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RELATÓRIO DE IMPACTO AO MEIO AMBIENTE – RIMA

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO

6

2. INFORMAÇÕES GERAIS

7

2.1.FINALIDADESDOEMPREENDIMENTO

 

7

2.2.IDENTIFICAÇÃODOEMPREENDEDOR

7

2.3.IDENTIFICAÇÃODAEMPRESADECONSULTORIA

8

3. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

11

3.1.RESÍDUOSASEREMTRATADOSEDISPOSTOSNAHENRIQUES

13

3.1.1.RESÍDUOSCLASSEI–PERIGOSOS

13

3.1.2.RESÍDUOSCLASSEII–NÃOPERIGOSOS

 

13

3.1.2.2.ResíduosclasseIIB–inertes

14

3.1.2.3.Métodosdeensaio

14

3.2. AS INSTALAÇÕES DA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS HENRIQUES

ROCHEL PARELHEIROS

14

3.2.1.PORTARIAEBALANÇA–RECEPÇÃODERESÍDUOS

15

3.2.2.ESCRITÓRIOADMINISTRATIVO

16

3.2.3.OFICINAMECÂNICAEFÁBRICADECONTAINERES

17

3.2.4.SISTEMADEREAPROVEITAMENTODEÁGUADECHUVA

17

3.2.5.PÁTIODEESTACIONAMENTO

17

3.2.6.SISTEMADEILUMINAÇÃO

17

3.2.7.ISOLAMENTO

17

3.2.8.ACESSOS

18

3.2.9.DRENAGEMPLUVIAL

19

3.2.10.CENTRALDETRIAGEMDERESÍDUOS

 

20

3.2.10.1.GalpãodeTriagemdeResíduosClasseI

20

3.2.10.2.GalpãodeTriagemdeResíduosClasseII

21

3.2.11.PRENSAGEMDEFILTRODEÓLEO

22

3.2.12.GALPÃODEBENEFICIAMENTODEISOPOREPOLIURETANO

23

3.2.13.GALPÃODEDESCONTAMINAÇÃODELÂMPADASFLUORESCENTES

24

3.2.14.EMBALAGENSDEÓLEOLUBRIFICANTE

 

24

3.2.15.GALPÃODEBENEFICIAMENTODEPLÁSTICOS,PAPELEPAPELÃO

24

3.2.16.DESCONTAMINAÇÃO

E

DESCARACTERIZAÇÃO

DE

TANQUES

DE

COMBUSTÍVEIS

 

26

3.2.17.GALPÃODEBLENDAGEMDERESÍDUOSCLASSEI

26

3.2.18.CAIXADESOLIDIFICAÇÃODERESÍDUOSCLASSEI

27

3.2.19.CAIXADESOLIDIFICAÇÃODERESÍDUOSCLASSEII1A

28

3.2.20.LABORATÓRIODEANÁLISESFÍSICO-QUÍMICAS

 

28

3.2.21.CÉLULASDEDISPOSIÇÃOFINAL

29

3.2.21.1.AterrodeResíduosClasseI

29

3.2.21.2.AterrodeResíduosClasseII1A

31

3.2.21.3.SistemadeImpermeabilizaçãodebasedosAterrosdeResíduosClassesIeII-A34

3.2.21.4.SistemadeDrenagemProfundadeSegurança

34

3.2.21.5.SistemadeDrenagemdePercolados

35

3.2.21.6.SistemadeDrenagemdeGases

35

3.2.21.8.ImpermeabilizaçãoSuperiordaCéluladeResíduosClasseII-A

35

3.2.22.SISTEMADEARMAZENAMENTODELÍQUIDOSPERCOLADOS

 

35

3.2.23.SISTEMADEDRENAGEMSUPERFICIAL

 

36

3.2.24.FÁBRICASDEBIODIESELESABÃO

 

36

3.2.25.

TRATAMENTO

DE

EFLUENTES

DE

OPERAÇÃO

DA

HENRIQUES

ROSCHEL

 

39

3.2.26.CAPTAÇÃODEGASESNOATERRODERESÍDUOSCLASSEII-AEGERAÇÃODEENERGIA

41

3.2.27.SISTEMADEMONITORAMENTODEÁGUASSUPERFICIAISESUBTERRÂNEAS

42

3.2.28.SISTEMADEMONITORAMENTODEEFLUENTES

 

43

3.2.29.SISTEMADEMONITORAMENTOTOPOGRÁFICO

43

3.2.30.POÇOARTESIANO

 

43

3.2.31.

SISTEMA

DE

TRATAMENTO

E

ARMAZENAMENTO

E

DISTRIBUIÇÃO

DE

ÁGUA

POTÁVEL

44

3.2.32.SISTEMADETRATAMENTODEESGOTOSANITÁRIO

44

3.2.33.TREINAMENTODOSOPERADORES

45

3.2.34.CONTROLEDEPOLUIÇÃO

45

3.2.35.ENCERRAMENTODECÉLULAS

46

3.3.LOGÍSTICADECAPTAÇÃOETRANSPORTEDERESÍDUOS

47

3.3.1.COLETADERESÍDUOSNAFONTEGERADORA

49

3.3.2.RECEBIMENTODERESÍDUOSPELAHENRIQUESROSCHEL

49

3.3.3. RECEBIMENTO

DE

RESÍDUOS PELA

50

ESTAÇÃO

DE TRANSBORDO

3.4.ÁREADEABRANGÊNCIADOEMPREENDIMENTO

3.5.

EFLUENTES

LÍQUIDOS

52

TRATAMENTO, DESTINAÇÃO

52

3.5.1.GERAÇÃODEEFLUENTESLÍQUIDOSESEUTRATAMENTO

52

E

DE

RESÍDUOS HENRIQUES ROSCHEL

IMPACTOS

POTENCIAIS

ASSOCIADOS

3.6. EMISSÕES ATMOSFÉRICAS – TRATAMENTO, CONTROLE, DESTINAÇÃO E IMPAC-TOS POTENCIAIS ASSOCIADOS

54

3.6.1.TRATAMENTODASEMISSÕESATMOSFÉRICAS

54

4. SITUAÇÃO AMBIENTAL

56

4.1.ÁREADEINFLUENCIADOEMPREENDIMENTO

56

4.1.1.ÁreaDiretamenteAfetada–ADA

56

4.1.2.ÁreadeInfluênciaDireta(AID)

57

4.1.3.ÁreadeInfluênciaIndireta(AII)

58

4.2.MeioFísico

59

4.2.1.DireçãodosVentosPredominantesnaRegião

59

4.2.2.Ruídos

61

4.2.3.ASPECTOSGEOMORFOLÓGICOS

61

4.2.4.ASPECTOSDAHIDROGRAFIA

61

4.2.4.1.QualidadedaÁgua(CETESB)

62

4.3.MEIOBIÓTICO

63

4.3.1.COBERTURAVEGETAL

63

4.3.2.AVIFAUNA

64

4.3.3.MASTOFAUNA

65

4.3.4.HERPETOFAUNA

66

4.3.5.ICTIOFAUNA

66

4.4.MEIOANTRÓPICO

69

4.4.2.Visualizaçãodapaisagemeapercepçãodosmoradores

71

5.

IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS

 

75

6.

PROGRAMAS

DE

ACOMPANHAMENTO

 

E

MONITORAMENTO

DOS

IMPACTOS

AMBIENTAIS

 

79

7.

ANÁLISE DE RISCO

80

7.1.ANÁLISEPRELIMINARDEPERIGO–APP

 

80

7.2.

HIPÓTESES

acidentais

das

fases

de

implantação

e

operação

da

HENRIQUES

ROSCHEL

 

83

 

7.2.1.HipótesesacidentaisdafasedeimplantaçãodaHENRIQUESROSCHEL

 

83

7.2.2.HipótesesacidentaisdafasedeoperaçãodaHENRIQUESROSCHEL

 

86

8.

CONCLUSÃO

89

1. APRESENTAÇÃO

A HENRIQUES ROSCHEL – Empresa de Tratamento de Resíduos Industriais de Parelheiros Ltda. e a ADCCKR Assessoria Técnica Ltda., apresentam o

documento intitulado Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da HENRIQUES ROSCHEL, visando ao Licenciamento Ambiental (Licença Prévia – LP), junto à sociedade

e as instituições públicas constituídas do município de Parelheiros São Paulo.

Este RIMA apresenta um resumo das principais informações e conclusões do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que teve como principio o as Resoluções do Conama nº. 01/86 e nº. 237/97, com base no Termo de Referência emitido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia – SEMAC e pelo Instituto de Meio Ambiente de São Paulo SEMA.

A avaliação ambiental foi realizada a partir da caracterização do empreendimento elaborada através de informações fornecidas pelo empreendedor e dos

levantamentos na área do empreendimento relativa a terra, água, ar, animais terrestres e aquáticas, bem como da população do entorno. Promovendo o esclarecimento como meio de institucionalizar a participação democrática e reduzir os riscos de erros na tomada de decisão.

Conforme solicitação do Termo de Referência, o presente documento, está sendo entregue em sete vias impressas e três vias em meio digital de igual teor e conteúdo.

São Paulo, 23 de Setembro de 2010.

2. INFORMAÇÕES GERAIS

2.1. FINALIDADES DO EMPREENDIMENTO

Este Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, contempla a análise do Projeto Industrial da HENRIQUES ROSCHEL – Empresa de Tratamento de Resíduos Industriais de Parelheiros Ltda., que se trata de uma Central de recebimento, tratamento, valorização e destinação final de resíduos de origem urbana, industrial, comercial e de prestadores de serviços.

Configura-se como finalidade da HENRIQUES ROSCHEL classificar, tratar, dispor, reciclar e processar resíduos classes I, IIA e IIB.

O projeto executivo da HENRIQUES ROSCHEL – Empresa de Tratamento de Resíduos Industriais de Parelheiros Ltda. foi elaborado pela HENRIQUES ROSCHEL – Central de Tratamento e Disposição de Resíduos Industriais e Comerciais Ltda., caracterizando transferência de tecnologia empregada com sucesso e experiência operacional, o que agrega segurança à sua concepção, instalação e operação, podendo as situações reais de operação serem avaliadas com elevado critério técnico, durante a avaliação da viabilidade de sua instalação no Estado de São Paulo, por técnicos do Órgão Ambiental Licenciador, o SEMA – Secretária Meio Ambiente de São Paulo, e interessados, através de visita técnica à Unidade de Tratamento de Resíduos em operação da HENRIQUES ROSCHEL, em Parelheiros – SP.

A HENRIQUES englobará um rigoroso sistema de gerenciamento, através do qual todos os resíduos serão tratados por um conjunto articulado de ações e de planejamento, visando principalmente os critérios técnicos sanitários, ambientais e econômicos, de forma a segregar, tratar e dispor adequadamente os resíduos sólidos Classe I, IIA e IIB.

Neste item, será apresentado o projeto básico descritivo, além dos principais procedimentos operacionais relativos às diversas etapas que compreenderão a Unidade de Tratamento de Resíduos da HENRIQUES ROSCHEL no município de Parelheiros – SP. O projeto contemplou as mais modernas técnicas de tratamento e disposição final dos resíduos sólidos, semi-sólidos e líquidos de classe I, IIA e IIB.

2.2. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

Identificação e qualificação do empreendedor.

Identificação e qualificação do empreendedor. Tabela 1 - Identificação e qualificação do empreendedor.

Tabela 1 - Identificação e qualificação do empreendedor.

Dados Cadastrais do Empreendimento Tabela 2 – Dados Cadastrais do Empreendimento. Responsável Técnico pela

Dados Cadastrais do Empreendimento

Tabela 2 – Dados Cadastrais do Empreendimento.

Responsável Técnico pela elaboração do Projeto

Profissional

Formação/Atividade no Projeto

Registro em Conselho de Classe

Ailton dos Reis Pereira

Engenheiro Sanitarista e Ambiental / responsável pela elaboração do Projeto do Empreendimento

CREA 050009-7

Tabela 3 - Responsável Técnico pela Elaboração do Projeto

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) foram realizados pela empresa de consultoria ADCCKR Construtora e

Assessoria Técnica Ltda. e sua equipe técnica de consultores. A relação dos dados cadastrais e profissionais desta equipe é apresentada a seguir:

2.3. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA DE CONSULTORIA

Razão Social:

ADCCKR Consultoria e Assessoria Técnica S/A

CNPJ:

08.778.432/0001-11

Atividade:

Elaboração de estudos e monitoramento em sistema de gestão ambiental

Endereço:

Rua Gabriel Netuzze Peres, 88 Santo Amaro

Fone/Fax:

(11) 5548 9296

E-mail:

Equipe de gestores:

Aerton dos Reis, Derci de Paula, Maria de Cássia Henriques, Maria Cristina Amorim, Katiane Vieira Rocha, Raul Guilherme

Tabela 4 – Identificação da empresa de consultoria

3. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

O empreendimento encontra-se inserido no Município de Parelheiros, estado de São Paulo, (Figura 1). Toda a área localiza-se neste Município, distante 45 km da

Capital Paulista.

neste Município, distante 45 km da Capital Paulista. Figura 1 - Localização do empreendimento, inserido no

Figura 1 - Localização do empreendimento, inserido no município de Parelheiros.

O empreendimento foi projetado com base em uma demanda prevista de resíduos para serem dispostos em valas, considerando-se um avanço em módulos de

disposição final Classe I e II-A. Sua vida útil foi estimada em 50 anos, para a configuração de projeto inicial, sem ampliação, exigindo investimentos de instalação da

ordem de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais). A HENRIQUES ROSCHEL instalará, em suas dependências, duas centrais de triagem, permitindo que todos os resíduos potencialmente recicláveis sejam recuperados evitando se,assim, sua disposição ao aterro, possibilitando seu retorno a processos produtivos, como matéria- prima de indústrias de transformação. A questão da energia renovável também faz parte da ideologia da empresa, que optou por reaproveitar os gases originados na digestão anaeróbia dos resíduos classe IIA, biogás, como combustível para a geração elétrica, suprindo a parte da demanda energética das instalações do empreendimento.

Ainda relacionado ao tema “energia renovável”, será instalada, na HENRIQUES, ROSCHEL uma unidade de produção de biodiesel a partir da reutilização de óleo de cozinha usado,que abastecerá a frota de veículos e máquinas com motor ciclo OTTO, na proporção de 20% com diesel. Esta iniciativa dá uma destinação produtiva a este rejeito e com significativos benefícios ao empreendimento e ao meio ambiente, evitando que seja destinado de forma inadequada, como seu despejo na rede pluvial ou no solo, podendo contaminar mananciais, cursos d’água e demais coleções hídricas, ou ainda, gerar grande transtorno operacional às Estações de Tratamento de Esgoto – ETE, quando lançados na rede coletora, através de sua disposição irregular em pias e ralos, domiciliares e comerciais, em sistemas desprovidos de caixas de gordura bem dimensionadas, adequadas para a contenção desta substância. Além da produção de biodiesel, a glicerina e banha obtida do óleo usado são utilizadas na fabricação de sabão, que serão fornecidos às donas de casa, como incentivo para a separação do óleo de cozinha.

