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Pernambuco
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Coordenadas: 8° S, 38° W
Estado de Pernambuco
Hino: Hino do Estado de Pernambuco
Gentílico: Pernambucano (a)
Localização
- Região Nordeste
- Estados limítrofes Bahia, Piauí, Alagoas, Ceará e Paraíba
- Mesorregiões 5
- Microrregiões 19
- Municípios 185
Capital Recife
Governo
- Governador(a) João Lyra Neto (PSB)
- Deputados
federais
25
- Deputados
estaduais
49
- Senadores Armando Monteiro Neto (PTB)
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Humberto Costa (PT)
Área
- Total
98 311,616 km² (19º)
1
População 2013
- Estimativa
9 208 551 hab. (7º)
2
- Densidade 93,67 hab./km² (6º)
Economia
2011
3
- PIB R$104,394 bilhões (10º)
- PIB per capita R$11 776,10 (19º)
Indicadores
2010
4

5

6
- Esper. de vida 71,1 anos (20º)
- Mort. infantil 18,5‰ nasc. (12º)
- Analfabetismo 16,7% (20º)
- IDH (2010)
0,673 (19º) – médio

7
Fuso horário UTC−03:00 no território continental e UTC−02:00 nas ilhas de Fernando de Noronha e São Pedro
e São Paulo
Clima
tropical atlântico, semiárido e mesotérmico
8

As', Bshw, BShw', Cs'a, Cw'a, BShs'
Cód. ISO 3166-2 BR-PE
Site
governamental
http://www.pe.gov.br/
Pernambuco é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no centro-leste da região Nordeste e tem como limites
os estados da Paraíba (N), do Ceará (NO), de Alagoas (SE), da Bahia (S) e do Piauí (O), além de ser banhado pelo oceano
Atlântico (L). Ocupa uma área de 98 148,323 km² (pouco maior que Portugal). Também fazem parte do seu território os
arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo. Sua capital é a cidade do Recife e a sede administrativa é o
Palácio do Campo das Princesas. O atual governador é João Lyra Neto ( PSB).
9

10

11

12
Uma das regiões mais antigas da América Portuguesa, Pernambuco foi a mais rica capitania do Brasil Colônia, graças à indústria
exportadora de açúcar.
13
O estado teve ativa participação em diversos episódios da história brasileira: foi palco das Batalhas dos
Guararapes, combates decisivos na Insurreição Pernambucana e considerados a origem do Exército Brasileiro; e serviu de berço
a movimentos de caráter nativista ou de ideais libertários, como a Guerra dos Mascates, a Revolução Pernambucana, a
Confederação do Equador e a Revolta Praieira.
14
Conhecido por sua ativa e rica cultura popular, Pernambuco é berço de várias manifestações tradicionais, como o frevo e o
maracatu, bem como detentor de um vasto patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, sobretudo no que se refere ao período
colonial. Na década de 1990, surgiu em Pernambuco o manguebeat, amálgama do rock, do pop, do rap e do funk com os ritmos
locais.
Em Pernambuco nasceram: Mário Schenberg, considerado pelo CBPF o maior físico teórico do Brasil;
15
Paulo Freire,
considerado o maior educador do país;
16
José Leite Lopes, o único físico brasileiro detentor do UNESCO Science Prize;
17
Leopoldo Nachbin, considerado o mais representativo matemático da nação;
18
Nelson Rodrigues, tido como o maior dramaturgo
brasileiro;
19
Gilberto Freyre, considerado o maior sociólogo do Brasil;
20
Josué de Castro, o cientista pioneiro no combate à fome
no Brasil e no mundo;
21
Paulo Ribenboim, o único matemático brasileiro com verbete biográfico no The MacTutor;
22
Correia
Picanço, considerado o Patriarca da Medicina Brasileira;
23
João Cabral de Melo Neto, o primeiro brasileiro galardoado com o
Prêmio Camões;
24
entre muitos outros nomes de grande destaque nacional e internacional. Clarice Lispector, ucraniana
naturalizada brasileira, se considerava pernambucana. Nas Artes, pernambucanos notórios como Chico Science, Alceu Valença,
Luiz Gonzaga, Bezerra da Silva, Naná Vasconcelos, Lenine, na música; Marco Nanini, Chacrinha, Arlete Salles, Guel Arraes,
Aguinaldo Silva, George Moura, nas artes cênicas; Romero Britto, Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro, Francisco Brennand,
Aloísio Magalhães, Andree Guittcis, nas artes plásticas e design; dentre diversos outros.
25
Pernambuco é o sétimo estado mais populoso do Brasil . O seu maior aglomerado urbano é a Região Metropolitana do Recife
(RMR), mais populosa região metropolitana do Norte-Nordeste e um dos principais polos industriais do país. Os municípios mais
populosos da metrópole pernambucana são Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e Cabo de Santo Agostinho.
26
No
interior do estado, as cidades mais importantes de acordo com os níveis de centralidade são, respectivamente, Caruaru,
Petrolina, Garanhuns, Serra Talhada, Arcoverde, Palmares, Vitória de Santo Antão , Araripina, Afogados da Ingazeira, Goiana,
Carpina, Belo Jardim, Salgueiro, Pesqueira e Ouricuri.
27
Pernambuco é também o décimo estado mais rico do país; e Recife a cidade com o maior PIB per capita entre as capitais da
Região Nordeste.
3
O estado abriga o maior parque tecnológico do Brasil, o Porto Digital, localizado no bairro do Recife Antigo na
capital pernambucana; e o maior estaleiro do Hemisfério Sul, o Estaleiro Atlântico Sul , situado no Complexo Industrial de Suape,
Região Metropolitana do Recife. Em Pernambuco nasceram nomes de destaque da indústria brasileira, como Norberto Odebrecht,
José Ermírio de Morais, Edson Mororó Moura, Antônio de Queiroz Galvão, entre outros. O nível de desenvolvimento social
pernambucano é superior ao dos países menos avançados, mas ainda está abaixo da média brasileira. Não obstante,
Pernambuco detém o melhor serviço de coleta de esgoto do Norte, Nordeste e Sul brasileiro segundo o IBGE, e o quinto maior
número de médicos por grupo de mil habitantes do Brasil segundo o CFM, além de apresentar a segunda melhor qualidade de
vida do Norte-Nordeste segundo o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal.
28

29

30
O estado é representado na bandeira do Brasil pela estrela Mµ de Escorpião.
31
Índice
[esconder]
Etimologia[editar | editar código-fonte]
A origem do nome Pernambuco é controversa. Alguns estudiosos afirmam que vem do nome tupi: pa'ra'nã = "mar" mais buka =
("furo de mar"), referência dada aos índios no canal de Santa Cruz que cerca a toda a Ilha de Itamaracá.
32
Segundo outros
afirmam, era a denominação nas línguas indígenas locais da época do descobrimento para o pau-brasil. Pode se originar, ainda,
da palavra tupi paranãbuku, que significa "mar comprido", através da junção dos termos paranã ("mar") e puku ("comprido,
alto").
33
Bento Teixeira, em seu poema Prosopopeia publicado em 1601, escreveu uma estrofe no qual conta o significado da palavra
Pernambuco:
"Em o meio desta obra alpestre, e dura,
Uma bôca rompeu o Mar inchado,
Que na língua dos bárbaros escura,
Paranambuco, de todos é chamado.
De Parana que é Mar, Puca - rotura,
Feita com fúria dêsse Mar salgado,
Que sem no derivar, cometer míngua,
Cova do Mar se chama em nossa língua."
34
Os habitantes naturais do estado do Pernambuco são denominados pernambucanos.
35
História[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História de Pernambuco
Período pré-colonial[editar | editar código-fonte]
Pré-História
O Nordeste brasileiro concentra alguns dos mais antigos sítios arqueológicos conhecidos do país, com datação superior a 40 000
anos antes do presente.
36
Na região que hoje corresponde ao estado de Pernambuco, foram identificados vestígios seguros de
ocupação humana superiores a 11 000 anos, nas regiões de Chã do Caboclo, em Bom Jardim, e Furna do Estrago, em Brejo da
Madre de Deus. Nesta última região, foi descoberta uma importante necrópole pré-histórica, com 125 metros quadrados de área
coberta, de onde foram resgatados 83 esqueletos humanos em bom estado de conservação.
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39
Dentre os grupos indígenas que habitaram o estado, identificou-se a tradição cultural Itaparica, responsável pela confecção de
artefatos líticos lascados há mais de 6 000 anos.
40
No Agreste pernambucano, conservam-se pinturas rupestres com data
aproximada de 2 000 anos antes do presente, atribuídas à subtradição denominada Cariris velhos.
41
Na época da colonização
portuguesa, habitavam o litoral pernambucano os Tabajaras e os Caetés, já desaparecidos. Nos brejos interioranos do estado
ainda é possível encontrar grupos indígenas remanescentes das antigas tradições, como os Pankararu (em Tacaratu) e os Atikum
(em Floresta).
42
Descobrimento pré-cabralino do Brasil
Há algumas teorias sobre quem foi o primeiro europeu a chegar nas terras que hoje formam o Brasil. A mais aceita defende que
foi o espanhol Vicente Yáñez Pinzón no dia 26 de janeiro de 1500, possivelmente no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de
Pernambuco.
44

