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Máquinas Elétricas Rotativas

Máquinas Elétricas Rotativas

n

n

n

n

Máquinas elétricas fazem a interface entre um sistema mecânico e um sistema elétrico;

O acoplamento entre os dois sistemas ocorre através do campo magnético;

São denominadas máquinas CA quando ligadas a um sistema de corrente alternada;

São denominadas máquinas CC quando ligadas a um sistema de corrente contínua;

Máquinas Elétricas Rotativas

n

Máquinas CA são ditas:

1. Síncronas: quando a velocidade do eixo estiver em sincronismo com a freqüência da tensão elétrica de alimentação;

2. Assíncronas: quando a velocidade do eixo estiver fora de sincronismo (velocidade diferente) com a tensão elétrica de alimentação. Quando as correntes no rotor surgem somente devido ao efeito de indução (sem alimentação externa), a máquina é denominada de indução

n

Máquinas de corrente contínua (CC), máquinas de indução (assíncrona) e máquinas síncronas representam os três maiores grupos com aplicações práticas;

Fotos

Fotos Ementa detalhada n Motivações para o estudo de máquinas de indução. n Breve revisão. n
Fotos Ementa detalhada n Motivações para o estudo de máquinas de indução. n Breve revisão. n
Fotos Ementa detalhada n Motivações para o estudo de máquinas de indução. n Breve revisão. n
Fotos Ementa detalhada n Motivações para o estudo de máquinas de indução. n Breve revisão. n
Fotos Ementa detalhada n Motivações para o estudo de máquinas de indução. n Breve revisão. n

Ementa detalhada

n

Motivações para o estudo de máquinas de indução.

n

Breve revisão.

n

Características construtivas.

n

Campo magnético girante.

n

Princípio de funcionamento.

n

Circuito equivalente.

n

Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente.

n

Rendimento.

n

Métodos para a limitação da corrente de partida em MI

n

Motor de indução linear

n

Comentários gerais

n

Motor de indução monofásico

n

Curiosidade.

Motivações

 

n

Máquina de Indução (MI ou Máquina Assíncrona)

 

n

MI > 90% dos motores na indústria

n

MI ~ 25% da carga elétrica brasileira

n

Países industrializados – 40% a 70% da carga

n

Máquina robusta, compacta e barata

n

MI gaiola de esquilo – sem contato elétrico com parte girante n Baixo requisito de manutenção n Maior vida útil da máquina

Revisão (1/7)

 

n

Produção de um campo magnético.

 
André-MarieAmpère

André-MarieAmpère

i
i
 

Quando um condutor é percorrido por uma corrente elétrica surge em torno dele um campo magnético

n

Lei circuital de Ampère.

 

r

r

n

 

Ú

.

H dl

=

Â

i

k

c

k

= 1

Revisão (2/7)

n Lei de Far aday. fluxo f e Michael Faraday Constatações:

n Lei de Far aday.

fluxof

n Lei de Far aday. fluxo f e Michael Faraday Constatações:

e

Michael Faraday

Constatações:

n Ao se aproximar ou afastar o ímã do solenóide (bobina) ocorre um deslocamento do ponteiro do galvanômetro. n Quando o ímã está parado, independentemente de quão próximo este esteja do solenóide, não há deslocamento do ponteiro do galvanômetro.

Revisão (3/7)

n

Lei de Far aday.

 
fluxof e
fluxof
e
fluxof e Michael Faraday

Michael Faraday

d f e =
d
f
e =

dt

n

Quando um circuito elétrico é atravessado por um fluxo magnético variável, surge uma fem (tensão) induzida atuando sobre o mesmo.

A lei de Faraday declara que:

n

A lei de Faraday também declara que:

 

“A fem

(tensão)

induzida

no

circuito

é

numericamente

igual

à

variação do fluxo que o atravessa.”

 
Revisão (4/7)

Revisão (4/7)

n

Lei de Far aday.

fluxof

fluxo f e

e

e
e
fluxo f e
Revisão (4/7) n Lei de Far aday. fluxo f e Michael Faraday d f e =
Revisão (4/7) n Lei de Far aday. fluxo f e Michael Faraday d f e =
Revisão (4/7) n Lei de Far aday. fluxo f e Michael Faraday d f e =
Revisão (4/7) n Lei de Far aday. fluxo f e Michael Faraday d f e =

Michael Faraday

d f e =
d f
e =

dt

Formas de se obter uma tensão induzida segundo a lei de Faraday:

Formas de se obter uma tensão induzida segundo a lei de Faraday:

Formas de se obter uma tensão induzida segundo a lei de Faraday:

n

n

Provocar um movimento relativo entre o campo magnético e o circuito.

Provocar um movimento relativo entre o campo magnético e o circuito.

Utilizar uma corrente variável para produzir um campo magnético variável.

Utilizar uma corrente variável para produzir um campo magnético variável.

Revisão (5/7)

n Lei de Lenz.

campo magnético variável. Revisão (5/7) n Lei de Lenz. d f e = - dt Heinrich
d f e = - dt
d f
e = -
dt
variável. Revisão (5/7) n Lei de Lenz. d f e = - dt Heinrich Lenz “

Heinrich Lenz

A tensão induzida em um circuito fechado por um fluxo magnético variável produzirá uma corrente de forma a se opor á variação do fluxo que a criou

Revisão (6/7)

n Força Eletromagnética: quando um condutor, atravessado por corrente elétrica, é imerso em um campo magnético, surge sobre o condutor uma força mecânica;

f=Bil (Força de Lorentz)

condutor uma força mecânica; f = B il (Força de Lorentz) f i B Revisão (7/7)

f

i
i

B

Revisão (7/7) nRegra da mão direita para determinar o sentido da força I I
Revisão (7/7)
nRegra da mão direita para determinar o sentido da força
I
I
Características construtivas (1/2) Nikola Tesla (1856-1943) Motor de corrente alternada de Tesla Figura da Patente
Características construtivas (1/2)
Nikola Tesla (1856-1943)
Motor de corrente
alternada de Tesla
Figura
da
Patente
381.968 nos EUA,
ilustrando o princípio
do motor de corrente
alternada
Características construtivas (2/2)
Características construtivas (2/2)
Características construtivas (2/2)
Características construtivas (2/2)

Campo magnético girante (1/8)

n Enrolamento monofásico excitado por uma corrente constante.

