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Introdução ao Estudo dos Complexos dos Metais de Transição

Compostos de Metais de Transição:

• Cores Variadas

• Paramagnetismo freqüente

• Tamanho anômalo dos íons

• Metais com número de oxidação variados

dos íons • Metais com número de oxidação variados Existência de um subnível d parcialmente preenchido

Existência de um subnível d parcialmente preenchido na sua camada de valência

Química de Coordenação

SAIS DUPLOS (Adutos)

• KCl + MgCl 2 + 6H 2 O KCl.MgCl 2 .6H 2 O

• K 2 SO 4 + Al 2 (SO 4 ) 3 + 24H 2 O K 2 SO 4 .Al 2 (SO 4 ) 3 .24H 2 O

COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

• CuSO 4 + 4NH 3 + H 2 O CuSO 4 .4NH 3 .H 2 O

• Fe(CN) 2 + 4KCN Fe(CN) 2 .4KCN

(carnalita)

(alúmen de potássio)

Química de Coordenação

CuSO 4 .4NH 3 .2H 2 O

H 2 O

C u S O 4 . 4 N H 3 . 2 H 2 O H

Fe(CN) 2 .4KCN

H 2 O

3 . 2 H 2 O H 2 O Fe(CN) 2 .4KCN H 2 O [Cu(NH

[Cu(NH 3 ) 4 (H 2 O) 2 ] 2+ + SO 4 2-

tetraamincobre(II)

4K + + [Fe(CN) 6 ] 4-

hexacianoferrato(II)

Compostos de Coordenação Complexos Metálicos Complexos

Química de Coordenação

[Cu(NH 3 ) 4 (H 2 O) 2 ] 2+

[Fe(CN) 6 ] 4-

• A espécie central pode ser um íon ou um átomo, geralmente de um metal

• Os ligantes podem ser íons ou moléculas neutras

Química de Coordenação

TEORIA DE ALFRED WERNER (1893 – Universidade de Zurique)

1. Os metais possuem dois tipos de valência:

a) Valência primária (número de oxidação);

b) Valência secundária (número de coordenação);

2. Todo elemento tende a satisfazer tanto suas valências primárias quanto as valências secundárias;

3. A valência secundária apresenta direções fixas no espaço.

Química de Coordenação

CoCl 3 .6NH 3

Ag +

Química de Coordenação CoCl 3 .6NH 3 Ag + H H 3 N 3 N NH
Química de Coordenação CoCl 3 .6NH 3 Ag + H H 3 N 3 N NH

H

H

3 N

3 N

Química de Coordenação CoCl 3 .6NH 3 Ag + H H 3 N 3 N NH

NH 3 3

Química de Coordenação CoCl 3 .6NH 3 Ag + H H 3 N 3 N NH

NH 3

NH 3

Química de Coordenação CoCl 3 .6NH 3 Ag + H H 3 N 3 N NH

3 AgCl

3+

+

3Cl -

Química de Coordenação

CoCl 3 .6NH 3

CoCl 3 .5NH 3 3 .5NH 3

Ag +

Coordenação CoCl 3 .6NH 3 ∆ CoCl 3 .5NH 3 Ag + 2 AgCl H H

2 AgCl

Coordenação CoCl 3 .6NH 3 ∆ CoCl 3 .5NH 3 Ag + 2 AgCl H H

H

H

3 N

3 N

Coordenação CoCl 3 .6NH 3 ∆ CoCl 3 .5NH 3 Ag + 2 AgCl H H

NH 3

Coordenação CoCl 3 .6NH 3 ∆ CoCl 3 .5NH 3 Ag + 2 AgCl H H

Co

Cl

Coordenação CoCl 3 .6NH 3 ∆ CoCl 3 .5NH 3 Ag + 2 AgCl H H

NH 3

NH 3

Coordenação CoCl 3 .6NH 3 ∆ CoCl 3 .5NH 3 Ag + 2 AgCl H H

2+

+

2 Cl -

Química de Coordenação

CoCl 3 .5NH 3

CoCl 3 .4NH 3 3 .4NH 3

de Coordenação CoCl 3 .5NH 3 ∆ CoCl 3 .4NH 3 H H 3 N 3

H

H

3 N

3 N

de Coordenação CoCl 3 .5NH 3 ∆ CoCl 3 .4NH 3 H H 3 N 3
de Coordenação CoCl 3 .5NH 3 ∆ CoCl 3 .4NH 3 H H 3 N 3

