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Análise Fundamentalista de EUCA4 por FMAFFEK em 18/11/2009.

ATENÇÃO CENTRAL:

Estarei postando em sequência os estudos feitos da empresa EUCATEX S.A.

Fundamentos da empresa após a divulgação dos resultados na data de 11


de novembro de 2009, referentes ao 3T/09, com alusões consolidadas dos 9
meses do ano.

Espero que achem interessante o estudo deste porte e que ajude a quem
está no papel e a quem pretende entrar.

Aproveitem, analisem e usem!

EUCATEX S.A.

– EUCA4 – Código do ativo na Bovespa

ÁREA DE ATUAÇÃO

As atividades da Eucatex S.A. compreendem, principalmente, a produção


para comercialização, no país e no exterior, de chapas de fibra de madeira e
aglomerados.

As Sociedades controladas diretas atuam na produção e na comercialização


de tintas imobiliárias, artefatos para construção civil, produtos para
agricultura e comercialização do excedente energético.

Empresa fundada em 1951 e desde então vem produzindo e


comercializando forros e isolantes a partir de fibras de madeira de
eucalipto. São produtos em forma de placas de baixa densidade, com
propriedades de isolação termo-acústica, que possuía penetração no
mercado brasileiro da construção civil. Atualmente, a Eucatex é a segunda
maior produtora de chapas de fibra de madeira do mercado nacional,
detendo 41% desse mercado.

Em 1996, a Eucatex iniciou a sua produção de aglomerados de madeira e


atualmente detém 16% do mercado nacional neste segmento. Além disso, a
Eucatex é líder no mercado interno de forros, isolantes e de divisórias, além
de atuar fortemente no mercado de portas e pisos.

Apesar de ser tradicionalmente conhecida pela fabricação de chapas de


madeira, aglomerados e produtos derivados, a Eucatex também apresenta
uma linha de produção totalmente integrada, fabricando tintas (para
consumo próprio e comercialização) e resinas, produtos minerais (utilizados
na confecção de divisórias e forros que contêm propriedade antitérmica),
além de telhas e perfis de aço.
A evolução industrial da Eucatex foi sempre acompanhada pelo crescimento
de suas florestas plantadas, que garantem o fornecimento de uma
importante matéria-prima, a madeira de eucalipto.

Os principais segmentos de atuação da Companhia são a indústria


moveleira e a construção civil, sendo que cada segmento representa 48% e
35% do faturamento da Eucatex respectivamente.

SUSTENTABILIDADE

A sustentabilidade florestal da Eucatex, inclusive de sua nova linha T-


HDF/MDF, é garantida por 44 mil hectares de florestas, todas localizadas no
Estado de São Paulo.

A Companhia possui 62 fazendas de plantação de eucalipto, totalizando 44


mil hectares.
•Raio Médio de Salto –122 km
•Raio Médio Botucatu –50 km
•Novas Florestas Plantadas em 2007 –5.400 hectares
•Novas Florestas Plantadas em 2008 –4.500 hectares
•Novas Florestas Plantadas em 3T09 –557,4 hectares
•Florestas com certificação ISO 14001:2004 e Selo Verde, concedido pela
FSC (Forest StewardshipCouncil) que foram reconfirmadas neste trimestre
que atestam que suas florestas são manejadas de acordo com rigorosos
padrões ambientais, sociais e econômicos.

A Companhia foi pioneira ao implantar a primeira linha de reciclagem de


madeira em escala industrial na América do Sul. Os equipamentos de última
geração permitem que o material, captado em um raio de
aproximadamente 150 quilômetros da unidade de Salto (SP), seja utilizado
como matéria-prima na produção de chapas e como biomassa para queima
em suas caldeiras.

Quando atingir sua capacidade total de processamento, que é de 20 mil


toneladas/mês, utilizando materiais que teriam como destino o aterro
sanitário das cidades, correspondendo a 750 hectares de florestas, a
empresa economizará o equivalente a R$ 25 milhões anuais, somente na
compra de terras e aquisição de madeira. Após a entrada em operação do
novo pátio, prevista para abril/2010, será possível consumir até 16% de
madeira reciclada no processo de produção.

PARTICIPAÇÃO EM CONTROLADAS

Eucatex produz pisos, divisórias, perfis, portas, telhas, painéis MDP, chapas
de fibras de madeira e tintas e vernizes do Brasil. Com 2.031 funcionários, a
Companhia exporta para mais de 25 países e possui três modernas fábricas
em Botucatu e Salto, cidades localizadas no interior do Estado de São Paulo.
Em setembro de 2007, a Companhia concluiu com sucesso a reestruturação
de sua estrutura de capital.

