A Copa do Mundo da FIFA é um torneio de futebol disputado a cada quatro anos em um país sede

escolhido previamente. Sua primeira edição foi no Uruguai em 1930, tendo o anfitrião como campeão.
Em 78 anos, apenas duas edições não foram disputadas... 1942 e 1946 devido aos estragos feitos pela II
Guerra Mundial.
Sete equipes já venceram o torneio: Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. É
hoje, juntamente com os Jogos Olímpicos, o maior evento esportivo da Terra.
15 países já sediaram a Copa: Uruguai, Itália, França, Brasil, Suíça, Suécia, Chile, Inglaterra, México,
Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão. As próximas duas Copas já estão
definidas: África do Sul em 2010 e Brasil em 2014.

O sonho de um campeonato mundial vem de muito antes, desde o primeiro amistoso internacional
disputado em 30 de Novembro de 1872, em Glasgow, na Escócia. Um 0x0 entre os locais e a Inglaterra.
Por causa do aumento de adeptos no final do século XIX, o esporte foi introduzido como esporte de
demonstração nas Olimpíadas em 1900 e assim foi em 1904 e 1906, até que se tornou esporte oficial em
1908.
A FIFA em 1914 reconheceu o torneio olímpico como competição mundial e passou a organizá-lo...
sendo que a primeira disputa oficial foi nos Jogos de 1924, com o Uruguai vencendo e repetindo a dose
em 1928. Foi então que em 28 de Maio de 1928, a FIFA decidiu criar um campeonato mundial, a Copa do
Mundo, e para celebrar o centenário da independência uruguaia e seu bicampeonato olímpico, escolheu o
país como sede de sua primeira edição em 1930.


Uruguai Campeão Mundial de 1930

Em Pé: Mascheroni, Nazassi, Ballesteros, Fernandez, Andrade e Gestido.
Agacahados: Dorado, Scarone, "Manco" Castro, Cea e Iriarte.

Itália Campeã Mundial 1934

Em pé: Conti, Monti, Monzeglio, Bertolini, Allemandi e Ferrari.
Agachdos: Guaita, Giuseppe Meazza, Schiavio, Luigi Ferraris e Orsi.

Itália Bicampeã Mundial 1938

Em Pé: Biavatti, Vittorio Pozzo (Técnico), Piola, Ferrari e Colaussi.
Agachados: Locatelli, Giuseppe Meazza, Foni, Olivieri, Raya e Andreolo.
Sentado: Serantoni

Uruguai Bicampeão Mundial 1950

Da esquerda para a direita: Maspoli, Obdulio Varela, Gonzalez, Schiaffino, Tejera, Andrade, Morán, Julio Perez, Gambeta, Gigghia e
Miguez.

Alemanha Ocidental Campeã Mundial 1954

Da Esquerda para a Direita: Fritz Walter, Turek, Eckel, Helmut Rahn, Ottmar Walter, Liebrich, Posipal, Scheifer, Kohlmeyer, Mai e
Murlock.

Brasil Campeão Mundial 1958

Em Pé: Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar.
Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagallo e Mário Américo (Massagista)

Brasil Bicampeão Mundial 1962

Em Pé: Aymoré Moreira (Técnico), Djalma Santos, Zito, Gilmar, Zózimo, Nilton Santos, Mauro e Hilton Gosling (Médico).
Agachados: Mário Américo (Massagista), Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo.

Inglaterra Campeã Mundial 1966

Em Pé: Stiles, Hunt, Gordon Banks, Jack Charlton, Cohen e Wilson.
Agachados: Peters, Geoffrey Hurst, Bobby Moore, Ball e Bobby Charlton.

Brasil Tricampeão Mundial 1970

Em Pé: Carlos Alberto Torres, Brito, Wilson Piazza, Félix, Clodoaldo, Everaldo e Admilde Chirol (Preparador Físico).
Agachados: Jairzinho, Rivelino, Tostão, Pelé e Paulo César Caju.

Alemanha Ocidental Bicampeã Mundial 1974

Da Esquerda Para a Direita: Franz Beckenbauer, Sepp Maier, Schwarzenbeck, Bonhof, Holzenbein, Grabowski, Gerd Müller, Wolfgang
Overath, Berti Vogts, Paul Breitner e Uli Hoeness

Argentina Campeã Mundial 1978

Em Pé: Daniel Passarella, Houseman, Olguín, Tarantini, Mário Kempes e Ubaldo Fillol.
Agachados: Galván, Ardiles, Luque, Valencia e Gallego.

Itália Tricampeã Mundial 1982

Em Pé: Graziani, Dino Zoff, Giuseppe Bergomi, Gaetano Scirea, Antognoni e Colovatti.
Agachados: Cabrini, Paolo Rossi, Bruno Conti, Oriali e Mauro Tardelli.

Argentina Bicampeã Mundial 1986

Em Pé: Batista, Cuciuffo, Olarticoechea, Pumpido, Brown, Ruggeri e Diego Maradona.
Agachados: Burruchaga, Giusti, Enrique e Jorge Valdano

Alemanha Ocidental Tricampeã Mundial 1990

Da Esquerda Para a Direita: Lothar Matthäus, Bodo Ilgner, Buchwald, Klaus Augenthaler, Rudi Völler, Jürgen Köhler, Andreas Brehme,
Pierre Littbarski, Thoms Hassler, Thomas Berthold e Jürgen Klinsmann.

Brasil Tetracampeão Mundial 1994

Em Pé: Taffarel, Jorginho, Aldair, Mauro Silva, Márcio Santos e Branco.
Agachados: Mazinho, Romário, Dunga, Bebeto e Zinho.

França Campeã Mundial 1998

Em Pé: Zinedine Zidane, Marcel Desailly, Frank Leboeuf, Lilian Thuram, Stephane Guivarc´h e Emmanuel Pétit.
Agachados: Christophe Karembeu, Youri Djorkaeff, Didier Deschamps, Fabien Barthez e Bixente Lizarazu.

Brasil Pentacampeão Mundial 2002

Em Pé: Lúcio, Edmílson, Roque Júnior, Gilberto Silva, Marcos, Kaká, Vampeta, Ânderson Polga, Dida, Rogério Ceni e Belletti.
Agachados: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Roberto Carlos, Kléberson, Rivaldo, Cafu, Júnior, Ricardinho, Luizão, Edílson, Denílson e
Juninho Paulista.

Itália Tetracampeã Mundial 2006

Em Pé: Marco Materazzi, Luca Toni, Gianluigi Buffon, Fabio Grosso e Francesco Totti.
Agachados: Andrea Pirlo, Fabio Cannavaro, Mauro Camoranesi, Gennaro Gattuso, Simone Perrotta e Gianluca Zambrotta.

Espanha Campeã Mundial 2010

Em Pé: Pedro, Busquets, Sergio Ramos, Capdevilla, Piqué e Xabi Alonso.
Agachados: Casillas, Iniesta, David Villa, Xavi e Puyol.

http://worldcupfifa.tripod.com/id1.html

opa do Mundo FIFA
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Copa do Mundo

Troféu atual da Copa do Mundo
Dados gerais
Organização FIFA
Edições 20
Local de disputa País Sede
Sistema Torneio concentrado,
Grupos e eliminatória
[Expandir]Dados históricos

[Expandir]Estatísticas

Edição atual
editar
A Copa do Mundo FIFA,
Nota 1
também conhecida como Campeonato do Mundo de
Futebol ou ainda Campeonato Mundial FIFA, é uma competição internacional
de futebol que ocorre a cada quatro anos. Essa competição, criada em 1928 na França,
sob a liderança do presidente Jules Rimet, está aberta a todas
as federações reconhecidas pela FIFA(Federação Internacional de Futebol Associado,
em francês: federação internacional de Football Association). A primeira edição ocorreu
em 1930 no Uruguai, cuja seleção que abrigou o evento saiu vencedora.
Com exceção da Copa do Mundo de 1930, o torneio sempre foi realizado em duas fases.
Organizada pelas confederações continentais, as eliminatórias da Copa permitem que as
melhores seleções de cada continente participem da competição, que ocorre em um ou
mais países-sede. O formato atual do Mundial é com trinta e duas equipes nacionais por
um período de cerca de um mês.
Oito países são os vencedores do certame. Brasil, a única seleção a ter jogado todas as
competições, mantém o recordede vitórias com cinco edições de sucesso. É também o
único proprietário permanente da Taça Jules Rimet, (posta em jogo em 1930) e ganha em
definitivo pelo pais que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se deu na
competição em 1970, com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história. A seleção
brasileira é seguida pela Itália, com quatro troféus, um a mais que a Alemanha. A equipe
que venceu a primeira edição, o Uruguai, conquistou duas vezes, como aArgentina, outro
país sul-americano. Finalmente, França, Inglaterra e a atual campeã Espanha, ganharam
uma Copa do Mundo cada. O Brasil e a Espanha são os únicos países que ganharam fora
de seus continentes (Brasil em 1958 e 2002 e a Espanha em 2010).
O país anfitrião do Mundial é designado pela FIFA. A última edição da Copa foi realizada
na África do Sul, em 2010. OBrasil foi eleito para sediar esta edição em 2014.
A Copa do Mundo é o segundo evento esportivo mais assistido no mundo, atrás apenas
dos Jogos Olímpicos. Economicamente, a competição tem efeitos positivos sobre o
crescimento de certos setores e para o desenvolvimento do país-sede. Instalações
desportivas, incluindo os estádios, são construídos ou reformados para a
ocasião. Estradas,aeroportos, hotéis e infraestrutura de um modo geral, também são
melhorados para receber a competição. Entretanto, um país menos desenvolvido, de
"Terceiro Mundo", pode sofrer mais que o esperado para organizar um Mundial.
A Copa do Mundo tem aspectos políticos. Enquanto pode transmitir os valores
da paz e universalismo, a competição pode, ser também, a ocasião de brigas
generalizadas e violência em torno das partidas, ou até mesmo desencadear
uma guerra entre países. Há várias adversidades para se organizar um Mundial.
O evento global também está presente na cultura popular, em
vários filmes e documentários, e é uma oportunidade para criar canções ou hinos. Jogos
eletrônicos e álbuns de figurinhas dos futebolistas, por exemplo, são colocados à venda
antes da Copa do Mundo e geram uma excelente oportunidade econômica.
Índice
[esconder]
 1 Histórico
o 1.1 Origem da competição
o 1.2 Primeira Copa do Mundo (1930)
o 1.3 Domínio italiano (1934–1938)
o 1.4 Interrupção e retorno da competição (1942–1950)
o 1.5 O Milagre de Berna (1954)
o 1.6 Brasil vitorioso (1958–1962–1970)
o 1.7 Vitórias dos países-sede (1930-1934-1966–1974–1978-1998 )
o 1.8 Terceiro título da Itália (1982)
o 1.9 Título argentino com a estrela de Maradona e a revanche da Alemanha Ocidental
(1986–1990)
o 1.10 Hegemonia Brasileira e Conquista da França (1994–1998–2002)
o 1.11 Hegemonia europeia (2006–2010)
 2 Títulos
o 2.1 Por edições
[122]

