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Solu¸c˜oes da Lista de Exerc´ıcios

Observa¸c˜ao: as solu¸c˜oes dos exerc´ıcios abaixo ficaram faltando na Unidade 2

3. Para n = 1, basta de fato uma pesagem, feita com dois dos objetos: se ela indicar um objeto mais pesado do que o outro, ele ´e o procurado; se os objetos tiverem pesos iguais, o objeto que ficou de fora na pesagem ´e o mais pesado. Suponhamos agora que seja poss´ıvel determinar qual ´e mais pesado dentre 3 n objetos com n pesagens e consideremos um conjunto com 3 n+1 objetos. Dividimos estes objetos em trˆes grupos com 3 n objetos cada e comparamos o peso de dois deles. Se um deles for mais pesado, o objeto procurado est´a nele; sen˜ao, est´a no grupo que ficou de fora da pesagem. De qualquer modo, pela hip´otese de indu¸c˜ao, ele pode ser encontrado em n pesagens adicionais, para um total de n+1 pesagens. Logo, a propriedade vale para conjuntos de 3 n+1 objetos e, pelo Princ´ıpio da Indu¸c˜ao, para conjuntos com 3 n objetos, qualquer que seja n.

4. A propriedade vale para um conjunto com um unico´ elemento a 1 : seus dois unicos´ subconjuntos s˜ao e {a 1 } e ´e poss´ıvel passar do primeiro ao segundo acrescentando-se a 1 . Suponhamos que a propriedade seja v´alida para conjuntos com n elementos e consideremos o conjunto com

, a n , a n+1 }. Consideremos a lista L , a n , a n+1 } satisfazendo as condi¸c˜oes do

enunciado (ela existe, pela hip´otese de indu¸c˜ao) e formemos uma lista de subconjuntos de X do seguinte modo: come¸camos com L e acrescen- tamos a lista L que consiste dos subconjuntos de L em ordem reversa, acrescentando-se a n+1 a cada um deles. A nova lista ´e formada por to- dos os subconjuntos de X (ela lista primeiro todos os subconjuntos que n˜ao cont´em a n+1 e, a seguir, todos que o cont´em). Al´em disso, sempre ´e poss´ıvel passar de um subconjunto ao pr´oximo da lista acrescentando- se ou retirando-se um elemento. De fato, pela hip´otese de indu¸c˜ao isto ocorrem em L; a passagem do ultimo´ subonjunto de L para o primeiro de L ocorre pela adi¸c˜ao de a n+1 ; finalmente, a passagem de cada sub- conjunto de L para o pr´oximo se d´a de forma inversa a` ocorrida em L. Assim, a propriedade vale tamb´em para conjuntos com n+1 elementos. Logo, por indu¸c˜ao, vale para qualquer conjunto finito.

n + 1 elementos X = {a 1 , a 2 , dos subconjuntos de {a 1 , a 2 ,

1

1.

Unidade 3

1.2.3 , a igualdade vale para n = 1.

3

3

a) Como 1.2 =

Suponhamos,

agora, que ela seja v´alida para algum n N, ou seja, 1.2 + 2.3 +

.+n.(n+1) = n(n + 1)(n + 2) . Somando (n+1)(n+2) a ambos

os membros da igualdade, obtemos

1.2 + 2.3 +

+ n.(n + 1) + (n + 1)(n + 2) = n(n + 1)(n + 2)

3

+

+ 1)(n + 2) = (n + 1)(n + 2)(n + 3)

3

,

(n

o que mostra que a igualdade tamb´em vale para n + 1. Logo, por indu¸c˜ao, a igualdade vale para todo n N.

b)

= 1.2

2

2

, a igualdade vale para n = 1. Suponhamos,

Como 1 3

agora, que ela seja v´alida para algum n N, ou seja, 1 3 + 2 3 +

. Somando (n + 1) 3 a ambos os membros

da igualdade, obtemos

+ n 3 = n(n + 1)

2

2

1 3 + 2 3 +

+ n 3 + (n + 1) 3 = n(n + 1)

2

2

+ (n + 1) 3 =

(n

+

1) 2 n 2

4

+ (n + 1) = (n + 1) 2 n 2 + 4n + 4 =

4

(n + 1)(n + 2)

2

2

,

o que mostra que a igualdade tamb´em vale para n + 1. Logo, por indu¸c˜ao, a igualdade vale para todo n N.