Podem ser destacas, ainda, as seguintes estruturas como diferencial em relação a outras empresas do ramo:

Laboratório químico;

Caixas de solidificação de resíduos classe Ie classe II-A;

Descontaminação de tanques de combustível;

Posto de lavagem onde se procede a limpeza e desinfecção dos equipamentos utilizados no aterro e das caixas Brooks e containers, que utiliza efluentes tratados;

Processamento de peças de isopor e poliuretano, fornecidos para concreteiras que produzem o concreto leve como isolador térmico e acústico, bem como nas fábricas de almofadas para a confecção de “puf”;

Descontaminação de lâmpadas fluorescentes;

Blendagem dos resíduos;

Co-processamento de resíduos, onde, após blendados, são enviados à indústria cimenteiras, para sua destruição térmica adequada, de forma produtiva;

Sistema de tratamento de efluentes líquidos constituído de tratamento biológico (biodigestores, lagoa aerada de mistura completa, decantador secundário, lagoa de maturação e lagoa de polimento), tratamento físicoquímico (neutralização, floculação, precipitação e decantação) e tratamento terciário com a desinfecção, através de cloração dos efluentes tratados. É importante frisar que o efluente líquido tratado volta às instalações da HENRIQUES ROSCHEL , sendo destinadas a usos secundários.

É importante reforçar que a HENRIQUES ROSCHEL é responsável pelo projeto executivo e obras de instalação do empreendimento, além de capacitação de

profissionais técnico-operacionais, dando total suporte para o início de operação do empreendimento, com garantia sobre a transferência de tecnologias e eficiência dos sistemas de tratamento que serão instalados.

3.1. RESÍDUOS A SEREM TRATADOS E DISPOSTOS NA HENRIQUES ROCHEL

A Norma ABNT NBR 10.004/2004 classifica os resíduos sólidos em:

a) resíduos classe I– perigosos;

b) resíduos classe II– não perigosos; {resíduos classe IIA – não inertes resíduos classe IIB – inertes}.

3.1.1. RESÍDUOS CLASSE I– PERIGOSOS

Resíduos classe I, são aqueles que apresentam periculosidade, característica apresentada em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto- contagiosas, podendo agregar:

a) risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus índices;

b) riscos ao meio ambiente, quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada.

Se enquadram nesta classificação aqueles resíduos que constem nos anexos A ou B da NBR 10.004/2004, ou que apresentem pelo menos uma das características discriminadas na norma ABNT NBR 10.007, sendo estas: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogeneicidade.

3.1.2. RESÍDUOS CLASSE II– NÃO PERIGOSOS

3.1.2.1. Resíduos Classe IIA – Não inertes

Aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I – perigosos ou de resíduos classe II-B – inertes, conforme a norma ABNT NBR 10.004/2004. Os resíduos classe II-A – não inertes, podem apresentar propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.

3.1.2.2. Resíduos Classe IIB – Inertes

Quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa, segundo a ABNT NBR 10007, e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, conforme ABNT NBR 10006, não apresentarem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.

3.1.2.3. Métodos de ensaio

Para análises químicas deverão ser utilizados os métodos USEPA – SW 846, última edição e, quando disponíveis, os métodos nacionais equivalentes

elaborados pela ABNT.

Ainda, de acordo com o Manual de Gerenciamento Integrado, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, Resíduos Sólidos, são os restos das atividades humanas consideradas pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

Considerando-se os resíduos quanto à sua origem e produção, podem ser classificados como: domiciliar, comercial, industrial, hospitalar e de fontes especiais, sendo suas definições:

1. Resíduo Domiciliar: Também chamado de resíduo residencial ou doméstico, é constituído, em geral, por sobras de alimentos, invólucros, papéis, papelões,

plásticos, vidros e trapos.

2. Resíduo Comercial: É oriundo de estabelecimentos comerciais como lanchonetes, restaurantes, escritórios, hotéis, bancos, entre outros. Os componentes

mais comuns neste tipo de resíduo são papéis, papelões, plásticos, restos de alimentos e embalagens de madeira.

3. Resíduo Industrial: É todo e qualquer resíduo resultante de atividades industriais, estando neste grupo os resíduos provenientes das construções. Em geral,

esta classe de resíduos é responsável pela contaminação do solo, ar e recursos hídricos, devido à forma de coleta e disposição final, que, na maioria dos centros urbanos, fica a cargo do próprio produtor. Assim, é freqüente observar-se o lançamento de resíduos industriais em locais inadequados, contaminando solo e recursos hídricos, o que geralmente traz graves consequências do ponto de vista sanitário e ambiental.

4. Resíduo Hospitalar: Geralmente são divididos em dois tipos, segundo a forma de geração: resíduos comuns, compreendendo os resíduos não infectantes

(alimentos, papéis, invólucros, entre outros, que não apresentaram contato com substâncias e materiais infectantes) e resíduos infectantes, ou especiais (aqueles oriundos de salas de cirurgias, áreas de internação e isolamento), também denominados resíduos sépticos, que exigem atenção especial quanto ao seu acondicionamento, armazenamento local, coleta e disposição final, devido aos riscos que podem oferecer.

5. Resíduo Especial: Trata-se de resíduos em regime de produção transientes, como veículos abandonados, podas de jardins e praças, mobiliário, descargas

clandestinas, etc. Pode-se ainda identificar mais um tipo de resíduo, o Resíduo Público. Trata-se daquele originado dos serviços de limpeza pública urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de galerias, de córregos e de áreas de feiras livres.

3.2. AS INSTALAÇÕES DA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS HENRIQUES ROSCHEL

A Central de Tratamento de Resíduos HENRIQUES ROSCHEL será montada em uma área inicial de 173,25 hectares e perímetro de 5.964,55 m, onde todos os

estudos relacionados à sua implantação foram realizados quando da elaboração deste Estudo de Impacto Ambiental – EIA. As estruturas que farão parte do complexo HENRIQUES ROSCHEL serão descritas na seqüência.

3.2.1. PORTARIA E BALANÇA – RECEPÇÃO DE RESÍDUOS

A Recepção de Resíduos será o local responsável pelo controle, conferência, caracterização e quantificação dos resíduos destinados ao aterro, onde será

realizada a conferência de todas as documentações (Manifesto de Transporte de Resíduos – MTR, Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ, vales e demais informações adicionais), pesagem do veículo, determinação de volume de resíduos a serem dispostos e caracterização destes.

Este setor seguirá rígidos procedimentos operacionais, evitando que resíduos não caracterizados e classificados sejam admitidos à Unidade de Tratamento de Resíduos HENRIQUES ROSCHEL. Para isso, contará com atuação direta de equipe técnica altamente especializada, detentoras de poder de decisão, com apoio de Laboratório próprio para a efetiva classificação, identificação, monitoramento e mapeamento dos resíduos recebidos.

Somente após essa verificação inicial a carga será liberada ao correto local de descarga.

Na Figura 2 é apresentada síntese esquemática do setor de Recepção de Resíduos da HENRIQUES ROSCHEL.

Figura 2 - Diagrama de blocos para o setor de Recepção de Resíduos da HENRIQUES

Figura 2 - Diagrama de blocos para o setor de Recepção de Resíduos da HENRIQUES ROSCHEL.

3.2.2. ESCRITÓRIO ADMINISTRATIVO

O Escritório Administrativo será o local onde ocorrerá toda a rotina administrativa, financeira, de controle operacional e de vigilância eletrônica de toda a estrutura do complexo da HENRIQUES ROSCHEL. Haverá, nesta edificação, sala de reuniões, lavabos e banheiros, sala da diretoria, sala do setor financeiro, sala de administração, copa, arquivos, logística e transporte. Serão 370 m² distribuídos em dois pavimentos.

3.2.3. OFICINA MECÂNICA E FÁBRICA DE CONTAINERES

Na Oficina Mecânica e Fabrica de Containeres, toda a estrutura será voltada à manutenção e reparos mecânicos das máquinas, equipamentos e caminhões, bem como na fabricação, manutenção e reparos das caixas brooks e containeres de coleta, de forma a manter a estrutura em perfeita funcionalidade e boa aparência.

3.2.4. SISTEMA DE REAPROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA

Toda edificação terá um sistema de drenagem formadas por calhas que conduzirão as águas pluviais dos telhados para um sistema de filtragem e, posteriormente, a uma cisterna, de forma a armazenar essa água que será utilizada para fins não nobres, tais como lavagem de pisos, caminhões, caixas, máquinas, irrigação e vasos sanitários.

3.2.5. PÁTIO DE ESTACIONAMENTO

Local exclusivo aos funcionários e visitantes para estacionarem seus veículos. Haverá vagas para carros pequenos e para ônibus. Os espaços serão delimitados através de sinalização horizontal na coloração amarela.

Toda a estrutura terá um sistema de iluminação, tanto nos acessos, quanto nas frentes de serviços, galpões de reciclagem e triagem, valas classe Ie sistema de tratamento de efluentes.

3.2.7. ISOLAMENTO

O isolamento do aterro é imprescindível para a manutenção da ordem e do bom andamento das obras e segurança na operação.

Com a função de liminar a ação de catadores, animais e outros elementos estranhos que possam vir a prejudicar a operação do empreendimento, a área será completamente protegida por cercas com fios de arame. Ainda, considerando-se a necessidade de isolamento da área do empreendimento, será construída uma faixa de 3,0 metros de largura, composta por arbustos e árvores que impeçam a visualização constante do aterro e toda sua estrutura. Este isolamento tem como função minimizar os impactos visuais e a ação dos ventos predominantes, evitando, assim, a dissipação de odores e o espalhamento de materiais leves recém depositados no aterro.

A cortina vegetal será composta por espécies que se diferenciem entre si quanto ao tipo e tamanho das folhas, à forma das copas e ao modo de disposição dos

ramos. As espécies utilizadas deverão reter as folhas permanentemente, fornecendo proteção constante, apresentar desenvolvimento rápido e apresentar boa adaptação local. Serão indicadas, com o intuito de ocupar os três extratos vegetais, formando uma barreira homogênea, as seguintes espécies:

1.

Estrato Superior; − Cipreste; − Açoita-Cavalo; − Braquitito.

2.

Extrato Médio; − Manduirana; − Ligustrum.

3.

Extrato Inferior; − Mimo-de-vênus; − Quaresmeira.

O

plantio será feito em linha, com as mudas do estrato superior e médio com afastamento de 2,0 metros entre si, intercaladas pelas mudas do extrato inferior em

distancia igual à 1,0 metros. Esta linha estará localizada na parte interna da cerca, com afastamento de 1,5 metros.

3.2.8. ACESSOS

Os acessos internos têm como função permitir a interligação entre os diversos pontos da área do aterro, bem como garantir a chegada dos resíduos até as frentes de descargas e das valas classe I. Esses acessos devem suportar o trânsito de veículo mesmo durante os períodos de chuva e, por isso, devem ser mantidos nas melhores condições de operação, sempre revestidos com cascalho ou outro material de base. Em toda sua extensão, deverão ser escavadas canaletas de drenagem para a captação de água de escoamento superficial.

Os acessos serão divididos, ainda, em dois tipos: os de uso permanente, que serão utilizados durante toda a existência do aterro, e os de uso temporário, que serão utilizados apenas durante a execução de certas obras ou determinadas etapas do aterro. Os acessos construídos sobre o terreno natural terão 6,0 metros de larguras. Sobre a camada de terra natural (sub-leito), deverá ser executada uma camada de areia ou cascalho (sub-base), de espessura igual a 10 centímetros, e sobre esta uma camada de cascalho ou brita (base) igual a 15 centímetros, sendo todas as camadas devidamente compactadas.

3.2.9. DRENAGEM PLUVIAL

Ao entorno de toda estrutura (civil, sanitária, rodoviários, entre outros) haverá um sistema de drenagem a fim de recolher e afastar as águas pluviais, evitando que as mesmas entrem em contato com os resíduos, diminuindo o volume de percolados, além de garantir condições para a operação normal em dias de chuva, a perfeita trafegabilidade nos acessos e a ação de processos erosivos e de assoreamento. O sistema de drenagem pluvial será composto por estruturas permanentes (fixas) e temporárias (móveis), constituídas por:

Canais de Drenagem Provisórios: Antes de qualquer atividade na área do aterro classe I e IIA deverão ser implementados no entorno das frentes de serviços e valas, canais de drenagens provisórias com o objetivo de impedir o escoamento das águas pluviais e, portanto, facilitar a realização das atividades.

Canais Trapezoidais de Drenagem: Efetuada a proteção do entorno, durante a realização das obras de implantação da infra-estrutura física e viária do empreendimento deverão ser implementados os canais trapezoidais de drenagem. Estes canais executados na fase de operação inicial, sobre a camada de impermeabilização, serão deslocados para porções superiores a medida em que for ocorrendo a sobreposição das camadas do aterro classe IIA.

Canaletas de Bernas: Com a operação normal do aterro, na medida em que se formarem as camadas de resíduos (classe IIA e IIB), serão implementadas as canaletas no pé das bernas objetivando impedir erosão dos taludes. Estas canaletas serão construídas junto à borda externa da camada de resíduos e a ombreira do talude, escavando-se material em quantidade suficiente para sua execução e, posteriormente, regularizando com camadas fina de aterro compactado, para correção de eventuais depressões.

Canais de Drenagem dos Taludes: A medida em que se altear as camadas do aterro classe IIA, ocorrerá um aumento de vazão das águas superficiais, coletadas pelas canaletas de bernas, devendo-se assim, garantir a condução destas águas até a porção inferior do aterro. Com esse objetivo, serão executados os canais de drenagem dos taludes.

Canais com Degraus: A utilização de canais com degraus se dará com o objetivo de proporcionar a dissipação de energia das águas nos pontos de maior declividade, se necessário.

Caixas de Passagem em Alvenaria Estrutural: As caixas de passagem serão utilizadas sempre que ocorrer mudanças na direção dos escoamentos ou em confluência de canaletas de drenagem. O sistema de drenagem pluvial captará as águas superficiais que não mantiverem contato com a massa de resíduos e as conduzirá, por gravidade, ao sistema de drenagem da região, que desaguará no rio Capivari-Monos

3.2.10. CENTRAL DE TRIAGEM DE RESÍDUOS

O local destina-se ao recebimento e triagem dos resíduos com características potenciais de reciclagem, tendo como infra-estruturas básicas grua, esteira de catação e prensa para recicláveis, com possibilidade de ampliação modular. Os resíduos triados serão armazenados de acordo com as prescrições normativas NB 1183 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos e NB 1264 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Classe II-A e II-B, sendo os refugos encaminhados para as valas de disposição final.

As estruturas de armazenamento que irão compor a Central de Triagem serão barracões dotados de instalações elétricas, hidráulicas e sistema de prevenção de incêndio, adequados às quantidades e tipos de resíduos a serem recebidos, e os aparelhos utilizados proporcionarão segurança e higiene ao pessoal envolvido no processo.

