DESTAQUES DA

PROGRAMAÇÃO
500 anos: Brasil-Império na TV
Internet
Planeje suas aulas
com a página de
Mestres da Literatura

Amazônia
Um projeto sobre
desenvolvimento
sustentável em
Rio Branco, Acre

Mania
de eleição
Artigo exclusivo
do cientista político
Jorge Caldeira
Juscelino Achurê Karajá
desenvolve projeto
sobre a preservação
das tartarugas do rio
Araguaia, em Tocantins.

Família
e escola
Professores
entrevistam
Rosely Sayão

PROFORMAÇÃO
Histórias de luta e sucesso

Caro Professor
Preocupados em aprimorar nossa revista, e em oferecer serviços cada vez melhores, fizemos uma boa reforma na
seção Destaques da programação. Está mais gostosa de ler, bem mais prática e, esperamos, mais eficiente para
apoiar seu trabalho no uso dos programas da TV Escola. Sua opinião é fundamental. Por isso, as seções Cartas e
Minha experiência ganharam mais espaço, para troca de experiências e informações.
Nossos repórteres voltaram emocionados de Araguaína, em Tocantins, onde acompanharam um grupo do
Proformação. E contam aqui como os professores cursistas estão mudando sua prática pedagógica e promovendo
transformações no dia-a-dia da escola e da comunidade. Já em Rio Branco, no Acre, registraram o entusiasmo de
um grupo de alunos do Magistério ao estudar o desenvolvimento sustentável e aprender a valorizar
sua cultura e sua região, apoiados em novas tecnologias.
Além disso, apresentamos a Rosely Sayão questões que nos foram enviadas pelos professores a
respeito do relacionamento entre escola e família. Em suas respostas, ela mostra como é
importante construir essa parceria em torno de uma educação democrática,
contribuindo para formar cidadãos conscientes e autônomos.
O artigo especial de História foi escrito pelo cientista político
Jorge Caldeira, que nos propicia uma reflexão sobre o processo
democrático e as eleições.
E há muitos assuntos mais, para uma leitura agradável e útil.
Sorteio de grupos em
Carmolândia , Tocantins.
Página 26.

Neste número
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

2
4
6

EXPERIÊNCIAS
I – Histórias do Proformação

22

II – Sustentabilidade,
que bicho é esse?

32

ENTREVISTA - Rosely Sayão
Família e escola: parceiros ou rivais?

40

CARTAS
MINHA EXPERIÊNCIA

PARCERIA
Professores em formação,
um processo permanente
ARTIGO - Jorge Caldeira
Mania de eleição

43

E TEM MAIS

44
46

HISTÓRIA DE VIDA
Uma mestra bem especial

48

Elzira Arantes

Editora

Agosto/Setembro 2002

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO
Ciências – Insectia ____________________________ 6
Geografia – Expedição caiçara __________________ 7
Pluralidade Cultural – Pali Mali e seus amigos ______ 8
Ética – Democracia sem fronteiras _______________10
Literatura – Shakespeare: histórias animadas ______11
CONEXÃO TV ESCOLA _________________________12
Ciências – De onde vem? _______________________ 13
REFLETS – CURSO DE FRANCÊS ________________14
Ética – Crianças nas ruas do mundo ______________ 14
Internet – Mestres da Literatura __________________14
SALTO PARA O FUTURO _______________________ 16
DESTAQUE ESPECIAL
História – 500 anos: o Brasil-Império na TV _________18
ENSINO MÉDIO
Acervo – Café: a safra do poder __________________20
Como Fazer? – Os vários brasis, por Aziz Ab’Saber __ 20
Como Fazer? A Escola – Caminhos da paisagem ____20
Como Fazer? – O enigma do domo ________________21
OUTRAS ATRAÇÕES __________________________ 21

Mais capacitação
Temos em nosso município a
enorme satisfação de receber a revista TV ESCOLA. Mais ainda porque
nossa secretária de Educação, Francisca, fez a ampliação da sala onde
são gravados os programas das grades da programação. Com a ajuda da
Secretaria e da TV Escola, nossos
professores estão tendo a oportunidade de mudar o enfoque de seus trabalhos e ampliá-los com novas experiências, em que todos, incluindo os
alunos, terão uma capacitação mais
dinâmica, democrática e participativa.
Elidiany Coêlho dos Santos
Assistente administrativa da Secretaria
Municipal da Educação
São Pedro Água Branca/MA

TV Escola em
sistema digital
Lendo a revista TV ESCOLA, fiquei
ciente de que a antena parabólica
analógica poderá ser trocada pelo
sistema digital. Interessei-me bastante, pois este ano estamos desenvolvendo um projeto no qual será
montada a videoteca. Nosso objetivo é efetuar gravações dos programas da TV Escola com qualidade e
estabilidade de imagens e um som
mais limpo. Gostaria de saber qual
a possibilidade da troca dessa antena em nossa escola e como deveremos proceder para essa aquisição.
Arialete Alves Couto
Colégio Municipal Fernando
Augusto Pinto Ribeiro – Palmares/PE

O processo de implantação do
sistema digital está em andamento
e, até o final do ano, deverá atender
à maioria das escolas. Entre em contato com a Secretaria da Educação
de seu estado, que poderá lhe informar qual é a previsão em relação a
sua escola.

As escolas que ainda não tiverem
recebido o equipamento digital continuarão a receber o sinal da TV Escola
pelo sistema analógico, pois os dois sistemas irão coexistir. Uma informação
importante para as escolas que estão
sendo atendidas: a antena parabólica
só pode ser retirada pelo técnico credenciado pela Secretaria da Educação,
quando ele for fazer a instalação do
novo sistema, não antes disso.

Indignação infundada
Sou nutricionista e trabalho no
Programa de Alimentação Escolar de
meu município. Fiquei muito preocupada e até indignada em saber da
existência de um programa de televisão veiculado para o Brasil inteiro
sobre alimentação escolar – um dos
maiores e mais importantes, se não
o único programa social, universal e
que agrega não só alimentação,
como educação alimentar – dar informações de preparo e manipulação
de gêneros alimentícios sem a orientação e a participação de um nutricionista, ao menos para que se pudesse monitorar essas questões de
fundamental importância.
Rosana Maria Nogueira
Campinas/SP

O projeto das
oficinas de merenda teve por objetivo
valorizar a merendeira e seu trabalho,
e foi esta também a
proposta de nossa
reportagem. Diante
de sua dúvida, podemos lhe informar que
todos os municípios
selecionados têm em
seus quadros nutricionistas que atuam junto ao Programa Me-

renda Escolar e que participaram dos
trabalhos com as merendeiras.

Poesia de merendeira
Quero parabenizar a todos da redação, das fotos, PNAE, FNDE e todos os órgãos que participaram desse maravilhoso trabalho sobre as
merendeiras. A revista está muito
boa e chamou minha atenção pelo
resgate deste nosso papel. Fiz uma
reflexão e escrevi um pouco sobre o
que senti ao ler a reportagem.
Ser educador / É viver intensamente /
O caminhar das crianças / É respeitar /
Ser amigo e ter amigos / Sentir emoções juntos... / Ah! Quantos sorrisos /
Vocês nem imaginam / Quantos, ganhamos durante / O tempo que ficamos juntos / E quando vão embora, ainda / Os
levamos em nossa mente.
Ser educador / Privilégio de poucos / É
como construir uma escada / E a cada
degrau / Aprendemos e reaprendemos
/ Maravilhoso, não é? / Criamos e recriamos / Sonhamos, pensamos / Realizamos / Somos transparentes / E a cada
dia / Percebemos que temos / Grandes
companheiros / Nossos alunos.
Cleane Aparecida dos Santos
Jundiaí/SP

Comentários, críticas, dúvidas, sugestões,
relatos de experiências, propostas de intercâmbio
com seus colegas e muito mais!
Solicitação de fita

Mestres e História

Sou professora há dezesseis anos,
e atualmente trabalho como supervisora de uma escola com 415 alunos
de 3 a 6 anos. Gosto muito de assistir
à TV Escola. Assisti ao programa de
Vendo e Aprendendo sobre projetos
e gostaria de adquirir a fita para enriquecer meu trabalho junto aos professores e ajudá-los a descobrir como é
interessante e proveitoso trabalhar a
partir de projetos, pois com freqüência eles mostram resistência em adotar essa metodologia.

Parabenizamos a equipe da revista TV ESCOLA pela qualidade dos
artigos publicados, principalmente
a seção “Destaques da programação”. Menção especial para o Mestres da Literatura. As experiências
também têm nos motivado não só
a realizar novos trabalhos como
para poder divulgá-los. Parabéns
pelo artigo de Boris Fausto, “Choque de civilizações”. Esperamos
que novos artigos sejam publicados, para dar subsídios a nossa
prática pedagógica.
Gravamos os programas sugeridos pela Grade de programação e
selecionamos vídeos de acordo com
os conteúdos trabalhados em sala de
aula, organizando a videoteca, que
será utilizada por todas as escolas
da cidade.

Antônia Maria Firmino da Silva Araújo
Jardim Escola Recanto do Amor e da
Educação – Assu/RN

Com certeza o programa Projetos,
da série PCN na escola, será ótimo
para você trabalhar com os professores, mas infelizmente não podemos
lhe enviar a fita, pois a TV Escola não
distribui programas gravados. Então,
não perca a chance de gravar esse
programa no próximo dia 6 de setembro, quando será reapresentado.

A TV Escola e o vestibular
Terminei o ensino médio e estou me preparando para o vestibular. O programa Mestres da Literatura e os documentários são ótimos, pois servem como uma revisão do Ensino Médio e são também
uma forma de conhecer outras culturas. Estou estudando só em casa
e a tevê tem sido uma grande aliada. Consegui aprender muitas coisas e entender finalmente a guerra entre Israel e Palestina, por intermédio de um dos documentários ( Fronteiras), e por isso quero
agradecer e parabenizar a equipe
da TV Escola pela programação.
Dayane F. Almeida
dadyane@aol.com

Professores da Escola Estadual de
1º Grau Santa Bernadete
Amargosa/BA

çava a não acreditar mais no que vinha fazendo.
Espero que continuem viajando
por esse Brasil e fazendo tão bem
a outros professores como fizeram
a mim.
Nádia de Queiroz
Taguatinga/DF

PS

Recebemos também,
e agradecemos, cartas e e-mails de: Ana
Raquel de Oliveira
Silva, Crato/CE; Escola Monsenhor
Abílio Américo Galvão, Palmares/PE;
Francisca Ednir A. Silveira, Jaguaribe/
CE; Francisco Antônio da Silva, Zé
Doca/MA; José Lopes, Assaré/CE;
Maria José B. Pinto Américo, Mocajuba/PA; Mário Quirino, Bananeiras/BA;
Museu Casa Guimarães Rosa, Cordisburgo/GO.

Na edição anterior...
Na página 5

Esperamos que a revista
possa ser cada vez mais útil
em sua prática pedagógica.
Não deixe de ler, nesta edição, o artigo “Mania de eleição”, de Jorge Caldeira.

Notícias de
Taguatinga
Eu e meus alunos da Educação Infantil ficamos muito
felizes com a reportagem. Já
recebi até carta de uma professora do Pará, que se interessou por nosso trabalho. Isso é
muito gratificante! Agradeço de modo
especial a credibilidade e as palavras
de incentivo, pois nos trouxeram novo
ânimo e muitas esperanças, em um
momento em que eu mesma come-

Este trabalho é de Thiago, Rafael, Eder,
Hermes e Witterson, da 3ª série, no
projeto “Arte e emoção”.

Na página 28, a foto é de Carlos
Varella

se Deus quiser. Hoje. o estudo em sala de aula. O desenvolvimento desse projeto está diretamente inter-relacionado com a política da TV Escola. O Projeto Cinescola se insere dentro da nova perspectiva educacional de trabalhar os conteúdos com o suporte de produções cinematográficas e documentários. só é possível graças a um trabalho interdisciplinar. e fui ganhando a confiança de meus alunos.mec. nossa escola é modelo para as outras da cidade.gov. Pedro Paulo Poppovic. Maria Juraci de Araújo E. exibimos aos sábados filmes e documentários. A resistência caiu pela metade. E ainda procuramos novas experiências. Noêmia R. Isso. inclusive com os Temas Transversais. complementando Depois de seis anos de lutas e conquistas.70001-970 Fax: (61) 410-9178 E-mail: seed@mec. Rogério de Oliveira Soares. Rita de Biagio Edição de arte e produção gráfica Casa Paulistana de Comunicação Editor de arte Milton Rodrigues Alves A REVISTA TV ESCOLA É UMA PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DO MEC Tiragem desta edição: 450 mil exemplares SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Caixa Postal 9659 .gov. Célia Trazzi Cassis Jorge Caldeira. e eles perceberam que o filme permitira abordar inclusive outros assuntos de interesse da turma. Vera Franco de Carvalho. Paulo Cesar Ladeira. trocando idéias com colegas de outras telessalas. Carmem Moreira de Castro Neves. Presidente Médici – Cuiabá/MT Rita de Cácia Ferreira Nines E. de diversas áreas do ensino médio e do fun- Presidente da República Federativa do Brasil Fernando Henrique Cardoso Coordenador editorial Cícero Silva Júnior Ministro da Educação Paulo Renato Souza Edição ERA Editorial eraeditorial@uol. e fomos destaque no jornal Tribuna do Norte.br Internet: www. no próximo Encontro do Proler teremos muitos escritores-mirins para apresentar a nossa comunidade. Profª Luíza Vieira – Magé/RJ Escritores-mirins em Florânia Como coordenadora da telessala. Quando propus exibir filmes a fim de discutir conteúdos ou mesmo questões do dia-a-dia. O acervo de nossa videoteca conta hoje com cerca de 6 mil programas gravados. de fato.br tvescola@mec. Tenho arquivadas várias atividades de todas as disciplinas trabalhadas na telessala e. consegui exibir outro filme. me sinto muito gratificada em poder trabalhar com as novas tecnologias em prol de uma educação de qualidade. Luiz Carlos Pizarro Marin. para minha surpresa. Lilian Holzmeister Oswaldo Cruz. as senhoras e senhores já chegavam à escola cansados do trabalho diário. Assim. e é por isso que nos sentimos parceiros dessa proposta pedagógica. No ano passado incentivei meus alunos a produzir suas próprias histórias e.E.Brasília/DF . nossas aulas de História transformaram-se em momentos alegres e proveitosos. de A.E. Alex Rufino da Silva Coordenador-geral do Projeto Cinescola E.gov. visitamnos para ver nosso trabalho e pedir orientações para trabalhar com a TV Escola.br/seed/tvescola . Iara Glória Areias Prado. mas insisti e segui meu plano. esperando encontrar textos na lousa para copiar ou exercícios no livro para responder. houve inicialmente grande resistência. José Roberto Neffa Sadek. Em uma nova perspectiva de compreender o contexto histórico. Depois discutimos os resultados.F. Alves da Silva. Vera Lucia Atsuko Suguri Colaboradores Cássio de A. Thaís de Bruÿn Ferraz Projeto gráfico Elifas Andreato Editora Elzira R.br Secretária-Executiva Maria Helena Guimarães de Castro Secretário de Educação a Distância Pedro Paulo Poppovic Editoração Maria A.MINHA EXPERIÊNCIA Filmes para jovens e adultos Em minha turma de 7ª série da Educação de Jovens e Adultos. Maria Amábili Mansutti.com. Leite. Narjara Salomão Lara Teixeira. Paulo Pepe Conselho Editorial Antonio Augusto Gomes dos Santos Silva. Arantes Fotolito PostScript Secretárias editoriais Lierka Felso. Tania Maia Magalhães Castro.M. Combinamos então que eu anunciaria os filmes com antecedência e eles trariam pipoca e refrigerante para a sala de vídeo (adaptada). foi um sucesso! Fui convidada a apresentar os escritores-mirins no 4º Encontro do Proler e na Feira da Cultura de nosso município. a TV Escola aqui já é uma vitória. Ramos Impressão e acabamento Posigraf PROGRAMA TV ESCOLA Repórter especial Rosangela Guerra Ministério da Educação Secretaria da Educação a Distância Fotógrafos Iolanda Huzak. Coronel Silvino Bezerra – Florânia/RN Projeto Cinescola Um teleposto vitorioso Desde abril de 2001 desenvolvemos o Projeto Cinescola.E. Cícero Silva Júnior.E. e a TV Escola nos proporciona um excelente acervo de vídeos educativos.

A área física de nosso teleposto já foi ampliada. gravidez na adolescência e indisciplina. podemos atender a uma clientela diversificada.Reunião das orientadoras com professores. adolescentes e familiares vítimas de violência. tal como nossa área de atuação. elogios ou críticas. conseguimos iniciar um novo trabalho. diretores de escolas do município e a Escola de Enfermagem do Hospital São Camilo. Josefina Silva de Almeida e Vasty de Chagas Leite Professoras orientadoras do teleposto E. Francisca Góes da Silva. teleconferências e outros programas educativos. ocorria o desconhecimento do programa e a resistência de alguns diretores. destacou-se a que envolveu técnicos da Eletronorte a respeito de como conviver com linhas de transmissão sem acidentes. Se for o cas e ou fax. educação sexual. com o apoio de nossos familiares. disporemos de atendimento social a crianças. bem como da Universidade Federal do Amapá. pergunte. conseguimos a reforma e a adaptação de um prédio exclusivo. exibindo alguns programas selecionados e explicando como trabalhá-los com os alunos. relate projetos e trabalhos. tal como estagiários e alunos das escolas estaduais e municipais da capital e do interior. organizamos uma programação especial com assuntos de ética e cidadania. bem como Salto para o Futuro. ou o nome e o endere completos trabalha. em Macapá/AP. Em seguida. abusos e exploração sexual. prevenção de drogas etc. Entre as atividades desenvolvidas em 2001.. após detectarmos entre nossos alunos problemas com drogas. supervisores e professores. além da falta do espaço físico e de problemas com equipamentos. Assim. bem como a aquisição de todo o equipamento. fax ou e-mail TV Escola Caixa Postal 9659 Brasília/DF – 70001-970 Fax (061) 410-9178 E-mail: tvescola@mec. Firmamos uma parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social do município de Santana e. Para contornar a falta do espaço físico e de equipamentos. comentários. Realizamos reuniões de escola em escola. Assim. ail e o número de telefon seu e-m . temerosos da sobrecarga de trabalho e relutantes quanto ao uso de novas tecnologias em sala de aula. em troca de capacitação para seus servidores. Finalmente. Visite a TV ESCOLA na internet www. começamos a gravar os vídeos em nossas casas e. informe também disciplina.br Ligue para o Fala Brasil 0800-616161 Ligação gratuita Faça sugestões. Jacqueline Esteves Lima Coordenadora da Videoteca Municipal Rondon/PA Fale conosco Sua opinião é muito importante para nós Escreva por carta. O segundo passo foi a divulgação junto aos professores.E. os alunos trabalharam também com o tema em sala de aula.gov. Constatamos que. a série e a escola onde o. as dificuldades foram sendo superadas e as resistências diminuíram à medida que nossa videoteca foi se tornando realidade. troque experiências com outros educadores. Das várias campanhas educativas.br/seed/tvescola Atenção! ponder a você. material e mobiliário para o pleno funcionamento da TV Escola em nosso município. Ao mesmo tempo. Após assistirem a palestras e programas de vídeo.mec.gov. Para que possamos res e endereço ueça de dar seu nome não esq ço da . fomos visitar as escolas do município para divulgar o programa e verificar seu andamento. iniciamos a capacitação dos professores para o uso da nova tecnologia. damental. procurávamos convencer diretores e supervisores da importância de seu apoio e incentivo nesse processo de aprendizagem. Marechal Castelo Branco Macapá/AP Nasce uma videoteca! Pensando em reestruturar a TV Escola.

