Você está na página 1de 25
COMPRESSIBILIDADE E ADENSAMENTO DO SOLO MECÂNICA DOS SOLOS Profª. Valquiria Claret dos Santos

COMPRESSIBILIDADE E ADENSAMENTO DO SOLO

COMPRESSIBILIDADE E ADENSAMENTO DO SOLO MECÂNICA DOS SOLOS Profª. Valquiria Claret dos Santos

MECÂNICA DOS SOLOS

Profª. Valquiria Claret dos Santos

COMPRESSIBILIDADE
COMPRESSIBILIDADE

Característica de todos os materiais de quando submetidos a forças externas (carregamentos) se deformarem

O SOLO:

material natural

Constituídos de três fases (sólida, fluida e gasosa)

estrutura interna que pode ser alterada devido ao carregamento

Deslocamento e/ou ruptura de partículas

COMPRESSIBILIDADE
COMPRESSIBILIDADE

Solo saturado submetido a um acréscimo de tensão

NA ∆σ Z ∆σ
NA
∆σ
Z
∆σ

água

Grãos sólidos

de tensão NA ∆σ Z ∆σ água Grãos sólidos Ocorrerá variação de volume - pode ser

Ocorrerá variação de volume - pode ser devido:

Compressão da fase sólida Compressão da fase fluida Drenagem dos fluidos dos vazios

COMPRESSIBILIDADE
COMPRESSIBILIDADE

Define-se:

“Compressibilidade do solo” é a diminuição do volume do solo sob a ação de cargas aplicadas

do solo” é a diminuição do volume do solo sob a ação de cargas aplicadas ELEMENTO

ELEMENTO DE SOLO SUBMETIDO A COMPRESSÃO

COMPRESSIBILIDADE
COMPRESSIBILIDADE
VARIAÇÃO DE VOLUME expulsão da água dos poros
VARIAÇÃO DE VOLUME
expulsão da
água dos poros
VARIAÇÃO DE VOLUME expulsão da água dos poros Drenagem da água com o passar do tempo

Drenagem da água com o passar do tempo

redução dos vazios
redução dos vazios
COMPRESSIBILIDADE
COMPRESSIBILIDADE

Depende do tipo de solo:

Areias:

alta

permeabilidade

água

drena

rapidamente – compressibilidade rápida

Argilas: baixa permeabilidade – saída lenta da água dos poros – variações volumétricas são funções do tempo

Esta variação volumétrica em solos argilosos (solos finos) saturados em função do tempo, denomina-se:

ADENSAMENTO DO SOLO

ADENSAMENTO
ADENSAMENTO

Redução do volume do solo

ADENSAMENTO Redução do volume do solo Modificações físicas: Alteração da estrutura Quebra de ligações entre

Modificações físicas:

Alteração da estrutura Quebra de ligações entre partículas Ocorre distorções

Quebra de ligações entre partículas Ocorre distorções Menor índice de vazios “e” e uma estrutura mais

Menor índice de vazios “e” e uma estrutura mais densa

Processo de Adensamento
Processo de Adensamento

pode ser bem visualizado, quando se faz analogia ao modelo de Terzaghi

O modelo é composto por:

Uma câmara com pistão provida de uma saída

Uma mola

Um líquido

Válvula Pistão Câmara Líquido Mola
Válvula
Pistão
Câmara
Líquido
Mola
Processo de Adensamento Válvula Pistão
Processo de Adensamento
Válvula
Pistão
Câmara Mola
Câmara
Mola

Analogia com os solos reais saturados

Líquido

Mola: esqueleto mineral – os grãos

Tensão que a mola suporta: Tensão efetiva

Líquido: água na interior dos poros – admiti-se que seja incompressível

Pressão do líquido: pressão neutra

Torneira (válvula): permeabilidade do solo – maior ou menor facilidade com que a água sairá dos vazios

Processo de Adensamento
Processo de Adensamento

Elemento de solo em equilíbrio

carregamento σo‘ pressão neutra uo tensão efetiva σ‘

u = u 0 σ‘= σo‘

Aplica-se um acréscimo de tensões - ∆σ‘ t= 0 - torneira fechada,

u = u 0 + ∆σ` σ‘= σo‘ ∆V = 0

todo o acréscimo é suportado pela água

t = ∞ ∆h com acréscimo de tensões - ∆σ‘ t > 0 - torneira
t = ∞ ∆h com acréscimo de tensões - ∆σ‘ t > 0 - torneira

t = ∞

∆h
∆h

com acréscimo de tensões - ∆σ‘ t > 0 - torneira aberta, água começará a drenar, e ocorrerá uma variação de volume

u 0 < u < (u 0 + ∆σ`)

