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PASTOR SILVANO DA SILVA REIS

E-BOOK COMO PREPARAR SERMÃO

Sobre o Autor:

Silvano da Silva Reis. Bacharel Em Teologia, Pós-graduando Em Docência Do Ensino Superior. Presidente Da Comissão De Ética Da Convenção Das Igrejas O Brasil Para Cristo-Mg. Fundador Do Seminário Setevit. Fundador Do Site: Escola Para Pregadores. Pastor Atuante Em Santa Cruz De Minas e Tiradentes - Mg

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Curso de Como Preparar Sermão. Categoria Exegética. Pastor Silvano da Silva Reis.

Sumário

INTRODUÇÃO

3

I- O QUE É HOMILETICA?

3

1-A ORIGEM DA HOMILÉTICA

3

2- OS ASPECTOS DIVINOS DO SERMÃO

4

3-ASPECTOS HUMANOS DO SERMÃO

5

Para que serve a Homilética?

5

ll- COMO PREPARAR

5

1-Definição de

5

2- Objetivo do sermão: Porque preparar sermões?

6

3- MODOS DE PREPARAÇÕES DE SERMÕES

7

4- MODELOS DE SERMÕES

7

III-

AS ESTRUTURAS DOS SERMÕES

14

1). Estrutura Simples: Introdução, desenvolvimento e conclusão

14

2) Estrutura Completa para

17

 

Bibliografia:

22

Curso de Como Preparar Sermão. Categoria Exegética. Pastor Silvano da Silva Reis.

INTRODUÇÃO

A arte de preparar e entregar sermão se chama homilética e ela assim como a oratória são

instrumentos importantes para quem deseja realizar com excelência a bela tarefa de Pregador.

O estudo da homilética é necessário, portanto a todos os que têm desejo e prazer em expor

ideias ao pregar a palavra de Deus.

A finalidade desta matéria é definir homilética, apresentar os vários tipos de sermões

existentes, as partes essenciais de um sermão, os objetivos de um sermão, tipos de argumentações possíveis . Ao final do curso o aluno deverá saber: definir homilética, conhecer as partes essências de um sermão e traçar um esboço de sermão.

I- O QUE É HOMILETICA?

Definição: Homilética (do Grego homilia): “arte de bem falar; teoria da eloqüência (especialmente de púlpito). A homilética cuida da técnica ou arte de elaborar e pregar

sermões. Homilia deriva-se de homiletike do grego e significa discurso sobre moral, pratica

de assuntos religiosos.

A homilética inclui o estudo de tudo que se relaciona com a arte da pregação.

Há porem, dois elementos distintos na pregação:

1) O aspecto divino ; 2) O aspecto humano.

A homilética trata dos aspectos humanos em conformidade com o aspecto divino.

1-A ORIGEM DA HOMILÉTICA

Os Gregos criaram a retórica mais ou menos no 5º século antes de Cristo, e a retórica nada mais é que um conjunto de regras relativas a eloqüência. Formulada por Córax e melhorada por Sócrates, e tinha como objetivo aperfeiçoar o discurso. Durante anos antes de Cristo havia a dominância de três culturas a Romana (política) a Judaica (religião) e a Grega (Cultural). Os Romanos foram grandemente influenciados pela cultura grega, daí nascendo a oratória ( do latino oratória- arte de falar ao público), que nada mais era do que a retórica grega , só que ligeiramente mudada.

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Portanto, a retórica grega e a oratória latina ensinavam que o discurso público, ou falar

eloqüentemente e coletivamente deveriam atender a uma necessidade estrutural de um

inicio (introdução), um meio (argumentação) , e um fim ( conclusão).

Então alguns pregadores cristãos (4º século) adaptaram as regras da oratória e criaram a

prédica sacra ou oratória sacra ou sagrada como a chamamos. Muitos há que retrucam a

homilética como ferramenta na preparação de sermão, por ser até o 4º século muito usada em

termos forenses e tinha por tanto um uso muito secular, é por isso que Paulo diz que não

ostentava linguagem, se resumindo a anunciar Cristo.(1Co. 1.23 ;2.1)

Assim sendo, consideramos que a pregação precisa ter o aspecto divino em primeiro

lugar sem faltar, no entanto a mecânica de sua elaboração que nada mais nada menos é

que o aspecto humano. A este conjunto chamamos de homilética.

2- OS ASPECTOS DIVINOS DO SERMÃO

Por aspectos divinos entenda-se todo a preparação espiritual previa que envolve o pregador.

Oração, Estudo da Palavra, Jejum, Santificação, Cuidados pessoais e a total dependência de

Deus.

“Richard Owen Robert, autor do livro Revival[Avivamento], fala de três níveis no preparo de um sermão. O primeiro nível é a pregação boca-ouvido. É quando o homem está profundamente preocupado com a escolha e a organização das palavras. Ele tem consciência da necessidade de boas ilustrações e de descrições vívidas. É cuidadoso na escolha da expressões inusitadas. Um ouvinte comum diria: “que sermão agradável ! Gostei ”. Depois, vem a pregação cabeça - cabeça. Estimula o pensamento e desafia a mente dos ouvintes. O pregador esmera-se para ser bem organizado, teologicamente exato e esclarecedor. Na saída, ele ouve: “foi um ótimo sermão. Nunca tinha pensado naquilo antes” Na pregação alma – alma, o pregador gasta horas preparando sua mensagem, mas gasta o mesmo tempo preparando a própria alma. Somente este tipo de sermão resulta em conversões e promove santidade.”[citado do livro- De pastor para pastor, p. 42,43].