Atualmente a companhia, a fim de satisfazer o mercado interno e externo,


bem como seu plano de expansão e diversificação de produtos ainda possui
as controladas:

- Eucatex Química e Mineral Ltda.;

- Eucatex Distribuidora de Solventes Ltda.;

- Eucatex of North América;

- Inc., Tamboré Ind. e Com. Prod. Met. Ltda.;

- Eucatex Comercial e Logística Ltda.;

- Novo Prisma Com. de Materiais Ltda. E

- Eucatex Agro-Florestal Ltda.

A Companhia participa ainda indiretamente na empresa AD Argilas


Descorantes Ltda. Em 99%, por meio da sociedade Eucatex Química e
Mineral Ltda. e na Eucatex Química e Mineral Ltda. em 2,07%, por
intermédio da sociedade Eucatex Distribuidora de Solventes Ltda.

Da organização e reorganização Societária -

Em dezembro de 1996, o controle acionário da Eucatex foi adquirido por


meio de transferência das quotas da RNTL Participações S/C Ltda. para o Sr.
Paulo Maluf e para a Sra. Sylvia L. Maluf.

Os novos acionistas controladores nomearam uma nova administração,


tendo o Sr. Flávio Maluf sido eleito como diretor presidente da Eucatex, a
qual tomou uma série de medidas de médio e longo prazo com enfoque na
redução de custos e capitalização, como segue:
• redução do número de diretores e diretorias de 26 para 5 ;
• redução do número de funcionários de 4.357 para 2.541 até fim do
exercício de 2004;
• venda dos negócios Terrenos e Argilas Ativadas, que eram deficitários e
não tinham qualquer sinergia com os demais negócios da Eucatex. No
último trimestre de 2002 foi vendido o negócio Filtrantes Industriais;
• fechamento de linhas de produção deficitárias, tais como, Lã de Vidro, Lã
de Rocha, Portas contra Fogo, Fachadas, Collor Walls.
• redução dos custos variáveis de produção, a redefinição da linha de
produtos a serem comercializados e o lançamento de novos produtos de
maior valor agregado;
• aumento da capacidade instalada de produtos de maior valor agregado e
a modernização das linhas de produção a partir de significativos
investimentos nas unidades fabris de Salto e Botucatu.

COMO OCORREU E O PORQUE OCORREU A TRANSAÇÃO ACIMA

Em 20 de dezembro de 1996, Paulo Salim Maluf assinou "instrumento


particular de permuta/troca" por meio do qual abriu mão da propriedade de
diversos imóveis em troca de ações da holding RNTL Participações,
avaliadas em R$ 7,1 milhões.

Os imóveis a que me refiro são:

1) 10% de uma área com mais de 58.000 m2, na zona oeste de São Paulo;
2) 10% de uma área de mais de 5.000 m2, na avenida Francisco
Matarazzo,em SP;e
3) 10% de uma área de 104 m2, também na avenida Francisco Matarazzo.

Além destes imóveis, cedeu quotas de 3 empresas: Comercial e Marieste


Comercial, além de ações da Imobiliária Santa Therezinha S/A. As empresas
foram avaliadas, à época, em R$ 2,7 milhões.

A permuta, foi feita com Roberto Maluf e sua esposa, Lina Saigh Maluf, com
Nelly Maluf Jafet, Therezinha Maluf Chamma e Nelly Maluf Chamma.

As ações da RNTL Participações foram incorporadas por outra holding, a


Pasama Participações, que hoje é a maior acionista da EUCATEX.

O irmão Roberto Maluf que era o principal quotista da RNTL, controlava


51,5% das ações com direito a voto da Eucatex. Maluf e seus filhos
controlavam os outros 48,5% por meio da PASAMA.

A transação foi realizada por causa dos problemas de relacionamento entre


Flávio Maluf (filho do ex-prefeito) e Roberto Maluf (irmão de Paulo). Flávio
assumiu a presidência da Eucatex em junho de 1996 e fez reformas
administrativas que descontentaram o tio, que ficou na presidência do
Conselho de Administração.

PASAMA Participações S.A. - MAIOR ACIONISTA DA EUCATEX (ON)

Esta empresa foi fundada em 1989, e Paulo Maluf era o principal acionista,
com 91% das ações e era o principal representante da empresa até abril de
1993, quando desligou-se administrativamente da empresa, pois havia sido
eleito para a prefeitura de São Paulo.