NH 3

de Coordenação CoCl 3 .5NH 3 ∆ CoCl 3 .4NH 3 H H 3 N 3

Co

de Coordenação CoCl 3 .5NH 3 ∆ CoCl 3 .4NH 3 H H 3 N 3

NH 3

Cl

Cl

Ag +

de Coordenação CoCl 3 .5NH 3 ∆ CoCl 3 .4NH 3 H H 3 N 3

1 AgCl

de Coordenação CoCl 3 .5NH 3 ∆ CoCl 3 .4NH 3 H H 3 N 3

+

+ Cl -

Química de Coordenação

CoCl 3 .4NH 3

Química de Coordenação CoCl 3 .4NH 3 ∆ C o C l 3 . 3 N

CoCl 3 .3NH 3

Ag +

3 .4NH 3 ∆ C o C l 3 . 3 N H 3 Ag +
3 .4NH 3 ∆ C o C l 3 . 3 N H 3 Ag +

H

H

3 N

3 N

3 .4NH 3 ∆ C o C l 3 . 3 N H 3 Ag +
3 .4NH 3 ∆ C o C l 3 . 3 N H 3 Ag +
NH 3 Cl Co
NH 3
Cl
Co
3 .4NH 3 ∆ C o C l 3 . 3 N H 3 Ag +

Cl

Cl

Não ocorre formação de ppt

3 .4NH 3 ∆ C o C l 3 . 3 N H 3 Ag +

CONDUTIVIDADE DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

Solvente

 

Tipos de Eletrólitos

 

1:1

 

1:2

1:3

1:4

Nitrometano

75

– 95

150

– 180

220

- 260

290 – 330

Nitrobenzeno

20

–30

50 – 60

70 –82

90 –100

Acetona

100

– 140

160

– 200

270

- ?

360

- ?

Acetonitrila

120

– 160

220

– 300

340 – 420

500

- ?

Dimetilformamida

65

– 90

130

– 170

200

–240

300

- ?

Metanol

80 – 115

160

– 220

290 – 350?

450

- ?

Etanol

35

- 45

70 - 90

120

- ?

160

- ?

GEARY,W.L.; “The use of conductivity measurement in organic solvent for the characterization of coordination compounds”; Coord. Chem. Rev., 7, 81-122 (1971).

FORMAÇÃO DE UM COMPLEXO

-Reação ácido/base de Lewis

- Ligantes: são doadores de pares de elétrons (base de Lewis)

- espécie central: receptora de pares de elétrons (ácido de Lewis)

Cr 3+

+

6 H 2 O [Cr(H 2 O) 6 ] 3+

Ác. de

base de

Lewis

Lewis

-Cada molécula de água doa um par de elétrons para o íon Cr 3+

- O N o total de átomos doadores ligados à espécie central é o N o de coordenação (NC)

NÚMERO ATÔMICO EFETIVO - NAE

Quando se forma um complexo, há adição de ligantes até que o número de elétrons do átomo metálico central mais o número de elétrons cedidos pelos ligantes seja igual ao número de elétrons do gás nobre seguinte.

Átomo

Z

Complexo

N o de Elétrons perdidos na formação do íon

N o de Elétrons ganhos na Coordenação

NAE

Gás Nobre

Fe

26

[Fe(CN) 6 ] 4-

2

12

36

Kr

Co

27

[Co(NH 3 ) 6 ] 3+

3

12

36

Kr

Ni

28

[Ni(CO) 4 ]

0

8

36

Kr

Cu

29

[Cu(CN) 4 ] 3-

1

8

36

Kr

Pd

46

[Pd(NH 3 ) 6 ] 4-

4

12

54

Xe

Pt

78

[PtCl 6 ] 2-

4

12

86

Rn

NÚMERO ATÔMICO EFETIVO - NAE

Átomo

Z

Complexo

N o de Elétrons perdidos na formação do íon

N o de Elétrons ganhos na Coordenação

NAE

Gás Nobre

Cr

24

[Cr(NH 3 ) 6 ] 3+

3

12

33

 

Fe

26

[Fe(CN) 6 ] 3-

3

12

35

 

Ni

28

[Ni(NH 3 ) 6 ] 2+

2

12

38

 

Pd

46

[PdCl 4 ] 2-

2

8

52

 

Pt

78

[Pt(NH 3 ) 4 ] 2+

2

8

84

 

CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL DOS LIGANTES

Favorecem a formação de complexos:

a) íons pequenos de carga elevada e orbitais vazios de energia adequada;

b) atendimento à regra do NAE (Regra dos 18 elétrons);

c) aquisição de uma forma geométrica simétrica

d) uma elevada EECC (energia e estabilização do campo cristalino).

CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL DOS LIGANTES

Os ligantes podem ser classificados, segundo o número de átomos doadores presente na estrutura, como:

monodentado (somente um átomo doador)

polidentados (contém mais de um átomo doador):

bidentado (com dois átomos doadores);

tridentado (com três átomos doadores);

tetradentado (com quatro átomos doadores);

pentadentado (com cinco átomos doadores);

hexadentado (com seis átomos doadores).

Alguns ligantes Comuns

Alguns ligantes Comuns Monodentados Espécie Fórmula Átomo doador Água H 2 O O Amônia NH

Monodentados

Espécie

Fórmula

Átomo doador

Água

H

2 O

O

Amônia

NH 3

N

Íon cloreto

Cl

-

Cl

Monóxido de carbono

CO

C

Íon cianeto

CN -

C

Trifenilfosfina (PØ 3 ou PPh 3 )

P(C 6 H 5 ) 3

P

Piridina

N

N

N

BidentadosEspécie Fórmula Átomo doador Carbonato   CO 3 2 - O (2) Oxalato (ox)  

Espécie

Fórmula

Átomo doador

Carbonato

 

CO 3 2-

O

(2)

Oxalato (ox)

 

C

2 O 4 2-

O

(2)

Etilenodiamina (en)

H

2 N-CH 2 CH 2 -NH 2

N

(2)

Íon acetilacetonato (acac)

 

O

O -

O

(2)

CH 3 C-CH 2 -CCH 3

 

2-2’-dipiridina (dipy)

N N

N

N

N

(2)

Tridentados3   2-2’-dipiridina (dipy) N N N (2) Espécie Dietilenotriamino (dien) Fórmula NH(CH

Espécie

Dietilenotriamino (dien)

Fórmula

NH(CH 2 CH 2 NH 2 ) 2

Átomo doador

Átomo doador

N

(3)

Hexadentados Espécie Fórmula Átomo doador Íon etilenodiaminotetraacetato (EDTA 4 - ) - O 2 CCH

Hexadentados

Espécie

Fórmula

Átomo doador

Íon etilenodiaminotetraacetato (EDTA 4- )

-

O 2 CCH 2

-

O 2 CCH 2

(EDTA 4 - ) - O 2 CCH 2 - O 2 CCH 2 NCH 2

NCH 2 CH 2 N

CH 2 CO 2 CH 2 CO 2

-

CH 2 CO 2 2 CO 2

-

N (2)

O (4)

ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

1. NC e geometria mais comuns

O arranjo dos ligantes ao redor do íon central é influenciado pelo tamanho do ligante, da natureza do ânion e em alguns casos do procedimento de síntese utilizado. Principais fatores que influem na distribuição dos ligantes ao redor do átomo central são:

a) a repulsão mútua entre os ligantes;

b) os impedimentos estéricos dos ligantes polidentados.

Estes fatores revestem-se de importância especial devido à natureza da ligação átomo central - ligante.

ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

NC = 2, 3, 4

NC = 5

NC = 6

ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO NC = 2, 3, 4 NC = 5 ⇒ NC =
ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO NC = 2, 3, 4 NC = 5 ⇒ NC =
ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO NC = 2, 3, 4 NC = 5 ⇒ NC =

NC = 7

NC = 8 {

ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

NC = 9

NC = 11

NC = 12

NC = 14

ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO NC = 9 ⇒ NC = 11 ⇒ NC = 12

Número de Coordenação 2

Lineares: praticamente se restringem aos cátions Cu + , Ag + , Au + e Hg 2+ , todos com configuração d 10 .

