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DIREITO PENAL: CONCEITO a) Aspecto Formal / Estático: Direito Penal é o conjunto de normas

DIREITO PENAL: CONCEITO

a) Aspecto Formal / Estático: Direito Penal é o

conjunto de normas que qualifica certos comportamentos humanos como infrações

penais, define os seus agentes e fixa sanções

NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches

DIREITO PENAL: MISSÃO

Na atualidade, a doutrina divide a missão do Direito Penal em:

1- MISSÃO MEDIATA

a

serem-lhes aplicadas.

 

a) Controle Social

b)

Aspecto Material: O Direito Penal refere-se a

b) Limitação ao Poder de Punir do Estado

comportamentos considerados altamente reprováveis ou danosos ao organismo social, afetando bens jurídicos indispensáveis à própria conservação e progresso da sociedade.

OBS.: Se de um lado, o Estado controla o cidadão, impondo-lhe limites, de outro lado é necessário também limitar seu próprio poder de controle evitando a hipertrofia da punição.

c) Aspecto Sociológico/Dinâmico (TJ/PR): 2- MISSÃO IMEDIATA Direito Penal é mais um instrumento de controle
c) Aspecto Sociológico/Dinâmico (TJ/PR):
2- MISSÃO IMEDIATA
Direito Penal é mais um instrumento de
controle social visando assegurar a necessária
disciplina para a harmônica convivência dos
membros da sociedade.
A doutrina diverge: (MP/MG - 1ª fase)
Aprofundando o enfoque sociológico
- A manutenção da paz social demanda a
existência de normas destinadas a estabelecer
diretrizes.
1ª Corrente: a missão do Direito Penal é
proteger bens jurídicos (Funcionalismo de
Roxin).
2ª Corrente: a missão do Direito Penal é
assegurar o ordenamento jurídico, a vigência
da norma (Funcionalismo de Jakobs).
- Quando violadas as regras de conduta, surge
para o Estado o dever de aplicar sanções (civis
ou penais).
- Nessa tarefa de controle social atuam vários
ramos do Direito.
- Quando a conduta atenta contra bens
jurídicos especialmente tutelados, merece
reação mais severa por parte do Estado,
valendo-se do Direito Penal.
- O que diferencia a norma penal das demais é
a espécie de consequência jurídica (pena
privativa de liberdade).
a norma penal das demais é a espécie de consequência jurídica (pena privativa de liberdade). www.cers.com.br

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 2- Quanto ao ESPAÇO: Em regra,

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CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 2- Quanto ao ESPAÇO: Em regra, aplica-se a

2- Quanto ao ESPAÇO: Em regra, aplica-se

a

lei penal aos fatos ocorridos no território

nacional (Princípio da Territorialidade – art.

5º C.P.).

“Art. 5º, C.P. - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.”

3- Quanto ao TEMPO: O direito de punir não

é

eterno (a maior prova dessa afirmação é a

prescrição – limite temporal do direito de

punir).

OBS.: O direito de punir é monopólio do Estado, ficando proibida a justiça privada.

A justiça privada pode caracterizar o crime de exercício arbitrário das próprias razões (art. 345 C.P.).

“Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:

CUIDADO! Há um caso que o Estado tolera a punição privada paralela à punição estatal: ESTATUTO DO ÍNDIO (art. 57 da lei nº 6001/73)

“Art. 57. Será tolerada a aplicação, pelos grupos tribais, de acordo com as instituições próprias, de sanções penais ou disciplinares contra os seus membros, desde que não revistam caráter cruel ou infamante, proibida em qualquer caso a pena de morte.”

“Estatuto de Roma - Artigo 1º - O Tribunal - É criado, pelo presente instrumento,
“Estatuto de Roma - Artigo 1º - O Tribunal - É
criado, pelo presente instrumento, um Tribunal
Penal Internacional ("o Tribunal"). O Tribunal
será uma instituição permanente, com
jurisdição sobre as pessoas responsáveis pelos
crimes de maior gravidade com alcance
internacional, de acordo com o presente
Estatuto, e será complementar às jurisdições
penais nacionais. A competência e o
funcionamento do Tribunal reger-se-ão pelo
presente Estatuto.”
DIREITO PENAL SIMBÓLICO
A LEI,
NECESSÁRIA, NASCE SEM

QUALQUER EFICÁCIA SOCIAL.