Todos os despejos líquidos, gerados na triagem, serão encaminhados para a Estação de Tratamento de Efluentes – ETE I.

3.2.10.1. Galpão de Triagem de Resíduos Classe I

Pela falta de um correto gerenciamento de resíduos, em alguns ramos da atividade de prestação de serviços (oficinas mecânicas, postos de combustíveis, auto- elétrica entre outros), as caixas coletoras vêm com muitos resíduos recicláveis misturados, sem contaminação. Exemplos destes são caixas de papelão de embalagens de peças, frascos de refrigerantes, filtros de óleos, isopor, entre outros materiais que não necessitam ir para a vala de resíduos classe I. Desta forma, se faz necessária a correta segregação deste tipo de material, com benefícios econômicos para o empreendimento, aumentando a vida útil das valas e retornando os recursos advindos da venda destes a setores produtivos à operação dos aterros. Esta unidade será constituída de galpão fechado com piso de cimento, calhas drenantes, esteira e caixas Brooks para a separação do material.

Na Figura 3 é apresentada síntese esquemática para o setor de Triagem de Resíduos Classe Ida HENRIQUES.

para o setor de Triagem de Resíduos Classe Ida HENRIQUES. Figura 3 - Diagrama de blocos

Figura 3 - Diagrama de blocos para o setor de Triagem de Resíduos Classe I da HENRIQUES.

3.2.10.2. Galpão de Triagem de Resíduos Classe II

Essa unidade terá como objetivo a triagem de resíduos classes II-A e II-B, secos, separando os materiais potencialmente recicláveis dos materiais não recicláveis. Com isso diminui-se a quantidade de resíduos a serem aterrados, contribuindo para o aumento da vida útil do empreendimento, a geração de empregos

(contratação de funcionários) e redução de custos operacionais da atividade, com a venda desses materiais a setores produtivos. A infra-estrutura física desta unidade será a mesma empregada no Galpão de Triagem de Resíduos Classe I.

Nos resíduos inertes, classe II-B, incluindo aqui, os entulhos da construção civil e vidros em geral, há uma enorme gama de materiais recicláveis e não recicláveis, diante disso há a necessidade da segregação dos mesmos, separando-os de forma a permitir o reaproveitamento daqueles potencialmente recicláveis, ou reaproveitáveis.

Na Figura 4 é apresentada síntese esquemática para o setor de Triagem de Resíduos Classe IIda HENRIQUES ROSCHEL.

Figura 4 - Diagrama de blocos para o setor de Triagem de Resíduos Classe II da HENRIQUES.

3.2.11. PRENSAGEM DE FILTRO DE ÓLEO

Particularmente, esses resíduos considerados classe I por conterem em seu interior cerca de 0,5 litro de óleo lubrificante, consegue-se agregar valor em sua essência. Ou seja, tal resíduos é recuperado sem a necessidade de sua destinação final em aterros classe I. Para tanto utiliza-se uma prensa, na qual extrai-se a totalidade de óleo do interior do filtro, que por sua vez diminui significativamente seu volume. O óleo extraído é armazenado em tonéis de 200 litros, que são enviados a empresas que refinam o mesmo, transformando em óleos menos exigentes, utilizados em motores de menor potência, ou eficiência. Já o corpo do filtro é enviado a empresas de fundição, retornando à linha de produção de ligas de aços.

3.2.12. GALPÃO DE BENEFICIAMENTO DE ISOPOR E POLIURETANO

O isopor (poliestireno expandido) é um material que até tempos atrás era considerado um problema na operação de aterros, tanto sanitários quanto industriais.

Devido à sua baixa densidade os isopores aterrados acabavam voltando à superfície pela acomodação da massa residual e, conseqüentemente, era espalhada pela ação do vento, além de ocupar um grande espaço, que poderia ser utilizado para outros resíduos. Da mesma forma o poliuretano, para o qual, até então, não havia destinação adequada.

A idéia do beneficiamento do isopor e poliuretano surgiu da necessidade de agregar valor através de uma possível reutilização. Com a idéia, optou-se por

beneficiar estes materiais, triturando-os, de forma a formar “bolinhas de isopor” e “farinha de poliuretano”, respectivamente, que são usados na confecção de chapas de concreto leve e tijolos ecológicos, utilizados na construção civil como isolante térmico e acústico. Outra forma de reutilização desses materiais é a fabricação de almofadas de salas de estar e como proteção à choques em caixas de embalagens.

O sistema de trituração é simples e de pequeno custo de implantação (Figura 5). Constitui-se de um motor de 30 CV com lâminas em seu eixo, que gira dentro

de uma moega onde o material é lançado. Após triturado, este é arrastado arrastados por fluxo de ar, gerado pelas hélices, para um duto que encaminha os isopores e poliuretano triturados para um silo, onde são ensacados para a venda.

hélices, para um duto que encaminha os isopores e poliuretano triturados para um silo, onde são

Figura 5 - Etapas do beneficiamento de isopor e poliuretano – HENRIQUE ROSCHEL.

3.2.13. GALPÃO DE DESCONTAMINAÇÃO DE LÂMPADAS FLUORESCENTES

As lâmpadas fluorescentes contêm elementos químicos altamente perigosos. A falta de critérios na quebra das lâmpadas é considerada uma das mais nocivas agressões ao meio ambiente e à saúde pública. Dentre os diversos elementos químicos liberados pelo ato, está o perigoso vapor de mercúrio. Anualmente, só no Brasil, são descartados na natureza perto de 3,5 toneladas de mercúrio contidas nas 85 milhões de lâmpadas descartadas em aterros sanitários ou lixões espalhados pelo País, gerando grave risco ambiental. Diante deste fato, a HENRIQUES ROSCHEL manterá um galpão para descontaminação de lâmpadas fluorescentes, tratamento e descarga adequada de seus gases, com uso de módulos específicos para tal, de eficiência comprovada, através de patente e certificação, com capacidade de receber e triturar 10.000 unidades/dia (Figura 6).

de receber e triturar 10.000 unidades/dia (Figura 6). Figura 6 - Módulo de descontaminação de lâmpadas

Figura 6 - Módulo de descontaminação de lâmpadas fluorescentes, tratamento e descarga de seus gases – HENRIQUES ROSCHEL.

3.2.14. EMBALAGENS DE ÓLEO LUBRIFICANTE

Quanto aos resíduos constituídos de embalagens de óleos lubrificantes descartadas, o tratamento a ser dispensado compreende uma unidade de moagem, lavagem, secagem e ensacamento, sendo que o efluente gerado passará por um sistema de tratamento composto de caixas separadoras água/óleo complementado por processo físico-químico.

3.2.15. GALPÃO DE BENEFICIAMENTO DE PLÁSTICOS, PAPEL E PAPELÃO

Após a segregação de materiais descartados, que tem como principal objetivo a reciclagem de seus componentes, haverá na HENRIQUES ROSCHEL complexo que permitirá o processamento dos principais materiais segregados, tais como papel, papelão e plásticos em geral. Como o objetivo da HENRIQUES ROSCHEL não será o processamento, propriamente dito, haverá sim, após a segregação, a separação por tipo de material, que será prensado e embalado para envio às principais empresas de processamento do País, conforme Figuras 7 e 8.

empresas de processamento do País, conforme Figuras 7 e 8. Figura 7 - Galpão de beneficiamento

Figura 7 - Galpão de beneficiamento de plásticos, papel e papelão – HENRIQUE ROSCHEL.

Figura 8 - Galpão de beneficiamento de materiais recicláveis – HENRIQUES ROSCHEL. Na Figura 9

Figura 8 - Galpão de beneficiamento de materiais recicláveis – HENRIQUES ROSCHEL.

Na Figura 9 é apresentada síntese esquemática de processamento de plásticos, papel e papelão pela HENRIQUES.

ROSCHEL. Na Figura 9 é apresentada síntese esquemática de processamento de plásticos, papel e papelão pela
Figura 9 - Diagrama de blocos para a atividade de processamento de plásticos, papel e

Figura 9 - Diagrama de blocos para a atividade de processamento de plásticos, papel e papelão da HENRIQUES.

3.2.16. DESCONTAMINAÇÃO E DESCARACTERIZAÇÃO DE TANQUES DE COMBUSTÍVEIS.

A Central de Tratamento de Resíduos HENRIQUES ROSCHEL também será dotada de uma área destinada a descontaminação e destruição de tanques de combustíveis, sendo que a sucata resultante será utilizada para a fabricação de containeres a serem utilizados para o acondicionamento e transporte de resíduos.

3.2.17. GALPÃO DE BLENDAGEM DE RESÍDUOS CLASSE I

Alguns dos resíduos coletados pela HENRIQUES ROSCHEL serão enviados a co-processamento. Desta forma, haverá a necessidade de se elaborar um mix de tal forma a atingir valores satisfatório de Poder Calorífico Inferior – PCI e Poder Calorífico Superior – PCS para que a indústria que realiza o co-processamento possa aceitá-lo para incineração em alto fornos. Para tanto a HENRIQUES edificará um galpão com toda a infra-estrutura necessária para a elaboração do mix (Figura 10), podendo se destacar, entre esta, fossos construídos com concreto e manta sintética, de forma a não permitir nenhum vazamento, no qual se processará o referido mix.

nenhum vazamento, no qual se processará o referido mix. Figura 10 - Galpão de blendagem de

Figura 10 - Galpão de blendagem de resíduos – CETRIC Chapecó.

Na Figura 11 é apresentada síntese esquemática da blendagem a ser realizada na HENRIQUES.

Figura 11 - Diagrama de blocos para a atividade de blendagem na HENRIQUES.

3.2.18. CAIXA DE SOLIDIFICAÇÃO DE RESÍDUOS CLASSE I

O local será destinado ao recebimento dos resíduos com muita umidade. A solidificação consiste em um processo de homogeneização, adição de aglomerantes e estabilização de resíduos, para posterior disposição final, conforme Figura 12.

para posterior disposição final, conforme Figura 12. Figura 12 - Caixa de solidificação de resíduos classe

Figura 12 - Caixa de solidificação de resíduos classe I – HENRIQUES.

As opções de tratamento para os resíduos sólidos industriais são muito escassas, o que acaba estimulando a destinação inadequada dessas misturas complexas. Uma opção interessante para o destino desses resíduos é o processo de solidificação/estabilização, que tem como objetivo:

1. reduzir a mobilidade dos metais através da imobilização físico-química;

2. melhorar as características físicas por meio da solidificação do resíduo;

3. diminuir a superfície de exposição para evitar a lixiviação dos constituintes do resíduo.

3.2.19. CAIXA DE SOLIDIFICAÇÃO DE RESÍDUOS CLASSE IIA

Da mesma forma dos resíduos classe I– perigosos, os resíduos Classe II-A serão solidificados, porém com uma tecnologia diferenciada.

Por ter uma característica bastante variada, com resíduos sólidos, semi-sólidos e líquidos, esses serão misturados entre si de forma a se obter uma pasta consistente, para tanto será utilizada terra ou outro resíduo, de mesma classificação. Com esta solidificação, obtém-se as seguintes vantagens:

1. 4. massa residual consistente;

2. 5. diminuição da umidade;

3. 6. composição biológica, físico-química e orgânica estabilizada.

3.2.20. LABORATÓRIO DE ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS

Esse servirá para o controle interno do sistema de tratamento de efluentes, bem como para análises classificatórias dos resíduos recebidos pela HENRIQUES ROSCHEL (Figura 13).

de efluentes, bem como para análises classificatórias dos resíduos recebidos pela HENRIQUES ROSCHEL (Figura 13).

Figura 13 - Laboratório de análises físico-químicas – HENRIQUES.

3.2.21. CÉLULAS DE DISPOSIÇÃO FINAL

As dimensões aproximadas das células para Resíduos Classe Ie Classe II-A de HENRIQUES ROSCHEL de Parelheiros são apresentadas na Tabela 6.

Tabela 6 - Dimensões aproximadas para as valas de disposição final da HENRIQUES Valas para resíduos Largura (m) Comprimento (m) Profundidade (m) Inclinação dos taludes laterais

Valas para

Largura (m)

Comprimento

Profundidade

Inclinação dos

Resíduos

Taludes Laterais

(m)

(m)

ClasseI

20,0

56,0

8,0

1/1

ClasseIIA

105,0

105,0

8,0

1/1

3.2.21.1. Aterro de Resíduos Classe I

Pela característica dos resíduos Classe I – perigosos, esses serão depositados em valas escavadas em solo e devidamente preparadas através de uma impermeabilização rigorosa e drenagens testemunhos para verificação da integridade do sistema de impermeabilização. As valas de disposição de resíduos classe I terão volume de 10.000 m³, de comprimento de 64,75 metros e largura de 25,90 metros no topo da vala, e de 54,09 metros e 15,24 metros, respectivamente, na parte inferior.

metros e 15,24 metros, respectivamente, na parte inferior. As valas de resíduos classe I terão, ainda,
metros e 15,24 metros, respectivamente, na parte inferior. As valas de resíduos classe I terão, ainda,

As valas de resíduos classe I terão, ainda, uma estrutura de cobertura, com fechamentos laterais, conforme Figuras 14 e15, impedindo o contato dos resíduos com águas pluviais em seu interior, eliminando a lixiviação dos resíduos e, conseqüentemente, a geração de eventual percolado, uma vez que o controle da umidade é feito antes do resíduo ser depositado nas valas. Haverá um rigoroso controle de todos os resíduos ali depositados.

Figura 14 - Coberturas em valas de resíduos classe I – HENRIQUES.

Figura 15 - Visão interna de vala de resíduos classe I – HENRIQUES.

Na Figura 16 é apresentada síntese esquemática de operação do aterro de resíduos classe Ida HENRIQUES ROSCHEL.

do aterro de resíduos classe Ida HENRIQUES ROSCHEL. Figura 16 - Diagrama de blocos de operação

Figura 16 - Diagrama de blocos de operação do aterro de resíduos classe I da HENRIQUES ROSCHEL.

3.2.21.2. Aterro de Resíduos Classe II-A

O conceito a ser utilizado para a plataforma de resíduos Classes II-A e II-B será o mesmo de um aterro sanitário. O tratamento a ser utilizado será a digestão anaeróbia, pura e simples, considerada apenas uma forma sanitária de tratamento, já que a inertização do resíduo (término das reações orgânicas, alcançando-se o estágio de mineralização) poderá demorar dezenas de anos. Esta concepção tem sido aplicada no Brasil e nos Estados Unidos.

Serão instaladas, no aterro classe II-A, linhas de drenagens transversais e longitudinais, equidistantes entre si, sendo que, no cruzamento dessas linhas, serão instalados drenos de gases, constituídos de tubos metálicos, com camisa deslizante, sendo introduzida pedra britada nº 4. Na altura final da primeira camada, os gases serão captados e armazenados, para uso em geração elétrica. A cobertura será realizada com uma camada de argila de 60 cm compactada, através da esteira de escavadeira hidráulica, sendo, após, plantada grama.

