Você está na página 1de 8

PRIMEIRO

CADERNO

2A

PONtO AltO

PRIMEIRO CADERNO 2A PONtO AltO O secretário de Estado nor- te-americano está pratica- mente de malas

O secretário de Estado nor- te-americano está pratica- mente de malas feitas para Angola Angola, devendo desembarcar em Luanda

entre 4 e 5 do próximo mês de Maio, soube o “Semanário Econó- mico” junto de fonte segura. Angola deverá ser a última escala de um itinerário que prevê passa- gens Pela Etiópia, Sudão do Sul e República Democrática do Congo.

semanário

económico

QUINTa-feIra 24 abrIl 2014

COOPERAÇÃO tRABAlHO

Angola e EUA preparam visita de John Kerry

O secretário de Estado norte-americano deverá desembarcar em Luanda entre 4 e 5 do próximo mês de Maio

l Michael Brown

em Nova Iorque*

E xactamente um ano depois de, à última hora, ter cancelado

um encontro em Washington com o George Chi- coti, o secretário de estado nor- te-americano está praticamen- te de malas feitas para angola, devendo desembarcar em luan- da entre 4 e 5 do próximo mês de Maio, soube o “Semanário eco- nómico” junto de fonte segura. angola deverá ser a última escala de um itinerário que prevê passagens Pela etiópia, Sudão do Sul e república Demo- crática do Congo. fonte que tem acompanhado os contactos entre os dois gover- nos confirmou que a agenda do chefe da diplomacia norte-ame- ricana em angola se centrará na situação existente na região dos Grandes lagos, cuja organização regional, (CIrGl) tem angola à cabeça desde Janeiro deste ano, altura em que o Chefe de estado angolano foi eleito presidente. Os estados Unidos cujo gover- no acompanha com apreensão a situação nesta região, particu- larmente na rDC e na república Centro-africana estiveram pre- sentes nessa reunião com uma equipa chefiada pelo seu repre- sentante para os Grandes lagos,

Base

de Dados

russel feingold. recentemente a rDC e a rCa foram objecto de consultas promovidas pelo pre- sidente José eduardo dos Santos. em Março último o presidente de angola reuniu-se em luan- da com os seus homólogos do ruanda, Uganda, rDC, repú- lica do Congo, todos membros da CIrGl e da África do Sul. Também são membros de ple- no direito a Zâmbia, Tanzânia e Sudão do Sul, Sudão, Quénia e burundi em cuja capital funcio- na a sua sede. Depois disso, o presidente José eduardo dos Santos rece- beu em luanda, a presidente da rCa Catherine Samba-Panza e Idriss Deby Presidente do Cha- de, que após algumas hesitações aceitou o convite do presidente de angola para visitar luanda. O Chade é visto em algumas chan- celarias africanas e ocidentais como tendo “fortes interesses” na situação da rCa, país com quem faz fronteira a sul. fonte diplomática disse ao “Semanário económico” que a estabilidade na rCa e o papel que o Chade pode desempenhar farão par- te dos tópicos que o presidente José eduardo dos Santos aborda- rá com o seu homólogo francês, durante a visita que efectuará a frança, em Junho próximo. fontes que têm acompanhado os contactos estabelecidos entre angola e os estados Unidos dis- seram ao “Semanário econó-

e os estados Unidos dis- seram ao “Semanário econó- À semelhança do que acontece frequentemente com

À semelhança do que acontece frequentemente com dignitários norte-americanos, John Kerry poderá encontrar-se com mem- bros da oposição e da sociedade civil.

com mem- bros da oposição e da sociedade civil. Embora a visita de John Kerry a

Embora a visita de John Kerry a Angola já estivesse na calha, ela foi “precipitada” pelos resultados

Luanda da sub-secretária de Estado para os Assuntos Africanos, Linda Thomas-Greenfield e de Russel Feingold. FOTO: REUTERS

da passagem recentemente por

mico” que embora a visita de John Kerry a angola já estivesse na calha, ela foi “precipitada” pelos resultados da passagem recentemente por luanda da sub-secretária de estado para os assuntos africanos, linda

um “ pacote de ajuda humani- tária suplementar” no valor de 22 milhões de dólares. aquele montante aumentou para 67 milhões de dólares o total de assistência americana concedi- da à rCa desde o início do ano.

tar em luanda. Há um ano, por altura do cancelamento da visita de George Chicoti a Washing- ton, registaram-se indícios de mal-estar que se desvaneceram após o embaixador norte-ame- ricano em luanda ter explica-

mesma razão também foi adiado o encontro previsto com a presi- dente da libéria. John Kerry será o quinto secretário de estado norte-ame- ricano a visitar angola. Warren Crisptopher foi o primeiro. fê-

Thomas-Greenfield e de russel

À semelhança do que acontece

do as razões que levaram John

lo

em Outubro de 1996, a que

feingold.

frequentemente com dignitários

Kerry a pedir o adiamento da

se

seguiram Madeleine albrig-

Numa curta declaração que fez

norte-americanos, John Kerry

visita. em declarações presta-

th

(Dezembro de 1997) Collin

à chegada, linda Thomas-Gree-

poderá encontrar-se com mem-

das à rádio ecclésia, Cristopher

Powell,( Setembro de 2002)

filed disse que, além de aspectos

bros da oposição e da sociedade

McMullen disse que o adiamento

e

Hillary Clinton, agosto de

bilaterais, iria tratar de questões

civil. À data do fecho desta edi-

se deveu ao facto de o chefe da

2009.l

ligadas à situação nos Grandes lagos , particularmente na rCa. Na mesma altura em que visita- va angola, os eUa anunciavam

ção fontes próximas dos dois governos disseram que estes encontros dependeriam da pos- sibilidade de John Kerry pernoi-

diolomacia norte-americana ter de partir na mesma altura com urgência para Moscovo onde iria tratar da situação na Síria. Pela

* Com Mário Monteiro em Luanda

5

14%

2012

John Kerry será o quinto secretá- rio de Estado norte-americano a visitar Angola. Warren Crisptopher foi o primeiro. Fê-lo em Outubro de 1996, a que se seguiram Made- leine Albrigth (Dezembro de 1997) Collin Powell,( Setembro de 2002)

e Hillary Clinton, Agosto de 2009.

Angola exporta quase 14% para os EUA, logo atrás do que vai para a China, mas é petróleo. Do lado das importações, 7,3% do total que o país compra vem dos EUA.

Há um ano, por altura do cancela- mento da visita de George Chicoti a Washington, registaram-se indícios de mal estar que se des- vaneceram após o embaixador norte-americano em Luanda ter explicado as razões que levaram John Kerry a pedir o adiamento da visita.

