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FACULDADE DE TEOLOGIA UMBANDISTA Curso Bacharelado em Teologia

DE TEOLOGIA UMBANDISTA Curso Bacharelado em Teologia Etnobotânica e os Templos Umbandistas Marlene Cardillo

Etnobotânica e os Templos Umbandistas

Marlene Cardillo Cardoso

Sélia do Nascimento

São Paulo

Abril/ 2008

“Etnobotânica e os Templos Umbandistas”

Trabalho de conclusão para grau de Bacharel no curso de Teologia da Faculdade de Teologia Umbandista

Orientador

Professor; Yuri Tavares

Realizado pelos alunos:

Marlene Cardillo Cardoso

Sélia do Nascimento

São Paulo

Abril/2008

Folha de aprovação

Marlene Cardillo Cardoso Sélia do Nascimento

Etnobotânica e os Templos Umbandistas

Este trabalho foi avaliado e aprovado.

Formaram parte da Banca:

Dr F. Rivas Neto Dr Roger T. Soares Professor Yuri Tavares Professora Eliana Oltramari
Dr F. Rivas Neto
Dr Roger T. Soares
Professor Yuri Tavares
Professora Eliana Oltramari

São Paulo, 30 de abril de 2008.

Dedicatória

Dedicamos ao nosso mestre Yamunisiddha Arhapiagha por nos ensinar a vencer as batalhas diárias com otimismo e alegria, sem a sua cobertura, seria impossível a realização desse trabalho.

Agradecimento

Agradecemos aos chefes de terreiro que colaboraram conosco respondendo as pesquisas para a complementação desse trabalho.

Agradecemos ao Sergio Cardoso pelo apoio dado para a estruturação deste trabalho.

EPÍGRAFE

“Os selvagens do Brazil, no seio das florestas, guardam os seus conhecimentos, mas não chegando ainda a elles á escripta, só na memoria esses perduram e pela porandyba transmittem aos descendentes a sua Mbaé Kaá”. (Rodrigues, J. Barbosa 1905, p.4 )

RESUMO

Este estudo tem por objetivo comprovar a interdependência dos terreiros de Umbanda com a Etnobotânica.

Sendo o movimento Umbandista oriundo de um caldeamento (mistura) etno-cultural; indígena, africano e indo-europeu, adquiriu para si, com a ajuda da espiritualidade, a herança ancestral da medicina popular milenar, uma das suas mais importantes vertentes do conhecimento.

Foram realizadas pesquisas em templos umbandistas brasileiros, visando notificar a interdisciplinaridade no uso das plantas dentro de seus rituais, mostrando o valor sagrado de cada erva e sua aplicação diversificada.

Palavras chave: Umbanda, rituais e ervas sagradas.

ABSTRACT The main goal of this study is to prove the interdependence of the places where Umbanda is practiced together with Ethobotany.

As the umbandist movement belongs to an ethno cultural mixture, Indian,African and Indo-European, it has acquired for itself, together with the spiritual aid the ancestral inheritance from the millenary popular medicine, one of its most important knowledge overflowing.

Field researches in umbandist Brazilian temples have been carried out, aiming at observing the religious link with Ethnobotany, where the presence and use of plants is very important as well as the sacred value of each herb and their diversified use on rituals.

Key words: Umbanda, rituals and sacred herbs.

SUMÁRIO

ÍNDICE GERAL

1. INTRODUÇÃO

2. BASE BIBLIOGRÁFICA

2.1. Conceitos Gerais

1

3

3

2.1.1. A Etnobotânica

2.1.2. Etnobotânica no Brasil

2.1.3. A HISTÓRIA DAS ERVAS

11

11

2.2.2. As Plantas e Suas Intermediações com os Orixás, Entidades e Posição

2.2.1. Magia Vegetoastromagnética na Umbanda

3

5

8

2.2. Conceitos de Umbanda

Planetária Correspondente

18

2.2.3. Vibração de Oxalá

22

2.2.4. Vibração de Yemanjá

28

2.2.5. Vibração

de

Yori

32

2.2.6. Vibração

de

Xangô

37

2.2.7. Vibração de Ogum

42

2.2.8. Vibração de Oxossi

48

2.2.9. Vibração de Yorimá

53

2.3.

Ervas de Exu Indiferenciado

58

2.3.1. Nome Popular: Guiné

58

2.3.2. Nome Popular: Brinco de Princesa

58

2.3.3. Nome Popular: Pitanga

59

2.3.4. Nome Popular: Mangueira

59

2.3.5. Nome Popular: Espada-de-Ogum

60

2.3.6. Nome Popular: Mamona

60

2.3.7. Nome Popular: Vassoura Preta

61

2.3.8. Ervas de Exu Que Podem Ser Substituídas

62

2.4.

Ervas Citadas para Defumação e Essências

65

2.4.1. Nome Popular: Cravo–da–índia

65

2.4.2. Nome Popular: Canela

65

2.4.3. Nome Popular: Anis-Estrelado

66

2.4.4. Nome Popular: Imburana

67

2.4.5. popular:

Nome

Mirra

67

2.4.6. popular: Benjoim

Nome

68

2.4.7. Nome popular: Incenso

68

3. METODOLOGIA

70

3.1. Planejamento e Condução do Estudo

70

3.2. Método de Pesquisa

 

70

3.3. Templos pesquisados

71

3.4. Procedimentos de Coleta de Dados

73

3.5. Procedimentos de Tratamento dos Dados

74

4. ANÁLISE DE DADOS

 

75

4.1. Resultados Encontrados na Pesquisa

75

4.2. Plantas referidas nas pesquisas e usadas nos templos

83

4.3. Respostas adicionais

 

92

4.4.

Discussões e resultados

93

4.5. Limitação da Pesquisa 94

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

95

5.1.

RECOMENDAÇÃO PARA TRABALHOS FUTUROS

97

6. GLOSSÁRIO E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

98

6.1. Glossário 98

6.2. BIBLIOGRAFIA

101

6.2.1. Livros

101

6.2.2. Coleções, Periódicos e

102

6.2.3. Sites Pesquisados

102

ÍNDICE DE FIGURAS

12

Figura 2.2 – Diagrama da Entrada e Saída de Força Sutil, apud Rivas Neto, 1996 13

62

Figura 3.1 – Mapa e a relação das localidades dos respondentes 72 Gráfico 4.1 – Tempo de funcionamento dos templos da pesquisa 75 Gráfico 4.2 – Estratificação das respostas sobre linhagem 76

77

Figura 2.3 – Acervo da FTU

Figura 2.1 – Acervo da FTU

Gráfico 4.3 – Número de filiados aos templos respondentes

Gráfico 4.4 – Número de médiuns aos templos respondentes 78

Gráfico 4.5 – Citações dos Orixás mais reverenciados nos templos analisados 79

Gráfico 4.6 – Outros usos das ervas citados pelos templos

80

Gráfico 4.7 – Entidades citadas como solicitantes de ervas

81

Gráfico 4.8 – Ervas mais utilizadas segundo resultado da pesquisa 86 Gráfico 4.9 – Ervas mais solicitadas, em relação às entidades solicitantes 87

Gráfico 4.10 – Uso das ervas normalizado em relação às entidades com maior uso de cada

88

Gráfico 4.11 – Ervas mais utilizadas por

88

Gráfico 4.12 – Ervas mais utilizadas por Pais

89

Gráfico 4.13 – Arruda – exemplo de erva com uso bem distribuído entre as entidades 89

Gráfico 4.14 – Guiné – exemplo de erva com pouca variação entre as entidades 90

90

Gráfico 4.15 – Alecrim – exemplo de erva de uso generalizado pelas

Gráfico 4.16 – Rosa Branca – exemplo de erva sem relação com todas as entidades.

 

91

Gráfico 4.17 – Abre Caminho – exemplo de erva com distribuição de uso

 

91

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 2.1 – Plantas da Vibração de Oxalá

Cosmos Corporation in Yin,

18

Tabela 2.2 – Plantas da Vibração de Yemanjá

18

Tabela 2.3 – Plantas da Vibração de Yori

19

Tabela 2.4 – Plantas da Vibração de Xangô

19

Tabela 2.5 – Plantas da Vibração de Ogum

20

Tabela 2.6 – Plantas da Vibração de Oxossi

20

Tabela 2.7 – Plantas da Vibração de Yorimá

21

Tabela 3.1 - Situações relevantes para diferentes estratégias de pesquisa. Fonte:

71

Tabela 4.1: Ervas Mais Utilizadas

83

Tabela 4.2: Ervas Comumente Usadas

84

Tabela 4.3: Ervas Pouco Lembradas

86

ÍNDICE DOS ANEXOS

Anexo I – Fotos de Ervas Citadas no Trabalho

104

Anexo II – Questionário Enviado

107

Anexo III – Templos e Responsáveis pelas Respostas

108

1. INTRODUÇÃO

Pensar na inter-relação das plantas com o ser humano é no mínimo analisar a Etnobotânica, esta é a ciência que interpenetra a diversidade das culturas dando as características próprias de cada uma delas.

“Etnobotânica” o termo é novo, mas a aplicação de ervas medicinais surge juntamente com a história escrita da humanidade, achados arqueológicos de textos da antiguidade fazem menção à botânica conhecida e praticada por povos antigos. Após passar por várias definições ao longo do tempo, chega aos nossos dias ainda pouco divulgada nos meios acadêmicos.

A partir do século XX, a etnobotânica foi compreendida como o estudo das inter-

relações entre os povos primitivos e as plantas. Atualmente esse conceito mudou e foi ampliado devido ao vasto campo de pesquisas com a diversidade de objetivos e metodologias o que a torna uma ciência interdisciplinar.

As plantas sempre foram importantes para o homem, quer em suas atividades terapêuticas, sociais ou religiosas e um dos objetivos da etnobotânica é conhecer e estudar o uso de plantas com fins medicinais, abrindo campo para pesquisas nas áreas de fitoquímica e farmacologia para a descoberta de novos medicamentos (Albuquerque, 2005).

O conhecimento popular fitoterápico no Brasil provém das relações interculturais dos

povos que deram a formação do povo brasileiro. Essa junção foi feita a partir da integração das culturas; européia com o português colonizador, do negro africano escravizado e do indígena dominado pela catequese. Essa integração de culturas aconteceu também nos cultos religiosos, ocasionando o sincretismo. Desta miscigenação, surge então os diferentes ritos, hoje adaptados ao movimento umbandista.

A proposta desse trabalho é esclarecer como a crença e a magia das ervas se

perpetuaram por vários séculos e se encontram aplicadas dentro do movimento umbandista da atualidade, portanto, para que o intento seja conseguido, é necessário verificar a interdisciplinaridade da etnobotânica e sua interdependência com a Umbanda.

Neste trabalho será brevemente mostrado como a etnobotânica possue relações com as ciências, como as plantas são aplicadas na arte e como se perpetuaram nas mais diferentes filosofias presentes no conhecimento humano. Da mesma forma será citado as suas relações com a religião.

Para o caso específico da Umbanda, além da explicação necessária da importância das ervas medicinais e a sua representação dentro do movimento umbandista da atualidade, foi realizada uma pesquisa com dirigentes de templos umbandistas visando comprovar o uso das ervas nos seus rituais. Com base em metodologia científica, o questionário foi enviado, pretendendo responder a pergunta “como as ervas medicinais são utilizadas nos rituais umbandistas?”.

Com o resultado deste trabalho será mostrado como a interdisciplinaridade da etnobotânica garante a interdependência com a gnose humana (conhecimento).

2. BASE BIBLIOGRÁFICA

2.1. Conceitos Gerais

2.1.1. A Etnobotânica

O uso das plantas é tão antigo quanto a própria humanidade e, no século XVIII, seu

uso chegava ser até mais comum do que o da medicina convencional. O homem sempre dependeu do meio botânico para sua sobrevivência. Essa relação humana com as plantas é chamada de “etnobotânica”.