Desta forma, com o afastamento do “poderoso chefão” alguém teria que


comandar os negócios e a representação legal da empresa foi confiada
qualquer um de todos os sócios, desde que pelo menos três deles
assinassem os documentos conjuntamente.

Nesta condição, Flávio Maluf foi um dos signatários da procuração que lhe
deu plenos poderes para negociar em nome da família Maluf.

A razão social da holding PASAMA é a junção das primeiras 2 sílabas de


cada nome de Paulo Salim Maluf.

DESMISTIFICANDO MITOS QUANTO A POSIÇÃO ACIONÁRIA ATUAL (pessoas


físicas de Paulo Maluf e esposa)

Importante que se diga que a posição acionária abaixo está representada


pela data de 30 de abril de 2009, última atualização no site da BOVESPA,
por óbvio, fiz uma atualização com os dados relevantes divulgados no
último mês.

As pessoas físicas de Paulo Salim Maluf e sua esposa Sylvia L. Maluf não
aparecem como principais acionistas, ou seja como detentores de mais de
percentual significante na companhia, no entanto, a PASAMA sim...

Hoje, a “família” e holding, detém 45,39% das ações ordinárias da


companhia.

Do total da empresa, esta quantidade representa 15,76% do total de ações.

Posição acionária de 30 de abril de 2009 (segundo dados BOVESPA):

Nome % ON % PN % Total
Pasama Participações S.A 34,34 0,00 11,59
Flávio Maluf 6,50 0,14 2,29
Otávio Maluf 4,55 0,07 1,58
Latinvest Fund 12,97 11,96 12,30
Mercosurian Challenge Fund 9,17 7,50 8,06
Latin Amer Infrastrure Fund 10,86 7,77 8,81
Brascorp Participações Ltda 6,08 1,74 3,20
Amazon Horizon Fund 1,01 5,49 3,98
Brazil Value Fund 1,42 10,28 7,29
Caixa Previd Func Do Bco Brasil 0,00 9,75 6,46
Citibank N A Adr Departament 0,00 10,63 7,05
Granfood Ind E Comercio Ltda 7,36 0,26 2,65
The Oryx Fund 1,98 10,15 7,39
Unicorp Bank And Trust Ltd 2,56 5,19 4,30
Ações em Tesouraria 0,00 0,30 0,20
Outros 1,20 18,77 12,85
Total 100,00 100,00 100,00

Composição do Capital Social


26/07/2007
Ordinárias 31.257.700
Preferenciais 61.361.556
Total 92.619.256

Complementando o que referi acima, a atualização que fiz foi com relação a
alienação das ações da Eucatex que a PREVI – Caixa Previdenciária dos
Funcionários do Banco do Brasil possuía.

Por óbvio que a negociação/alienação das ações deste importante fundo não
se deu de um dia para o outro. Isto porque a venda de ações possuídas por
um fundo deve ser fracionada para não impactar na cotação diária ou ver os
negócios suspensos na BOVESPA, haja vista que a empresa não possui
liquidez corrente para suportar uma “desova” de ações deste porte. Foi
vendendo aos poucos suas ações e somente comunicou que se desfez de
parte de seu capital na Eucatex na data de 20 de outubro de 2009,
mediante Fato Relevante publicado na BOVESPA.

A quantidade de ações vendidas importa em 3 milhões 210 mil e 600 ações


da empresa EUCATEX.

A PREVI é um fundo importantíssimo e hoje é o maior acionista da VALE,


porém ainda mantém uma grande quantidade de ações da EUCATEX em seu
portfólio de ações, quantidade que ultrapassa os mais de 3 milhões de
ações. Reduziu quase 50% do que possuía, mantendo-se ainda com mais de
5% do total das ações.
PARTICIPAÇÃO EM CONTROLADAS

A EUCATEX é uma das maiores produtoras de pisos, divisórias, perfis,


portas, telhas, painéis MDP, chapas de fibras de madeira e tintas e vernizes
do Brasil. Com 2.031 funcionários, a Companhia exporta para mais de 25
países e possui três modernas fábricas em Botucatu e Salto, cidades
localizadas no interior do Estado de São Paulo. Em setembro de 2007, a
Companhia concluiu com sucesso a reestruturação de sua estrutura de
capital.

