Você está na página 1de 11
Relatório de Laboratório de Engenharia Química EXPERIMENTO DE REYNOLDS Engenharia Química 7° Semestre Alunos: Leandro César

Relatório de Laboratório de Engenharia Química

EXPERIMENTO DE REYNOLDS

Engenharia Química 7° Semestre

Alunos:

Leandro César Batista Herculano

RA: 16574-6

Marcel Garcia Garbossa

RA: 15302-3

Mateus Monteiro

RA: 16582-9

Mariana dos Santos Pereira Barboza

RA: 17643-8

São João da Boa Vista/SP, Fevereiro de 2014.

1.

INTRODUÇÃO .............................................................................................................

3

  • 2. OBJETIVOS

4

  • 3. MATERIAIS E MÉTODOS ..........................................................................................

5

  • 4. CALCULOS E ANÁLISES DOS RESULTADOS

6

  • 5. CONCLUSÃO...............................................................................................................

10

  • 6. REFERÊNCIAS............................................................................................................

11

2
2

1. INTRODUÇÃO

O número de Reynolds (abreviado como Re) é um número adimensional usado em mecânica dos fluídos para o cálculo do regime de escoamento de determinado fluido dentro de um tubo ou sobre uma superfície. É utilizado, por exemplo, em projetos de tubulações industriais e asas de aviões. O seu nome vem de Osborne Reynolds, um físico e engenheiro irlandês. O seu significado físico é um quociente entre as forças de inércia e as forças de viscosidade

Em experiências Reynolds (1883) demonstrou a existência de dois tipos de escoamentos, o escoamento laminar e o escoamento turbulento. O experimento teve como objetivo a visualização do padrão de escoamento de água através de um tubo de vidro, com o auxílio de um fluido colorido (corante). A figura 1 demonstra o experimento realizado por Reynolds (1883).

1. INTRODUÇÃO O número de Reynolds (abreviado como Re) é um número adimensional usado em mecânica

Fig. 1 Ilustração do aparato experimental

O procedimento de seu experimento consiste no fluxo da água que alimenta o procedimento e é acionado pela abertura da válvula inicial (torneira), e este fluido é carregado por uma mangueira até uma válvula para a retirada de ar. Após este feito, o fluido é transportado para a entrada do tubo inicial que contem duas fontes de alimentação, uma do fluído (água) e outra do corante indicador do escoamento. Este corante possui uma válvula que controla sua vazão.

3
3

Quando os valores de Reynolds são pequenos o nome dado é escoamento laminar, esta forma uma tensão de cisalhamento entre os líquidos, ao contrario disso ocorre o processo de geração turbulento, pois esse tem forma vorticosa (pois o movimento do fluido se assemelha à vórtices) e consequentemente dissipa as partículas adjacentes por atrito viscoso. Tal movimento é resultado do contato entre regiões do escoamento com o liquido em movimento rápido com o liquido que se movimenta vagarosamente ou estagnado. Reynolds após ter feito todas as suas experiências com diferentes valores de diâmetros e temperaturas, chegou à conclusão que a melhor forma de se determinar o tipo de movimento do escoamento não depende exclusivamente do valor da velocidade, mais ao valor de uma expressão sem dimensões, considerando também a viscosidade do líquido. Conforme demonstra a formula abaixo:

Onde: Re = número de Reynolds, D = diâmetro do tubo ( m ); v = velocidade

média (m/s);

= massa específica do fluido ( kg/m 3 );

= viscosidade absoluta

( N.s/m 2 );

= viscosidade cinemática ( m 2 /s )

2. OBJETIVOS

O objetivo de se realizar a experiência utilizando-se a simulação como meio de observação foi:

Proporcionar aos alunos a visualização e o entendimento dos tipos de escoamento;

Proporcionar a experiência de determinar o número de Reynolds;

   4
4

3. MATERIAIS E MÉTODOS

O processo inicia com o fluxo da água que alimentando o procedimento que é acionado pela abertura da válvula inicial (torneira), e este fluido é carregado por uma mangueira até uma válvula para a retirada de ar. Após este feito, o fluido é transportado para a entrada do tubo inicial que contem duas fontes de alimentação, uma do fluído (água) e outra do corante indicador do escoamento. Este corante possui uma válvula que controla sua vazão.

