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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DRA. MARIA AUGUSTA SARAIVA

Amauri R. Da Silva Junior Bruno Paixão Lisboa Cleudes V. R. Panosso Gustavo Z. B. De Castro Maria Claudia Ambrosio Paulo Vitor M. Ribeiro Taiane Marconato Dos Santos

IMPACTO DA TRIBUTAÇÃO NO PREÇO FINAL DO PRODUTO: UM ESTUDO DE CASO.

Trabalho de Conclusão de Curso

SÃO PAULO

2014

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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DRA. MARIA AUGUSTA SARAIVA

Amauri R. Da Silva Junior Bruno Paixão Lisboa Cleudes V. R. Panosso Gustavo Z. B. De Castro Maria Claudia Ambrosio Paulo Vitor M. Ribeiro Taiane Marconato Dos Santos

IMPACTO DA TRIBUTAÇÃO NO PREÇO FINAL DO PRODUTO: UM ESTUDO DE CASO.

Trabalho de Conclusão de Curso

Trabalho de conclusão de curso apresentado

à Escola Técnica Estadual Dra. Maria Augusta

Saraiva mantida pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, como parte dos pré-requisitos para a obtenção do Certificado de Técnico em Contabilidade, sob

a orientação do Professor Me. Renato Antônio de Souza.

SÃO PAULO

2014

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Ficha Catalográfica

SILVA JUNIOR, Amauri Rodrigues; LISBOA, Bruno Paixão; PANOSSO, Cleudes Vieira Ramos; CASTRO, Gustavo Zocararo Bellaguarda; AMBRÓSIO, Maria Cláudia; RIBEIRO, Paulo Vitor Mendes; SANTOS, Taiane Marconato. IMPACTO DA TRIBUTAÇÃO NO PREÇO FINAL DO PRODUTO: UM ESTUDO DE CASO São Paulo: 2014 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Sousa Escola Técnica Estadual Dra. Maria Augusta de Saraiva. Orientador: Me. Renato Antônio de Souza Área de concentração: Contabilidade 1- Impacto da Tributação, Lucro Presumido, Custos, Impostos.

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Banca examinadora:

Orientador: Prof. Me. Renato Antonio de Souza

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Dedicatória

Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, aos nossos amigos e familiares, pela compreensão de nossa ausência no cotidiano e pela paciência que tiveram até aqui. A todos os nossos professores que contribuíram de forma direta e indireta na elaboração deste trabalho. Ao nosso orientador Renato Antônio de Souza pelo incentivo, dedicação e paciência em nos orientar para que o nosso projeto de Trabalho Conclusivo de Curso chegasse ao resultado final.

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Resumo

Esta pesquisa objetiva analisar o impacto da tributação no preço final do produto industrializado denominado de Carro de Plataforma Pneumático, produzido pela empresa Ovimac Indústria e Comércio de Equipamentos de Transporte LTDA, a partir da compreensão do funcionamento dos tributos e custos, e seus gêneros, segundo a legislação tributaria brasileira, cuja carga é elevada em comparação a outros países. A empresa em questão atua há vinte e oito anos no ramo de indústria e comércio e é inscrita no regime tributário de Lucro Presumido. Coletamos os dados através de pesquisa eletrônica em sites como: Receita Federal, Jus Brasil, Dataprev, buscando pelas palavras: tributação; impacto da tributação; e elevação do preço. Também averiguamos os documentos junto ao escritório contábil da empresa, além de entrevistarmos um dos proprietários, a fim de buscar esclarecimentos adicionais em relação aos documentos disponibilizados pela empresa. A partir dos dados coletados realizamos um mapeamento de toda a fabricação do produto selecionado e fizemos o levantamento de despesas com funcionários e encargos através das folhas de pagamento. Concluímos que do gasto com a matéria-prima, um total de 22,39% é recolhido em tributos. Chegamos ao valor de arrecadação, constante em uma tabela geral onde constam os tributos incidentes sobre despesas, como água, luz e manutenção, tributos incidentes sobre o custo, como despesas com funcionários, tributos sobre a receita, que somam um total de 49,33% de arrecadação para o governo. Demonstramos com isso que a arrecadação sobre o produto industrializado pesquisado é elevado.

Palavras-chave: Impacto da Tributação, Lucro Presumido, Custos, Impostos.

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Abstract

This research aims to analyze the impact of taxation on the final price of the manufactured product known as car Platform Inflatable produced by the company Ovimac Trade and Industry Transport Equipment LTDA, from the understanding of how taxes and fees, and their genders, according Brazilian tax law, whose burden is high compared to other countries. The company in question operates twenty- eight years in branch of industry and commerce and is enrolled in the presumed income tax regime. Data were collected through electronic searches on sites like: IRS, Jus Brazil, Dataprev, searching for the words: taxation; impact of taxation; and rising prices. Also we ascertain the documents by the accounting office of the company, in addition to interviewing one of the owners, in order to seek further clarification on the documents provided by the company. From the data collected we performed a mapping of the entire production of the selected product and did a survey of employee expenses and taxes through the payroll. We conclude that spending on the raw material, a total of 22.39% is collected in taxes. We arrived at the amount of storage, constant in a general table which contains the incident on expenses such as water, electricity and maintenance, taxes on the cost as employee expenses, taxes on income taxes, to a total of 49.33 % of revenues for the government. We demonstrate that with this collection on the manufactured product is researched high.

Keywords: Impact of Taxation, Presumed Income, Costs, Taxes.