Na Figura 17 é apresentada síntese esquemática de operação do aterro de resíduos classe II-A da HENRIQUES ROSCHEL.

Figura 17 - Diagrama de blocos de operação do aterro de resíduos classe II-A da

Figura 17 - Diagrama de blocos de operação do aterro de resíduos classe II-A da HENRIQUES ROSCHEL

do aterro de resíduos classe II-A da HENRIQUES ROSCHEL Na Figura 18 tem-se uma visão panorâmica

Na Figura 18 tem-se uma visão panorâmica da operação do aterro de resíduos classe II-A da HENRIQUES, responsável pela concepção e execução do projeto HENRIQUES ROSCHEL.

Figura 18 - Visão aterro de resíduos classe II-A em operação.

3.2.21.3.

Sistema de Impermeabilização de base dos Aterros de Resíduos Classes I e II-A.

Tanto o aterro de resíduos classe Icomo II-A receberão um sistema de impermeabilização dotado dos seguintes itens:

Camada de argila compactada ao Proctor Normal 100% com espessura de 60 cm atingindo um coeficiente de impermeabilização de 10-7 cm/s em ambas os aterros; − Uma camada de manta de geomembrana tipo PEAD, com espessura de 2,0 milímetros, na plataforma de resíduos classe II-A, e duas camadas de manta de geomembrana tipo PEAD, com espessura de 2,5 milímetros e 2,0 milímetros, respectivamente, nas valas de resíduos classe I;

Manta geotextil, com gramatura 200 g/cm², entre as mantas na vala classe I;

Camada de proteção mecânica com argila compactada sobre a manta de geomembrana na plataforma de resíduos classe II-A, de espessura de 50 centímetros.

3.2.21.4. Sistema de Drenagem Profunda de Segurança

Para garantir uma distância mínima de 2,0 metros do lençol freático em relação à base das valas de disposição final, serão implantados drenos longitudinais de 2,0 metros de profundidade, sob a camada de impermeabilização, posicionados e espaçados de forma a garantir esse rebaixamento.

3.2.21.5. Sistema de Drenagem de Percolados

Na área definida para o aterro de resíduos classe II-A, haverá um sistema de drenagem em toda a plataforma de aterramento composta por drenos mestres, que encaminhará o efluente drenado para um sistema de caixas de passagens, destinando-os à Estação de Tratamento de Efluentes – ETE I, sendo, após, armazenado e destinado a usos não nobres e fertirrigação.

Para garantir a qualidade do efluente final, será realizado controle analítico periódico. A disposição final do efluente pós-tratamento terá como referência a legislação vigente, através da Resolução CONAMA no 357/2005.

3.2.21.6. Sistema de Drenagem de Gases

Devido à geração de gases na massa residual, haverá a necessidade de drená-lo, pois a não extração desses criará bolsões internos, que gerará tensões internas, desestabilizando o aterro e criando condições de combustão espontânea no aterro. Esse sistema de drenagem será executado conforme o método de camisa deslizante, utilizando tubo de aço, que se erguerá sobre as intersecções dos drenos mestres (entre os drenos transversais e longitudinais), conforme o crescimento da massa residual vai se erguendo o tubo de aço e preenchendo-o com pedra britada nº 4. Após o término das camadas, o tubo de aço é retirado e instalado a capela de captação de gás, para posterior envio ao gerador.

3.2.21.7. Impermeabilização Superior da Vala de Resíduos Classe I

Após a ocupação de todo o espaço da vala de disposição final, será feita a selagem, com camada de 50 centímetros de argila local compactada em camadas de 25 centímetros, atingindo um coeficiente de permeabilidade na ordem de 10–7 cm/s, sendo sobreposta a esta uma camada de manta de PEAD de 2,5 mm e sobre esta uma camada drenante de 25 cm de material granular e finalmente, uma camada de final de solo de aproximadamente 60 cm, que possibilite o plantio de gramíneas e arbustos.

3.2.21.8. Impermeabilização Superior da Célula de Resíduos Classe II-A

Será semelhante ao da vala de resíduos classe I, porém a espessura da manta da PEAD poderá ser reduzida para 1,5 mm.

3.2.22. SISTEMA DE ARMAZENAMENTO DE LÍQUIDOS PERCOLADOS

Da mesma forma como no sistema de drenagem de líquidos percolados, o sistema de armazenamento de líquidos percolados será solicitado somente na ocorrência de sinistros. O sistema será composto de caixas de fibras de vidro, dimensionadas para armazenar o volume de água correspondente a 3 (três) dias consecutivos de precipitação, durante o período mais chuvoso, com tempo de recorrência de 25 anos.

3.2.23. SISTEMA DE DRENAGEM SUPERFICIAL

Toda área do empreendimento será submetida a sistema de drenagem superficial, de forma a conduzir adequadamente as águas pluviais, para que não interfiram nos sistemas operacionais e de disposição final da HENRIQUES ROSCHEL.

3.2.24. FÁBRICAS DE BIODIESEL E SABÃO

O óleo vegetal de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente, e quando jogado na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema. Muitos bares, restaurantes, hotéis e residências ainda fazem uso desta prática, ignorando os prejuízos causados.

Jogar o óleo na pia, no solo ou mesmo em meio ao lixo comum, acarreta três problemas principais:

Permanece retido no encanamento, causando entupimento das tubulações, interna e externamente ao local de disposição, se não for retido por dispositivo

adequado (caixa de gordura);

Poderá atingir coleções hídricas, causando danos à biodiversidade aquática;

Quando lançado no solo, o contamina, impermeabiliza e entra em decomposição, causando mau cheiro.

A HENRIQUES adotará programa de sucesso implementado no Município de Parelheiros estado São Paulo pela HENRIQUES, com o PROC – Programa de

Reciclagem de Óleo de Cozinha (Figura 19), que tem como objetivo coletar e dar o destino adequado ao óleo utilizado nas residências e empresas do ramo alimentício das cidades atendidas pelo programa, com o intuito principal de contribuir com a conscientização e preservação ambiental.

com a conscientização e preservação ambiental. Figura 19 - PROC - Programa de Reciclagem de Óleo

Figura 19 - PROC - Programa de Reciclagem de Óleo de Cozinha – HENRIQUES ROSCHEL.

de Reciclagem de Óleo de Cozinha – HENRIQUES ROSCHEL. Diante desta medida, o complexo HENRIQUES ROSCHEL

Diante desta medida, o complexo HENRIQUES ROSCHEL também manterá uma unidade de fabricação de biodiesel e sabão (Figura 20), tendo como matéria-prima o óleo de cozinha usado.

Figura 20 - Fabricação de biodiesel e sabão a partir de óleo de cozinha – HENRIQUES ROSCHEL

Serão estabelecidos procedimentos específicos para fabricação de biodiesel e sabão a partir de óleo de cozinha usado, proveniente do programa PROC – Programa de Reciclagem de Óleo de Cozinha. O biodiesel é totalmente compatível com o diesel de petróleo, em praticamente todas as suas propriedades, apresentando várias vantagens adicionais em comparação com este combustível fóssil:

derivado de matéria-prima renovável de ocorrência natural, reduzindo assim a atual dependência sobre os derivados do petróleo;

biodegradável;

possui um alto ponto de fulgor, o que lhe confere manuseio e armazenamento mais seguros;

apresenta excelente lubricidade, fato que vem ganhando importância com o advento do petrodiesel de baixo teor de enxofre, cuja lubricidade é parcialmente

perdida durante o processo de produção.

O maior ganho proporcionado pela adição do biodiesel está na redução das emissões de poluentes produzidas pelos veículos. O seu uso, como aditivo do

diesel, pode reduzir substancialmente a emissão de material particulado (fuligem) e de dióxido de carbono (CO2), sendo que o percentual de redução deste último depende da condição de operação e do motor, no qual a mistura é empregada.

Dentre os poluentes cuja emissão é reduzida com o uso de biodiesel encontram-se os derivados de enxofre, pois o biodiesel possui um teor reduzido de enxofre quando comparado ao petrodiesel. O enxofre presente nos combustíveis fósseis é oxidado transformando-se em dióxido e trióxido de enxofre. Estes óxidos de enxofre podem reagir com vapor de água formando ácido sulfúrico e outros componentes sulfatados. Estes sulfatos podem causar um aumento de partículas na exaustão.

O óleo, ao chegar à HENRIQUES ROSCHEL, será filtrado e armazenado em tanques de decantação, a fim de separar água e possíveis impurezas presentes (resíduos). O tempo de decantação é de aproximadamente cinco dias. Nesta etapa faz-se o controle do potencial hidrogeniônico (pH) do óleo usado.

Os resíduos sólidos e líquidos oriundos do processo de filtragem e decantação são encaminhados para disposição final em Aterro Classe II-A. Essa fração pode ser de aproximadamente 30%.

A classificação pode ser feita no momento do recebimento ou após o período de decantação, que deverá ser considerado no processo de fabricação. Para

classificação do material recebido será adotado o seguinte critério:

Classe A: óleo usado de boa aparência e com baixo teor de umidade;

Classe B: óleo usado misturado com banha;

Classe C: banha mais água;

O biodiesel produzido será encaminhado, periodicamente, para controle analítico, devendo atender os critérios de qualidade descrita pela Portaria nº 255, de 15 de

setembro de 2003, da ANP – Agência Nacional do Petróleo.

O biodiesel será utilizado na proporção de 20% na mistura com diesel normal, que abastecerá a frota de veículos e máquinas da HENRIQUES ROSCHEL, conforme

previsto pela ANP – Agência Nacional de Petróleo.

Na Figura 21 é apresentada síntese esquemática de processamento da fábrica de biodiesel e sabão.

de Petróleo. Na Figura 21 é apresentada síntese esquemática de processamento da fábrica de biodiesel e
MEDIDAS DE CONTROLE E MITIGAÇÃO DE IMPACTOS Destinação do efluente liquido á ETE Uso obrigatório
MEDIDAS DE CONTROLE E MITIGAÇÃO DE IMPACTOS Destinação do efluente liquido á ETE Uso obrigatório

MEDIDAS DE CONTROLE E MITIGAÇÃO DE IMPACTOS

Destinação do efluente liquido á ETEMEDIDAS DE CONTROLE E MITIGAÇÃO DE IMPACTOS Uso obrigatório de EPI’s; Resíduos sólidos destinados ao aterro

Uso obrigatório de EPI’s;DE IMPACTOS Destinação do efluente liquido á ETE Resíduos sólidos destinados ao aterro classe II-A;

Resíduos sólidos destinados ao aterro classe II-A;do efluente liquido á ETE Uso obrigatório de EPI’s; Procedimentos operacionais bem definidos Profissionais

Procedimentos operacionais bem definidosResíduos sólidos destinados ao aterro classe II-A; Profissionais capacitados; Figura 21 - Diagrama de blocos

Profissionais capacitados;aterro classe II-A; Procedimentos operacionais bem definidos Figura 21 - Diagrama de blocos para a fábrica

Figura 21 - Diagrama de blocos para a fábrica de biodiesel e sabão da HENRIQUES.

3.2.25. TRATAMENTO DE EFLUENTES DE OPERAÇÃO DA HENRIQUES.

Na decomposição dos resíduos por via anaeróbia, exclusivamente dos resíduos classe IIA (por sua característica orgânica), ocorre a geração de um líquido decorrente do processo bioquímico das bactérias e protozoários, denominado de chorume, com um poder contaminante elevado, que necessita tratamento especifico, que normalmente é composto de tratamento biológico seguido de tratamento físico-químico.

Na Figura 22 é apresentada síntese esquemática da Estação de Tratamento de Efluentes – ETE Ide operação da HENRIQUES.

Tratamento de Efluentes – ETE Ide operação da HENRIQUES. Figura 22 - Diagrama de blocos para

Figura 22 - Diagrama de blocos para a Estação de Tratamento de Efluentes – ETE II de operação da HENRIQUES.

O processo de tratamento desses efluentes compreenderá, também, um biodigestor (Figura 23), no qual será produzido e armazenado gás metano, para o seu reaproveitamento na geração de energia elétrica, através de geradores adaptados.

de energia elétrica, através de geradores adaptados. Figura 23 - Biodigestor da ETE – HENRIQUES. 3.2.26.

Figura 23 - Biodigestor da ETE – HENRIQUES.

3.2.26. CAPTAÇÃO DE GASES NO ATERRO DE RESÍDUOS CLASSE II-A E GERAÇÃO DE ENERGIA.

Como mencionado anteriormente, um dos subprodutos da decomposição dos resíduos no aterro é o biogás, com elevada concentração de gás metano, combustível. Esse será captado no aterro pelos drenos de gases, através de um compressor que enviará por tubulação exclusiva para um gerador de energia.

Da mesma forma, o tratamento dos efluentes gerados no aterro de resíduos classe II-A por processo biológico anaeróbio, em biodigestores, produz o mesmo gás e esse será captado e armazenado no próprio dispositivo. Destes, o biogás será encaminhado para o gerador de energia. O gerador de energia será composto por motor do grupo Fockink com capacidade de gerar 75 kVA, com consumo de 20 m³/hora de gás (Figura 24).

75 kVA, com consumo de 20 m³/hora de gás (Figura 24). Figura 24 - Gerador de

Figura 24 - Gerador de energia elétrica a biogás – HENRIQUES.

3.2.27. SISTEMA DE MONITORAMENTO DE ÁGUAS SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEAS

Para garantir a proteção dos ecossistemas do entorno do empreendimento, será implementado Programa específico de monitoramento de águas superficiais e subterrâneas, compreendendo nascentes, córregos, rios e lençol freático, através de coletas e análises laboratoriais periódicas, de forma a diagnosticar a eficiência de toda a estrutura de controle ambiental da HENRIQUES, bem como diagnosticar possíveis falhas operacionais.

Para monitoramento de águas subterrâneas, a nível de lençol freático, serão instalados poços de monitoramento (piezômetros), conforme normas técnicas ABNT específicas, em pontos a montante e a jusante dos aterros de resíduos classe I e II-A, através dos quais serão coletadas amostras para a análise laboratorial periódica (Figura 25).

para a análise laboratorial periódica (Figura 25). Figura 25 - Poço de monitoramento de água do

Figura 25 - Poço de monitoramento de água do lençol freático –

3.2.28. SISTEMA DE MONITORAMENTO DE EFLUENTES

O sistema de tratamento de efluente de processo, provenientes das instalações de tratamento de resíduos da HENRIQUES, terá sua eficiência monitorada através de

laudos laboratoriais periódicos na admissão, durante o tratamento e ao final, quando de seu armazenamento para reuso e fertirrigação, que será estabelecido através de Plano de Auto-Monitoramento – PAM específico para o empreendimento.

