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JAPONÊS EM QUADRINHOS

Curso básico de japonês através do mangá

Marc Bernabé

JAPONÊS EM QUADRINHOS Curso básico de japonês através do mangá Marc Bernabé

Copyright original © 2001 Marc Bernabé / Represented by Norma Editorial S.A., Spain

Copyright desta edição © 2005 by Conrad Editora do Brasil Ltda.

Título original:

Japonés em viñetas: Curso básico de japonés a través del manga

Capa: Jonathan Yamakami Tradução: Ludimila Hashimoto Preparação: Luiz Ribeiro Edição: Alexandre Boide Diagramação: Marc Bernabé Produção gráfica: Alexandre Monti (Gerente), Alberto Gonçalves Veiga, André Braga e Ricardo A. Nascimento Centro de Tratamento de Imagem (CTI): Ednilson Moraes Gráfica:

CONRAD LIVROS Rua Simão Dias da Fonseca, 93 – Cambuci São Paulo – SP 01539-020 Tel.: 11 3346.6088 / Fax: 11 3346.6078 atendimento@conradeditora.com.br www.conradeditora.com.br

Sobre o autor
Sobre o autor

Sobre o autor

Sobre o autor
Sobre o autor
Sobre o autor

Marc Bernabé (L’Ametlla de Vallès, Barcelona, 1976) é tradutor e intérprete do japonês para o espanhol e o catalão, com ênfase na tradução de mangá e animê, que combina com a atividade acadêmica. Além de Japonês em Quadrinhos (Norma, 2001), publicou Japonês em Quadrinhos 2 (Norma, 2003), Apuntes de Japón (Glénat, 2002), Kanji para Recordar I e II (Herder, 2001 e 2004) e Kana para Recordar (Herder, 2003), esses três últimos em parceria com James W. Heisig e Verònica Calafell. http://www.nipoweb.com

(Herder, 2003), esses três últimos em parceria com James W. Heisig e Verònica Calafell. http://www.nipoweb.com
Sumário
Sumário

Sumário

9

Prefácio

11

Prefácio da edição brasileira

13

Saudação de Yoshito Usui

15

Introdução

17

Glossário e abreviaturas

21

Lição 1: Hiragana

24

Lição 2: Katakana

34

Lição 3: Kanji

42

Lição 4: Express÷es básicas

48

Lição 5: Numerais

54

Lição 6: Dias e meses

60

Lição 7: Pronomes pessoais

66

Lição 8: Especial katakana

72

Lição 9: Gramática básica

78

Lição 10: Estaç÷es do ano

84

Lição 11: Substantivos

90

Lição 12: Que horas são?

96

Lição 13: Adjetivos do tipo -i

102

Lição 14: Adjetivos do tipo -na

108

Lição 15: Sufixos para nomes de pessoas

114

Lição 16: Partículas

120

Lição 17: Partículas de fim de frase

128

Lição 18: Os verbos aru/iru

134

Lição 19: Verbos ( i): forma -masu

140

Lição 20: Verbos ( ii): forma simples

148

Lição 21: A família

156

Lição 22: Advérbios

162

Lição 23: Palavr÷es e xingamentos

168

Lição 24: Verbos (iii ): forma -te

174

Lição 25: Contadores

182

Lição 26: Partes do corpo

190

Lição 27: Express÷es

196

Lição 28: Verbos (iv): naru

202

Lição 29: Onomatopéias

210

Lição 30: Ordens

216

Apêndice 1: Respostas dos exercícios

222

Apêndice 2: Glossário de kanjis

240

Apêndice 3: Glossário de onomatopéias

278

222 Apêndice 2: Glossário de kanjis 2 4 0 Apêndice 3: Glossário de onomatopéias 278 Sumário

Sumário

222 Apêndice 2: Glossário de kanjis 2 4 0 Apêndice 3: Glossário de onomatopéias 278 Sumário

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222 Apêndice 2: Glossário de kanjis 2 4 0 Apêndice 3: Glossário de onomatopéias 278 Sumário
Prefácio
Prefácio

