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Juliana Iwashita Kawasaki

A nova norma brasileira
ABNT NBR ISO 8995-1
Iluminacao de ambientes de trabalho
• Principal norma brasileira que regia a elaboração de
projetos luminotécnicos
• Estabelece os valores de iluminâncias médias mínimas
em serviço para iluminação artificial em interiores
• Define as condições gerais e a metodologia para adoção
dos níveis de iluminância para diversas atividades e
tarefas
• Datada de abril de 1992
• Encontrava-se desatualizada em relação às práticas
recomendadas internacionalmente – aborda apenas os
níveis de iluminância.
Revisão da NBR5413: Iluminância de interiores
• Comissão de Estudo para Aplicações Luminotécnicas e
Medições Fotométricas da ABNT/CB-03 - CE-03:034.04
• Participação de instituições: ABILUX, CIE Brasil, ASBAI,
Eletrobrás, Procel, Inmetro, Fundacentro, universidades,
arquitetos, lighting designers, fabricantes de equipamentos,
laboratórios, concessionárias de energia elétrica.
• Treze reuniões: início em setembro de 2009
Revisão da NBR5413: Iluminância de interiores

• Publicação: 21 de março de 2013
• Substitui e cancela a NBR5413 e NBR5382
• Baseada na Norma Internacional ISO 8995-1 – Lighting of
indoor work places, elaborada em conjunto com a CIE (CIE S
008/E)
• Em consonância com norma europeia EN 12464-1 – Lighting
of work places. Part 1: Indoor work places
• Especifica requisitos para que as pessoas desempenhem
tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e
segurança.
• Aborda aspectos quantitativos e qualitativos da iluminação
NBR ISO 8995-1: Iluminação de ambientes de trabalho.
Parte 1: Interior
• Iluminância mantida - área da tarefa e entorno imediato
• Controle de ofuscamento (Método UGR – Unified Glare
rating - Índice de ofuscamento unificado)
• Reprodução de cor mínima (Ra) para as diversas
atividades e tarefas

• Apresentação de tabela com os três requisitos para cada
interior, tarefa ou atividade
Principais aspectos da revisão
Principais aspectos da revisão
Iluminância mantida (Ēm): Valor abaixo do qual a iluminância
média da superfície especificada não poderá ser reduzido.


A iluminância média para cada tarefa
não convém estar abaixo dos
valores estabelecidos
independentemente da idade e
condições da instalação.

O projetista deverá considerar para o
projeto fatores de depreciação
adequados para cada tipo de
instalação proposta.
Iluminância

A escala recomendada das iluminâncias:

20 – 30 – 50 – 75 – 100 – 150 – 200 – 300 – 500 – 750 – 1000 –
1500 – 2000 – 3000 – 5000 lux

20 lux: o menor valor considerado para a escala das iluminâncias
exigida para diferenciar as características da face humana

200 lux: iluminância mantida mínima para trabalhos contínuos.

Iluminância
A iluminância deve ser aumentada quando:
- baixos contrastes fora do normal estão presentes na tarefa,
- o trabalho visual é crítico,
- a correção dos erros é onerosa,
- é da maior importância a exatidão ou a alta produtividade, ou
- a capacidade de visão dos trabalhadores está abaixo do
normal.
A iluminância mantida necessária poderá ser reduzida
quando:
- os detalhes são de um tamanho extraordinariamente grande ou
de alto contraste, ou
- a tarefa é realizada por um tempo excepcionalmente curto.
Iluminância
Área da tarefa: A área parcial em um local de trabalho no qual
a tarefa visual está localizada e é realizada.







Entorno imediato: Uma zona de no mínimo 0,5 m de largura
ao redor da área da tarefa dentro do campo de visão.

Iluminância
A iluminância mantida das
áreas do entorno imediato
não deve ser inferior aos
valores estabelecidos na
tabela ao lado:

A área da tarefa deve ser
iluminada o mais
uniformemente possível.






Iluminância da
tarefa (lux)
Iluminância do
entorno imediato
(lux)
≥750 500
500 300
300 200
≤200 Igual a
iluminância da
tarefa
Uniformidade ≥
0,7
Uniformidade ≥
0,5

Uniformidade da
iluminância: razão entre o
valor mínimo e o valor médio.

Iluminância de tarefa
Iluminação geral
Não considera áreas de tarefas
individuais nem tarefas visuais
diferentes. É baseada na tarefa
mais usual da sala. A posição
das estações de trabalho não é
definida. A sala inteira possui
iluminação uniforme.
Distribuição da iluminação

Iluminação de tarefa
Iluminação focada na tarefa
visual.
Ambientes podem ser
projetados para serem mais
atrativos, iluminação dinâmica
pode propiciar qualidade visual.
Pode obter-se melhores resultados de
eficiência energética
Distribuição da iluminação

Iluminação de tarefa

Colunas
- Flexibilidade
- Menor distância da fonte
luminosa para a tarefa visual
- Menor carga instalada
- Novas tecnologias: LED
Distribuição da iluminação

Iluminação de tarefa
Pendentes
- Menor distância da fonte
luminosa para a tarefa
visual
- Menor carga instalada
- Novas tecnologias - LED
Distribuição da iluminação

Iluminação de tarefa
Pendentes
- Iluminação localizada
- Menor distância da fonte
luminosa para a tarefa
visual
- Menor carga instalada
- Novas tecnologias - LED
Distribuição da iluminação
Ofuscamento direto
• Luminárias sem controle
de ofuscamento
•Superfícies muito brilhantes
Ofuscamento refletido
• Superfícies refletivas
• Disposição incorreta de
luminárias
• Posição incorreta da estação de
trabalho

