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PARA COMPUTAçAO

Isang;- cnrsrnra nn otIvEIRANayanRo ,Espnrosa

Leuna Marue na cuxue cavro ouua BrccoLLA

PrrNrc Bennrc,ru Fnuo

WEC

Fundamentos de Info rmâtica

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Isabel cristina

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1*,tyn"àrversidade

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catótica,

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Mestre em wr::,y:.,:*"::i

Professora da ,niversidacle paulista

Laura Maria

da-Cunha Canto Oliva Biscolla

Apticada petoìUn USp

Doutora em Matemática

professora da Ilniversiclade iaulista e

da Universidade São Judas Thdeu

plinio

Barbieri Filho

Mestre em Engenharia de produção

prUúìii*ì"de paulísta, UNI.

professor da Faculdade Ì*porto de icnotogia

IjTC

EDI?ORA

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\o inreresse de difusão da

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esforço

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e do conhecimento

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Espinosa. Isabel

Cristina de Oliveira Navarro

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Contém exercícios

Apêndices Ìnclui bibÌioerafia lseN szs_si_z r6_ r5s2_ r

1. Álgebra linear.

^.

Plinio. IIì. tti"i" ü

I. Bi

tjitscoÌla' Laura Maria da cunha canto oliva. II. Barbierì Filho,

07-0706.

cDD 512.5

cDU s12.64

Editoração Eletrônica: UNroN Tasr

|:::i::r,*:'lsivos

r.'opynght

@ 2007

para a língua porÍusuesa

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Kro de Janeiro.

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Fax: 2t_222i_3202

Itc @ ltceditora.com.br

www. ltcedjtora.com. br

Reses1346. rodos os direit

.ru reproduçào d"r,. uolr*oj -E^proibida a duplicação

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mecânico, grá\,

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erronrco.

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p€rmissão expressa da Editora.

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Apresentação de Fundamentos de Informótica

Os livros Fundamentos de Informótíca, especialmente projetados para os estudantes de computação

de nível superior, contemplam de modo abrangente os quatro cursos hoje definidos para a ârea

- Ciência da Computação, Sistemas de Informações, Engenharia de Computação e Licenciatura

em Computação. Cada um desses cursos forma profissionais com uma especificidade de funções e

atribuições naárea da computação, cobrindo assim todas as possibilidades de profissionalização.

O conteúdo dos livros foi estabelecido a partir das diretrizes curriculares aprovadas pelo Ministério da Educação para formar profissionais em computação. Assim esses livros constituem uma

apresentação não completa mas também adequada dos temas relevantes aos objetivos indicados nessas diretrizes. Todos os capítulos dispõem de exercícios e exemplos resolvidos, de tal forma

que os livros podem ser usados diretamente em classe tanto pelos alunos quanto pelos professores. Esses cursos devem fornecer aos estudantes obras de bibliografia e consulta capazes de suprir suas

necessidades, tarefa que se ievela especialmente iírdua tendo em vista os constantes e inintem;ptos avanços tecnológicos, que exigem uma contínua adaptação da bibliografia adotada.

Levando em conta tais parâmetros, os autores dos títulos que compõem Fundamentos de

Informática são todos professores de cursos de computação, com experiência didática na disciplina e

docência em instituições públicas e privadas de renome.

Assim, espera-se que os livros Fundamentos de Informática venham ao encontro das necessidades

da maior parte dos cursos, sejam referências bibliográficas durante o período letivo e, mais adiante, se

tornem referências de consulta dos futuros profissionais de computação.

Agradecimento especial

A idéia original que norteia o projeto de Fundamentos de Informátíca se deve ao Sr. Ramilson

Almeida, nosso agente literário, que atuou como um dos "motores" dinamizadores na tarefa de levar

adiante a obra como um todo, agindo como interface eficaz junto ao corpo editorial da LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., ao qual também agradecemos pelo empenho e pela dedicação na

transformação de originais em livros com padrão gráfico de qualidade.