o 2.2 Por seleções
[122]

 3 Estatísticas e recordes
o 3.1 Países
o 3.2 Jogadores
o 3.3 Treinadores
 4 Distinções individuais
 5 Organização
o 5.1 Escolha dos países-sede
o 5.2 Formato da competição
 5.2.1 Eliminatórias
 5.2.2 O torneio
 5.2.3 Evolução do regulamento
o 5.3 Cerimônias de abertura
o 5.4 Estádios
 5.4.1 Público nos estádios
o 5.5 Bola
o 5.6 Arbitragem
 6 Símbolos
o 6.1 Troféu
o 6.2 Estrelas na camisa
o 6.3 Mascotes
 7 Aspectos socioeconômicos
o 7.1 Custo da competição
o 7.2 Efeito no crescimento
o 7.3 Efeitos sobre o desenvolvimento local
o 7.4 Fontes de renda
 7.4.1 Ingressos
 7.4.2 Patrocinadores
 7.4.3 Cobertura da mídia
o 7.5 Torcida
 8 Aspectos políticos
o 8.1 Pacificação
o 8.2 Propaganda
o 8.3 Violências e oposições
 9 Copa do Mundo na cultura popular
 10 Ver também
 11 Notas e referências
o 11.1 Notas
o 11.2 Referências
 12 Bibliografia
 13 Ligações externas
Histórico[editar | editar código-fonte]


Jules Rimet convenceu as federações nacionais para criar a Copa do Mundo.
Ver artigo principal: História da Copa do Mundo FIFA
Origem da competição[editar | editar código-fonte]
O projeto de organizar uma Copa do Mundo começa na criação da FIFA (Federação
Internacional de Futebol Associado) em 21 de maio de 1904. A FIFA, entidade máxima do
futebol, foi fundada em Paris, na França e tem sua sede em Zurique, Suíça. Em 1906, a
primeira tentativa da edição, iniciada pelo líder neerlandês Carl Hirschmann estava
prevista na Suíça, com quatro grupos de quatro seleções como uma primeira rodada
haviam sido implementadas.
1
Mas no final das confirmações de inscrição para os
dezesseis países convidados, em 31 de agosto de 1905, nenhuma federação confirmou
sua participação e o projeto, naquele momento, foi abandonado. Com o estabelecimento
de um torneio defutebol olímpico no ano de 1908, Hirschmann queria prosseguir com o
reconhecimento desse torneio olímpico como o campeonato mundial de futebol amador.
A ideia foi validada no Congresso da FIFA em 1914, mas a Primeira Guerra
Mundial bloqueou a iniciativa.
2
Depois da Guerra, a FIFA mudou a sua atitude. Após a sua
eleição como Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet colocou tudo em vigor com o
dirigente esportivo compatriota Henri Delaunay, para não mais reconhecer o torneio
olímpico como o campeonato mundial de futebol amador, lutando para a criação de uma
nova competição. Os Jogos Olímpicos de 1924 e 1928 puderam estabelecer um diálogo
construtivo entre as formações daAmérica do Sul e da Europa.
A Copa do Mundo pela FIFA proposta foi aprovada em uma conferência em Amsterdã, no
dia 26 de maio de 1928, por vinte e cinco votos a favor e cinco contra, com
uma abstenção.
3

Nota 2
A organização da primeira Copa do Mundo foi então atribuída
ao Uruguai no Congresso da FIFA, em Barcelona, 18 maio de 1929, para celebrar o
centenário de sua independência, mas também porque a seleção havia sido campeã
olímpica duas vezes, em 1924 e 1928.
4

O ritmo da Copa do Mundo é fixo, alternando com os Jogos Olímpicos. Na época da
criação da Copa, quase todas as equipes tinham a mesma formação nos Jogos Olímpicos
e na Copa do Mundo, porque eles tinham um estatuto de amador. No entanto, a
competição foi rapidamente se tornando profissional. Se a Olimpíada era para amadores, a
FIFA reconhecia a Copa e aceitava as equipes que optavam pelo profissionalismo. Até
hoje em dia, aliás, os objetivos e os valores divergem, a Copa do Mundo é aberta para
todos, profissionais e amadores.
5
Muitos jogadores de futebol no mundo também,
possuem dois empregos. É comum vermos atletas assim participando de Copas do Mundo
juvenis, como sub-20 e sub-17.
Primeira Copa do Mundo (1930)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Copa do Mundo FIFA de 1930


Uruguai campeão em1930.
A primeira edição da Copa do Mundo foi disputada no Uruguai, em Montevidéu, no ano de
1930. Apenas treze equipes nacionais reuniram-se nessa ocasião, sendo que somente
quatro países europeus atravessaram o Oceano Atlântico de barco para competir o
torneio. Bélgica, Françae Romênia embarcaram num navio chamado "Conte
Verde".
5
A Iugoslávia, por sua vez, embarcou no "MS Flórida." Outros países europeus
recusaram de participar da Copa por razões financeiras e administrativas. Jules Rimet foi
mesmo forçado a realizar uma turnê da França para convencer
as autoridades, jogadores e empregadores para que a França não perdesse o lugar de
primeira reunião global. Todos os outros países eram do continente americano. Havia duas
equipes da América do Norte: Estados Unidos e México. Os demais eram sul-americanos.
As equipes da Argentina e do Uruguai, ambas invictas, jogaram a final.
6
Os dois países
vizinhos sempre foram rivais e muitos argentinos compareceram em grande número para
assistir ao torneio.
7
No entanto, a Celeste Olímpica, como ficou conhecida a seleção
uruguaia após as conquistas das olimpíadas de 1924 e 1928, era a dona de casa e tinha
uma grande vantagem por isso. O jogo ocorreu em 30 julho, no Estádio Centenário, que foi
construído às pressas para o mundial. O Uruguai abriu o placar, mas a Argentina reagiu
consecutivamente e marcou duas vezes para liderar por 2 a 1 até o final do primeiro
tempo.
6
No entanto, na volta do intervalo, a seleção da casa voltou muito bem para o
segundo tempo e virou a partida para 4 a 2, conquistando a primeira Copa do Mundo da
história.
6

Domínio italiano (1934–1938)[editar | editar código-fonte]


Angelo Schiavio marcando o gol do título do Mundial de 1934para a seleção italiana.
Ver artigos principais: Copa do Mundo FIFA de 1934 e Copa do Mundo FIFA de 1938
A Itália participou pela primeira vez da história da Copa em um clima de crise econômica e
de ascensão do fascismo na Europa. O atual campeão, o Uruguai, não participou da
competição que reuniu trinta e duas nações, dezenove a mais do que na primeira edição.
A Itália foi também o país-sede do torneio. A fase preliminar, as eliminatórias, foram
implementadas para reduzir o número de equipes participantes para dezesseis. Treinada
pelo técnico Vittorio Pozzo,
8
a equipe italiana recebeu no Estádio Artemio Franchi,
em Florença, a Espanha nas quartas-de-final. Depois de uma partida muito disputada, os
dois times empataram por 1 a 1 e tiveram que repetir no dia seguinte o jogo para decidir a
vaga na semi-final.
9
O jogador argentino naturalizado italiano, Luis Monti, que havia jogado
a final da primeira Copa do Mundo pelaArgentina,
10
lesionou um jogador espanhol no início
da partida. No segundo jogo, a Itália classificou-se ao vencer por 1 a 0 com um gol
deGiuseppe Meazza, e assim pegaria a Áustria na fase seguinte. Contra os austríacos, a
seleção italiana novamente venceu por 1 a 0 e se classificou para a final. Na outra
semifinal, a Tchecoslováquia eliminou a Alemanha por 3 a 1. Na final da Copa, a
Tchecoslováquia abriu o placar com Antonín Puč frente a Benito Mussolini e os
muitos soldados presentes no Estádio do Partido Nacional Fascista, em Roma.
11

12
Porém,
cinco minutos depois, a Itália empatou a partida com Raimundo Orsi e levou o jogo para a
prorrogação. Com cinco minutos de jogo na prorrogação, Angelo Schiavio deu a vitória de
2 a 1 aos italianos frente aos tchecos, na primeira Copa do Mundo disputada no continente
europeu.
12

