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Carlos Alberto R. de Carvalho Junior

FILOSOFIA CONTEMPORÊNEA

Atividade desenvolvida como


reposição de carga horária na
disciplina de Filosofia,turma 4º A do
Curso de Formação de Docentes na
Educação Infantil e Anos Iniciais do
Ensino fundamental do Instituto de
Educação do Paraná Professor
Erasmo Pilotto.

CURITIBA
2007

Índice
Introdução ------------------------------------------------- P-3
Filosofia Contemporânea -------------------------------------------------P-4
Conclusão -------------------------------------------------P-8
Referências Bibliográficas ------------------------------------------------P-9
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Introdução

A filosofia sofre mudanças consideráveis com o passar dos anos, décadas,


séculos, mudanças significativas e de grande valor, tentarei mostrar nessa pesquisa a
qual realizei algumas dessas mudanças decorrentes ao passar dos anos.
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Filosofia Contemporânea
Abrange o pensamento filosófico que vai de meados do século XIX e chega aos
nossos dias. Esse período, por ser o mais próximo de nós parece ser mais o mais
complexo e o mais difícil de definir, pois as diferenças entre as várias filosofias ou
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posições filosóficas nos parecem muito grandes porque estamos vendo surgir entre
nós.
Consideramos como contemporânea a filosofia que se estende, dentro da
imprecisão cronológica própria das produções culturais, ao longo da segunda metade
do século XIX e da primeira metade do século XX. A filosofia contemporânea, nas suas
linhas mais fundamentais e características, só pode ser adequadamente compreendida
em relação com a obra de Hegel. Com efeito, a filosofia contemporânea constitui em
grande medida uma reação contra o sistema hegeliano, ao mesmo tempo que retoma
poucas das suas análises e interrogações. A mais notável e radical reação contra o
sistema de Hegel é feita por Marx, pelo marxismo. O marxismo, entroncado
originalmente na esquerda hegeliana, distingue e separa o sistema hegeliano (idealista)
do método dialético. Aceitando e transformando este último, a filosofia marxista "inverte"
o sistema de Hegel, propondo uma visão dialética-materialista da consciência, da
sociedade e da história. Outra reação contra o hegelianismo - reação estreitamente
vinculada à situação econômica, social e intelectual resultante da revolução industrial -
é representada pelo positivismo, especialmente o de Comte. Neste caso, reage-se
contra o "racionalismo" hegeliano naquilo que possa ter de menosprezo da experiência,
com a pretensão de instaurar um saber positivo, capaz de fundamentar uma
organização político-social nova. Como Marx, Comte conserva, no entanto, embora
transformando-o, um momento importante do hegelianismo: a idéia de "espírito
objetivo". O positivismo (tomado, em geral, como uma atitude renitente à especulação
filosófica e propenso a considerar a ciência como forma de conhecimento, não só
modelar, mas exclusiva) constitui, além disso, uma constante na história do
pensamento. Apesar das suas notáveis diferenças na maneira de pôr os problemas, é
possível reconhecer esta linha no empirismo do século XVIII, no positivismo do século
XIX e no positivismo lógico ou empirismo lógico do século XX. O empirismo lógico ou
positivismo lógico do séc. XX constitui um dos movimentos (juntamente com o
"atomismo lógico" e a filosofia analítica) integrantes da corrente analítica dos nossos
dias, cuja máxima originalidade consiste em haver transformado o próprio conceito de
filosofia: para a corrente analítica, a filosofia não tem por objeto a realidade, mas a
análise da linguagem acerca da realidade, quer se trate da linguagem ordinária ou
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comum, ou da linguagem científica acerca da realidade. Outras correntes da filosofia


contemporânea tomaram como objeto principal de consideração o fenômeno da
história, da vida e da irredutibilidade da existência pessoal: as filosofias historicistas,
vitalizas, existencialistas e personalistas. O existencialismo constitui, originalmente,
uma reação contra o hegelianismo e em favor da individualidade, colocando em
primeiro plano a categoria de singularidade, preferida pelo "sistema dialético" de Hegel
(Kierkegaard). No seu desenvolvimento no século XX (Heidegger, Sartre), a par da
reação anti-hegeliana já apontada, o existencialismo depende diretamente da
fenomenologia de Husserl, no tocante às suas análises da existência humana. Quanto
ao vitalismo de Nietzsche, representa uma reação não apenas contra Hegel, mas
contra toda a tradição intelectualista-religiosa que se opôs à vida e aos valores vitais,
desde que se verificou a aliança do platonismo com o cristianismo. Mesmo quando as
correntes filosóficas que mencionamos remetem direta ou indiretamente para Hegel,
seria errado deduzir dele, por oposição ou continuação (ou por ambas as coisas), todo
o pensamento contemporâneo. O descrédito geral da especulação filosófica
subseqüente ao hegelianismo conduziu a atitudes relativistas e cépticas contra as quais
se levantou também a filosofia. Este enfrentamento com o relativismo e o cepticismo
tornou-se patente a partir de diferentes posições, tanto na fenomenologia de Husserl
(intento de fazer da filosofia uma ciência de rigor), como nas investigações acerca da
vida e da história levadas a cabo por Dilthey e Ortega y Gasset. Estes dois filósofos
pretendem compreender a vida e a história com base em categorias especifica
rigorosas. Talvez a característica externa mais saliente da filosofia contemporânea seja
a disparidade de enfoques, sistemas e escolas, face ao desenvolvimento, de certo
modo mais uniforme e linear, da filosofia moderna (racionalismo, empirismo, Kant,
idealismo hegeliano). Para esta proliferação de pontos de vista e de escolas,
contribuíram, em grande medida, fatores sócio-culturais, como: a crise contemporânea
dos sistemas políticos, o avanço espetacular das ciências naturais e lógico-formais e o
desenvolvimento das ciências humanas, cujos métodos e resultados tiveram
repercussões e conseqüências de interesse no campo e nos problemas da filosofia
(psicanálise, estruturalismo).
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A Concepção de verdade, há várias perguntas filosoficamente relevantes que se pode


