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JUN./1991

EB-2130

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Válvula de retenção, de aço fundido, tipo portinhola, classe 150 (PN 20), para construção naval

Sede:

   

Rio deJaneiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR EndereçoTelegráfico:

Especificação

 

NORMATÉCNICA

   

Copyright©1990,

ABNT–AssociaçãoBrasileira de NormasTécnicas

Origem: Projeto 07:000.01-179/91 CB-07 - Comitê Brasileiro de Construção Naval CE-07:000.01 - Comissão de Estudo de Casco e Acessórios de Casco EB-2130 - Shipbuilding - Swing check valve of cast steel class 150 (PN 20) - Specification Descriptor: Swing check valve

Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Palavras-chave: Válvula de retenção. Portinhola

4 páginas

SUMÁRIO

1 Objetivo

2 Documentos complementares

3 Definições

4 Condições gerais

5 Condições específicas

6 Inspeção

7 Aceitação e rejeição

1 Objetivo

Esta Norma fixa as condições e requisitos mínimos exigí- veis para aceitação e/ou recebimento de válvulas de reten- ção, de aço fundido, tipo portinhola, com extremidades flangeadas, classe 150 (PN 20), para utilização em cons- trução naval.

2 Documentos complementares

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

MB-883 - Válvulas para construção naval - Regras gerais de inspeção - Método de ensaio

PB-14 - Rosca para tubos onde a vedação é feita pela rosca - Designação, dimensões e tolerâncias - Pa- dronização

PB-1003 - Placa identificadora de válvulas, tanques e acessórios para construção naval - Formatos e di- mensões - Padronização

PB-1543 - Válvula de retenção de aço fundido tipo portinhola classe 150 (PN 20) para construção naval - Dimensões - Padronização

3 Definições

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.5.

3.1 Classe de pressão ou pressão nominal (ver Tabela 3)

Designação numérica de referência dos conjuntos de rela- ção pressão máxima admissível de trabalho x temperatu- ra, para um determinado material.

3.2 Componentes internos

Conjunto disco, alavanca, sede e outras peças internas que ficam em contato com o fluido.

3.3 Diâmetro nominal (DN)

Designação numérica de referência para tamanho, comu- mente aplicada para um conjunto de componentes de tu- bulação, excluídos os casos em que o componente é de- signado pelo diâmetro externo.

3.4 Passagem

Região do corpo da válvula em que o fluxo do fluido é livre ou não, conforme a posição do disco.

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EB-2130/1991

3.5 Disco e sede

Componentes da válvula que promovem a vedação.

4 Condições gerais

4.1 Formatos, dimensões e materiais

O formato, dimensões e materiais da válvula e seus com-

ponentes devem ser conforme PB-1543.

4.2 Designação (1)

As válvulas devem ser designadas da seguinte forma:

a) nome;

b) materiais dos componentes internos;

c) classe de pressão ou pressão nominal;

d) diâmetro nominal (DN);

e) número desta Norma/ano.

4.3 Marcação

4.3.1 Marcação do corpo

A marcação do corpo deve ser feita em alto-relevo na fun-

dição, com as seguintes indicações:

a) diâmetro nominal (DN);

b) classe de pressão ou pressão nominal;

c) símbolo ou marca do fabricante;

d) seta indicadora do sentido do fluxo.

4.3.2 Marcação do número de certificado de inspeção

A marcação deve ser feita diretamente na aba do flange, ou

em uma plaqueta de material metálico não-oxidável rebitada

na aba, com caracteres em baixo-relevo.

4.3.3 Marcação para os materiais dos componentes internos

A marcação deve ser feita na aba do flange da tampa por

meio de pintura ou de uma tarja com cor relacionada ao material dos componentes internos, conforme Tabela 1.

Tabela 1 - Correlação entre cor e material

 

Material

Cor

Disco e sede

Vermelha

o inoxidável

Amarela

Bronze

5 Condições específicas

5.1 Construção

5.1.1 O projeto da válvula deve ser tal que minimize con-

centração de tensões, efeitos erosivos e restrições inde-

sejáveis ao perfeito escoamento do fluido.