EX: CRIA-SE O TIPO PENAL COM PENA

DESPROPORCIONAL

VELOCIDADES DO DIREITO PENAL

Idealizadas por Silva Sánchez. Trabalha com o tempo que o Estado leva para punir o autor de uma infração penal mais ou menos severa.

com o tempo que o Estado leva para punir o autor de uma infração penal mais

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 1ª VELOCIDADE: Enfatiza infrações penais mais

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1ª VELOCIDADE: Enfatiza infrações penais mais graves, punidas com pena privativa de liberdade, exigindo procedimento mais demorado, observando todas as garantias penais e processuais.

IMPORTANTE!

Lei complementar pode autorizar o Estado a legislar sobre Direito Penal incriminador no seu âmbito.

2º VELOCIDADE: Flexibiliza direitos e garantias fundamentais, possibilitando punição mais célere, mas, em contrapartida, prevê penas alternativas.

“Art. 22, parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.”

3º VELOCIDADE: Mescla a 1ª velocidade e a 2ª velocidade. FONTES DO DIREITO PENAL 2-
3º VELOCIDADE: Mescla a 1ª velocidade e a
2ª velocidade.
FONTES DO DIREITO PENAL
2-
FONTE
FORMAL
(“propagar
o
produto
- Defende a punição do criminoso com pena
fabricado”)
privativa de liberdade (1ª velocidade).
-Permite, para determinados crimes, a
flexibilização de direitos e garantias
constitucionais (2ª velocidade).
É o instrumento de exteriorização do Direito
Penal, o modo como as regras são reveladas
(fonte de conhecimento ou cognição).
2- FONTES FORMAIS
FONTES DO DIREITO PENAL
Lugar de onde vem (fonte material) e como se
exterioriza (fonte formal) o Direito Penal.
a) Imediatas (Doutrina Moderna)
a.1) LEI
- Fonte formal imediata.
- Único instrumento normativo capaz de criar
infrações penais e cominar sanções.
a.2) CONSTITUIÇÃO FEDERAL
- Fonte formal imediata.

1- FONTE MATERIAL (“fábrica”) É a fonte de produção da norma (órgão encarregado de criar o Direito Penal): UNIÃO (artigo 22, I, C.F.).

“Art.

legislar sobre:

22.

Compete

privativamente

à

União

- Muito embora não possa criar infrações penais ou cominar sanções, a C.F. nos revela o Direito Penal estabelecendo patamares mínimos (mandado constitucional de criminalização) abaixo dos quais a intervenção penal não se pode reduzir.

I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;”

comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;” www.cers.com.br 3

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches # Pergunta (fase oral MP/SP): Se

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# Pergunta (fase oral MP/SP): Se a C.F. é superior à lei, porque ela não
#
Pergunta
(fase
oral
MP/SP):
Se a C.F. é superior à lei, porque ela não
pode
criar
infrações
penais
ou
cominar
sanções?
Em razão de seu processo moroso de
alteração.
EXEMPLOS
DE
MANDADOS
CONSTITUCIONAIS DE CRIMINALIZAÇÃO:
“Art.
5º,
XLII,
CF
-
A
prática
do racismo
constitui crime inafiançável e imprescritível,
sujeito
à
pena
de reclusão (patamares
mínimos), nos termos da lei; (a lei é quem cria
o crime de racismo e comina a sua pena).”
“Art. 5º, XLIV, CF - Constitui crime inafiançável
e imprescritível (patamares mínimos) a ação de
grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;”
2- FONTES FORMAIS
a) Imediatas (Doutrina Moderna)
a.4) JURISPRUDÊNCIA
- Fonte formal imediata.
- Revela Direito Penal, podendo ter inclusive
caráter vinculante.
- Ex: O legislador não poderia retirar o
crime de homicídio do ordenamento jurídico,
porque a C.F./88 garante o direito à vida.
- Com base no mandado constitucional de
criminalização implícito questiona-se a
legalização do aborto.

Ex: “Art. 71 C.P. - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo (jurisprudência propõe 30 dias), lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica- se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.”

