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A CRISE DO SISTEMA PUNITIVO: ENTRE A HIPERCRIMINALIZAÇÃO E A

PRISÂO PREVENTIVA COMO ANTECIPAÇÃO DE PENA

Laurindo Dias1
Priscila2

Resumo
No presente artigo pretende inserir a atual crise do Sistema Punitivo brasileiro,
visualizada a partir de um processo de criminalização sem antecedentes na história
recente, num contexto mais amplo, que busca de origem do pensamento moderno a
idéia de falibilidade das ciências, e, por conseqüência, do próprio sistema jurídico
repressivo. Neste contexto, objetiva expor a utilização exacerbada das prisões
cautelares no sistema jurídico brasileiro, qual vêm ostentando um caráter adequado
de antecipação da pena, com os postulados de um direito processual democrático.
Palavras-Chave: Sistema punitivo, Sistema jurídico, Direito processual.

Abstract
In this article you want the current crisis in the Brazilian penal system, viewed from a
process of criminalization without history in recent history, in a broader context, that
search for the origin of modern thought the idea of fallibility of science, and
consequently of the repressive legal system. In this context, aims to expose the
exaggerated use of prisons in the Brazilian legal measures, which are bearing a
character in advance of the appropriate penalty, with the postulates of a democratic
procedural law.
Key-words: System punitive, System legal, Law procedural.

1
Acadêmico do Curso de Direito da Universidade Tiradentes-Unit, Período 5º/2009.
2
Professora do Curso de Direito da Universidade de Tiradentes na disciplina Processo Penal II.
2

1 Introdução

Diante do que se pode entender a crise de legitimidade do sistema penal


brasileiro se explana diferentes formas. Todavia, no presente texto pretende analisar
esta “A crise do Sistema Punitivo” a partir de dos enfoques: hipercriminalização e a
prisão preventiva como antecipação de pena, a idéia de inflação legislativa, na qual,
com intenção de contrapor a pretensão da sociedade de forma direta, o governo dá
seqüência aos processos de criação de novos processos penais e de ampliação de
penas dos crimes que já existem no sistema punitivo.
Portanto, partindo-se da concepção, essa crise ocorre um desempenho da
de método científico, ou seja, uma promissão utilitarista de segurança,
desempenhada pelo positivismo científico de causando um estado social capaz de
propiciar o bem-estar de todos e de erradicar a criminalidade do meio humano.

2 A Crise do Sistema Punitivo: entre a hipercriminalização e a prisão


preventiva como antecipação de pena

2.1 Crise e política criminal criminalizadora

Diante do fomento elevado pela globalização e a imposição prever o


consumo que administra nova forma de diagnóstico, que excede limites da
disciplinaridade, consistindo formas de conflitos inseridos na sociedade abstrata,
buscando uma disposição em uma única disciplina, então provavelmente suas
soluções também não serão encontradas através de apenas uma única política de
atuação.
Nesse contexto, o embasamento da linearidade do tempo, a ciência
jurídico-penal se desenvolveu fundamentada em uma visão mecanicista de mundo,
há muito tempo questionada pela sociedade contemporânea.
Importante ressaltar que nesta política criminal irracional fica qualificado
um regime de exceção, o qual torna-se regra de uma sociedade que tem seus
direitos e garantias ocultas sem ao menos ter informação dessa realidade.
Diante dessa perspectiva, a garantia do devido processo legal,
estabelecida no sentido de resguardar os direitos inerentes ao ser humano,
consolidada e firmada ao longo da história da humanidade. A respeitabilidade do
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devido processo legal e de todos os princípios e normas que esta garantia protege é
a própria segurança da estrutura da nação enquanto cidadãos e governantes.

2. A prisão preventiva na sociedade ou pena antecipada?

Neste contexto, o uso exacerbado dado pelas instâncias punitivas


brasileiras às prisões cautelares (preventivas, principalmente) faz com que estas
percam seu caráter de excepcionalidade para se tornar regra, violando, assim, os
mais elementares princípios e garantias tanto no plano constitucional como
infraconstitucional.
A prisão preventiva para fundamentá-las, a várias motivações. Do exposto
dessume-se que o Direito Penal atua sobre as conseqüências e não sobre as
causas da violência destinada apenas a casos excepcionais, frente à qual o
ordenamento jurídico, em respeito ao princípio constitucional da presunção de
inocência, deve possibilitar as mais amplas garantias, passa a ser utilizada como
medida punitiva por antecipação – seja como forma de demonstração de efetividade
do sistema punitivo.
A sociedade contemporânea existe uma necessidade, apontada pelos
signos da rapidez, da transitoriedade e do imediatismo. Os autores Marisa Bueno e
Rogério Maia Garcia expõem que:

Isto porque a espera pela “resposta jurídica” dada a cada caso concreto –
que se manifesta apenas ao fim da instrução processual (e tem sua
legitimidade atrelada ao respeito dos direitos e garantias do causado) – é
tormentosa. E o sofrimento causado por esta “demora” é capaz de ensejar
uma sensação de impunidade generalizada, inaceitável (p. 55-56).

A partir disso, a liberdade de um acusado é “vendida” levianamente como


a maior afronta possível à instituição da Justiça (ibdem, p 56). Os meios de
comunicação, manchetes, telejornais de massa contentam-se em instigar
informações em reportagens publicadas pela televisão não correspondem à
realidade existindo uma camuflagem de elementos apresentados sem convicção de
determinados acontecimentos diários como se tal modo fosse satisfatório para
representar a realidade de uma poder punitivo falso.
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3 Conclusão

Diante uma perspectiva de uma postura que determina esse sistema


presume-se em certos casos de nocividade acentuada da comportamento criminoso,
em relação a valores sociais de maneira especial estimados pelo constituinte
originário, um regime de cumprimento da sanção bem mais rigoroso por todo o
tempo da apenação preventiva como antecipação de pena.
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4 Referência Bibliográfica

BUENO, Marisa; GARCIA, Rogério Maia. A crise do sistema punitivo: entre a


hipercriminalização e a prisão preventiva como antecipação de pena – A Crise do
Processo Penal e as Novas Formas de Administração da Justiça Criminal.