Resgate do avião da Malaysian Airlines será o mais caro da história A4
Resgate do avião
da Malaysian
Airlines será
o mais caro
da história
A4
C 1 UNITEL pode passar totalmente para mãos angolanas

C1

UNITEL pode passar totalmente para mãos angolanas

D8 Diário do Mundial O acto de violência que ficou para a história do Mundial

D 8 Diário do Mundial O acto de violência que ficou para a história do Mundial
24 Abril 2014 Quinta-feira Luanda, Angola Ano IV. Nº240. 400 kz Director: Pedro Narciso Prémio
24 Abril 2014
Quinta-feira
Luanda, Angola
Ano IV. Nº240. 400 kz
Director: Pedro Narciso
Prémio Nacional
de Jornalismo na categoria
de Melhor Órgão
de Imprensa 2012
Prémio Maboque
de Jornalismo de Melhor
Órgão de Comunicação
Social de Angola- 2012

Grandes Lagos trazem John Kerry a Luanda

O secretário de Estado norte-americano deverá visitar Luanda entre 4 e 5 do próximo mês de Maio. Angola será a última escala de um itinerário que prevê passagens pela Etiópia, Sudão do Sul e República Democrática do Congo

John Kerry será o quinto secretário de Estado norte- americano a visitar Angola. Warren Crisptopher
John Kerry será o quinto
secretário de Estado norte-
americano a visitar Angola.
Warren Crisptopher foi o
primeiro. Fê-lo em Outubro
de 1996. FOTO: REUTERS

l Michael Brown Em Nova Iorque*

E exactamente um ano depois de, à última da hora, ter cancela- do um encontro em Washington com

o George Chicoti, o secretário

de Estado norte-americano es-

tá praticamente de malas feitas

para Angola, soube o Semanário

Económico junto de fonte segu- ra. Fontes familiares às consultas entre Angola e os Estados Unidos disseram ao Semanário Económi- co que embora a visita de John Ke- rry a Angola já estivesse na calha, ela foi “precipitada” pelos resul- tados da passagem recentemente por Luanda da sub-secretária de

Estado para os Assuntos Africa- nos Linda Thomas-Greenfield e de Russel Feingold. Numa curta declaração que fez à chegada, Lin-

AgriCulturA

Começa hoje a Feira da Banana na província do Bengo

Para realização desta Feira da Banana, o Governo da província do Bengo fez um investimento superior a 30 milhões de kwan- zas.

l A terceira edição da Feira da Banana começa esta quinta-feira, 24 de Abril, na província do Ben-

go. Mais de 110 toneladas de ba- nanas e 50 toneladas de produtos diversos do campo distribuem- se por 200 expositores do sector agrícola. Transformar a Feira da Banana no segundo marco depois da Feira Internacional de Luanda é o gran- de objectivo desta edição. C1

da Thomas-Greefiled disse além de aspectos bilaterais iria tratar de questões ligadas à situação nos Grandes Lagos, particularmente na RCA. Na mesma altura em que visitava Angola, os EUA anun- ciavam um “ pacote de ajuda hu- manitária suplementar” no valor de 22 milhões de dólares. Aquele montante elevou para 67 milhões de dólares o total de assistência americana concedida à RCA desde o início do ano. Em Março último,

concedida à RCA desde o início do ano. Em Março último, Pontos da agenda l Situação

Pontos da agenda

l

Situação nos Grandes Lagos A2

l

Estados das relações

A2

l

Trocas Comerciais

A2

l

Angola no CS da ONU

A3

l

Diversos

A3

Kerry apenas política mas não economia?

Kerry apenas política mas não economia? Por Manuel Ennes Ferreira A 3

Por

Manuel

Ennes

Ferreira

A3

CADErNOS NA CAPA

MACrO

Orçado em setenta e seis mil

milhões de kwanzas, o Progra- ma de Combate à Pobreza é avaliado pelos economistas que escreveram para o SE. B4-5

Depois de registar um cresci-

mento de 32%, nos últimos três anos, espera-se que a taxa de bancarização atinja 65% em dois anos, segundo o BNA. B1

A produção de petróleo do Brasil

vai duplicar até 2022 para até 4,4 milhões de barris por dia, afirmou o director da Agência Nacional do Petróleo. B8

NEgóCiOS

Odocumento“RiscoPolítico2014”

afirma que as companhias que desejaminvestirnospaísesdos BRICSenfrentamriscospolíticos acrescidos,dizaconsultora. C8

O Departamento de Gestão

de Resíduos do Ministério do Ambiente denuncia haver em Luanda operadoras que deitam o lixo em locais inapropriados, por falta de fiscalização. D1-2

O livro é a “peça-chave para

tornar o homem sábio”, consi- dera o secretário-geral da União dos Escritores Angolanos Car- mo, em entrevista ao Semanário Económico. D5

o presidente de Angola reuniu-se, em Luanda, com os seus homólo- gos do Ruanda, Uganda, RDC, Re- pública do Congo, todos membros da CIRGL e da África do Sul. Depois disso, José Eduardo dos Santos recebeu sucessivamente em Luanda, a presidente da RCA Catherine Samba-Panza e Idriss Deby, presidente do Chade, que após algumas hesitações aceitou

o convite do presidente de Angola para visitar Luanda. A2-5

ÍNDiCES

StOCK MArKEtS

Var%

Total

Var Ptos%

S&P 500

1,879.75 1,875.39

-0.22 t

DJIA

12.72

16,501.65

0.08 s

Nasdaq

4,1603.90

4,126.97

-0.83 t

CurrENCiES

 

Var

Dólar

Previa

Euro-Dólar

0.0011

1.3816

0.08 s

Dólar-JPY

0.1300

102.49001

0.13

s

MAtÉriAS

Nova Iorque, Segunda-feira, 1PM

 

Var $

Barril $

Anual $

Petróleo

0.29

101.46

0.29

s

Ouro

1,283.93

+0.02

0.00

s

Café

213.95

+0.55

+0.26

s

0.29 101.46 0.29 s Ouro 1,283.93 +0.02 0.00 s Café 213.95 +0.55 +0.26 s
0.29 101.46 0.29 s Ouro 1,283.93 +0.02 0.00 s Café 213.95 +0.55 +0.26 s
0.29 101.46 0.29 s Ouro 1,283.93 +0.02 0.00 s Café 213.95 +0.55 +0.26 s

semanário

económico

QUINTa-feIra 24 abrIl 2014

ESQUINA DO DEBAtE

económico QUINTa-feIra 24 abrIl 2014 ESQUINA DO DEBAtE Kerry em Luanda: apenas política mas não economia?

Kerry em Luanda:

apenas política mas não economia?

