant o possí vel . Depoi s, cer t o da vossa
concent r ação, dar - vos- á f or t es sugest ões r ei t er adas, de qual i dades t ai s como:
ausênci a de t odo medo, cor agem, esper ança, conf i ança, et c. Um hi pnot i zador capaz
est udar á cada caso separ adament e e, por sugest ões escol hi das e apr opr i adas,
espal har á a sement e do novo hábi t o de pensament o que supl ant ar á o ant i go. Esse
mét odo de t r at ament o dá r esul t ados magní f i cos. O aut or da pr esent e obr a cur ou,
dest a manei r a, numer osas pessoas que sent i amt er necessi dade de umsocor r o que em
si pr ópr i as não achavam. Também r ecor r eu a esse mét odo de t r at ament o par a pôr em
bom cami nho de cur a ment al o enf er mo e par a l he i nspi r ar conf i ança em si e na
ef i cáci a do mét odo de desenvol vi ment o do car át er . Depoi s de al cançar est e
r esul t ado, ensi nava- l he a t eor i a e a pr át i ca da aut o- sugest ão e da absor ção no
pensament o, par a o dei xar concl ui r por si a cur a.
Quant o ao poder da aut o- sugest ão, exper i ment ar - l o- ei s, r epet i ndo
cont i nuament e as pal avr as: " Não t enho r ecei o" , " Tenho a cer t eza" , " Bani t odo
r ecei o" , " Não t emo nada" , et c.
Est as aut o- sugest ões devem ser f ei t as com ser i edade, exat ament e como se
qui séssei s sugest i onar um out r o i ndi ví duo e vos f osse pr eci so apl i car - vos a
vi vi f i cá- l as emvós.
Most r ai à vossa ment al i dade passi va que cr edes no que di zei s, e el a t er á
conf i ança nas vossas pal avr as, e, acei t ando- as, pr oceder á de acor do com el as. Se
começar des a pr át i ca com conf i ança e SERI EDADE, not ar ei s que f azei s pr ogr esso,
l ogo a pr i ncí pi o.
Mas devei s l embr ar - vos de conf i r mar a asser ção da ausênci a de t odo r ecei o,
cada vez que a vossa ment al i dade passi va vos suger i r umpensament o de i nqui et ação
e devei s sust ent ar esse esf or ço at é que o i nvasor t enha abandonado o campo. I st o
há de cust ar - vos umpouco, ao pr i ncí pi o, por que o pensament o de i nqui et ação cont a
ger al ment e com acol hi ment o f avor ável ; mas, qual out r o cão t i nhoso, depr essa ver á
que t endes um cacet e, bat endo em r et i r ada mal o vej a. Tendes sempr e pr esent e no
espí r i t o a i magemdo cacet e e do cão t i nhoso, e nunca mai s esse ani mal vol t ar á a
i ncomodar - vos.
Se apr ender des a despr ezar o pensament o da I nqui et ação como despr ezai s o cão
ar i sco e r esmungão não hesi t ar ei s em zur zi - l o a val er com vosso cacet e mental, a
não ser que el e f uj a, não vos dando t empo par a i sso. Depr essa el e se por á em
f uga, de r abo ent r e as per nas, e acabar á por se conser var a r espei t ável di st ânci a
do cacet e. E não esper ei s mai s que el e vos i ncomode; t omai o hábi t o de est ender a
mão par a o cacet e, l ogo que o l obr i gar des.
E agor a, est ai s pr epar ado par a exper i ment ar os ef ei t os da absor ção no
pensament o. Nest e caso, ponde- vos no est ado d' al ma passi vo e sucet í vel à suges-
t ão, em que est ávei s quando do t r at ament o do hi pnot i zador . Quant o mai s passi vo
vos mant i ver des, mai s os r esul t ados pr omet em ser br i l hant es. Por t ant o, di st endei
os múscul os e " l i ber t ai - vos" , a f i mde ser des per f ei t ament e passi vo, t ant o ment al
como f i si cament e. Fazendo i st o, di spensai s a Função at i va de sua t ar ef a e
dai s pl eno poder à Função passi va. Al i ment ai s, ent ão, o pensament o de " Não
t enho medo" e os out r os supr amenci onados, ent r et endo- os ser ena e f i r mement e. Na
vossa i magi nação, devei s ver - vos como est ando sem r ecei o e pr ocedendo conf or me a
est a qual i dade, como possui ndo cor agem mor al e f í si ca e como expul sando a
I nqui et ação como vosso cacet e ment al .
Lar gai r édeas à i magi nação, mant endo- a ent r et ant o, no cami nho ment al
desej ado. Aqui apr ender ei s a apr eci ar os exer cí ci os de concent r ação. Devei s
mant er o pensament o de cor agempr esent e ao espí r i t o e apl i car - vos a r epr esent ar o
vosso papel t ão nat ur al ment e quant o possí vel .
Sust ent o est a compar ação, que é r i gor osament e j ust a: devei s r epr esent ar
vosso papel como umat or que se encar r egou de umpapel numa peça de t eat r o.
Est e car át er , por assi m di zer , f i ngi do, t or nar - se- á, em br eve, mai s r eal e,
como t empo, assi mi l á- l o- ei s e f i car á sendo uma " coi sa exi st ent e" .
O exer cí ci o ser á causa de que est e papel venha a ser par a vós uma segunda
nat ur eza e, enf i m, ser á est a a vossa VERDADEI RA nat ur eza.
Como j á di sse at r ás é a combi nação da aut o- sugest ão e da absor ção no
pensament o que dá os mel hor es r esul t ados e é a essa combi nação que chamei o t r a-
t ament o i deal par a o desenvol vi ment o do car át er .
Ter mi nar ei est e capí t ul o i ndi cando- vos al guns exer cí ci os de concent r ação,
mas não esper ei s sabê- l o
s
a f undo par a começar com o di a a vossa l ut a cont r a o
pensament o de r ecei o. Começai essa l ut a i medi at a- ment e; cor t ai ai nda hoj e o r amo
que vos ser vi r á de cacet e e submet ei - o de pr ont o. Desembar açai - vos del e uma vez
por t odas e poder ei s cont i nuar o est udo dest e assunt o, sem ser i ncessant ement e
i mpor t unado pel as suas ar r emet i das.
O t r at ament o par a a cur a da f al t a de ener gi a e de per sever ança, et c. , é o
mesmo que j á vos i ndi quei par a a cur a do pensament o de r ecei o; as pal avr as das
aut o- - sugest ões e af i r mações var i am, est á cl ar o, comos casos.


COMO ABSORVER- VOS NO PENSAMENTO
- Escol hei um sí t i o sossegado e t r anqüi l o, t ão l onge quant o possí vel dos
r uí dos e do movi ment o da r ua. Se est as ci r cunst ânci as i deai s se vos não of er ecem,
cont ent ai - vos com apr oxi mar - vos del as o mai s possí vel . O f i m é af ast ar de vós
t oda i mpr essão que poder i a di st r ai r - vos e f i car des bema sós convosco.
- Est endei - vos num sof á, numa cama ou numa cadei r a est of ada, em posi ção
absol ut ament e cômoda. Dei xai di st ender t odos os múscul os, supr i mi t oda t ensão dos
pés à cabeça. Respi r ai pr of unda e l ent ament e, e r et ende o ar , por al guns
segundos, nos pul mões, ant es de o expi r ar ; cont i nuai a r espi r ar l ent ament e, at é
que umsent i ment o de bem- est ar se apoder e de vós.
- Concent r ai t oda a vossa at enção i nt er i or ment e em vós, excl ui ndo t oda
i mpr essão do ext er i or . Exer cí ci os de concent r ação vos t or nar ão capaz de f azer
i st o.
- Quando est i ver des no est ado desej ado de r epouso f í si co e ment al , f i xai o
vosso pensament o com sossego, f i r meza e per si st ênci a, nas pal avr as
"
sem r ecei o" ;
f azei de modo que a f or ma ext er i or dest a l ocução, por assi mdi zer , se i mpr i ma na
vossa al ma como um si net e na cer a. Abandonai - vos absol ut ament e ao pensament o
dest a l ocução e nos si nai s car act er í st i cos das pessoas que possuem essa
qual i dade, et c.
V. - For mai de vós pr ópr i o uma i magem ment al , em que vos r epr esent ei s como
possui ndo essa qual i dade; desenvol vei est e assunt o como umsonho; r epr esent ai - vos
como emvi a de f azer t oda cast a de coi sa emvi r t ude da posse da qual i dade; vêde-
vos possui ndo a qual i dade desej ada nas vossas r el ações comos vossos semel hant es,
homens ou mul her es. Numa pal avr a, per mi t i - vos sonhar agr adàvel ment e, mas bem
desper t o, o t ema bel o de t odos os vossos cui dados - a posse da qual i dade.