2- FONTES FORMAIS

a) Imediatas (Doutrina Moderna)

em qualquer caso, de um sexto a dois terços.” 2- FONTES FORMAIS a) Imediatas (Doutrina Moderna)

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches a.5) PRINCÍPIOS - Fonte formal imediata.

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a.5) PRINCÍPIOS

- Fonte formal imediata.

- Não raras vezes, os Tribunais absolvem ou

reduzem penas com fundamento em princípios.

- Ex: Princípio da Insignificância – causa de atipicidade.

b) Interpretação doutrinária (ou científica)

- É a interpretação feita pelos estudiosos.

- Ex: Livro de doutrina.

c) Interpretação jurisprudencial

- É o significado dado às leis pelos Tribunais.

- Pode ter caráter vinculante.

a.6) ATOS ADMINISTRATIVOS

-

INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL 2- Interpretação quanto ao MODO a) Gramatical / Filológica (TJ/ MS)
INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL
2- Interpretação quanto ao MODO
a) Gramatical / Filológica (TJ/ MS) / Literal
- Considera o sentido literal das palavras.
b)
Teleológica
-
Perquire a intenção objetivada na lei.
c)
Histórica
quanto
ao
SUJEITO
- Indaga a origem da lei.
d) Sistemática
Interpretação em conjunto com a legislação em
vigor e com os princípios gerais do Direito.
e) Progressiva (ou evolutiva)
- Busca o significado legal de acordo com o
progresso da ciência.

INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL

Fonte formal imediata quando complementam norma penal em branco.

FONTE FORMAL

Mediata (Doutrina Moderna)

Ex: Lei de drogas é complementada por uma Portaria da ANVISA.

-

2-

b)

b.1) DOUTRINA

# COSTUMES?

São classificados como fontes informais do Direito Penal.

-

O assunto será aprofundado no estudo do Princípio da Legalidade.

-

INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL

O

por um sujeito que, empregando determinado modo, chega a um resultado.

ato de interpretar é necessariamente feito

1-

(ORIGEM)

Interpretação

a)

- É aquela fornecida pela própria lei.

Interpretação autêntica (ou legislativa)

- Ex: Art. 327 C.P. (conceito de funcionário público).

“Art. 327, C.P. - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.

§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.

3- Interpretação quanto ao RESULTADO

a) Declarativa / Declaratória

É aquela em que a letra da lei corresponde exatamente àquilo que o legislador quis dizer (nada suprimindo, nada adicionando).

da lei corresponde exatamente àquilo que o legislador quis dizer (nada suprimindo, nada adicionando). www.cers.com.br 5

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches b) Restritiva A interpretação reduz o

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b) Restritiva

A interpretação reduz o alcance das palavras da lei para corresponder à vontade do texto.

”Art. 237 - Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta:

Pena - detenção, de três meses a um ano.”

c) Extensiva (+ cai no concurso)

Amplia-se o alcance das palavras da lei para que corresponda à vontade do texto.

2-

CONSTITUIÇÃO

INTERPRETAÇÃO

CONFORME

A

- A Constituição informa e conforma as normas

INTERPRETAÇÃO Aprofundando ATENÇÃO! A doutrina cita, ainda, duas espécies de interpretação: - 1-
INTERPRETAÇÃO
Aprofundando
ATENÇÃO! A doutrina cita, ainda, duas
espécies de interpretação:
-
1- INTERPRETAÇÃO “SUI GENERIS”
Se subdivide em:
a)
EXOFÓRICA:
o
significado
da
norma
interpretada
não
está
no ordenamento
normativo.
Exemplo: art. 20 C.P. (“tipo”) – quem define o
que é tipo legal é a doutrina – e não a lei.
-
“Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do
tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a
punição por crime culposo, se previsto em lei.”

b) ENDOFÓRICA : o texto normativo interpretado empresta o sentido de outros textos do próprio ordenamento normativo (interpretação muito utilizada nas normas penais em branco).

Para Rogério Greco:

hierarquicamente inferiores. - Assume nítido relevo dentro da perspectiva do Estado Democrático de Direito.

EXTENSIVA:

# Admite-se interpretação extensiva contra o réu?

1ª Corrente (Nucci e Luiz Regis Prado): É indiferente se a interpretação extensiva beneficia ou prejudica o réu (a tarefa do intérprete é evitar injustiças).

