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Metrologia
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Normalização

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Normalização

COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

e e Guia do Formando Normalização Normalização Normalização Normalização COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

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M.T.04

Colecção MODULFORM - Formação Modular Título Metrologia e Normalização Suporte Didáctico Guia do Formando
Colecção MODULFORM - Formação Modular Título Metrologia e Normalização Suporte Didáctico Guia do Formando

Colecção

MODULFORM - Formação Modular

Título

Metrologia e Normalização

Suporte Didáctico

Guia do Formando

Coordenação Técnico-Pedagógica

IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional Departamento de Formação Profissional Direcção de Serviços de Recursos Formativos

Apoio Técnico-Pedagógico

CENFIM - Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica

Coordenação do Projecto

ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade Direcção de Formação

Autor

Joaquim Guedelha / Ricardo Lourenço

Capa

SAF - Sistemas Avançados de Formação, SA

Maquetagem e Fotocomposição

ISQ / Cláudia Monteiro

Revisão

OMNIBUS, LDA

Montagem

UNIPRINT, LDA

Impressão e Acabamento

UNIPRINT, LDA

Propriedade

Instituto do Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, 11 1099 - 018 Lisboa

Preço

4

500 esc.

1.ª Edição

Portugal, Lisboa, Março de 1999

Tiragem

1

000 Exemplares

Depósito Legal

ISBN

Copyright, 1999 Todos os direitos reservados IEFP

Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP

Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação Profissional e Emprego, co-financiado pelo Estado Português, e pela União Europeia, através do FSE

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Índice Geral

M.T.04

ÍNDICE GERAL

I - SUBSISTEMA NACIONAL DE METROLOGIA

Conceito de Metrologia

I.2

Domínios de actividade

I.2

Metrologia científica

I.3

Metrologia industrial

I.3

Metrologia legal

I.4

Estrutura nacional

I.5

Resumo

I.6

Actividades / Avaliação

I.7

II - FACTORES DE INFLUÊNCIA NA MEDIÇÃO

Conceitos de erro

II.2

Erro absoluto

II.2

Erro relativo

II.3

Erro sistemático

II.3

Erros aleatórios

II.3

Erros imputáveis ao ambiente

II.4

Coeficiente de dilatação térmica

II.6

Erros imputáveis ao aparelho de medição

II.7

Erros imputáveis ao operador

II.8

Resumo

II.10

Actividades / Avaliação

II.11

Resumo II.10 • Actividades / Avaliação II.11 MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee

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Índice Geral

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M.T.04

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III - TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE MEDIDA

Metrologia dos comprimentos (Metrologia dimensional)

III.3

Definição de metro

III.3

Fundamentos do nónio

III.3

Aparelhos e instrumentos de medida

III.5

Medição de ângulos

III.29

Estados de superfície

III.41

Temperatura

III.46

Definição de Kelvin

III.46

Fundamentos de temperatura termodinâmica

III.47

Técnicas e instrumentos

III.47

• Sistema físico

III.48

• Sistema eléctrico

III.51

• Sistema óptico

III.55

Metrologia das massas

III.56

Definição de quilograma

III.56

Técnica de medição

III.56

Aparelhos ou instrumentos de medida

III.56

• Massas-padrão

III.56

• Dispositivos de pesagem

III.59

• O dinamómetro e a balança

III.63

Metrologia eléctrica

III.64

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Índice Geral

M.T.04

Definição de intensidade de corrente eléctrica

III.64

Aparelhos de medida

III.65

Tempo

III.80

Definição de segundo

III.80

Tipos de relógios

III.80

Os relógios de precisão

III.82

Intensidade luminosa

III.85

Definição de candela

III.85

Grandezas associadas

III.85

Quantidade de substância

III.86

Metrologia das pressões

III.86

Definição

III.86

Os vários tipos de pressão

III.87

Técnicas e instrumentos de medida

III.87

Metrologia dos volumes

III.95

Unidade de volume

III.95

Conceitos gerais

III.95

Resumo

III.98

Actividades / Avaliação

III.99

IV - CADEIAS HIERARQUIZADAS DE PADRÕES

Conceitos de padrões

IV.2

Rastreabilidade

IV.3

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Índice Geral

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M.T.04

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Calibração

IV.4

Cadeias hierarquizadas de padrões

IV.4

Resumo

IV.6

Actividades / Avaliação

IV.7

V - NORMALIZAÇÃO

Conceitos fundamentais

V.2

Normalização nacional

V.4

Normalização regional

V.6

Normalização internacional

V.7

Resumo

V.9

Actividades / Avaliação

V.10

GLOSSÁRIO

GL.1

BIBLIOGRAFIA

B.1

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

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SubsistemaSubsistemaSubsistemaSubsistemaSubsistema NacionalNacionalNacionalNacionalNacional dedededede MetrologiaMetrologiaMetrologiaMetrologiaMetrologia

M.T.04 UT.01

M.T.04 UT.01 Subsistema Nacional de Metrologia

Subsistema Nacional de Metrologia

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Subsistema Nacional da Metrologia

Ut.01M.T.04

OBJECTIVOS

No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:

Definir o conceito de metrologia;

Caracterizar a Gestão Nacional da Metrologia, os seus organismos e domínios de actuação.

TEMAS

Conceito de metrologia

Domínios de actividade

Metrologia científica

Metrologia industrial

Metrologia legal

Estrutura nacional

Resumo

Actividades / Avaliação

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Subsistema Nacional da Metrologia

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CONCEITO DE METROLOGIA

Medir e contar são as operações cuja realização de todos os dias exige maior frequência e rigor.

A

dona de casa, ao fazer as suas provisões de roupas, o engenheiro, ao fazer

o

projecto de uma ponte, o operário, ao ajustar um instrumento de precisão, o

agricultor, ao calcular a quantidade de sementes a lançar à terra, toda a gente,

nas mais variadas circunstâncias, qualquer que seja a sua profissão, tem necessidade de medir.

A metrologia define-se como "o domínio do conhecimento relativo à medição",

ou mesmo, como a ciência e a arte de fazer medições, e compreende tudo o que respeita ao processo como é feita, abrangendo os instrumentos utilizados,

o local e o próprio manipulador envolvidos na medição.

Pode classificar-se a metrologia como a interciência das ciências experimentais, invocando o facto de que as suas leis são aplicáveis a todas as disciplinas e que o progresso científico depende muito do que as ciências lhe dão e dela recebem.

Os principais domínios da metrologia dizem respeito a:

Unidades de medida e suas unidades padrão (sua criação, reprodução, conservação e transmissão);

Medições (seus processos, execução, estimativa da sua exactidão e incerteza);

Instrumentos ou aparelhos de medição (suas propriedades, consideradas do ponto de vista do fim a que se destinam);

Operadores (suas qualidades).

Assim, pode afirmar-se que a metrologia envolve todos os problemas, tanto teóricos como práticos, relativos às medições, qualquer que seja a sua exactidão, abrangendo os instrumentos utilizados, o local onde são realizadas e o próprio observador.

o local onde são realizadas e o próprio observador. DOMÍNIOS DE ACTIVIDADE Na metrologia definem-se, em

DOMÍNIOS DE ACTIVIDADE

Na metrologia definem-se, em regra, três campos de actividade com características afins, aos quais correspondem, em regra, instituições próprias, por vezes com estatutos completamente distintos.

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MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

Componente Científico-Tecnológica

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Subsistema Nacional da Metrologia

Ut.01M.T.04

Tais campos são, normalmente, designados por:

 
 

Metrologia científica

Metrologia industrial

Metrologia legal

Metrologia científica

Metrologia científica

A

realização física das unidades de medida e das constantes fundamentais,

mediante a conservação e desenvolvimento de padrões e instrumentação em laboratórios adequados, é o objectivo da metrologia científica.

Com a publicação do diploma específico, ficaram definidas as unidades legais no território nacional.

 

Pormenorizando um pouco, podemos dizer que competências da área científica englobam a actualização interna, pelo nosso país, do sistema de unidades, tendo em conta as decisões e recomendações internacionais e, ainda, a coordenação da conservação e desenvolvimento dos padrões nacionais.

Estas competências estão confiadas ao Instituto Português da Qualidade (IPQ), através da Direcção de Serviços de Metrologia.

Serão estruturas executivas no domínio da metrologia científica os laboratórios primários, a quem está confiada a conservação e desenvolvimento dos padrões nacionais que lhe forem cometidos por decisão do Governo. Entre estes, figura

Laboratório Central de Metrologia (LCM) do IPQ, detentor da maior parte dos padrões nacionais.

o

Metrologia industrial

Metrologia industrial

A

metrologia industrial tem como objectivo o apoio às actividades de controlo

de processo e de produtos, mediante a integração em cadeias hierarquizadas de padrões dos meios metrológicos existentes nas empresas, laboratórios e outros organismos, e à definição dos sistemas de calibração internos.

Está prevista na legislação metrológica a criação de um sistema de metrologia

industrial de natureza facultativa, obviamente. Ao abrigo desta legislação, será

o

IPQ quem definirá os princípios que regerão o sistema.

Os princípios por que se deve reger a edificação do sistema da metrologia

industrial passam, basicamente, pela definição clara dos seguintes aspectos a

 

respeitar:

Domínio da metrologia aplicada (comprimento, massa, tempo, etc.);

Nível de actuação (classes de incerteza);

Tipo de actividade a desenvolver (calibração de produtos, controlo de processos, etc.);

Componente Científico-Tecnológica

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Subsistema Nacional da Metrologia

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Ut.01M.T.04

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· ISQISQISQISQISQ Ut.01M.T.04 IIIII 44444 • Manual de procedimentos (procedimentos, normas,

Manual de procedimentos (procedimentos, normas, registos, etc.).

Os laboratórios ou empresas em processos de acreditação ou certificação actuam na área da metrologia industrial e têm características diferenciadas e estatutos diversos, consoante expressamente ficar indicado nos respectivos processos de reconhecimento.

Metrologia legal

A metrologia legal tem como objectivo o controlo metrológico dos instrumentos

de medição regulamentados, mediante o seu acompanhamento, desde a concepção e fabrico até à sua utilização, em domínios como as transações comerciais, saúde, segurança, defesa do consumidor, fiscalização, protecção do ambiente, economia de energia, etc.