A organização da Copa do Mundo FIFA de 1938 foi confirmada para a França. Trinta e
seis países participaram das eliminatórias, não envolvendo Inglaterra, Uruguai e Espanha.
A última nação citada foi devastada pela guerra civil. A fase final foi jogada com quinze
equipes, já que a Áustria desistiu de competir, porque estava ocupada pela Alemanha, por
os Anschluss. Sendo assim, a Suécia, que seria adversária do país, avançou
automaticamente para as quartas-de-final. Nas oitavas-de-final, Brasil e Polônia fizeram
um jogo de onze gols em Estrasburgo, no qual a seleção brasileira precisou
da prorrogação para ganhar dos poloneses por 6 a 5, já que o jogo nos 90 minutos tinha
terminado 4 a 4.Leônidas marcou três vezes para o Brasil e Ernest Wilimowski quatro
vezes para a Polônia.
13
A partida seguinte da seleção brasileira, nas quartas-de-final,
também foi destaque, mas agora pela violência. Contra a Tchecoslováquia, a partida se
transformou em uma batalha geral, que terminou com três expulsões e cinco feridos. Com
o placar terminado em 1 a 1, não houve prorrogação, mas sim, uma segunda partida, em
que o Brasil derrotou os tchecos por 2 a 1, para então, pegar a atual campeã nas semi-
finais.
14
A Itália, que havia passado por Noruega e França era favorita. E seu favoritismo
foi concretizado com uma vitória por 2 a 1 e a vaga para a final estava assegurada. Na
outra semifinal, aHungria qualificou-se ao bater a Suécia pela goleada de 5 a 1. A final foi
novamente vencida pelo time italiano, que bateu os húngaros por 4 a 2, com grande
atuação de Silvio Piola e Gino Colaussi, que marcaram dois gols cada.
15

16
A equipe
de Vittorio Pozzo foi a primeira a vencer a competição duas vezes consecutivas.
Interrupção e retorno da competição (1942–1950)[editar | editar código-
fonte]
Ver artigos principais: Copa do Mundo FIFA de 1942 e Copa do Mundo FIFA de 1950
Em 1939, as federações da Alemanha, Brasil e Argentina se ofereceram para sediar
a Copa do Mundo de 1942. O Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet, viajou para
aAmérica do Sul para avaliar os projetos de Brasil e Argentina. Enquanto ele estava no Rio
de Janeiro, as tropas alemãs atacaram a Polônia em 1º de setembro de 1939 e aSegunda
Guerra Mundial começou. Os preparativos para a Copa do Mundo foram interrompidos
antes da escolha do país anfitrião. Devido à Segunda Guerra, não houve Mundial em 1942
e 1946.
17



Uruguai campeão em1950.
No Congresso na cidade de Luxemburgo, em 25 de julho de 1946, foi decidido que a
quarta Copa do Mundo, em 1950, seria realizada no Brasil.
18
Pela primeira vez na história
da competição, a Inglaterra participou das eliminatórias, onde trinta e três países
competiram. Por outro lado, muitas equipes nacionais não participaram da edição
inaugural pós-guerra da Copa, como Áustria, Bélgica, Argentina, Peru e Equador, que
desistiram de disputar as eliminatórias. No Estádio do Maracanã, construído para o evento,
150.000 espectadores se reuniram para assistir ao jogo decisivo do grupo 1
entre Brasil e Iugoslávia. Com uma vitória por 2 a 0, a seleção brasileira se qualificou para
a fase final.
19
Nos grupos 2, 3 e 4, classificaram-se Espanha, Suécia e Uruguai,
respectivamente. O Uruguai aplicou uma goleada de 8 a 0 na Bolívia,
20
sendo a maior da
Copa de 1950 e uma das maiores de todas as Copas. Essa Copa do Mundo foi a única
que não teve uma final. Na última fase, disputaram o título Brasil, Espanha, Suécia e
Uruguai, que venceram seus grupos na primeira fase. Os brasileiros começaram a fase
final excelentemente bem, goleando a Suécia por 7 a 1
21
e a Espanha por 6 a 1.
22
Seu
último adversário foi o Uruguai, que havia empatado com a Espanha e ganho da Suécia.
As duas equipes se enfrentaram no Maracanã em 16 de julho de 1950, frente a quase
200.000 pessoas.
23
O Brasil precisava apenas de um empate, enquanto o Uruguai
precisava vencer para ser declarado o vencedor da competição. A defesa uruguaia
conteve a ofensiva brasileira que já havia marcado treze gols na fase final e o placar ficou
0 a 0 no primeiro tempo.
24
No início do segundo período, o Brasil marcou com Friaça. Aos
21 minutos, Juan Alberto Schiaffino empatou para o Uruguai e aos 34, Alcides
Ghiggia virou o jogo para a Celeste Olímpica.
25
O Brasil perdeu a Copa do Mundo em
casa, na maior decepção da história do futebol brasileiro.
26
A equipe uruguaia foi campeã
do mundo pela segunda vez.
27

O Milagre de Berna (1954)[editar | editar código-fonte]


Estátua dos cinco jogadores nascidos no distrito de Kaiserslautern campeões com a Alemanha
Ocidental em1954.
Ver artigo principal: Copa do Mundo FIFA de 1954
A edição de 1954 do Mundial foi realizada na Suíça. O time da Hungria era o favorito do
torneio. Também chamado de O Time de Ouro, a seleção encantou o futebol mundial com
seu talento e confirmou seu status de favorita durante os primeiros jogos da competição,
vencendo aCoreia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha Ocidental por 8 a 3.
28
Apesar da derrota
histórica, os alemães ocidentais passaram de fase. Também se classificaram para as
quartas-de-final o Brasil, Uruguai, Inglaterra, Iugoslávia, Áustria e Suíça. O Uruguai, atual
campeão, eliminou a Inglaterra por 4 a 2 e pegou a Hungria numa semifinal, já que os
húngaros venceram o Brasil, também por 4 a 2, num jogo que terminou com três
expulsões.
29

30
Nas outras partidas, a Alemanha Ocidental derrotou a Iugoslávia por 2 a 0
e a Áustria eliminou a Suíça, dona de casa, por 7 a 5, depois de estar perdendo por 3 a 0.
Nas semifinais, a Alemanha Ocidental derrotou a Áustria de goleada por 6 a 1 e a Hungria,
favorita da competição, eliminou o Uruguai, atual campeão, por 4 a 2 na prorrogação, pois
o jogo nos 90 minutos havia acabado 2 a 2.
31
A decisão aconteceu em 4 de julho de 1954,
em Berna. Hungria e Alemanha Ocidental reeditaram o jogo que fizeram na primeira fase,
com a Hungria amplamente favorita, já que estava há 4 anos sem perder uma partida. O
Time de Ouro começou a final de forma sensacional, com Ferenc Puskás e Zoltán
Czibor abrindo o placar aos 6 e aos 8 minutos do primeiro tempo, respectivamente. Era
esperada mais uma goleada da seleção húngara, mas a Alemanha Ocidental reagiu
imediatamente, com Max Morlock aos 10 e Helmut Rahn aos 18 minutos, empatando o
jogo ainda na primeira etapa. Num segundo tempo muito disputado, Helmut Rahn marcou
o gol decisivo para os alemães ocidentais, que venceram a final por 3 a 2, num jogo que
ficou conhecido como O Milagre de Berna.
32
A competição foi um sucesso, com um total
de 943.000 espectadores assistindo o torneio das arquibancadas. Em termos desportivos,
o saldo também foi muito bom, uma Copa do Mundo muito ofensiva, com uma média de
5,4 gols por jogo.
Brasil vitorioso (1958–1962–1970)[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Copa do Mundo FIFA de 1958, Copa do Mundo FIFA de
1962 e Copa do Mundo FIFA de 1970


Da esquerda para a direita:Djalma Santos, Pelé e Gilmarapós o título do Brasil na Copa de 1958.
A sexta edição da Copa do Mundo, em 1958, foi na Suécia. A União Sovética fez a sua
primeira aparição na competição. A edição foi marcada pelos fracassos de Itália e Uruguai,
bi-campeões mundiais que não conseguiram se classificar para o torneio.
Inesperadamente, a equipe daFrança surpreendeu por seu jogo ofensivo.
33
O progresso
dos jogadores franceses pararam nas semifinais, quando o Brasil os venceu por 5 a 2,
graças a três gols do jovem Pelé, de apenas 17 anos.
33
Na outra semifinal, a Suécia, em
casa, se classificou para a final ao derrotar a atual campeã, a Alemanha Ocidental. Na final
da competição, o Brasil saiu perdendo dos donos da casa, mas ganhou por 5 a 2, com
dois gols de Pelé, dois de Vavá e um de Zagallo.
34
Com treze gols, o francês Just
Fontaine foi o artilheiro da Copa, com o dobro de tentos de Pelé e do alemão
ocidental Helmut Rahn, que marcaram seis gols cada.
35