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O local avistado por Pinzón sempre foi cercado de controvérsias. Para alguns pesquisadores portugueses, como Duarte Leite, os
espanhóis teriam desembarcado ao norte do Cabo Orange, na atual Guiana Francesa. Mas para seus rivais castelhanos - que se
basearam no depoimento do próprio Pinzón -, o desembarque se deu no Cabo de Santo Agostinho, 86 dias antes da chegada de
Pedro Álvares Cabral a Porto Seguro. Uma polêmica judicial se seguiu à viagem de Pinzón, chamada Probanzas del Fiscal - um
pleito movido por Diego Colombo, filho de Cristóvão Colombo, contra a Coroa de Castela para assegurar os direitos do pai. Todos
os navegadores que participaram da primeira viagem de Colombo foram ouvidos em audiências que se realizaram entre 1512 e
1515 na Ilha de São Domingos e em Sevilha. No seu depoimento, Pinzón afirmou ter aportado no Cabo de Santo Agostinho, mas
para Eduardo Bueno (2006), ele "provavelmente se equivocou, ou mentiu". Bueno acompanha a tese do capitão-de-mar-e-guerra
Max Justo Guedes, que defendeu, no artigo "As Primeiras Expedições de Reconhecimento da Costa Brasileira" (1975)
47
, que o
local seria a atual Ponta do Mucuripe, 10 km ao sul da cidade brasileira de Fortaleza, apoiando-se também no importante mapa de
Juan de la Cosa, de 1501. Outras possibilidades também já foram aventadas, como o Cabo de São Roque, no Rio Grande do
Norte e Ponta do Seixas na Paraíba.
Período colonial[editar | editar código-fonte]
Os primeiros anos
Em 1501, ano seguinte ao da chegada dos portugueses ao Brasil , o território de Pernambuco, definido pelo Tratado de
Tordesilhas como região pertencente à América portuguesa, é explorado pela expedição de Gaspar de Lemos, que teria criado
feitorias ao longo da costa da colônia, inclusive, possivelmente, na atual localidade de Igarassu, cuja defesa seria futuramente
confiada a Cristóvão Jacques.
O povoamento efetivo de Pernambuco, entretanto, inicia-se em 1534, quando a colônia portuguesa é dividida em capitanias
hereditárias. O território do atual estado de Pernambuco equivale a parte da Capitania de Pernambuco, doada a Duarte Coelho, e
parte da Capitania de Itamaracá, doada a Pero Lopes de Sousa. Estendia-se por 60 léguas entre o rio Igaraçu e o rio São
Francisco.
Em 1535, Duarte Coelho tomou posse da capitania, a princípio batizada de "Nova Lusitânia", mas que pouco tempo depois
recebeu a denominação que mantém até hoje. Em 1537, os povoados de Igarassu e Olinda, estabelecidos em 1535, junto com
chegada do donatário, foram elevados a vila.
Olinda recebeu o status de capital administrativa e seu porto, habitado por pescadores, daria origem à cidade de Recife. As vilas
de Igarassu e Olinda, entre os primeiros núcleos de povoamento do Brasil, serviram de ponto de partida de expedições
desbravadoras do interior da capitania. Uma dessas expedições, chefiada pelo filho do donatário, Jorge de Albuquerque, penetrou
o sertão até o rio São Francisco, assegurando o domínio e expansão do interior do território e combatendo os índios hostis.
Duarte Coelho, por sua vez, tratou de instalar em Pernambuco os primeiros engenhos de açúcar da colônia, incentivando também
o plantio do algodão.
Em pouco tempo, a Capitania de Pernambuco se tornou a principal produtora de açúcar da colônia portuguesa.
Consequentemente, era também a mais próspera e influente das capitanias hereditárias.
Surge em Pernambuco o protótipo da sociedade açucareira dos grandes latifundiários da cana-de-açúcar, que perdurará de forma
majoritária nos dois séculos seguintes. O cultivo da cana-de-açúcar adaptou-se facilmente ao clima pernambucano e ao solo
massapê. A maior proximidade geográfica de Portugal, barateando o custo do transporte, a abundância do pau-brasil, o cultivo do
algodão e os grandes investimentos feitos pelo donatário na fundação de vilas e na pacificação dos índios são outros fatores que
ajudam a explicar o progresso da capitania. Tal prosperidade, entretanto, transformou a capitania em um ponto cobiçado por
piratas europeus. Já em 1595, o corsário inglês James Lancaster tomou de assalto o porto de Recife e passou a saquear as
riquezas transportadas do interior. Partiu um mês depois, levando as pilhagens em quinze embarcações.
Nos anos finais do século XVI foi escrito "Prosopopeia", considerado o primeiro poema da literatura brasileira. O autor foi Bento
Teixeira e conta em estilo épico, inspirado em Camões, as façanhas da família Albuquerque, tendo sido dedicado ao então
governador de Pernambuco, Jorge de Albuquerque Coelho. A obra foi publicada em Lisboa, em 1601.
34
Gravura neerlandesa mostrando o cerco a
Olinda em 1630. Os holandeses saquearam e
queimaram diversas construções em Olinda,
inclusive as igrejas.
49
No início do século XVII, a Capitania de Pernambuco atingiu o posto de maior e mais rica área de produção de açúcar do
mundo.
48
Invasão holandesa (1630-1654)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Invasões holandesas do Brasil
Em 1630, a capitania foi invadida pela Companhia das Índias Ocidentais. Por ocasião da União Ibérica (1580 a 1640) a
então chamada República Holandesa, antes dominados pela Espanha tendo depois
conseguido sua independência através da força, veem em Pernambuco a
oportunidade para impor um duro golpe na Espanha, ao mesmo tempo em que
tirariam o prejuízo do fracasso na Bahia, uma vez que Pernambuco era o principal
centro produtivo da colônia.
Em 26 de dezembro de 1629 partia de São Vicente, Cabo Verde, uma esquadra com
66 embarcações e 7.280 homens em direção a Pernambuco. Os holandeses,
desembarcando na praia de Pau Amarelo, conquistam a capitania de Pernambuco
em fevereiro de 1630 e estabelecem a colônia Nova Holanda. À frágil resistência
portuguesa na passagem do Rio Doce, invadiu sem grandes contratempos Olinda e
derrotou a pequena, porém aguerrida, guarnição do forte (que depois passaria a ser
chamado de Brum), porta de entrada para o Recife através do istmo que ligava as
duas cidades.
O conde Maurício de Nassau desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em
1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad (atual
Recife), que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o
responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda,
e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo. Em 28 de fevereiro de 1644 o Recife (atualmente
o Bairro do Recife) foi ligado à Cidade Maurícia com a construção da primeira ponte da América Latina. Durante o governo de
Nassau, Recife foi considerada a mais cosmopolita cidade das Américas, e tinha a maior comunidade judaica de todo o
continente, que construiu, à época, a primeira sinagoga do Novo Mundo, a Kahal Zur Israel, bem como a segunda, a Maguen
Abraham.
50

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No Palácio de Friburgo, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, foi construído o primeiro observatório
astronômico do Continente Americano.
52

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Por diversos motivos, sendo um dos mais importantes a exoneração de Maurício de Nassau do governo da capitania pela
Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, o povo de Pernambuco se rebelou contra o governo, juntando-se à fraca resistência
ainda existente, num movimento denominado Insurreição Pernambucana.
Com a chegada gradativa de reforços portugueses, os holandeses por fim foram expulsos em 1654, na segunda Batalha dos
Guararapes. Foi nesta ocasião que se diz ter nascido o Exército brasileiro.
Com a colônia holandesa tomada pelos portugueses, os judeus receberam um prazo de três meses para partir ou se converter ao
catolicismo. Com medo da fogueira da Inquisição, quase todos venderam o que tinham e deixaram o Recife em 16 navios. Parte
da comunidade judaica expulsa de Pernambuco fugiu para Amsterdã, e outra parte se estabeleceu em Nova York. Através deste
último grupo a Ilha de Manhattan, atual centro financeiro dos Estados Unidos, conheceu grande desenvolvimento econômico; e
descendentes de judeus egressos do Recife tiveram participação ativa na história estadunidense: Gershom Mendes Seixas,
aliado de George Washington na Guerra de Independência dos Estados Unidos ; seu filho Benjamin Mendes Seixas, fundador da
Bolsa de Valores de Nova York; Benjamin Cardozo, juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos ligado a Franklin Roosevelt; entre
outros.
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57