O sistema da metrologia legal é constituído por três níveis de actuação central,

regional e local, correspondendo às seguintes estruturas:

O IPQ;

As Delegações Regionais do Ministério da Economia (DRME);

Os aferidores de pesos e medidas das Câmaras.

Um dado instrumento de medida passa a pertencer ao sistema da metrologia legal a partir do momento que sai um regulamento (em Diário da República) a definir as operações de controlo metrológico, bem como as competências dos organismos na sua execução.

(Ver o regulamento metrológico de medidas materializadas de comprimento, no anexo 1).

As operações de controlo metrológico são:

Aprovação de Modelo, que corresponde a ensaiar de um modo exaustivo um modelo de aparelho a comercializar, com vista a se concluir se este modelo obedece ou não aos requisitos especificados. As aprovações de modelo são da competência do IPQ;

Primeira Verificação, que corresponde a ensaiar todos os aparelhos a serem comercializados e cujo modelo já foi aprovado. Normalmente, estas verificações são da competência das DRMIE;

Verificação Periódica, que corresponde a ensaiar periodicamente os aparelhos já com primeira verificação e cuja periodicidade é definida pelo regulamento. Estas verificações são normalmente executadas pelas DRMIE, pelos aferidores das Câmaras e por organismos com competência (dada pelo IPQ) para o efeito;

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

Componente Científico-Tecnológica

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Subsistema Nacional da Metrologia

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Verificações Extraordinárias que, em termos de ensaios, correspondem a uma primeira verificação, e são executadas, normalmente, quando o aparelho sofre uma reparação apreciável.

ESTRUTURA NACIONAL

Em 2 de Julho de 1983, foi publicado o Diploma do Sistema Português da Qualidade (Decreto-Lei nº 234/93), no qual se estabelecem as bases fundamentais para a aplicação de uma política da Qualidade a nível nacional. Foi criado o Conselho Nacional da Qualidade - CNQ, que define as regras básicas dos três subsistemas (Metrologia, Normalização e Qualificação).

Com o objectivo de desenvolver e debater em pormenor os problemas de cada um dos subsistemas, foram criadas as comissões permanentes de cada uma das áreas abrangidas por estas.

Cada uma destas comissões (Comissão Permanente de Metrologia - CPM, Comissão Permanente de Normalização - CPN e Comissão Permanente da Qualidade - CPQ) é constituída por representantes de organismos estatais,

privados ou mesmo convidados particulares, cuja actividade ou conhecimento

o justifiquem.

Os membros destas comissões reúnem-se normalmente de 2 em 2 meses.

A Comissão Permanente de Metrologia tem como objectivo desenvolver e debater

problemas do âmbito da metrologia, bem como a análise e criação de documentos de orientação para levar a bom termo a metrologia em Portugal.

Para se debaterem em pormenor problemas pontuais nos diferentes domínios da metrologia, criaram-se comissões técnicas, constituídas por representantes de organismos estatais ou privados, cuja actividade ou conhecimento possa dar um contributo positivo na resolução dos problemas.

Como exemplo, temos a uniformizção dos procedimentos de ensaio nos vários domínios (comprimento, temperatura, etc.).

De modo a coordenar os três subsistemas, existem, então, as reuniões do Conselho Nacional da Qualidade.

então, as reuniões do Conselho Nacional da Qualidade. Componente Científico-Tecnológica

Componente Científico-Tecnológica

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Subsistema Nacional da Metrologia

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IIIII

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· ISQISQISQISQISQ Ut.01M.T.04 IIIII 66666 RESUMO A metrologia é tudo aquilo que se relaciona com a

RESUMO

A metrologia é tudo aquilo que se relaciona com a medição, desde o processo,

os instrumentos, o local, o operador, etc.

Os domínios de actividade são três: Metrologia Científica, Industrial e Legal, cabendo, a cada um, papéis diferentes no que respeita à actuação, mas encontrando-se interligados no que respeita a padrões, processos de ensaio, condições laboratoriais, entre outras.

O organismo que superintende toda a estrutura nacional da qualidade é o IPQ,

apoiando-se, este, em outros organismos estatais ou privados (Comissões Permanentes e Comissões Técnicas).

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Componente Científico-Tecnológica

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Subsistema Nacional da Metrologia

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ACTIVIDADES

1. De entre os instrumentos abaixo discriminados, assinale com X os fortes candidatos a estarem sujeitos a controlo metrológico (metrologia legal):

Paquímetroestarem sujeitos a controlo metrológico (metrologia legal): Balança de um talho Micrómetro Radares de polícia

Balança de um talhoa controlo metrológico (metrologia legal): Paquímetro Micrómetro Radares de polícia Parquímetro Tacógrafo

Micrómetro(metrologia legal): Paquímetro Balança de um talho Radares de polícia Parquímetro Tacógrafo Taxímetro

Radares de polícialegal): Paquímetro Balança de um talho Micrómetro Parquímetro Tacógrafo Taxímetro Termómetro Manómetro

ParquímetroBalança de um talho Micrómetro Radares de polícia Tacógrafo Taxímetro Termómetro Manómetro Termómetro

Tacógrafode um talho Micrómetro Radares de polícia Parquímetro Taxímetro Termómetro Manómetro Termómetro clínico

TaxímetroMicrómetro Radares de polícia Parquímetro Tacógrafo Termómetro Manómetro Termómetro clínico

TermómetroRadares de polícia Parquímetro Tacógrafo Taxímetro Manómetro Termómetro clínico Esfignomanómetro Contador

Manómetrode polícia Parquímetro Tacógrafo Taxímetro Termómetro Termómetro clínico Esfignomanómetro Contador de energia

Termómetro clínicoParquímetro Tacógrafo Taxímetro Termómetro Manómetro Esfignomanómetro Contador de energia eléctrica

EsfignomanómetroTaxímetro Termómetro Manómetro Termómetro clínico Contador de energia eléctrica Alcoolímetro 2. Um

Contador de energia eléctricaManómetro Termómetro clínico Esfignomanómetro Alcoolímetro 2. Um comerciante quer vender medidores de

Alcoolímetroclínico Esfignomanómetro Contador de energia eléctrica 2. Um comerciante quer vender medidores de gás que ele

2. Um comerciante quer vender medidores de gás que ele próprio inventou.

Descreva todo o controlo metrológico a que estes medidores de gases provavelmente vão estar sujeitos durante a sua vida útil, bem como os organismos mais prováveis para o executarem.

/ AVALIAÇÃO

organismos mais prováveis para o executarem. / AVALIAÇÃO Componente Prática

Componente Prática

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FactoresFactoresFactoresFactoresFactores dedededede InfluênciaInfluênciaInfluênciaInfluênciaInfluência nanananana MediçãoMediçãoMediçãoMediçãoMedição

M.T.04 UT.02

MediçãoMediçãoMediçãoMediçãoMedição M.T.04 UT.02 Factores de Influência na Medição

Factores de Influência na Medição

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

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Factores de Influência na Medição

Ut.02M.T.04

OBJECTIVOS

No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:

Caracterizar os principais conceitos de erros;

Enunciar alguns exemplos de factores de influência nas medições.

TEMAS

Conceitos de erro

Erro absoluto

Erro relativo

Erro sistemático

Erros aleatórios

Erros imputáveis ao ambiente

Coeficiente de dilatação térmica

Erros imputáveis ao aparelho de medição

Erros imputáveis ao operador

Resumo

Actividades / Avaliação

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

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Factores de Influência na Medição

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CONCEITOS DE ERRO

· ISQISQISQISQISQ Ut.02M.T.04 CONCEITOS DE ERRO Ao efectuar-se uma medida, esta será sempre afectada por um

Ao efectuar-se uma medida, esta será sempre afectada por um dado erro.

A grande maioria dos erros resulta, geralmente, das seguintes fontes:

escala mal graduada;

diferença de temperatura entre a peça e o aparelho;

leituras não perpendiculares à escala;

pressão variável nas peças móveis dos aparelhos;

pouca prática do operador.

Erro absoluto

O erro absoluto define-se como sendo a diferença algébrica entre o resultado

da medição e o valor (convencionalmente) verdadeiro da grandeza medida.

Exemplo II. 1
Exemplo II. 1

Foram efectuadas medições da temperatura do gelo fundente, tendo-se chegado aos seguintes resultados:

t1 =

0,55 °C

t2 =

0,02 °C

t3 =

0,00 °C

t4 = - 1,02 °C

Determinar o erro absoluto de cada uma das medições.

Erro absoluto (t1) = 0,55 °C - 0 °C = 0,55 °C

Erro absoluto (t2) = 0,02 °C - 0 °C = 0,02 °C

Erro absoluto (t3) = 0,00 °C - 0 °C = 0,00 °C Erro absoluto (t4) = - 1,02 °C - 0 °C = - 1,02 °C

Determine o erro absoluto das medidas anteriores, admitindo que a água continha um pouco de álcool e que o valor verdadeiro da temperatura é de - 1,00 °C.

Resolução:

Erro absoluto (t1) = 0,55º C - (-1,00ºC) = 1,55º C

Erro absoluto (t2) = 0,02º C - (-1,00ºC) = 1,02º C

Erro absoluto (t3) = 0,00º C - (-1,00ºC) = 1,00º C Erro absoluto (t4) = -1,02º C - (-1,00º C) = -0,02º C

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Componente Científico-Tecnológica

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Factores de Influência na Medição

Ut.02M.T.04

O termo de erro absoluto aplica-se igualmente:

à indicação;

ao resultado bruto;

ao resultado corrigido.

como veremos mais adiante.

Os componentes conhecidos do erro da medição podem ser compensados pela aplicação de correcções apropriadas.

Erro relativo

Quociente do erro absoluto da medição pelo valor convencionalmente verdadeiro da grandeza medida.

Exemplo II. 2
Exemplo II. 2

Erro percentual: é obtido a partir do erro relativo, multiplicado por cem.

Ao medir um bloco padrão de 20 mm com um paquímetro, obteve-se, como medida, o bloco 20,05 mm.