Lar gai r édeas à i magi nação, i mpedi ndo- a soment e de abandonar o t ema, e
escol hei as ci r cunst ânci as e per i péci as dos vossos sonhos, de modo a ser sempr e
aquel e que t r i unf e. Ter mi nai sempr e esses sonhos com uma f or t e i mpr essão do
"
Eu
exi st o
"
. I st o aument ar - vos- á a f or ça e a conf i ança. De f at o, val e mai s al t er nar
os pensament os r ef er ent es à qual i dade com a i déi a e o r econheci ment o do " Eu
exi st o" .
VI - Repet i Est es exer cí ci os t ão ami úde quant o possí vel . Got a dágua empedr a
dur a, t ant o bat e at é que f ur a. Os pensament os sem cessar r ei t er ados, t o- mam
r aí zes e cr escem r àpi dament e. É mui t o r ecomendável f azer Est es exer cí ci os ant es
de ador mecer , na cama, e t ambémdur ant e as noi t es de i nsôni a, se del a sof r ei s. Se
sent i s que i des ador mecer , não vos debat ai s cont r a a sonol ênci a, vi st o que a
i mpr essão comque est ai s ao ador mecer subsi st i r á no vosso sono e f ar á o que t ema
f azer enquant o dor mi s.
No exer cí ci o supr amenci onado, t omei como exempl o expl i cando- vos a absor ção
no pensament o, a l ocução
"
semr ecei o
"
e os seus pensament os acessór i os. Est á cl ar o
que é pr eci so escol her des sempr e a pal avr a ou a l ocução que i ndi que a qual i dade
que desej ai s assi mi l ar .
Por exempl o, se soi s pr egui çoso, escol hei a pal avr a " at i vo" ou ent ão
" ener gi a" . Lembr ai - vos de que, quando se quer f azer ent r ar l uz numa sal a, não se
espanca a escur i dão, mas abr em- se as j anel as. Não vos at or ment ei s por causa da
qual i dade que desej ai s per der , mas concent r ai a vossa at enção na qual i dade
cont r ár i a; a posi t i va desar mar á a negat i va. Não desani mei s se os r esul t ados se
não r evel am t ão depr essa como desej ai s. CERTAMENTE os obt er ei s. Tudo o que vos
f al t a são exer cí ci os SEM CESSAR REI TERADOS.
Como o si st ema muscul ar , a al ma pode ser desenvol vi da por exer cí ci os
i ncessant ement e r epet i dos.
Agor a i ndi quei - vos os mei os de vos desf azer des das vossas f al t as. Se vos não
apr ovei t ar des del es, é si mpl esment e por que NÃO QUEREI S. Se t endes o desej o
ar dent e di sso, f á- l o- ei s. Se esse desej o ar dent e vos f al t a, cont r a esse f at o nada
eu posso f azer por vós. Se pr ef er i s vender o vosso di r ei t o de pr i mogeni t ur a por
um si mpl es pr at o de l ent i l has, i st o é l á convosco. Soi s senhor de vós. Fazei o
que quiserdes.
CAPITULO XIII


A ARTE DA CONCENTRAÇÃO
Definição - Significação exotérica e esotérica - Uma faculdade inapreciável - O pensamento e a ação combinados - Con-
centração por um esforço da vontade - Como chegar "aonde se quer" - Vantagens da concentração - Maneiras com o
auxílio das quais se produz melhor trabalho - Obter o resultado completo do seu trabalho - Evitar o desânimo -
Trabalhai para a vossa própria salvação - Defendei-vos de ser um capacho humano - Entregai-vos ao trabalho - No céu
não há mandriice - O trabalho perdeu o seu aspecto feio - Remédio contra o mau humor - Remédio especial contra o
desânimo - A concentração não é uma fácil tarefa - Experiência muito simples - Vantagens da concentração - Basta de
esforços malbaratados e energias perdidas - Concentrar o pensamento num só ponto - Concentrar a atenção num só
ponto - Remédio preciso para o esgotamento do corpo e do espírito - Explicação - Condições necessárias à concentração

Fazemos, na conver sa, f r eqüent e uso da pal avr a " Concent r ação" . O seu
si gni f i cado var i a: ser vi mo- nos del a no sent i do de " r euni r " , de " di mi nui ção de
vol ume acompanhada de aument o de ener gi a" e no de " aj unt ar " . Na pr esent e hor a,
empr egá- l a- emos sobr et udo no sent i do de r euni r num pont o, num sí t i o, de uma dada
manei r a anál oga àquel a com que a l ent e concent r a os r ai os sol ar es. Tr azei sempr e
na i déi a a anál i se ment al segui nt e da pal avr a " Concent r ar - r euni r numcent r o" .
A pal avr a concent r ação, empr egada na l i nguagem das ci ênci as psí qui cas, t em
duas acepções: uma exot ér i ca ou or di nár i a, a out r a esot ér i ca ou ocul t a. A acepção
or di nár i a supõe a concent r ação do espí r i t o sobr e um pensament o ou uma ação
especi al , excl ui ndo t odos os pensament os e i mpr essões do ext er i or . A acepção
esot ér i ca, pel o cont r ár i o, supõe a " concent r ação do espí r i t o ou da al ma" sobr e o
Ego, sobr e o " Eu exi st o" , excl ui ndo t odos os pensament os do cor po e do " Eu" mai s
gr ossei r o, e di r i gi ndo t oda a sua i nt ensi dade par a as r egi ões mai s el evadas da
al ma. A concent r ação pr i mei r ament e def i ni da é uma f acul dade mui t o út i l ao homem
na vi da de cada di a; na segunda acepção, a concent r ação é uma f acul dade
i napr eci ável par a aquel es que quer em apr ender a conhecer mel hor o seu VERDADEIRO
" eu" e que aspi r am a conhecer al guns dos segr edos do SILÊNCIO. Conf or mement e aos
i nt ui t os da pr esent e obr a, t r at ei aqui excl usi vament e do l ado pr át i co da
concent r ação. Não dei est as expl i cações senão par a o l ei t or que se sent i r at r aí do
par a o l ado esot ér i co; esse saber á como conduzi r - se par a apr of undar o assunt o.
A ar t e de poder concent r ar t oda a sua at enção e t odas as suas f or ças ment ai s
num pensament o ou t r abal ho, é uma f acul dade das mai s pr eci osas par a o homem.
Todos nós conhecemos as i napr eci ávei s vant agens que of er ece o mét odo de
t r abal har , quando se est á " de al ma e cor ação" ao t r abal ho, e a r egr a de our o:
" Fazei uma coi sa cada vez, mas bem f ei t a" . Todos nós conhecemos o pi nt or que
at r i buí a o al t o val or da sua obr a à ci r cunst ânci a de que " punha a sua i déi a nas
suas cor es" e o mi nei r o que " punha a sua al ma na pi car et a" .
Sabemos que a mai s si mpl es obr a é mui t o mel hor execut ada se nos damos ao
t r abal ho de combi nar o pensament o concent r ado como esf or ço.
Os t r abal hador es di f er em t odos uns dos out r os num pont o capi t al , na
qual i dade de pensament o concent r ado com que acompanham o seu t r abal ho. O homem a
quemo t r abal ho i nt er essa e que nel e acha umpr azer i nt el ect ual , f or necer á mel hor
t r abal ho e ser á mai s f el i z do que quem t r abal ha
"
pel as or el has
"
. O homem que t em
cont i nuament e o ol har pr egado no r el ógi o ou que mant éma enxada no ar à esper a do
si nal do mei o- di a, não é super i or a uma máqui na e nunca chegar á aonde desej a, a
não ser que mude de pensar e de pr oceder . Pr ocur am- se sempr e pessoas que possam
"
pensar com as mãos" e sai bam do seu of í ci o. São r ar os e mui t o pr ocur ados esses
oper ár i os. Quando saber ão os r apazes do nosso t empo apr eci ar esse f at o?
- Mas - per gunt ar - me- ei s vós - que r el ação exi st e ent r e a ar t e da
concent r ação e t udo quant o acabai s de di zer ?
Est a: - o i nt er esse que o t r abal ho i nspi r a ao homem e o gr au com que est e
f az compar t i l har nel a o seu i nt el ect o, são r esul t ados di r et os do exer cí ci o da
concent r ação pel a f or ça da Vont ade. O homem que apl i ca a concent r ação nas
ci r cunst ânci as da vi da de t odos os di as, excl ui t odas as i mpr essões que podem
di st r aí - l o e consagr a a mel hor par t e da sua f or ça- pensament o ao seu t r abal ho;
esse t r abal ho ser á mel hor , qual quer que sej a a ocupação do i ndi ví duo, quer el e
sej a j or nal ei r o, ar qui t et o, empr egado de escr i t ór i o, vi aj ant e, poet a, pi nt or ou
banquei r o. Todo homem que " t r i unf ou" , apl i cou a ar t e da concent r ação. Tal vez sem
dar por i sso, mas, enf i m, apl i cou- a. E mai s do que i sso: - TODO HOMEM QUE
DESENVOLVER A SUA FACULDADE DE CONCENTRAÇÃO, TRIUNFARA. Exper i ment ai e convencer -
vos- ei s.
