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NOÇÕES DE

CONTABILIDADE PÚBLICA PÚBLICA

PROFESSOR WILSON ARAÚJO

2012

LEI 4.320/64

LEI 4.320/64

4.320/64

ART. 15, § 2º Para efeito de classificação da despesa, considera-se material permanente o de duração superior a dois anos.

Entende-se como material de consumo e material permanente:

a) Material de Consumo, aquele que, em

razão de

seu

uso

definição da Lei

corrente

4.320/64,

e

da

perde

normalmente sua identidade física e/ou

tem sua utilização limitada a dois anos;

b) Material Permanente, aquele que, em

razão de seu uso corrente, não perde a

sua identidade física, e/ou tem uma durabilidade superior a dois anos.

MANUAL DA DESPESA

CRITÉRIOS

Na

classificação

da

despesa

com

aquisição

de

material

devem

ser

adotados

alguns

parâmetros

que,

tomados

em

conjunto,

distinguem

o

material permanente

do

Material

de

Consumo.

Um material é considerado de

consumo:

a) Critério da Durabilidade Se em uso normal perde ou tem reduzidas as suas condições de funcionamento, no prazo máximo de dois anos;

b) Critério da Fragilidade

Se

sua

estrutura for quebradiça, deformável ou

danificável,

caracterizando

sua

irrecuperabilidade e perda de identidade ou funcionalidade;

sua

c) Critério da Perecibilidade Se está sujeito a modificações (químicas ou físicas) ou se deteriore ou perca sua característica pelo uso normal;

d) Critério da Incorporabilidade Se está destinado à incorporação a outro

bem,

e

não

pode

ser

retirado

sem

prejuízo

das

características

do

principal.

Se

com

a

incorporação

houver

alterações

significativas

das

funcionalidades do bem principal e/ou

do

seu

valor

monetário,

será

considerado permanente;

e) Critério da Transformabilidade Se foi adquirido para fim de transformação.

f) Critério da Finalidade Se o material foi adquirido para consumo imediato ou para distribuição gratuita.

CONTROLE:

Material de consumo. Material Permanente

TIPOS DE INVENTÁRIO

TIPOS DE INVENTÁRIO:

  • Anual

  • Inicial

  • De transferência de responsabilidade

  • De extinção ou transformação

  • Eventual

INVENTÁRIO ANUAL

Destinado a comprovar a quantidade

e o valor dos bens patrimoniais do

acervo de cada unidade gestora em

31/12 de cada exercício financeiro.

INVENTÁRIO ANUAL Destinado a comprovar a quantidade e o valor dos bens patrimoniais do acervo de

INVENTÁRIO INICIAL

Realizado quando da criação de uma

unidade gestora, para identificação

e registro dos bens sob a sua

responsabilidade.

INVENTÁRIO INICIAL Realizado quando da criação de uma unidade gestora, para identificação e registro dos bens

DE TRANSFERÊNCIA

DE RESPONSABILIDADE

Realizado quando da criação de uma

unidade gestora, para identificação

e registro dos bens sob a sua responsabilidade.

DE TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE Realizado quando da criação de uma unidade gestora, para identificação e registro

DE EXTINÇÃO

OU TRANSFORMAÇÃO

Realizado

quando

da

extinção

ou

transformação da unidade gestora.

EVENTUAL

Realizado em qualquer época, por

iniciativa do dirigente da unidade

gestora ou por iniciativa do órgão

fiscalizador.

TOMBAMENTO

Tombamento é o processo de inclusão

(entrada) de um bem permanente no sistema de controle patrimonial da

Entidade.

Os bens permanentes incorporados ao

patrimônio receberão números de registro patrimonial para a sua

identificação e controle.

PLAQUETAS

Custo/Benefício

Embora um bem tenha sido adquirido como permanente, o seu controle patrimonial deverá ser feito baseado na relação custo/benefício desse controle.

Nesse sentido, a Constituição Federal

prevê o Princípio da Economicidade

(artigo 70), que se traduz na relação

custo-benefício, assim, os controles

devem ser suprimidos quando apresentam como meramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco.