Quatro anos depois, a Copa do Mundo retornou à América do Sul, agora
no Chile.
36
Cinquenta e seis países participaram das eliminatórias. A França, semifinalista
na edição anterior, não conseguiu se qualificar.
37
Notou-se uma evolução rápida do jogo
para um estilo mais defensivo. O Brasil, atual campeão, chegou na última rodada da
primeira fase precisando ao menos empatar com a Espanha para se classificar.
38
A
seleção brasileira não contava com Pelé, machucado (após ele se lesionar no jogo contra
a Tchecoslováquia, não atuaria mais nessa edição da Copa, mesmo o Brasil jogando mais
três jogos),
39
e a espanhola com Alfredo Di Stéfano, também contundido (ele chegou ao
Chile machucado e só teria condições de jogo a partir da segunda fase, mas a Espanha foi
eliminada e o astro nunca jogou uma partida de Copa do Mundo).
40
A Espanha precisava
vencer para se classificar e após fazer 1 a 0 com Adelardo,
41
o árbitro deixou de marcar
um pênalti para La Furia
42
e anulou um gol legítimo de bicicleta marcado por Joaquín
Peiró, prejudicando os espanhóis.
41
Na sequência da partida, o Brasil venceu a Espanha
de virada por 2 a 1, com dois gols de Amarildo, substituto de Pelé.
38
A seleção
chilena conseguiu a vaga para as semifinais depois de eliminar a União Soviética nas
quartas-de-final. Mas na semifinal, o Chile não conseguiu segurar o Brasil, que fez 4 a 2 no
país-sede, com dois gols de Garrincha e Vavá. Na outra semifinal, a Tchecoslováquia
de Josef Masopust derrotou a Iugoslávia por 3 a 1. Na decisão, os brasileiros voltaram a
enfrentar os tchecos, onde na primeira fase o jogo havia terminado empatado por 0 a 0.
Mas na final, apesar da Tchecoslováquia ter aberto o placar com Masopust, o Brasil
venceu por 3 a 1 de virada, com gols de Amarildo, Zito e Vavá.
43



Brasil campeão em 1970.
Após a vitória da Inglaterra em casa em 1966, a nona Copa do Mundo FIFA foi realizada
no México, em 1970. Um número recorde de setenta e cinco países participaram
das eliminatórias.
44
Seleções como Portugal, Hungria, França, Espanha e Argentina não
se qualificaram para a edição. Por outro lado, Israel e Marrocos participaram pela primeira
vez da Copa.
44
O confronto entre Alemanha Ocidental e Inglaterra nas quartas-de-final
estava 2 a 0 para os ingleses faltando pouco mais de 20 minutos para acabar o jogo. Mas
os alemães ocidentais deram a volta venceram por 3 a 2 na prorrogação, após empatarem
o jogo nos 90 minutos. Nas semifinais, a equipe alemã ocidental enfrentou
a Itália no Estádio Azteca, construído espacialmente para o Mundial. A Itália venceu o jogo
por 4 a 3 na prorrogação, após a partida terminar 1 a 1 no tempo normal. Oalemão
ocidental Franz Beckenbauer permaneceu jogando com o braço em uma tipoia, por conta
de uma lesão na clavícula.
45
Na outra semifinal, o Brasil bateu o Uruguai por 3 a 1 de
virada. Quando o Uruguai estava vencendo por 1 a 0, o brasileiro Pelé deu
uma cotovelada no jogador Dagoberto Fontes (que havia pisado em sua mão no começo
do jogo), mas o juíz inverteu a falta, marcando uma infração inexistente de Fontes.
46
Na
grande final, os jogadores italianos não seguraram o ataque brasileiro e perderam
de goleada, por 4 a 1.
47
Com 10 gols, o atacante alemão ocidental Gerd Müller foi o
artilheiro da competição. Nessa Copa, Pelé mais uma vez mostrou seu talento com uma
tentativa de fazer um gol 50 metros longe da goleira defendida pelo uruguaio Ladislao
Mazurkiewicz.
48
Ele venceu sua terceira Copa do Mundo, tornando-se o único jogador a
conquistar tal feito. O Brasil também conquistou seu terceiro título e assim, adquiriu o
direito de manter a Taça Jules Rimet em definitivo.
Vitórias dos países-sede (1930-1934-1966–1974–1978-1998
)[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Copa do Mundo FIFA de 1966, Copa do Mundo FIFA de
1974 e Copa do Mundo FIFA de 1978


Estátua de quatro jogadores campeões com aInglaterra no Mundial de 1966.
A Coreia do Norte foi a surpresa da Copa do Mundo de 1966, a ter lugar na Inglaterra. A
equipe asiática bateu a Itália na fase de grupos para se qualificar para as quartas-de-final.
Eles rapidamente dominaram Portugal nessa fase, fazendo 3 a 0. No entanto, a reação
dos portugueses foi incrível e acabaram vencendo o jogo por 5 a 3, com quatro gols
de Eusébio. Em casa, a seleção inglesa teve vantagem, primeiro porque ela jogou todos
os jogos no Estádio de Wembley e também porque a arbitragem lhe foi favorável. Nas
quartas, o capitão da Argentina, Antonio Rattín, foi excluído da partida aos 35 minutos de
jogo contra os donos da casa, deixando sua equipe com dez contra onze,
30
o que acabou
pesando, já que a seleção inglesa os venceu por 1 a 0. Na semi-final, a Inglaterra venceu
Portugal (que havia eliminado o Brasil, atual campeão, na primeira fase) por 2 a 1 graças a
dois gols de Bobby Charlton. Na outra semifinal, a Alemanha Ocidental derrotou a União
Soviética por 2 a 1. Na final do torneio, a Inglaterra opôs-se sobre à Alemanha Ocidental.
Após empate por 2 a 2 no tempo normal, com os alemães ocidentais conseguindo um gol
no último minuto de jogo, a partida foi para a prorrogação. Geoff Hurst, que já havia
marcado um gol, fez mais dois (o primeiro irregular, já que a bola não passou a linha do
gol)
49
e garantiu a vitória de 4 a 2 para os ingleses. A Inglaterra ganhou sua primeira e
única Copa do Mundo.
Depois que o Brasil venceu o evento em 1970, a competição teve como sede, quatro anos
depois, a Alemanha Ocidental. O Haiti surpreendeu a todos nas eliminatórias ao se
qualificar, deixando Estados Unidos e México (que havia sediado a Copa anterior) de fora
da competição. A Copa de 1974 também teve a estreia da Austrália na competição. Na
primeira fase, a Alemanha Oriental surpreendeu ao vencer a Alemanha Ocidental por 1 a
0, com gol de Jürgen Sparwasser.
50
Apesar da derrota, a Alemanha Ocidental se qualificou
para a segunda fase, onde dois grupos de quatro equipes foram formados, com os dois
primeiros de cada chave dos quatro grupos da primeira fase. Na segunda fase, os Países
Baixos dominaram seu grupo e eliminaram o atual campeão, Brasil, enquanto a Alemanha
Ocidental bateu a Polônia por 1 a 0 em um campo inundado para conquistar a vaga para
enfrentar os Países Baixos na final. Os neerlandeses, liderados por Johan Cruijff,
desenvolveram um lindo futebol, que encantou o mundo, conhecido até hoje
comoCarrossel holandês/neerlandês. No entanto, na grande final do torneio, a dona da
casa, a Alemanha Ocidental, ganhou por 2 a 1 de virada contra a poderosa seleção dos
Países Baixos.
51
Apesar da derrota de sua equipe na final, Cruijff foi nomeado o melhor
jogador da Copa do Mundo de 1974.

A Argentina foi a sede da Copa do Mundo FIFA de 1978. As eliminatórias foram muito
difíceis, pois tinham somente 14 vagas para as 97 seleções que as disputavam. A Copa
estava evoluindo cada vez mais. Alemanha Ocidental, atual campeã e a seleção argentina,
anfitriã, já tinham lugar assegurado. Seleções fortes como Uruguai, Inglaterra, União
Soviética e Iugoslávia ficaram de fora do torneio. Por outro lado, Irã e Tunísia faziam
sua estreia na competição.
52
O Mundial em 1978 teve o mesmo formato da anterior,
disputada na Alemanha Ocidental. Os Países Baixos encantaram o mundo novamente e
se classificaram para a final ao serem os primeiros colocados do seu grupo na segunda
fase. No outro grupo, a Argentina venceu o Peru num jogo suspeito, onde os argentinos
precisavam vencer por quatro gols de diferença para se classificar à final, mas fizeram 6 a
0,
53
deixando o Brasil de fora da final no saldo de gols.
54
Na final, Mario Kempes abriu o
placar pouco antes do intervalo. Os Países Baixos dominaram na segunda etapa eDick
Nanninga empatou faltando 8 minutos para acabar o jogo.
55
Por pouco a seleção
neerlandesa não vira, acertando uma bola na trave no fim do jogo. A partida acabou 1 a 1
e o campeão teve que ser definido na prorrogação. No tempo extra, Kempes, mais uma
vez e Daniel Bertoni, sagraram a conquista do time argentino,
56
que conquistou a Copa do
Mundo pela primeira vez.
57

58
Os Países Baixos perderam sua segunda final de Copa
seguida e em ambas as ocasiões para as seleções anfitriãs.
Terceiro título da Itália (1982)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Copa do Mundo FIFA de 1982


Italianos no avião com oTroféu da Copa após o título de 1982.
A décima segunda Copa do Mundo aconteceu na Espanha, em 1982 e pela primeira vez,
24 equipes participam da competição. A equipe dosPaíses Baixos, finalista da edição
anterior, não passou pelas eliminatórias e ficou de fora do torneio. A primeira fase foi
marcada pela vitória histórica da Hungria sobre El Salvador, por 10 a 1.
28
Na primeira fase,
também destacou-se a classificação da seleção italiana, empatando todos seus
compromissos. Na segunda fase, classificaram-se Polônia, Alemanha Ocidental, Itália
e França para as semifinais, com a atual campeã,Argentina, eliminada. Na primeira
simifinal, a Polônia, sem Zbigniew Boniek, seu craque suspenso, perdeu para a Itália em
dois gols de Paolo Rossi. A outra partida entre França e Alemanha Ocidental terminou
empatada por 1 a 1, com destaque para um pênalti violento não marcado pelo árbitro,
59
do
goleiro alemão ocidental Harald Schumacher no francês Patrick Battiston, que
sofreu concussão cerebral e perdeu doisdentes.
60
Com o empate, a partida foi para a
prorrogação, na qual também ficou em igualdade, com os franceses chegando a abrir 3 a
1, mas permitindo a reação dos alemães ocidentais, que conseguiram empatar. Depois do
emocionante 3 a 3, o jogo teve que ser decidido na disputa por pênaltis, onde a Alemanha
Ocidental venceu por 5 a 4.
61