Atualmente a companhia, a fim de satisfazer o mercado interno e externo,


bem como seu plano de expansão e diversificação de produtos ainda possui
as controladas:

- Eucatex Química e Mineral Ltda.;

- Eucatex Distribuidora de Solventes Ltda.;

- Eucatex of North América;

- Inc., Tamboré Ind. e Com. Prod. Met. Ltda.;

- Eucatex Comercial e Logística Ltda.;

- Novo Prisma Com. de Materiais Ltda. E

- Eucatex Agro-Florestal Ltda.

A Companhia participa ainda indiretamente na empresa AD Argilas


Descorantes Ltda. Em 99%, por meio da sociedade Eucatex Química e
Mineral Ltda. e na Eucatex Química e Mineral Ltda. em 2,07%, por
intermédio da sociedade Eucatex Distribuidora de Solventes Ltda.

DAS DIFICULDADES FINANCEIRAS

CONCORDATA E MIGRAÇÃO PARA A RECUPERAÇÃO JUDICIAL

O principal motivo que levou a companhia até a concordata preventiva foi a


desvalorização do real frente ao dólar, haja vista os contratos e
financiamentos atrelados ao dólar além da elevação dos juros e dificuldades
na rolagem das dívidas, dentro de patamares e prazos compatíveis com sua
geração de caixa.

Este pedido de concordata preventiva foi realizado em 16 de abril de 2003,


na busca por uma reestruturação financeira. Em 16 de agosto de 2005, o
Grupo Eucatex protocolou o pedido de recuperação judicial da Eucatex S/A
Indústria e Comércio na 3ª Vara da Comarca de Salto, pleiteando a extinção
de seu processo de concordata preventiva, após ter cumprido todas as
obrigações legais - migrando para o novo instituto de recuperação judicial,
previsto na Lei nº 11.101/05. O pedido foi deferido no dia 27 de outubro de
2005.

O valor do passivo chegou a R$ 485 milhões, apurado em 31 de agosto de


2006, a partir da correção dos valores da concordata, corrigidos pela
variação do INPC, mais 8% (oito por cento).

Desse total, R$ 70 milhões foram equacionados no processo da concordata


e o restante, através do pagamento de R$ 60 milhões num prazo de até 10
anos, dação em pagamento de sete fazendas de reflorestamento que
beiram 9 mil hectares, além do aumento de capital, fruto da conversão de
debêntures, cujas ações representaram à época aproximadamente 7,5% do
capital da companhia.

Concluído o processo de Recuperação Judicial com a Assembléia Geral de


Credores, realizada em 18/10/2006, aprovando seu Plano, contou com a
adesão de 100% dos credores, que representaram também 100% dos
créditos com garantia real, e 96,7% dos credores que representaram 77,5%
dos créditos sem garantia real, presentes na assembléia, sendo homologado
em 23 de novembro de 2006.

Por outro lado, a PETROS - Fundação Petrobras de Seguridade Social


ingressou com pedido de liminar perante o Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo para suspender a execução do plano até que houvesse o
julgamento do mérito, a fim de readequar alguns créditos.

Em 10 de setembro de 2007, os credores da Eucatex S/A Indústria e


Comércio aprovaram o Plano de Recuperação Judicial da empresa. Durante
Assembléia Geral realizada em São Paulo, o Plano obteve 100% de
aprovação dos credores com e sem garantia. O processo garantiu
equacionamento de dívida e novos investimentos.

Com o Plano de Recuperação aprovado, o endividamento do Grupo passou a


ser de R$ 80 milhões, menor que a geração de caixa anual da empresa à
época.

Na data de 06.11.2009, Juíza de Direito da 3ª Vara da Comarca de Salto,


sentenciou o processo da Recuperação Judicial, após pedido feito pela
empresa , em face do cumprimento de todas as obrigações assumidas no
plano apresentado pela empresa e aprovado pela totalidade de credores.

DA VOLTA POR CIMA


IMPACTO POSITIVO NOS RESULTADOS – Resultado excelente de R$ 185
milhões de reais

Nos 9 meses do ano de 2009, a Eucatex apresentou um EBITDA


RECORRENTE de R$ 79 milhões, o que representa uma queda de 4% em
relação ao resultado alcançado no 9M08. A queda no EBTIDA RECORRENTE
reflete o menor faturamento do semestre, além do crescimento nas
despesas comerciais.

A margem EBITDA RECORRENTE apresentou aumento de 0,8 %,


comparativamente aos 9 meses do ano de 2008, atingindo 16,4% nestes 9
meses de 2009.