Qualquer obreiro que deseja ser um pregador já deveria ser um homem ou uma mulher que

gosta de passar horas em contato com Deus em oração e meditação da Palavra. Sem isto ele

será apenas um sino que tine. Leonad Ravenhill em seu livro [Porque tarda o pleno

avivamento?] diz que “o pregador que não passa pelo menos duas horas por dia em

oração, não vale um vintém, por mais títulos que possua.”

Então um sermão para alcançar a alma do ouvinte é necessário ser gerado no coração e ser

regado de oração, jejum e meditação da Palavra de Deus.

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Uma pregação sem unção é enfadonha, sem vida e sem nutrientes e vai matar os seus

ouvintes ( morte na panela). O que é unção? Talvez seja difícil responder, mas certamente

sabemos o que é não ter unção. Ouça a um pregador sem que ele esteja na unção e verá a

diferença de quem tem e de quem não tem unção.

Temos então como aspetos divinos do sermão a total dependência de Deus e para isto é

necessário: entenda-se todo a preparação espiritual previa que envolve o pregador.

Oração, Estudo da Palavra, Jejum, Santificação, Cuidados pessoais e a total dependência de

Deus.

3-ASPECTOS HUMANOS DO SERMÃO

Chamamos de aspectos humanos todo o empreendimento necessário para a elaboração da estrutura do sermão e que esta disponível ao homem executar. Simplificando, podemos dizer que a homilética trata dos aspectos humanos do sermão.

Há muitos pregadores que rejeitam a homilética por ser esta uma atividade humana. Mas se esquecem, entretanto de que uma pessoa preparada alcança melhores resultados que uma despreparada.

Necessário ficar claro que os dois aspectos do sermão precisão caminhar junto, divino e humano, ambos são capazes de elevar os ouvintes ao trono de Deus.

Para que serve a Homilética?

O objetivo da Homilética é ajudar na elaboração de sermões para uma pregação mais

eficiente. É, portanto, um auxiliar no estudo e análise do texto e um auxiliar na exposição de

idéias. Muitos sermões falham porque são confusos e desordenados. As idéias são confusas e a pregação perde o sentido por completo.

ll- COMO PREPARAR SERMÃO.

1-Definição de Sermão.

Sermão: s.m. Discursos religiosos pronunciado no púlpito; prédica; admoestação com o intuito de moralizar. ( Dicionário Brasileiro Globo).

Definição de pregação? Aprendemos que homilética é arte de bem falar ou teoria da eloqüência; arte de elaborar e pregar sermões. Quanto a definição de pregação podemos dizer que é: 1-“ É a comunicação da verdade por um homem a outros homens” (Book).

2- “É a comunicação verbal da verdade divina com o propósito de persuadir”. ( Pattison).

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2- Objetivo do sermão: Porque preparar sermões?

Helmut Thielicke, pregador alemão, disse: “ Onde quer que

encontremos,

hoje

em

dia,

uma

congregação

cheia

de

vida,

encontraremos

no

centro

uma

pregação cheia de vida”.

Preparar sermão é necessário porque só assim conseguiremos concatenar as nossas idéias e as do Espírito Santo enquanto passamos um tempo orando e estudando a palavra com o objetivo de pregá-la. Entretanto precisamos ter um objetivo em mente ao preparar um sermão e para isso precisamos responder a algumas perguntas: 1- Os ouvintes são salvos ou não? A quem se destina o sermão? O que se pretende com o sermão?(ocupar o espaço do culto? Dar algum material para o povo pensar? Informar? Persuadir?). Segundo Crane ,autor de El Sermon eficaz, são seis os objetivos gerais do sermão: Evangelístico, Doutrinário, Devocional, Consagração, Ética (ou moral) e Alento (pastoral).

2.1 - Objetivo Evangelístico.

Tem por finalidade persuadir os perdidos a aceitarem Jesus Cristo como Senhor Salvador de

suas Vidas. Para atender o objetivo Evangelístico o sermão precisa se delinear em quatro verdades:

1- O homem natural está perdido; 2- A obra redentora é de Cristo; 3- As condições pelas quais o homem se apropria da obra redentora de Cristo; 4- A necessidade de uma decisão, se não publica pelo menos no intimo.

2.2 Objetivo Doutrinário.

Tem por finalidade instruir os crentes sobre as grandes verdades da fé e como aplicá-las, portanto, é didático. Jesus era intitulado de Mestre e os seus seguidores de Discípulos. Para atender a está função doutrinaria o sermão precisa atender quatro funções na vida da igreja:

1- Atende o desejo de aprender que existe na vida do crente; 2- Previne contra Heresias; 3- Dá embasamento à ação; 4- Contribui para o crescimento dos ouvintes e do próprio pregador.

2.3 Objetivo Devocional.

Tem por finalidade estimular e desenvolver nos crentes um sentimento de amor e devoção

para Deus, despertando um sentimento de louvor.

2.4 - Objetivo Consagratório (Missionário).

Sua finalidade é estimular os crentes a dedicarem seus talentos, tempo, bens, influencia, vida

etc. ao serviço de Deus. Estimula a igreja a abrir novos trabalhos, a ofertar para missões etc.

2.5 Objetivo Ético ou Moral.

Tem por finalidade orientar os Cristãos para pautarem suas condutas diárias e suas relações sociais de acordo com os princípios cristãos. Normalmente este objetivo atenderá por exemplo a estes assuntos: Matrimônio, adultério, divorcio, justiça social, racismo, dignidae das pessoas etc.