σo‘ < σ‘< (σo‘+ ∆σ`) ∆V > 0

Toda a sobrepressão na água é dissipada

u = u 0 σ‘= σo‘+ ∆σ` ∆V > 0

o acréscimo ∆σ' será suportado, pela água e pela mola, que agora é solicitada

o acréscimo ∆σo' é suportado integralmente pela mola

O sistema volta a ficar em equilíbrio com um volume menor

Processo de Adensamento
Processo de Adensamento

CONCLUSÃO

o processo de adensamento corresponde a uma transferência gradual do acréscimo de pressão neutra (provocado por um carregamento efetivo) para tensão efetiva

Tal transferência se dá ao longo do tempo, e envolve um fluxo de água com correspondente redução de volume do solo

Variação qualitativa das tensões e volumes no processo de adensamento TENSÃO TOTAL PRESSÃO NEUTRA Carregamento

Variação qualitativa das tensões e volumes no processo de adensamento

das tensões e volumes no processo de adensamento TENSÃO TOTAL PRESSÃO NEUTRA Carregamento instantâneo
TENSÃO TOTAL PRESSÃO NEUTRA Carregamento instantâneo VARIAÇÃO DE VOLUME TENSÃO EFETIVA
TENSÃO TOTAL
PRESSÃO NEUTRA
Carregamento instantâneo
VARIAÇÃO DE VOLUME
TENSÃO EFETIVA
Teoria de Adensamento de Terzaghi
Teoria de Adensamento de Terzaghi

As hipóteses básicas de Terzaghi são:

solo homogêneo e completamente saturado

partículas

sólidas

e

água

intersticial

incompressíveis

adensamento e escoamento de água unidirecional (vertical) - validez da lei de Darcy

Propriedades

consistência)

(compacidade

e

permanecem constantes

Linearidade na relação índice de vazios e tensões aplicadas

Teoria de Adensamento de Terzaghi Ao admitir escoamento unidirecional de água , algumas imprecisões aparecem
Teoria de Adensamento de Terzaghi
Teoria de Adensamento de Terzaghi

Ao admitir escoamento unidirecional de água, algumas imprecisões aparecem

Realidade: compressão tridimensional

relação linear entre índice de vazios e variação de pressões

admitir que toda variação volumétrica se deve à expulsão de água dos vazios

Realidade: ocorrem além do adensamento, deformações elásticas sob tensões constantes e crescentes com o tempo

As demais hipóteses se aproximam da realidade

Equação de Adensamento do solo Para a dedução da equação fundamental do adensamento, considere-se a

Equação de Adensamento do solo

Equação de Adensamento do solo Para a dedução da equação fundamental do adensamento, considere-se a massa

Para a dedução da equação fundamental do adensamento, considere-se a massa de solo representada na Figura

da equação fundamental do adensamento, considere-se a massa de solo representada na Figura Solo saturado compressível
da equação fundamental do adensamento, considere-se a massa de solo representada na Figura Solo saturado compressível

Solo saturado

compressível

Equação de Adensamento do solo Para está situado à profundidade z, as equações regentes do

Equação de Adensamento do solo

Equação de Adensamento do solo Para está situado à profundidade z, as equações regentes do processo

Para

está situado à

profundidade z, as equações regentes do processo de adensamento serão:

o elemento de solo que

equilíbrio estático:

relação tensão-deformação:

σ

v

= γ.z + ∆σ´

coeficiente de compressibilidade

hipótese de Terzaghi

 

= − a

a

= −

σ ´

v

v

∂ σ ´ v v v ∆ σ v

v σ

v

equação

de

continuidade

do

´

fluxo

unidirecional:

k

*

2

u

dv

=

γ

w

z

2 dt

e

de acordo com a

e

Solução da Equação Fundamental do Adensamento Cada camada de solo pode ter condições diferentes de

Solução da Equação Fundamental do Adensamento

Solução da Equação Fundamental do Adensamento Cada camada de solo pode ter condições diferentes de compressibilidade