O resultado, lucro líquido reportado nestes últimos 9 meses, foi de R$ 202,0


milhões acumulando-se entre outros o expressivo resultado em decorrência
do parcelamento federal de impostos, que atingiu, após outros ajustes e
baixas contábeis também não recorrentes, aproximadamente R$ 174
milhões.
LUCRO LÍQUIDO DA COMPANHIA:R$ 185.000.000,00 (cento e oitenta e cinco
milhões de reais)

Aumento de 19.991% em comparação com o 3T/08.

VENDA DA UNIDADE AGRO MINERAL

No final do mês de outubro de 2009 houve a assinatura de um contrato de


promessa de compra e venda da Unidade Agro Mineral. Tal procedimento
atualmente encontra-se em fase de "due diligence".

Não há um prazo divulgado para se encerrar este procedimento e pode


demorar até 6 meses.

Da mesma forma, não há divulgação de valores da transação, até porque


deve ter sido assinado entre o promitente comprador e a promitente
vendedora (Eucatex) um termo de confidencialidade, momento em que é o
período de silêncio em negociações de alienações, fusões e incorporações.

Para se ter certeza do tempo de conclusão do processo de “due diligence”


teríamos que ter em mãos o contrato que certamente contem o prazo de
término do procedimento.

Aproveito para informar a quem não sabe que uma “due diligence” trata-se
de um procedimento de análise sistemática de informações e documentos
contábeis, balanços, etc, da empresa que está sendo vendida/comprada. O
objetivo é mensurar riscos efetivos e potenciais, bom como calcular valor da
negociação, retorno do investimento, etc.

A due diligence pode abranger diversos itens, tais como tributos, contratos,
atos societários, questões ambientais, trabalhistas, previdenciárias e outras,
conforme o ramo de negócios em que atua a empresa.

A Unidade Mineral localiza-se em Paulínia-SP e teve Faturamento em 2008


de R$ 18,2 milhões e até o nono mês de 2009 o faturamento foi de R$ 9,4
milhões.
Espero por maiores detalhes no decorrer dos dias a fim de atualizar a todos.

REFIS - OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS – Entenda o impacto positivo no


resultado.

A Lei nº 11.941 de 27 de maio de 2009 juntamente com a Medida Provisória


470/2009 de 13 outubro de 2009, possibilitou parcelamento de dívidas, é o
chamado REFIS IV.

EUCATEX e suas controladas ingressaram com Pedido de Parcelamento e


migraram o saldo devedor em aberto até a data de 30 de setembro de
2009. Refere-se a inclusão dos processos jucidiais contra a Receita Federal
(discussões de tributos) e ao PAEX - Parcelamento Extraordinário do
Ministério da Fazenda, o que chega ao valor de R$ 355 milhões de reais.

A referida Lei e a Medida Provisória prevêem a redução de multa, juros,


encargos legais e pagamento com prejuízo fiscal. Em 30 de setembro de
2009, o valor total parcelado foi de pouco mais de R$ 122 milhões, a serem
pagos em 180 prestações mensais.

Assim como honrou com seus compromissos perante os credores durante o


processo de Recuperação Judicial, a Companhia está obrigada a manter os
pagamentos regulares dos impostos e das contribuições para a manutenção
do parcelamento e das condições do mesmo. A primeira parcela vencida em
30 de setembro de 2009 foi paga e se caso deixar de efetuar 3 pagamentos
em sequência ou 5 alternados, verá seus benefícios vencidos e retomará a
dívida.

Para que todos entendam, os processos encerrados a que me refiro são


processos da EUCATEX contra a Secretaria da Receita Federal, assim, o
pleito da empresa é no sentido de encerrar os processos e receber os
descontos das multas e juros que são um verdadeiro absurdo. É simples, a
Receita Federal diz assim: Tu retira os processos contra nós que te damos
um descontão, não aplicamos multa nem juros e tu pode nos pagar em até
180 meses, religiosamente.

Portanto, a desistência da empresa das ações judiciais, optando pelo


parcelamento, nos traduziu em resultado uma redução de
aproximadamente R$ 174 milhões no seu passivo tributário federal, o que
aparece e reverte em resultados que antes eram lançados como dívida,
refletindo negativamente, até então, nos balanços. Desta forma, houve a
inversão do negativo para um belo positivo.

