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1 UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP Centro de Educação a Distância Ciências Contábeis Análise de Investimentos Análise de um Projeto de Investimento Tutor Presencial: João Anderson Pereira Professor AED: Me Jefferson Dias Acadêmicos Edilberto Guimarães Rodrigues RA 394181 Gizelli Araujo Peixoto RA 371237 Janaina Costa de Oliveira RA 397740 Jelson Pereira Chaves RA 376909 Tucuruí-PA 2014 2 Sumário Introdução...................................................................................................05 1. Investimentos.........................................................................................06 2. Classificação da CMV............................................................................07 3. Empresa.................................................................................................09 4. Fluxo de Caixa......................................................................................10 5. Payback...............................................................................................11 6. VPL.....................................................................................................11 7. TIR.......................................................................................................12 8. Inflação................................................................................................14 9. Depreciação.........................................................................................16 10. Imposto de Renda..................................................................................17 11.Considerações Finais............................................................................22 12. Bibliografias........................................................................................23 3 Introdução A geração de riqueza é a base dos motivos que levam pessoas a realizarem investimentos, buscando um retorno lucrativo e sustentável. Para que haja a criação de valor ou riqueza os retornos destesinvestimentos deverão ser superiores ao custo dos capitais neles empregados, fazendo com que os valores líquidos dos resultados sejam positivos, agregando riqueza para o investidor e para o próprio investimento. O custo do capital empregado em cada investimento leva em consideração o risco financeiro e econômico que está envolvido na incerteza de cada projeto e das formas de financiamento utilizadas. Fatores como o alto custo do capital, a escassez de recursos, no seusentido mais amplo e a busca pela rentabilidade e geração de riqueza são preponderantes pra que investimentos realizados sejam previamente analisados e mensurados exaustivamente, prevenindo fracassos, perda financeira e patrimonial, tanto dos projetos quanto dos agentes investidores. A análise econômica, rígida e criteriosa, de um projeto de investimento ébase para sua realização, prevenindo empirismos causadores de fracassos imediatos. Pontos como custo do capital, custos operacionais, preços, rentabilidade, margens, oportunidades, volumes operados, taxas de risco, taxas de atratividade são alguns itens indispensáveis a uma boa avaliação, que visa diminuir as incertezas e a maximizar a criação de valor para investidores, sociedade e para a perpetuação do projeto realizado. Esta análise é passível de ser elaborada segundo diversos enfoques,revertendo-se em vários indicadores que demonstram a viabilidade ou não de cada investimento. Indicadores como Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR) e Payback Descontado são utilizados nestas análises, visando, demonstrar a viabilidade de um único investimento ou, através da comparação, demonstrar qual entre dois ou mais investimentos será o de melhor retorno ou de retorno mais rápido. 4 Investimento Investimento é a aplicação de algum tipo de recurso com a expectativa de receber um retorno futuro superior ao aplicado. Este valor futuro deve ser compensar a perda de uso do recurso aplicado durante o período de aplicação (juros ou lucros, em geral ao longo prazo). Desta forma, investimento aplica-se tanto à compra de máquinas, equipamentos e imóveis para a instalação de unidades produtivas como à compra de títulos financeiros (letras de câmbio, ). Nesses termos, investimento é toda aplicação com expectativa de lucro. Em sentido estrito, em economia, investimento significa a aplicação de capital em meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva (instalações, máquinas, meios