[CuCl 2 ] -

[Ag(NH 3 ) 2 ] +

[AuCl 2 ] -

HgCl 2

Número de Coordenação 4

Existem duas geometrias comuns associadas com um NC = 4:

quadrado-planar

tetraédrica

quadrado-planar: são característicos dos íons de metais de transição com configurações d 8 ou s 1 d 7 , exemplos:

[Pt(NH 3 ) 4 ] 2+

[PtCl 2 (NH 3 ) 2 ]

[Ni(CN) 4 [AgF 4 ] - [Cu(NH 3

] 2-

) 4 ] 2+

M n+

M

n+

M n+

Cl

Cl

Pt NH 3 3 Pt NH 3

2 (NH 3 ) 2 ] [Ni(CN) 4 [AgF 4 ] - [Cu(NH 3 ] 2
2 (NH 3 ) 2 ] [Ni(CN) 4 [AgF 4 ] - [Cu(NH 3 ] 2

NH 3

Número de Coordenação 4

Complexos que apresentam a geometria tetraédrica são característicos

dos complexos dos metais representativos ou dos metais de transição

com configuração eletrônica diferentes de d 8 ou s 1 d 7 . Exemplos:

[BF 4 ] -

[MnO

4 ]

[Zn(NH 3 ) 4 ] 2+

[ZnCl

4 ] -

2-

d 8 ou s 1 d 7 . Exemplos: [BF 4 ] - [MnO 4 ]

M

n+

d 8 ou s 1 d 7 . Exemplos: [BF 4 ] - [MnO 4 ]

Número de Coordenação 5

Envolve complexos entre bipirâmide trigonal e piramidal quadrática.

entre bipirâmide trigonal e piramidal quadrática. - A diferença de energia entre as geometrias não é
entre bipirâmide trigonal e piramidal quadrática. - A diferença de energia entre as geometrias não é
entre bipirâmide trigonal e piramidal quadrática. - A diferença de energia entre as geometrias não é
entre bipirâmide trigonal e piramidal quadrática. - A diferença de energia entre as geometrias não é

- A diferença de energia entre as geometrias não é grande.

- Uma pirâmide de base quadrada pode resultar da deformação de uma bipirâmide trigonal (ou vice versa):

Número de Coordenação 6

Número de Coordenação 6 Nos compostos em que o íon central apresenta número de coordenação seis,

Nos compostos em que o íon central apresenta número de coordenação seis, o poliedro de coordenação regular é o octaedro, porém dados experimentais mostram que tais compostos exibem um prisma trigonal como forma geométrica do poliedro de coordenação.

ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

2. Complexos Quelatos e ligantes em ponte

• Complexos Quelatos (agentes quelantes): São complexos onde a espécie central está complexada a um ligante bidentado (ou polidentado), formando um anel (quelato).

Cu 2+ +

2

polidentado), formando um anel ( quelato ). C u 2+ + 2 H N 2 NH

H N

2

NH 2

formando um anel ( quelato ). C u 2+ + 2 H N 2 NH 2
formando um anel ( quelato ). C u 2+ + 2 H N 2 NH 2

H

formando um anel ( quelato ). C u 2+ + 2 H N 2 NH 2

H H

H

N

N

Cu

N

N

H

H

H

H

2+

Neste caso um par de pentaciclos, que é chamado de quelato. Os quelatos são mais estáveis que complexos semelhantes com ligantes monodentados, pois a dissociação do complexo envolve a ruptura de duas ligações em vez de uma.

Estrutura do Heme

Estrutura do Heme Estrutura do ferro na oxiemoglobina
Estrutura do Heme Estrutura do ferro na oxiemoglobina

Estrutura do ferro na oxiemoglobina

• Quelatos

O

C O O M
C
O
O
M

• Ligantes em ponte

• Quelatos O C O O M • Ligantes em ponte O M O C O

O

M

O

C

O
O

O

O S
O
S

O

M O
M
O

O

O

O S
O
S

O

M

M

M

O C
O
C

O

O C
O
C

O

M

O C O
O
C
O

M

O C
O
C

O

M

ESTEREOQUÍMICA DOS COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

3) Isomeria

Ocorre quando 2 ou mais espécies com a mesma fórmula empírica apresentam propriedades física e químicas diferentes.