A C.F./88 não proíbe interpretação extensiva contra o réu.

2ª Corrente (Luiz Flávio Gomes / Defensoria Pública): Socorrendo-se do Princípio do “in dubio pro reo”, não admite interpretação extensiva contra o réu (na dúvida, o juiz de interpretar em seu benefício)

“Estatuto de Roma - Artigo 22.2- A previsão de um crime será estabelecida de forma precisa e não será permitido o recurso à analogia. Em caso de ambiguidade, será interpretada a favor da pessoa objeto de inquérito, acusada ou condenada.”

Exemplo1: Art. 121, § 2º, I, II e IV C.P. Exemplo2: Art. 306 C.T.B.

Exemplo: art. 237 C.P. – a expressão “impedimento para casamento” é interpretada de acordo com o Código Civil.

C.P. – a expressão “impedimento para casamento” é interpretada de acordo com o Código Civil. www.cers.com.br
C.P. – a expressão “impedimento para casamento” é interpretada de acordo com o Código Civil. www.cers.com.br

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I - recompensa, ou por outro motivo torpe; mediante paga ou promessa de III -

I -

recompensa, ou por outro motivo torpe;

mediante

paga

ou

promessa

de

III - com emprego de veneno, fogo, explosivo,

asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel,

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que a intenção voluntária do legislador é não privilegiar esse tipo de crime).

ART. 181, I C.P.

ou

de que possa resultar perigo comum;

“Art. 181 - É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em

IV

- à traição, de emboscada, ou mediante

prejuízo: (Vide Lei nº 10.741, de 2003)

dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; Pena - reclusão, de doze a trinta anos.”

ART. 306, C.T.B.

“Art. 306. Conduzir veículo automotor com

capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância

psicoativa

dependência:

12.760, de 2012)

ATENÇÃO! A INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA não se confunde com ANALOGIA

ANALOGIA

Não

-

integração. - Pressupõe lacuna.

- Parte-se do pressuposto de que não existe uma lei a ser aplicada ao caso concreto, motivo pelo qual é preciso socorrer-se de previsão legal empregada à outra situação similar.

PRESSUPOSTOS DIREITO PENAL

a) Certeza de que sua aplicação será favorável

ao

réu (analogia “in bonam partem).

b) Existência de uma efetiva lacuna a ser preenchida (omissão voluntária do legislador).

Exemplo1: Art. 181, I C.P. – (o legislador não lembrou da união estável – possível analogia

“in bonam partem”).

I - do cônjuge, na constância da sociedade conjugal;

ART. 155 § 2º C.P. Furto que determine (Redação dada pela Lei nº Art. 155
ART. 155 § 2º C.P.
Furto
que determine
(Redação dada pela Lei nº
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem,
coisa alheia móvel:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de
pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode
substituir a pena de reclusão pela de detenção,
diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar
somente a pena de multa.
é
forma
de
interpretação,
mas
de
DA
ANALOGIA
NO
PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO PENAL

Podemos estudar os Princípios do Direito Penal formando 4 grupos:

1º Princípios relacionados com a MISSÃO FUNDAMENTAL DO DIREITO PENAL

2º Princípios relacionados com o FATO DO AGENTE

Exemplo2:

Privilegiado (não é aplicável ao roubo, uma vez

Furto

Art.

155

§

C.P.

3º Princípios relacionados com o AGENTE DO FATO

ao roubo, uma vez Furto Art. 155 § 2º C.P. – 3º Princípios relacionados com o

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 4º Princípios relacionados com a PENA