Por Manuel Ennes Ferreira

Por

Manuel

Ennes

Ferreira

T udo indica que John Kerry, secretário de estado norte-ameri- cano, se prepare pa-

ra visitar angola no âmbito de uma via- gem que o levará à etiópia, Sudão

do Sul e república Democrática do Congo. aparentemente esta deslocação terá mais contornos de cariz político e diplomático do que económicos. Na verdade, vários conflitos preocupantes no

continente, com destaque para a república Centro-africana e a re- gião dos Grandes lagos, abalam a comunidade internacional. O en- volvimento de interlocutores que possam contribuir para alcançar

a paz não pode ser descartável. Ora como angola tem estado envolvida numa movimentação

acentuada de contactos relativos

a estes assuntos, a explicação

para a vinda de Kerry a luanda pode encontrar aqui a sua moti- vação. Se isso é importante, mais seria se trouxesse alguma agen- da económica que traduzisse um maior envolvimento dos estados Unidos na economia angolana. Não deve ser o caso e, a despeito de notícias que vão saindo aqui ou ali ou de declarações de boa intenção, temos de reconhecer que angola existe para os norte- americanos por causa do petró- leo. até o gaz do Soyo, que quan- do se começou a falar no projecto lNG envolvia a exportação para aquele país, não parece fazer já parte do ‘pacote’. O investimen- to americano é concentrado no sector petrolífero, aqui entendido na actividade do upstream e na prestação de serviços àquele ne- gócio. fora disso… mujimba-se, por exemplo, que a cadeia Mc-

É importante a visita de Kerry mas melhor seria se ao lado do conteúdo político viesse o envolvimento económico

Donalds se prepara para abrir em luanda e imagina-se uma vede- ta do basquetebol americano a abrilhantar a inauguração. Mas

quanto ao resto a situação é esta:

angola exporta quase 14% para os eUa, logo atrás do que vai para a China, mas é petróleo. Do lado das importações, 7,3% do total que o país compra vem dos eUa, muito centrado em produtos li- gados à actividade petrolífera. e

o que significa angola aos olhos dos norte-americanos? apenas 0,09% das exportações dos eUa

e 0,04% das suas importações.

Oportunidades? É o que parece haver mais. e se a esposa de John Kerry vier na comitiva (é portu- guesa nascida em Moçambique), talvez seja o primeiro passo: é que ela é multimilionária e ligada à multinacional H.J.Heinz Com- pany a qual vende o famoso ket- chup Heinz, à venda em luanda excelente para hambúrgueres, e como atrás referi, a McDonalds parece estar a chegar a luanda. Isto está tudo ligado… l

Manuel Ennes Ferreira é especialista em economia africana

PONtO AltO

PRIMEIRO

CADERNO

3A

em economia africana PONtO AltO PRIMEIRO CADERNO 3A O outro JFK John Forbes Kerry, que tem

O outro JFK

John Forbes Kerry, que tem em comum as iniciais do antigo presidente norte- americano, John F. Kennedy, é muito bem visto junto dos norte- americanos. Combateu na guerra do Vietname e é um especialista em política externa

l Michael Brown

em Nova Iorque

S enador experiente e com vasto conhe- cimento de política internacional, foi nomeado secretá-

rio de estado durante o segundo mandato do presidente barack Obama, substituindo Hillary Clinton, que não queria perma- necer no cargo. “Kerry prepa- rou-se a vida inteira” para este cargo, disse o presidente norte- americano, com o senador de- mocrata ao seu lado, na Casa branca, no dia em que anunciou a nomeação, a 21 de Dezembro de 2012. Kerry assumiu funções em fevereiro deste ano. Desde a sua nomeação à fren- te da Comissão de relações ex- teriores do Senado, no fim de 2008, Kerry já esteve no afega- nistão, Paquistão, egipto, Israel, faixa de Gaza, Síria, Jordânia, Darfur e Pequim, entre outros lugares. Nascido em 1943, em Denver (Colorado), o sena- dor de cabelos grisalhos e dois metros de altura, é amante de desportos como o surf e hóquei. filho de um oficial do serviço estrangeiro, é também descen- dente da família forbes, uma das mais antigas e mais ricas de Massachusetts. No seu vasto currículo polí-

tico, consta a eleição como se- nador por Massachusetts em 1984, mas o que tornou Kerry verdadeiramente conhecido para a maioria dos americanos foi a sua candidatura à presi- dência norte-americana pelo Partido Democrata nas eleições de 2004. frente ao presidente George W. bush, denunciou as informações equivocadas que levaram à guerra no Iraque, e fez da recuperação do prestí- gio americano uma bandeira da sua campanha eleitoral. bush, que venceu, lembrou Kerry de que ele havia votado a favor da declaração de guerra, como a maioria dos seus colegas demo- cratas. John Kerry votou contra a Guerra do Golfo, em 1991, que era quase consensual. No en- tanto, votou a favor da Guerra do Iraque, que se tornou bem mais controversa – e que deu argumentos a bush. No início dos anos 90, Kerry defendeu, com o fim da Guer- ra fria, o desmantelamento parcial da CIa (serviço secre- to americano), mas, após os atentados de 11 de Setembro de 2001 – quando aviões seques- trados atingiram alvos nos eUa, criticou a administração bush pela sua baixa confiabilidade nos sectores da espionagem e inteligência. No Senado, Kerry ganhou uma reputação de centro-es- querda. entre outras coisas, Kerry apoiou o mercado livre, uma política militar externa expansiva e investimentos em educação. Porém, ainda no se- nado, defendeu, sem sucesso, um projecto de lei sobre a redu- ção das emissões de gases cau- sadores do efeito estufa, tema com o qual sempre esteve com- prometido. John Kerry é muito bem vis- to junto dos norte-americanos:

combateu na guerra do Viet- name, como tenente da mari- nha. Quando regressou a casa, em abril de 1971, então com 27 anos, depôs perante o Comité de relações externas do Sena- do contra a guerra. Quando os estados Unidos iniciavam um lento processo de retirada do Sudoeste asiático, Kerry per- guntou aos senadores: “Como é que se pede a um homem que seja ele o último a morrer em nome de um erro?”.

Cronologia

2010

2011

Angola e EUA assinam Acordo de Comercio e Investimen- to, com o objectivo de fazer acompanhamento das relações comerciais e de investimento entre os dois países, tal como identificar oportunidades para expansão do comércio.

Em 2011, Angola vendeu aos Estados Unidos da América mercadorias no valor de 13,6 mil milhões de dólares, dos quais 13,4 mil milhões ou 98,5% do total constituído por petróleo.

.

 

2012

O comércio entre Angola e os Estados Unidos da América em 2012 atingiu 15 mil

O comércio entre Angola e os Estados Unidos da América em 2012 atingiu 15 mil milhões de dólares, um acréscimo de 15% relativamente aos 13 mil milhões registados no ano anterior.

 

2013

2011

Em 2013, Angola exportou para os EUA, produtos no valor de cerca de 870 mil milhões de Kwanzas (8.7 mil milhões de dólares). Em contrapartida, os EUA exportaram para o país, mercadorias no valor de 140 mil milhões de Kwanzas (1.4 mil mil- hões de dólares).