2.6 Objetivo Pastoral (alento).

Com a finalidade de fortalecer e alertar os crentes no meio de crises pessoais e comunitárias.

Ajudando-os a compreender e se focalizarem em Deus para receberem os Seus cuidados e livramentos, que só o Senhor opera.

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3- MODOS DE PREPARAÇÕES DE SERMÕES

1-

Escrito: Nesta maneira o pregador escreve todo o seu sermão. Todos os pensamentos são escritos.

2-

Esboço ou esqueleto: Neste tipo de preparação o pregador escreve apenas as divisões

e subdivisões sem apresentar todo o conteúdo. 3- Improvisado: Neste modelo não há nada escrito , o pregador organiza as idéias na mente e as apresenta. O que é mais conveniente? A desvantagem do primeiro método está, na apresentação, pois frequentemente é entregue em forma de leitura e torna-se às vezes maçante para quem ouve. O segundo modelo é mais flexível, permitindo ao pregador uma maior liberdade na hora da mensagem podendo acrescentar ou suprimir alguma coisa, uma vez que ele tem apenas um esboço para lhe refrescar a memória sobre o assunto que deseja pregar. Quanto ao terceiro é perigoso, posto que nem todos conseguem organizar na mente da mesma maneira que organiza no papel podendo assim, não ter consistência e ordem na hora da entrega.

4- MODELOS DE SERMÕES

Apresentaremos neste estudo os mais relevantes e por isso daremos destaques nos seguinte

tipos de sermões: Temático, Textual, Expositivo, Biográfico, Extemporâneo. Existem ainda

outros tipos que mencionaremos apenas como informação, mas não trataremos deles neste

estudo. São estes: Monologo, Contestativo, Ilustrativo etc.

Existem muitas maneiras de se classificar um sermão e na tentativa de classificá-los cada

autor usa definições que as vezes se sobrepõem. Enquanto uns os classificam de acordo com o

conteúdo ou assunto outros pela estrutura e ainda há os que classificam conforme ao método

psicológico usado no momento da apresentação da mensagem. Nossa escolha recai nos menos

complicados, é a classificação em temáticos, textuais , expositivo , biográficos e

extemporâneos.

1-SERMÃO TEMÁTICO

Definição do sermão temático

Sermão temático é aquele cujas divisões principais derivam do tema, independentemente do

texto.”

O que é um tema? s. m. 1. Assunto ou proposição de que se vai tratar num discurso. 2.

Matéria, assunto, argumento de um trabalho literário, científico ou artístico. 3. Texto da

Escritura, no qual o pregador se baseia em um sermão. [dic.UOL]

Em se tratando de linguagem homilética, o tema fala do assunto central que será objeto da

argumentação de todo o sermão. O título não é o tema.

O sermão temático tem inicio com um tema e derivado deste tema vem as divisões

principais. O sermão temático não requer um texto bíblico como base de sua mensagem, isto

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não o torna anti- bíblico , apenas que a fonte do tema não é um texto da bíblia. Podemos, a fim de evitarmos que o conteúdo da mensagem não seja bíblica começar nossa mensagem

com um assunto ou tópico bíblico. E assim as principais divisões do sermão devem basear neste tópico e cada divisão principal apoiar-se num versículo bíblico. Severino Pedro da Silva ao escrever sobre este assunto declara: “O sermão temático não começa com um versículo, ou passagem(longa) especial da Bíblia como fazemos no caso dos sermões textual e

expositivo.[

]

a dissertação do sermão temático não se concentra no texto, ou numa parte das

Escrituras [

]

e sim em todas as partes das Escrituras onde aquele tema está em foco.”

É importante lembrar que uma proposição contem uma idéia central e desta idéia central é que parte nossas divisões. Por exemplo: “ORAÇÃO NÃO RESPONDIDA”. Através da bíblia vamos encontrar as razões para as orações não serem respondidas e cada razão bíblica encontrada constituirá em uma divisão do nosso tema.

Procurando na bíblia encontramos as referências necessárias para as divisões.[ é bom que o pregador tenha uma boa bíblia de referência ou concordância ].

I. Pedir mal , Tiago 4.3

II. Pecado no coração, Sl 66.18

III. Duvidar da Palavra de Deus, Tiago 1.6-7.

IV. Vãs repetições, Mateus 6.7

V. Desobediência à Palavra, Provérbios 28.9

VI. Procedimento irrefletido nas relações conjugais, 1 Pedro 3.7

Modelo de sermão proposto por James Braga. 2- SERMÃO TEXTUAL DEFINIÇÃO Uma das melhores definições que já encontrei sobre sermão textual vem do autor do livro [ Como preparar mensagens Bíblicas de James Braga p.30] “Sermão textual é aquele em que as divisões principais são derivadas de um texto constituído de uma breve porção da Bíblia. Cada uma dessas divisões é usada como uma linha de sugestão, e o texto fornece o tema do sermão”. De acordo com James Braga as linhas principais do sermão textual são tiradas dentro do próprio texto e assim o esboço se manterá até o fim. Desta maneira com apenas um versículo ou uma ou duas linhas de um versículo ou até vários versículos obterá o material a ser usado como texto. Como sugestão, pensamos ser melhor que se use até no máximo três versículos na elaboração de um esboço.