Su-

ponhamos, agora, que ela seja v´alida para algum n N, ou seja,

1.2 0 +2.2 1 +3.2 2 +· · ·+n.2 n1 = 1+(n1)2 n . Somando (n+1).2 n

a ambos os membros da igualdade, obtemos:

1.2 0 + 2.2 1 + 3.2 2 + · · · + n.2 n1 + (n + 1).2 n = 1 + (n 1)2 n +

(n + 1).2 n = 1 + 2n.2 n = 1 + n.2 n+1 ,

c) Como 1.2 0 = 1 = 1 + 0.2 1 , a igualdade vale para n = 1.

2

o que mostra que a igualdade tamb´em vale para n + 1. Logo, por indu¸c˜ao, a igualdade vale para todo n N.

d) Corre¸c˜ao: a igualdade deveria ser 1 + 1 1 1 + 2 2 ··· 1 +

1

(n + 1) n

n n

1

n! Como 1 + 1

Supo-

nhamos, agora, que ela seja v´alida para algum n N, ou seja,

. Multiplicando am-

bos os membros da igualdade por 1 + n+1 n+1 , obtemos:

.

1 1

2 1 ,

1!

=

2

=

a igualdade vale para n = 1.

1 n = (n + 1) n

n

n!

1

1 + 1 1 1 + 2 2 ··· 1 +

1

1 +

(n+1) n

n!

(n+2) n+1 = (n+2) n+1

1

1

1 + 2 2 ··· 1 + n n 1 +

1

1

1 +

n+1 n+1 = (n+1) n

1

n!

n+2

n+1

n+1 =

(n+1)!

,

n + 1 n+1

1

n!(n+1)

=

=

o que mostra que a igualdade tamb´em vale para n + 1. Logo, por indu¸c˜ao, a igualdade vale para todo n N.

e) Como 1.11 = 2! 1, a igualdade vale para n = 1. Suponhamos, agora, que ela seja v´alida para algum n N, ou seja, 1.1! + 2.2! + 3.3! + · · · + n.n! = (n + 1)! 1. Somando (n + 1).(n + 1)! a ambos os membros da igualdade, obtemos:

1.1! + 2.2! + 3.3! + · · · + n.n! + (n + 1).(n + 1)! = (n + 1)! 1 +

(n + 1).(n + 1)! = (n + 1)!(n + 2) 1 = (n + 2)! 1,

o que mostra que a igualdade tamb´em vale para n + 1. Logo, por indu¸c˜ao, a igualdade vale para todo n N.

2. a) Como 2 1 > 1, a desigualdade vale para n = 1. Suponhamos, agora, que ela seja v´alida para algum n N, ou seja, 2 n > n. Multiplicando ambos os membros da igualdade por 2, obtemos 2 n+1 > 2n. Mas, para todo n natural, 2n n + 1 (j´a que esta desigualdade ´e equivalente a n 1). Portanto, 2 n+1 > n + 1, o que mostra que a desigualdade tamb´em vale para n +1. Logo, por indu¸c˜ao, a desigualdade vale para todo n N.

b)

Como 1 2 =

agora, que ela seja v´alida para algum n N, ou seja,

1

3+1 , a desigualdade vale para n = 1. Suponhamos,

3

3.

1 · 3 · 5 · · · (2n 1)

2 · 4 · 6 ··· 2n

1

3n

+

1 .

Multiplicando ambos os mem-

bros da desigualdade por

2n + 1

2(n +

1) , obtemos:

1 · 3 · 5 · · · (2n 1) · (2n + 1)

2 · 4 · 6 · · · 2n · 2(n + 1)

1 2n + 1

3n + 1 2(n + 1) .

Para mostrar que a desigualdade tamb´em vale para n +1, precisa- 2n + 1

mos mostrar que

3(n + 1) + 1 ou, equi-

valentemente,

1

3n + 1 · 2(n + 1) (2n + 1)

(3n + 1)(2(n + 1)) 2

2

1

Mas

3n + 4 .

(2n + 1) 2

(3n + 1)(2(n + 1)) 2

+ 4 = (2n + 1) 2 (3n + 4) (3n + 1)(2n + 2) 2

1

(3n + 1)(2n + 2) 2 (3n + 4)

3n

n

(3n + 1)(2n + 2) 2 (3n + 4) < 0.

1

2n + 1

1

3(n + 1) + 1

1

Logo, de fato temos

tanto, 1 · 3 · 5 · · · (2n 1) · (2n + 1)

3(n + 1) + 1 , o que mos-

tra que a desigualdade tamb´em vale para n+1. Logo, por indu¸c˜ao, a desigualdade vale para todo n N, sendo estrita para todo n > 1.

2 e, assim, a desigualdade vale

e, por-

3n + 1 2(n + 1)

<

<

2 · 4 · 6 · · · 2n · 2(n + 1)

a) Como x 1

= 1,

temos 1 x 1

3

para n = 1. Suponhamos que ela seja v´alida para um certo n N.

x n 3 , temos 2

2

7

6

1

x n+1

3

x n 4

2 x n +

1

.

