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SET./1991

EB-2150

 

Porta-fusíveis de pequeno porte e miniatura

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

     

Sede:

     

Rio deJaneiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR EndereçoTelegráfico:

Especificação

   

NORMATÉCNICA

     

Copyright©1990,

ABNT–AssociaçãoBrasileira de NormasTécnicas

Origem: Projeto 03:032.03-004/88 CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade CE-03:032.04 - Comissão de Estudo de Fusíveis de Pequeno Porte EB-2150 - Fuse-holders for miniature fuse-links - Specification Esta Norma foi baseada na IEC-257, seu Amendment nº 1- 1980 e doc. 32C (CO) 45 - Jun/1986

Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Palavras-chave: Fusível. Porta-fusível

 

12 páginas

SUMÁRIO

1 Objetivo

2 Documentos complementares

3 Definições

4 Condições gerais

5 Inspeção

6 Aceitação e rejeição ANEXO A - Tabelas ANEXO B - Figuras

1 Objetivo

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis como requisi-

tos de segurança uniformes para os porta-fusíveis e de compatibilidade mecânica e elétrica em fusíveis de peque- no porte para uso geral.

1.2 Esta Norma é aplicável a porta-fusíveis para fusíveis de

pequeno porte de acordo com a EB-552, incluindo aqueles para uso geral em equipamentos eletrônicos e similares,

normalmente para utilização em ambientes abrigados.

1.3 Esta Norma aplica-se a porta-fusíveis para fusíveis de

pequeno porte, dimensionados para corrente nominal até

16A inclusive e tensão nominal até 1000V CA ou CC.

1.4 Esta Norma se aplica a porta-fusíveis tipo rosca e baio-

neta. As exigências, quando apropriadas, podem ser apli-

cadas a outros tipos de porta-fusíveis mediante acordo entre fabricante e usuário.

2 Documentos complementares

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

EB-552 - Fusíveis de pequeno porte - Especificação

MB-451-II-Fc - Ensaios de ambiente e de resistência mecânica de componentes e equipamentos eletrôni- cos - Ensaio Fc:Vibração (senoidal) - Método de ensaio

MB-451-II-T - Ensaios de ambiente e de resistência mecânica para componentes e equipamentos eletrô- nicos - Ensaio T: Soldagem - Método de ensaio

MB-451-II-U - Ensaios de ambiente e de resistência mecânica para componentes e equipamentos eletrô- nicos - Ensaio U: Resistência mecânica dos termi- nais - Método de ensaio

MB-1729 - Fusíveis de pequeno porte - Método de ensaio

NB-93 - Rugosidade de superfície - Procedimento

NB-238 - Segurança de aparelhos eletrônicos e apa- relhos associados para uso doméstico em geral liga- dos a um sistema elétrico - Procedimento

NB-848 - Indicação do estado de superfícies em desenhos técnicos - Procedimento

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3 Definições

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.6.

3.1 Base do porta-fusível

Parte fixa do porta-fusível provida de terminais para cone- xão ao circuito externo.

3.2 Cartucho do porta-fusível

Parte móvel do porta-fusível na qual é fixado o fusível, a fim de facilitar a sua inserção e remoção.

3.3 Porta-fusível

Combinação de base e cartucho do porta-fusível.

3.4 Potência de aceitação de um porta-fusível

Valor máximo de potência dissipada, que o porta-fusível pode tolerar, acima das condições prescritas sem exce- der os limites da temperatura especificada. A potência de dissipação pode ser estabelecida pelo fabricante caso não seja especificada nas partes subseqüentes.

Nota: Dependendo do tipo de fusível aplicado, o possível prolon- gamento da sobrecarga neste fusível causa o surgimento de uma parcela variável de dissipação de potência no por- ta-fusível provocada pela resistência de contato e o fusível. Certos tipos de fusíveis de pequeno porte abrangidos pelas EB-552 e MB-1729, especialmente para os do tipo de ação rápida com alta capacidade de ruptura, sustentam sobre- carga a níveis de 1,5 a 2,1 vezes a corrente nominal por um considerável período de tempo. As aplicações de tais fusí- veis em porta-fusíveis fechados podem sob tais circunstân- cias resultarem em elevação de temperatura do porta-fusí- vel e de suas partes acessíveis, acima dos limites dados na NB-238. Atenção, portanto, deve ser dada para possibili- dade de situações perigosas surgidas na situação de so- brecarga.