Podei s vós mesmo f azer a exper i ênci a e t r i unf ar ei s, semnenhuma dúvi da e sem
o meu socor r o. Se concent r ar des a vossa f or ça- pensament o num obj et o e se vos
mant i ver des nesse est ado de espí r i t o, pr oduzi r ei s o mel hor t r abal ho, i ndependent e
de vós mesmo; e se pr oduzi r des o mel hor t r abal ho, a r ecompensa ser á pr opor ci onada
ao vosso t r abal ho. A úni ca condi ção que se dá é que t endes conser vado o bomsenso
de que a nat ur eza vos dot ou ao nascer e que não per mi t i st es que a i déi a de que
soi s um ver me de t er r a e um capacho humano t enha cr i ado r aí zes em vós. Se
pr oduzi r des o MELHOR t r abal ho, achar ei s uma saí da par a el e; se o vosso pat r ão vos
não dá o devi do apr eço, out r os haver á que não hesi t ar ão em dar - vo- l o. Ni nguém é
t ão l ouco que pague um t r abal ho que se não f ez. Oh, não! O homem não f oi assi m
f ei t o, e se o f osse, nunca " t r i unf ar i a" . Mas, não há dúvi da, não per mi t i r á que
abandonei s o seu ser vi ço pel o do seu concor r ent e, se f azei s o MELHOR t r abal ho, e
não o f ar ei s senão pondo mãos à obr a e concent r ando bemas vossas f or ças ment ai s.
Se desani mast es pel a adver si dade apar ent e na vossa vocação, apr endei agor a a
concent r ar - vos e vol t ai ao t r abal ho. Umedecei as mãos, agar r ai na cor da um pouco
mai s aci ma e puxai com t oda f or ça. Se puxar des f or t e, - cer t ament e haver á al guma
coi sa par a vós na out r a ext r emi dade da cor da. Não per cai s t empo a quei xar - vos da
" opr essão do capi t al " e de out r as coi sas dest e gêner o. Se soi s um homem de
concent r ação, o capi t al se apr essar á a apr ovei t ar - se dos vossos ser vi ços ou
compr ar - vos mer cador i as. Tendes compr eendi do? Cer t ament e que si m.
Poi s ent ão dei xai - vos de quebr ar a cabeça a pr opósi t o de t odas as
ci r cunst ânci as secundár i as e met ei
mãos à obr a com sol i ci t ude. Met ei mãos à obr a e t r açai - vos um cami nho. Se
r ecusar des acei t ar os mei os que se vos of er ecem de mel hor ar a vossa posi ção, f i -
car ei s sendo t oda a vi da um capacho humano. E convosco. Quando um homem f or
demasi ado pr egui çoso par a que o sal vem, abandonai - o à sua sor t e. É si mpl esment e
j ust a. Há, ent r e nós, i ndi ví duos que t êm necessi dade de al guém ao pé de si ,
ar mado de umbomcacet e, coma mi ssão de l hes dar pancada t oda vez que el es andem
como basbaques ou r eci t ando di scur sos sent i ment al i st as. Que se dei xemde cant i gas
esses t ai s e que cui dem da sua vi da. Há pessoas que mal bar at am o seu t empo a
f ant asi ar t ol i ces, out r as vezes a " engr axar
"
por i nt er essei r a i ndúst r i a. Essas
podem est ar cer t as de que per dem o seu t empo. A nat ur eza i nt ei r a t r abal ha; o
pr ópr i o Deus t odos os di as t r abal ha; e cr ei o bem que, quando chegar des às pl agas
cel est es, a pr i mei r a coi sa que vos dar á nas vi st as ser á est e avi so: " E pr oi bi do
mandr i ar ! " Por t ant o, al er t a! Tr abal hai par a vos l i vr ar des das gar r as da pobr eza e
da desgr aça. E SEM DEMORA! O homemque conhece a ar t e de concent r ar - se possui um
mei o ef i caz cont r a o mau humor . Como? De um modo mui t o si mpl es: excl ui ndo as
i déi as desagr adávei s e concent r ando o pensament o numassunt o al egr e. E não di gai s
que não podei s. Podei s, se apr ender des o pr ocesso. Mi l har es de pessoas t êm
exper i ment ado que est e é um mei o ef i caz cont r a os acessos de mau humor , de
desâni mo, de i nqui et ação, de r ecei o, et c. Exper i ment ai e ver ei s que a vi da vos
par ecer á compl et ament e di f er ent e. Exper i ment ai e achar - vos- ei s t ão bem que nem
com um pr í nci pe quer er ei s t r ocar vossa sor t e. Exper i ment ai e sent i r - vos- ei s
r enascer , dando gr aças a Deus por vos t er dado a vi da, em vez de mal di zer des o
di a em que nascest es. 0 vosso t r abal ho cor r er á mel hor ; sent i r - vos- ei s mel hor .
ANDAREIS MELHOR. Não val e a pena exper i ment ar ?
Tal vez i magi nei s possui r at é cer t o pont o a f acul dade da concent r ação. Quem
sabe?
Exper i ment emos; t omai um l ápi s e f azei por apar á- l o i r r epr eensi vel ment e.
Fazei , agor a, por concent r ar t oda a vossa at enção nesse t r abal ho, bani ndo
qual quer out r o pensament o; ponde t oda a vossa ener gi a e t odo o vosso pensament o
ao ser vi ço que vos i mpusest es. Nesse i nst ant e, não vi vei s senão par a f azer uma
pont a no l ápi s. Mui t o bem; e que t al vai a obr a? Com mui t a di f i cul dade, não é
assi m? Poi s é exat ament e o que eu pensava. Devei s f azer o exer cí ci o, ami go.
Abr i est e l i vr o na pági na dos exer cí ci os e mar cai - os at é que possai s
execut á- l os t odos, sem desvi ar del es o pensament o. Cada qual pode concent r á- l o
num pont o agr adável ; mas dai a quem quer que sej a um t r abal ho enf adonho e
monót ono e ver ei s que os seus pensament os se t r ansvi ar ão, apesar da sua vont ade
em cont r ár i o, a não ser que t enha apr endi do a concent r á- l os. É a pr ova; a
habi l i dade de concent r ar a at enção num t r abal ho enf adonho, monót ono, sem nenhuma
at r ação.
Quando t i ver des venci do essa di f i cul dade, podei s di zer que r egul ast es a
vossa cont a como esf or ço mal bar at ado e o t r abal ho per di do. A concent r ação per mi -
t e- vos f ocal i zar a vossa at enção, o vosso pensament o e a vossa ener gi a par a uma
dada coi sa, obt endo dest a manei r a br i l hant es r esul t ados.
Os r ai os do sol , concent r ados numa l ent e, desenvol vem um cal or mui t o mai or
do que os r ai os di r et os dessa mesma f ont e de cal or e de l uz. É o caso da at enção.
Desbar at ai - a e obt er ei s r esul t ados que não t êm
nada de admi r ável ; concent r ai - a numobj et o qual quer e obt er ei s umquantum de
ener gi a ext r aor di nár i a. O homemque t ema f el i ci dade da Concent r ação di r i ge a sua
at enção e a sua f or ça- pensament o par a um só e úni co obj et o, r esul t ando di sso,
i ndubi t àvel ment e, que t oda ação, quer sej a vol unt ár i a ou i nvol unt ár i a, é di r i gi da
par a esse obj et o e at i nge- o di r et ament e.
J á di sse, num capí t ul o pr ecedent e, que o homem pode obt er t udo o que quer ,
cont ant o que o DESEJ E ar dent ement e. Se concent r ar as ener gi as que est ão em si
numa coi sa, excl ui ndo t odo out r o pensament o, essa f or ça concent r ada e condensada
deve t r azer - l he o êxi t o.
A mor al do que pr ecede r esume- se em al gumas pal avr as: " Façai s o que
f i zer des, f azei - o com t odas as vossas f or ças" . " Fazei uma só coi sa cada vez, mas
bemf ei t a
"
.
A f i m de obt er os mel hor es r esul t ados das f or ças- pensament os, t ai s como
aci ma as t r at ei , devei s desenvol ver a f acul dade da concent r ação. Concent r ando o
pensament o, aument ai s o seu poder . Um segundo de r ef l exão vos convencer á dessa
ver dade. Os exer cí ci os i ndi cados nos capí t ul os pr ecedent es devemser acompanhados
dos exer cí ci os de concent r ação. Esses exer cí ci os são mai s ou menos enf adonhos e
monót onos, mas devei s per sever ar at é que não t enhai s nenhumcust o emexecut á- l os.
O vosso t r abal ho e os vossos esf or ços ser ão l ar gament e r ecompensados pel o
desenvol vi ment o, que desde o pr i ncí pi o havei s de not ar .
Ant es de vos i ndi car os exer cí ci os, qui ser a ai nda at r ai r a vossa at enção
par a uma vant agem da concent r ação, i st o é, sobr e o al t o val or da concent r ação
como mei o de r epouso das f or ças psí qui cas e f í si cas.
