brasil

de 26 de junho a 2 de julho de 2014 6
COOPERATIVA DE TRABALHO EM ASSESSORIA A EMPRESAS SOCIAIS DE ASSENTAMENTOS DA REFOR-
MA AGRARIA – COOPERAR
CNPJ 07.899.004/0001-00 NIRE 35400112506
Edital de Convocação Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária
Convocamos, nos termos do Estatuto em vigor, os sócios da COOPERATIVA DE TRABALHO EM ASSESSORIA A EMPRESAS
SOCIAIS DE ASSENTAMENTOS DA REFORMA AGRÁRIA – COOPERAR, sociedade cooperativa de natureza civil, inscrita no Ca-
dastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda sob o n.º 07.899.004/0001-00, com endereço na Alameda Eduardo
Prado, 676, Campos Elíseos, São Paulo, Estado de São Paulo, para participarem da ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA e EXTRA-
ORDINÁRIA, que se realizará em sua sede, no dia 18 de Julho de 2014, as 09h00mim, para tratar dos seguintes pontos de Pauta.
ORDEM DO DIA:
1º. ELEIÇÃO DO CONSELHO FISCAL;
2º. AVALIAÇÃO DO EXERCÍCIO SOCIAL DE 2013;
3º. ANÁLISE DOS BALANÇOS ANUAIS DE 2013;
4º. PARECER DO CONSELHO FISCAL DOS EXERCÍCIOS 2013;
5º. DESTINAÇÃO DAS SOBRAS OU RATEIO DAS PERDAS DOS EXERCÍCIOS DE 2013;
6º. ANÁLISE DO PLANO DE METAS PARA O NOVO PERÍODO;
7º. ANÁLISE DO ORÇAMENTO PARA O NOVO PERÍODO;
8°. AUTORIZAÇÃO PARA A VENDA DE BENS MÓVEIS E IMOVEIS;
9º. OUTROS ASSUNTOS DE INTERESSE DOS COOPERADOS.
Número de associados aptos a votar: 40
Ana Paula Botelho Lima
Coordenador Geral
Poleana Leal de Freitas
Coordenador de Finanças
Sheila Pagnussatti
Coordenador Secretário
São Paulo, 26 de Junho de 2014.
Cargo de Representante da
Christian Aid no Brasil –
Escritório de São Paulo
A Divisão da América Latina e
do Caribe da Christian Aid está
selecionando candidatos/as para
o cargo de Representante no Bra-
sil. Os requisitos essenciais para
o cargo são: amplo conhecimento
da realidade brasileira e suas de-
sigualdades; considerável experi-
ência no trabalho internacional de
desenvolvimento, incluindo ques-
tões de incidência e parceria com
movimentos sociais, organizações
baseadas na fé e organizações não
governamentais no Brasil; for-
tes habilidades na gestão de equi-
pes interdisciplinares; experiên-
cia com captação de recursos, in-
cluindo doadores institucionais;
comunicação oral e escrita em in-
glês e português. Maiores infor-
mações e formulário para aplica-
ção encontram-se em: https://
jobs.christianaid.org.uk/vacan-
cy/134/description/
ASSOCIAÇÃO DE COOPERAÇÃO AGRICOLA DAS COMUNAS DA
TERRA DA REGIONAL GRANDE SÃO PAULO
CNPJ nº 08.495.679/0001-49 Inscrição Estadual: 241.026.326.117
Comunica a ocorrência com Todos os talões de notas fscais referente ao período de 08/2008 até a ultima nota fs-
cal autorizada pelo SEFAZ, inclusive todas as vias das Notas Fiscais emitidas eletronicamente.
Modelo 1 do nº 001 ao 250 série 2
Modelo 1 do nº 001 ao 050 série 3
Modelo 1 do nº 051 ao 100 série 3
Modelo 2 do nº 001 ao 100 série D/1
Todas as Notas Fiscais emitidas eletronicamente.
Roberta Traspadini
ESTAMOS EM PLENA Copa do Mundo
e somos tomados por tantas sensações,
inquietações. Através dos jogos vemos as
disputas entre as nações, a concorrência
e o destaque individual, a periferia con-
tra os centros, times ricos e times pobres.
Os gramados e as camisas com propa-
gandas, o solo e os corpos como estan-
dartes das mercadorias.
Mas qual o verdadeiro signifcado da
Copa do Mundo? A Copa do Mundo no
Brasil nos coloca de frente para uma rea-
lidade grotesca: a apropriação privada do
jogo e o desenvolvimento do futebol co-
mo uma mercadoria rentável, especula-
tiva e fctícia, em contraposição ao pra-
zeroso encanto do simples valor de uso
do gozo.
Vivemos a era da substituição do jogo
de passe de bola e das traves improvisa-
das com o que se encontra nas ruas, pro-
tagonizado por crianças, jovens e adul-
tos em várias comunidades ao longo dos
desconhecidos Brasis que conformam o
Brasil, pela camisa verde-amarela patro-
cinada pelos grandes capitais fnanceiros
mundiais.
É o futebol no movimento contradi-
tório entre o poder ser para além das
regras do capital e o onipotente dever
da ordem dominante. Neste estar en-
tre o poder ser e o não conseguir ser,
no qual vivem os trabalhadores, o fute-
bol se apresenta na história popular do
Brasil contemporâneo como um crime
hediondo do capital contra o trabalho:
a convivência com a morte do direito à
vida, ao jogo, ao encanto e à realização
da maioria.
