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28/09/2006 - Eu preciso aprender a só ser...


Eu Preciso Aprender a Só Ser

Composição: Gilberto Gil - Texto de Isabel Câmara

Sabe, gente

É tanta coisa pra gente saber

O que cantar, como andar, aonde ir

O que dizer, o que calar, a quem querer

Sabe, gente

É tanta coisa que eu fico sem jeito

Sou eu sozinha e esse nó no peito

Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder

Sabe, gente

Eu sei que no fundo o problema é só da gente

É só do coração dizer não quando a mente

Tenta nos levar pra casa do sofrer

E quando escutar um samba-canção

Assim como "Eu preciso aprender a ser só"

Reagir e ouvir o coração responder:

"Eu preciso aprender a só ser"

Oi, galerinha

Aos que reclamavam de meu sumiço, vai uma explicação:


felizmente estou muito atarefada – aulas no Ponto; mudança de

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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casa, de cidade, de estado (finalmente, a tão esperada


REMOÇÃO saiu e estou de volta à minha cidade natal – RIO DE
JANEIRO). Já deu pra perceber que não foram poucas as
minhas atividades, não é? O tempo tem sido curto para tanta
coisa...

Enfim, o que interessa é que estou de volta ao espaço aberto,


trazendo algumas questões interessantes para analisarmos.

Você notou que reproduzi acima a letra de uma linda canção de


Gil (quando era apenas um brilhante artista).

A partir dessa canção, vamos analisar como a posição de


certos vocábulos pode alterar o seu sentido na oração (e,
algumas vezes, sua classificação morfológica também, ou seja,
a classe de palavras a que pertencem).

Esse assunto foi abordado em uma prova da Fundação Getúlio


Vargas - Agente Tributário Estadual de Mato Grosso do Sul - e
suscitou inúmeros debates.

Qual é a diferença entre “Eu preciso aprender a ser só” e “Eu


preciso aprender a só ser”?

Bem, no primeiro caso, o vocábulo “só” é um adjetivo que


equivale a “sozinho”. Assim, o que se precisa aprender é a
ficar sozinho.

Já a resposta do coração dá outra sugestão: “é preciso


aprender a só ser”, ou seja, é preciso aprender a simplesmente
“ser”. Esse “só” tem valor circunstancial e recebe a
classificação de “palavra denotativa”. Tem valor de exclusão –
é preciso aprender nada além de SER.

Apesar de não reconhecidas pela Nomenclatura Gramatical


Brasileira (que as classifica à parte dos advérbios, mas sem
denominação específica), as palavras denotativas diferenciam-
se destes em função das palavras que podem modificar.

Os advérbios podem modificar verbos, adjetivos, outros


advérbios ou orações/enunciações, enquanto que as palavras
denotativas podem se referir a vocábulos de qualquer
classificação, ou até mesmo a nenhum vocábulo

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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especificamente.

Podem designar, dentre outras circunstâncias:

- INCLUSÃO: até, inclusive, mesmo, também etc.

- EXCLUSÃO: apenas, salvo, exceto, só, somente etc.

- DESIGNAÇÃO: eis

- REALCE: cá (“Eu cá tenho de perguntar”), lá (“E eu lá sei


isso!”), é que etc.

- RETIFICAÇÃO: isto é, ou melhor, aliás etc.

- EXPLICAÇÃO: isto é, ou melhor (a diferença entre este e o


anterior depende da construção).

- SITUAÇÃO – afinal (Afinal, o que você quer?), agora, então


(“Então, diga se já compreendeu a lição.”)

Veja um outro emprego da palavra denotativa “só”:

“Só eu sei / as esquinas por que passei / Só eu sei” (letra da


música “Esquinas”, de Djavan).

Esse “só” se refere ao pronome “eu” com idéia de exclusão –


“ninguém além de mim” ou “de todas as pessoas do mundo,
só eu sei...”.

Note que não poderíamos classificar esse vocábulo como


advérbio, uma vez que altera o sentido de um pronome (eu).

A questão da prova da FGV explorava a alteração de sentido e


de classe gramatical de vocábulos em relação à sua posição.

“Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs.”

“Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria.”

No trecho acima, a inversão das palavras grifadas não

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provocou alteração de sentido. Assinale a alternativa em que a


inversão dos termos provoca alteração gramatical e semântica.

(A) novos papéis / papéis novos

(B) várias idéias / idéias várias

(C) lúcidas lembranças / lembranças lúcidas

(D) tristes dias / dias tristes

(E) poucas oportunidades / oportunidades poucas

O gabarito foi a letra (B). Antes do substantivo, o vocábulo


“várias” é um pronome que atribui a “idéias” um valor
indefinido – não se pode precisar quantas idéias.

Já posposto ao substantivo, passa a ser um adjetivo,


equivalente a “variadas”.

Alguns questionaram a alteração gramatical provocada pela


inversão dos vocábulos na opção (E). Note que o enunciado
exige que a inversão tenha provocado alteração gramatical E
semântica.

Em “poucas oportunidades”, o vocábulo “poucas” é também


um pronome indefinido – segundo Aurélio: “em quantidade ou
em grau menor do que o habitual ou o esperado”.

Já em “oportunidades poucas”, o vocábulo passa a ser um


adjetivo – segundo Aurélio: “em pequena quantidade; escasso,
reduzido”.

Houve, portanto, mudança na classificação morfológica da


palavra (de pronome para adjetivo).

Contudo, não houve alteração semântica (sentido, significado)


– ambos os vocábulos apresentam a idéia de algo reduzido, em
quantidade pequena ou menor que a necessária ou esperada.

Por hoje é só. (Você percebeu que esse ‘só’ modifica o

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pronome “isso” que está subentendido: “Por hoje é só


[isso].”?)

Abraço.

05/07/2006 - Algumas da prova para FISCAL / MS - FGV - Parte 2


Oi, gente!

Que bom poder contribuir com a preparação e,


conseqüentemente, com a aprovação de tantos candidatos.
Tem sido muito gratificante ver entre os novos colegas da
Receita Federal alguns que, tempos atrás, estavam
sentadinhos à nossa frente estudando com afinco.

Sejam bem-vindos, novos técnicos e auditores da Receita


Federal!

Também parabéns aos que foram aprovados no concurso de


Fiscal do Trabalho, Fiscal de Mato Grosso do Sul e da Paraíba.
É uma delícia receber essas mensagens de agradecimento,
saber que fui lembrada num momento tão feliz de suas vidas!
Obrigada pelo carinho de sempre.

Aos que persistem na luta, vamos continuar desvendando os


mistérios da nossa Língua Portuguesa. Respirem fundo,
estufem seus peitos (olha o silicone, hem?) e vamos em frente,
pois a fila andou!

Primeiramente, um aviso aos “concurseiros” de São Paulo e


arredores: nos dias 19 e 20 de julho, no Curso Formação,
haverá um “intensivão” com exercícios de Direito Tributário
com o maravilhoso, excelente, excepcional professor Eduardo
Corrêa. É hora de acertar as arestas para o concurso para
ISS/SP, que deve sair em breve, e já (re)começar a preparação
para os concursos de 2007!

Por fim, é com imenso prazer que começamos dois novos


cursos aqui – um teórico, aos que precisam “preparar a base”
em Língua Portuguesa para seguir em frente, e outro
(relançado) de exercícios com questões da Fundação Carlos
Chagas, uma banca que vem se firmando cada vez mais no
mercado de concursos públicos. O primeiro terá doze aulas
com basicamente todo o programa dos principais concursos

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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públicos do país. Só não trataremos dos aspectos relacionados


a interpretação de textos, que requer um curso específico,
dada a sua complexidade. Após apresentar os conceitos,
praticaremos com questões das diversas bancas
examinadoras. Já o segundo é mais objetivo (seis aulas),
relembrando a matéria sob o foco das questões de prova da
FCC.

Hoje, daremos continuidade à análise de outras questões da


prova para Fiscal de MS, aplicada pela Fundação Getúlio
Vargas.

" Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda que


os empurrava inexoravelmente para adiante, para promover a
transformação das relações de produção...."

5 - A palavra inexorável só não pode ser substituída sob pena


de alteração de sentido, por:

a) implacável

b) indelével

c) inelutável

d) perituro

e) sempiterno

Realmente, não dá para saber o que se busca com questões


como essa. Quem faz uma questão como essa deve ter nascido
de chocadeira, não é possível! Com tanta coisa interessante
para se perguntar, vem exigir do candidato um conhecimento
lexical tantas vezes desnecessário.

Para começar, uma palavrinha que ficou na moda há algum


tempo: inexorável, que significa “inabalável, austero,
imbatível”. O examinador que saber qual dessas opções não
poderia substituir esse vocábulo.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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O gabarito foi letra D. O vocábulo "perituro" significa "o que vai


perecer, morrer, acabar", apresentando, portanto, uma idéia
contrária a "inexorável".

Mas o que dizer de "sempiterno" (ui!)? Significa “o que dura


para sempre”. Ainda que não seja um sinônimo de inexorável,
este vocábulo situa-se no mesmo campo semântico deste, não
apresentando, pois, idéia contrária. Por esse motivo não foi
considerado o gabarito.

Já implacável, indelével e inelutável podem ser considerados


sinônimos.

7 - As alternativas a seguir desempenham, no texto I, mesma


função sintática, à exceção de uma. Assinale-a.
(N.R.:Adaptamos a questão, apresentando o trecho em que as
expressões em destaque surgiam no texto.)

a) “Até hoje, não surgiu nenhum sistema tão capaz DE FAZER


CRESCER A ECONOMIA.”

b) “...visivelmente não sentem saudades do tempo em que


eram obrigados A JORNADAS DE TRABALHO DE 12 HORAS.”

c) “O individualismo característico dessas confusas camadas


intermediárias as torna muito vulneráveis À SEDUÇÃO DAS
CLASSES DOMINANTES.”

d) “Tinham a convicção de que estavam na crista de uma onda


que os empurrava inexoravelmente para adiante, para
promover a transformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO.”

e) “Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda


que os empurrava inexoravelmente para adiante, para
promover a transformação das relações de produção e o
crescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS.”

Mais uma vez, explora-se, nessa questão, a diferença entre


ADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTO NOMINAL.

Já tratamos disso em encontros anteriores, inclusive em


comentários à prova de Agente de Tributos Estaduais/MS,

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concurso realizado pela mesma banca. Mesmo assim, nada


melhor do que relembrar. A diferença baseia-se no seguinte:

- COMPLEMENTO NOMINAL - complementa um adjetivo, um


advérbio ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO

- ADJUNTO ADNOMINAL - complementa um substantivo


concreto ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO

Você deve ter notado que o SUBSTANTIVO ABSTRATO


aparece nas duas funções, não é mesmo? Como se diferencia,
então?

Uma das formas é a partir da idéia que o complemento


emprega no termo regente. Se a idéia for ATIVA, é ADJUNTO
ADNOMINAL (BIZU: tudo com a letra "A" - substantivo Abstrato
com idéia Ativa é Adjunto Adnominal)

Se a idéia for passiva, é complemento nominal (memoriza por


exclusão em relação ao outro).

Veja o exemplo:

1) a construção do arquiteto - "Construção" é um substantivo


abstrato. Vamos analisar a função do complemento: o arquiteto
constrói ou é construído? Constrói. Então ele pratica a ação. A
idéia é ATIVA. Logo, a expressão "do arquiteto" exerce a
função sintática de adjunto adnominal.

2) a construção do prédio - O prédio constrói ou é construído?


É construído. Sofre a ação verbal. Então a idéia é passiva.
Logo, sua função sintática é COMPLEMENTO NOMINAL.

Então, vamos lembrar os casos:

- COMPLEMENTO NOMINAL - complementa um ADJETIVO, um


ADVÉRBIO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéia
PASSIVA.

- ADJUNTO ADNOMINAL - complementa um SUBSTANTIVO


CONCRETO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéia
ATIVA (tudo com a letra A)

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Voltemos à questão de prova:

a) capaz de fazer crescer a economia.

CAPAZ é um adjetivo. Logo, "de fazer crescer a economia"


exerce a função de complemento nominal.

b) eram obrigados A JORNADAS DE TRABALHO DE 12


HORAS.

OBRIGADOS é um adjetivo. Logo, "a jornadas de trabalho de 12


horas" é complemento nominal.

c) vulneráveis À SEDUÇÃO DAS CLASSES DOMINANTES

VULNERÁVEIS é um adjetivo. Assim, o que está sublinhado é


complemento nominal.

d) transformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO

TRANSFORMAÇÃO é um substantivo abstrato (oba! Vamos


testar nossos conhecimentos!). Temos de analisar se o
complemento apresenta idéia passiva ou ativa. Em "para
promover a transformação das relações de produção", o
complemento "relações de produção" transformam ou são
transformadas? Elas são transformadas. Então a idéia é
passiva. Com idéia passiva, o termo exerce a função de
complemento nominal.

e) crescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS.

CRESCIMENTO é também um substantivo abstrato (beleza!).


Em "o crescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS", FORÇAS
PRODUTIVAS irão crescer. Assim, a idéia é ATIVA. Então, esse
elemento exerce a função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.
É A ÚNICA QUE SE DIFERENCIA DAS DEMAIS. É O GABARITO.

13 - Assinale a alternativa em que um dos elementos mórficos


da palavra contribuiu não esteja corretamente analisado.

a) CONtribuiu = prefixo

b) conTRIBuiu = raiz

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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c) contribuiU = desinência modo - temporal

d) CONTRIBUIu = tema

e) contribuIu = vogal temática

Vamos “dissecar” essa forma verbal:

PREFIXO RADICAL VT DMT DNP

CON TRIBU I - U

Legenda:

VT = vogal temática

DMT = desinência modo temporal

DNP = desinência número pessoal

Aos que já estudaram isso há duzentos anos, vamos relembrar


os conceitos.

RAIZ – elemento mínimo que carrega a significação das


palavras cognatas (de mesma família).

RADICAL – elemento comum às palavras cognatas.

VOGAL TEMÁTICA – pode estar presente nos nomes (vogais A,


E, O) e nos verbos (A, E, I), designando nestes a conjugação a
que pertencem (respectivamente, 1ª, 2ª e 3ª).

AFIXOS – elementos que se unem ao radical para a formação


de novos vocábulos.

INFIXOS – vogais e consoantes de ligação – não possuem


significado e servem apenas para facilitar a pronúncia.

DESINÊNCIAS – morfemas que se agregam ao radical. Nos


verbos, as desinências podem ser:

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DMT – indica o tempo e modo das formas verbais

DNP – indica o número e a pessoa das


conjugações verbais

A origem da palavra "contribuir" é latina (contribuere). O


morfema "trib" é a raiz - a mesma de tributar, tributo, retribuir.
Portanto, está correta a opção B.

O prefixo latino "con" que se liga à raiz indica, dentre outras


circunstâncias, concomitância. Está certa a opção A.

O erro está na opção C. O morfema "u" (contribuiU) é


desinência número-pessoal (não há desinência modo-temporal
nessa forma verbal, como podemos ver no quadro acima),
indicando que o verbo está conjugado na 3a. pessoa do
singular.

Tema é a união do radical à vogal temática, corretamente


identificada na opção E como “i”, indicativa de verbo da 3ª
conjugação. O tema é, portanto, CONTRIBUI.

15 - Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada


pelo mesmo processo que "acompanhamos":

a) rapidíssimos

b) encanada

c) utilizamos

d) repressão

e) intermediárias

Gabarito - B

ACOMPANHAR é resultante do processo chamado


DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA. Nesse processo de formação
de vocábulos, ao mesmo tempo, são incluídos um prefixo e um

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sufixo.

A raiz é COMPANH (de companhia, por exemplo, que, por sua


vez, já apresenta o prefixo "com"). Para formar o verbo (e por
conseqüência suas conjugações, como "acompanhamos"),
foram agregados à raiz o prefixo "A" e o sufixo "ar".

O mesmo ocorreu em ENCANAR (opção B), cuja raiz é "can"


(de "cano"), tendo recebido o prefixo EN e o sufixo ADA
(indicativo de particípio).

RAPIDÍSSIMO, UTILIZAMOS e REPRESSÃO só receberam


sufixos.

Já intermediárias apresenta prefixo e sufixo, mas não é um


caso de derivação parassintética, como no paradigma
'acompanhamos'. É um caso de prefixação e sufixação, já que
permite a formação de vocábulo com somente um dos afixos.
Primeiramente, teria sido agregado um sufixo – mediação –
para, em seguida, formar-se um outro vocábulo com a
prefixação – intermediação.

No caso da derivação parassintética, o vocábulo simplesmente


não existe sem um dos dois afixos (não existe "companhar",
ou "acompanhia"). Os dois são agregados ao radical ao mesmo
tempo, o que não acontece com “intermediárias”.

Vamos terminar como nos desenhos do Pernalonga: “That’s


all, folks!”, ou, em bom português, “É isso aí, pessoal!”.
28/06/2006 - Algumas da prova para FISCAL/MS
Vou começar a cumprir as minhas promessas. Resolveremos
algumas questões da prova para Fiscal/MS, elaborada pela
FGV.

Vamos lá.

9 - Curiosamente, no momento em que os marxistas (e, com


eles, a esquerda em geral) sublinhavam a significação crucial
dos valores, da ética, a direita assumia a centralidade da
economia e passava a acreditar que possuía a chave da
compreensão correta (e da solução) dos problemas que nos
afligem no presente. (L.77-82)

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Assinale a alternativa correta quanto à classe gramatical e


função sintática, respectivamente, das ocorrências da palavra
QUE grifadas no trecho acima.

CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA

(A) pronome relativo adjunto adnominal

conjunção integrante objeto direto

pronome relativo sujeito

(B) conjunção integrante complemento nominal

conjunção subordinativa sem função sintática

conjunção integrante objeto direto

(C) preposição sem função sintática

pronome relativo objeto indireto

conjunção integrante sem função sintática

(D) conjunção integrante sem função sintática

conjunção subordinativa objeto indireto

conjunção subordinativa objeto direto

(E) pronome relativo adjunto adverbial

conjunção integrante sem função sintática

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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pronome relativo sujeito

Primeira providência - verificar se o "que" se refere a algum


termo antecedente (PRONOME RELATIVO) ou inicia uma
oração substantiva (que pode ser substituída por "isso" -
CONJUNÇÃO INTEGRANTE).

1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a 'momento' -


PRONOME RELATIVO

2º. "passava a acreditar que possuía a chave" - passava a


acreditar NISSO - CONJUNÇÃO

3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" se


refere a "problemas"- PRONOME RELATIVO

Vamos, agora, às opções - ficamos com as letras A e E:

CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA

(A) pronome relativo adjunto adnominal

conjunção integrante objeto direto

pronome relativo sujeito

(E) pronome relativo adjunto adverbial

conjunção integrante sem função sintática

pronome relativo sujeito

Agora, precisamos analisar a função sintática de cada um


deles. Já para começar, lembremos que uma conjunção
integrante não exerce função sintática alguma na oração. Serve
apenas para juntar duas orações. Só com essa informação, já

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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eliminamos a opção A. Resposta: E.