de transporte) ou seja, em bens de capital. Investimento bruto: corresponde aos gastos realizados com bens de capital (máquinas e equipamentos) e formação de estoques. Investimento líquido: exclui as despesas manutenção e reposição de peças, equipamentos, e instalações depreciadas pelo uso. Está diretamente ligado á ampliação da capacidade produtividade mede com mais precisão o crescimento da economia. Fundos Abertos:É permitida a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação dos antigos por meio de novos investimentos, assim como é permitida a saída de cotistas, por meio do resgates de cotas, isto é, mediante a venda de ativos do fundo para a entrega do valor correspondente ao cotista que efetuou o resgate, total ou parcial, de suas cotas. Os fundos abertos normalmente são constituídos para existir por tempo indeterminado, ao contrário dos fechados, que podem ter tempo determinado, ao final do qual os ativos são vendidos, os cotistas recebem o valor total de suas cotas e o fundo é encerrado, o que pode ocorrer também com os fundos abertos. Fundos Fechados:A entrada e a saída de cotistas não é permitida. Após o período de captação de recursos pelo fundo, não são admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos antigos cotistas (embora possam ser abertas novas fases de investimento, conhecidas no mercado como "rodadas de investimento"). Além disso, também não é admitido o resgate de cotas por decisão do cotista, que tem que vender suas cotas a terceiros se quiser receber o seu valor antes do encerramento do fundo. Os fundos fechados também podem ser registrados para negociação de cotas em mercados 5 administrados pela BOVESPA. Assim, quando um cotista pretende comprar ou vender cotas de um fundo fechado, como os Fundos de Investimento Imobiliário - FII ou Fundos de Investimento em Direitos Creditórios - FIDC, por exemplo, pode enviar suas ordens por uma corretora para o sistema de negociação da BOVESPA no qual a cota esteja registrada.A principal vantagem dos fundos é possibilitar que investidores de perfil similar - com objetivos comuns, estratégias de investimento semelhantes e mesmo grau de tolerância a risco - concentrem recursos para aumentar seu poder de negociação e diluir os custos de administração, além de contarem com profissionais especializados, dedicados exclusivamente à gestão dos recursos. Já as desvantagens estão associadas ao fato do investidor delegar a terceiros a administração de seus recursos - falta de autonomia na tomada de decisão, submissão a regras previamente estabelecidas e à vontade da maioria dos cotistas, entre outras. Classificação da CVM Fundos de Curto Prazo: Devem investir seus recursos, exclusivamente, em títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito com prazo máximo de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias. São fundos cuja rentabilidade geralmente está associada às taxas SELIC ou CDI CDI Certificado de Depósito Interfinanceiro: título emitido por instituições financeiras com objetivo de captar recursos de outras instituições financeiras e considerados mais conservadores quanto ao risco, sendo compatíveis com objetivos de investimento de curto prazo, pois suas cotas são menos sensíveis às oscilações das taxas de juros. O crédito do resgate costuma se dar no mesmo dia da solicitação. Fundos Referenciados:Devem acompanhar a variação do indicador de desempenho (benchmark) definido em seu objetivo, mantendo, no mínimo, 95% de sua carteira composta por ativos que acompanhem referido indicador. Podem utilizar derivativos apenas com o objetivo exclusivo de proteção (hedge), sem permitir alavancagem. Alavancagem Operações de compra e venda de ativos, títulos e valores mobiliários para liquidação no futuro, com depósito prévio de margens de garantia. Um fundo é considerado alavancado sempre que existir possibilidade (diferente de zero) de perda superior ao patrimônio do fundo, desconsiderando-se casos de falha no pagamento de principal ou de juros relativos aos ativos do fundo. Dentre os referenciados, o fundo mais popular é o DI, cujo objetivo de investimento é acompanhar a variação diária das 6 taxas de juros no mercado interbancário (CDI). Como este tipo de fundo procura acompanhar a variação das taxas de juros, pode se beneficiar de um cenário de alta dessas taxas. Geralmente o crédito do resgate se dá no mesmo dia da solicitação. Fundos de Renda Fixa:Devem aplicar pelo menos 80% de seus recursos em títulos de renda fixa - públicos ou