Prof. Dr. Annibal Hetem Jr.

Coordenador

Sobre os Autores

f'â""""'"""'#ï;il#"""ffii;trXïâïi:,.::ïïï*natura,desãopauro,capita,

pela pontìfícia Universidade Católica, Oúô_rr.

re em Educação Matemática

Atualmente é professora da universidade paurista e das Facurdades oswaldo cruz.

LAURA MARIA DA CUNHA CANTO OLIVA BISCOLLA, NATUTAÌ dC SãO PAUIO,

;Ë,3lo""ïil;;ïï::ïffi;ff'ffi,:il,':1,11

o. '*".ã"l. E ,a,í,,i"u da usp,

l'rf*nm:*';:*;;"':1;fl::lll.-;ïH",::#:;:t#**:'

Atualmente é professora da universidade paurista e da universidade São Judas Tâdeu.

;,fl:ï"tiïi|.i,it"ï"ïïïïil,:;,ï,ïeirão preto, São pauro Bacharer em

Universidad" pur'rtu,. UNIp,

Aruarmenre a p.or",, o. ou

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da USp, com especialização". rnro

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Matemárica

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Prfficio

Este texto

Álgebra Linear.

destina-se aos alunos da iírea de ciências exatas em geral que estejam iniciando o estudo da

Em cada tópico, apresentamos

a teoria de modo sucinto, evitando as demonstrações difíceis e

enfatizando problemas e exercícios.

o texto foi elaborado a partir das notas

de aulas dos autores, ministradas nos cursos de engenharia,

ciência da computação e análise de sistemas.

o conteúdo abrange inicialmente (capítulos I e 2) noções de matrizes,

determinantes e sistemas

transformações

lineares' e mais adiante (capítulos 3 a 7), detalhadamente, espaços vetoriais e

diferenciais lineares. No

I trata de transformações em analítica no plano e no espaço.

lineares e, no capítulo 8, produto interno. As seções dos capítulos, em sua maioria, são finaÌizadas

com exemplos

Resolvidos' No

destinados à fixação de conceitos. Além disso, o capítulo g inclui ao final Exercícios

Capítulo 9 apresentamos uma aplicação oa Átgebra Linear na resolução de

equações

final do livro há ainda Problemas Propostos, com respostas. o Apêndice

três dimensões. os Apêndices 2 e 3 abordam noções de geometria

Os Autores

Comentdríos e Sugestões

Apesar dos melhores esforços dos autores, do editor e dos revisores,

texto' Assim' são

é inevitável que surjam eÍïos no

sugestões referentes ao

Encorajamos

os

bem-vindas as comunicações de usuários sobre correçÕes ou

conteúdo ou ao nível

pedagógico que auxiliem o aprimoramento de edições futuras.

comentiírios dos leitores que

podem ser encaminhados à LTC - Livros Técnicos e científicos Editora

ouvidor, l1 - Rio de Janeiro, RJ - CEp 20040-040 0u ao endereço

S'A' no endereço: Travessa do

eletrônico ltc @ ltceditora.com.br.