Geométricos

propriedades física e químicas diferentes. Geométricos Estereoisomeros Isomeria Óticos Ligação • Cis / Trans

Estereoisomeros

Estereoisomeros
Estereoisomeros
Estereoisomeros
Estereoisomeros
Estereoisomeros
física e químicas diferentes. Geométricos Estereoisomeros Isomeria Óticos Ligação • Cis / Trans • Fac /

Isomeria

física e químicas diferentes. Geométricos Estereoisomeros Isomeria Óticos Ligação • Cis / Trans • Fac /

Óticos

Ligação

• Cis / Trans

• Fac / Mer

1. Isômeros Geométricos tipo Cis e Trans

Complexos quadrado-planares (NC 4)

Cl

Cl

Pt NH 3 3 Pt NH 3

e Trans Complexos quadrado-planares (NC 4) Cl Cl Pt NH 3 NH 3 cis -[PtCl 2
e Trans Complexos quadrado-planares (NC 4) Cl Cl Pt NH 3 NH 3 cis -[PtCl 2

NH 3

cis-[PtCl 2 (NH 3 ) 2 ]

0 )

NH 3 Cl
NH 3
Cl

Cl 3 cis -[PtCl 2 (NH 3 ) 2 ] (µ ≠ 0 ) NH 3 Cl

Pt

3 cis -[PtCl 2 (NH 3 ) 2 ] (µ ≠ 0 ) NH 3 Cl

NH 3

trans-[PtCl 2 (NH 3 ) 2 ]

(µ = 0 )

Complexo octaédrico (NC 6)

A coordenação octaédrica é a mais comum e permite diversos tipos de estereoisomerismo:

• A partir do fato que os seis vértices de um octaedro são equivalentes, apenas uma estrutura é possível para complexos dos tipos MA 6 e MA 5 B.

• Para o MA 4 B 2 , contudo, as estruturas cis e trans podem existir. No isômero cis os dois ligantes B ocupam os vértices adjacentes do octaedro; no isômero trans estão nos vértices opostos:

Complexo octaédrico (NC 6)

Complexo octaédrico (NC 6) No isômero cis os dois ligantes B ocupam os vértices adjacentes do

No isômero cis os dois ligantes B ocupam os vértices adjacentes do octaedro; no isômero trans estão nos vértices opostos:

2. Isômeros Geométricos tipo Fac e Mer

Complexo octaédrico (NC 6)

• Para os complexos do tipo MA 3 B 3 , dois isômeros são possíveis, são denominados isômeros facial (fac) e meridional (mer):

MA 3 B 3 , dois isômeros são possíveis, são denominados isômeros facial ( fac )

3. Isômeros Óticos (Enantiômeros)

complexo tetraédrico (NC 4): os quatro ligantes ocupam os vértices de um tetraedro regular, portanto, todas as posições são equivalentes, não existindo assim os isômeros cis - trans. Porém existe a possibilidade de um novo tipo de estereoisomerismo denominado enantiomerismo (uma denominação mais antiga, ainda utilizada, é “isomeria óptica”)

Complexo tetraédrico (NC 4)

Complexo tetraédrico (NC 4) Espécies assimétricas: imagem especular não superponível (não há rotação que possa

Espécies assimétricas: imagem especular não superponível (não há rotação que possa fazer com que elas se superponham.

Isômeros óticos

complexo octaédrico (NC 6)

complexo octaédrico (NC 6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH

N

complexo octaédrico (NC 6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH

N

NH 3
NH 3

Cl

Co N N
Co
N
N
complexo octaédrico (NC 6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH

2 +

espelho

complexo octaédrico (NC 6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH
NH 3
NH 3

Cl

octaédrico (NC 6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH 3

N

(NC 6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH 3 Cl
(NC 6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH 3 Cl

N

Co N N
Co
N
N
6) N N NH 3 Cl Co N N 2 + espelho NH 3 Cl N

2 +

Isômeros óticos de cis-[CoNH 3 Cl(en) 2 ] 2+

Complexo tetraédrico (NC 4)

A n+ M B C C
A
n+
M
B
C
C

Espelho

A M n+ B C C
A
M n+
B
C
C

Imagem especular superponível, portanto idênticas. Não são isômeros.

Isomeria Ótica

Na luz comum, os campos elétrico e magnético da radiação eletromagnética vibram em todas as direções perpendiculares à direção de propagação da luz. O diagrama mostra um polarizador, que consiste em um filtro que retira toda luz, exceto aquela em que o campo elétrico vibra em um plano (o campo magnético vibra em um plano perpendicular a este). Esta luz polarizada passa através de um tubo contendo a amostra, se todas as espécies presentes possuem a mesma quiralidade, ou se existirem mais espécies de uma certa quiralidade em relação a de outras, o plano de polarização da luz é girado assim que a luz atravessa a amostra. Um outro filtro polarizante, o analisador, pode então ser usado para medir o ângulo de rotação. Substâncias que giram o plano da luz polarizada são chamadas de opticamente ativas.

medir o ângulo de rotação. Substâncias que giram o plano da luz polarizada são chamadas de

4. Isômeros de Ligação

Ligantes que podem doar par de elétrons através de dois átomos diferentes recebem a denominação de ambidentados e os isômeros deles originados se chamam isômeros de ligação.