As trocas comerciais entre África e os estados Unidos da América (EUA) desde a criação do AGOA (Decrecto-Lei do con- gresso norte americano), passa- ram de USD 30 mil milhões para 90 mil milhões.

passa- ram de USD 30 mil milhões para 90 mil milhões. Desde a sua nomeação ,

Desde a sua nomeação, no fim de 2008, Kerry já esteve no Afe- ganistão, Paquistão, Egipto, Israel, Faixa de Gaza, Síria, Jordânia, Darfur e Pequim, entre outros lugares. FOTO: REUTERS

De Moçambique para os EUA

a mulher de Kerry é um dos trunfos políticos do marido. Nascida em Moçambique, Te- resa Kerry foi portuguesa até ser obrigada a abdicar de uma das suas três nacionalidades, quando se tornou cidadã dos eUa (escolheu ser americana e moçambicana). É incapaz de calar o que pensa sem se preocupar com as con- sequências. “Os palavrões são uma boa maneira de aliviar a tensão”, disse numa entrevista em 2004, quando o marido se preparava para disputar com bill Clinton a corrida à Casa branca. O seu currículo é inve- jável. estou línguas na África do Sul (onde esteve envolvida no início do movimento contra o apartheid) e na Universidade, em Genebra (foi colega de curso de Kofi annan). rumou para Nova Iorque, onde trabalhou como tradutora até casar com um multimilio- nário chamado John Heinz III, que morreu num acidente de avião em 1990, deixando-lhe uma fortuna avaliada em mais de 550 mil milhões de dólares. Mais tarde, casaria com John forbes Kerry. l

PUBlICIDADE

UMA PONTE ENTRE ANGOLA E O MUNDO
UMA PONTE
ENTRE ANGOLA
E O MUNDO

PRIMEIRO

CADERNO

4A

PONtO AltO

PRIMEIRO CADERNO 4A PONtO AltO Há duas semanas, o jornal australiano “Sunday Mor- ning Herald” interrogava

Há duas semanas, o jornal australiano “Sunday Mor-

ning Herald” interrogava se seria justo deixar o Vietname pagar os oito milhões que dólares gastos nas buscas realizadas no estreito de Malaca.

semanário

económico

QUINTa-feIra 24 abrIl 2014

BUSCAS tRABAlHO

Resgate do avião da Malaysian airlines será o mais caro da história

Face às respostas que tanto os fabricantes como os familiares dos passageiros do Boeing 777 da Malaysian Airlnies desaparecido a 8 de Março procuram, o custo do resgate do aparelho deveria ser a última preocupação

l Michael Brown

EM Nova IorquE

A verdade porém é que seja qual for o desfecho das buscas, as con- tas vão precisar

de ser feitas e não apenas pelas

seguradoras e pelos advogados.

O avião transportava 227 passa-

geiros e 12 tripulantes. Há muitas famílias à espera de uma satisfa-

ção e de compensações. Depois de as televisões terem

noticiado quase todos os dias as operações de busca do avião, referindo-se algumas vezes com muita convicção à sua locali- zação os analistas australianos referem que o primeiro-ministro da austrália, Tony abbot, deve agora preocupar-se com o cus-

to das buscas. É que a austrália

poderá ser um dos países com mais despesas nessa operação. Dados preliminares avança- dos nesta quarta-feira indicam que as operações que visam recuperar o que resta do avião da Malaysian airlnies, serão seguramente as mais caras de sempre. Segundo algumas das infor- mações recolhidas, é quase certo que o Governo da Malásia venha a ficar com grande parte desses custos. No auge dos protestos de vários familiares dos passagei- ros, o Governo malaio já dis- ponibilizou cinco mil dólares a cada família das vítimas. Há duas semanas, o jornal australiano “Sunday Morning

Herald” interrogava se seria justo deixar o Vietname pagar os oito milhões que dólares gastos

nas buscas realizadas no estreito de Malaca. Segundo o mesmo jornal, Geo-

ff Dell, professor da universidade

Central de Queensland, afirmou que as buscas custavam diaria- mente um milhão de dólares. Nessa altura, ainda não tinham

sido usadas as várias sondas de alto custo, alugadas a uma companhia dos estados Unidos da américa. O agora famoso bluefin-21 fez por duas vezes o “scann” de uma área calculada em 110 kilómetros quadrados, qualquer coisa como 42 milhas quadradas. À hora do fecho des- ta edição, a agência australiana que coordena as operações, pla- neava o alargamento das buscas para 48 500 quilómetros quadra- dos, cerca de 18 mil milhas qua- dradas. Nesta terça-feira, levantava-

de satélites, à deslocação de sub- marinos e de navios ao movi- mento de aviões e à assistência

a tripulações. ao ritmo actual, as despesas ultrapassarão largamente os 50

milhões de dólares empregues na recuperação do airbus da air france que fazia o voo 447 entre o rio de Janeiro e Paris. O airbus a330 despenhou-se a 11 de Junho de 2009, poucas horas depois de ter descolado do aer- porto do rio de Janeiro. até aí, a operação mais cara

de sempre tinha sido a de resga- te do avião da Swiss airlines que se despenhou a poucas milhas da costa canadiana, em 1998. foram gastos 39 milhões de dólares. em ambos os casos a locali- zação dos destroços foi feita em menos de uma semana. relati- vamente ao avião da air fran- ce, a caixa “preta” apenas foi encontrada dois anos depois. a cadeia de televisão abC nota que

se a possibilidade do lançamento do um drone subaquático o que,

a área onde se fazem as buscas

é significativamente maior do

a

verificar-se, aumentará natu-

que aquela onde se procuraram os aviões da Swiss air e da air france, o que, feitas as contas, aumentará significativamente os custos. ao todo, as buscas envolvem

China, (de onde eram origi-

a

ralmente os custos das opera- ções. as análises realizadas pelo “Sunday Morning Herald” refe- rem que a maior parte das des- pesas está associada ao aluguer

nários mais de dois terços dos passageiros) a Nova Zelândia, a austrália, os estados Unidos, a

Buscas. Um membro da tripu- lação olha para fora uma janela de observação a bordo de um Royal New Zealand Air Force (RNZAF) P3 Orion aeronaves de busca maríti-

Grã-bretanha, a Coreia do Sul, a Malásia e o Japão. Nas operações já participaram

40

embarcações pertencentes a

ma. FOTO: REUTERS

26

países. Hoje, estão no terreno

19

embarcações, 19 aviões e um

estão no terreno 19 embarcações, 19 aviões e um Base de Dados 800 Mil dólares. A

Base

de Dados

800

Mil dólares. A Austrália é citada como estando a gastar 800 mil dólares por dia, sendo por isso o país com a despesa mais elevada. Por sua vez a China que tem no terreno, 17 aviões, oito helicópte- ros e três aviões aplica, em média, 160 mil dólares por dia.

18

Mil milhas quadradas. À hora do fecho desta edição, a Agência australiana que coordena as ope- rações, planeava o alargamento das buscas para 48 500 quilóme- tros quadrados, cerca de 18 mil milhas quadradas.