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Neste tipo de sermão ao contrario do temático, é do texto que vamos extrair o nosso tema e do texto vamos tirar as nossas divisões. Podemos com efeito relacionar as subdivisões apoiadas por partes das escrituras, ainda que , não façam parte de nosso texto principal. O pastor e também escritor Walter Bastos em seu livro [101 sermões para todas as horas] diz

o seguinte: “ O sermão textual é muito recomendado para preleções evangelisticas, pois é atrativo, tendo em vista que os ouvintes, geralmente de pouca cultura bíblica, terão atenção voltada para um assunto bíblico específico , ou parte essencial, isso possibilita maior memorização.”

É comum os vários autores sobre sermões concordarem que este tipo de sermão é um ótimo

recurso para se aplicar um ensinamento continuo, parte por parte das escrituras. Apresentamos a seguir um exemplo de esboço de sermão textual sugerido por James Braga . Texto Esdras 7.10. “ Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e

para a cumprir e para a ensinar em Israel os seus Estatutos e o seus juízos”.

I. Estava disposto a conhecer a palavra de Deus, “Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor”.

II. Estava disposto a obedecer à Palavra Deus,” e para a cumprir”.

III. Estava disposto a ensinar a Palavra de Deus, “e para ensinar em Israel os seus

estatutos e os seus juízos”.

3- O SERMÃO EXPOSITIVO

A definição de qualquer coisa é meio difícil, porque as vezes no afã de clarear a idéia a

tornamos mais obscura. Por isto tenho deixado àqueles que já tiveram seus nomes nas galerias

de escritores famosos dar a definição para SERMÃO EXPOSITIVO.

O escritor, Dr Haddon W. Robinson define a pregação expositiva em seu livro A

pregação bíblica. p, 15 nestas palavras: “ A pregação expositiva é a comunicação de um conceito bíblico, derivado de, e transmitido através de um estudo histórico, gramatical e literário de uma passagem no seu contexto, que o Espirito Santo primeiramente aplica à personalidade e experiência do pregador, e depois, através dele, aos seus ouvintes.”(grifo nosso). Conforme o próprio autor definiu ele ainda diz que a “passagem governa o sermão” e nas palavras do R.H. Montgomery, citado por Haddon.W. Robison, enfatiza que “o pregador empreende a apresentação de livros específicos( da bíblia) como alguns homens abordariam o último best seller. O pregador procura levar ao seu povo a mensagem de unidades especificas da Palavra de Deus.” Afim de enriquecermos nosso conhecimento e melhorar nosso entendimento vejamos ainda outras definições sobre este tipo de sermão[expositivo].O pastor, escritor e também

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conferencista Walter Bastos transmite seus conceitos sobre este tema: “É conhecido como sermão expositivo aquele cuja dissertação concentra-se em abordar uma passagem.

Ele não se prende ao tema, nem estaciona-se em parte alguma do texto, mas limita-se em analisar um determinado trecho das escrituras de modo a extrair dele seu ensino central

sermão expositivo aplica-se os princípios da exegese bíblica, entre eles: descobrir o

pensamento do autor, , amplificar palavras, frases e construções gramaticais, lançando mão da

analise dos textos no original hebraico e grego, considerar pormenores etc.”[101 Sermões para todas as horas-p.221] Anísio Batista Dantas em seu livro “Como preparar Sermões”-p.45.define desta maneira o sermão expositivo :“O principal objetivo desse tipo de sermão é a exposição do texto sagrado. Sua estrutura se presta a uma disposição oratória diferente, especialmente do tipo temático, não chegando, no entanto, a constituir um tratado exegético, embora enveredando-se para tal.

É excelente para aplicação das Sagradas Escrituras. O sermão expositivo é aquele que trata da

explicação de uma unidade bíblica de quatro ou mais versículos, de um capítulo ou de todo

]No [

um livro da Bíblia ou ainda de toda a Bíblia”. James Braga autor do livro “Como Preparar Mensagens Bíblicas”-p,47. Aborda e define o sermão expositivo como sendo “aquele em que uma porção mais ou menos extensa da Escritura é interpretada em relação a um tema ou assunto.

A maior parte do material deste tipo de sermão provém diretamente da passagem, e o esboço

consiste em uma série de idéias progressivas que giram em torno de uma idéia principal. [ ]

O sermão expositivo, por outro lado, obriga o pregador a extrair todas as subdivisões, bem

como as divisões principais, da mesma unidade Bíblica que pretende expor.[

Em outras

palavras, o corpo de pensamento provém diretamente do texto, e o sermão passa a ser, definitivamente, interpretativo.” Agora já podemos sem medo, afirmar que, o sermão expositivo é aquele em que o pregador

]

retira todos os argumentos do próprio texto bíblico.

O sermão expositivo é na verdade uma exposição da palavra de Deus. Pode ser usado um

livro, um capitulo , ou porções mais ou menos extensas das escrituras. Suas divisões têm que sair do próprio texto bíblico escolhido. Para exemplificar: Uma exposição sobre a vida do patriarca Jó. Deve-se, neste caso basear-se em todo o livro, do capítulo 1 ao 42. Na verdade não leremos todo o livro na hora da pregação, no entanto, para facilitar a construção do

argumento faremos citações de tópicos aqui e acolá. Os pontos mais relevantes para o sermão. Exemplo de sermão expositivo sugerido por James Braga.