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SUMÀRIO

1 INTRODUÇÃO

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2 CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

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2.1

Tributos

11

2.1.1 Função de Tributos

11

2.1.2 Tipos de tributos

12

2.2

Tributos federais

13

2.2.1

Tributos trabalhistas - contribuição sindical

13

2.2.2

Previdência social

14

2.2.3

Fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS)

15

2.2.4

Adicional da multa do fundo de garantia por tempo de serviço

16

2.2.5

Contribuição social sobre o faturamento (COFINS)

16

2.2.6

Contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL)

16

2.2.7

Imposto sobre produtos industrializados (IPI)

17

2.2.8

PIS (Contribuição ao Programa da Integração Social)

18

2.3

TRIBUTOS ESTADUAIS

18

2.3.1 Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços (ICMS)

18

2.3.2 Imposto sobre a propriedade de veículo automotora (IPVA)

19

2.3.3 Gare de substituição entre os estados (GNRE)

19

2.4

TRIBUTOS MUNICIPAIS

19

2.4.1 Imposto sobre a propriedade predial territorial urbana (IPTU)

20

2.4.2 Taxa de fiscalização de estabelecimento (TFE)

20

2.4.3 Taxa de fiscalização de anúncio (TFA)

20

2.5

CUSTOS

20

2.5.1 Custos diretos

21

2.5.2 Custos indiretos

21

9

2.5.4 Custos fixos e custos variáveis

22

2.5.5 Custo fabril

 

23

2.5.6 Fluxograma

23

2.5.7 Sistema de custeio

25

2.5.8 Custeio por absorção

25

2.5.9 Custeio direto ou variável

25

2.5.10 Custeio padrão

26

2.5.11 Custeio marginal

27

2.5.12 Custeio

ABC

27

2.5.13 Custeio

RKW

27

2.6

Despesas

27

3 CAPÍTULO II: METODOLOGIA DA PESQUISA

29

3.1 Contexto de pesquisa

29

3.2 Instrumentos e procedimentos de coleta de dados

30

3.3 Procedimentos de análise de dados

30

4 CAPÍTULO III: PESQUISA

32

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

36

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ÍNDICE FIGURAS

Figura 1: Fluxograma de linha de fabricação. Figura 2: Carro Pneumático.

ÍNDICE FIGURAS

Quadro 1: Tributos incidentes sobre a Matéria Prima. Quadro 2: Tributos incidentes sobre Despesas. Quadro 3: Tributos incidentes sobre Custos. Quadro 4: Tributos incidentes sobre Receita.

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1

INTRODUÇÃO

A presente pesquisa tem como objetivo analisar o impacto da tributação no

preço final do produto industrializado denominado de Carro de Plataforma Pneumático, produzido pela empresa Ovimac Indústria e Comércio de Equipamentos de Transporte LTDA.

A pesquisa refere-se a um estudo de caso documental realizada sobre uma

empresa de segmento industrial. A tributação no Brasil sempre foi um assunto muito discutido, comparado com outros países, a carga tributária é elevadíssima. Assim como a citação do contador Juarez Domingues Carneiro (1998, p. 21) “contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório.” A tributação da união é abusiva, e não tem o mínimo de retorno à população, pois não recebemos pelos serviços pagos, como a saúde, segurança, educação, infraestrutura. O correto seria termos pelo que pagamos. Jornal Estadão (2013) argumenta sobre os impostos invisíveis:

Os impostos invisíveis, respondem por até 93% do preço do produto no Brasil. Esses impostos são cobrados desde a base (matéria prima) até chegar ao produto final, sendo repassado todo impacto, para o produto. (Jornal Estadão, Caderno Economia e Negócios, 2013, p, 7).

A partir destas constatações, elaboramos uma pergunta que norteará este

trabalho: Qual é o impacto da tributação no preço final do produto industrializado

denominado de carro pneumático?

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2 CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1

Tributos

É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada, é a obrigação impostas as pessoas físicas e pessoas jurídicas de recolher valores ao Estado, ou entidades equivalentes. Chamado por imposto, embora tecnicamente este seja mera espécie dentre as modalidades de tributos. Excluídos do conceito de tributo estão todas as obrigações que resultem de aplicação de pena ou sanção, os tributos sempre são obrigações que resultam de um fato regular ocorrido. Os tributos podem ser pagos em dinheiro ou em trabalho, como na figura medieval da corveia. Modernamente, nos sistemas tributários capitalistas, somente o dinheiro é aceito como pagamento, subsistindo a corveia em Estados tradicionais e pré- capitalistas.

2.1.1 Função de Tributos

Fiscal: Quando tem como objetivo a arrecadação de recursos financeiros para o Estado. Imposto de Renda, por exemplo; Extrafiscal: Quando o objetivo é interferir no domínio econômico, buscando regular determinados setores da economia. As mudanças no IPI possuem essa função; Parafiscal: Quando ocorre a delegação, pela pessoa política (União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios), mediante lei, da capacidade tributária ativa à terceira pessoa (de direito público ou privado), de forma que esta arrecade o tributo, fiscalize sua exigência e utilize-se dos recursos auferidos para a consecução de seus fins. Por exemplo, a contribuição anual paga pelos advogados à OAB.

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2.1.2 Tipos de tributos

Estaremos abordando e explicando a seguir quais são os tipos de tributos, como impostos, taxas, contribuições de melhorias, contribuições especiais e empréstimos compulsórios.

2.1.2.1 Impostos

São tributos cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Os impostos se caracterizam por serem de cobrança compulsória e por não darem um retorno ao contribuinte sobre o fato gerador. Por exemplo, um imposto sobre posse de automóvel não necessariamente será revertido em melhorias das condições das vias urbanas ou rodovias.

