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Morte do empregado e suas implicações

1. INTRODUÇÃO
A morte do empregado ocasiona inúmeras conseqüências para a empresa. A extinção do contrato de trabalho é uma
delas, pois a pessoalidade na prestação de serviços é elemento essencial na relação de emprego.

Neste trabalho, enfocaremos, entre outros, os principais aspectos sobre o tema, nos âmbitos trabalhista e
previdenciário.

2. VALORES A SEREM RECEBIDOS


Os valores que não foram percebidos em vida pelo empregado deverão ser pagos aos dependentes habilitados perante
a Previdência Social e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial,
independentemente de inventário ou arrolamento.

Ocorrendo a morte do empregado, serão pagos, em quotas iguais, aos seus dependentes ou sucessores, os seguintes
valores:

a) quantias devidas a qualquer título pelo empregador a seu empregado, em decorrência da relação de emprego;

b) saldos das contas individuais do FGTS e do Fundo de Participação PIS/Pasep;

c) restituições relativas ao Imposto de Renda e demais tributos recolhidos por pessoas físicas, na forma da legislação
específica;

d) saldo de contas bancárias, saldos de cadernetas de poupanças e saldos de contas de Fundos de Investimento, desde
que não ultrapassem o valor limite fixado em legislação específica e não existam, na sucessão, outros bens sujeitos a
inventário.

2.1 Habilitação de dependentes

A condição de dependente habilitado será declarada em documento fornecido pela instituição de Previdência ou, se
for o caso, pelo órgão encarregado, na forma de legislação própria, do processamento do benefício por morte.

Da declaração constarão, obrigatoriamente, o nome completo, a filiação, a data de nascimento de cada um dos
interessados e o respectivo grau de parentesco ou relação de dependência com o falecido.

2.2 Sucessores

Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento das quotas dos valores mencionados no item 2 os sucessores do
empregado, previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, expedido a requerimento do interessado,

independentemente de inventário ou arrolamento.

2.3 Quotas atribuídas a menores

As quotas atribuídas a menores ficarão depositadas em cadernetas de poupança, rendendo juros e correção monetária,
e só serão disponíveis após o menor completar 18 anos, salvo autorização do juiz para aquisição de imóvel destinado
à residência do menor e de sua família ou para dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.

2.4 Inexistência de herdeiros ou sucessores

Não existindo dependentes ou sucessores, os valores discriminados no item 2 reverterão em favor, respectivamente,
do Fundo de Previdência e Assistência Social, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou do Fundo de