Prefácio

Prefácio
Prefácio
Prefácio

Em 1998 foi publicada, em uma revista espanhola de mangás e animês, a primeira lição de um curso de japonês que tinha o objetivo de ensinar o idioma de forma agradá- vel, utilizando exemplos tirados de mangás japoneses. O sucesso dos artigos mensais na revista permitiu, em maio de 2001, a compilação de todas as liç÷es em um livro, Japonês em Quadrinhos, que foi recebido de braços abertos por milhares de leitores e ocasionou o surgimento de uma segunda parte, Japonês em Quadrinhos 2. Hoje o livro se converteu em uma autêntica obra internacional. Depois das vers÷es inglesa e alemã, publicadas em 2004, neste ano de 2005 estamos vendo a aparição de vers÷es em francês, italiano, na minha língua materna o catalão e agora em por- tuguês. Jamais teria imaginado que aquilo que comecei como uma brincadeira, um pequeno trabalho para uma revista, se tornaria algo tão grande e esse fenômeno não deixará nunca de me surpreender. A reação mais surpreendente, no entanto, foi a dos leitores: muitos deles escreveram para me contar sobre suas relaç÷es com o Japão e o japonês. Suas mensagens de apoio, bem como sugest÷es para melhorar o método, sem- pre foram valiosíssimas para mim. Graças a eles, e aos que me escreverão de agora em diante, o método Japonês em Quadrinhos está crescendo, melhorando e evoluindo. A todos vocês, obrigado de coração. Meus agradecimentos vão também para Verònica Calafell, que sempre está a meu lado e me apóia continuamente durante os duros meses de trabalho de criação desses livros, além de revisar o conteúdo e dar valiosos conselhos. Tampouco posso deixar de mencionar Alberto Aldarabí, por suas correç÷es e conselhos, e Itsue Tanigawa, que corrigiu as partes em japonês. Para terminar, gostaria de agradecer à Norma Editorial, que apoiou o projeto e acre- ditou desde o início em algo aparentemente tão estranho como um curso de japonês através de mangás, e à minha editora brasileira, a Conrad, que também apoiou o proje- to, acreditando que se tornará uma obra útil para os estudantes brasileiros e portugue- ses que desejam aprender japonês de forma autodidata. Sejam bem-vindos, portanto, todos os estudantes de língua portuguesa a Japonês em Quadrinhos. Espero que possam aproveitar bastante, como já fizeram outras tantas pessoas em outros idiomas. Arigatõ!

fizeram outras tantas pessoas em outros idiomas. Arigatõ ! Marc Bernabé 18 de março de 2005
fizeram outras tantas pessoas em outros idiomas. Arigatõ ! Marc Bernabé 18 de março de 2005
fizeram outras tantas pessoas em outros idiomas. Arigatõ ! Marc Bernabé 18 de março de 2005
fizeram outras tantas pessoas em outros idiomas. Arigatõ ! Marc Bernabé 18 de março de 2005

Marc Bernabé 18 de março de 2005 Osaka (Japão)

Prefácio

outras tantas pessoas em outros idiomas. Arigatõ ! Marc Bernabé 18 de março de 2005 Osaka

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outras tantas pessoas em outros idiomas. Arigatõ ! Marc Bernabé 18 de março de 2005 Osaka
Prefácio da edição brasileira
Prefácio da edição brasileira

Prefácio da edição brasileira

Prefácio da edição brasileira
Prefácio da edição brasileira
Prefácio da edição brasileira