De qualquer forma, vamos analisar as funções dos pronomes


relativos:

1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a 'momento' -


refere-se a uma informação circunstancial (momento) - sua
função é ADJUNTO ADVERBIAL.

3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" se


refere a "problemas" - os problemas nos afligem - a função é a
de SUJEITO.

Para analisar a questão 10, vamos reproduzir o trecho em que


o segmento aparece no texto.

Essa chave é o instrumento simbólico mais eficiente da


ideologia dominante (que, como dizia Marx, é sempre a
ideologia das classes dominantes): é ela que insiste em nos
convencer que as desigualdades sociais são naturais, que não
há alternativa para o capitalismo, que o socialismo já foi
tentado e fracassou.

10 - A oração que não há alternativa para o capitalismo (L.86-


87) deve ser corretamente classificada como:

(A) oração subordinada substantiva apositiva.

(B) oração subordinada substantiva completiva nominal.

(C) oração subordinada substantiva objetiva direta.

(D) oração subordinada substantiva objetiva indireta.

(E) oração subordinada substantiva subjetiva.

O verbo CONVENCER é transitivo DIRETO E INDIRETO -


Alguém convence alguém a/de alguma coisa - Eu convenci meu
irmão (OD) a me dar um dinheiro (OI) / Ele não me
(OD) convence de sua inocência (OI).

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Quando esse objeto indireto vem sob a forma oracional, a


preposição pode ser dispensada (Exemplo: eu gostaria que
você saísse - GOSTAR DE - TDI; nós concordamos que ele foi o
melhor cantor da noite - CONCORDAR COM - TDI)

Mas essa omissão não é capaz de modificar sua classificação,


que continua sendo uma oração subordinada substantiva
objetiva INDIRETA - OPÇÃO D.

11 - Tal como está organizada, a sociedade gira em torno do


mercado, de acordo com um sistema que alguns chamam de
"economia de mercado", e outros, de "capitalismo". Até hoje,
não surgiu nenhum sistema tão capaz de fazer crescer a
economia. As experiências feitas em nome do socialismo não
manifestaram força própria suficiente para competir, no plano
do crescimento econômico, com o capitalismo.

A palavra Tal classifica-se como:

(A) adjetivo.

(B) advérbio.

(C) conjunção.

(D) pronome demonstrativo.

(E) pronome relativo.

Essa foi a pior das três. Muita gente boa, de cara, marcaria
"pronome demonstrativo" de tanto que decorou listas e listas
de classes gramaticais. Só que a análise morfológica deve ser
feita no contexto.

Em Tal como está organizada, a sociedade gira em torno do


mercado, esse "tal" indica MODO - circunstância. Troque por
"assim" ou "do modo" e continuará fazendo sentido (Assim
como está organizada / Do modo como está organizada).
Assim, notamos que NÁO É PRONOME DEMONSTRATIVO (não
poderia ser substituída por "essa"), mas ADVÉRBIO - opção B.

Não decore, entenda!


1/06/2006 - CORRELAÇÃO VERBAL

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Olá a todos.

Um dos assuntos mais recorrentes nos últimos concursos


públicos tem sido “correlação verbal”, ou seja, a harmonia,
sintonia que se estabelece entre verbos e modos do mesmo
período e, de uma forma mais abrangente, de um texto.

Uma incorreta articulação entre os verbos muitas vezes causa


mal-estar aos ouvidos.

Imagine-se ouvindo alguém dizer ao seu lado: “O que você


espera que eu faço?”... Há algo de errado nisso aí, não é
mesmo?

Observe outro exemplo: “Os professores grevistas poderão


sofrer retaliações se não voltassem ao trabalho.”.

Entre a locução verbal da primeira oração (verbo auxiliar no


futuro do presente do indicativo) e o verbo da segunda (que se
apresenta no pretérito imperfeito do subjuntivo) não houve
“sintonia”, pois, enquanto o primeiro indica um fato real (ainda
que se perceba uma possibilidade, fruto do valor do verbo
auxiliar modal: eles poderão sofrer), o segundo verbo
apresenta valor hipotética, como se fosse uma suposição (“se
não voltassem ao trabalho”).

Duas formas seriam válidas, a depender do contexto:

1) “Os professores grevistas poderiam sofrer retaliações se


não voltassem ao trabalho.” – nesse caso, ambas as
construções situam-se no campo da suposição, da hipótese.
Nesse caso, o texto poderia mostrar que os professores
voltaram às salas de aula. Caso não tivessem feito isso,
estariam sujeitos a retaliações;

2) “Os professores grevistas poderão sofrer retaliações se não


voltarem ao trabalho.” – agora, as construções denotam fatos
reais. Os professores estão em greve (fato) e poderão sofrer
retaliações por esse motivo (fato) caso não retomem suas
atividades. Na última oração, nota-se o valor condicional do
futuro do subjuntivo.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Apresentamos, a seguir, algumas “dobradinhas clássicas”.

Nada de sair por aí decorando! Essa é apenas uma lista


exemplificativa, apresentada para que você perceba as formas
de articulação verbal.

- PRESENTE DO INDICATIVO + PRESENTE DO SUBJUNTIVO:

“Quero que você me apresente àquele bofe hoje mesmo!”

- PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO + PRETÉRITO


IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO:

“Pedi que me viesse à minha sala.”

- PRESENTE INDICATIVO+ PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO


DO SUBJUNTIVO:

“Espero que ele tenha feito boa prova.”

- FUTURO DO PRETÉRITO INDICATIVO+ PRETÉRITO MAIS-


QUE-PERFEITO COMP.SUBJUNTIVO

“Gostaria que você tivesse vindo à minha festa.”

– FUTURO DO SUBJUNTIVO + FUTURO DO PRESENTE


INDICATIVO

“Quando eu passar no vestibular, rasparei a cabeça.”

- PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO + FUT.PRETÉRITO


(simples ou composto) DO INDICATIVO:

“Se eu passasse no vestibular, rasparia a cabeça.”

- PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO SUBJUNTIVO


+ FUT.PRETÉRITO COMPOSTO DO INDICATIVO:

“Se eu tivesse passado no vestibular, teria raspado a cabeça.”

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Essas são apenas algumas das possibilidades de correlação


entre os verbos.

Veja, agora, como esse assunto foi cobrado na prova para o


TRE/SP pela Fundação Carlos Chagas (uma das mais
recentes).

“Está correta a articulação entre os tempos e modos verbais na


frase:

(A) Essa visão triangular, que o autor nos recomenda que


retomássemos, consiste em que eram atendidas,
simultaneamente, as questões sociais, morais e econômicas.

(B) Joaquim Nabuco tinha a convicção de que a almejada visão


triangular permitisse que tivessem sido plenamente atendidas
todas as necessidades humanas.

(C)) No século XIX, a luta de muitos abolicionistas incluía, entre


as metas que perseguiam, a de que viessem a integrar-se os
planos da ética, da economia e do progresso social.

(D) Percebeu-se, já na luta dos abolicionistas do século XIX,


que eles incluíssem entre suas metas a integração que deverá
haver entre os planos da ética, da economia e do progresso
social.

(E) Era de se espantar que muitos abolicionistas do século XIX,


que têm incluído entre suas metas um progresso em vários
níveis, já consideravam o desenvolvimento sob uma ótica mais
complexa do que a nossa.”

O gabarito foi a letra “C”.

As formas verbais “incluía” e “perseguiam” estão no mesmo


tempo e modo – pretérito imperfeito do indicativo -, enquanto
que o verbo auxiliar “vier”, por apresentar fatos hipotéticos
(planos que fazem parte de uma luta), foi conjugado no
pretérito imperfeito do subjuntivo.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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As demais opções estão incorretas.

a) Os verbos “recomendar” (o autor nos recomenda) e


“consistir” (Essa visão triangular ... consiste) estão no
presente do indicativo. Assim, os verbos “retomar” e “ser”
devem situar-se, respeitadas as construções, no mesmo
aspecto temporal: “Essa visão triangular, que o autor nos
recomenda que retomemos, consiste em que sejam atendidas,
simultaneamente, as questões sociais, morais e econômicas.”.

Você percebeu por que o verbo “retomar” está no presente do


subjuntivo? Lembrando que o modo subjuntivo situa os fatos
no campo das hipóteses, condições (ou seja, situações sobre
as quais não se tem certeza), a forma “retomemos” se justifica
por ser uma recomendação do autor, sem que haja, por parte
dos leitores, a obrigação de adotá-la.

b) A relação entre “tinha” e “permitisse” não é apropriada,


tendo em vista que a segunda estaria estabelecendo uma idéia
não adequada de suposição ou hipótese, enquanto que a
oração principal indica uma circunstância real (“Joaquim
Nabuco tinha a convicção”).

O verbo “permitir” deveria ser conjugado no Futuro do


Pretérito, por retratar um fato posterior a um fato passado (fato
passado: a convicção que tinha J.Nabuco / fato posterior a
esse fato passado: os reflexos da visão triangular: o
atendimento de todas as necessidades humanas).

Já, na seqüência, a construção passiva no pretérito mais-que-


perfeito composto “tivessem sido atendidas” estabelece uma
correta articulação com o verbo anterior apresentado no Futuro
do Pretérito.

Assim, a forma corrigida seria: “Joaquim Nabuco tinha a


convicção de que a almejada visão triangular permitiria que
tivessem sido plenamente atendidas todas as necessidades
humanas”.

d) Não há justificativa para o emprego da forma “incluíssem”,


por não apresentar hipótese, suposição ou qualquer outra
circunstância que exija o modo subjuntivo.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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O verbo anterior se encontra no pretérito perfeito do indicativo


(“Percebeu-se”), o que leva o verbo da oração subordinada
também para o passado. O fato apresentado nessa oração
subordinada (“os abolicionistas incluírem a integração em
suas metas”) ocorreu antes do fato designado na oração
principal (“parecer”). Por isso, deve-se conjugar o verbo
“incluir” no pretérito mais-que-perfeito (tempo que aponta um
momento passado anterior a outro momento passado):
“incluíram” (pret.mais-que-perfeito), equivalente à forma
composta “haviam incluído”. Cuidado para não confundir com
o pretérito perfeito, que apresenta a mesma grafia (incluíram).

Na seqüência, por apresentar um fato posterior a um momento


passado, o verbo auxiliar da locução verbal DEVER + HAVER
deve ser conjugada no futuro do pretérito do indicativo:
“Percebeu-se, já na luta dos abolicionistas do século XIX, que
eles incluíram entre suas metas a integração que deveria haver
entre os planos da ética, da economia e do progresso social”.

e) O verbo 'ser', que inicia o período, está no pretérito


imperfeito do indicativo (“Era”), mesmo tempo verbal do verbo
"considerar" (“consideravam”). Para destoar, a locução verbal
'ter incluído' foi apresentado no PRESENTE. Para corrigir,
devemos conjugar esse verbo também para o passado de
modo que esteja em harmonia com os demais.

É adequada a construção no pretérito mais-que-perfeito


composto, por se tratar de fato ocorrido anteriormente a outro
fato passado: "Era de se espantar que muitos abolicionistas do
século XIX, que TINHAM INCLUÍDO entre suas metas um
progresso em vários níveis, já consideravam o
desenvolvimento sob uma ótica mais complexa do que a
nossa."

Aproveito para desejar uma ótima prova aos que irão prestar o
concurso para Fiscal do Trabalho, no próximo fim de semana.

Para não perder o hábito, deixo o pedido: tenham calma na


hora da prova e NÃO DEIXEM LÍNGUA PORTUGUESA PARA O
FIM, por favor!!!!
03/06/2006 - Distinção entre Adjunto Adnominal e
Complemento Nominal - parte 2

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Olá, pessoal

Ainda acerca da distinção entre COMPLEMENTO NOMINAL e


ADJUNTO ADNOMINAL (continuação ao Ponto 33), vamos
analisar outra questão elaborada pela Fundação Getúlio
Vargas, na prova para Agente Tributário Estadual de MS.

Versa sobre uma charge do magnífico argentino Angeli


(ADORO a Rê Bordosa!).
Infelizmente, meus parcos conhecimentos em Informática me
impossibilitaram de reproduzir aqui o quadrinho (esse é um
trabalho para o Super-João...rs...).
Não tem problema nenhum. Se você ainda não leu essa prova,
use a sua imaginação a partir de agora...rs....

Ela retrata uma família à mesa, com olhares de medo e


apreensão (objeto da questão 19 da prova), em volta de um
envelope que representa o salário-mínimo. Acima, os seguintes
dizeres atribuídos ao pai: “Tenho medo de abrir! Vai que
evapora!”.

A questão é:

Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, a


correta função sintática de medo e de abrir no texto II.

(A) adjunto adverbial – objeto indireto

(B) predicativo do sujeito – complemento nominal

(C) predicativo do sujeito – adjunto adnominal

(D) objeto direto – adjunto adnominal

(E) objeto direto – complemento nominal

Atendendo a pedidos, vamos relembrar as funções sintáticas


dos termos na oração.

Além dos termos essenciais - sujeito e predicado -, pode haver


na oração outros elementos constitutivos: termos integrantes e
termos acessórios.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Os termos integrantes são os complementos: uns se ligam a


substantivos, adjetivos ou advérbios (complementos
nominais); outros se ligam a verbos (complementos verbais),
para lhes completar o sentido.

Os complementos verbais são: objeto direto, objeto indireto,


agente da passiva e os predicativos (do sujeito e do objeto).

O complemento nominal vem normalmente ligado por uma


preposição a um substantivo abstrato, um adjetivo ou um
advérbio, integrando o seu sentido ou limitando-o.

Os termos acessórios trazem informações adicionais, porém


dispensáveis, à oração. São eles: o adjunto adverbial, o aposto
e o adjunto adnominal.

O adjunto adnominal é um termo de valor adjetivo que serve


para especificar ou delimitar o significado de um substantivo,
qualquer que seja a função deste na oração.

No Ponto 33, mostramos algumas formas de identificar se o


termo ou expressão exerce a função de complemento nominal
ou de adjunto adnominal. Quando o termo regente for um
substantivo abstrato, deve-se analisar o valor que o termo
regido apresenta em relação àquele. Se for ativo, a função é de
adjunto adnominal (tudo com “a” – substantivo Abstrato com
idéia Ativa é Adjunto Adnominal). Se for passivo, é
complemento nominal.

Vamos treinar: amor de mãe x amor à mãe

Em:

1) amor de mãe – a mãe pratica a ação de amar. Por apresentar


idéia ativa, a expressão exerce a função de adjunto adnominal;

2) amor à mãe – a mãe recebe o amor. Como o valor é passivo,


sua função é complemento nominal.

Hoje, mostraremos mais algumas formas de distinção.

1ª.dica: À exceção da preposição DE (que serve às duas


funções), os complementos introduzidos por qualquer outra

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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preposição (a, em, por) será um complemento nominal


(chegada ao espaço, resistência em surgir, dedicação ao povo,
amor por alguém).

2ª.dica: Os complementos que vierem sob a forma verbal são


complementos nominais por apresentarem essa idéia passiva.
Exemplos:

• “osso duro de roer” = a idéia é “duro de ser roído” – idéia


passiva -> complemento nominal

• Medo de cair = a idéia é “de sofrer uma queda” – idéia passiva


-> complemento nominal

• Essa notícia é difícil de acreditar = a idéia é “difícil de ser


acreditada” – idéia passiva -> complemento nominal.

Vamos analisar a questão da prova.

O primeiro elemento não deve ter gerado dúvidas. Trata-se de


um complemento verbal direto. Assim, a função exercida por
“medo”, em “tenho medo” é objeto direto.

O segundo elemento liga-se ao primeiro por meio de


preposição. O termo regente é medo, um substantivo abstrato.
Precisamos definir se a função do termo regido (“de abrir”) é
adjunto adnominal ou complemento nominal.

Para isso, verificaremos o valor da expressão no contexto:

“Tenho medo de abrir! Vai que evapora!”

A idéia é: “Tenho medo de que, sendo aberto, evapore” – idéia


passiva (o envelope não vai abrir, mas ser aberto) ->
complemento nominal. O gabarito foi letra E.

Reconheço que a vontade é grande de indicar a idéia ativa.


Afinal, a lógica induz que o sujeito vai abrir o envelope, ou seja,
praticar a ação. Essa tendência se justifica pela proximidade
com o verbo de “ter” (ter medo – ação praticada pelo sujeito).

Contudo, é preciso fazer a seguinte distinção: o que está


relacionado a “abrir” não é o verbo “ter”, mas a idéia da

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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abertura – idéia passiva de o envelope ser aberto.

Viu por que eu disse, lá no Ponto 33, que esse é um dos pontos
mais complicados do estudo da Língua Portuguesa?

31/05/2006 - ICMS RONDÔNIA


Olá, pessoal

Primeiramente, gostaria de agradecer aos “anjos” que tanto me


avisaram da publicação das provas do ICMS/MS pela FGV
como enviaram os arquivos para mim. Tudo isso, certamente,
na esperança de que eu resolva pelo menos algumas daquelas
(TERRÍVEIS) questões, certo? Está bem, eu prometo que, na
medida do (im)possível, tecerei alguns comentários aqui.

Hoje venho resolver com vocês a prova para ICMS Rondônia,


aplicada por “não sei qual” banca (gostou dessa? Quem
souber, por favor, avise-me. Eu só recebi os arquivos).

Povo do ICMS/SP e ICMS/MS, por favor, essa “passou a frente”


porque só havia SEIS questões e HÁ POSSIBILIDADE DE
RECURSO PARA A QUESTÃO 66.

Abraço a todos e bons estudos.

.............................................................................................................
..........

LINGUA PORTUGUESA

Leia o texto abaixo e responda, em seguida, às questões


propostas.

Fatos sociais são criações históricas do povo, que refletem


seus costumes, tradições, sentimentos e cultura. A sua
elaboração é lenta, imperceptível e feita espontaneamente pela
vida social. Costumes diferentes implicam em fatos sociais
diferentes. Cada povo tem a sua história e seus fatos sociais. O
Direito, como fenômeno de adaptação social, não pode formar-
se alheio a esses fatos. As normas jurídicas devem achar-se
conforme as manifestações do povo. Os fatos sociais, porem,
não são as matrizes do Direito. Exercem importante influência,
mas o condicionamento não é absoluto. Nem tudo é histórico e

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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contingente no Direito. Ele não possui apenas um conteúdo


nacional, como adverte Del Vecchio. A natureza social do
homem, fontes dos grandes princípios do Direito Natural, deve
orientar as “maneiras de agir, de pensar e de sentir do povo” e
dimensionar todo o jus position. Falhando a sociedade, ao
estabelecer fatos sociais contrários à natureza social do
homem, o Direito não deve acompanhá-la no erro. Nesta
hipótese, o Direito vai superar os fatos existentes, impondo-
lhes modificações:

(Nader, Paulo. Introdução à ciência do direito. Rio de Janeiro.


Forense, 1991.)