RELAÇÃO-CARGA

Assim, se um material for adquirido como permanente e ficar comprovado que possui custo de controle superior

ao seu benefício, deve ser controlado

de forma simplificada, por meio de

relação-carga, ...

...que

mede

qualitativos

e

apenas

aspectos

quantitativos,

não

havendo necessidade de controle por

meio

de

número

patrimonial

(TOMBAMENTO).

No

entanto,

esses

bens

deverão

estar

registrados

contabilmente

entidade.

no

patrimônio

da

MATERIAL DE CONSUMO

(USO DURADOURO)

Da mesma forma, se um material de

consumo for considerado como de uso duradouro, devido à durabilidade, quantidade utilizada ou valor relevante, também deverá ser controlado por meio

de relação-carga, e incorporado ao

patrimônio da entidade.

ATENÇÃO COM OS

SEGUINTES CONCEITOS:

1.Termo de responsabilidade.

  • 2. Material Controlado.

  • 3. Material Relacionado.

  • 4. Inventário físico.

  • 5. Inventário Analítico

  • 6. Carga

  • 7. Descarga

TERMO DE RESPONSABILIDADE

A distribuição dos bens permanentes

para uso será efetuada mediante TERMO DE RESPONSABILIDADE, assinado pelo

chefe ou responsável, que responderá por perdas e danos perante a Fazenda

Pública.

MATERIAL

CONTROLADO

  • Controlado = material sujeito a

tombamento, que requer controle rigoroso de uso e responsabilidade pela sua guarda e conservação;

MATERIAL

RELACIONADO

  • Relacionado

=

material

dispensado de tombamento, porém sujeito a controle simplificado, por ser de pequeno valor econômico (Relação-Carga).

INVENTÁRIO FÍSICO

É

o

instrumento

de

controle

para

a

verificação dos saldos de estoques nos almoxarifados e depósitos, e dos

equipamentos e materiais permanentes

em uso no órgão da entidade.

INVENTÁRIO

ANALÍTICO

Realiza-se o inventário analítico para

perfeita caracterização dos bens.

CARGA

É a efetiva responsabilidade pela guarda e uso de material pelo seu consignatário

(responsável).

DESCARGA

É a transferência de responsabilidade

pela guarda do material.

ESTÁGIOS DA DESPESA
ESTÁGIOS DA DESPESA

No final do exercício,

as despesas

orçamentárias empenhadas

e

não

pagas serão inscritas em Restos a

Pagar e constituirão a Dívida Flutuante.

Podem-se distinguir

dois

tipos

de

Restos a Pagar, os Processados e os

Não-processados.

4.320/64
4.320/64

Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não

pagas

até

o

dia

31

de

dezembro,

distinguindo-se as processadas das

não processadas.

NÃO HAVERÁ OBRIGAÇÃO

LOA

 
NE NL OB
NE
NL
OB
LOA NE NL OB 01/01/X0 31/12/X0 DESPESA EMPENHADA: 10.000 DESPESA LIQUIDADA DESPESA PAGA : 10.000 :

01/01/X0

31/12/X0

DESPESA EMPENHADA: 10.000

DESPESA LIQUIDADA DESPESA PAGA

: 10.000 : 10.000

RP

PROCESSADO

RP PROCESSADO RP NÃO PROCESSADO

RP

NÃO

PROCESSADO

RP

PROCESSADO

LOA

 
LOA NE NL 01/01/X0 31/12/X0
LOA NE NL 01/01/X0 31/12/X0
NE NL
NE
NL
LOA NE NL 01/01/X0 31/12/X0

01/01/X0

31/12/X0

Restos a Pagar Processados:

Compreendem as despesas legalmente empenhadas, cujo objeto do empenho, já foi recebido, ou seja, já ocorreu a

liquidação da despesa, mas não houve

o pagamento.

RP

NÃO

PROCESSADO

LOA

 
NE
NE
LOA NE 01/01/X0 31/12/X0

01/01/X0

31/12/X0

Restos a Pagar Não Processados:

Compreendem as despesas legalmente

empenhadas, que não foram liquidadas

e nem pagas até 31 de dezembro do

mesmo exercício.