A manutenção da saúde por meio do consumo de alimentos naturais tem sido objeto

de diversas pesquisas, é matéria de estudos médicos e assunto de interesses específicos de cientistas e leigos. O ponto de partida de muitos estudos é o conhecimento popular acerca dos potenciais das plantas e essa sabedoria, assim se desdobra.

Conhecimento das origens dos males que afetam o corpo humano;

Conhecimento das funções orgânicas do corpo;

Observação minusiosa das diferentes reações do organismo ao consumo de cada planta;

Técnicas de preparo e de armazenagem dos remédios naturais;

Correlação precisa entre as necessidades do corpo e os potenciais das plantas.

A etnobotânica com sua investigação científica ajuda a valorizar o conhecimento

tradicional de vários povos antigos, compreendendo e recuperando parte da sua história. Diversas sociedades desenvolveram conhecimento botânico aliando mitos,

cantos, danças, ritos, atribuindo divindades às árvores e poderes mágicos a plantas,

o que de certa forma colocou limites ao pesquisador, dificultando sua divulgação

justamente por considerar esses povos como de cultura primitiva, valorizando a sua “superioridade racial“, pensamento dominante do século passado (Albuquerque,

2005).

Muitas informações foram desprezadas por conta de pesquisadores valorizando seus conceitos culturais, não perceberam o verdadeiro valor da tradição oral sendo apenas consideradas como contos, lendas e mitos.

A terapia com ervas medicinais é uma das formas mais utilizadas e antigas de cura.

Algumas ervas são usadas nas mais variadas formas é o caso do Urucum que não apresenta propriedade toxicológica, as sementes tem propriedades expectorantes, as folhas são usadas para enfermidades do fígado, a polpa do fruto com leite é usado para curar amigdalites, as sementes e a polpa são usados para pintar a pele afetada por eczemas. Os indígenas usavam para pintar a pele como adorno e como preservativo contra insetos e odores do corpo. Usado como condimento culinário, dentre eles, o colorau que é bem conhecido. São encontradas referencias nos rituais afros-brasileiros da presença do urucum nas mesas de trabalhos, é planta indígena que se incorporou ao acervo de plantas-rituais afro-brasileiros. (Camargo, 1998).

O ser humano está voltando as suas raízes, procurando seu bem estar de uma

forma mais natural, a fitoterapia continua fazendo parte medicina popular.

Há um processo de renascimento do conhecimento popular em ervas medicinais.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que 80% da população dos

países em desenvolvimento usam ervas medicinais, devido ao seu custo ser mais baixo, portanto acessível à população de mais baixa renda. Pesquisas nas universidades brasileiras já identificaram mais de 350 mil espécies vegetais, mas apenas dez mil possuem algum conhecido uso medicinal.

Em 2006 foi aprovada a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos que pretendeu garantir acesso seguro a população às plantas. O Orgão que fiscaliza os fitoterápicos é a ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária), hoje já são muitos os medicamentos fitoterápicos aprovados. Em muitas regiões brasileiras o SUS (Sistema Único de Saúde) implantou tratamentos com ervas (homeopatia) juntamente com os medicamentos alopáticos.

Atualmente a OMS incentiva todos os países a proteger e valorizar as suas próprias tradições. (Shaw, 2000).

2.1.2. Etnobotânica no Brasil

Quando os portugueses chegaram aqui no Brasil, encontraram os indígenas com seus conhecimentos em plantas nativas. Das necessidades encontradas por eles na nova terra, inicia-se a fusão da medicina popular hoje aplicada no Brasil.

Dos indígenas, tivemos todo o conhecimento de plantas medicinais nativas do Brasil, eles usavam remédio de ervas para seus rituais religiosos, para os indígenas as plantas tinham alma. Os tupinambás também aplicavam a cura pela magia, era uma das tribos principais nesta arte.

Os indígenas possuíam um rito de cura chamado “pajelança” feita pelo pajé (sacerdote) fazendo uso de ervas e fumo, aplicavam sessões de cura com benzedura, chupão e beberagem (garrafadas).

Nos legaram as plantas: comigo-ninguém-pode, vence-demanda e abre-caminho.

No nordeste brasileiro, aparece com influência indígena a aroeira e catinga-de- mulata.

O português colonizador precisava para a terra conquistada trabalho braçal,

encontrando dificuldades com os nativos, começou a introduzir a mão de obra escrava, vinda da África. A troca de exemplares botânicos apenas se iniciava.

As plantas originárias da Europa foram introduzidas no Brasil pelos portugueses,

além de aplicadas em uso terapêutico eram usadas em rituais mágicos na Europa.

Portugal recebeu influência também dos povos que ocuparam seu território.

Os negros já eram conhecedores de plantas de poderes mágicos religiosos quando

vieram como escravos para o Brasil nos séculos XVI e XVII, ficando mais fácil a associação de rituais religiosos ao uso das plantas medicinais. Conheciam ataduras com ervas esmagadas, cataplasmas, banhos quentes (herança moura), tônicos, suadouros, afrodisíacos e vermífugos, os negros vulgarizaram o uso da arruda, alecrim e manjericão.

O negro trazia remotos conhecimentos dos grandes impérios sudaneses e bantos.

As negras colocavam um galhinho de arruda atrás da orelha para “tirar o quebranto”,

um hábito que pode ser visto até hoje.

As fusões das culturas; indígenas, africanas e européias começaram nessa época, com vantagens para a cultura branca, embora sendo a minoria, a cultura européia prevaleceu, ela possuía o poder da linguagem escrita, enquanto as culturas indígenas e negras mantinham suas filosofias pela tradição oral.

Nos séculos XVI e XVII em Portugal o ensino da medicina e os livros médicos escritos, eram exclusividade dos mosteiros, portanto a prática da medicina era impregnada de religiosidade da fé cristã. A igreja católica via a doença como um castigo de Deus, portanto ninguém deveria intervir sem a permissão dos clérigos.

A igreja controlava os médicos que eram obrigados a interromper o tratamento quando o doente não se confessasse a um padre. A igreja propagava a cura das doenças como milagrosas sempre atribuída aos santos católicos. A ciência confundia-se com a religião a ponto de circular em Portugal do século XVIII um catálogo esclarecendo males do corpo e do espírito e 80 santos advogados (Camargo apud Santos, 1992).

As terapias no Brasil empregada pelos colonos e jesuítas seguiam a prática adotada em Portugal onde as plantas eram muito importantes na preparação dos remédios. Os jesuítas mantinham as boticas onde atendiam os doentes e forneciam-lhes as plantas que vinham de Portugal, porém, com a dificuldade de obtê-las, os jesuítas começaram a substituí-las por plantas nativas brasileiras, aumentando a variedade nas boticas.

Os jesuítas aprenderam com os índios a vasta aplicação das ervas medicinais, repassando esses ensinamentos para outros jesuítas dos colégios e seminários espalhados pelo mundo. Eram autores das fórmulas secretas preparadas com produtos da terra, ficando famosa a “Coleção de receitas” e a “Teriaga Brasílica” com 56 substâncias, as quais foram arroladas entre os bens deixados pelos jesuítas quando foram expulsos do Brasil por marques de Pombal.

Na Idade Média a prática da fitoterapia (tratamento com ervas medicinais) era perigosa para as mulheres, independentemente se os doentes viviam ou morriam, seus esforços eram tidos como obras do demônio. As mulheres conheciam remédios da medicina popular os quais usavam juntamente com rezas, os inquisidores logo associaram à bruxaria e curandeirismo. Nos séculos XV e XVI houve a caça às

bruxas, justamente para reprimir essas práticas e proteger o crescimento das corporações médicas medievais (Shaw, 2000).

Com as perseguições impostas pela inquisição muitas pessoas vieram para o Brasil, colaborando com práticas de feitiçaria, ficando conhecidas como as práticas das localidades onde os fugitivos passavam a residir (feitiço do Brasil). Muitas plantas já eram conhecidas da bruxaria européia como o alecrim que contava com prestígio segundo “Santo Ofício” (Camargo, apud Rego).

Nessa época vieram para o Brasil profissionais descendentes de judeus, os cristãos novos, que para se protegerem da inquisição preferiram a vida religiosa dos mosteiros. Para eles a arte de curar era um dom divino, contrariava-se assim a igreja que os perseguia e atribuía o sucesso deles como obra do demônio.

O português levou plantas nativas brasileiras para a Europa e para a África

carregando com elas os hábitos indígenas, facilitava-se assim a troca de exemplares botânicos. As colônias espanholas também receberam plantas brasileiras através dos navios negreiros portugueses como a Comigo-ninguém-pode (Camargo, 1998).

Essa situação em que se encontrava o Brasil colonial favoreceu a relação da medicina popular com várias crenças e a prática do curandeirismo com rezas, benzimentos feitos com um ramo de arruda ou alecrim, uso de patuás e escapulários.

No Brasil pesquisas feitas em viagens de exploração, relatam hábitos e costumes dos povos encontrados. No século XVII, os holandeses Guilherme Piso e Georg Marggraf coletaram plantas e registraram usos conhecidos pelos nordestinos, especialmente de Pernambuco e Paraíba. No século XIX, os alemães Spix e Martius fizeram anotações de plantas usadas pelos indígenas (Albuquerque, 2005). Na

época da colonização foram realizadas várias expedições e os grandes números de manuscritos de espécies botânicas foram enviados pelo baiano Alexandre Rodrigues Ferreira (1783 e 1792) ao museu de Ajuda em Portugal. Uma boa parte do trabalho

de Alexandre sobre a flora brasileira foi saqueada pelo exército de Napoleão, hoje

encontra - se no museu da França (Ferreira, 2002).

Um dos maiores naturalistas brasileiros, o pesquisador João Barbosa Rodrigues (1842-1909) concentrou suas pesquisas na botânica, principalmente no conhecimento indígena sobre os vegetais. Fez pesquisas de campo pelo Brasil junto

à populações nativas, registrou nomenclaturas botânicas e a impressionante classificação das plantas na língua que ele diz chamar “abanheenga ou nheengatu”. Cita entre os grupos da divisão botânica por ele observado, onde em “Kaa” (ervas) há um grande grupo “Acykaá” o das plantas medicinais, para os doentes, para os que sentem alguma dor (Acy). Os medicamentos (poçanga) específicos, para uma multiplicidade de molestias têm sido por eles descobertos e passados depois do empirismo para a ciência (Rodrigues, 1905).

À sabedoria indígena juntou-se ao conhecimento africano dos segredos das ervas,

as tradições da feitiçaria européia e a imensa variedade de raízes, cascas, flores, frutos e sementes da flora brasileira, que desde a época do curandeirismo no Brasil colonial formado por índios, africanos e mestiços, vêm se formando um processo sincrético de novas práticas mágicas adquirida pelo então “novo mestiço”, o brasileiro.

2.1.3. A HISTÓRIA DAS ERVAS

Como já vimos na explicação em Etnobotânica que as ervas faziam e fazem parte da vida humana quer em rituais religiosos ou como tratamento fitoterápico desde as antigas civilizações.

Além das aplicações na cura do corpo físico, temos algumas formas usadas para a terapia da alma como defumações, banhos, essências e incensos, aromas estes provenientes da natureza, mas especificamente dos vegetais.

A defumação é a forma mais antiga de incensar, acreditava-se que a queima de

ervas harmonizava pessoas e ambientes, eram usados em oferenda aos deuses, nas festas religiosas, como exemplo há a verbena usada na coroação de druidesas e também para ungir sacerdotes.

A história do incenso é bastante antiga, a palavra “incensum” significa “acender”,

incendiar. Usado pelos povos em forma de rituais e invocações.

Nas dinastias chinesas o incenso era empregado para afastar maus espíritos. Composto por sândalo, almíscar e flores (jasmim), muito usado nas cerimônias religiosas. Confúcio recomendou o seu uso.

Pesquisas arqueológicas encontraram vestígios do uso do incenso no reinado do antigo Egito. São queimadores de incenso no formato de colheres grandes (400 a 500 d C.) encontrados na região de Qasr Ibrim (sul do Egito).