62
A final, disputada em Madrid, teve a Itália como campeã,
com mais facilidade que o esperado. Abriram 3 a 0 contra os alemães ocidentais, que
descontaram com Paul Breitner.
63
Paulo Rossi não só conquistou o título com sua seleção,
mas também foi o goleador e eleito o melhor jogador do torneio.
64

Título argentino com a estrela de Maradona e a revanche da Alemanha
Ocidental (1986–1990)[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Copa do Mundo FIFA de 1986 e Copa do Mundo FIFA de 1990
Inicialmente prevista na Colômbia, a edição de 1986 da Copa do Mundo acontece
novamente no México. Como há quatro anos, a França foi derrotada nas semifinais da
competição pela Alemanha Ocidental. Os franceses terminaram o torneio em terceiro,
depois de bater o Brasil nas quartas-de-final, em uma partida que foi decidida na disputa
por pênaltis.
65
A competição foi marcada pelo encontro entre Argentina e Inglaterra nas
quartas-de-final, onde o capitão argentino Diego Maradona fez um gol com a mão. Quatro
minutos após o gol, mais tarde apelidado de la Mano de Dios,
66
Maradona driblou seis
jogadores ingleses e o goleiro Peter Shilton para marcar um antológico gol, que
futuramente seria eleito como o gol do século.
67
Na semifinal, o craque argentino marcou
outros dois na vitória de sua seleção contra a Bélgica, por 2 a 0. Na final, a Argentina
venceu a segunda edição da Copa no México, com Jorge Burruchaga marcando aos 43 do
segundo tempo contra a Alemanha Ocidental, garantindo a vitória por 3 a 2.
68
Diego
Maradona foi eleito o craque da competição, enquanto o inglês Gary Lineker foi o
goleador.
A Copa de 1990 foi disputada na Itália, pela segunda vez. A atual campeã Argentina jogou
a partida de abertura contra Camarões. A vitória dos camaroneses foi a primeira surpresa
do torneio. Camarões, aliás, se tornou a primeira nação africana a se qualificar para as
quartas-de-final da competição, ao bater a Colômbia nas oitavas-de-final, vencendo o jogo
por 2 a 1 na prorrogação, com dois gols de Roger Milla, que tinha 38 anos na época.
Camarões jogou de igual para igual também com a Inglaterra e após empatar por 2 a 2 no
tempo normal, foi eliminado da competição ao levar o terceiro gol dos ingleses na
prorrogação. A atual campeã Argentina enfrentou a seleção italiana, dona da casa,
jogando em Nápoles, cidade onde morava Maradona, pois defendia o clube local onde era
ídolo, o Napoli.
69
Os italianos abriram o placar com Salvatore Schillaci.Claudio
Caniggia empatou para os argentinos e o jogo foi para a prorrogação, onde persistiu o
empate em 1 a 1 e a vaga para a final foi disputada nos pênaltis. O goleiroargentino Sergio
Goycochea foi o grande nome da disputa, defendendo as cobranças de Roberto
Donadoni e Aldo Serena. Os argentinos venceram por 4 a 3 a disputa por pênaltis. A
segunda semifinal também foi decidida nos pênaltis. Alemanha Ocidental e Inglaterra
empataram por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação ninguém balançou as
redes. Stuart Pearce e Chris Waddle perderam suas cobranças e os alemães ocidentais
avançaram à final. Na final, dois jogadores argentinos foram expulsos e a Alemanha
Ocidental venceu por 1 a 0, com gol de pênalti de Andreas Brehme, faltando cinco minutos
para o final do jogo.
70
Após os alemães ocidentais perderem duas finais seguidas,Lothar
Matthäus ergueu o Troféu da Copa do Mundo e eles conquistaram seu terceiro título.
70

Hegemonia Brasileira e Conquista da França (1994–1998–
2002)[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Copa do Mundo FIFA de 1994, Copa do Mundo FIFA de
1998 e Copa do Mundo FIFA de 2002

Após o bom desempenho de Camarões na edição de 1990, a FIFA decidiu oferecer uma
terceira vaga para o continente da África. A Copa do Mundo de 1994 ocorreu nosEstados
Unidos. 147 países participaram
das eliminatórias. Uruguai, Inglaterra, Portugal, França e Dinamarca, atual campeã
da Eurocopa, ficaram de fora da competição. O começo da Copa foi marcada pelo
resultado positivo no antidoping de Diego Maradona, que acusou uso de drogas. A seleção
estadunidense, anfitriã da Copa, foi eliminada nas oitavas-de-final pelo Brasil. Os
brasileiros continuam na competição ao bater os Países Baixos e a Suécia, uma das
surpresas do torneio. Também semifinalista no Mundial de 1994, a Bulgária foi outra grata
surpresa.
71
A equipe búlgara, de Hristo Stoichkov, foi eliminada nas semifinais pela Itália,
que na primeira fase, se classificou apenas como a terceira melhor última qualificada, após
uma derrota contra a Irlanda no jogo de abertura. A final, então, foi disputada entre Brasil e
Itália no Rose Bowl, em Los Angeles,Califórnia. Ao contrário do resto da competição,
bastante ofensiva, com média de 2,7 gols por jogo,
71
a decisão foi fechada, bastante
defensiva. No final do tempo regulamentar o resultado terminou 0 a 0, que também não
mudou na prorrogação.
72
Foi a primeira final de Copa a ser decidida nos pênaltis.
72
Os
dois primeiros cobradores erraram, mas foram as falhas dos italianos Daniele
Massaro e Roberto Baggio decisivas para o Brasil conquistar seu tetracampeonato
mundial.
72
Nessa edição, Romário foi o grande jogador da seleção brasileira e eleito o
melhor do torneio.
A Copa do Mundo de 1998 foi a segunda a ser competida na França, depois da de 1938.
O registro das eliminatórias bateu recorde, com uma participação de 174 países listados.
Pela primeira vez, a Copa do Mundo FIFA incluiu 32 equipes. O atual campeão, Brasil,
alcançou novamente a final da Copa, ao vencer os Países Baixos na disputa por
pênaltis nas semifinais. Depois de três vitórias em três jogos no Grupo C, a França se
impôs contra o Paraguai, em Lens, com um gol de ouro de Laurent Blanc.
73
Nas quartas-
de-final, os Azuis eliminaram a atual vice-campeã Itália
74
e nas semifinais, a surpresa do
torneio, a Croácia, do atacante Davor Šuker, goleador da Copa com seis gols.
75
Na final,
os franceses não deram chances ao Brasil e com dois gols de Zinédine Zidane e um
de Emmanuel Petit, golearam os brasileiros por 3 a 0 no Stade de France.
76
Essa foi a
sexta vez que o evento foi ganho pelo país anfitrião. O atacante brasileiro Ronaldo, de 21
anos, foi eleito o jogador da competição.


A Adidas Fevernova foi abola da edição de 2002 do Mundial.
Organizado no Japão e na Coreia do Sul, o Mundial de 2002 foi a primeira edição do
torneio a ter lugar no continente asiático e possuir dois países anfitriões.
77
O mundo viu
o Brasil ganhar pela quinta vez a competição, conquistando o pentacampeonato.
78
O
adversário dos brasileiros na final foi a Alemanha, que derrotou a seleção sul-coreana nas
semifinais.
79
Ronaldo, decisivo já na semifinal contra a Turquia,
80
marcou duas vezes na
final, os dois únicos gols da partida.
81

82
Ele terminou como artilheiro com oito gols,
83
mas
o goleiro alemão Oliver Kahn foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo.
84
A Coreia do
Sul, um dos países-sede, liderada pelo treinador neerlandês Guus Hiddink, foi a surpresa
da edição. Depois de bater Portugal na fase de grupos,
85
derrotou a Itália nas oitavas-de-
final com um gol de ouro de Ahn Jung-Hwan
86
e, beneficiada pela arbitragem, que anulou
dois gols regulares,
87
também eliminou a Espanha nas quartas, na disputa por pênaltis.
88
A
França, atual campeã, foi eliminada na primeira fase do torneio sem fazer nenhum
gol,
89
num grupo onde dois campeões mundiais foram eliminados, já que o Uruguai, que
estava nesse grupo, também acabou deixando a Copa na primeira fase.
90
A Argentina,
outra seleção campeã do mundo, também foi eliminada na fase de grupos,
91
juntando-se à
França como as grandes decepções da primeira Copa do Mundo do século XXI.
92

93

Hegemonia europeia (2006–2010)[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Copa do Mundo FIFA de 2006 e Copa do Mundo FIFA de 2010