Cada camada de solo pode ter condições diferentes de compressibilidade ao carregamento

COEFICIENTE DE ADENSAMENTO

k Cv = mv .γ w
k
Cv =
mv .γ
w

cada condição de contorno particular afetará a solução

2 ∂ u ∂ u = C 2 ∂ t v ∂ z
2
u
u
= C
2
t
v ∂ z

COEF. DE VARIAÇÃO VOLUMÉTRICA

av 1 ∆ e ∆ h mv = = = = 1 + e E
av
1
e
h
mv =
=
=
=
1
+
e
E
σ
∆ p h
.
v

COEFICIENTE DE COMPRESSIBILIDADE

∆ e a = − v ∆σ ´ v
∆ e
a
= −
v ∆σ
´
v
Solução da Equação Fundamental do Adensamento A solução apresentada refere-se às seguintes condições de contorno

Solução da Equação Fundamental do Adensamento

Solução da Equação Fundamental do Adensamento A solução apresentada refere-se às seguintes condições de contorno

A solução apresentada refere-se às seguintes condições de contorno (hipóteses):

a camada compressível está entre duas camadas permeáveis, será drenada por ambas as faces

distância de drenagem (Hd): máxima distância que uma partícula de água terá que percorrer, até sair da camada compressível

Solução da Equação Fundamental do Adensamento a camada de argila receberá uma sobrecarga que se

Solução da Equação Fundamental do Adensamento

Solução da Equação Fundamental do Adensamento a camada de argila receberá uma sobrecarga que se propagará

a camada de argila receberá uma sobrecarga que se propagará linearmente, ao longo da profundidade

como

um

carregamento

aterro extenso

ocasionado

por

um

imediatamente após a aplicação do carregamento, a sobrepressão hidrostática inicial, em qualquer ponto da argila, será igual ao acréscimo de tensões

u = ∆σ‘ tal como se viu na analogia mecânica do adensamento

Solução da Equação Fundamental do Adensamento Matematicamente, tais condições podem ser expressas da seguinte forma:

Solução da Equação Fundamental do Adensamento

Solução da Equação Fundamental do Adensamento Matematicamente, tais condições podem ser expressas da seguinte forma:

Matematicamente, tais condições podem ser expressas da seguinte forma:

a. para z = 0, u = 0

b. para z = H = 2 Hd, u = 0

c. para t = 0, u = ui = σ u = u 0 anterior ao carregamento u 0 = 0 após o carregamento

Solução da Equação Fundamental do Adensamento Aplicando essas condições a equação fundamental, obtém-se o valor

Solução da Equação Fundamental do Adensamento

Solução da Equação Fundamental do Adensamento Aplicando essas condições a equação fundamental, obtém-se o valor

Aplicando essas condições a equação fundamental, obtém-se o valor da sobrepressão hidrostática, que resta dissipar em uma camada, em processo de adensamento

A solução pode ser obtida pela série de Fourier, que para esse caso: 2 H
A solução pode ser obtida pela série de Fourier, que
para esse caso:
2 H
1
n
π
z
  
n
π
z 
2
2
− 1/ 4 n
π
T
u =
σ
´. sen
. dz
sen
. e
Hd
2 Hd
2 Hd
n = 1
0
Onde:
e: base dos logaritmos naturais
n:números inteiros
T: é o fator de tempo
− y T
.
u
=
x e
.
Fator Tempo
Fator Tempo

T representa uma variável independente, sendo um número adimensional

Cv . t T = 2 Hd
Cv . t
T =
2
Hd

T: fator de tempo Cv: coef. de adensamento t: tempo Hd: altura de drenagem

Tal fator exclui da solução todas as características do solo, que interferem no processo de adensamento

Com todos os outros fatores constantes:

o tempo de recalque é inversamente proporcional ao quadrado da espessura da camada

Grau de Adensamento
Grau de Adensamento

Progresso do processo de adensamento

Grau de dissipação da pressão neutra ou grau de adensamento Uz de um elemento situado a uma cota z, após um intervalo de tempo t

ui − u Uz = *100 ui
ui
− u
Uz =
*100
ui

ui: sobrepressão hidrostática, logo

após o acréscimo de carga

u: sobrepressão no tempo t

u 0 : pressão existente na água

Uz = 0%, a pressão neutra é igual ao acréscimo inicial

Uz = 100% todo o acréscimo de pressão neutra terá dissipado e o adensamento está completo