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Um

exame por breve que seja, de Efésios 6:10-18, nos levará a concluir que Paulo aqui trata da

batalha espiritual do crente e procura apresentar as varias feições relacionadas a esse conflito,

veremos que nos

os versículos 14 a 17

o apóstolo

acrescenta o versículo 18.aqui ele diz ao crente vestido com a armadura de Deus que também deve entregar-se à oração incessante no espirito e à intercessão constante por todos os santos.” O corpo do sermão ficaria assim definido com sua divisões e subdivisões:

de modo que o filho de Deus possa tornar-se um guerreiro bem sucedido.[

versículos 10 a 13 o apóstolo anima o crente a ser corajoso e firme [

lidam com as diferentes partes da armadura que o Senhor providenciou[

“ Como primeiro exemplo de um sermão expositivo usaremos Efésios 6:10-18. [

]

]

]

]

Título: “A Boa Luta da Fé” Assunto: Aspectos relacionados com a guerra espiritual do crente.

I.

A Moral do Crente, vv. 10-14 a

1.

Deve ser elevada, v.10

2.

deve ser firme,vv.11-14 a.

II.

A armadura do crente,vv.14-17.

1.

Deve Ter caráter defensivo, vv.14-17a.

2.

Deve também Ter caráter ofensivo, v.17b.

III.

A vida de oração do crente, v.18.

1.

Deve ser persistente, v.18

2.

Deve ser intersessora,v.18b.

4- O SERMÃO BIOGRÁFICO Biografia” é a história de vida de alguém. Para quem gosta de conhecer a vida de personagens com detalhes, aqui esta um ótimo motivo. A bíblia está repleta de personagens que merecem nossa atenção e suas vida são fontes inesgotáveis de exemplos espirituais para nós. Para que possa escrever um sermão biográfico basta portanto escolher o seu personagem, ler tudo a seu respeito ao tempo em que faz anotações de todos os pensamentos que lhe vierem a mente. Comece sua investigação obedecendo uma ordem cronológica, ordem de acontecimento.

Estude o nascimento deste personagem.

Considere as circunstancias de sua criação e educação.

Medite nos tratamentos de Deus para com essa pessoas.

Como esse personagem reagiu com os tratamentos de Deus para consigo.

O que ele aprendeu com o tratamento dado a ele por Deus.

O que o tornou bem sucedido, ou mal sucedido se for o caso.

Se a vida deste personagem acabou em fracasso, onde foi que ele fracassou.

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O que podemos aprender com a vida dele. Vantagens de do sermão biográfico

1- aborda as realidades da vida

em geral aprendemos muito com as lutas, os fracassos e os triunfos de nossos personagens

que vieram antes de nós.

2- São exemplos para se aprender com eles.

Precisamos colocar nossa inteligência em ação e aprendermos com os erros e acertos dos outros com isto evitamos experiências dolorosas.

5- SERMÃO EXTEMPORÂNEO. “Este tipo de sermão ( o mais usado pelo povo de Deus em geral , especialmente pelos grupos pentecostais) é também chamado de sermão de enunciação livre. O sentido técnico deste termo significa, primeiramente, falar sem preparação prévia, simplesmente com os recursos do momento. A expressão coloquial para isso é falar de improviso, falar sem apoio. Com efeito, o sermão de enunciação livre não significa, de todo, que o pregador não tenha uma preparação de pensamentos; pois, evidentemente, com o passar dos anos, o pregador consegue arrumar na imaginação uma bagagem imensa das experiências espirituais mais profundas. Com efeito, entretanto, o sermão extemporâneo deve ser sugerido pelo Espírito Santo. Quando assim acontece, não existe nenhuma desvantagem. Quando, porém, ele surge dentro de uma necessidade momentânea, pode trazer suas vantagens e suas desvantagens, conforme estudaremos em seções posteriores.” As vantagens e desvantagens do sermão extemporâneo.

1- As vantagens

Este método acostuma a pessoa a pensar mais rapidamente, e com menor dependência de recursos externos, do que habitualmente dependesse de um manuscrito, Este método poupa tempo para o melhoramento geral e para outros deveres pastorais trata de um ministro). No ato da apresentação, o que prega extemporaneamente goza de extraordinárias vantagens. Com muito maior facilidade e eficácia do que se lesse ou recitasse o sermão, o pregador pode aproveitar as idéias que lhe ocorrem no momento. Toda a massa do material que preparou ( na mente se apresenta iluminada, aquecida, e algumas vezes transfigurada, pela inspiração da apresentação, da enunciação. O discurso instintivamente se transporta para uma tonalidade mais elevada.

se

(

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O pregador pode observar o efeito de suas palavra á medida em que vai falando, e pode

propositadamente alterar suas formas de expressão, bem como o modo de enunciação, de

acordo com seu próprio sentir e de acordo com o sentir de seus ouvintes. Somente na fala de improviso podem a voz e a ação dos olhos ser justamente aquilo que a natureza dita, a alcançar todo o poder que eles possuem.

É ainda grande vantagem de este método o facilitar a apresentação sem preparo imediato.

Naquela mesma

hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o

Espírito do vosso Pai é que fala em vós”(Mt.10.19,20) Para as massas populares, é este o método popular.

2- As desvantagens Talvez a maior desvantagem seja essa tendência de pensar e de se expressar

extemporaneamente sem qualquer ajuda. “Apenas ler).

Há certa dificuldade de se fixar a mente no trabalho de preparação, quando não se escreve

O escrever

provoca e promove a segurança dos pensamentos, bem como a exatidão da afirmação com evidência e certeza.

Se pregar de novo o sermão, e ele não estiver escrito no seu todo certamente isso exigirá nova

preparação. Igualmente, com a morte do pregador o sermão termina, enquanto que sendo escrito, continua! Aquele que improvisa, não pode citar tanto as escrituras como o que lê, ou mesmo fazer largas citações de outros escritos. O estilo de um sermão pregado extemporaneamente ‘e menos condensado e pode também sofrer defeitos na conclusão, o que não aconteceria com um sermão escrito, lido ou recitado.