61 – A tradição gramatical considera inidônea a construção


sintática presente no seguinte trecho do texto:

A) Fatos sociais são criações históricas do povo.

B) Nem tudo é histórico e contingente no Direito.

C) Cada povo tem a sua história e seus fatos sociais.

D) Os fatos sociais, porém, não são as matrizes do Direito.

E) Costumes diferentes implicam em fatos sociais diferentes.

RESPOSTA: E

COMENTÁRIO.

O examinador jogou com as palavras no enunciado da questão


para causar a confusão que levou muita gente a marcar uma
das opções CORRETAS. Note que o enunciado exige a opção
ERRADA (construção sintática INIDÔNEA).

O verbo IMPLICAR, no sentido de ACARRETAR, é, pela norma


culta, transitivo DIRETO (não rege a preposição EM).

62 – “O Direito, como fenômeno de adaptação social, não pode


formar-se alheio a esses fatos.” Dentre as mudanças impostas
a essa frase do texto, a que lhe modifica significativamente o
sentido original é:

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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A) O Direito não pode formar-se como fenômeno de adaptação


social alheio a esses fatos.

B) Como fenômeno de adaptação social, o Direito não se pode


formar alheio a esses fatos.

C) O Direito, como fenômeno de adaptação social, não se pode


formar alheio a semelhantes fatos.

D) Enquanto fenômeno de adaptação social, o Direito não pode


formar-se arredado desses fatos.

E) Não pode o Direito, como fenômeno de adaptação social,


conceber-se alheio a esses fatos.

RESPOSTA: A

COMENTÁRIO.

Note que “como fenômeno de adaptação social* tem valor


causal , equivalente a ‘por ser um fenômeno de adaptação, não
pode formar-se alheio a esses fatos”. Na reescrita, a expressão
passou a exercer função de complemento verbal. Houve,
portanto, alteração semântica nessa construção.

63 – Há falha de construção quanto ao paralelismo gramatical


em:

A) As normas jurídicas devem achar-se conforme as


manifestações do povo.

B) Ele não possui apenas um conteúdo nacional , como adverte


Del Vecchio.

C) Exercem importante influência, mas o condicionamento não


é absoluto.

D) A sua elaboração é lenta, imperceptível e feita


espontaneamente pela vida social.

E) Nessa hipótese, o Direito vai superar os fatos existentes,


impondo-lhes modificações.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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RESPOSTA – LETRA D

COMENTÁRIO.

A redundância está na relação entre ELABORAÇÃO e FEITA. O


primeiro vocábulo já carrega o sentido do verbo, o que tornaria
inadequada a construção.

64 – Há erro de conjugação verbal em:


A) Nas intervenções, sempre se apunham comentários
maliciosos ao meu depoimento.

B) Trata-se de uma lei que vigiu na Primeira República e hoje


revela-se anacrônica.

C) Encontrou-se ontem com a pessoa que delatara à polícia há


dois meses.

D) Não se pode admitir que o Direito sobresteja o curso dos


fatos sociais.

E) Disse-me ele que eu às vezes pretiro os limites do bom


senso.

RESPOSTA – LETRA B

COMENTÁRIO.

O verbo “viger” é defectivo (não possui a 1ª. pessoa do


singular do presente do indicativo) e, nas demais formas, se
conjuga como o verbo paradigma BEBER (ele bebeu / ele
vigeu).

A forma “pretiro” (OPÇÃO E), que causou estranheza a muita


gente, é a conjugação do verbo PRETERIR (deixar de lado), que
se conjuga como seu paradigma PREFERIR – Eu prefiro / eu
pretiro.

65 – Há mau uso do pronome relativo em:

A) Era eu o a quem vinham referindo-se como mau gestor da


coisa pública.

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B) Há sociedades de cujos ditames morais pouco tem ciência o


mundo contemporâneo.

C) É nos fatos sociais, onde está a fonte do Direito, que se


buscam os preceitos legais.

D) Nada quanto se diga aqui poderá contribuir para a


construção de uma nova ordem social.

E) As assembléias de parlamentares, às quais presidi em meu


mandato, sempre foram frutíferas.

RESPOSTA: C

COMENTÁRIO.

A opção C é o gabarito da prova.

Segundo a norma culta, o pronome relativo em análise - ONDE


- deve ter como referente algo que se assemelhe a “lugar”
(mesmo que de maneira abstrata). Na construção, o
antecedente é FATOS, que em nada se parece com lugar. Seria
adequado o emprego de “em que” ou “nos quais”. O “que”
após a vírgula faz parte da expressão de realce “É QUE”.

A) ESTÁ CORRETO! Quem achou estranho esse “o a quem”


não teria visto problema se, em vez do pronome demonstrativo
“o”, tivesse sido empregado seu correspondente “aquele”:
“Era eu aquele a quem vinham referindo-se como mau gestor
da coisa pública". O relativo “quem” está perfeitamente
empregado, uma vez que seu referente é o pronome
demonstrativo "o", que, por sua vez, se refere ao pronome reto
“eu”.

B) O sujeito da oração adjetiva é O MUNDO


CONTEMPORÂNEO. Na ordem direta, e feitas as substituições,
a oração seria “O mundo contemporâneo pouco tem ciência
dos ditames morais da sociedade". O termo regente “ter
ciência” exige a preposição DE que antecede o pronome
relativo CUJO, corretamente empregado por ligar dois
substantivos relacionados entre si – DITAMES DA SOCIEDADE.

D) Perfeito o emprego de “quanto”, uma vez que expressa a

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idéia de “quantidade”.

E) O pronome relativo AS QUAIS se refere a “assembléias”.


Como o verbo exige a preposição “a”, o encontro da
preposição (que se emprega antes do pronome relativo) com
“as quais” forma crase e deve receber o acento grave (ÀS
QUAIS).

66 – No tocante à concordância, há equívoco na redação da


seguinte frase:

A) São desses fatos sociais que se pode extrair maiores


ensinamentos no Direito.

B) Decerto que aos legisladores não cabe inspirar-se


obrigatoriamente nos fatos sociais.

C) Duas horas eram o tempo que me restava para opinar sobre


as normas jurídicas referidas.

D) Impõe-se, pois, ao magistrado tantas questões resolver


quantas a ele se oferecerem.

E) Não devia haver dúvidas quanto à aplicação das normas


jurídicas como instrumento de controle social.

RESPOSTA: A

Está CORRETA a estrutura da opção A. Veja o recurso abaixo.

Em relação às demais:

B) O sujeito do verbo CABER é oracional: “inspirar-se


obrigatoriamente nos fatos sociais” - (ISSO) não cabe aos
legisladores. Com sujeito oracional, o verbo se mantém na 3ª.
pessoa do singular. Está correta.

C) Por pior que possa parecer aos seus ouvidos, a


concordância com o verbo SER pode ser feita com o sujeito
(Duas horas) ou com o predicativo do sujeito (TEMPO). Não há
dúvidas de que a segunda forma é eufonicamente melhor, mas
não se pode afirmar que a primeira esteja EQUIVOCADA.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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D) Muita gente deve ter assinalado essa opção, imaginando


que o sujeito de IMPOR seria TANTAS QUESTÕES. Cuidado!
Essa era a pior questão da prova (e só havia seis questões,
hem?). O sujeito é, mais uma vez, oracional. o que se impõe é
“RESOLVER TANTAS QUESTÕES QUANTAS A ELE SE
OFERECEREM”. Por isso, o verbo está corretamente no
singular.

E) O verbo HAVER, no sentido de existência, se mantém na 3ª.


pessoa do singular, e essa flexão exige de qualquer auxiliar
seu – no caso, o verbo DEVER.

RECURSO:

Há duas possibilidades de concordância em expressões como


a da opção A, em que o verbo PODER está acompanhado de
um verbo no infinitivo e de um pronome apassivador,
apresentando, também, um termo no plural.

1ª. possibilidade: O verbo PODER faz parte de uma locução


verbal, cujo verbo principal é, no caso, EXTRAIR. Por estar em
construção passiva, cujo sujeito está representado por
MAIORES ENSINAMENTOS, o verbo auxiliar PODER irá se
flexionar no plural: “São desses fatos sociais que se PODEM
extrair maiores ensinamentos no Direito.

Essa é a prática mais generalizada, como nos ensinam os


mestres Celso Cunha e Lindley Cintra.

Contudo, devemos registrar as palavras do professor Evanildo


Bechara, que apresenta a segunda possibilidade de
construção:

“Quando, porém, o sentido determinar exatamente o sujeito


verdadeiro, a concordância não pode ser arbitrária. Ex: "Quer-
se inverter as leis", e nunca "querem-se inverter as leis". Neste
caso, é evidente que o único sujeito possível é INVERTER
(João Ribeiro, Gramática Portuguesa, 322).”

Assim, a segunda possibilidade seria apresentar, como sujeito


da forma passiva sintética “QUE SE PODE”, a oração reduzida
de infinitivo “EXTRAIR MAIORES ENSINAMENTOS” (“PODE-SE
/ EXTRAIR MAIORES ENSINAMENTOS”). O sujeito oracional

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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mantém o verbo na 3a.pessoa do singular.

Por todo o exposto, verifica-se a CORREÇÃO da construção


presente na opção “A”, apontada inicialmente como o gabarito
da prova.

Em virtude de não haver nenhuma opção válida a ser apontada


como INCORRETA, requer-se sua anulação, atribuindo-se o
ponto a ela correspondente a todos os candidatos.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. Nova Gramática do


Português Contemporâneo.3.ed. Ed.Nova Fronteira. 2001.

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 33 ed.


Companhia Editora Nacional. 1989.

23/05/2006 - DISTINÇÃO ENTRE ADJUNTO ADNOMINAL E


COMPLEMENTO NOMINAL
Pessoal,

Fiquei o dia de hoje tentando (em vão) obter a prova do


concurso de ATE e Fiscal do Mato Grosso do Sul, aplicada pela
Fundação Getúlio Vargas de SP. Infelizmente, essa banca não
publica em sua página na internet as provas, somente os
gabaritos.

Continuo ao aguardo de uma boa alma que encaminhe para


mim a prova, mesmo que não tenhamos mais oportunidade de
preparar recursos.

Um aluno enviou algumas das questões. A mais interessante


delas, na minha opinião, foi a de número 7, que transcrevo
abaixo.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Ela nos dá a oportunidade de rever os conceitos de ADJUNTO


ADNOMINAL e COMPLEMENTO NOMINAL e perceber a
distinção entre essas funções sintáticas, um dos pontos mais
complicados no estudo da Língua Portuguesa, na opinião de
muitos.

Então, vamos procurar simplificar as coisas para vocês.

7 - As alternativas a seguir desempenham, no texto I, mesma


função sintática, à exceção de uma assinale-a

a ) Até hoje, não surgiu nenhum sistema tão capaz DE FAZER A


ECONOMIA CRESCER. (ele não indicou a expressão grifada,
mas acredito que tenha sido essa em letras maiúsculas.)

b) Os trabalhadores têm feito conquistas .... visivelmente não


sentem saudades do tempo em que eram obrigados A
JORNADAS DE TRABALHO DE 12 HORAS.

c) O individualismo característico dessas confusas camadas


intermediárias as torna muito vulneráveis À SEDUÇÃO DAS
CLASSES DOMINANTES

d) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda que


os empurrava inexoravelmente para adiante, para promover a
transformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO....(idem)

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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e) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda que


os empurrava inexoravelmente para adiante, para promover a
transformação das relações de produção e o crescimento DAS
FORÇAS PRODUTIVAS.

Gabarito - E

Estão em pauta as seguintes funções sintáticas.

- COMPLEMENTO NOMINAL – função exercida por uma palavra


ou uma expressão que complementa um ADJETIVO, um
ADVÉRBIO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO

- ADJUNTO ADNOMINAL – neste caso, a palavra ou a


expressão complementa um SUBSTANTIVO CONCRETO ou um
SUBSTANTIVO ABSTRATO

Você deve ter notado que o SUBSTANTIVO ABSTRATO


aparece nas duas funções, não é mesmo? Como se
diferenciam, então? A partir da idéia que o complemento
apresenta em relação ao termo regente.

Se a idéia for ATIVA, é ADJUNTO ADNOMINAL (bisu: tudo com


a letra "A" - substantivo Abstrato com idéia Ativa é Adjunto
Adnominal)

Se a idéia for passiva, é complemento nominal (memorize por


exclusão em relação ao outro).

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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A partir de exemplos, tudo fica mais fácil. Veja só:

1) a construção do arquiteto - "Construção" é um substantivo


abstrato. Vamos analisar a função do complemento: o arquiteto
constrói ou é construído? Constrói. Então ele pratica a ação. A
idéia é ATIVA. Logo, a expressão "do arquiteto" exerce a
função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.

2) a construção do prédio - O prédio constrói ou é construído?


É construído. Sofre a ação verbal. Então a idéia é passiva.
Logo, sua função sintática é COMPLEMENTO NOMINAL.

Então, vamos complementar a definição:

- COMPLEMENTO NOMINAL - complementa um ADJETIVO, um


ADVÉRBIO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéia
PASSIVA.

- ADJUNTO ADNOMINAL - complementa um SUBSTANTIVO


CONCRETO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéia
ATIVA (tudo com a letra A)

Voltemos, agora, à questão para analisarmos cada uma das


opções:

a) Até hoje, não surgiu nenhum sistema tão capaz DE FAZER

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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CRESCER A ECONOMIA.

CAPAZ é um adjetivo. Logo, "de fazer crescer a economia"


exerce a função de complemento nominal.

b) Os trabalhadores têm feito conquistas .... visivelmente não


sentem saudades do tempo em que eram obrigados A
JORNADAS DE TRABALHO DE 12 HORAS.

OBRIGADOS é um adjetivo. Logo, "a jornadas de trabalho de 12


horas" é complemento nominal.

c) O individualismo característico dessas confusas camadas


intermediárias as torna muito vulneráveis À SEDUÇÃO DAS
CLASSES DOMINANTES

VULNERÁVEIS é um adjetivo. Assim, o que está grifado é


complemento nominal.

d) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda que


os empurrava inexoravelmente para adiante, para promover a
transformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO....

TRANSFORMAÇÃO é um substantivo abstrato (oba! vamos


testar nossos conhecimentos!). Temos de analisar se o
complemento apresenta idéia passiva ou ativa. Em "para
promover a transformação das relações de produção", o
complemento "relações de produção" transformam ou são
transformadas? Elas são transformadas. Então a idéia é

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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passiva. Com idéia passiva, o termo exerce a função de


complemento nominal.

e) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda que


os empurrava inexoravelmente para adiante, para promover a
transformação das relações de produção e o crescimento DAS
FORÇAS PRODUTIVAS.

CRESCIMENTO é também um substantivo abstrato (beleza!).

Em "o crescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS", FORÇAS


PRODUTIVAS irão crescer. Assim, a idéia é ATIVA. Então, esse
elemento exerce a função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.

É A ÚNICA QUE SE DIFERENCIA DAS DEMAIS. Esse é o


gabarito.

.............................................................................................................
........

Fica, então, o pedido: quem puder, por favor, encaminhe para


esta professora (claudia@pontodosconcursos.com.br) as
provas a que, infelizmente, não tivemos acesso.

Grande abraço e bons estudos.

19/05/2006 - Prova Auditor Fiscal da Paraíba - Fundação Carlos


Chagas
Prezados alunos,

Vimos apresentar uma argumentação para subsidiar recurso a


ser apresentado contra o gabarito da questão 4 da prova "Tipo
001" para o cargo de Auditor Fiscal da Paraíba, aplicada pela
Fundação Carlos Chagas no último fim de semana.

A questão em comento tratava das funções da linguagem.

Primeiramente, apresentamos o assunto para, mais adiante,

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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sugerir o recurso. Afinal, melhor do que dar o peixe é ensinar a


pescar, já nos ensinava Paulo Freire, não é mesmo?

Funções da Linguagem:

Na comunicação, com o objetivo de transmitir uma mensagem,


a linguagem empregada pelo emissor pode ter as seguintes
funções, de ocorrência simultânea ou exclusiva no texto:

• Função Conativa

• Função Emotiva

• Função Fática

• Função Poética

• Função Referencial

• Função Metalingüística

Função Conativa

Nessa linguagem, o emissor dirige-se diretamente ao receptor


da mensagem com persuasão, no intuito de convencê-lo em
relação a algo (conceito ou prática de uma ação). Essa função
é comum em linguagem publicitária e tem como característica
o emprego do verbo no Imperativo, como "Ligue agora e
concorra a prêmios".

Não confunda com o sentido conotativo, que é o emprego de


linguagem figurada, a se contrapor ao sentido denotativo, que
é o sentido literal das palavras. Veja o emprego da palavra
“flor” nas duas orações – (1) “É linda essa flor”; (2) “Sua filha é
uma flor.”. Em (1), a palavra foi usada em seu significado
originário – DENOTATIVO, com “d” de “dicionário”. Já em (2),
“flor” significa uma pessoa boa, gentil, fora de seu sentido
primeiro, que é o vegetal. Por isso, foi usada em sentido
conotativo.
Função Emotiva

Centrada basicamente nas emoções do emissor, essa

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linguagem se utiliza bastante das primeiras pessoas (nós/eu) e


emite opiniões ou sensações a respeito de algum tema ou
pessoa. Também pode ser denominada “função expressiva”. É
muito comum em textos informais e/ou críticos.

Função Fática

Um bom exemplo são os textos publicados pelos professores


do Ponto. Também será visto mais adiante um desses casos,
quando falarmos sobre a função metalingüística.
Ela ocorre quando o emissor (no caso, eu) utiliza o canal de
comunicação (a matéria) para entrar em contato com o receptor
(você, leitor), com perguntas como “não é mesmo”, “viu só?”,
etc.
Função Poética

A partir do emprego de recursos de retórica, noções de


métrica, rima, ordenação das palavras, dentre outros
elementos, é a linguagem das obras literárias, principalmente
das poesias, em que as palavras são escolhidas e dispostas de
maneira a se tornarem singulares.

Função Referencial

Também chamada de informativa ou denotativa, o objetivo


dessa linguagem é transmitir a informação objetivamente. Essa
linguagem é muito usada em textos científicos ou jornalísticos.

Função Metalingüística

Metalinguagem é a propriedade que tem a língua de voltar-se


para si mesma.

Tema (conteúdo) e instrumento (forma) mesclam-se,


interpenetram-se, e o saldo dessa "confusão" é,
paradoxalmente, o distanciamento, que evita que o leitor os
confunda.

Ocorre quando principalmente em linguagem artística: música,


literatura, gravura. A partir dos exemplos, é mais bem
compreendida essa linguagem.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Ao compor “As canções que você fez para mim”,


brilhantemente interpretada por Maria Betânia, os autores
Roberto Carlos e Erasmo Carlos confundem o ato de compor
com a composição: “Hoje eu ouço as canções que você faz pra
mim/ Não sei porque razão tudo mudou assim / Ficaram as
canções e você não ficou.”