Essa ciência do incensamento chegou até nossos dias. Papiros dessas antigas civilizações revelaram suas práticas rituais e religiosas como o incenso sacro egípcio, chamado “Kyphie”, preparado por sacerdotes que cultivavam as árvores e plantas sagradas. O uso das fragrâncias era restrito a sacerdotes e sacerdotisas.

Os Egípcios importavam incenso, sândalo, mirra e canela que ofertavam aos deuses e deusas, eram usados nas coroações de faraós, nos enterros e em rituais e cerimônias religiosas dos templos.

Na antiga Babilônia o incenso representava poder e riqueza. Era usado na corte e na igreja. Nos rituais religiosos eram empregados em festas, casamentos, batizados e funerais. Também usados para embalsamar e na medicina.

Os babilônios influenciaram os sumérios no uso do incenso, estes ofertavam bagas de junípero (zimbro) para a deusa Inana, mais tarde os babilônios usaram esse incenso para os altares de Ishtar. O incenso de mirra não era conhecido na época dos sumérios, somente mais tarde foi usado pelos babilônios.

Os hebreus usavam o incenso, óleo de unção, perfume sagrado que eram compostos de mirra, canela doce, cássia e óleo de oliva. Moisés teve orientação divina para construir um altar (de acácia) e queimar incenso diariamente. (Êxodo, XXX, 1,5).

Moisés, o maior mago bíblico, conhecia profundamente a força mágica das ervas,

teria aplicado o uso secreto de defumadores especiais em fogareiro de barro,

protegendo assim o seu povo dos efeitos das pragas lançadas sobre o Egito. (Matta,

1994).

Na igreja cristã o incenso em celebrações foi introduzido no século IV, seu uso foi crescendo e sendo aceito e necessário na igreja e capelas de soberanos. No século

XVI existiam rotas entre a Europa e o Oriente que traziam incenso, mas

precisamente o sândalo, conhecidas como “trilhas do incenso”.

Os primeiros cristãos negavam oferecer incenso a Roma pagã, mas usavam às escondidas em seus cultos, referências no apocalipse de São João e nas obras de

Orígenes. No ocidente usa-se o incenso na missa solene, na ação de graças, nas vésperas de cerimônias importantes e em funerais. O incenso é colocado em carvão em brasa depositado no incensório enquanto o padre pronuncia uma benção especial (Crow, 1982).

Antes da descoberta dos antibióticos era comum o uso da fumaça das ervas como terapia acreditava-se proteger de pragas e doenças. Eram muito usados o tomilho e o capim-limão.

As defumações com ervas brasileiras e os segredos do caá-yari vêm do conhecimento dos antigos magos dos Tupinambás, dos Tupi-Guaranis (pajés, caraíbas, etc) através das entidades militantes da corrente Astral da Umbanda. Ervas queimadas na hora favorável podem isolar o local de surtos epidêmicos. O eucalipto macho, sementes de girassol, sementes de imburana usados em defumações nas horas favoráveis de Saturno possuem alto valor mágico- terapêutico. (Matta, 1994).

O incenso era usado habitualmente como parte integrante de todos os cultos

religiosos não aderindo o seu uso apenas os muçulmanos e protestantes (Crow,

1982).

A palavra “perfume” lembra a origem de todos os usos dos aromas, veio do latim

“per fumum” que significa “através do fumo”.

O

perfume foi usado nos templos religiosos para se perceber a presença dos deuses

e

purificar o ambiente. Os gregos associavam os aromas aos imortais e

influenciaram os romanos.

Os banhos sempre foram usados com sentido religioso, povos da Índia usam o banho no rio Ganges como parte de ritual religioso. O uso dos banhos (abluções) fazia parte integral da Iniciação entre os Essênios, eles conheciam propriedades das plantas para tratar corpo físico e astral, ponto básico nos rituais. (Matta, 1996).

Na Umbanda são usados todos esses conhecimentos milenares; defumações, banhos de ervas, incenso, essências, todos com real importância, sejam para desagregar energias negativas ou imantar energias positivas.

Atualmente a Índia é o maior produtor de incenso. Empregado em diversas finalidades nas religiões ou simplesmente no uso caseiro.

2.2.

Conceitos de Umbanda

2.2.1. Magia Vegetoastromagnética na Umbanda

Nos rituais de Umbanda como em outros rituais religiosos já visto, também são aplicados o uso das ervas com fins terapêuticos para a cura do ser humano em seus corpos: denso (organismo etéreo-físico), sutil (organismo astral) e sutilíssimo (organismo mental).

Os conceitos da Magia Vegetoastromagnética na Umbanda serão explicados segundo a visão da Escola de Síntese da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino. Este trabalho tem como base os livros produzidos através da mediunidade de F. Rivas Neto 1 (mestre Arhapiagha), que com grande propriedade norteiam os caminhos para quem deseja a evolução espiritual com seriedade e segurança.

Os vegetais, por serem encontrados em seu estado puro na natureza e sem interferências, conseguem captar, armazenar e condensar as energias solares e cósmicas (prana), por isso são usados na Umbanda para agilizar o processo de harmonização do indivíduo consigo mesmo e conseqüentemente com o próximo, com a natureza e com o sagrado.

Os vegetais captam essa energia através das Linhas de Forças ou correntes eletromagnéticas de determinados astros e planetas os quais estão sob a influência vibratória dos Orixás Ancestrais conhecidos como os 7 Orixás da Umbanda. Esses corpos celestes são as concretizações das linhas de forças dos Orixás e refletem as vibrações e intensidade em consonância com o vegetal e as particularidades afins a cada um deles, portanto, todo vegetal tem seu “dono”.

Nas dependências da FTU (Faculdade de Teologia Umbandista) encontram-se quadros com exsicatas de plantas que fazem intermediações das Vibrações de um Orixá para outro. As informações desses quadros foram baseadas no livro “O Elo Perdido”, as cores representadas são as dos Orixás segundo a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino. A seguir é dado como exemplo o quadro com as plantas que representam o Orixá Oxalá e suas intermediações com os outros Orixás.

1 * os livros “O Elo Perdido” e “Umbanda A Proto Síntese Cósmica” de F. Rivas N eto.

Figura 2.1 – Acervo da FTU As cores facilitam a visualização e a identificação da

Figura 2.1 – Acervo da FTU

As cores facilitam a visualização e a identificação da Vibração dos Orixás, lembrando que as cores são: para Oxalá amarelo forte, para Yemanjá amarelo mais claro, para Yori o vermelho, verde para Xangô, laranja para Ogum, azul para Oxossi lilás para Yorimá e azul escuro para Exú. A cor amarela da borda do quadro representa o Orixá que faz a intermediação (no caso é Oxalá).

O ser humano precisa de elementos concretos e os vegetais são esses elementos, a

aplicação deles dentro da Magia Vegetoastromagnética promove a alteração no campo astral do médium, facilitando a sintonia com as entidades. A função do vegetal é transformar. Ele produz um movimento fluídico e dinâmico tentando quebrar os reflexos condicionados.

O eletromagnetismo das Linhas de Forças manipuladas pelos Orixás forma a entrada e saída de energias do planeta Terra é o próprio metabolismo cósmico (ver figura 2.2), que é movimentado por Exú, para efeito de Magia Etéreo-física a posição dos pontos cardeais servem para imantar ou desagregar energias.

pontos cardeais servem para imantar ou desagregar energias. Figura 2.2 – Diagrama da Entrada e Saída

Figura 2.2 – Diagrama da Entrada e Saída de Força Sutil, apud Rivas Neto, 1996.

A Magia Vegetoastromagnética também é representada na Umbanda em forma de

chás, assentamentos, banhos de ervas, defumações, perfumes das essências e também em locais para oferendas que são os Sítios Vibratórios da Natureza. Esses elementos bem aplicados e respeitando o momento favorável e propício dentro dos

rituais magísticos são uma verdadeira terapia, ativam a mediunidade e ainda servem como escudo vibracional para os médiuns.

Na erva fresca encontramos o prana latente, sendo o banho de ervas empregado em rituais de Umbanda como importante ajuda na manutenção energética, fazendo com que a freqüência vibracional do indivíduo pela compensação magnética, retorne o mais próximo possível do natural.

As ervas de agregação fazem a condensação das energias, as ervas de desagregação puxam para elas descarregando energias nocivas. Pode ser conflitante se usadas juntas. O que faz a diferença nas ervas é a quantidade de prana segundo o Orixá de cada uma delas.

2.2.1.1. Banho de Ervas

O banho de ervas deve começar na mente desejando encontro com os Orixás; possue várias profundidades; cria flexibilidade no corpo astral, aciona o córtex cerebral (Sistema Nervoso Central), altera a freqüência vibratória produzindo solução de continuidade, movimenta a energia sutil, reorganiza e reestrutura os organismos mental, astral e físico. O vegetal fixando a energia magnética fixa as Vibrações Espirituais dos Orixás, é a pura alquimia.

Serão dadas, a seguir, as “técnicas de ativações e fixações mediúnicas nos médiuns realmente afins com a Sagrada Corrente Astral de Umbanda” segundo o livro “O Elo Perdido” pg. 258 de F. Rivas Neto (Mestre Arhapiagha).

É real e verdadeira a função do banho de ervas na terapia vegeto-astromagnética para a ativação e fixação mediúnica dos médiuns atuantes do Movimento Umbandista, é importante que se tenha conhecimentos para aplicá-los com responsabilidade.

Em primeiro lugar as ervas devem ser colhidas verdes nas Luas Nova e Crescente (quinzena positiva) obedecendo ao ciclo da energia vital ou prana que se encontra nas folhas. Podem ser colhidas no horário do astro ou planeta regente. As ervas para os banhos devem ser colhidas e logo usadas. Os chás podem ser feitos com as ervas secas, mas as verdes são mais eficientes. Já para a defumação as ervas devem ser secas (colhidas verdes na quinzena positiva e secadas à sombra).

Os banhos de ervas são para três finalidades:

Banho de desimpregnação ou eliminação de cargas negativas - esse banho é mais conhecido como banho de descarga ou defesa. Sua função é eliminar, deslocar cargas negativas que ficam agregadas na aura do indivíduo. Sempre com pensamentos positivos escolher 1, 3, 5 ou 7 qualidades de erva da mesma Vibração Espiritual (signo do usuário). As ervas depois de lavadas são colocadas numa vasilha de louça branca, sobre uma mesa, onde se acende uma vela branca dentro de um pentagrama, despejar água fervente sobre as ervas, esperar esfriar o suficiente para ser usado e para que haja a transmutação vibratória necessária. O indivíduo estando de frente para o ponto cardeal Sul toma o banho do pescoço para baixo deixando as ervas passarem pelo corpo. É bom colocar sob os pés pedaços de carvão, os quais, devido ao elemento carbono, fixarão as cargas que as ervas deslocarem. Passados um a dois minutos retirar os detritos das ervas do corpo e o

carvão e colocar num vidro (isolante) e despachá-los em água corrente, sem o vidro,

é claro.

Banho de fixação ou ritualístico é de caráter mediúnico – esse banho visa a precipitação de fluidos etéreo-físicos do médium facilitando a ligação fluídico- vibratória entre o médium e seu mentor espiritual. Esses banhos levam em sua composição ervas da Vibração Original do médium e da Vibração Original da Entidade atuante se forem diferentes, mas se forem iguais as ervas serão de uma só vibração. No caso de vibrações diferentes usam-se duas ervas para o médium e uma para a entidade. Sobre a mesa em que vai ser preparado o banho deve ficar acesa uma vela branca dentro de um hexagrama (fixador fluídico-magnético). As ervas lavadas devem ser colocadas numa vasilha de louça branca, onde se acrescenta água quente ou água de cachoeira, rio, mar, chuva, fonte, etc. Se o banho for de água quente esperar esfriar, retirar as folhas e despachar em uma pequena mata ou rio. Se a água for de outras procedências citadas, triturar as ervas com as mãos (lavadas e limpas com álcool),coar o sumo e os restos podem ser encaminhados a um rio ou mata.O banho deve ser tomado do pescoço para baixo com a pessoa de costas para o ponto cardeal Leste ou Oeste.