REGISTRO
REGISTRO
4.320/64
4.320/64

ART. 92, Parágrafo único. O registro

dos restos a pagar far-se-á por

exercício e por credor distinguindo-se

as despesas processadas das não

processadas.

1. Por ano de inscrição

  • 2. Por credor

  • 3. Por fase da despesa

PAGAMENTO
PAGAMENTO

Espera-se que seja realizado no ano

seguinte ao da sua inscrição (despesa

extra-orçamentária), com base liquidação da despesa.

na

PAGAMENTO DO RP PROCESSADO
PAGAMENTO DO RP
PROCESSADO
X1 X2 NE NL
X1
X2
NE
NL
X1 X2 NE NL RP - P
X1
X2
NE
NL
RP - P
X1 X2 NE NL RP - P RP - P
X1
X2
NE
NL
RP - P
RP - P
X1 X2 NE NL RP - P RP - P Pagamento = DEO
X1
X2
NE
NL
RP - P
RP - P
Pagamento
= DEO
X1 X2 NE NL RP - P RP - P Pagamento = DEO DO
X1
X2
NE
NL
RP - P
RP - P
Pagamento
= DEO
DO
PAGAMENTO DO RP NÃO PROCESSADO
PAGAMENTO DO RP
NÃO PROCESSADO
X1 X2 NE
X1
X2
NE
X1 X2 NE RP - NP
X1
X2
NE
RP - NP
X1 X2 NE RP - NP RP -N P
X1
X2
NE
RP - NP
RP -N P
X1 X2 NE RP - NP RP -N P RP - P Pagamento
X1
X2
NE
RP - NP
RP -N P
RP - P
Pagamento
X1 X2 NE RP - NP RP -N P RP - P Pagamento = DEO
X1
X2
NE
RP - NP
RP -N P
RP - P
Pagamento
= DEO
X1 X2 NE RP - NP RP -N P Pagamento = DEO DO
X1
X2
NE
RP - NP
RP -N P
Pagamento
= DEO
DO
CONDIÇÕES PARA INSCRIÇÃO DO RP NÃO PROCESSADO
CONDIÇÕES PARA
INSCRIÇÃO DO RP NÃO
PROCESSADO

Art. 35. O empenho de despesa não

liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro, para todos os

fins, salvo quando:

I - vigente o prazo para cumprimento

da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida;

II - vencido o prazo de que trata o

item anterior, mas esteja em curso a liquidação da despesa, ou seja de interesse da Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida

pelo credor;

III

-

se

destinar

a atender

transferências a instituições públicas

ou privadas;

IV - corresponder a compromissos

assumido no exterior.

CANCELAMENTO
CANCELAMENTO

VIGÊNCIA DO RP PROCESSADO

VIGÊNCIA DO RP NÃO PROCESSADO
VIGÊNCIA DO
RP NÃO
PROCESSADO
VIGÊNCIA DO RP NÃO PROCESSADO

Art. 68. A inscrição de despesas como restos a

pagar no encerramento do exercício financeiro de emissão da Nota de Empenho depende da

observância das condições estabelecidas neste

Decreto para empenho e liquidação da despesa.

§ 1 o A inscrição prevista no caput como restos a pagar não processados fica condicionada à indicação pelo ordenador de despesas.

§ 2 o Os restos a pagar inscritos na condição de não processados e não liquidados posteriormente

terão validade até 30 de junho do segundo ano

subsequente ao de sua inscrição, ressalvado o disposto no § 3 o .