Mesmo que est a f osse a úni ca vant agem que a concent r ação of er ece, val er i a
bem a pena adqui r i - l a. Suponhamos que est ai s compl et ament e esgot ado por al gum
esf or ço ment al ou f í si co e que vos vedes obr i gado a descansar . Se vos dei t ar des,
o pensament o que vos ocupou vi r á t omar - vos o sono, se houver sono, e t or nar t odo
o r epouso i mpossí vel .
Segundo a t eor i a ger al ment e acei t a, cada pensa- ment o exi ge um esf or ço e põe
em at i vi dade um cer t o númer o de cél ul as do cér ebr o, ao passo que, dur ant e esse
esf or ço, as out r as cél ul as est ão em r epouso. Post o i st o, f àci l ment e
compr eender ei s que, quando um gr upo de cél ul as do cér ebr o f oi esgot ado por um
esf or ço e umt r abal ho excessi vo, a úni ca manei r a por que se pode conceder - l he um
r epouso absol ut o é concent r ar o pensament o num pont o compl et ament e di f er ent e,
pr i vando, assi m, de t odo t r abal ho às cél ul as que acabai s de esgot ar e que ai nda
vi br am, por causa da exci t ação pr oduzi da pel a ener gi a da f or ça mot or a.
Concent r ando sobr e o NOVO pensament o, as vel has cél ul as são di spensadas de t odo
t r abal ho e gozam o bem mer eci do r epouso. Essas cél ul as est ão a pedi r t r abal ho e
pr ocur ar ão vol t ar à sua t ar ef a cont r a vossa vont ade; mas se emvós desenvol vest es
a f or ça de concent r ação necessár i a, ser - vos- á f áci l chamá- l as à or dem.
Semdúvi da vos t er á acont eci do, al guma vez, que o vosso cér ebr o se f at i gasse
pel o t r abal ho ár duo de um di a de negóci o. Se, em t al caso, t i ver des aber t o uma
car t a i nt er essant e, sem dúvi da havei s not ado um f at o cur i oso. Sendo a l ei t ur a
mui t o cat i vant e, as cél ul as que t i nham f unci onado de di a suspender am o seu
t r abal ho dur ant e al gum t empo e, depoi s de t er mi nar des a l ei t ur a, sent i st es- vos
i nt ei r ament e r epousado, apesar do consi der ável esf or ço ment al exi gi do pel a
l ei t ur a da nova. Ei s a t eor i a; ponde- a em pr át i ca e não t er ei s que vos abat er
pel a f adi ga ment al . Ser ei s capaz de,
por assi m di zer , r evest i r os vossos pensament os como quem r evest e um
sobr et udo e de os l ar gar t ambémf àci l ment e, quando mui t o bemvos apr ouver .
Agor a quer o i ndi car - vos al guns exer cí ci os, t endo por f i mdesenvol ver a vossa
f or ça de concent r ação. Ant es de dei xar est a par t e do meu assunt o, quer o r ecor dar ,
uma vez mai s, que o pr i ncí pi o que ser ve de base à concent r ação se r esume nas
pal avr as segui nt es: - di r i gi r o f oco da at enção par a um só e úni co pensament o ou
ação. Todo exer cí ci o que desenvol va a f acul dade da excl usão vol unt ár i a dos
pensament os acessór i os t em um val or i nt r í nseco mui t o i mpor t ant e; os exer cí ci os
dados no capí t ul o segui nt e t êm essenci al - ment e por f i m suger i r - vos out r os
exer cí ci os.
CAPITULO XIV
A PRATICA DA CONCENTRAÇÃO
Exercícios de concentração - A exclusão de impressões estranhas ao assunto - Vencer a desatenção - Desenvolvimento da
força de vontade - Como obter a sujeição das funções musculares à vontade - Não é uma fácil tarefa - Mantende--vos em
imobilidade - Exercícios - Fixar os músculos - Exercícios - Cultivar a igualdade do humor e o bem-estar psíquico e físico
- Exemplo - Desfazer-se de ruins contrações fisionômicas - Atenção dominada pela vontade - Exercícios para atingir este
fim Atenção concentrada em objetos exteriores - Explicação geral - Exercícios diversos.

A. - A condi ção pr i nci pal par a adqui r i r a f acul dade da concent r ação é a
f acul dade de excl ui r t odo pensament o, t odo r uí do e t oda per cepção vi sual est r a-
nhos ao assunt o; é t er domi nação sobr e o cor po e o espí r i t o e est e, por sua vez,
à vont ade. A vont ade é, em si mesma, assaz f or t e, mas é a al ma que t em neces-
si dade de ser f or t i f i cada; e est e r esul t ado obt ém- se col ocando- se sob a
i nf l uenci a di r et a da vont ade. A al ma f or t i f i cada pel a vont ade t or na- se um
poder oso apar el ho de per cepção, que pr oj et ar á com mui t o mai s f or ça as vi br ações
do pensament o do que sem essa i nf l uênci a da vont ade; e as pr ópr i as vi br ações
t er ão mui t o mai s poder , of er ecendo r esul t ados mui t o mai s i mpor t ant es.
Nest es exer cí ci os, quer o l evar o cor po à obedi ênci a absol ut a, às or dens que
são dadas pel a al ma ou pel o espí r i t o. O pr i mei r o exer cí ci o que se deve execut ar
sem desgost o, ant es de passar aos segui nt es, consi st e em conqui st ar a domi nação
sobr e os movi ment os muscul ar es. I st o par ecer á, à pr i mei r a vi st a, mui t o si mpl es,
mas al gumas exper i ênci as em br eve vos convencer ão do cont r ár i o e do f at o de que
ai nda vos f al t a apr ender mui t o.
A
l
. - Mant ende- vos em i mobi l i dade. I sso est á l onge de ser f áci l . Abst er - se
de t odo movi ment o muscul ar i nvol unt ár i o por á a vossa f acul dade de concent r ação em
r ude pr ova; por ém, à f or ça de exer cí ci o, depr essa chegar ei s a mant er - vos i móvel ,
sem um movi ment o muscul ar , dur ant e um quar t o de hor a ou at é mai s. O mel hor que
podei s f azer é segui r o pl ano de desenvol vi ment o segui nt e:
Acomodai - vos numa cadei r a de br aços, mui t o cômoda; ponde- vos à vont ade e
" di st endei - vos" i nt ei r ament e. Fazei por vos mant er des nest a posi ção, abso-
l ut ament e cômoda, dur ant e ci nco mi nut os. Repet i o exer cí ci o at é que o execut ei s
sem cust o. Depoi s, pr ol ongai o t empo al ém dos ci nco mi nut os. Quando j á não
t i ver des di f i cul dades em vos conser var i móvel dur ant e dez mi nut os, passai a
qui nze; é quase o t empo exi gi do. Não devei s f at i gar - vos execut ando est es
exer cí ci os; não os pr at i quei s mui t o t empo segui do, mas quant as vezes vos f or
possí vel .
Não per cai s de i déi a que devei s evi t ar t oda at i t ude i ncômoda e t oda
cont or são; não devei s t er nenhuma t ensão muscul ar ; devei s est ar absol ut ament e
" f r ouxo" . Est e est ado de " f r ouxi dão" ser á de gr ande i mpor t ânci a par a r epousar des
depoi s de um esf or ço f í si co consi der ável . É uma " cur a de r epouso" i deal , que se
pode f azer est endi do, na cama ou numsof á.
A
2
. - Tomai assent o numa cadei r a, endi r ei t ai o t r onco, er guei a cabeça e o
quei xo par a a f r ent e e os ombr os par a t r ás. Levant ai o br aço di r ei t o à al t ur a do
ombr o e no pr ol ongament o dest e. Vol t ai a cabeça f i xai o ol har na vossa mão, t endo
o br aço i móvel dur ant e ummi nut o. Repet i o exer cí ci o como br aço esquer do. Quando
puder des execut ar est e exer cí ci o e que o br aço se mant enha em i mobi l i dade
per f ei t a, ent ão pr ol ongai o t empo at é doi s mi nut os, em segui da at é t r ês, e assi m
por di ant e, at é. ci nco. A pal ma da mão deve est ar vol t ada par a bai xo, vi st o que
est a é a posi ção mai s f áci l de sust ent ar . Tendo os ol hos f i xos na ext r emi dade dos
dedos, podei s ver se, comef ei t o, t endes o br aço i móvel .
A
3
. - Enchei de água umcopo dos de vi nho, aper t ai o copo ent r e os dedos da
mão di r ei t a e est endei par a a f r ent e o br aço di r ei t o. Fi xai o ol har no copo
f azei por mant er o br aço numa i mobi l i dade t ão per f ei t a que a super f í ci e da
água se conser ve per f ei t ament e qui et a. Começai por pr at i car um mi nut o, e i de
aument ando, sucessi vament e, at é ci nco mi nut os. Exer ci t ai al t er nadament e o br aço
di r ei t o e o br aço esquer do.