Logo, n+1 =

= x

2

> 1. Por outro lado, x n+1 3

2

x n

3

2

3 ,

2

(x n 1)

0

e

n 3x n +2 2x n

<

(x n 2)

n

2

x

1

2

(x n 1)(x n 2) 2x n

Como

1 + 4 =

3

. Como

0, o que mostra que

=

0, ou seja x n+1 3 . Logo, a desigualdade tamb´em

2

=

vale para n + 1. Por indu¸c˜ao, ela vale para todo n natural.

4.

b) x n+1 2 =

2) 2 .

2 1 x n +

2 1 n − √ 2 = x 2x n (x
2
1
n − √ 2 =
x
2x n (x

2

n

+22 2x n ) =

1

2x n (x n

a) 1 3 + 2 3 + 3 3

Como

vale para n

=

1.

= 36, que ´e divis´ıvel por 9, a propriedade Suponhamos que ela seja v´alida para algum

4

n

N, ou seja, n 3 + (n + 1) 3 + (n + 2) 3 = 9k, para

algum inteiro

k.

Da´ı, (n + 1) 3 + (n + 2) 3 + (n + 3) 3

= 9k + (n + 3) 3 n 3

=

= 9(k +n 2 +3n+3), o que mostra que

(n + 1) 3 + (n + 2) 3 + (n + 3) 3 tamb´em ´e divis´ıvel por 9. Portanto, por indu¸c˜ao, a propriedade vale para todo n natural.

b) Como 3 4 + 8 9 = 80, que ´e divis´ıvel por 16, a propriedade vale para n = 1. Suponhamos que ela seja v´alida para algum

n N, ou seja, 3 2n+2 + 8n 9 = 16k, onde ou, equivalentemente,

3 2n+2 = 16k 8n + 9 para algum k N. Multiplicando por 9 os dois lados da igualdade, obtemos 3 2(n+1)+2 = 144k 72n+81. Da´ı,

3 2(n+1)+2 + 8(n + 1) + 9 = 144k 72n + 81 + 8(n + 1) 9 = 144k 64n+80 = 16(9k4n+5), o que mostra que 3 2(n+1)+2 +8(n+1)+9

´e divis´ıvel por 16 e, assim, que a propriedade tamb´em vale para

n + 1. Portanto, por indu¸c˜ao, a propriedade vale para todo n natural.

c) Como 4 1 + 15.1 1 = 18, que ´e divis´ıvel por 9, a propriedade vale para n = 1. Suponhamos que ela seja v´alida para algum n N, ou seja, 4 n + 15n 1 = 9k, ou, equivalentemente, 4 n = 9k 15n + 1 para algum k N. Multiplicando por 4 ambos os membros da igualdade, obtemos 4 n+1 = 36k60n+4, ou seja, 4 n+1 15(n+1)

9k+n 3 +9n 2 +27n+27n 3

1

= 36k 60n+4+15(n+1)1 = 36k 45n+18 = 9(4k 5n+2),

o

que mostra que 4 n+1 15(n +1) 1 ´e divis´ıvel por 9, ou seja que

propriedade tamb´em vale para n + 1. Portanto, por indu¸c˜ao, a propriedade vale para todo n natural.

a

d) Neste caso, ´e mais conveniente come¸car com n = 0. Como 11 2 + 12 1 = 133, a propriedade vale para n = 0. Suponhamos que ela seja v´alida para algum n N, ou seja, 11 n+2 + 12 2n+1 = 133k, ou, equivalentemente, 12 2n+1 = 13k 11 n+2 para algum k N. Multi- plicando por 12 2 = 144 ambos os membros da igualdade, obtemos 12 2(n+1)+1 = 133.144k 144.11 n+2 . Logo, 12 2(n+1)+1 11 (n+1)+2 = 133.144k 144.11 n+2 + 11.11 n+2 = 133(144k 11 n+2 ), o que mos- tra que 12 2(n+1)+1 11 (n+1)+2 ´e divis´ıvel por 133 e, assim, que a propriedade vale para n +1. Portanto, por indu¸c˜ao, a propriedade vale para todo n natural.

e) Como 2 3 1 + 1 = 9, que ´e divis´ıvel por 3 1+1 = 9, a propriedade ´e v´alida para n = 1. Suponhamos que ela seja v´alida para algum n N, ou seja, 2 3 n +1 = k.3 n+1 ou, equivalentemente, 2 3 n = k.3 n+1 1,

5

Elevando ao cubo ambos os membros da

igualadade, obtemos 2 3 n 3 = (k.3 n+1 1) 3 e, da´ı, 2 3 n+1 + 1 = k 3 (3 n+1 ) 3 3k 2 (3 n+1 ) 2 + 3k.3 n+1 1 + 1 = k 3 3 3n+3 k 2 3 2n+3 + k3 n+2 = 3 n+2 (k 3 3 2n+1 k 2 3 n+1 + k). Logo, 2 3 n+1 + 1 ´e divis´ıvel por 3 n+2 , ou seja, a propriedade vale para n + 1. Portanto, por indu¸c˜ao, ela vale para todo n N.