Eixo da fase a i a a
Eixo da fase a
i
a
a

Linhas de

fluxo

n Campo magnético constante

n

Na

(unidirecional).

direção

da

fase

a

i

a

 

0

t

Campo magnético girante (2/8)

 

n

Enrolamento monofásico excitado por uma corrente senoidal.

 
 

n Campo magnético pulsante

 
Eixo da fase a i a a
Eixo da fase a
i
a
a

n

Na

direção

da

fase

a

(unidirecional).

 
i a t t t 0 1 2 0 t
i
a
t
t
t
0
1
2
0
t

Campo magnético girante (3/8)

n Enrolamento trifásico. Eixo da fase a i b c b i c Eixo da
n Enrolamento trifásico.
Eixo da fase a
i b
c
b
i c
Eixo da fase c
Eixo da fase b
i a
a
i a i b i c t t 0 t 1 t 2 t 3
i a
i b
i c
t
t 0
t 1
t 2
t 3
t 4
1 cycle
1 ciclo
da fase b i a a i a i b i c t t 0 t

Ver animação aula9_(rotating_mmf).ppt

Campo magnético girante (4/8) Campo magnético girante aula9_(DSCF0001).AVI
Campo magnético girante (4/8)
Campo magnético girante
aula9_(DSCF0001).AVI

Campo magnético girante (5/8)

Três correntes alternadas senoidais, com mesma amplitude e defasadas de 120 graus, circulando por três bobinas fixas, cujos eixos magnéticos distam 120 graus entre si, produzem um campo magnético girante de intensidade constante

Eixo da fase a i c b b i c Eixo da fase c Eixo
Eixo da fase a
i
c
b
b
i
c
Eixo da fase c
Eixo da fase b
i
a
a
i i a b i c t
i
i
a
b
i c
t
t 0 t 1 t 2 t 3 t 4 1 cycle 1 ciclo
t 0
t 1
t 2
t 3
t 4
1 cycle
1 ciclo
Campo magnético girante (6/8)
Campo magnético girante (6/8)
Campo magnético girante (7/8) Velocidade do campo girante em uma máquina multi-pólos 60 f 120
Campo magnético girante (7/8)
Velocidade do campo girante em uma máquina multi-pólos
60
f
120
f
e
e
w
=
=
s
p
p
2
http://www.ece.ualberta.ca/~knight/ee332/fundamentals/f_ac_speed.html

Campo magnético girante (8/8)

n

n

n

n

n

n

Módulo constante.

A velocidade de giro do rotor depende da frequência da rede elétrica.

A sequencia de fase determina o sentido de rotação do campo girante.

Expressão para o cálculo da velocidade de rotação do campo magnético girante também conhecida como velocidade síncrona (w s ):

w

s

=

120 f

e

p

f e é a frequência das correntes trifásicas nas bobinas do estator, p é a quantidade de pólos por fase.

Obs.: A constante 120 concilia a unidade de f e (Hz) com a unidade de w s (rpm).

Princípio de funcionamento (1/6)

 

n

Estator constituído por três enrolamentos defasados de 120 graus energizados por uma fonte trifásica.

n Estator constituído por três enrolamentos defasados de 120 graus energizados por uma fonte trifásica.
n Estator constituído por três enrolamentos defasados de 120 graus energizados por uma fonte trifásica.

n

O

fluxo

produzido

nos

enrolamentos do

estator

é

 

girante

com

a

velocidade

girante com a velocidade
girante com a velocidade

síncrona

da

tensão

de

alimentação.

 
Campo magnético girante  

Campo magnético girante

 

aula9_(DSCF0003).AVI

 

Princípio de funcionamento (2/6)

n

n

n

Barras condutoras Anéis extremos
Barras
condutoras
Anéis
extremos
(2/6) n n n Barras condutoras Anéis extremos O rotor é uma peça maciça, cilíndrica, de

O rotor é uma peça maciça, cilíndrica, de material ferromagnético, em cuja superfície são incrustadas barras de alumínio ou cobre, curto-circuitadas nas extremidades através de anéis condutores. Esta estrutura é conhecida como gaiola de esquilo.

No rotor surgirão correntes induzidas devido a variação do campo girante produzido pelo estator. As correntes induzidas produzem uma segunda distribuição de fluxo no rotor.

A produção de torque ocorre devido a busca de alinhamento entre os fluxos girantes do estator e do rotor.

alinhamento entre os fluxos girantes do estator e do rotor. Motor de Indução - Princípio de

Motor de Indução - Princípio de Funcionamento

Princípio de funcionamento (3/6) n Este torque mecânico acelerará o rotor que começará a girar.
Princípio de funcionamento (3/6)
n
Este
torque
mecânico
acelerará
o
rotor que começará a girar.
n
A velocidade do rotor aumentará até
atingir um ponto de equilíbrio.
n
A velocidade do rotor no ponto de
equilíbrio é menor que a velocidade
do campo girante. Por que?
Motores Elétricos
http://www.youtube.com/watch?v=lJPmwut73P4
Motores Eletricos
http://www.youtube.com/watch?v=rbU_JAT6VA4
Princípio de funcionamento (4/6)
Princípio de funcionamento (4/6)

Princípio de funcionamento (5/6)

n

Se a velocidade do rotor for igual ao do campo girante.