privados, pré ou pós-fixados - e ter como principal fator de risco a variação da taxa de juros e/ou de índice de preços. Podem utilizar derivativos tanto para proteção da carteira quanto para alavancagem. Nos fundos de Renda Fixa a rentabilidade pode ser beneficiada pela inclusão, em carteira, de títulos que apresentem maior risco de crédito, como os títulos privados. Geralmente o crédito do resgate se dá no mesmo dia da solicitação. Fundos de Ações:São também chamados de fundos de renda variável e devem investir, no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa ou mercado de balcão organizado. Alguns fundos deste tipo têm como objetivo de investimento acompanhar ou superar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o IBOVESPA ou o IBX. Como seu principal fator de risco é a variação nos preços das ações que compõem sua carteira, podem ser compatíveis com objetivos de investimento de longo prazo e que suportem uma maior exposição a riscos em troca de uma expectativa de rentabilidade mais elevada. Geralmente o crédito do resgate se dá quatro dias após a solicitação. Fundos Cambiais:Devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, direta ou indiretamente (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou a uma taxa de juros denominada cupom cambial. Os mais conhecidos são os chamados Fundos Cambiais Dólar, que buscam acompanhar a variação de cotação da moeda americana. Geralmente o crédito do resgate se dá no dia seguinte ao da solicitação. Fundos de Dívida Externa:Devem aplicar, no mínimo, 80% de seu patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional e podem utilizar derivativos, negociados no Brasil ou não, com o objetivo exclusivo de proteção. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior. Os títulos componentes de sua carteira são mantidos fora do país. Para o investidor no Brasil, este fundo é uma forma ágil e de baixo custo operacional para aplicar em papéis do governo brasileiro negociados no exterior. 7 Fundos Multimercado:Devem apresentar política de investimento que envolva vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial, podendo investir em ativos de diferentes mercados - como renda fixa, câmbio e ações - e utilizar derivativos tanto para lavancagem quanto para proteção da carteira. Investir em um negócio é sempre um desafio, nunca se sabe o que pode vir pela frente e se a decisão pela atividade na qual irá atuar será a certa. Vários fatores influenciam na economia e, consequentemente, no hábito de consumo da população.Antes de abrir a empresa dos sonhos, é preciso verificar se será possível mantê-la e se o setor caminha de forma positiva ou não. Perfumaria Glamour A Perfumaria Glamour oferece aos seus clientes perfumes Masculinos e Femininos. Masculinos: Pólo fresh Alfa Ferrari Omega Marine Femininos: Bromélia Essência dos lírios Jasmine A montagem do fluxo de caixa relevante para análise de investimentos, ferramentas úteis para melhorar o desempenho e agilizar processos. É a previsão de entradas e saídas de recursos monetários, por um determinado período. Essa previsão deve ser feita com base nos dados levantados nas projeções econômico- financeiras atuais da empresa, levando, porém em consideração a memória de dados que respaldará essa mesma previsão. O principal objetivo dessa previsão é fornecer informações para a tomada de decisões, tais como: prognosticar as necessidades de captação de recursos bem como prever os períodos em que haverá sobras ou necessidades de recursos; aplicar os excedentes de caixa nas alternativas mais rentáveis 8 para a empresa sem comprometer a liquidez. Resumidamente, podemos afirmar que fluxo de caixa é a demonstração visual das receitas e despesas distribuídas pela linha do tempo futuro. Para a montagem da projeção do fluxo de caixa devemos considerar os seguintes dados: Entradas: Contas a receber, empréstimos e dinheiro dos sócios. Saídas: Contas a pagar, despesas gerais de administração (custos fixos), pagamento de empréstimos e compras à vista. O fluxo de caixa é considerado um dos principais instrumentos de análise e avaliação de uma empresa, proporcionando ao administrador uma visão futura dos recursos financeiros da empresa, integrando o caixa central, as contas correntes em bancos, contas de aplicações, receitas, despesas e as previsões. As decisões relacionadas a compra, venda, investimentos, aportes de capital pelos sócios captação ou pagamento de empréstimos e desinvestimentos, constituem um fluxo contínuo entre as