A
4
. - Devei s evi t ar , nos at os de cada di a, de t omar uma posi ção hi r t a ou
cont or ci da, quando podei s est ar à vont ade. Apl i cai - vos a adqui r i r uma at i t ude uma
manei r a de vos apr esent ar ant es conf i ant e do que sobr e exci t ado e ner voso. Os
exer cí ci os psí qui cos aj udar - vos- ão a adqui r i r os gest os e at i t udes desej ávei s.
Não devei s, t ambém, t ocar com os dedos nas mesas vi dr aças. Esses at os são out r os
t ant os si nai s de f al t a de i mpér i o ment al . Não bat ai s const ant ement e no assoal ho
comos sal t os das bot as, nemt ampouco dei s à per na enquant o f al ai s. Se est i ver des
numa cadei r a de bal anço, não vos bal ancei s i ncessant ement e, como quem põe em
movi ment o uma máqui na a t ant os cent avos por hor a. Nada de r oer as unhas, nem
mor der as par edes i nt er i or es das f aces, nem vol t ar a l í ngua quando est i ver des
l endo, escr evendo ou t r abal hando. Nada, t ambém, de pi scar os ol hos ou t r emel i car
as pál pebr as. Combat ei t odo o cost ume de movi ment os r ápi dos ou sacudi dos que
possam t or nar - se uma segunda nat ur eza. I sso ser - vos- á f áci l
"
se o t i ver des em
pensa- ment o
"
e pr at i car des a concent r ação. Habi t uai - vos a supor t ar comi gual dade
de humor e comser eni dade os r uí dos, t ai s como a queda de uml i vr o ou de umout r o
obj et o, ou o bat er de por t as, que, emout r o t empo, vos causar i a sobr essal t o. Numa
pal avr a: domi nai - vos. Os exer cí ci os aci ma i ndi cados ser ão poder osos auxi l i ar es
par a al cançar des os vossos f i ns.
B. - Os exer cí ci os supr amenci onados vos f or amdados par a desenvol ver emvós
a ar t e da domi nação dos movi ment os muscul ar es involuntários, submet endo, assi m, o
vosso cor po pel as vossas f unções vol unt ár i as. Os exer cí ci os segui nt es ser vi r ão
par a vos t omar capaz de suj ei t ar os vossos movi ment os muscul ar es vol unt ár i os à
domi nação direta da vont ade; ou, por out r as pal avr as, Est es exer cí ci os desenvol vem
as f acul dades ment ai s, de manei r a a t or ná- l as capazes de pr oduzi r movi ment os
muscul ar es vol unt ár i os.
B
1
.

-

Sent ai - vos a uma mesa e f echai as mãos com os pol egar es dobr ados
debai xo dos out r os dedos; apoi ai as mãos na mesa di ant e de vós, bem na vossa
f r ent e, a t odo o compr i ment o dos br aços.
Fi xai o ol har numa del as, dur ant e al guns mi nut os, e depoi s sol t ai l ent ament e
o pol egar , concent r ando toda a at enção nessa ação, como se el a f osse da mai or
i mpor t ânci a. Em segui da, sol t ai l ent ament e o í ndex, depoi s o médi o e assi m
sucessi vament e at é que a mão est ej a aber t a. Recomeçai , depoi s, a ação em sent i do
i nver so; dobr ai pr i mei r o o dedo mí ni mo e cont i nuai at é que os dedos haj am
r et omado a sua pr i mei r a posi ção e o pol egar dobr ado sobr e el es.
Fazei o mesmo exer cí ci o coma mão esquer da. Repet i - o ci nco vezes por sessão
e aument ai at é dez vezes.
Est e exer cí ci o há de cansar - vos, mas é- vos pr eci so per sever ar nel e, vi st o
que é da mai or i mpor t ânci a par a vós, desenvol vendo e concent r ando a vossa at enção
numexer cí ci o monót ono e i nsi gni f i cant e. Não descur ei s de concent r ar t oda a vossa
at enção no movi ment o dos dedos. É essenci al . Se o descur ar des, o exer cí ci o per -
der á t oda a sua i mpor t ânci a.
B
2
- Est e exer cí ci o não é, af i nal , mai s nem menos que o que, ent r e
campôni os, é conheci do pel o nome de " j ogo dos dedos" . J unt ai as mãos, dei xando
l i vr es os pol egar es. Gi r ai l ent ament e com os pol egar es or a num, or a nout r o
sent i do. Pensai em concent r ar cont i nuament e a at enção numa das ext r emi dades dos
pol egar es.
B
3
- Assent ai a mão di r ei t a sobr e o j oel ho, como pol egar e os demai s dedos
dobr ados, excet o o í ndex, que deve est ar est endi do. Movei l ent ament e esse í ndex
da di r ei t a par a a esquer da e da esquer da par a a di r ei t a, concent r ando bem a
at enção na ext r emi dade do dedo.
Podei s aument ar i ndef i ni dament e o númer o dest es exer cí ci os e ai nda de out r os
de i gual cat egor i a que a i magi nação vos i ncul que.
O essenci al é que o exer cí ci o consi st a num movi ment o muscul ar or di nár i o,
f ami l i ar e monót ono, e que a at enção SEJ A FORÇADA a concent r ar - se e conser var - se
concent r ada na par t e móvel do cor po. A vossa at enção r evol t ar - se- á, por t odas as
manei r as, por se subt r ai r a esse domí ni o. É aí que o exer cí ci o se t or na
necessár i o e que é pr eci so f or çar a at enção a f azer o que l he cumpr e at é o f i nal ,
i mpedi ndo- a de vagabundar por um domí ni o mai s at r aent e. I magi nai que soi s um
mest r e- escol a sever o e que a vossa at enção est á di r i gi da a umdi scí pul o r ebel de a
quem o l i vr o abor r ece e que não f az senão espr ei t ar à socapa as coi sas mai s
at r aent es que se vêemda j anel a.
O vosso dever é obr i gar o di scí pul o a ol har par a o seu l i vr o, por que i sso é
par a seu bem, embor a el e ai nda nada ent enda de l ei t ur a.
Em br eve ver ei s que exer cei s um i mpér i o mui t o mai s absol ut o nos vossos
movi ment os escol ar es, no vosso pr ocedi ment o e na vossa at i t ude, e t er ei s ai nda
ocasi ão de obser var que a vossa f acul dade de concent r ação e at enção aos vossos
t r abal hos di ár i os est á mui t o mai s desenvol vi da, sendo est a ci r cunst ânci a do mai or
i nt er esse par a vós.
C. - Os exer cí ci os dest a cat egor i a t êm por f i m aj udar - vos a concent r ar a
at enção em al gum obj et o mat er i al . Tomai um obj et o absol ut ament e sem i nt er esse,
por exempl o, um l ápi s, e concent r ai nel e a at enção por ci nco mi nut os. Ol hai par a
el e e pensai nel e, vi r ai - o e r evi r ai - o nos dedos, exami nando- o; pensai no seu
uso, no seu f i m, na sua mat ér i a- pr i ma e na sua manuf at ur a. Não pensei s em mai s
nada senão nesse l ápi s. I magi nai que o f i m da vossa vi da é est udá- l o e que nada
mai s exi st e, no mundo, senão vós e el e; que não há, no mundo, mai s do que duas
coi sas; vós e o l ápi s. Não consi nt ai s que a vossa at enção dei xe de exami nar o
l ápi s; r ecor dai - l he o seu dever . Em br eve, ver ei s que a vossa at enção é uma
cr i at ur a r ebel de, por ém não l he per mi t i r ei s f azer o que l he apet ece, zombando da
vossa vont ade. Enf ast i á- l a- ei s al ém das medi das; mas como é par a seu bem,
i nsi st i r ei s. Quando essa at enção r ebel de houver si do venci da, t er ei s al cançado
uma vi t ór i a mui t o mai or do que o i magi nai s agor a. Mui t as vezes, na vi da, a t ar ef a
que vos i mpuser des exi gi r á a vossa at enção; ent ão ser - me- ei s r econheci do por vos
haver exor t ado a est e exer cí ci o.
O exer cí ci o pode ser var i ado t odos os di as, mas a escol ha deve sempr e r ecai r
numa coi sa semi nt er esse
f ami l i ar , como obj et o da vossa at enção concent r ada. Não escol hai s um obj et o
i nt er essant e, por que, nesse caso, a concent r ação não exi ge nenhumesf or ço. Devei s
escol her al guma coi sa que " dê que f azer " à vossa at enção. Quant o mai s despi do de
i mpor t ânci a f or o obj et o, mai s consi der ável ser á o esf or ço e mai s i mpor t ant e o
exer cí ci o. Est e exer cí ci o par ece ar r ast ar consi go a di f i cul dade segui nt e:
gast ar ei s dent r o empouco
mat er i al de exper i ênci a que t i ver des à mão, vi st o que a concent r ação
cont í nua da at enção sobr e umobj et o banal f or çar á est a, por i nst i nt o de def esa, a
i nt er essar - se pel os obj et os nos quai s est á concent r ada. Est e per i go, por ém, não
passa de i magi nár i o, vi st o que, quando houver des chegado a t al pont o, não t er ei s
mai s necessi dade de pr at i car Est es exer cí ci os, o que ser á um si nal de que est ai s
apt o par a concent r ar a at enção emt oda
qual quer coi sa.