A Copa do Mundo de 2006 foi disputada na Alemanha, pela segunda vez.
94
Em casa,
a seleção alemã chegou às semifinais e teve o goleador da competição, Miroslav Klose,
com cinco gols marcados.
95
Os alemães foram eliminados nas semifinais pela Itália, futura
vencedora do torneio.
96
Na outra semifinal, a França enfrentou Portugal. Depois de uma
primeira fase difícil, onde os franceses obtiveram a classificação no último jogo, eles
passaram por Espanha
97
e Brasil
98
nas oitavas e quartas-de-final, respectivamente.
Portugal, por sua vez, eliminou os Países Baixos
99
e depois a Inglaterra, na disputa por
pênaltis.
100
Os portugueses, treinados pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, atual campeão da
Copa do Mundo, que venceu a edição anterior no comando da seleção brasileira,
101
não
conseguiram bater a França de Zinédine Zidane, que decretou a vitória de sua seleção por
1 a 0, com um gol de pênalti.
102
Na grande final, franceses e italianos começaram fazendo
logo dois gols em menos de 20 minutos de jogo. Zidane fez de pênalti para a França aos 5
minutos e Marco Materazzi empatou com um gol de cabeça para a seleção italiana, aos
19. Após os dois gols, o jogo terminou 1 a 1 no tempo regulamentar. Na prorrogação,
também o placar persistiu empatado, e o que mais chamou a atenção foi a cabeçada que
Zidane, eleito o melhor jogador da Copa, deu em Materazzi.
103
O craque francês acabou
sendo expulso.
104
Assim, o Mundial mais uma vez foi decidido nos pênaltis, pela segunda
vez em sua história e pela segunda vez com a participação da Itália, assim como em 1994.
Na disputa de pênaltis, os italianos fizeram todas as suas cobranças. A França
desperdiçou sua única cobrança com David Trezeguet, atacante que entrou na
prorrogação e bateu o pênalti no travessão do goleiro Gianluigi Buffon.
105
Ao contrário da
Copa nos Estados Unidos, agora os italianos venceram a disputa de pênaltis e
conquistaram sua quarta Copa do Mundo.
105



Espanha e Países Baixosantes da final da Copa de 2010.
A Copa do Mundo FIFA de 2010 teve lugar pela primeira vez no continente africano, no
país da África do Sul.
106
Todos os vencedores anteriores das Copas estiveram
presentes.
107
A primeira fase foi marcada por várias surpresas, como a eliminação
de Itália e França, que haviam feito a final da edição anterior.
108
A seleção sul-africana foi
também a primeira equipe anfitriã da história da competição a não passar pela primeira
fase.
109
O Uruguai chegou às semifinais da Copa do Mundo depois 40 anos, após
bater Gana nos pênaltis.
110
O país africano foi o único do continente a estar nas oitavas-
de-final e também foi o terceiro da história a disputar as quartas-de-final do torneio.
111
Por
muito pouco, eles não conseguiram o acesso às semifinais, já que no último minuto da
prorrogação, Luis Suárez fez pênalti ao impedir um gol de Gana com a mão e foi expulso.
Na penalidade, Asamoah Gyan acertou o travessão.
112
Na semifinal contra os Países
Baixos, a seleção uruguaia foi derrotada por 3 a 2 e os neerlandeses chegaram a uma final
de Copa do Mundo depois de 32 anos.
113
Na outra semifinal, enfrentaram-se Espanha e
Alemanha, que haviam perdido na primeira fase
para Suíça
114
e Sérvia,
115
respectivamente. Os espanhóis venceram a Alemanha por 1 a 0
e se classificaram pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo.
116
Pela segunda vez
seguida, a decisão do torneio foi disputada entre dois países da Europa, já garantindo a
primeira conquista de uma Copa para uma seleção europeia fora do seu
continente.
117
Após um jogo bastante truncado, com quatorze cartões
amarelos (o neerlandês John Heitinga recebeu o segundo amarelo antes de ser expulso) e
um vermelho, a Espanha venceu os Países Baixos aos 11 minutos do segundo tempo da
prorrogação por 1 a 0, com um gol de Andrés Iniesta.
118
Essa foi a partida com o maior
número de cartões da história dos Mundiais.
119
O uruguaio Diego Forlán foi eleito o melhor
jogador da Copa
120
e também foi artilheiro do torneio com cinco gols, ao lado
do espanhol David Villa, do alemão Thomas Müller e do neerlandêsWesley Sneijder.
121


A Copa do Mundo, a cidade neoliberal e a resistência
ao estado de exceção. Por Isabella Gonçalves
Miranda, do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa
– Belo Horizonte (COPAC).