5. Uma reta divide o plano em duas regi˜oes adjacentes, que certamente podem ser coloridas com duas cores. Portanto, a propriedade vale para n = 1 reta. Suponhamos que ela valha para toda subdivis˜ao formada por n retas e incluamos uma reta adicional. Uma colora¸c˜ao satisfazendo as` condi¸c˜oes do enunciado pode ser obtida trocando a cor de todas as regi˜oes que ficam em um dos semiplanos determinados pela nova reta, o que mostra que a propriedade tamb´em vale para n + 1 retas. Portanto, por indu¸c˜ao, vale para subdivis˜oes geradas por qualquer quantidade de retas.

para algum k

N.

6. Ao acrescentar-se o plano n+1, os planos j´a existentes determinam neste plano n retas de interse¸c˜ao que, por sua vez, determinam p n regi˜oes planas. Cada uma destas regi˜oes planas, divide em duas uma das regi˜oes determinadas anteriormente, criando assim p n novas regi˜oes do espa¸co. Portanto, o n´umero q n+1 de regi˜oes determinadas por n + 1 planos ´e dado por q n+1 = q n + p n .

Com n = 1 plano s˜ao determinadas duas regi˜oes; isto ´e, q 1 = 2.

Supo-

nhamos que ela esteja correta para algum n N, ou seja, q n =

=

a)

b)

Como

1 3 +5.1+6

6

= 2, a f´ormula est´a correta para n

=

1.

n 3 + 5n + 6

6

. Ent˜ao, q n+1 = q n +p n = n 3 + 5n + 6

6

+ n 2 + n + 2

2

n 3 + 3n 2 + 8n + 12

= (n 3 + 3n 2 + 3n + 1) + (5n + 5) + 6

=

6

6

, o que mostra que a f´ormula tamb´em est´a correta para n + 1. Logo, por indu¸c˜ao, ela est´a corrreta para todo n natural.

7. O n´umero m´aximo de regi˜oes determinadas por um ziguezague formado por 2 semirretas e n segmentos de reta ´e n 2 +n+4 . Para n = 1, s˜ao de-

(n+1) 3 +5(n+1)+6

6

2

terminadas 3 regi˜oes; como 1 2 +1+4

2

= 3, a f´ormula proposta est´a correta

para n = 1. Suponhamos que a f´ormula esteja correta para n segmentos

6

8.

de reta. Um segmento de reta pode ser acrescentado transformando-se uma das semi-retas em um segmento (o que faz com que duas regi˜oes se transformem em uma s´o) e acrescentando-se uma nova semirreta intersectando os n segmentos j´a existentes e a outra semirreta; isto de- termina sobre esta semirreta uma total de n + 2 segmentos. Portanto, no processo s˜ao acrescentadas n + 2 1 = n + 1 regi˜oes. Logo, o n´umero de regi˜oes determinadas por um ziguezague com n segmentos

, o que mostra que a

´e

f´ormula tamb´em est´a correta para n + 1. Logo, por indu¸c˜ao, ela est´a correta para todo n natural.

a) Em 2 movimentos, passa-se o disco menor para a terceira haste; a seguir, o disco maior deve ser passado para a central; em mais 2 movimentos, o disco menor deve voltar para a primeira haste; o disco maior ´e passado para a terceira haste; finalmente, em mais dois movimentos, o disco menor passa para a terceira haste, para um total de 8 movimentos.

n 2 +n+4

2

+ n + 1 = n 2 +3n+6

2

= (n 2 +2n+1)+(n+1)+4

2

b) h n+1 = 3h n + 2

c) Para n = 1, s˜ao necess´arios dois movimentos. Como 3 1 1 = 2, a f´ormula est´a correta para n = 1 disco. Suponhamos que ela esteja correta para n discos, isto ´e, h n = 3 n 1. Ent˜ao h n+1 = 3h n +2 = 3(3 n 1) + 2 = 3 n+1 1, o que mostra que a f´ormula tamb´em est´a correta para n + 1 discos. Logo, por indu¸c`ao, a f´ormula est´a correta para qualquer n´umero de discos.

7