Outro bom exemplo dessa função verifica-se no filme “Quero


ser John Malkovich”, estrelado por quem? John Malkovich. Ou
no filme de Woody Allen, “Rosa Púrpura do Cairo”, em que o
título do filme de Allen é exatamente o título do filme retratado
na tela. Na película, a protagonista (Mia Farrow) é uma
espectadora que, de tanto ir ao cinema, acaba sendo convidada
pelo protagonista (um arqueólogo, se não me engano) a
participar, e dá-se a cena clássica em que ela sobe ao palco e
invade a tela de cinema. Notou a confusão entre tema e
instrumento?

A linguagem metalingüística, portanto, é a utilização do código


para falar dele mesmo: uma pessoa falando do ato de falar,
outra escrevendo sobre o ato de escrever.

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
:::::::::

É com base nessas duas últimas acepções que constatamos o


equívoco do examinador em indicar a opção “a” como correta.

Na metalinguagem, temos "o código pelo código". Samira


Chalhub nos esclarece que as possibilidades de organização,
criação, relação estão ligadas à noção de repertório que
determinará, em função do receptor, uma postura face ao
objeto artístico. A autora, ao abordar a metalinguagem poética,
também faz referência a intertextualidade e entende que a
mesma é uma forma de metalinguagem, uma vez que se refere
a uma linguagem anterior.
Contudo, o texto em questão não explora esse conceito de
intertextualidade. Trata-se de um texto jornalístico que não
apresenta elementos para que se afirme o uso de
metalinguagem.

Observa-se, sim, o emprego de linguagem referencial. Esta


ocorre quando o tema (referente) é posto em destaque. O texto

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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há de ser objetivo e claro, sem margem a duplas interpretações


ou ambigüidades e uma de suas características é o emprego da
3ª pessoa.

Em passagens como “Os números do relatório da CPI dedicada


originalmente aos Correios são expressivos, dos milhares de
páginas de texto e documentos aos mais de cem acusados.”,
nota-se o valor narrativo do texto.

Já em metáforas como “Um oceano nos separa do resultado


concreto” ou “...cabe esperar pela travessia do oceano e torcer
para que chegue a um bom porto”, o autor busca, com
elementos figurativos, expor os fatos ao leitor, ou seja, a
distância que há entre a apuração dos fatos (meio) e o
julgamento (fim).

Nota-se, também, a função emotiva da linguagem,


especialmente nas passagens em que o autor expõe sua visão
crítica acerca do assunto, como em “Há abusos. São
lamentáveis, mas inerentes à vida parlamentar, no Brasil e em
qualquer país onde haja comissões parlamentares.”.
O que invalida a opção “b” é o fato de afirmar que são criadas
ambigüidades. Nem mesmo quando expõe a dupla
possibilidade de interpretação da palavra “comissão”, o autor
deixa transparecer qualquer ambigüidade. Ao contrário. Torna
claro cada um dos significados que o vocábulo pode
apresentar: "Comissão", além do significado mercantil
(depreciativo, no caso do Parlamento), do dinheiro pago em
remuneração de serviço, é também o do grupamento
encarregado de realizar tarefa de interesse comum.”.

Não há qualquer sinal de emprego da linguagem


metalingüística ou de ambigüidade no texto, o que leva à
impossibilidade de se indicar qualquer alternativa válida.

Diante do exposto, é válida a apresentação de recurso com


vistas à anulação da referida questão, atribuindo-se o ponto a
ela correspondente a todos os candidatos.

Bibliografia sugerida:

Chalhub, Samira.Funções da Linguagem. Ed.Ática. 11ª edição,


2000.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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----. Metalinguagem. Ed.Ática. 4ª edição, 2002.

1/05/2006 - QUESTÃO 9 DA PROVA TCE/PR


Olá, bravos concursandos

Antes de entrarmos no assunto que me traz aqui hoje, venho


avisar aos candidatos que se preparam para o concurso de
Fiscal do Trabalho que está em andamento a Turma de
Exercícios da ESAF, e ainda há tempo de se matricular, fazer
os exercícios (questões anteriores) e participar do fórum.
Mesmo após a publicação da Aula 10, estaremos à disposição
para tirar dúvidas, prestar esclarecimentos ou bater um papo,
ouvir um desabafo... Ou seja, até a data da prova, o fórum e as
aulas permanecerão ativos.

Lembrem-se de que Língua Portuguesa é a única disciplina que


exige uma nota mínima isolada – 40% da vinte questões (estou
puxando a brasa mesmo, pois sei o quanto é ruim “bater na
trave”). Parece pouco, mas, em se tratando de ESAF, sabemos
que a prática e o domínio do tempo são fatores cruciais para a
aprovação do candidato. Por isso, fazer provas anteriores é tão
importante.

Dado o recado, vamos ao que interessa.

Nesse último fim de semana, houve o concurso para o Tribunal


de Contas do Estado do Paraná. A instituição responsável pelo
certame foi o Núcleo de Concursos da Universidade Federal do
Paraná – NC/UFPR.

Não conhecia a banca e tive uma grata surpresa: o nível da


prova foi muito bom, merecendo destaque especial a questão
n° 09 da prova para Assessor Jurídico
(http://www.nc.ufpr.br/tce2006/).

Alguns candidatos solicitaram a elaboração de recurso sob o


argumento de que não encontraram resposta válida.

No entanto, foi uma questão correta, bem-feita e “maldosa”,


pois exigia do candidato bastante atenção, especialmente no
que se refere à classificação morfológica (classe gramatical)
das palavras envolvidas.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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A partir da análise morfológica, podemos fazer a análise


sintática (função das palavras nas orações e períodos e sua
harmonização com as demais).

Vamos relembrar o assunto, mencionado em nosso primeiro


encontro “virtual”.

As palavras são divididas em classes. Essas, por sua vez,


distinguem-se em variáveis e invariáveis:

VARIÁVEIS (gênero e/ou número) INVARIÁVEIS

Substantivo Advérbio

Adjetivo Palavra invariável (*)

Artigo Conjunção

Pronome Preposição

Verbo Interjeição

Numeral

OBS: (*) A Nomenclatura Geral Brasileira (NGB) a classifica


como advérbio, mas alguns consagrados autores fazem essa
distinção.

Essa classificação é meramente didática. Poderemos nos


deparar com um pronome invariável (ISTO / AQUILO / QUEM),
mas como exceção. Em sua maioria esmagadora, os pronomes
se flexionam, por isso foram classificados como “variáveis”. O
mesmo ocorre com os adjetivos. Mas, enquanto os adjetivos
podem se flexionar (em gênero e/ou número), os advérbios

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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permanecem invariáveis.

Grosso modo, esse era o cerne da questão. Tente resolvê-la


antes de ler os comentários que seguem.

O texto a seguir é referência para as questões 07 a 09.

“De todos os processos analisados por este conselho até


agora, a materialidade dos fatos atribuídos ao representado é a
mais indiscutível, incontroversa, incontestável e
indubitavelmente comprovada.”

(Declaração de Cezar Schirmer sobre relatório que pediu a


cassação do deputado João Paulo Cunha por envolvimento
com o mensalão. Revista Veja, 15 mar. 2006.)

09 - Se, na frase de Schirmer, a expressão “a materialidade dos


fatos” for substituída por “os fatos”, serão necessários ajustes
na concordância nominal e/ou verbal. Aponte a alternativa em
que esses ajustes foram feitos corretamente.

a) ...os fatos atribuídos ao representado são o mais


indiscutível, incontroverso, incontestáveis e indubitavelmente
comprovados.

b) ...os fatos atribuídos ao representado são o mais


indiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmente
comprovado.

c) ...os fatos atribuídos ao representado são os mais


indiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmente
comprovados.

d) ...os fatos atribuídos ao representado são a mais


indiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmente
comprovada.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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e) ...os fatos atribuídos ao representado são os mais


indiscutíveis, incontroversos, incontestável e indubitavelmente
comprovado.

Para começar a resolver a questão, o candidato já deveria


eliminar as opções em que o adjetivo “comprovado” não
concorda com o substantivo “fatos” (b/d/e).

A partir daí, começa a “via crucis” do pobre estudante.

Os vocábulos "indiscutível, incontroversa, incontestável e


indubitavelmente" são ADVÉRBIOS.

Os advérbios são palavras INVARIÁVEIS (veja a tabela) que


modificam o sentido de verbos (“Ela dirige mal.”), adjetivos
(“Ela é muito alta.”), outros advérbios (“Ela dirige muito mal”),
ou mesmo sentenças inteiras ou enunciações (“Infelizmente,
não pude comparecer.”).

Na oração, os advérbios acompanham o adjetivo


"comprovada".

Acontece que, na construção oracional, a fim de evitar o


defeito denominado “eco”, somente o último deles é
acompanhado do sufixo “–mente”, mantendo-se os demais
somente com a “base”.

A característica desses advérbios é que eles se constroem a


partir da forma FEMININA E SINGULAR dos adjetivos
correspondentes (quando estes apresentam essa flexão): “Ela
saiu do lugar CALMAMENTE.” (CALMA + MENTE); “Ele dirige
seu carro CUIDADOSAMENTE.” (CUIDADOSA + MENTE); “É
preciso viver cada minuto INTENSAMENTE.” (INTENSA +
MENTE).

Acrescente o sufixo “mente” a cada um dos vocábulos e


constatará que o que está grafado na opção C é exatamente o
que resta após a extração do "mente" (indiscutivelmente /
incontroversamente / incontestavelmente).

Sabe onde está a maldade da questão?

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Está em levar os candidatos a pensar que “indiscutível,


incontroversa e incontestável” seriam, na construção,
adjetivos flexionados, em gênero e número, com
“materialidade” - o núcleo do sujeito (coincidentemente,
FEMININO E SINGULAR).

Ao sugerir a troca de “materialidade dos fatos” (núcleo:


materialidade) por “fatos”, o examinador proferiu o “golpe de
misericórdia”: o candidato, automaticamente, iria buscar a
flexão daqueles vocábulos no masculino plural (indiscutíveis,
incontroversos, incontestáveis) e NÃO ENCONTRARIA
RESPOSTA. A banca poderia ter sido mais cruel ainda e, em
uma das opções, apresentar a forma flexionada (os fatos
atribuídos ao representado são os mais indiscutíveis,
incontroversos, incontestáveis e indubitavelmente
comprovados), mas, com isso, provocaria a polêmica em
relação à classificação desses vocábulos, ensejando, assim,
um sem-número de recursos.

A posposição dos advérbios em relação ao adjetivo deixa claro


o valor circunstancial desses elementos. Note: “...os fatos
atribuídos ao representado são os mais comprovados
indiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmente.”.

Assim, a opção que apresenta a correta construção após a


troca é a de letra C: ...os fatos atribuídos ao representado são
os mais indiscutível, incontroversa, incontestável e
indubitavelmente comprovados.

Belíssima questão essa, não é?

Espero que as demais bancas examinadoras tenham esse


mesmo esmero ao elaborar as provas que vêm por aí (recado
especialmente dedicado à Dona ESAF).

Abraço.

05/05/2006 - ICMS/SP - Outro recurso - questão 16 - Prova TIPO


001
Olá, pessoal

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Um aluno encaminhou-me este recurso (cuja autoria


desconheço).

Realmente, tem razão o candidato que o apresentou, uma vez


que não há erro algum na afirmação da opção D.

Em relação às aspas, acredito que, dado o valor subjetivo de


seu emprego, não há como afirmar categoricamente que a
assertiva C esteja errada.

Contudo, certo está que a opção D não apresenta erro algum.


Por exercer na oração a função sintática de aposto, o
segmento poderia ser indicado entre vírgulas, travessões ou
parênteses.

Assim, fica a critério de cada um solicitar a anulação da


questão 16 (prova tipo 001) ou a mudança do gabarito para a
letra C (como propôs o candidato).

Obrigada pela colaboração e parabéns ao autor pela


argumentação apresentada.

Segue, abaixo, a proposta de recurso.

Abraço.
p.s. Fui informada, há pouco, de que a autoria do recurso
abaixo é do Prof.Décio Senna (RJ). Parabéns ao professor pela
argumentação.

RECURSO DE QUESTÃO

PROVA PARA FISCAL DE ICMS-SP

BANCA: FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS

QUESTÃO Nº 16

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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TRANSCRIÇÃO DA QUESTÃO:

A única afirmação INCORRETA sobre os sinais de pontuação


empregados no texto é:

a) Os dois pontos após vice-versa: (linha 4) anunciam um


esclarecimento acerca do

que foi enunciado.

b) Os parênteses em (ou até inventamos) – linhas 5 e 6 –


incluem comentário

considerado um viés do que se afirma.

c) As aspas em “nossos” (linha 10) firmam o caráter irônico da


expressão, exigindo

que se entenda o enunciado em sentido contrário (trata-se,


assim, de “tempos que

nos são estranhos”).

d) Os travessões em – este pátio comum ... compartilhado –


(linhas 23 a 25) isolam

uma apreciação acerca do Mediterrâneo e são equivalentes a


vírgulas.

e) A vírgula antes de não costeando (linha 22) pode ser


substituída, sem prejuízo da

correção, por travessão.

ARGUMENTOS:

Permitimo-nos, respeitosamente, discordar da interpretação


sugerida pela banca

examinadora para o emprego das aspas empregada no


vocábulo “nossos”.

Para mostrarmos a razão de nossa discordância, passamos a

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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transcrever o

fragmento textual em que se encontra tal vocábulo, ou seja, o


primeiro parágrafo do

texto relativo às questões de números 12 a 20:

Quando começa a modernidade? A escolha de uma data ou de


um evento não é

indiferente. O momento que elegemos como originário


depende certamente da idéia de

nós mesmos que preferimos, hoje, contemplar. E vice-versa: a


visão de nosso

presente decide das origens que confessamos (ou até


inventamos). Assim acontece

com as histórias de nossas vidas que contamos para os


amigos e para o espelho: os

inícios estão sempre em função da imagem de nós mesmos de


que gostamos e que

queremos divulgar. As coisas funcionam do mesmo jeito para


os tempos que

consideramos “nossos”, ou seja, para a modernidade.

O desenvolvimento da textualidade deixa-nos perceber que a


indicação de um

acontecimento, com respeito a seu início, está condicionada,


mais que tudo, à nossa

apreciação pessoal, subjetiva e, por isso mesmo, passível de


não ser exata. Deste

modo, um tempo que julgamos nosso pode perfeitamente não


o ser. Entendemos que

as aspas postas no vocábulo “nosso” pretendem mostrar que

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o vocábulo deve ser

entendido como portador de significado que se afasta da


literalidade. Como que a nos

indicar que não há, efetivamente, um tempo que seja nosso,


uma vez que tal

nomeação resulta de critérios, antes de tudo, personalísticos.


Não vemos, como viu a

douta Banca Examinadora, indicação de “tempos que nos são


estranhos”.

De qualquer modo, a afirmativa está impregnada do


subjetivismo de quem a avalia.

Não fazemos destas percepções discordantes nosso cavalo-


de-batalha. Move-nos, isto

sim, uma imprópria indicação acerca do emprego do duplo


travessão citado na

alternativa “d” da questão.

Para desenvolvermos nossa argumentação sobre este


emprego, transcrevemos o

fragmento textual em que surge, vale dizer, o segundo


parágrafo do mesmo texto do

qual extraímos a passagem relativa ao emprego das aspas em


“nossos”:

Bem antes que tentassem me comover de que a data de


nascimento da

modernidade era um espirro cartesiano (...), quando era rapaz,


se ensinava que a

modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da


escola, o primeiro capítulo

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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dos tempos modernos eram e são as grandes explorações.


Entre elas, a viagem de

Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara


adentro ou intermináveis

caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam


comparadas com a

aventura do genovês. Precisa ler “Mediterrâneo” de Fernand


Braudel para conceber o

alcance simbólico do pulo além de Gilbratar, não costeando,


mas reto para frente.

Precisa, em outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo – este


pátio comum navegável

e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado


– para entender por que

a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora


do fim do mundo

fechado, do abandono da casa materna e paterna.

Fixemo-nos, agora, no emprego dos travessões que isolam o


fragmento “este pátio

comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero


vital compartilhado”.

Trata-se de fragmento revestido de valor explicativo para o


sintagma “o mar

Mediterrâneo”. Podemos observar que está representado por


duas afirmativas cujos

núcleos repousam, respectivamente, no substantivo “pátio” e


no grupo de valor

substantivo “espécie de útero”: “este pátio comum navegável e


navegado por

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milênios” e “espécie de útero vital compartilhado”. Na verdade,


apesar de serem dois

grupos vocabulares, desempenham um único papel na


estrutura da oração, já que se

entrelaçam, sendo “espécie de útero vital compartilhado” como


que uma ratificação do

que antes se afirmou com “este pátio comum navegável e


navegado por milênios”. O

fragmento inteiro (“este pátio comum navegável e navegado


por milênios, espécie de

útero vital compartilhado”) desempenha, assim, papel


morfossintático de aposto e,

desta forma, nenhum prejuízo adviria ao texto, caso os


travessões fossem substituídos

por um par de vírgulas, como está sugerido na alternativa “d”.


Na verdade, o emprego

de travessões deve-se ao interesse de o redator pôr em relevo


estilístico – dada a

menor freqüência com que tais sinais surgem, no confronto


com as vírgulas – o aposto

mencionado.

A afirmativa contida na alternativa “d” está CORRETA e, deste


modo, não satisfaz

ao enunciado da questão.

Não será procedente o argumento de que tal aposto faz


menção ao núcleo do

sintagma “o mar Mediterrâneo”, uma vez que a menção “isolam


uma apreciação

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acerca do Mediterrâneo” permite que se subentenda, com


bastante facilidade, o

vocábulo “mar”.

CONCLUSÃO:

Do exposto, chegou-se à conclusão de que a afirmativa contida


na alternativa “d” da

presente questão, na verdade seu gabarito, como disposto pela


Banca Examinadora,

não padecia de qualquer erro. Assim sendo, não há como se


aceitar este gabarito.

Dado o grau de subjetividade de que se reveste a


argumentação contida para o

emprego das aspas no vocábulo “nossos” – alternativa “c” –,


embora estejamos

convictos de nossa interpretação para tal emprego, poderá


haver relutância em

adotar-se como resposta da presente questão esta alternativa,


o que seria,

evidentemente, a melhor solução. No entanto, ainda que não


concorde conosco, a

eminente Banca Examinadora não terá como ignorar a validade


dos argumentos que

envolvem a questão do emprego do duplo travessão, e, neste


caso, providenciará a

anulação da questão em tela.

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04/05/2006 - ICMS/SP - RECURSO À QUESTÃO 3 - PROVA TIPO


001

Pessoal,

Nos próximos dias, traçarei algumas considerações sobre a


prova de Língua Portuguesa do concurso realizado pela
Fundação Carlos Chagas – Agente Fiscal de SP.

Por enquanto, publico um possível recurso à questão 3 da


prova Tipo 001.