X1 NE RP - NP
X1
NE
RP - NP
X1 X2 NE RP - NP RP -N P 31/12/X2
X1
X2
NE
RP - NP
RP -N P
31/12/X2
X2 X3 RP - NP RP -N P 30/06/X3
X2
X3
RP - NP
RP -N P
30/06/X3
31/12/X1

31/12/X1

31/12/X1 31/12/X2

31/12/X1

31/12/X2

31/12/X1 31/12/X2 30/06/X3

31/12/X1

31/12/X2

30/06/X3

§ 3 o Permanecem válidos, após a data estabelecida no § 2 o , os restos a pagar não processados que:

§ 3 o Permanecem válidos, após a data estabelecida no § 2 o , os restos a pagar não processados que:

§ 3 Permanecem válidos, após a data estabelecida no § 2 , os restos a pagar

31/12/X1

31/12/X2

30/06/X3

I - refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante transferência ou descentralização aos Estados, Distrito Federal e Municípios, com execução iniciada até a data prevista no § 2 o ;

I - refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante transferência ou descentralização aos Estados, Distrito Federal e Municípios, com execução iniciada até a data prevista no § 2 o ;

I - refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante transferência
31/12/X1 31/12/X2 30/06/X3
31/12/X1
31/12/X2
30/06/X3

II ou sejam relativos às despesas

a) do Programa de Aceleração do Crescimento -

PAC b) do Ministério da Saúde; ou

c) do Ministério da Educação financiadas com

recursos da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

§ 4 o Considera-se como execução iniciada para efeito do inciso I do § 3 o :

I - nos casos de aquisição de bens, a despesa

verificada pela quantidade parcial entregue,

atestada e aferida; e II - nos casos de realização de serviços e obras, a

despesa verificada pela realização parcial com a medição correspondente atestada e aferida.

Art. 2 o A exigência prevista no § 1 o do art. 68 do Decreto n o 93.872, de 1986, não se aplica à inscrição no exercício financeiro de 2011.

Art. 2 o A exigência prevista no § 1 o do art. 68 do Decreto n o 93.872, de 1986, não se aplica à inscrição no exercício financeiro de 2011.

§ 1 o A inscrição prevista no caput como restos a pagar não processados fica condicionada à

indicação pelo ordenador de despesas.

Art.

3 o

Aos

restos

a

pagar não processados

inscritos

exercício

no

de

2010,

aplica-se

o

disposto

Decreto,

neste

exceto

exigência

a

Art.

3 o

Aos

restos

a

pagar não processados

inscritos

exercício

no

de

2010,

aplica-se

o

disposto

Decreto,

neste

exceto

exigência

a

§ 1 o A inscrição prevista no caput como restos a pagar não processados fica condicionada à

indicação pelo ordenador de despesas.

PRESCRIÇÃO
PRESCRIÇÃO

DECRETO 93.872/86

Art

. 70. Prescreve

em

cinco anos a

dívida passiva relativa aos Restos a

Pagar.

CÁLCULO DO RP
CÁLCULO DO RP

LOA APROVADA

.............................

100.000

NE

.....................................................

80.000

 

NL

.....................................................

70.000

 

OB

.....................................................

55.000

CÁLCULO DO RP TOTAL
CÁLCULO DO RP
TOTAL
CÁLCULO DO RP TOTAL

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

RP TOTAL = NE - OB
RP TOTAL = NE - OB

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

RP TOTAL = NE - OB RP TOTAL = 80- 55
RP TOTAL = NE - OB
RP TOTAL = 80- 55

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

RP TOTAL = NE - OB RP TOTAL = 80- 55 RP TOTAL = 25
RP TOTAL = NE - OB
RP TOTAL = 80- 55
RP TOTAL = 25
CÁLCULO DO RP NÃO PROCESSADO
CÁLCULO DO RP
NÃO PROCESSADO

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

FIXADA 100.000 ..... NE 80.000 .............. NL 70.000 .............. OB 55.000 .............. RP NP = NE

RP NP = NE - NL

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

FIXADA 100.000 ..... NE 80.000 .............. NL 70.000 .............. OB 55.000 .............. RP NP = NE

RP NP = NE - NL

RP NP = 80- 70

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

FIXADA 100.000 ..... NE 80.000 .............. NL 70.000 .............. OB 55.000 .............. RP NP = NE

RP NP = NE - NL

RP NP = 80- 70

RP NP = 10

CÁLCULO DO RP PROCESSADO
CÁLCULO DO RP
PROCESSADO

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

FIXADA 100.000 ..... NE 80.000 .............. NL 70.000 .............. OB 55.000 .............. RP P = NL

RP P = NL - OB

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

FIXADA 100.000 ..... NE 80.000 .............. NL 70.000 .............. OB 55.000 .............. RP P = NL

RP P = NL - OB

RP P = 70- 55

FIXADA 100.000 .....