3.5 Corrente nominal de um porta-fusível

Maior corrente nominal do fusível que determina a utiliza- ção do porta-fusível sem que seja excedida a máxima dis- sipação permissível de potência.

3.6 Tensão nominal do porta-fusível

Maior tensão para a qual o porta-fusível é projetado.

Nota: A tensão nominal do porta-fusível deve ser um valor maior ou igual ao da tensão nominal do fusível utilizável no mes- mo.

4 Condições gerais

Notas: a) Ensaios de acordo com esta Norma são ensaios de tipo.

b) Os requisitos de ordem geral que os porta-fusíveis de- vem satisfazer tanto para homologação como para re- cebimento, tais como embalagem, acondicionamento, proteção, armazenamento e transporte, devem ser objeto de acordo entre fornecedor e consumidor.

4.1 Condições atmosféricas padrão para ensaio

4.1.1 Todos os ensaios devem ser executados dentro dos

valores abaixo, salvo acordo em contrário:

a) temperatura entre 15°C e 35°C;

b) umidade relativa entre 45% e 75%;

c) pressão do ar entre 8,6 x 10 4 Pa e 10,6 x 10 4 Pa.

4.1.2 Se estes limites forem muito amplos para certos en-

saios, estes podem ser repetidos em caso de dúvida à temperatura de (23 ± 1)°C e umidade relativa entre 48% e

52%.

4.1.3 Antes que as medições sejam efetuadas, o compo-

nente deve ser mantido nas condições atmosféricas pa- drão por tempo não inferior a 4h.

4.1.4 Em todo relatório de ensaio a temperatura ambiente

deve ser anotada.

4.1.5 Se as condições normais de umidade relativa e/ou

pressão do ar não forem satisfeitas durante o ensaio o fato deve ser mencionado no relatório de ensaio.

4.2 Inspeção, critério de aceitação e ensaios de tipo

Os ensaios de tipo e a ordem de realização utilizados para homologação ou recebimento são indicados na Tabela 1 (Anexo A). Nesta Tabela são também indicados o número de espécimes da amostra e o número de falhas permitidas nos ensaios.

4.3 Corpos-de-prova para os ensaios

4.3.1 Para ensaios que requeiram corpos-de-prova de re-

ferência os mesmos devem ser como na Figura 1 (Ane- xo B) e Tabela 2 (Anexo A).

4.3.2 Não devem haver furos nas extremidades dos cor-

pos-de-prova de latão.

4.3.3 Os corpos-de-prova devem ter uma composição ho-

mogênea.

5 Inspeção

5.1 Marcação e informação

5.1.1 As bases ou os cartuchos dos porta-fusíveis devem

ser marcados com o nome ou marca do fabricante junto com uma referência de tipo ou de catálogo.

5.1.2 A marcação deve ser indelével e facilmente legível. A

conformidade é verificada pela inspeção e pelo ensaio descrito em 5.1.2.1.

5.1.2.1 A marcação não deve ser removida quando friccio- nada levemente à mão, por 15 s, com uma peça de pano embebida em água e novamente por 15 s com uma peça de pano embebidos em querosene. Informações que se- jam necessárias para a correta aplicação do porta-fusível, em particular, a categoria da proteção oferecida de acordo

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com 5.2 deve ser dada no catálogo do fabricante ou docu- mento que a substitua.

Nota: Além desta marcação, o fabricante deve fornecer marcação adicional para a tensão nominal em volts, portência nominal admissível em watts com a corrente nominal em ampéres, por exemplo, 250 V (4 A/6,3 W). Estas marcações adicionais devem ser colocadas na parte frontal do porta-fusível de forma que sejam visíveis quando o porta-fusível estiver montado na posição normal de uso.