fontes geradoras e as utilizadoras de recursos. Deve e pode ser utilizado por empresas de qualquer porte dado a sua importância e simplicidade. A projeção do fluxo de caixa permite a avaliação da capacidade de uma empresa gerar recursos para suprir o aumento das necessidades de capital de giro geradas pelo nível de atividades, remunerar os proprietários da empresa, efetuar pagamento de impostos e reembolsar fundos oriundos de terceiros. Produtos PRODUTOS UNIDADE PREÇO UNITÁRIO FATURAMENTO MENSAL FATURAMENTO ANUAL POLO FRESH 200 R$ 76,00 R$ 15.200,00 R$ 182.400,00 ALFA FERRARI 180 R$ 89,00 R$ 16.020,00 R$ 192.240,00 OMEGA MARINE 210 R$ 65,00 R$ 13.650,00 R$ 163.800,00 BROMÉLIA 230 R$ 99,00 R$ 22.770,00 R$ 273.240,00 ESSENCIA DOS LIRIOS 250 R$ 85,00 R$ 21.250,00 R$ 255.000,00 JASMINE 240 R$ 79,00 R$ 18.960,00 R$ 227.520,00 TOTAL 1.310 R$ 107.850,00 R$ 1.294.200,00 9 FATURAMENTO ANUAL: 12 X 107.850,00 = 1.294.200,00 ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5 R$1.294.200,00 R$1.294.200,00 R$1.294.200,00 R$1.294.200,00 R$1.294.200,00 Discriminação Custo Mensal Custo Anual Manutenção R$ 600,00 R$ 7.200,00 Conta de Telefone R$ 500,00 R$ 6.000,00 Conta de Luz R$ 1.200,00 R$ 14.400,00 Conta de Água R$ 800,00 R$ 9.600,00 Aluguéis R$ 5.000,00 R$ 60.000,00 Pagamento de Funcionários R$ 30.000,00 R$ 360.000,00 Impostos R$ 40.000,00 R$ 480.000,00 Insumos R$ 183.735,00 R$ 2.204.820,00 Total R$ 261.835,00 R$ 3.142.020,00 4.488.600,00 4.488.600,00 4.488.600,00 4.488.600,00 4.488.600,00 Payback: é o tempo decorrido entre o investimento inicial e o momento no qual o lucro líquido acumulado se iguala ao valor desse investimento. O payback pode ser nominal, se calculado com base no fluxo de caixa com valores nominais, e presente líquido, se calculado com base no fluxo de caixa com valores trazidos ao valor presente líquido. Qualquer projeto de investimento possui de inicio um período de despesas (em investimento)a que se segue um período de receitas liquidas(liquidas dos custos do exercício). As receitas recuperam o capital investido. O período de tempo necessário para as receitas recuperam a despesa em investimento é o período de recuperação. O período de recuperação pode ser considerado com o cash-flow atualizado ou sem o cash-flow atualizado. Valor Presente Líquido (VPL): É a fórmula matemático-financeira capaz de determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial. Basicamente, é o calculo de quanto 10 os futuros pagamentos somados a um custo inicial estariam valendo atualmente. Temos que considerar o conceito de valor do dinheiro no tempo, devido ao custo de oportunidade de se colocar, por exemplo, tal montante de dinheiro na poupança para render juros. É um método padrão Contabilidade gerencial para a conversão de balanços para as chamadas demonstrações em moeda constante, quando então se tenta expurgar dos valores os efeitos da inflação e das oscilações do câmbio. Finanças para a análise do orçamento de capitais - planejamento de investimentos em longo prazo. Usando o método VPL um projeto de investimento potencial deve ser empreendido se o valor presente de todas as entradas de caixa menos o valor presente de todas as saídas de caixa (que iguala o valor presente líquido) for maior que zero. Se o VPL for igual a zero, o investimento é indiferente, pois o valor presente das entradas é igual ao valor presente das saídas de caixa; se o VPL for menor do que zero, significa que o investimento não é economicamente atrativo, já que o valor presente das entradas de caixa é menor do que o valor presente das saídas de caixa. Taxa Interna de Retorno (TIR): É a taxa necessária para igualar o valor de um investimento (valor presente) com os seus respectivos retornos futuros ou saldos de caixa. Sendo usada em análise de investimentos significa a taxa de retorno de um projeto. A TIR é a taxa que o investidor obtém em média em cada ano sobre os capitais que se mantêm investidos no projeto, enquanto o investimento inicial é recuperado progressivamente. A Taxa Interna de Retorno de um investimento pode ser maior do que a Taxa Mínima de Atratividade significa que o investimento é economicamente atrativo igual à Taxa Mínima de Atratividade: o investimento está economicamente numa situação de indiferença. Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o investimento não é economicamente atrativo pois seu retorno é superado pelo retorno de um investimento com o mínimo de retorno.Entre vários investimentos, o melhor será aquele que tiver a maior Taxa Interna de Retorno Matematicamente, a Taxa Interna de Retorno é a taxa de juros que torna o valor presente das entradas de caixa igual ao valor presente das saídas de caixa do projeto de investimento.A TIR é a taxa de desconto que faz com que o Valor Presente Líquido (VPL) do projeto seja zero, um projeto é atrativo quando sua TIR for maior do que o custo de capital do projeto. Custo de capital É a taxa de retorno esperada que os investidores num projeto conseguem ganhar no 11 mercado de capitais sobre outros investimentos de risco similares. Os Componentes do Capital:  Ordinárias  Ações Preferenciais  Bônus (dívida) Lucros Retidos - lucro que a companhia obtém, mas não dá aos acionistas na forma de dividendos. O custo do capital pode ser representado pela taxa de juros que as empresas usam para calcular, descontando ou compondo, o valor do dinheiro no tempo Assim os recursos empregados na entidade, sob a forma de investimento dos proprietários, recursos captados no mercado financeiro sob a forma de investimento em títulos emitidos pela empresa ou obtidos sob a forma de empréstimos, calculado o custo médio de obtenção do capital necessário às operações da entidade através da média do percentual de cada fonte desses recursos. Payback Inv. Inicial Proj. Acum. R$ 3.000.000,00 R$3.000.000,00 1 R$ 1.346.580,00 R$1.346.580,00 2 R$ 1.346.580,00 R$2.693.160,00 3 R$ 1.346.580,00 R$4.039.740,00 4 R$ 1.346.580,00 R$5.386.320,00 5 R$ 1.346.580,00 R$6.732.900,00 TIR 3000000 chs g cfo 1346580 g cfj 5 g nj F irr = 34,80 12 VPL 3000000 chs g cfo 1346580 g cfj 5 g nj 11,67 i f npv = 1.894.066,30 Inflação A inflação é o aumento contínuo e generalizado dos preços na economia. É medida pelos chamados índices de preços que classificam-se: Índices Gerais de Preço (IGP) são índices que buscam medir a inflação como um conceito amplo na economia, envolvendo preços de atacado, de varejo e de construção civil.Índices de Preços ao Consumidor (IPC) são índices que buscam medir a inflação do varejo que atinge diretamente consumidor (pessoas físicas).Causas da Inflação o processo inflacionário distorce os sistemas de preços e afeta o bom funcionamento do mercado.Inflação é o contínuo, persistente e generalizado aumento de preços. Consideramos quatro tipos principais:Inflação de demanda: refere-se ao excesso de demanda agregada em relação à produção disponível de bens e serviços na economia. É causada pelo crescimento dos meios de pagamento, que não é acompanhado pelo crescimento da produção. Ocorre apenas quando a economia está próxima do pleno- emprego, ou seja, não pode aumentar substancialmente a oferta de bens e serviços a curto prazo. Combate a inflação da demanda:Aumentar a taxa de juros – com isso o consumo e o investimento privado são desestimulados, diminuindo a demanda da inflação;Aumentar os impostos e cortar gastos e investimentos públicos, diminuindo a demanda privada e a pública;Inflação de oferta: está relacionada a algum forte aumento de custos para os empresários e são repassados aos preços finais gerando inflação.Para combater a inflação de oferta:  Estimular a concorrência combatendo oligopólios e monopólios;  Diminuir custos para os empresários; Inflação Crônica: O setor publico é o causador da inflação crônica. O resultado 13 financeiro do setor publico pode ser definido de forma simplificada. Se a receita de impostos é maior que os gastos, investimentos e juros pagos, o setor público tem superávit fiscal;Se a receita é menor que os gastos, investimentos e juros pagos, o setor público tem difícil fiscal. Quando o setor público tem déficit fiscal, as opções de financiamento são:  Aumentar impostos ou cortar gastos e investimentos;  Emprestar dinheiro, aumentando a divida publica interna ou externa; O papel da inflação na economia Um efeito da inflação de pequena escala é que se tornam mais difícil renegociar alguns preços, e particularmente contratos e salários, para valores mais baixos — então com o aumento geral de preços é mais fácil para que os preços relativos se ajustem. Muitos valores são bastante inelásticos para baixo, e tendem a subir; logo, os esforços para manter uma taxa zero se o nível aumenta, irão punir outros setores com queda de preços, lucros e empregos. Por conta disso alguns economistas e executivos veem essa inflação suave como um mecanismo de "lubrificação" do comércio. Segundo algumas escolas de economia, esforços para manter uma estabilidade completa de preços podem também levar à deflação (queda