abordando por exemplo a localização das florestas tropicais e a distribuição fitogeográfica dos ecossistemas. existiam dois tipos de mariposa da mesma espécie (Biston betullaria) em várias cidades inglesas: a mais escura (tipo 1). • Expressar dúvidas. ficou cada vez mais difícil encontrar mariposas do tipo 2. expressões. idéias e conclusões acerca dos fenômenos naturais. gráficos. Canadá. de asas acinzentadas e salpicadas de pigmentos pretos. camuflagem e mimetismo. como por exemplo: • As mariposas tipo 2 se transformaram em mariposas tipo 1? • A fuligem escureceu as asas das mariposas tipo 2? • Antes de 1860 as mariposas tipo 2 se escondiam melhor e as mariposas tipo 1 ficavam mais visíveis? E após 1860. levante algumas questões: Por que apenas nas florestas tropicais existe tamanha diversidade de insetos. a situação se inverteu? • As mariposas também se modificaram quando houve alterações no ambiente? Por volta de 1860 (época da Revolução Industrial).). A série também propicia o trabalho com Geografia e Meio Ambiente. Cole as borboletas brancas e as mescladas aleatoriamente nos dois cartazes. confundindo com isso os predadores. mais escuras. apesar de seu tamanho? 6 Preparação da atividade Após o relato. que mostra a diversidade de comportamentos. mais clara (tipo 2). No entanto. sendo metade em papel branco (borboletas brancas) e outra metade em folhas de jornal (borboletas mescladas). Competências e habilidades a desenvolver • Descrever processos e características do ambiente e de seres vivos. • Relacionar o conhecimento de diversas disciplinas para entender fatos ou fenômenos naturais. cor e comportamento? Será que os insetos procuraram esse ambiente? Será que os que não habitavam as florestas tropicais morreram? Como é possível que muitos desses artrópodes se tornem praticamente invisíveis a nossos olhos. eram bem mais raras. de asas brancas também salpicadas de preto. Indicada para alunos da 6ª à 8ª série do ensino fundamental. Mas vale a pena! TV E SCOLA . e pareciam quase da mesma cor dos troncos das árvores. seleção natural. conforme o modelo ao lado. Prepare-se. à medida que a fuligem das fábricas foi escurecendo as árvores e os edifícios. tamanho. enquanto aumentava progressivamente a população do tipo 1. 1998 Série selecionada na grade da programação do ensino fundamental. em relação a forma. Situação-problema RESUMO Segue-se uma sugestão para explorar conceitos ligados aos aspectos evolutivos da seleção natural e ao papel evolutivo da camuflagem e do mimetismo. tamanhos. ícones etc. Meio Ambiente 6 episódios de 23’ Exiba o vídeo e proponha depois uma situaçãoproblema a partir do reMariposas lato à direita. DICA Na próxima atividade. certamente os alunos vão se animar com a brincadeira de atacar as borboletas. Recorte cerca de quarenta borboletas de vários tamanhos.CIÊNCIAS JULHO 29 INSECTIA JULHO 30 Direção: German Gutierrez Realização: Pixcom. Áreas conexas: Geografia. mutação. As do tipo 2 constituíam a maioria. e outra. brancas e escuras Esta série de documentários é narrada por um entomólogo. porque a aula promete ser bem agitada. proponha a seguinte situaçãoproblema: Por que houve modificação no número de mariposas ao longo desse tempo? Coloque algumas perguntas a respeito da situação para os alunos responderem em grupos. formas e cores dos insetos em florestas tropicais de várias partes do mundo. observados em microscópio ou a olho nu. Avaliação diagnóstica Para discutir conceitos como adaptação. ATIVIDADES DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO Prepare previamente dois cartazes: um com uma folha aberta de jornal e outro com um papel branco do mesmo tamanho. • Interpretar e utilizar diferentes formas de representação (tabelas. As do tipo 1.

• Registre as conclusões dos grupos e proponha um jogo. há também numerosos predadores.htm www. História. • Construção de nossa identidade cultural: expresso na língua.unicamp. se for o caso. o tema perpassa os episódios.ufscar. nos hábitos. Indicada para atividades com alunos da 5ª e 6ª séries do ensino fundamental. Repita o procedimento com o cartaz de fundo mesclado.usp. Scipione.br/didatico/inse_flor.com/v025/gtinsectos/ginsectos01. ATIVIDADES Todos os episódios contribuem para estimular o aluno a conhecer e valorizar a rica diversidade do Brasil. • Fixe em uma parede o cartaz com fundo branco e explique a tarefa: posicionados a cerca de 5 metros do cartaz.terravista. nas economias locais. Áreas conexas: Ciências. reavaliando os pontos de vista sobre as mariposas da Inglaterra. os alunos deverão acertar o maior número de borboletas possível. com um elástico levemente molhado em guache colorido.br/~leia/aquaticos. na arquitetura. TV E SCOLA O documentário pode servir como ponto de partida para muitas atividades coletivas e interdisciplinares. • Ocupação do território a partir da costa: possibilita a integração de Geografia. enfocando biodiversidade. • Ecossistemas do litoral brasileiro: trabalhe com Ciências e Geografia. História e Língua Portuguesa.br/hvvb/insetos/inset. Meio Ambiente ○○○ 7 episódios de 30’ LEMBRETE Não se esqueça de discutir as diferenças entre os conceitos de mimetismo e camuflagem.nib. desenhos. preservação e degradação ambiental. numa perspectiva histórica.htm www. refletindo sobre a apropriação do espaço e o uso do solo.htm www. na Bahia. • Após a “caçada”.olhandodeperto.pt/Bilene/4808 www. Por exemplo.br/osinsetos_azul. 1999 Série selecionada na grade da programação do ensino fundamental. Língua Portuguesa. no qual os alunos representarão pássaros predadores. História e Ciências. volte a discutir as conclusões de cada grupo. GEOGRAFIA AGOSTO 21 EXPEDIÇÃO CAIÇARA AGOSTO 22 Direção: Ângela Sauer Realização: Canal Azul. partindo de São Francisco do Sul.discoverynaescola.html www. Fixação do aprendizado Peça para os alunos estabelecerem relações entre suas conclusões e o fato de os insetos de uma floresta tropical terem formas.bio. São Paulo. assim como há um grande número de insetos. social e ambiental. Cada programa privilegia um dos temas que foi objeto do estudo de campo dos estudantes. de acordo com o tema enfocado. Brasil. já que uma floresta tropical é um dos ambientes de maior diversidade do planeta. nas manifestações religiosas.htm Leia também Evolução e biodiversidade: o que nós temos com isso? Maria Elisa Marcondes Helene & Beatriz Marcondes. tamanhos e cores tão diversificados. RESUMO Série de programas que documentam a Expedição Caiçara. Mostre que. ou proponha trabalhos cartográficos associados a determinadas situações dos vídeos. esquemas ou outras formas de comunicação. abrindo inúmeras possibilidades de integração entre Ciências. em Santa Catarina. sugira aos alunos que identifiquem em mapas as rotas percorridas pelos membros da expedição. em seus aspectos naturais. Geografia. na alimentação. projeto no qual um grupo de alunos percorre a costa brasileira. e indo até Salvador.Síntese e conclusões • Dê um tempo para os grupos discutirem (cerca de 15 minutos) e peça para apresentarem suas conclusões por meio de dramatizações. 1996. numa variedade de enfoques que se presta ao planejamento de inúmeras atividades interdisciplinares. conservação. Os documentários também podem ser úteis para desenvolver o hábito de consulta a atlas e o estudo da cartografia. Aulas multidisciplinares São variados os recursos para escapar dos predadores Veja na internet www.ib. humanos e econômicos. 7 .

ou então abordando cada filme. hábitos alimentares.. ao término. Formação do Brasil contemporâneo. podem dar margem a bons debates e pesquisas. sendo que o trabalho de cartografia pode ser orientado pelos professores de Arte. Leia também História do Brasil. Carlos Ferrano Zavala Realização: Les Productions Pali Mali Inc.com. refeitório/cantina. Geografia. da quadra de esportes etc. ou o bairro. Indicada para atividades com alunos desde a 5ª série até o ensino médio. História econômica do Brasil. Brasil 500 anos. www. e também entre os povos estudados: roupas. 2002. 1996. Geografia e Matemática. Caio Prado Jr. ao mesmo tempo.) Antes de exibir os vídeos. pesquisa de campo.com Mapas e textos sobre os principais ecossistemas brasileiros e outros temas ligados à proteção do meio ambiente. O tema escolhido pode ser até o prédio da escola. 8 Preparação A série pode ser explorada em conjunto. Indonésia e Canadá. elaboração do relatório final. Alasca. habitações. Sobretudo os capítulos “Preliminares (1500-1530)” e “A ocupação efetiva (1530-1640)”. História 5 programas de 26’ RESUMO Cada episódio desta série narra uma história que se passa em uma região do mundo: República Tcheca. ATIVIDADES Objetivos DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO Veja na internet www. • Organize a classe em grupos e distribua tarefas diferentes. Áreas conexas: Arte. Edusp. Sanches Ross (org. professores. Como aquecimento.br Consulte o Atlas dos remanescentes da Mata Atlântica. registrando os principais resultados. 1999. 1976. elaboram seus relatórios. 2000 Série selecionada na grade da programação do ensino fundamental. • Chamar a atenção dos alunos para a diversidade cultural e explorar a existência de pontos comuns entre as culturas. músicas.• Preservação e conservação: temas recorrentes em todos os episódios. Casa-grande e senzala. promova uma discussão a respeito da diversidade cultural antes de exibir os vídeos. Austrália.aultimaarcadenoe. Brasiliense. 1996. Contribuições para a gestão da zona costeira do Brasil – Elementos para uma geografia do litoral brasileiro.). os hábitos. Sobretudo os capítulos “O sentido da colonização” e “Povoamento”. e da geografia de cada região. São Paulo. www. Antonio Carlos Robert Moraes. A personagem central é sempre uma criança. Todos os povos vivem de uma só forma? Por que existem diferenças? Qual o papel das condições climáticas. Boris Fausto. O roteiro de trabalho pode ser elaborado em comum nas aulas de História.org. • Valorizar o papel da cultura e da sociedade na manutenção do equilíbrio ecológico. na definição de uma cultura? Quem se lembra de aspectos culturais que caracterizem uma cultura diferente da nossa? (É possível que alguém faça referência a sociedades tribais africanas ou asiáticas. Mar à vista.mar. 5 Direção: Jacques Labarge. condições físicas das classes. alunos. lendas etc. • Os resultados são socializados com a classe e discutidos.htm Sobre a Plataforma Continental Brasileira. • Os grupos saem a campo para fazer a pesquisa e.sosmataatlantica. muito diferentes da nossa. trata-se de uma atividade que estimula a organização e a cooperação.mil. Edusp. São Paulo. A um grupo caberá mapear a escola. São Paulo. São Paulo. www. Joël Farge. Caio Prado Jr. Canadá. as relações entre gerações e o modo de vida atual.secirm. O que ocorreu com a Mata Atlântica? E com os manguezais? Por que preservá-los? E as cidades? Quais os principais problemas ambientais nos centros urbanos? Qual a importância da preservação do patrimônio histórico para uma sociedade? PLURALIDADE CULTURAL SETEMBRO 4 PALI MALI E SEUS AMIGOS SETEMBRO Trabalho de campo Proponha um trabalho de campo com o objetivo de levar os alunos a desenvolver uma metodologia de pesquisa e. • Explique inicialmente que o estudo envolve três etapas: planejamento do trabalho e divisão das tarefas. Geografia do Brasil Jurandir L. biblioteca. TV E SCOLA . Geografia e Língua Portuguesa. • Refletir a respeito da forma pela qual a cultura popular é transmitida de geração em geração.br/leplac. Brasiliense. separadamente.tvcultura. São Paulo. consulte as séries: O povo brasileiro. Hucitec/Edusp. Os demais pesquisarão temas específicos: história da escola. avaliar a importância da investigação.br Na seção Alô Escola. comente que vale a pena prestar atenção às diferenças e semelhanças com nossa cultura. em situações que permitem mostrar um pouco da cultura de seu povo – as crenças tradicionais. • Identificar a diferença entre cultura erudita e popular.

Estabeleça também uma comparação com a realidade brasileira. solicitando para isso uma pesquisa. Protradicional. trenós puxados Xamãs por cachorros e veículos motorizados. mostra como a cultura tradicional pode sobreviver aliada a uma boa qualidade de vida e uma relativa riqueza. quer usa mas que férias. em que muitas crianças deixam de ir à escola para cuidar de irmãos mais novos. Trabalhe a comparação entre a cultura oral. O vídeo se presta também a uma comparação entre a cultura erudita e a popular. Para catalo ia de r utiliza referência o Gu posterio r como cola. Os juízes virão Uma criança aborígine da Austrália é a protagonista deste episódio. Veja. até aparece o xamã. Aqui a tradição ganha nova força. que mantém vivas as antigas tradições e lendas. podem servir de tema para discutir as ameaças ao equilíbrio da natureza. como tipo de moradia. pois contribui para a manutenção da tradição e dos costumes. 9 . óculos feitos de Em três episódios couro e outros modernos. danças etc. e também para traços característicos. PCN / Temas Transversais – Pluralidade Cultural. a pode us ramas da TV Es prog Aani – a tagarela Este filme. e a importância da escrita – que sobressai no papel desempenhado pela neta. RADE LEIA A G r. Na lenda narrada pela cigana. a construção da barragem. cultura tradicional e xamanismo: Cultura – um conceito antropológico Roque Laraia. em que seu povo é “invejado” pelos demais. Minha comida favorita. mostrando o forte preconceito que enfrentam em diversas partes da Europa. Leia também Sobre etnocentrismo. Pinamesh e a tenda trêmula O último filme da série. Jorge Zahar. esse sentimento tem uma carga positiva. pelo menos por algum tempo. Vale a pena observar e discutir aspectos da cultura indígena canadense e seu modo de se relacionar com a natureza. Estabeleça um paralelo com os direitos e a história dos povos indígenas brasileiros. Minha escola. em Montreal. e onde com freqüência as comunidades pobres não contam com médicos. de desenho tância dessa figura. que se passa no Alasca (estado norte-americano). Minha casa. Rio de Janeiro. vestimentas. mesmo em contato com uma cultura ligada à modernidade. valores tradicionais sobrevivem. as séries da TV Escola Pinamesh vestida de xamã TV E SCOLA Conhecendo o mundo. nal com a moderna. Chame a atenção para o fato de que ali a subsistência depende da exploração direta da natureza. Mas em muitas circunstâncias chega a ser tão exacerbado que se transforma em intolerância e racismo (como no caso dos skinheads). Descobrindo. mais intimamente relacionado com a preservação ecológica. pois uma antiga crença do avô contribui para transformar a realidade e impedir. Tradição e modernidade caminham lado a lado: roupas tradicionais de pele e trajes de náilon. Utilize essas refedo é um instrumento rências para discutir a coepara a manutenção da xistência da cultura tradiciotradição. no moderno estúdio de personagem do passatelevisão. evidenciadas neste filme passado na Indonésia. Um dia na vida de uma criança. e vale o instrumento usado para a pena discutir a imporcortar a carne. estabelecendo comparações com os outros episódios. não há contando as diferenças de tradição entre os ensinamensua atuação nos três filtos do avô e o trabalho da mes. E guarde ção. retoma o tema do xamanismo. Trata-se de um excelente gancho para trabalhar o conceito de etnocentrismo. com acesso à cultura “dos homens brancos”. convive na cozicure explicar à classe nha com o microondas. 1986. O segredo de Sungai A pobreza e a doença decorrentes da exploração inadequada dos recursos naturais. gra a os pro e de E escolh também a grad panhe Acom AS ROGRAM SP GRAVE O a para videotec você fitas na as gar. Apeseu papel social. postos de saúde e condições sanitárias. Mais uma vez. também.Dilino e a Ave de Fogo Este filme apresenta ciganos. ressalsar do contraste. Mostre como esse mãe. Aborde o preconceito no Brasil.

atribuindo a cada um a pesquisa de um aspecto das sociedades sul-africana e sueca: dados da realidade sócio-econômica. ao mesmo tempo. o sétimo aluSituação-problema no participa como moderador. • As diferenças. jornais e revistas ou na internet. Indicado para atividades com alunos das 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e de todas as séries do ensino médio. O professor de Língua Portuguesa pode orientar a produção do texto. tendo por tema. Os resultados da pesquisa servirão para encerrar o trabalho e avaliar o conhecimento dos conteúdos estudados. Estimule a discussão. livros. Apresente à classe uma situação-problema como esta. mas. Sugira que alguns apresentem o desenho aos colegas. e assim por diante. cultura. história da colonização. Suécia. mobilize a ro nobre da cidade.ÉTICA SETEMBRO DEMOCRACIA SEM 26 FRONTEIRAS Direção: Anders Bergh Realização: Swedish Educational Broadcasting Company. História. se não tiverem aparecido espontaneamente no debate. Para encerrar o trabalho. converse a respeito da África do Sul e peça aos alunos para escreverem o que sabem e o que gostariam de saber a respeito desse país. Há alguns aspectos que vale a pena levantar. em um desenho rápido. • A avaliação dos ganhos havidos em cada grupo a partir do encontro intercultural. 10 • O direito dos membros do grupo sueco de provocarem e incentivarem a cisão do grupo sul-africano. um conflito em torno de questões como autoritarismo. Dramatização Proponha uma atividade rápida de role-playing (dramatização). do ponto de vista da democracia. O registro desses conhecimentos e curiosidades será importante para atividades futuras. A experiência propicia enriquecedoras trocas culturais. entre a tomada de decisões no grupo sueco e no sul-africano. gera conflitos – resultantes por exemplo do confronto do autoritarismo predominante no elenco negro com o liberalismo que rege o relacionamento entre os suecos. o que sentiram ao assistir aos filmes. a prefeiparticipação da clastura decide retirar os invasose. Áreas conexas: Geografia. a partir de discussões sobre a democracia e o tratamento das diferenças entre as culturas. oriente a pesquisa em bibliotecas. a cultura dos dois países. como no vídeo. Objetivo Levar os alunos a conhecer a história e a geografia da sociedade sul-africana. ouvindo diferentes opiniões. Meio Ambiente 2 partes de 30’ RESUMO O programa mostra encontros e desencontros decorrentes do convívio entre culturas diferentes. Convide sete voluntários para um debate de improviso. Outra atividade de encerramento pode ser uma redação individual tendo por tema: Possíveis relações entre a realidade das sociedades sul-africana e brasileira: enfoque os aspectos de democracia. Com apoio de força povêem o emprego da licial. mediados por temáticas transversais relacionadas a Ética e Pluralidade Cultural. pois envolve os sentimentos dos alunos. TV E SCOLA . para que construa um com as diferenças socentro comercial. invasores e prefeitura – é representado por dois alunos. proponha aos estudantes que expressem. Roda de discussão Terminada a exibição. discriminação e economia. De acordo com as possibilidades. composto por atores negros que vivem em favelas da cidade de Port Elizabeth. Cada grupo presente na situação – proprietários. democracia e diferença cultural. DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO ATIVIDADES A seguir estão apresentadas sugestões de atividades que articulam conhecimentos de História e Geografia. como por exemplo: • A postura autoritária do líder do grupo sul-africano e a reação de passividade/heteronomia do grupo. adaptando-o por exemplo ao estilo literário que estiver sendo trabalhado. 2000 Programa selecionado na grade da programação do ensino fundamental. pretende-se fazer a força policial em uma transferência dos moradores sociedade democrápara uma zona perifér ica tica? A pressão dos afastada e doar o terreno a proprietários é a meum grande grupo empresalhor maneira de lidar rial. ciais? O que devem fazer os invasores? Pesquisa e avaliação Organize a classe em grupos. ao documentar a visita de um grupo de teatro sueco a um grupo da África do Sul. o regime de apartheid. Após uma Por pressão dos proprieencenação de 15 a 20 tários abastados de um bairminutos. • As relações entre a realidade das sociedades sul-africana e brasileira. levantando quesres que ocuparam há dez tões como: A prefeituanos um terreno público sira tem o direito de totuado bem no meio dessa mar tal atitude? Como área. É importante que essa apresentação seja voluntária. por exemplo. comentando seus sentimentos e o que procuraram representar.