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4º Princípios relacionados com a PENA 1º Princípios relacionados com a MISSÃO FUNDAMENTAL DO DIREITO
4º Princípios relacionados com a PENA
1º Princípios relacionados com a MISSÃO
FUNDAMENTAL DO DIREITO PENAL
1.2- Princípio da INTERVENÇÃO MÍNIMA
O Direito Penal só deve ser aplicado quando
1º Princípios relacionados com a MISSÃO
FUNDAMENTAL DO DIREITO PENAL
estritamente necessário, de modo que sua
intervenção fica condicionada ao fracasso das
1.1- Princípio da EXCLUSIVA PROTEÇÃO
DOS BENS JURÍDICOS
demais esferas de controle (caráter
subsidiário), observando somente os casos de
relevante lesão ou perigo de lesão ao bem
jurídico tutelado (caráter fragmentário).
- O Direito Penal deve servir apenas e tão
somente
para
proteger
bens jurídicos
relevantes.
IMPORTANTE! O princípio da insignificância
é desdobramento lógico de qual
característica da intervenção mínima?
CONCEITO DE BEM JURÍDICO:
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA
- É um ente material ou imaterial, haurido do
- É um princípio limitador do Direito Penal.
contexto social, de titularidade individual ou
metaindividual, reputado como essencial para a
- Causa de ATIPICIDADE MATERIAL
coexistência e o desenvolvimento do homem
em sociedade.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA DE
ACORDO COM OS TRIBUNAIS
SUPERIORES (STF / STJ):
- Requisitos: (para decorar: “prol”)
1-
Ausência de periculosidade social da ação
2-
Reduzido
grau
de
reprovabilidade
do
comportamento.
3-
Mínima ofensividade da conduta do agente
4-
Inexpressividade da lesão jurídica causada.
OBSERVAÇÕES SOBRE O PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA
4- Inexpressividade da lesão jurídica causada. OBSERVAÇÕES SOBRE O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA www.cers.com.br 8

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 1- STF e STJ: para aplicação

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1- STF e STJ: para aplicação do princípio da insignificância, consideram a capacidade econômica da vítima (STJ-Resp. 1.224.795).

2- Há julgados no STF e STJ (prevalece) negando o princípio da insignificância para o reincidente, portador de maus antecedentes, ou o criminoso habitual (STF-HC 107.674; STJ- Resp. 1.277.340).

3- Prevalece no STF e no STJ não ser possível

o

qualificado (falta o requisito do reduzido grau

princípio da insignificância no furto

de reprovabilidade do comportamento).

4- STF e STJ não admitem o princípio da insignificância nos crimes contra a fé pública, mais precisamente moeda falsa (STF-HC

105.829).

OBSERVAÇÕES SOBRE O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA

5- STF admite o princípio da insignificância nos crimes contra a Administração Pública praticados por funcionário público. STJ não admite.

No entanto, STF e STJ admitem o princípio da insignificância nos crimes contra a

Administração Pública praticados particulares.

6- Prevalece que STF e STJ não admitem o princípio da insignificância no porte de drogas para uso próprio.

7- STF e STJ não admitem o princípio da insignificância em nenhuma forma de tráfico.

8-

princípio da insignificância nos crimes ambientais (há importante divergência sobre o assunto).

STF e STJ têm decisões admitindo o

2º Princípios relacionados com o FATO DO AGENTE por 2.1- Princípio da EXTERIORIZAÇÃO ou MATERIALIZAÇÃO
2º Princípios relacionados com o FATO DO
AGENTE
por
2.1- Princípio da EXTERIORIZAÇÃO ou
MATERIALIZAÇÃO DO FATO
O Estado
pode
incriminar
condutas
humanas voluntárias, isto é, fatos.
ATENÇÃO! Veda-se o Direito Penal do
autor: Consistente na punição do indivíduo
baseada em seus pensamentos, desejos e
estilo de vida.
O Direito Penal brasileiro é um DIREITO
PENAL DO FATO.

Ex:

“Art. 2º CP - Ninguém pode ser punido por

fato

que lei posterior deixa de considerar crime,

cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. ”

O nosso ordenamento penal, de forma legítima, adotou o Direito Penal do fato, mas que considera circunstâncias relacionadas

de forma legítima, adotou o Direito Penal do fato, mas que considera circunstâncias relacionadas www.cers.com.br 9

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches ao autor, especificamente quando da análise

NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches

ao autor, especificamente quando da análise da pena.

Ex: Mendicância (art. 60 L.C.P. – abolido) – era Direito Penal do autor.

3º Princípios relacionados com o AGENTE DO FATO

3.1-

PESSOAL

Princípio

da

RESPONSABILIDADE

2º Princípios relacionados com o FATO DO AGENTE

Proíbe-se o castigo pelo fato de outrem. Está vedada a responsabilidade coletiva.

2.2- Princípio da LEGALIDADE Analisaremos na próxima aula.