5.2 Proteção contra choques elétricos

5.2.1 Categoria A: Porta-fusíveis com proteção integral contra

choque elétrico

5.2.1.1 Partes vivas não devem ser acessíveis quando o

porta-fusível estiver instalado como em uso normal, isto é, no painel frontal de um equipamento. Todas as três possí- veis condições devem ser verificadas:

a) porta-fusíveis fechados - cartucho e fusível inseri- dos na base do porta-fusível;

b) porta-fusível aberto - cartucho e fusível extraídos da base;

c) durante a inserção ou extração do cartucho, com o fusível.

5.2.1.2 Além disto, todos os requisitos devem ser obede-

cidos independentemente de qual dos terminais da base está conectado ao condutor energizado da fonte de ali- mentação. A conformidade é verificada utilizando o ensaio de dedo especificado na NB-238.

5.2.2 Categoria B: Porta-fusíveis sem proteção integral contra

choque elétrico

Porta-fusíveis que não atendam a todos os requisitos de 5.2.1 devem ser providos com meios adicionais de proteção contra choque elétrico, pelo projetista do equipamento no qual estes porta-fusíveis serão incorporados. Deve neste caso ser dada especial atenção nas especificações rele- vantes destes equipamentos.

5.3 Distâncias de escoamento e de isolação

5.3.1 As distâncias de escoamento e de isolação devem ser medidas entre:

a) contatos da base fusível, incluindo partes metálicas conectoras ligadas em derivação a esta, quando o porta-fusível é montado como se contivesse um fusível;

b) partes condutoras e partes metálicas acessíveis, inclusive os dispositivos de fixação da base fusível;

c) partes condutoras e superfície de montagem ou quaisquer partes metálicas que possam estar em contato com esta superfície, a qual deve ter uma das espessuras especificadas em 5.4.2.1.

5.3.2 As distâncias mínimas de isolação e escoamento no

ar devem estar de acordo com as da Tabela 3 (Anexo A).

5.4 Requisitos elétricos

5.4.1 Medição da resistência de contato

5.4.1.1 A medição pode ser realizada em CA ou CC. Em ca-

so de controvérsia prevalece a medição em CC. A instru- mentação utilizada deve permitir medições dentro de uma precisão de ± 10%. A resistência de contato deve ser me- dida entre terminais pelo método da queda de tensão, a- pós o porta-fusível ter sido equipado com um corpo-de- prova de latão conforme 4.3 de forma a evitar a ruptura da fina camada isolante dos contatos, a aplicação da f.e.m. não deve exceder a 20 mV de pico (CA) ou 20 mV (CC). De forma a evitar o aquecimento indevido dos contatos, a corrente não deve exceder a 1 A, em relação à corrente nominal.

5.4.1.2 O ciclo de medição em CC, consiste de:

a) colocação do corpo-de-prova no porta-fusível;

b) medida com circulação da corrente em uma direção;

c) medida com circulação da corrente na direção o- posta;

d) remoção do corpo-de-prova do porta-fusível.

5.4.1.3 O ciclo de medição em CA, consiste de:

a) colocação do corpo-de-prova no porta-fusível;

b) medição;

c) remoção do corpo-de-prova do porta-fusível.

5.4.1.4 A medição completa deve ser constituída de cinco

ciclos de medida, os quais deverão ser realizados em su- cessão imediata. O valor médio das resistências de conta- to não deve exceder a 5 mý. O valor de nenhuma medição individual deve exceder 10 mý.

5.4.2 Medição da resistência de isolamento

5.4.2.1 Montagem

Os porta-fusíveis devem ser adaptados para aquele uso, ser montados em chapas metálicas de 3 mm de espessu- ra como em uso normal. Para porta-fusíveis que tenham um diâmetro de rosca menor que 12 mm, deve ser utiliza- da uma chapa metálica de 2 mm de espessura. Quando os porta-fusíveis forem projetados para uso com chapas grossas, chapas de máxima espessura especificada de- vem ser utilizadas.

5.4.2.2 Pré-condicionamento

No pré-condicionamento dos porta-fusíveis separam-se os fusíveis e os porta-fusíveis, sendo todos mantidos em uma câmara climática por 48 h sob temperatura (t) entre 20°C e 30°C e com umidade relativa entre 91% e 95%. Qualquer que seja o valor de temperatura, ela não deve variar mais que 1°C. Antes de colocadas na câmara cli- mática, as amostras devem ser mantidas em uma tempe- ratura que não difira de t em mais de 2°C.