 

n

Fluxo magnético concatenado entre as bobinas seria constante.

n

Não há indução de tensão no rotor.

n

A velocidade do rotor diminui com o aumento da carga mecânica.

 

n

Maior corrente induzida para produzir maior campo magnético.

n

O MI possui conjugado de partida.

 

n

Alta taxa de variação de fluxo, produzindo um elevado conjugado de partida

n

O MI consome potência reativa da rede.

 

n

Corrente de magnetização alta por motivo do entreferro.

Princípio de funcionamento (6/6)

n

A diferença relativa entre as velocidades angulares das correntes do estator (w s ) e do rotor (w r ) define o escorregamento da máquina de indução.

w - w r s = s w s
w
- w
r
s
= s
w
s

n

Em geral, o escorregamento é expresso em porcentagem, variando a plena carga entre 1 a 5%, dependendo do tamanho e do tipo do motor.

Identificação (Dados de placa)

tamanho e do tipo do motor. Identificação (Dados de placa) n Para instalar adequadamente um motor,
tamanho e do tipo do motor. Identificação (Dados de placa) n Para instalar adequadamente um motor,

n Para instalar adequadamente um motor, é imprescindível que se saiba interpretar os seguintes dados de placa.

Circuito equivalente (1/2)

n Circuito de um transformador I I R X I¢ R X I f 1
n
Circuito de um transformador
I
I
R
X
R
X
I
f
1
l1
1
2
2
l2
2
I
I
c
m
V
E
E
V
1
R
X
1
2
2
c
m
n
Enrolamentos da MI – acoplamento magnético
n
Quais seriam as diferenças?
m V E E V 1 R X 1 2 2 c m n Enrolamentos da
Circuito equivalente (2/2) Circuito equivalente do estator Circuito equivalente do rotor refletido X ¢ R
Circuito equivalente (2/2)
Circuito equivalente do estator
Circuito equivalente do rotor refletido
X ¢
R 1 X
1
2
I
j
I
I¢ &
1
2
R 2 ¢
V
R
X
E¢ &
2
m
1
c
s
n
Em que:
&
V
: tensão de fase nos terminais do estator.
1
&
E
: FCEM (de fase) gerada pelo fluxo de entreferro resultante.
2
&
I
,
I &
,
I &
: corrente do estator, de excitação e do rotor.
1
j
2
R
,
X
: resistência efetiva e reatância de dispersão do estator.
1
1
R
,
X
: resistência de perdas no núcleo e reatância de magnetização.
c
m
R
,
X
: resistência e reatância de dispersão do rotor referido.
2
2
s
: escorregamento (0
<
s
<
1
Æ
motor; s
<
0
Æ
gerador; s
>
1
Æ
frenagem)

Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente

n Assim como no caso do transformador, para obter os parâmetros do circuito equivalente (R 1 , R 2 , X 1 , X 2 , X m ) do motor de indução, dois testes são realizados:

n

Teste em vazio (teste sem carga):

Análogo ao teste de circuito aberto do transformador, fornece informações sobre a corrente de excitação (magnetização), perdas rotacionais e perdas no núcleo.

Consiste em aplicar tensões nominais ao estator da máquina, mantendo o rotor livre de qualquer carga mecânica, e medir tensão, corrente e potência ativa consumida.

n

Teste de rotor bloqueado:

Análogo ao teste de curto-circuito do transformador. Fornece informações sobre as impedâncias de dispersão.

Consiste em aplicar tensões reduzidas ao estator (para evitar corrente elevadas – usualmente aplica-se uma tensão que produza corrente nominal no estator) da máquina bloqueando o rotor e medir tensão, corrente e potência ativa consumida.

Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente

n Inicialmente, mede-seaa resistência CC do estator, determinando-se o valor de R 1 .

1 V DC R = 1 Y 2 I DC 3 V DC R =
1 V DC R = 1 Y 2 I DC 3 V DC R =
1
V
DC
R
=
1
Y
2
I
DC
3
V
DC
R
=
1
D
2
I
DC

Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente

n

Teste em vazio

Aplica-se tensão nominal ao estator sem qualquer carga mecânica no rotor e mede- se V 1 , I 1 e P NL . Para a situação em vazio, n ª n s (s ª 0). Do circuito equivalente, temos:

Assim, temos:

Assim, temos:

 

V

1

 

V

nom

=

3
3

=

V jX

I

1 +

=

R

NL

1

 

Z

NL

NL

 
 

R

NL

=

P

NL

2

 
 

3

I

1

 

X

NL

=

X

1

+

X

m

=

2 2 Z - R NL NL
2
2
Z
-
R
NL
NL
 

As perdas rotacionias pode ser obtidas por:

 
   

2

 

P

rot

=

P

NL

-

3I

NL

R

1

Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente

n

Teste com rotor bloqueado

Aplica-se tensão reduzida de forma a obter corrente nominal no estator com o rotor bloqueado e mede-se V 1 , I 1 e P BL . Para a situação com rotor bloqueado, n = 0 (s = 1). Do circuito equivalente (desprezando-se a reatância de magnetização), temos:

R BL = P BL 2

R

BL

=

P

BL

2

3

I

1

Z

=

V R

1 =

+

jX

BL

I

1

BL

BL

Assim, temos:

2 2 X = Z - R BL BL BL Tipo do Motor Rotor bobinado
2
2
X
=
Z
- R
BL
BL
BL
Tipo do Motor
Rotor bobinado
X1
X2
50%
50%
40%
60%
'
X
ª X
+ X
BL
1
2
Classe A
Classe B
Classe C
Classe D
40%
60%
30%
70%
50%
50%

Relação percentual entre a reatância do rotor e do estator

Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente Após determinar X 1 e X 2 ’ através
Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente
Após determinar X 1 e X 2 ’ através da tabela anterior, determina-se X m :
Determina-se R 2 ’ :
 