Tem-se percebido, mesmo no Brasil, país geograficamente distante do Japão, o inte- resse que os quadrinhos japoneses (popularmente conhecidos como mangás) têm des- pertado principalmente nos jovens, descendentes ou não de japoneses. Há um consen- so entre os profissionais de ensino da língua japonesa quanto ao aumento do número de alunos que vêm ao curso motivados pela curiosidade despertada por HQs, desenhos animados ou videogames japoneses. É de se supor que as diferenças marcantes entre o japonês e o português seja um aspecto instigante para os jovens leitores desse tipo de quadrinhos. A popularidade dos mangás, hoje disponíveis já traduzidos para o português, era inimaginável algumas décadas atrás. Isso porque naquela época a leitura desses quadrinhos se restringia a crianças e jovens descendentes de japonês que soubessem ler na língua original. Nesses termos, a edição deste livro, da autoria de Marc Bernabé, que apresenta a língua japonesa através dos quadrinhos, vem preencher a demanda dos leitores assíduos de mangás que têm o interesse despertado pela língua. O livro tem formato leve, aproveitando as HQs como exemplos. Além disso, ao abordar um tópico da língua em cada uma das lições, a explicação se torna mais acessível. Temos a certeza de que a porta aberta pelos quadrinhos japoneses levará os leitores brasileiros a uma visão mais esclarecedora sobre a língua que tanto nos fascina. Bem- vindos ao mundo da língua japonesa!

Junko Ota Docente da Área de Língua e Literatura Japonesa e Diretora do Centro de Estudos Japoneses (FFLCH/USP)

Prefácio da edição brasileira

de Língua e Literatura Japonesa e Diretora do Centro de Estudos Japoneses (FFLCH/USP) Prefácio da edição

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de Língua e Literatura Japonesa e Diretora do Centro de Estudos Japoneses (FFLCH/USP) Prefácio da edição
Saudação de Yoshito Usui
Saudação de Yoshito Usui

Saudação de Yoshito Usui

Saudação de Yoshito Usui
Saudação de Yoshito Usui
Saudação de Yoshito Usui

Nos últimos anos está ficando cada vez mais evidente a expansão do mangá e do animê, os quadrinhos e a animação produzidos no Japão, não só para os países asiáticos, mas também para todo o mundo ocidental. Vou me permitir o luxo de mencionar minha obra, Crayon Shin-chan, como exemplo. O mangá foi traduzido para muitos idiomas, entre os quais o catalão, o espanhol, o alemão e o inglês. Da mesma forma, a série de animação baseada nos mangás foi traduzida para diversos outros idiomas e transmitida por redes de televisão em todo o mundo. Agora me dou conta de que é uma série conhecida interna- cionalmente. Por exemplo, há pouco tempo vieram ao Japão, graças a um concurso, três de meus leitores da região da Catalunha, na Espanha, e tive a oportunidade de conhecê-los e conversar muito com eles. A ocasião me fez compreender o quanto eles lêem e apreciam minha obra. Parece que o fato de ler Shin-chan e outros mangás e assistir aos animês na televisão despertou neles a determinação de visitar a todo o custo o país no qual eu nasci e fui criado, além de aprender mais de nossa cultura e idioma. Graças a esse concurso, o sonho deles finalmente foi realizado. Conhecê-los foi realmente um prazer, e aprendi muito com esse encontro: acho que jamais me esquecerei de seus sorrisos.

No entanto, depois de conversar com eles durante um tempo, descobri que existe um fenômeno que parece difícil de acreditar para muitos japoneses. Não se trata de algo isolado ou exclusivo desses três jovens ou de Shin-chan: vários mangás e animês des- pertam a curiosidade de um grande número de jovens ocidentais e os estimulam a aprender mais sobre o Japão. Eles me contaram que, apesar dessa pequena “revolução dos mangás” que popularizou o Japão entre os adolescentes, quase todos os livros sobre o tema são muito especializados e chatos. No entanto, graças à recente aparição de obras como Japonês em Quadrinhos, de meu amigo Marc Bernabé, esse vazio está começando a ser preenchido. E agora me foi oferecida a oportunidade de apresentar este curso de japonês, cuja base reside no conceito de “aprender de forma divertida”. Não tenho dúvidas de que, vindo de alguém divertido como Marc, qualquer um gostará deste livro. Leia, aprenda japonês, divirta-se e não desista enquanto não tiver conseguido realizar seus sonhos.