Solução Gráfica
Solução Gráfica

Substituindo na expressão de Uz o valor de u

estabelecemos Uz = f(T)

a porcentagem média de adensamento de toda a camada é função apenas do fator tempo

a partir das condições de contorno de cada situação, traça-se a curva Uz = f(T)

A definição de grandezas adimensionais, T e Uz, simplifica a construção de gráficos para uso prático

Solução

Gráfica Uz: Grau de dissipação da pressão neutra em função da profundidade Curvas: Fator de
Gráfica
Uz: Grau de
dissipação da
pressão neutra
em função da
profundidade
Curvas:
Fator de Tempo T
Solução Gráfica
Solução Gráfica

Em

muitos

casos

maior

interesse em

determinar

a

porcentagem

média

de

adensamento de toda a camada compressível

 

Determina-se RECALQUE deformações

 

desta

forma,

o

POR

ADENSAMENTO

-

que

determinada

obra

estará

sujeita, por efeito do adensamento

ρ U = ∆ H
ρ
U =
∆ H

U: porcentagem média de recalque

ρ: recalque parcial após um tempo t

H: recalque total

Solução Gráfica Condição: sobrepressão hidrostática variando linearmente com a profundidade curva 1 indica
Solução Gráfica
Condição:
sobrepressão
hidrostática
variando
linearmente com a profundidade
curva 1 indica a porcentagem média de recalque
em função do tempo
Curva de Adensamento segundo a
teoria de Terzaghi
R
E
C
A
L
Q
U
E
FATOR DE TEMPO
Solução Gráfica
Solução Gráfica

Fator tempo para a curva 1

Solução Gráfica Fator tempo para a curva 1 A equação teórica U = f(T) foi expressa

A equação teórica U = f(T) foi expressa com bastante aproximação, pelas seguintes relações empíricas:

T =

π

  U

100

4

2

T = 1,781 0,933 log(100 U )

Para U < 60%

Para U > 60%

EXERCÍCIOS 1 E 2

ENSAIO DE ADENSAMENTO E TENSÃO DE PRÉ-ADENSAMENTO

ENSAIO DE ADENSAMENTO E TENSÃO DE PRÉ-ADENSAMENTO

ENSAIO DE ADENSAMENTO E TENSÃO DE PRÉ-ADENSAMENTO
ENSAIO DE ADENSAMENTO
ENSAIO DE ADENSAMENTO

O ensaio de adensamento ou de compressão unidirecional confinada

determina diretamente os parâmetros do solo, necessários para o cálculo de recalques

deformação do corpo de prova (pela variação de altura) ao longo do tempo, em cada estádio de carregamento

coeficiente de permeabilidade do solo, fazendo percolar água através do corpo de prova

extensômetro Ensaio de Adensamento Pedras porosas Anéis Corpo de prova base Execução do ensaio
extensômetro
Ensaio de
Adensamento
Pedras
porosas
Anéis
Corpo de prova
base
Execução do ensaio

Coloca-se dentro de um anel de latão (ou aço) uma amostra de solo de pequena altura (geralmente 2,5 cm e D = 5cm)

O CP é drenado, pelas faces superior e inferior, com o auxílio de pedras porosas

O conjunto é levado a uma prensa na qual são aplicadas tensões verticais ao CP, em vários estádios de carregamento

Ensaio de Adensamento
Ensaio de Adensamento

Resultado do ensaio

normalmente,

é

apresentado

semilogarítmico: e x logσ

num

gráfico

Ordenadas: variações de volume

Devido

permite deformação lateral

a redução de

altura, pois o

anel

não

representada pelos índices de vazios finais em cada estádio de carregamento

Abscissas:

tensões

aplicadas,

em

escala

logarítmica

Gráfico: e x logσ´ Relação entre o índice de vazios e a tensão efetiva vertical
Gráfico: e x logσ´
Relação entre o índice de vazios e a tensão
efetiva vertical
e
e
1
2
Cc
=
logσ
− logσ
2
1
1ª etapa: recompressão
e
Cc =
carregamento
logσ
/ σ
2
1
Máxima tensão que
o solo já sofreu na
natureza
2ª etapa: reta
virgem de
adensamento
Coef.
Angular
3ª etapa
Índice de
descarregamento
Compressão
Calculo de
Recalques
Recalque total
Recalque total