12

Tripulantes. O Boeing 777 da Malaysian Airlnies desaparecido a 8 de Março procuram, transporta- va 227 passageiros e 12 tripulan- tes. Há muitas famílias à espera de uma satisfação e de compen- sações.

semanário

económico

QUINTa-feIra 24 abrIl 2014

PONtO AltO

PRIMEIRO

CADERNO

5A

submarino. a austrália é citada como estando a gastar 800 mil dólares por dia, sendo por isso o país com a despesa mais eleva- da. Por sua vez a China que tem no terreno, 17 aviões, oito heli- cópteros e três aviões aplica, em média, 160 mil dólares por dia. Christian lê Miere, analista do Centro de estudos estraté- gicos dos eUa, com sede em Washington, estima que, até sexta-feira passada, a China já

tinha gasto entre 10 e 15 milhões de dólares. Os eUa fizeram deslocar dois “destroyers”, nomeadamente USS Pincket e USS Kidd e são referidos como um país que investiu um montante elevado na busca do aparelho. Oficiais da Marinha americana reme- teram a questão dos custos para o comando da sétima esquadra, cuja unidade central está no Japão. De acordo com a impren-

sa americana, a Marinha não avança números, mas algumas publicações calculam as despe- sas em cerca de 12 milhões de dólares. No total, a operação de localização do avião, que se pre- vê para os próximos dias, deverá ficar em cerca de 230 milhões de dólares. Comentando o custo do resga- te do aparelho, o ministro malaio

dos Transportes, Hishammuddin abbot, notou que os militares não dispoēm de meios para bus- cas em águas ultra-profundas que nalguns casos chegam a 4.5 kilómetros de profundidade, e admitiu que “os custos serão elevados”, já que será necessá- rio “recorrer a empreiteiros pri- vados”. Nestas contas não entram os

1 O Bluefin é capaz de rastrear a uma
1
O
Bluefin é capaz de rastrear a uma
não entram os 1 O Bluefin é capaz de rastrear a uma Os protagonistas da pesquisa

Os protagonistas da pesquisa

O submarino Bluefin-21 é um factor-chave na pesquisa após a detecção de sinais sonoros acreditava-se que poderia vir das caixas-pretas do dispositivo.

profundidade de 4500 metros e movendo-se a 4,5 knots (8,33 km/h) 2 O submarino lança
profundidade de 4500 metros e
movendo-se a 4,5 knots (8,33 km/h)
2
O
submarino
lança sinais
acústicos
para o fundo
do mar.
3
A sonda recolhe a onda
devolvida no fundo do mar. As
diferenças na recepção pode
determinar as diferentes alturas
dos objetos no fundo.
4.93 m
4
Um computador traduz os
dados em uma imagem.
4.93 m 4 Um computador traduz os dados em uma imagem. A pesquisa mais cara A

A pesquisa mais cara

A comparação com a mais cara pesquisa de sempre. Em dólares norte-americanos

Área de procura

Os decisores de busca têm avançado que o dispositivo continuará a trabalhar em outras áreas a determinar.

custos das investigações condu- zidas pelos serviços de “inteli- gência” dos países que se encon- tram mais envolvidos, como a China, os eUa , a austrália, a Malásia e a Grã-bretanha. l

Os sinais da caixa-preta

A

caixa-preta de um avião tem uma bateria de um mês, periodo de tempo que

foi cumprido. No entanto, as autoridades australianas dizem que

encontram a caixa em uma semana.

Fonte de

alimentação

Unidade de memória de sobrevivência de localização Isolamento Bloco térmico Placa de memória 50 cm
Unidade de memória
de sobrevivência
de localização
Isolamento
Bloco térmico
Placa de memória
50 cm

Baliza submarina

O desenvolvimento

Ao todo as buscas envolvem a China, país de que eram originários mais de dois terços dos passageiros, Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão.

Unidos, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área
Unidos, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área
Unidos, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área
Unidos, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área
Unidos, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área

20

navios

Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Malásia, e Japão. 20 navios       19 aviões Área estimada
     

19

aviões

      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo
      19 aviões Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo

Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2

Custo estimado da pesquisa 230 milhões

Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo estimado da pesquisa 230 milhões
Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo estimado da pesquisa 230 milhões
Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo estimado da pesquisa 230 milhões
Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo estimado da pesquisa 230 milhões
Área estimada de possível localização do avião 48.500 km 2 Custo estimado da pesquisa 230 milhões
 

19

   

Países

   
   
   
   
   
   
   
   

Swiss Airlines 111

Swiss Airlines 111
Swiss Airlines 111
Swiss Airlines 111
Swiss Airlines 111
Swiss Airlines 111
Swiss Airlines 111
Swiss Airlines 111

1998

39 milhões

 
39 milhões  
39 milhões  
39 milhões  
39 milhões  
39 milhões  
     

3

1

   

robot

submarino

 

Área escaneada pelo Bluefin-21 110 km 2

   

Air France 447

 
   
     
     
     
 
 

2009

  2009  
 
 

50 milhões

 

PRIMEIRO

CADERNO

6A

O QUE FICA DO QUE PASSA

semanário

económico

quINta-feIra 24 abrIl 2014

CIFRAS DA SEMANA

2

mil milhões e 240 mil kwan-

zas, é o valor médio arrecada- do mensalmente pela Direcção Regional Sul das alfândegas.

6

milhões 527 mil e 682

kwanzas, é o valor arrecadado pelo Cartório Notarial da Camarca no Bié, durante o primeiro trimes- tre de 2014.

16

milhões 474 mil e 516 kwan-

zas é o valor que a repartição de finanças de Calulo arrecadou durante o primeiro trimestre do ano corrente.

368

milhões de euros. É o valor

avaliado em bens que Angola importou de Espanha, em 2013.

EDITORIAL

Tudo a desagoar para Luanda

Se a agenda de John Kerry restringir-se estritamente aos Grandes Lagos parece-nos que o país tiraria pouco proveito dessa missão diplomática, a julgar pelo estatuto ostentado pelos Estados da América, de maior economia mundial

O

s Grandes lagos estão a arrastar quase tudo para luanda, onde se encontra baseado o actual Pos- to-Comando. em pouco menos de um mês luanda registou uma movimentação diplomáti- ca de alto nível, com um mesmo

objectivo: situação político-mili- tar na região dos Grandes lagos.