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Após a expulsão holandesa, o estado passou a declinar junto com restante do Nordeste, devido à transferência do centro político-
econômico para o Sudeste, o que resultou em conflitos como a Revolução Pernambucana e a Confederação do Equador,
movimentos separatistas pernambucanos.
A qualidade do açúcar refinado holandês, agora produzido nas Antilhas, superior ao mascavo brasileiro, também ajudou a acelerar
a decadência do estado, que era baseado nos latifúndios de cultivo de cana-de-açúcar. Buscando novos meios de renda, aumenta
o comércio no estado gradativamente. Este efeito foi estopim de revoltas como a Guerra dos Mascates.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Insurreição Pernambucana
Em 15 de maio de 1645, reunidos no Engenho de São João, 18 líderes insurretos pernambucanos assinaram compromisso
O lugar onde foi erguido o Palácio da Justiça
de Pernambuco (foto) pertenceu ao
impontente Palácio de Friburgo, local de
residência e de despachos de Maurício de Nassau
demolido no século XVIII após sucessivas tentativas
de recuperação dos danos causados à edificação
durante a Insurreição Pernambucana.
52
para lutar contra o domínio holandês na capitania. Com o acordo assinado, começa o contra-ataque à invasão holandesa. A
primeira vitória importante dos insurretos se deu no Monte das Tabocas, (hoje localizada no município de Vitória de Santo Antão)
onde 1200 insurretos mazombos armados de armas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram numa emboscada 1900
holandeses bem armados e bem treinados.
O sucesso deu ao líder Antônio Dias Cardoso o apelido de Mestre das Emboscadas.
Os holandeses que sobreviveram seguiram para Casa Forte, sendo novamente
derrotado pela aliança dos mazombos, índios nativos e escravos negros. Recuaram
novamente para as casas-forte em Cabo de Santo Agostinho, Pontal de Nazaré,
Sirinhaém, Rio Formoso, Porto Calvo e Forte Maurício, sendo sucessivamente
derrotados pelos insurretos.
Por fim, Olinda foi recuperada pelos rebeldes.
Cercados e isolados pelos rebeldes numa faixa que ficou conhecida como Nova
Holanda, indo do Recife a Itamaracá, os invasores começaram a sofrer com a falta
de alimentos, o que os levou a atacar plantações de mandioca nas vilas de São
Lourenço, Catuma e Tejucupapo.
Em 24 de abril de 1646, ocorreu a famosa Batalha de Tejucupapo, onde mulheres
camponesas armadas de utensílios agrícolas e armas leves expulsaram os invasores
holandeses, humilhando-os definitivamente. Esse fato histórico consolidou-se como a
primeira importante participação militar da mulher na defesa do território brasileiro.
Devido a Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa, a República Holandesa não pôde auxiliar os holandeses no Brasil. Com o fim da
guerra contra os ingleses, a República Holandesa exige a devolução da colônia em maio de 1654. Sob ameaça de uma nova
invasão do Nordeste brasileiro, Portugal cede à exigência dos holandeses que Portugal pague 4 milhões cruzados para República
Holandesa entre um período de 16 anos. Porém, em 6 de agosto de 1661 a República Holandesa cede formalmente o Nordeste
brasileiro à Portugal através da Paz de Haia.
Quilombo dos Palmares[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Quilombo dos Palmares
O Quilombo dos Palmares foi um quilombo da era colonial brasileira. Localizava-se na então Capitania de Pernambuco, na
serra da Barriga, região hoje pertencente ao município alagoano de União dos Palmares.
59
Palmares foi o maior dos quilombos do período colonial. Em 1602, já há relatos de sua existência e de envio de expedições pelo
governador-geral da Capitania de Pernambuco para pôr fim ao aldeamento. Chegou a abranger uma área de 150 quilômetros de
comprimento e 50 quilômetros de largura, situada na Capitania de Pernambuco, entre os atuais estados de Alagoas e
Pernambuco, numa região de palmeiras (daí o seu nome).
Sua população teria alcançado um número estimado entre 6 mil e 20 mil pessoas. Tanto pelas proporções como pela resistência
prolongada, tornou-se o símbolo da rebeldia escrava. O movimento de fuga dos escravos para a mata vinha de longe, mas a
invasão holandesa em Pernambuco constituiu para eles a grande oportunidade. Por quase 70 anos os negros fugitivos viveram
com tranqüilidade, podendo instalar em Palmares um tipo de estado africano, baseado na pequena propriedade e na policultura.
Com o fim do domínio holandês em Pernambuco, o quilombo passou a sofrer ataques dos fazendeiros e das autoridades, que
viam nele uma ameaça. Enquanto existiu, Palmares atraiu os escravos para a fuga. A resistência dos negros durou muitos anos e
a existência do quilombo prolongou-se por quase um século, tendo-se destacado entre seus líderes o rei Ganga Zumba e seu
sucessor, Zumbi.
Movimentos nativistas e separatistas durante o Período Colonial[editar | editar código-fonte]
Conjuração de "Nosso Pai" (1666)[editar | editar código-fonte]
A Capitania de Pernambuco lutava por reconstruir suas duas principais cidades - Recife e Olinda - destruídas com as lutas contra
os invasores holandeses.
Os senhores de engenho, radicados em Olinda e com reservas quanto ao porto do Recife, acreditavam merecer maiores
reconhecimentos da Coroa Portuguesa, pelo contributo na expulsão dos flamengos.
Portugal, entretanto, mandou para governar a Capitania Jerônimo de Mendonça Furtado, um estranho, contrariando assim os
interesses de muitos pernambucanos, que se julgavam merecedores de ocupar a função, e não um estrangeiro.
Mendonça Furtado era apelidado pejorativamente de Xumberga (ou, nalgumas outras versões, Xumbregas) - referência ao
general alemão Von Schomberg, mercenário que lutara na Guerra da Restauração, por ter um bigode semelhante ao dele.
O estopim do movimento, que culminou com a prisão e deposição do Governador, foi a estada, no porto do Recife, de uma
esquadra francesa, que por ordem da Corte, foram bem tratados. Os insurgentes fizeram divulgar a notícia de que o governador
estaria a serviço dos estrangeiros, que preparavam um ataque à província, e seu consequente saque.
60
Guerra dos Mascates (1710-1711)[editar | editar código-fonte]
Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal - chamados pejorativamente de "mascates" - estabelecem-se
no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande
parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a
nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates, durante a qual o Recife foi palco de
combates e cercos.
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A Guerra dos Mascates é considerada como um movimento nativista, precursor da Independência do Brasil, pela historiografia em
História do Brasil.
Conspiração dos Suaçunas (1801)[editar | editar código-fonte]
A Conspiração dos Suaçunas, também conhecida por sua grafia arcaica – Conspiração dos Suassunas
65
–, foi um projeto de
revolta que se registrou em Olinda no alvorecer do século XIX.
Influenciada pelas idéias do Iluminismo e pela Revolução Francesa (1789), algumas pessoas, entre as quais Manuel Arruda
Câmara - membro da Sociedade Literária do Rio de Janeiro -, em 1796, fundaram a primeira loja maçônica do Brasil, Areópago
de Itambé, localizada no município pernambucano de Itambé, da qual não participavam europeus.
As mesmas idéias também eram discutidas por padres e alunos do Seminário de Olinda, fundado pelo bispo dom José Joaquim
da Cunha Azeredo Coutinho em 16 de fevereiro de 1800. Esta instituição teve, entre os seus membros, o padre Miguel Joaquim
de Almeida Castro (padre Miguelinho), um dos futuros implicados na revolução pernambucana de 1817.
Revolução Pernambucana (1817)[editar | editar código-fonte]
A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como "Revolução dos Padres", eclodiu em 6 de março de 1817 na
então Província de Pernambuco.
Dentre as suas causas destacam-se a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e a influência das idéias
Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas.
O movimento iniciou com ocupação do Recife, em 6 de março de 1817. No regimento de artilharia, o capitão José de Barros Lima,
conhecido como Leão Coroado, reagiu à voz de prisão e matou a golpes de espada o comandante Barbosa de Castro. Depois, na
companhia de outros militares rebelados, tomou o quartel e ergueu trincheiras nas ruas vizinhas para impedir o avanço das tropas
monarquistas. O governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro refugiou-se no Forte do Brum, mas, cercado, acabou se
rendendo.
O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e de Frei Caneca. Tendo
conseguido dominar o Governo Provincial, se apossaram do tesouro da província, instalaram um governo provisório e
proclamaram a República.
A repercussão da Revolução Pernambucana contribuiu para facilitar o processo de emancipação de Alagoas, que logrou obter
autonomia pelo Decreto de 16 de setembro de 1817. O desmembramento da Comarca de Alagoas da jurisdição de Pernambuco
foi sancionado por D. João VI.
Brasil imperial[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Província de Pernambuco
A Capitania de Pernambuco tinha sido, até meados do século XVIII, o mais importante núcleo econômico do Brasil.
13
No
século XIX, a Província de Pernambuco era ainda uma das mais importantes do Império, mantendo a primazia em relação às
vizinhas províncias do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe; e sua capital, Recife, só perdia em importância
política e econômica para o Rio de Janeiro.
66
Todavia, a economia da província é afetada pela decadência do açúcar e do
algodão. A estrutura agrária herdada do período colonial se mantém baseada no latifúndio e um pequeno número de famílias
proprietárias controlava a maior parte das terras. Nabuco de Araújo afirmava: "Enumerai os engenhos da província e vos damos
fiança de que um terço deles pertencem aos Cavalcanti.".
67
Movimentos separatistas durante o Período Imperial[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Confederação do Equador e Revolta Praieira
Confederação do Equador (1824)[editar | editar código-fonte]
A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário, de caráter emancipacionista (ou autonomista) e republicano