Sumário

Cd.pÍruto 1. Matrizes, 1

1.1 Matrizes, 1

1.2 Operações com matrizes, 2

1.2.1 Adição,2

1.2.2 Multiplicação por escalar (n." real), 3

1.2.3 Multiplicação de matrizes, 4

1.3 Matriz inversível, 5

1.4 Determinantes, g

1.4.1 Menores e co-fatores. l l

1.4.2 Desenvolvimento

L4.3 Matriz adjunta, 14

por Laplace, 12

C.qpÍruro 2. Sistemas lineares, 79

2.1 Equações Ìineares, 19

2.2 Sistemas lineares, 19

2.3 Resolução de sistemas pela regra de

Cramer,21

2.4 Resolução de sistemas por escalonamento,24

C^a,pÍruto 3. Espaços vetoriais, 32

3.1 Definição,32

3.2 Subespaço vetorial, 34

3.3 Soma de subespaços, 35

3.4 Intersecção de subespaços, 37

3.5 Soma direta. 40

3.6 Combinaçãolinear,40

3.7 Subespaço gerado, 41

C.tpÍruro 4. Base e dimensão,44

4.1 Dependência e independênçialinea\

4.2 Base, 46

4.3 Base canônica. 47

44

C.q,pÍruro 5. Tiansformações lineares, 54

5.1 Revisão de funções,54

5.2 Transformação linear, 56

5.3 NúcÌeo e imagem de uma transformação

linear,6l

5.3.1 Núcleo. 61

5.3.2 Imagem, 62

5.4 Operações com transformações lineares, 66

5.5

5.4.1 Adição, 66

5.4.2 Multiplicação por escalar, 66

5.4.3 Composição, 66

5.4.4 Propriedades, 67

Operadoresinversíveis,68

CepÍruro 6. Matrtz de uma transformação

Iineari 70

Mat.'ìz de uma

6. 1

transformação linear, 70

6.2 Matriz mudança de base, 79

CepÍruro 7. Diagonalização, 83

7.1 Valores próprios

7.2 Diagonalização, 87

e vetores próprios, 83

C.qpÍruro 8. Produto interno, 92

8.1 Produto interno. 82

8.2 Espaços vetoriais euclidianos, 94

8.3 Norma de um vetor, 94

8.4 Distância entre dois vetores. 96

8.5 Ângulo entre dois vetores, 96

8.6 Vetores ortogonais, gg

8.7 Conjunto ortogonal de vetores. 100

8.8 Base ortogonal, 101

8.9 Base ortonormal, l0l

8.10 Coordenadas de um vetor numa base

8.1 I

ortogonal,102

Método de ortogonali zação de

Gram-Schmidr, 103

8.12 Conjuntos ortogonais, 105

8.13 Complemento ortogonal, 106

8.14 Exercícios resolvidos, 107

C,qpÍruro 9. Equações diferenciais lineares com

coertcientes constantes, I 12

9.1 Operadores lineares diferenciais com coeficientes constantes, I l2

9.2 Álgebra dos operadorèsJineares, 114

9.3 Equaçõesdiferenciaislineareshomogêneas

com coeficientes constantes. 1 l7

viii

Sumário

Exercícios Propostos, 724

ApÊxorce l Tiansformações geométricas em três

dimensões,750

ApÊNorca 2 Noções

plano, I83

de geornetria analíticq no

ApÊNucn 3 Noções de geometria unalítica no

espaço,222

BrnrrocRapt.l,,,284

Íuorcp,285

CepÍruro

I

Matrizes

1.1 Matrizes

No nosso texto, usaremos como elementos de uma maftizsomente números reais. A

indica o elemento

notação a,,

damatiz A que está na linha i e na colunaT. Assim, amatriz Atem como nota-

,

m e i = I, 2,

,n

e podemos representar essa matriz

ção Á = (air), com i = L, 2,

ou ainda,

( o,

Qtz

A - (aii) =1",, o:.,

Io., Q^2

o,, ì

or,

'l

Q.n

)

I

f o,,

A = 1a,,7 =la"

t:

lr.,

Qtz

azz

Q^2

ar,1

or,l

,l

4., I

I

A matriz

uma matriz não é

e esses dois conceitos

representada tem m linhas e n colunas. observe que a utilização de barras para indicar

conveniente, pois elas já são utilizadas para indicar o determinante da matriz,

são distintos: matriz é uma tabela de números reais, e o determinante da

matriz é um número real.

Anotação M^", (R) indica o

conjunto de todas as matrizes reajs mx n, isto é, matizde núme-

ros reais comm linhas e r colunas.

Se n = n, escrevemos M^,^(R) ou simplesmente M. (R) para indicar amatizcom zr Ìiúas

e n colunas, que

matriz retangular.