NE 80.000 ..............

NL 70.000 .............. OB 55.000 ..............

FIXADA 100.000 ..... NE 80.000 .............. NL 70.000 .............. OB 55.000 .............. RP P = NL

RP P = NL - OB

RP P = 70- 55

RP P = 15

LRF, Art.

42.

É vedado ao titular

de

Poder ou órgão referido no art. 20, nos

últimos dois quadrimestres do seu

mandato, contrair obrigação de despesa

que

não

possa

ser

cumprida

integralmente dentro dele, ...

...,

ou que tenha parcelas a serem

pagas no exercício seguinte sem que

haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.

Parágrafo único. Na determinação da

disponibilidade de caixa serão

considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do

exercício.

Na União quem é o órgão competente para exercer o controle e a disciplina de Restos a .

NÃO

CONFUNDIR RESTOS A

PAGAR COM OBRIGAÇÕES A PAGAR.

OBRIGAÇÕES

A

PAGAR

GÊNERO,

DA QUAL

RP

É

ESPÉCIE.

É

O

UMA

O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a um servidor para futura prestação de

contas.

O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a um servidor para
O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a um servidor para
O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a um servidor para

OS ESTÁGIOS SÃO

OBRIGATÓRIOS ?

DESPESA

ORÇAMENTÁRIA

O adiantamento constitui despesa orçamentária, ou seja, para conceder o

recurso ao suprido é necessário

percorrer os três estágios da despesa

orçamentária:

  • Empenho,

  • Liquidação e

  • Pagamento.

REGULAMENTAÇÃO

Cada ente

da

federação

deve

 

regulamentar

o

seu

regime

de

adiantamento, observando

as

peculiaridades

de

seu

sistema

de

controle interno, de forma a garantir a correta aplicação do dinheiro público.

Existem dois tipos:

1

- Depósito em conta-corrente aberta

para esse

fim, por

meio

do qual

o

servidor usa os recursos em cheque

ou dinheiro, no limite estabelecido, em

nome do suprido, com regras

previstas

contas.

para

a

sua

prestação

de

- Depósito em conta-corrente aberta para esse fim, por meio do qual o servidor usa os

2

-

Cartão

de

Pagamento:

é

o

cartão

magnético,

em

nome

do

Portador,

indicado/autorizado

 

pela

Administração,

com

limites

estabelecidos

e

regras

para

a

sua

prestação de contas.

- Cartão de Pagamento: é o cartão magnético, em nome do Portador, indicado/autorizado pela Administração, com
- Cartão de Pagamento: é o cartão magnético, em nome do Portador, indicado/autorizado pela Administração, com

LEI 4.320/64

Art.

68.

O

regime de

adiantamento é

aplicável aos casos de despesas

expressamente

definidos

consiste na entrega de

em

lei

e

numerário a

servidor, sempre precedida de empenho

na dotação própria, para o fim de

realizar

despesas

que

não

possam

subordinar-se ao processo normal de

aplicação.

DESTAQUES DO ART. 68

Art.

68.

O

regime

de

adiantamento

é

aplicável aos casos de despesas

expressamente definidos em lei...

...e

consiste na entrega de numerário a

servidor, ...

...sempre

precedida

dotação própria, ...

de

empenho

na

...para

o fim de realizar despesas que não

possam subordinar-se ao processo

normal de aplicação.

CASOS QUE JUSTIFICAM O ADIANTAMENTO ART. 45 DEC. 93.872/86

I

-

para

atender

despesas

eventuais,

inclusive em viagem e com serviços

especiais, que exijam pronto pagamento em espécie

Il

- quando

a

despesa deva ser feita

em

caráter sigiloso, conforme se classificar

em regulamento; e

III - para atender despesas de pequeno

vulto,

valor,

assim

entendidas

aquelas

cujo

em

cada

caso,

não ultrapassar

limite estabelecido em Portaria do

Ministro da Fazenda.