2.1.2.2 Taxas

As taxas são tributos incidentes sobre um fato gerador e que são aplicados em contrapartida a esse fato gerador, ou seja, a taxa é a contrapartida que o contribuinte paga em razão de um serviço público que lhe é prestado ou posto à sua disposição. Além da contrapartida de um serviço público prestado ou posto à disposição, as taxas também estão relacionadas ao poder de polícia da administração, englobando fiscalizações e licenciamentos em geral. Uma taxa só pode ser instituída por uma entidade tributante da mesma competência. Por exemplo: taxas de luz pública só podem ser cobradas pelos municípios. Não necessariamente o pagante da taxa vai usar o serviço, apenas terá o serviço à disposição.

2.1.2.3 Contribuições de melhoria

As contribuições de melhoria são tributos que têm como fato gerador o benefício decorrente das obras públicas. Cobradas somente na região beneficiada pela obra. Não necessariamente essas contribuições refletem em "melhoria", uma vez que algumas obras públicas em determinadas regiões tendem a desvalorizar os

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imóveis locais. O fundamental para o fato gerador é o benefício decorrente da obra pública. Assim, a contribuição de melhoria é instituída para custear obras públicas das quais decorram em valorização de bens imóveis e tem como limite total da cobrança o custo da obra e limite individual, a valorização acrescida a cada imóvel.

2.1.2.4 Contribuições especiais

Também chamadas de Contribuição Social ou Parafiscais, estão previstas nos artigos 149 e 149-A da Constituição Federal, sendo tributos cuja característica principal é a finalidade para a qual é destinada sua arrecadação. Podem ser: sociais, de intervenção no domínio econômico, de interesse de categorias econômicas ou profissionais e para custeio do serviço de iluminação pública (COSIP). As contribuições especiais possuem finalidade e destino certo, definidos na lei que institui cada contribuição.

2.1.2.5 Empréstimo compulsório

Segundo o art. 148 da Constituição Federal, a União poderá instituir, mediante lei complementar, empréstimos compulsórios:

Para atender às despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. (RECEITA FEDERAL; SEC, 2013).

2.2 Tributos federais

Neste tópico iremos abordar sobre contribuições que são exigidas pela União por meio de lei e asseguram recursos para o Governo desenvolva atividades voltadas ao trabalhador e sócias de Governo Federal.

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A contribuição sindical está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT. Possui natureza tributária e é recolhida compulsoriamente pelos empregadores no mês de janeiro e pelos trabalhadores no mês de abril de cada ano. O art. 8º, IV, in fine, da Constituição da República prescreve o recolhimento anual por todos aqueles que participem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, independentemente de serem ou não associado a um sindicato. Tal contribuição deve ser distribuída, na forma da lei, aos sindicatos, federações, confederações e à "Conta Especial Emprego e Salário", administrada pelo MTE. O objetivo da cobrança é o custeio das atividades sindicais e os valores destinados à "Conta Especial Emprego e Salário" integram os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Compete ao MTE expedir instruções referentes ao recolhimento e à forma de distribuição da contribuição sindical. Legislação Pertinente: arts. 578 a 610 da CLT. Competência do MTE: art. 583 e 589 da CLT

2.2.2 Previdência social

É um seguro social, mediante contribuições previdenciárias, com a finalidade de prover subsistência ao trabalhador, em caso de perda de sua capacidade laborativa, administrada pelo Ministério da Previdência Social e as políticas referentes a essa área são executadas pela autarquia federal denominada Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Todos os trabalhadores formais recolhem, diretamente ou por meio de seus empregadores, Contribuições Previdenciárias para o Fundo de Previdência. No caso dos servidores públicos brasileiros, existem sistemas previdenciários próprios. O Artigo 201 da Constituição Federal brasileira prevê o Regime Geral da Previdência Social.

Originalmente uma competência do poder público, esta também é oferecida comumente por iniciativa de organizações não governamentais (ONGs) e organizações religiosas. Inúmeros entes privados (particularmente instituições financeiras) também oferecem planos de previdência complementar, também chamada de previdência privada.

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2.2.3 Fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS)

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), foi instituído em 1966, até

13 de setembro de 1966, data da criação do FGTS, existia apenas uma garantia de emprego ao trabalhador, tratava-se da estabilidade decenal. Ocorria quando o empregado completava 10 anos de trabalho em uma empresa, ocasião em que tornava-se estável.

E é atualmente regulado pela Lei nº 8.036/90 e pelo Decreto 99.684/901.

Trata-se de um conjunto de recursos captados do setor privado (empresas em geral)

e administrados pela Caixa Econômica Federal com a finalidade principal de amparar os trabalhadores em algumas hipóteses de encerramento da relação de emprego, em situações de doenças graves e até em momentos de catástrofes

naturais, sendo também destinado a investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura. Com a nova lei criou-se um fundo de recursos, abastecido pelos empregadores, mediante o depósito de 8% incidentes sobre a remuneração do trabalhador, exigido ao longo da vigência do contrato. Independentemente da opção do empregado, o empregador tinha obrigação de depositar o valor do FGTS em conta específica, em nome do trabalhador como “não optante”.

O regime de estabilidade decenal deixou de existir para os trabalhadores em

geral a partir da vigência da Constituição Federal promulgada em 05 de outubro de 1988. Por esta razão a lei 5.107 foi revogada pela Lei nº 7.839, de 1989 estabelecendo inclusive regras para os casos de empregados que à época da vigência da Constituição de 1988 não eram optantes do regime FGTS. A lei 7839/89 posteriormente foi revogada pela lei 8036/90, hoje ainda mantendo-se como aquela que regula o regime do FGTS. Os recursos do FGTS eram, e são, remunerados com juros baixos e correção monetária e, originariamente, serviriam para financiar investimentos nas áreas de habitação e infraestrutura, sobretudo de saneamento. A principal fonte de recursos do FGTS são os depósitos mensais dos empregadores nas contas vinculadas dos trabalhadores, abertas no banco administrador.