Exemplo

Os seguintes resultados de teste são obtidas para um motor de indução

em gaiola de esquilo trifásico, estator conectado em Y, de 60 hp, 2200 V, 6 pólos e 60 Hz.

n

Teste sem carga:

Tensão de linha: 2200 V;

C o r re n t e d e li nha : 4 , 5 A ; P o t ê n c i a d e e n t r ada : 160 0 W.

n

Teste de rotor bloqueado:

Tensão de linha: 270 V;

C o r re n t e d e li nha : 2 5 A ; P o t ê n c i a d e e n t r ada : 900 0 W.

n

Resistência CC média por fase do estator: R 1 = 2,8 Ω

n

Determine:

(a) as perdas rotacionais sem carga;

(b) os parâmetros do circuito equivalente;

Exemplo (a) perdas rotacionais sem carga Do teste sem carga, a potência na ausência de
Exemplo
(a) perdas rotacionais sem carga
Do teste sem carga, a potência na ausência de carga mecânica é:
P
= 1600 W
NL
As perdas rotacionais para essa condição são:
2
2
P
= P
-
3
R I
=
1600
-
3
¥
4,5
¥
2,8
=
1429,9 W
Rot
NL
1
1
Exemplo
2200
V
1270 2
,
V
=
=
1270 2 V/fase
,
1
=
= 282,27 Ω
1
Z NL =
3
I
4,5
1
P
1600
NL
R
=
=
= 26,34 Ω
NL
2
2
3
I
3
¥
4,5
1
2
2
2
2
X
=
Z
- R
=
282,27
-
26,34
=
281,0 Ω (
= X
+ X
)
NL
NL
NL
1
m
Para o teste de rotor bloqueado, s = 1. X m então fica em paralelo ao ramo
de baixa impedância R 2 ’ + jX 2 ’ . Como |X m | >> |R 2 ’ + jX 2 ’ |, X m pode ser
desprezada no circuito equivalente para rotor bloqueado:

Exemplo

 

R

=

P

BL

9000

=

= 4,8 Ω

R = P BL 9000 = = 4,8 Ω

BL

3

I

2

1

 

2

 

3

¥

25

Æ

   

Z BL =

V

270

1 = I 1 25 3
1
=
I 1 25
3

= 6,24 Ω

 

X

BL

=

2 2 2 2 Z - R = 6, 24 - 4,8 BL BL
2
2
2
2
Z
- R
=
6, 24
- 4,8
BL
BL

= 3,98 Ω

 
 

'

X ' BL X = X = = 1,99 Ω 1 2 2
X
'
BL
X
= X
=
= 1,99 Ω
1
2
2
 

X

BL

@ X

1

+ X

2

 

X

NL

= X

1

+ X

m

 

Importância do circuito equivalente

n

Com o circuito equivalente e seus respectivos parâmetros, podemos calcular diversas características de desempenho da máquina:

 

n

Relação Torque versus velocidade

n

Corrente de partida

n

Fator de potência

n

Rendimento

Exemplo

 

Um motor de indução trifásico, estator conectado em Y, 460 V, 1740 rpm, 60 Hz, 4 pólos, rotor bobinado tem os seguintes parâmetros (por fase):

 

R 1 =0,25 Ω

R 2 =0,2 Ω

X 1 =X 2 =0,5 Ω

X m =30 Ω

As perdas rotacionais são de 1700 W. Com o rotor curto-circuitado, encontre:

(a)

(i) corrente de partida quando ligado a tensão nominal;

 

(ii)

torque de partida;

(b)

(i) escorregamento a plena carga;

 

(ii)

corrente a plena carga;

(iii) razão entre as correntes de partida e de carga nominal;

 

(iv)

fator de potência a plena carga;

(v)

torque a plena carga;

(vi) eficiência interna e eficiência do motor a plena carga;

 

(c)

(i) escorregamento para torque máximo;

(ii)

torque máximo;

(d)

resistência que deve ser conectada por fase ao rotor para torque máximo na partida.

Exemplo a) I 1 e T m na partida 460 V = = 265,6 V/fase
Exemplo
a) I 1 e T m na partida
460
V
=
= 265,6 V/fase
1
3
jX
(
R
+
jX
)
m
2
2
Para
s
=
1
Æ
Z
=
R
+
jX
+
1
1
1
R
+
j
(
X
+
X
)
2
1
m
V
1
Z
= 1,08
66
Ω
Æ
I
=
=
245,6
– -
66
A
1
1,partida
Z
1
1800
¥
2 p
265,6
¥ j
30
w
= =
188,5 rad/s
V
=
@
261,3 V
s
th
60
0,25
+ j
30,5
j
30 0,25
(
+
j
0,5
)
Z
=
R
+
jX
=
=
0,55
63,9
=
0,24
+ j
0,49 Ω
th
th
th
0,25
+ j
30,5
V
261,3
'
th
I
=
=
= 241,19 A
2
'
Z
+
Z
(
2
2
0,24
+
)
(
th
2
0,2
+
0,49
+
0,5
)
P
'
'2
2
3
R
I
3
0,2
¥
241,19
ag
2
2
T
=
=
=
=
185,17 N m
m,partida
w
w
s
188,5
1
s
s

Exemplo

 

b) s, I 1 , I 1,partida /I 1,nominal , FP; η interno e η real para carga nominal

 

n

s

-

n

=

1800

-

1740

=

0,0333

=

3,33%

 
 

s =

n

s

1800

 

Para

=

0,0333

Æ

 

Z

=

R

+

jX

 

+

jX

m

(

R

2

/

s

+

jX

2

)

6,2123 19,7 Ω

s

 

1

1

1

R

2

/

s

+

j

(

X

1

+

X

m

)

FP

=

cos 19,7

=

0,94

 

I

=

V 42,754

1 =

–-

19,7 A

 

1,nominal

Z

1

I

1,partida

245,9

=

 

= 5,75

 

I

1,nominal

42,754

 

3

R

'

I

'2

 
 

T

m,nominal

=

w

s

2

s

2

=

163,11 N m

 

Exemplo

 
 

h

interno

=

1

-

s

=

0,9667

=

96,67%

 

h

real

= ?