constante de preços), que podem ser bastante destrutiva, estimulando falências, concordatas e finalmente a recessão, que é o "descontrole" ou "descomando", da economia. Muitos na comunidade financeira lembram-se do "risco escondido" da inflação como um incentivo essencial para o investimento, ao invés da simples poupança, riqueza acumulada. A inflação, desta perspectiva, é vista como a expressão no mercado do valor temporal do dinheiro ou mais precisamente moeda, no chamado "economês" (linguagem da do mundo da ciência econômica). Ou seja, se um real hoje é mais valioso que um real daqui a um ano, devido à desvalorização dos meios de produção, fonte desse real, então, deve haver uma desvalorização também do real na economia como um todo, no futuro. Desta perspectiva, a inflação representa a incerteza - valorização de "algo" que na verdade não existe, ou seja, sobre o valor ou "renda, composta da e na moeda no e do futuro". Valores Nominais e Reais 14 Valores Nominais: valores correntes, aqueles que incorporam a inflação, estes são os valores que encontramos na prática utilizados nos supermercados, lojas, salários dentre outros. Valores Reais: os que retiram o efeito da inflação, também chamados de valore constantes, são efetivamente ganhos ou perdidos já descontados a inflação no período. Fórmula de Fisher Para converter juros reais em nominais, utiliza-se a fórmula de Fisher. (1+i) = (1+r)*(1+) i = taxa de juros nominais r = taxa de juros reais j = inflação Efeitos da Inflação no Projeto A longo prazo, a inflação é essencialmente um fenômeno monetário. No entanto, a curto e médio prazo, ela pode ser afetada por pressões da oferta e da procura na economia, e influenciada pela elasticidade relativa dos salários, dos preços e das taxas de juro. No monetarismo, os preços e os salários ajustam-se com rapidez suficiente para tornar os restantes fatores um mero comportamento marginal da linha geral de tendência. Os preços e os salários ajustam-se a taxas diferentes, e estas diferenças produzem efeitos suficientes no produto real para serem de "longo-prazo" na perspectiva das pessoas na economia. A depreciação e o imposto de renda podem exercer um efeito positivo ou negativo sobre um investimento, dependendo das situações em análise. Esses efeitos devem ser levados sempre em consideração pelo investidor. Depreciação O custo ou a despesa decorrente do desgaste ou da obsolescência dos ativos imobilizados (máquinas, veículos, móveis, imóveis e instalações) da empresa. Ao longo do tempo, com a obsolescência natural ou desgaste com uso na produção, os 15 ativos vão perdendo valor, essa perda de valor é apropriada pela contabilidade periodicamente até que esse ativo tenha valor reduzido a zero. A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção será alocada como custo, por sua vez, os ativos que não forem usados diretamente na produção, terão suas depreciações contabilizadas como despesa. Em termos contábeis, o cálculo da depreciação deverá obedecer aos critérios determinados pelo governo, através da Secretaria da Receita Federal, art. 305 do RIR/99, que estipula o prazo de 10 anos para depreciarmos as máquinas, 5 anos para veículos, 10 anos para móveis e 25 anos para os imóveis. A depreciação não é obrigatória para as entidades, mas aquelas que auferem lucros, farão uso como redutor "artificial" dos seus resultados a oferecer à tributação. As entidades sem fins lucrativos não têm razão para usar essa técnica. Como se vê, a depreciação é uma técnica contábil que independe da influência administrativa, visa a atender às exigências do Fisco quanto à dedução do Imposto sobre a Renda das empresas em percentuais fixados. A razão dessa depreciação é a de promover a capitalização das empresas para quando o objeto que está sendo usado ser substituído no seu descarte, fazendo a entidade, afinal, o lucro contábil da entidade, que será distribuído "monetariamente", foi reduzido por um efeito contábil "não monetário", através da depreciação, e assim, capitalizou a empresa no exato valor lançado nesta rubrica, através do lançamento a débito do patrimônio na despesa com depreciação. Entretanto, no cálculo da depreciação, o administrador poderá estabelecer fórmulas mais adequadas à realidade de sua empresa (gerencialmente a depreciação passaria a ter influência da administração), desde que não fira o Regulamento do Imposto de Renda/RIR, que estabelece percentuais máximos (ou períodos mínimos de tempo). Assim, um veículo, por exemplo, embora tenha uma