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2.2.4 Adicional da multa do fundo de garantia por tempo de serviço

O poder judiciário, através de manifestações do superior tribunal de justiça e

do supremo tribunal federal, reconheceu a ilicitude perpetrada pelo Governo brasileiro ao não aplicar a correção monetária não adequada, nas contas vinculadas do FGTS, entre os anos de 1988 e 1991, condenados à caixa econômica federal a reposição de vultosos valores.

Para arrecadar esse valor a ser pago foi criada a lei complementar n°110/2011 que instituiu dois novos tributos, nos seguintes termos.

10% sobre o FGTS na demissão do funcionário, sem justa causa.

0,5% sobre a folha de salário.

2.2.5 Contribuição social sobre o faturamento (COFINS)

Para as empresas que são optantes do regime de Lucro Presumido, as alíquotas da contribuição são de 3,0% sobre a receita bruta. Para as empresas

optantes pelo Lucro Real, a alíquota de contribuição para o COFINS é de 7,60%. No entanto, no sistema de Lucro Real deverá ser realizado o cálculo entre os débitos e o crédito, visto que nesse sistema de tributação existe a não comutatividade, ou seja, não é possível a dupla tributação, assim como no caso do ICMS e IPI.

A contribuição para o COFINS (Contribuição Social sobre o Faturamento)

deverá ser realizada e apurada pelas empresas por meio da Base de Cálculo que é

a própria receita bruta que a empresa aufere em determinado momento.

2.2.6 Contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL)

Com a finalidade de financiar a seguridade social foi criada em 1988 (Lei 7689) a CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido), mais conhecida como Contribuição social.

É calculada pela alíquota de 9% (para postos revendedores) sobre uma base

de cálculo que parte de 12% do lucro líquido do exercício antes do imposto de

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renda, ajustado por adições e exclusões previstas em lei. A própria contribuição social tem que ser excluída da base de cálculo. Quando a opção da empresa é pela apuração do imposto de renda pelo lucro real, então a tributação da CSLL é calculada pela aplicação da alíquota de 9% direta sobre o lucro líquido apurado no período, sendo a mesma base de cálculo do imposto de renda. Para fins de cálculo do IR a contribuição social é considerada despesa dedutível. Assim, quando feita a opção pelo lucro real, deve-se abater da base de cálculo do imposto de renda o valor relativo à CSLL correspondente. Desta forma, o imposto de renda a pagar será menor. Nas empresas desobrigadas de escrituração, o cálculo é igual, partindo da base de cálculo que é a receita bruta apurada no exercício social. É o caso das empresas optantes pela tributação do Imposto de Renda com base no lucro presumido ou arbitrado. A alíquota da CSLL 12% (doze por cento) para os fatos geradores ocorridos em de janeiro de 2000; 9% (nove por cento) para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de fevereiro a 31 de dezembro de 2000 (MP n° 1.858-10, de 1999, art. 6°, II, e reedições). (Eduardo Benetti 2002)

2.2.7 Imposto sobre produtos industrializados (IPI)

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incide sobre produtos

industrializados e tem como fato gerador, na importação, o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. A base de cálculo do IPI é o valor aduaneiro

da mercadoria acrescido do montante do Imposto de Importação. As alíquotas do IPI na importação são as mesmas aplicáveis nas operações no mercado interno, e constam na Tabela de Incidência do IPI (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 6.006, de 28/12/2006. Em geral as alíquotas são ad valorem; entretanto, alguns produtos (por exemplo, chocolates, bebidas, cigarros e fumo), sujeitam-se, por unidade ou por determinada quantidade de produto, ao imposto fixado em reais.

O IPI está regulamentado pelo Decreto nº 4.544, de 26/12/2002. Na

importação o IPI também é recolhido por ocasião do registro da DI. Observa-se que

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as importações de bens a que se apliquem os regimes de tributação especial ou simplificada são isentas do IPI. As alíquotas são várias e estão presentes na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI).

2.2.8 PIS (Contribuição ao Programa da Integração Social)

Instituída pela Lei Complementar nº7/70, é uma contribuição que custeia, entre outros, o Seguro Desemprego da União Federal. Assim como o COFINS, é um dos alvos favoritos da União para suas modificações, visando aumentar a arrecadação. O PIS é recolhido á alíquota de 0,65% sobre o faturamento das empresas, em geral. Ainda há a previsão de recolhimento a 1% sobre o valor das receitas correntes arrecadadas, das transferências correntes e de capital recebido. As sociedades mercantis ou prestadoras de serviços recolhem o PIS mensalmente.

2.3 TRIBUTOS ESTADUAIS

Neste tópico iremos abortar os impostos recolhidos para fins tributários, sendo instituídos no âmbito do Estado de SP através do Estado.

2.3.1 Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços (ICMS)

O ICMS está presente na Lei Federal N°155/1988, e somente os governos dos estados podem instituí-lo ou alterá-lo. O objetivo do ICMS é apenas fiscal, e o principal fato gerador é a circulação de mercadoria, até mesmo as que iniciam no exterior. O ICMS incide sobre diversos tipos de serviços, como telecomunicação, transporte intermunicipal e interestadual, importação e prestação de serviços, contendo a alíquota de 18% (SP). Todas as etapas de circulação de mercadorias e em toda prestação de serviço estão sujeitas ao ICMS, devendo haver emissão da nota fiscal. Em alguns estados, o ICMS é a maior fonte de recursos financeiros.