Nota: De forma a atender as condições especificadas é necessá- rio manter circulação constante do ar dentro da câmara

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climática. Imediatamente após serem removidos da câma- ra climática, os porta-fusíveis devem ser inseridos nas ba- ses e as partes isolantes normalmente acessíveis quando em uso devem ser envolvidas com uma folha metálica co- mo mostra a Figura 2 (Anexo B).

5.4.2.3 Medição

A medição da resistência de isolamento deve ser feita en- tre 1 h e 2 h após a remoção da câmara climática, em cor- rente contínua com tensão não excedendo a 500 V entre:

a) os terminais do porta-fusível;

b) os terminais e a parte externa, quando especifica- do. A parte externa deve incluir todas as partes metálicas acessíveis (exceto terminais), os parafusos de fixação e a folha metálica que cobre a superfície externa, se aplicável. A leitura deve ser feita (60 ± 5) s após aplicação da tensão. A resistência de isolamento deve ser maior ou igual a 10 mý.

5.4.3 Ensaio de tensão

O porta-fusível deve ser montado e envolvido com uma

lâmina metálica como descrito em 5.4.2.2.

5.4.3.1 A tensão de ensaio deve ser alternada e de forma

substancialmente senoidal com freqüência entre 40 Hz e

60 Hz.

5.4.3.2 A tensão de valor 2 U + 1000 (onde U é a tensão

nominal em V) deve ser aplicada durante 1 min imediata- mente após a medição da resistência de isolamento entre

os mesmos pontos indicados em 5.4.2.3. Não deve ocor-

rer durante a aplicação da tensão, ruptura do meio isolan-

te ou faiscamento.

5.5 Requisitos mecânicos

5.5.1 Compatibilidade entre fusível e porta-fusível

5.5.1.1 O corpo-de-prova máximo conforme 4.3 deve ser

inserido e removido do porta-fusível por dez vezes conse-

cutivas. Para porta-fusível contendo cartuchos tipo rosca,

os cartuchos devem ser fixados como em uso normal para

cada operação, com um torque de 2/3 do valor especifica-

do em 5.5.4.

5.5.1.2 O corpo-de-prova mínimo deve se inserido no por-

ta-fusível e a resistência de contato deve ser medida con-

forme o especificado em 5.4.1.

5.5.1.3 Após o ensaio não devem haver danos ou partes

desgastadas. Na condição mais desfavorável, o corpo- de-prova mínimo não deve se soltar dos contatos. Os re- sultados da medição da resistência de contato devem

atender ao descrito em 5.4.1.4.

5.5.2 Terminais da base do porta-fusível

5.5.2.1 Dimensões

Os terminais dos porta-fusíveis devem permitir a conexão

de condutores rígidos ou flexíveis dentro dos limites mos-

trados na Tabela 4 (Anexo A). Para terminais para cone- xão por solda, deve ser prevista uma possibilidade, por

exemplo um furo, que permita manter o condutor indepen- dentemente da solda.

5.5.2.2 Ensaio de tração

Os terminais para conexão por solda devem ser submetidos

ao ensaio descrito na MB-451-II-U - Execução ao ensaio

Ua 1 - tração. Uma carga de 20 N deve ser aplicada e não

deve ocorrer dano visível.

5.5.2.3 Ensaio de flexão

Os terminais para conexão por solda devem ser submetidos

ao ensaio descrito na MB-451-II-U - Execução ao ensaio Ub - dobramento. Um dobramento deve ser aplicado e não deve ocorrer dano visível.

5.5.2.4 Ensaio de soldabilidade

Os terminais para conexão por solda devem ser submeti- dos aos ensaios descritos na MB-451-II-T, aplicando-se o método do banho de solda para porta-fusível destinado a uso em circuitos impressos e o método do ferro de solda Ponta Apara os outros tipos de porta-fusíveis. A solda deve aderir satisfatoriamente, dentro do tempo especifi- cado, e não haver dano visível.