DAS RESTRIÇÕES AO SUPRIDO ART. 45, §

ART. 45 § 3º Não se concederá suprimento de fundos:

a)a responsável por dois suprimentos;

b) a servidor que tenha a seu cargo a guarda ou utilização do material a

adquirir, salvo quando não houver na

repartição outro servidor;

c) a responsável por suprimento de

fundos que, esgotado o prazo, não tenha

prestado contas de sua aplicação; e

d) a servidor declarado em alcance.

IN nº 10/01 STN

A

servidor

que

esteja

respondendo

a

inquérito administrativo.

APLICAÇÃO

O prazo máximo para aplicação do

suprimento de fundos será de até 90

(noventa) dias a contar da data do ato de

concessão do suprimento de fundos, e não ultrapassará o término do exercício financeiro.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Para

a

prestação

de

contas

do

Suprimento de Fundos, o prazo é de até

30

(

trinta) dias,

contado a partir

do

término do prazo de aplicação. Isto é,

dispõe de até 90 (noventa) dias para

aplicar

e

mais

30

(trinta)

dias

para

prestar contas, totalizando assim até 120

(cento e vinte) dias.

CO-RESPONSABILIDADE

DEC. 200/67

Art. 84. Quando se verificar que determinada

conta não foi prestada, ou que ocorreu desfalque, desvio de bens ou outra

irregularidade de que resulte prejuízo para a

Fazenda Pública, as autoridades administrativas, sob pena de co-responsabilidade e sem embargo

dos procedimentos disciplinares, deverão tomar

imediatas providência para assegurar o respectivo ressarcimento e instaurar a tomada de contas, fazendo-se as comunicações a respeito ao Tribunal de Contas.

CONTABILIZAÇÃO

DEC. 93.872/86

ART. 45, § 1º O suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do

ordenador como despesa realizada; ...

RESTITUIÇÕES

DEC. 93.872/86

ART. 45, §

...as

restituições, por falta de

aplicação, parcial ou total, ou aplicação indevida, constituirão anulação de despesa, ...

ART. 45, §

......ou

receita orçamentária,

se recolhidas após o encerramento do

exercício.

DEVER DE PRESTAR CONTAS

DEC. 93.872/86

§ 2º O servidor que receber suprimento de fundos, na forma deste artigo, é obrigado

a prestar contas de sua aplicação,

procedendo-se, automaticamente, à tomada de contas se não o fizer no prazo

assinalado pelo ordenador da despesa, ...

...sem

prejuízo

das

providências

administrativas

para

a

apuração

das

responsabilidades penalidades cabíveis.

e

imposição,

das

SALDO EM 31/12 DEC. 93.872/86

Art

.

46.

Cabe

aos

detentores

de

suprimentos de fundos fornecer indicação precisa dos saldos em seu

poder em 31 de dezembro, para efeito de

contabilização e reinscrição da respectiva

responsabilidade pela sua aplicação em

data posterior, ...

observados os prazos assinalados pelo ordenador da .

...

Parágrafo único. A importância aplicada

até 31 de dezembro será comprovada até

15 de janeiro seguinte.

ATESTO

A comprovação das despesas

realizadas deverá estar devidamente

atestada por outro servidor que tenha

conhecimento das condições em que estas foram efetuadas, em comprovante original.

DOCUMENTOS

EMITIDOS EM NOME ...

Em

nome

do

empenho.

órgão

emissor

do

DATA DE EMISSÃO

DOS DOCUMENTOS

Todos os documentos deverão ter a

data de emissão igual ou posterior a da

entrega do numerário, e deverão estar

compreendidos dentro do período

fixado para aplicação dos recursos.

LIMITES

Obras e Serviços de Engenharia

R$ 7.500,00 (que corresponde a 5% do

valor máximo para obras e serviços de

engenharia na modalidade de licitação

convite que é R$ 150.000,00).