aliando uma esmerada produção visual à sensível densidade dramática característica da obra do escritor. além de trazerem em si elementos de surpresa e desafio. Romeu e Julieta.usp. Aquino. experimentam a morte uma só vez. Moderna. • Criar situações que estimulem o raciocínio. promova um debate a respeito das frases destacadas e das cenas mais dramáticas. por parte de quem.org. e a outra. Moderna. sugira que façam uma lista do que descobriram em um painel ou na lousa.dhnet. www. U. proponha à classe uma questão-problema. Áreas conexas: Arte. um cavalo. • Provavelmente aparecerão citações como: Shakespeare.” “Um cavalo. Bruto. a ma ens. links e a íntegra da Declaração dos Direitos Humanos. de Ricardo III. Tendo isso em vista. De qualquer maneira. peça para pesquisarem em casa. • Mapear os conhecimentos prévios dos alunos em relação ao assunto. evidenciando a preocupação com a pesquisa da história do cotidiano. LUNOS OM OS A nesta HE C as TRABAL resentad tivos e ades ap As ativid m em conta obje e d a v seção le dos curriculares ino ens teú con es do adas séri .br Contém indicações sobre história.” 3 Direção: Natalia Orlova. Stanislav Sokolov. se presta ações variadas situ TV E SCOLA Discussão da questão-problema • Pergunte aos alunos quem já ouviu tais frases: quando. estimulando a busca do conhecimento. São Paulo. LITERATURA SHAKESPEARE: 2 HISTÓRIAS ANIMADAS SETEMBRO SETEMBRO Preparação As questões-problema são sempre uma forma instigante de abordar um assunto. Língua Portuguesa 6 episódios de 26’ RESUMO Esta série apresenta adaptações animadas de seis peças de William Shakespeare. desenhos animados. Eles devem perceber que as duas primeiras são de Júlio César . em No entan outras abordag a . • Chame a atenção dos alunos para o fato de que muita gente sabe alguma coisa a respeito da dramaturgia de Shakespeare. por não estarem ligadas de forma evidente a algum conteúdo conceitual explícito. Indicada para atividades com alunos da 7ª série do ensino fundamental até a 2ª série do ensino médio. 2001. com notícias.africadosul.org.G.se Informações gerais sobre a Suécia.gov. conservando seu valor. procurando ampliá-los e aprofundá-los. 11 . Puig. pois as grandes obras têm permanência e se projetam no futuro.F. Nikolay Serebriakov. www.Veja na internet ATIVIDADES Objetivos www. Depois da discussão em classe. às cenas em que aparecem as frases mencionadas. 1994 Série selecionada na grade da programação do ensino fundamental e também do ensino médio. J. já valentes. Elas podem envolver o raciocínio ou se resumir a um exercício de memória. Araújo & J. GrãBretanha e Rússia. • Quando apresentarem o resultado da pesquisa. www. o que sabe a respeito etc.” “Até tu. meu reino por um cavalo. determin ental ou médio os fundam dos víde ioria to. Ainda Ziablikova Realização: Christmas Films / S4C / BBC Whales.sweden. Alexei Karayev. despertando a curiosidade e oferecendo desafios. durante a exibição. Os direitos humanos na sala de aula: a ética como tema transversal. como por exemplo a apresentada a seguir. Yuri Kulakov. filmes americanos. Júlio César.br Biblioteca virtual dos Direitos Humanos. Leia também Democracia e participação escolar: propostas de atividades. São Paulo. De onde vêm estas frases? “Covardes morrem muitas vezes em vida. economia e condições sociais e geográficas da África do Sul.direitoshumanos. consultando pais e familiares. encontram os alunos mais propícios ao diálogo. • Após a transmissão O imperador Júlio César do vídeo. História. Exibição do vídeo • Peça aos alunos para ficarem atentos. Os desenhos compõem um amplo painel de época. 2000.br Enciclopédia dos Direitos Humanos.

Veja. vol. Romeu e Julieta. acredita a coordenadora de produção do programa.edu DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO O vídeo oferece uma rara oportunidade de reflexão sobre a língua em relação ao uso das segundas pessoas da conjugação verbal (tu/vós). ajudando a desenvolver a expressão e a sensibilidade humanas: entonação. responde a cartas. Sônia Nunes.Literatura A linguagem do teatro é praticamente completa. • Solicite a cada grupo que escolha uma passagem significativa e organize sua encenação. devendo antes escrever uma introdução para apresentar aos espectadores e contextualizar a cena a ser dramatizada. espaço doméstico etc. cenário. compreensão e interpretação textual são alguns dos elementos que podem ser trabalhados. ao emprego do modo imperativo e à colocação pronominal (mesóclise). para apresentá-las na íntegra. Utilize como fonte de pesquisa o livro de Georges Duby. 1990). fundo musical) e os “atores” precisam decorar as falas. Assim. da TV Escola Shakespeare – Histórias animadas: Hamlet. Veja na internet http://shakespeare. conhecimento vocabular. com sua equipe. notícias de eventos e muito mais.palomar. proponha um estudo da vida de Shakespeare associada ao contexto cultural da Europa renascentista. entrevista os participantes e fornece o telefone da escola. passo a passo. traz entrevistas. A tempestade nos que tanto prestigiam a TV Escola”. festas. o Conexão nasceu com o objetivo de servir de ponte entre as escolas e promover a troca de idéias e experiências. São Paulo. – que podem ser comparadas com as imagens veiculadas pelo vídeo. desenvolva a seguinte atividade: • Organize a classe em grupos e designe a cada um a leitura de um texto de Shakespeare (escolha uma boa tradução ou adaptação). escolas que tenham desenvolvido alguma experiência interessante a partir de programas da grade e produz um minidocumentário: exibe o trabalho realizado. dá dicas de páginas na internet. Entre outras atividades. experimente propor aos alunos que organizem uma representação teatral em que sejam adotadas essas formas pouco utilizadas em nosso cotidiano. Da Europa feudal à Renascença (História da Vida Privada. “É uma oportunidade de mostrar a cara dos professores e alu- 12 Apresenta um guia de pesquisa sobre Shakespeare para estudantes (em inglês). Língua Portuguesa Para saber mais Em uma atividade integrada com o professor de História. esclarece dúvidas. No ar: Conexão TV Escola Esse variado programa comenta destaques da programação da tevê. O quadro “De olho na TV Escola” é um dos exemplos dessa integração: a repórter visita. Ele apresenta informações sobre o cotidiano da época – vestuário. pronúncia. também. No ar desde março deste ano. Companhia das Letras. organização familiar. abrindo a possibilidade de intercâmbio TV E SCOLA . 2. • O grupo deve elaborar os elementos de cena (vestuário.

explique aos alunos os critérios de correção. CIÊNCIAS AGOSTO 19 DE ONDE VEM? Direção: Celia Catunda. 2. ira d sexta-fe horários mesmos 1. A seguir. coloque para a classe a pergunta: “De onde vem. Brasil. 10h a :8 horários risado na primeir nos Rep guinte. de acordo com o conteúdo discutido. Outras idéias entre os professores de todo o país. • Despertar nos alunos a curiosidade em relação ao mundo em que vivem. o Conexão insiste na importância de que todos participem. de onde veio. mostrando para toda a classe. procurando identificar as eventuais dificuldades dos alunos em compreender conceitos científicos expostos em mídias audiovisuais e a forma de interpretarem o que viram. Estimule a discussão. desenho.. Vá registrando na lousa o que considerar mais significativo. Avaliação do aprendizado Para encerrar. Kiko Mistrorigo Realização: TV Escola.?”. por onde passou etc. faz uma pergunta trivial a um adulto e é atendida com displicência. e acaba conseguindo as respostas diretamente com o objeto de sua dúvida.br ERCA! NÃO Pra de duração o nos ia h Com me ta-feira do mês. eles devem buscar a resposta.Após ter exibido alguns episódios. dúvidas. críticas.Exiba diversos episódios e depois leve os alunos a fazer uma síntese do que aprenderam. Kika. sintetizar e socializar informações audiovisuais. Entre os quadros fixos. Áreas conexas: Arte. chame alguns alunos para apresentar sua resposta aos colegas (é importante acostumá-los a falar diante do grupo. é um ovo quem conta. seguindo o exemplo de Kika. Geografia. 14h3 h30.? • Quais as semelhanças e diferenças entre o que a classe imaginou e o que o vídeo mostrou? • Por que Kika sabe tanta coisa? Levante questões mais específicas. 0. Padre Zeca. Insiste. de acordo com os interesses dos alunos. revistas. por exemplo. Pergunte. discutindo e aprofundando as informações. retome as respostas dadas e oriente a correção. Relatos de experiências bem-sucedidas. Educação Física. mapa. promovendo a discussão de cada item e socializando as informações. comparando com o que já foi discutido. a personagem central. A seguir. Aproveite para fazer uma avaliação individual. ima sex 0 e 18h3 Toda últ 30. de jeito divertido. por exemplo. • Estimular a busca do conhecimento.gov. Objetivos • Transmitir informações sobre a origem ou a fabricação de objetos do cotidiano e de fatos da natureza. ou escolher alguns que tenham relação entre si. Ministério da Educação Esplanada dos Ministérios. destaca-se também o “Eu me lembro”. um exemplo para trabalhar com algum dos episódios. Proponha que apresentem o resultado em forma de cartaz. peça para cada aluno. episódios que se refiram a 13 . A equipe do Conexão também passeia pelos bastidores dos programas. Para que alunos e professores se beneficiem cada vez mais da programação da TV Escola. Assim. registrar. Ampliação da informação RESUMO Em cada episódio desta série de desenhos.. 2001 Série selecionada na grade da programação do ensino fundamental. o planejamento global e os objetivos que pretende alcançar... dizendo para consultarem seus registros escritos. construção ou outro recurso. sala 107 Brasília/DF – 70047-900 E-mail: conexaotvescola@mec. entrevistas etc. TV E SCOLA comentários e sugestões são bemvindos. Juca Chaves e Fafá de Belém recordam seus tempos de escola. Dê algumas orientações.. sugira que os alunos anotem o que acharem mais importante. por exemplo: • Responda de maneira clara e completa: de onde vem. • Incentivar a comparação e a identificação de semelhanças e diferenças entre grupos de informações. incentivando a participação de todos. De acordo com a idade e por meio de livros. fazer uma pergunta a respeito de algo que lhe interesse. o mês se . internet. Para finalizar.• Levar os alunos a compreender. Proponha que cada um escreva o que pensa a respeito. Língua Portuguesa 20 episódios de 5’ Explorando um tema Antes de exibir o vídeo. aprendizado que faz parte do exercício da cidadania). e a partir da apresentação do vídeo trabalhar conteúdos variados. Indicada para atividades com alunos da 1a a 4a série do ensino fundamental. ATIVIDADES Você pode exibir e explorar apenas um episódio. Bloco L. sob diferentes pontos de vista: Síntese espacial : se escolher. em que personalidades tão distintas quanto Caetano Veloso. Após exibir o episódio selecionado. revelando como eles são feitos.

enquanto melhora seu francês e conhece a cultura de outros países? Então não perca VIF@x. apresentado semanalmente em Escola Aberta. Síntese temporal: em cada episódio. Indicada para atividades com alunos das 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e de todas as séries do ensino médio. 2000 6 episódios de 30’ Série selecionada na grade da programação do ensino fundamental. clique na versão html. encontrando informações importantes e mergulhando no contexto adequado à proposta de trabalho que você quer desenvolver. foi adaptado para a televisão brasileira. Geografia. Além disso. e a partir de setembro pode ser acompanhado na TV Escola. os alunos são conduzidos em uma viagem ao momento de produção dessas obras. os alunos irão navegar sem problemas. um curso para aprender e se divertir Como em uma novela ou em um seriado de tevê. 3. o acesso é muito fácil: com apenas algumas dicas. VAMOS FALAR FRANCÊS? DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO REFLETS. De modo simples e agradável. Um jovem casal brasileiro. em José de Alencar.Na opção Cadernos. que oferece uma tripla abordagem: cultural. que assiste a tudo na tevê. Trata-se de um sistema multimídia de apoio ao ensino a distância. VISITE A página Mestres da Literatura.. Língua Portuguesa TV E SCOLA . relacionado de alguma forma com o episódio encenado pelos jovens. Segue-se uma sugestão de roteiro para estudar José de Alencar e o romantismo. Áreas conexas: História. gramatical e comunicativa. onde há links para os autores e os materiais existentes a respeito deles. Abre-se assim o texto.. O programa é estruturado em torno de notícias de telejornais de países francófonos (França. construindo uma cronologia que poderá enriquecer as discussões em História e em Ciências. Cada aula apresenta um minidocumentário (com o texto em francês escrito na tela) sobre um tema atual. o curso é apresentado em 30 lições (24 aulas e 6 revisões) de 15 minutos cada uma. na França. um grupo de rapazes e moças franceses vive situações do dia-a-dia – evidentemente. sim. Suíça). sem falar nada de português. Peça depois para a classe organizar as informações em uma linha do tempo. peça para os alunos anotarem todas as datas citadas. oferece um material didático rico e de alta qualidade. clique em Mestres da Literatura e abra a página. às 14 horas. Carole Bouquet Realização: France TV. selecionadas semanalmente por uma equipe da universidade Victor Segalen em Bordeaux. mas também por permitir a leitura do texto integral de algumas das principais obras de cada autor. na minha casa/cidade?”. Canadá. Isso poderá enriquecer as discussões em Geografia e em Ecologia.Entre no site da TV Escola: www.br/seed/tvescola 2.gov. faz comentários e dá suas opiniões – estes. Bélgica. Essa nova fonte de consulta ampliou as possibilidades de estudo dos clássicos da nossa literatura. Os professores de Língua Estrangeira Moderna ganham assim um instrumento de trabalho eficiente. ou em uma cidade.mec. Organize a classe em grupos e sugira que elaborem um desenho da cidade (incluindo o campo e a natureza sem ocupação humana) que contenha todas as coisas necessárias para que existam uns poucos objetos em cada casa. Produzido originalmente na França. 14 8 Direção: Bertrand Tavernier. para aperfeiçoamento e atualização. Além disso. não apenas pela quantidade de informações concentradas numa única página. todas as aulas incluem clipes de cantores e músicos contemporâneos de países de língua francesa.objetos presentes em uma casa. capacitando-se a analisar os comportamentos humanos e as pulsões que marcaram os rumos de nossa história e conhecendo os autores que ajudaram a construir nossa própria identidade. falam também em português. França. pergunte “que coisas precisam existir para que eu veja/ tenha um. tanto para seu planejamento quanto para uso em sala de aula.No índice. Destinado a principiantes adolescentes e jovens. que inicialmente ÉTICA AGOSTO 7 CRIANÇAS NAS RUAS DO MUNDO AGOSTO Viagens de aperfeiçoamento Você quer ficar por dentro do que acontece no mundo. da TV Escola. É assim que vai se desenrolando o curso REFLETS de francês. 1.

apresentando suas principais características e motivações. Beethoven. por exemplo – para iniciar as discussões. TV E SCOLA quisa historiográfica quanto a busca das raízes literárias envolvidas. violência. Também mostram o trabalho realizado por algumas ONGs para ajudar essa infância marginalizada. o mágico do reino das palavras Mário de Andrade. Uma forma de abordar temas ligados ao romantismo é polemizar. um grito brasileiro Guimarães Rosa. Lucíola. Diva. Em seguida há sugestões de atividades para desenvolver com a classe – dentro de Língua Portuguesa ou em trabalhos interdisciplinares – e indicações de fontes para consulta.br/seed/tvescola/mestres Pesquisa no Caderno • Nos subtítulos Cantar os Brasis e Romantismo é explicado o papel do romantismo na Europa e no Brasil de forma sucinta e objetiva. Carlos Gomes e muitos outros.OS MESTRES DA LITERATURA NA INTERNET ○○○ apresenta o autor. ATIVIDADES O roteiro sugerido a seguir pressupõe uma seqüência de trabalho com alguns episódios. Literatura sem bijuterias 31 JULHO Lima Barreto. mas é interessante você assistir aos vídeos e avaliar. A proposta principal consiste em levá-los a construir uma consciência moral autônoma e desenvolver a capacidade de diálogo. proponha a criação de um painel com imagens e textos. sua obra e seu tempo. em torno de “identidade nacional” e “soberania nacional”. explore as idéias prévias dos alunos sobre a temática. Aproveite para aguçar a curiosidade dos alunos em relação a compositores românticos como Chopin. O guarani. em que os direitos básicos são constantemente violados. outras formas de explorar o material. de obras de arte e referências às produções do autor (sempre um bom começo de abordagem). Na seqüência. reinventando o Brasil 31 JULHO Machado de Assis. e também endereços eletrônicos. • No subtítulo Para consultar. injustiça e discriminação. Apresente uma foto que esboce um quadro da violência social – uma criança desnutrida ou trabalhando. Oriente os alunos para acessar esses autores e obras. Oferecer aos alunos elementos que lhes permitam refletir sobre situações de injustiça social e sobre os direitos humanos fundamentais. enfocando a partir daí tanto a pes- Assista também aos vídeos de Mestres da Literatura programados na grade: Graciliano Ramos. O link permite ainda compreender a atuação de José de Alencar no panorama político-literário da época. Aquecimento Em uma aula anterior à exibição dos vídeos. ler. apreciar e pesquisar há uma relação de obras de referência.mec. sintetizando as conclusões dos grupos. 4. • Ao longo do texto estão reproduzidas diversas imagens de época. 5. • No item intitulado Para ouvir é possível ampliar o repertório musical relativo ao tema.gov. Há indicações tanto de MPB quanto de música erudita. complementado por ilustrações de época ou alusivas ao momento histórico comentado.No link Multimídia você encontra imagens e fotos. 15 . além de nomes de artistas importantes identificados com a estética do romantismo. A pata da gazela. • Em Atividades interdisciplinares são propostas algumas polêmicas (que jovem não é atraído por elas?). a página aberta dessa forma dá acesso a cinco obras integrais de Alencar: Cinco minutos.Clique em Links e depois no endereço eletrônico que aparece abaixo do subtítulo José de Alencar. evidenciando sua situação de abandono: um cotidiano de miséria. o múltiplo JULHO 31 AGOSTO 1 AGOSTO AGOSTO 1 14 AGOSTO SETEMBRO 1 16 Objetivos RESUMO Série de documentários que retratam a dura realidade enfrentada por crianças de rua em diversas partes do mundo. LEMBRETE Não se esqueça! Adicione esta página a seus Favoritos: www. por exemplo. de acordo com seu planejamento e as características de sua turma. a partir de atividades interdisciplinares. trechos dos vídeos e entrevistas de professores e especialistas a respeito de cada um dos autores. O que sentem ao observar a cena? Por que existe tal realidade? Quem é responsável pela situação? O que podemos fazer para modificá-la? Divida a turma em pequenos grupos e reserve alguns minutos para debate. um mestre na periferia José de Alencar.