Banho de elevação ou Litúrgico – Deve ser usado só por médiuns considerados prontos ou quase prontos. Esse banho movimenta energias de ordem psíquica, liga

o médium com seu interior elevando-o a níveis superiores de consciência é o elo de ligação com os seus mentores espirituais. Escolher 3, 5 ou 7 ervas de Orixalá

somente . Após colhidas e lavadas, as ervas devem ser colocadas em uma vasilha de louça branca ou ágata. Adicionar água pura de mina, cachoeira, etc. Sobre a mesa acender uma lamparina dentro de um pentagrama. Com as mãos limpas em álcool começar a triturar as ervas com uma corrente de pensamentos mais puros possíveis para que as vibrações possam ser melhor catalisadas na água. Após a trituração, coar o sumo e retirar os resíduos. A pessoa deve ficar de costas para o ponto cardeal Leste ou Oeste e o banho tem que passar pela cabeça. Poderá ser feito no horário ou dia de Orixalá.

2.2.1.2.

Defumação

A defumação desloca certas larvas astrais através da queima dos elementos ígneo-

aéreos, atingindo o rinencéfalo retira as impurezas dos corpos mental, astral e físico.

Podem ser usadas para ambientes ou pessoas.

Para pessoas devem ser usadas 1,3,5 ou 7 ervas e misturadas com casca seca de limão, servindo para eliminar cargas morbosas e pesadas. O indivíduo deve ficar de frente para o ponto cardeal Sul e receber a defumação de frente e pelas costas. Esta defumação serve também para descarregar uma gira de terreiro, o ambiente doméstico ou qualquer local que se queira desimpregnar, principalmente formas- pensamento ou egrégoras inferiores.

Para revitalização o indivíduo deve usar as mesmas ervas de preferência no horário diurno e voltado para o ponto cardeal Oeste ou Leste recebendo a fumaça pela frente e pelas costas. Temos ainda mais duas defumações citadas no livro “O Elo

Perdido”:

A primeira para desimpregnar pensamentos pesados, sexualizados ou animalizados muito comum em ambientes onde freqüentam muitas pessoas como é o caso de terreiros, é bom a tríade erva-doce, canela e cravo.

A segunda composta de certas resinas, tais como incenso, sândalo, alfazema, mirra,

benjoim e verbena. Essas seis podem ser misturadas ou utilizadas individualmente.

São excelentes para predispor o campo mental às coisas superiores, do espírito, elevando o tônus mental do indivíduo e purificando certos ambientes.

2.2.1.3.

Essências

As essências são perfumes quando aspirados atingem o rinencéfalo pelas vias respiratórias passando pelo pulmão e coração até o físico denso. As essências

sagradas predispõem o indivíduo a níveis de consciência mais elevados renovando

a corrente de pensamentos promovendo a harmonização do indivíduo.

O ideal é usar as essências próprias da Vibração Original do indivíduo (signo). Para

o banho é usado 3 gotas de uma das essências para 1 litro de água e colocado em vasilhame de vidro escuro, para que não haja precipitação fluídica devido a passagem da luz no vidro claro. Pode ser usado em qualquer fase da Lua é necessário passar o banho pela cabeça. Enxugar após 3 minutos.

Portanto a Magia Vegetoastromagnética têm fundamentos, faz o movimento das energias vitais, que propiciam o equilíbrio, a harmonia e a estabilidade. Essas energias são adulteradas com as condutas errôneas do próprio ser humano. Para tentar restabelecer as energias perdidas aplica-se o uso das ervas nos seus três estados, do denso ao mais sutil. O mais denso é a erva no banho, depois a essência (líquido) e por último a defumação (erva em combustão).

Segundo as obras citadas de Rivas Neto (Mestre Arhapiagha) pode iniciar usando:

Banho de essência: um semanal no primeiro mês e a seguir dois mensais.

Banho de ervas: uma vez por mês na Lua crescente ou nova.

Defumações: uma vez por semana na hora da sua vibratória.

Os Orixás comandam as Forças Sutis e são elas que dão formação a tudo no Reino

Essas

Linhas de Força são ondas que se casam, são freqüências que se complementam,

Natural inclusive astros e planetas, ervas, signos relacionados a eles, etc

daí o entrecruzamento vibratório ou malha de vibrações.

A seguir serão dadas as ervas que são intermediárias de uma Vibração Espiritual a outra com suas propriedades medicinais e a relação com os Orixás e signos mostrando a interdisciplinaridade no conhecimento.

2.2.2. As Plantas e Suas Intermediações com os Orixás, Entidades e Posição Planetária Correspondente

VIBRAÇÃO DE OXALÁ

Planta

Intermedia para

Orixá

Posição Planetária do Sol:

Maracujá

Oxalá

Urubatão da Guia

Leão

Erva-cidreira

Yemanjá

Ubirajara

Câncer

Jasmim

Yori

Ubiratan

Gêmeos ou Virgem

Louro

Xangô

Aymoré

Sagitário ou Peixes

Girassol

Ogum

Guaracy

Áries ou Escorpião

Hortelã

Oxossi

Guarany

Touro ou Libra

Arruda

Yorimá

Tupy

Capricórnio ou Aquário

Tabela 2.1 – Plantas da Vibração de Oxalá

VIBRAÇÃO DE YEMANJÁ

Planta

Intermedia para

Orixá

Posição Planetária da Lua:

Panacéia

Yemanjá

Yara

Câncer

Pariparoba

Oxalá

Estrela do Mar

Leão

Quitoco

Yori

Oxum

Gêmeos ou Virgem

Folhas de Violeta

Xangô

Inhassã

Sagitário ou Peixes

Picão-do-mato

Ogum

Sereia do Mar

Áries ou Escorpião

Manacá

Oxossi

Indayá

Touro ou Libra

Arruda fêmea

Yorimá

Nanã Burucum

Capricórnio ou Aquário

Tabela 2.2 – Plantas da Vibração de Yemanjá

VIBRAÇÃO DE YORI

Planta

Intermedia para

Orixá

Posição planetária de Mercúrio:

Manjericão

Yori

Tupãnzinho

Gêmeos ou Virgem

Capim-limão

Oxalá

Ori

Leão

Verbena

Yemanjá

Yariri

Câncer

Amoreira

Xangô

Doum

Sagitário ou Peixes

Melão de S.Caetano

Ogum

Yari

Áries ou Escorpião

Morango

Oxossi

Damião

Touro ou Libra

Crisântemo

Yorimá

Cosme

Capricórnio ou Aquário

Tabela 2.3 – Plantas da Vibração de Yori

VIBRAÇÃO DE XANGÔ

 

Intermedia

 

Posição Planetária de Júpiter:

Planta

para

Orixá

Limoeiro

Xangô

Xangô Kaô

Sagitário ou Peixes

Lírio da cachoeira

Oxalá

Xangô Pedra Branca

Leão

Abacateiro

Yemanjá

Xangô Sete Pedreiras

Câncer

Erva-tostão

Yori

Xangô Sete Cachoeiras

Gêmeos ou Virgem

Alecrim-do-mato

Ogum

Xangô Sete Montanhas

Áries ou Escorpião

Fedegoso

Oxossi

Xangô Agodô

Touro ou Libra

Goiabeira

Yorimá

Xangô Pedra Preta

Capricórnio ou Aquário

Tabela 2.4 – Plantas da Vibração de Xangô

VIBRAÇÃO DE OGUM

Planta

Intermedia para

Orixá

Posição planetária de Marte:

Romã

Ogum

Ogum de Lei

Áries ou Escorpião

Tulipa

Oxalá

Ogum Matinata

Leão

Losna

Yemanjá

Ogum Yara

Câncer

Macaé

Yori

Ogum Megê

Gêmeos ou Virgem

Jurubeba

Xangô

Beira Mar

Sagitário ou Peixes

Samambaia

Oxossi

Rompe Mato

Touro ou Libra

Cinco folhas

Yorimá

Ogum de Malê

Capricórnio ou Aquário

Tabela 2.5 – Plantas da Vibração de Ogum

VIBRAÇÃO DE OXOSSI

     

Posição planetária de

Planta

Intermedia para

Orixá

Vênus:

Erva-doce

Oxossi

Arranca Toco

Touro ou Libra

Malva-cheirosa

Oxalá

Caboclo Arruda

Leão

Malvaísco

Yemanjá

Pena Branca

Câncer

Erva-da-jurema

Yori

Cabocla Jurema

Gêmeos ou Virgem

Parreira-do-mato

Xangô

Cobra Coral

Sagitário ou Peixes

Dracena

Ogum

Araribóia

Aries ou Escorpião

Sabugueiro

Yorimá

Tupinambá

Capricórnio ou Aquário

Tabela 2.6 – Plantas da Vibração de Oxossi

VIBRAÇÃO DE YORIMÁ

Planta

Intermedia para

Orixá

Posição planetária de Saturno:

Eucalipto

Yorimá

Pai Guiné

Capricórnio ou Aquário

Alfavaca

Oxalá

Pai Tomé

Leão

Vassoura

     

Branca

Yemanjá

Pai Arruda

Câncer

Sete-sangrias

Yori

P. Congo d’ Aruanda

Gêmeos ou Virgem

Tamarindo

Xangô

Maria Conga

Sagitário ou Peixes

Trombeta

Ogum

Pai Benedito

Áries ou Escorpião

Guiné-pipiu

Oxossi

Pai Joaquim

Touro ou Libra

Tabela 2.7 – Plantas da Vibração de Yorimá

2.2.3. Vibração de Oxalá

Astro Regente: Sol

Horário Vibratório: 09 às 12 hs

Dia Propício: Domingo

Essência Volátil Líquida: Sândalo

Flor sagrada: Maracujá e Girassol

Erva sagrada: Oliveira

Sítio Vibratório da Natureza: Rio

Chefe de Legião: Urubatão da Guia

Signo:

Leão – 22/07 à 22/08

Cor Vibratória: Branco/Amarelo Ouro

Metal: Ouro

Geometria Sagrada: Ponto geométrico

Mineral: Brilhante e cristais branco.

Erva de Exu: Folhas de guiné

Exu Guardião Indiferenciado: Exu 7 Encruzilhadas

2.2.3.1. Nome Popular: Maracujá

É a erva que corresponde a vibração de Oxalá relacionada ao Caboclo Urubatão da Guia.

Nome Científico: Passiflora alata Curtis

Família: Passifloráceas

Origem: América tropical (Brasil e Peru)

Partes usadas: folhas, flores, frutos e sementes (arilo).

Indicações Terapêuticas: Como sedativo combate à insônia, ansiedade e estados nervosos, histeria, neurastenia, dores de cabeça de fundo nervoso, é usado também no tratamento de asma, coqueluche, diarréia, hemorróidas, reumatismo e ainda em inflamações cutâneas, erisipela e usado como antidepressivo em virtude do alcoolismo (Panizza, 1997).

Informações Complementares: Foi introduzida na Europa e cultivada como planta ornamental. Só no século XIX se descobriu o seu efeito sedativo. É contra indicado para portadores de hipotensão (pressão baixa).

Planta medicinal aprovada pela ANVISA.

Existem vários tipos de maracujás e a composição de cada um pode ser diferente. O P. quadrangularis é popularmente conhecido como maracujá-açú, P. edulis

conhecido como maracujá-mirim comum no Rio de Janeiro, o P. incarnata, o P.corulea L., etc. são mais ou menos 600 espécies.

Modo de conservar: as folhas devem se secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano.

2.2.3.2. Nome Popular: Erva Cidreira

É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Yemanjá, relacionada ao Caboclo Ubirajara.

Nome Científico: Melissa Officinalis L.

Família: Labiadas

Origem: Europa

Partes usadas: flores e folhas.

tônica,

carminativa, combate o stress, depressão, insônia, histerismo, dores de cabeça de origem nervosa, indigestões e prisão de ventre.