5.5.3 Ensaio de torque nos parafusos dos terminais

Os parafusos dos terminais devem ser apertados e desa- pertados, por cinco vezes consecutivas, com o auxílio de um torquímetro, sendo aplicado um torque como o indica- do na Tabela 5 (Anexo A). Um condutor com a maior das seções transversais indicadas em 5.5.2.1 é fixado no ter- minal do porta-fusível sob ensaio e deve ser substituído após cada operação. Durante o ensaio não deve ocorrer nenhuma modificação ou deformação da conexão apara- fusada que impeça seu uso posterior.

5.5.4 Ensaio de torque no cartucho

Quando aplicável, o seguinte ensaio deve ser realizado. O cartucho do porta-fusível, contendo o corpo-de-prova máximo mostrado em 4.3, deve ser montado cinco vezes consecutivas com um torque (M) conforme a Figura 3 (Ane-

xo B). Após o ensaio, o cartucho não deve mostrar altera-

ção que impeça seu uso posterior.

5.5.5 Ensaio de impacto (para porta-fusíveis fechados)

O porta-fusível deve ser montado com um torque espe-

cificado em 5.5.7.1 em uma chapa metálica como o espe- cificado em 5.4.2.2 e com o corpo-de-prova máximo indi- cado em 4.3 inserido. Quando aplicável, o porta-fusível deve ser fechado com torque de 2/3 do valor máximo previsto em 5.5.4. A parte frontal do porta-fusível é então submetida a cinco impactos com um martelo de impacto mecânico operado a mola como mostrado na Figura 4 (Anexo B) e aplicados a pontos igualmente distribuídos da parte frontal do porta-fusível. Após o ensaio, o porta-fu- sível não deve apresentar danos sérios, dentro do estabe- lecido nesta Norma.

Nota: Deve-se atentar para o fato de que as especificações par- ticulares utilizadas podem conter exigências adicionais ou divergentes (conforme mencionado na NB-238).

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5.5.6 Ensaio de tração no cartucho

O cartucho contendo o corpo-de-prova máximo descrito

em 4.3 é fechado com um torque de 2/3 do valor máximo permitido, conforme especificado em 5.5.4 para os tipos rosca ou inserido para o tipo baioneta. O porta-fusível é então submetido durante 1 min a uma força axial (F) de acordo com a Figura 5 (Anexo B). Durante o ensaio o car- tucho deve ficar seguramente mantido na base, não apre- sentando alterações que impeçam seu uso posterior.

5.5.7 Ensaio de torque nos elementos de fixação da base

5.5.7.1 A porca de fixação de porta-fusíveis, montados em um

único furo, deve ser apertada e desapertada por cinco vezes

consecutivas com um torque especificado na Tabela 6.

5.5.7.2 Os parafusos, porcas ou arruelas de fixação de por-

ta-fusíveis montados por vários furos devem ser apertados

e desapertados por cinco vezes consecutivas, com um

torque conforme especificado na Tabela 7 (Anexo A). Após o ensaio o porta-fusível não deve apresentar nenhuma al- teração que impeça seu uso posterior.

5.5.8 Ensaio de elevação da temperatura

5.5.8.1 Montagem

5.5.8.1.1 O porta-fusível deve ser montado sobre uma pla-

ca isolante, por exemplo, de baquelite, tendo a máxima es-

pessura permissível especificada em 5.4.2.1. O compri- mento dos condutores de conexão ao circuito não deve ser inferior a 1 m e a área de seção transversal deve ser 1,5 mm 2 para todos os porta-fusíveis projetados para fu- síveis de máxima corrente nominal até 10 A inclusive.

5.5.8.1.2 Ume peça de ensaio resistiva, como na Figura 6

(Anexo B) e com as mesmas dimensões de corpo-de- prova mínimo conforme 4.3.1, deve ser inserida no porta- fusível.

5.5.8.1.3 Uma corrente apropriada deve ser então circula-

da pelo porta-fusível, produzindo uma dissipação na pe- ça resistiva igual ao valor admissível informado pelo fabri- cante. O elemento de aquecimento tem uma resistência de 5 ý ± 10% e é feito de fio de níquel-cromo soldado às cáp- sulas terminais. O elemento de aquecimento consiste de aproximadamente dez espiras uniformemente espaça- das ao longo do comprimento do tubo.