interação e discussão sobre as múltiplas relações entre a Matemática e as diversas linguagens artísticas: Artes Visuais. exploração do trabalho infantil e consumo de drogas – se prestam a uma variedade de abordagens. sobre aspectos distintos. Avaliação e interdisciplinaridade Analise com a classe os resultados das pesquisas. Teatro e Dança. Valéria Amorim Arantes de Araujo (Ética).dhnet.crianças e adolescentes. discutindo as relações entre os hemisférios Sul e Norte. www.br e www. São Paulo. ajudando a falar da inserção do homem no espaço Terra. Oriente a discussão com questões como: Tais direitos são garantidos no Brasil? Em que regiões do mundo eles não são garantidos. M. a idéia de globalização e as causas históricas. políticas. Professores de Geografia. Moderna. é de interesse para qualquer área ou disciplina.oneworld. A socialização dos textos produzidos permitirá que se forme um quadro geral com análises da situação internacional e brasileira.F. livros e internet. de sua 19 a 23 TV E SCOLA . Para estimular o debate em torno do assunto. São Paulo. Patrícia Raffaini (Pluralidade Cultural).br Dão acesso a bibliografias complementares e textos relacionados a direitos humanos.org/peacechild e www. esta série oferece um espaço de reflexão. Pretende esclarecer as diferenças entre o Ensino Supletivo e a tendência atual da EJA. Araújo & J. Música. Moreno Marimón et al.Exibição dos vídeos Exiba um ou mais documentários.G. Direitos das crianças. Língua Estrangeira e Arte devem assumir seu papel de mediadores da leitura e da escrita na escola. Exploração sexual . discutindo questões do tipo: Como deve ser a formação de jovens e adultos? O que é preciso considerar para criar uma boa situação de aprendizagem? Quais os contextos de letramento na alfabetização de jovens e adultos? REPRISE 29 a 2 ARTE E MATEMÁTICA NA ESCOLA Inspirada na premiada série AGOSTO AGOSTO Arte e Matemática. 16 Duração de todos os programas: 1 hora EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Esta série debate novas AGOSTO JULHO perspectivas para a Educação de Jovens e Adultos. maus-tratos físicos e psíquicos. Veja. por outro lado. as complexas relações artísticas presentes na linguagem matemática. e também. 1999. copie na lousa o Artigo XXII da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Os programas enfocam o pensamento geométrico e sua contribuição para a aprendizagem de números e medidas. proponha uma pesquisa em jornais. Os direitos humanos na sala de aula: a ética como tema transversal. e por quê? Que relação as diferenças entre os países dos dois hemisférios têm com o tema da desnutrição? Como a globalização se insere nesse quadro? E o desemprego? O que são o Terceiro e o Primeiro Mundo? Para encerrar. Aproveite para desenvolver um trabalho interdisciplinar com História e Geografia. Miguel Castilho (Ciências). INÉDITO 5 a 9 LER E ESCREVER: COMPROMISSO DA ESCOLA A série tem por objetivo disAGOSTO AGOSTO cutir o ensino da leitura e da escrita. chamando a atenção para as diferenças entre os países. Direitos humanos.unicef. Para avaliar a compreensão dos alunos em relação às temáticas abordadas.org. diversidade cultural e liberdade. procurando mostrar como a Geometria. Rodrigo Travitzki (Ciências). constitui parte importante do currículo. Profissão: criança. 2001. História.org. o resgate da cidadania. também. Moderna. de suas medidas e suas propriedades. individual ou em grupo.direitoshumanos. bem como propostas de solução. Matemática. da utilização desse espaço. ideológicas e socioeconômicas das diferenças regionais.mj.gov. Educação Física. visto como uma tarefa da escola e um desafio para todas as áreas do conhecimento e/ou para todas as disciplinas escolares. uma co-produção da TV Escola com a TV Cultura. U.htm Página do Departamento da Criança e do Adolescente do Ministério da Justiça do Brasil. Aquino. Os assuntos focalizados – abandono. e não só Língua Portuguesa. INÉDITO 12 a 16 GEOMETRIA EM QUESTÃO A série tem como principal AGOSTO AGOSTO objetivo discutir e entender o ensino da Geometria na sala de aula.br Temáticas relacionadas aos direitos das crianças. Estatuto do futuro Programas Criança.usp. bem como a inter-relação da Geometria com outras áreas curriculares. Leia também Falemos de sentimentos: a afetividade como um tema transversal. CONSULTORIA As sugestões de trabalho apresentadas nos textos desta seção foram elaboradas com a consultoria dos professores Sílvia Barbára (Geografia). em busca de respostas para tais perguntas. por ser o estudo das formas e do espaço. de acordo com seus objetivos e os interesses dos alunos. o professor de Língua Portuguesa pode encomendar uma redação. pois permite que os alunos desenvolvam o pensamento espacial.br/sedh/dca/index. Assim. www. Veja na internet DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO www. da TV Escola Séries Cenário Brasil. Lilian Garcia (Literatura).

por meio do Saeb. Há uma reflexão sobre a escola como espaço coletivo de produção e recepção de linguagens. em especial. REPRISE TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: NOVOS TEMPOS. INÉDITO 30 a 4 AVALIAÇÃO E APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS A série pretende colocar em SETEMBRO SETEMBRO discussão a avaliação do ensino e da aprendizagem no contexto das aprendizagens significativas. bem como da sistemática de avaliação dos resultados. nos livros de literatura para crianças e jovens. REPRISE LITERATURA E IMAGEM A proposta da série consiste em AGOSTO AGOSTO discutir a inter-relação entre o texto escrito e as imagens na escola e. Eles tratam de: definição de um novo cenário para a educação no país nos próximos dez anos. visão e audição) moram outros sentidos.Salto para o Futuro divisão e da construção de estratégias para resolver problemas relacionados à forma e ao espaço. OUTROS RUMOS A série procura retratar a SETEMBRO SETEMBRO abrangência do uso da tecnologia no âmbito da educação. gênero e doenças sexualmente transmissíveis/aids. Como fio condutor dos programas. bem como o aprofundamento de questões específicas que cada contexto requer. o livro/poema Os cinco sentidos. pode propiciar uma visão global do sistema de educação do país. Tal abordagem implica considerar os percursos de aprendizagem relacionados às histórias de vida dos alunos. Comenta tabus e preconceitos referentes à sexualidade. A análise dos instrumentos de avaliação utilizados pelo Saeb. participação dos professores na elaboração das propostas pedagógicas. INÉDITO 9 a 13 LINGUAGENS E SENTIDOS A série busca refletir sobre as diferentes linguagens no espaço escolar. que ocorrem em momento de ressignificação do processo de ensino e de aprendizagem. gravidez na adolescência e sexo protegido. A série visa. INÉDITO 2 a 3 A ESCOLA QUE QUEREMOS Apresentação de três prograSETEMBRO SETEMBRO mas dessa série. nas diversas áreas do conhecimento. Um dos objetivos é enfocar o livro como um objeto cultural que possibilita a expressão e a compreensão de cada sociedade. INÉDITO 23 a 27 SAÚDE E ORIENTAÇÃO SEXUAL A série aborda os Temas OUTUBRO SETEMBRO Transversais Saúde e Orientação Sexual na perspectiva dos Parâmetros Curriculares Nacionais em Ação. a atividade física. Fala ainda dos eixos da orientação sexual: corpo humano. o autocuidado – higiene. de Bartolomeu Cam- TV E SCOLA SETEMBRO 16 a SETEMBRO 20 17 . REPRISE 4 a 6 pos de Queirós. reforçar o sentido complementar das duas avaliações para aprimorar a qualidade da educação. INÉDITO 26 a 30 SAEB: DISCUTINDO A AVALIAÇÃO A série tem como proposta a SETEMBRO SETEMBRO discussão do significado da avaliação realizada na escola e de sua relação com a avaliação do sistema realizada pelo Inep. Aborda a alimentação. olfato. sob a perspectiva da promoção da saúde. paladar. Discute a compreensão da saúde como direito de cidadania. nos instiga a entender que em cada sentido (tato. Tem como objetivo propiciar a integração da tecnologia no processo de aprendizagem e no desenvolvimento humano. ainda. saúde bucal e autoconhecimento –. desenvolvendo e ampliando sua dimensão expressiva e criativa e propiciando uma educação mais humana e significativa. as relações interpessoais. matriz da sexualidade. que promove um debate sobre o Plano Nacional de Educação. a importância da construção de uma vida saudável e da adoção de hábitos saudáveis. planos estaduais e municipais de educação.

com as restrições ao direito de posse e as dificuldades dos pequenos proprietários em ampliar ou manter seus domínios. a lei não impediu a invasão e “grilagem” de terras devolutas pelo país afora por parte dos grandes proprietários. 2001 8 episódios de 20’ Série selecionada na grade da programação do ensino fundamental. entre outras. foi acompanhada da vinda de imigrantes para o Brasil. aumentou a concentração da propriedade da terra. criar meios eficientes de regulamentação. São atividades que contribuem para enriquecer as aulas. Um estudo sobre as contribuições culturais dos negros na formação étnica do brasileiro. Áreas conexas: Arte. por exemplo. Reforçou ainda o predomínio da agricultura de exportação. as terras devolutas só poderiam ser adquiridas legalmente por meio de compra. 18 Como aquecimento e pré-avaliação. realizada por atores caracterizados com roupas da época. originária do período colonial. DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO ATIVIDADES A título de exemplo. • Valorizar o princípio da igualdade jurídica e dos direitos fundamentais do ser humano. o que os alunos já conhecem acerca do tema em questão – desenvolva. Competências a serem desenvolvidas • Desenvolver postura crítica em relação à discriminação racial e cultural. convém identificar. explore o texto da Lei de Terras de 1850 (veja quadro abaixo). a interferência de um país nos assuntos internos de outro? • A pressão inglesa pelo fim da escravidão foi justa? Após o debate. possibilitando a discussão sobre os efeitos sociais das leis antipreconceito. Com a lei. e fornecem idéias para explorar os demais episódios. as de domínio público ou ociosas). das terras concedidas em sesmaria mas não aproveitadas. verificando como sua aplicação. fiscalização e demar- cação da propriedade. substituindo a mão-de-obra escrava e contribuindo indiretamente para o fim da escravidão. Como estratégia inicial. em cada área. Geografia. ampliar o mercado de trabalho livre para a grande lavoura. Língua Portuguesa RESUMO A série aborda a História do Brasil desde o início do processo de independência até as crises que puseram fim ao período imperial. Ciências Embora o vídeo não mencione o Projeto Genoma. Língua Portuguesa. uma discussão orientada.716. sugerimos aqui propostas de trabalho baseadas no episódio A abolição. Ciências e Arte. prejudicando o crescimento do mercado interno e o abastecimento da população. e das áreas ocupadas por simples posse “mansa e pacífica”. colaborará nessa discussão. na época. Indicada para atividades com alunos da 5ª à 8ª série do ensino fundamental e também para o ensino médio. levantando informações e estimulando a formulação de hipóteses. essa lei regulava a destinação das terras devolutas (ou seja. A narração dos fatos. hoje. Geografia. Comece avaliando os conhecimentos prévios da classe sobre genética com perguntas como: • Existe relação entre o conceito de raça e a genética? • Esses estudos ajudaram a fortalecer o racismo? TV E SCOLA . Preparação Existem muitas possibilidades de utilização do vídeo em trabalhos coletivos envolvendo as disciplinas de História. Os objetivos eram: colocar ordem no caos fundiário em que estava o império pela ineficiência das sesmarias e pelos abusos da ocupação por posse. Para saber mais Lei de Terras de 18/8/1850 Aprovada pela Assembléia Geral do Império. A longo prazo. seguido da construção de textos. O fio condutor da pesquisa poderá então atravessar os pontos em que a turma manifestar maiores dúvidas. propiciando a construção de projetos interdisciplinares. valorizar a terra. de 5/1/1989. apresente algumas questões relativas ao imperialismo inglês no Segundo Reinado: • Qual era o papel da Inglaterra em nossa economia? • Que interesses ela teria na abolição do escravismo? • Como é vista. antes de exibir o vídeo. podendo também ser usadas pelo Estado em projetos de colonização. funciona como suporte para diálogos protagonizados por bonecos que representam personagens e situações históricas.ESPECIAL ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR HISTÓRIA AGOSTO 5 História 500 ANOS: O BRASIL IMPÉRIO NA TV AGOSTO 6 Direção: Cynthia Falcão e Fátima Accetti Realização: TV Escola/ Massangana Multimídia Produções. em substituição do capital investido nos escravos. Brasil. presente no Código Penal. • Analisar criticamente o processo abolicionista e os limites ao exercício da cidadania plena dos negros. com as adaptações necessárias a cada temática. a abordagem do tema será esclarecedora. Na prática. A reflexão pode ser enriquecida com uma pesquisa sobre a Lei 7. Ciências. • Problematizar a formação da identidade do povo brasileiro e o processo de construção da cidadania.

encomende aos alunos uma pesquisa sobre o Projeto Genoma. o trabalho assalariado e o trabalho autônomo? Veja na internet www. como “A mão da limpeza”. Solicite uma pesquisa sobre os remanescentes dos quilombos.br Geografia Ilustre a temática da luta pela ética e pela cidadania com trechos do filme Quilombo (Cacá Diegues. pesquisas. denunciando algum tipo de desigualdade. Por fim. • A que conclusões é possível chegar acerca do preconceito racial no Brasil da atualidade? • Elabore um texto associando a Independência. músicas e informações a respeito do grupo.br Discografia de Caetano Veloso.palmares. 1984. ligada ao Ministério da Cultura. AVALIAÇÃO Promova a avaliação contínua dos alunos. Ilustre o tema do racismo com letras de músicas como fonte de denúncia social. Procure trabalhar com questões-síntese. conforme definido pela Constituição de 1988. debatendo a seguir a injustiça com que os negros ainda são tratados.html Informações sobre a vida e a obra de Joaquim Nabuco. assinalando o número de comunidades descendentes dos antigos quilombolas em cada estado brasileiro e a luta para que seja feita a demarcação de suas terras. Sugira como trabalho em grupo a composição de uma letra com dez ou mais versos.gov. com base nas campanhas do final do século 19.br/ Panorama da contribuição dos imigrantes para a formação do povo brasileiro. São Paulo/SP 19 . preconceito ou discriminação existente em nosso país. com letras e músicas. Assim. finalizada com a elaboração de um quadro que os situe nas diversas regiões. alguns trechos do poema “O navio negreiro”.geocities. apresente exemplos da música popular brasileira. trabalhe com teatro de bonecos.com.com.sp. www. 1997).fundaj. a Abolição e a República.br/docs/nabuco/jn. www. tanto nos trabalhos em grupo quanto nos individuais. www.gov. www. Promova a formação de grupos para elaborar um mapa do Brasil. fechando cada item da discussão e levando os estudantes a consolidar seus conhecimentos e formular conclusões sobre os assuntos tratados. Desenvolva com outros professores uma proposta de apresentação com as marionetes retratando alguma situação de conflito escolhida pelos próprios alunos após a pesquisa histórica. tais como o gênero rap (com destaque para os Racionais MC’s).br Reúne informações sobre as lutas dos escravos negros no período colonial e aborda os remanescentes dos quilombos. 1984). Língua Portuguesa Para avaliar os conhecimentos prévios dos estudantes. • Comente a afirmação de Joaquim Nabuco: “O problema que nós queremos resolver é o de fazer desse composto de senhor e escravo um cidadão”.mec. com letras. atuante nas periferias das grandes cidades. após o exame das questões propostas. www. Peça aos alunos que pesquisem exemplos atuais de poetas e compositores que tenham adotado uma posição de luta contra o preconceito. oriente TV E SCOLA Textos diversos. A escrava Tiana Esse enfoque propicia uma discussão a respeito da queda em desuso do conceito de “raça” entre os geneticistas.uma pesquisa acerca dos movimentos culturais dos negros no Brasil.historianet.br Indica livros e textos sobre o escravismo na História do Brasil. ou outro estilo musical popular entre os alunos. de Gilberto Gil (CD Raça humana. Uma das fontes de informação é a Fundação Cultural Palmares. www.caetanoveloso.com/Eureka/Plaza/1704 Site dos Racionais MC’s.com. seminários e na coerência dos textos produzidos. Arte A exemplo do vídeo apresentado. que permite criar uma dinâmica interessante sobre qualquer tema. levante questões acerca da literatura abolicionista: • Como os ideais da abolição se difundiram? • Quais escritores defendiam a liberdade para os negros? • Em que época a literatura (em prosa e verso) começou a se manifestar contra a escravidão? Em seguida. • Quais são as relações entre a produção artística de uma época e as formas de organização da sociedade? • Como o desenvolvimento científico pode estar vinculado ao desenvolvimento da cidadania? • Quais as semelhanças e diferenças entre o trabalho escravo.gilbertogil.gov. de Castro Alves. de Castro Alves. Para ilustrar essa atividade. Não deixe de consultar a página deste programa no site da TV Escola www. Outro exemplo é o excerto de “O navio negreiro”.memorialdoimigrante. com base em suas contribuições em debates. Globo Vídeo).br/seed/tvescola/500anos Ana Rosa Maita Salça Professora de História da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. além da discografia e de letras de Gilberto Gil. feito por Caetano Veloso (CD Livro.gov. Algumas possibilidades: • Como a Lei de Terras se articula com o fim do tráfico negreiro? • A abolição defendida pelos grupos abolicionistas diferia das soluções encaminhadas pelo governo? Justifique. A idéia é levá-los à conclusão de que não há base científica capaz de sustentar qualquer afirmação sobre a superioridade física ou intelectual de uma população em relação a outra. que faz parte do projeto Redescoberta do Cinema Nacional. permitirão examinar a importância da literatura como veículo de luta por causas sociais.

líder na produção mundial. 2001 19’40” Programa produzido para a grade de programação do ensino médio. Em Urubici. com a riqueza gerada pelo café. Complementando. o geógrafo e professor emérito da USP discorre sobre a diversidade geográfica e cultural das regiões brasileiras.Ensino Médio ACERVO SETEMBRO 6 CAFÉ: A SAFRA DO PODER Direção: Alexandre Valenti Realização: La Sept Arte / In Fine Films. ele capta a gente do lugar. a beleza de pontos como o Morro da Igreja e a Serra do Corvo Branco. 2000 Programa produzido para a grade de programação do ensino médio JULHO Direção: Isa Ferraz Realização: Canal Cultura e Arte / Superfilmes. com comentários de professores de HISTÓRIA GEOGRAFIA SOCIOLOGIA 52’ O documentário discorre sobre o poder econômico do café. o professor alerta para a necessidade de ações públicas que atendam cada região de acordo com suas especificidades e de uma política integrada que pense no futuro de todos os brasileiros. registrando a natureza de cidades serranas de Santa Catarina e as pessoas que ali vivem. TV E SCOLA . Ao ressaltar o perigo da devastação da natureza e discorrer sobre a “geografia humana sofrida”. formaram e mantêm sociedades e economias muito distintas: o Brasil. com a mecanização nas fazendas e o desemprego rural. em contraste com a modernização dos grandes centros. e a pequena Costa Rica. projetos de documentação do cotidiano escolar?” Uma professora de Bom Jesus da Lapa e um professor do Rio de Janeiro dão exemplos de projetos interdisciplinares planejados para documentar a vida escolar e a da comunidade. casamentos. da Amazônia ao extremo sul do país. DESTAQUES DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO COMO FAZER? OS VÁRIOS BRASIS. Questões tratadas “Como documentar a vida da escola sem se perder na burocracia?” “Como desenvolver. com os alunos. 20 26’04'’ Um belo cenário desfila nesse documentário da série “Ao sul da paisagem”. 30 POR AZIZ AB’ SABER Café na Costa Rica COMO FAZER? A ESCOLA AGOSTO CAMINHOS DA 15 PAISAGEM Direção: Paschoal Samora Realização: Grifa Cinematográfica. moradores da região resgatam antigas imagens. a quase mil metros de altitude. Brasil. cenas do cotidiano. com comentários de professores de GEOGRAFIA BIOLOGIA SOCIOLOGIA No documentário da série “Intérpretes do Brasil”. Registra o modo como sua produção se desenvolveu em nosso país. um velho fotógrafo acredita que a fotografia é o documento mais valioso da vida. líder em produtividade por hectare. Com sua máquina. da época dos barões do café e da mão-de-obra escrava até os dias de hoje. Brasil. E revela como dois países. 1997 Programa produzido para a grade de programação do ensino médio. lembrando suas histórias e seu passado. França.