vida útil econômica teórica de cinco anos, não precisa ser depreciado nesse período, pois a sua vida útil efetiva será bem maior do que isso, principalmente se os resultados da empresa não forem sempre de lucros para serem "poupados" para esta finalidade. Imposto de renda É um imposto existente em vários países, em que cada pessoa ou empresa é obrigada a deduzir certa porcentagem de sua renda média anual para o governo. Esta porcentagem 16 pode variar de acordo com a renda média anual, ou pode ser fixa em uma dada porcentagem. Esse tributo tem como base de cálculo normalmente o lucro contábil, ou seja, a diferença entre receitas e custos/despesas. O imposto de renda (IR) incide sobre pessoas físicas (IRPF) quanto sobre pessoas jurídicas (IRPJ). O fato gerador é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza. Complementarmente ao IR, existe a contribuição social lucro líquido (CSLL), a qual possui o mesmo fato gerador e incide sobre a mesma base de cálculo do IR. Existem basicamente duas fórmulas de tributação de IRPJ:  IRPJ E CSLL sobre lucro real  IRPJ E CSLL sobre lucro presumido O simples nacional que seria uma terceira forma de cobrança de imposto de renda, funciona na prática, para efeitos de análise de investimentos, de forma similar ao lucro presumido, apenas englobando mais atributos, como PIS, COFINS, ICMS, ISS e INSS na mesma alíquota. Imposto de Renda Sobre Lucro Real É a forma mais tradicional e mais adotada pela grande maioria dos países do mundo, consiste em tributar o lucro, e não a receita, permitindo que a empresa abata os seus custos e despesas (apenas os permitidos por lei) antes de pagar o IR e a CLSS. O IR e a CSLL incidem sobre o LAIR (Lucro antes do IR), ou seja, permiti-se que a empresa abata seus custos e despesas da base de cálculo. Efeitos do Imposto de Renda e Depreciação no Projeto Para efeito de imposto de renda, a depreciação não é obrigatória, entretanto a apuração do lucro real do exercício é muito importante para que se pague menos imposto de renda, apresentando um lucro mais próximo da realidade. A depreciação efetuada fora do exercício em que ocorreu a utilização dos bens do ativo, bem como a depreciação calculada a maior que as taxas permitidas, não são dedutíveis 17 como custos, ou encargos, para fins do imposto de renda. Quando a lanchonete comprou bens para uso próprio efetuo um gasto, este por tratar-se de um investimento não pode ser contabilizado como despesa, esses bens que serão utilizados com o tempo desgastam-se e perdem o valor. Para isso é necessária a depreciação. Através dela, pode-se considerar como despesa o valor gasto na compra de seus bens de uso. Para se depreciar o valor gasto na aquisição de um bem é preciso atender a algumas exigências legais, principalmente o tempo de vida útil do bem, pois os bens não duram eternamente, eles têm um tempo de vida útil, o qual, desgastado pelo uso em função da natureza ou mesmo por cair em desuso, deixa de ser útil para a empresa. Risco e incerteza O risco do investimento está relacionado com a probabilidade da obtenção de um retorno menor que o retorno esperado – quanto maior for a probabilidade da obtenção de retornos baixos ou negativos, maior risco terá o investimento A taxa de retorno esperado de um investimento é o valor esperado da distribuição de probabilidade dos possíveis retornos; Investidores racionais detêm ―portfólios‖ de ativo com risco, mas estão mais preocupados com o risco da carteira do que com o risco de cada um dos ativo. Risco Sistemático ou de Mercado Afecta todas as empresas em geral e não é passível de ser reduzido pela diversificação, respeita à incerteza da inflação, da política monetária e orçamental, às mudanças conjunturais. Como é um risco que não pode ser esbatido pela estratégia da diversificação, o acionista para fazer aplicações na empresa, em alternativa aos títulos do tesouro (taxa sem risco), vai exigir uma remuneração adicional pelo risco de mercado que incorre. É de fácil entendimento pois está relacionado com a variação do valor dos ativos (bens, serviços, índices). É o risco de ganhar ou perder montantes financeiros pela simples mudança dos preços dos ativos no mercado financeiro. O risco de mercado é o risco global do mercado resultante de: alteração na taxa de juros; divulgação de indicadores econômicos: inflação, crescimento, poupança, confiança do consumidor; crise política, escândalos, denuncia; crises financeiras ou bancárias, 18 nacionais ou internacionais; guerras, revolução, atentados