ocorrido em Pernambuco. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de
D. Pedro I (1822-1831), esboçada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país.
O conflito possui raízes em movimentos anteriores na região: a Guerra dos Mascates e a Revolução Pernambucana, esta última
de caráter republicano.
O centro irradiador e a liderança da revolta couberam à província de Pernambuco, que já se rebelara em 1817 e enfrentava
dificuldades econômicas. Além da crise, a província se ressentia ao pagar elevadas taxas para o Império, que as justificava como
necessárias para levar adiante as guerras provinciais pós-independência (algumas províncias resistiam à separação de Portugal).
Pernambuco esperava que a primeira Constituição do Império seria do tipo federalista, e daria autonomia para as províncias
resolverem suas questões.
Como punição a Pernambuco, D. Pedro I determinou, através de decreto de 07/07/1825, o desligamento do extenso território da
Comarca do Rio São Francisco (atual Oeste Baiano), passando-o, inicialmente, para Minas Gerais e, depois, para a Bahia.
Revolta Praieira (1848-1850)[editar | editar código-fonte]
A Revolta Praieira, também denominada como "Insurreição Praieira", "Revolução Praieira" ou simplesmente "Praieira", foi um
movimento de caráter liberal e separatista que eclodiu, durante o Segundo Reinado, na província de Pernambuco, entre 1848 e
1850.
A Última das revoltas provinciais está ligada às lutas político-partidárias que marcaram o Período Regencial e o início do Segundo
Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do governo de D. Pedro II (1840-1889).
Geografia[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Geografia de Pernambuco
Pernambuco
Ficha técnica
Área 98 148,323 km²
Relevo
planície litorânea sedimentar limitada pelo Planalto da Borborema, que termina com a Depressão
Sertaneja.
Ponto mais elevado Pico do Papagaio, no município de Triunfo (1.260 m).
Rios principais São Francisco, Capibaribe, Ipojuca, Una, Pajeú.
Vegetação mangues e mata Atlântica no litoral, caatinga no Agreste e Sertão.
Clima tropical no litoral, semi-árido e mesotérmico no Agreste e Sertão.
Municípios mais
populosos
Recife (1.536.934)
Jaboatão dos Guararapes (644.699)
Olinda (375.559)
Caruaru (314.951)
Paulista (300.611)
Petrolina (294.081)
Cabo de Santo Agostinho (185.123)
Camaragibe (144.506)
Vitória de Santo Antão (130.540)
Garanhuns (129.392)
São Lourenço da Mata (102.956)
Igarassu (101.987)
Hora local UTC-3
Gentílico pernambucano
Pernambuco é um dos menores estados do país. Apesar disso, possui paisagens variadas: serras, planaltos, brejos, semi-aridez
no sertão e diversificadas praias na costa. O estado tem altitude crescente do litoral ao sertão. As planícies litorâneas têm altitude
de até 200 m, apresentando relevo peneplano (mamelonar), e alguns pontos do planalto da Borborema ultrapassam os 1.000 m
de altitude. Na margem oeste da mesorregião Agreste, há a Depressão Sertaneja, uma depressão relativa com altitude média de
400 m que se estende até a margem oriental da Chapada do Araripe.
Faz divisa com Paraíba e Ceará ao norte, Alagoas e Bahia ao sul, Piauí ao oeste e o oceano Atlântico ao leste. Tem 187 km de
costa, excluindo a costa do arquipélago de Fernando de Noronha.
Mais da metade do estado é localizado no Sertão, exclusivamente no oeste e região central do estado. É um lugar onde há
escassez de chuvas, e o clima é semi-desértico (semi-árido), devido à retenção de parte das precipitações pluviais no Planalto da
Borborema e correntes de ar seco provenientes do sul da África. Está no domínio da caatinga, com período chuvoso restrito a
cerca de quatro meses do ano, sendo que em anos periódicos as chuvas podem ficar abaixo da média ou até mesmo acima da
média. As médias de precipitações pluviométricas variam entre 600 mm e 800 mm sendo que em trechos da região, podem ser
menor que 500 mm, mas também podem se aproximar de 1.000 mm, como em áreas do alto pajeú e chapada do arapipe. No
Agreste as precipitações são entre 600 mm e 900 mm, principalmente em áreas consideradas como Brejos de Altitude . A Zona da
Mata do estado tem precipitações médias entre 1.500 e 2.000 mm anuais.
68
Geologia e relevo[editar | editar código-fonte]
Relevo acidentado em Gravatá, agreste,
comum em boa parte do interior
pernambucano. Alguns pontos do estado
ultrapassam os 1.200m.
69
Imagem de satélite do relevo de Pernambuco.
O relevo é moderado: 76% do território estão abaixo dos 600 m. É formado
basicamente por três unidades geoambientais: Baixada litorânea, Planalto da
Borborema e Depressão Sertaneja.
O litoral é uma grande planície sedimentar, quase que em sua totalidade ao nível do
mar, tendo alguns pontos abaixo do nível do mar. Nessas planícies estão as
principais cidades do estado, como Recife e Jaboatão dos Guararapes.
A altitude aumenta conforme aumenta a distância da costa.
A Zona da Mata é marcada por formações onduladas ou melonizadas, características
denominadas pelo geógrafo francês Pierre Deffontaines e consagrada pelo geógrafo
brasileiro Aziz Ab'Saber, como domínio de "Mares-de-Morros", expressão para
designar o relevo das colinas.
O Planalto da Borborema, principal formação geológica na faixa de transição da Zona
da Mata para o Agreste, é conhecido popularmente como Serra das Russas, e tem
altitude média de 600 m. Há picos com mais de 1.000 m de altitude, como é o
caso do Pico da Boa Vista, com 1.196 metros.
No município de Triunfo, situado no Sertão, localiza-se o Pico do Papagaio,
com 1.260 metros, ponto culminante do Estado de Pernambuco.
Baixada Litorânea
Distinguem-se, de leste para oeste: praias protegidas pelos recifes; uma faixa
de tabuleiros areníticos, com 40 a 60 m de altura; e a faixa de terrenos
cristalinos talhados em colinas, que se alteiam suavemente para oeste até
alcançarem 200 m no sopé da escarpa da Borborema. Tanto a faixa de
tabuleiros como a de colinas são cortadas transversalmente por vales largos
onde se abrigam amplas várzeas, chamadas planícies aluviais.
Fortes contrastes observam-se entre os solos pobres dos tabuleiros e os solos mais ricos das colinas e várzeas. Nos dois últimos
repousa a aptidão do litoral pernambucano para o cultivo da cana-de-açúcar, base de sua economia agrícola.
Planalto da Borborema
Ver artigo principal: Planalto da Borborema
Seu rebordo oriental, escarpado, domina a baixada litorânea com um desnível de 300 m, o que lhe confere ao topo uma
altitude de 500 m. Para o interior, o planalto ainda se alteia mais e alcança média de 800 m em seu centro, donde passa a baixar
até atingir 600 m junto ao rebordo ocidental. Diferem consideravelmente as topografias da porção oriental e da porção ocidental. A
leste, erguem-se sobre a superfície do planalto cristas de leste para oeste, separadas por vales, que configuram parcos relevos de
300 m. Aproximadamente no centro-sul do planalto eleva-se o maciço dômico de Garanhuns, que supera a altitude de 1.000 m.
Depressão sertaneja
No Sertão as cotas altimétricas decrescem em direção ao Rio São Francisco, formando, em relação ao Planalto da Borborema,
uma área de depressão relativa. As formações geomorfológicas predominantes são os inselbergues, serras e chapadas, estas
últimas aparecendo em áreas sedimentares. A Chapada do Araripe tem altitude média de 800 m.
70
Clima[editar | editar código-fonte]
No Estado de Pernambuco existem três tipos de clima: o tropical, o semiárido, e o mediterrânico. Suas classificações são as
seguintes: As, Bshw, Cs'a, Cw'a e BShs.
O clima Tropical úmido é encontrado no litoral do estado e em parte da Zona da Mata. Este clima é caracterizado pelas altas
temperaturas e baixas amplitudes térmicas, com temperatura média anual em torno de 24 °C. As precipitações médias anuais
variam de 1.500 mm a 2.500 mm. Entre os meses de março e julho, um fenômeno chamado Onda de Leste leva pesados
aguaceiros para o litoral e zona da mata, causando muitos transtornos. As temperaturas variam entre 20 °C e 35 °C no verão, e
entre 15 °C e 27 °C no inverno.
O clima Semiárido está presente no interior do estado, no sertão e parte do agreste. Este clima é caracterizado por ter baixos
índices pluviométricos e com altas temperaturas em boa parte do ano, com temperatura média anual entre 24 °C e 26 °C. A maior
quantidade de chuva cai no verão, ao contrário do clima tropical. No verão a temperatura varia entre 17 °C e 42 °C, e no inverno
entre 12 °C e 34 °C.
O coqueiro é muito comum nas cidades
litorâneas de Pernambuco. Na foto,
coqueiros no Recife.
O clima Mediterrânico está presente em poucos municípios do estado. Este clima é caracterizado por altas temperaturas no verão
e por baixas no inverno. O período chuvoso está concentrado no inverno. A temperatura média anual varia entre 20 °C e 22 °C.
No verão a temperatura varia entre 15 °C e 34 °C, e no inverno entre 8 °C e 25 °C.
As condições meteorológicas no estado também podem ser influenciadas por frentes frias que algumas vezes chegam ao
Nordeste, e provocar chuva forte, raios e ventania.
71
Vegetação[editar | editar código-fonte]
Ver página anexa: Rios de Pernambuco
A cobertura vegetal do estado é composta por vegetação Litorânea, floresta Tropical, Caatinga e Cerrado. A vegetação
Litorânea predomina em áreas muito próximas ao oceanos, por isso apresenta, matas, manguezais e cerrados, que recebem a
denominação de (tabuleiro). Apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente
natural, formado por gramíneas e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e
mangabeiras.
A floresta Tropical originalmente conhecida como floresta Atlântica, é encontrada apenas na faixa leste do estado, cujo espécies
se misturam com a caatinga na denominada Áreas de Tensão ecológica (Contatos entre tipos de vegetação), na faixa de transição
entre a zona da mata e agreste. Na floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a
(peroba) e a (sucupira).
A caatinga, vegetação típica do Sertão, o Agreste apresenta uma vegetação de
transição e suas características se misturam com a da Mata Atlântica, na parte mais
oriental e com a da Caatinga, na parte mais ocidental. A caatinga pode ser do tipo
arbóreo, com espécies como a (baraúna), ou arbustivo representado, entre outras
espécies pelo (xique-xique) e o (mandacaru).