Conforme ilustração na figura abaixo

3. MATERIAIS E MÉTODOS O processo inicia com o fluxo da água que alimentando o procedimento

Fig. 2 Ilustração do mecanismo do procedimento

3. MATERIAIS E MÉTODOS O processo inicia com o fluxo da água que alimentando o procedimento

Fig. 3 Mecanismo

5
5

4. CALCULOS E ANÁLISES DOS RESULTADOS

A partir da experiência realizada em laboratório, podem-se observar os tipos de escoamentos com diferentes vazões de entrada no sistema e assim poder realizar os cálculos de Reynolds e determinar cada tipo de escoamento. Adotou-se para este procedimento que escoamento laminar seria Re ≤ 2000 e escoamento turbulento Re > 2400.

O equipamento a ser utilizado consiste de um tubo de acrílico de 12 mm de diâmetro interno.

Tabela 1 Dados da primeira vazão

Sequência

Volume em mL

Tempo em segundos

1

 
  • 76 6,34

2

 
  • 90 5,65

3

 
  • 75 2,59

4

 
  • 87 2,21

5

 
  • 48 0,72

Aplicando esses valores nas equações abaixo pudemos obter os seguintes valores:

1ª Analise

Calculo da Área:

Sendo:

(

)

Calculo da Vazão

Sendo:

t = 6,34 s

Calculo da Velocidade

Sendo:

6
6
⁄ ⁄  Calculo de Reynolds Sendo: ⁄ ⁄ ⁄ Portanto o escoamento é laminar 2ª
Calculo de Reynolds
Sendo:
Portanto o escoamento é laminar
2ª Analise
Calculo da Área:
Sendo:
(
)
Calculo da Vazão
Sendo:
t = 5,65 s
Calculo da Velocidade
Sendo:
Calculo de Reynolds

Sendo:

7
7

Portanto o escoamento é laminar

3ª Analise

Calculo da Área:

Sendo:

 

(

)

Calculo da Vazão

Sendo:

t = 2,59 s

Calculo da Velocidade

 

Sendo:

Calculo de Reynolds

 

Sendo:

8
8

Portanto o escoamento é turbulento

4ª Analise

Calculo da Área:

Sendo:

(

)

Calculo da Vazão

Sendo:

t = 2,21s

Calculo da Velocidade

 

Sendo:

Calculo de Reynolds

 

Sendo:

 

 

Portanto o escoamento é turbulento

 

5ª Analise

Calculo da Área:

9
9

Sendo:

 

(

)

Calculo da Vazão

Sendo:

t = 0,72s

Calculo da Velocidade

 

Sendo:

Calculo de Reynolds

Sendo:

Portanto o escoamento é turbulento

6. CONCLUSÃO

No experimento pode observa o comportamento da água por meio da injeção de um filamento de tinta na sua entrada. Repetindo-se esse experimento para diferentes vazões, verifica-se que o escoamento tem caráter laminar quando o número de Reynolds é baixo (neste caso, menor que 100, embora esse limite possa ser aumentado muito em condições especiais); para valores maiores, o escoamento é considerado turbulento.

Essa turbulência é causada por flutuações locais na velocidade das

10
10

partículas de fluido, que têm causas diversas; por exemplo, irregularidades na superfície interna do tubo. A viscosidade do fluido permite-lhe absorver essas flutuações de velocidade. É por isso que líquidos com maior viscosidade cinemática mantêm escoamento laminar a maiores velocidades que líquidos menos viscosos. Como a relação velocidade/viscosidade cinemática é refletida justamente pelo número de Reynolds, é esse grupo adimensional que tem relevância na análise desse tipo de fenômeno.

O experimento é importante, pois aproxima os estudantes a realidade, podendo assim como profissionais escolher de forma eficiente dimensionar tubulações e outros fatores de uma rede de abastecimento de água minimizando assim, os possíveis erros.

7. REFERÊNCIAS

NETTO, J. M. de A. Manual de Hidráulica. 8ª edição, Editora Edgard Blücher, 1998, São Paulo, SP.

SILVA, W. T. P. Procedimentos para relatório de Número de Reynolds e Tipos de Escoamento, 2012.

PORTO, R. de M. Hidráulica Básica. Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, 1999, São Carlos, SP.

Barnes, H.A.; Hutton, J.F.; Walters, K. An introduction to rheology. Amsterdam:

Elsevier, 1989, 199p.

Perry, Robert H. e Chilton, Cecil H. “Manual de Engenharia Química”; 5ª

edição; Guanabara Dois; 1980.

Crane;” Flow of fluids through valves, fittings, and pipe”; 1976.

11
11