O início das movimentações

foi inaugurado, no fim de Março, com a realização de uma mini

cimeira de Chefes de estados e de Governo da Conferência Inter- nacional da região dos Grandes lagos (CIrGl).

a mini-cimeira foi convoca-

da pelo chefe de estado ango-

lano José eduardo dos Santos, na qualidade de presidente em

concluiremos que o poder des-

dos da américa, de maior econo- mia mundial. De qualquer modo,

exercício da CIrGl), para deba-

a

visita de Kerry a luanda vem

ter a adopção de “mecanismos de neutralização das forças “nega- tivas” (um novo conceito no léxico diplomático. entenda-se

demonstrar a pujança e maturi- dade da diplomacia angolana no plano internacional, embora se saiba que os americanos fariam

rebeldes), no leste da república

qualquer coisa para salvaguardar

Democrática do Congo” Na semana a seguir, escala-

a

sua hegemonia geopolítica. É de todo interesse dos eua

rá luanda a Presidente interina

o

controlo da região dos Gran-

da república Centro africana (rCa), Catherine Samba-Panza, com vista a abordar a situação no seu país. Se se fazer fé na infor- mação da fonte familiarizada com o processo de preparação da vinda do secretário de esta- do norte-americano a luanda,

ses lagos está prestes a arrastar John Kerry. Se a sua agenda se restringir estritamente aos Grandes lagos parece-nos que o país tiraria pouco proveito dessa missão

des lagos, para a manutenção, não só das suas reservas de ouro negro como do seu estatuto de maior potência mundial. Mas ao que tudo indica, os afri- canos dos Grandes lagos, sobre- tudo, na pessoa do actual gover- no, têm tudo esquadrinhado em matéria estratégica de coopera- ção recíproca com os diferentes parceiros ocidentais e não só. a recente mensagem de José edu-

ardo dos Santos aos estados- membros para não “empresta-

rem” os seus territórios a servir de trampolim de grupos rebeldes

diplomática, a julgar pelo estatu- to patenteado pelos estados uni-

é

disso exemplo. l

FRASES DA SEMANA

VICTóRIA DE BARROS Ministra das Pescas

“A nível regional estamos aptos a participar em mais projectos de investigação científica no âmbito do ecossistema da Corrente de Benguela, a sul de Angola, e do ecossistema da Corrente do Golfo da Guiné, a norte”

MANUEL CEITAS PCA da ENANA

“Estamos em Cabinda para constatar se o trabalho está a ser feito bem e com qualidade desejada e nos comprometemos a não parar até que Cabinda se sinta melhor em termos de atendimento ao público (passageiros)”

EMíLIO LONDA

Economista

“O OGE é um instrumento que realiza, entre outras funções, a realocação de recursos com o objectivo de produzir bens e serviços que as famílias necessitam”

7 DIAS, HISTÓRIAS EM IMAgENS

Por Antónia Gonçalo

Novo alvará comercial apresentado na província do Cuanza Sul

Ministra do Comércio apresenta novo Alvará Comercial no Cuanza Sul

QuinTa-feira -17-04-2014

a ministra do Comércio,

rosa Pacavira, procedeu na cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul,

a apresentação do novo

alvará Comercial aos comerciantes da região. Na ocasião, a governante disse que o pelouro, den- tro das suas atribuições, tem vindo a desenvolver reformas que visam criar condições e operaciona- lizar a actividade comer- cial de forma organizada.

Instituição aumenta o capital

Sábado – 19-04-2014

a assembleia-geral de

accionistas do banco Sol decidiu elevar o capital social de 1,4 para cinco mil milhões de kwanzas para manter o desempe-

nho, garantir a resistência

a crises e o alinhamento

a orientações do bNa. a

directora de marketing e comunicação do banco Sol disse na apresentação dos resultados do banco

relativos a 2013 que houve

o aumento do capital so-

cial que pode resultar na elevação dos níveis de liquidez e solidez já neste exercício.

Apreendidos mais de três mil litros de combustível de contrabando

SexTa – feira - 18-04-2014

três mil e 390 litros de gasóleo de contrabando foram aprendidos pela polícia económica no

município do Soyo, província do Zaire.

O chefe de secção deste

ramo da polícia nacio- nal, inspector-chefe Pedro Manuel Skidra, disse que o combustível foi apreendido num dos canais do rio Zaire.

o combustível foi apreendido num dos canais do rio Zaire. O novo Alvará Comercia l foi

O novo Alvará Comercial foi lançado oficialmente pela titular da pasta do Comércio a 30 de Agosto de

2013. FOTO: ARQUIVO

Novo diploma para constituição de empresas facilita parcerias

domingo - 20-04-2014

a aprovação pelo exe-

cutivo do novo diploma para constituição de empresas facilita a cria- ção de parcerias entre os

empresários nacionais e

estrangeiros. De acordo com o presidente da agência Nacional de Investimento Privado (aNIP), Maria luísa abrantes, o executivo

angolano tem imple- mentado uma série de políticas que visam dinamizar o sector em- presarial e melhorar a condição financeira das populações no geral, e dos empreendedores em particular.

populações no geral, e dos empreendedores em particular. A corporação intensificou nos últimos dias as acções

A corporação intensificou nos últimos dias as acções de fiscalização e patrulhamento ao longo da costa

marítima. FOTO: CARLOS MOCO

ao longo da costa marítima. FOTO: CARLOS MOCO Segunda – feira - 21-04-2014 aberta reunião metodológica

Segunda – feira - 21-04-2014

aberta reunião metodológica dos recursos Humanos da administração Local

a III reunião metodológica dos recursos Humanos

da administração local, que visa abordar questões

operacionais ligadas ao sector, foi aberta na manhã

de hoje no Centro de Conferência de belas, em

luanda, pelo ministro da administrações do terri- tório, bornito de Sousa.

da administrações do terri- tório, bornito de Sousa. Terça – feira -22-04-2014 Processo Kimberley reúne

Terça – feira -22-04-2014

Processo Kimberley reúne Comissões bilate- rais de angola e rdC no dundo

especialistas de angola e da república Democrá- tica do Congo (rDC) iniciaram no Dundo, lunda Norte, um encontro bilateral promovido pela endiama-eP, para analisarem o Processo Kimber- ley nos dois países.

Bolsa de Valores de Angola pretende equilíbrio entre investidores e emitentes

QuarTa-feira -23-04-2014

gola (bODIVa), antónio

furtado. O gestor falava na apresentação Pública do projecto de regula- mento dos Organismos de investimento Colectivo e do projecto de regime Jurídico .

a futura bolsa de valores

pretende encontrar um equilíbrio entre os inves-

tidores e os emitentes, afirmou em luanda, o presidente da bolsa da Dívida e Valores de an-

semanário económico quinta-feira 24 abril 2014

PUBLiciDaDe

7a

3 Como posso identificar os recenseadores? O Censo será realizado por recenseadores e supervisores uniformizados
3
Como posso identificar
os recenseadores?
O Censo será realizado por recenseadores e supervisores
uniformizados com camisola e boné cor de laranja com o
logótipo do Censo, e portadores de identificação
individual. As informações fornecidas por si serão de
carácter sigiloso e nenhuma autoridade terá acesso a elas.
O que é o Censo e
quando será realizado?
O
Censo é uma contagem da população e da habitação.
Entre os dias 16 e 31 de Maio, os recenseadores irão de
casa em casa para sabermos quantos somos e como
vivemos.
Por que é importante
participar no Censo?
O
Censo vai permitir saber com precisão o número de
habitantes do nosso país, quantos são homens, mulheres,
crianças e idosos, onde e como vivem e qual a profissão de
cada um. É com essas informações que o país vai poder
planificar melhor a distribuição de serviços essenciais.
Quem deve ser recenseado?
Todos os angolanos, de todas as idades, que estiverem presentes
no país às zero horas de 16 de Maio, serão contados pelo Censo.
Todos os estrangeiros que residem no país há mais de seis meses
e
todas as habitações também serão recenseadas.
É obrigatório responder
aos recenseadores?
Se ninguém estiver em casa,
fica-se excluído do Censo?
Sim, é obrigatório responder aos recenseadores,
fornecendo informações verdadeiras. Recusar
responder ou fornecer informações falsas constitui
uma infracção punida pelo Código Penal. Os dados
fornecidos são confidenciais e serão utilizados
apenas para fins estatísticos.
Não. O objectivo do Censo é contar toda a população e
todas as habitações. Se ninguém estiver em casa, você
deve deixar recado com os seus vizinhos sobre o dia e a
hora que alguém habilitado para responder ao Censo
estará presente. Assim, os recenseadores voltarão no
dia informado.
Censo
2014
http://censo.ine.gov.ao
Responda e colabore.
Todos contamos para Angola.
www.semanarioeconomico.co.ao