Os exer cí ci os supr amenci onados bast ar ão par a o f i m que me t i nha pr opost o;
dei - vos umgui a segur o que vos per mi t i r á aument ar o númer o de exer cí ci os, aj udado
pel o vosso pr ópr i o engenho i nvent i vo. Podei s escol her os assunt os ent r e os
acont eci ment os da vossa vi da di ár i a. Os mat er i ai s não vos f al t ar ão se
assi mi l ast es a i déi a pr i nci pal e se a t endes gr avada na memór i a.
Podei s t i r ar pr ovei t o mui t o mai or dos exer cí ci os i ndi cados nos capí t ul os
pr ecedent es, agor a que conhecei s as vant agens que a concent r ação of er ece.
Ser - vos- á mai s f áci l " guar dar o pensament o pr esent e ao espí r i t o
"
, dar mai s
f or ça às vossas sugest ões e à pr oj eção das vi br ações ment ai s. O desenvol vi ment o
do vosso ol har ent r ar á numa f ase nova, assi m como os exer cí ci os da Vol i ção
t el epát i ca, et c. Ser ei s capaz de vos cur ar de maus hábi t os e cont r ai r bons. Numa
pal avr a: a assi mi l ação da f acul dade de concent r ação per mi t i r - vos- á f azer as
coi sas mel hor que out r or a. Ter ei s adqui r i do um poder que vos f ar á senhor , em vez
de escr avo das vossas i ncl i nações. O i mpér i o adqui r i do sobr e vós mesmo
mani f est ar - se- á no i mpér i o que est ar ei s em est ado de exer cer sobr e vossos
semel hant es. O homem que se venceu a si pr ópr i o não t em di f i cul dade nenhuma em
exer cer a sua i nf l uênci a em out r a pessoa. Cont i nuai a pr át i ca da concent r ação e
do desenvol vi ment o da doci l i dade da al ma ao seu senhor , a vont ade, e ser ei s um
gi gant e compar ado aos pi gmeus que não adqui r i r amest e poder .
Ensai ai a vossa f or ça de vont ade em vós mesmo, de di f er ent es manei r as, at é
que est ej ai s cer t o do i mpér i o sobr e vós. Não vos cont ent ei s com menos. Quando
NI STO houver des t r i unf ado, t er ei s o i mpér i o sobr e os vossos semel hant es.
CAPITULO XV
DISCURSO DA DESPEDIDA
Percepção instintiva da verdade - Não fazer alusão senão à grande Verdade - Poderes latentes desenvolvidos - O lado prático -
O lado oculto - A ciência da alma é um meio de edificação - Reconhecimento do "Ego" - Literatura de futilidade e
quimeras - Algum grão bom, entre muito joio - O conhecimento prático encontra-se raramente, mas é muito apreciado -
Aviso aos que procuram a verdade - A língua de fogo dentro de vós - Força dinâmica, potência tripla - A força
proveniente do "Eu Sou" - Novas resoluções, novas forças - A confraria da Humanidade - Respeito de si próprio - Não
permitais que vos enganem - Não sejais um cão medroso - "Não andeis por quatro caminhos" - Não abuseis do vosso
poder novamente adquirido - Alusão a uma grande potência - Discurso de despedida - Fim.

Cr ei o que aquel es dos meus l ei t or es que me t êm segui do nos capí t ul os
pr ecedent es, t er ão SENTI DO aument ar em si a convi cção i nst i nt i va da ver dade do
que eu di sse no pr esent e l i vr o. Numa obr a dest as di mensões e dest e car át er , não
posso senão at r ai r a at enção dos meus l ei t or es par a os f at os i mpor t ant es que
f or mam a base dos conheci ment os da Al ma, não f azer senão al usão à gr ande ver dade
e i ndi car - l hes al guns exer cí ci os que, consci enci osament e cul t i vados, desenvol -
ver ão nel es os seus poder es l at ent es. Passar par a al émdesses l i mi t es, ser i a
sai r da mol dur a dest a obr a, cuj o f i m est á essenci al ment e def i ni do como sendo um
t r at ado POPULAR sobr e o exer cí ci o e empr ego do magnet i smo ani mal e da i nf l uênci a
psí qui ca nos negóci os e no vi ver di ár i o.
Al guns l ei t or es cont ent ar - se- ão com o l ado " pr át i co" do assunt o, sem mui t o
se i mpor t ar em com o l ado ocul t o. Quant o àquel es que se sent em at r aí dos par a est e
obj et o e que desej am l evant ar uma pont a do véu mi st er i oso que o envol ve, par a
esses não há out r as f ont es de i nf or mações e t er ei pr azer emdar out r as f ont es de
i nf or mação necessár i as aos que qui ser emdar - se ao t r abal ho de l er emmi nhas out r as
obr as, nas quai s encont r ar ão det al hadas expl i cações sobr e o assunt o.
Semquer er apr of undar a quest ão, desej o, não obst ant e, di zer - vos que a mi nha
opi ni ão é que uma compr eensão racional das l ei s que ser vemde base à ci ênci a da
al ma edi f i ca o homem e l he suger e uma l i nha de pr ocedi ment o e um pl ano de vi da
el evado, dando- l he consci ênci a da sua i ndi vi dual i dade, da sua f or ça e do seu
poder , do seu ver dadei r o " eu" e do " Eu Sou" . O r econheci ment o do " Ego" t em por
ef ei t o a consci ênci a dos nossos dever es e dos mei os de os sat i sf azer .
O l ei t or que est uda o que é ger al ment e conheci do com o nome de Novo
Pensamento, ver - se- á enr edado numa l i t er at ur a da qual uma gr ande par t e não é
mai s do que um amont oado de f ut i l i dades e qui mer as. Há, com ef ei t o, boa sement e
nest a l avr a, mas per de- se na quant i dade espant osa de j oi o que a cobr e. O pesqui -
sador de i déi as não acha senão pal avr as, pal avr as e mai s pal avr as. As obr as que
t r at amdo assunt o e que r eal ment e val e a pena l er , são emmui t o pequeno númer o e
o est udant e não sabe onde achá- l as. Obr as PRA-
TI CAS, compr eensí vei s, de t oda par t e as pedem, e conf or me a r egr a i nvar i ável
que r egul a a pr odução da mer cador i a segundo a sua pr ocur a, é cer t o que t ai s obr as
apar ecem.
O que comi st o quer o di zer é que o est udant e não se deve dei xar embal ar com
cant i gas; t odos possuem DENTRO DE SI a ver dade e essa mani f est ar - se- á quando f or
t empo, desenvol vendo- se, t al como uma f l or , gr adual e nat ur al ment e. O
r econheci ment o do " Eu Sou
"
t r az a sua r ecompensa consi go mesmo. A pequena l í ngua
de f ogo espal har á l uz vi va em t odos os obj et os e i l umi ná- l os- á t ot al ment e.
Pr ossegui o vosso cami nho na vi da, sér i a e ser enament e. A pr eci pi t ação não é
si nôni mo de r api dez. A exci t ação e a ener gi a são duas coi sas di f er ent es. O r uí do
e a f or ça não são i dênt i cos. O homem t r anqüi l o, sér i o, per sever ant e, at i ngi r á o
seu f i m mui t o mai s r àpi dament e do que o que possui as qual i dades cont r ár i as. A
conf i ança, a t r anqüi l a expect at i va, o Desej o ar dent e e cal mo, ei s a f or ça
di nâmi ca, t r i pl a e poder osa, que dar á a sol ução de mui t os pr obl emas, quer endo a
humani dade r econhecê- l a. O sábi o ser ve- se de coi sas que o t ol o desdenha. A pedr a
r ej ei t ada pel os const r ut or es f oi post a por f undament o no t empl o.