Outras Atrações COMO FAZER? HISTÓRIA JULHO 31 O ENIGMA DO DOMO Direção: Tessa Coombs. Depoimentos de pais e educadores valorizam o trabalho da escola e ajudam a conhecer e a entender melhor as crianças. 1999 28’57'’ Programa produzido para a grade de programação do ensino médio. elas abordam temas como responsabilidade. Grã-Bretanha. ajudando a compreender melhor a linguagem do poema. Uma animação acompanha a narrativa. AS BANDEIRAS EUROPÉIAS: CORES E SÍMBOLOS Partindo da bandeira como símbolo nacional. LITERATURA POÉTICA Série de 30 programas curtos. Transmissão nos dias 26. 27. QUEM FOI TEU MESTRE? Atendendo a centenas de pedidos dos professores. Ao longo dos debates. brasões e outros elementos. À medida que a narrativa se desenvolve. vai ganhando significado a maneira pela qual foi feita a escolha de cores. acredita ter descoberto o enigma. Transmissão no dia 15 de agosto. Transmissão de 5 episódios nos dias 19 e 20 de agosto. CIÊNCIAS RUMO AO GELO Série de 6 documentários que mostra aspectos da história da conquista do continente antártico a partir de imagens atuais e de depoimentos de especialistas. ESCOLA / EDUCAÇÃO MENINO. uma das primeiras obras caracterizada como renascentista. O arquiteto florentino Massimo Ricci. Transmissão nos dias 31 de julho e 1 de agosto. Fillipo Brunelleschi desenha e constrói a cobertura hemisférica da bela e até então incompleta catedral. 28 e 29 de agosto. com comentários de professores de HISTÓRIA FÍSICA ARTE Esse programa da série “Segredos da Renascença” conta como. consciência. O mistério permanece até hoje. O arquiteto jamais divulgou a técnica que utilizou para construir o domo. apesar das meticulosas pesquisas de arquitetos e engenheiros de todo o mundo. FILOSOFIA EU E VOCÊ – QUATRO CRIANÇAS E A FILOSOFIA Programa que mostra as reflexões filosóficas e existenciais de quatro crianças na faixa de 10 anos de idade. sonhos e realidade. eternidade e Deus. Quatro crianças e a filosofia O domo da catedral de Florença TV E SCOLA 21 . que passou 27 anos estudando a obra. Transmissão nos dias 10 e 11 de setembro. os 16 programas desta série abordam a história de vários países. em cada um dos quais é recitado um poema de um autor renomado da literatura mundial. Anne-Marie Gallen Realização: BBC Open University. conscientização. a TV Escola está reprisando esta série de 20 programas com ensaios sobre educação infantil. bom e mau. na próspera Florença do século 15.

lembra Jandira. um dia foi convidado para substituir um professor de uma escola rural e resolveu tentar. Como tantos outros cursistas brasileiros do Programa de Formação de Professores em Exercício estes. pesquisas de campo. mas a situação financeira me obrigava a ficar. Piraquê. começaram o curso calados. hoje orgulhosos de sua própria história. inseguros entre o medo e o desejo de estudar e conseguir a habilitação. os alunos estão acostumados. Bandeirantes e Santa Fé do Araguaia. e há mães que só podem comparecer às aulas presenciais levando consigo os filhos.” Para ele.HISTÓRIAS DO PROFORM Reportagem: Rosangela Guerra Fotos: Iolanda Huzak Os cursistas da região de Araguaína. traçam planos: prestam concurso para professor e querem estudar na faculdade. do município de Santa Fé do Araguaia. quase não conseguia falar. Por ter alguns anos de estudo. Ela conta que os cursistas enfrentam dificuldades para conciliar o estudo e o trabalho na escola com a vida em família. Tinha dificuldade em tudo: diários. dramatizações. brincadeiras. rio que divide os estados de Tocantins e Pará. vídeos. conhece as histórias de luta e de sucesso dos 127 cursistas dos municípios da região: Araguaína. Alguns precisam acender a lamparina para estudar à noite em casa. falam dos projetos feitos na escola e revelam o sonho de entrar na faculdade. Jogos. comentam a experiência de aprender a distância. “O marido de uma cursista chegou a rasgar o Guia de Estudo do Pro f o rm a ç ã o”. Jandira Medrado. Os doze tutores e sete professores formadores da AGF de Araguaína acompanham as mudanças nas práticas pedagógicas dos cursistas. Wanderlândia. muitos nem se consideravam professores”. Nova Olinda. Agora sonham. em Santa Fé do Araguaia.” Por onde passam. com a camiseta do curso e os materiais de estudo nas mãos. Carmolândia. TARTARUGAS DO ARAGUAIA Na Escola Municipal São Paulo. eles são logo reconhecidos na comunidade. hoje animados com os projetos desenvolvidos na escola e na comunidade. passou a ter aulas presenciais. “Eles não se valori- 22 zavam. já fazem parte do dia-a-dia desses professores. em Tocantins. diz a tutora Adriana Teixeira da Silva. o cursista Juscelino Achurê Karajá está desenvolvendo com seus alunos um projeto de preservação das tartarugas. Nessa pequena comunidade à beira do Araguaia. Josimar Ribeiro da Silva. em Tocantins. Integrouse a um grupo. da região de Araguaína. a consu- TV E SCOLA . assim como os demais moradores. Pensava em parar. O que os cursistas do Proformação aprendem. A coordenadora da Agência Formadora do Proformação (AGF). conta com o acompanhamento de um tutor e troca experiências com os colegas. vestiram a camiseta do Programa de Formação de Professores em Exercício. “Lá vão os professores do Proformação. As histórias de muitos deles se parecem. logo colocam em prática na sala de aula. planos de aula e explicação dos conteúdos. Animados. “Eu ficava apavorado na classe. o Proformação chegou na hora certa.

Os alunos de Maria Dilva visitam uma casa de farinha e os de Paulo Reinaldo fazem cálculos. TV E SCOLA 23 .EXPERIÊNCIAS AÇÃO Três projetos do Proformação: Juscelino leva sua turma para conhecer um viveiro de tartarugas do rio Araguaia. medindo um tronco de árvore.

no Pará. vídeos e na revista Ciência Hoje. e viu com os próprios olhos um viveiro com milhares de tartarugas. Os alunos ficaram preocupados quando os mais velhos contaram que antigamente havia muito mais tartarugas ali. Trata-se de uma iniciativa conjunta da Polícia de Meio Ambiente do Pará. o telefone público..”. da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Juscelino pesquisou o assunto em revistas. A reportagem da revista TV ESCOLA acompanhou a visita de Juscelino e seus alunos ao Projeto Quelônios de Itaipava. 9 anos. comenta Johnny Duarte. no município de Piçarra. “Eu fiquei curiosa para saber como as tartarugas nascem. vivem e crescem”. da Prefeitura de Piçarra e da colônia de pescadores da comunidade de Itaipava. Poucos dias antes. “A gente fez o mapa do nosso povoado com os principais pontos: a escola. O passo seguinte foi preparar um roteiro para entrevistar os membros da comunidade. resolveu levar as crianças para conhecer o projeto. 24 TV E SCOLA . Juscelino tomou o barco. cerca de 16 mil filhotes haviam tomado o primeiro banho de rio e iniciado sua vida no Araguaia. Mas.Grande encontro: cursistas. “Temos de tomar muito cuidado. Foi para enfrentar esse problema que Juscelino teve a idéia do projeto. Orientado por Eliane Alves da Silva. conta Divina Rufino. Fascinado. no Pará. o viveiro que Juscelino conhecera repleto de tartarugas estava vazio. 12 anos. tutora do Proformação.. a tarefa parecia difícil. jornais. diz Raquel Gomes da Silva. corre u atrás de informações na própria comunidade e foi assim que ficou sabendo de um projeto de preservação das tartarugas do outro lado do rio. as crianças procuraram sa- EXPERIÊNCIAS mir ovos de tartaruga. Sem desanimar. como os dinossauros”. o salão comunitário. a igreja. mas acabou se tornando um desafio para o professor e uma aventura fascinante para as crianças. Mais que isso. 14 anos. atravessou o Araguaia. Antes. chegando lá. A princípio. porque as tartarugas podem desaparecer do planeta. planejou o trabalho com sua turminha da 3ª série da escola São Paulo. porém. antes da avaliação bimestral. tutores e a equipe da AGF nas aulas de reforço.

presidente da colônia de pescadores local. ele conta com orgulho que não perdeu sequer uma aula do Proformação. mas o amor pela profissão é grande. Depois de botar. e não vê a hora de fazer faculdade: “Quero chegar ao final de 2006 com o curso superior”. “É muita maldade alguém roubar os ovos para comer”. Ele está fazendo uma campanha de conscientização para que o lixo não seja jogado na praia e no rio Araguaia. imbaúbas. os PCNs. Aprenderam que de agosto a setembro as tartarugas saem do rio em bandos de três a quatro e caminham pela praia. e mudou para melhor. O cursista Raimundo Fernandes da Silva dependurou na parede da sala os seus boletins de avaliação do Proformação e uma cartolina com as palavras “Paz. elas usam o casco para cobrir os ovos com areia. à procura de um bom lugar para fazer o ninho. “Gente sem consciência. TV E SCOLA CASA DE PROFESSOR A casa de madeira é pequena. a salvo de seus predadores. a colônia de pescadores de Itaipava construiu viveiros. buritis. amor. os alunos vão anotando os nomes de animais e plantas típicos da região: orquídeas. gaviões e jacarés são os principais comedores desses ovos”. Na estante. peixes. explica Juscelino. os materiais de estudo. companheirismo e alegria”. Às vésperas de se formar. Raimundo mora com a mulher e os três filhos em Santa Fé do Araguaia. 25 .tisfazer sua curiosidade na entrevista com João Eterno de Sousa. explica João. comenta Johnny Duarte. Preocupada com a diminuição da quantidade de tartarugas. solidariedade. Os ovos são colhidos com muito cuidado e transportados para a areia do viveiro.. sob a orientação da tutora Eliane Alves da Silva. garças. alguns livros de literatura e um dicionário comprado a prestação. repercutem e são comentados pelos moradores. “Eles vão fazer o relatório da viagem”. De volta para casa. Os projetos desenvolvidos ali. Outra boa notícia é que quatro adultos da comunidade resolveram voltar a estudar ao perceber que a Escola Municipal São Paulo mudou..

porque dela se extrai um óleo usado como antibiótico natural.Enquanto o barco sobe o rio devagar. ensinou o nome e as propriedades medicinais da árvore que escolheram para uma atividade sobre o sistema métrico. no município de Carmolândia. uns caminham pela mata. com seu jeito calmo. LINHA VERDE Antes do trabalho em grupo. fica uma folha de papel com o nome dos alunos. e adora ficar na escola depois que a aula termina. essa turminha falante não falta. os alunos de Paulo brincam com balões coloridos. sob a orientação do Naturatins. Trata-se de um belo exemplar de copaíba. o pai de João Morais. com o diploma de professor. Na porta. Mesmo em tempo de chuva. também chamada de pau-de-óleo. Os alunos sentem orgulho ao contar que o professor Paulo trabalha como voluntário na defesa do meio ambiente e mostra a eles as cartilhas distribuídas por instituições ambientais. Na classe multisseriada (3ª e 4ª séries) do professor cursista Paulo Reinaldo Mendonça. para cada um anotar sua freqüência. que o Proformação é responsável pela mudança em sua prática pedagógica. 14 anos. A maioria dos alunos percorre uma longa distância entre a casa e a escola. a família se aproxima da escola. Os que encontram o mesmo número dentro dos balões formam um grupo. coleciona histórias tradicionais da comunidade e quer aprender melhor a própria língua. As crianças levam para casa o que aprendem nas aulas e. convenceu seu pai a fazer a queimada de forma controlada. Em uma aula de Matemática na mata. 10 anos. com isso. Juscelino conta. Na parede estão os desenhos e textos infantis e as regras de comportamento definidas pela classe. Volta e meia. órgão ambiental do estado. que também fica no município de Santa Fé do Araguaia. para ensinar os alunos da aldeia a conhecer e valorizar sua herança cultural. Está se preparando: estuda as lendas Karajá. do Incra. tudo tem a mão das crianças. outros vêm de bicicleta ou montados em jegues. Enquanto medem e anotam o diâmetro do tronco. hoje voltada para os interesses das crianças e da comunidade. Ele pertence à etnia Karajá. Robiana de Oliveira. EXPERIÊNCIAS A Escola Municipal José Pedro de Oliveira. e é esperado em sua aldeia. fica no assentamento Barra Bonita. as crianças contam que tam- 26 TV E SCOLA . o professor e os alunos aprendem com a comunidade.

em Araguaína. além de lecionar na escola trabalhava na casa de farinha. E vai esperar o diploma para se candidatar a uma vaga no curso de Pedagogia. mandioca importada / banquete de bacana era farinhada [. tocou a sensibilidade da cursista Maria Dilva Santana. Gildaiza Assunção. com os filhos pequenos ao redor. 13 anos. ou para o Ibama”. Maria Dilva fez um planejamento para trabalhar o tema do projeto em todas as disciplinas. “Quem é da roça sofre com o preconceito”. A culminância do projeto foi a visita à zona rural de Araguaína. Os pais desejam que seus filhos estudem nas classes dos cursistas.bém defendem o meio ambiente. Para a secretária de educação de Carmolândia. O assunto também é discutido na reunião com os pais. diz Roni Charlel da Silva. Paulo fez o concurso para professor da prefeitura de Carmolândia e foi aprovado. E as escolas que não têm professores cursistas querem conhecer as experiências pedagógicas dos que fazem o Proformação. que já receberam orientações para preparar pratos saborosos e nutritivos utilizando cascas de legumes e frutas. Paulo explica que cada um dos sete cursistas da tutora Maria Dalva Rodrigues trabalha o tema desnutrição nas escolas e nas comunidades. durante alguns anos. A letra da música (“Se farinha fosse americana. TV E SCOLA CASA DE FARINHA Lição de perseverança. crianças e jovens.]”. “Se tem alguém derrubando uma árvore ou fazendo queimada a gente pode ligar de graça para a Linha Verde. renderam cálculos de todo tipo nas aulas de Matemática. Enquanto uns se dedicam à desnutrição em gestantes. Maria Dilva conta como o Proformação provocou uma reviravolta na 27 . da Naturatins. Antes mesmo de receber o diploma do Proformação. ele e sua turminha se ocupam da situação dos adultos. quem é da roça pode aprender inglês?” Esta pergunta de um aluno da 4ª série da Escola Estadual Moderna. comenta Paulo Eduardo Souza. de Juraildes da Luz. como o professor. como farinha e polvilho. O tema escolhido para o projeto foi a mandioca. ela criou um projeto para despertar nos alunos a valorização de si mesmos e do lugar onde vivem. A partir daí. A produção e o comércio da mandioca e seus derivados. Sob a orientação da tutora Raimunda Reis. O aluno Joedson da Silva conta que desde de pequeno ia com os pais para o trabalho numa casa de farinha. “Professora. produto que faz parte da tradição cultural da região. motivou a turma para o debate. o Proformação está melhorando a qualidade de ensino do município com suas aulas alegres e inovadoras. 12 anos. A maquete da casa de farinha construída com talos da palmeira buriti é uma bela peça de artesanato feita pelos alunos de Maria Dilva. como Aparecida Rodrigues. As crianças contam que estão pesquisando o valor nutritivo dos alimentos e os hábitos alimentares dos moradores.. Os alunos dançaram e cantaram o xote “Nóis é jeca mais é jóia”. A professora Maria Dilva relembra também que. sucesso na voz de Ge- nésio Tocantins. estudam à luz de lamparina. Muitos cursistas.. local em que a mandioca é beneficiada. Enquanto seus alunos entrevistam quem trabalha nas casas de farinha.

não conseguiam participar das atividades lúdicas e dinâmicas do Proformação. “Eu morria de vergonha durante as aulas. conta Marilene Dias Marinho. Melhor para TV E SCOLA . no final. As tutoras Adriana Teixeira da Silva e Maria Martins da Silva orientam o trabalho de 26 cursistas do município. “Quando percebi. os cursistas viam o memorial “como um bicho-de-sete-cabeças”. antes do Proformação. a prefeitura aceitou a inscrição dos cursistas no concurso para professor antes mesmo do término do curso – e valeu a pena. A maioria desenvolve projetos pedagógicos sobre alimentação e criação de hortas comunitárias 28 Os cursistas de Nova Olinda estão melhorando a educação na rede municipal. Após vencer tantos contratempos. “Dá prazer ver o trabalho que os cursistas realizam nas escolas”. Professora Antônia Alves dos Santos e os cursistas numa aula da disciplina Identidade. como ciúme do marido. Pouco habituados a escrever. Agora ponho tudo isso em prática na sala de aula e. diz a secretária de Educação de Nova Olinda. foram soltando as palavras na folha em branco do caderno. para famílias que vivem nos quatro assentamentos do Incra. vejo que meus alunos aprendem mais. os próprios professores contam que. Na roda de conversa. no início. O transporte dos cursistas e do tutor fica por conta da prefeitura. falta de luz elétrica para estudar à noite e estradas perigosas. As tutoras e a equipe da AGF deram apoio redobrado aos que tinham dificuldade. A prefeitura de Nova Olinda aderiu ao Proformação para melhorar a qualidade de ensino dos 1. os cursistas têm agora muitas experiências para contar. e por isso não abria a boca”. Aos poucos. revela Maria Nilza Pereira. memorial”. eu estava escrevendo: Olá. Deusinete Rocha. Muitos deles só tinham estudado até a 4a série do Ensino Fundamental. EXPERIÊNCIAS RODA DE CONVERSA Cursistas e tutores do município de Nova Olinda se reúnem na Escola Municipal Maria Lira para conversar com os repórteres da revista da TV ESCOLA.sua vida profissional: “Quando comecei o curso eu me enrolava para falar essas palavras complicadas. Segundo ela. e de uma forma prazerosa”. com a naturalidade de quem conversa com um amigo.326 alunos das escolas municipais. que também se encarrega da alimentação e da hospedagem durante a fase presencial. porque a aprovação foi em massa. como interdisciplinaridade e contextualização. Sociedade e Cultura.