Yoshito Usui

Autor de mangá, criador de Crayon Shin-chan, entre outras obras, 25 de setembro de 2003

Saudação de Yoshito Usui

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“Japonês em Quadrinhos” 16 Japonês em Quadrinhos
“Japonês em Quadrinhos” 16 Japonês em Quadrinhos
“Japonês em Quadrinhos”
“Japonês em Quadrinhos”
“Japonês em Quadrinhos” 16 Japonês em Quadrinhos
“Japonês em Quadrinhos” 16 Japonês em Quadrinhos
“Japonês em Quadrinhos” 16 Japonês em Quadrinhos

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“Japonês em Quadrinhos” 16 Japonês em Quadrinhos

Japonês em Quadrinhos

Introdução
Introdução

É possível que alguns leitores deste livro, não familiarizados com o mundo do mangá

e do animê (quadrinhos e animação produzidos no Japão), questionem a razão de terem sido escolhidas tiras de quadrinhos japoneses para ilustrar as liç÷es.

A primeira razão é que as liç÷es que formam este curso foram originalmente publi-

cadas em uma conhecida revista de quadrinhos e animação japoneses da Espanha. Quando a então redatora-chefe dessa publicação confiou a mim a elaboração de um curso de japonês mensal, achei que este deveria se ajustar, de algum modo, à sua temática. Inspirado nas liç÷es da extinta revista americana Mangajin, nas quais era desenvolvido um tema lingüístico todo mês com tiras de mangá como exemplo, con- segui encontrar a fórmula, que consistia em desenvolver um curso de japonês com uma estrutura clara. Essa estrutura, que contava com duas páginas na revista, consistia em uma página de teoria, na qual estavam sempre incluídos quadros de vocabulário e de gramática para tornar o estudo mais visual e cômodo para o estudante, e uma segunda página, de exemplos tirados diretamente de mangás japoneses que ilustrassem e ampliassem o que havia sido explicado na teoria. Para minha surpresa, a idéia funcio- nou muito bem, permitindo que o curso fosse publicado de forma ininterrupta ao longo de 30 números da revista (quase três anos) e recebesse numerosas demonstraç÷es

de apoio e sugest÷es durante esse período de gestação. Tudo isso possibilitou a publi- cação deste livro, uma compilação amplamente melhorada do conteúdo da revista.

A segunda razão pela qual utilizamos ilustraç÷es de mangá para ensinar japonês é o

fato de o mangá ser um verdadeiro fenômeno não somente no Japão, seu país de origem, mas também no resto do mundo, e que pouco a pouco vem se expandindo e se tornando cada vez mais popular e acessível. O mangá, com sua enorme variedade temática, é a ferramenta ideal para servir como uma “janela” através da qual se pode observar a sociedade e a mentalidade japonesa em seu próprio contexto. Literalmente, a palavra “mangá” significa “desenhos espontâneos, sem sentido” e é utilizada no Japão para referir-se a quadrinhos em geral. Por extensão, ela foi adotada no Ocidente com o sentido de “quadrinho japonês”. No entanto, a popularidade do mangá no Japão não pode ser comparada a nada do gênero nos países ocidentais. Talvez um equivalente em importância específica a tal fenômeno poderia ser o cinema ou algum esporte popular. Um autor de sucesso pode chegar a cobrar verdadeiras for- tunas e, de fato, os mais reconhecidos estão entre as pessoas mais ricas do Japão. Vejamos alguns dados ilustrativos:

Introdução

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a) Em 2002, 38,1% de todos os livros e revistas publicados no Japão eram mangás, o

que significa 22,6% dos lucros totais da indústria editorial japonesa, segundo a edição

de 2003 do Shuppan Shihyõ Nenpõ (Índice editorial anual).

b) As revistas de mangá semanais têm tiragens impressionantes. No mercado japonês,

não é raro que essas revistas superem a casa dos milh÷es de exemplares vendidos por semana. Por exemplo, em 2001, a Shõnen Magazine e a

E esses

números não podem nem ser comparados aos 6,5 milh÷es de Shõnen Jump em sua época dourada, no final dos anos 1980 e início dos 1990.