Determinar o erro relativo e percentual:

Er

 

20,05

20,00

0,05

=

20,00

=

20

= 0,0025

Normalmente, o erro relativo é dado na forma percentual:

Erro sistemático

Ep = Er x 100 = 0,25%

Pode definir-se como o componente do erro da medição que, em várias medições, se mantém constante ou varia de forma previsível.

Estes erros dependem essencialmente do operador, das condições ambientais e do equipamento.

Erros aleatórios

O componente do erro da medição que varia de forma imprevisível, quando se

efectuam várias medições da mesma grandeza, chama-se erro aleatório.

Estes erros dependem, essencialmente, do operador e de causas variáveis.

Os erros aleatórios reduzem-se quer melhorando as condições de observação (usando auxiliares), quer melhorando o observador pela prática e reciclagem.

Uma forma de minimizar o efeito dos erros aleatórios é utilizar como medida mais provável a média aritmética das medidas efectuadas.

mais provável a média aritmética das medidas efectuadas. Componente Científico-Tecnológica
mais provável a média aritmética das medidas efectuadas. Componente Científico-Tecnológica

Componente Científico-Tecnológica

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Factores de Influência na Medição

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Ut.02M.T.04

Exemplo II. 4
Exemplo II. 4

Medimos o diâmetro de um veio com um micrómetro e, de quatro medidas efectuadas, obtivemos os seguintes valores:

13,08; 13,10; 13,05 e 13,05 mm

Os erros aleatórios serão atenuados ao considerarmos o valor

13,08

+

13,10

+

13,05

+

13,05 =

 

4

13,07 mm

como valor da grandeza (valor mais provável).

Os erros prováveis cometidos foram, então, respectivamente:

+ 0,01; + 0,03; - 0,02 e - 0,02 mm

Tendo em conta 13,07 como valor médio.

ERROS IMPUTÁVEIS AO AMBIENTE

Os factores mais importantes que há a consagrar para obtenção de medidas exactas relacionadas com o ambiente são:

Variações de temperatura;

Radiações solares;

Calor provocado pela iluminação;

Temperatura do aparelho que executa a medição.

Uma condição importante para as medições é a observação e conservação de uma temperatura nominal uniforme durante a medição.

Para que se possam comparar resultados de medições efectuadas em alturas ou locais diferentes, torna-se necessário estabelecer uma temperatura de referência. Os aparelhos de medição e as peças apresentam o seu valor nominal para uma determinada temperatura de referência.

Na fig. II.1 indicamos algumas variações de comprimento para diferenças de temperatura, cujos valores são expressos em µm (valores para aço-cromo).

valores são expressos em µm (valores para aço-cromo). IIIIIIIIII 44444

IIIIIIIIII

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Componente Científico-Tecnológica

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Factores de Influência na Medição

Diferenças Comprimento (mm) de Temperatura 5 10 20 50 100 200 500 1 000 0,1ºC
Diferenças
Comprimento (mm)
de
Temperatura
5
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20
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500
1 000
0,1ºC
0,006
0,01
0,02
0,06
0,1
0,2
0,6
1,2
0,2ºC
0,03
0,06
0,1
0,3
0,6
1,2
2,8
6,8
1 0,06
0,1
0,2
0,6
1,2
2,3
5,8
1,5
2 0,12
0,2
0,5
1,2
2,3
4,6
11,5
23,0
3 0,20
0,6
1,2
2,8
5,8
11,5
28,8
67,6
Fig. II.1 - Variações de comprimento em função de diferenças de temperatura
As dilatações térmicas afectam o funcionamento dos mecanismos, modificam
as dimensões das peças e a sua folga de funcionamento e provocam erros de
medição (figuras II.2 e II.3).
Fig. II.2 - Radiações solares
Fig. II.3 - Calor provocado pela iluminação
Componente Científico-Tecnológica
MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização
Ut.02M.T.04

Guia do Formando

IIIIIIIIII

55555

Factores de Influência na Medição

IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ

Ut.02M.T.04

IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ Ut.02M.T.04 Coeficiente de dilatação térmica ( ααααα ) Sabe-se

Coeficiente de dilatação térmica (ααααα)

Sabe-se que a dilatação de um corpo (aumento L) é proporcional ao seu coeficiente de dilatação (α), ao aumento de temperatura em graus ( t) e ao seu comprimento inicial a 0 °C de temperatura (Lo), conforme é possível verificar na fig. III.4.

Daqui se deduz que

L = L o x

t xα

fig. III.4. Daqui se deduz que L = L o x ∆ t x α Fig.

Fig. II.4 - Dilatação de um corpo

O coeficiente de dilatação é representado pela relação entre o acréscimo de um corpo e o seu próprio comprimento, a uma temperatura de referência, para um grau de diferença de temperatura.

Tabela de coeficientes de dilatação de alguns materiais mais comuns (fig. II.5)

Substância

Coeficiente

Aço Alumínio Bronze Carbureto de tungsténio (widia) Zinco Cobre Latão Vidro

12x10 -6 24x10 -6 17x10 -6 5,5x10 -6 26x10 -6 14x10 -6 20x10 -6 4 a 9x10 -6

Fig.II.5 - Tabela de coeficientes de dilatação

IIIIIIIIII

66666

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

Componente Científico-Tecnológica

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Factores de Influência na Medição

Ut.02M.T.04

Exemplo II. 4
Exemplo II. 4

Determinar o erro absoluto e relativo percentual que se comete ao medir um bloco de aço com = 11,5 x 10 -6 de 300 mm, sabendo que a temperatura na altura da medição é de 22,5 °C.

A temperatura de referência para controlo dimensional é de 20 °C.

Resolução:

L = 0,3 x 11,5 x 10 -6 x 2,5 = 8,6 µm = erro absoluto

Erro relativo percentual =

8,6 x 10

3

300

x 100

=

0,0028

%

ERROS IMPUTÁVEIS AO APARELHO

DE MEDIÇÃO

Geralmente, os aparelhos de medição também introduzem erros. Construídos com, e para, determinadas tolerâncias não evitam que, com o uso e o tempo, se vão tornando imperfeitas e percam o seu ajuste e precisão.

vão tornando imperfeitas e percam o seu ajuste e precisão. Efeito de uma carga Nas medições

Efeito de uma carga

Nas medições por contacto, que são as mais numerosas, a peça sofre o efeito de uma carga ou pressão de contacto, suportando, normalmente, uma pequena deformação elástica das superfícies de contacto (fig. II.6).

elástica das superfícies de contacto (fig. II.6). Fig. II.6 - Deformação devida à pressão de contacto

Fig. II.6 - Deformação devida à pressão de contacto

Fig. II.6 - Deformação devida à pressão de contacto Componente Científico-Tecnológica

Componente Científico-Tecnológica

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IIIIIIIIII

77777

Factores de Influência na Medição

IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ

Ut.02M.T.04

Elástica: Esta deformação é dada pela fórmula: δ= P = Força exercida L = Comprimento
Elástica:
Esta deformação é dada pela fórmula:
δ=
P = Força exercida
L = Comprimento da peça
São eles, por exemplo:
• Erros de paralaxe

Deformação Elástica

P x L S x E
P
x L
S
x E

(II.1)

S = Secção da peça E = Módulo de elasticidade

Embora o aparelho seja constituído por um conjunto de peças de precisão correctamente montadas, estas estão sempre sujeitas a: folgas de articulações, atritos, desgastes, defeitos de forma e de perpendicularidade, defeitos de centragem e alinhamento, etc.

ERROS IMPUTÁVEIS AO OPERADOR

Os erros de medição que o técnico de metrologia comete, ao ler a dimensão da graduação dos aparelhos, são inevitáveis. Esses erros são devidos à visão, ao tacto, à sua sensibilidade e ao cansaço.

à visão, ao tacto, à sua sensibilidade e ao cansaço. produzem-se pelo facto de a leitura

produzem-se pelo facto de a leitura não ser feita no aparelho na direcção perpendicular à escala ou à graduação (fig. II.7 e II.8).

à escala ou à graduação (fig. II.7 e II.8). Fig. II.7 - Exemplo de erro na

Fig. II.7 - Exemplo de erro na leitura devido a paralaxe

IIIIIIIIII

88888

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Componente Científico-Tecnológica

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Factores de Influência na Medição

• Erros devido à variação de pressão na utilização (fig. II.8). Fig. II.8 - Pressão
• Erros devido à variação de pressão na utilização (fig. II.8).
Fig. II.8 - Pressão excessiva na aplicação do paquímetro
• Erros devido à colocação incorrecta dos aparelhos (fig. II.9 e II.10)
bem
mal
mal
Fig. II.9 - Posição do comparador
Fig. II.10 - Posição do micrómetro de profundidades
Componente Científico-Tecnológica
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99999

Factores de Influência na Medição

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Ut.02M.T.04

IIIIIIIIII

1010101010

· ISQISQISQISQISQ Ut.02M.T.04 IIIIIIIIII 1010101010 RESUMO Quando efectuamos uma medição, vários factores

RESUMO

Quando efectuamos uma medição, vários factores actuam de modo a impedir- -nos de determinar a medida real ou valor verdadeiro da grandeza medida. Normalmente, os factores mais importantes são:

ambiente;

aparelho ou instrumento;

operador.

Ao efectuarmos uma medição, cometemos sempre erros, erros estes, que podem ser atenuados através de factores de correcção adequados.