Outra desvantagem semelhante e mais séria ainda está no perigo de se cometer erros ou gafes ( indiscrição involuntária) em afirmações.

O êxito dum sermão extemporâneo depende grandemente dos sentimentos do pregador na

ocasião da apresentação, ou enunciação, e também das circunstâncias, de modo que ele corre

o perigo de completo insucesso. Pôr último ocorre o perigo do pregador se esquecer das linhas de imaginação.

“Diante destes argumentos, alguém perguntará: “devemos pregar com ou sem esboço”? A

Este pensamento da

bíblia nos ensina que devemos “crescer na graça e no conhecimento

Bíblia aplicado no campo da homilética sagrada, ensina-nos o seguinte: Devemos pregar (

todo o discurso e há facilidade de impedir a formação de habito de escrever

persiste em exortar e ensinar” ( desiste de

Muitas vezes as palavras proféticas de Jesus se cumprem neste sermão ‘

”.

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ou ensinar), tendo como orientação técnica um esboço e como orientação divina o Espirito

Santo. Jesus disse: “

Entretanto, se a “agradável, e perfeita vontade de Deus” é que preguemos sem nos determos a nenhum destes recursos apresentados, devemos seguir sua orientação, dizendo: “não se faça a minha vontade, mas a Tua”. Algo importante a considerar é que qualquer que seja o tipo de sermão que se vá pregar é preciso fazer uso dos princípios da homiletica: (inicio , meio e fim) que normalmente é :

deveis,

porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”(cf. M.23.23).

introdução , desenvolvimento e conclusão.

III- AS ESTRUTURAS DOS

SERMÕES

1). Estrutura Simples: Introdução, desenvolvimento e conclusão.

Aprendemos que a oratória e a retórica estabeleceram princípios básicos para a sua preparação que consistia de inicio (introdução), meio (corpo ou desenvolvimento) e fim (conclusão). Desta maneira ao preparar nosso sermão, teremos em mente estes princípios na redação de nosso texto. Introdução. O que é? 1- A palavra já sugere entrada, começo. É o momento em que daremos aos ouvintes o assunto que abordaremos. 2- A introdução é como se fosse à propaganda daquilo que vamos abordar. Portanto deverá ser breve. 3- Sugere-se que seja proporcional ao tamanho do sermão em dez por cento, sermão de trinta minutos, introdução de três minutos e por ai vai.

Importância da Introdução:

É ela que vai captar a atenção e o interesse dos seus ouvintes, pois os informará sobre o seu assunto. Se você não ganhar o interesse de seu ouvinte na introdução ele certamente prestará pouca ou nenhuma atenção ao resto do que vai dizer. Pontos de uma introdução para sermão:

1-

Apresentação e cumprimento aos ouvintes

2-

Oração para dependência do Espírito Santo (pregador e ouvintes)

3- Apresentação do tema do Sermão. Que pode ser em forma de Citação, ilustração, Louvor etc. Características de uma boa introdução:

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Interessante, porém não sensacional.

Breve, sem ser adrupta

Apropriada a ocasião, à mensagem e ao tema.

Modesta. Sem prometer demais.

Tipos de Introdução:

Introdução do tópico ou assunto. Anuncio do assunto a ser tratado.

Introdução por citação. Citação da Bíblia, de poemas, de conversas, de literaturas, de poesias etc.

Introdução de Ilustração: usa-se de uma ilustração que tenha haver com o assunto a ser discutido. Cuidado a ilustração não pode ser muito longa. Coisas que se deve evitar durante a Introdução:

Ser cômico demais (muita gracinha).

Pedir desculpas

Dizer vamos começar

Esticar os agradecimentos e elogios

Atenção: Cuide bem das primeiras frases. (você pode ganhar ou perder seu publico).

Desenvolvimento (Corpo do sermão, divisões, argumentação).

É o conteúdo principal de sua mensagem.

São os argumentos agrupados em divisões e subdivisões.

É o assunto dividido em partes pequenas.

É onde o pregador expõe suas idéias e faz a a interpretação e a aplicação do texto escolhido.

Sugerimos a titulo inicial que suas divisões tenham três partes principais, podendo ainda ter entre duas e três subdivisões.

É aqui que gastamos mais tempo com o sermão, em média 80% do total do sermão.

Para que um corpo de sermão seja bem desenvolvido é necessário argumentar para convencer a respeito do nosso assunto ou tema. Argumentar é defender um ponto de vista através do suporte de premissas. Portanto, um argumento é uma defesa de uma alegação que fazemos. A argumentação é um recurso que dispomos com o propósito de convencer alguém, para que esse tenha a opinião ou comportamento modificado (alterado) Sempre que argumentamos, temos o intuito de convencer alguém a pensar como nós. Para isso existem diversas formas de argumentação.

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Tipos de argumentação:

Existem diversas maneiras pelas quais o servo de Deus pode imprimir as verdades na mente dos ouvintes de sua congregação. 1- Argumentação “A Priori”. Parte das causas para os efeitos; Messe método o pregador desenvolve as suas idéias partindo de uma idéia geral até uma idéia especifica. É também conhecido como Método da Dedução ou inferência. E trabalha de modo que o ouvinte aos poucos vai deduzindo onde o pregador quer chegar. Esquema de um esboço de argumentação a priori ou de causa e efeito. Titulo Introdução (Apresentação do tema) Desenvolvimento

Causa (com explicações adicionais)

Efeito (com explicações adicionais).