DÍVIDAS e CAIXA

O endividamento da Companhia, ao final do 3T/09, representa 0,9 vezes o


EBITDA. A dívida de longo prazo será paga nos próximos nove anos.

A dívida de curto prazo aumentou em 37,7%, se comparada aos 9 meses do


ano passado. Já a dívida de longo prazo, diminuiu em 42,5%, na mesma
comparação. A dívida líquida também reduziu, para -14,01%.

O caixa consolidado da empresa é de R$ 2 Milhões 498 mil reais,


representados por R$ 467 mil reais em numerários e R$ 2 milhões 31 mil
reais em Banco.

Efetivamente embora tenha ocorrido uma redução substancial das dívidas,


o caixa é lamentável, porém, com a saída da Recuperação Judicial a
empresa volta a deter crédito no mercado, o que possibilita condições
operacionais tranquilas.

NOVA FÁBRICA EM SALTO e INVESTIMENTOS

Nova Linha de T-HDF/MDF


Todos os equipamentos, nacionais e importados, foram desembaraçados e
já estão na unidade fabril.

As obras civis estão em fase final, com programação de término previsto


para este mês de novembro/2009. Já está formalizada a contratação da
empresa de montagem dos equipamentos, a qual iniciará o trabalho de
mobilização em dezembro próximo, com previsão de término total para o
final do 1º semestre de 2010.

Os investimentos mais importantes neste ano de 2009, foram na nova linha


T-HDF/MDF, atingindo as cifras de R$76 milhões e 900 mil reais, sem contar
com os investimentos anteriores, representando um total em torno de R$
220 milhões de reais nesta nova fábrica.

A Nova Impregnadora recebeu investimentos no montante de R$ 6 milhões


e 600 mil reais; as florestas R$ 20 milhões de reais, os Refinadores R$ 2
milhões de reais.

No momento em que atingir sua capacidade plena, acrescentará até R$ 250


milhões ao faturamento bruto e R$ 90 milhões à geração de caixa da
companhia. Esta estimativa é baseada nos preços e custos atuais, por
óbvio.

Outros destaques de investimentos é a nova impregnadora que


proporcionará reduções de custos em toda linha de pisos e acessórios e nos
produtos voltados para a indústria moveleira, bem como a ampliação da
capacidade e eliminação de gargalos da linha de MDP e o plantio de mais e
mil e cem hectares de florestas, tudo representado pelos valores acima.

Mercado de Capitais

As ações PN da Eucatex (EUCA4) listadas na Bolsa de Valores de São Paulo


(BOVESPA) encerraram o 3T/09 cotadas a R$ 3,39. O valor de mercado,
considerando as cotações do final do 3T/09, era de R$ 314,0 milhões o que
representa 3,0 vezes o EBITDA anualizado.

O valor patrimonial das ações da companhia ao final do terceiro trimestre


ficou estabelecido em R$ 7,92 contra uma cotação de R$ 5,80 na data da
divulgação dos resultados deste semestre, o que representa um lucro por
ação virtual de R$ 2,12.

A empresa não possui ações em tesouraria, tampouco há qualquer


programa de recompra de ações de sua própria emissão.

CONCORRENTES:

A título de curiosidade e informação, as empresas concorrentes da EUCATEX


são:

DURATEX
BERNECK
ARAUCO
MASISA
FIBRAPLAC
SUDATI
GUARARAPES

Fazendo um comparativo das empresas Masisa, Arauco e Duratex, também


listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, além de concorrentes diretas da
Eucatex, estão com seus múltiplos melhores cotados no mercado.

Em valores aproximados, somente fazendo uma estimativa dos seus


pares/concorrentes temos os seguintes valores negociados em bolsa:

MASISA está sendo negociada atualmente a 1 x o seu valor patrimonial.

ARAUCO está sendo negociada atualmente a 1,3 x o seu valor patrimonial.


DURATEX está sendo negociada atualmente a 2 x o seu valor patrimonial.

EUCATEX está sendo negociada atualmente a 0,7 x o seu valor patrimonial.

FORMADOR DE MERCADO

Na data de 21 de dezembro de 2007 a companhia contratou a ÁGORA para


exercer a partir daquela data a função de agente formador de mercado de
ações preferenciais. O objetivo da contratação do agente formador de
mercado foi claramente aumentar a liquidez e o número de negócios das
ações da EUCATEX.

O contrato foi celebrado por prazo indeterminado, com vigência mínima de


90 dias. A partir desse período, o contrato poderia ser rescindido mediante
comunicação prévia com 30 dias de antecedência, caso não houvesse
manifestação contrária de qualquer das partes.