O cerrado caracterizam-se por uma vegetação formada por árvores tortuosas,
esparsas, intercaladas por um manto inferior de gramíneas. Em Pernambuco, os
cerrados surgiram sobre as áreas arenosas dos Tabuleiros do Município de Goiana
(hoje praticamente substituído pela cana-de-açúcar) e na Chapada do Araripe. As
espécies mais encontradas nos cerrados são o cajueiro, o cajueiro brabo, o murici-do-
tabuleiro, o pequizeiro, a mangabeira, entre outras.
É característica do litoral norte suas formações geográficas mais variadas - ilhas
fluviais como Itamaracá, diversos rios e suas desembocaduras, bancos de areia, entre outros. A fauna é variada, destacando-se
as aves migratórias que periodicamente chegam à ilha Coroa do Avião e Fernando de Noronha. Ambas as ilhas têm estações de
pesquisa ambiental.
Hidrografia[editar | editar código-fonte]
As grandes bacias hidrográficas de Pernambuco possuem duas vertentes: Faz parte da bacia do Atlântico Nordeste Oriental e da
Bacia do rio São Francisco. Os rios que escoam para o rio São Francisco formam os chamados rios interiores, cujo todos os rios
nascem em municípios limítrofes na divisa de estados da Região nordeste, os rios que escoam para o Oceano Atlântico,
constituem os chamados rios litorâneos, fazem parte da bacia hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental, cujo quase todos
nascem no planalto da borborema.
73
Os três maiores reservatórios de água de Pernambuco são: Reservatório Eng. Francisco Sabóia em Ibimirim no sertão, na bacia
hidrográfica do rio Moxotó, o Reservatório de Jucazinho, localizado na mesorregião Agreste, próximo ao município de Surubim,
na bacia do rio capibaribe, e a represa de Itaparica, inserida sobre o rio São Francisco, mediante o represamento das águas do
Rio São Francisco, com vistas ao aproveitamento hidroelétrico do rio através da Usina Hidrelétrica de Itaparica, sendo uma das
maiores usinas hidrelétricas do Brasil, além desses, existe um conjunto de reservatórios distribuídos por todo o estado.
Na Região Metropolitana do Recife há poucos lagos e reservatórios, destaque para os reservatórios de Tapacurá e Pirapama. Na
periferia do município do Recife encontram-se dois belos cartões postais do município, a Lagoa do Araçá de Apipucos e a da
Prata, sendo o último pertencente ao Parque Dois Irmãos. Os manguezais são abundantes em todo o litoral, porém foram
praticamente extintos na RMR devido à urbanização (com a exceção do maior mangue urbano do Brasil, cercado por bairros da
zona sul do município do Recife, como Boa Viagem). Porém, nos anos 90, houve um programa de re-implantação do mangue nas
margens do Rio Capibaribe, desenvolvido pela prefeitura do Recife, trazendo de volta a vegetação ao rio por todo o município.
Rio São Francisco, Capibaribe, Ipojuca, Una, Pajeú e Jaboatão são os rios principais. O São Francisco é de importância vital
para o interior do estado, principalmente para distribuição de umidade através de irrigação. Veja lista de rios de Pernambuco
Reserva Biológica de Saltinho, em
Tamandaré.
Ecologia[editar | editar código-fonte]
Em Pernambuco, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade administra 11 unidades de conservação: dois
parques nacionais, uma estação ecológica, uma floresta nacional, três áreas de proteção ambiental, uma reserva extrativista e
três reservas biológicas.
74
A lei estadual 13.787/09, de 8 de junho de 2009, instituiu o Sistema Estadual de Unidades de
Conservação (SEUC), sob o qual o estado mantém 66 Unidades de Conservação Estaduais, das quais 25 são de Proteção
Integral e 41 de Uso Sustentável.
Vinte e uma das unidades estaduais pertencem às categorias descritas pelo SEUC;
trinta e três aguardam a recategorização e implantação; e treze foram criadas para
proteger os estuários pernambucanos.
As unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro em Pernambuco
são o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (em Fernando de Noronha),
o Parque Nacional do Catimbau (em Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga), a Área
de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha (em Fernando de Noronha), a Área de
Proteção Ambiental Costa dos Corais (em Barreiros, Rio Formoso, São José da Coroa
Grande e Tamandaré), a Área de Proteção Ambiental Chapada do Araripe (em
Araripina, Bodocó, Cedro, Exu, Ipubi, Serrita, Moreilândia e Trindade), a Reserva
Extrativista Acaú-Goiana (em Goiana), a Floresta Nacional de Negreiros (em Serrita), a
Estação Ecológica de Tapacurá (em São Lourenço da Mata), a Reserva Biológica da
Serra Negra (em Floresta, Inajá e Tacaratu), a Reserva Biológica de Pedra Talhada
(em Lagoa do ouro) e a Reserva Biológica de Saltinho (em Rio Formoso e Tamandaré).
Demografia[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Demografia de Pernambuco
Crescimento populacional
Censo Pop. %±
1872 841 539
1890 1 030 224 22,4%
1900 1 178 150 14,4%
1920 2 154 835 82,9%
1940 2 688 240 24,8%
1950 3 395 185 26,3%
1960 4 138 289 21,9%
1970 5 253 901 27,0%
1980 6 173 753 17,5%
1991 7 127 855 15,5%
2000 7 911 397 11,0%
2010 8 796 032 11,2%
Fonte: IBGE
75
Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, em 2010, a população do estado de Pernambuco é de 8 796 032
habitantes, sendo o sétimo estado mais populoso do Brasil , representando 4,7% da população brasileira.
76
Segundo o censo de
2010, 4 230 681 habitantes eram homens e 4 565 767 habitantes eram mulheres.
76
Ainda segundo o mesmo censo, 7 052 210
habitantes viviam na zona urbana e 1 744 238 na zona rural.
76
Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento
populacional de 11,2%. Em relação ao censo de 2000, a população do estado naquele ano era de 7 911 397 habitantes, onde
6 058 249 habitantes viviam na zona urbana e 1 860 095 na zona rural. Em relação ao ano de 1991, a população foi contada em 7
127 855 habitantes.
76
O maior aglomerado urbano de Pernambuco é a Região Metropolitana do Recife, que além da capital possui mais 13 municípios.
Cor/Raça Porcentagem
82
Brancos 36,6
Negros 5,4
Pardos 57,6
Amarelos e Indígenas 0,3
Com 3.688.428 habitantes no ano de 2010, é a 5ª mais populosa região metropolitana do Brasil e a mais populosa do Norte-
Nordeste.
77
A densidade demográfica no estado é de 89,47 hab./km², a sexta maior do Brasil. Esse indicador, entretanto, apresenta contrastes
pronunciados de acordo com a região analisada, variando de 1 342,86 hab./km² na Região Metropolitana de Recife, até o valor
mínimo de 23,2 hab./km² na Região do São Francisco Pernambucano.
78
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do
estado, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), era de 0,673 em 2010.
7
Segundo dados do PNUD 2010, o município com o maior IDH é Fernando de Noronha (na verdade um distrito estadual), com um
valor de 0,788; enquanto Manari, situado no extremo Sertão do Moxotó, tem o menor valor (0,487). Recife, a capital, possui um
IDH de 0,772.
79
Pernambuco detém o maior percentual de municípios com rede de esgoto do Norte-Nordeste e a maior
percentagem de população servida por esgotamento sanitário desta área geográfica segundo o IBGE; o quinto maior número de
médicos contratados por mil habitantes do Brasil (11º em número de médicos registrados por mil habitantes) segundo o CFM;
80
além de apresentar a segunda melhor qualidade de vida do Norte-Nordeste segundo a FIRJAN.
ver • editar
Cidades mais populosas de Pernambuco
(estimativa 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
81
Recife
Jaboatão dos Guararapes
Posição Localidade Pop. Posição Localidade Pop.
Olinda
Caruaru
1 Recife 1 599 513 11 Igarassu 109 322
2 Jaboatão
dos
Guararapes
675 599 12 São
Lourenço
da Mata
108 301
3 Olinda 388 127 13 Abreu e
Lima
97 786
4 Caruaru 337 416 14 Santa Cruz
do
Capibaribe
96 908
5 Petrolina 319 893 15 Ipojuca 87 926
6 Paulista 316 714 16 Serra
Talhada
83 051
7 Cabo de
Santo
Agostinho
196 152 17 Araripina 80 577
8 Camaragibe 151 587 18 Gravatá 80 450
9 Garanhuns 135 138 19 Carpina 79 308
10 Vitória de
Santo
Antão
133 907 20 Goiana 77 945
Etnias[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Imigração em Pernambuco
Segundo dados publicados pelo IBGE, relativos ao ano de 2009, a população de
Pernambuco está composta por: Pardos (57,6%); Brancos (36,6%); Pretos
(5,4%); e Amarelos e Indígenas (0,3%).
82
De acordo com um estudo genético de 2013, a composição genética da
população de Pernambuco é 56,8% europeia, 27,9% africana e 15,3%
ameríndia.
83
Índios
Há os seguintes grupos indígenas: Fulniô, Xukuru e Kapinawá, que se encontram respectivamente nos municípios de Águas
Belas, Pesqueira e Buíque, no agreste do estado; e os Kambiwá, Pankararu, Atikum e Truká, que se encontram respectivamente
nos municípios de Ibimirim, Tacaratu, Floresta e Cabrobó, no sertão do estado.
84
55,2% dos pernambucanos declaram-se
pardos, seguidos por brancos (37,9%). Na
foto a cidade de Gravatá, que tem uma das
maiores porcentagens de indivíduos de cor
branca no estado.
88
Porto de Galinhas foi, até a segunda
metade do século XIX, porta de entrada de
grande número de escravos, vindos em
sua maioria de Angola.
A presença autóctone no estado data de mais 10 mil anos. Pinturas rupestres são encontradas em várias áreas do sertão e
agreste do estado, sendo as mais conhecidas as do Vale do Catimbau no município de Buíque, agreste pernambucano.
Segundo dados da (FUNAI), Pernambuco possui cerca de 40 mil índios.
85
Portugueses
Duarte Coelho trouxe consigo, para sua capitania, em 1535, o cunhado Jerônimo de Albuquerque, alguns nobres, como Vasco
Fernandes de Lucena, e personagens de origens não muito claras, como Brites Mendes de Vasconcelos, a velha, um bebê. Logo
em seguida vieram membros de famílias de Viana do Castelo, chegados ao Brasil em sucessivas levas, e que foram o núcleo da
nobreza da terra pernambucana, todos aparentados entre si, Rego Barros, Regos Barretos, Velhos Barretos, Salgados de Castro,
Marinhos Falcões, Barros Pimentéis, Pais Barretos, Carneiros [da Cunha], Bezerras, Albuquerques, Melos. São comerciantes com
foros de nobreza e ascendências conhecidas até o século XIV. Interesses comerciais levaram a Pernambuco, também, Filippo
Cavalcanti, patriarca da família Cavalcanti, a qual se entrelaçou com as famílias luso-brasileiras, tendo vários ramos, como a
família Suassuna.
86