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O imposto não incide sobre qualquer operação com livros, jornais, operações que destinem ao exterior mercadorias, operações relativas a energia elétrica e petróleo, operações com ouro, operações de arrendamento mercantil,

2.3.2 Imposto sobre a propriedade de veículo automotora (IPVA)

O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é um imposto estadual, cobrado anualmente, cuja alíquota varia a cada Estado (de 1 a 6%) de acordo com o valor do veículo. Esse é, provavelmente, o imposto estadual mais conhecido, já que atinge todas as pessoas que possuem um carro ou moto. Porém, como o nome do IPVA indica, o imposto não incide apenas sobre carros ou motos, mas sim sobre toda pessoa que possua um veículo automotor seja automóvel, motocicleta, aeronave ou embarcações. O recolhimento do IPVA é anual e 50% do valor arrecadado é destinado ao município onde o veículo foi licenciado.

2.3.3 Gare de substituição entre os estados (GNRE)

O Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais GNRE é considerado um documento de uso habitual por todos que realizam operações de vendas para fora do estado de produção do produto, sujeitas à substituição tributária. Comesse serviço você pode preencher e emitir direto da GNRE Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais para recolhimento de ICMS. A GNRE é para recolhimento de ICMS em outros Estados. O pagamento deverá ser efetuado em agências dos bancos autorizados pela Secretaria da Fazenda do Estado. Fundamentada na Lei Estadual Nº 7.645/DEZ. 1991.

2.4 TRIBUTOS MUNICIPAIS

Neste tópico iremos abortar os impostos recolhidos que e é atribuída pelo poder Público Municipal.

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2.4.1 Imposto sobre a propriedade predial territorial urbana (IPTU)

O IPTU foi instituído pela lei nº6. 989 de 1966, o pagamento deve ser feito

pelos proprietários de imóvel na zona urbana do município, determinada em lei, o valor também pode ser de acordo com o município, a Alíquota incide sobre o valor venal do bem, ainda a previsão de progressividade do imposto, de acordo com a capacidade contributiva de cada contribuinte, utilização, valor e localização. (Daniela Cristóvão e Marta Watanabe, 2002).

2.4.2 Taxa de fiscalização de estabelecimento (TFE)

A TFE é a Taxa de Fiscalização de Estabelecimento, devida por 950 mil

contribuintes, é repassada aos paulistanos para que a Prefeitura possa arcar com as despesas de controle, vigilância e fiscalização de estabelecimentos comerciais na capital paulista, conforme o site do Estadão (2009). Fundamentada conforme a Lei 13.456, 2002.

A base de recolhimento da taxa é cobrada de acordo com o número de

funcionários registrados na empresa e deve ser paga uma vez ao ano ou na abertura da empresa pela prefeitura. Para a que a empresa possa contribuir, deve estar inscrita no CCM.

2.4.3 Taxa de fiscalização de anúncio (TFA)

A TFA é a taxa de Fiscalização de Anúncio que é cobrada pela prefeitura uma vez no ano ou na abertura da empresa, de acordo com a metragem do anúncio. Como pesquisado pelo site do Estadão (2009), cerca de 100 mil contribuintes que mantêm letreiros, luminosos, painéis e anúncios audíveis em ruas e avenidas. Regulamentada conforme a Lei Municipal N° 13.474/2002. Para a que a empresa possa contribuir, deve estar inscrita no CCM.

2.5

CUSTOS

São medidas monetárias dos sacrifícios financeiros com os quais uma organização, uma pessoa ou um governo, têm de arcar a fim de atingir seus

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objetivos, sendo considerados esses ditos objetivos, a utilização de um produto ou serviço qualquer, utilizados na obtenção de outros bens ou serviços. A Contabilidade gerencial incorpora esses e outros conceitos econômicos para fins de elaborar Relatórios de Custos de uso da Gestão Empresarial.

2.5.1 Custos diretos

O conceito de um custo direto é aquele custo que pode ser identificado

diretamente apropriado a cada tipo de obra a ser custeado, constituindo todos aqueles elementos de custo individualizáveis do produto ou serviço Zalunca (2012).

Exemplos de custos diretos:

Matérias-primas usadas na fabricação do produto.

Mão de obra direta.

Serviços subcontratados e aplicados diretamente nos produtos ou serviços.

2.5.2

Custos indiretos

O custo indireto é o custo que não se apropria diretamente a cada bem ou

função, ou seja, aquele em que não está relacionado diretamente ao bem fabricado ou serviço prestado. Exemplo de custo indireto.

Mão de obra indireta: é representada pelo trabalho nos departamentos

auxiliares, nas indústrias ou prestadores de serviços e que não são mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado, como a mão de obra de supervisores,

controle de qualidade, etc.

Materiais indiretos: são materiais empregados nas atividades auxiliares de

produção, ou cujo relacionamento com o produto é irrelevante. São eles: graxas e lubrificantes, lixas etc.

Outros custos indiretos: são os custos que dizem respeito à existência do

setor fabril, ou de prestação de serviços, como depreciação, seguros, manutenção

de equipamentos, etc. (ZALUNCA, 2012).

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2.5.3 Diferenças entre custos diretos e indiretos

Custos Diretos são aqueles que interferem diretamente na criação de um produto. Custos Indiretos são aqueles que somente por aproximação podem ser atribuídos aos produtos. (PATRUS, 2008).