3.2.29. SISTEMA DE MONITORAMENTO TOPOGRÁFICO

A massa residual, depois de aterrada, sofrerá biodegradação anaeróbia, convertendo a matéria orgânica em subprodutos, líquidos e gasosos. Com isso, haverá uma

diminuição do volume depositado, ocorrendo assim rebaixamento de toda a massa aterrada. Quando esse rebaixamento ocorre de uma maneira uniforme, diz-se que o aterro está estável, porém, podem ocorrer rebaixamentos diferenciados, que devem ser percebidos no seu estado inicial, para que sejam controlados. Para tanto, haverá a necessidade de um monitoramento topográfico periódico, que medirá a evolução deste rebaixamento ao longo do tempo, através da adoção de Programa de Monitoramento específico.

3.2.30. POÇO ARTESIANO

Como a área do empreendimento HENRIQUES ROSCHEL é fora da área urbana, desprovida de abastecimento público de água potável, haverá a necessidade da perfuração de um poço profundo para atender a demanda de consumo de água potável.

3.2.31. SISTEMA DE TRATAMENTO E ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE

ÁGUA POTÁVEL

Por ser a água de abastecimento obtida através de poço profundo, as análises preliminares indicarão a necessidade de seu tratamento para adequação ao consumo, em atendimento à Portaria nº 518/2004, do Ministério da Saúde.

De forma a ter uma reserva de água potável, diminuindo assim, o esforço do conjunto motor-bomba, será instalado um reservatório de água tratada, que além do uso nobre, servirá também a Reserva Técnica de Incêndio. Os reservatórios serão de fibra de vidro para melhor higienização. O sistema de distribuição de água potável obedecerá a projeto específico, que atenderá aos critérios técnicos exigidos, contemplando sistema de combate a incêndios.

3.2.32. SISTEMA DE TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO

Na estrutura do aterro haverá a necessidade de banheiros e lavatórios, nos quais serão gerados efluentes sanitários. Esses, por sua vez, serão enviados a sistema estático de tratamento constituído de tanque séptico, filtro anaeróbio e sumidouro.

O

tanque séptico foi projetado com base na norma ABNT NBR 7.229/93 e número de funcionários.

O

lodo será retirado uma vez por ano, através de caminhões limpa fossa, devendo ser encaminhado para tratamento na Estação de Tratamento de Efluentes de

Processo – ETE I.

Na Figura 26 é apresentada síntese esquemática da Estação de Tratamento de Esgoto – ETE da HENRIQUES.

Figura 26 - Diagrama de blocos para a Estação de Tratamento de Esgoto – ETE II da HENRIQUES.

3.2.33. TREINAMENTO DOS OPERADORES

Todos os colaboradores envolvidos deverão ser treinados nos termos a que se referem o Plano de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, Plano de Controle e Monitoramento da Saúde Ocupacional – PCMSO, Plano de Prevenção a Riscos – PPR, entre outros programas que visem garantir o mais seguro e saudável ambiente de trabalho.

3.2.34. CONTROLE DE POLUIÇÃO

Como sistemas de controle da poluição proveniente da operação do aterro de resíduos classe II-A, destacam-se o Sistemas de Drenagens de Percolado e de Gases, a Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos de Processo – ETE Ie o Sistema de Captação de Biogás e Geração Elétrica, a partir deste.

3.2.35. ENCERRAMENTO DE CÉLULAS

O plano de fechamento prevê a adequação paisagística da área, a continuidade e periodicidade do monitoramento das instalações, a indicação dos usos possíveis e restrições para novos usos da área.

Nas Figuras 27 e 28 são apresentadas as condições de encerramento de células de aterro de resíduos classe I na Unidade de Tratamento de Resíduos HENRIQUES, que serão adotadas para a Unidade HENRIQUES.

HENRIQUES, que serão adotadas para a Unidade HENRIQUES. Figura 27 - Encerramento de célula de resíduos

Figura 27 - Encerramento de célula de resíduos classe I – HENRIQUES.

Encerramento de célula de resíduos classe I – HENRIQUES. Figura 28 - Configuração esquemática de encerramento

Figura 28 - Configuração esquemática de encerramento de célula de resíduos classe I a ser adotada na HENRIQUES ROSCHEL.

3.3. LOGÍSTICA DE CAPTAÇÃO E TRANSPORTE DE RESÍDUOS

A HENRIQUES contratará a empresa CETRIC – Central de Tratamento e Disposição de Resíduos Industriais e Comerciais Ltda., com larga experiência no transporte, armazenamento e disposição final de resíduos industriais, para realização de serviço de captação e transporte de resíduos a serem destinados à Central de Tratamento de Resíduos HENRIQUES ROSCHEL. A CETRIC possui frota de veículos modernos e desenvolvidos especificamente para atendimento das demandas do

setor de Tratamento e Destinação adequadas de resíduos de todas as naturezas, equipado com poliguindastes e roll-on/roll-off, equipamento hidráulico que possibilita o levantamento e descarregamento das caçambas estacionárias de 4 até 40 m3, que são usadas para armazenar o material, conforme Figuras 29 e 30.

usadas para armazenar o material, conforme Figuras 29 e 30. Figura 30 - Veículos para coleta
usadas para armazenar o material, conforme Figuras 29 e 30. Figura 30 - Veículos para coleta

Figura 30 - Veículos para coleta e transporte de resíduos

Figura 29 - Veículos para coleta e transporte de resíduos

Para facilitar a captação e transporte dos resíduos gerados pelos diversos setores produtivos regionais, a HENRIQUES ROSCHEL contará com estrutura adequada de captação e armazenamento provisório de Resíduos Classe I e II-A, em municípios que apresentem condição estratégica favorável, tanto em relação ao potencial de geração quanto de localização, de forma a permitir o estabelecimento de logística otimizada, até o destino final, a Unidade de Tratamento de Resíduos, com máxima segurança em todas as etapas compreendidas entre a coleta do resíduo e sua disposição final.

As unidades estratégicas de captação e armazenamento provisório da serão denominadas Estações de Transbordo de Resíduos – ETR, e contarão com estruturas próprias e independentes, inclusive da HENRIQUES ROSCHEL, devendo apresentar configuração jurídica independente desta, sendo caracterizadas como unidades de apoio à atuação da HENRIQUES ROSCHEL no Estado, devendo cumprir, em separado, todas as exigências e etapas necessária à obtenção da Licença Ambiental, junto ao Órgão Ambiental que detém a responsabilidade sobre as atividades produtivas no município em que irá se instalar, de forma individual.

Desta forma, apesar de se configurarem como extensões da atuação da HENRIQUES, as Estações de Transbordo de Resíduos da não serão parte integrante deste processo de Licenciamento Ambiental, tendo em vista sua estrutura localizada, de pequena abrangência, e condições específicas de instalação, com atendimento à Lei de Uso e Ocupação do Solo de cada Município, de forma individualizada. Porém, os procedimentos que nortearão sua atuação serão padronizados, controlados e auditados pela CETRIC, como forma de garantir o padrão de qualidade em todas as etapas que envolvem sua atuação no Estado, com total responsabilidade sobre estas, com procedimentos de rotina bem definidos, que serão resumidas nos próximos itens.

3.3.1. COLETA DE RESÍDUOS NA FONTE GERADORA

As coletas de resíduos serão realizadas por funcionários da HENRIQUES, em veículos adequados, devidamente habilitados e capacitados, em condições de fazer a identificação preliminar dos resíduos, e transporte seguro até a Estação de Transbordo de Resíduos , CETRIC ou diretamente à HENRIQUES ROSCHEL. Os caminhões e equipamentos que realizarão as coletas obedecerão às legislações de cada Estado, bem como as diretrizes estabelecidas pela norma ABNT NBR 13.221 – Transporte de Resíduos. Estes devem estar devidamente licenciados, vistoriados e em bom estado de conservação.

Todo motorista deverá realizar periodicamente cursos de capacitação e reciclagem em direção defensiva e transporte de cargas perigosas, além de possuir, para cada carga, o Manifesto de Transporte de Resíduos – MTR, emitido pela HENRIQUES ROSCHEL.

Após a coleta, os resíduos deverão ser encaminhados às Estações de Transbordo de Resíduos ou diretamente à Unidade de Tratamento de Resíduos da HENRIQUES ROSCHEL, para a correta disposição final.

3.3.2. RECEBIMENTO DE RESÍDUOS PELA HENRIQUES

Os resíduos coletados no gerador ou nas Estações de Transbordo HENRIQUES ROSCHEL serão armazenados em contêineres (Figura 31) e/ou tambores, conforme a classificação dos mesmos. Em caso de resíduos Classe II-A os contêineres e/ou tambores devem ser hermeticamente fechados, para evitar proliferação de

vetores e odores. No armazenamento de resíduos Classe I as características do produto deverão ser consideradas, não podendo ser misturados com outros resíduos, mesmo que sejam Classe I.

misturados com outros resíduos, mesmo que sejam Classe I. Figura 31 - Container de armazenamento provisório

Figura 31 - Container de armazenamento provisório de resíduos – ADCCK

3.3.3. RECEBIMENTO DE RESÍDUOS PELA ESTAÇÃO DE TRANSBORDO DE RESÍDUOS HENRIQUES

Na Figura 32 é apresentada representação esquemática da atividade de coleta e transporte de resíduos pela empresa HENRIQUES.

32 é apresentada representação esquemática da atividade de coleta e transporte de resíduos pela empresa HENRIQUES.

Figura 32 - Diagrama de blocos para a atividade de Coleta e Transporte de Resíduos pela empresa HENRIQUES ROSCHEL.

3.4. ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO EMPREENDIMENTO

A empresa HENRIQUES ROSCHEL atenderá todo o Estado de SÃO PAULO, por meio de recebimento de resíduos diretamente do gerador em sua própria

Unidade de Tratamento, no município de Parelheiros, quando não houver impedimento legal, ou através de coleta e transporte pela empresa CETRIC, que já atua no Estado de SÃO PAULO e possui Licença Ambiental especifica para tal, através do estabelecimento de contrato de Prestação de Serviço, compreendendo transporte de Resíduos Classe I e II-A, em veículos próprios e adequados, com profissionais habilitados e capacitados, devidamente munidos de fichas de emergência do resíduo transportado.

3.5. EFLUENTES LÍQUIDOS – TRATAMENTO, DESTINAÇÃO E IMPACTOS POTENCIAIS ASSOCIADOS

3.5.1. GERAÇÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS E SEU TRATAMENTO

Os efluentes líquidos gerados no empreendimento serão praticamente de três naturezas: efluentes de processamento dos resíduos sólidos, gerados nas diversas etapas de tratamento dos resíduos sólidos, da recepção à destinação final, efluentes sanitários; efluentes de drenagem de águas pluviais.

Haverá duas ETEs na Unidade de Tratamento de Resíduos HENRIQUES ROSCHEL: uma específica para tratamento de efluentes provenientes do processamento dos resíduos (ETE I), compreendendo todas as etapas, e outra específica para tratamento de efluentes sanitários (ETE II). Os efluentes líquidos tratados na ETE I, proveniente de processamento de resíduos na Unidade HENRIQUES, serão tratados e destinados à fertirrigação, em área do próprio empreendimento, onde haverá cultivo de eucalipto, perfeitamente adequada para esta finalidade, adotando-se todos os critérios técnicos exigidos para esta aplicação, inclusive com caracterização físico-química rigorosa sobre a qualidade do efluente final, aplicado, garantindo a conformidade desta prática com a Legislação vigente, a Resolução CONAMA nº 357/2005 e a Resolução CECA nº 003/97, que estabelecem os padrões de lançamento em corpo receptor e disposição em solo, para proteção de coleções hídricas superficiais e subterrâneas. Para tanto, será adotado rigoroso controle para comprovação desta eficiência de aplicação, com monitoramento da qualidade do efluente aplicado, da qualidade das águas superficiais e subterrâneas, e do solo fertirrigado.

Portanto, apesar do empreendimento localizar-se nas proximidades de curso d’água de expressiva vazão, o rio Capivari-Monos, não haverá, em hipótese alguma, lançamento de efluente das Estações de Tratamento de Efluentes – ETE, sendo apenas destinados a este os fluentes de drenagem de águas pluviais, não contaminadas, sem qualquer interferência obre coleções hídricas. A Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos – ETE I, a ser instalada no empreendimento, será dotadas das seguintes etapas:

I.medidor de vazão;

II.lagoa pulmão (para armazenamento de excedente de água pluvial em período chuvoso); biodigestor;

III.lagoa aerada (lodo ativado);

IV.tratamento físico-químico;

V.decantador secundário;

VI.lagoa facultativa; lagoa de polimento;

VII.desinfecção por cloração;

VIII.reservatório de água para reuso (lavagem de equipamentos, geração de vapor e irrigação de canteiros ornamentais);

IX.fertirrigação de cultura de eucalipto em área interna ao empreendimento.

Os processos de tratamento envolvidos no tratamento de efluentes líquidos destinados à ETE Isão:

a) Processo Biológico

Compreende um conjunto de tecnologias eficientes para redução das altas concentrações de matéria orgânica encontradas na composição de percolado, proporcionando sua degradação e de outros compostos de forma natural, pela ação de microrganismos que degradam esses produtos transformando-os em compostos mais simples como água e gás carbônico. Os dispositivos utilizados que utilizam este princípio são os biodigestores, as lagoas aeradas e as lagoas facultativas.

b)

Processo Físico-Químico

O

tratamento físico-químico é frequentemente utilizado em combinação com o tratamento biológico. A função deste tratamento é eliminar sólidos, componentes

orgânicos refratários e espécies químicas indesejáveis nos efluentes, como metais pesados. Este processo de tratamento ocorre por ações físicas nos dispositivos utilizados, como os decantadores, e químicas, conferidas pelos produtos químicos coadjuvantes do processo, de forma associada.

c)

Desinfecção

Após tratamentos biológico e físico-químico, o efluente passa por um processo de desinfecção antes de seu armazenamento para reuso ou disposição em solo cultivado (fertirrigação), de forma segura. A ação de desinfecção é conferida com a aplicação de solução clorada, em proporção adequada, inativando microorganismos presentes na massa líquida.

d) Fertirrigação

Após o tratamento completo, o efluente final é armazenado em reservatório de água destinada a usos secundários, a partir do qual será destinado à fertirrigação de áreas cultivadas com espécie arbórea (eucalipto), internamente ao empreendimento, devidamente monitoradas, em complementação do tratamento terciário, conferido na fase de desinfecção, em conformidade com a legislação vigente.

Os resíduos sólidos gerados durante o tratamento dos efluentes líquidos serão destinados de forma adequada, sendo o lodo do decantador secundário destinado ao Aterro Classe I, por conter reagentes químicos coadjuvantes do tratamento físico-químico.

O projeto dos Aterros de Resíduos Classe I e Classe II-A contemplará máxima proteção a contato com água de precipitação pluviométrica, inibindo a ocorrência

de contaminação desta pelos resíduos dispostos, através de arraste por contato direto e contribuições por lixiviação, o que poderia exigir mais do Sistema de Tratamento, apesar desta sobrecarga ter sido prevista em projeto, de forma a não interferir na qualidade do efluente final.