87
Além do legado genético, arquitetônico, musical e dialectual, Portugal se faz presente,
em Pernambuco, com o Clube Português do Recife, o Real Hospital Português de
Beneficência, o Gabinete Português de Leitura e o Consulado de Portugal. O
surgimento do tradicional hóquei sobre patins em Pernambuco, na década de 1950,
por exemplo, é conseqüência da imigração portuguesa.
89
No sertão do estado, um grupo de 38 famílias portuguesas que vieram do Entre-douro-
e-minho em Portugal se estabeleceram nas proximidades da Fazenda Panela D'água
de Manoel Lopes Diniz,
90

91
e de lá se espalharam principalmente pelas microrregiões
de Itaparica, Salgueiro e Vale do Pajeú. Entre essas famílias estão: Aguiar, Alencar,
Alves, Araújo, Barros, Brito, Brandão, Campos, Carvalho, Coelho, Cruz, Fernandes,
Ferraz, Ferreira, Fonseca, Gomes de Sá, Gonçalves, Lima, Lira, Lustosa, Lopes Diniz,
Machado, Magalhães, Matos, Melo, Medeiros, Mendonça, Menezes, Miranda, Neves,
Nogueira, Novaes, Oliveira, Sá, Sampaio, Silva, Silveira, Soares, Torres e Uchôa.
Essas famílias se juntaram à outras que cá vieram para trabalhar na abertura de estradas, construções de açudes e na
agricultura: Albuquerque, Belfort, Cantarelli, Caribé, Cavalcanti, Candeia, Freire, Leal, Luz, Marques, Moura, Ramalho, Roriz e
Trapiá. Juntas, essas famílias correspondem a quase a totalidade dos habitantes da região.
92
Africanos
A Capitania de Pernambuco contou com a presença do negro desde o final do século
XVI. Naquele período, os portugueses introduziram a cultura da cana-de-açúcar na
região, utilizando-se da mão-de-obra escrava de origem indígena e africana. Os
engenhos multiplicaram-se rapidamente e a produção de açúcar tornou-se a principal
atividade econômica da colônia. O número de cativos de origem africana também
cresceu bastante naquela Capitania. Em 1584, 15 mil escravos labutavam em pelo
menos 50 engenhos. Este número subiu para 20 mil escravos em 1600. Já na metade
do século XVII a população escrava somava entre 33 e 50 mil pessoas.
93
Espanhóis e italianos
Nos primórdios da colonização, junto aos portugueses, os espanhóis também se
fizeram presentes.
94
No final de 2012, 685 espanhóis tinham registro no Consulado
Honorário da Espanha no Recife como radicados na capital pernambucana.
95
Em Pernambuco também há um número significativo de descendentes de italianos: cerca de 200 mil.
96
Deutscher Klub Pernambuco, no Recife.
Alemães
Os primeiros registros de alemães datam do século XVII, com a chegada da corte
holandesa no Estado, que trouxe alguns alemães. As duas guerras mundiais também
impulsionaram a colônia alemã no Recife, que chegou a contar com mais de 1,2 mil
imigrantes.
97
Esta presença alemã pode ser observada no Deutscher Klub Pernambuco, fundado em
1920, e que antes era restrito apenas à colônia alemã e seus descendentes. Durante a
Segunda Guerra Mundial, o Deutscher Klub Pernambuco, que tinha ligação com o
Partido Nazista,
98