2.5.4 Custos fixos e custos variáveis

Custos fixos são aqueles que não sofrem alteração de valor, em caso de aumento ou diminuição da produção. Independem, portanto do nível de atividade, conhecidos também como custo de estrutura Zalunca (2012). Exemplos:

Limpeza e Conservação.

Aluguéis de Equipamentos e Instalações.

Salários da Administração.

Segurança e Vigilância.

Classificamos como custos ou despesas variáveis, aqueles que variam proporcionalmente de acordo com o nível de produção ou atividades. Seus valores dependem diretamente do volume produzido, ou volume de vendas efetivado num determinado período (ZALUNCA, 2012, p.120). Exemplos:

Matérias-Primas

Comissões de Vendas

Insumos produtivos (Água, Energia).

No sistema de custo variável o custo final do produto (ou serviço), será a soma do custo variável, dividido pela produção correspondente, sendo os custos fixos considerados diretamente no resultado do exercício. Neste sistema a geração de riqueza está na venda e não na produção.

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Vale lembrar que este sistema de custos não é permitido pela legislação fiscal, e serve somente para fins gerenciais. O custo de absorção é utilizado legalmente conforme o Decreto 3.000/99. Neste método todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos, pouco importando se estes são fixos ou variáveis. Desta forma os produtos acabam absorvendo os custos, o que gerou o nome custo por absorção.

2.5.5 Custo fabril

É todo o tipo de custos, gastos, despesas e desperdício que houver na fabricação do produto.

2.5.6 Fluxograma

O fluxograma tem a função de melhorar a produtividade de uma linha de fabricação. O exemplo abaixo ilustra a geração de estoques como fonte de desperdícios e elevação do custo fabril.

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24 A imagem acima ilustra como é possível melhorar em 75% a produtividade de uma linha

A imagem acima ilustra como é possível melhorar em 75% a produtividade de uma linha de fabricação através da criação do fluxo estendido entre os equipamentos, estabilizando o processo, reduzindo estoques intermediários, melhorando a eficiência dos equipamentos (que trabalhariam conforme o tempo takt), e aumentando a eficiência da fabricação, reduzindo mão de obra envolvida. (CANTIDIO, 2009).

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2.5.7 Sistema de custeio

Os sistemas de custeio referem-se às formas como os custos são registrados

e transferidos internamente dentro da entidade. É o fundamento da Contabilidade de Custos ligado à decisão de como deve ser mensurado o custo do produto. Então, podemos dizer que é o método de custeio um modelo para a decisão, mensuração e informação.

A mensuração da receita dos produtos e serviços, recursos, atividades e da

empresa tem como o fundamento o preço de mercado. Custeio significa método de Apropriação de Custos. Assim, existe Custeio por Absorção, Custeio Direto, Custeio

Padrão:

2.5.8 Custeio por absorção

É aquele que utiliza todos os custos, sejam eles fixos ou variáveis diretas ou

indiretas, para apuração do custo dos produtos. Esse método derivado da aplicação

dos princípios fundamentais da contabilidade, sendo no Brasil adotado pela legislação comercial e pela legislação fiscal.

2.5.9 Custeio direto ou variável

É aquele que se utilizam apenas os custos diretos e variáveis, não utilizando

os custos fixos e indiretos. Fundamenta-se na separação dos gastos em gastos variáveis e gastos fixos. Isto é, os gastos oscilam proporcionalmente ao volume de

produção/venda e gastos que se mantêm estável perante o volume de produção/venda oscilante dentro de certos limites. No custeio direto ou variável causam em relação as suas vantagens causam divergências entre os doutrinadores. Crepaldi (2002) defende esse método de custeio com três argumentos:

1° - Os custos fixos, por sua própria natureza, existem independentemente da sua fabricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução da quantidade produzida. Os custos fixos podem ser encarados como necessário para empresa por

si só existir.

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2° - A maioria dos rateios é feita através da utilização de fatores, que na realidade, não vinculam cada custo a cada produto. Em termo de avaliação de estoque, o rateio é mais ou menos lógico. Assim qualquer decisão em base de custo deve levar em conta, também o volume da produção.

3° - Esse método não vincula nenhum produto especifico a uma unidade de produção, eles sempre são distribuídos aos produtos por meio de critério de rateio. Em contrapartida, há três argumentos que mostram as desvantagens desse método:

1° - A exclusão dos custos fixos indiretos para valoração dos estoques causa a sua subavaliação, fere os princípios contábeis e altera o resultado do período.

2° - Na pratica a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como parece, pois existem custos semivariáveis e semifixos, podendo o custeamento direto incorrer em problemas semelhantes de identificação dos elementos de custeio.

3° - O custeamento direto é um custeamento e análise de custos para decisões de curto prazo, mas subestima os custos fixos, que são ligados à capacidade de produção e de planejamento de longo prazo, podendo trazer problemas de continuidade para a empresa (PADOVESE, 2003, p.326).

Entendemos que, o custeio variável/Direto é conceitualmente adequado para a gestão econômica do sistema empresa no âmbito da contabilidade de custos, enquanto o método de custeio por absorção não é adequada para a tomada de decisão, as maiores criticas a este método centram-se nos critérios de rateio e custos indiretos fixos a serem distribuídos.

2.5.10 Custeio padrão

É o Custo cientificamente predeterminado, constituindo base para avaliação do desempenho efetivo. Representa o quanto o produto deveria custar, equivalem

aos custos reais apurados no final do período.

Representam o custo alocado ao

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produto mediante taxas predeterminadas de CIF, elaboradas com base na média dos CIF´s passados, em possíveis mudanças futuras e no volume de produção.