c) Além disso, o mangá gerou indústrias paralelas que não podem ser desprezadas de

jeito nenhum: os desenhos animados, ou animês, que fazem sucesso no mundo inteiro, são um exemplo claro disso. Existem mangás de todas as tendências, argumentos e estilos artísticos, assim como para todas as idades e camadas sociais. Os leitores de mangás são crianças, adolescentes, mulheres maduras, operários, funcionários públicos etc. É claro que existem também os gêneros eróticos e pornográficos. No Japão, os quadrinhos não são só coisa de criança. Todo mundo lê ou já leu mangá, e a cultura do país é claramente influenciada por ele. Os quadrinhos japoneses não são apenas de ficção científica, violência e sangue. Na verdade, existem quadrinhos de todos os tipos. Quando a primeira onda de mangá chegou ao ocidente, no entanto, muitas dessas obras eram do tipo violento ou com alto conteúdo sexual, o que contribuiu para criar uma imagem distorcida do que os qua- drinhos japoneses são na realidade. Nem todo mangá é violento, nem todo mangá contém alta teor sexual, nem todo mangá é graficamente igual. É verdade que muitas das ilustraç÷es parecem apresentar o mesmo padrão de olhos grandes e brilhantes, mas também há uma enorme quantidade de obras que fogem desses moldes. Os mangás são publicados originalmente em revistas semanais simples e baratas, geral- mente cerca de 20 páginas de cada série por semana (cada revista comp÷e uma série de 15 coleç÷es). Quando a série faz sucesso, costuma-se logo compilar o material em forma de livro com cerca de 200 páginas (que reúne uns 10 ou 11 capítulos surgidos previa- mente na revista semanal), chamado tankõbon. Essa é a forma em que o mangá costuma chegar às mãos dos fãs ocidentais que o consomem na versão original. Definitivamente, o mangá é um fenômeno importantíssimo no Japão. Com essas revistas em quadrinhos é possível, com certa prudência e espírito analítico, aprender o idioma japonês e, o que talvez seja ainda mais importante, aprender muito sobre cul- tura e idiossincrasia japonesas. Garantimos que isso é interessante demais. Leia atentamente as páginas seguintes para ter uma idéia de como o método funciona e de qual é a estrutura do livro. Espero que este livro seja útil no seu aprendizado tanto do idioma como da cultura do Japão. É uma grande honra para mim ser o seu sensei.

Shõnen Jump venderam uma média de 3,5 milh÷es de exemplares por semana

ser o seu sensei . Shõnen Jump venderam uma média de 3,5 milh ÷ es de
ser o seu sensei . Shõnen Jump venderam uma média de 3,5 milh ÷ es de
ser o seu sensei . Shõnen Jump venderam uma média de 3,5 milh ÷ es de
ser o seu sensei . Shõnen Jump venderam uma média de 3,5 milh ÷ es de
ser o seu sensei . Shõnen Jump venderam uma média de 3,5 milh ÷ es de

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ser o seu sensei . Shõnen Jump venderam uma média de 3,5 milh ÷ es de

Japonês em Quadrinhos

Forma de utilização e estrutura deste livro

Este livro é orientado para o estudo autodidata do japonês utilizado nos mangás (japonês coloquial do tipo oral), com o objetivo de possibilitar a compreensão de uma história em quadrinhos japonesa, uma série de animação ou um filme, de tipo infantil, na versão original (com a ajuda de um dicionário, é claro). Como o objetivo do curso é a compreensão do japonês dos mangás, você encontrará nele muitos aspectos da língua japonesa que não costumam ser explicados nos cursos convencionais, pelo menos num nível tão básico. Estudaremos algumas express÷es da língua falada coloquial, como os diferentes pronomes pessoais (l .7), as partículas enfáticas de fim de frase ( l.17) ou os verbos em forma simples ( l .20), que não costu- mam ser estudados antes de uma fase mais avançada no estudo “ortodoxo” do idioma. O nível aumenta conforme as liç÷es avançam, motivo pelo qual é mais sensato estudar o livro na ordem apresentada e só passar para a lição seguinte depois de interiorizar o conteúdo das liç÷es anteriores. Para facilitar e agilizar o estudo, optamos por fornecer sempre a transcrição de todas as palavras e frases para o alfabeto romano (rõmaji), ape- sar de recomendarmos que se aprenda o quanto antes os silabários (hiragana e katakana), para não adquirir vícios difíceis de serem corrigidos.