é chamada de matrtz quadrada de ordemm. euando m + nodìzemos que é uma

Dizemos que Á é umamatrizlinha se m = L, A = (a, arz

Dizemos que Á é uma matriz colunase n = 1,

atn).

( o,,\

A=l'^l

l,l

lo'' )

Capítulo Um

Chamamos A de matriziitentiitade se A for quadrada s { = (at) com

isto é'

a;;= I

"

It

se i=j

|.(-) se t+J

(t ln 1

o

A=l ì I' \oo

utilizaremos a notação I, para indicar a matriz identidade de ordem n'

Duas matrizes serão iguais se e somente se os seus elementos correspondentes forem iguais,

isto é, se4 = (44) " 3 = (bi,), temos que A = B

Q

q,i=$

L,2 Operações com matrizes

1,.2,r Adiçáo

Sejam Á = (a,) e B = (b,) matrizes

m x n, a maÍrrz soma A + B é dada por:

( o,

I o,,

t:: I

Q'.

ct,"

Io', Q^2

AB

Propriedades

A,) associativa

A+B

A+(B +C)- (A+B) +C, V A,B,C e M-.,(R)

Ar) comutativa

A+ B =B + A,V A,B e M.,,(R)

A,) elemento neutro

) 0 e M^,n(R) tal queÁ + 0 =4, V Á e M-",(R)

Ao) oposto

Y A e M^,,(R), I (-A) e M^*n(R) tal queA + (-Á) = 0.

*

*

:

Q^, rb^n

br^

br,

A verificação dessas propriedades pode ser feita facilmente utilizando-se a definição de adição de

matrizes. Note que a matrrz elemento neutro 0 é a matriz nula, isto é,

Exnuplo

Sejam

determine A+BeA-8.

03ì

(-2 -1 t)

A=(

r

Soluçáo

3

A+B=(

[-3

1

-1

t)

1.2.2 Multiplicação por escalar (no real)

(

e B=l

o

"

r

'

[-r 0

'l

-'r\

o)

e A_n=(-r -1 sì

[-l

-1 r)

Matrizes

I

Dados uma matriz A = (a,), m x n, e um número real a, temos

(

o,,

atz

a . A = "1,:' ";,

(o., o^2

o',

o,,.

ì

(oo,,

Garz

oo,,

oo,u oo,,,

ì

l=1"o,"

o., ) \oo^, Ge^2

I

oo., )

a nova matriza' também tmamatizmxn

Propriedades

M,) (a'F)1,=a'@'A),V AE M^,n(R), Va,Be R

Mr) (a+be-aA+BA,V Ae M.,,(R),Va,Be R

Mr) a (A +B)

= a A + a B,V A, B e M.,,(R), V a e R

MJ 1 ' A=A, e M.,,(R)

Explrplo

Sejam

^=[ii],=[iï]"'Ii

deterrnine: A-2C;t/zA;B +2C -A.

-1ì

0l

o)

Solução

(z

(o -rì(21ì(r.o

-r

[,

0l=l

o)

-3ì=Í,

-l

z.r-r)ì

A-2C=l-r 3l-21

[0,)

=(

3l-l 2.(-l) 2.0

,o)

[0,) lìr'

?

_? t :

Io ') [o

o) [-o ')

l=

Capítulo Um

(z

Vre=!l -1

'[. 0

t) l=

,

r1ì zl

t

,l I

a;l

-'l

011 2)

-1ì ( z

ol-l

-r

l\

3l=

( r+o-z o-z_r ) (_t _:)

,l-z-z+r -3+o-:i=l

Ir++-o r+o-r)[s -:

_ul

B+2C_^=l_: _:ì.,l,_?

[r t)

[z

o) [ o ')

o) .

l.2,3 Multiplicação de matrizes SejamA=(a,;)matnzmxneB=(bt)matnznxp,amatizprodutoÁ.BousimplesmenteÁ_B

é amaftiz mx p, que tem como termo geral

"*=fro,,'bil,= al .bu,r

l=l

+ ar,.b,1,

Isto é' devemos

linhas

fazet oproduto de cada linha da maÍizÁ pelas colunas de B, obtendo assim

da nova matriz.