Outros Serviços e Compras em geral

R$ 4.000,00 (que corresponde a 5% do

valor máximo para outros serviços e

compras em geral na modalidade de

licitação convite que é R$ 80.000,00).

ATENÇÃO

Valores superiores aos limites

De acordo com a Portaria nº 95/2000 MF, § 3,º excepcionalmente, a critério

da autoridade Ministerial, poderá ser

concedido suprimento de fundos em valores superiores aos limites

fixados.

ATENÇÃO

Aquisição de Material Permanente

É

vedada

a

permanente

aquisição

de

material

por

suprimento

de

fundos, ressalvados os

casos

excepcionais

devidamente

reconhecidos

pelo

OD

e

em

consonância com as normas disciplinam a matéria.

que

O Que é?
O Que é?

O Cartão de Pagamento do Governo

Federal (CPGF) é um meio de pagamento

que proporciona à Administração

Pública mais agilidade, controle e

modernidade na gestão de recursos. O

CPGF é emitido em nome da Unidade

Gestora, com identificação do portador.

Somente aquelas passíveis de enquadramento como Suprimento de Fundos. Entretanto, outros tipos de despesas poderão ser
Somente
aquelas
passíveis
de
enquadramento
como
Suprimento
de
Fundos.
Entretanto,
outros
tipos
de
despesas
poderão
ser
autorizados
mediante
ato
conjunto
do
Ministro
da
Fazenda
e
do
Planejamento, Orçamento e
Gestão,
nos
termos do parágrafo único do
art.
10
do

Decreto nº 5.355/2005.

Objetivos
Objetivos

Redução de custos.

Transparência no processo de compras, quando por dispensa de licitação (Suprimento de Fundos).

Desburocratização no processo de controle dos gastos da União.

QUEM PODE UTILIZAR

O

Cartão

de

Pagamento

é

utilizado

exclusivamente no âmbito da

Administração Pública Federal.

Ele pode ser concedido a qualquer

servidor público de órgãos e entidades

da Administração Pública Federal

direta, autárquica e fundacional no

exercício de serviço público.

Os responsáveis, nos órgãos e

entidades, pela sua utilização são:

  • - ordenadores de despesa;

  • - servidores indicados e autorizados

pelo ordenador de despesa;

  • - autoridade competente.

Características
Características
Características  Contém a denominação da Unidade
Características
Contém a denominação da Unidade

Gestora e o nome do Portador.

  • Quantidade ilimitada de cartões por Unidade Gestora.

Características  Limite de crédito definido pelo
Características
Limite de crédito definido pelo

Ordenador de Despesa respeitada a

Legislação vigente.

  • Anuidade: Isento.

  • Pagamento da Fatura não parcelado.

  • Vencimento sempre no dia 10.

OPERACIONALIZAÇÃO
OPERACIONALIZAÇÃO
OPERACIONALIZAÇÃO

As contas-correntes bancárias dos Órgãos e Entidades da Administração

Pública Federal que integram os

Orçamentos Fiscal e da Seguridade

Social serão abertas e mantidas no

Banco do Brasil S.A.

PROIBIÇÃO

Nenhuma autoridade governamental ou servidor público pode realizar despesas

pessoais com o Cartão de Pagamento

ou utilizá-lo nos casos em que a

compra deve ser feita por

licitação pública.

meio de

VÁRIAS ND’s

Os valores de um suprimento de fundos

entregues ao suprido poderão

relacionar-se a mais de uma natureza de

despesa, desde que precedidos dos empenhos nas dotações respectivas,

respeitados os natureza.

valores

de

cada

São despesas fixadas, no orçamento

vigente, decorrentes de compromissos assumidos em exercícios anteriores

àquele em que deva ocorrer o

pagamento.

X1
X1

FATO GERADOR

X1 FATO GERADOR
X1
X1

FATO GERADOR

X2 PAGAMENTO NE NL OB
X2
PAGAMENTO
NE
NL
OB
X1
X1

FATO GERADOR

X2 PAGAMENTO NL NE OB
X2
PAGAMENTO
NL
NE
OB
X1 FATO GERADOR X2 PAGAMENTO NL NE OB

ENTÃO ...