DESDOBRAMENTOS:

a) Obrigatoriedade da individualização da acusação É proibida a denúncia genérica, vaga ou evasiva (Promotor deve individualizar os comportamentos). Atenção: Nos Crimes Societários, os Tribunais flexibilizam essa obrigatoriedade.

b) Obrigatoriedade da individualização da pena

3º Princípios relacionados com o AGENTE DO FATO

RESPONSABILIDADE

Não basta que o fato seja materialmente causado pelo agente, ficando a sua responsabilidade condicionada à existência da voluntariedade (dolo/culpa).

Em síntese, está proibida a responsabilidade penal objetiva.

ATENÇÃO: Concurso de delegado da polícia civil / DF – 2ª fase - Temos doutrina anunciando dois casos de responsabilidade penal objetiva (autorizadas por lei) :

Crítica: A teoria da “actio libera in causa” exige não somente uma análise pretérita da imputabilidade, mas também da consciência e vontade do agente.

2- Rixa Qualificada

2º Princípios relacionados com o FATO DO AGENTE 2.3- Princípio da OFENSIVIDADE / LESIVIDADE Exige
2º Princípios relacionados com o FATO DO
AGENTE
2.3-
Princípio
da
OFENSIVIDADE
/
LESIVIDADE
Exige que do fato praticado ocorra lesão ou
perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.
-CRIME DE DANO: ocorre efetiva lesão ao
bem jurídico.
-CRIME DE PERIGO: basta risco de lesão ao
bem jurídico.
3.2-
Princípio
da
SUBJETIVA
a) Perigo abstrato:
o
risco
de
lesão
é
absolutamente presumido por lei.
b)
Perigo
concreto:
o
risco
deve
ser
demonstrado.
-
Temos doutrina entendendo que o crime
de perigo abstrato é inconstitucional.
Presumir prévia e abstratamente o perigo
significa, em última análise, que o perigo
não existe.
-
Essa tese, no entanto, hoje não prevalece
1- Embriaguez voluntária

no STF. No HC 104.410, o Supremo decidiu que a criação de crimes de perigo abstrato não representa, por si só, comportamento inconstitucional, mas proteção eficiente do Estado.

Ex.: Embriaguez ao volante – STF decidiu que o ébrio não precisa dirigir de forma anormal para configurar o crime – bastando estar embriagado (crime de perigo abstrato).

Ex.: Arma desmuniciada – STF – jurisprudência atual – crime de perigo abstrato – demanda efetiva proteção do Estado.

Crítica: Só responde pelo resultado agravador quem atuou frente à ele com dolo ou culpa, evitando-se responsabilidade objetiva.

resultado agravador quem atuou frente à ele com dolo ou culpa, evitando-se responsabilidade objetiva. www.cers.com.br 10

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 3º Princípios relacionados com o AGENTE

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3º Princípios relacionados com o AGENTE DO FATO

- Adota o princípio da presunção de inocência

ou de não culpa?

3.3- Princípio da CULPABILIDADE

- Postulado limitador do direito de punir.

- Só pode o Estado impor sanção penal ao

agente imputável (penalmente capaz), com potencial consciência da ilicitude (possibilidade de conhecer o caráter ilícito do comportamento), quando dele exigível conduta diversa (podendo agir de outra forma).

3.4- Princípio da ISONOMIA

“Art. 5º, ‘caput’ CF: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:”

Isonomia Substancial (e não formal)

- Deve-se tratar de forma igual o que é igual e desigualmente o que é desigual.

- O STF, julgando a ADC nº 19 afastou as

alegações de que o tratamento especialmente protetivo conferido à mulher pela lei nº 11.340/06 violaria a isonomia. Nesse julgamento foi observado que o princípio constitucional é o da isonomia substancial.

3º Princípios relacionados com o AGENTE DO FATO

3.5-

INOCÊNCIA

Convenção Americana de Direitos Humanos - Artigo 8º .2: “Toda pessoa acusada de um delito tem direito a que se presuma sua inocência, enquanto não for legalmente comprovada sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias mínimas:”

será

considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;”

Art.

5º,

LVII

C.F.

“ninguém

Concurso da Defensoria Pública: não trabalha com o princípio da presunção de não culpa (só com o princípio da presunção de inocência).

Demais concursos: trabalham com os princípios como sinônimos (presunção de inocência ou não culpa).

DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

liberdade do

investigado ou acusado somente se admite após a condenação definitiva

Atenção! A prisão provisória é cabível quando imprescindível. Prisão provisória = imprescindibilidade

“Art. 312 CPP: A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência (quando imprescindível para) da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

Cumpre à acusação o dever de demonstrar

responsabilidade do réu (e não a este

A condenação deve derivar da certeza do

princípio do “in dubio pro reoé um

desdobramento da presunção de inocência.

Súmula vinculante 11- “Só é lícito o uso de

algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.”

a) Qualquer restrição à b) a comprovar sua inocência) c) julgador (“in dubio pro reo”)
a)
Qualquer
restrição
à
b)
a
comprovar sua inocência)
c)
julgador (“in dubio pro reo”)
da
PRESUNÇÃO
DE
O
Ex:

Princípio

sua inocência) c) julgador (“in dubio pro reo”) da PRESUNÇÃO DE O Ex: Princípio www.cers.com.br 11

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 4º Princípios relacionados com a PENA

NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches

4º Princípios relacionados com a PENA

4.1- Princípio da DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

4.2-

PENA 4.3- Princípio da PROPORCIONALIDADE 4.4- Princípio da PESSOALIDADE 4.5- Princípio da VEDAÇÃO DO “BIS IN IDEM”

Princípio

da

INDIVIDUALIZAÇÃO

DA

Vincula o Poder Executivo e Judiciário a leis formuladas de forma abstrata (impede o poder punitivo arbitrário).

3.2- Fundamento Democrático

Representa o respeito ao princípio da divisão de poderes.

Compete ao Parlamento a missão de elaborar leis.

3.3- Fundamento Jurídico PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Princípio da reserva legal: - lei ordinária (regra) -
3.3- Fundamento Jurídico
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Princípio da reserva legal:
- lei ordinária (regra)
- lei complementar

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (Princípio relacionado com o fato do agente)

1- INTRODUÇÃO

Lei prévia e clara produz importante efeito intimidativo.

Art. 5º , II, C.F. – “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;” Art. 5º, XXXIX, C.F. – “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;” Art. 1º, C.P. - “Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.”

Art. 1º CP - “Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.”

Crime: abrange contravenção penal? Pena: abrange medidas de segurança?

Quais documentos internacionais tratam do princípio da legalidade?

Conclusão: Não há infração penal (crime + contravenção) ou sanção penal (pena + medida de segurança) sem lei anterior.

a) Convênio para a Proteção dos Direitos

Humanos e Liberdades Fundamentais (Roma –

1950).

b)

(1969).

c)

Convenção Americana de Direitos Humanos

Art. 3º Código Penal Militar: “As medidas de segurança regem-se pela lei vigente ao tempo da sentença, prevalecendo, entretanto, se diversa, a lei vigente ao tempo da execução.”

Estatuto de Roma (1998).

5- DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

2- CONCEITO

a) NÃO HÁ CRIME OU PENA SEM LEI

Real limitação ao poder estatal de interferir na esfera das liberdades individuais (daí sua inclusão na Constituição Federal e nos Tratados Internacionais).

# Medida Provisória pode criar crime?

LEGALIDADE =

3-

LEGALIDADE

FUNDAMENTOS

DO

PRINCÍPIO

DA

Não sendo lei, mas ato do Poder Executivo com força normativa, a Medida Provisória não cria crime e não comina pena.

3.1- Fundamento Político

# É possível Medida Provisória versando sobre Direito Penal não incriminador? Medida Provisória pode extinguir a

Medida Provisória versando sobre Direito Penal não incriminador? Medida Provisória pode extinguir a www.cers.com.br 12

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punibilidade? NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches 5- DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA

punibilidade?

NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches

5- DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

Lembrando: o Art. 62, § 1º, I, “b” C.F. proíbe Medida Provisória versando sobre Direito Penal

b)

NÃO

CRIME

OU

PENA

SEM

LEI

(matéria incluída pela EC 32/01).

ANTERIOR

 

“Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

- Princípio da anterioridade.