Conclusão 2- Argumentação por citação: Sempre que queremos defender uma idéia procuramos pessoas consagradas ou reconhecidas como autoridades naquele assunto que estamos abordando. Normalmente citamos Autoridades que pensam como nós acerca do tema em evidencia ou discussão. Nós pregadores cristão citamos constantemente a Bíblia, para isso esteja sempre atento a falar o texto e o autor do mesmo e onde se encontra. 3- O método principal de argumentação para um sermão é o uso da Bíblia. Quando o pregador consegue mostra em seu sermão que “assim diz o Senhor” ele fala com uma autoridade que atrai a confiança de seus ouvintes. Tenha o preparador de sermão apenas cuidado para não usar testos fora de contextos, pois a má interpretação das escrituras

pode causar danos quase que irreparáveis na vida de uma pessoa.

4-

Argumentação por comprovação: A sustentação da argumentação se dará a partir das

informações apresentadas (dados, estatísticas, percentuais) que o acompanham. Esse recurso é explorado quando o objetivo é contestar um ponto de vista.

5-

Argumentação por questionamento. Se dá em forma de perguntas que o pregador faz e que ele mesmo vai respondendo; e assim firmando a sua tese. (tema). Exemplo:

Nossa ordem é marchar. Ex. 14.15.

I- Porque devemos marchar?

II- Como devemos marchar?

III- O que nos espera em nossa marcha?

Conclusão:

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O que é?

1- O termino, o fim. 2- É na realidade uma reapresentação rápida de todo nosso tema. O que devemos fazer em até 10% do tempo total de nosso sermão. Para cada 30 minutos teríamos 3 minutos de conclusão. Pode-se também incluir na conclusão o apelo. 3- A conclusão pode se dá de quatro formas:

1- Reapresentação do tema de forma rápida. 2- Em forma de Aplicação 3- Em forma de Apelo 4- Usando as três formas acima de uma maneira inteligente.

2) Estrutura Completa para sermão.

Na estrutura completa vamos lidar com os mesmos pontos da estrutura simples, porem agora,

acrescentados de títulos, divisões etc. Existem os que têm dificuldades de escrever seguindo a

estrutura completa, caso esse seja o seu problema, habitue-se primeiro a trabalhar com a

estrutura simples e quando estiver bem desenvolvido nela, passe a realizar a completa. Com

isso você estará crescendo na atividade da pregação. Estudaremos a seguir a estrutura

completa de um sermão. Quanto aos conceitos sobre a introdução, desenvolvimento e

conclusão seguem-se o que foi mencionado na estrutura simplificada.

Passo a passo da estrutura completa para sermão.

Texto Bíblico: É a passagem bíblica que serve de base para o sermão

A escolha do texto.

1- que tenha falado ao seu próprio coração 2- que alimente aos ouvintes (venha de encontro às necessidades). Para que a escolha do texto esteja em harmonia com as idéias supra citadas é necessário que o pregador seja um estudioso da palavra de Deus.

Titulo:

Nosso sermão ficaria incompleto sem este item. A função de titulo é embelezar o nosso assunto. Por exemplo, se o tema ( proposição ou idéia) for “Condições para o crescimento na graça” , o titulo seria “Como Crescer na Graça”.

a) O titulo deve estar de acordo com o texto ou mensagem.

b) O titulo deve ser interessante.

c) O titulo deve estar de acordo com a dignidade do púlpito. (cuidado com títulos

absurdos. Ex. O homem que perdeu a cabeça num baile.) d) O titulo deve ser breve. Uma sentença curta. De duas a sete Palavras.

e) O titulo pode ser em forma de afirmação, interrogação, ou exclamação.

f) Geralmente é um dos últimos itens a ser preparado.

g) Exemplos de títulos: Jesus, único Salvador; Quem é o caminho? Há eu não acredito!

Para melhor, não para pior! O sofrimento humano. Para não cair em tentação etc.

h) O titulo pode ser anunciado antes ou depois da leitura do texto bíblico.

i) Precisa ser claro.

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Tema:

Assunto sobre o qual iremos escrever, ou seja, a idéia que será defendida ao longo do sermão.

O tema nada mais é do que:

1- Uma afirmação sobre determinado assunto, em que tomamos uma posição. 2- É uma oração completa, deve apresentar ao menos um verbo. 3- Uma sentença curta representando tudo o que vamos falar. 4--O Tema expressa a idéia central do sermão.

Nosso tema geralmente nasce por inspiração ou pelo estudo de passagens bíblicas.

Entendemos que uma pessoa que lê a bíblia só vai entender o texto até que consiga entender o

significado daquilo que o autor quis transmitir.

Normalmente nós sem percebermos fazemos esta pergunta. Sobre o que o autor está falando?

E o que ele está dizendo quanto aquilo acerca de que está falando?

Você não entende o que lê até que possa dizer com clareza o tema do seu texto.

Aqueles que te ouvem não te entendem até que consigam responder às perguntas básicas;

Sobre o que o pregador está falando? Quantas vezes você esteve em uma igreja e na hora da

pregação você ficava se perguntando: o que o pastor tá querendo dizer com está palavra? E

quantas vezes saíram da igreja sem saber o que o pastor pregou.

Nosso dever como pregadores é passar logo de inicio aos nossos ouvintes está proposição.

Mostrar para ele sobre o que vamos falar. Isto é o nosso tema.

Sentença interrogativa: Em geral, o tema vem ligado ao sermão por uma pergunta.

Ela funciona como uma ponte para alcançarmos as partes principais do sermão.