DEA

DEA DO

DO

DEA ≠

RP

Não se confundem com restos a pagar,

tendo em vista que sequer foram empenhadas ou, se foram, tiveram seus empenhos anulados ou cancelados.

COMPETÊNCIA DEC. 93.872/86

ART. 22, §

O reconhecimento da obrigação de

pagamento das despesas com

exercícios anteriores cabe à

autoridade competente para

empenhar a despesa.

LEI 4.320/64

Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo

consignava crédito próprio, com saldo suficiente

para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, bem como os Restos a Pagar

com prescrição interrompida e os compromissos

reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de

dotação específica consignada no orçamento,

discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.

DESTAQUES DO ART. 37

Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que

não se tenham processado na época própria ...

Aquelas cujo empenho

tenha

sido

considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício

correspondente, mas que, dentro do

prazo estabelecido, o credor tenha

cumprido sua obrigação;

NE
NE
X1 NL
X1
NL
RP - P
RP - P
NE
NE
X1 NL
X1
NL
NE X1 NL X2 RP - P RP - P Cancelamento
X2
X2
RP - P
RP - P
RP - P
RP - P

Cancelamento

X1
X1
NE NL X3 NE NL OB
NE
NL
X3
NE
NL
OB
X1 NE NL X3 NE NL OB X2 RP - P RP - P Cancelamento =
X2
X2
RP - P
RP - P
RP - P
RP - P

Cancelamento

= DEA
= DEA

bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida ...

...

A despesa cuja inscrição como restos a

pagar tenha sido cancelada, mas ainda

vigente o direito do credor;

os compromissos reconhecidos após

o

encerramento

do

exercício

correspondente...

A obrigação de pagamento criada em virtude de lei, mas somente reconhecido

o

direito

do

encerramento

correspondente.

reclamante

do

após

o

exercício

X1 10 OUT 10 NOV 10 DEZ
X1
X1
10 OUT
10
OUT
10 NOV
10
NOV
10 DEZ
10
DEZ
X1 10 OUT 10 NOV 10 DEZ X2 10 JAN 10 FEV 10 MAR 10 ABR
X1
X1
10 OUT
10
OUT
10 NOV
10
NOV
10 DEZ
10
DEZ
X2
X2
10 JAN
10
JAN
10 FEV
10
FEV
10 MAR
10
MAR
10 ABR
10
ABR
X1 10 OUT 10 NOV 10 DEZ X2 10 JAN 10 MAR PAGAMENTO 10 FEV 10
X1
X1
10 OUT
10
OUT
10 NOV
10
NOV
10 DEZ
10
DEZ
X2
X2
10 JAN
10
JAN
10 MAR PAGAMENTO 10 FEV
10
MAR
PAGAMENTO
10
FEV
10 ABR
10
ABR
X1 10 OUT 10 NOV 10 DEZ X2 10 JAN 10 MAR PAGAMENTO 10 FEV 10
40 Pessoal DEA 30 D O
40
Pessoal
DEA
30
D
O

...poderão

específica

ser pagos à conta de dotação

consignada

no

orçamento,

discriminada por elementos, obedecida,

sempre que possível,

cronológica.

a

ordem

Valor inscrito em RP menor que o valor real da despesa a ser pago.

X1 NE RP - NP 31/12/X1
X1
NE
RP - NP
31/12/X1
X2 X1 NE RP - NP RP - NP 31/12/X1
X2
X1
NE
RP - NP
RP - NP
31/12/X1
X2 X1 NE RP - NP RP - NP Fatura RP - P 31/12/X1
X2
X1
NE
RP - NP
RP - NP
Fatura
RP - P
31/12/X1
X2 X1 NE RP - NP RP - NP Fatura RP - P 31/12/X1 PAGAMENTO RP
X2
X1
NE
RP - NP
RP - NP
Fatura
RP - P
31/12/X1
PAGAMENTO
RP - P
DEO
NE
DEA
DO
NL
OB