5.1.2 O acoplamento entre a tampa e o corpo da válvula

deve ser do tipo flangeado e fixado, no mínimo, por quatro

parafusos.

5.1.3 Os flanges da tampa e do corpo devem ter, no mí-

nimo, a mesma espessura do corpo da válvula.

5.1.4 A válvula deve ter o disco e a alavanca seguramente

presos à articulação interna.

5.1.5 O disco de vedação tem movimento livre e giratório,

para que se desgaste por igual e assegure um bom assen-

tamento, e deve ser fixado à alavanca por meio de porca

e contrapino.

5.1.6 A alavanca deve ser projetada de modo a permitir um

perfeito alinhamento do disco sobre a área de vedação.

5.1.7 As válvulas devem ter condições que permitam ao

comprador a colocação de placas identificadoras, conforme

a PB-1003.

5.1.8 Nas válvulas devem ser previstos reforços para colo-

cação de bujões de dreno, cujas localizações devem estar de acordo com a Figura 1. O dimensionamento do bujão de

dreno deve ser conforme indicado na Tabela 2.

do bujão de dreno deve ser conforme indicado na Tabela 2. Fig ura 1 - Localiza

Figura 1 - Localizações dos drenos

(1) Exemplo: Válvula de retenção de aço fundido tipo portinhola, componentes internos em aço inox, classe 150 (PN 20), DN 100, EB-2130/1991.

EB-2130/1991

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Tabela 2 - Dimensão do dreno

Unid.: Rp (A)

DN

Diâmetro do dreno

(d)

50 a 100

1/2

125 a 200

3/4

(A) Conforme PB-14.

5.2 Condições de trabalho

A correlação entre a temperatura do fluido e a pressão máxima admissível de trabalho está indicada na Tabela 3.

Tabela 3 - Correlação entre temperatura e pressão

Temperatura (A) (B) (°C)

Pressão máxima admissível de trabalho (C) (MPa)

Sede em aço inox

Sede em bronze

- 29 a 38

1,96

1,55

50

1,92

1,49

100

1,77

1,43

150

1,58

1,25

200

1,40

1,00

250

1,21

-

300

1,02

-

(A)

(B)

Para temperaturas intermediárias é permitida interpolação linear.

As temperaturas em que estão as válvulas devem ser sempre consideradas as temperaturas dos fluidos que por elas passam.

(C)

As pressões devem ser consideradas na condição de não haver choques.

5.3 Acabamento

A aplicação de pintura, quando requerida, deve ser feita após a realização do ensaio hidrostático.

6 Inspeção

6.1 As válvulas não devem apresentar defeitos internos ou

externos prejudiciais ao serviço, bem como irregularidades

de acabamento em suas partes usinadas e fundidas.

6.2 As válvulas não devem ser reparadas por produtos quí-

micos ou emassamentos superficiais.

6.3 As válvulas devem ser inspecionadas conforme MB-883, sendo que a tolerância dimensional para a dis- tância face a face e a tolerância de paralelismo deve ser conforme Figura 2 e Tabela 4.

6.4 Cada válvula deve ser objeto das seguintes inspeções,

conforme MB-883:

ser objeto das se g uintes inspe ç ões, conforme MB-883: Fig ura 2 - Cor

Figura 2 - Corpo da válvula

a) material;

b) visual;

c) dimensional;

d) montagem;

e) funcionamento.

Tabela 4 - Tolerâncias

DN

Paralelismo

Distância face a face

(‘)

(mm)

50 a 100

±

15

± 1,5

125 a 200

±

10

± 1,5

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EB-2130/1991

6.5 As válvulas devem ser submetidas aos ensaios hidros- táticos conforme MB-883, observando-se os seguintes valores à temperatura ambiente:

a) no corpo - 2,94 MPa;

b) na sede,

- aço inox - 1,96 MPa;

- bronze - 1,55 MPa.

7 Aceitação e rejeição

7.1 Todos os ensaios e inspeções devem obedecer aos re-

quisitos desta Norma e seus resultados devem ser forne-

cidos ao comprador.

7.2 As válvulas que não satisfaçam os requisitos especifi-

cados nesta Norma devem ser rejeitadas.