O futebol-arte próprio da criativida-
de humana se transforma no miserável
futebol propagandístico próprio da so-
ciedade do espetáculo em que a oculta-
ção do real não revela o preço pago por
Os negócios da Copa do Mundo
OPINIÃO O futebol-arte
próprio da criatividade
humana se transforma
no miserável futebol
propagandístico
próprio da sociedade do
espetáculo
muitos na concretização do show pro-
duzido para o ostentoso acúmulo priva-
do de poucos.
Fifa, o futebol mercadoria
A Federação Internacional de Fute-
bol (Fifa) com sede em Zurique-Suí-
ça foi conformada legalmente em 1904,
em plena era hegemônica do capital mo-
nopolista fnanceiro (imperialismo). O
negócio do futebol de forma ocorre no
mesmo momento em que o mundo pas-
sa a ser regido pela dinâmica do capital
fnanceiro.
O site da Fifa informa que de 2007
a 2010 seus negócios do futebol foram
exitosos, em especial, nos preparativos
para a Copa do Mundo da África do Sul.
A indústria patenteada da bola acumu-
lou neste período uma receita de 4,189
bilhões de dólares em que parte subs-
tantiva deste valor de mercado se ori-
gina dos eventos do grande espetáculo
do futebol.
Além desta fonte, o atual capital fnan-
ceiro Fifa lucrou 37 milhões de dólares
com a venda de quinquilharias patente-
adas no mesmo período. Camisas, bone-
cos, bolas, meias, todos os kits da ven-
da do sonho de pertencer à grande al-
deia global do futebol “arte”, materializa-
do nas campanhas de marketing do ca-
pital Fifa.
Os ganhos da Copa do Mundo no Bra-
sil prometem. Ao modernizar-se en-
quanto capital fnanceiro, a indústria Fi-
fa.com disponibilizou quase 3 milhões
de ingressos dos quais 2,9 milhões já fo-
ram vendidos, com uma lista de espera
de 8 milhões. Além disso, as recordações
da Copa do Mundo do Brasil, através dos
produtos cadastrados no site, expressa a
gigantesca máquina de fazer dinheiro da
indústria.com da Fifa.
A Fifa reforça em seu site que os custos
de 2 bilhões de dólares para os preparati-
vos da Copa são arcados por ela. Como se
os custos não fossem debitados da conta
do trabalho e dos cofres públicos do país
sede da copa.
Além disso, como educação e futebol
para os negócios estão diretamente re-
lacionados, a Fifa possui na Suíça um
centro internacional de estudos esporti-
vos que oferece especializações e cursos
de curta duração organizados para a ad-
ministração dos negócios esportivos do
futebol. Merece destaque e um estudo o
mestrado internacional da Fifa em ad-
ministração, direito e humanidades do
esporte.
O país do futebol foi escolhido como
o palco benevolente da reprodução so-
cial do capital fnanceiro Fifa que se
apresenta como um representante glo-
bal dos interesses do futebol. Os tristes
trópicos alegram o palco carnavalesco
da acumulação de capital dos robustos
cofres da Fifa.
O vermelho do verde-amarelo
Enquanto isto, no país do futebol-ar-
te os “invisíveis” populares seguem seus
rumos na procura por trabalho, na luta
por moradia, por inserção na educação
e projeção de saúde mínima, para não
terem que usar o falido sistema de cura
dos lotados hospitais brasileiros. Popu-
lares e invisíveis.
Na imagem aérea da arena do teatro
moderno do futebol, não há espaço para
a veiculação do quanto os estádios estão
rodeados por gigantescas periferias, ter-
ritórios em que seus ocupantes não apa-
recem na fta da fantasia Fifa, mas que
são os verdadeiros celeiros de craques
desconhecidos em várias áreas da produ-
ção de vida.
O futebol é uma entre tantas paixões
mundiais. E belo por ser próprio à cria-
tividade humana. Mas a capacidade de
transformar o belo em mercantil e de
sujeitar todos à sua ordem hegemônica,
não sem contestações, cobra seu preço.
Entre o sonho do ganhar dinheiro com a
bola, vive-se uma realidade concreta de
se fugir ao menos das balas: venham elas
do Estado ou dos corpos armados.
O país do futebol é vermelho além de
verde-amarelo. Porque vermelha é a cor
dominante nas ruas. Vermelho é o san-
gue sobre os asfaltos, nos corredores
dos hospitais, nas contas não pagas pe-
la maioria que vive para tentar arcar com
sua sobrevivência no palco mercantil do
futebol fantasia do mundo do trabalho
atual. Outro Brasil, verdadeiramente be-
lo pulsa.
E vermelho também é a sua cor. Por-
que vermelha é a luta popular, vermelha
é a cor da bandeira da luta, vermelho é o
sonho que sempre presente, está por des-
pertar. Galeano ama a bola que vive den-
tro dos pés do Messi. Talvez ele enxergue
a origem vermelha oculta pelas chuteiras
do craque.
Roberta Traspadini é professora da
Universidade Federal dos Vales do
Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e da Escola
Nacional Florestan Fernandes (ENFF).
O site da Fifa informa
que de 2007 a 2010 seus
negócios do futebol foram
exitosos, em especial, nos
preparativos para a Copa do
Mundo da África do Sul
As recordações da Copa do Mundo
do Brasil, através dos produtos
cadastrados no site, expressa
a gigantesca máquina de fazer
dinheiro da indústria.com da Fifa
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Ambulantes vendem produtos para torcedores brasileiros na rodoviária de Brasília

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