www.semanarioeconomico.co.ao

Director: Pedro Narciso Chefe de Redacção: Mariano Quissola, Chefe de Redacção- Adjunto: Miguel Kitari

Editores: Mariano Quissola (Macro

& Finanças), Patrícia de Oliveira

(Negócios & Mundo), Rila Berta (E

Ainda), Sónia Cassule (Emprego

& Carreira)

Redacção: Hélder Caculo, Stela Cambamba, Iracelma Caliengue, Antónia Gonçalo, Eugénia Ferraz e Pedro Emanuel da Costa. Arte Gráfica: Lourenço Pascoal (Editor) Flórido Paulo e Ladislau Bernardo. Fotografia: Carlos Moco (Editor), Pedro Nicodemos, Daniel Miguel, Jacinto Figueiredo, Carlos Augusto

Revisão: António Correia. Correspondentes internacionais:

Michael Brown (Washington), Felisberto Cassoma(Bruxelas) e Mário Franco (Lisboa).

Colunistas: Olavo Correia, Ennes Ferreira, Jorge Vasconcellos e Sá, Laurinda Hoygaard, José Severino,

Muguemeti Melvin e Paulo Gomes. Serviços Administrativos: Antónia Correia (Assistente). Apoio Administrativo: Raul Fortu- nato e Júlio Buila. Delegados Comerciais: Witman Luamba, Pedro Nunes, David Machado e Joaquim Mukuendje. Facturação : Tel. 222 006 409 comercial@medianova.co.ao Impressão e acabamento: DAMER,

S.A. Luanda Sul, Edificio Damer Distribuição: Media Nova Distribuição;Tel: +244 943 028 039 pontodevenda@medianova.co.ao Tiragem: 5.000 exemplares Nº de Matrícula: 1279-07 Conser- vatória do Registo Comercial de Luanda. Direcção: Condomínio Escritórios Alpha, Edifício 6 - 1º piso Talatona C. P: 1977 República de Angola Tel. 222 005880, Telem. 929417791 Contactos Redacção +244 222 005880 Fax +244 222 007754 E-mail: Geral@semanarioecono- mico.co.ao

+244 222 007754 E-mail: Geral@semanarioecono- mico.co.ao Presidente do Conselho de Administração: Filipe Correia de

Presidente do Conselho de Administração:

Filipe Correia de Sá Administrador Executivo: Luís Fernando Propriedade: Imprescrita, SA Depósito Legal Nº 253/2009 Contribuinte 5417015083 Nº de registo estatístico 48024 Nº registo do MCS MC-551/B/ 2009

24h
24h

PAÍS

Encontro Processo Kimberley reúne Comissões bilaterais de Angola e RDC no Dundo

Especialistas de Angola e da Re- pública Democrática do Con- go (RDC) iniciaram no Dundo, Lunda Norte, um encontro bila- teral promovido pela Endiama- EP, para analisarem o Processo Kimberley nos dois países. Na abertura do encontro, o go- vernador da Lunda Norte, Er- nesto Muangala, disse estar convicto do mesmo conduzir

à transformação dos recursos

naturais em economia real, com incidência na educação, ensino, saneamento, saúde, energia e tecnologias de informação.

Cunene Secretário anuncia ajuste na reabilitação da barragem de Calueque

O projecto de reabilitação da

barragem hídrica de Calueque na província do Cunene, ini- ciada em Novembro de 2012, vai conhecer ajustes técnicos

de caracter infraestrutural antes do seu término em 2015, anun- ciou, no município de Ombad- ja, o secretário de Estado das Águas, Luís Filipe da Silva.

O responsável fez este anúncio

após a visita a barragem, refe- rindo que os ajustes ao projec- to de reabilitação da barragem de Calueque se impõem fru- to do seu estado avançado de degradação de alguns sectores do imóvel, bem como a via de acesso que necessita de inter-

venção.

Lunda Sul Catoca recicla anualmente cinco milhões de litros de óleo usado

Cinco milhões de óleos usados em diversas equipamentos que operam ao serviço da Sociedade Mineira de Catoca, na Lunda-

Sul, são reciclados e reutilizados no quadro dos compromissos ligados a protecção e conser- vação do ambiente.

A informação foi vançada hoje,

quarta-feira, pelo chefe do sec- tor de qualidade e auditoria de Catoca, Rui Marques, em decla- rações à Angop, a margem do II Congresso Internacional sobre Gestão de Resíduos em Áfri- ca, acrescentado que os óleos

e pneus usados são os resíduos

mais produzidos na sua empre-

sa.

usados são os resíduos mais produzidos na sua empre- sa. MUNDO Alemanha INAC impede companhia romena

MUNDO

Alemanha INAC impede companhia romena de voar entre Lisboa e Bissau

O Instituto Nacional de Aviação

Civil (INAC) de Portugal não au-

torizou a companhia romena Ten Airways de voas entre Bissau e Lisboa, pelo que a Guiné-Bissau continuará, assim, sem ligações diretas à Europa. As autoridades guineenses tin- ham contratado a Ten Airways para realizar as ligações entre

Bissau e a capital portuguesa, in-

terrompidos pela TAP desde que

o governo daquele país forçou o

embarque de 74 passageiros sírios com passaportes ilegais num voo

da companhia aérea portuguesa.

passaportes ilegais num voo da companhia aérea portuguesa. RDC Descarrilamento de comboio faz, pelo menos, 30

RDC Descarrilamento de comboio faz, pelo menos, 30 mortos

Pelo menos 30 pessoas perde-

ram a vida, na terça-feira, na sequência do descarrilamento de um comboio perto da loca- lidade de Kamina, no sudeste da República Democrática do Congo (RDC). Segundo a Sociedade Nacional

Ferroviária do Congo (SNCC), o acidente deu-se perto da pon-

te Katongola, na província de

Katanga. Os acidentes de comboio acon-

tecem frequentemente na RDC,

uma vez que a rede ferroviária é

a que foi criada pelos coloniza-

dores belgas, na década de 1960, não tendo sido renovada.