Na data de 16 de dezembro de 2008, a EUCATEX rescindiu seu contrato com


a ÁGORA que até então fazia as vezes de formador de mercado da empresa.
Como exemplos de empresas com baixa liquidez e que necessitavam de
formadores de mercado incluo a Eucatex, a Invest Tur e o Banco Patagônia
que foram algumas das empresas que sofreram redução na liquidez após
encerrarem seus contratos com seus formadores.

No primeiro semestre de 2008, quando ainda contavam com formadores de


mercado, as ações das três companhias foram negociadas, pelo menos, em
80% dos pregões. De acordo com dados da Economática, nos primeiros seis
meses de 2009, a porcentagem caiu para 56,5% (EUCATEX), 46,7% (Invest
TUR) e 29,5% (Bco. Patagônia).

O número de negócios, na comparação entre o primeiro semestre do ano


passado e o deste, foi ainda pior: de 1.205 para 461 (EUCATEX); de 784
para 252 negócios (Invest Tur); e de 821 para 113 (Banco Patagônia). Parte
dessa queda, entretanto, foi influência direta da crise, que reduziu os
negócios do mercado como um todo.

Importante esclarecer a todos que não localizei em qualquer lugar novo


contrato com outro formador de mercado, tampouco menção da empresa
nos resultados deste ano quanto a nova contratação deste serviço, veremos
o que acontecerá daqui por diante, em que pese atualmente serem poucas
empresas que contratam tais serviços e profissionais.

FREE FLOAT

A única coisa que realmente me incomoda na posição acionária é o free


float que é baixíssimo, atualmente em 12,5% (segundo dado da Bovespa
defasado datado de abril de 2009).

Seriam então, 11 milhões 901 mil 574 ações somente. Tendo em vista que a
posição acionária fornecida pela BOVESPA está defasada, uma vez que em
20 de outubro/09 a PREVI – Caixa Previdenciária dos Funcionários do Banco
do Brasil, comunicou que se desfez de 3 milhões 210 mil e 600 ações da
empresa EUCATEX.

Neste sentido, podemos considerar, à grosso modo, um aumento do FREE


FLOAT para 15 milhões 112 mil 174 ações, aproximadamente 16% do total
de ações emitidas, o que ainda é muito pouco.

Este aumento deve ocorrer o quanto antes, já que a empresa poderá ter um
prazo concedido pela Bovespa para que realize este “up” em seu free float,
já que busca atingir nível 1 em governança corporativa.

O mínimo que deve ser atingido segundo as regras da BOVESPA (em termos
de free float) é de 25% (as regras de governança estarão em post
apartado).

Penso que a empresa deveria lançar novas ações no mercado. Isto


melhoraria o caixa e a negociação diária, bem como a posição minoritária e
a liquidez do papel.

Não vi em nenhum momento do estudo algum comentário ou possibilidade


de haver esta possibilidade, mas na entrelinhas, como o pleito ao Nível 1 de
Governança Corporativa é iminente, ficará automaticamente obrigada a agir
neste sentido para que lhe seja concedido novo nível.

NÍVEIS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA - Migração para o Nível 1

Com o fito de demonstrar as alegações acima, afora as notícias extraoficiais


do RI de que pleiteariam outros níveis corporativos no mercado, após a
efetiva saída da Recuperação Judicial, ainda obtivemos pelo sócio Poulis, em
consulta direta ao RI, uma resposta sobre o nível de Governança, via email,
como segue:

Boa Tarde Waneska,

Conforme conversado ao telefone poderia formalizar sobre a intenção da


Eucatex em adotar o Nível 1 de Governança? Postei a informação no fórum
e teve uma repercurssão muito positiva, porém, por se tratar de um espaço
de estudo sério, faz-se necessário evidenciar a fonte da informação. Desde
já agradeço.
Att.,

Boa Tarde Alexandre

Concluindo o nosso contato, a princípio pretendemos migrar para o Nível 1


de Governança, já que estamos preparados para tal. Já tínhamos tentado no
passado, mas somente com a saída do processo de Recuperação Judicial e
reconhecimento da mesma pela Bovespa, nos foi possível pleiteá-la. Por ser
de suma importância para a nossa companhia, será uma das nossas
prioridades nos próximos dias, inclusive já estamos em contato com a
Bovespa para agendarmos reunião sobre o assunto, que acreditamos que
será em muito breve. Ainda não sabemos quanto tempo levará todo o
processo, dependerá das solicitações que serão feitas pela Bovespa.