Causas
Controle de ofuscamento
Ofuscamento direto


Ofuscamento refletido
Efeitos

• Perda de concentração
• Fadiga
• Erros mais freqüentes
• Acidentes
Controle de ofuscamento
Ofuscamento direto
• Luminárias com baixas
luminâncias
• Luminárias com proteção
da visualização direta da
lâmpada

Ofuscamento refletido
• Posicionar luminárias adequadamente
• Iluminação indireta
• Superfícies opacas
• Limitar as luminância das luminárias
• Aumentar a área luminosa da
luminária
Recomendação
Controle de ofuscamento
Método UGR - Unified Glare Rating

Calcula o ofuscamento da instalação
de iluminação como um todo através
de uma posição de observação
definida para uma sala padrão.

Considera as luminárias do ambiente e
brilho de paredes e teto.

Deve ser fornecido pelo fabricante de
luminárias e é possível calcular com
programas de cálculo luminotécnico.
Controle de ofuscamento
A escala UGR: 13 – 16 – 19 – 22 – 25 – 28
Controle de ofuscamento
Temperatura de cor correlata (T
cp
): aparência de cor da lâmpada





A escolha da aparência da cor para cada ambiente dependerá de uma
análise do projetista, em função de fatores como a iluminância, as
cores da sala e mobiliário, clima e a aplicação.


Aparência da cor Temperatura de cor correlata
Quente Abaixo de 3300 K
Neutra 3300 K a 5300 K
Fria Acima de 5300 K
Luz de vela 1500K
Lâmpada incandescente 2700K
Amanhecer 3,200K Céu encoberto 7,000K Céu azul >9,500K



Aspectos da cor
Índice de reprodução de cor (R
a
): capacidade que afeta a
aparência da cor de objetos e das pessoas iluminadas pela
lâmpada.

Aspectos da cor
Ra = 62 Ra = 93
Recomenda-se :
R
a
≥ 80 em interiores
onde as pessoas
trabalham ou permanecem
por longos períodos,
podendo haver exceções
para a iluminação de
galpões industriais e para
iluminação externa.

Exemplos de aplicação (necessidade mínima de Ra)
Ra > 90: Inspeção de cor
Ra 80-90: Escritórios
Ra 70-79: Indústria de eletrônicos
Ra 60-69: Trabalhos de montagem
Ra 40-59: Oficinas
Ra 20-39: Armazéns


Aspectos da cor
Índice de Reprodução de Cores (Ra)
Anexo A – Considerações para áreas de tarefa e áreas do
entorno
Anexo B – Malha de cálculo para projeto do sistema de
iluminação
Anexo C – Controle do ofuscamento
Anexo D – Manutenção do sistema de iluminação

Anexos informativos
Informações adicionais

Anexo A – Áreas de tarefa e áreas do entorno

Anexo A – Áreas de tarefa e áreas do entorno



Figura A.6 – Áreas horizontais e verticais onde os locais de trabalho podem estar localizados
Anexo A – Áreas de tarefa e áreas do entorno
Anexo B – Malha de cálculo para projeto do sistema
de iluminação
Anexo C – Controle do ofuscamento
Método tabular


Tabelas fornecidas por fabricantes

Anexo C
Controle do ofuscamento
Anexo C – Controle do ofuscamento


A iluminância diminui progressivamente durante o uso do sistema de
iluminação, devido:
• À depreciação por acúmulo de poeira nas lâmpadas e luminárias
• À depreciação dos materiais da luminária
• Ao decréscimo do fluxo luminoso das lâmpadas
• À depreciação das refletâncias das paredes

Para reduzir a depreciação da luminária deve-se adotar uma manutenção
periódica dos sistemas, através da limpeza de lâmpadas e luminárias e
substituição programada de lâmpadas.
Anexo D – Manutenção do sistema de iluminação

Anexo D – Manutenção do sistema de iluminação

Determinação do fator de manutenção
Fator de manutenção (FM) é um múltiplo de fatores e é determinado
como a seguir:
FM = FMFL x FSL x FML x FMSS

FMFL considera a depreciação do fluxo luminoso da lâmpada,
FSL considera o efeito de falha por envelhecimento da lâmpada,
FML considera os efeitos de redução do fluxo luminoso devido ao
acúmulo de sujeira nas luminárias
FMSS considera a redução da refletância devido à deposição de sujeira
nas superfícies da sala

Os valores dos fatores de manutenção individuais podem ser obtidos através dos
fabricantes ou ser encontrados em publicações de iluminação como a CIE 97.
Anexo D – Manutenção do sistema de iluminação


Anexo D – Manutenção do sistema de iluminação
Anexo D – Manutenção do sistema de iluminação
- Atendimentos de requisitos da norma
• Quantitativos de iluminância
• Qualitativos de conforto visual
• Controle de ofuscamento
• Reprodução de cor
• Temperatura de cor

- Outras demandas / Tendências:
Eficiência energética – regulamentos para certificação de edifícios
• Densidade de potência máxima (W/m
2
)
• Equipamentos mais eficientes - LED
• Controle da iluminação artificial
• Aproveitamento da lluminação natural
• Automação



Requisitos para projetos luminotécnicos
Juliana Iwashita Kawasaki
juliana@expersolution.com.br
www.expersolution.com.br
OBRIGADO