terroristas; grandes oscilações nos mercados internacionais; mudanças de ordem política, alteração de ministérios importantes; alteração nas alíquotas de imposto pelo governo; aceitação pelo mercado de colocação de títulos públicos; classificação do risco do país pelos organismos internacionais; resultados de pesquisas de intenção de votos em períodos eleitorais. Risco de Negócio O risco de negócio pode ser definido como a incerteza inerente às projeções do resultado operacional, ou seja, o resultado antes de impostos e encargos financeiros (resultado econômico de exploração). O risco de negócio varia de empresa para empresa e altera-se com o decorrer do tempo. Depende de vários fatores: Instabilidade da procura: quanto maior for a estabilidade da procura menor será o risco do negócio; Volatilidade do preço: quanto maior for a variabilidade do preço maior será o risco; Volatilidade dos custos dos fatores: quanto mais incerta for a previsão da evolução dos preços de aquisição dos fornecimentos e da mão de obra, tanto mais arriscado é o negócio; Capacidade de repercussão dos aumentos dos custos nos preços de venda: a inflação verificada nos últimos anos tornou este item fundamental. Quanto mais difícil for a repercussão no preço de venda das variações dos custos dos fatores, maior será o risco de negócio; Dimensão dos custos fixos: quanto maior for o peso dos custos fixos maior será o risco do negócio, na medida em que a queda da procura tem um impacto mais que proporcional no resultado operacional. Volatilidade É o grau médio de variação das cotações de um determinado ativo em determinado período. Trata-se de uma variável que mostra a intensidade e a frequência das oscilações nos 19 cotações de um ativo financeiro, o qual pode ser ação, título, fundo de investimento ou ainda, de índices das bolsas de valores considerado um determinado período de tempo, sendo esta variável (a volatilidade) um dos parâmetros mais frequentemente utilizados como forma de mensurar o risco de um ativo considerado. O cálculo da volatilidade usa uma janela móvel de tempo. O uso da amostra deve utilizar um peso que reduza o efeito das observações estatísticas do passado mais longínquo. A volatilidade pode ser descrita como uma função dela própria defasada no tempo, este tipo de situação juntamente com o modelo que descreve um ativo em função da volatilidade é dito um modelo de volatilidade estocástica. A volatilidade é a quantidade e intensidade de flutuações e oscilações que ocorrem com uma série de retornos, estas flutuações relacionam-se com a média dos retornos. VPL 3000000 chs g cfo 1346580 g cfj 5 g nj 34,67 i f npv = 7.144,53 3000000 chs g cfo 1346580 g cfj 5 g nj 35,67 i f npv = (46.210,19) A partir do valor dado pela taxa Selic 11,67% foi acrescentado TMA de 1% em 1%. Oprojeto é viável com a TMA no valor máximo de 34,67% 7.144,53 sendo que com 35,67% o valor do projeto fica negativo (46.210,19). 20 Considerações Finais Conforme observado ao decorrer do trabalho, a utilização de metodologias de análise de investimento é uma atividade extremamente dependente de variáveis muito incertas e na maioria das vezes, imprevisíveis. Com isso, a dificuldade encontrada para se obter uma opção ideal de investimento é muito grande. Porém, se utilizada de forma correta, as metodologias tratadas neste estudo norteia o investidor para se obter uma opção mais próxima da ideal, dentro da medida do previsível. A utilização da metodologia e das teorias, em si, é trivial. Entretanto, a obtenção dos parâmetros a serem utilizados nas mesmas não possui o mesmo caráter, pois tais informações são extraídas de análises macro econômico e políticas para o período a se investir e isso não é, de longe, tarefa trivial. A utilização de informações de terceiros, como corretores, boletins, etc, é de suma importância para a conclusão final a respeito dos investimentos a serem realizados, uma vez que quanto maior a gama de informações na qual a conclusão será embasada melhor confiabilidade ela terá. 21 Bibliografia http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucro_antes_de_juros_e_imposto_de_renda ―Análise de Investimentos‖- Casarotto, Nelson ; Kopittke,Bruno Hartmut; 6° edição atlas(1994) ―Administração Financeira‖ - Ross, Westerfield, Jaffe; Ed. Atlas (1995) ‖Projetos de Investimento‖ - Lapponi, Juan Carlos; Lapponi Editora (2000) ―Notas de Aula‖- Prof. Dr. Laércio Luis Vendite ―Decisões Financeiras em condições de risco‖- Securato, José Roberto – Atlas (1996);