Cerca de 2 mil milhões de reais foram investidos em segurança, na compra de armamentos, equipamentos
de vigilância e treinamentos. Foto de Comité Popular da Copa de São Paulo
A Copa do Mundo e as Olimpíadas são os mais importantes e lucrativos megaeventos do capitalismo
global. No contexto de sua preparação, radicalizam-se o sentido privativista de cidade e de políticas
públicas contra os quais a esquerda brasileira historicamente se embate. No Brasil, a realização desse
megaevento desestruturou a vida de mais de 250.000 brasileiros, que tiveram os seus direitos violados:
comunidades removidas, favelas militarizadas, trabalhadores deslocados e acidentados, crianças e
adolescentes em risco de exploração sexual, população em situação de rua violentamente oprimida,
manifestantes criminalizados…
O clima de excepcionalidade gerado pelos megaeventos atropela os procedimentos democráticos de
construção das cidades, com a flexibilização de legislações nacionais, estaduais e locais e com a
promulgação de instrumentos de exceção. Além disso, são reativadas leis retrógradas como a Lei de
Segurança Nacional, e criados novos tipos penais para punir a todos aqueles que sonhem contestar a
realização do mundial.Trivializa-se a democracia para se ampliarem as possibilidades de reconfiguração
das cidades segundo interesses privados.
A Copa tem criado uma cidade de exceção, exceção essa que aprofunda a regra do país: uma democracia
militar cortada por fortes desigualdades sociais “geridas” por uma concertação política que quer agradar,
simultaneamente, a trabalhador e patrão.
A Lei Geral da Copa e as suas correlatas, aprovadas nas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas,
atacam direitos constitucionais dos brasileiros. Entre eles: direito a livre circulação, ao trabalho e ao
acesso à Justiça. A criação de novos tipos penas e de um tribunal exclusivo para julgar os crimes nos
arredores dos Estádios é um abuso sem precedentes. Além disso, nas vésperas da Copa do Mundo a
militarização das periferias vem se ampliado, não apenas no Rio de Janeiro, onde a presença do exército
por tempo indeterminado nas favelas foi iniciada, mas em várias outras cidades onde a Polícia Militar tenta
impor com força uma paz sem voz.
A Copa tem criado uma cidade de exceção, exceção essa que aprofunda a regra do país: uma democracia
militar cortada por fortes desigualdades sociais “geridas” por uma concertação política que quer agradar,
simultaneamente, a trabalhador e patrão; camponês e latifundiário; especulador e ocupação.
É importante perceber que a Copa do Mundo e as Olimpíadas não são eventos isolados, eles compõem um
modelo de desenvolvimento capitalista que vêm se acentuando no país nas últimas décadas de
crescimento econômico e que vem atropelando os direitos e a dignidade das comunidades, aniquilando em
muitos casos as suas formas de vida e as suas condições de existência. Nesse sentido, a mineração, as
barragens, as grandes operações urbanas e os megaeventos, Copa e Olimpíadas, são todos faces de uma
mesma moeda.
Entre as violações de direitos que se destacam no contexto de realização da Copa do Mundo no Brasil,
listo algumas das situações mais graves:
1) A violação do direito à moradia e a higienização dos centros urbanos: A Copa do Mundo é a
desculpa perfeita para o aprofundamento do modelo neoliberal de cidades. Além da especulação
imobiliária ocasionada pela realização do Mundial, que atinge particularmente as famílias pobres e que
vivem em casas arrendadas, mais de 250.000 pessoas foram removidas ou ameaçadas de remoção em
decorrência das obras de infraestrutura da Copa do Mundo. Negativa de regularização fundiária, despejos
violentos, truculência por parte da PM e do poder municipal, chantagens e pressão psicológica são
algumas das artimanhas usadas para obrigar as famílias a saírem de terrenos que ocupavam há décadas e
dar lugar aos empreendimentos da Copa. A situação é extremamente preocupante no caso da população
em situação de rua, que é violentamente expulsa dos centros urbanos ou mesmo encarcerada durante o
megaevento. Na Copa das Confederações, várias pessoas em situação de rua desapareceram e crianças e
adolescentes foram internados de forma compulsória nas diferentes cidades-sede. Além disso, a Copa tem
excluído radicalmente a possibilidade de a população ocupar e construir o espaço urbano de uma forma
coletiva e democrática. Legislações de exceção votadas localmente e nacionalmente permitem aos setores
empresariais privatizar a cidade que deveria ser de todos, amparados ainda pela força repressiva do
Estado.
Muitos trabalhadores que serão perseguidos e impedidos de trabalhar durante a Copa, enquanto os lucros
das grandes empresas associadas à Fifa – McDonalds, Heineker – estão garantidos.
2) Violação do direito ao trabalho e exploração até a última gota: A FIFA e os governos tentam
vender-nos a ideia de que a Copa do Mundo trará muitos empregos e rendas para a população. Mas qual
tipo de trabalho e economia é dinamizada pela Copa? A grande maioria dos trabalhos gerados pela Copa
são empregos temporários nas obras infra-estruturais e estruturas de hotelaria. Além disso, as regras de
licitação para o comércio na Copa excluem a economia popular, beneficiando apenas empresas
multinacionais. Nos estádios brasileiros, é tradicional a venda de alimentos típicos, bebidas e outros itens
em seu entorno por „vendedores ambulantes‟ tais como os barraqueiros do Mineirão, as Baianas do
Acarajé e as feiras de artesanato. Estes profissionais autônomos já eram regularizados e trabalhavam de
acordo com normas municipais e exigências sanitárias. A FIFA exigiu a retirada de todos eles e os
governos municipais negam-se a garantir-lhes outra opção de trabalho. Na cidade de Belo Horizonte trata-
se da perda direta de mais de 4 mil postos de trabalho, isso sem contar aqueles muitos trabalhadores que
serão perseguidos e impedidos de trabalhar durante a Copa, enquanto os lucros das grandes empresas
associadas à Fifa – McDonalds, Heineker – estão garantidos.
3) Machismo e risco de exploração sexual: O histórico dos mega-eventos pelo mundo revela um
dado preocupante: em Copas e Olimpíadas a exploração sexual de crianças e adolescentes cresce, além
do tráfico de pessoas. A FIFA já declarou que não tem nada a ver com isso, eximindo-se de qualquer
responsabilidade. As atitudes e exigências da organização levam a facilitação dos processos migratórios,
que podem ampliar o tráfico de pessoas ao mesmo tempo em que se decretam férias escolares, retirando
das crianças um espaço de proteção e promoção do pleno desenvolvimento. Além disso, as empresas
associadas à FIFA estimulam a “venda” da imagem da mulher brasileira objetificada estimulando o turismo
sexual de forma absolutamente racista e sexista, como no caso da camisa da Adidas. Os governos locais,
por sua vez, não apresentam campanhas de prevenção a esses abusos, pelo contrário, flexibilizam os
requisitos migratórios para facilitar a entrada e saída de torcedores.
4) Gastos públicos para lucros privados e inversão de prioridades: Os gastos públicos com a
realização da Copa do Mundo no Brasil são controversos, pois além do dinheiro investido diretamente nas
obras de infraestrutura (28 mil milhões de reais previstos inicialmente) existem ainda os recursos da
população que são disponibilizados pelo Estado: equipes de saúde, segurança, etc. Além disso, a FIFA
exigiu e conquistou a isenção de impostos para si e seus patrocinadores. Durante a Copa, empresas com
grande margem de lucro como o Banco Itaú, Ambev, Hyunday, Coca-Cola e outras, não pagarão Confins,
ICMs e impostos municipais. Isso deve privar os cofres públicos brasileiros de 10 mil milhões de reais.
Além disso, os gastos “extras” para os dias dos jogos criarão uma grande dívida para estados e
municípios. Resultado: lucro para as grandes multinacionais e empreiteiras, ônus para todos os cidadãos.
Os gastos públicos com a Copa acabam retirando a possibilidade de investimento em outras áreas
prioritárias como a moradia, a saúde e a educação. Precisamos de escolas, casas e hospitais e não de
Estádios elitizados!
5) Criminalização dos Movimentos Sociais e do protesto: A FIFA impõe condições que violam
direitos humanos e a própria democracia e pisam na história de lutas e conquistas do povo. Durante as
Jornadas de Junho, que ocorreram concomitante à realização da Copa das Confederações, várias palavras
de ordem e cartazes foram sustentados contra as violações de direitos, contra os abusos da Fifa e
denunciando o descaso do país com a saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, enquanto se
investe milhares de milhões na realização da Copa. Em cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro o
caráter anticopa dos protestos foi acentuado. Símbolos do megaevento foram contestados e destruídos.
Em Belo Horizonte a rota das grandes marchas seguiu sempre em rumo à zona de exclusão importa pela
FIFA. A repressão foi dura e causou mortes entre os manifestantes.
A Polícia Militar, cuja atuação truculenta já é conhecida nasperiferias, mostrou nas ruas a sua cara mais
suave que, mesmo assim, foi aterradora. As polícias militares estaduais do Brasil são reconhecidas como
as mais violentas do mundo e já tiveram a sua extinção recomendada pela ONU. Uma polícia que mata
mais que muitos exércitos e que também morre mais do que todas as outras. Esta verdadeira guerra que
vivemos tende a aumentar com a Copa: cerca de 2 mil milhões de reais estão sendo investidos em
„segurança, na compra de armamentos, equipamentos de vigilância e treinamentos. Em novembro de
2012, o governo federal comprou 50 milhões de reais em armas menos letais (balas de borracha, bombas
de gás lacrimogêneo, entre outras), que serão utilizadas na repressão de manifestações e protestos
populares e não violentos.
As polícias militares estaduais do Brasil são reconhecidas como as mais violentas do mundo e já tiveram a
sua extinção recomendada pela ONU. Uma polícia que mata mais que muitos exércitos e que também
morre mais do que todas as outras.
A pouco menos de 30 dias para a Copa do Mundo fica bastante claro para as forças políticas da esquerda
que a Copa do Mundo é um megaprojeto das elites que servirá para explorar e violar a dignidade do povo.
Por isso: Na Copa vai ter luta!
Porque não abrimos mão da crítica à Copa do Mundo? Porque a Copa do mundo tem causado sofrimento
humano injusto e violações de direitos que nos desumanizam a todos e porque acreditamos que a luta é a
mais efetiva e democrática forma de transformação dessas mesmas condições de opressão.
Criticamos a Copa do Mundo para não se invisibilizar o legado perverso que ela deixa para muitos
brasileiros e brasileiras, para que nunca se perca a nossa capacidade de indignação frente as injustiças.
Lutamos para que os direitos das populações sejam reparados, e para que cesse o processo de
higienização e militarização das cidades em prejuízo aos grupos mais vulneráveis. Lutamos para que o
modelo de cidade impulsionado por esse megaevento não se transforme no cotidiano de produção do
espaço urbano brasileiro.
Criticamos a Copa, assim como todos os megaprojetos de desenvolvimento que interpõe os interesses do
capital aos direitos e dignidade das pessoas. Repudiamos a forma como o governo brasileiro tem facilitado
esses megaprojetos no Brasil e em outros países do Sul.
Criticamos a Copa do Mundo da FIFA, não o futebol em geral, esporte que desperta tantas emoções e
alegrias. A FIFA é hoje, a nível mundial, um dos símbolos mais evidentes do que o capitalismo tem de
pior: pulsão desenfreada pela mercantilização de todas as esferas da vida; uma política internacional
imperialista e corrupta; dominação e desprezo pelas populações locais; pressão pela instauração de um
estado de exceção, cujo objetivo último é destruir a democracia para assegurar a acumulação sem fim.
No dia 15 de Maio se inicia a agenda de lutas unificada contra a Copa do Mundo. Essa agenda,
amplamente debatida no I Encontro de Atingidos da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa
questiona de forma incisiva o atual modelo neoliberal de políticas públicas no campo e na cidade e a
criminalização do dissenso e do protesto, que atualmente se intensifica no país, com a Lei Geral da Copa e
a ativação de legislações retrógradas, tal como a Lei de Segurança Nacional. (Clique aqui para ler o
manifesto da ANCOP sobre o 15 de Maio).
Isabella Gonçalves Miranda, do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa – Belo Horizonte (COPAC) e
integrante da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa.
It seems like every day there's a new report painting a grim picture of the
impending FIFA World Cup that will take place in cities across Brazil next month.
Stadiums and other event-related facilities such as airports aren't completely
finished. Protests are still taking place. And many Brazilians seem to be unexcited,
to say the least, about the worldwide spectacle that's due to take place in their
country.
One of the biggest causes of the unrest? The unbelievably high figure Brazil has
shelled out for the event... from public funds.
A protester holds up a sign which reads "There won't be a cup!," São Paulo - April 29, 2014.
Photo by Andre Penner for AP.
Neither the World Cup nor FIFA, its organizing body, are completely to blame for
the frustration and indignation Brazilians feel over the looming event. Brazilians
aren't gathering in the streets to protest one of the world's most popular sporting
event itself, but are rather in the midst of a longstanding fight against the Brazilian
government, which they believe has failed to deliver on promises to the people. It's
a much larger strife for the most basic and simplest of human dignities, including
education, healthcare and affordable housing -- many Brazilians feel the money
would be better spent if invested in these social necessities.
Young boy holds flag during a protest in the Jacarezinho slum, Rio de Janeiro - May 10, 2014.
Photo by Hassan Ammar for AP.
Hidden in the numbers, or perhaps parading around in plain sight, is a sense of just
how complex the situation really is. Here's a look inside why these protests, which
started about a year ago, are still going strong, and why they are expected to carry
on throughout the duration of the World Cup.

Brazil is expected to spend close to $11.7 billion on this World
Cup.
Brazilians protest and display a sign telling FIFA to go home, São Paulo - May 15, 2014. Photo
by Victor Moriyama via Getty.
When you realize that the billions spent come from Brazil's public funds, and all
ticket and media rights revenues made from the Cup go directly to FIFA without
taxation (which is true of every World Cup), the public unease seems inevitable.
The astronomically high cost of the tournament is the most pressing concern
among Brazilians. With an expected final price tag of more than $11 billion, this will
be the most expensive World Cup to date. South Africa spent about one-third of
that in 2010, (close to $3 billion total) and was still the most expensive Cup at the
time.
Many are worried the investment won't pay off. Estimates suggest that longterm
revenue of about $25 billion will be pumped back into the country's
economy,according to Brazil's Ministry of Tourism, Embratur. A number arrived at
based on how much the 600,000 foreign tourists who are attending the World Cup
in June are expected to spend. But not all are optimistic: South Africa never fully
recovered from the billions it spent on the 2010 World Cup. According to the
Associated Press, the country reportedly only made back $400 million of the nearly
$3 billion spent, and Brazilians fear a similar fate.