Para deixar mais claro, vejamos um exemplo.

as

Exruplo

Dadas

;:ï|"ïff:#"ïÏ-z

Soluçáo

(-t

2

en=l-z 3

Io -r

(z

ìro

j('

I -sì

-t,

3)

=l 32

[-t o

i

,o =(o

Ir

(c

-[-r

_t

-1

0

-5\

I

s)

,\(

-rl I

( -r

e=l-z

lo

3l ,

4)

a=(o -r

\r

2ì

o -3)

A é dotipo 3 x 2 e amatnzB é do tipo 2 x 3 e podemos então calcular

-1

0

2ì ( r-tr-0+2.1 (-l).(-l)+2.0 (_t).2+2.(_3)\

_3

'

(-2).0+3.r (_2).

(_r)+3.0

J=l

-D.2+:.r_:i l=

(0.0+(-l).1 0.(-t)+(_l).0 0.2+t_rt e:lJ

-r

-2

(-1)+

(-t). (-2)+2.0 0.2+ (-l).3+2. (-lt\

3 i=r0'

0 4)

(l'(-l) +o'(-2)+(-3)'0 1.2+0.3+(-3) 1-lt)=

r

Matrizes

Podemos notar que, embora sejam possíveis os produtos A.B e BÁ, eles não são iguais.

Geralmente isso acontece, isto é, a propriedade comutativa não vale para o produto de ma- trizes.

Propriedades

P,) associativa

A(B C) - (AB)C,Y Ae M^,n(R), V B e M,*r(R) e V C e Mo,r(R)

Pr) distributiva

A(B+C)=AB+AC,Y Ae M^,n(R)'V B,Ce M,'o(R)

Analogamente, temos:

+B)' C = AC + BC,Y A,B e M.,,(R), V C e M,,o(R)

1.3 Matriz inversível

Uma matriz quadrada Á é inversível se existir uma matriz B (também quadrada) tal que A ' B =

B.A=L AmatnzB é chamada matrizinversadeA,e usuìmos anotação B =A-t. AmatizAr é

única.

Exnuplo

Verifique seÁ é inversível.

(zrì

\-1

I

3)

a. A=l

Soluçáo

Devemos procuruÌr uma matriz

talqueA'B=leB'A=I

então:

B =(o

Ic

d)

2

t\

A.B =(

(a

[-r :J (.

( za+c 2b+a .)_|,t

[-a+3c -b +3d ) io

b)_r r

a.l-[o

?) dai,

I

r)

2a+c=l

-a+3c=0

2b+d=0

-b +3d =I

resolvendo o sistema, temos

3-l

A=-,

777 b--',

C=-

1

g

d=?

7

Capítulo Um

Assim:

Notemos que

logo,

,. o=('

t)

(6 3)

Tomemos amatnz

(l

-rì

, =l' , l=!(,

ll

2 |

(.7 ì)

7(1

-r)

2)

(l

-'ì

'

,.o=l'

I

r

l.(

,

z | (-t

l.7 ì)

(t

B =A-l

(z

tt

-r\

_lt 7l

-i',

(.;1)

t(3

l-7['

-r ì

,)

, =(o

Ic

a\

o)

tal que A. B = I e B . A=1então:

o.r=(z

-

(o

t\.(a b,

,J r.

fza*c=t

,

,j=[; ï,J daí' li;:';::)c=-2a

lau *la =t

substituindo na la equação temos 2a _

2a= 1, isto é, 0 = | (F';.

concluímos então que o sistema não tem

portanto amatiz A não é inversível.

solução, logo não é possível determinar amatnz B e

I

Esse processo para

determinação da matriz inversa é mais utilizado quando amatizAé de or-

de ordem maior ou igual a 3 o sistema a ser resolvid o játnão é

for de ordem 3, o sistema a ser resoÌvid o terát gequações e

para a determinação da matriz inversaÁ-r.