3.6. EMISSÕES ATMOSFÉRICAS – TRATAMENTO, CONTROLE, DESTINAÇÃO E IMPACTOS POTENCIAIS ASSOCIADOS

3.6.1. TRATAMENTO DAS EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

As principais fontes fixas de emissões atmosféricas, caldeira e os geradores elétricos, serão providos de filtros para contenção de particulados. As fontes móveis de emissões atmosféricas, veículos e maquinários, serão submetidos a revisões periódicas, conforme orientação do fabricante, para sua perfeita manutenção e regularem, enquadrando-se dentro dos padrões estabelecidos pela legislação vigente. Todo o biogás gerado nos Aterros de Resíduos ou nos biodigestores da Estação de Tratamento Efluentes Líquidos de Processo – ETE I, da Unidade de Tratamento de Resíduos HENRIQUES ROSCHEL, será beneficiado, impedindo seu lançamento na atmosfera, através da geração de energia elétrica, a partir de geradores de motores a combustão, tendo como produto da queima o gás carbônico (CO2) e vapor d’água.

Como benefícios relacionados ao uso do biogás como combustível na geração elétrica, internamente ao empreendimento, podem ser citados:

Redução das emissões atmosféricas decorrentes da atividade;

Suprimento da demanda interna de energia elétrica da Unidade de Tratamento de Resíduos HENRIQUESROSCHEL, a baixo custo;

Possibilidade de venda do excedente energia elétrica produzida para distribuição através da rede de energia, em paralelo, com os benefícios do PROINF; − Recuperação da energia térmica rejeitada pelos motores, para o aquecimento dos biodigestores, desinfecção e secagem do excesso de lodo biológico, para a produção de biossólidos Classe A.

Esta prática constitui-se como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL, em perfeita sintonia com as prerrogativas do Protocolo de Kyoto, representando uma importante contribuição para a redução de emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a minimização dos efeitos climáticos relacionados ao Aquecimento Global, com benefícios mais significativos a nível regional. Por este motivo, será objeto de “Projeto de Seqüestro de Carbono”, específico, para disponibilização de “créditos de carbono” no mercado internacional, considerando a inibição de emissão de gás metano, através de sua queima, e a substituição de combustíveis fósseis por biogás, como combustível de motores a combustão.

4. SITUAÇÃO AMBIENTAL

Este item apresenta uma síntese da situação ambiental da área onde se pretende implantar o empreendimento, dando ênfase à área onde estão concentradas as ações que podem resultar em alterações ambientais significativas. Os principais aspectos levantados para este estudo foram os seguintes:

Meio Físico: geologia, geomorfologia e solos, recursos hídricos, clima e condições metereológicas;

Meio Biótico: vegetação e fauna;

Meio Antrópico: Aspectos sócio-econômicos, uso e ocupação do solo, arqueologia.

4.1. ÁREA DE INFLUENCIA DO EMPREENDIMENTO

A área de influência é aquela que de alguma forma sofre e exerce influência sobre o empreendimento, seja nos aspectos físico, bióticos ou socioeconômicos;

sendo este espaço ainda, suscetível de sofrer alterações como conseqüência da sua implantação, manutenção e operação ao longo de sua vida útil.

A abordagem das áreas de estudo será efetuada em três níveis:

Área Diretamente Afetada – ADA;

Área de Influência Direta – AID;

Área de Influência Indireta – AII.

4.1.1. ÁREA DIRETAMENTE AFETADA – ADA

A Área Diretamente Afetada foi definida como sendo a área patrimonial onde será implantado o empreendimento na Estrada as Colônia nº445 CEP 045786-050,

com área total de 454,3360 ha.e perímetro de 11.840,00 metros situada no município de Parelheiros do Estado de São Paulo com número de matrícula do Livro nº 02 – 52.898 folhas 1/3.

Desta área total a central de tratamento de resíduos HENRIQUES ROSCHEL, será montada em uma área inicial de 173,25 hectares e perímetro de 5.964,55 m, onde todos os estudos relacionados à sua implantação foram realizados quando da elaboração deste Estudo de Impacto Ambiental – EIA.

4.1.2. ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA (AID)

Para a delimitação espacial da AID, foram considerados os estudos sócio-econômicos, biótico e físico utilizando-se a projeção de um raio de 10 km com o intuito relacionar o empreendimento com as propriedades do entorno, uso e ocupação do entorno imediato e as possíveis interações sobre a população diretamente afetada.

4.1.3. ÁREA DE INFLUÊNCIA INDIRETA (AII)

Em um primeiro momento foi considerado que o Estado de SAÕ PAULO como um todo terá um impacto positivo de forma indireta pelo empreendimento e em particular nas cadeias produtivas (indústrias) em geral. Percebe-se que a HENRIQUES ROSCHEL contribuirá para a diversificação da economia estadual, nas melhorias quanto aos aspectos ambientais e de saúde pública ligados à disposição final dos resíduos, reduzindo a dependência das indústrias na destinação dos resíduos gerados em seus processos de produção; sob este aspecto a Área de Influencia Indireta poderá ser o Estado de SÃO PAULO. No entanto para a área de influência indireta (AII) foi considerado partes do município de Parelheiros, e partes do município de Embu Guaçu, sobre tudo no tange aos perímetros urbanos e sede de distritos regionais onde se rebaterão, predominantemente, os impactos sobre as atividades relativas às fases de implantação e operação da HENRIQUES ROSCHEL. Pelas peculiaridades do empreendimento a questão da mão de obra terá importância para o desenvolvimento dos processos internos do empreendimento.

4.2. MEIO FÍSICO

4.2.1. DIREÇÃO DOS VENTOS PREDOMINANTES NA REGIÃO

A predominância do vento é Nordeste, ou seja, o vetor resultante se dá na direção nordeste-sudoeste, para o período de dados utilizado. A velocidade média dos

ventos apresentada foi de 1,04 m/s. As informações históricas obtidas pela estação supracitada foram consistidas e resumidas graficamente utilizando análise descritiva para 16 direções do vento padronizadas pela Organização Mundial de Meteorologia. A Figura abaixo apresenta o resumo estatístico da direção e velocidade do vento.

Organização Mundial de Meteorologia. A Figura abaixo apresenta o resumo estatístico da direção e velocidade do
Organização Mundial de Meteorologia. A Figura abaixo apresenta o resumo estatístico da direção e velocidade do

Figura 36 – PARELHEIROS – SÃO PAULO

4.2.2. RUÍDOS

Foram realizadas as medições de ruído no ambiente aberto, ou seja, com a área sem ocupação. Próximo a área em estudo, AV. Senador Teotônio Vilela que é movimentada. As medições feitas perto desta Avenida mostram níveis significativos de ruído. Eles são o resultado do trafego veicular. Com a redução do trafego durante a noite ocorre diminuição no nível de ruído. As medições nos pontos distantes da apresentaram níveis de ruído significativamente menores. Estes níveis são pouco influenciados pelo ruído proveniente do transporte, e são típicos de áreas de sítios e fazendas.

Depois de instalada a HENRIQUES ROSCHEL, os níveis de ruído serão alterados. Não esperamos a ocorrência de mudanças significativas do nível de ruído, como resultado da nova atividade para pontos localizados perto da Avenida Senador Teotônio Vilela. O impacto para os pontos situados distantes da Avenida o nível de ruído será determinado de acordo com as novas fontes de ruído e suas posições. Para a determinação precisa do efeito e necessário continuar o monitoramento dos ruídos apos a instalação da atividade.

4.2.3. ASPECTOS GEOMORFOLÓGICOS

A unidade geomorfológica na qual o terreno se insere é identificado, segundo estudos do Radambrasil, folha SE.21 – São Paulo. Esta Unidade representa uma

grande área de Matas na região do Estado de São Paulo, com alinhamento sul-norte, estando associado com a borda ocidental da Bacia Sedimentar .

A região dos trabalhos situa-se à uma altitude de entorno de 365,00 metros no divisor de águas e de 330 na calha do Rio Capivari estando situada num patamar

médio (entre 200,00 m e 700,00m). As formas de relevo presentes são amplas caracterizadas como de topo aplanado a suavemente ondulado, separados por vales de

fundo plano. As formas erosivas apresentam formas pediplanas com superfícies de aplanamento elaboradas por processos naturais de formação de relevo em litologias.

4.2.4. ASPECTOS DA HIDROGRAFIA

O principal corpo d’água da região onde será implantado o aterro sanitário é o Rio Capivari não sendo este navegável em todo o seu curso, em qualquer época

do ano.

O local é drenado pelo rios Monos sendo o mesmo uma drenagem de 3º ordem de grandeza, com largura local em torno dos 10 m, sendo afluente da margem

direita do Rio Capivari. O padrão das drenagens demonstra-se encaixado em estruturas geológicas, onde temos uma drenagem maior, no sentido Norte-Sul, sendo alimentada por outras menores, no sentido Leste-Oeste.

4.2.4.1. Qualidade da Água (CETESB)

As análises físicas, químicas e microbiológicas da água do rio se justificam pela necessidade de se monitorar a alteração da qualidade da água, que pode causar a restrição do seu uso. Os parâmetros a serem analisados foram determinados de forma a atender, simultaneamente, aos requisitos do CONAMA 357/05 e aos parâmetros necessários para o cálculo da CETESB.

A comparação dos valores obtidos em laboratório com os limites de classe de uso preponderante, estabelecidos na Resolução CONAMA n.° 357, revela as

baixas concentrações de poluentes encontradas no rio Capivari e Monos, na área de estudo, cuja maioria dos valores se encontram abaixo dos limites estabelecidos para rios Classe 2.

No rio Monos, apenas o Cromo Total (Cr – mg/L) e o Zinco total (Zn - mg/L) encontrados foram superiores ao limite estabelecido, indicando a presença de metais pesados. Destaca-se, também, o elevado valor de Turbidez (NTU), confirmando o elevado aporte de sedimentos e consequente assoreamento deste recurso hídrico.

Tabela 7 - Classificação da qualidade, segundo o CETESB, nos corpos d’água que delimitam a área do empreendimento.

Corpo hídrico

Cor Branco

Parâmetros

Pesos w

q(coliformes fecais)

0,15

q(pH)

0,12

q(DBO)

0,1

q(Pp04)

0,1

q(Turb)

0,08

q(St)

0,08

De acordo com os dados obtidos foi possível observar que, na área de estudo, encontra-se pouco impactado, embora a mata ciliar encontre-se significativamente preservada. O Rio Monos encontra-se mais comprometido, observando-se elevado aporte de sedimentos e trechos com a ocorrência de assoreamento do leito.

Os diversos usos dos recursos hídricos superficiais não serão comprometidos pela instalação do empreendimento, uma vez que este não realizará captação ou diluição de efluentes nos rios e córregos da região.

4.3. MEIO BIÓTICO

4.3.1. COBERTURA VEGETAL

A Área onde se pretende instalar a HENRIQUES ROSCHEL é uma paisagem que apresenta fragmentos de vegetação nativa inseridos em uma matriz antrópica de agricultura e pastagem. Os fragmentos de vegetação natural encontram-se bem espaçados, algumas vezes conectados pela vegetação existente na margem dos rios. A maioria dos fragmentos existentes na Área de Influência do empreendimento não ultrapassa 200 ha, mas há alguns fragmentos de tamanho considerável, com mais de 800 ha. Cerca de 76% da área de influência do empreendimento encontra-se coberta por pastagem ou agricultura, 13,9% estão cobertas por florestas (Mata Ciliar, Mata Atlântica), 7,7% são áreas úmidas (várzeas, brejos) e apenas 2,6% são áreas de sentido restrito. Na área de Influência Direta, há clara vegetação nativa.

Foram registradas 163 espécies vegetais ocorrentes na área de estudo. Estas estão distribuídas em 51 famílias botânicas, sendo Fabaceae, a família mais rica em espécies (29 spp.), seguida de Bignoniaceae (9 spp.) e Asteraceae e Malvaceae (8 spp. cada). Das espécies registradas, apenas duas constam em listas de espécies vegetais ameaçadas, são elas Dipteryx alata, consta como vulnerável no apêndice CITES e Myracrodruon urundeuva, caracterizada como ameaçada segundo Ibama.

urundeuva, caracterizada como ameaçada segundo Ibama. Dentre as espécies com maior freqüência, considerando
urundeuva, caracterizada como ameaçada segundo Ibama. Dentre as espécies com maior freqüência, considerando

Dentre as espécies com maior freqüência, considerando todos os pontos amostrados, Xylopia aromatica (Figura 37 A), foi a espécie com maior número de pontos de ocorrência (9 pontos), seguida de Duguetia furfuracea (Figura 37 B), Coccoloba mollis, Matayba guianensis (Figura 37 C) e Qualea grandiflora (Figura 37 D), que ocorrem em oito dos onze pontos amostrados.

Figura 37 - Espécies vegetais registradas em maior número de pontos de amostragem na área
Figura 37 - Espécies vegetais registradas em maior número de pontos de amostragem na área

Figura 37 - Espécies vegetais registradas em maior número de pontos de amostragem na área de influência da HENRIQUES ROSCHEL:

(A) Xylopia aromatica, (B) Duguetia furfuracea, (C) Matayba guianensis e (D) Qualea grandiflora.

Mais de 63% das espécies amostradas (103 espécies) possuem algum tipo de utilidade. Dezessete espécies são reconhecidamente utilizadas na alimentação humana, entre elas, as espécies de Annona (araticum), Mauritia flexuosa (buriti) e as espécies de Alibertia (marmelo). Dezessete espécies possuem sua madeira utilizável, 26 espécies são utilizadas na medicina popular como remédio e 22 espécies são utilizadas para lenha, entre outras utilidades.

As espécies que constam como pioneiras geralmente servem para reposição florestal e recuperação de áreas degradadas. Se determinada espécie for frutífera para a fauna (como p.ex Mauritia flexuosa, Inga vera e Xylopia aromatica), é um fator adicional para incluí-la em projetos com esse propósito, porque as plantas zoocóricas atraem aves e mamíferos frugívoros, que dispersam as sementes e trazem sementes de outras espécies, enriquecendo a diversidade.

4.3.2. AVIFAUNA

A área do empreendimento localiza-se nas proximidades Parelheiros, com espécies de aves representativas deste bioma. O objetivo do levantamento de aves na área de influência do empreendimento foi reconhecer quais as espécies relevantes para conservação ecológica local e subsidiar futuros monitoramentos da fauna local. Foram encontradas 119 espécies de aves, com destaque para ordem Passeriformes e famílias de psitacídeos (araras, maracanã, periquitos e afins), beija-flores (Troquilídeos), pombas (Columbídeos) pica-paus (Picídeos). e duas espécies quase ameaçadas de extinção. A ocorrência destas espécies mostra que a região é uma importante área para conservação da fauna, com uma espécie muito sensível as alterações do habitat. A da região abriga as espécies de aves mais exigentes de habitats conservados, ao contrário das formações florestais de Cerradão e Matas secas, que estão relativamente mais degradadas devido a fragmentação e influência de queimadas.