Cá entre nós, mas que questãozinha safada essa, hem? Era


preciso ser médium (ou qualquer coisa parecida) para
adivinhar o que o examinador queria dizer no enunciado (e não
disse!).

Diante da total falta de opções, alguns devem ter acertado


(provavelmente no chute). Por isso, vamos exigir maior
respeito a todos, professores e concursandos, que, após tanta
dedicação, têm o direito de mostrar o seu conhecimento, e não
o seu fôlego (prova longa e cansativa) ou a sua mira.

Já deixo registrado que essa banca é muito intransigente (até


mais do que a ESAF) e só anula uma questão quando não há a
mínima possibilidade de defendê-la.

De qualquer forma, vamos tentar!

Agora, só me resta desejar bom descanso (aos que estão na


luta pelas vagas) e bons estudos (aos que, infelizmente, não
tiveram a mesma sorte).

PORTUGUÊS

Instruções: As questões de números 1 a 11 referem-se ao texto


abaixo.

A educação é uma função tão natural e universal da


comunidade humana que, pela própria evidência, leva muito
tempo a atingir a plena consciência daqueles que a recebem e

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praticam, sendo, por isso, relativamente tardio o seu primeiro


vestígio na tradição literária. O seu conteúdo,
aproximadamente o mesmo em todos os povos, é ao mesmo
tempo moral e prático. Também entre os Gregos foi assim.
Reveste, em parte, a forma de mandamentos, como honrar os
deuses, honrar pai e mãe, respeitar os estrangeiros; consiste,
por outro lado, numa série de preceitos sobre a moralidade
externa e em regras de prudência para a vida, transmitidas
oralmente pelos séculos afora; e apresenta-se ainda como
comunicação de conhecimentos e aptidões profissionais a cujo
conjunto, na medida em que é transmissível, os Gregos deram
o nome de techné. Os preceitos elementares do procedimento
correto para com os deuses, os pais e os estranhos foram mais
tarde incorporados à lei escrita dos Estados. E o rico tesouro
da sabedoria popular, mesclado de regras primitivas de
conduta e preceitos de prudência enraizados em superstições
populares, chegava pela primeira vez à luz do dia, através de
uma antiqüíssima tradição oral, na poesia rural gnômica de
Hesíodo. As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente,
em virtude da sua própria natureza, à exposição escrita dos
seus segredos, como esclarece, no que se refere à profissão
médica, a coleção dos escritos hipocráticos.

Da educação, neste sentido, distingue-se a formação do


Homem por meio da criação de um tipo ideal intimamente
coerente e claramente definido. Essa formação não é possível
sem se oferecer ao espírito uma imagem do homem tal como
ele deve ser. A utilidade lhe é indiferente ou, pelo menos, não
essencial. O que é fundamental nela é o kalón, isto é, a beleza,
no sentido normativo da imagem desejada, do ideal. A
formação manifesta-se na forma integral do Homem, na sua
conduta e comportamento exterior e na sua atitude interior.
Nem uma nem outra nasceram do acaso, mas são antes
produtos de uma disciplina consciente. Já Platão a comparou
ao adestramento de cães de raça. A princípio, esse
adestramento limitava-se a uma reduzida classe social, a
nobreza.

Obs: gnômico = sentencioso

(Adaptado de Werner Jaeger, Paidéia: a formação do homem


grego. Trad. Artur M. Parreira, 4.ed., São Paulo: Martins Fontes,
2001, p. 23-24)

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3. A expressão a cujo conjunto os gregos deram o nome de


techné está corretamente reformulada, mantendo o sentido
original, em:

(A) de cujo conjunto se sabe o nome, a que os gregos deram


de “techné”.

(B) do qual conjunto foi nomeado, pelos gregos, como


“techné”.

(C) que, pelo conjunto, os gregos mencionaram por “techné”.

(D) pelo conjunto dos quais os gregos nominaram de “techné”.

(E)) o conjunto dos quais recebeu dos gregos o nome de


“techné”.

Gabarito oficial: E

A fim de subsidiar a argumentação que se segue, abaixo será


transcrito o período em que a expressão objeto da questão 3
surge no texto.

“e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos e


aptidões profissionais a cujo conjunto, na medida em que é
transmissível, os Gregos deram o nome de techné.”

As orações que compõem o período são:

1) e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos


e aptidões profissionais – oração sindética coordenada aditiva
em relação a outra oração anterior (não reproduzido)

2) a cujo conjunto os Gregos deram o nome de techné – oração


subordinada adjetiva restritiva, que apresenta como referente a
expressão “conhecimentos e aptidões profissionais”

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3) na medida em que é transmissível – oração subordinada


adverbial causal

Para solucionar essa questão, basta-nos analisar as orações 1


e 2.

O gabarito oficial, antes dos recursos, aponta a opção E como


a correta, indicando ser o seguinte segmento aquele que, sem
prejuízo de alteração do sentido, apresenta a forma
corretamente reformulada do trecho em epígrafe: “o conjunto
dos quais recebeu dos gregos o nome de `techné`.”

O texto, após tal reformulação, seria, então:

“... e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos


e aptidões profissionais o conjunto dos quais recebeu dos
gregos o nome de `techné`.”

Na lição de Celso Cunha e Lindley Cintra, em Nova Gramática


do Português Contemporâneo, “pronomes relativos são assim
chamados porque se referem, de regra geral, a um termo
anterior – o ANTECEDENTE. (...) Os pronomes relativos
assumem um duplo papel no período por representarem um
determinado antecedente e servirem de elo subordinante da
oração que iniciam”.

Em relação ao pronome relativo “cujo”, ensinam-nos os


mestres: “Cujo é, a um tempo, RELATIVO e POSSESSIVO,
equivalente pelo sentido a ‘do qual’, ‘de quem’, ‘de que’.
Emprega-se apenas como pronome adjetivo e concorda com a
coisa possuída em gênero e número.” (grifos não do original).

Esse pronome estabelece uma ligação entre dois substantivos


que apresentam uma relação de subordinação (a que os
autores chamam de “posse”), como no exemplo da questão em
análise: “o conjunto de conhecimentos e aptidões
profissionais”.

Na opção E, substituiu-se o pronome “cujo” pelo “dos quais”.


Em relação aos pronomes, não há dúvidas de que são

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equivalentes semanticamente.

Contudo, essa afirmação aplica-se somente ao SENTIDO DO


PRONOME, sem se levar em conta o contexto em que se
apresenta, ou seja, ambos têm o mesmo valor mas não pode
um ocupar o lugar do outro, acarretando, em virtude do seu
emprego indevido, prejuízo à coerência e correção gramatical
do período.

Essa ausência de conformidade gramatical se reforça a partir


da lição de Evanildo Bechara, em Lições de Português pela
Análise Sintática, a seguir transcrita: “O qual – e flexões que
concordam em gênero e número com o antecedente – substitui
o ‘que’ e dá à expressão mais ênfase” (grifos nossos).

Não há respaldo gramatical para a substituição do pronome


relativo “cujo” por “o qual”. Este último somente pode ocupar
o espaço do relativo "que”.

Assim, a opção E não pode ser considerada como correta.

Por estarem as demais opções igualmente inválidas, REQUER-


SE A ANULAÇÃO DA QUESTÁO 3, atribuindo-se o ponto a ela
correspondente a todos os candidatos.

Fontes que embasam o recurso:

Cunha, Celso & Cintra, Lindley. Nova Gramática do Português


Contemporâneo, 3ª.ed.- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa, 33ª.ed.-


São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1989.

------. Lições de Português pela Análise Sintática, 16ª.ed. – Rio


de Janeiro: Editora Lucerna, 2000.

28/04/2006 - ICMS/SP - PROVA COMENTADA DE PORTUGUËS


DO ÚLTIMO CONCURSO DA FCC

Olá, pessoal

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Como sei que muita gente costuma deixar o pobrezinho do


Português para a última hora (isso quando não o deixa de lado
mesmo), venho hoje trazer um presentinho aos que irão prestar
o concurso ICMS/SP: comentários à prova de Língua
Portuguesa do concurso mais recente realizado pela Fundação
Carlos Chagas – Banco do Brasil.

Os que tiveram a oportunidade de fazer a turma de exercícios,


verão muitos dos casos comentados em aula e confirmarão a
reincidência das questões de prova.

Aos que não a fizeram e nem, ao menos, deram uma “lidinha


rápida” no material de que dispõem, aproveito a oportunidade
para avisar (olha que quem avisa amigo é!!!): serão 40
questões na prova de Língua Portuguesa. Por isso, não
menosprezem essa disciplina e não a deixem para o último
momento da prova.

Espero que estes comentários venham a auxiliar, mais uma


vez, na preparação de todos vocês para a prova que será
aplicada no próximo fim de semana.

Bons estudos e boa prova!

Claudia Kozlowski

.............................................................................................................
..

CONHECIMENTOS GERAIS

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto


seguinte.

O funcionário e as paixões

Quem não leu que leia o romance O amanuense Belmiro, do


mineiro Cyro dos Anjos. Escrito há cerca de setenta anos,
conserva a capacidade de atualização das páginas escritas
com arte e verdade. Tem no título uma palavra hoje em desuso
– amanuense – que o dicionário esclarece: “escrevente;
funcionário de repartição pública que fazia cópias, registros e
cuidava da correspondência”. Notaram o tempo dos verbos?

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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“Fazia”, “cuidava”... Coisas já do passado. Mas então, qual a


atualidade desse livro?

Creio que qualquer funcionário público de hoje, por modesta


que seja sua função (ou talvez por isso mesmo), saberá
encontrar no romance um tema de interesse permanente: o
abismo que costuma se instalar entre a nossa rotina de
trabalho e as paixões que alimentamos secretamente. A
previsibilidade do cotidiano nos arremessa para os altos
sonhos.

O sonho desse amanuense Belmiro vem registrado e


desenvolvido em seu diário pessoal, que é a forma pela qual o
romance se apresenta: anotações metódicas, datadas, em que
o funcionário fala do que lhe ocorreu na repartição, ou na rua,
ou nos encontros com os amigos. Mas fala também de seu
amor por Carmélia, moça que lhe é inacessível, que ele idealiza
a não mais poder, fazendo dela o mito de sua vida. O leitor do
romance acompanha nas páginas do diário esse ir e vir entre o
sonho e rotina, entre a vida estreita do funcionário tímido e as
projeções de sua fantasia romântica. A única compensação
real para o amanuense está, de fato, em dar à linguagem de seu
diário o capricho da melhor forma possível; seu consolo é a
literatura, ainda que na forma modesta das páginas de um
caderno pessoal.

A vida mudou muito, não há dúvida; não existe mais,


rigorosamente falando, a função de amanuense. Nem por isso
deixaram de existir os funcionários que, no exercício de suas
obrigações diárias, olham pela janela ou para dentro de si
mesmos, buscando fixar a forma de seus desejos, os
contornos de seus sonhos secretos. Hoje, entre um
computador e um fax, continua a haver espaço suficiente para
nossa imaginação querer mais do que a vida nos dá, tal como
queria o honesto, simpático e amargurado Belmiro.

(José Calixto de Mendonça)

1. A justificativa para a recomendação Quem não leu que leia o


romance O amanuense Belmiro pode ser assim resumida:

(A) trata-se do registro de uma função pública que, hoje extinta,


deve ser lembrada pela relevância que assumiu em certa

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época.

(B) esse romance, embora não trate de tema que ainda


desperte interesse, encanta-nos pela beleza e objetividade de
sua linguagem.

(C) seu autor soube encontrar, em palavras que não mais


existem, a força de uma verdade que preenche de poesia o
nosso cotidiano.

(D)) esse romance já antigo, escrito na forma de um diário


pessoal, cuida de uma questão subjetiva que não é alheia ao
nosso tempo.

(E) trata-se de um diário que vale pela recuperação histórica e


realista do cotidiano que viviam os amanuenses em suas
repartições.

Gabarito: D

Comentário.

A passagem do 2º parágrafo transcrita adiante confirma a


indicação do autor à leitura do livro por tratar de uma questão
que, a despeito de ser antiga, continua atual: “Creio que
qualquer funcionário público de hoje, por modesta que seja
sua função (ou talvez por isso mesmo), saberá encontrar no
romance um tema de interesse permanente: o abismo que
costuma se instalar entre a nossa rotina de trabalho e as
paixões que alimentamos secretamente.”.

2. O significado de A previsibilidade do cotidiano nos


arremessa para os altos sonhos está mantido nesta outra
frase:

(A) Apesar de nossos sonhos serem altos, sentimo-nos


arremessados pelo nosso cotidiano mais previsível.

(B)) A falta de surpresa do nosso cotidiano nos impulsiona

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para a altura em que pairam os sonhos.

(C) Mesmo quando imprevisível, o nosso cotidiano contém os


sonhos que nos impulsionam para o que sequer imaginamos.

(D) Nos nossos sonhos mais altos, os fatos mais simples do


cotidiano ganham uma força súbita e imprevista.

(E) Se nosso cotidiano fosse menos imprevisível, não seríamos


lançados aos sonhos mais altos.

Gabarito: B

Comentário.

O que nos remete aos altos sonhos é exatamente a rotina do


cotidiano. Essa afirmação também está presente na oração da
alternativa (B). Note que a passagem “a altura em que pairam
os sonhos” tem sentido conotativo.

3. Considere as seguintes afirmações:

I. Cyro dos Anjos escreveu um romance que apresenta a


singularidade de se desenvolver na forma de um diário
pessoal, escrito por um amanuense vocacionado para a
literatura.

II. Em seu diário, o amanuense se esquiva de qualquer fato que


lembre sua rotina, dedicando-se às fantasias nascidas de sua
imaginação romântica.

III. Os leitores de O amanuense Belmiro não conseguem se


identificar com as oscilações do funcionário, mas se consolam
com a beleza de sua linguagem.

Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em

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(A)) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I e II.

(E) II e III.

Gabarito: A

Comentário.

Uma parte da afirmação do item I encontra respaldo nas


seguintes passagens: “O sonho desse amanuense Belmiro
vem registrado e desenvolvido em seu diário pessoal, que é a
forma pela qual o romance se apresenta” e “A única
compensação real para o amanuense está, de fato, em dar à
linguagem de seu diário o capricho da melhor forma possível;
seu consolo é a literatura, ainda que na forma modesta das
páginas de um caderno pessoal.”.

Percebe-se, no texto, o gosto de Belmiro pela literatura, uma


forma de compensação à rotina e à vida estreita enfrentada
diariamente, mas não precisamente um talento ou aptidão para
isso.

Contudo, a despeito de não encontrarmos referência para


asseverar que Belmiro possuía vocação para a literatura, em
função da incorreção dos demais itens, só nos resta considerar
esta assertiva como correta por ser a única resposta válida.

Como a prova foi aplicada recentemente, devemos aguardar o


resultado final.

II – Vemos no 3º parágrafo indicações de que essa assertiva


não está correta: “O sonho desse amanuense Belmiro vem
registrado e desenvolvido em seu diário pessoal, que é a forma
pela qual o romance se apresenta: anotações metódicas,
datadas, em que o funcionário fala do que lhe ocorreu na

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repartição, ou na rua, ou nos encontros com os amigos.”.

III – Não é isso que José Calixto de Mendonça, o autor do texto,


afirma em: “Creio que qualquer funcionário público de hoje,
por modesta que seja sua função (ou talvez por isso mesmo),
saberá encontrar no romance um tema de interesse
permanente(...)”

4. Atente para as seguintes frases:

I. (...) vem registrado e desenvolvido em seu diário pessoal (...).

II. (...) anotações metódicas, datadas (...).

III. (...) na forma modesta das páginas de um caderno pessoal.

Essas três frases têm em comum

(A) a notícia que dão acerca do assunto de que trata o


amanuense.

(B)) a referência que fazem à forma de apresentação do


romance.

(C) o enaltecimento de um específico traço do estilo de Cyro


dos Anjos.

(D) a razão pela qual o tema do romance se conserva atual.

(E) a oscilação afetiva vivida pelo amanuense Belmiro.

Gabarito: B

Comentário.

As expressões “diário pessoal”(I e III), “anotações metódicas,


datadas” (II) e “forma modesta” indicam o método de
apresentação do romance de Cyro dos Anjos.

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5. Na frase do segundo parágrafo por modesta que seja sua


função (ou, talvez, por isso mesmo), a expressão entre
parênteses pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido
do contexto, por

(A) ou, quem sabe, apesar disso.

(B) ou indo, talvez, além disso.

(C)) ou, quem sabe, em razão disso.

(D) ou mesmo a despeito disso, talvez.

(E) ou ainda, quem sabe, a fim disso.

Gabarito: C

Comentário.

A única opção que apresenta uma expressão que indica a idéia


de motivo, razão, assim como ocorre em “por isso”, é a da letra
(C) – “em razão disso”.

As conjunções apresentadas nas demais opções atribuem as


seguintes circunstâncias:

(A) e (D) adversativa - apesar de / a despeito de;

(B) aditiva - além de;

(E) final - a fim de.

6. Está plenamente atendida a concordância verbal em:

(A) Para o amanuense, não teriam havido outras


compensações, além das alegrias que lhe proporcionavam a
elaboração da linguagem do diário.

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(B) Entre um computador e um fax ainda existem, nas palavras


do autor, muito estímulo para as nossas paixões se
manifestarem.

(C) As preocupações íntimas, que se costuma traduzir na


linguagem pessoal de um diário, pode suscitar o interesse de
um grande número de leitores.

(D) Ninguém duvide de que possa estar na forma modesta de


um diário pessoal as questões subjetivas que a cada um de
nós é capaz de afetar.

(E)) É nas palavras de um diário que se formaliza a nossa


subjetividade, é nelas que se espelham as faces profundas dos
nossos desejos.

Gabarito: E

Comentário.

(A) Em uma locução verbal, o verbo auxiliar realiza a flexão que


o verbo principal faria se estivesse sozinho. Na locução verbal
“teriam havido”, o verbo “haver” (principal) é impessoal, pois
apresenta o sentido de “existência”. Por isso, mantém-se na 3ª
pessoa do singular.

Assim, essa flexão deve ser realizada pelo verbo auxiliar “ter”,
mantendo no singular – “... não teria havido outras
compensações...”.

Vimos em nossas aulas que “outras compensações” exerce a


função de objeto direto da construção oracional, não
interferindo na concordância verbal.

(B) Tanto o verbo haver quanto o verbo existir podem indicar


existência. A despeito de apresentarem o mesmo significado,
possuem estruturas sintáticas distintas. Enquanto que o verbo
haver é impessoal (não tem sujeito) e, por isso mesmo, se
mantém na 3ª pessoa do singular (o que o acompanha e é o
complemento verbal), o verbo existir possui sujeito e com este

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deve realizar a concordância.

A partir dessa observação, note que o sujeito de “existir” na


construção “Entre um computador e um fax ainda existem (...)
muito estímulo” é um elemento que está no singular –
“estímulo”. Por isso, o verbo deveria ser conjugado na 3ª
pessoa do singular – existe.