As próprias crianças sugeriram que os pais fossem convidados. cantinho para teatro. exposição de plantas medicinais. No total. Já fizemos até concurso das melhores histórias. Pelo contrário. é que um curso assim pode mudar a nossa prática pedagógica?”. em julho de 2000. Agora. A idéia de chamar alguém para contar história deu certo. num seringal na zona rural de Rio Branco. É incrível pensar que tudo isso aconteceu num curso a distância! Josiléia da Silva Souza Professora da Escola Estadual Dr..9. em 2001. Nós. vencendo muitas dificuldades de acesso. Leia o depoimento de uma das cursistas. do ProInfo. Os alunos calculam a venda da produção de mandioca e aprendem fra- o município. olho para trás e vejo que a escola está completamente diferente. passou para 78. porque foi isso que aconteceu comigo. Rio Branco. em plena Amazônia. pessoa muito religiosa. Não menosprezamos a cultura dos alunos. As salas de aula têm varal de poesia. Augusto Monteiro Seringal Catuaba. 29 . Além disso. Explicamos também o Programa de Desenvolvimento Escolar (PDE) e pedimos que todos nos ajudem a melhorar o ensino. já que costuma faltar energia na escola e é difícil gravar a programação. Chamei a cantineira. atendem ao telefone para tirar as dúvidas dos cursistas que discam pelo 0800.UMA TRANSFORMAÇÃO O Acre conseguiu um índice de aprovação de 89. Curso a distância é sonho. em Rio Branco. E sabe por quê? Dos doze professores. valorizamos. Nossa escola está tão longe do resto do Brasil. GRUPO DOS SETE Desde que foi criada. Eu me perguntava: “Como seringal. Hoje as aulas são dinâmicas. Os pais passaram a participar mais das reuniões e gostam muito de nossas festas. Eu mudaria o nome do Proformação para Transformação.634 professores concluíram o curso no estado. linha cedida pela Secretaria de Educação de Tocantins. desenhos dos animais . passei a fazer avaliações diárias dos alunos e ando fascinada com as idéias de educadores como John Dewey e Paulo Freire. Era isso que eu pensava quando comecei o Proformação. Por exemplo? Quando eu estava ensinando o sistema solar. Na Escola Municipal Maria Lira. pas do curso e usam ferramentas do computador para armazenar e comparar informações sobre o desempenho de tutore s e c u r s i s t a s . cheias de novidades. Na sala da AGF. um aluno me interrompeu e disse que quem ilumina a Terra é Nossa Senhora das Candeias. 1. Os coqueiros em volta da escola foram plantados por eles. não dá certo. houve uma mudança radical. aprendemos a usar os rótulos de embalagens nas classes de alfabetização e a ensinar com dominó. os professores. Nas reuniões com os pais. diz a coordenadora Jandira Medrado. comentamos os projetos desenvolvidos e mostramos as fotos de trabalhos dos alunos. Acre A coordenadora Jandira Medrado acompanha o desempenho de curistas e tutores em gráficos feitos no computador. a equipe da Agência Formadora de Araguaína é a mesma. Retomando o assunto na aula seguinte. Descobri que escrever o memorial me ajuda a refletir sobre meu próprio trabalho. e de como suas descobertas permitiram que entendêssemos o sistema solar. e não o sol.. para falar aos alunos sobre Nossa Senhora das Candeias. quebra-cabeças e outros jogos. no finalzinho do curso. em 1999. conversei com a turma sobre a importância da ciência. Leio os Cadernos e a revista da TV ESCOLA e uso fitas da videoteca do NTE. o trabalho dos cursistas contribuiu para aumentar o índice de aprovação: de 68%. Larguei mão da preguiça e comecei a ler tudo que chega na escola sobre educação. por exemplo.2% no Proformação. os sete professores formadores planejam todas as eta- TV E SCOLA ções cortando o bolo de banana. no Josiléia em sua escola num Acre. seis fazem o Proformação. AC. “Não tivemos nenhuma baixa”.

. foi criado em 1959. Para sua implementação. é essencial a contribuição dos estados e municípios. Cada módulo compreende: Fase presencial • No início de cada módulo. COMO FUNCIONA Com duração de dois anos. em uma prática pedagógica orientada. os cursistas têm dez dias de aulas presenciais com os professores formadores. com apoio técnico e financeiro do Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola). SAÚDE Araguaína. • A cada quinze dias. Fase a distância • Os cursistas estudam individualmente. O curso é da Secretaria de Educação a Distância (SEED/MEC) e da Secretaria de Educação Fundamental (SEF). • Eles aplicam em sala de aula o que estão aprendendo no curso.”. O município. As cursistas Iolanda Alves (em pé) e Ana Barros também carregam com orgulho seus materiais. e era conhecido como “Livre . nas Agências Formadoras (AGF). cidade plana. A cidade é referência em saúde. o curso é desenvolvido em quatro módulos. ocorrem os encontros com o tutor.920 quilômetros quadrados. dirigido a professores sem formação específica que lecionam nas quatro séries iniciais e nas classes de alfabetização das redes públicas das regiões Norte.143 habitantes e a área é de 3. utilizando o material didático auto-explicativo que recebem. Nordeste e Centro-Oeste. • Registram suas experiências em um memorial. Ao final de cada bimestre. Exibindo seu memorial. Quem anda pelas ruas de Araguaína fica impressionado com a quantidade de hospitais.n o s Deus”. a cada momento surge um novo aprendizado. 30 TV E SCOLA . uma espécie de diário.. aos sábados. PROFORMAÇÃO EXPERIÊNCIAS O QUE É O Proformação – Programa de Formação de Professores em Exercício – é um curso de Magistério em nível médio. situado às margens do rio Lontra. a tutora Eliane Alves da Silva comenta: “O Proformação é como uma caixa de surpresas. O nome nasceu do medo do ataque de animais e índios Karajá que viviam na região. Segundo o IBGE.QUE LUGAR É ESSE LIVRE-NOS DEUS O local onde hoje fica Araguaína começou a ser desbravado em 1876 por piauienses. sua população é de 113. para Tocantins e os estados vizinhos. clínicas. um por semestre. com o rio Lontra ao fundo. laboratórios e farmácias. os cursistas fazem uma avaliação escrita.

Sociedade e Cidadania. Teoria e Prática Educativa e Especificidade do Trabalho Docente. O prato é feito com perna de vaca cozida. No Parque das Águas. Escola como Instituição Social. MULTIMÍDIA O material didático usado pelos cursistas do Proformação é composto por vídeos e impressos. havia.mec. entre esguias palmeiras buritis. Bahia. presente no brasão do Tocantins. Murici. mas falta um cinema na cidade. Mato Grosso. As Agências Formadoras utilizam a informática para fazer o cadastramento. Um costume do lugar é terminar a noite ou começar o dia no mercado. comendo chambari (ou chambaril). OS NOMES Cursista: professor matriculado. leciona para os cursistas durante a fase presencial e faz plantão pedagógico na Agência Formadora.700 desses professores. como guias de estudo e cadernos de verificação de aprendizagem. núcleo de suporte e apoio aos tutores e cursistas. o monitoramento e a avaliação de desempenho dos participantes.FORRÓ E CHAMBARI CARTÃO-POSTAL O programa mais cotado no final de semana é ir ao forró. Pernambuco. Sergipe. Tutor: orientador de aprendizagem dos cursistas. Maranhão. afluente do Lontra. Tocantins). AGF: Agência Formadora. TERRA NOSSA As terras que hoje pertencem a Tocantins faziam parte de Goiás. Até julho de 2002 o Proformação habilitou em magistério 23. um belo local de lazer. Coordenador: responsável por todo o trabalho realizado pela Agência Formadora. 68. usando uma linha gratuita (0800). atendendo assim a 35% da demanda. bela paisagem no Parque das Águas. Goiânia. temperada com pimenta-de-cheiro. em 1999. Roraima. visite a página na internet: www. quer dizer: “Essa terra é nossa”. Piauí. Professor formador: orienta os tutores. a moçada se banha na piscina natural formada pelas águas do rio Jacuba. Ceará.855 professores não-habilitados atuando em classes de alfabetização e de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental nos quinze estados que aderiram ao programa (Acre. com os seguintes eixos transversais: Educação. ao lado. 31 . O estado do Tocantins foi criado em 18 de março de 1998. Alagoas. TV E SCOLA O PROFORMAÇÃO EM NÚMEROS De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).br/seed/proform Eixos temáticos O currículo é composto pelas áreas temáticas do Ensino Médio. Mato Grosso do Sul. A frase em tupi “Co Yv y o re re t a m a ” . Organização do Ensino e do Trabalho Escolar. Paraíba. Chambari: para o apetite da madrugada e.gov. Os cursistas podem tirar dúvidas pelo telefone. que está subordinada à coordenação estadual do Proformação. Para conhecer melhor o Proformação. e servido com farinha. Amazonas. para um saboroso suco. que deságua no Araguaia. Os bares são muitos.

SUSTENTAB 32 TV E SCOLA .

em Rio Branco. seu projeto foi selecionado pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec/MEC) para participar do fórum regional do programa Escola para Escola. Os próprios alunos descobriram que seria necessário ir além: decidiram visitar o Museu da Borracha. A área do Acre. com seringueiras. Risonete Tavares Gomes. O desenvolvimento sustentável não prejudica a natureza e as pessoas que vivem na região”. em Xapuri. onde Chico Mendes iniciou sua luta pela conservação da floresta. 17 anos. GO. onde vivem. deu nome ao projeto: “Sustentabilidade. O plano inicial era pesquisar na internet. que orientou o projeto a pedido do professor Valdomiro. é coberta em 90% pela floresta. diz Mikellison. professora de Língua Portuguesa. contribuiu dando apoio à produção dos textos. conta Marcelo Go- 33 . ele diz que a castanha é uma “mina de ouro na Amazônia” e que se o extrativismo não for sustentável a riqueza se esgota. Craque no assunto. castanheiras e muitas madeiras nobres. alunos do Acre têm uma lição de cidadania. aprendendo a importância do desenvolvimento sustentável da Amazônia. que bicho é esse?”. Aos poucos. livros e veículos de imprensa.EXPERIÊNCIAS ILIDADE Reportagem: Rosangela Guerra Fotos: Iolanda Huzak QUE BICHO É ESSE? Ao trabalhar em seu projeto. em Rio Branco. Gleice de Oliveira Moreira. e entrevistar pessoas entendidas no assunto. (O fórum Escola para Escola é um espaço para discussão e divulgação de experiências bem-sucedidas no ensino médio com o uso de novas tecnologias. car o projeto na internet e gravar um vídeo no seringal Cachoeira. “Os alunos tinham muitas decisões a tomar”. realizado em junho último em Goiânia. Mas o que mais mobilizou os estudantes foi colo- TV E SCOLA A radialista Mara Régia fala sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia ao professor Valdomiro com seus alunos. a realização de um projeto pedagógico sobre a sustentabilidade. “Hoje eu tenho consciência da importância da Amazônia e percebo que há coisas boas acontecendo aqui”. Depois de pronto.) FOTO: CASA PAULISTANA A FLORESTA EM PÉ Como usufruir das riquezas da natureza sem destruí-la? O professor de História Valdomiro Andrade dos Santos propôs aos alunos do 2º ano do Magistério do Instituto Lourenço Filho. Rápido. como um clique no m o u s e do computador. o aluno Mikellison do Nascimento. em vídeos. conta a multiplicadora do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) do ProInfo. a sustentabilidade foi deixando de ser um “bicho” desconhecido. O projeto mexeu com a cabeça dos alunos. Que pessoas devem ser entrevistadas? Como fazer o roteiro e combinar o texto com as imagens do vídeo? Como organizar as informações para a h o m e p a g e? Que ferramentas da informática utilizar no s i t e? Estas e outras questões exigiram dos jovens iniciativa e também autonomia. “A floresta tem de ficar em pé.

social. perguntando: ‘E aí. o que você tem a dizer?’”. homens e mulheres que vivem nos nove estados da Amazônia Legal: Acre. Consultora do Grupo de Trabalhos Amazônicos (GTA) e apresentadora do programa Natureza Vi v a. mostra sua mochila produzida com couro vegetal e desperta a curiosidade ao colocar em funcionamento um rádio movido a energia solar. ela se familiarizou com assuntos do interesse de castanheiros.“E AÍ. que criam oportunidade de aprendizagem coletiva tanto para os alunos quanto para os professores. o movimento pela sustentabilidade cresce a cada dia. certificação florestal mais importante do mundo (dada pela organização nãogovernamental FSC – Forest Stewardship Council). a maior parte na Rádio Nacional da Amazônia. trazendo para os povos da floresta a consciência de sua cidadania. EXPERIÊNCIAS PALESTRA NO PÁTIO No centro da roda formada no pátio do Instituto de Educação Lourenço Filho. e em Projetos. mes. Amazonas. mestre que faz pensar. que recebem o selo verde. 17 anos. patrocinado pelo WWF – organização que desenvolve projetos de conservação do planeta em 96 países. Marcelo não esconde que o projeto o aproximou da escola e dos colegas. Seu programa radiofônico é 34 Aos poucos. Ela distribui preservativos naturais (as “camisinhas verdes”. a turma se rende. A radialista diz que o futuro das próximas gerações depende da sustentabilidade política. entre eles o Brasil (www. que é formar cidadãos conscientes e agentes da transformação social”. como exemplo. Para ele. transmitido atualmente pela Rádio Difusora Acreana. as madeiras produzidas de forma ambientalmente correta. conta Willy Raynan.gov. dar incentivos econômicos para quem produz. o rádio serve também como lanterna para iluminar a floresta – muito útil para os que começam a trabalhar TV E SCOLA . os estudantes vão soltando a voz. Descobre o senso de humor do mestre e seu gosto pela polêmica. por exemplo. Nos seus 26 anos de profissão. Maranhão e Tocantins. quebradeiras de coco. CIDADÃO?” Ele é do tipo “mestre inesquecível”. cidadão. Valdomiro é pós-graduado em Estudos Amazônicos e sempre leva para a classe questões que envolvem a Amazônia. Valdomiro. No começo. Ele se responsabilizou pelo site do projeto: www. “Eu me senti útil e isso foi bom para minha auto-estima”. como ele mesmo diz. de borracha da Amazônia). 19 anos. o Brasil e o mundo. os alunos seguem Valdomiro Andrade dos Santos pelo pátio e pelos corredores do Instituto de Educação Lourenço Filho. que poluem o ambiente com mercúrio. seringueiros. ambiental e cultural. se empolgam com os debates e ampliam seus conhecimentos. Com o tempo. englobar políticas para organizar os trabalhadores em cooperativas. Ela explica que a sustentabilidade deve. um sentimento que se alastra pelo norte do país. 2º ano do Magistério. um dos desafios atuais dos educadores é trabalhar com as novas tecnologias. avalia.ac. Valdomiro não deixa ninguém ficar calado. na Amazônia. melhorar a qualidade de vida da população. 17 anos. parteiras.org. conservar o ambiente e estar em sintonia com os hábitos culturais da região. “Tenho clareza do meu papel. econômica. estranham um pouco. Mara Régia trabalha a educação ambiental pelas ondas do rádio. diz.br). “Bem resolvido na vida e nos seus 21 anos de magistério”. Roraima. Vem daí o nome “florestania” – mais do que uma palavra. Mato Grosso. assumem suas próprias opiniões. “Ele quer que a gente pense e tenha liberdade de expressão”.wwf. Rondônia. com sua voz grave. Pará. Muitos produtos “verdes” estão chegando ao mercado. Mais econômico e livre das pilhas.br/nte – clique em Informática na Educação. diz Karmona Machado. Amapá. Mara Régia conta que. a jornalista Mara Régia Di Perna conversa com os alunos do professor Valdomiro. “Ele passa de carteira em carteira. Quando a aula termina. Querem prolongar os debates surgidos nas aulas de História sobre os mais diversos temas. Ele cita.

“O mundo está de olho no que acontece aqui”. A decisão brasileira de combater o comércio ilegal de mogno. vendendo grandes áreas para empresas agropecuárias do Sul e do Sudeste. começaram os “empates”. a Agenda 21. Ele defendia a aliança dos povos da floresta (índios. Em 22 de dezembro de 1988. Em 1975. seringueiros. Em 1976. Jaqueline Leite. consciente de que os patrões se aproveitavam dos trabalhadores. Chico lançou um projeto de alfabetização baseado na realidade da floresta. Foi alfabetizado a partir de notícias de jornal.ibama. Ainda em fase experimental. A missão é especial: foi ali. que abraçou a causa da Amazônia. 35 . por Euclides Fernando Távora – militante do Partido Comunista Brasileiro que vivia clandestinamente na região e era uma das poucas pessoas que sabiam ler. Antes de Chico. que os alunos gravaram. nome da lanterna que o seringueiro leva na testa para caminhar na floresta de madrugada. O mundo o conhecia. por volta dos 18 anos. o governo militar iniciou um processo de ocupação da Amazônia. ele provou suas denúncias e foi ouvido pelo mundo. Isso acirrou o ódio dos fazendeiros e desencadeou reações violentas. em 1992. como os seringueiros. com o patrocínio do WWF. O conceito de reserva extrativista agora faz parte do mundo dessa moçada. o comércio e a exportação dessa espécie ameaçada de extinção. 17 anos. meses antes. Em outubro de 2001. De fato. só podem ser cortadas as árvores que tiverem o selo verde. A casa em que Chico Mendes viveu. A cartilha chamava-se Poronga. desconhecia a importância de Chico Mendes. diz Mara Régia. teve ampla repercussão internacional. explica: “A reserva é um espaço para a exploração auto-sustentável TV E SCOLA CHICO MENDES DA FLORESTA PARA O MUNDO Filho de imigrantes nordestinos. em 1944. Karmona Machado.gov. algumas cenas para documentar o tema sustentabilidade. uma forma de resistência em que os trabalhadores rurais. Chico Mendes foi acusado de estar formando “agitadores” – e precisou interromper o trabalho. Atualmente. sem agressão à natureza. Muitas terras foram queimadas. mas no Brasil muitos ainda não sabiam quem era. castanheiros e outros) e a criação de cooperativas agroextrativistas. no seringal Cachoeira. retirando o sustento de seringueiros e castanheiros.br) suspendeu a exploração. Chico Mendes nasceu no Acre. outros seringueiros haviam lutado pela organização dos trabalhadores locais. O Brasil faz parte do grupo de 188 países que assinou. impediam (“empatavam”) a ação dos peões encarregados de derrubar a mata. Adulto. madeira que faz sucesso na Europa e nos Estados Unidos. Chico considerava fundamental que as pessoas estudassem. mas ele foi o primeiro a denunciar a situação no exterior. pois não havia escola na floresta.R. Com o apoio de várias instituições. E agora vão mostrar para a comunidade o vídeo que produziram. A reportagem da revista TV ESCOLA acompanha a turma do Instituto de Educação Lourenço Filho na viagem ao lugar onde Chico Mendes começou sua luta. Chico Mendes foi assassinado em Xapuri. esse rádio foi desenvolvido na Inglaterra. Trabalhou no seringal desde a infância e não pôde estudar. antes de iniciar a pesquisa.A CAMINHO DE XAPURI As castanheiras imponentes podem ser vistas ao longo dos quase 200 quilômetros da estrada que vai de Rio Branco a Xapuri. ALVES de madrugada. nos Estados Unidos. FOTO: M. Em março de 1987. o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis www. documento que estabelece compromissos a serem cumpridos para a conservação do planeta. Na década de 70. com suas mulheres e crianças. 16 anos. não se intimida ao revelar que. Os jovens conversam descontraídos. numa reunião do BID. o transporte. Calcula-se que cerca de mil pessoas tenham sido alfabetizadas na região de Xapuri com essa cartilha.