2.5.11 Custeio marginal

Esse método, ainda constitui novidade para muitos administradores de empresa do país. Essa forma é o modo pelo quais todos os gastos despendidos por uma empresa, de natureza variável, são alocados ao produto. Esse método propicia meios bastante objetivos de se identificar os custos e a margem de contribuição de cada produto vendido, além de a administração da empresa conhecer, de uma forma instantânea, os seus custos estruturais fixos que estão, de certa forma diretamente relacionados à capacidade instantânea.

2.5.12 Custeio ABC

É o método de custeio baseado em atividades. É o novo método de análise de custos que busca “rastrear” o gasto de uma empresa para analisar, monitorar as diversas rotas de consumo dos recursos “diretamente identificáveis” com suas atividades mais relevantes, e destas para os produtos de serviços; com o objetivo de facilitar as mudanças de atitudes dos gestores de uma empresa, a fim de que estes, paralelamente a otimização de lucros para os investidores, busquem também a otimização do valor dos produtos para os clientes. Assim define (NAKAGAWA, 2001). O custeamento com base em atividades é fundamentado no seguinte conceito: produtos consomem atividades, atividades consomem recursos.

2.5.13 Custeio RKW

Esse método de custeio, não é recomendado, nem muito utilizado, tem por procedimento ratear e alocar aos custos unitários. Ele é considerado uma despesa operacional e lançado pelo seu valor total na demonstração de resultados como gasto do período.

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Despesa, para a Contabilidade, é o gasto necessário para a obtenção de receita. As Despesas são gastos que não se identificam com o processo de transformação ou produção dos bens e produtos. O que podemos relacionar como despesas para esta empresa que esta nos servindo de base para o nosso estudo, seria o que está presente onde não for diretamente da área que não seja da industrialização do produto, como nos setores financeiro e comercial (REBOUÇAS

2011).

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CAPÍTULO II

METODOLOGIA DA PESQUISA

Este capítulo tem por objetivo apresentar informações a respeito da metodologia de pesquisa utilizada no desenvolvimento deste trabalho e o contexto em que esta pesquisa ocorreu.

2.7 Contexto de pesquisa

A empresa que vamos estudar é a Ovimac Indústria e Comércio de Equipamentos para Transporte, é uma empresa que atua a vinte e oito anos no mercado, desde 16, dezembro de 1986, é constituída por dois sócios e está no regime tributário do Lucro Presumido. Hoje esta empresa tem de quatro há cinco funcionários, a empresa fica localizada no bairro Vila Manchester. O ramo em que esta empresa atua é o de indústria e comércio. Os produtos produzidos por esta empresa são carros de transporte: hidráulicos, coletores de lixo, transportadores e entornadores de tambores, esquifes e de plataforma, pneumático, e também ferramentas: andaimes tubulares, bandejas primárias e secundárias e rodízios giratórios.

Este trabalho tem por objetivo identificar o impacto da tributação no preço final do produto. Esta pesquisa caracteriza-se como pesquisa documental por basear-se nos documentos arquivados pela empresa.

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30 2.8 Instrumentos e procedimentos de coleta de dados O instrumento para a coleta das informações

2.8 Instrumentos e procedimentos de coleta de dados

O instrumento para a coleta das informações desta pesquisa foi pesquisa eletrônica em sites de busca como: Receita Federal, Jus Brasil, Dataprev, procuramos nesses sites por palavras: tributação, impacto da tributação e elevação do preço. Além da pesquisa eletrônica, também realizamos, pesquisas documentais junto ao escritório contábil da empresa, cujo os documentos coletados foram os seguintes: Nota Fiscal de Entrada/Saída, folha de pagamento, custos, despesas da empresa e receitas, também como instrumento realizamos uma entrevista com o proprietário da empresa pesquisada, afim de busca esclarecimentos adicionais em relação aos documentos fornecidos pela empresa.

2.9 Procedimentos de análise de dados

Para iniciar, realizamos o mapeamento da fabricação do produto que selecionamos para pesquisa, desde a matéria prima ao produto final. Em contato com o escritório contábil da empresa, solicitamos as notas fiscais de entrada, e após em entrevista com o proprietário, questionamos se o transporte

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de compra era de propriedade da empresa, em que obtivemos as informações que o frete é gratuito e o local de estoque é de propriedade da empresa. Junto ao departamento de pessoal, realizamos o levantamento de funcionários e encargos através das folhas de pagamento e suas despesas. Segundo a entrevista realizada com o proprietário, a margem de lucro tem a variação de 35% a 40% da receita bruta até o produto final.

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CAPÍTULO III

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Neste capítulo descreveremos quais são as matérias primas utilizadas em nosso objeto de pesquisa, o carro de plataforma pneumático, também demonstraremos qual o preço de compra de cada matéria prima sem tributação e com tributação. Observe o quadro abaixo:

tributação e com tributação. Observe o quadro abaixo: No Quadro 1, podemos observar que para ser

No Quadro 1, podemos observar que para ser feito o carro de plataforma pneumático foram necessários cinco tipos de materiais para a criação do chassis, dentre eles, a cantoneira, o ferro chato, o eixo, a arruela e cupilha, dentre estes, a cantoneira, o ferro chato e o eixo possuem uma alíquota sobre seu valor de compra de 12% do ICMS, enquanto a arruela e cupilha não sofrem incidência de impostos. Na chapa, e nas partes da roda (pneu, câmara e ferragem) o preço original recebe uma alíquota de 18% de ICMS e as partes da roda, além do ICMS também sofrem 15% de alíquota do IPI. A quinta roda é formada por diversos materiais como o