- Proibição da retroatividade maléfica da lei

penal

constitucional).

benéfica é garantia

(a

retroatividade

c) NÃO HÁ CRIME OU PENA SEM LEI ESCRITA § 1º É vedada a edição
c)
NÃO
CRIME
OU
PENA
SEM
LEI
ESCRITA
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias
sobre matéria:
-
Proíbe-se o costume incriminador.
# Para que serve o costume no Direito Penal?
I
- relativa a:
-
Para a interpretação.
b) direito penal, processual penal e processual
-
O costume interpretativo / “secundum legem”
civil;”
exerce importante missão no Direito Penal –
atua dentro dos limites do tipo penal.
A doutrina diverge:
Ex: Art. 155, § 1º, C.P.: Repouso noturno.
1ªC: Com o advento da EC 32/01, ficou claro
que Medida Provisória não pode versar sobre
Direito Penal (incriminador ou não
incriminador).
# Costume pode revogar infração penal?
Discute-se na contravenção do jogo do bicho.
-
Prevalece entre os constitucionalistas.
1ªC: Admite- se o costume abolicionista ou
revogador da lei nos casos em que a
infração penal não mais contraria o
interesse social deixando de repercutir
negativamente na sociedade.
-
Conclusão: Para esta corrente, jogo do bicho
não mais deve ser punido, pois a contravenção
foi formal e materialmente revogada pelo
costume.
2ªC: Não é possível o costume
abolicionista. Entretanto, quando o fato já
não é mais indesejado pelo meio social, a
lei não deve ser aplicada pelo magistrado.
-
Conclusão: Jogo do bicho, apesar de ser
formalmente contravenção, não serve para
punir o autor da conduta, pois materialmente
abolida.
3ªC (Prevalece): Somente a lei pode revogar
outra lei. Não existe costume abolicionista.
-
Conclusão: jogo do bicho permanece infração
penal, servindo a lei para punir os
abolicionista. - Conclusão: jogo do bicho permanece infração penal, servindo a lei para punir os www.cers.com.br

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches contraventores enquanto não revogada por

NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches

contraventores

enquanto

não

revogada

por

5- DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA

outra lei.

LEGALIDADE

ATENÇÃO!

STF/STJ

adotaram

a

3ªC

e

f)

NÃO

CRIME

OU

PENA

SEM

LEI

decidiram

que

o

crime

de

violação

de

NECESSÁRIA

 

direitos

autorais

(art.

184

2º,

C.P.)

permanece

vigente

(formal

e

materialmente).

5- DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

d)

ESTRITA

NÃO

Proíbe-se a utilização da analogia para criar tipo incriminador (analogia “in bonam partem” é possível).

Ex.: Art. 155 § 3º CP, abrange sinal de TV à cabo?

“§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.”

A 2ª Turma do STF, no julgamento do HC 97.261 declarou a atipicidade da conduta do agente que subtrai sinal de TV à cabo asseverando ser impossível a analogia incriminadora com o crime de furto de energia elétrica.

5- DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

e)

CERTA

NÃO

- Princípio da Taxatividade (ou da determinação).

-

Doutrina entende que o art. 288-A C.P. viola o princípio da taxatividade.

-

Exige-se clareza dos tipos penais.

Desdobramento lógico do princípio da intervenção mínima. - Nesse contexto revogou o crime de adultério, sedução (e não o costume).

-

HÁ CRIME OU PENA SEM LEI HÁ CRIME OU PENA SEM LEI PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
CRIME
OU
PENA
SEM
LEI
CRIME
OU
PENA
SEM
LEI
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
X

TIPO ABERTO e NORMA PENAL EM BRANCO

“Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código: (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE - Exige edição de lei certa, precisa e determinada.

12.720, de 2012) ” PRINCÍPIO DA LEGALIDADE - Exige edição de lei certa, precisa e determinada.

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NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches TIPO ABERTO - É espécie de

NOVO CURSO PARA CARREIRA JURÍDICA Direito Penal Rogério Sanches

TIPO ABERTO

- É espécie de lei penal incompleta. - Depende de complemento valorativo (dado pelo juiz na análise do caso concreto).

NORMA PENAL EM BRANCO

- Espécie de lei penal incompleta.

- Depende de complemento normativo (dado por outra norma).

BRANCO - Espécie de lei penal incompleta. - Depende de complemento normativo (dado por outra norma).
BRANCO - Espécie de lei penal incompleta. - Depende de complemento normativo (dado por outra norma).

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