 

P

entrada

P

=

=

3

P

V I

-

1

1

cos

P

q

1

=

3 265,6 42,754 0,94

=

32022,4 W

 

saída

mec

rotacional

2 p

     

P

=

T w

=

163,11 1749

=

29721 W

=

 

=

mec

P

saída

=

mec

29721

-

1700

=

60

28021

 

(1- s)P

ag

 

(1- s)T w

syn

h

real

=

28021

32022,4

= 87,5%

 
Exemplo c) s para T máx e T máx ' R 2 s = =
Exemplo
c) s para T máx e T máx
'
R
2
s
=
=
0,1963
=
19,63%
Tmáx
(
)
2
2
'
T
431,68
R
+
X
+
X
máx
=
=
2,65
th
th
2
T
163,11
nominal
2
1
V
th
T
= 3
=
431,68 N m
máx
2 w
(
2
2
'
)
s
R
+
R
+
X
+
X
th
th
th
2
d) R externo para que T máx ocorra com s = 1.
'
R
+
R
2
externo
s
=
=
1
R
=
0,8186 Ω/fase
Tmáx
externo
2
(
'
)
2
R
+
X
+
X
th
th
2
Conjugado x escorregamento 2 ' 1 V R 2 Conjugado T th mec = w
Conjugado x escorregamento
2
'
1
V
R
2
Conjugado
T
th
mec
= w
'
s
Ê
R
s
'
)
2
Á R
+
2
X
+
Á
th
˜ +
s
Ë
ˆ 2
˜ (
¯
X
th
2
Região de
Região
Região
frenagem
como motor
como gerador
Velocidade em porcentagem da velocidade síncrona
Escorregamento como uma fração da velocidade síncrona
Gerador
Motor
Rendimento n Potência de saída ou potência no eixo: geralmente expressa em CV ou HP
Rendimento
n
Potência de saída ou potência no eixo: geralmente expressa em CV ou HP e
eventualmente em kW. Potência de entrada menos as perdas no cobre (do estator e
do rotor), no núcleo (do estator e do rotor) e perdas por atrito, resistência ao ar e
ventilação.
n
P ot ên ci a d e en t r a d a : exp r ess a em k W.
n
Corrente nominal ou corrente de plena carga: é a corrente consumida pelo motor
quando ele fornece a potência nominal a uma carga.
n
n = Psaida / Pentrada

Rendimento

n

A eficiência é altamente dependente do escorregamento da máquina.

n

Para manter alta eficiência, o motor de indução deve operar próximo a velocidade síncrona.

Métodos para a limitação da corrente de partida em MI

n

No instante de acionamento (partida) do motor de indução, este se comporta como um transformador cujo enrolamento secundário corresponde ao do rotor parado e curtocircuitado.

n

Na partida, a resistência do rotor é muito baixa (R 2 ’/s = R 2 ’, s =1 ), resultando em correntes de 5 a 8 vezes o valor nominal.

n

A circulação dessa corrente provoca uma queda de tensão elevada no alimentador, além de provocar sobre aquecimento (danos ao circuito de isolação) da máquina, caso essa corrente circule por um longo período de tempo.

n

Devido a esses motivos, a máquina de indução deve partir com tensão reduzida ou outro método que diminua a corrente de partida.

Partida direta Distribution Line Distribution Line Transformer Transformer Inducti on Inducti on Mot or Mot
Partida direta
Distribution Line
Distribution Line
Transformer
Transformer
Inducti on
Inducti on
Mot or
Mot or
Utility
Utility
PCC
PCC
M
M
0.15
1
0.1
0.5
0.05
0
0
-0.5
-0.05
-1
-0.1
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
Time (s)
Time (s)
(b) PCC voltage waveform
(a)
Motor stator current waveform
1.1
0.1
1
0.08
0.9
0.06
0.04
0.8
0.02
0.7
0
-0.02
0.6
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
Time (s)
Time (s)
(c)
RMS value of motor stator current
(d) RMS value of the PCC voltage
Current and voltage waveforms of cross-line motor starting
RMS value of motor stator current (p.u.)
Motor stator current(p.u.)
Motor terminal voltage(p.u.)
RMS value of motor terminal voltage (p.u.)

Partida direta

 
 

1

Distribution Line Distribution Line Transformer Transformer PCC PCC
Distribution Line
Distribution Line
Transformer
Transformer
PCC
PCC

Utility

Utility

Inducti on

Inducti on

M M
M
M

2

Mot or

Mot or

 
     

Electromagnetic Torque

Mechani cal Load Torque

 

Motor terminal power factor

0.9

 

1.5

0.8

1

0.7

 

Torque (p.u.)

 

0.5

0.6

0.6    
   
0.6    

0

0.5

 

-0.5

0.4

 
 

0.3

 

-1

0.2

-1.5

0

0.2

0.4

0.6

0.8

1

0.2

0.3

0.4

0.5

0.6

 

Motor speed (p.u.)

 

Time (s)

Power factor of induction motor versus motor speed curve

Torque characteristics of the induction motor

n

Além dos problemas de qualidade de energia elétrica, ocorrem períodos de aceleração e desaceleração no eixo da máquina levando a vibrações mecânicas.