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disco, a alavanca e o eixo de freio que recebem alíquota de 12% de ICMS em cima de seu valor original. Também para formar a quinta roda é necessário o pino, porca do pino, cupilha do pino e bucha que não tem incidência de imposto em seus valores originais. Além dessas matérias primas, observamos também a mão francesa que tem incidência de 12% de ICMS em cima de seu preço de compra e também a arruela do eixo da alavanca, bucha do freio, ponteira e argola da alavanca que não sofrem incidência de nenhum tipo de imposto.

que não sofrem incidência de nenhum tipo de imposto. No Quadro 2, são demonstradas as despesas

No Quadro 2, são demonstradas as despesas da empresa Ovimac e os tributos que incidem sobre elas. A empresa produz 15 modelos de carros diferentes e para cada modelo são feitas 20 unidades. Inicialmente a tabela retrata os gastos das despesas como um geral, ou seja, abrangendo todos os modelos de carros, contanto posteriormente desmembra os impostos para cada modelo de carro, ou seja, realizando o rateio. Referente ao IPTU a empresa paga R$ 527,00 que corresponde a R$ 35,13 para cada carro. Sobre energia elétrica, incidem o PIS/PASEP, COFINS e ICMS. O PIS/PASEP traz uma alíquota de 0,64% que corresponde a R$ 0,17 para cada carro. Já o COFINS tem alíquota de 2,96% que corresponde a R$ 0,79 para cada modelo e o ICMS, com a alíquota de 24,63% em que para cada carro será incluído um valor de R$ 6,57 na produção. A água tem como impostos incidentes o PIS/PASEP e o COFINS que juntos trazem uma alíquota de 7,30% coresponde a R$ 0,34 para cada carro. Por último temos a manutenção das máquinas onde incide o ISSQN que tem alíquota de 5%, em que R$ 1,00 será incluso na produção de cada modelo. Vale ressaltar que o valor da alíquota tem como base o valor original de cada despesa.

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34 O Quadro 3, trata dos tributos incidentes sobre os custos, neles temos a Matéria-prima que

O Quadro 3, trata dos tributos incidentes sobre os custos, neles temos a Matéria-prima que por si já tem suas alíquotas, o salário, as férias e o 13º salário em que incide o INSS com a alíquota de 25,80% e o FGTS com a de 8%, sobre o pró- labore também incide o FGTS com a mesma alíquota e o IR com a alíquota de 7,50%. O quadro acima, igualmente ao quadro 2, inicialmente retrata a situação como um geral, ou seja, abrangendo todos os modelos de carros, entretanto, posteriormente desmembra os impostos para cada modelo de carro, realizando o rateio.

os impostos para cada modelo de carro, realizando o rateio. No Quadro 4, temos a representação

No Quadro 4, temos a representação dos impostos que incidem sobre receita bruta e a receita liquida, em que sobre a receita bruta temos o PIS/PASEP, o COFINS, o ICMS e o IPI em um total de 36,65% do faturamento bruto. Quanto à receita liquida temos o IRPJ e o CSLL em um total de 24,00% do faturamento líquido.

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35 No último quadro, foram somados todos os custos, despesas e impostos incidentes sobre a receita

No último quadro, foram somados todos os custos, despesas e impostos incidentes sobre a receita (bruta e liquida). Como pode ser visto, os tributos sobre as despesas sofrem a incidência de 50,89% sobre o valor de R$ 86,47, que podemos observar que R$ 44,00 é pago somente com tributos. Os tributos sobre os custos incidem com um total de 23,11% sobre o valor de R$ 8.840,52, que se trata de R$ 2.042,66 pagos somente com tributos. E os incidentes sobre a receita somam um total de 37,61%, que representa R$ 6.694,60. No total, são tributados sobre a empresa OVIMAC 49,33% de seus gastos, o que daria um valor extremamente alto enviado ao governo.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esse trabalho teve como objetivo analisar o impacto da tributação no preço final do produto industrializado denominado como carro pneumático. Em um primeiro momento, vale ressaltar a abrangência que esse tema tem, por exemplo, em relação à tributação, sistema de custeio, folha de pagamentos, definição de despesas, custos, perdas e gastos. No decorrer da pesquisa, ampliamos a nossa visão sobre outros aspectos estudos e percebemos que a tributação tem um impacto bastante significativo no desempenho econômico da empresa estudada e que também a falta de um planejamento contábil pode proporcionar uma baixa lucratividade. De forma mais detalhada, podemos identificar que a ausência de um planejamento contábil traz ao proprietário um baixo lucro, pois conforme os dados analisados a entidade que pesquisamos tem somente 12,24% de lucro sobre o carro pneumático. Atualmente, as entidades buscam formas variadas de reduzir a carga tributária, prática que foi evidenciada em umas das entrevistas com o proprietário da Ovimac, que relatou a aquisição de sucata, ou seja, materiais reciclados ao invés de recém fabricados, pois esses produtos não têm carga tributária. Este trabalho teve como contribuição demonstrar ao consumidor final o quanto o sistema tributário do país impacta na venda do produto industrializado e de como seria grande a eficácia à entidade e ao consumidor se o percentual tributado fosse mais adequado. Como prova disso, constatamos que, sendo o preço final da produção mensal R$ 17.800,00, 0,48% são despesas, 49,66% são custos e com grande impacto, a tributação com 49,33%. De modo geral, este trabalho detalha o melhor entendimento sobre o sistema tributário e o percentual contido no preço final. Será que todos os produtos industrializados no Brasil têm a mesma carga tributária e se tem, será que o retorno em serviços públicos de qualidade condiz com o que é arrecadado? Ficam estas questões como sugestão para futuras pesquisas.

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