(C) Nessa questão, verificamos uma técnica muito comum


praticada pelas bancas examinadoras para “enganar” o
candidato em questões de concordância (a ESAF é mestra
nisso). Consiste em separar o sujeito do verbo por uma série
de elementos, de preferência em um número diferente daquele
em que deverá figurar o verbo. Assim, o candidato corre o
risco de se esquecer qual era o núcleo do sujeito e não
perceber o deslize de correspondência entre o verbo e o
sujeito.

Vamos sublinhar o que interessa para a análise:

“As preocupações íntimas, que se costuma traduzir na


linguagem pessoal de um diário, pode suscitar o interesse...”

Opa! A locução verbal está no singular enquanto que o sujeito


é plural. Questão clássica. Na hora da prova, faça isto –
sublinhe o sujeito e compare com o verbo.

(D) Em “Ninguém duvide de que possa estar na forma modesta


de um diário pessoal as questões subjetivas que a cada um de
nós é capaz de afetar?”, notam-se DOIS erros de concordância.
Vamos à análise.

“Ninguém duvide de que...” [ até aí, tudo bem...]

O sujeito de “possa estar na forma modesta de um diário


pessoal” é “as questões subjetivas”. Por isso, o verbo auxiliar
da locução deveria ser flexionado no plural – “possam estar
(...) as questões subjetivas...”.

Por fim, o pronome relativo que inicia a oração adjetiva tem por
referente “as questões subjetivas”, levando todos os
elementos do predicado para o plural: “as questões subjetivas
que são capazes de afetar a cada um de nós”. O complemento

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do verbo afetar (transitivo direto) recebeu uma preposição


(“afetar a cada um de nós”) para evitar a ambigüidade na
identificação do elemento que exerce a função de sujeito dessa
oração (o pronome relativo).

7. Mas fala também de seu amor por Carmélia, moça que lhe é
inacessível, que ele idealiza a não mais poder, fazendo dela o
mito de sua vida.

No período acima,

(A)) as duas ocorrências da palavra que têm o mesmo referente


da palavra dela.

(B) as palavras seu e sua referem-se a pessoas distintas.

(C) o pronome lhe tem como referência a moça Carmélia.

(D) a forma lhe poderia ser desdobrada e substituída por com


ele.

(E) o segmento que ele idealiza pode ser substituído por que é
idealizado.

Gabarito: A

Comentário.

O pronome oblíquo “ela”, contraído com a preposição “de” em


“dela”, tem por referente o substantivo “moça” (“fazendo da
moça o mito de sua vida”), o mesmo referente do pronome
relativo “que” nas duas passagens subseqüentes: “que lhe é
inacessível” = “a moça lhe é inacessível” e “que ele idealiza” =
“ele idealiza a moça”.

Em relação aos demais itens, cabem os seguintes comentários.

(B) O pronome possessivo “seu” (em “fala também de seu


amor por Carmélia”) tem por referente “Belmiro”, presente no

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período anterior, assim como o pronome “sua”, em “o mito de


sua vida” (“mito da vida de Belmiro”). Têm, portanto, o mesmo
referente.

(C) A passagem “moça que lhe é inacessível” equivale a “a


moça é inacessível a ele (Belmiro)”. Logo, o pronome “lhe” não
se refere a “moça”, mas a “ele / Belmiro”.

(D) Como vimos no comentário acima, o pronome “lhe”


equivale a “a ele” e não a “com ele”.

(E) Não pode uma estrutura de voz ativa (ele idealiza a moça)
ser substituída, sem prejuízo, pela forma passiva “que é
idealizado”, uma vez que o objeto direto (que passa a ser o
sujeito na voz passiva) é “moça” e não “ele”. Assim, se
houvesse a transposição de vozes, a forma passiva seria “que
é idealizada” (feminino).

8. Notaram o tempo dos verbos? “Fazia”, “cuidava”... Coisas já


do passado.

Pode-se corretamente acrescentar à observação acima, feita a


propósito do emprego do tempo verbal, esta outra observação:

(A) Coisas que ocorriam de modo imprevisível.

(B) Coisas que ocorriam muito raramente.

(C) Ações súbitas e rápidas.

(D)) Ações que ocorriam sistematicamente.

(E) Ações que ocorriam simultaneamente.

Gabarito: D

Comentário.

Vimos, na aula sobre verbos, que o pretérito imperfeito do

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indicativo indica a ocorrência habitual e com certa duração de


um fato passado. Assim, a definição que atende ao enunciado
é “ações que ocorriam sistematicamente”, ou seja, ocorriam
(passado) com habitualidade (sistemático = ordenado,
metódico).

9. Escrito há cerca de setenta anos, / conserva a capacidade de


atualização das páginas escritas com arte e verdade.

Estaria explicitada a relação de sentido entre os dois


segmentos destacados no período acima caso iniciasse

(A) o primeiro segmento por Uma vez.

(B) o primeiro segmento por Porquanto.

(C)) o primeiro segmento por Ainda que.

(D) o segundo segmento por por isso.

(E) o segundo segmento por de tal modo.

Gabarito: C

Comentário.

As conjunções “uma vez que”, “por isso”, “porquanto”, “de tal


modo” atribuem à oração subordinada um valor causal.

Contudo, as orações “Escrito há cerca de setenta anos” e


“conserva a capacidade de atualização das páginas escritas
com arte e verdade” estão em campos semânticos opostos: a
primeira indica antiguidade, enquanto que a segunda, sua
atualidade. Em virtude disso, a conjunção que se presta a unir
as duas orações é “ainda que”, de valor concessivo.

10. Está inteiramente clara e correta a redação do seguinte

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comentário acerca do texto transcrito:

(A) O autor se posiciona durante dois dos momentos do texto,


a saber quando fala empregando “Creio” e depois durante o
momento onde se inclue no plural de “nossa imaginação”,
assim como também em “nos dá”.

(B) Fica subtendido no texto que Carmélia devia de estar em


outra classe social, ou talvez alguma outra razão que deixasse
o amanuense achando que a moça não lhe dava acesso.

(C) Tem razão o autor em suspeitar de que mesmo na vida


moderna, comandada pela velocidade da eletrônica, temos
tempo para previlegiar nossos sonhos e nossas obcessões
mais fantasiosas.

(D) É realmente possível que nossos sonhos melhor


imaginados nascem por estímulo do que há de entedioso e de
previsível no nosso cotidiano, em cujo arrastar não
conseguimos realização.

(E)) Há palavras que entram em desuso pelo fato de


desaparecerem as coisas que nomeiam, como no caso de
“amanuense”, que designa uma função burocrática há muito
extinta.

Gabarito: E

Comentário.

(A) A conjugação dos verbos terminados em –UIR não segue o


modelo dos verbos de 3ª conjugação. Essa observação consta,
inclusive, da aula demonstrativa da turma para o ICMS/SP.
Esses verbos apresentam a letra “i” na conjugação da 3ª
pessoa do singular (incluir – inclui).

(B) Para a correção do período, deve-se retirar a preposição na


locução verbal “devia estar”.

(C) Notam-se três incorreções nesse item: erro de sintaxe de


regência na passagem “em suspeitar de que” – o verbo

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suspeitar é transitivo direto, devendo-se retirar a preposição


“de”; erro de ortografia: os vocábulos privilegiar (veja que essa
palavra foi objeto de comentário na aula demonstrativa) e
obsessões estão incorretamente grafados; erro de pontuação,
pois faltou uma vírgula após a conjunção “que” para isolar a
expressão “mesmo na vida moderna”.

(D) Quando o advérbio “bem” acompanha um adjetivo de base


participial (sua origem é o particípio de um verbo), forma-se um
conjunto adjetivo (bem-humorado / bem-vestido). Ao
superlativar essa locução adjetiva, o advérbio “mais” não deve
se contrair com o “bem” (elemento formador da locução).
Mantêm-se independentes (“Ele é o mais bem-vestido do
grupo”; “Hoje ele está mais bem-humorado” e não “melhor
vestido” ou “melhor humorado”). Não importa se os elementos
estão ligados por hífen ou não.

Assim, a forma correta seria, na oração: “É realmente possível


que nossos sonhos mais bem imaginados nascem por
estímulo...”.

Não existe o vocábulo “entedioso”. Em seu lugar, deveria ter


sido empregado o adjetivo correspondente a “tédio”:
entediante.

Por fim, está correta a última passagem do texto (que pode ter
levado muita gente a considerar essa opção errada). O relativo
“cujo”, como vimos exaustivamente em nossos encontros, liga
dois substantivos que apresentam relação de dependência. Na
oração, o vocábulo que sucede o relativo é um verbo que, por
derivação imprópria, se tornou um substantivo (“o arrastar”).

Admite-se, assim, o emprego do “cujo” (“o arrastar do


cotidiano”). A oração subordinada adjetiva seria: “não
conseguimos realização no arrastar de nosso cotidiano”.

Atenção: As questões de 11 a 20 referem-se ao texto seguinte.

Fobias

As pessoas que defendem o pastoral e a volta ao primitivo

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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nunca se lembram, nas suas rapsódias à vida rústica, dos


insetos. Sempre que ouço alguém descrever, extasiado, as
delícias de um acampamento – ah, dormir no chão, fazer fogo
com gravetos e ir ao banheiro atrás do arbusto – me espanto
um pouco mais com a variedade humana. Somos todos da
mesma espécie, mas o que encanta uns horroriza outros. Sou
dos horrorizados com a privação deliberada. Muitas gerações
contribuíram com seu sacrifício e seu engenho para que eu não
precisasse fazer mais nada atrás do arbusto. Me sentiria um
ingrato fazendo. E a verdade é que, mesmo para quem não tem
os meus preconceitos, as delícias do primitivo nunca são
exatamente como as descrevem. Aquela legendária casa à
beira de uma praia escondida onde a civilização ainda não
chegou, ou chegou mas foi corrida pelo vento, e onde tudo é
bom e puro, não existe. E se existe, nunca é bem assim.

– Um paraíso! Não há nem um armazém por perto.

Quer dizer, não há acesso à aspirina, fósforos ou qualquer tipo


de leitura.

– A gente dorme ouvindo o barulho do mar...

E de animais terrestres e anfíbios tentando entrar na casa para


morder o seu pé. E, se morder, você morre. O antibiótico mais
próximo fica a 100 quilômetros e está com a data vencida.

Não. Fico na cidade. A máxima concessão que faço à vida


natural, no verão, são as bermudas. E, assim mesmo, longas.
Muito curtas já é um começo de volta à selva.

(Luiz Fernando Veríssimo, Comédias para se ler na escola. Rio


de Janeiro: Objetiva, 2002, p. 103-104).

11. Atente para as seguintes afirmações:

I. O sentido da palavra pastoral, no contexto em que vem


empregada, é: relativo a campo, à vida campestre, em contato
direto com a natureza.

II. O cronista estabelece uma oposição, central em seu texto,


entre a vida rústica no interior e o isolamento numa casa em
praia deserta.

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III. A pessoa que diz “– Um paraíso! Não há nem um armazém


por perto” está-se valendo de profunda ironia.

Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma


em:

(A)) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I e II.

(E) II e III.

Gabarito: A

Comentário.

I – CERTA. “Pastoral”, segundo Aurélio, é um adjetivo que


apresenta a concepção de “relativo ao campo, campestre,
pastoril”. Essa é a acepção utilizada em “As pessoas que
defendem o pastoral”, com a substantivação do adjetivo.

II – ERRADA. O tema central, já indicado pelo título, é a repulsa


que o autor demonstrar ter em relação aos “prazeres” da vida
rústica.

III – ERRADA. A ironia parte do autor do texto, Luiz Fernando


Veríssimo, em relação àquele que afirma “Um paraíso! Não há
nem um armazém por perto”, uma vez que, a partir da
afirmação “Quer dizer, não há acesso à aspirina, fósforos ou
qualquer tipo de leitura”, demonstra não ver nisso vantagem
alguma.

12. Considerando-se o contexto, a frase Sou dos horrorizados


com a privação deliberada deve ser entendida como uma

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manifestação do cronista contra

(A) a condição de pobreza e desamparo a que tantos estão


submetidos.

(B) o hábito que têm as pessoas de proclamarem sua suposta


miséria.

(C)) a opção de renunciar às conquistas da vida urbana e


civilizada.

(D) o desejo egoísta de se apartar da vida social e de seus


desafios.

(E) a teimosia de muitos em ignorar a privação real em que


tantos vivem.

Gabarito: C

Comentário.

A privação deliberada a que se refere o autor é em relação a:


“dormir no chão, fazer fogo com gravetos, ir ao banheiro atrás
do arbusto”. Segundo ele, as conquistas alcançadas pelas
gerações passadas “contribuíram com seu sacrifício e seu
engenho” para que isso não mais tivesse necessidade de
acontecer.

13. Caso houvesse no cronista a preocupação de atender


rigorosamente à norma culta da língua escrita, em vez de
assimilar construções mais informais da linguagem oral, ele
deveria substituir

I. a expressão Me sentiria, num começo de período, por Sentir-


me-ia ou Eu me sentiria.

II. a palavra onde, na frase onde a civilização ainda não chegou,


por aonde.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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III. a construção concessão que faço por concessão de que


faço.

Está correto o que se propõe substituir em

(A) I, II e III.

(B)) I e II, somente.

(C) I e III, somente.

(D) II e III, somente.

(E) II, somente.

Gabarito: B

Comentário.

I – CORRETA. A norma culta condena o início de período por


pronome oblíquo átono, como em “Me sentiria”.

II – CORRETA. A regência do verbo chegar é transitiva indireta


com a preposição “a” (lembre-se da dica: verbo que indica
movimento rege preposição “a”). Essa preposição deve
anteceder o pronome relativo onde, que se refere a “uma praia
escondida”, ou seja, um lugar.

III – ERRADA. A troca ocasionaria um prejuízo gramatical à


oração, uma vez que o pronome relativo ‘que’ se refere
“concessão”, que, na oração adjetiva, exerce a função de
objeto direto: “[eu] faço a concessão”. Como o verbo “fazer” é
transitivo direto, não pode haver uma preposição “de” antes
desse pronome relativo.

14. É preciso corrigir a seguinte frase, na qual há um equívoco


quanto à concordância verbal:

(A) As maravilhas que se dizem a respeito de uma vida

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bucólica ou primitiva não parecem ter em nada animado o


cronista.

(B) Não consta, entre as fobias declaradas pelo cronista, a de


se sentir distante de alguém a quem o prendam laços afetivos.

(C) Não se ouvem apenas os cantos do mar, mas também os


sons de insetos e animais que podem representar uma séria
ameaça.

(D)) Uma das convicções do bem-humorado cronista é a de que


usar bermudas longas constituem a maior de suas concessões
à vida natural.

(E) Fica sugerido que livros, jornais e revistas são, para o


cronista, artigos de primeira necessidade, como o são fósforos
ou aspirina.

Gabarito: D

Comentário.

O que constitui “a maior de suas concessões à vida natural”?


Resposta: usar bermudas longas. Como o sujeito é oracional
(reduzido de infinitivo impessoal), o verbo fica na 3ª pessoa do
singular: “Uma das convicções do bem-humorado cronista é a
de que usar bermudas longas constitui a maior de suas
concessões à vida natural”.

Estão corretas as demais opções. Comentaremos algumas das


passagens que podem ter sido objeto de dúvidas.

(A) O pronome relativo “que” refere-se a “maravilhas”. O verbo


dizer é transitivo direto. Acompanhado do pronome “se”,
constrói voz passiva, cujo sujeito é “maravilhas” (certamente
você não acharia “esquisita” a construção: “as maravilhas que
são ditas ...”). Por isso, está correta a flexão verbal em “As
maravilhas que se dizem a respeito de uma vida bucólica ou
primitiva”. Em seguida, retomando o sujeito “as maravilhas”, a
locução verbal se flexiona no plural: “não parecem ter em nada
animado o cronista”.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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(B) A passagem “a quem o prendam laços afetivos” equivale a


“laços afetivos prendem-no [o cronista] a quem [a alguém]”.
Como o sujeito do verbo “prender” é “laços afetivos”, está
correta a concordância verbal.

(C) Mais uma vez, temos ótimos exemplos de construção de


voz passiva pronominal. O verbo “ouvir” é transitivo direto.
Acompanhado do pronome “se” (apassivador), deve concordar
com o sujeito paciente, quais sejam: “os cantos do mar” e “os
sons de insetos e animais”, justificando, assim, a flexão verbal
(“Não se ouvem”). Em seguida, o pronome relativo “que”
substitui o substantivo “sons” e leva o verbo “poder”, auxiliar
da locução “podem representar”, para o plural.

(E) Como o sujeito de “Fica sugerido” é uma oração, o verbo


está corretamente conjugado na 3ª pessoa do singular.

15. Na frase Não há acesso à aspirina, fósforos ou qualquer


tipo de leitura, o segmento sublinhado [EM NEGRITO] pode ser
corretamente substituído por

(A) Não têm meios de se obter.

(B) Fica-se indisponível de.

(C) Fica-se tolhido de.

(D) Não há como ir de encontro a.

(E)) Não há como se prover de.

Gabarito: E

Comentário.

O emprego do pronome “se” atribui à construção uma forma


indeterminada do sujeito, ou seja, o mesmo caráter impessoal
do verbo “haver” usado na forma original (“Não há acesso...”).

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Está, portanto, correto.

A maldade dessa questão ficou por conta destas duas opções:

(A) O verbo “ter” foi empregado no sentido de existência,


equivalente a “não há / existem meios de se obter”. Contudo,
essa construção não encontra abono na norma culta.
Considerando a informalidade do texto, essa opção poderia ser
considerada válida. Por isso, teríamos de analisar as demais
sugestões para indicar a que poderia substituir de forma
escorreita a passagem destacada. Não há dúvidas de que isso
ocorreu na ÚLTIMA opção.

(C) O verbo “tolhir” significa “impedir”. Pode alguém ficar


“impedido de aspirina”? A substituição proposta acarreta
prejuízo de coesão textual à passagem. Estaria correta a
proposta que tivesse sido: “Fica-se tolhido de obter/adquirir”.

16. Somos todos da mesma espécie, mas o que encanta uns


horroriza outros.

Caso o período acima iniciasse com a frase O que encanta uns


horroriza outros, uma consecução coerente e correta seria:

(A) dado que somos todos da mesma espécie.

(B) embora se tratem todos da mesma espécie.

(C) haja vista de que somos todos da mesma espécie.

(D)) conquanto sejamos todos da mesma espécie.

(E) posto que formos todos da mesma espécie.

Gabarito: D

Comentário.

A idéia entre as duas orações é adversa. Deve-se usar,

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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portanto, uma conjunção adversativa ou concessiva.

Deve-se, também, observar a correção gramatical da proposta.


Estão incorretas as demais sugestões pelos motivos que se
seguem.

(A) A conjunção “dado que” atribui um valor causal à oração


(uma vez que, por causa de).

(B) O erro não está na conjunção, mas na flexão do verbo


“tratar” que, acompanhado do pronome “se”, forma sujeito
indeterminado: “embora se trate da mesma espécie”.