Recomenda-se a realização de outra campanha de levantamento durante o período seco para a complementação desta listagem inicial e para um maior conhecimento das espécies presentes na área.

4.3.3. MASTOFAUNA

Apesar do baixo grau de conservação que tem mostrado a porção Sul do estado de São Paulo, o município de Parelheiros, ainda apresenta alguma forma de sustento a fauna de mamíferos existente naquela região. Fato este observado pela presença de felinos ameaçados, tal como a onça-parda e a Leopardus pardalis, juntamente com espécies ameaçadas de outras ordens que também apresentam-se ameaçadas, como: o tamanduá-bandeira Myrmecophaga tridactyla, macaco Mono- carvoeiro e a anta Tapirus terrestris. As principais formas de registro das espécies foram os rastros (Figura 38). Na região também são encontradas áreas com várias nascentes, onde em seu entorno predominam áreas de campo, estas que são habitadas por espécies tal como o cervo Blastocerus dichotomus, queixada Tayassu pecari e capivara Hydrochoerus hydrochaeris. Recomenda-se a realização de outra campanha de levantamento durante o período seco para a complementação desta listagem inicial e para um maior conhecimento das espécies presentes na área.

seco para a complementação desta listagem inicial e para um maior conhecimento das espécies presentes na
seco para a complementação desta listagem inicial e para um maior conhecimento das espécies presentes na

Figura 38 - A) rastro de onça-parda e (B) rastro de anta Tapirus terrestris, ambos em terreno arenoso no município de PARELHEIROS, SP.

4.3.4. ICTIOFAUNA

Foram registradas 16 espécies de peixes na área de influência do empreendimento, sendo que a maioria (10 spp.) foi registrada diretamente e seis foram registradas por meio de entrevistas. A maioria das espécies encontradas é de pequeno porte e não migratória Dentre as ordens, Characiformes foi a mais rica em espécies (12 Spp., Figuras 40 e 41), Perciformes e Siluriformes contribuíram com apenas duas espécies cada. A predominância de Characiformes aparentemente é um padrão geral para águas interiores, especialmente em rios de pequeno porte, como também observado por FROEHLICH ET al. (2006) em um dos principais levantamentos da ictiofauna realizados no estado De SÃO PAULO. De forma geral, as espécies registradas são comuns em córregos, rios e/ou açudes da região. Não foi registrada nenhuma espécie ameaçada de extinção. Foram registradas seis espécies reofílicas, mas apenas por entrevistas, foram elas: Leporinus friderici, Leporinus obtusidens, Leporinus striatus, Brycon hilarii, Salminus brasiliensis e Pimelodus SP.

Brycon hilarii, Salminus brasiliensis e Pimelodus SP. Figura 40 - Hyphessobrycon anisitsi, espécie registrada em
Brycon hilarii, Salminus brasiliensis e Pimelodus SP. Figura 40 - Hyphessobrycon anisitsi, espécie registrada em

Figura 40 - Hyphessobrycon anisitsi, espécie registrada em dois pontos de coleta na área de influência do empreendimento HENRIQUES,

Figura 41 - Pyrrhulina australis, espécie registrada em dois pontos de coleta na área de influência do empreendimento HENRIQUES, PARELHEIROS/SP.

4.4. MEIO ANTRÓPICO

Parelheiros é um distrito rural localizado no extremo sul de São Paulo, embora com urbanização acelerada, tem a maior parte da área coberta por reservas ambientais de Mata Atlântica - nele se localiza a APA Capivari-Monos. Em Parelheiros também estão duas aldeias indígenas de etnia guarani com cerca de mil habitantes. A região também recepcionou a primeira imigração alemã no estado no início dos século XIX. Os poucos habitantes, além dos índios, têm o poder aquisitivo mais baixo da cidade.Dista-se de 15 a 25 quilômetros de Itanhaém e São Vicente no litoral, e uma distância de 45 quilômetros do centro de São Paulo.

Características físicas

São 353 km², representando 24% do município, com ocupação urbana de 2.5% e dispersa 7.7%. Com a totalidade de seu território em área de proteção aos mananciais, a região compreende remanescentes importantes de Mata Atlântica e as áreas mais preservadas do Município. Inclui parte das bacias hidrográficas das Represas Guarapiranga e Billings, que são responsáveis pelo abastecimento de 30% da população da Região Metropolitana de São Paulo. É cortado por ferrovia de escoamento da produção agrícola ao porto de Santos e um ramal suburbano desativado. A Cratera da Colônia com 3,5 km² é marco geológico produzida por meteorito há milhões de anos. Parte dela é ocupada por 25 mil pessoas em loteamentos irregulares, outra de um presídio Estadual (cerca de 1500 presos); e a restante (cerca de 50%) preservada como área agrícola tradicional. A área é tombada pelo Condephaat (Res. SC 60 de 20.08.2003). Originariamente foi habitada por índios Tupis e no século XX um subgrupo guarani ali se estabeleceu, tendo hoje tem cerca de 600 pessoas em duas áreas, a Aldeia Krukutu e Morro da Saudade.Apesar das restrições impostas pela legislação ambiental, a região apresenta urbanização intensa e desordenada, com parte da população residindo de forma precária e sérios impactos sobre os processos naturais de produção de água, devido à impermeabilização do solo, ao desmatamento, ao despejo de esgotos e ao assoreamento dos corpos d'água.Seguindo o atual processo de urbanização, a população cresce de forma irregular, com baixa renda, aumentando de forma inadequada o déficit de serviços e infra-estrutura. Atualmente o número da população é de aproximadamente 200.000. O fluxo populacional poderá se incrementar ainda mais com a passagem do Rodoanel previsto para cortar a região. Atualmente tem elevado índice pluviométrico e mais baixa temperatura no inverno, com geadas frequentes. È a área mais preservada do município com remanescente de Mata Atlântica (62,4%) e reflorestamento de cerca de 4% (pinus, eucaliptos) inclui parte da Bacia Hidrográfica das represas Guarapiranga e Billings. Na região de Parelheiros, já havia alguns caboclos antes da vinda dos alemães (1829). O lugar recebeu este nome devido ás diversas corridas de cavalos (parelhas) entre os alemães e os brasileiros. Antes era conhecido como Santa Cruz, porque existia uma cruz no local, colocada por um devoto chamado Amaro das Pontes.Parelheiros se destaca em relação á Colônia Paulista pelo fato de haver uma estrada aberta no século XIX, por iniciativa de Henrique Schunk (alemão), pai do dundador de Cipó (hoje distrito de Embú-Guaçu) e São José, de onde se podia partir para Rio Bonito e Santo Amaro, evitando, assim, a passagem pela Colõnia, onde havia a mais antiga estrada da Conceição. Em meados do século XX, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, diversos japoneses desembarcaram no Porto de Santos. Grande parte deles ficaram no chamado Cinturão Verde Metropolitano de São Paulo. Assim, os bairros Jaceguava e Casa Grande – que fazem parte da Subprefeitura de Parelheiros – foram sendo ocupados por famílias japonesas, onde estas se dedicavam ao trabalho agrícola, destacando-se no setor de hortifrutigranjeiros, tornando-se importantes fornecedores deste gênero ao abastecimento da metrópole. Em busca de alojamento barato, uma população bastante numerosa escolheu os mananciais de Santo Amaro para residir. A possibilidade de encontrar aluguéis mais baixos ou até de casa própria, com algum sacrifício, surgiam os numerosos loteamentos, muitos irregulares, devido á publicação da lei estadual de Proteção dos Mananciais em 1976.

4.4.1. VISUALIZAÇÃO DA PAISAGEM E A PERCEPÇÃO DOS MORADORES

Foi realizado um levantamento e análise socioeconômica contemplando a visualização da paisagem e a percepção dos moradores e demais populares que estão na área de influência do empreendimento. As propriedades que foram objeto da entrevista estão localizadas no raio de 10 km, considerando como sendo a AID – Área de Influência Direta que serão as mais próximas do empreendimento e com uma relação direta com o empreendimento.

O empreendimento será uma grande mudança no município de Parelheiros esse devido a proximidade com a área urbana, e a sociedade está sensível para essa

situação, a grande observação fica por conta da destinação adequada aos resíduos sólidos como a geração de emprego e renda que tem um grande destaque verificado na entrevista e com conversas informais com a comunidade local.

A pesquisa possibilitou a observação da percepção das diversas classes ou castas do setor produtivo, desde produtor rural como o comerciante da área urbana

de Parelheiros e estudantes. O empreendimento aponta anseios positivos para comunidade, acreditando que a implantação do mesmo trará novas infra-estruturas para o local melhorando a qualidade de vida.

Na Figura abaixo está explicita a aceitação do empreendimento pela comunidade do entorno do empreendimento na área rural entrevistada, onde nas das seis questões apontadas para percepções positivas e negativas, três representaram 100% de impactos positivos, ficando as outras três questões não atingindo nem 50% negativamente do universo de entrevistados.

nem 50% negativamente do universo de entrevistados. Figura 43 - Percepção da amostra de entrevistados. É

Figura 43 - Percepção da amostra de entrevistados.

É interessante observar que na Figura 43 a representação das questões realizadas estão elencadas na ordem de 1 a 6, destacadas a seguir em negrito as

questões dos respectivos números expressos na figura.

1 Sabe separar lixo

Na percepção da comunidade local, existem problemas em conhecer quais resíduos podem ser aproveitados, mesmo os da área rural proporcionam dificuldade em saber quais podem ser reciclados, isso foi apresentado em 33% dos entrevistados não sabem separar o lixo e os 67% sabem realizar essa tarefa.

2 Já ouviu falar em reciclagem

Com unanimidade a totalidade dos entrevistados 100% já tiveram ciência da reciclagem, de formas diretas ou indiretas e até em ensinos informais locais.

3

Conhecimento valor econômico lixo

O

valor econômico agregado ao resíduo sólido foi observado por 83% dos entrevistados, quanto 17% não tem idéia do valor agregado dos resíduos, mesmo

assim todos afirmaram conhecer que existe um valor agregado ao resíduo.

4 Descarta resíduos da pecuária

Como a atividade predominante é a pecuária, 100% dos entrevistados souberam a destinação adequada aos resíduos da atividade, e o conhecimento sobre o risco à natureza e a saúde.

5 Seu município possui aterro sanitário

Um percentual significativo de 67% afirmaram o conhecimento da existência do aterro sanitário no município e de sua importância para a destinação adequada os resíduos sólidos domésticos, já 33% não tem conhecimento sobre o sistema.

6 Tem expectativas que o empreendimento traga melhoria na qualidade de vida

da população

A totalidade dos entrevistados conhece o grande potencial para melhoria na qualidade de vida da população, 100% dos entrevistados acreditam que o

empreendimento passará desde a criação de emprego e renda até como a destinação adequada aos resíduos sólidos.

5. IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS

Para classificação de impactos ambientais foi adotado como critérios aqueles contidos na Resolução CONAMA nº. 001/86, sendo considerado como impacto:

"qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem:

I-

a saúde, a segurança e o bem-estar da população;

II-

as atividades sociais e econômicas;

III- a biota;

IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;

V - a qualidade dos recursos ambientais.”

Um aspecto de grande importância considerado nesta avaliação de impactos é a situação atual da área, que se encontra atualmente em uso para manejo de pecuária intensiva.

Desta forma, o empreendimento proposto apresenta-se como uma forma de uso da área diferente de monocultura peculiar da região, possibilitando melhorias ambientais para a região de influência, aspecto que influenciou diretamente as avaliações de impacto ambiental. Sendo apresentadas as medidas que venham a minimizar ou eliminar impactos adversos analisados, abrangendo as áreas de implantação e influência do empreendimento e referindo separadamente as fases de implantação e operação, as quais sofrerão uma integração posterior com os programas de acompanhamento e monitoramento dos impactos ambientais.

Sendo os seguintes impactos potenciais identificados:

MEIO FÍSICO

Modificação da topografia (Fase de Implantação) CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Obras a serem realizadas, preferencialmente, durante o período de estiagem.

2. Trabalhos de escavação e terraplenagem deverão ser acompanhados de obras de drenagem superficial provisória e implantação de desvio e controle do

escoamento superficial.

3. Implantação de dispositivos de amortecimento hidráulico.

4. Retenção de sedimentos utilizando-se forração preventiva com plástico sobre o material escavado ou das áreas de solo exposto.

5. As pilhas de estocagem de solo deverão ser instaladas em lugares planos para posterior utilização como jazida na fase de operação do empreendimento.

6. Estocagem em separado da camada fértil do solo para utilização na recuperação de áreas degradadas devendo ser aplicada como medidas para a

recomposição vegetal após o término das instalações.

Programas - MONITORAMENTO DO MEIO FÍSICO

Modificação da topografia (Fase de Operação)

1. CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Redução da infiltração das águas pluviais, por meio de cobertura diária das células com camada de solo e compactação.

2. Implantação de sistemas de drenagem de gases e de percolados.

Programas - MONITORAMENTO DO MEIO FÍSICO

2. MONITORAMENTO DO MACIÇO

Geração de Poeira (Material Particulado)

3. CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Acessos, vias internas, canteiro de obras e demais superfícies passíveis de geração de emissão fugitiva de poeira deverão ser umidificadas com aspersões

periódicas (Implantação e operação).

2 Cargas cobertas, prevenindo o lançamento de partículas e poeira (caminhões que transportarem terra, rochas e todo material pulverulento).

3. Remoção dos materiais espalhados pelo vento (papeis, embalagens, plásticos e outros) nas áreas internas.

Programas - GESTÃO DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE OCUPACIONAL (SMS) / PROGRAMA DE MONITORAMENTO DO MEIO FÍSICO

Geração de Gás e Odores

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Verificar se a queima está acontecendo nas turbinas (inspeção visual periódica).

2. Substituir os drenos quando apresentarem tendência para rompimento por excesso de temperatura ou desmoronamento por recalque do aterro.

3. Da implantação de um cinturão verde.

4. Criação de uma brigada de incêndio.

Programas GESTÃO DE ATMOSFÉRICA.

SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE

Alteração na dinâmica das Águas Superficiais

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

E

SAÚDE OCUPACIONAL / SUBPROGRAMA

1. Implantação de sistemas de drenagem superficial, provisórias e permanentes.

DE MONITORAMENTO DE

EMISSÕES

2. Formação de leiras periférica distante 200m das Áreas de Preservação Permanente (APP), conectadas a dispositivo de drenagem criando barreiras.

Programas - MONITORAMENTO DO MEIO FÍSICO

Alteração na Dinâmica das Águas Superficiais e Subterrâneas

(armazenamento de combustível e oficina manutenção e componentes químicos).

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Adoção de caixas separadoras de água e óleo.

2. Fixação de área permanente e destinação para realização de atividades de manutenção de máquinas e caminhões.

3. Impermeabilização de piso do pátio, com argila compactada e ou cimentado liso desempenado.

4. Impermeabilização de piso do pátio, com argila compactada e ou cimentado liso desempenado, com adoção de grelha (canaletas).