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

Componente Científico-Tecnológica

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Factores de Influência na Medição

 

ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO

 

1. Uma barra de aço tem um comprimento de 200 mm a 15 °C. Que comprimento terá a 20 °C?

  1. Uma barra de aço tem um comprimento de 200 mm a 15 °C. Que
 

2. Determine qual é o erro cometido ao comparar 3 blocos-padrão de 90 mm - - um de aço, outro de carboneto de tungsténio e outro cerâmico -, sabendo que estes foram comparados a uma temperatura de 21,5 °C.

aço = 11,5 x 10 -6 C -1

 

carb. tungsténio = 5,5 x 10 -6 C -1

 

cerâmico = 4,5 x 10 -7 C -1

3. Determine o erro relativo cometido nas medições efectuadas no exemplo resolvido 1.

4. Qual é o desvio máximo que se comete numa fita métrica de 20 metros em aço, ao se efectuar as medidas com uma força de 100 Newton, sabendo que:

Espessura da fita 2 mm

Largura 12 mm

E = 200 GPa

5. Determine o erro cometido na fita métrica do exercício anterior, tendo-se efectuado a medição a 21° C.

Ut.02M.T.04

 

Componente Prática

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

 

IIIIIIIIII

1111111111

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TécnicasTécnicasTécnicasTécnicasTécnicas eeeee InstrumentosInstrumentosInstrumentosInstrumentosInstrumentos dedededede MedidaMedidaMedidaMedidaMedida

M.T.04 UT.03

dedededede MedidaMedidaMedidaMedidaMedida M.T.04 UT.03 Técnicas e Instrumentos de Medida

Técnicas e Instrumentos de Medida

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

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Técnicas e Instrumentos de Medida

Ut.03M.T.04

OBJECTIVOS

No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:

Definir as grandezas de base mais utilizadas na indústria;

Usar ou aplicar algumas técnicas de medição;

Identificar os aparelhos e instrumentos utilizados na medição de cada uma das grandezas de base, bem como caracterizar ou definir o seu princípio de funcionamento.

TEMAS

Metrologia dos comprimentos (Metrologia dimensional)

Definição de metro

Fundamentos do nónio

Aparelhos e instrumentos de medida

Medição de ângulos

Estados de superfície

Temperatura

Definição de Kelvin

Fundamentos de temperatura termodinâmica

Técnicas e instrumentos

Sistema físico

Sistema eléctrico

Sistema óptico

Metrologia das massas

Definição de quilograma

Técnica de medição

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IIIIIIIIIIIIIII

11111

Técnicas e Instrumentos de Medida

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Ut.03M.T.04

IIIIIIIIIIIIIII

22222

· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 22222 • Aparelhos ou instrumentos de medida • Massas-padrão

Aparelhos ou instrumentos de medida

Massas-padrão

Dispositivos de pesagem

O dinamómetro e a balança

Metrologia eléctrica

Definição de intensidade de corrente eléctrica

Aparelhos de medida

Tempo

Definição de segundo

Tipos de relógios

Os relógios de precisão

Intensidade luminosa

Definição de candela

Grandezas associadas

Quantidade de substância

Metrologia das pressões

Definição

Os vários tipos de pressão

Técnicas e instrumentos de medida

Metrologia dos volumes

Unidade de volume

Conceitos gerais

Resumo

Actividades / Avaliação

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Técnicas e Instrumentos de Medida

METROLOGIA DOS COMPRIMENTOS (METROLOGIA DIMENSIONAL) Definição de metro Metro A unidade de comprimento é o
METROLOGIA DOS COMPRIMENTOS
(METROLOGIA DIMENSIONAL)
Definição de metro
Metro
A
unidade de comprimento é o metro (m).
O
metro é o comprimento do trajecto percorrido pela luz no vazio, durante um
intervalo de tempo de 1/299 792 458 segundo.
Fundamentos do nónio
Uma grande parte dos instrumentos de medida de comprimentos utiliza
processos de divisão de escalas em partes mais pequenas. O processo mais
frequente é a utilização de nónios.
Régua
Nónio
Fig. III.1 - Exemplo de um instrumento de medida com nónio
Os aparelhos de medida que usam nónio são constituídos por: uma régua ou
escala linear ou angular principal, graduada, habitualmente, em milímetros ou
graus (as angulares), tendo anexa outra régua ou escala mais pequena, nónio,
que pode deslizar junto da graduação da primeira - ver figs. III.2 e III.3.
Escala / Régua
0
10
5
1
1
0
5
10
Fig. III.2 - Nónio de resolução 0,1 mm
Ut.03M.T.04

Componente Científico-Tecnológica

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33333

Técnicas e Instrumentos de Medida

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Ut.03M.T.04

Natureza do nónio

Chama-se natureza ou precisão do nónio ao menor comprimento que se pode medir com o nónio.

Pode exprimir-se pela fórmula:

N =

Dn

Dr

Dn

(III.1)

em que Dn é o número de divisões da régua do nónio que correspondem a Dr divisões da régua principal.

nónio que correspondem a Dr divisões da régua principal. Fig. III.3 - Nónio angular Nas escalas

Fig. III.3 - Nónio angular

Nas escalas lineares existem os seguintes tipos de nónio:

Nónio de natureza 1/10: isto quer dizer que cada divisão da régua do nónio difere das divisões da régua principal de 1/10. Este nónio corresponde a tomar 9 divisões da régua principal e dividi-las, na régua do nónio, em 10 partes, fig. III.2; o que dá, segundo a fórmula:

N

=

10

9

1

=

10 10

Resolução do nónio: 1 - 0,9 = 0,1 (mm)

10 − 9 1 = 10 10 Resolução do nónio: 1 - 0,9 = 0,1 (mm)

Fig. III.4 - Nónio de resolução 0,02 mm

IIIIIIIIIIIIIII

44444

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Componente Científico-Tecnológica

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Técnicas e Instrumentos de Medida

• Nónio de natureza 1/50: corresponde a tomar 49 divisões da régua principal e dividi-las,
Nónio de natureza 1/50: corresponde a tomar 49 divisões da régua principal
e dividi-las, na régua do nónio, em 50 partes (fig. III.1).
A natureza é:
50
49
1
N =
=
Resolução do nónio: 1 - 0,98 = 0,02 (mm)
50
50
Aparelhos e instrumentos de medida
Escalas ou réguas graduadas
O meio mais elementar utilizado para a medição nas oficinas e controlo de
qualidade é a escala, a qual, para que seja completa e tenha carácter universal,
deverá ser graduada em medida métrica (fig. III.5).
Fig. III.5 - Escala graduada
São fabricadas em aço de boa qualidade, com um coeficiente de dilatação
muito pequeno, com graduação inicial em milímetros situada na extremidade
esquerda, tendo, por vezes, na parte inicial, uma graduação de 0,5 mm entre os
traços.
Existem vários tipos de escalas ou réguas graduadas:
Régua ou escala flexível
São
fabricadas com diversos comprimentos; 150, 300, 500, 1 000, 1500 e 3 000
mm
(fig. III.6).
Fig. III.6 - Escala flexível
Ut.03M.T.04

Escala

Componente Científico-Tecnológica

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55555

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Técnicas e Instrumentos de Medida

IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ

Como variante a este tipo de réguas, temos as fitas métricas (figs. III.7 e III.8).
Como variante a este tipo de réguas, temos as fitas métricas (figs. III.7 e III.8).
Fig. III.7 - Fita métrica, alcance 20m
Fig. III.8 - Fita para medição de diâmetros em corpos cilíndricos
A fita apresentada na figura III.8 é utilizada na medição de perímetros. É construída
em aço e contém um pequeno dispositivo, com nónio, que permite medir a
periferia exterior com uma resolução de 0,1 mm.
Réguas graduadas
Existem, ainda, réguas graduadas (fig. III.9) de faces paralelas e secção
rectangular com uma espessura de cerca de 4 a 8 mm, construídas em aço,
com graduação inicial situada no topo da extremidade esquerda, ou com zonas
de protecção nos extremos, correspondentes ao princípio e ao fim da graduação
das mesmas.
Ut.03M.T.04

IIIIIIIIIIIIIII

66666

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Técnicas e Instrumentos de Medida

Ut.03M.T.04

Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.9 - Régua graduada São pouco utilizadas nas

Fig. III.9 - Régua graduada

São pouco utilizadas nas medições directas, mas úteis na regulação de acessórios e aparelhos de medir.

Paquímetro

Consiste numa régua ou haste rígida graduada em milímetros na parte inferior, com um comprimento de 135 a 2 000 mm, sobre a qual se desloca um conjunto móvel chamado "cursor", em cuja superfície está gravado o nónio.

Na figura seguinte (III.10), representa-se esquematicamente um paquímetro, com duas escalas, sendo a superior em polegadas.

Paquímetro

com duas escalas, sendo a superior em polegadas. Paquímetro Fig. III.10 - Paquímetro convencional e sistemas
com duas escalas, sendo a superior em polegadas. Paquímetro Fig. III.10 - Paquímetro convencional e sistemas

Fig. III.10 - Paquímetro convencional e sistemas de leitura (com nónio, escala circular e digital)

As resoluções de leitura obtidas com um paquímetro são: 0,1 mm; 0,05 mm; 0,02 mm e 0,01 mm, correspondendo, esta última, a um paquímetro de leitura digital.

Componente Científico-Tecnológica

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Técnicas e Instrumentos de Medida

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Existe uma grande variedade de paquímetros para casos específicos, diferindo fundamentalmente na forma das esperas
Existe uma grande variedade de paquímetros para casos específicos, diferindo
fundamentalmente na forma das esperas ou maxilas (testeiros). Assim, existem
paquímetros para medida de diâmetros exteriores, diâmetros interiores,
espessuras, ranhuras, etc. (ver figuras III.11, III.12, III.13 e III.14).
Fig. III.11 - Paquímetros para medição de exteriores e interiores com as faces de medição
e medição de exteriores com pontas de medição
Fig. III.12 - Paquímetro para medição de interiores e exteriores
Fig. III.13 - Paquímetro para medição de exteriores e interiores com as faces de medição e
medição de interiores com pontas cruzadas
Ut.03M.T.04

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88888

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Técnicas e Instrumentos de Medida

Existem vários tipos de paquímetro, consoante a natureza da medida a que se destinam, como,
Existem vários tipos de paquímetro, consoante a natureza da medida a que se
destinam, como, por exemplo:
Tipos de Paquímetros
Fig. III.14 - Paquímetro para medição de ranhuras
Paquímetro de profundidades ou batímetro, fig. III.15, no seu aspecto mais
simples, este aparelho é constituído por uma régua graduada em milímetros-
régua suporte, e uma ponte que contém a escala do nónio - "cursor" ou
"corrediça".
Fig. III.15 - Paquímetro de profundidades
Ut.03M.T.04

Componente Científico-Tecnológica

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Técnicas e Instrumentos de Medida

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Ut.03M.T.04

Medir em altura

· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Medir em altura Este aparelho pode ser utilizado para a medida de

Este aparelho pode ser utilizado para a medida de profundidades de furos ou ressaltos.