Métodos para redução da corrente de partida

n

Partida com tensão reduzida (aplicado a motores com rotor em gaiola de esquilo)

- Autotransformador de partida

- Chave estrela-triângulo

- Chave de partida eletrônica (soft-starter)

- Conversor eletrônico com tensão e freqüência variável

n

Partida com resistor de limitação de corrente

- Resistor em série com o estator (rotor em gaiola de esquilo)

- Resistor em série com o rotor (rotor bobinado)

Autotransformador de partida

n

Um autotransformador trifásico abaixador pode ser empregado na partida de forma a fornecer tensão reduzida durante a aceleração da MI até próximo da velocidade nominal.

n

Quando o motor atinge velocidade de regime permanente, o autotransformador é desconectado do circuito, através

Quando o motor atinge velocidade de regime permanente, o autotransformador é desconectado do circuito, através da ação de contatores R e S.

n

Desvantagem: Diminui o torque de partida (proporcional ao quadrado da tensão terminal) e aumenta o tempo de aceleração até a velocidade nominal, uma vez que o torque acelerante (diferença entre torque eletromagnético e torque mecânico) diminui.

n

Tipicamente, parte-se a máquina em 2 ou 3 estágios em que a tensão é gradualmente aumentada (66%, 75% 100%). Isso faz com que o torque de partida não seja muito baixo.

Chave estrela triângulo

 

n

Esse método também é empregado pra alimentar a máquina com tensão reduzida durante a partida.

alimentar a máquina com tensão reduzida durante a partida. n Durante a partida os contatos são

n

Durante a partida os contatos são fechados no ponto 1, fazendo com que os enrolamentos do estator sejam conectados em estrela (Y) com a rede. Assim, a tensão aplicada sobre o enrolamento na partida será:

V 3 -Redução de 42,3% (1-1/ ÷ 3)
V 3
V
3
V 3 -Redução de 42,3% (1-1/ ÷ 3)

-Redução de 42,3% (1-1/÷3)

na corrente de partida

 

Chave estrela triângulo

 

n

Em

velocidade

nominal,

o

contatos

são

chaveados

para

o

ponto

2,

e

os

enrolamentos são alimentados com a tensão terminal nominal.

 
 
   
 

n

Esse método também provoca redução do torque de partida.

 
Motor de Indução - Acionamento - Chave Estrela-Delta  

Motor de Indução - Acionamento - Chave Estrela-Delta

 
 

Soft-starter (chave eletrônica de partida)

n

Utilizando-se um conjunto de tiristores em anti-paralelo, pode-se partir a máquina com tensão reduzida (diminuindo a corrente de partida)

com tensão reduzida (diminuindo a corrente de partida) n n Também reduz o torque de partida,

n

n

Também reduz o torque de partida, portanto, usualmente a tensão de partida aplicada é em torno de 30-60% da tensão nominal.

Produz distorção harmônica.

Conversor eletrônico com tensão e freqüência variável n Pode ser usado um conversor eletrônico com
Conversor eletrônico com tensão e freqüência variável
n
Pode ser usado um conversor eletrônico com capacidade de controlar a magnitude e
a
freqüência da tensão para a partida suave da máquina, mantendo a corrente
limitada a um valor pré-especificado (em inglês: Variable Frequency Drive).
n
A
principal vantagem da partida via conversor eletrônico é a capacidade de fornecer
torque de partida nominal durante todo o processo de partida (i.e., em qualquer
velocidade) e simultaneamente limitar a corrente em seu valor nominal.
n
Isso é feito partindo-se a máquina com freqüência e tensão reduzida mas mantendo-
se
a relação Volts/Hertz em seu valor nominal.
n
Mais complexo e caro, usualmente só é economicamente justificado no caso em que
conversor é utilizado para controle de velocidade. Também introduz distorção
harmônica no sistema.
o
Partida via impedância n Pode-se usar um conjunto de resistências (ou reatores) de forma a
Partida via impedância
n
Pode-se usar um conjunto de resistências (ou reatores) de forma a limitar a corrente
de
partida.
3- phase voltage
supply
A
e
A
B
Induction
e
Machine
B
C
e
C
SWITCH 1
SWITCH 2
n
Conexão do motor à rede através do fechamento da Chave 1.
n
Eliminação dos resistores através do fechamento da Chave 2.
n
Produz 2 transitórios de corrente.
Partida via impedância 2 1.5 1 0.5 0 -0.5 -1 -1.5 -2 0 0.5 1
Partida via impedância
2
1.5
1
0.5
0
-0.5
-1
-1.5
-2
0
0.5
1
1.5
2
2.5
tempo (s)
Dois transitórios de corrente (Passo 1 e Passo 2)
Corrente da fase A (A)

Partida via impedância

 

8

 

7

Passo 1 Passo 2 R ótimo
Passo 1
Passo 2
R
ótimo

6

5

Corrente (kA)

4

3

2

1

0

0

0.1

0.2

0.3

Resistência (W )

0.4

0.5

0.6

Valor ótimo de resistência (projeto)

Partida via resistências externas em série com o rotor

n

No caso de rotor bobinado, um resistência externa pode ser conectada ao enrolamento do rotor de forma a reduzir a corrente de partida (visto que a impedância equivalente do motor aumenta).

n

Conforme a velocidade do motor aumenta, a resistência externa é gradualmente reduzida.

n

Até que ela é eliminada quando a máquina alcança a velocidade nominal.

n

Uma vantagem deste método é permitir obter torque máximo durante todo o processo de partida com corrente reduzida.

n

A desvantagem deste

método

é que ele somente é aplicável a

máquinas com rotor bobinado.

Partida via resistências externas em série com o rotor

Partida via resistências externas em série com o rotor
Partida via resistências externas em série com o rotor

Motor de indução linear

n

n

n

Em certas situações (como por exemplo em transporte ferroviário e metroviário) deseja-se obter movimento translacional (em vez de rotacional).

Neste caso pode-se utilizar um sistema de cremalheira para mecanicamente converter o movimento rotacional em translacional. Sendo que a vantagem desse sistema é a simplicidade e a desvantagem é o aumento das perdas mecânicas e maior necessidade de manutenção devido ao desgaste.

e maior necessidade de manutenção devido ao desgaste. Outra opção é empregar um motor linear que

Outra opção é empregar um motor linear que produz diretamente movimento translacional. Tais motores são denominados motores lineares.