Meanwhile, 55 percent of Brazilians feel that the event will
do more damage to their country than good.
A recent study conducted by local Brazilian institute Datafolha revealed that more
than half of the nation believes this World Cup is essentially bad news. That
number is up 11 percent from Datafolha's last study, conducted in June 2013 during
the Confederations Cup -- the tournament that takes place in the host country a
year before the World Cup -- which showed 44 percent of the population believed
World Cup would do more harm than good.
In a different study also conducted by Datafolha in 2008, a whopping 79 percent of
Brazilians supported hosting the World Cup in their country, but that number has
since dropped dramatically to 48 percent. Discontent over exorbitant public
spending started brewing in the summer of 2013 as people took to the streets to
protest both the Confederations Cup as well as the Cup itself. Thousands gathered
in front of Rio's Maracanã stadium, where the protests eventually turned violent.

$900 million in public funds went to building a new stadium
that will likely be "abandoned" once the tournament is over.
A worker cleans the new Mané Garrincha stadium in the country's capital in the world,
Brasília - June 14, 2014. Photo by AP.
Brasília's Estádio Nacional Mané Garrincha stadium, which was inaugurated in
May of last year and constructed solely for the World Cup, is now the second most
expensive soccer stadium in the world. The budget for this particular stadium
nearly tripled between the beginning and end of its construction, an outcome that
most Brazilians attribute to corruption and fraudulent spending.
Even more unsettling is the fact that the city of Brasília does not even have a
professional soccer team to use the stadium in the future. After Mané Garrincha
hosts seven World Cup matches, there isn't a permanent organization in place
expected to use the facilities. Yet when broken down by the numbers, almost ten
percent of the World Cup budget was spent on this stadium alone.
Brazil's original plan was to host the World Cup in eight cities. Then Brazilian
Football Confederation President, Ricardo Teixeira, pushed to expand it to 12, thus
requiring completely new stadiums and an increased spending of public funds.
Other newly built arenas include Arena das Dunas in Natal at an estimated cost of
$400 million, Itaipava Arena Pernambuco in Recife at $500 million and Arena da
Amazônia in Manaus at $290 million. The latter, located in the damp Amazonian
jungle, is considered to be the most controversial due to its isolation. Many are
worried about what will happen to the stadium once the Cup is over. Manaus, like
Brasília, also does not have a professional soccer team.
Eight workers have died so far in the construction and remodeling of stadiums
across Brazil. The latest fatality happened just earlier this month as workers are
hurrying to finish construction before the June 12 opening.

Over 250,000 families have been forced from their homes to
make way for stadiums.
According to the Popular Committee of the World Cup, hundreds of thousands have
been displaced from their homes in order to make room for new construction in
areas surrounding the soccer stadiums. The government relocations due to the Cup
as well as the 2016 Olympics in Rio de Janeiro are becoming all too common,
especially in the Metrô-Mangueira area near Maracanã, the stadium hosting the
Cup final.
Some of the displaced, forced to relocate, have been left completely homeless
without any affordable housing alternatives available. By June, relocations in one
slum alone will have affected 678 families.
Although there's some dispute as to why the forced removals are taking place --
residents believe it's to "clean house" and make room for a parking structure for the
Cup, while some officials insist it's to construct an automative plant -- residents of
the slum are comparing what once was their home to a distressed Libya or
Iraq. Where once stood houses, most of them constructed with their owners' bare
hands, now lies nothing but rubble and an unrecognizable landscape of what was.
The displacements aren't only affecting the poorest Brazilians. Others report being
squeezed out due to higher rent rates in surrounding stadium areas, forcing them to
seek alternative housing. A particularly large group affected in the country's
metropolis of São Paulo responded by seizing an abandoned piece of land
nearby.Since inhabiting the vacant land, the group has banded together as an
improvised community.
"We are not against the World Cup," explained one resident to the Associated Press.
"We are against how they are trying to belittle us. They are giving priority to soccer
and forgetting about the families, about the Brazilian people."

Tensions are climbing as Brazilians also tire of a corrupt
administration and police force.
A protester accuses the administration of prioritizing and investing in soccer over education,
Belo Horizonte - June 20, 2013. Photo by Pedro Vilela for AFP.
At the center of the protests, ongoing in Brazil since June of last year, lie the
people's demands for better education, health care, public services, the right to
protest peacefully and a less corruptive governing body and police force.
Every year, police are responsible for over 2,000 deaths in the country and the
beginning of this year proved no different, with fatalities including Cláudia da Silva
Ferreira, an innocent woman who was killed after being dragged behind a police
car, and Douglas Rafael da Silva, a well-known dancer on a local television show
who was mistaken for a drug trafficker by police.
The three policemen involved in Ferreira's death have been responsible for at
least 69 "on-duty killings" since 2000. Most officers attribute sporadic fatalities to
suspects "resisting arrest," even if evidence suggests otherwise. These incidents
have sparked more outrage and unrest in the country at a time when the
relationship between its people and its government is already strained from the
spending scandals of the World Cup.

In response to the general chaos, Brazilians have gone on
strike, with groups of teachers and bus drivers leading the
charge to demand change.
Bus drivers, teachers and military police are among the few groups who have
frequently abandoned their posts across various cities in the past few months. Most
recently in Recife, rioting and looting erupted this month after the military police
had already been on strike for three days. Federal troops later entered Recife to
help maintain and diffuse the situation.
Meanwhile, protests are intensifying. On May 15, 2014, 12 Brazilian cities carried
out protests in a joint public display, one of the many the country has witnessed in
past few months. Thousands took to the streets in São Paulo, Belo Horizonte and
Rio de Janeiro.
Police fired tear gas and rubber bullets at a crowd of over 4,000 demonstrators near
the Itequerão stadium in São Paulo, where the opening game between Brazil and
Croatia will be held on June 12.

Meanwhile, independent groups are still organizing protests
-- and vow to continue them once the Cup starts on June 12.
Member of the Homeless Workers Movement carries a flag near Itaquerão, São Paulo - May
15, 2014. Photo by Andre Penner for AP.
Although some expect Brazilians to ultimately embrace the celebratory World Cup
atmosphere once the tournament begins, according to Brasil Post, close to 2,000
people have participated in organized demonstrations in the last six months in São
Paulo. That's a significant drop-off from June of last year, when approximately
100,000 took to the streets. But certain groups, including the #NãoVaiTerCopa and
Housing for All movements, have vowed to continue protesting even once the Cup
kicks off.

Less than a month away, many Brazilians remain unhappy
with the Cup -- and the unrest could carry over to the actual
event.
A street artist captures the popular sentiment behind the upcoming event, the prioritization of
soccer over everything else, São Paulo - May 10, 2014. Photo by Paulo Ito.
Between Brazil running behind on World Cup infrastructure and citizens promising
to continue their protests, many are anticipating a Cup of chaos and disorganization
once the games begin.
On May 22, Amnesty International Brasil released a video calling for peace and "no
foul play" during the World Cup. It shows protesters and police coming together on
the field and engaging each other in what resembles the many violent protests that
have taken place in the country over the event.
This is their second campaign about World Cup unrest, earlier this month they
(virtually) gave 876 yellow cards to the Brazilian government for their handling of
the protests.

O troféu da Copa do Mundo da FIFA

© Foto-net
Tão universal quanto o próprio futebol, o troféu da Copa do Mundo da FIFA é o prêmio
esportivo mais cobiçado e reconhecido de todo o planeta.
Contudo, a estatueta atualmente em disputa é na verdade a segunda geração da taça. A
primeira, batizada de Taça Jules Rimet em homenagem ao fundador da Copa do Mundo da
FIFA, foi produzida pelo escultor francês Abel Lafleur a pedido da entidade máxima do
futebol mundial. Fabricado em ouro e com uma base de pedras semipreciosas, o troféu
apresentava uma figura da deusa da vitória segurando uma taça octogonal.
A Taça Jules Rimet teve uma história cheia de acontecimentos, começando com um período
escondida em uma caixa sob uma cama durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1966, foi
roubada enquanto era exibida na Inglaterra. Com a ajuda de um pequeno cão chamado
Pickles, os famosos detetives da Scotland Yard conseguiram encontrar o troféu escondido em
um jardim.
Naquele momento, o regulamento da FIFA estipulava que o primeiro país a vencer a Copa do
Mundo da FIFA três vezes ficaria com a taça para sempre. Tricampeão em 1970, o Brasil
levou para casa o caneco, que 13 anos depois foi roubado no Rio de Janeiro — dessa vez,
porém, para nunca mais ser encontrado. A taça acabou provavelmente sendo derretida por
ladrões.
No início da década de 1970, a FIFA encomendou um novo troféu para a décima edição do
Mundial, a ser realizada em 1974. Cinquenta e três projetos foram enviados por especialistas
de sete países, e a entidade acabou escolhendo a obra do artista italiano Silvio Gazzaniga.
"As linhas saem da base, sobem em espiral e se abrem para receber o mundo", afirmou
Gazzaniga ao descrever a estatueta. "A partir das singulares tensões dinâmicas do corpo
compacto da escultura surgem as figuras de dois atletas no emocionante momento da
vitória."
O atual troféu da Copa do Mundo da FIFA nunca pertencerá definitivamente a nenhum país,
já que os novos regulamentos declaram que ele permanecerá em posse da FIFA. Cada
campeão recebe uma réplica que serve de lembrança permanente do grande triunfo. As
réplicas banhadas a ouro são chamadas de troféus dos vencedores da Copa do Mundo da
FIFA.
O troféu autêntico da Copa do Mundo da FIFA, de ouro 18 quilates, tem 36,8 cm de altura e
6,175 kg de peso. A base contém duas camadas de malaquita semipreciosa, e a parte de
baixo apresenta gravados o nome de cada país campeão e o ano de cada título desde 1974.

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