Não r ast ej ei s como um ver me; não vos humi l hei s, pr ost r ando- vos no pó,
t omando o céu por t est emunha de que soi s um " mi ser ável pecador que não mer ece
senão a condenação et er na
"
. Não, mi l vezes não! Levant ai - vos, er guei a f r ont e e
f i t ai o céu; di l at ai o pei t o e enchei os pul mões como ozôni o da nat ur eza. Di zei :
" Eu f aço par t e do pr i ncí pi o et er no da Vi da; f ui cr i ado à i magem e semel hança de
Deus; est ou chei o do hál i t o di vi no; nada pode pr ej udi car - me, por que sou uma par t e
da Et er ni dade. "
Cami nhai par a di ant e, meu ami go, f or t e nas vossas r esol uções, f or t e nas
f or ças novament e adqui r i das. Cumpr i o vosso dever , pr i mei r o par a convosco' e, em
segui da, par a com os out r os homens, vossos i r mãos. Reconhecei a conf r ar i a da
Humani dade; r econhecei que t odos os homens são vossos i r mãos, um t r i st e cí r cul o
de f amí l i a, t al vez, mas, em t odo caso, vossos i r mãos. Não enganei s o vosso
semel hant e, nem t ampouco vos dei xei s enganar por el e. Se vos pr est ar des aos seus
desej os cont r a a vont ade do vosso pensar e da vossa consci ênci a, não soment e vos
pr ej udi car ei s a vós pr ópr i os, mas t ambéma el e. Não pr ovoquei s r i xas, mas não vos
dei xei s espancar por ni nguém. Se alguém vos bater numa face, não lhe
apresenteis a outra, mas batei-lhe também e fortemente. Ent r et ant o, nada de
f er i - l o com o cor ação chei o de ódi o, e per doai - l he, se el e i mpl or ar per dão. Tem-
se compr eendi do mal a dout r i na da não- r esi st ênci a; essa dout r i na não quer f azer
de vós cr i at ur as sem ner vos e sem vi gor , ser es est úpi dos, car nei r os e pol t r ões
como l ebr éus. Não e não! Se per mi t i r des a al guém que vos engane, não pr ocedei s
bem par a com el e; o vosso dever é pr oceder de sor t e que a pessoa sai ba com quem
se há de haver . Fal o aqui de VERDADEIRAS of ensas ou de ver dadei r as usur pações dos
vossos di r ei t os e não de of ensas i magi nár i as, " de ar guei r os por caval ei r os" , -
cr i ações da suscet i bi l i dade.
Mas não consi nt ai s que o ódi o se vos ani nhe no pei t o. Cor r ei mundo, com a
gr aça de Deus no cor ação, e nas mãos um bom chi cot e. Não usei s o chi cot e como
ar ma of ensi va - i sso nunca! - mas conser vai - o par a o caso de ser pr eci so. Se
est ai s vest i do da " ar madur a do j ust o" e se o mundo vê que t endes r espei t o por vós
pr ópr i o e que não f azei s asnei r as, o mundo t r at ar - vos- á comdef er ênci a.
O cão que mant ém uma at i t ude ser ena e sossegada, quase que não cor r e r i sco
nenhum de t r avar conheci ment o com as bot as do t r anseunt e; ao passo que o cão de
guar da, que se ar r ast a de r abo ent r e as per nas, of er ecendo assi m um pont o de
at aque, cor r e gr ande r i sco de apanhar o seu pont apé - e, apanhando- o RECEBE
AQUI LO COM QUE CONTAVA. Or a, o que acont ece com o cão, acont ece t ambém com o
homem.
Se segui r des os consel hos e i nst r uções dados nest e l i vr o, não t er ei s que
t emer pont apés; mas pensai t ambém em não os dar des. Devei s sent i r - vos el evado
aci ma de t ai s ações.
Umaut or da ant i güi dade r esumi u o dever do homemnas segui nt es pal avr as, que
dever i amser gr avadas eml et r as de our o por ci ma de t odas as por t as: - NÃO FAÇAI S
MAL A NI NGUÉM E DAI A CADA UM O QUE LHE PERTENCE.
Se t al f osse a r egr a de pr ocedi ment o dos homens na vi da e em t odas as suas
ações, t odos os advogados, t odas as pr i sões e t odos os t r i bunai s per der i am a sua
r azão de ser
.
; a vi da ser i a umdoce e l ongo poema.
Fazei por sat i sf azer a par t e dest es pr ecei t os que vos di z r espei t o.
Advi r t o- vos uma vez mai s que não abusei s do poder r ecém- adqui r i do; não
ar r ast ei s pel a l ama os dons do Espí r i t o. Empr egai l i vr ement e est a f or ça de t odas
as manei r as l í ci t as par a obt er des r esul t ados f avor ávei s, mas não pr ej udi quei s
ni nguémcomt al f or ça.
Se não chegar des a compr eender a si gni f i cação de al gumas das i nst r uções
dadas nest a obr a, não desani mei s; mai s t ar de compr eendê- l as- ei s. Ser - vos- ão mai s
út ei s quant o mai s di f í cei s vos par ecer em. Col ocai - vos. em condi ções de
" amol eci ment o" psí qui co e f í si co. Ent r ai no si l ênci o - e uma nova cl ar i dade vos
desl umbr ar á os ol hos. " Bat ei e abr i r - se- vos- á. " " Pedi e r eceber ei s.
»

E agor a, meus ami gos, vamos separ ar - nos. Pode ser que nos encont r emos ai nda
uma vez, mas t ambém é possí vel o cont r ár i o. Podemos separ ar - nos com o sent i ment o
de que o nosso conheci ment o não f oi i nút i l . Se bem vos f i z, se bem desper t ei em
vós pensa- ment os, esper anças e aspi r ações novas, ent ão mani f est ai - as nas vossas
ações e seus r esul t ados.
A nossa pequeni na vi agempel as mar gens do r i o adi ant e f oi - me mui t o agr adável
e est i mo cr er que t ambém não vos abor r eceu e que não depl or ar ei s t er t r avado
conheci ment o comi go, - est e conheci ment o não f oi um acaso, podei s est ar cer t o
di sso, por que " nada sucede por acaso" .
Agr adeço a vossa benévol a at enção.
ÍNDICE
A propósito deste livro ..................................................................................................................................................................... Pág. 6
CAPÍTULO I - Discurso preliminar
Concepções de outros autores - Falsas teorias - Vegetarismo - Celibato - Corrente restauradora - Respiração forte - Fizeram-se
grandes progressos, mas graças à observação, não às teorias - A existência do magnetismo animal, nos tempos presentes,
é um fato inegável, evidente, e não um problema a resolver - É resultado da experiência, e não das teorias - Publicar
teorias favoritas é um ato pouco louvável - Não aceiteis nada que não possa provar-se
Pág. 7
CAPITULO II - Natureza da Força
A natureza da força não é magnética - A corrente sutil das ondas dos pensamentos - Os pensamentos são coisas - Os nossos
pensamentos exercem influência tanto sobre nós próprios, como sobre os outros - Uma mudança de ocupação é
seguida de uma mudança do exterior - Os pensamentos revestem uma forma nas ações - O pensamento é a força mais
poderosa do universo - "Posso, quero, não quero" - Ensino prático sem argumentações metafísicas - A força atrativa do
pensamento.
Pág. 9
CAPITULO III - Modo pelo qual a força-pensamento
pode ajudar-vos
O êxito depende da influência animal - Os "fortes" triunfam - Há, não obstante, exceções surpreendentes - Se pessoas
negativas fazem um trabalho produtivo, as pessoas positivas colherão os frutos dele - O dinheiro é a forma material do
êxito - O dinheiro é um intermediário e não um termo - A lei do império mental - A influência da sugestão - Influência
exercida pela vibração do pensamento - Influência da força atrativa do pensamento - Influência obtida pela formação
do caráter
Pág. 12


CAPITULO IV - Influência psíquica direta
Influência durante uma conversação de viva voz - Os três métodos principais - Sugestão direta - Ondas do pensamento
.

− A força de atração do pensamento - O que é a Sugestão - A dualidade da alma - Sugestão hipnótica - Funções ativas
e passivas - A natureza das duas Funções - Carneiros humanos - Os dois irmãos-associados - O irmão Passivo - O
irmão Ativo - Traços dos seus caracteres - O homem bonacheirão - O homem duro como pedra - A maneira de evitar o
encontro deste último - Nunca vos contenteis com um "Não" de resposta, tanto em casos de amor como em assuntos
de negócio - A Fortuna é uma mulher - O amor é engenhoso - A confiança triunfará . . .
Pág. 15
CAPÍTULO V - Um pouco de saber viver
Maneira de influenciar o associado ativo - Conversação - A arte de escutar - Carlyle e o seu visitante - Uma conversação
agradável - Mantende-vos positivo - Maneira de se apresentar - O exterior. Roupas brancas - Perfumes - Asseio - Porte -
Reserva - Humor - Audácia - Respeito por si próprio - Respeito pelo próximo - Fraqueza - Seriedade - O apêrto de mão
- O olhar - O tom da voz - Uma regra útil - Como corrigir as faltas no porte
Pág. 19
CAPITULO VI - O Poder da Vista
O meio mais enérgico que o homem tem à sua disposição para exercer certa influência sobre outrem - As razões - A vista
educada é uma arma terrível - Vibrações mentais transmiti-das por meio da vista - O poder que a vista exerce sobre os
animais ferozes e sobre os animais bravios - O olhar persistente é quase insustentável - Emprego racional da vista -
Fascinação e atração hipnótica - O olhar magnético - O principio da conversação - Como empregar a vista para impor
atenção - Como cativar a atenção - Como reaver a atenção que pot um .momento afrouxou - Atingi o fim que vos
propusetes - Proteção a si próprio - Como preservar--vos da influência de outrem - Como dizer "Não" - Como exercer
sugestões
Pág. 22


CAPÍTULO VII - O Olhar Magnético
O que é o olhar magnético - Explicação minuciosa dos exercícios - Como possuir um olhar magnético - Estudo interessante -
Experiências em indivíduos viventes - Estes dão ainda sinais de inquietação - Primeiro exercício: Método completo
para o desenvolvimento do olhar firme e persistente
− Fatos curiosos - Fatos imponentes - Influência exercida no homem e nos animais - Segundo exercício: Exercícios
diante do espelho tendo por fim desenvolver o olhar - Como suportar o olhar de outrem e como resistir-lhe - Terceiro
exercício: Desenvolvimento dos músculos e dos nervos óticos - Quarto exercício: Arte de fortificar os músculos e os
nervos óticos - Quinto exercício: Experiências nas outras pessoas - Experiências nos animais - Estes fugirão - O homem
é influenciado e recebe uma impressão desagradável - Uso permitido do poder - Guardai os vossos segredos.