VÍDEO NO SERINGAL Para chegar ao seringal Cachoeira é preciso trocar o ônibus por jipes e caminhonetes para avançar pelos trechos de estrada de terra. o Duda. para 36 Moradores do seringal Cachoeira. chamadas de “mães” pelos moradores. jovens. para garantir longa vida à árvore. ambientalistas e líderes de associações comunitárias. Mães com crianças no colo. em Xapuri. floresta adentro. com 24 mil hectares. assistem ao vídeo que os alunos haviam gravado ali mesmo. Pudera. a pesquisa foi intensa. que as várias regiões possam usar os recursos naturais de forma equilibrada. Eles informam que hoje existe no Acre um zoneamento ecológico-econômico. O assunto não acaba. as árvores maduras.EXPERIÊNCIAS em que os recursos naturais são renovados pela população”. Por exemplo? Em algumas comunidades de Xapuri. só podem ser derrubadas para a comercialização quando têm uma “filha” e “duas netas” começando a se desenvolver. Os alunos consultaram livros sobre a história e a geografia do Acre. para a melhoria da qualidade de vida da população. O líder comunitário Antônio Teixeira Mendes. sugere a exibição do vídeo na sede da Associação dos Moradores e Produtores do Projeto Agroextrativista Chico Mendes. vivem cerca de trezentas pessoas. ho- TV E SCOLA . muitas delas parentes de Chico Mendes. No seringal Cachoeira. E os jovens aprendem com um seringueiro a forma correta de extrair o látex. assistiram dois documentários sobre sustentabilidade e extrativismo produzidos pelo governo do estado e entrevistaram políticos.

e assim Venina realizou com sucesso o trabalho de finalização do curso TV na escola e os desafios de hoje. os alunos conhecem a Escola Esperança do Povo. artista que costuma participar das atividades da escola. destinado a capacitar professores para utilizar a televisão em sala de aula. Nos computadores do NTE. TV E SCOLA As obras impressionistas na telinha da TV Escola encantam os alunos. Venina de Aguiar e Emilly Areal. Os que moram em Cachoeira querem estudar. lembra José Roberto Mendes de Oliveira. a seringueira não é exaurida. Além disso. diz Emilly. Dessa maneira. há cerca de 4 mil fitas. para pintar esses quadros lindos”. ficaram fascinados. de 1ª a 4ª série. em Rio Branco. construída em 1987 em um mutirão organizado por Chico Mendes.: (68) 228-1669 37 . “Os impressionistas ficavam horas e horas observando as variações da luz durante o dia. Os técnicos do NTE gravam a programação para escolas com problemas de fornecimento de energia elétrica e oferecem condições de trabalho a professores interessados em desenvolver projetos pedagógicos. as imagens de pessoas da comunidade mostrando como se extrai o látex. IMPRESSIONISMO NA TELA Quando assistiram aos vídeos da série Os impressionistas. “A gente estudava numa cartilha que ensinava tudo sobre a mata”. em Rio Branco. Ao final da exibição. da Secretaria de Educação a Distancia (Seed/MEC). os alunos da 8a série da Escola Estadual Reinaldo Pereira da Silva.Na videoteca do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE).: (68) 224-2371 mens de mãos calejadas acompanham na telinha. Duda aplaudiu o projeto: “O vídeo mostra nossa realidade. e lutam para que a rede estadual ou a municipal assuma a educação na comunidade. Edgar Degas e Auguste Rodin. Claude Monet. idealizadoras do projeto sobre o impressionismo. fizeram o curso TV na escola e os desafios de hoje. 706 – Rio Branco/AC – 69900-000 Tel. “A média de empréstimos chega a 90 vídeos por dia”. 2855 Rio Branco/AC – 69900-000 – Tel. como acontecia no passado. Ao ar livre. “Ganhamos um novo olhar para explorar os vídeos”. coordenadora de Educação a Distância do Acre. comenta Esdras Rodrigues de Souza. eles pintam a vegetação acreana à luz do dia. tiveram aulas de pintura com Paulo Félix. Escola Estadual Reinaldo Pereira da Silva Rua Cearense. Antes de partir. 18 anos. Hoje ela está desativada. Instituto de Educação Lourenço Filho Avenida Getúlio Vargas. diz Antônia Damasceno Vasconcelos de Freitas. a turma da 8a série navegou pela primeira vez na internet para pesquisar a vida e a obra de Édouard Manet. atentos e orgulhosos. como os impressionistas faziam na Europa. e procuraram registrar os efeitos da luz na vegetação amazônica pintando ao ar livre. e também para os alunos. ao ver na tela as pinturas de Monet. por falta de professores. O NTE cedeu os equipamentos para que todas as etapas do projeto fossem registradas em vídeo. os seringueiros sabem que é preciso dar um corte em diagonal e esperar a completa cicatrização do tronco (o que demora três anos) antes de cortar no mesmo lugar. Eles visitaram uma exposição de arte e assistiram uma palestra do artista plástico acreano Dalmir Ferreira sobre impressionismo. Hoje. É bom saber que os jovens valorizam o trabalho do seringueiro e se preocupam com a floresta”. no final do século 19. Bom para as professoras. que é a realização de um vídeo. sendo metade da TV Escola. do ProInfo.

Isso tem uma história. c e d e u á re a s d o Mato Grosso e assumiu o compromisso de construir a ferrovia Madeira-Mamoré. No início da exploração da região. Os conflitos só terminaram em 1903. EXPERIÊNCIAS O Acre lutou para ser brasileiro. que se junta ao Purus e deságua no Amazonas.522 habitantes e a área é de 152. reivindicando a anexação ao Brasil. DO BARÃO A GOULART 38 TV E SCOLA . O Brasil pagou à Bolívia 2 milhões de libras esterl i n a s . foi fundada em 1882 e é banhada pelo rio Acre. A imensa gameleira.520 km2. o Acre passou de território federal a estado. às vezes adoeciam. foi tombada pelo patrimônio histórico como marco da fundação da cidade. Segundo o IBGE-2000. a população do Acre é de 557. que deram apoio à Bolívia. Rio Branco. muitos migrantes nordestinos se embrenhavam na floresta para extrair borracha e acabavam perdendo o vínculo com a família. BRAVA GENTE Rio Branco é banhada pelo rio Acre. Os bolivianos quiseram assumir o controle de fato. Em 1899. alguns dicionários da Língua Portuguesa ainda registram uma expressão preconceituosa: “ir para o Acre”. que se junta ao Purus e deságua no Amazonas. Em 1962. A capital. com a assinatura do Tratado de Petrópolis. e não voltavam. uma via de acesso ao Atlântico para escoamento da produção boliviana. Enfrentaram até mesmo as Forças Armadas Brasileiras. No século 19. Luís Galvez Rodrigues de Arias proclamou a República do Acre. no centro de Rio Branco. foi criado o Território Independente do Acre. a maioria da população era formada por brasileiros que exploravam os seringais. sob o comando de Plácido de Castro. ministro das Relações Exteriore s d o governo Rodrigues Alves. resultado de uma difícil negociação conduzida pelo barão do Rio Branco. VIVER NO ACRE Entre os significados do verbo “morrer”. Em 1902.QUE LUGAR É ESSE DUAS HORAS A MENOS É esta a diferença em relação ao horário de Brasília. mas os acreanos se rebelaram. Duas rebeliões marcaram a história do Acre. embora a região pertencesse à Bolívia. no governo João Goulart.

Os charutos de carne moída são enrolados em folhas de couve. Muitos enriqueceram e mandaram buscar suas famílias. e não nas de parreira. Leia sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia: www. geralmente nordestinos. porque são produzidas também em outros estados. Brasília. As pegadas da onça. Hoje os “soldados da borracha” recebem uma aposentadoria no valor de dois salários mínimos. e o produto está sendo exportado. Vem do Pará o pato ao tucupi e é forte a presença de pratos nordestinos. SEF/MEC. A maioria jamais teve condições de voltar à terra natal. o couro de cobras e os olhos dos pássaros são fontes de inspiração para os desenhos em tapetes. como na cozinha árabe. libaneses e turcos chegaram à Amazônia fugindo dos conflitos posteriores à Primeira Guerra Mundial. beneficiadas. que registra histórias da tradição oral. nas fachadas das lojas e nas listas de chamada das escolas.com. chamada “ferrovia da morte”: www. BEBÊS NA SALA DE AULA Em Rio Branco. ganham o mercado externo. pessoas que optaram por trabalhar na floresta em vez de lutar na Segunda Guerra Mundial.html TV E SCOLA 39 . Os chamados “ouriços” das castanheiras guardam em seu interior as castanhas que. como baião-de-dois e galinha de cabidela. As nutritivas e saborosas castanhas-do-pará são agora chamadas de castanha-do-brasil. mas são muitas as influências na culinária. dos professores indígenas do Acre (Comissão Pró-Índio do Acre. como Acre e Amapá. É comum ver mães adolescentes amamentando nas salas de aula e crianças dormindo em redes no pátio da escola.htm Leia sobre a construção da Madeira-Mamoré.tros trabalhavam como “regatões”.br/cienciahoje/especial/ amazonia/amaindex. instituída pelo governo federal em 1988. navegando pelos rios para vender todo tipo de produto. Uma das reivindicações das alunas do Instituto de Educação Lourenço Filho é uma creche. Os migrantes. conhecida por sua arte.uol. 2002). Os quibes da versão acreana são feitos de mandioca ou arroz e recheados com carne moída. já chegavam à Amazônia endividados com os patrões seringalistas. A pimenta é unanimidade. O leite de castanha entra no preparo de muitos pratos salgados e doces. Embrenhando-se na floresta. REGATÕES Os nomes árabes estão por toda parte: nas placas de ruas. Sírios. que cobravam os custos da viagem e das ferramentas. utilizando pigmentos extraídos da floresta.usp. CASTANHA-DO-BRASIL As cooperativas de castanha vão de vento em popa. KAXINAWÁ A maioria da população indígena do Acre pertence à etnia Kaxinawá. a gravidez na adolescência cresceu nos últimos tempos.br/jorusp/ jusp455/manchet/rep res/pesqui4. uns se tornaram seringalistas e ou- SABORES Desenhos dos Kaxinawá no livro Huni Kuine Miyui. redes e enfeites para o corpo. SOLDADOS DA BORRACHA No Acre há muitos “soldados da borracha”.

insistir para mer: o professor terá a procurando nos concentrar nas questões que que vá todos os dias. está de fato ajudando. e vimos que seria impossíeste sim pode ajudar. neso contrário também não se caso. o lugar da diversidafamília. Ela propõe que a relação entre escola e família seja repensada. Se todas as regiões. mas que o aluno apresenta e. a escorespeito do relacionamento entre a escola e a cia da escola para resolver os la. família.ENTREVISTA Família e escola parceiros ou rivais? Texto: Rita de Biagio Fotos: Iolanda Huzak A professora Rosely Sayão responde a professores. nem é preciso a prepode acontecer. vindas de panha a proposta da escola. o filho a ir à escola. enviamos um e-mail aos coordenadoproblemas de comportamende. da própria família? José Luciano Ferreira de Almeida Curitiba/PR Há mais de um aspecto nessa questão. com algum colega para ções dos educadores. A escola A questão é bem complexa. No entanto. uma filosofia educaciozes fica difícil estabelecer a linha divisória entre nal. Nem a res da TV Escola de todo o Brasil. A com grande freqüência só para falar dos problemas escola não deve invadir o espaço da família. da diferença. O resto superar as eventuais iné com a escola. fizemos uma seleção. e em geral discute isso com os pais. a escola tiver um plano vel contemplar o amplo espectro de dúvidas e Sua presença é um sinal de de trabalho bem estruseu interesse. Assim. muitas vezes os pais são chamados espaço público. A famísença constante da família. 40 TV E SCOLA . porque muitas vetem um projeto pedagógico. e muito. nem o professor Mas o pai que freqüenta as devem ter medo de exos professores a formular perguntas. A escola é um ões. organipossibilidade de contar se mostraram mais presentes nas preocupazar o tempo para que estude. no sentido de construir uma nova parceria em prol de uma educação democrática. pois depende do motivo que leva a família à escola. Qual a diferença na aprendizagem do aluno cuja família freqüenta a escola e a do aluno cuja família não freqüenta? Maria Nazaré da Silva Santos Maceió/AL Você concorda que a chamada à família para participar da educação escolar da criança expõe a fragilidade da própria instituição escolar. e ao incentivar turado. seguranças. em reunio que é público e o que é privado. não há o que teinquietações. lia é o lugar da unidade. Para entrevistar a professora Rosely Sayão a que deve confiar na competênda continuidade. a família é um espaço privado. Recebepor suas fragilidades — reuniões pedagógicas e acommos cerca de duzentas mensagens. convidando to ou as dificuldades do aluno. que tenha em vista a autonomia e a cidadania. todos nós as temos.

eles têm sua vida. A família deu um grande passo. pois supõe uma discussão exaustiva e muita conversa com os alunos. explicitando os direitos e deveres dos alunos e do professor. Até que ponto o educador pode interferir na conduta familiar? Cabe a ele dizer à criança que os pais estão agindo de forma incorreta? Nádia Maria Queiroz Taguatinga/DF De jeito nenhum. não de rivalidade. Se for se envolver com a família. O pai ou a mãe faz o que pode. que na verdade é duplo: transmitir conhecimento e formar o cidadão. À medida que foi sendo valorizada a individualidade das crianças. Antigamente. O que ele precisa é cumprir bem seu papel de professor. Como resolver isso. se os pais dificilmente têm tempo para dedicar à vida do filho ou vir à escola? Ildelúcia Noronha Montes Claros/MG A escola tem a excelente chance de oferecer uma outra possibilidade a essa criança. não é o professor que vai educá-los. Os pais já foram educados. ele tem formação para educar alunos. com freqüência. se manifesta muito mais como rivalidade. perde essa chance. O que fazer quando a família não dá continuidade ao processo de formação de cidadania que a escola desenvolve? Luzia Magna de Alencar Saraiva Crato / CE O melhor a fazer é enfatizar mais ainda a formação dada na escola: o que o aluno aprender ali. aluno e filho. o professor acaba investindo energia e tempo em algo para o que não tem competência profissional. ele irá levar para casa. e ao fazer isso já está ajudando muito. com sua própria identidade. geografia. em uma relação de cooperação. E os papéis foram se confundindo. que não cabe a nós avaliar. De que adianta ensinar português. matemática. nas ações do dia-a-dia. Primeiro. É nisso que reside a parceria. responsabilizar todos. ou julgar. Cada família é uma célula. Ele deve trabalhar com a classe toda. e ninguém pensava na relação da escola com as famílias. Hoje podemos pensar em uma educação mais democrática. Isso é uma educação democrática. a escola começou a chamar os pais. nenhum filho de professor teria problema. Muitas vezes deparamos com uma criança-problema e descobrimos que a causa maior está na família. e às vezes não sabemos o que fazer. e esvazia seu papel legítimo. Escola e família têm um objetivo em comum: educar aquela pessoa. ele está praticando uma educação autoritária.. mas sim com o aluno. um grupinho de seis ou sete. se isto não está vinculado ao exercício da cidadania? Por exemplo: se numa classe de trinta alunos a maioria se submete a uma minoria ruidosa.Qual seria o verdadeiro papel do professor na família do aluno? Merelice Marinho Bispo e Lenimar Cecconello Guaraí/TO O professor não tem papel na família do aluno. e o professor se concentra no grupinho e deixa de lado a classe. porque o professor não tem condição de avaliar se os pais agem da maneira certa ou errada. ao colocar o filho na escola. Nós precisamos ter humildade no trato com as famílias. Esse modelo precisa ser construído na prática. a escola 41 . tanto a escola quanto a família eram autoritárias. O professor não tem competência sobre educação de filhos.. Mas o resultado é bem melhor. Se esse papel com o aluno for esquecido. Ela supõe que comecemos o jogo colocando as cartas na mesa. Mas isso ocorre simultaneamente. Se o professor fosse especializado em educação de filhos. É muito mais difícil. buscando conhecer TV E SCOLA um pouco mais seus alunos. Estabeleceu-se uma relação às vezes identificada como parceria que.

isto é. e não na autonomia. ajudar os alunos a aprender que é preciso se respeitar e respeitar o grupo. Isso pressupõe que ele mude sua postura diante do conhecimento. ele logo pensa “por mais que eu ensine. pesquisas etc. O mau desempenho dos alunos é responsabilidade do professor. das pessoas que trabalham com ele. 42 A participação das famílias na escola está ainda muito relacionada a questões informativas e/ou festivas. o professor diminui sua própria responsabilidade. esteja equivocado. não é algo de seu interesse. Sempre haverá pais que participam mais e outros. Os pais que são analfabetos têm condições de ajudar na aprendizagem das crianças? Como? ENTREVISTA Maria Lúcia Duarte Campinas/SP Eles já ajudaram. dos materiais que usa. Que situações podem ser criadas para que de fato as famílias participem do processo pedagógico? Nelci de Fátima Medeiros Carvalho Rio Branco/AC O processo pedagógico é da competência da escola. da importância social de sua atividade. para jovens e adultos.. no aluno. Ele responsabiliza o aluno ou a família. e ainda escreve na imprensa sobre o assunto. Em educação. Como a escola pode estimular a participação das famílias nas lições de casa dos filhos e nas atividades extraclasse (entrevistas. ou mesmo ajudar a fazer a lição. para adolescentes. menos. ajudar na organização. a paulistana Rosely Sayão dá consultoria a escolas. mesmo se forem de fato professores. e lembrar que a escola é o lugar da diversidade. Publicou os livros Sexo é Sexo. relação entre a família e a escola e o papel do professor na formação cidadã de seus alunos. TV E SCOLA . A TRAJETÓRIA DE ROSELY SAYÃO Psicóloga e professora. participa de grupos de discussão.não vai conseguir mudá-los. Mas não é seu papel sentar ao lado. Os pais não têm curso para serem professores de seus filhos.. Devemos pensar o tempo todo na criança. Quando um professor encontra uma dificuldade. ao colocar o filho na escola. muito mais do que ele imagina. Mas um sentido prático para sua vida. Mesmo um pai analfabeto tem uma carga de saberes que troca com o filho. Isso já é o bastante. Ele passa informações a respeito de seu trabalho. prevenção da gravidez indesejada e DST/AIDS. nós trabalhamos com a possibilidade de um futuro. e Sexo: prazer em conhecê-lo. Rosely Sayão trabalha com formação de jovens e de educadores sobre vida sexual. é indispensável que a criança consiga fazê-la sozinha. Cabe aos pais estabelecer a hora de fazer a lição de casa. sem ressaltar as diferenças. a escola estará apostando na dependência. prefere brincar a fazer lição. Ao achar que os pais precisam ajudá-lo no seu trabalho.. cobrar. A parceria importante da família com a escola é no sentido de estimular a criança a se envolver ativamente na vida escolar. A criança não é capaz de dar conta sozinha de todas suas responsabilidades.)? Francisca Pinheiro de Souza Borges Teresina/PI Para a lição de casa ter sentido.. Por que o aluno vai para a escola? Com freqüência ele diz “porque meu pai manda”. e dos dois com a escola. admitindo que sua responsabilidade social é imensa. de sua história de vida. a ter curiosidade por aprender e interpretar o mundo. Cabe à escola transformar esse impulso em um gosto pelo saber e pela própria escola. escrever bem o português. Convicta de que é pela via da educação que se produz um outro modelo de civilização. não se interroga. Só o ato de colocar o filho na escola condensa toda a vontade dos pais de que o filho seja melhor do que eles. Se ela precisar da ajuda dos pais. e promove a interação entre filho e pai. A escola tem a obrigação de trabalhar o coletivo. em vez de imaginar que talvez seu método. permitir que o aluno entenda o sentido de saber fazer contas de dividir e multiplicar. esse aluno não aprende”. Mas os pais também têm seu papel. educadores e pais sobre a educação de crianças e adolescentes. ou seu plano.