linha, isto é, operações que serão feitas

dem2' porém quando amatnz Aé

tão simples: por exemplo, se a matriz

9 variáveis, o que não é muito prático. Para esses casos, utilizaremos um processo prático

Para isso serão necessiárias operações elementares de

com as linhas da matt''z. Temos três operações possíveis:

(1) permutação de linhas;

(2)

(3)

Matrizes

multiplicação de uma linha por um número real não-nulo; substituição de uma linha por uma combinação linear dela com qualquer outra linha da

maÍriz.

Notaçoes:

(l) Lr,, indica permutação das linhas 1 e 2.

(2) 3 L, indica multiplicação da linha I pelo número 3.

(3) L, = L r - 3 L, indica a substituição da linha 2 por uma combinação linear dela com a linha I .

O processo prático consiste em reduzir a maÍriz An, nà uma matriz identidade

{,,

através de

uma seqüência de operações elementares de linha. Com essa mesma seqüência de operações trans-

forma-se amatriz identidade namatnzÁ-t. Na prática, fazemos essas reduções de Á para I e de I

paraA-t ao mesmo tempo, como no exemplo a seguir.

Notemos que, se não for possível reduzir a matnz A à matnz identidade, temos que A não é

inversível, isto é, Á não admite inversa.

Expupr,os

1. Dada amatiz

(t22\

A=l o I 2l

[-'

'

3)

determine Á-1, pelo processo prático.

Soluçáo

Inicialmente montemos uma nova matriz colocando ao lado de A a matriz identidade coÍres-

pondente. As operações elementares devem ser feitas com as novas linhas da matriz

(t22

lo

[-r s 3

12

1 0 0ì (t

2 2

o 1 ol-lo r 2

o o 1)[0

7 s

Lr=Lr+L,

r o

0 I

(t

0l-10

r o r)[o

L3

'l

'

'>l

'l

I

2)

0 -eI

I

=Lz-7L

(t

o

-lo r

-2

2

[oo-e Lr=

Lt-2L

t-2

01

t-1

o\ (r o

ol-l o l

t) [o o

L1

,

-L, -

--9

-

a

2

1

r-2

01

-rle 7le

1

0

|

00ì

I

-7

0l-

I

1)

0t-

vn)

-l

(t

o

r r

-2

2

[001

Lr=

Lr+2L

7le

0

-rle

-4le -2le\

r

o

(r

0

l-lo I

tl

tle -ve)[o o

Lz=L'

0

0

1

7le

2le

-rle

- 2L.

-4le

-sle

7le

A-r

-2le\

2ts I

-ttn )

Capítuloum

transformamos assim Á na matrizidentidade e a matnzidentidade na matnzinversa

( tls _4ls _2ls\

( t

_^ _,\

a'=l 2ls

-sts 2lslou A,=ll 2 _; ;l

ol_,

,

_,)

(_r/q lle _Ve)

2. Dad,aamatiz

determine Á-r, se existir.

(-r -1 o)

I

:

1 oi

-r ,)

A=l

[

Solução

(-t -r o

jr

[3

ro

-1 2

I

o

0 0\

,

,l-l

(-t

o

(. 3

o 0 r)

-l

0ll

0 0i1

-1 210

L, = Lr+ L,

00\

I

0l

0 ')

Como a 2alinhada metade esquerda damatizé

inteiramente nula, não será possível a redução

dessa matriz à matrizidentidade, logo Á não é inversível.

3. A matriz

Ir

A=l r

231

ri

I

f_r t 2l

foi usada para criptografar (codificar e

rzun

decodificar) uma mensagem. As letras do alfabeto

numeradas de acordo com a seqüência:

fo-

A1

B2

C3

D4

E5

F6

G7

H8

I9

J10

K

11

Lt2

M13226

N14

ols

P16

477

R18

s19

T20

u2t

v22

w23

x24

Y25

Suponha que somente você e a "central" possuam o

Á, usada para codificar a mensagem. Para isso, as letras da mensagem que se quer enviar são

segredo da criptografia, que é a matriz

Matrizes

transformadas em uma seqüência de números de acordo com a tabela anterior e agrupadas de

3 em 3, formando matrizes-colunas

3 x

1.