O índice de compressão Cc é muito útil para o cálculo de recalque, em solos que se estejam comprimindo, ao longo da reta virgem

O recalque total (H) por causa, de uma variação do índice de vazios (e), numa camada de espessura H é dado por:

H ´ σ vf ∆ H = . Cc .log 1 + e ´ i
H
´
σ vf
H
=
.
Cc .log
1 + e
´
i
σ vo
TENSÃO DE PRÉ-ADENSAMENTO É o valor característico de tensão a partir do qual o solo

TENSÃO DE PRÉ-ADENSAMENTO

TENSÃO DE PRÉ-ADENSAMENTO É o valor característico de tensão a partir do qual o solo começa

É o valor característico de tensão a partir do qual o solo começa a comprimir-se ao longo da reta virgem de adensamento

Tensão de pré-adensamento σa’

máxima tensão vertical efetiva que o solo já esteve submetido na natureza

Determinação de σa’

MÉTODO GRÁFICO DE CASA GRANDE

MÁTODO GRÁFICO DE PACHECO SILVA (IPT)

MÉTODO GRÁFICO DE CASA GRANDE
MÉTODO GRÁFICO DE CASA GRANDE

A construção gráfica de Casagrande parte do ponto de maior curvatura (a) da curva

por

“a” traçam-se uma horizontal (h) e uma

tangente (t)

 

em

seguida

determina-se

a

bissetriz

(b)

do

ângulo formado entre h e t

o encontro da bissetriz b com o prolongamento da reta virgem de adensamento (I) fornece o valor da pressão de pré-adensamento

MÉTODO GRÁFICO DE CASA GRANDE
MÉTODO GRÁFICO DE CASA GRANDE

e

pressão de h a b t
pressão de
h
a
b
t

pré-adensamento σ´a

MÉTODO GRÁFICO DE CASA GRANDE e pressão de h a b t pré-adensamento σ ´a σ

σ´v

MÉTODO GRÁFICO DE PACHECO SILVA (IPT) prolonga-se a reta virgem (I) ate encontrar a horizontal

MÉTODO GRÁFICO DE PACHECO SILVA (IPT)

MÉTODO GRÁFICO DE PACHECO SILVA (IPT) prolonga-se a reta virgem (I) ate encontrar a horizontal que

prolonga-se a reta virgem (I) ate encontrar a horizontal que passa pelo índice de vazios naturais do solo (e o ), determinando o ponto (p)

Trace uma vertical por “p” até encontrar a curva e x logσ em “q”

Trace uma horizontal por “q” até encontrar o prolongamento da reta virgem de adensamento

A

a

interseção

das

duas

retas

corresponde

pressão de pré-adensamento

MÉTODO GRÁFICO DE PACHECO SILVA (IPT) e e 0 = 1,19 I pressão de pré-densamento

MÉTODO GRÁFICO DE PACHECO SILVA (IPT)

MÉTODO GRÁFICO DE PACHECO SILVA (IPT) e e 0 = 1,19 I pressão de pré-densamento σ

e

e0 = 1,19

I pressão de

pré-densamento σ´a

P

q

σ´v

Condições de adensamento das argilas determinada a tensão de pré-adensamento, compara-se com a tensão que
Condições de adensamento das argilas determinada a tensão de pré-adensamento, compara-se com a tensão que

Condições de adensamento das argilas

determinada a tensão de pré-adensamento,

compara-se com a tensão que age atualmente sobre o ponto do qual foi retirada a amostra

Podem ocorrer ter três situações distintas

SOLO NORMALMENTE ADENSADO SOLO PRÉ-ADENSADO SOLO PARCIALMENTE ADENSADO

SOLO NORMALMENTE ADENSADO (NA) quando a tensão ocasionada pelo solo sobrejacente ( σ ' V
SOLO NORMALMENTE ADENSADO (NA) quando a tensão ocasionada pelo solo sobrejacente ( σ ' V

SOLO NORMALMENTE ADENSADO (NA)

quando a tensão ocasionada pelo solo sobrejacente (σ' V0 = σ' Vatual ) ao local onde foi retirada a amostra é igual à tensão de pre-adensamento (σa’)

a máxima tensão que o solo já suportou corresponde ao peso atual do solo sobrejacente

