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“Self-evaluation should be a part of normal school life wich involves everyone: staff,

pupils, parents, governors, inspectors and the wider community […] If the value of the
library in supporting teaching and learning is to be fully appreciated, its evaluation
should be seen as an integral part of all school self evaluation.” (Sarah McNicol “Incorporating

library provision in school self-evaluation”)

O Modelo de Auto-avaliação da Biblioteca Escolar no contexto da Escola

As acções desenvolvidas neste espaço visam transformar a BE num


centro com recursos diversificados que apoiem e complementem as
actividades curriculares quotidianas, criando hábitos de leitura e de pesquisa
de informação em suportes diversificados, transformando-se a cultura numa
necessidade cada vez mais valorizada pelas famílias e pela sociedade
contribuindo, assim, para o desenvolvimento integral do indivíduo.
A BE tem desenvolvido um trabalho de qualidade nos domínio da
Gestão da Biblioteca Escolar e da Leitura, contudo ainda é possível melhorar
alguns aspectos. Recorde-se que o desempenho da BE depende, também, de
outros agentes para que esta se possa constituir como espaço de grande
interesse pedagógico no auxílio e complemento das actividades curriculares e
extracurriculares. Assim, a melhoria deste espaço tem de constituir um
compromisso da escola, na sua totalidade, pois um melhor desempenho da BE
beneficiará toda a comunidade educativa.

Do diagnóstico realizado constatou-se que:

 a BE está contemplada no funcionamento global da escola e é


entendida como uma plataforma ao serviço da escola, embora o seu
enquadramento nos documentos oficiais da escola/agrupamento, precise de ser
reajustado;

 a Direcção e a comunidade escolar reconhecem o valor da BE;

 a BE está aberta em contínuo;

 a BE não implementa nenhum sistema de avaliação sistemático com o


objectivo de fomentar a melhoria da qualidade. Existem referências bastante
positivas relativas às boas práticas no que respeita à promoção da leitura,
principalmente no Pré-Escolar e 1º Ciclo, mas não há dados relativamente à
sua ligação ao currículo e promoção da literacia da informação, que sejam
relevantes na orientação da nossa acção;

 o Coordenador tem exercido uma boa gestão e uma forte liderança,


mobilizando a equipa e a restante comunidade educativa para o valor e
trabalho da BE;

 a equipa é desajustada, em termos de número e competências, às


necessidades da BE, embora os seus actuais elementos tenham as suas
atribuições muito bem definidas, respondendo às solicitações dos utilizadores;

 a colecção ainda não responde adequadamente às necessidades de


informação da escola, sendo pouco equilibrada no que se refere aos suportes e
às diferentes áreas;

 o catálogo de uma das bibliotecas (EB1 S. Tiago) está totalmente


informatizado, catalogado e actualmente em fase de disponibilização online e
de entrada em funcionamento do modo de empréstimo e circulação do
programa (Bibliobase); na biblioteca da EBI Afonso de Paiva, o catálogo está
em fase final de catalogação, sendo prevista a sua disponibilização online
brevemente;

 a BE não tem orçamento próprio nem conta com nenhuma verba


adicional, para além das verbas atribuídas pelo PNL ou RBE;

 a BE não desenvolve uma política de difusão da informação.

O diagnóstico possibilitou a identificação de alguns aspectos a melhorar,


designadamente:

 a partilha de documentação com outras bibliotecas;

 a diversificação e alargamento do serviço de empréstimos a materiais


não impressos ;

 adequação dos equipamentos tecnológicos (hardware e software) às


necessidades da BE;

 a promoção de reuniões com a direcção, coordenadores de


departamento e de disciplina e outras estruturas educativas da escola,
procurando integrar a BE no planeamento global da escola;

 divulgação sistemática do catálogo da BE (divulgação online);

 promoção de acções de formação para utilizadores da BE;

 dinamização de acções de promoção da leitura e das literacias da


informação.

 Qualificar os jovens e adultos no desenvolvimento de competências de


leitura e de literacias.

 Transformar a BE num centro de recursos multimodal de excelência.

Ora é neste contexto de mudança e constante adequação de práticas


face às necessidades dos utilizadores, que se afirma o papel de liderança e de
gestão do PB. A BE tem que se afirmar como espaço nuclear activo de
aprendizagem e é neste contexto que se enquadra o modelo de auto-avaliação
entendido como um instrumento pedagógico de regulação, com vista à melhoria
contínua.

Sabendo que o modelo de auto-avaliação irá ser implementado pela


primeira vez no presente ano lectivo, não me é fácil antecipar a resposta da
comunidade educativa, porém registo alguns aspectos que considero
potenciais factores inibidores do processo:

 Falta de tempo para um processo moroso;


 Formação Insuficiente por parte dos elementos da equipa na
área;
 Resistência dos professores à elaboração e recolha de
documentos, face à constante burocratização e excesso de
documentação a preencher;
 Dificuldade em motivar a comunidade escolar/educativa para
reflexões sobre práticas, mudanças e trabalho colaborativo;
 Resistência à mudança inerente a qualquer processo inovador

Plano de Acção

O processo de auto-avaliação da BE, terá de interagir com as diferentes


estruturas da escola, envolvendo diferentes intervenientes, designadamente:
 A equipa da BE;
 A Direcção da Escola;
 O Conselho Pedagógico;
 Os vários Departamentos Curriculares;
 Os Alunos;
 Os Pais/Encarregados de educação
 Os Assistentes Operacionais.

Num processo desta abrangência, o papel do PB é fundamental: cabe-


lhe a ele agir, gerir, liderar e coordenar, ser activo e persuasivo, envolvendo a
todos neste processo avaliativo. Esta liderança deve pautar-se pela intervenção
e transformação, nortear-se pelas evidências (evidence based practice) e
associar-se a uma visão estratégica indissociável a este modelo, onde deve
imperar o trabalho colaborativo.
A recolha e análise dos dados recolhidos ao longo do ano deverá reflectir
o impacto da BE na Escola e no sucesso educativo dos alunos e será a
argamassa para a elaboração de um relatório de auto-avaliação final, que após
apresentação e discussão em Conselho Pedagógico, servirá de base para a
realização de um plano de acções de melhoria a implementar, não esquecendo
que estes resultados devem ser parte integrante da avaliação do Agrupamento.
Partilha, colaboração, diálogo, comunicação, são estas as palavras de
ordem neste processo. Apesar das dificuldades, compete ao PB afirmar-se pois
os resultados de todo este processo serão uma mais-valia para o trabalho
futuro. Lá chegaremos…

Castelo Branco, 21 de Novembro de 2009


Carla Nunes