99

100

101
foi considerado propriedade alemã e sofreu uma
desapropriação pelo Governo Federal, sendo reavido à colônia alemã pernambucana
com o fim do conflito. A partir de 1960, o clube passou a organizar a sua Oktoberfest, a
tradicional festa da cerveja do Sul da Alemanha.
102
Outra Oktoberfest menor é realizada em Olinda, conhecida como Oktoberfest
in der Altstadt von Olinda.
Outras instituições que marcam a história alemã no Recife são o Instituto de Cultura Germânica, que era a escola para os filhos
de imigrantes alemães e ingleses, e o Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA), centro que difunde a língua e cultura alemãs na
cidade, sendo reconhecido pelo Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Recife e pelo Instituto Goethe.
A presença alemã no Recife é também responsável pelo fato de o único Consulado-Geral alemão, que tem jurisdição sobre todo o
Norte/Nordeste do país, estar na capital pernambucana.
103
Holandeses
Os holandeses, apesar de terem quase majoritariamente partido do Estado, deixaram algumas famílias na capital. Gilberto
Freyre, uma das maiores figuras públicas da história do Estado, certa vez escreveu: "Sou, aliás, descendente de espanhóis, tendo
também sangue nórdico, holandês, português e, na quarta geração de antepassados, sangue ameríndio, e nenhum africano,
admitindo ainda possível raiz árabe e judia."
104
Na época da invasão holandesa – embora a miscigenação não tenha sido oficialmente estimulada – há relatos de muitas uniões
interraciais. A ausência de mulheres holandesas estimulou a união e mesmo o casamento de oficiais e colonos holandeses com
filhas de abastados senhores de engenho luso-brasileiros
105
e, mais informalmente, destes com índias, negras, caboclas e
mulatas locais. Esses colonizadores eram divididos em dois grupos: os Dienaaren ("servidores", sobretudo soldados à serviço da
Coroa Holandesa) e os Vrijburghers ("homens livres", os colonos que vieram exercer a função de comerciantes).
Há evidência de que essas uniões deixaram traços genéticos que podem ser vistos na atualidade.
106
Em recente levantamento
genômico da população brasileira, observou-se entre os nordestinos um excesso de um haplogrupo comum na Europa
(haplogrupo 2) que pode ser derivado das uniões entre holandeses e os luso-brasileiros.
107
No interior de Pernambuco,
especialmente no Sertão do Araripe e em comunidades do Agreste, há algumas pessoas loiras de olhos claros que, segundo a
tradição, seriam descendentes de holandeses que se esconderam durante a Insurreição Pernambucana.
108

109

110

111
Ingleses
Na Rua do Bom Jesus funcionava o Town
British Club, em cima do London Bank,
fundado pelos ingleses. Em 1928 existiam
no Recife cinco clubes de origem inglesa.
112
Pernambuco abriga a segunda maior
comunidade palestina do Brasil. O
Mercado de São José (foto), mais antigo
mercado público e edifício pré-fabricado em ferro
no país, era ponto de encontro da colônia
palestina no início do século XX.
66
No começo do século XIX, quando o príncipe regente D. João abriu os portos do país,
os ingleses começaram a chegar ao Brasil - em especial, para Recife, São Paulo, Rio
de Janeiro e Salvador. Naquela época, a cidade do Recife possuía aproximadamente
200.000 habitantes, e a colônia inglesa já se apresentava de forma bastante
expressiva, com a presença das seguintes firmas, bancos e empresas concessionárias
de serviços públicos: a Western Telegraph Company (que possibilitava o contato com o
mundo, através do cabo submarino), Pernambuco Tramways and Power Company
(que interligava o Recife, com os seus trens, às demais cidades de Pernambuco e do
Nordeste), Huascar Purcell, Pernambuco Paper Mills, Western of Brazil Railway
Company, Price Waterhouse, Machine Cotton, John A. Thom (negociante de algodão,
borracha, açúcar, mamona, cera), Cory & Brothers, Bank of London & South America,
London & River Plate Bank, Royal Bank of Canada, Boxwell & Cia. (o maior
estabelecimento de enfardamento de algodão), Williams & Cia. (exportadores de
açúcar e algodão), Conolly & Cia. (casa de câmbio), Ayres & Son (representante de
várias firmas e fabricantes), e White Martins.
113
Já que a colônia inglesa não se fez massivamente presente no resto do Brasil, Recife é uma das poucas cidades brasileiras que
tem um cemitério próprio para os imigrantes ingleses e seus descendentes, o Cemitério dos Ingleses. O cemitério encontra-se
fechado a maior parte do tempo. Apresenta um portão de ferro datado de 1852 - obra dos ingleses da Fundição d'Aurora - e
possui um administrador particular, não remunerado, que é eleito por ingleses e seus descendentes.
Também fazem parte das paisagens recifenses mais antigas os bondes que circulavam pela cidade. Ainda hoje, é possível ver os
trilhos em ruas no bairro do Recife Antigo, bairro que ainda preserva um pouco da história da cidade com ruas de pedra e trilhos
de bonde, além de prédios antigos onde hoje funcionam cervejarias, bares e cafés. O último bonde inglês a circular no Recife
fazia o trajeto Boa Vista - Madalena, e funcionou até março de 1954. O bonde permanece exposto na Fundação Joaquim
Nabuco.
114
Árabes e judeus
O imperador Dom Pedro II, que falava árabe,
115
visitou o Líbano e a Síria em 1876.
Em Damasco, capital síria, o imperador escreveu um poema, que enviou ao Visconde
de Taunay, onde lia-se: "Damasco dos milênios, berço da civilização, e quem a
construiu ajudará a construir o Brasil".
115
O fluxo migratório árabe para o Brasil foi
estimulado e intensificado no fim do século XIX. No Recife, uma das marcas dos
imigrantes é o Clube Líbano Brasileiro, erguido pela colônia libanesa, no bairro do
Pina. O primeiro contato árabe com o Estado, entretanto, se fez com missionários
católicos sírios que chegaram a Pernambuco nas caravanas portuguesas.
116
O estado
de Pernambuco abriga ainda a segunda maior comunidade palestina do Brasil,
concentrada na cidade do Recife, que começou a receber os primeiros imigrantes em
1903. Hoje a comunidade tem cerca de 5 mil pessoas.
66
O judaísmo em Pernambuco está presente desde o século XVI, quando os judeus
convertidos ao cristianismo eram considerados cristãos-novos, sendo muitos deles
senhores de engenho.
117
Porém, existia a suspeita de prática escondida da religião judaica. Obtiveram liberdade de professar a
religião nos tempos de Maurício de Nassau, que logo foi combatida quando os portugueses voltaram ao domínio da economia
açucareira. Com isso muitos imigraram para as Antilhas Holandesas ou para Nova Amsterdã, que viria a ser o bairro de
Manhattan futuramente. No inicio do século XX, o estado recebeu judeus de origem russa, ucraniana e romena. A imigração
eslava levou ao Recife famílias como a de Clarice Lispector, Leôncio Basbaum, Noel Nutels, entre outras.
118
No Recife há hoje
uma comunidade de 1,6 mil judeus.
119
Orientais
O estado tem a terceira maior comunidade nipônica do país, concentrada no Recife, em Bonito e em Petrolina. Alguns vieram do
Japão ainda em 1908, outros de São Paulo e do Pará, por falta de espaço no mercado de trabalho, após a segunda Guerra
Mundial. Hoje há aproximadamente 25.000 famílias nipônicas no estado.
120
Os chineses estão presentes desde meados de 1920: uma pequena leva vinda da Guiana inglesa. A partir de 1970 migraram
chinenes de Taiwan. Havia cerca de 200 pessoas no fim dos anos 1980. Só na década de 1990 a comunidade começou a ganhar
o tamanho que apresenta hoje, com a vinda de chineses da fronteira do Brasil com o Paraguai. Hoje a comunidade chinesa conta
com pouco mais de 2 mil pessoas.
121
Outras etnias
Houve, em menor escala, imigração de outros povos. Famílias de outros países germânicos além de Inglaterra e Alemanha
marcaram presença em Pernambuco. Um exemplo é a influente família Lundgren, de origem sueca e dinamarquesa, que fundou
a rede varejista Casas Pernambucanas e, entre outros feitos, construiu a Igreja de Santa Isabel, principal cartão-postal da cidade
de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
123