fazer a respeito da verdade e há mais de uma resposta a cada uma delas na história da
filosofia, embora algumas predominem. As principais questões são:

• Pergunta metafísica: O que é (no que consiste) a verdade? Essa pergunta tem
uma versão mais tradicional: Qual é a essência ou natureza da verdade? A
essência ou natureza de uma coisa X é tradicionalmente concebida como o
conjunto das condições necessárias e suficientes para que algo seja X, ou seja,
como o conjunto das características que todos os Xs possuem e apenas os Xs
possuem. (A metafísica é tradicionalmente concebida como a disciplina filosófica
que estuda a essência das coisas e determina que tipos de coisas existem
(ontologia).)
• Pergunta epistemológica: Como podemos conhecer a verdade? O conhecimento
é concebido tradicionalmente como crença verdadeira justificada. Sendo assim,
a pergunta epistemológica pode ser formulada assim: como podemos ter crenças
verdadeiras justificadas? (A epistemologia é tradicionalmente concebida como a
disciplina filosófica que estuda a essência e possibilidade do conhecimento.)
• Pergunta Semântica: Qual é o significado da palavra "verdade"? A explicação do
significado de uma palavra é geralmente denominada "definição", num sentido
amplo. Nesse sentido amplo, a pergunta semântica pode ser reformulada assim:
Qual é a definição da palavra "verdade"? Mas há uma pergunta mais geral: qual
é a função da palavra "verdade"? (A semântica é tradicionalmente concebida
como a parte da filosofia da linguagem que estuda o significado, ou, como
algumas vezes é dito, a relação entre as expressões linguíticas e aquilo que elas
significam. Mas essa última formulação pode levar a mal-entendidos.)
• Há controvérsia sobre qual é as relações entre essas perguntas. Por exemplo: a
pergunta metafísica e a pergunta epistemológica não são a mesma pergunta? A
resposta a essa questão depende muito de como entendemos (como explicamos
o significado de) "significado", algo que também é matéria de controvérsia (W. V.
Quine, p.ex., acredita que essa palavra, bem como todas as noções intencionais,
não tem utilidade teórica). Se o significado de "verdade" é completamente
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determinado pelos critérios nos quais nos baseamos para usar essa palavra e a
essência da verdade é independente desses critérios, ou seja, se podemos usar
a palavra "verdade" e ignorar, ao menos parcialmente, sua essência, então uma
análise do significado da palavra "verdade" não fornecerá necessariamente
conhecimento sobre a essência da verdade. Além disso, alguns filósofos pensam
que a resposta correta à pergunta semântica implica uma dissolução da pergunta
metafísica (cf. teoria da verdade como redundância em "Deflacionismo" infra). Se
a essência do conhecimento é constituída parcialmente pela verdade
(conhecimento = crença verdadeira justificada), então isso mostra que verdade e
conhecimento não podem ser a mesma coisa. Não obstante, alguns filósofos
tentaram reduzir a verdade total ou parcialmente ao conhecimento e outros
deram a mesma resposta à pergunta metafísica e à pergunta epistemológica.
Seja como for, uma resposta à pergunta epistemológica depende de uma
resposta à pergunta metafísica. Por outro lado, as respostas à pergunta
semântica têm relevância filosófica na medida em que têm determinam em
alguma medida a resposta à pergunta metafísica. Por isso, o restante desse
verbete se concentra na pergunta metafísica. Normalmente é assim que os
verbetes sobre a verdade se estruturam. Eles apresentam teorias da verdade, ou
seja, teorias sobre a essência da verdade.

A Concepção da Ética passou a ser o estudo de valores morais (as virtudes), da


relação entre vontade e paixão, vontade e razão; finalidades e valores da ação
moral; idéias de liberdade, responsabilidade, dever, obrigação ,etc..

Conclusão
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A filosofia assim como tantas outras matérias ciências, matemática, etc., está
sujeita a constantes transformações, devido a que novas verdades surgem e
automaticamente substituem verdades até então absolutas.
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Referências Bibliográficas

CHAUI,Marilena – CONVITE À FILOSOFIA – 3 edição - São Paulo: Ática, 1995


ARANHA, Maria Lúcia Arruda – TEMAS DE FILOSOFIA – São Paulo: Moderna, 1992
ARANHA, Maria Lúcia Arruda – INTRODUÇÃO A FILOSOFIA – São Paulo: Moderna,
1986.
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