5. Executar galpões dentro das normas equivalentes (NBR da ABNT) com todas as estruturas necessárias e materiais adequados, contendo entre outras coisas

fossos construídos com concreto e mantas sintéticas de forma a não permitir nenhum vazamento.

6. Os projetos e construções deverão ser realizados e acompanhados por profissionais habilitados.

Programas - MONITORAMENTO DO MEIO FÍSICO / PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO.

Riscos de Alteração na Qualidade dos Solos Naturais e das Águas

Superficiais e Subterrâneas por Efluentes (Chorume)

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Compensatória

1. Implantação de medidas construtivas e preventivas e corretivas adequadas, principalmente pelo sistema de impermeabilização de base e sistemas de drenagens dos percolados; e sistema de drenagem de águas pluviais.

2. Monitoramento do lençol freático através da coleta de amostras dos poços a serem instalados no aterro.

3. Monitoramento da qualidade do chorume (efluente a tratar) e do efluente tratado.

Programas MONITORAMENTO DO MEIO FÍSICO / PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO.

Geração de Ruídos

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Implantação de um cinturão verde.

Programas SUBPROGRAMA DE MONITORAMENTO DE RUÍDOS

Alteração do Padrão Cênico-Paisagístico

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Implantação de cortina vegetal em locais com estruturas que permanecerão ativas durante a operação.

2. Recuperação das áreas utilizadas e abandonadas (canteiros de obra) com o enriquecimento da cobertura vegetal nativa.

Programas SUBPROGRAMA DE MONITORAMENTO DA FLORA E MEIO BIÓTICO

Supressão da Vegetação e de Habitat de Fauna

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Restrição da supressão de vegetal a áreas estritamente necessárias.

2. acompanhamento dos processos de deslocamento natural de fauna ou relocação a partir de ambientes atualmente estabilizados e colonizados.

Programas PROGRAMA DE MONITORAMENTO DE FAUNA E FLORA

Risco de alteração da fauna pelo incremento da caça, da pesca e do comércio de animais silvestres

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Apresentada no programa de educação ambiental direcionado aos trabalhadores, população e transeuntes (colaboradores não efetivos),

Programas MONITORAMENTO DA FAUNA E FLORA / SUBPROGRAMA DE ORIENTAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO.

Afugentamento da Fauna

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Acompanhamento e avaliação dos processos de deslocamento natural de fauna ou relocação a partir de ambientes atualmente estabilizados e colonizados.

Programas MONITORAMENTO DE FAUNA E FLORA.

Substituição gradual das formações florestais por áreas abertas

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Acompanhamento e avaliação dos processos de deslocamento natural de fauna ou relocação a partir de ambientes atualmente estabilizados e colonizados.

Programas DE MONITORAMENTO DE FAUNA E FLORA.

Proliferação de Vetores

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Resíduos recebidos no aterro deverão ser imediatamente tratados;

2. Não permitir a permanência de resíduos nos pátios de manobras, centro de triagem e demais espaços de tratamento por mais de 8 horas;

Programas PLANO DE CONTROLE DE VETORES MEIO SÓCIO-ECÔNOMICO E ANTRÓPICO

Geração de emprego fase de construção, montagem e operação do empreendimento

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

1. Cursos de aperfeiçoamento, palestras, incentivos educacionais entre outros.

Programas DE ORIENTAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO

Riscos ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

Caso seja identificado algum sítio arqueológico em risco, implantação de um programa de salvamento arqueológico, que permita recolher e analisar dados relativos ao bem a ser destruído, de modo a inserir o conhecimento produzido no contexto etno-histórico regional e local.

Programas DE PROSPECÇÕES ARQUEOLÓGICAS INTENSIVAS,

Melhorias das Condições Sanitárias

CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO

Medidas Mitigadoras

Medidas para potencializar este impacto através do incentivo para a implantação de sistemas de gestão ambiental nas empresas clientes (contratadas).

Programas DE ORIENTAÇAO E CONSCIENTIZAÇAO

6. PROGRAMAS DE ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS

Consciente da sua responsabilidade sócio-ambiental, a HENRIQUES – Empresa de Tratamento de Resíduos Industriais de São Paulo Ltda propõe os seguintes Programas Ambientais:

Programa de Gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional (SMS):

Subprograma de Gestão em SMS;

Subprograma de Monitoramento de Ruídos;

Subprograma de Monitoramento de Riscos.

Programa de Monitoramento de Resíduos:

Subprograma de Monitoramento de Efluentes Líquidos;

Subprograma de Monitoramento de Emissões Atmosféricas;

Subprograma de Monitoramento de Resíduos Sólidos;

Subprograma de Monitoramento de Resíduos Radioativos.

Programa de Monitoramento de Fauna e Flora:

Subprograma de Monitoramento de Fauna e Comunidades Aquáticas;

Subprograma de Monitoramento de Flora;

Subprograma de Recuperação de Áreas Degradadas.

Programa de Monitoramento do Meio Físico:

Subprograma de Monitoramento de Qualidade de Águas;

Subprograma de Monitoramento de Solos, Erosões e Operação de Aterro.

Programa de Orientação e Conscientização:

Subprograma de Sinalização;

Subprograma de Orientação e Conscientização Interna;

Subprograma de Educação Ambiental;

Subprograma de Conscientização e Orientação de Pequenos e Médios

Geradores de Resíduos.

Programa de Controle de Operações de Transporte

7. ANÁLISE DE RISCO

7.1. ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGO – APP

A Análise Preliminar de Perigos – APP (Preliminary Hazard Analysis – PHA) objetiva prever e identificar os riscos envolvidos em determinado empreendimento,

tanto na fase de implantação quanto na fase de operação, com o intuito de eliminar, minimizar ou controlar os riscos antes que estes se materializem, exigindo gastos para o replanejamento da planta do empreendimento.

A qualificação dos riscos é realizada com base nos parâmetros da norma militar americana MIL-STD-882 (System Safety Program Requirements), adotada como

padrão em inúmeras situações.

A

metodologia foi desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e baseia-se no preenchimento de tabela descrita a seguir, contendo oito

colunas.

1a

coluna: Número de Ordem

Preenchida com um número de ordem identificador do risco.

2a coluna: Perigos Identificados

Define os perigos para o sistema em estudo, ou seja, eventos que podem causar danos às instalações, aos operadores, meio ambiente, entre outros, como por exemplo, vazamentos de produto, mau funcionamento de equipamentos, etc.

3a coluna: Causas

Identificação das causas básicas possíveis dos perigos definidos como evento ou seqüência que produzem uma consequência. Essas causas podem envolver tanto falhas intrínsecas de equipamentos, como erros de operação e manutenção.

4a coluna: Conseqüências

Conclusão dos resultados de uma ou mais causas é definido como conseqüência.

5a coluna: Medidas Preventivas e Corretivas

Listagem das medidas estruturais e não estruturais, procedimentos, de forma a prevenir ou corrigir eventos indesejáveis, correspondentes a cada perigo identificado.

6a

coluna: Categoria de Probabilidade de Ocorrência

O

Quadro 1 apresenta as categorias de probabilidade de ocorrência de um determinado evento.

Quadro 1 - Probabilidade de ocorrência de um evento acidental.

Categoria

Denominação

Faixa de Freqüência (anual)

Descrição

Esperado de ocorrer várias vezes durante a vida útil do processo/ instalação.

A Freqüente

f > 10-1

10-2< f < 10-1

Esperado ocorrer até uma vez durante a vida útil do processo/ instalação.

B Provável

Pouco provável de ocorrer durante a vida útil do

processo/ instalação.

C

Improvável

10-3< f < 10-2

D

Remota

10-4< f < 10-3

Não esperado ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação

E

Extremamente Remota

f < 10-4

Conceitualmente possível, mas extremamente improvável de ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação.

7a coluna: Categoria das Consequências quanto a Severidade

O Quadro 2 apresenta as categorias de severidade quando da ocorrência de um determinado evento.

Quadro 2 - Severidade de um evento acidental.

I - Desprezível

A falha não irá resultar numa degradação maior do sistema, nem irá produzir danos funcionais ou lesões, ou contribuir com um risco ao sistema.

II - Marginal ou Limítrofe

A falha irá degradar o sistema numa certa extensão, porém sem envolver danos maiores ou lesões, podendo ser

compensada ou controlada adequadamente.

III - Crítica

A falha irá degradar o sistema causando lesões, danos substanciais, ou irá resultar num risco inaceitável, necessitando ações corretivas imediatas.

A falha irá produzir severa degradação ao sistema resultando em uma perda total, lesões ou óbito.

IV - Catastróficas

8a coluna: Classificação de Risco

Correlacionando-se os valores obtidos em Probabilidade e Severidade, é possível qualificar o evento conforme classificação padronizada abaixo descrita.

Pares Ordenados :

Risco Crítico (RC) pares ordenados : IV/A, IV/B e III/A

Risco Crítico (RC)

pares ordenados : IV/A, IV/B e III/A

Risco Severo (RS) pares ordenados : II/A, III/B e IV/C

Risco Severo (RS)

pares ordenados : II/A, III/B e IV/C

Risco Moderado (RM) pares ordenados : I/A, II/B, III/C e IV/D

Risco Moderado (RM)

pares ordenados : I/A, II/B, III/C e IV/D

Risco Severo (RS) pares ordenados : II/A, III/B e IV/C Risco Moderado (RM) pares ordenados :

Risco Baixo (RB)

pares ordenados : I/A, II/B, III/C e IV/D Risco Baixo (RB) Risco Desprezível (RD) pares ordenados

Risco Desprezível (RD)

pares ordenados : I/B, II/C e III/D

pares ordenados : I/C, I/D

e II/D

O Quadro 3 ilustra a combinação ordenada dos pares e suas respectivas classificações quanto ao risco, no quadro 3 - Possíveis combinações de pares

Probabilidade X Severidade e suas respectivas classificações quanto ao risco.

A B C D E

SEVERIDADE

IV

III

II

I

Probabilidade de Ocorrência

7.2. HIPÓTESES ACIDENTAIS DAS FASES DE IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA HENRIQUES ROSCHEL

7.2.1. HIPÓTESES ACIDENTAIS DA FASE DE IMPLANTAÇÃO DA HENRIQUES ROSCHEL

O Quadro 4 apresenta o levantamento das hipóteses acidentais que eventualmente possam ocorrer na fase de Implantação da HENRIQUES.

Quadro 4 - APP – Análise Preliminar de Perigos (Fase de Implantação)

Nº DE

PERIGO

CAUSAS

CONSEQUÊNCIAS

MEDIDAS

CLASSIFICAÇÃO

ORDEM

PREVENTIVAS

 

DO RISCO

   

Falha humana

         

Falha Mecânica

Danos Pessoais

Treinamento de motoristas no trajeto a ser percorrido

1

Acidente de trânsito durante

o transporte de

materiais

Impacto

provocado por

terceiros

Danos Materiais

Treinamento de motoristas em direção defensiva

A

I RM

Pista defeituosa

Manutenção preventiva

dos veículos

       

Checar os

     

Não observância

procedimentos de

dos

Perdas materiais

concretagem e

procedimentos de

materiais utilizados

Falha nos

concretagem da

Atraso no

procedimentos

obra

cronograma

Inspeção no concreto através de ensaios destrutivos de modelos em

de concretagem

da implantação

Qualificação do

Possibilidade de

2

das instalações

procedimento de

falhas nas instalações

C

I RM

prediais

concretagem

laboratórios especializados

Qualificação de mão de obra

prediais durante a operação

Inspeção visual C III RM 3

       

Instalar o tanque distante de cursos d’água e terras úmidas

     

Transbordamento

Construir dique de contenção com piso impermeável de forma a conter a capacidade do tanque em caso de vazamento

Vazamento de líquido inflamável de tanque de armazenamento

estacionário em canteiro de obra

de produto

durante

enchimento

Risco de incêndio

3

Corrosão

Contaminação do

solo

C

I

RM

 

Colisão de

Tanque equipado com

equipamentos

válvula de alívio de pressões excessivas

Aterramento de tanque segundo C III RM

Quadro 4 - APP – Análise Preliminar de Perigos (Fase de Implantação)

Nº DE

PERIGO

CAUSAS

CONSEQUÊNCIAS

MEDIDAS

CLASSIFICAÇÃO DO

ORDEM

PREVENTIVAS

 

RISCO

4

Atropelamento

de funcionário

operário

Não

visualização do

funcionário por

Danos pessoais

Possibilidade de

Usar coletes sinalizadores de acordo com a norma pertinente

C

III

RM

terceiros

morte

 

Treinamento do motorista no trajeto a ser percorrido

 

Falha humana

 

Manutenção

 

Falha

Acidentes pessoais

preventiva do

 

Acidente de

mecânica

veiculo

5

transito durante

transporte de

inflamáveis

Impacto

provocado por

terceiro

Possibilidade de

incêndio ou explosão

Contaminação do

Adotar regras e procedimentos de “Regulamentação de Transporte Rodoviário de Produtos

C

II a

IV

RB a

RS

 

meio ambiente

 
 

Pista molhada

ou defeituosa

 

Perigosos” do

Ministério dos

Transportes

 

Vazamento de

   

Treinamento de

     

óleo

Falha

Risco de incêndio

pessoal

6

combustível

operacional

C

II

RB

durante

Contaminação do solo e da água

Inspeção e

abastecimento

Falha material

substituição de

do equipamento

 

material danificado

8 . CONCLUSÃO

O projeto como um todo prevê a aplicação das melhores técnicas e equipamentos, para garantir a segurança, a eficiência operacional do empreendimento e a sustentabilidade ambiental do meio. Diante da atual inexistência local de planos governamentais de pesquisa, controle ambiental e melhorias sociais, a implantação de tais programas poderá inclusive gerar melhorias nos padrões de vida em nível regional. Diante de todo o conjunto de situações anteriormente citado, observa-se que a HENRIQUES ROSCHEL – Empresa de Tratamento de Resíduos Sólidos Industriais de São Paulo Ltda., Unidade de Parelheiros – SP com a finalidade de classificar, tratar, dispor, reciclar e processar resíduos classes I, IIA e IIB é um empreendimento viável sob o ponto de vista ambiental, desde que observada a implementação das medidas e programas ambientais ora descritos neste EIA.

Referencias Bibliográficas

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ASSUMPÇÃO, L.F.J. Sistema de Gestão Ambiental, ed. Juruá, 2 ed., 2007

GALLI, Alessandra. Educação como Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável, ed. Juruá, 1ed.,2008

GUERRA, Sidney. Direito Ambiental: Legislação, ed. Freitas Bastos, 2 ed.,2004

SÁNCHEZ, Luis Henrique. Avaliação de Impacto Ambiental – Conceitos e Métodos, ed. Oficina de Textos, 1 ed., 2006

VERDUM, Roberto. Rima – Relatório de Impacto Ambiental: Legislação, Elaboração e Resultados, ed. UFRGS – Universidade Federal Rio Grande do Sul, 5 ed.,

2006