Em 2000 esse projeto foi ampliado pelo Sesc. O projeto do Sesc está sendo adotado em onze de suas unidades: três no Ceará (Fortaleza. oficinas pedagógicas e grupos de estudo. um processo permanente Acordos da TV Escola com o Sesc e com a Rede STV ampliam as oportunidades de formação continuada dos professores Desde 1996. MAIS UMA PARCERIA: TV ESCOLA E STV Um acordo de intercâmbio de programação amplia ainda mais a divulgação da TV Escola. A STV está doando para a TV Escola uma série de excelentes programas que serão colocados em breve na grade de programação. seminários. duas no Paraná (Campo Mourão e Umuarama). além de atividades artísticas e culturais integradas. A programação dos cursos é feita em função das necessidades e demandas dos professores de cada comunidade e dos recursos existentes no local: os orientadores e coordenadores decidem qual a metodologia. entidades da sociedade civil e instituições educativas. e quais os instrumentos a utilizar para a capacitação. Além do mais. ao longo de todo o processo. Em abril deste ano ocorreu em Fortaleza. um projeto de formação continuada de professores estruturado em torno da programação do Salto para o Futuro. que se responsabiliza pelos projetos e cursos. • E ainda a série Documentário. três no Rio de Janeiro (Ramos. em ações promovidas pelo Sesc. Esse projeto já tem dado bons frutos. mesas-redondas. sobre vários temas. As escolas e os profissionais interessados procuram a unidade do Sesc para se inscrever e participar do programa. E o tema “Água” foi o projeto trabalhado no processo de capacitação de vinte professores do ensino fundamental em Niterói. mas há também a complementação com teleconferências. para docentes da educação infantil. mala-direta. que otimizou o trabalho com novas atividades em suas unidades. um curso de capacitação para trinta educadores do ensino fundamental. o Serviço Social do Comércio (Sesc) desenvolve. O Sesc divulga esse trabalho por meio de jornais e emissoras de rádio locais. com mais de 80 programas produzidos pela STV em quatro anos. da TV Escola. foi desenvolvida uma experiência abordando a musicalização em sala de aula. e a série Reportagem. no Rio de Janeiro. entre os quais: • As formas do saber – Pierre Lévy: arte e pensamento: o autor discute filosofia e modernidade. com os quais trabalham professores e estagiários. palestras. 43 . Em Três Rios. psicológicos e sociais da infância. universidades. Para essa função são escolhidos profissionais ligados às temáticas a serem desenvolvidas.6 milhões de assinantes. tendo como tema central a “Arte na escola”.PROFESSORES EM FORMAÇÃO. A participação e a discussão de programas de vídeo estão entre os principais TV E SCOLA recursos. Crato e Sobral). uma em Pernambuco (Recife). O projeto se baseia na comunicação interativa com centros receptores – os telepostos montados nas unidades operacionais do Sesc – e conta com a parceria de secretarias estaduais e municipais de educação. pois permite que muitos programas e séries sejam exibidos pela Rede SescSenac de Televisão (STV) – que conta com um público de 2. uma em Mato Grosso (Cuiabá). • O mundo da fotografia: série com os os maiores fotógrafos do Brasil em ação. de acordo com a temática a ser desenvolvida. cartazes e folhetos. • Filhos: série sobre aspectos educacionais. • STV na dança: série de mais de 30 espetáculos de dança de companhias brasileiras. no Ceará. pesquisas utilizando computadores. Em cada unidade há um orientador de aprendizagem. e em escolas públicas e particulares. esse acordo também enriquece nossa grade de programação. Niterói e Três Rios) e uma em Santa Catarina (Chapecó). a partir de convênio firmado com a Secretaria de Educação a Distância (SEED/MEC).

pelo e-mail dores@sede. As inscrições vão até o dia 15 de outubro. José Milton dos Santos. O Paped. Ele foi o primeiro colocado no concurso aberto a alunos alfabetizados pelo Programa de Alfabetização Solidária entre agosto e dezembro de 2001. sua escola. Mais informações pela internet: www. TV E SCOLA . O concurso foi lançado juntamente com a série de programas educativos Tirando versos da imaginação. com vinte programas radiofônicos estimulando a integração da cantoria da viola nordestina ao processo de ensino de leitura e escrita. NOVOS POETAS Ao receber o prêmio do Concurso Rádio Escola. desde 1997 já financia a produção de dissertações de mestrado e teses de doutorado que tratam da utilização de tecnologias da informação e da comunicação na educação a distância.gov. O tema para produção do texto deve resultar do trabalho em classe com o programa Terra e alimento. promovida pelo Ministério da Educação. Elaborada por professoras da assessoria nacional do Programa Parâmetros em Ação. em do livro parceria com o Programa Alfabetização Solidária. distribuiu para cerca de 20 milhões de pais de alunos de 1a a 4a série das escolas públicas o guia Educar é uma tarefa de todos nós. “Revele seu talento de poeta”. se sua escola não tiver gravado o programa. para a educação continuada de professores alfabetizadores de jovens e adultos.embrapa. O próximo guia se destinará aos pais de alunos de 5a a 8a série e tratará de temas ligados a cidadania e adolescência. uma iniciativa da Secreta- ria de Educação a Distância e da Fundação Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). solicite uma cópia em VHS à Embrapa. Para elaborar a redação.mec. de Macambira. declamou seu texto “No sertão do Cariri” em forma de cantoria.embrapa. é imprescindível assistir ao vídeo.br 46 No dia 4 de junho a campanha Dia Nacional da Família na Escola. a publicação traz sugestões simples e divertidas para os pais colaborarem com o aprendizado escolar no dia-a-dia familiar. A iniciativa é da Rádio Escola – Para ilus trar: projeto da Secretaria foto do vende Educação a Distâncedor e capa cia (SEED/MEC). uma filmadora manual. Sergipe. Assim. Confira na internet: www. E os professores poderão ganhar viagens para conhecer um dos centros de pesquisa da Embrapa. já transmitido pela TV Escola. da Secretaria de Educação Fundamental (SEF/MEC).++++++++++++++++++++++ Dia Nacional da AMPLIAÇÃO DO PAPED Família na Escola O Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância (Paped) agora também está dando apoio a trabalhos de graduação e pós-graduação stricto sensu.br ou por telefone: (61) 448-4227 ou 448-4212. 45 anos.br – Educação a Distância – Paped Terra e alimento: tema para redação A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está promovendo concurso de redação para alunos de 1a a 8a série do Ensino Fundamental. Os autores das melhores redações receberão um computador.

ines. Para participar do programa. pela internet: www. Organizado pelo Instituto Nacional de Surdos (Ines/MEC).br EM CD-ROM A LINGUAGEM DOS SINAIS As escolas públicas de todo o país estão recebendo 15 mil dicionários digitais de Libras. em parceria com o UNDCP (Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas). também serão beneficiados.++++++++++++++++++++++ EDUCAÇÃO INDÍGENA A Secretaria de Educação Fundamental (SEF/MEC) está distribuindo às escolas indígenas o Programa Parâmetros em Ação de Educação Escolar Indígena. Os professores capacitados pelo Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos.br e www. organizado em módulos com informações e propostas de atividades para os educadores usarem tanto em sua própria capacitação quanto na sala de aula. As inscrições vão até 15 de agosto. 47 . escolas e leis referentes à educação escolar indígena.org. A obra também pode ser consultada na internet: www. a Ciência e a Cultura). ou com a Unesco. em Brasília: (61) 321-3525. Informe-se. incentive sua participação no Prêmio Escola 2002. livros com informações sobre povos.htm ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ TV E SCOLA PRÊMIO À PREVENÇÃO Se houver grupos de jovens em sua escola ou comunidade desenvolvendo projetos de combate às drogas e de prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. as secretarias estaduais e municipais devem entrar em contato com a Coordenação-Geral de Apoio às Escolas Indígenas.mec.org. em formato de CD-ROM. da SEF. a Língua Brasileira de Sinais. terras.undcp. O dicionário é bilíngüe – os usuários de Libras e os de Português pesquisam as palavras em sua própria língua. visa revelar programas inovadores implementados por grupos de jovens e instituições de ensino. da Secretaria de Educação Especial.br/libras/index. Trata-se de um programa de formação continuada.org. línguas.unesco. mapas. São dois kits.br. um para os coordenadores e outro para os professores. pelo e-mail: cgaei-sef@gov. Esse concurso da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação. para atender aos alunos surdos matriculados no Ensino Fundamental. que incluem entre seus materiais: vídeos da TV Escola.

A receita de Fabiana é.Uma mestra bem especial Com paixão por ensinar. com 25 anos e formada em Educação Física pela PUC de Campinas. a cerca de 100 quilômetros de São Paulo. pode pôr em prática sua paixão: dar aulas. Depois. instrutora do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) Cidade: Campinas. Emílio José Salim. Os alunos. 8 de agosto Bebidas alcoól icas. programa educacional desenvolvido pela Polícia Militar para combater o uso de drogas e a violência. “Entrei na PM para ajudar a pagar meus estudos.” Pródiga. uma das professoras do primeiro ciclo. O Proerd. seja qual for a matéria. conta Ângela. “Adoro a revista. Porque a criança é muito mais esperta do que o adulto – ela sabe quando pode confiar e quando quer aprender”. nem sonhava em ser policial”. Quem está dando a aula é Fabiana Aparecida Assumpção. gravo alguns episódios do canal e estou sempre ligada na programação. Para encerrar o curso. nas redações. conversadeira e carinhosa. “Meus alunos sempre afirmam. que faz o mesmo em várias outras escolas da cidade. SP dos professores. Também muito curiosa. enquanto espera na sala 48 FOTO: PAULO PEPE Célia Trazzi Cassis Nome: Fabiana Aparecida Assumpção Idade: 25 Profissão: soldado feminino do 35º Batalhão de Polícia Militar do Interior. não querem perder essa aula. orgulha-se a mestra. o que leio e vejo me enriquece. na Escola Estadual Monsenhor Dr. TV E SCOLA . há a festa de formatura. Atende a 500 alunos de 4ª série por semana. Marta. da série Por que será?. Hoje. na Grade de prog ramação: Violência que rola. que dura um semestre. Por que será? Voz e gestos calmos. “Quando Fabiana falta eles reclamam muito”. Tem de se valorizar e acreditar que aquilo que está passando para o aluno é muito importante. por sua vez. do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. que gostam mais de si mesmos depois do curso”. Estamos em Campinas. meninos e meninas olham atentos para a professora. antes. outra docente da escola. completa: “O que cativa os alunos é a paixão que ela tem pelo que faz”. muito particular: “O educador tem de amar o que faz e quem está diante dele. sempre de pé e andando pela classe como se passeasse. ela partilha seu aprendizado: “Também passo o que aprendo na TV Escola para os outros instrutores. nas nossas reuniões semanais”. segundo ela mesma. Fabiana dá as lições da cartilha: como resistir aos apelos da droga e evitar a violência. Mas seu sucesso parece estar menos no conteúdo do livro do que em seu jeito de ensinar: cuidadosa. as crianças fazem uma redação relatando como esse aprendizado influenciou sua vida. lá no quartel. muito elegante em sua farda de soldado da Polícia Militar. Fabiana se empenha em afastar seus alunos das drogas e da violência Não perca. diz o soldado feminino do 35º Batalhão de Polícia Militar do Interior. 12 de agosto Procure em su a videoteca os programas da TV Escola Filhos das drog as Sacudindo o m undo: uma visã o sobre as drog as De cara limpa : drogas e viol ência Na ampla sala de aula. da série Direitos Humanos. “seguindo a cartilha do Proerd e resgatando a auto-estima das crianças”. atua em instituições de ensino públicas e particulares em várias cidades do país. descobriu a revista TV ESCOLA nos intervalos entre as aulas. como afirma.

Como acompanhar a programação • A cada bimestre a SEED distribui às escolas as grades de programação que registram os programas a serem exibidos a cada mês. sintonize o canal 3.700 a 4. bem como para apoio a atividades de recuperação e aceleração. de 3. • Alguns receptores têm ajuste com o número do transponder (canal do satélite). sistema NTSC / PALM. na escola e em sala de aula. Fitas VHS. com controle remoto. na secretaria de educação do estado. desligue os aparelhos da tomada: eles podem sofrer danos causados por descargas elétricas de raios. distante de campos magnetizados. inclusive as de férias. videocassete e receptor.CONHEÇA MELHOR A TV ESCOLA A TV Escola é um canal via satélite. rebobinadas e com o lado mais pesado (do rolo) para baixo. O kit é composto de: Antena parabólica Televisor em cores bivolt (110 V e 220 V). como motores ou transformadores. As Grades da programação correspondentes a cada mês e o Guia de programas. que é anual.br/seed/tvescola Escolas que participam do programa e não estão recebendo as grades ou a revista precisam pedir seu cadastramento à SEED por carta. Seus objetivos são a formação continuada do professor e o desenvolvimento do trabalho do educador. a utilização ajuda a evitar a formação de fungos. com transmissão analógica de programas dirigidos às escolas públicas brasileiras de ensino fundamental e médio. umidade e poeira. para posterior utilização. ou o que estiver livre na sua cidade. Elas devem ser afixadas em local bem visível. a programação é captada por antena parabólica analógica e também pelos canais digitais: CANAL 4 CANAL 26 CANAL 237 Os programas captados nas escolas precisam ser gravados em fitas videocassete. em receptores digitais: escolha então 1.200 MHz. • Todas as grades. ou por ocasião do retorno da energia. Videocassete 4 cabeças. • O receptor do satélite deve ser colocado em polarização horizontal. para o planejamento e a prática das aulas. em local protegido de sol. no mínimo. providenciando a gravação dos programas e tornando-os disponíveis para utilização dos professores. em tamanho menor. podem ser consultadas na internet: www. verifique se todos os equipamentos têm manual de uso e confira os prazos de garantia. ou ligue para o Programa Fala Brasil: 0800-616161. Estabilizador de voltagem de 2 kVA. • Nos receptores em que a sintonia é feita pela freqüência de recepção direta do satélite. • Se ainda assim persistir a má recepção. o 4. para facilitar sua consulta por professores e alunos. peça orientação ao coordenador da TV Escola. fax ou e-mail . Chame um técnico autorizado pelo fabricante para fazer a instalação • Antes de ligar a televisão e o videocassete. escolha 3. A PROGRAMAÇÃO DA TV ESCOLA Os programas da TV Escola constituem um recurso valioso para a formação continuada. servindo como referência para selecionar os programas a serem gravados e os que serão utilizados no planejamento do professor. Transmitida a todo o país. verifique atrás dos aparelhos se as chaves estão na voltagem correta. Nos modelos com opções de 1 a 24. mas observe sempre estes cuidados: • Em caso de chuva forte. Nos períodos que antecedem os as férias escolares também é distribuída a Grade de férias. • Procure rever as fitas periodicamente. bivolt. COMO SINTONIZAR A TV ESCOLA Manutenção e cuidados Leia atentamente os manuais de instrução que acompanham cada um dos equipamentos.380 MHz. Se houver problemas de recepção • Confirme se os equipamentos estão de acordo com as especificações indicadas em seu manual. • Guarde as fitas na posição vertical.gov. ou de corte de energia. • No videocassete.mec. O KIT TECNOLÓGICO Ao receber o kit. escolha o número 3.770 MHz. • Também é possível sintonizar na freqüência intermediária. são distribuídos pela Secretaria de Educação a Distância (SEED/MEC) a todas as escolas. é encartada na revista TV ESCOLA. com controle remoto. tela de no mínimo 20 polegadas e suporte de parede para televisor. É indispensável que a escola se organize. ou peça a um técnico autorizado para que verifique o posicionamento da antena e a sintonia do receptor e dos outros aparelhos do kit. de 120 minutos. • Uma reprodução das grades mensais.

• Aperte REC e PLAY ao mesmo tempo: este procedimento vale para a maioria dos equipamentos. Evite organizar apenas por data de gravação. faça os registros e esteja disponível para dar apoio e orientação aos professores.br/seed/tvescola/publicacoes.br Visite.gov. • Registre os dados apresentados no início de cada programa. para que todos os professores tomem conhecimento do que está planejado para o bimestre correspondente. para depois catalogar a fita. deve haver em cada escola uma pessoa responsável pela videoteca. número da fita. A consulta ao guia ajuda o professor a escolher o que poderá usar no planejamento de suas aulas. acompanhando o período letivo.gov. anotando em que número do contador começa cada programa. conte suas experiências. CO FALE CONOS Esclareça suas dúvidas. Por isso. ou do modo que lhe parecer mais prático para facilitar as consultas. FAÇA SEGURO DOS EQUIPAMENTOS Revista TV ESCOLA • A revista TV ESCOLA é bimestral. consulte o manual de uso do vídeo.mec.mec. que providencie as gravações. • Fichas de Como Fazer?: oferecem sugestões de atividades a serem desenvolvidas a partir dos programas do Ensino Médio Acervo e Como Fazer? • Os livros da Série de estudos / Educação a distância completam a linha editorial de apoio aos programas. rebobine a fita e volte o contador para o zero. tema.gov. ORGANIZAÇÃO DA VIDEOTECA A organização da videoteca é fundamental para que os professores possam localizar os programas mais adequados ao trabalho que estiverem desenvolvendo. Numere a fita. • Ponha a fita para rodar e assista à gravação desde o começo. e cabe às escolas gravá-los e formar sua videoteca. Se algum programa de interesse deixar de ser gravado durante o período letivo. Como organizar as fitas na videoteca • Terminada a gravação. Como gravar • No horário escolhido. • Antes da distribuição da revista.br tvescola@mec.CONHEÇA MELHOR A TV ESCOLA AS PUBLICAÇÕES DA TV ESCOLA DIRETORA: NÃO FIQUE SEM A TV ESCOLA. Consulte as publicações da TV Escola na internet: www.br/seed/tvescola/enmedio • Coloque a fita no início e o contador (COUNTER) no zero. ligue os equipamentos. • Prepare fichas por disciplina ou área temática. • Para programar antecipadamente a gravação. basta manter-se atento à Grade de férias: nesse período são reprisados os programas transmitidos no semestre anterior. É importante que o cartaz seja afixado em local bem visível. ofereça suas críticas. as escolas recebem as grades da programação e um cartaz anunciando o conteúdo da edição. com uma breve sinopse do conteúdo de cada programa ou série de programas. A TV Escola transmite os programas. Cada escola recebe de 3 a 12 exemplares. assunto. Outras publicações • Guia de programas: traz uma relação de todos os programas já transmitidos. com textos para os professores estudarem temas de educação a distância e de novas tecnologias para a educação. • Cadernos da TV Escola: ampliam as informações referentes a temas que foram abordados em determinadas séries de programas destinadas ao ensino fundamental. na internet www. • A classificação dos programas adotada pela TV Escola na Grade da programação e no Guia de programas é útil como referência para catalogar as fitas e montar a videoteca. O MEC não distribui programas gravados em fitas. ou em seu próprio aperfeiçoamento. organizados por áreas temáticas e em seções especiais. • Cadernos de Vendo e Aprendendo: apresentam comentários dos programas desta série e sugestões de atividades a serem desenvolvidas em sala de aula.br/seed/tvescola Ligue para o Programa Fala Brasil 0800-616161 Ligação gratuita .shtm As fichas de Como Fazer? Estão no site: www.gov. sintonize a tevê e o vídeo. de acordo com o número de alunos.mec. Escreva para a TV Escola Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância Caixa Postal 9659 Brasília/DF – 70001-970 Fax: (61) 410-9178 E-mail: seed@mec.gov. • Escreva o nome do programa gravado em uma etiqueta e cole-a na lombada da fita.

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