Motor de indução linear ia ib ic b F R = 3/2F m B a'
Motor de indução linear
ia
ib
ic
b
F R = 3/2F m
B
a'
.
c
b
F R = 3/2F m
a
A
b'
c'
a
c
C
t 0 fi
F a = F m
t 1 fi
t
= t 0
t = t 1
F b =
-F m /2
F b = -F m /2
F a = -F m /2
F b = F m
F b = -F m /2
Campo girante
Estator
x y
Enrol. 3f
secundário
Rotor
primário
Campo deslizante

Motor de indução linear

n

n

Se o rotor do tipo gaiola de esquilo for substituído por um cilindro de material condutor (alumínio), o rotor girará da mesma forma visto que correntes serão induzidas na superfície do rotor.

Assim, utilizando-se o raciocínio simplista de desenrolar essa máquina, podemos constatar que a parte da máquina composta por material condutor irá deslizar, produzindo movimento translacional.

condutor irá deslizar, produzindo movimento translacional. Motor de indução linear n Visto que essa máquina
condutor irá deslizar, produzindo movimento translacional. Motor de indução linear n Visto que essa máquina

Motor de indução linear

n

Visto que essa máquina não produz movimento rotacional, o termo “rotor” não é adequado. Desta forma utilizam-se os termos:

Primário ou indutor: designa a parte da máquina onde os enrolamentos são energizados para produzir o campo deslizante (pode ser estático ou móvel)

Secundário ou induzido: designa a parte da máquina onde as correntes são induzidas devido à ação do campo deslizante (pode ser estático ou móvel)

n

Existem várias possibilidades de construção do secundário, mas de forma geral ele é composto de material ferromagnético (para aumentar a densidade de campo magnético e direcionar o fluxo) e material condutor, geralmente alumínio ou cobre (para permitir a indução de correntes)

Motor de indução linear

n

CONTROLES BÁSICOS DE MOTOR DE INDUÇÃO LINEAR

Velocidade controle de freqüência (conversor)

Sentido do movimento inversão de duas fases

Frenagem inversão de duas fases

Motor Linear de Indução

Motor Linear de Indução

Motor de indução linear

n

APLICAÇÕES

Máquinas envolvidas em processos industriais que exigem movimentos lineares

Transporte (metro/trem)

Coração artificial (sistema de êmbolos)

Portas deslizantes

Bombeamento de líquidos (sistema de êmbolo)

n

VANTAGENS

Não são necessárias partes mecânicas para transformar o movimento rotacional em linear

Permitem altas acelerações e velocidades

n

DESVANTAGENS

Efeito longitudinal de extremidade

Existência de uma força normal

Motor de indução linear
Motor de indução linear
Motor de indução monofásico
Motor de indução monofásico

Motor de indução monofásico

n

Pequenos motores usados em geladeiras, lavadoras de roupa, ventiladores, condicionadores de ar, etc., são monofásicos;

n

Em geral a potência desses pequenos motores é fracionária, ou seja, menor do que 1 hp (1/2hp, 1/3 hp, 1/20hp, 1/30hp);

n

Os motores monofásicos mais comuns são do tipo:

 

n

Motor de indução monofásico – mais utilizado

n

Motor síncrono monofásico – p/ aplicações com velocidade cte.

n

Motor universal (motor série CA ou CC) – aplicações que demandem alto torque de partida ou alta velocidade (bastante usado em pequenos eletrodomésticos: liquidificador, batedeira, processadores (mixers), etc.)

Motor de indução monofásico – Rotor parado n Pela Lei de Lenz, o fluxo produzido
Motor de indução monofásico – Rotor parado
n
Pela Lei de Lenz, o fluxo produzido no rotor pela gaiola, se opõe ao
fluxo produzido pelo enrolamento distribuído do estator;
n
Não havendo defasagem angular entre os dois campos pulsantes não
há produção de torque (não há torque de partida);

Motor de indução monofásico – Rotor girando

n Se o motor estiver girando, através da aplicação de um torque externo ou de circuitos auxiliares, o motor de indução monofásico produz torque, pois cria-se uma defasagem entre os dois fluxos pulsantes visto que o campo do rotor estará atrasado em relação ao campo do estator no tempo devido à tensão induzida de velocidade;

estator no tempo devido à tensão induzida de velocidade; T = kB r ¥ B s

T

= kB

r

¥ B

s

Motor de indução monofásico – Partida n Motores de indução monofásicos não possuem torque de
Motor de indução monofásico – Partida
n
Motores de indução monofásicos não possuem torque de partida,
devido ao alinhamento no espaço e no tempo entre o campo
produzido pelo enrolamento do estator e o campo produzido pelas
correntes induzidas no enrolamento do rotor;
n
Não havendo defasagem angular entre os dois fluxos pulsantes não
há produção de torque;
T
= kB
¥ B
r
s
Motor de indução monofásico – Partida

Motor de indução monofásico – Partida

n

n

n

Um estator com dois enrolamentos idênticos defasados de 90 graus produz um campo girante com magnitude constante;

Isto é, na presença de dois campos defasados no tempo e no espaço produzidos por enrolamentos no estator, tem-se um campo girante.

Portanto, as principais formas empregadas para partir um motor de indução são baseadas no uso de enrolamentos auxiliares que criam dois campos defasados.