5.5.8.1.4 Para uma peça de ensaio de (5 x 20) mm, fio ní-

quel-cromo de diâmetro da ordem de 0,18 mm deve ser utilizado. Para peça de ensaio de (6,3 x 32) mm deve ser utilizado diâmetro da ordem de 0,25 mm. As cápsulas ter- minais devem ser feitas de latão com espessura da pare-

de entre 0,3 mm e 0,5 mm. Estas devem ser niqueladas.

Nota: O valor de 5 ý foi escolhido de forma a eliminar contribui- ções variáveis de calor devidas às resistências de contato.

5.5.8.2 Medição

5.5.8.2.1 Após ser atingido o equilíbrio térmico, a elevação

de temperatura deve ser medida com termopares ou mé-

todo equivalente. As elevações de temperatura não de- vem exceder:

a) 65°C para partes acessíveis (tocáveis quando o porta-fusível está instalado como em uso normal);

b) 100°C para todas as outras partes externas incluin- do materiais isolantes.

5.5.8.2.2 Durante o ensaio o porta-fusível não deve sofrer alterações que impeçam seu uso posterior ou que diminu- am sua segurança.

5.5.9 Ensaio de vida

O corpo-de-prova máximo de acordo com 4.3 inserido no

porta-fusível deve ser ajustado em posição com um torque, se aplicável, de acordo com 5.5.4. O porta-fusível é então colocado num forno cuja temperatura seja (85 ± 2)°C por 7 x 24 h (168 h). Após o ensaio não devem haver danos visíveis no porta-fusível e devem ser satisfeitas as exigên- cias de 5.4.1, 5.4.2, 5.5.2.2 e 5.5.2.4. O corpo-de-prova mínimo não deve se desprender dos contatos do cartucho na posição mais desfavorável.

5.5.10 Tensão interna

As partes metálicas do porta-fusível devem ser de cobre ou liga de cobre e estar livres de toda tensão interna. Esse controle é efetuado pelo ensaio descrito em 5.5.10.1.

5.5.10.1 A superfície das peças cuidadosamente limpa, o

verniz é removido com acetona, a graxa e as impressões

digitais removidas por benzina. As partes são conservadas durante uma hora à temperatura de (20 ± 5)°C numa so- lução de cloreto de mercúrio saturado a essa temperatu- ra. As peças são então lavadas em água corrente e após

24 hsm devem ser examinadas e não devem apresentar

nenhuma trinca (fissura).

5.5.11 Resistência à oxidação

5.5.11.1 As partes de material metálico devem ser adequa-

damente protegidas contra oxidação e verificadas pelo seguinte ensaio: toda graxa é removida das partes a se-

rem ensaiadas por imersão em tetracloreto de carbono por

10 min. As partes são então imersas por 10 min numa so-

lução de água com 10% de cloreto de amoníaco mantido

uma temperatura de (20 ± 5)°C.

5.5.11.2 Sem secar, mas após a remoção das gotas even-

tuais, por agitação manual, as peças são então alojadas por 10 min numa estufa contendo ar saturado de umidade a uma temperatura de (20 ± 5)°C. Finalmente as peças são secadas por 10 min numa estufa a uma temperatura de (100 ± 5)°C.

5.5.11.3 Após os ensaios as superfícies não devem apre-

sentar nenhum sinal de oxidação.

5.5.12 Ensaio de instabilidade dos contatos

O

ensaio mencionado nesta seção deve ser exclusivamen-

te

executado por acordo entre comprador e fornecedor,

devendo ser estabelecido em qual grupo de ensaios de homologação deve ser incluído.

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5.5.12.1 Procedimento do ensaio

5.5.12.1.1 O corpo-de-prova mínimo segundo 4.3 deve ser

introduzido no porta-fusível.

5.5.12.1.2 No caso de porta-fusível fechado, o cartucho, se

aplicável, deve ser rosqueado até o final com um torque igual à metade do valor prescrito em 5.5.4.

5.5.12.1.3 Os ensaios de vibração devem ser conduzidos

de acordo com o ensaio Fc da MB-451-II-Fc. Durante o

ensaio de vibração deve-se verificar se a continuidade elétrica entre os contatos é interrompida. Interrupções de 1 ms ou menor devem ser ignoradas.