Indicações

Terapêuticas:

anti-séptico,

antifúngica,

antiespasmódica,

Para gestantes o uso de compressas das folhas nas mamas é descongestionante, mas seu uso interno é contra indicado.

Informações Complementares: Erva cultivada desde a Grécia antiga, muito comum nos monastérios, foi os carmelitas franceses que criaram a fórmula da tradicional “água de melissa”, remédio muito conhecido contra desmaios, síncopes e crise de nervos. As flores e folhas podem ser usadas em infusão sendo ótimo para a memória. O extrato seco é para uso externo em compressas, banhos e fricções. A planta toda também é empregada na fabricação de licores e em perfumarias.

Agricultores a utilizam para atrair enxames de abelhas, friccionando suas folhas dentro de colméias vazias.

Planta medicinal aprovada pela ANVISA.

Modo de conservar: As folhas e os ramos florais devem ser secos à sombra e em local ventilado e sem umidade. Armazenar em vidros de porcelana ou sacos de papel.

2.2.3.3.

Nome Popular: Jasmim

É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Yori,

relacionada ao Caboclo Ubiratan.

Nome Científico: Jasminum officinale L.

Família: Oleáceas

Origem: Ásia e difundida em todo Brasil.

Partes usadas: flores e folhas.

Indicações Terapêuticas: as flores do Jasmim são utilizadas como antiespasmódico, por via oral, e contra afecções dos olhos, externamente.

2.2.3.4. Nome Popular: Louro

É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Xangô,

relacionada ao Caboclo Aymoré.

Nome Científico: Laurus nobilis L.

Família: Lauráceas

Origem: Região mediterrânea e aclimatada no Brasil.

Partes usadas: folhas, frutos, sementes e caule.

Indicações Terapêuticas: Estimula o fluxo urinário, alivia dores em geral, bronquites, tira manchas e cicatrizes da pele, regulariza o fluxo menstrual, agiliza o parto, aumenta a ação da insulina, diminui vertigens e tonifica o couro cabeludo.

As folhas são utilizadas para decocções, infusões e banhos. As bagas possuem óleo denso e aromático servindo para perfumes e produtos farmacêuticos. É muito comum o uso do óleo de loureiro para aliviar dores de contusões, hemorróidas e reumatismo. Esse óleo e feito da maceração das bagas em azeite, só depois de filtrado é aplicado no local dolorido.

Informações Complementares: Do tronco extrai-se um óleo volátil quase incolor que pode substituir o querosene. As folhas do loureiro eram usadas pelos egípcios e romanos que o associavam à sabedoria, proteção e paz.

É um dos símbolos dos videntes e profetas.Considerado pelos antigos gregos um símbolo de glória e imortalidade. Coroavam com seus ramos e folhas os heróis das

olimpíadas e os poetas. Na Roma antiga, foi adotado pelos césares, dando origem ao termo “laureado” e a expressão “os louros da vitória”. Apolo, o deus da cura, era ligado ao pé de louro também, e a palavra latina laudis, sua derivante, significa louvor.

Modo de conservar: As folhas, sem o pecíolo e os frutos devem secar à sombra e em local ventilado. Guardar em sacos de papel, pano ou em vidros.

2.2.3.5. Nome Popular: Girassol

É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Ogum,

relacionada ao Caboclo Guaracy.

Nome Cientifico: Helianthus annuus

Família: Compostas.

Origem: América (México e Peru), levado para Europa pelos espanhóis em 1569, hoje cultivado quase em todo o mundo.

Partes usadas: flores, folhas, frutos (semente) e caule.

Indicações Terapêuticas: para excitação nervosa, febre, febre malárica, resfriado, é expectorante, cicatrizante, contém vitaminas, ajuda a controlar o diabetes, melhora afecções da pele (eczemas e furunculose) e respiratórias e ajuda a combater as doenças do fígado. No México usam-se as flores e o caule como balsâmicos e expectorantes.

O

óleo de semente de girassol produzido industrialmente é indicado para regularizar

o

colesterol, nos casos de endurecimento das artérias e na esclerose múltipla

(Panizza,1997).

A semente torrada e moída, sob a forma de farinha, é um excelente tônico, e muito

nutritiva, principalmente para as crianças.Esse pó é usado em várias regiões do país como substituto do café.

As folhas do girassol contêm propriedades antiasmáticas, expectorantes, diuréticas e antigripais. O chá feito das cascas do caule ajuda combater a febre e úlceras. O chá feito das flores e folhas é importante auxiliar no tratamento contra afecções da garganta e doenças pulmonares. Uma solução feita das sementes e folhas atua como cicatrizante.

Informações Complementares: Planta anual pode chegar até 2m de altura. O seu grande disco floral é na realidade um capítulo formado por numerosas pequenas flores (inflorescência). O seu nome científico provém de hélios (sol) e annuus (ano).

Modo de conservar: as folhas, flores e frutos (sementes) devem ser secos à sombra

e ao ar livre e guardado em sacos de pano ou papel em separado.

2.2.3.6. Nome Popular: Hortelã

É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Oxossi, relacionada ao Caboclo Guarany.

Outros nomes populares: Hortelã-cheirosa, hortelã-da-horta, hortelã-de-tempero, hortelã-do-brasil, hortelã-pimenta-rasteira.

Nome Científico: Mentha piperita L.

Família: Labiadas

Origem: Europa

Partes Usadas: Folhas e sumidades floridas

Indicações Terapêuticas: tônica, calmante, anti-séptica, digestiva, anti-espasmódica, combate flatulências e cólicas intestinais, ajuda a combater o mau hálito e aumenta a secreção láctea, também usado como: carminativo, expectorante, contra tosse, asma, hepatite e vermes intestinais. O sumo das folhas misturada com óleo de oliva

é usado externamente em ferimentos de queimaduras.

Na medicina popular é freqüentemente usada para crianças.

Informações Complementares: Ervas conhecidas dos árabes, gregos, egípcios, romanos, por suas propriedades curativas e aromáticas. A hortelã contém 1% de óleo essencial sendo seu componente principal o mentol, obtido pela 1ª vez na Holanda, no final do século XVIII.

Planta medicinal aprovada pela ANVISA.

Curiosidades: A palavra “menta” deriva de Mintha, nome de uma ninfa que a deusa Perséfone, possuída pelo ciúme, transformou em planta.

2.2.3.7.

Nome Popular: Arruda

É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Yorimá,

relacionada ao Caboclo Tupy.

Nome Científico: Ruta graveolens L.

Família: Rutáceas.

Origem: sul da Europa

Partes usadas: folhas, flores e raiz.

Indicações Terapêuticas: Eficiente para o tratamento de pediculose e escabiose, é estimulante, febrífuga, emenagoga, vermífuga, calmante em cataplasma para abscesso, seu uso externo para lavar os olhos evita a irritação. Alivia dores intestinais e reumáticas. Seu uso interno é contra-indicado durante a gravidez, pode provocar aborto. Os odores dos ramos frescos de arruda afastam ratos.

Informações Complementares: Os gregos e os romanos já a conheciam. Os romanos a introduziram na Europa, usada para indigestão e outras doenças. É usada em quase todo Brasil nos mais variados rituais religiosos.

A arruda já era usada nos ritos africanos, e a igreja católica usava-a para aspergir

água benta sobre os fiéis em missas solenes.

2.2.4. Vibração de Yemanjá

Astro Regente: Lua

Horário Vibratório: 18 às 21 hs

Dia Propício: Segunda – feira

Essência Volátil Líquida: Verbena

Flor sagrada: Rosas Brancas

Erva sagrada: Panacéia

Sítio Vibratório da Natureza: Mar

Chefe de Legião: Cabocla Yara

Signo: Câncer – 22/06 à 21/07

Cor Vibratória: Amarelo Claro

Metal: Prata

Mineral: Ágata e cristais leitosos

Geometria Sagrada: Reta

Erva de Exu: Brinco de Princesa.

Exu Guardião Indiferenciado: Exu Pomba-Gira

2.2.4.1. Nome Popular: Panacéia

É a erva que corresponde à vibração de Yemanjá relacionada à Cabocla Yara.

Nome Cientifico: Solanum cernuum Vell

Família: Solanáceas.

Origem: Brasil

Partes usadas: folhas

Indicações Terapêuticas: chá feito das folhas torradas é calmante para o coração,

tem propriedades diuréticas empregadas no tratamento de cistites catarrais. Usado contra gonorréia e outras moléstias da pele, externamente ajuda a cura das úlceras.

A raiz é depurativa.

Informações Complementares: Arbusto encontrado no Espírito Santo e Minas Gerais. Com as folhas faz bebida que substitui o chá-da-índia.

Outra espécie e a S. Cernuum cresce desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Apresenta ramos grossos e fortes, com pelos pardos e folhas grandes até 45cm de comprimento.

2.2.4.2.

Nome Popular: Pariparoba

É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Oxalá e

relacionada à Cabocla Estrela-do-Mar.

Nome Científico: Piper Umbellatum

Família: Piperáceas

Origem: Brasil

Partes usadas: folhas, frutos e sementes.

resfriados,

leucorréia, úlceras, sífilis, doenças gástricas, afecções respiratórias, hemorróidas e ativa a circulação hepática.

Indicações

Terapêuticas:

Afecções

das

vias

urinárias,

escorbuto,

A tintura de Pariparoba é empregada em congestões e cólicas do fígado, também em prisão de ventre.

As sementes maturam tumores e furúnculos (uso externo).

Informações Complementares: Possui várias espécies de origem nacional.

2.2.4.3. Nome Popular: Quitoco

É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Yori

relacionada à cabocla Oxum.

Nome Científico: Pluchea quitoc

Família: Compostas

Origem: Brasil

Parte Usada: Folhas e raiz

Indicação Terapêutica: As folhas em cataplasma resolvem abscessos e inflamações purulentas. Em decocções tanto no uso interno como banho e junto com as raízes combatem a dispepsia, anorexia, inflamações uterinas, reumatismo, artrite e problemas respiratórios como tosses, resfriados e bronquites, ajuda a melhorar as doenças do estômago, fígado e intestinos. Em banhos, serve para aliviar as dores no corpo.

Informações Complementares: Usado em decocções, existem duas espécies, a P. quitoc e a P. suaveolens, as duas são espécies silvestres e medicinais.

Nomes populares: tabacarana (MG) e madrecravo (CE).

2.2.4.4. Nome Popular: Violeta

É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para a Xangô

relacionada a Inhassã.

Nome Científico: Viola odorata L.

Família: Violáceas

Origem: Europa e Ásia Ocidental.

Partes usadas: flores, folhas e raízes.

diurética,

sudorífera, emoliente, descongestionante, eficaz contra inflamações das vias respiratórias, coqueluche, artrite, conjuntivite, enxaqueca, contusões etc. Cataplasma feita das folhas frescas (cozidas) de violeta, e aplicado ainda quente, é ótimo para aliviar inchaços de contusões.

Indicações

Terapêuticas:

Antiespasmódica,

emética,

expectorante,

Informações Complementares: das suas flores extrai-se uma essência empregada em confeitaria e indústria de perfumes. É conhecida desde a antiguidade pelas propriedades medicinais.

2.2.4.5. Nome Popular: Picão-do-mato

É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Ogum

relacionada à Cabocla Sereia do Mar.

Nome Científico: Bidens pilosa L.

Família: Compostas.

Origem: região de clima tropical e sub tropical

Partes usadas: folhas e flores.

Indicações Terapêuticas: Planta diurética, antimicrobiana e antiparasitária. O chá das folhas é utilizado contra leucorréia, diabetes, nas inflamações de garganta, gripes, febres, dores estomacais e intestinais, nas afecções da bexiga e do fígado.

Na medicina popular é empregado o picão para combater icterícia e hepatite (conforme pesquisas em SP).

Informações Complementares: Herbácea que atinge 60 cm de altura. Conhecida com outros nomes: Carrapicho, erva-picão, guabu, macela do campo e picão preto. Erva muito usada por povos indígenas da Amazônia.

2.2.4.6. Nome Popular: Manacá

É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Oxossi

relacionada à Cabocla Indayá.