Motor de indução monofásico – Partida à resistência n Um enrolamento auxiliar é usado para
Motor de indução monofásico – Partida à resistência
n
Um enrolamento auxiliar é usado para proporcionar uma defasagem
inicial entre os campos principal e auxiliar de forma a criar um campo
girante;
n
O enrolamento auxiliar tem alta taxa R/X (resistência elevada: fio fino e
baixa reatância: poucas espiras) de forma a aumentar a defasagem;
n
O enrolamento principal tem baixa taxa R/X de forma a garantir melhor
rendimento em regime permanente e magnetização suficiente para a
máquina (baixo R e X elevada/muitas espiras);

Motor de indução monofásico – Partida à resistência

n

n

n

A defasagem vai ser sempre menor que 90 graus (tipicamente em torno de 25 o ), fornecendo torque de partida moderado, para baixa corrente de partida;

Uma chave centrífuga desliga o enrolamento auxiliar a 75% da velocidade nominal;

Para inverter o sentido de rotação é necessário inverter a ligação do enrolamento auxiliar com a máquina parada (não reversível), visto que o torque produzido pelo enrolamento auxiliar (operação bifásica) é menor que o torque produzido pelo enrolamento principal (operação monofásica);

pelo enrolamento principal (operação monofásica); X principal auxiliar qa R Motor de indução monofásico
X principal auxiliar qa
X
principal
auxiliar
qa

R

Motor de indução monofásico – Partida à resistência

n

Bifásica desequilibrada até a abertura da chave centrifuga (correntes diferentes nos dois enrolamentos);

n

Monofásica a partir do desligamento do enrolamento auxiliar;

n

Usada em potências entre 50 e 500W em ventiladores, bombas e compressores;

n

São de baixo custo;

n

A falha da chave centrifuga pode queimar os enrolamentos;

Motor de indução monofásico – Partida à capacitor

Motor de indução monofásico – Partida à capacitor

n

n

n

n

Usa-se um capacitor em série com o enrolamento auxiliar, para aumentar a defasagem inicial entre os campos do enrolamento principal e auxiliar;

Resulta em maior torque de partida;

Através do capacitor é possível aproximar a defasagem de 90 graus (tipicamente em torno de 82 o );

Produz torque de partida 2,35 maior que o motor com partida à resistência (sen82 o /sen25 o )

de 82 o ); Produz torque de partida 2,35 maior que o motor com partida à

Motor de indução monofásico – Partida à capacitor

n

Tende a reduzir a corrente de partida, pois melhora o fator de potência;

intermitente

(1min/1h);

É reversível (mudança do sentido de rotação com a máquina em movimento), pois a alta defasagem (82 graus) faz com que o torque em operação bifásica seja maior do que o torque monofásico;

n Capacitor

n

eletrolítico

do

tipo

seco

p/

operação

que o torque monofásico; n Capacitor n eletrolítico do tipo seco p/ operação X principal qa
X principal qa Auxiliar
X
principal
qa
Auxiliar

+ cap

R

Motor de indução monofásico – Partida à capacitor

n Usada em potências até 7,5 hp, para cargas de difícil partida (alto torque de partida), ou onde seja necessária a inversão do motor; n São usados para acionar bombas, compressores, unidades refrigeradoras, condicionadores de ar, e máquinas de lavar de maior porte;

para acionar bombas, compressores, unidades refrigeradoras, condicionadores de ar, e máquinas de lavar de maior porte;
Motor de indução monofásico de polo ranhurado

Motor de indução monofásico de polo ranhurado

n

n

n

n

n

Para motores pequenos, até 1/10 hp;

A maior vantagem é a simplicidade: enrolamento monofásico, rotor em gaiola e peças polares especiais;

Não utiliza chaves centrífugas, capacitores ou enrolamentos auxiliares;

Apresenta torque de partida apenas com um enrolamento monofásico;

A corrente induzida no anel de cobre do polo ranhurado, produz um fluxo atrasado, em relação ao fluxo do estator, fornecendo a defasagem necessária para a partida da máquina;

produz um fluxo atrasado, em relação ao fluxo do estator, fornecendo a defasagem necessária para a
Motor de indução monofásico de polo ranhurado

Motor de indução monofásico de polo ranhurado

n

n

n

n

Máquina barata;

O torque de partida é limitado;

Não reversível, seria necessário desmontar o motor e inverter a posição do polo ranhurado;

Pode-se projetar um motor com dupla ranhura, uma para cada sentido de rotação da máquina;

posição do polo ranhurado; Pode-se projetar um motor com dupla ranhura, uma para cada sentido de
Potência instantânea do motor de indução monofásico n A potência instantânea em uma MI monofásica
Potência instantânea do motor de indução monofásico
n
A potência instantânea em uma MI monofásica é pulsante com o
dobro da frequência da rede (o valor médio é positivo);
n
Em parte de cada ciclo ocorre a reversão de fluxo, devido a interação
dos campos direto e reverso;
n
Como consequência, o nível de vibração e ruído de MI monofásicas
é elevado, demandando algum sistema de amortecimento/absorção
das vibrações mecânicas;
Motor de indução monofásico – Aplicações típicas
Motor de indução monofásico – Aplicações típicas

Comentários gerais

n

A principal aplicação da máquina de indução é como motor.

n

Devido à sua construção mais simples, o motor de indução, também conhecido como motor assíncrono, apresenta um custo menor e também devido à sua robustez (manutenções menos frequentes) é o motor mais utilizado na indústria, principalmente os com rotor tipo gaiola.

n

A velocidade do rotor depende da frequência da rede elétrica, do número de polos do motor e da carga mecânica (a velocidade decresce ligeiramente com o acréscimo de carga).

n

Para que a máquina de indução possa atuar como gerador, o seu rotor deve ser acionado a uma velocidade superior à velocidade síncrona e uma fonte de energia reativa, conectada ao estator, garante a magnetização da máquina.

n

Esta energia pode ser suprida pela própria rede ou por um banco de capacitores conectado em paralelo ao gerador e à rede elétrica.

Curiosidade (1/2) 2788HP * 746 = 2079848 W ~ 2 MW
Curiosidade (1/2)
2788HP * 746 = 2079848 W ~ 2 MW
Curiosidade (2/2)
Curiosidade (2/2)