M S
M
S

C

deles originados se chamam isômeros de ligação. M S C N t i o c i

N

tiocianato

M

NM C S M C S

C

S

isotiocianato

NOTAÇÃO E NOMENCLATURA DOS COMPLEXOS

1. Ligantes mais comuns

íons haletos e o íon cianeto: quando na função de ligantes, têm o sufixo eto de seus nomes substituídos pela letra o.

o sufixo eto de seus nomes substituídos pela letra o .   Espécie Nome do íon
 

Espécie

Nome do íon

Nome do ligante

F

-

fluoreto

fluoro

Cl

-

cloreto

cloro

Br

-

brometo

bromo

I

-

iodeto

iodo

CN -

 

cianeto

ciano

Oxoânions: geralmente conservam seus nomes usuais.   Espécie Nome do íon Nome do ligante CO

Oxoânions: geralmente conservam seus nomes usuais.

 

Espécie

Nome do íon

Nome do ligante

CO 3 2-

carbonato

carbonato

SO 4 2-

sulfato

sulfato

NO 3

-

nitrato

nitrato

CH 3 COO -

 

acetato

acetato

C

2 O 4 2-

 

oxalato

Oxalato (ox)

CH 3 COCHCOCH 3

-

acetilacetonato

Acetilacetonato (acac)

Radicais derivados de hidrocarbonetos: também conservam seus nomes usuais.

de hidrocarbonetos : também conservam seus nomes usuais.   Espécie Nome do íon Nome do ligante
 

Espécie

Nome do íon

Nome do ligante

CH 3

metil

Metil (Me)

C

2 H 5

etil

Etil (Et)

C

6 H 5

fenil

Fenil (Ø ou Ph)

C

5 H 5

ciclopentadienil

Ciclopentadienil (Cp)

Para o cálculo de número de oxidação, os radicais são geralmente considerados aniônicos.

Preferência no sentido de que os nomes dos ligantes terminem em o. Mudança da terminação a para o.

terminem em o. Mudança da terminação a para o .   Espécie Nome do íon Nome
 

Espécie

Nome do íon

Nome do ligante

P(C 6 H 5 ) 3

 

trifenilfosfina

Trifenilfosfino (PØ 3 ou PPh 3 )

H

2 NCH 2 CH 2 NH 2

etilenodiamina

Etilenodiamino (en)

 
N

N

piridina

Piridino (py)

N N

N

N

dipiridina

dipiridino (dipy)

(SO 3 ) 2 SO

 

dimetilsulfóxido

Dimetilsulfóxido (dmso)

Ligantes que não seguem exatamente as regras anteriores Espécie Nome da espécie Nome do ligante

Ligantes que não seguem exatamente as regras anteriores

Espécie

Nome da espécie

Nome do ligante

H

2 O

água

áqua

NH 3

 

amônia

amino ou amim

CO

 

Monóxido de carbono

carbonil

NO

 

Monóxido de nitrogênio

nitrosil

O

2

(moléculas de) oxigênio

dioxigênio

N

2

(moléculas de) nitrogênio

dinitrogênio

H

-

hidreto

hidrido

OH -

 

hidróxido

hidroxo

O

2-

óxido

oxo

O

2 2-

peróxido

peroxo

NH 2

-

amideto

amido

Ligantes ambidentados. O nome varia dependendo do átomo doador

ambidentados. O nome varia dependendo do átomo doador Espécie Nome da espécie ligante Nome do ligante

Espécie

Nome da espécie

ligante

Nome do ligante

SCN -

tiocianato

-SCN -

tiocianato

SCN -

tiocianato

-NCS -

isotiocianato

NO 2

-

Nitrito

-ONO -

nitrito

NO 2

-

nitrito

-NO 2

-

nitro

2. Complexos aniônicos, catiônicos ou neutros

FÓRMULAS

• A entidade de coordenação deve estar escrita entre colchetes.