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CAPÍTULO VIII - Força Vóliqua
Distinção entre a Força atrativa do Pensamento e a Força vóliqua Manifestações diferentes das vibrações do pensamento -
Definições das expressões "Volição" e "Força vóliqua" - Uma força quase onipotente - O homem pròpriamente dito -
O "Êxito" - A sua importância - Como dar-se cada um conta da sua existência - O homem atinge um grau de poder
desconhecido até hoje - A alma humana - A vontade - O segrêdo do desenvolvimento da vontade - Influência mental
ativa e passiva - A projeção das ondas do pensamento .
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CAPÍTULO IX - Volição Direta
A volição é o pêndulo do êxito - Os guias da humanidade possuíram-na - Assimilação inconsciente - Napoleão Bonaparte deu
com a verdade - Os homens fortes sentem o seu "eu" - Desejo fervoroso - Má vontade na paga do tributo do êxito -
Homens que adquiriram o poder oculto - Força vibratória - Telepatia: transmissão do pensamento; arte de ler o
pensamento - Os mestres na arte guardam o seu segrêdo - Condição principal - Exercício de Volição durante uma
conversa de viva voz - Expectativa - As pessoas, em sua maior parte, figuram como "bonecos" - Instruções gerais - Não
se deve empregar o poder para prejudicar o próximo - Um conselho - Terrível exemplo de Satã - Como "querer"
alguma coisa - Exercício I: Fazer virar alguém - Exer-cício II: Influenciar alguém num Iugar público - Exercício III:
Influência exercida numa pessoa sem a fixar - Resultado cômico - Exercício IV: Sugestão de uma frase esquecida -
Resultado notável obtido por um estudante alemão - Exer-cício V: Direção dos movimentos de outra pessoa -
Exercício VI: Exercícios feitos de pé, junto de uma janela - Influência exercida nos transeuntes - Exercícios cativantes -
Usai do vosso poder para desenvolvimento próprio e não para vos divertirdes ou para satisfazer a curiosidade dos
vossos amigos.
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CAPÍTULO X - Volição Telepática
A existência da telepatia é um fato reconhecido - Maravilhosos progressos das ciências psíquicas - Transmissão de pensa-
mentos - Vibrações - Capacidade maravilhosa de um peque-no número de indivíduos - Não seria para desejar que o
conhecimento fôsse geralmente adquirido - Verdadeiros perigos que o abuso ofereceria - Explicação do emprego
prático - Teoria geral - Como obter os melhores resultados possíveis - Vantagens da Concentração - Emprego da
Volição telepática antes de uma conversa - Como exercer influência atrativa a grande distância - Como entrar "em
matéria" - Explicação minuciosa - Contato da alma a certa distância - Ondas mentais telepáticas - Imagens mentais -
Círculos mo-ventes de ondas mentais - O tubo psíquico - Como formá-lo e empregá-lo - Defesa pessoal contra as
vibrações mentais de outrem - Estado de alma positivo - Exclusão dos reinos mentais vindos do exterior - Como
guardar-se contra a influência e pressão alheias - Efeitos da influência mental, exercida antes do princípio da
conversa -- 0 negócio é muito fácil de tratar - Disposição mental exigida - Ensino esotérico para os que estão aptos e
preparados para o receber - O homem achará o que procura - Diamante ou carvão.
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CAPÍTULO XI - Força Atrativa do Pensamento
Teoria de Prentice Mulford - "Os pensamentos são coisas" - O pensamento não é simplesmente uma força dinâmica -
Espírito e matéria são idênticos - Milagres da Natureza - Experiência do professor Gray sobre as vibrações - Resulta-
dos maravilhosos - Tese importante e interessante do Dr. Williams - O campo dos pensamentos é ilimitado - Natureza
das vibrações mentais - Ondas dos pensamentos nas côres sombrias e nas côres claras - Os vossos pensamentos
conservam-se em relação convosco e influenciam-vos - Radiação do pensamento - O que se parece, assemelha-se -
Manifestação maravilhosa de fenômenos psíquicos - Resultados de pensamentos de receio e inquietação - A convicção
no pensamento - Pagar na mesma moeda em que se recebeu - Êxito devido à precisão do pensamento - O ideal
convertido em realidade - O segrêdo da vitória dos homens que chegam aonde querem - O "Eu posso e quero" - Os
vossos semelhantes sentem-se atraídos para vós - Tudo será vosso se vos quiserdes dar ao trabalho de o querer
enèrgicamente - Teoria de Helen Willman
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CAPITULO XII - Desenvolvimento do Caráter pelo
Império Mental
O homem pode desenvolver-se como muito bem lhe aprouver - A Regeneração não é uma quimera - Uma verdade evidente
− Desenvolvimento mais intensivo das faculdades possuídas num grau rudimentar - O novo Regenerador - A lei do
Império Mental - Novas sendas através da floresta - Regenerar-se a si próprio - Romper com os antigos hábitos mentais
e contrair novos - Os quatro métodos principais - Força de vontade hipnótica - Auto-sugestão - Absorvei-vos nos
pensamentos - Tratamento ideal - Curso completo da teoria dos quatro métodos, vantagens e desvantagens de cada um
deles - Comentários de cada uma delas - Como as-similar uma faculdade mental desejada - Como absorver-vos no
pensamento - Exercícios e direções práticas - Exercícios I a IV: Sois o senhor de vós próprio - Fazei de vós o homem
que quiserdes
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CAPÍTULO XIII - A Arte da Concentração
Definição - Significação exotérica e esotérica - Uma faculdade inapreciável - O pensamento e a ação combinados -
Concentração por um esforço da vontade - Como chegar "aonde se quer" - Vantagens da concentração - Maneiras com
o auxílio das quais se produz melhor trabalho - Obter o resultado completo do seu trabalho - Evitar o desânimo -
Trabalhai para a vossa própria salvação - Defendei-vos de ser um capacho humano - Entregai-vos ao trabalho - No céu
não há mandriice - O trabalho perdeu o seu aspecto feio - Remédio contra o mau humor - Remédio especial contra o
desânimo - A concentração não é uma fácil tarefa - Experiência muito simples - Vantagens da concentração - Basta
de esforços maebaratados e de energias perdidas – Concentrar o pensamento num só ponto - Concentrar a atenção
num só ponto - Remédio preciso para o esgotamento do corpo e do espirito - Explicação - Condições necessárias à
concentração
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CAPÍTULO XIV - A Prática da Concentração
Exercícios de concentração - A exclusão de impressões estranhas ao assunto - Vencer a desatenção - Desenvolvimento
da força de vontade - Como obter a sujeição das funções musculares à vontade - Não é uma fácil tarefa - Mantende--
vos em imobilidade - Exercícios - Sujeição dos músculos do braço - Exercícios - Fixar os músculos - Exercícios -
Cultivar a igualdade do humor e o bem-estar psíquico e físico - Exemplo - Desfazer-se de ruins contrações fisionômicas
- Atenção dominada pela vontade - Exercícios para atingir este fim - Atenção concentrada em objetos exteriores -
Explicação geral - Exercícios diversos.
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CAPITULO XV - Discurso de Despedida
Percepção instintiva da verdade - Não fazer alusão senão à grande Verdade - Podêres latentes desenvolvidos - 0 lado prático -
O lado oculto - A ciência da alma é um meio de edificação - Reconhecimento do "Ego" - Literatura de futilidade e
quimeras - Algum grão bom, entre muito joio - O conhecimento prático encontra-se raramente, mas é muito apreciado
- Aviso aos que procuram a verdade - A lingua de fogo dentro de vós - Força dinâmica, potência tripla - A força
proveniente do "Eu Sou" - Novas resoluções, novas forças - A confraria da Humanidade - Respeito de si próprio Não
permitais que vos enganem - Não sejais um cão medroso - "Não andeis por quatro caminhos
"
- Não abuseis do vosso
poder novamente adquirido - Alusão a uma grande potência - Discurso de despedida - Fim .
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