(C) Além de ser inapropriado o emprego de “haja vista que”,


houve um erro ao acrescentar uma preposição “de” à
expressão.

(E) A conjunção “posto que”, corretamente utilizada por ter


caráter concessivo equivalente a “ainda que”, “embora” (e não
causal, como alguns pressupõem), admite, na construção, que
o verbo seja conjugado no presente do subjuntivo (“posto que
sejamos todos da mesma espécie”) ou no presente do
indicativo (“posto que somos todos da mesma espécie”), mas
não no futuro do subjuntivo (formos).

17. Considerando-se as palavras anfíbios e antibiótico, é


correto afirmar que

(A)) ambas têm o mesmo radical e apresentam prefixo.

(B) ambas têm o mesmo radical e apresentam sufixo.

(C) os prefixos de ambas têm sentido equivalente.

(D) há em ambas sufixos de sentido equivalente.

(E) ambas são exemplos de derivação parassintética.

Gabarito: A

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Comentário.

Esse assunto (“Estrutura e Formação das Palavras”) não está


no edital do concurso para Agente Fiscal de Tributos Estaduais
(vulgo “ICMS/SP”). Mesmo assim, iremos comentar a questão.

As duas palavras apresentam o mesmo radical: “bio”, que


indica “vida”. O prefixo da primeira, “anfi”, designa a
passagem “de um lado para o outro”. Por exemplo, um veículo
anfíbio é, portanto, o que pode transitar tanto na água quanto
na terra, da mesma forma que um animal anfíbio (sapo).

Já “anti” é um prefixo grego que indica oposição,


contrariedade, ação contrária. Por isso, está correta a
afirmação da opção (A).

18. Está plenamente correta a pontuação do seguinte


segmento:

(A) Pode viver um homem sem acesso à civilização. Não pode:


embora haja muitos que pensem o contrário. O que não é
evidentemente, o caso do cronista.

(B)) O poeta Álvares de Azevedo, no século XIX, parecia


alimentar a mesma convicção do cronista. Embora fosse um
romântico, o poeta ridicularizava os idealistas que,
tendenciosamente, omitiam as agruras da vida natural.

(C) O cronista é um dos maiores humoristas nossos, sem


receio de ofender pontos de vista alheios, costuma atacar o
senso comum; no que este tem de vicioso e sobretudo,
artificial.

(D) Provavelmente se sentirão hostilizados, aqueles que


defendem as delícias da vida natural. Em compensação: os que
relutam em aceitá-la, muito se divertirão com essa crônica.

(E) Não se privaria o cronista, do conforto que oferecem


instalações sanitárias, em nome de uma vida mais pura e mais
rústica. Por que haveríamos de renunciar aos ganhos da

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civilização, pergunta-se ele?

Gabarito: B

Comentário.

(A) O primeiro período, na verdade, deveria ser interrogativo


(“Pode viver um homem sem acesso à civilização?”),
apresentando-se a resposta no segundo período (“Não pode”).
A partir daí, uma vírgula o separa da oração subordinada
concessiva (“Não pode, embora haja muitos que pensem o
contrário”). Os dois pontos estão empregados de forma
incorreta.

Além disso, o verbo “ser” foi separado indevidamente de seu


complemento “o caso do cronista” por uma vírgula.

A expressão adverbial “evidentemente” deveria vir isolada por


DUAS vírgulas ou sem nenhuma delas, por ser um termo curto
e de fácil entendimento.

(C) O primeiro período se encerra em “nossos”. Deve ser


indicada essa interrupção por um ponto final. A seguir, está
indevidamente empregado o ponto-e-vírgula, que separa o
verbo “atacar” de seu complemento (“atacar no que este tem
...”). Por fim, faltou a primeira vírgula da série que isola o
vocábulo “sobretudo” (“e, sobretudo, artificial.”).

(D) O sujeito do verbo “sentir” é “aqueles”. Uma vírgula separa


o sujeito do verbo correspondente, devendo ser retirada. No
período seguinte, a expressão introdutória “Em compensação”
deve ser seguida por uma vírgula, e não pelo sinal de dois
pontos.

Por sua vez, a vírgula que separa o sujeito, representado pelo


pronome demonstrativo “os” (em “os [que relutam em aceitá-
la]”), do predicado “muito se divertirão” incorre em um dos
casos de proibição (separa sujeito do verbo).

(E) Um dos complementos do verbo bitransitivo privar foi


separado deste por uma indevida vírgula (“Não se [objeto

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direto] privaria o cronista [sujeito] do conforto [objeto


indireto]”).

19. Muitas gerações contribuíram com seu sacrifício e seu


engenho para que eu não precisasse fazer mais nada atrás do
arbusto.

Uma paráfrase adequada e correta da frase sublinhada [EM


NEGRITO] é:

(A) Muitos sacrifícios e engenhos foram feitos por sucessivas


gerações.

(B) Foram necessários o sacrifício e o engenho que em muitas


gerações contribuíram.

(C)) Houve a contribuição do sacrifício e do engenho de muitas


gerações.

(D) Em muitas gerações foram verificados seu sacrifício e seu


engenho.

(E) Sacrifício e engenho, em muitas gerações, vêm


contribuindo.

Gabarito: C

Comentário.

“Paráfrase” é nada mais é do que dizer a mesma coisa com


outras palavras. Não se assuste com o vocabulário. Mesmo
que não soubesse o significado dessa expressão, a partir das
opções, teria condições de perceber o que exige o examinador.

(A) A palavra “engenho”, no texto, tem o sentido de “talento”.


Por isso, não há possibilidade de ninguém ‘fazer talento’, como
proposto nessa oração (“...engenhos foram feitos”).

(B) Além da falta de uniformidade semântica, essa opção

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também seria descartada em virtude do erro de sintaxe da


regência do verbo “contribuir”, que, na oração, rege a
preposição “com”, e não “em”.

(D) Houve mudança de sentido nessa proposição.

(E) Houve prejuízo de coerência e de coesão na sentença desta


opção. Não se afirma que são “o sacrifício e o engenho” que
contribuem com alguma coisa.

20. A expressão de que preenche corretamente a lacuna da


frase:

(A) A privação ...... o autor não se conforma é a de itens como


aspirina, fósforos e leituras.

(B) O cronista não está nada interessado num tipo de vida ......
muita gente aspira.

(C) Há detalhes desagradáveis da vida rústica ...... muita gente


parece omitir, no entusiasmo de seus relatos.

(D) Muitos leitores partilharão das mesmas fobias ...... o


cronista enumerou em seu texto.

(E)) Há quem veja como supérfluos os recursos urbanos ...... o


cronista se recusa a abrir mão.

Gabarito: E

Comentário.

Essa é uma questão clássica da Fundação Carlos Chagas.

Para responder a essa questão, devemos observar dois


aspectos: o emprego do pronome relativo adequado à
construção e a exigência de preposição por algum termo
regente (verbo, substantivo, adjetivo) da oração subordinada
adjetiva.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Na opção (E), a expressão “abrir mão” exige a preposição “de”


(Alguém abre mão DE alguma coisa). Essa preposição
antecede o pronome relativo que se refere a “recursos
urbanos”. Então, a lacuna deverá ser preenchida com a
expressão “de que”: “Há quem veja como supérfluos os
recursos urbanos de que o cronista se recusa a abrir mão”.

Vejamos as demais opções:

(A) O verbo “conformar-se” (pronominal) rege a preposição


“com” (Alguém se conforma COM alguma coisa). A lacuna
seria preenchida por “com que”: “A privação COM QUE o autor
não se conforma é a de itens como aspirina, fósforos e
leituras”.

(B) O verbo “aspirar”, no sentido de “desejar ardentemente”,


rege a preposição “a”, devendo esta anteceder o pronome
relativo: “O cronista não está nada interessado num tipo de
vida A QUE muita gente aspira”.

(C) O verbo “omitir” é transitivo direto. Não há, portanto,


nenhuma preposição antes do pronome relativo: “Há detalhes
desagradáveis da vida rústica QUE muita gente parece omitir,
no entusiasmo de seus relatos”.

(D) O verbo “enumerar” possui complemento direto, não


devendo ser empregada nenhuma preposição antes do
pronome “que”: “Muitos leitores partilharão das mesmas
fobias QUE o cronista enumerou em seu texto”.

12/04/2006 - Dúvida de Português na prova de Informática

Queridos alunos,

Vejam como o domínio de nosso idioma tem repercussão em


praticamente todas as provas de um certame, não só na prova
de Língua Portuguesa.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Recentemente, recebi uma dúvida sobre a interpretação de


uma frase em uma questão da prova de Informática do
concurso de AFRF 2005.

Seguem a mensagem e a resposta na íntegra.

Cláudia,

No concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal realizado


em 17/12/05 caiu uma questão que, apesar de ser relativa à
disciplina de informática, gerou dúvidas quanto à interpretação
de uma das alternativas que foi considerada errada pela Banca
examinadora que foi a ESAF, porém, dependendo da
interpretação ela é considerada certa, o que anularia a questão.
Segue a alternativa para seu comentário e parecer:

Prova Tributária e Aduaneira(opção Inglês) - Prova 1 - Questão


53:

alternativa a) "uma pasta constitui um meio de organização de


programas e de documentos em disco e pode conter apenas
arquivos. "

Qual a interpretação desta afirmativa: uma pasta só pode


conter arquivos ou uma pasta também pode conter só
arquivos.

Não sei se deu para entender a dúvida? Na verdade a ESAF


interpretou que ela só pode conter arquivos e considerou a
questão incorreta pois ela pode conter outras coisas além de
arquivos.

Aguardo seu parecer e muito obrigado,

Há duas análises a fazer. A primeira, a respeito do emprego de


palavras denotativas.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Vamos partir de um exemplo: em um cartaz, o aviso "Peça


ajuda somente a funcionários do banco" é diferente de
"Somente peça ajuda a funcionários do banco" e de "Peça
somente ajuda a funcionários do banco.".

Em "Peça ajuda somente a funcionários do banco", indica-se o


perigo de se pedir ajuda a estranhos. Só os funcionários estão
aptos a ajudar. Essa é a informação que deveria estar em todas
as agências bancárias. Contudo, não é sempre isso que
escrevem por aí, causando confusão.

Em "Somente peça ajuda a funcionários do banco", determina-


se que os funcionários do banco estão ali para ajudar, e só.
Não se pode pedir um favor, puxar uma conversa, tirar dúvidas,
entregar um depósito... a eles só se pode PEDIR AJUDA.

Em "Peça somente ajuda a funcionários do banco", a palavra,


agora, está ligada a "ajuda", delimitando-se ainda mais o que
os funcionários do banco poderão fazer - a eles só se pode
pedir AJUDA, não se pode pedir mais nada além disso.

Agora, com esse esclarecimento, vamos à questão.

Quando o autor afirma que "pode conter apenas arquivos.", a


palavra "apenas" está acompanhando "arquivos" com idéia
excludente, ou seja, nada além de arquivos pode estar na
pasta. Se a intenção tivesse sido modificar o verbo, a palavra
"apenas" deveria ser empregada junto dele, ou melhor, da
locução verbal - "apenas pode conter arquivos", equivalente a
"não pode nada além de conter arquivos", ou seja, não pode
imprimir arquivos, copiar arquivos...só pode conter arquivos
(se é que isso faz algum sentido).

O pior ainda está por vir. Uma outra palavra acarretou uma
ambigüidade que ensejaria a anulação da questão. Vejamos.

O problema reside no emprego do verbo "poder". Isso porque


esse verbo tanto indicar "possibilidade" como "obrigação /
permissão / capacitação".

Quando a questão afirma que "uma pasta constitui um meio de


organização de programas e de documentos em disco e pode
conter apenas arquivos”, está formada a ambigüidade.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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Se considerarmos esse "pode" como obrigação / permissão /


capacitação ("a pasta tem a capacidade de conter apenas
arquivos"), a assertiva está INCORRETA . A pasta, além de
arquivos, está apta a conter outras pastas.

Contudo, se o entendimento for no sentido de "possibilidade"


("a pasta tem a possibilidade de conter apenas arquivos"), ela
está CORRETA no seguinte sentido: se a pasta tem a
capacidade de conter arquivos e outras pastas, é possível ao
usuário manter nela apenas arquivos.

Em resumo, essa ambigüidade, que poderia ter sido evitada


com o emprego de outras construções mais adequadas,
prejudicou os candidatos que fizeram uma interpretação
diferente da da banca.

OBSERVAÇÃO:

E se você achou estranha essa última construção (“uma


interpretação diferente da da banca”) e está achando que isso
mais parece um papo de maluco ou de neném (“da da”), saiba
que está ABSOLUTAMENTE CORRETA.

“Diferente” é um adjetivo que exige a preposição “de” – “uma


interpretação diferente de...”.

Em seguida, essa preposição se contrai com o pronome


demonstrativo “a”, que se refere a “interpretação” – “uma
interpretação diferente da ...”.

Como esse pronome demonstrativo “a” está no lugar de


“interpretação” (“uma interpretação diferente da
interpretação”) e, na seqüência, se apresenta o “dono” da
interpretação, mais uma vez se deve empregar a preposição
“de”, que estabelece uma relação de posse entre
“interpretação” e “banca”.

Assim, fica: uma interpretação diferente da [a = interpretação]


da banca.

Abraço e até a próxima.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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28/03/2006 - PROVA PROCURADOR BACEN - FUNDAÇÃO


CARLOS CHAGAS JAN/2006

Oi, pessoal

Esta matéria se dirige aos que estão se preparando para o


concurso de Fiscal do ICMS/SP, a ser realizado pela Fundação
Carlos Chagas.

Na turma de exercícios já lançada, veremos inúmeras questões


de provas dessa banca separadas por assunto. Falaremos
sobre ortografia (já disponível na Aula Zero – demonstrativa),
verbos, concordância, regência, crase, pontuação e pronomes,
pontos que, segundo o levantamento realizado nas provas da
FCC de 2004 até hoje, foram os mais explorados.

Não poderia, contudo, deixar de comentar uma questão da


prova para Procurador do BACEN, concurso este realizado em
janeiro deste ano.

Pela primeira vez, a Carlos Chagas explorou um tipo de


questão tão comum nas provas da ESAF: Ordenação Textual.

Quem vir a matéria publicada no Ponto 4 lerá algumas dicas


bastante importantes para esse tipo de questão.

Verá que o primeiro passo para resolvê-la é eliminar os


segmentos que apresentam elementos cujas referências já
devem ter sido mencionadas e que, por esse motivo, não
poderiam ocupar a primeira posição no texto.

Nas provas da ESAF, muitas vezes conseguimos até solucionar


a questão a partir dessa providência.

Mas, infelizmente, a coisa mudou de figura na questão


elaborada pela FCC.

Vamos, então, encarar a “fera” e tentar extrair algumas dicas


para ganhar esse pontinho possivelmente decisivo.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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(Procurador BACEN / Janeiro 2006)

20. Para responder a esta questão, considere os parágrafos


que seguem.

I. Essa situação prevaleceu ao menos durante os primeiros


tempos da colônia.

II. Vinte e sete anos mais tarde renova-se essa proibição, que
só com a Restauração seria parcialmente revogada, em favor
de ingleses e holandeses.

III. Com tudo isso, a administração portuguesa parece, em


alguns pontos, relativamente mais liberal do que a das
possessões espanholas. Assim é que, ao contrário do que
sucedia nessas, foi admitida aqui a livre entrada de
estrangeiros que se dispusessem a vir trabalhar. Inúmeros
foram os espanhóis, italianos, flamengos, ingleses, irlandeses,
alemães que para cá vieram, aproveitando-se dessa tolerância.

IV. Só mudou em 1600, quando Felipe II ordenou fossem


terminantemente excluídos todos os estrangeiros do Brasil.
Proibiu-se então seu emprego como administradores de
propriedades agrícolas, determinou-se fosse realizado o
recenseamento de seu número, domicílio e cabedais, e em
certos lugares – como em Pernambuco – deu-se-lhes ordem de
embarque para os seus países de origem.

V. Aos estrangeiros era permitido, além disso, percorrerem as


costas brasileiras na qualidade de mercadores, desde que se
obrigassem a pagar dez por cento do valor de suas
mercadorias, como imposto de importação, e desde que não
traficassem com os indígenas.

Os parágrafos acima constituem um texto organizado, extraído


do livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda (São
Paulo: José Olympio, 1948, p. 153-4) cujos parágrafos foram
transcritos de forma aleatória. A seqüência que reproduz a
ordem original, garantindo clareza e coesão, é:

(A)) III, V, I, IV, II.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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(B) III, II, I, V, IV.

(C) I, III, V, II, IV.

(D) IV, V, I, III, II.

(E) IV, I, V, II, III.

Você percebeu que TODOS os segmentos apresentam


referências textuais?

I - “Essa situação...” – que situação?

II – “...renova-se essa proibição...” – que proibição?

III – “Com tudo isso...” - “isso” o quê, cara pálida?

IV – “Só mudou em 1600,...” – o que mudou em 1600?

V - “Aos estrangeiros era permitido, além disso...”- além do


quê?

Como miséria pouca é bobagem, a banca simplesmente usa


um texto de Sérgio Buarque de Holanda, extraído de “Raízes do
Brasil”.

Se fosse para eliminar as opções que exigem algum


antecedente, você teria eliminado TODAS AS OPÇÕES,
entrando em desespero! CALMA!

Se não pudermos seguir esse caminho, iremos, então, usar


outra estratégia.

Vamos buscar, em cada trecho, uma relação com outro,


estabelecendo, assim, uma ordem entre eles.

Note que existe um nexo entre o que está sendo apresentado


no trecho I e a informação acerca da mudança ocorrida em
1600 (IV):

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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I - “Essa situação prevaleceu ao menos durante os primeiros


tempos da colônia”;

IV - “Só mudou em 1600, quando Felipe II ordenou fossem


terminantemente excluídos todos os estrangeiros do Brasil.
Proibiu-se então seu emprego como administradores de
propriedades agrícolas,”

Em resposta à pergunta “o que mudou em 1600?”, temos uma


resposta, ainda que incompleta: a situação dos estrangeiros no
país.

Mas que situação é essa?

Encontramos resposta para essa outra pergunta no trecho V –


“Aos estrangeiros era permitido, além disso, percorrerem as
costas brasileiras na qualidade de mercadores...” .

Percebemos, portanto, que o trecho V deve anteceder os


demais (I e IV).

Além disso, o trecho V apresenta um elemento de conexão:


“além disso”, que se refere ao trabalho dos estrangeiros,
presente no trecho III (“foi admitida aqui a livre entrada de
estrangeiros que se dispusessem a vir trabalhar.").

Esses dois parágrafos (III e V, nessa ordem) devem ser


apresentados logo no início do texto; depois virá o trecho I e,
finalmente, o trecho IV (III - V – I – IV).

Como encerramento, o segmento II faz referência a “essa


proibição” (“Vinte e sete anos mais tarde renova-se essa
proibição...”), proibição presente no segmento IV (“Proibiu-se
então seu emprego como administradores de propriedades
agrícolas...”).