• Na fórmula a espécie central é escrita em primeiro lugar.

• Os ligantes devem ser postados na fórmula em ordem alfabética. Exemplo: [Co(NH 3 ) 3 (CN)Cl 2 ]

• Nas fórmulas dos sais os cátions são escritos antes dos ânions.

Exemplo: K 3 [Fe(CN) 6 ]

NOMENCLATURA

Ao dar-se o nome, inicia-se pelos ligantes, citados em ordem alfabética.

• Depois, nomeia-se a espécie central, seguindo-se seu número de oxidação entre parênteses:

Generalizações:

não se deixa espaço entre uma palavra e a outra, nem entre o nome e o número de oxidação; os prefixos di, tri, tetra, penta, hexa, etc. são usados para indicar o número de ligantes idênticos presentes; o número de oxidação da espécie central é indicado por algarismos romanos entre parênteses; em complexos catiônicos ou neutros, a espécie central conserva seu nome inalterado; em complexos aniônicos, a espécie central recebe o sufixo ato.

aniônicos , a espécie central recebe o sufixo ato . catiônico neutro aniônico [Ag(NH 3 )
aniônicos , a espécie central recebe o sufixo ato . catiônico neutro aniônico [Ag(NH 3 )
aniônicos , a espécie central recebe o sufixo ato . catiônico neutro aniônico [Ag(NH 3 )
aniônicos , a espécie central recebe o sufixo ato . catiônico neutro aniônico [Ag(NH 3 )
aniônicos , a espécie central recebe o sufixo ato . catiônico neutro aniônico [Ag(NH 3 )

catiônico

neutro

aniônico

[Ag(NH 3 ) 2 ] + : diaminoprata(I)

[Fe(CO) 5 ] : pentacarbonilferro(0)

[V(CO) 6 ] - : hexacarbonilvanadato(-I)

[Co(NH 3 ) 6 ] 3+ : hexaaminocobalto(III)

[Cr(CO) 6 ] : pentacarbonilcromo(0)

[Ag(CN) 2 ] - : dicianoargentato(I)

complexos envolvendo ligantes que têm nomes compostos ou nomes que possuam prefixos numéricos , usam-se os prefixos bis, tris, tetraquis nomes compostos ou nomes que possuam prefixos numéricos, usam-se os prefixos bis, tris, tetraquis, etc. e o nome do ligante deve ser escrito entre parênteses:

[CrCl 2 (en) 2 ] + : diclorobis(etilenodiamino)cromo(III)

[Ir(CO)Cl(PØ 3 ) 2 ] : carbonilclorobis(trifenilfosfino)irídio(I)

[Mn(CO) 2 Cp(N 2 )] : dicarbonilciclopentadienil(dinitrogênio)manganês(I)

Indicação de isômeros)] : dicarbonilciclopentadienil(dinitrogênio)manganês(I) O isômero é indicado em itálico ou sublinhado, e seguido

O isômero é indicado em itálico ou sublinhado, e seguido de um hífen:

mer-[RuCl 3 (PEt 3 )] : mer-triclorotris(etilfosfino)rutênio(III)

cis-[Pt(NH 3 ) 2 Cl 2 ] : cis-diaminodicloroplatino(II)

Ligantes em ponte: Complexos bi ou polinucleares – aqueles que contêm duas ou mais espécires

Ligantes em ponte:

Complexos bi ou polinucleares – aqueles que contêm duas ou mais espécires centrais. Os ligantes em ponte são indicados pela letra grega µµµµ, seguida pelo seu nome.

[(CO) 5 Cr-H-Cr(CO) 5 ] - : µµµµ-hidrido-bis[pentacarbonilcromato(0)]

[(H 2 O) 4 Fe-(OH) 2 -Fe(H 2 O) 4 ] 4+ : di-µµµµ-hidroxo-bis[tetraaquaferro(III)]

] 4 + : di- µµµµ - hidroxo-bis[tetraaquaferro(III)] Sais complexos Primeiro nomeia-se os ânions para em

Sais complexos

Primeiro nomeia-se os ânions para em seguida nomear os cátions.

Exemplos:

K 3 [Fe(CN) 6 ] : hexacianoferrato(III) de potássio

[Ni(CO) 4 ]Cl 2 : cloreto de tetracarbonilniquel(II)