O paquímetro de alturas ou graminho, fig. III.16, usa-se para transportar medidas de um lado para o outro ou medir em altura sobre os planos. Também se pode utilizar para traçagem.

É constituído por uma base pesada, com a superfície de apoio rectificada e microlapidada; solidária com esta, existe uma régua ou escala graduada em milímetros. O cursor com nónio, que se desloca sobre a régua, possui uma ponta de traçagem. Entre a régua e a base existe uma perfeita perpendicularidade.

a régua e a base existe uma perfeita perpendicularidade. Fig. III.16 - Paquímetro de alturas Paquímetro

Fig. III.16 - Paquímetro de alturas

Paquímetro de profundidades de escatéis, (fig. III.17) - este aparelho tem por finalidade específica a medição de profundidades de ranhuras para escatéis em peças cilíndricas.

IIIIIIIIIIIIIII

1010101010

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Componente Científico-Tecnológica

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Técnicas e Instrumentos de Medida

Ut.03M.T.04

Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.17 - Paquímetro de profundidades de escatéis É

Fig. III.17 - Paquímetro de profundidades de escatéis

É constituído por um suporte, que tem uma forma própria para se apoiar sobre

peças cilíndricas, e é ranhurado para permitir a adaptação do cursor do aparelho,

o qual contém a escala do nónio; a escala principal está na régua móvel.

O paquímetro de módulos ou nónio duplo para medir espessura de dentes de engrenagens, (fig. III.18), é o aparelho destinado a determinar o módulo de engreno de uma roda dentada, a partir da altura da cabeça do dente.

de uma roda dentada, a partir da altura da cabeça do dente. Fig. III.18 - Paquímetro

Fig. III.18 - Paquímetro de nónio duplo

É constituído por um suporte especial, sobre o qual deslizam dois cursores

com um nónio, um vertical e outro horizontal.

O suporte contém duas escalas: uma, no sentido vertical, para a medida da altura da cabeça do dente, e outra, no sentido horizontal, para a medida da espessura do dente.

Espessura de dentes

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1111111111

Técnicas e Instrumentos de Medida

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Ut.03M.T.04

Centro de furos

· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Centro de furos O paquímetro medidor entre centros (Centri-meter), (fig.

O paquímetro medidor entre centros (Centri-meter), (fig. III.19) é o aparelho destinado à determinação rápida e precisa de distâncias entre centros de furos, independentemente dos seus diâmetros e tolerâncias.

furos, independentemente dos seus diâmetros e tolerâncias. Fig. III.19 - Paquímetro medidor entre centros É
furos, independentemente dos seus diâmetros e tolerâncias. Fig. III.19 - Paquímetro medidor entre centros É

Fig. III.19 - Paquímetro medidor entre centros

É constituído por uma régua graduada com uma espera fixa do lado esquerdo,

sobre a qual deslizam dois cursores móveis, com hastes palpadoras; um deles,

o da direita, tem gravada uma escala de nónio e está solidário com um dispositivo de ajuste de precisão.

Utilização correcta do aparelho:

de ajuste de precisão. Utilização correcta do aparelho: Fig. III.20 - Verificação do zero IIIIIIIIIIIIIII

Fig. III.20 - Verificação do zero

IIIIIIIIIIIIIII

1212121212

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

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Técnicas e Instrumentos de Medida

Ut.03M.T.04

Exemplos do modo operativo:

de Medida Ut.03M.T.04 Exemplos do modo operativo: Fig.III.21a) - Colocação do componente entre as faces de

Fig.III.21a) - Colocação do componente entre as faces de medição

- Colocação do componente entre as faces de medição Fig.III.21b) - Encosto do componente à face

Fig.III.21b) - Encosto do componente à face de medição fixa

- Encosto do componente à face de medição fixa Fig.III.21c) - Encosto da face de medição

Fig.III.21c) - Encosto da face de medição móvel à componente, efectuando a leitura

Fig.III.22a) - Colocação das faces de medição entre as superfícies a medir Fig.III.22b) - Encosto
Fig.III.22a) - Colocação
das faces de medição
entre as superfícies a medir
Fig.III.22b) - Encosto
da face de medição fixa
a uma das superfícies a medir
Fig.III.22c) - Encosto da face de medição
móvel, efectuando a leitura

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Princípio de funcionamento

· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Princípio de funcionamento Aplicações: Fig. III.23 - Exemplos de aplicações

Aplicações:

Ut.03M.T.04 Princípio de funcionamento Aplicações: Fig. III.23 - Exemplos de aplicações Micrómetro É um

Fig. III.23 - Exemplos de aplicações

Micrómetro

É um aparelho de medição de dimensão variável, que permite medir, regra geral,

por leitura directa, as dimensões reais com uma aproximação de 0,01 mm, ou

mesmo de 0,001 mm, (fig. III.24).

de 0,01 mm, ou mesmo de 0,001 mm, (fig. III.24). Fig. III.24 - Micrómetro de exteriores,

Fig. III.24 - Micrómetro de exteriores, com tambor de 50 divisões

O princípio utilizado é o do sistema parafuso e porca. Consiste num parafuso

de alta precisão, cujo passo conhecido permite determinar o deslocamento de uma espera móvel por medida do deslocamento angular desse parafuso,

(fig. III.25).

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Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.25 - Princípio do parafuso micrométrico Por

Fig. III.25 - Princípio do parafuso micrométrico

Por outras palavras: se, numa porca fixa, um parafuso efectua uma rotação, avança, ao mesmo tempo, uma distância igual ao seu passo.

Nos aparelhos mais correntes o campo de medição do parafuso micrométrico é de 25 mm, contendo:

Num tambor de leitura analógica convencional, que possui também uma escala graduada, periférica, com 50 divisões iguais, ou com 100 divisões, tendo o passo do parafuso micrométrico de 0,5 ou 1 mm, as leituras efectuadas são de 0,01 mm (fig. III.26).

1 mm, as leituras efectuadas são de 0,01 mm (fig. III.26). Fig. III.26 - Descrição de

Fig. III.26 - Descrição de um micrómetro 1 - Estribo 2 - Esfera fixa 3 - Parafuso micrométrico com ponta de metal duro 4 -Porca de ajuste 5 - Lingueta do roquete 6 - Roquete para aproximação rápida 7 - Casquilho interior 8 - Roquete de ajustamento 9 - Tambor de leitura 10 - Casquilho graduado 11 - Dispositivo de blocagem 12 - Anel de blocagem 13 - Placa isolante

Parafuso micrométrico

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Resoluções As resoluções de leituras obtidas com micrómetros são: 0,01 mm; 0,005 mm; 0,002 mm
Resoluções
As resoluções de leituras obtidas com micrómetros são: 0,01 mm; 0,005 mm;
0,002 mm e 0,001 mm, sendo este último de leitura digital.
Existe uma grande variedade de micrómetros, quer relativamente aos tamanhos,
quer em relação aos tipos de dimensões a medir:
O Micrómetro de exteriores - é utilizado para medir peças cilíndricas ou com
faces paralelas entre si (conforme fig. III.27).
Fig. III.27 - Micrómetro de exteriores, com tambor de 100 divisões
Micrómetros de profundidades - tal como o nome indica, são utilizados para
medir profundidades com elevada exactidão (fig. III.28).
Fig. III.28 - Micrómetro de profundidades
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Micrómetros de interiores - destinam-se à medição de diâmetros de furos ou a distâncias entre
Micrómetros de interiores - destinam-se à medição de diâmetros de furos
ou a distâncias entre duas superfícies paralelas (fig. III.29).
Fig. III.29 - Micrómetro de interiores de dois pontos
Micrómetros de interiores de três pontos - medem apenas diâmetros
interiores, mas com grande exactidão (fig. III.30).
Fig. III.30 - Micrómetro de interiores de três pontos
Micrómetros de interiores, com braços - são utilizados na medição de
diâmetros interiores (fig. III.31).
Fig. III.31 - Micrómetro de interiores com braços
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· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 1818181818 Exemplos de diferentes tipos de micrómetros: Fig. III.32 -

Exemplos de diferentes tipos de micrómetros:

1818181818 Exemplos de diferentes tipos de micrómetros: Fig. III.32 - Micrómetro de ponta esférica para espessuras

Fig. III.32 - Micrómetro de ponta esférica para espessuras de parede de tubos

de ponta esférica para espessuras de parede de tubos Fig. III.33 - Micrómetro de discos (ou

Fig. III.33 - Micrómetro de discos (ou pratos)

de tubos Fig. III.33 - Micrómetro de discos (ou pratos) Fig. III.34 - Micrómetro para verificação

Fig. III.34 - Micrómetro para verificação de roscas

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Utilizações:

e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Utilizações: Fig. III.35 - Avanço rápido Fig. III.37 - Acerto do

Fig. III.35 - Avanço rápido

Ut.03M.T.04 Utilizações: Fig. III.35 - Avanço rápido Fig. III.37 - Acerto do zero padrão Fig. III.36

Fig. III.37 - Acerto do zero padrão

Fig. III.36 - Avanço ajustado Fig. III.38 - Verificação de leitura com bloco
Fig. III.36 - Avanço ajustado
Fig. III.38 - Verificação de leitura com bloco
ajustado Fig. III.38 - Verificação de leitura com bloco Comparadores Medir por comparação é determinar a

Comparadores

Medir por comparação é determinar a grandeza de uma peça, comparando-a com um padrão de valor conhecido.

Os aparelhos utilizados na medição por comparação, de ampliação mecânica, são os comparadores (fig. III.39).