Multiplicando-se a matriz A por essas matrizes-colunas, obtêm-se novas matrizes-colunas

que se tornam codificadas. Para decodificar, usamos A-t,amatriz inversa deÁ, que, multipli- cada pela matriz-coluna codificada, gera a seqüência numérica original, que será transformada

usando-se a tabela dada anteriormente. Por exemplo, se recebermos a seguinte mensagem da central:

44 22 21 74 43

qual o seu significado?

t4

25 14 7

Calculando amatriz inversa, temos:

I

r

-r

-11

a-'=l-: s 2l

l,

4

-11

92 35 53

e multiplicando as matrizes para decodificar teremos:

|

r

2 z)l++1 [r.] n

r

rllzzl=l rn I t

-r

I

r

r zl lzrl L'lo

2 31-?41 ["] q

''ll43

l=l2rlu

Ls.l E

-1 t

2|lt4)

|

I

-,

2

r

:.1 [zs.]

[ +.1 n

rllr+l=l nl'

L'lo

, zllzl

r

2 :l

[rz] [o]

o

r r

-r r

rll3sl=l

slE

zl [sr] lzo)z

O significado é: ATAQUE DIA DEZ

Matrizes semelhantes

Dizemos que as matrizes Á e B são semelhantes se existe uma matriz inversível P tal que:

1,4 Determinantes

A= P-l 'B' P

Toda matriz quadradaÁ = (a,,) de ordem n tem associada a si um número real (ou escalar), a que chamaremos determinante de Á. Temos várias maneiras para indicar esse número: det Á; lAl, ou ainda

10 Capítulo Um

lo, erz.

azz

lol

tl

l:

ti

:

lanr Qnz

:

or,l

or"l

:i

a nnl

Note que para indicar o determinante usaremos a notação de barras e não parênteses ou colche- tes, como fazemos para as matrizes. A notação com barras não representa uma matnz.

Antes de dar uma definição para o determinante de A, det A, analisaremos alguns casos.

a. Determinante de uma matriz de ordem um.

Exnmpro

A= (arr) detÁ = lorrl= o'

A = (2), entáo det A = 2.

b. Determinante de uma matriz de ordem dois.

Expruplo

Solução

,1,=(o"

[o,

o''

ì

ar, )

o,rl= o'r.

d"t Á = lo',

lo^ arrl

a22- a12. a21

-'zz

det Á=

o=(-t :

[

t)

ol

-r

|'l=(-1).

3

1l

I -2.3=_l_6=_7

c. Determinante de uma matriz de ordem três.

det Á

lo,,

=1o,,

I

lQt,

l"

Qrz o"l

(o'

Qrz

A =l a", a

[';;

o',

4'. ì

""1

ort )

Qzz Aztl= Att ' AZZ' An I

Qzz

orr]

Ap'

A4'

A31 1 Ap . A2t . AZZ- Ap'

- An'

AZt ' AZZ -

Att ' AZZ' Q3Z

A22. A31 -

I

T

Para facilitar, podemos representar o cálculo por meio dos diagramas a seguir:

Ja,,]o,,--4,,1

{or'

a2:

azrL",

ì',ì''ìa,,{a,,

4zz

-a::{4:r

-a,,(,'

(u)\

\

erz

a:z

su lor,

tt,'<i,_,1,_,_ì,,

a

lo' Qtz

4,,

\

l

."

,.'

.lat2arz70

'"/':.'

le.,

4

e.i, , a

lqí ,'atz ,a

í

,.,

.,.

4

r3L

;:l

4

ou

,o'r,

o,,