ÍNDICE DE PRÉ-ADENSAMENTO ´ σ va OCR = ´ σ vo
ÍNDICE DE PRÉ-ADENSAMENTO
´
σ va
OCR =
´
σ vo
sobrejacente ÍNDICE DE PRÉ-ADENSAMENTO ´ σ va OCR = ´ σ vo σ ` v a

σ` va = σvo

σ ` v a = σ ‘ v o OCR = 1 solo NA

OCR = 1

σ ` v a = σ ‘ v o OCR = 1 solo NA

solo NA

SOLOS PRÉ-ADENSADOS (PA)
SOLOS PRÉ-ADENSADOS (PA)

do solo

sobrejacente é menor que o máximo já suportado

Se qualquer acréscimo de carga (∆σ v ), sobre esse solo, for menor ainda que a σ va implica recalques insignificantes

o

peso

atual

σ v a implica recalques insignificantes o peso atual σ ‘ v o < σ `

σvo < σ` va

OCR > 1σ ‘ v o < σ ` v a solo PA

solo PAσ ‘ v o < σ ` v a OCR > 1

Exemplo de causas: erosão, ressecamento, cortes, etc.

SOLOS PARCIALMENTE ADENSADO
SOLOS PARCIALMENTE ADENSADO

O solo ainda não terminou de adensar, sob efeito de seu peso próprio

não terminou de adensar, sob efeito de seu peso próprio σ ‘ v o > σ

σvo > σ` va

OCR < 1σ ‘ v o > σ ` v a solo em adensamento

solo em adensamentoσ ‘ v o > σ ` v a OCR < 1

RECALQUE POR COLAPSO
RECALQUE POR COLAPSO

Ocorre

em

solos

granulares

com

poros

bastante grandes

sob uma pressão maior que o peso da terra que está atuando: por exemplo, quando de uma inundação

Ocorre

uma

súbita

compressão

com

o

surgimento de recalques imediatos

Coeficiente de colapso (Vargas,1973)

∆ e i = 1 + e o
∆ e
i
= 1 + e
o

Quando i > 0,02 (2%) o solo é colapsível

RECALQUE POR COLAPSO Fenômeno: grãos são simplesmente ligados Contato Fraca cimentação
RECALQUE POR COLAPSO
Fenômeno: grãos são
simplesmente ligados
Contato
Fraca cimentação

INUNDAÇÃO

são simplesmente ligados Contato Fraca cimentação INUNDAÇÃO COLAPSO DA ESTRUTURA DO SOLO RECALQUES IMEDIATOS

COLAPSO DA ESTRUTURA DO SOLO

são simplesmente ligados Contato Fraca cimentação INUNDAÇÃO COLAPSO DA ESTRUTURA DO SOLO RECALQUES IMEDIATOS

RECALQUES IMEDIATOS

RECALQUE SECUNDÁRIO OU RASTEJO Devido ao rearranjo estrutural causado por tensão de cisalhamento Acomodação entre

RECALQUE SECUNDÁRIO

RECALQUE SECUNDÁRIO OU RASTEJO Devido ao rearranjo estrutural causado por tensão de cisalhamento Acomodação entre

OU RASTEJO

Devido ao rearranjo estrutural causado por tensão de cisalhamento

Acomodação entre partículas e suas ligação

Ocorre muito lentamente, em solos argilosos

valor

A

variação

de

volume

ocorre

a

um

constante de tensão efetiva

RECALQUE SECUNDÁRIO A compressão secundária corresponde à variação adicional de volume, que se processa após

RECALQUE SECUNDÁRIO

RECALQUE SECUNDÁRIO A compressão secundária corresponde à variação adicional de volume, que se processa após a

A compressão secundária corresponde à variação adicional de volume, que se processa após a total dissipação da sobrepressão hidrostática

Quanto mais plástico o solo, maior será sua compressão secundária

Mais acentuada em solos orgânicos e turfas

RECALQUE TOTAL
RECALQUE TOTAL

RECALQUE TOTAL H

=

RECALQUE IMEDIATO

+

RECALQUE POR ADENSAMENTO

+

RECALQUE SECUNDÁRIO

EXERCÍCIOS 3