5.5.12.1.4 Depois do ensaio, a resistência de contato deve estar de acordo com o prescrito em 5.4.1.

6 Aceitação e rejeição

Os porta-fusíveis que atenderem a todos os requisitos desta Norma devem ser aceitos, caso contrário devem ser rejeitados.

/ANEXOS

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ANEXO A - Tabelas

Tabela 1 - Ensaios de tipo e sua utilização na inspeção para homologação ou recebimento

Ensaios na ordem de realização

Nº de peças a ensaiar

Realizar na

Realizar no

Falhas permitidas

Ensaio

homologação

recebimento

na

no

conforme

   

homologação

recebimento

seção

Marcação

 

X

X

   

5.1

Proteção contra choque elétrico

6

X

0 0

5.2

Distâncias de escoamento/isolamento

X

5.3

Resistência de contato

 

X

X

   

5.4.1

Resistência de isolamento

X

X

5.4.2

Ensaio de tensão

3

X

1 1

5.4.3

Elevação de temperatura

X

5.5.8

Resistência à oxidação

X

5.5.11

Ensaio de vida

 

X

   

1

5.5.9

Terminal da base

X

X (A)

0

5.5.2

Compatibilidade

X

X

0

5.5.1

Torque nos parafusos dos terminais

3

X

1 1

5.5.3

Torque dos elementos de fixação da base

X

1

5.5.7

Torque no cartucho

X

1

5.5.4

Ensaio de impacto

X

1

5.5.5

Ensaio de tração no cartucho

X

1

5.5.6

(A) Apenas ensaios de verificação das dimensões dos terminais e soldabilidade.

8

 

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Tabela 2 - Características dos corpos-de-prova para ensaios relativos à Figura 1

   

Tipo de

Padrão

L

D

d

 

b

   

Peso

 

Material

   

fusível

 

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

 

aprox.

   
                     

(g)

     
       

0

 

+0,01

+0,01

         
   

5 mm x 20 mm

máx.

20,54-0,04

5,30 0

4±0,1

5

0

   

-

 

aço (A)

       

+0,04

 

0

+0,1

         
     

mín.

19,46 0

5,00-0,1

4±0,1

5

0

   

2,5

 

latão (B)

       

0

 

+0,01

+0,1

         
   

6,3 mm x 32 mm

máx.

32,64-0,04

6,45 0

5+0,1

6

0

   

-

 

aço (A)

       

+0,04

 

0

+0,1

         
     

mín.

30,96 0

6,25-0,01

5±0,1

6

0

   

6,0

 

latão (B)

 

(A)

temperado

                       
 

(B)

contendo de 53% a 70% de cobre

                     
 

Nota: Os padrões de latão devem ser banhados com 8 µm de níquel e mais 4,5 µm de ouro.

     
     

Tabela 3 - Distâncias de escoamento e de isolação

       
   

Tensão de pico

Distância mínima de

Distância mínima de

 
   

(V)

 

isolação no ar

escoamento no ar

 
         

(mm)

     

(mm)

     
     

até 34

 

2,0

       

2,0

     
   

De 34,1

até 354

 

3,0 (4,0)

     

3,0 (4,0)

   
   

De 354,1

até 500

 

3,0 (4,0)

     

4,0

     
   

De 500,1

até 630

 

3,5 (4,0)

     

4,5

     
   

De 630,1

até 800

 

3,5 (4,0)

     

5,0

     
   

De 800,1

até 1000

 

4,0

       

6,0

     
   

De 1000,1 até 1100

 

4,5

       

7,0

     
   

De 1100,1 até 1250

 

4,5

       

8,0

     
   

De 1250,1 até 1400

 

5,5

       

9,0

     
   

Nota: Os valores entre parênteses se aplicam a distâncias entre partes vivas e partes metálicas acessíveis do porta-fusível, se houverem, que sejam acessíveis do lado externo de um equipamento quando o fusível for montado de acordo com 5.4.2.