Nome Científico: Tibouchina mutabis

Família: Solanáceas

Origem: encontrada no Brasil e nas Antilhas.

Partes usadas: toda a planta.

Indicações

Terapêuticas:

Diurético,

emenagoga,

purgativa,

anti-sifilítica

e

anti-

reumática.

Informações Complementares: Várias espécies com o nome de Manacá. A planta toda tem um sabor amargo, sendo empregada na fabricação de óleos e perfumes. Apresentam flores que nascem brancas e ficam roxas com o tempo. Nunca usar altas doses, porque pode se tornar venenosa.

2.2.4.7. Nome Popular: Arruda fêmea

É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Yorimá

relacionada à Cabocla Nanã Burucum.

Nome Científico: Ruta chalepensis

Família: Rutáceas

Origem: Europa

Partes usadas: folhas e flores.

Indicação Terapêutica: Tem as mesmas propriedades da Ruta graveolens.

Informações Complementares: essa variedade é conhecida como arruda fêmea ou arruda de folhas miúdas (Ruta chalepensis).

2.2.5. Vibração de Yori

Astro Regente: Mercúrio

Signo: Gêmeos: 21/05 à 21/06

Signo: Virgem: 23/08 à 22/09

Horário Vibratório: 12 às 15 hs

Dia propício: Quarta–feira

Essência Volátil para Gêmeos: Alfazema

Essência Volátil para Virgem: Benjoim

Mineral para Gêmeos: Esmeralda

Flor Sagrada: Crisântemo

Erva Sagrada: Manjericão

Sítio Vibratório da Natureza: Montanha

Chefe de Legião: Tupãnzinho

Exu guardião Indiferenciado: Exu Tiriri

Cor Vibratória: Vermelho

Metal: Mercúrio

Mineral para Virgem: Granada

Geometria sagrada: Triângulo

Erva de Exu: Pitanga

2.2.5.1. Nome Popular: Manjericão

É a erva que corresponde a vibração de Yori relacionada a Tupãnzinho.

Nome Cientifico: Ocimum basilicum L.

Família: Labiadas

Origem: Índia e aclimatado no Brasil.

Partes usadas: toda a planta.

Indicações Terapêuticas: emenagoga, galactagoga, tonificante do sistema nervoso e cardiovascular, acalma transtornos digestivos, ajuda a combater azia, dores de cabeça proveniente de má digestão. Facilita o funcionamento dos intestinos, é diurética e combate a cistite.

Fazer gargarejos com chá das folhas do manjericão ajuda a combater dores de garganta, aftas e mau hálito.

Na família do manjericão existem muitos tipos diferentes como: alfavacão, manjericão de folha larga, o de folha miúda e o de folhas roxas. Todos possuem os mesmos princípios ativos, diferindo apenas no sabor mais ou menos ativo.

planta

imbuída de essência divina (consagrada a Krishna e Vishnu) por isso os indianos a escolheram para os juramentos em tribunal. É colocado no peito dos mortos para servir de passaporte para o paraíso.

Informações Complementares: O manjericão grande é venerado como

É intenso seu uso na culinária, herdado dos italianos.

2.2.5.2. Nome Popular: Capim Limão

É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Oxalá, relacionada a Orí.

Nome Cientifico: Cymbopogon citratus

Família: Gramíneas

Origem: Índia, trazida para o Brasil pelos colonizadores.

Partes usadas: folhas e rizoma.

antiespasmódica,

Indicação

digestiva, hipotensora, descongestionante, depurativa, estimulante lácteo, anti- séptica e febrífuga.

Terapêutica:

Antibacteriana,

analgésica,

sudorífera,

Na forma de chá combate à insônia, ansiedade, nervosismo, é digestivo estomacal e combate gases intestinais, usada para assepsia dos dentes e gengivas.

Cataplasmas feitos com o rizoma da planta e óleo de coco, aplicados duas vezes ao dia no local dolorido alivia dor de reumatismo, contusões e dores musculares.

Informações Complementares: herbácea perene, de cerca de 60 a 80 cm de altura, formando várias touceiras, com rizoma curto. Suas folhas finamente estriadas são ásperas e com margens cortantes.

Encontrado em quase em todas regiões do Brasil porque no passado foi utilizado para combater a erosão do solo.

Possue óleo essencial (lemon grass), sendo utilizada em perfumaria e cosméticos conhecidos internacionalmente como ”West Indian Oil”.

Existem vários nomes populares como: erva cidreira em capim, barba de boi, capim cidreira, capim cheiroso, capim cidrão.

2.2.5.3. Nome Popular: Verbena

É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Yemanjá

relacionada a Yariri.

Nome Cientifico: Verbena officinalis L.

Família: Verbenáceas

Origem: Proveniente da Europa e difundida por todo o Brasil.

Partes usadas: folhas e flores e raízes.

digestivas,

adstringentes, depurativas e atua beneficamente no tratamento da excitação nervosa, convulsões, tosse asmática, inflamações dos olhos e garganta, nevralgia, artrite, reumatismo, anemia, cálculos hepáticos e renais, feridas e chagas.

Indicações

Terapêuticas:

Possui

qualidades

sedativas,

tônicas,

Informações Complementares: Na Roma antiga, a verbena era chamada de “erva santa”, era usada nos sacrifícios humanos dedicados a deuses pagãos, cingindo as vítimas com ramos de verbena e também os sacrificadores eram ornamentados com essa erva. Os celtas e germânicos utilizavam-nas em suas práticas de magia e feitiçaria. Era considerada erva poderosa.

2.2.5.4. Nome Popular: Amoreira

É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Xangô

relacionada a Doum.

Nome Cientifico: Morus nigra

Família: Moráceas

Origem: Oriente e aclimatada no Brasil.

Partes usadas: frutos, folhas, raízes e cascas.

Indicações Terapêuticas: Laxante, expectorante, refrescante, emoliente, calmante e diurética, usa-se os frutos para inflamações na boca, xarope para tosse e garganta. Da raiz faz-se chá para dor de dente, e as folhas em infusão, para rins e afecções da pele e hipertensão; remineralizante na fase da menopausa.

Informações Complementares: Árvore frutífera cujas folhas é o alimento do bicho-da- seda.

2.2.5.5. Nome Popular: Melão de São Caetano

É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Ogum

relacionada a Yarí.

Nome Cientifico: Momordica charantia L.

Família: Cucurbitáceas

Origem: Ásia e da África adaptou-se no Brasil tornando-se popular em diversos Estados.

Partes usadas: folhas, frutos e semente.

da

leucorréia, dores reumáticas, sarna, escabiose, furúnculos e doenças de pele como eczemas, acne e doenças por fungos.

Indicações

Terapêuticas:

Regula

o

fluxo

menstrual,

ajuda

no

tratamento

O fruto maduro cura hemorróidas e as folhas ajudam eliminar vermes intestinais.

Informações Complementares: Na Europa é cultivado, pois o fruto é comestível em estado natural ou em forma de picles. Na Índia é usado como substituto do lúpulo na fabricação de cerveja. As folhas clareiam e tiram manchas de roupas por isso é conhecido por muitos com o nome de Erva de Lavadeira.

2.2.5.6. Nome Popular: Morango

É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Oxossi

relacionada a Damião.

Nome Científico: Fragaria vesca

Família: Rosáceas

Origem: planta original silvestre apresentando muitas espécies e variedades em todo o mundo.

Partes usadas: folhas, frutos e rizomas.

Indicações Terapêuticas: refrescante, adstringente, cicatrizante, diurético, facilita a digestão, estimula as funções hepáticas e o apetite, combate a gota, reumatismo articular, inflamações da boca e garganta, irritação da flora intestinal, irritação

cutânea, chagas, feridas, úlceras e diarréias crônicas, ajuda a regularizar o ácido úrico.

Por ser rico em substâncias nutritivas, o fruto do morangueiro é indicado para pessoas anêmicas. Portanto, não são indicados para obesos e diabéticos por ser muito doce, e para pessoas que sofrem de urticária e de erupções da pele podendo causar sensibilidade alérgica.

Informações Complementares: A espécie de morangueiro silvestre deu origem a todas as espécies cultivadas em hortas e jardins de todo o mundo. Essa planta já era conhecida pela civilização grega e romana.

O nome científico Fragaria significa ”odor delicioso” e vesca significa “nutrir”. Sua

essência entra na fabricação de perfumes e batons.

2.2.5.7. Nome Popular: Crisântemo

É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Yorimá

relacionada a Cosme.

Nome Cientifico: Pyrethrum parthenium

Família: Compostas

Origem: Comum na Europa, sobretudo em Portugal, é muito cultivado no Brasil.

Partes usadas: folhas e flores.

Indicações Terapêuticas: Combate a insônia e acalma os nervos, falta de apetite, cólicas intestinais, indigestões, sinusites e males estomacais.

Informações Complementares: É a flor nacional do Japão, aparecendo no escudo oficial.

2.2.6. Vibração de Xangô

Astro Regente: Júpiter para o Signo: Peixes – 20/02 à 20/03

Astro Regente: Netuno para o Signo: Sagitário – 22/11 à 21/12

Horário Vibratório: 15 às 18 hs

Dia Propício: Quinta–feira

Essência para Peixes: Mirra

Mineral para peixes: Ametista

Flor sagrada: Lírio Branco

Erva sagrada: Louro

Sítio Vibratório da Natureza: Pedreira

Chefe de Legião: Xangô Kaô

Cor Vibratória: Verde

Metal: Estanho

Essência para Sagitário: Heliotrópio

Mineral para Sagitário: Topázio

Geometria Sagrada: Quadrado

Erva de Exu: Mangueira

Exu Guardião Indiferenciado: Exu Gira-Mundo

2.2.6.1. Nome Popular: LIMÃO

Corresponde à vibração de Xangô relacionada ao Caboclo Xangô Kaô.

Nome Cientifico: Citrus limonum

Família: Rutáceas

Origem: Ásia e famoso em todo o mundo com diversas variedades.

Partes usadas: frutos e folhas.

Indicações Terapêuticas: O suco do limão sendo anti-séptico e cicatrizante, possue um poder terapêutico muito extenso, é usado contra a gripe, garganta e boca inflamada, ácido úrico, gota, reumatismo, nevralgia, diabetes, hepatite, aftas, feridas, conjuntivite, distúrbios estomacais e intestinais, obesidade e também para circulação sangüínea, ajuda a combater a hipertensão e arteriosclerose.

Informações Complementares: Além das propriedades terapêuticas, seu fruto é muito usado na culinária e em perfumaria. Quando o suco ou a essência da casca entra em contato com a pele é necessário lavar com sabão imediatamente, pois no caso de exposição ao sol, a pele pode ficar manchada e até sofrer queimaduras e reações alérgicas (Panizza, 1997).

2.2.6.2.

Nome Popular: Lírio da Cachoeira

É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Oxalá

relacionada ao Caboclo Pedra Branca.

Nome Científico: Lilium regale

Família: Liliáceas

Origem: espécie silvestre encontrada em quase todo território nacional.

Partes usadas: bulbo, pétalas das flores.

Indicações Terapêuticas: Utilizada contra dores artríticas e reumáticas, contra distúrbios gástricos, prisão de ventre e afecções hepáticas, propriedades estomáquicas e expectorantes. Também usados externamente em abscessos, calos, contusões, furúnculos e verrugas.

Conhecido também como Lírio do campo.

2.2.6.3. Nome Popular: Abacate

É a erva que representa a vibração de Xangô, com intermediação para Yemanjá

relacionada ao Caboclo 7 Pedreiras.

Nome Cientifico: Persea americana L.

Família: Lauráceas

Origem: América Central (México e Guianas).

Partes usadas: frutos, folhas e semente (caroço).

Indicações Terapêuticas: As folhas são usadas para combater males dos rins, bexiga, febres, reumatismo, é balsâmico. O caroço é tônico capilar e eficaz contra a enterocolite.

Para dores reumáticas e contusões usar folhas picadas ou a semente (caroço) ralada e colocada num copo com álcool e uma pedra de cânfora. Depois de curtido aplica-se no local dolorido.