Encontramo-nos à disposição.

Atenciosamente,

Waneska Bandeira

Relações com Investidores Tel.(11) 3049-2473 (11) 3049-2473 Fax (11)


3049-2284
waneska@eucatex.com.br e/ou www.eucatex.com.br/ri

EXIGÊNCIAS PARA INGRESSO NO NOVO MERCADO – Nível 1 de


GOVERNANÇA CORPORATIVA

A principal inovação do Novo Mercado, em relação à legislação, é a


exigência de que o capital social da companhia seja composto somente por
ações ordinárias. Porém, esta não é a única. Por exemplo, a companhia
aberta participante do Novo Mercado tem como obrigações adicionais:

• Extensão para todos os acionistas das mesmas condições obtidas pelos


controladores quando da venda do controle da companhia (tag along).

• Realização de uma oferta pública de aquisição de todas as ações em


circulação, no mínimo, pelo valor econômico, nas hipóteses de fechamento
do capital ou cancelamento do registro de negociação no Novo Mercado.

• Conselho de Administração com mínimo de 5 (cinco) membros e mandato


unificado de até 2 (dois) anos, permitida a reeleição. No mínimo, 20% (vinte
por cento) dos membros deverão ser conselheiros independentes.

• Melhoria nas informações prestadas, adicionando às Informações


Trimestrais (ITRs) – documento que é enviado pelas companhias listadas à
CVM e à BM&FBOVESPA, disponibilizado ao público e que contém
demonstrações financeiras trimestrais – entre outras: demonstrações
financeiras consolidadas e a demonstração dos fluxos de caixa.

• Melhoria nas informações relativas a cada exercício social, adicionando às


Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFPs) – documento que é
enviado pelas companhias listadas à CVM e à BM&FBOVESPA,
disponibilizado ao público e que contém demonstrações financeiras anuais –
entre outras, a demonstração dos fluxos de caixa.

• Divulgação de demonstrações financeiras de acordo com padrões


internacionais IFRS ou US GAAP.

• Melhoria nas informações prestadas, adicionando às Informações Anuais


(IANs) – documento que é enviado pelas companhias listadas à CVM e à
BM&FBOVESPA, disponibilizado ao público e que contém informações
corporativas – entre outras: a quantidade e características dos valores
mobiliários de emissão da companhia detidos pelos grupos de acionistas do
Conselho Fiscal, bem como a evolução dessas posições.

• Realização de reuniões públicas com analistas e investidores, ao menos


uma vez por ano.

• Apresentação de um calendário anual, do qual conste a programação dos


eventos corporativos, tais como assembléias, divulgação de resultados etc.

• Divulgação dos termos dos contratos firmados entre a companhia e partes


relacionadas.

• Divulgação, em bases mensais, das negociações de valores mobiliários e


derivativos de emissão da companhia por parte dos acionistas
controladores.

• Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações,


representando 25% (vinte e cinco por cento) do capital social da companhia.

• Quando da realização de distribuições públicas de ações, adoção de


mecanismos que favoreçam a dispersão do capital.

• Adesão à Câmara de Arbitragem do Mercado para resolução de conflitos


societários.

Além de presentes no Regulamento de Listagem, alguns desses


compromissos deverão ser aprovados em Assembléias Gerais e incluídos no
Estatuto Social da companhia.

Preço alvo para Curto prazo...a busca pelos R$ 6,50.

Preço alvo para Médio prazo...R$ 7,92. (VPA)


Preço alvo para Longo prazo...R$ 10,XX.

Prezados sócios...MAJESTADE!!!

Esta á a segunda semana de estudo, realmente está tomando muito tempo,


não vivo da bolsa, pelo contrário, está longe disto acontecer, vivo do meu
trabalho, como sabem sou advogado.

Desejo a todos bons negócios sócios e que este estudo sirva para
conhecerem a empresa e o seu futuro promissor.

Em respeito às minhas convicções e as do RM, posto abaixo o que sempre


primei aqui:

REGRA 5) Eu não respondo se a pessoa deve comprar ou vender. Não


insista nisso... Em qualquer papel que for entrar, trace uma estratégia antes
e siga-a. Aqui você tem o LIVRE ARBÍTRIO e ninguém é responsável pelo seu
investimento, somente você.

"Frio como um Iceberg"

Forte abraço a todos...