Ajuda Banco Mundial financia abastecimento de água na Nigéria

O Banco Mundial declarou ter

aprovado uma facilidade de crédito de 250 milhões de dó-

lares americanos para ajudar o Governo da Nigéria a aumentar

o acesso ao abastecimento de

água, melhorar a visibilidade fi- nanceira e a gestão dos serviços públicos, noticiou terça-feira o

jornal privado “Punch”. Os fundos serão utilizados para

a reabilitação e a construção das

infraestruturas de distribuição de água e dos sistemas institu- cionais necessários para alargar os serviços de abastecimento de água para as populações nas cidades de Bauchi (norte), Ekiti (sudoeste) e no Estado de Ri- vers.

SegUrANçA

Ekiti (sudoeste) e no Estado de Ri- vers. SegUrANçA Os barcos vão controlar toda a Zona

Os barcos vão controlar toda a Zona Económica Exclusiva do país, abrangen- do as águas dos países vizinhos. FOTO: DR

Três embarcações garantem segurança das águas territoriais e da Zona Económica

Das três, uma vai ocupar-se da investigação marinha e duas para fiscalização, orçadas em seis mil milhões de kwanzas

A s águas territo- riais do país e a Zona Económica Exclusiva pas-

sam a ser melhor protegidas com a entrada em funcionamento de três embar-

cações de fiscalização pesquei-

ra e investigação científica do

ecossistema marinho. Trata-se das embarcações Pensador, Ngola Kiluange e Nzinga Mbandi. A primeira (de investigação) vai realizar es-

tudos de avaliação dos manan- ciais marinhos comercialmente importantes, feitos anualmente através de cruzeiros de investi- gação científica. Esta embarcação pesqueira tem um cumprimento de 28.30 metros e um calado abaixo de quatro metros. Atinge dez nós de velocidade máxima e tem grande autonomia no que toca

a abstecimento e aprovisiona-

mento. Quantos às embarcações de fiscalização (Ngola Kiluange e Nzinga Mbandi), com um cum- primento de 62 metros, têm ca- pacidade para 45 tripulantes e mais 12 sobreviventes, em caso de busca e salvamento. Dis-

põem de um sistema de extin- ção de incêndios. As referidas embarcações comportam um heliporto, enfermaria, morgue, ginásio, condições de alimenta- ção, acomodação e lazer. As unidades de fiscalização pesqueira foram fabricadas na República da Roménia, en- quanto a de investigação (Pen- sador) foi feita na África do Sul. Com os novos meios inau- gurados, a frota de inspecção e vigilância marítima do Serviço Nacional de Fiscalização Pes- queira e da Aquicultura passa a ter 15 embarcações que po- dem efectuar fiscalização até 200 milhas náuticas, fronteira marítima de Angola. Os barcos vão controlar to- da a Zona Económica Exclusiva do país, abrangendo as águas internacionais em concertação com países e organizações re-

gionais de pescas, em particular da região da SADC. A ministra das Pescas, Victó- ria de Barros, referiu que a sus- tentabilidade da exploração dos recursos pesqueiros deve estar assente num sistema eficaz de fiscalização, o que trava a pesca desenfreada e não declarada. l

Tipos de arroz e propriedades

SABiASQUe

Por Pedro Emanuel da Costa

A maior parte das variedades de

arroz procede de duas espécies selvagens, uma asiáti- ca (Oryza sativa) que apareceu inicialmente nas montanhas dos Hi- malaias, e outra africa- na (Oryza glaberrima), originária do delta do rio Níger. Atendendo ao ta- manho do grão, o arroz pode dividir-se em di-

versos tipos: de grão longo, médio e curto ou redondo. O primeiro é

-

to seco,

m u

i

que é costume empregá-lo co- mo ingrediente para saladas. Encontram-se neste grupo os aromáticos Basmati da Índia e

ligeiro, do Paquistão e o arroz tailandês,

a 6 mm,

superior

do Paquistão e o arroz tailandês, a 6 mm, superior com o seu característico aroma de

com o seu característico aroma

de jasmim, o Ferranini da Itália e

e

p e r -

o

Bond americano, entre outros.

manece

O

de grão médio mede entre 5 e 6

solto de-

milímetros e apresenta-se mais

pois

de

curto e arredondado que o arroz

frio, pelo

de grão longo.

A vida pessoal de Alicia

frio, pelo de grão longo. A vida pessoal de Alicia Alicia Koplowitz, 61 anos, a mulher

Alicia Koplowitz, 61 anos, a mulher mais rica de Espanha

e dona – segundo a “Forbes”

– de uma fortuna avaliada

em cerca de 2,7 mil milhões de dólares – tem-se dedica- do à filantropia e vive numa mansão estilo senhorial em La Moraleja, um bairro luxuoso de Madrid. Costuma dar festas em casa e entre os assíduos estão o

antigo primeiro-ministro John Major ou Gerald Cavendish, o

sexto duque de Westminster

- com quem tem negócios nos

EUA e um dos homens mais ri- cos da Grã-Bretanha. Conta-se que é viciada em tratamentos

de estética, faz ioga e ginástica

e teve aulas de dança. É colec- cionadora de arte e tem qua- dros de Goya, Picasso e Modi-

gliani. Volta e meia a imprensa atribui-lhe namorados, mas só teve uma relação oficial depois

do divórcio: Gonzalo Munõz, dono da Expomueble. Pouco mais se sabe sobre a vida pri- vada da enigmática mulher a que muitos chamam “a dona

de Espanha”.

O caviar mais caro do mundo

O caviar mais caro do mundo é o

chamado Almas (pronuncia-se

‘almás’), que significa diamante em russo. Ele é conhecido com

de idade, quando alcança quatro metros de comprimento e cer-

ca de 800 quilos. A retirada das ovas é feita

e cer- ca de 800 quilos. A retirada das ovas é feita Diamante da Pérsia. Trata-se

Diamante da Pérsia. Trata-se

de um tipo de Beluga que pos- sui coloração branca. Quanto

o

através de um corte na barriga

mais claro for o caviar Beluga,

d

o

p e i x e

mais velho é o peixe, gerando

e

elas são

um produto mais refinado e sa-

c

o l h i d a s

boroso. Este Beluga branco só

com uma

produz ovas a partir dos 25 anos

p

e q u e n a

colher de madrepérola. Depois,

o peixe é devolvido aos mares.

A cada ‘cirurgia’ são retirados

apenas 15 gramas de ovas. Por

isso, este caviar é considerado

o mais exclusivo do mundo. As encomendas devem ser feitas

com um ano de antecedência e

o caviar chega numa embala-

gem especialíssima: uma lata de ouro 24 quilates com design da

maison Cartier.

Condomínio Escritórios Alpha, Edifício 6 - 1º piso Talatona Tel. 222 005880, Telem. 929417791
Condomínio Escritórios Alpha, Edifício 6 - 1º piso Talatona Tel. 222 005880, Telem. 929417791