     

Tabela 4 - Dimensões dos terminais

             
       

Diâmetro mínimo

   

Seção transversal

 
   

Corrente nominal (A)

 

(mm)

   

Mínimo

Máximo

                 

(mm

2 )

 

(mm

2 )

   

Até 6,3

     

0,6

   

-

   

1,5

 
   

De 6,3 a 10

     

-

   

0,75

 

2,5

 
   

De 10,1 a 16

     

-

   

0,75

 

4,0

 

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Tabela 5 - Torque nos parafusos dos terminais

Diâmetro nominal da rosca do parafuso

Torque no parafuso (N.m)

   

(mm)

Sem cabeça

Com cabeça

2,3

-

0,25

2,6

0,20

0,40

3,0

0,25

0,50

3,5

0,40

0,80

4,0

0,70

1,20

5,0

0,80

2,00

Tabela 6 - Torque nos elementos de fixação da base para porta-fusíveis com um furo

Diâmetro da rosca

Torque

(mm)

(N.m)

Até 18 (inclusive)

1,2

Maior que 20, até 30, (inclusive)

2,4

Tabela 7 - Torque nos elementos de fixação da base para fusíveis com mais de um furo

Diâmetro da rosca

Torque

(mm)

(N.m)

2,3

0,25

2,6

0,40

3,0

0,50

3,5

0,80

4,0

1,20

5,0

2,00

6,0

2,50

Maior ou igual a 8,0

3,50

/ANEXO B

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ANEXO B - Figuras

ANEXO B - Figuras Nota: O s í mbolo indicando a ru g osidade est á

Nota: O símbolo indicando a rugosidade está conforme NB-93 e NB-848.

Figura 1 - Corpo-de-prova para ensaios

NB-93 e NB-848. Figura 1 - Corpo-de-prova para ensaios Figura 2 - Cartucho no pr é

Figura 2 - Cartucho no pré-condicionamento para medição da resistência de isolamento

para medi çã o da resist ê ncia de isolamento M = ( 0,2 + 0,1

M = (0,2 + 0,1 hd 2 ) N.m

onde: h e d em centímetros

Figura 3 - Ensaio de torque no cartucho

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O aparelho consiste de tr ê s partes principais: o corpo, o elemento de impacto

O aparelho consiste de três partes principais: o corpo, o

elemento de impacto e a ponta de disparo.

O corpo compreende a cápsula, o guia do elemento de

impacto, o mecanismo e todas as partes a ele fixadas ri- gidamente. A massa desse conjunto é de 1250 g.

O elemento de impacto compreende a cabeça do martelo,

o eixo do martelo e o botão do gatilho. A massa deste con- junto é de 250 g.

A cabeça do martelo tem uma forma hemisférica de raio

igual a 10 mm e é feita de poliamida com dureza Rockwell RB 100, é fixada ao eixo do martelo de modo tal que a distância entre a sua ponta e o plano frontal da ponta de

disparo seja de 20 mm, quando o elemento de impacto está engatilhado.

A ponta de disparo tem uma massa de 60 g e a mola da

ponta de disparo deve exercer uma força de 20 N, quando o aparelho está engatilhado. A mola do martelo é ajustada de modo que o produto da compressão (em mm) e a força exercida (em N) seja igual a 450, com uma compressão de 13,5 mm, aproximadamente. Com este ajuste, a energia de impacto será de (0,225 ± 0,05) Nm.

A mola do mecanismo de disparo é ajustada de modo a exercer apenas a pressão suficientemente para manter o gatilho na posição do disparo. O aparelho é engatilhado puxando-se o botão do gatilho até que este encaixe no sulco existente no eixo do martelo.

Os golpes são aplicados empurrando-se a ponta de dis- paro contra a amostra, numa direção perpendicular à su- perfície no ponto a ser ensaiado. A pressão deve ser au- mentada lentamente de modo que a ponta de disparo se retraia até encostar na barra de disparo, a qual então move-se e opera o mecanismo de disparo, permitindo o disparo do martelo.

Figura 4 - Dispositivo para ensaio de impacto

do martelo. Figura 4 - Dispositivo para ensaio de impacto F = K.h.d em N Onde:

F

= K.h.d em N

Onde:

K

= 0,25 MPa (25 N/cm 2 )

h

e d em centímetro

Figura 5 - Ensaio de tração no cartucho

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Figura 6 - Pe ç a resistiva para ensaio de eleva çã o de temperatura

Figura 6 - Peça resistiva para ensaio de elevação de temperatura