As 30 lições

O corpo do livro é composto por 30 liç÷es, estruturadas em três partes:

a) Teoria. Nessa parte é desenvolvida uma explicação teórica e detalhada sobre o tema da lição. É comum haver um ou vários quadros gramaticais ou de vocabulário que aju- dam a sintetizar e a transmitir melhor o conteúdo explicado. b) Mangá-exemplos. Exemplos extraídos originalmente de mangás japoneses, redesenhados para este livro. Sua função é ilustrar e ampliar o que foi explicado nas páginas de teoria. O sistema utilizado para analisar cada frase é o seguinte:

Tenchi: kono hon wa totemo omoshiroi desu ne. este livro pt m muito interessante ser
Tenchi:
kono hon wa totemo omoshiroi desu ne.
este livro pt m muito interessante ser pe .
Este livro é muito interessante, não é?

Primeira linha. Transcrição exata do trecho original em japonês. Segunda linha. Transcrição do texto para o alfabeto ocidental (rõmaji).

Terceira linha. Tradução literal palavra por palavra. O significado das diferentes abreviaç÷es utilizadas está no glossário.

Quarta linha.

c) Exercícios. Sempre têm relação com o tema desenvolvido na lição, e as respostas sempre podem ser obtidas ou deduzidas a partir do conteúdo da lição em que se encon- tram. O gabarito dos exercícios está no final do livro.

Tradução sugerida para o português.

Introdução

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Os apêndices

O livro inclui quatro apêndices com informaç÷es complementares muito úteis:

i) Respostas dos exercícios: respostas detalhadas de todos os exercícios incluídos no livro, para que você possa avaliar seu desempenho. Por ser um método autodidata, ten- tamos suprir a desvantagem que a ausência do professor pressup÷e com todas as ferra- mentas possíveis, e essa, talvez, seja a mais significativa. ii) Glossário de kanjis: resumo com 160 caracteres japoneses (kanjis) básicos, com cinco palavras compostas cada um. O estudo desses caracteres é fundamental para você ter uma base sólida para o estudo posterior mais aprofundado do idioma. iii) Glossário de onomatopéias: ferramenta de consulta útil para aqueles que lêem mangás na versão original ou traduzido sem alteração das onomatopéias. iv) Índice de vocabulário: um índice de quase 1.000 palavras com todo o vocabu- lário que aparece ao longo deste livro, em ordem alfabética.

Sobre as traduç ões

Ao longo do livro, são dadas várias frases de exemplo, assim como muitos mangá- exemplos, com suas respectivas traduç÷es tanto palavra por palavra como para o por- tuguês. Em algumas ocasi÷es, as frases oferecidas podem soar pouco naturais, porque ao realizar as traduç÷es preferimos pecar por sermos literais em relação ao original japonês, para você compreender melhor a formação das frases. Um bom exercício será tentar criar traduç÷es mais naturais em português de cada uma das frases: sem dúvida, isso o ajudará a fixar os conceitos, a analisar a fundo a frase japonesa e a pensar nela como um todo, em vez de um mero agrupamento de palavras e padr÷es gramaticais. Além disso, talvez o ajude a descobrir o mundo e a complexidade do trabalho do tradu- tor Dito tudo isso, deixamos você com um glossário das abreviaturas utilizadas no livro e o encorajamos a começar. Bem-vindo ao mundo do nihongo!

abreviaturas utilizadas no livro e o encorajamos a começar. Bem-vindo ao mundo do nihongo ! 20

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abreviaturas utilizadas no livro e o encorajamos a começar. Bem-vindo ao mundo do nihongo ! 20

Japonês em Quadrinhos