Não são apenas utilizados para medir comprimentos e diâmetros, mas também para o controlo da forma e posicionamento de tolerância, perpendicularidade, concentricidade, planicidade, excentricidade, folgas, etc. (fig. III.40)

Verificação da forma e posicionamento

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Fig. III.39 - Comparador de engrenagens com resolução 0,01 mm - Amplitude 10mm Fig. III.40
Fig. III.39 - Comparador de engrenagens com resolução 0,01 mm - Amplitude 10mm Fig. III.40
Fig. III.39 - Comparador de engrenagens com resolução 0,01 mm - Amplitude 10mm Fig. III.40
Fig. III.39 - Comparador de engrenagens com resolução 0,01 mm - Amplitude 10mm

Fig. III.39 - Comparador de engrenagens com resolução 0,01 mm - Amplitude 10mm

de engrenagens com resolução 0,01 mm - Amplitude 10mm Fig. III.40 - Comparadores utilizados na verificação

Fig. III.40 - Comparadores utilizados na verificação de forma e posicionamento

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2020202020

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1 8 11 7 2 12 6 Dispositivo de elevação 7 da haste Regulador de
1
8
11
7
2
12
6
Dispositivo
de elevação
7
da haste
Regulador de
5
pressão
9
4
10
3
3

Alavanca de

pressão constante

Mola de pressão de medição

Fig. III.41 - Descrição de comparador

Na figura III.41 ilustram-se as partes principais de um comparador.

O comparador consta de uma caixa redonda (1) ou em forma de semi-quadrante,

na qual se aloja todo o mecanismo amplificador constituído por engrenagens, que fazem com que uma pequena deslocação do apalpador (10) se transforme numa grande deslocação do ponteiro (2) sobre a escala (3). A haste (4) tem uma cremalheira (5) que engrena num pequeno carreto (6), solidário com outro maior (7). Por sua vez, este move o carreto (8) onde está colocado o ponteiro sobre a escala graduada. A mola (9) mantém o apalpador em contacto permanente com a peça (existem comparadores em que a mola tem efeito contrário, isto é, o apalpador permanentemente recolhido). O cabelo (11) recupera o zero logo que se deixa de medir. Um pequeno ponteiro (12) conta o número de voltas do ponteiro grande (2).

O princípio de funcionamento deste tipo de aparelho é baseado na relação de

transmissão entre rodas dentadas.

A resolução de comparadores normais, nos quais uma rotação do ponteiro

corresponde a um deslocamento do apalpador de 1 mm, e tem uma escala dividida em 100 partes, será de 0,01 mm (fig. III.42).

dividida em 100 partes, será de 0,01 mm (fig. III.42). Constituição de um comparador Relação de

Constituição de um comparador

de 0,01 mm (fig. III.42). Constituição de um comparador Relação de transmissão Componente

Relação de transmissão

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· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 2222222222 8 7 5 6 Fig. III.42 - Transmissões no comparador Os
8 7 5 6
8
7
5
6

Fig. III.42 - Transmissões no comparador

Os comparadores mais utilizados na indústria são:

Comparadores de haste telescópica (fig. III.43)

Estes comparadores baseiam o seu funcionamento na ampliação de um movimento por sistema de rodas de engrenagem.

de um movimento por sistema de rodas de engrenagem. Fig. III.43 - Comparador de haste telescópica

Fig. III.43 - Comparador de haste telescópica - Amplitude 30mm

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Comparadores de alavanca, conhecidos também por "comparadores de zero" (fig. III.44).

também por "comparadores de zero" (fig. III.44). Fig. III.44 - Comparador de alavanca Estes comparadores

Fig. III.44 - Comparador de alavanca

Estes comparadores possuem um apalpador, ao qual se pode dar a orientação pretendida mediante um sistema de esperas.

Este apalpador transmite o seu movimento ao ponteiro através de uma alavanca que possui na extremidade um sector dentado que engrena num carreto que, por sua vez, está solidário com o ponteiro.

É necessário tomar alguns cuidados na utilização destes comparadores, como,

por exemplo, não efectuar medições com uma inclinação do apalpador superior

a

15º em relação ao seu eixo.

Comparador mikrokator (fig. III.45)

O

princípio de funcionamento deste aparelho de comparação não é baseado

em nenhum dos sistemas anteriormente descritos.

A ampliação é obtida por meio de uma fita retorcida, feita de uma liga metálica

especial. Ao esticar esta fita, o seu centro tem um movimento de rotação que

é proporcional à deslocação longitudinal.

Comparador de zero

à deslocação longitudinal. Comparador de zero Princípio de funcionamento Inclinação do apalpador

Princípio de funcionamento

longitudinal. Comparador de zero Princípio de funcionamento Inclinação do apalpador Componente

Inclinação do apalpador

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· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 2424242424 Fig. III.45 - Comparador mikrokator Os comparadores podem

Fig. III.45 - Comparador mikrokator

Os comparadores podem associar-se a diversas componentes ou outros aparelhos, por forma a facilitar a medição de diferentes tipos de peças.

Para dar uma ideia da diversidade deste tipo de aparelhos, apresentam-se, de seguida, alguns modelos:

de aparelhos, apresentam-se, de seguida, alguns modelos: Fig. III.46 - Comparador de interiores

Fig. III.46 - Comparador de interiores

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Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.47 - Comparador de profundidades Fig. III.48 -

Fig. III.47 - Comparador de profundidades

Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.47 - Comparador de profundidades Fig. III.48 - Comparador de diâmetros interiores Fig.

Fig. III.48 - Comparador de diâmetros interiores

Fig. III.48 - Comparador de diâmetros interiores Fig. III.49 - Comparador de espessuras com rolos Componente

Fig. III.49 - Comparador de espessuras com rolos

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· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 2626262626 Aplicações Fig. III.50 - Suporte para comparador com mesa

Aplicações

Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 2626262626 Aplicações Fig. III.50 - Suporte para comparador com mesa Fig. III.51 -

Fig. III.50 - Suporte para comparador com mesa

Aplicações Fig. III.50 - Suporte para comparador com mesa Fig. III.51 - Verificação de defeitos de

Fig. III.51 - Verificação de defeitos de forma em componente

III.51 - Verificação de defeitos de forma em componente Fig. III.52 - Verificação de defeitos de
III.51 - Verificação de defeitos de forma em componente Fig. III.52 - Verificação de defeitos de

Fig. III.52 - Verificação de defeitos de forma em máquina ferramenta (torno)

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Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.53 - Verifcação de defeitos de forma em máquina
Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.53 - Verifcação de defeitos de forma em máquina

Fig. III.53 - Verifcação de defeitos de forma em máquina ferramenta (fresadora)

de defeitos de forma em máquina ferramenta (fresadora) Fig. III.54 - Verificação de excentricidade Componente

Fig. III.54 - Verificação de excentricidade

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IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Fig. III.55 - Verificação de erros de forma e

Fig. III.55 - Verificação de erros de forma e posicionamento com comparadores de alavanca

Blocos-padrão lineares

Genericamente conhecidos por blocos-padrão, são utilizados como calibres- -padrão e de comparação para verificar elementos de medição de todo o tipo, assim como na calibração de aparelhos de medida (fig. III.56).

como na calibração de aparelhos de medida (fig. III.56). Fig. III.56 - Blocos padrão lineares IIIIIIIIIIIIIII

Fig. III.56 - Blocos padrão lineares

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São pequenos blocos paralelipipédicos com dimensões extraordinariamente estáveis. São construídos em aço especial, temperado ou nitroturado, em carboneto de tungsténio ou cerâmicos com formato normalizado, de modo a que, ao efectuarem medições e verificações, possam agrupar-se e sobrepor-se em comprimentos variados, dando valores desde 0,5 mm a 3 000 mm e variando de 0,5 µm em 0,5 µm.

Aparecem no mercado em colecções diversas, guardados em caixas, como indica a fig. III.57.

diversas, guardados em caixas, como indica a fig. III.57. Fig. III.57 - Conjunto de blocos padrão
diversas, guardados em caixas, como indica a fig. III.57. Fig. III.57 - Conjunto de blocos padrão

Fig. III.57 - Conjunto de blocos padrão lineares

A utilização destes blocos depende, essencialmente, do seu grau de exactidão.

Os blocos de classe "00" são utilizados como padrão de referência em Laboratórios de Metrologia, onde se procede à calibração de outros blocos padrão, utilizando métodos de comparação diferencial.

Para levar a cabo medições com particular exactidão, como seja a calibração de aparelhos de medida electrónicos ou mecânicos ou, ainda, a calibração de padrões de verificação, anéis lisos e outros instrumentos de medida, utilizam- -se blocos de classe "0".

Os blocos de classe "1" são normalmente utilizados como padrões de ajuste

e comparação, assim como na calibração dos padrões de trabalho e aparelhos de medida.

Os blocos de classe "2" são utilizados na calibração de padrões de trabalho, para o ajuste de aparelhos e indicadores de medida e para verificação de medidas de maior rigor na construção de dispositivos, peças e ferramentas.

Medição de ângulos

Os aparelhos/instrumentos mais utilizados na medição e verificação de ângulos são os blocos-padrão angulares, as réguas de senos, os esquadros e as sutas ou goniómetros.

Empilhamento

os esquadros e as sutas ou goniómetros. Empilhamento Comparação diferencial Ângulo Componente

Comparação diferencial

Ângulo

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IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Medição do seno Blocos-padrão angulares Os instrumentos

Medição do seno

· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Medição do seno Blocos-padrão angulares Os instrumentos de maior exactidão

Blocos-padrão angulares

Os instrumentos de maior exactidão angular são os blocos-padrão angulares (fig. III.58).

São pequenos blocos em forma de cunha, de faces planas, extraordinariamente estáveis, construídos em aço especial, temperado ou nitroturado, com formatos normalizados, de modo a que, para efectuarem medições e verificações, possam agrupar-se e gerar os ângulos pretendidos.

possam agrupar-se e gerar os ângulos pretendidos. Fig. III.58 - Conjunto de blocos padrão angulares Existem
possam agrupar-se e gerar os ângulos pretendidos. Fig. III.58 - Conjunto de blocos padrão angulares Existem

Fig. III.58 - Conjunto de blocos padrão angulares

Existem 2 tipos de colecções normalizadas:

- A colecção tipo A é constituída pelos seguintes blocos: 41 ; 27 ; 9 ; 3 ; 1 ; 27'; 9'; 3'; 1'; 30"; 18"; 6"; 3";.

- A colecção tipo B é constituída pelos seguintes blocos: 45 ; 30 ; 15 ; 5 ; 3 ; 1 ; 30'; 20'; 10'; 5'; 3'; 1'; 30"; 10";.