Informações Complementares: Trata-se de planta popular encontrada em todo Brasil, seu fruto é comestível e nutritivo (rico em vitaminas), a polpa do fruto é usada como creme amaciante para cabelos e mãos e também como máscara facial.

2.2.6.4. Nome Popular: Erva - tostão

É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Yori

relacionada ao Caboclo Sete Cachoeiras.

Nome Cientifico: Boerhavia hirsuta L.

Família: Nyctaginaceae

Origem: Brasil

Partes usadas: raiz e folhas

Indicações Terapêuticas: Protetor e estimulante das funções hepáticas e renais; é depurativo do sangue; diurético; eliminador de ácido úrico e da uréia; alivia úlceras e feridas( Panizza,1997).

Informações complementares: No Brasil aparece do Amazonas até São Paulo, conhecido como Agarra-pinto. O seu nome popular é alusivo à propriedade dos pêlos glandulares de aderirem ao pêlo dos animais.

2.2.6.5. Nome Popular: Alecrim do Mato

É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Ogum

relacionada ao Caboclo Sete Montanhas.

Nome Cientifico: Baccharis dracunculifolia DC.

Família: asteraceae

Origem: Brasil

Partes usadas: folhas, flores e ramos.

Indicações Terapêuticas: Distúrbios gástricos, tônico, digestivo, combate artrite e diversos tipos de afecções do trato respiratório. É adstringente e diurética e febrífuga.

Informações Complementares: Planta silvestre empregada na medicina caseira. Conhecido popularmente como Alecrim de Caboclo, alecrim-de-vassoura, cilca, vassourinha, alecrim do campo, etc.

2.2.6.6.

Nome Popular: Fedegoso

É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Oxossi

relacionada ao Caboclo Xangô Agodô.

Nome Científico: Cássia occidentalis L.

Família: Fabaceae.

Origem: América Central e América do Sul.

Partes usadas: cascas, folhas, sementes e raízes.

Indicações Terapêuticas: Em infusão é usada para transtornos da próstata e as folhas contra inflamações, edemas e em cataplasma para contusões e furúnculos. A raiz é vermífuga e tônica, sendo amarga e antipirética é indicada para combater febres tíficas e congestões do fígado. Suas sementes combatem a anemia. A planta também é indicaca para bronquite, hepatite, hemorróidas e malária.

zona

temperada. Há muitas variedades no Brasil. Sua semente torrada e moída é usada para substituir o café.

Informações

Complementares:

Cresce

nas

margens

dos

caminhos

em

Conhecido popularmente como: café negro, folha-do-pajé, fedegoso-verdadeiro, maioba, taracu , etc.

Os indígenas usavam o sumo das folhas do fedegoso para curar o que conhecemos por “bicheiras” (Camargo,1998).

2.2.6.7. Nome Popular: Goiabeira

É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Yorimá

relacionada ao Caboclo Pedra Preta.

Nome Científico: Psidium guajava L.

Família: Mirtáceas

Origem: América tropical.

Partes usadas: as folhas (chá) são indicadas para uso medicinal e a madeira é usada na carpintaria, também usada como lenha e carvão.

Indicações Terapêuticas: é usada contra diarréia, má digestão, tuberculose, afecção da garganta, tosse e bronquite. É cicatrizante de feridas.

Informações Complementares: cultivada desde o México até São Paulo. Seus frutos são comestíveis crus, e industrializados em forma de doce são exportados.

O

aglomeradas”.

nome

goiaba

vem

do

tupi

Coyhab,

que

significa

“o

que

tem

sementes

2.2.7. Vibração de Ogum

Astro Regente: Marte para o Signo: Áries – 21/03 à 20/04

Astro Regente: Plutão para o Signo: Escorpião – 23/10 à 21/11

Horário Vibratório: 03 às 06 hs

Cor Vibratória: Alaranjado

Dia Propício: Terça – feira

Essência para Áries: Cravo

Mineral para Áries: Rubi

Flor sagrada Cravo Vermelho

Essência para Escorpião: Tuberosa

Mineral para Escorpião: Água marinha

Geometria Sagrada: Heptágono ou heptagrama

Metal: Ferro

Erva sagrada: Jurubeba

Sítio Vibratório da Natureza: Praia

Erva de Exu: Espada-de-Ogum

Chefe de Legião: Ogum de Lei

Exu Guardião Indiferenciado: Tranca-Ruas

2.2.7.1. Nome Popular: Romã

É a erva que corresponde a vibração de Ogum relacionada ao Caboclo Ogum de Lei.

Nome Científico: Punica granatum L.

Família: Punicáceas

Origem: África

Partes usadas: frutos, folhas, cascas do tronco e da fruta, e sementes (arilo).

Indicações Terapêuticas: Tônica, diurética, antiespasmódica e tenífuga; ajudam no tratamento de inflamações da garganta, gengivas, combate cólicas intestinais e diarréicas.

Informações Complementares: Fruto comestível de sabor agridoce. A indústria química utiliza as cascas do tronco na fabricação de tintas, assim como as cascas dos frutos, que servem para preparar adubos e tinturas. A polpa entra na composição de diversas bebidas. O suco das sementes junto com mel é máscara facial revitalizante.

Nos sarcófagos egípcios (2500 a.C.) foram encontrados flores e folhas de romã. Para eles a romã representava o símbolo da ambição.

A romã era usada na Babilônia e no antigo Egito, hoje considerada inútil.

A Romã é emblema floral da Espanha.

Na crença popular, as sementes são utilizadas contra inveja, e comê-las na passagem do ano traz prosperidade financeira no ano seguinte (Panizza1997).

2.2.7.2. Nome Popular: Tulipa

É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Oxalá

relacionada ao Caboclo Ogum Matinata.

Nome Cientifico: Tulipa gesneriana

Família: Liliáceas

Origem: Turquia

Partes usadas: flores

Indicações Terapêuticas: desconhecida

Informações Complementares: O nome veio de “Tulipan” que significa turbante. Desenvolvida na Holanda com algumas variedades. Os bulbos são plantados no verão para florescer na primavera. No Brasil é cultivado na cidade de Holambra (SP).

2.2.7.3. Nome Popular: Losna

É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Xangô

relacionada ao Caboclo Ogum Beira Mar.

Nome Cientifico: Artemísia absinthium

Família: Compostas

Origem: Ásia e Europa, bem aclimatada no Brasil.

Partes usadas: folhas e flores.

Indicações Terapêuticas: Erva amarga e aromática. Estimula o apetite, facilita a digestão para o fígado e vesícula, ajuda no tratamento da obesidade; alivia dores

gástricas, combate anemia, cólicas menstruais, regula a menstruação, combate febres, gases e parasitas intestinais (tênia, lombriga e oxiúros) (Panizza,1997).

Informações Complementares: As virtudes dessa planta são conhecidas desde a antiguidade, usada como antídoto em envenenamentos por outras plantas e também nas intoxicações.

A Losna tem uso energético desde a Antigüidade. Ela era usada para fazer limpezas

profundas em ambientes, preparando-o para trabalhos espirituais.

O nome Losna deriva do grego que significa “privado de doçura”, é empregada na

indústria de bebidas amargas, vermutes, vinhos e licores.

Curiosidades: consagrada a Diana caçadora (Ártemis), protetora das mulheres no parto. A losna é citada em um papiro egípcio que data 2500 a.C. Os celtas e árabes também recomendavam o seu uso.

2.2.7.4. Nome Popular: Macaé ou Rubim

É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Yori

relacionada ao Caboclo Ogum Megê.

Nome Cientifico: Leonurus sibiricus L.

Família: Herbácea

Origem: Sibéria

Partes usadas: flores e folhas.

cicatrizante,

Indicações

emenagoga, estomáquico, diurético e vermífugo. Auxilia no tratamento de distúrbios cardíacos. As flores são usadas na limpeza de feridas e úlceras de pele.

Terapêuticas:

Antiespasmódica,

tônica,

expectorante,

Alivia dores de contusões e torceduras (folhas maceradas em cataplasma). Também auxilia no reumatismo e na artrite, usos internos, externos em forma de pomada.

É antidiarréica, abaixa a febre e aumenta o apetite e a resistência de crianças que

estão constantemente resfriadas e com bronquite.

Essa erva faz diminuir o ventre dilatado de crianças ajudando a nutrir e engordar, combatendo a atrepsia (magreza extrema). Dose: um punhado da planta (10g) em infusão para 1 copo de água fervente. Coar e tomar 1 colher (sopa) de 2 em 2 horas.

Informações Complementares: Originária da Sibéria, aclimatados no Sul e Sudeste brasileiros. Planta espontânea, aromática, que se reproduz por sementes e gosta de solos arenosos.

Nomes populares: marroio, cordão de São Francisco mais conhecido como Rubim.

2.2.7.5. Nome Popular: Jurubeba

É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Xangô

relacionada ao Caboclo Ogum Beira Mar.

Nome Cientifico: Solanum paniculatum L.

Família: Solanáceas

Origem: Norte do Brasil.

Partes usadas: folhas, raiz e frutos.

Indicações Terapêuticas: O suco da jurubeba possui propriedades diuréticas. As folhas são usadas para a cicatrização de feridas, atuam combatendo diabetes. O chá da raiz também é usado como tônico do sistema digestivo, contra anemia e febres intermitentes. Os frutos são indicados para problemas do fígado. Contra erisipelas, tumores, abscessos internos, hepatites e obstruções hepáticas. Recomenda-se utilizar, juntos, raiz e folhas.

Informações Complementares: Originário do Norte do Brasil aparece especialmente no Ceará e Pernambuco de preferência em solos arenosos. Possui macho (folhas menores) e fêmea (mais alta e espinhosa).

O nome jurubeba provém do tupy “Yu” (espinho) e “Peba” (chato). Os indígenas já conheciam o seu uso.

2.2.7.6. Nome Popular: Samambaia

É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Oxossi

relacionada ao Caboclo Ogum Rompe Mato.

Nome Científico: Pterídium aquilínum

Família: Polipodiáceas

Origem: Brasil

Partes usadas: folhas

Indicações Terapêuticas: Infusão das folhas: usada contra reumatismo. Os rizomas em decocção funcionam como sedativo da tosse que acompanham a tuberculose já em estado adiantado.

Empregada com sucesso no reumatismo gotoso (que engrossa as juntas). Pessoas que padeciam de dores reumáticas durante anos ficaram curadas com o chá usado persistentemente num espaço de 2 a 3 meses. As dores desaparecem logo e as articulações voltam pouco a pouco ao normal. A samambaia indicada é a do morro, pois as outras não produzem os mesmos resultados. Quem não gostar do chá, pode tomar o preparado PTERIS em tintura da Flora Medicinal.

Informações

especialmente nas capoeiras e solos cansados. Essa planta, quando verde serve de adubo para cafeeiros.

nacional

Complementares:

Encontrada

em

todo

o

território

O nome samambaia é proveniente do tupi e significa "aquele que se torce em

espiral".

2.2.7.7. Nome Popular: Cinco Folhas

É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Yorimá

relacionada ao Caboclo Ogum de Malê.

Nome Científico: Potentilla reptans L.

Família: Rosáceas

Origem: América e Europa

Partes usadas: Rizoma (caule subterrâneo) e a raiz.

Indicações Terapêuticas: Usada para aumentar a produção de leite das cabras e combater a hematúria (sangue na urina) do gado.

cicatrizante.

Reduzem as secreções das mucosas, especialmente as digestivas e genital, usada contra gastrenterites, diarréia infecciosa, leucorréia, hematúria (sangue na urina), hemoptises (sangue na expectoração), inflamação da boca e faringe, furúnculos, espinhas e frieiras.

Propriedades

medicinais:

adstringente,

hemostática,

anti-séptica

e

Informações Complementares: a pentaphyllon dos discípulos de Hipócrates e de

Dioscorides

era

a

cinco

folhas.

Também

conhecida

como

cinco-em-rama

e

quinquefólio.