É comum usarmos das seguintes expressões: Que? Quem? Qual? Por quê? Quando? Como?

Etc.

Oração de Transição:

1- Muito parecido com a sentença interrogativa, age também como uma espécie de

ponte para alcançarmos as divisões do sermão.

2- A oração de transição deve levar em si uma palavra chave que delineia o caráter

dos pontos das divisões principais.

3- Elementos comuns usados em transições: “Em Primeiro lugar”; “finalmente” ;

”além disso” ; “em segundo lugar” etc.

4- Uma boa sugestão é que o titulo, a sentença de interrogação e as sentenças de

transição tenham uma mesma palavra chave como referencia.

Atenção: Assim tanto a interrogativa quanto a oração de transição e o titulo formam esta

ponte.

Por exemplo:

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Tema: “A vida cristã é de constante dependência”

Para ligar esse tema ás divisões devem-se agora fazer a seguir a pergunta:

“Porque a vida cristã é de constante dependência?”. ( Sentença interrogativa)

Então a sentença de transição ficaria desse jeito:

“Vários são os motivos pelos quais podemos dizer que a vida cristã é de constante

dependência”

Com esta frase estamos ligados às divisões principais. E torna-se fácil entregar o sermão.

Podemos sempre fazer uso destes advérbios para nossas sentenças interrogativas e sentenças de transição. [ por que, como , o que, quando e onde]

Para facilitar nosso entendimento estudemos um esboço em construção.

Titulo: “A vida de Dependência”.

Tema: A vida cristã é uma vida de constante dependência. Oração interrogativa: “Porque a vida cristã é de constante dependência?” Oração de transição: “Vários são os motivos pelos quais podemos dizer que a vida cristã é de constante dependência.”.

I. Dependemos de Cristo para a salvação. Tito 3.5

II. Dependemos constantemente da palavra de Deus para o crescimento espiritual.1Pe.2.2

III. Dependemos constantemente da oração para o poder espiritual. Tiago.5.16.

IV. Dependemos constantemente de comunhão para o estímulo mútuo, 1 João 1.3.

Observe que existem quatro motivos para dependência

As divisões: É o corpo do Sermão.

a. São as argumentações do sermão.

b. São as partes principais do sermão.

c. As divisões promovem a clareza de idéias, pois uma vez ordenadas elas ficam fáceis de nossos ouvintes entenderem o que estamos falando.

d. As divisões geram unidade de pensamento. É através das divisões que o pregador percebe se sua mensagem segue em uma linha reta. Uma seqüência de idéias.

e. As divisões ajudam o pregador a descobrir o tratamento correto de um assunto.

f. As divisões ajudam o pregador a lembrar-se dos pontos principais do sermão.

g. As divisões esclarecem os pontos do sermão.

h. As divisões ajudam a recordar os aspectos principais do sermão. “É uma espécie de ‘cabide’ onde o ouvinte pendura cada verdade dita pelo pregador”.

Princípios Para A Preparação das Divisões Principais.

1- As divisões principais devem nascer do tema, e cada divisão contribui para o

desenvolvimento do mesmo.

Gostaria de sugerir que você dividisse o tema (idéia, assunto, preposição ) em duas ou três partes principais. ( há passagens que exigira mais divisões ).

2- Escreva todos os seus pensamentos principais.

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Nossa sugestão é que você tome de uma folha de papel, ou caderno e com calma comece a escrever toda ideia ou pensamento que perceber do material do seu sermão. Não se preocupe por enquanto com ordem correta e nem sequência. Simplesmente escreva.

3- Selecione os seus pensamentos Principais.

• Quais destes pensamentos são as três declarações mais importantes escritas nesta

folha? Escreva com letras maiúsculas e as enumere com números romanos. Ex. I, II, III.

• Qual declaração deve vir primeiro?

As Subdivisões.

As subdivisões são como que as ideias contidas na divisão principal.

A construção das subdivisões segue os mesmos princípios que foram usados para a

formulação das divisões. Anote cada ideia que deriva da ideia principal e relacione-as por ordem e terá assim as suas subdivisões. As subdivisões são de numero limitado. Como regra geral não deve passar de três ou quatro para cada divisão principal.

As ilustrações:

São histórias vividas, acontecimentos cotidianos, tudo o que achar interessante para clarear o nosso tema. Preconiza-se uma ilustração para cada divisão. Ilustrações são como que janelas para nossos sermões. Porem tem que se tomar cuidado para que nosso ouvinte não saia por elas.

Apelo:

Nossa tarefa como pregadores é levar os nossos ouvintes a uma transformação através da palavra pregada.

Aplicação: Elemento importante de um sermão. Mediante esse processo, mostramos ao

ouvinte aquilo que a Palavra esta pedindo para ser feito. Geralmente o pregador ao preparar a mensagem já percebe de antemão qual reação deseja do ouvinte, por exemplo: Mudança de atitude; tomada de decisão, desafio a ser seguido etc. É importante lembrar que a aplicação deve em primeiro lugar ser aplicado ao próprio pregador.

A aplicação pode ser feita depois da apresentação de cada verdade espiritual.

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Bibliografia:

BASTOS, Walter. 101 Sermões para todas as horas. São Paulo, Hosana Ltda, 2001, p 248. BRAGA, James. Como preparar Mensagens Bíblicas. São Paulo, 2002, Vida, p 228. DANTAS, Anísio Batista. Como Preparar Sermões. Rio de Janeiro:CPAD, 1995, p128 ROBINSON, Haddon W. A pregação Bíblica. São Paulo, 1983, Vida Nova, p 151.