20'; 10'; 5'; 3'; 1'; 30"; 10";. Fig. III.59 - Coordenação de blocos angulares Réguas de

Fig. III.59 - Coordenação de blocos angulares

Réguas de senos

Para as medições angulares de elevada exactidão, utiliza-se, geralmente, a régua de senos - aparelho mecânico baseado na medição do seno do ângulo considerado (fig. III.59).

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Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.60 - Régua de senos, de 100 mm É

Fig. III.60 - Régua de senos, de 100 mm

É constituída por uma régua robusta, cuidadosamente rectificada que, em cada

um dos seus extremos, tem acoplado dois cilindros com o mesmo diâmetro, de maneira que os seus centros correspondam aos extremos da régua de senos.

A medição pode ser efectuada, considerando um ou outro lado da régua, isto é,

de maneira a que um dos cilindros possa apoiar-se directamente sobre o plano, colocando-se debaixo do outro cilindro os blocos-padrão.

A distância entre os centros dos cilindros L é uma distância fixa e determinada

com elevada exactidão.

Normalmente, o comprimento L é de 100 mm, a fim de simplificar os cálculos; porém, existem também com comprimentos maiores: 200, 300, etc.

As réguas de senos utilizam-se, normalmente:

para medir ou verificar ângulos;

para traçar um dado ângulo sobre a peça a maquinar;

para posicionar uma peça inclinada segundo um determinado ângulo.

Para se medir ou verificar um ângulo, apoia-se um cilindro sobre uma ou duas combinações de blocos-padrão, convenientemente dispostas sobre um plano de referência. Por vezes, também é utilizado um esquadro de suporte da régua de senos (fig. III.60).

O ângulo gerado é determinado segundo a fórmula

Sen =

h1

h

L

(III.2)

Processo de medição

Sen = h1 − h L (III.2) Processo de medição Componente Científico-Tecnológica

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IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Fig. III.61 - Esquadro suporte com régua de senos Esquadros

Fig. III.61 - Esquadro suporte com régua de senos

Esquadros

São instrumentos caracterizados por terem pelo menos duas arestas, formando um ângulo de 90º entre si.

Utilizam-se para traçar perpendicularidades e para a verificação da perpendicularidade de linhas ou superfícies.

São constituídos genericamente por duas réguas solidárias de secção rectangular, em que os lados são desiguais e as arestas internas e externas devem ser rigorosamente perpendiculares (fig. III.62).

devem ser rigorosamente perpendiculares (fig. III.62). Fig. III.62 - Esquadro plano e esquadro de cantos

Fig. III.62 - Esquadro plano e esquadro de cantos

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Existem vários tipos de esquadros, dos quais se passam a citar os mais correntes:

• Esquadro recto de arestas biseladas

É um esquadro que se emprega na construção de calibres e ferramentas de

precisão (fig. III.63). É construído em chapa de aço, em que o lado menor tem

a mesma espessura do lado mais longo, apresentando, este, contudo, as superfícies biseladas, constituindo uma aresta.

as superfícies biseladas, constituindo uma aresta. Fig. III.63 - Esquadro plano recto de arestas biseladas •

Fig. III.63 - Esquadro plano recto de arestas biseladas

Esquadro de cepo

Possui um dos lados, geralmente o menor, com uma espessura bastante maior que o outro, de modo a poder ficar de pé sobre este lado (fig. III.64). É usado principalmente para verificar a esquadria entre dois planos.

principalmente para verificar a esquadria entre dois planos. Fig. III.64 - Esquadro de cepo Esquadria Componente

Fig. III.64 - Esquadro de cepo

esquadria entre dois planos. Fig. III.64 - Esquadro de cepo Esquadria Componente Científico-Tecnológica

Esquadria

entre dois planos. Fig. III.64 - Esquadro de cepo Esquadria Componente Científico-Tecnológica

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Técnicas e Instrumentos de Medida

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IIIIIIIIIIIIIII

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· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 3434343434 • Esquadro-cilindro ou esquadro-padrão É um cilindro de

• Esquadro-cilindro ou esquadro-padrão

É um cilindro de aço especial e rectificado, em que o ângulo de referência é materializado pela geratriz em relação à base (fig. III.64).

pela geratriz em relação à base (fig. III.64). Fig. III.65 - Esquadro cilindro Como variante dos

Fig. III.65 - Esquadro cilindro

Como variante dos esquadros anteriores, existe o esquadro de centros essencialmente utilizado para determinar o centro de secções circulares

(fig.III.66).

determinar o centro de secções circulares (fig.III.66). Fig. III.66 - Esquadro de centros

Fig. III.66 - Esquadro de centros

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O esquadro de cantoneira tem a forma de cantoneira com as arestas das abas rectilíneas e paralelas à aresta do vértice. É usado na traçagem de paralelas sobre superfícies cilíndricas (fig. III.67).

de paralelas sobre superfícies cilíndricas (fig. III.67). Fig. III.67 - Esquadro de cantoneira Exemplos de

Fig. III.67 - Esquadro de cantoneira

Exemplos de utilização

III.67 - Esquadro de cantoneira Exemplos de utilização Fig. III.68 - Traçagem de linha em geratriz

Fig. III.68 - Traçagem de linha em geratriz cilíndrica

Fig. III.68 - Traçagem de linha em geratriz cilíndrica Fig. III.69 - Traçagem do centro em

Fig. III.69 - Traçagem do centro em secção circular

Fig. III.69 - Traçagem do centro em secção circular Componente Científico-Tecnológica

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IIIIIIIIIIIIIII

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· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 3636363636 Fig. III.70 - Verificação de erro de forma

Fig. III.70 - Verificação de erro de forma (perpendicularidade)

III.70 - Verificação de erro de forma (perpendicularidade) Fig. III.71 - Verificação de esquadria Fig. III.72

Fig. III.71 - Verificação de esquadria

Fig. III.71 - Verificação de esquadria Fig. III.72 - Verificação de perpendicularidade

Fig. III.72 - Verificação de perpendicularidade

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Goniómetro

Quando se procede à medição em graus de vários ângulos, para os quais se requerem uma boa exactidão, podem empregar-se com relativa facilidade, para os trabalhos de oficina e controlo, os goniómetros providos de nónios (fig. III.73).

controlo, os goniómetros providos de nónios (fig. III.73). Fig. III.73 - Goniómetro ou suta universal As

Fig. III.73 - Goniómetro ou suta universal

As sutas ou goniómetros são formadas essencialmente por uma peça em forma de esquadro ou régua fixa, ligada a um limbo graduado em graus com quatro quadrantes de 0 a 90. Sobre este, gira um outro disco que tem gravado um nónio duplo e possui um braço, no qual está fixada uma régua deslizante (fig.

III.74).

Limbo graduado Lupa Nónio Duplo Régua deslizante Disco Esquadro / Régua fixa Braço
Limbo graduado
Lupa
Nónio
Duplo
Régua
deslizante
Disco
Esquadro / Régua fixa
Braço

Fig. III.74 - Descrição do goniómetro

Régua fixa Braço Fig. III.74 - Descrição do goniómetro Constituição do goniómetro Componente

Constituição do goniómetro

- Descrição do goniómetro Constituição do goniómetro Componente Científico-Tecnológica

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Processo de medição

Ocular

· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Processo de medição Ocular Para medir com estes aparelhos, encosta-se a face maior
· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Processo de medição Ocular Para medir com estes aparelhos, encosta-se a face maior

Para medir com estes aparelhos, encosta-se a face maior da peça ao esquadro ou régua fixa e assenta-se a régua deslizante na face cujo ângulo se pretende medir. Normalmente, a resolução destes aparelhos é de 5' (fig. III.75).

a resolução destes aparelhos é de 5' (fig. III.75). Fig. III.75 - Nónio duplo, resolução 5'

Fig. III.75 - Nónio duplo, resolução 5'

Para medições de maior exactidão, utilizam-se goniómetros ópticos (fig. III.76).

São constituídos por duas réguas e uma caixa circular, sendo uma delas solidária com a caixa.

Esta caixa contém um disco de vidro graduado, 4 x 90, e cada grau está dividido em 12 x 5'. O resultado da medição lê-se directamente com o auxílio de uma marca fixa, junto ao vidro graduado, através de uma ocular com aumentos de 30 a 40 vezes que, por meio de uma anilha, se ajusta à vista.

A resolução destes goniómetros é de 2,5'.

à vista. A resolução destes goniómetros é de 2,5'. Fig. III.76 - Goniómetro óptico IIIIIIIIIIIIIII
à vista. A resolução destes goniómetros é de 2,5'. Fig. III.76 - Goniómetro óptico IIIIIIIIIIIIIII

Fig. III.76 - Goniómetro óptico

IIIIIIIIIIIIIII

3838383838

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Exemplos de utilização

Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Exemplos de utilização Fig. III.77 - Príncipio básico de utilização e medição

Fig. III.77 - Príncipio básico de utilização e medição de ângulos. α - ângulo agudo

utilização e medição de ângulos. α - ângulo agudo Fig. III.78 - Medição de um ângulo

Fig. III.78 - Medição de um ângulo agudo

- ângulo agudo Fig. III.78 - Medição de um ângulo agudo Fig. III.79 - Medição de

Fig. III.79 - Medição de um "rabo de andorinha" ou malhete

- Medição de um "rabo de andorinha" ou malhete Componente Científico-Tecnológica

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· ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 IIIIIIIIIIIIIII 4040404040 Fig. III.80 - Medição de um ângulo obtuso Fig. III.81 -

Fig. III.80 - Medição de um ângulo obtuso

4040404040 Fig. III.80 - Medição de um ângulo obtuso Fig. III.81 - Medição do ângulo de

Fig. III.81 - Medição do ângulo de hexágono

obtuso Fig. III.81 - Medição do ângulo de hexágono Fig. III.82 - Medição do ângulo de

Fig. III.82 - Medição do ângulo de uma broca

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Estados de Superfície

Superfície é o limite de um corpo sólido. Os estados de superfície, caracterizam uma peça fabricada em relação a uma outra geometricamente perfeita.

Na prática, todas as superfícies maquinadas se desviam da perfeição absoluta.