2.2.8. Vibração de Oxossi

Astro Regente: Vênus

Signo: Touro – 21/04 à 20/05 e Signo: Libra – 23/09 à 22/10

Horário Vibratório: 06 às 09 hs

Dia Propício: Sexta – feira

Essência para Touro: Violeta

Geometria Sagrada: Hexágono ou hexagrama

Erva sagrada: Erva doce

Sítio Vibratório da Natureza: Mata

Chefe de Legião: Arranca-Toco

Exu Guardião Indiferenciado: Exu marabô

Cor Vibratória: Azul

Flor sagrada: Palmas

Essência para Libra: Jasmim

Metal: cobre

Erva de Exu: Sabugueiro

2.2.8.1. Nome Popular: Erva-doce

É a erva que corresponde à vibração de Oxossi relacionada ao Caboclo Arranca- Toco.

Nome Cientifico: Pimpinella anisum L.

Família: Umbeliferae

Origem: Ásia e Europa.

Partes usadas: fruto-semente e folhas.

Indicações Terapêuticas: Antiespasmódico, carminativo e expectorante, consumida na forma de chá alivia as cólicas intestinais, acalma a excitação nervosa. Melhora enjôos e vômitos na gravidez e aumenta o leite materno, alivia enxaquecas de origem digestiva.

Toxicologia e contra indicações: A grande incidência de luz solar transforma o anetol (não tóxico) em ácido anetóico (tóxico).

Informações Complementares: Sua composição é rica em celulose, cálcio, fósforo e vitamina B. A sua essência é utilizada na indústria de cosméticos, culinária e bebidas licorosas.

Planta medicinal aprovada pela ANVISA.

2.2.8.2.

Nome Popular: Malva Cheirosa

É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Oxalá,

relacionada ao Caboclo Arruda.

Nome Cientifico: Malva sylvestris

Família: Malváceas

Origem: Europa.

Partes usadas: folhas

Indicações Terapêuticas: antiinflamatória, expectorante, diurética.

A malva é boa para tosse, asma, bronquite, aftas, artrite, prisão de ventre, inflamações da pele, garganta e bexiga, abscessos, excitação nervosa, problemas intestinais e renais. Ajuda a combater a obesidade.

O chá concentrado de Malva, ou a tintura mãe de malva podem ser usados em

gargarejos para quem tem faringite ou amigdalite, ou mesmo precisa falar muito.

Compressas do mesmo chá podem ser feitas nos olhos, para aliviar dores de cabeça

ou processos inflamatórios no rosto.

Informações Complementares: Nos tempos antigos (desde o século XII a.C.), a malva era consumida como verdura comestível, utilizada como emoliente, refrescante e laxativo. Carlos Magno a cultivava nos seus jardins imperiais. Encontrada em estado silvestre ou cultivadas a partir de sementes ou mudas. É contra indicada para diabéticos.

2.2.8.3. Nome Popular: Malvaísco

É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Yemanjá,

relacionada ao Caboclo Pena Branca.

Nome Científico: Althaea officinalis L.

Família: Malváceas

Origem: Ásia.

Durante a idade média as Altéias foram introduzidas na Europa.

Partes usadas: flores e folhas e raízes.

Indicações Terapêuticas: Usadas como emolientes e refrescantes nas inflamações cutâneas e da garganta. A raiz fresca em cataplasma é usada contra abscessos e furúnculos.

Ajuda a combater asma, bronquite, tosse, gastrite, inflamações do aparelho urinário, pulmonar e digestivo, prisão de ventre, úlcera e dor de garganta. Externamente em cataplasmas para furúnculos e abcessos.

Informações complementares: O nome Althaea (do Grego – althaia = curandeira) refere às conhecidas propriedades medicinais de algumas Malváceas, não confundir com Malvavisco (Malvaviscus arboreus) conhecida por Malva de colibri ou Malva-da- Índia originária da América Central e da América do Sul.

2.2.8.4. Nome Popular: Erva-da-Jurema

É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Yori, relacionada à Cabocla Jurema.

Nome Científico: Mimosa hostilis benth

Família: Mimosáceas

Origem: Nordeste do Brasil.

Partes usadas: flores e folhas.

Indicações terapêuticas: planta usada externamente para lavar feridas e úlceras. Nas erupções da pele, tem efeito altamente benéfico.

Informações Complementares: O vinho de Jurema, chamada popularmente de Jurema, é usado pelos índios do Brasil. Os efeitos do vinho são descritos por José de Alencar no romance Iracema. Usado nos terreiros de Candomblé na passagem do ano. Contém substância alucinógena.

Essa planta era considerada de bruxaria, mágica, diabólica pelos colonizadores. Mais tarde foi tolerada e aceita quando os índios foram integrados às linhas guerreiras entre portugueses e francesas, os índios se tornavam mais fortes e dispostos quando ingeriam a bebida feita com a planta.(Albuquerque, 2005).

Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de "Culto da Jurema".

Esse culto deve-se ao fato de que os nossos índios enterravam seus mortos junto à raiz da jurema. Daí passavam a cultuar esses mortos para que eles evoluíssem espiritualmente e habitassem o tronco da jurema ajudando a todos da tribo em suas necessidades. No nordeste, este culto recebeu outros nomes como: Toré, Curicurí Praiá e Juremado.

A “erva-da-jurema” é usada em forma de fumo, na defumação da casa, nos rituais de amaci e batismo do iniciado no culto da Jurema.

Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: jureminha, jurema branca, jurema preta, jurema da pedra e jurema mirim.

2.2.8.5. Nome Popular: Parreira–do–Mato

É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Xangô,

relacionada ao Caboclo Cobra-Coral.

Nome Científico: Cissampelos pareira L.

Família: Menispermaceae

Origem: Brasil

Partes usadas: casca, raiz e folhas.

Indicações Terapêuticas: Contra cálculos renais, cólicas uterinas, má digestão, febre, prisão de ventre, hidropisia, reumatismo, contusões e inflamações dos olhos.

Informações Complementares: também conhecido por abutua, parreira-brava, uva do rio e cipó-de-cabra.

2.2.8.6. Nome Popular: Dracena

É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Ogum,

relacionada ao Caboclo Araribóia.

Nome Científico: Dracaena marginata

Família: Agaveáceas

Origem: África, Madagascar.

Partes usadas: Folhas

Informações Complementares: Seu desenvolvimento é rápido, as folhas compridas e pontiagudas em rosa e vermelho, e provocam um efeito decorativo. Planta rústica que suporta qualquer clima.

2.2.8.7. Nome Popular: Sabugueiro

É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Yorimá,

relacionada ao Caboclo Tupinambá.

Nome Científico: Sambucus nigra

Família: Caprifoliáceas

Origem: Europa, aclimatado no Brasil.

Partes usadas: flores, folhas e casca (entrecasca ou casca mediana do caule).

Indicações

laxativas. As preparações à base de sabugueiro são benéficas no tratamento de artrite, ácido úrico, reumatismo, bronquite, hemorróidas, obesidade, dermatoses (erisipela, eczemas, etc). Combate febres; é analgésico para dores em geral; é estimulante da sudorese e ajuda curar sarampo e catapora.

e

Terapêuticas:

propriedades

diuréticas,

depurativas,

refrescantes

Como uso diurético e para reumatismo fazer chá das cascas. Para dermatoses e febres são usadas as flores (nunca usadas frescas) em infusão.

suas

Informações

propriedades medicinais, o seu uso na culinária (vinho) e em cosméticos. Na Europa é fácil de encontrar próximo aos povoados, porque eram plantados acreditando atrair espíritos do bem.

Complementares:

Desde

a

antigüidade

são

conhecidas

O sabugueiro quando plantado junto a outras plantas no jardim ou em hortas, atrai

para si os pulgões, não permitindo que ataquem as outras plantas (Panizza, 1997).

A história do sabugueiro é tão antiga quanto à do homem, os arqueólogos acharam

vestígios dessa árvore em estações arqueológicas da Idade da Pedra na Suíça e no norte da Itália.

2.2.9. Vibração de Yorimá

Astro Regente: Saturno

Signo: Capricórnio – 22/12 à 20/01

Horário Vibratório: 21 às 24 hs

Signo: Aquário – 21/01 à 19/02

Cor Vibratória: Lilás

Essências para Capricórnio: Eucalipto

para Aquário: Erva Cidreira

Geometria Sagrada: Pentágono ou pentagrama

Metal: Chumbo

Dia Propício: Sábado

Flor sagrada: Dálias escuras

Erva sagrada: Eucalipto

Sítio Vibratório da Natureza: Cachoeira

Erva de exu: Vassoura-preta

Chefe de Legião: Pai Guiné

Exu Guardião Indiferenciado: Exu Pinga Fogo

2.2.9.1. Nome Popular: Eucalipto

É a erva que corresponde a Vibração Yorimá relacionada a Pai Guiné.

Nome Científico: Eucalyptus globulus Labill.

Família: Mirtáceas

Origem: Austrália

Parte usada: Folha e fruto.

anti-séptico,

desinfetante, sedativo, antiespasmódico, e estomáquico. Externamente emprega-se em fricções contra reumatismo e dores nevrálgicas e ciáticas.

Indicações

Terapêuticas:

Balsâmico,

expectorante,

sudorífero,

Suas principais indicações compreendem inflamações das vias respiratórias - tosse, rouquidão, gripes e resfriados e afecções catarrais.

Inalações feitas com o vapor do chá das folhas ajudam a combater a rinite e sinusite.

Informações Complementares: o óleo é absorvido e eliminado parcialmente ao nível do pulmão, excitando as secreções e favorecendo a expectoração (Panizza,1997).

Na Austrália existem florestas com árvores com até 100 metros de altura. No Brasil existem 200 espécies usadas para reflorestamento.

2.2.9.2. Nome Popular: Alfavaca

É a erva que representa a vibração de Yorimá com intermediação para Oxalá,

relacionada ao Pai Tomé.

Nome Científico: Ocimum gratissimum L.

Família: Labiadas

Origem: Ásia e África.

Parte usada: Raiz, folhas e flor.

Indicações Terapêuticas: O chá feito das suas folhas é estimulante, carminativo, sudorífero, diurético é bom para náuseas e dores abdominais provocada por gases e disenteria. Indicada nos casos de debilidade nervosa, digestão difícil, doenças estomacais e renais, para tosse e febre, combate dores de garganta, angina e aftas. A raiz usada como xarope reduz a tuberculose pulmonar.

Informações Complementares: Conhecida e utilizada desde a antiguidade no uso culinário (árabes, gregos e romanos). Provavelmente chegou à Europa vinda da Índia passando pelo Oriente Médio. Foi introduzida no Brasil pela colônia italiana. Prefere climas temperados.

2.2.9.3. Nome Popular: Vassoura Branca

É a erva que representa a vibração de Yorimá com intermediação para Yemanjá,

relacionada ao Pai Arruda.

Nome Científico: Baccharis aphiylla

Família: Compostas

Sinonímia: – vassourinha, alecrim do campo.

Origem: Brasil

Partes usadas: Folhas.

Indicações

vassouras, as que mais se destacam por suas aplicações terapêuticas são a B.aphylla e a B. dracunculifolia esta conhecida como alecrim-do-campo e cilca.

denominadas

Terapêuticas:

Planta

silvestre,

com

muitas

espécies

Informações

Complementares:

Considerada

erva

daninha

por

invadir

terrenos

cultivados.

2.2.9.4. Nome Popular: Sete Sangrias

É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Yori,

relacionada ao Pai Congo de Aruanda.

Nome Científico: Cuphea balsamona

Família: Lythraceae

Origem: Brasil ou América central e sul.

Partes usadas: toda a planta.

Indicações Terapêuticas: depurativa, digestiva e diurética.

Combate a arteriosclerose, a hipertensão arterial e as palpitações do coração; é ativador da circulação sangüínea. Limpa o estômago e intestinos. É usada contra doenças venéreas e afecções da pele como eczema, úlceras e furúnculos. Sendo diurética, ajuda nas moléstias dos rins, bexiga, uret