Constatamos, pois, que a ordem [III, V, I, IV, II] forma um texto


coeso e coerente, sendo correta a resposta (A).

Até que não foi tão difícil assim, não é mesmo?

Bons estudos.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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14/03/2006 - Prova de Técnico da Receita Federal comentada -


Parte Final

Oi, pessoal

Hoje, finalmente, vamos encerrar os comentários à prova de


Técnico da Receita Federal.

Espero que tenha sido bastante proveitoso para todos.

Abraço.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>>>>>

26- Os segmentos abaixo são partes seqüenciadas de um


texto. Assinale o trecho incorreto quanto à organização
sintática.

a) O Estado, em dificuldades, já não consegue atender às


demandas da sociedade, notadamente aquelas dos segmentos
mais carentes.

b) Esses, proporcionalmente, concentram seus maiores


contingentes nos países mais pobres, reduzindo-lhes
crescentemente a possibilidade de superar a discriminação de
toda ordem e o resgate de seus direitos econômicos, sociais,
políticos e até de sobrevivência.

c) Movida pelas necessidades decorrentes da carência, a


sociedade procura construir sua autonomia e sua identidade
fora da tutela do Estado.

d) Num processo de reivindicação e expressão de luta, ela


busca uma nova maneira de encarar o Estado e de agir
coletivamente, manifestando suas aspirações e necessidades.

e) Nasce, então, novos atores sociais e políticos, que não só


lutam por políticas públicas que os atendam, mas,

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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principalmente, pelo reconhecimento como sujeitos legítimos


na construção e efetivação de direitos e de uma cultura política
de respeito às liberdades, à igualdade social, à justiça
econômica e à transparência das ações do poder público.

(itens adaptados de Carlos Eugênio Friedrich


Barretohttp://www2.uerj.br/~labore/cquestoesc/sociedade_2-
main.htm)

Gabarito: E

Comentário.

Há dois erros de estruturação sintática no segmento de letra


“e”.

O primeiro, em relação à concordância verbal – “Nasce, então,


novos atores sociais e políticos...” – o sujeito do verbo
“nascer” é “novos atores sociais e políticos”. Portanto, o verbo
deveria estar no plural: “Nascem, então, novos atores...”.

Além disso, exigiu-se o conhecimento de paralelismo sintático.

A colocação indevida da expressão “não só”, que inicia uma


série aditiva enfática, acabou por acarretar uma incorreção.
Vejamos:

“Nasce, então, novos atores sociais e políticos, que não só


lutam por políticas públicas que os atendam, mas,
principalmente,...”

“Não só... mas”, “não só...como”, “não só... mas também” são
chamadas séries aditivas enfáticas, pois apresentam
elementos que entre si apresentam uma relação de adição
(como na conjunção “e”), só que com bastante ênfase a cada
um deles. Cada uma das expressões antecede um desses
elementos coordenados.

Se a expressão “não só” antecede uma ação, expressa por


“lutam por políticas públicas que os atendam”, a outra
expressão “mas” deverá apresentar o outro elemento também

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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sob uma forma verbal que indique outra ação. Exemplo: “não
só lutam por políticas públicas, mas, principalmente, exigem
reconhecimento como sujeitos legítimos...”.

No texto, entretanto, o segundo elemento da série aditiva


também complementa o “lutar”, mencionado após a primeira
expressão. Assim, para corrigir essa construção, a expressão
“não só” deverá anteceder apenas o primeiro complemento,
permanecendo após o verbo, e não antes dele:

“Nasce, então, novos atores sociais e políticos, que lutam não


só por políticas públicas que os atendam, mas, principalmente,
pelo reconhecimento como sujeitos legítimos...”.

Dessa forma, a série aditiva estabelecerá uma relação entre os


dois complementos do verbo “lutar” – políticas públicas e
reconhecimento – permanecendo o verbo antes da série.

27 - Assinale a opção em que inexiste erro de natureza


gramatical e/ou lingüística.

a) Um dos grandes impulsionadores de mudanças são os


gestores urbanos que adotam a forma incrementalista de
atuação e agem, associados ou não a empresas imobiliárias,
no intuito de alterar usos da terra urbana ou de ampliar
fisicamente os limites da cidade.

b) A cidade também apresenta fixos com permanência, nos


quais não se alteram mesmo ao longo de processos seculares,
e é por isso que algumas cidades apresentam feições
históricas, preservadas como testemunhas de culturas
passadas, ultimamente “tombadas como patrimônios
históricos da humanidade”.

c) Aparentemente, as cidades parecem apresentar maior


densidade de fixos, pois o caráter de mudanças e
transformações não é capturado ao longo de uma mesma
geração social, ou se percebe apenas aquelas mudanças de
maior impacto, como derrubada de velhas fábricas nas quais
se constroem modernos centros de compras.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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d) A cidade, como construto socioespacial, reveste-se de


caráter cambiante conforme a atuação das forças que
impulsionam o processo de urbanização. Daí por que, no
decurso de algumas dezenas de anos, certos “fixos urbanos”
poderão não resistir à pressões da sociedade, emergindo
estruturas novas a partir de intervenções nos antigos cascos
da cidade.

e) Nessa ação incremental de governo tem papel de destaque


um amplo trabalho de marketing político sob a hégide da
“ideologia da casa própria” e a partir da doação de terreno e
uso constante dos meios de comunicação de massa
anunciando as diferentes estratégias de acesso a lotes.

(Aldo Paviani, A realidade da metrópole: mudança ou


transformação na cidade?, com adaptações)

Gabarito: A

Comentário.

O único item inteiramente correto é o de letra a. Vejamos a


incorreção dos demais:

b) Erro de regência - “A cidade também apresenta fixos com


permanência, os quais não se alteram...” – o pronome relativo,
que se refere a “fixos”, não deve ser regido pela preposição
“em”.

c) Erro de concordância verbal - Na construção, o verbo


“perceber” é transitivo direto (Alguém percebe alguma coisa).
Por estar acompanhado do pronome “se”, apresentando idéia
passiva, constrói voz passiva pronominal, em que o sujeito é o
termo plural aquelas mudanças. Por isso, o verbo deve com ele
concordar – “... ou se percebem apenas aquelas mudanças de
maior impacto...”. Além disso, o pronome relativo mais
apropriado seria “onde”, uma vez que “modernos centros de
compras” são construídos nos locais onde havia velhas
fábricas. O uso da expressão “nas quais” poderia causar uma
ambigüidade indesejável – os centros serem construídos nas
fábricas, e não no lugar onde elas estavam.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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d) Erro de crase – O verbo “resistir” exige a preposição “a”,


mas o termo regido admite o artigo definido feminino plural “as
pressões”. Por isso, a forma correta seria: “...certos ‘fixos
urbanos’ poderão não resistir às pressões da sociedade...”.

e) Erro de ortografia – a grafia da palavra é “égide”, que, em


sentido conotativo, significa “defesa”, “proteção”. Ademais, é
devido o emprego de uma vírgula após “governo”, de modo a
marcar o deslocamento da expressão adverbial introdutória do
período.

28 - A seguir estão transcritos trechos de relatórios, que


encerram recomendações ou exigências a serem cumpridas.

Aponte o trecho inteiramente correto quanto ao emprego da


modalidade padrão do idioma.

a) Sejam extraídas cópias do ofício n.12 e do Relatório de


Auditoria de acompanhamento de Gestão, às fl s. 153/163 dos
presentes autos, para inclusão no Processo X, concernente a
Auditoria de Obras, realizada na Superintendência da Zona
Franca de Manaus, a qual analisa inclusive as obras do Centro
de Biotecnologia da Amazônia - CBA.

b) Sejam determinadas à Secretaria Competente a realização de


levantamento ou auditoria no Ministério do Meio Ambiente,
com vistas à avaliar o Contrato de Gestão firmado entre esse
Ministério e a Associação Brasileira para o Uso Sustentável da
Biodiversidade da Amazônia, sob os primas da legalidade, dos
interesses público e social e da execução do seu objeto.

c) Proceda os aditamentos contratuais e a sua publicação em


tempo hábil, observando o disposto nos arts. 57, § 2º, e 61,
parágrafo único, da Lei n. 8.666/93, sob pena de nulidade do
aditamento com vício de intempestividade na sua assinatura ou
publicação.

d) Faça publicar as cessões de servidores a outros órgãos e


entidades públicas e suas eventuais prorrogações no Diário
Oficial da União, como forma de dar eficácia aos respectivos

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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atos de cessão e cumprimento ao contido no art. 93, § 3º, da


Lei n. 8.112/90.

e) Faça constar, dos próximos certames licitatórios, inclusive


nas dispensas e inexigibilidades, pesquisa prévia de preços
que comprove ter sido ela realizada e ter sido cumpridas as
disposições legais pertinentes relativas à seleção da proposta
mais vantajosa e à sua compatibilidade com os preços de
mercado (arts. 3º, caput, 26, parágrafo único, inciso III, 38,
inciso XII, e 43, inciso IV, da Lei n. 8.666/93, etc).

(Adaptado de
https://contas.tcu.gov.br/portaltextual/PesquisaLivre, acesso
em 21/10/2005)

Gabarito: D

Comentário.

Vamos comentar as incorreções das demais opções:

a) O título do relatório deve ser grafado com iniciais


maiúsculas em todos os vocábulos, exceto as expressões de
ligação, como preposições e conjunções: “Relatório de
Auditoria de Acompanhamento de Gestão”. Outro erro foi de
crase: o vocábulo “concernente” exige a preposição “a” e o
termo regido “Auditoria de Obras” aceita o artigo definido –
ocorre crase: “concernente à Auditoria de Obras” Além disso,
o vocábulo “inclusive” deveria ter sido colocado entre vírgulas.

b) Há três incorreções nesse item.

1º) Erro de concordância verbal – Em “a realização de


levantamento ou auditoria” , “levantamento” e “auditoria” são
complementos do substantivo “realização”. Assim, com esse
substantivo deve o verbo e o adjetivo concordar – “Seja
determinada ... a realização de levantamento ou auditoria...”.

2º) Erro de crase – “... com vistas a avaliar...” – antes de verbo


não há artigo definido feminino e, portanto, não poderá ocorrer
crase.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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3º) Erro de ortografia – “sob os primas” – o correto seria


“prismas”, que, em sentido conotativo, significa “pontos de
vista ilusório” (definição de Aurélio).

c) Erro de regência – o verbo “proceder”, na acepção utilizada,


é transitivo indireto com a preposição “a”. Assim, o correto
seria “Proceda aos aditamentos...”.

e) Verificam-se dois deslizes: pontuação e concordância. Erro


de pontuação – “dos próximos certames” exerce a função
sintática de objeto indireto de “constar” e, por isso, não
poderia ser separado por vírgula. Erro de concordância – o
sujeito da forma verbal “ter sido cumpridas” é “as disposições
legais pertinentes”. Por isso, deverá haver a flexão do verbo
auxiliar – “terem sido cumpridas”.

29- Assinale a opção que apresenta erro de pontuação.

a) Parece bastante óbvio que vários fatores têm forçado as


empresas a assumirem responsabilidades sociais, até
recentemente tidas como de exclusiva competência do Estado,
para com um modelo de desenvolvimento sustentável, o que
vai muito além do desempenho econômico-financeiro do
negócio.

b) Didaticamente, poderíamos organizar esses fatores em três


grandes variáveis. Primeiro, a crise social aumenta a pressão
por soluções para os problemas do crescente contingente de
empobrecidos em todo o mundo.

c) Brotam, em todos os lugares, mobilizações sociais: algumas


localizadas sob a forma de ações comunitárias; outras de
dimensões globais, como movimentos em defesa dos recursos
naturais e movimentos em defesa da igualdade econômica e
social.

d) Segundo, a incapacidade do Estado de atender às


crescentes demandas de contingentes sociais crescentemente
numerosos. Parece que o avanço do contingente populacional,
impõe demandas desproporcionalmente superiores à

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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capacidade do Estado em atendê-las.

e) Terceiro, o excesso de oferta generalizada e a crescente


concentração dos meios de produção em todos os segmentos
de negócios, que colocam em cheque a criatividade e os
modelos de gestão empresarial. A todo momento, a
sobrevivência das empresas é desafiada. A redução de custos
tem exaurido e destruído organizações inteiras, sem distinção
de tamanho e de áreas de atividade.

(Itens adaptados de Carlos Eugênio Friedrich Barreto -


http://www2.uerj.br/~labore/cquestoesc/sociedade_2- main.htm)

Gabarito: D

Comentário.

A exemplo do que já comentamos na questão 25, o erro reside


na separação, por vírgula, de termos inseparáveis.

Em “Parece que o avanço do contingente populacional [ , ]


impõe...”, a vírgula separa o sujeito do verbo correspondente,
devendo ser retirada para a correção do período.

30 - Abaixo estão os segmentos inicial e final de uma


correspondência oficial. É preciso completá-la nos espaços
pontilhados, ordenando os parágrafos na ordem em que devem
constar no documento. Numere os parênteses, obedecendo
aos princípios de coesão, coerência e encadeamento de idéias.
Assinale, a seguir, a opção que reproduz a ordem correta.

E.M. n. 122 /Interministerial MF – CGU-PR

Brasília, 26 de setembro de 2005.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República

.........................................................................................

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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.........................................................................................

......................................................................................

Respeitosamente,

MURILO PORTUGAL FILHO

Ministro de Estado da Fazenda Interino

WALDIR PIRES

Ministro de Estado do Controle e da Transparência

(....) Com o objetivo de dar fiel cumprimento àquela


determinação legal, cuja finalidade precípua consiste na
preservação do princípio constitucional da publicidade,
submetemos a Vossa Excelência o incluso Relatório de Gestão
Fiscal do Poder Executivo Federal, referente ao período de
janeiro a agosto do exercício de 2005.

(....) O referido Relatório deverá ser objeto de encaminhamento


ao Congresso Nacional e ao Tribunal de Contas da União,
conforme dispõe o art. 116 da Lei n. 10.934, de 11 de agosto de
2004.

(....) O Relatório de Gestão Fiscal, consoante determina a


supracitada Lei, deve conter informações relativas à despesa
total com pessoal, dívida consolidada, concessão de garantias
e operações de crédito, devendo, no último quadrimestre, ser
acrescido de demonstrativos referentes ao montante das
disponibilidades de caixa em 31 de dezembro, de cada
exercício e das inscrições em restos a pagar.

(....) Determina a mesma Lei que o Relatório deverá ser


publicado e disponibilizado ao acesso público até trinta dias
após o encerramento do período a que corresponder, prazo
esse que, para o segundo quadrimestre de 2005, se encerra em
30 de setembro do corrente.

(....) A Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000, que


estabelece normas de finanças públicas voltadas para a
responsabilidade na gestão fiscal, exige, em seu art. 54, a

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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emissão, ao final de cada quadrimestre, pelos titulares dos


Poderes e órgãos referidos no art. 20, do Relatório de Gestão
Fiscal assinado pelo respectivo Chefe e pelas autoridades
responsáveis pela administração financeira e pelo controle
interno, bem como por outras autoridades que vierem a ser
definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão.

(http://www.fazenda.gov.br/portugues/documentos/2005/
relatorioLRF2005.pdf, com adaptações)

A seqüência correta é:

a) 5 4 1 3 2

b) 4 5 2 3 1

c) 5 2 4 3 1

d) 1 3 2 4 5

e) 1 2 4 3 5

Gabarito: B

Comentário.

Essa questão, em virtude do grande número de


questionamento, já foi objeto de análise no nosso Ponto 17.
Então, para unificar os comentários, transcrevemos abaixo o
que se falou sobre a questão naquela matéria.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>> Como já dissemos, o gabarito foi a letra b.

Já falamos aqui, em outra matéria, sobre ordenação textual.


Primeiramente, devemos eliminar da primeira posição do texto
(nº 1) os segmentos que apresentam elementos de coesão
textual que dependem de informações antecedentes.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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São eles:

1º segmento – “Com o objetivo de dar fiel cumprimento àquela


determinação legal...”

2º segmento – “O referido Relatório...”

3º segmento – “O Relatório de Gestão Fiscal, consoante


determina a supracitada Lei...”

4º segmento - “Determina a mesma Lei...”

Diante disso, concluímos que o texto só poderia começar com


o 5º segmento (“A Lei Complementar n. 101...”).

O que deveria, então, fazer o candidato, de acordo com o


enunciado? Colocar o nº 1 nos parênteses que antecedem o
quinto segmento. Assim, na quinta posição da enumeração,
estaria o nº 1. Quais são as opções que apresentam essa
disposição? As letras b e c.

Foi nesse momento que os candidatos podem ter se


confundido. Equivocadamente, devem ter numerado
seqüencialmente os segmentos e, após essa providência,
indicado a ordem de acordo com o número que apuseram nos
parênteses. Aí, consideraram que o texto começaria com o nº
5. Como conseqüência, não encontraram a ordem correta e,
como forma de “arranjar” uma resposta, mudaram a ordem
adequada ao texto, indicando uma outra ordem apresentada
pela opção a ou c.

CUIDADO! NÃO FOI ESSA A DETERMINAÇÃO DO ENUNCIADO!

Vejamos o que foi solicitado: “Abaixo estão os segmentos


inicial e final de uma correspondência oficial. É preciso
completá-la nos espaços pontilhados, ordenando os
parágrafos na ordem em que devem constar no documento.
Numere os parênteses, obedecendo aos princípios de coesão,
coerência e encadeamento de idéias. Assinale, a seguir, a
opção que reproduz a ordem correta.”.

Nos parênteses deve ser indicado o nº da posição que o


segmento ocupará no texto (1 = 1º parágrafo , 2 = 2º parágrafo,

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K


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e assim sucessivamente).

Voltando à ordenação, vimos que o 5º segmento ocuparia a


posição nº 1. Neste segmento, apresenta-se o Relatório de
Gestão Fiscal. Na seqüência, apresentar-se-ão as informações
que devem constar desse relatório, quais sejam: “relativas à
despesa total com pessoal, dívida consolidada, concessão de
garantias e operações de crédito”, informações essas
presentes no 3º segmento, que receberá, nos parênteses, o nº
2. Além disso, a expressão “supracitada lei” remete à Lei nº
101, mencionada na introdução do texto (5º segmento –
posição 1), o que confirma a segunda posição no texto.

Sucessivamente, indicar-se-á, na posição nº 3 do texto, o 4º


segmento, que trata da publicação do referido relatório.

Em seguida, virá o primeiro segmento, que, por apresentar a


expressão “àquela determinação legal”, indica que este trecho
se encontra distante do primeiro parágrafo (pronome
demonstrativo aquela usado em referência anafórica).
Receberá, portanto, o nº 4.

Finalmente, virá o segundo segmento, que encerra o texto


indicando o encaminhamento que deve ser dado ao relatório e,
por isso, receberá o nº 5.

Destarte, a ordenação dos segmentos seria: 4 – 5 – 2 – 3 – 1,


opção do item “b”.

Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K