É reconhecido que um bom acabamento pode prolongar a vida útil de uma peça. Um processo de maquinagem deixa sempre as suas impressões digitais e, por muito cuidado que se tenha, não é possível conseguir-se uma superfície perfeitamente lisa. As pequenas imperfeições da ferramenta de corte ou os órgãos da mó rectificadora, juntamente com vibrações da máquina, vão provocar

o aparecimento de "picos e vales" sobre a superfície, os quais variam em altura, espaçamento e direcção e são característicos do processo utilizado.

A rugosidade de uma superfície é uma combinação de irregularidades de vários

tipos e magnitudes. A sua caracterização implica a medição dessas irregularidades em relação a uma referência.

Nós apercebemo-nos do estado de uma superfície pelos sentidos da visão e tacto, e podemos definir três tipos de irregularidades (fig.III.83):

a) - Forma - Superfície plana, cilíndrica, esférica;

b) - Ondulação - Superfície canelada, recartilhada;

c) - Rugosidade - Superfície polida, espelhada, rugosa.

Forma Ondulação Rugosidade
Forma
Ondulação
Rugosidade

Fig. III.83 - Diferentes tipos de irregularidades

Rugosidade Fig. III.83 - Diferentes tipos de irregularidades Rugosidade Componente Científico-Tecnológica

Rugosidade

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Em adição às irregularidades acima mencionadas, a direcção do padrão predominante (ondulação ou rugosidade) é
Em adição às irregularidades acima mencionadas, a direcção do padrão
predominante (ondulação ou rugosidade) é também evidente em quase todas
as superfícies (direcção da rectificação, marcas da fresagem, etc.).
Rugosidade
Vamos agora introduzir os parâmetros mais utilizados para caracterização da
rugosidade de uma superfície.
• Ra - Rugosidade média (DIN 7468/ISO 1302)
É dada pela média aritmética de todos os valores do perfil de rugosidade R pela
totalidade do comprimento de ensaio, lm (fig.III.83).
Fig. III.84 - Ra (Rugosidade média)
É este o critério mais utilizado.
• Rz - Rugosidade média (DIN 4768)
É a média das profundidades de rugosidades individuais em cinco segmentos
individuais de cálculo, consecutivos, le (fig.III.85).
(lm = 5 x le)
Ut.03M.T.04

Parâmetros

Ra

IIIIIIIIIIIIIII

4242424242

Parâmetros Ra IIIIIIIIIIIIIII 4242424242 MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee

MetrMetrMetrMetrMetrolooloolooloologiagiagiagiagia eeeee NorNorNorNorNormalizaçãomalizaçãomalizaçãomalizaçãomalização

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Técnicas e Instrumentos de Medida Ut.03M.T.04 Fig. III.85 - Rz (Rugosidade média) Com base neste

Fig. III.85 - Rz (Rugosidade média)

Com base neste critério também se define Rmáx. - rugosidade máxima - que é

a maior profundidade de rugosidade das cinco zonas consideradas. No caso da fig. anterior, Rmáx. = Rz4.

Rt - Rugosidade máxima

É a distância entre o ponto mais elevado e o ponto mais profundo ao longo de

todo o perfil medido.

Não confundir com Wt.; a definição é igual, mas o Wt baseia-se no perfil de ondulação e o Rt no perfil de rugosidade.

Padrões de rugosidade

São instrumentos em cristal com formas variadas em que uma das superfícies apresenta uma rugosidade-padrão (fig. III.86).

superfícies apresenta uma rugosidade-padrão (fig. III.86). Fig. III.86 - Padrão de rugosidade Rt Rugosidade

Fig. III.86 - Padrão de rugosidade

Rt

(fig. III.86). Fig. III.86 - Padrão de rugosidade Rt Rugosidade materializada Componente Científico-Tecnológica

Rugosidade materializada

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IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Padrões de ajustamento: São utilizados normalmente para

Padrões de ajustamento:

São utilizados normalmente para ajuste dos aparelhos de medição, os rugosímetros, em que estão materializadas duas ranhuras, uma esquerda e uma direita, com uma determinada cota nominal, marcada no padrão.

Existem vários tipos de padrão em que a geometria padrão, a profundidade do perfil e a distância entre ranhuras variam entre 0,3 e 10 µm e 0,09 a 0,25 mm, respectivamente (fig.III.87).

e 10 µm e 0,09 a 0,25 mm, respectivamente (fig.III.87). Fig. III.87 - Padrão de ajustamento

Fig. III.87 - Padrão de ajustamento

Comparador viso-táctil

Trata-se de uma placa de metal com diversas zonas maquinadas segundo diferentes processos e com diversas rugosidades (fig. III.88). Deve efectuar-se uma comparação com a superfície a caracterizar e, assim, atribuir-lhe o valor respectivo.

a caracterizar e, assim, atribuir-lhe o valor respectivo. Fig. III.88 - Comparador viso-táctil IIIIIIIIIIIIIII

Fig. III.88 - Comparador viso-táctil

IIIIIIIIIIIIIII

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Este método é puramente indicativo e bastante grosseiro. Rugosímetros O elemento de medição neste tipo
Este método é puramente indicativo e bastante grosseiro.
Rugosímetros
O elemento de medição neste tipo de aparelhos pode ser um apalpador mecânico
("apalpador de agulha"). Neste caso, existe contacto entre o apalpador e a
superfície a medir; se o apalpador for por laser, esse contacto não existe.
Com/sem contacto
Uma vez que os rugosímetros utilizados na indústria funcionam por contacto,
será este tipo de rugosímetros que vamos estudar.
Baseiam-se no princípio de funcionamento de um gira-discos. Existe uma
pequena agulha que é "arrastada" sobre a superfície, sendo os seus movimentos
captados por sensores electrónicos. Geralmente, as agulhas são de
diamante.Existem dois tipos:
a) Apalpadores livres
Neste caso, apenas a ponta de diamante do apalpador contacta com a
superfície, sendo o movimento de translacção de grande precisão e tomado
como referência, (fig.III.89).
Tipos de apalpadores
Fig. III.89 - Apalpadores livres
b) Apalpadores com patim
Neste caso, o contacto com a superfície é efectuado por um patim e pela
ponta de diamante (fig.III.90). Todo o conjunto é transladado, sendo a
referência o trajecto do patim sobre a superfície.
Fig. III.90 - Apalpadores com patim
Ut.03M.T.04

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IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ Ut.03M.T.04 Existem vários tipos destes apalpadores - patim lateral,

Existem vários tipos destes apalpadores - patim lateral, anterior, posterior, duplo patim, etc.

Estes apalpadores estão ligados a um aparelho electrónico que condiciona os sinais eléctricos por eles enviados, e produz um gráfico do perfil. Ao conjunto do apalpador e aparelho condicionador chama-se, habitualmente, Rugosímetro,

fig.III.90.

chama-se, habitualmente, Rugosímetro , fig.III.90. Fig. III.91 - Rugosímetro de bancada TEMPERATURA
chama-se, habitualmente, Rugosímetro , fig.III.90. Fig. III.91 - Rugosímetro de bancada TEMPERATURA

Fig. III.91 - Rugosímetro de bancada

TEMPERATURA

Definição de Kelvin

A

unidade de temperatura termodinâmica é o "KELVIN".

O

Kelvin é a fracção 1/273,16 da temperatura termodinâmica do ponto triplo da

água.

A temperatura do ponto triplo da água é superior à do ponto de fusão do gelo em

0,01ºC, desta forma, relaciona-se a temperatura Celsius t com a temperatura termodinâmica T, pela expressão:

t = T -273,15 °C

(III.3)

IIIIIIIIIIIIIII

4646464646

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Fundamentos de temperatura termodinâmica

 

A

temperatura é uma grandeza macroscópica intensiva, isto é, uma grandeza

A temperatura é uma grandeza macroscópica intensiva, isto é, uma grandeza

que, num sistema em equilíbrio, tem o mesmo valor em todo o sistema e em toda a parte (não demasiado pequena) desse mesmo sistema. Reunindo dois corpos idênticos, obtém-se um novo corpo cuja massa, volume e grandezas extensivas duplicaram, mas cuja temperatura, pressão e grandezas intensivas são as mesmas.

A

temperatura não é, portanto, uma grandeza mensurável no sentido estrito do

 

termo, pois se se pode definir a igualdade de duas temperaturas, não se pode definir a sua soma.

Assim, para "a medir", torna-se necessário ter um corpo, a que chamamos termómetro, em equilíbrio térmico com o sistema, com uma dependência da temperatura conhecida - propriedade termométrica - e convenientemente escolhida e fixar valores numéricos de modo a criar uma escala de temperaturas.

Em meados do século passado, Lord Kelvin propôs uma escala baseada no segundo princípio da termodinâmica (ciclo reversível de Carnot), teórica e independente de qualquer propriedade termométrica.

Chama-se a escala de temperatura termodinâmica de Kelvin (ETTK) e é representada por uma recta com origem no zero absoluto, ou menos 273,15 °C,

e

que passa por um único ponto fixo de definição, 273,16K ou 0,01 °C (temperatura

termodinâmica do ponto triplo da água), que determina, portanto, o declive da recta. Esta escala, como já foi referido, é puramente teórica, tendo sido, portanto, necessário estabelecer a sua relação com instrumentos reais de medição de temperatura.

A

utilização de um termómetro assenta nos dois factos experimentais seguintes:

Quando dois sistemas isolados do seu ambiente são postos em contacto, eles atingem, ao fim de um certo tempo, um estado de equilíbrio térmico, onde já não há mais transferência de calor de um para o outro (neste estado de equilíbrio, as duas temperaturas são iguais);

não há mais transferência de calor de um para o outro (neste estado de equilíbrio, as

Quando dois sistemas estão em equilíbrio térmico com um terceiro, eles estão em equilíbrio térmico entre eles e as suas temperaturas são iguais.

Os termómetros, instrumentos de interpolação nessas escalas, são construídos

partir de um princípio físico (dilatação ou contracção de líquidos ou sólidos, variação das propriedades eléctricas dos condutores, etc.), função da temperatura, o qual, embora não seja termodinâmico, é reprodutível e unívoco.

a

Técnicas e instrumentos

Os processos de leitura da temperatura assentam, essencialmente, em três sistemas: sistema físico, sistema eléctrico e sistema óptico.

da temperatura assentam, essencialmente, em três sistemas: sistema físico, sistema eléctrico e sistema óptico.

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