124
Em pequeno número, encontram-se ainda descendentes russos, tendo o
primeiro grupo da Rússia chegado ainda no século XIX, no porto do Recife nos navios Nadejda e Neva. Uma lenda
pernambucana, aliás, diz que os passos de frevo teriam sido incorporados à música por influência dos passos da dança folclórica
russa quando estes foram convidados pelos recifenses para uma festa. Em escala ainda pequena, existem os descendentes de
franceses: as famílias Callou e Belfort, que se estabaleceram na região de Salgueiro, Serrita, Terra Nova e Serra Talhada; e a
tradicional família Burle Dubeux, que se estabeleceu na capital do estado.
125
Religião[editar | editar código-fonte]
A religião verificável no estado varia entre católicos e evangélicos ao lado de minorias como espíritas, judeus, umbandistas,
testemunhas de Jeová e santos dos últimos dias. A maior religião do estado é a católica de acordo com dados do Censo
Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 8.796.032 habitantes que residiam
no estado naquele ano, 66,3% declararam-se católicos (5,8 milhões), 20,3% declararam-se evangélicos (1,7 milhão), e 1,4%
declararam-se espíritas (123 mil).
127
Igreja Católica Romana
Os colégios tradicionais pernambucanos em sua maioria são católicos, como o Colégio Damas da Instrução Cristã, o Colégio
Marista São Luís e o Colégio Nóbrega pertencente a congregação dos Jesuítas.
129

130
Os templos maiores, mais antigos, mais conhecidos, em maior quantidade e mais visitados pelos turistas são da Igreja Católica,
como a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio, a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, o Convento e Igreja
de Santo Antônio, a Basílica da Penha, a Basílica do Carmo e a Igreja Madre de Deus, o que se trata de um sinal de que o
catolicismo romano é a religião mais professada entre os pernambucanos.
131

132
A Igreja Católica em Pernambuco divide-se administrativamente em uma arquidiocese: a arquidiocese de Olinda e Recife,
comandada atualmente pelo arcebispo Dom Antônio Fernando Saburido; e nove dioceses: Afogados da Ingazeira, Caruaru,
Floresta, Garanhuns, Nazaré, Palmares, Pesqueira, Petrolina e Salgueiro.
133

134
Evangélicos
Pernambuco é a unidade federativa da Região Nordeste com a maior concentração de evangélicos, tanto em números absolutos
quanto em termos proporcionais. 20,3% da população do estado, o que corresponde a mais de 1,7 milhão de pernambucanos, se
declara protestante de acordo com o Censo 2010 do IBGE, percentual muito superior aos percentuais encontrados nos demais
estados nordestinos.
Pernambuco possui as mais diversas denominações protestantes, como a Assembleia de Deus, igreja protestante com maior
quantidade de fiéis e templos no estado.
135
Outras denominações pentecostais e neopentecostais presentes em Pernambuco
são, dentre muitas: Congregação Cristã no Brasil , Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja
Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Episcopal
Carismática, Vitória em Cristo e Igreja do Nazareno.
Entre as denominações evangélicas tradicionais, possuem templos no estado as igrejas de orientação batista, a Igreja Adventista
do Sétimo Dia, a Igreja Presbiteriana, a Luterana, a Anglicana, a Metodista e a Congregacional.
Outras religiões
Entre os cristãos não católicos e não protestantes, destacam-se os Espíritas, os Santos dos Últimos Dias e as Testemunhas de
Jeová.
O templo afro-brasileiro mais conhecido é o Terreiro do Pai Adão, no Recife.
136
Os judeus também estão presentes. Algumas das personalidades judias que moraram na capital pernambucana foram a escritora
Clarice Lispector, o filósofo Luiz Felipe Pondé, o engenheiro Mário Schenberg, o paisagista Roberto Burle Marx, entre outros.
137
Os budistas, hinduístas e muçulmanos não possuem revelância na população do estado.
Política[editar | editar código-fonte]
Quadro político[editar | editar código-fonte]
Protesto de moradores do Recife.
Ver página anexa: Eleições estaduais de 2010
Veja também: Lista de governadores de Pernambuco
O estado de Pernambuco é governado por três poderes: o executivo, representado pelo governador; o legislativo,
representado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco; e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco.
Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.
138
A atual constituição do estado de Pernambuco foi promulgada em 5 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de
posteriores emendas constitucionais.
139
O poder executivo pernambucano está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e
secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleito para mais um mandato. Sua sede é o
Palácio do Campo das Princesas, construído em 1841 pelo engenheiro Morais Âncora, a mando do governador Francisco do
Rego Barros. Várias pessoas já passaram pelo governo do estado, sendo o mais recente deles Eduardo Henrique Accioly
Campos, natural de Recife
140

141
, eleito no primeiro turno das eleições de 2006,
142
e reeleito nas eleições de 2010.
143
Além do
governador, há ainda no estado a função de vice-governador, atualmente exercida por João Soares Lyra Neto.
144
O Poder Legislativo pernambucano é unicameral, constituído pela Assembleia
Legislativa de Pernambuco, localizado no bairro de Boa Vista, na cidade do Recife. Ela
é constituída por 49 deputados, que são eleitos a cada quatro anos. No Congresso
Nacional, a representação pernambucana é de três senadores e 25 deputados
federais.
139
O Poder Judiciário é exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de
julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em
determinado país. Atualmente a presidência é exercida pelo desembargador José
Fernandes de Lemos, além de Jovaldo Nunes Gomes como vice e Bartolomeu Bueno
de Freitas Morais como corregedor-geral.
145
Representações deste poder estão
espalhadas por todo o estado por meio de Comarcas, termo jurídico que designa uma
divisão territorial específica, que indica os limites territoriais da competência de um determinado juiz ou Juízo de primeira
instância.
146
Pernambuco tem forte tradição política: muitos políticos destacados nasceram no estado. Nomes como Luiz Inácio Lula da Silva,
Marco Maciel, Jarbas Vasconcelos, Cristovam Buarque, Eduardo Campos, Sérgio Guerra, Fernando Lyra, Roberto Freire, Luciano
Bivar, Armando Monteiro Neto, Fernando Bezerra Coelho, Nilo Coelho, Gustavo Krause, Randolfe Rodrigues, Raul Jungmann,
entre muitos outros, alcançaram grande projeção. Em 2012, três dos nove ministros do Tribunal de Contas da União eram
pernambucanos: Ana Arraes, José Múcio Monteiro e José Jorge de Vasconcelos. Os parlamentares pernambucanos exercem
grande influência no Congresso Nacional: em 2012 por exemplo, Pernambuco foi a segunda unidade da federação com maior
número de congressistas influentes, superada apenas por São Paulo.
147
Divisão territorial e político-administrativa[editar | editar código-fonte]
Pernambuco está separado em subdivisões geográficas denominadas mesorregiões e microrregiões, e em subdivisões
administrativas denominadas municípios.
As mesorregiões compreendem as grandes regiões do estado, que congregam diversos municípios de uma área geográfica. Esse
sistema de divisão tem aplicações importantes na elaboração de políticas públicas e no subsídio ao sistema de decisões quanto à
localização de atividades socioeconômicas. Foram criadas pelo IBGE e são utilizada para fins estatísticos, e não constituem,
portanto, entidades políticas ou administrativas. Oficialmente, as cinco mesorregiões do estado são: Agreste Pernambucano,
Metropolitana do Recife, São Francisco Pernambucano, Sertão Pernambucano e Zona da Mata Pernambucana. Essas
mesorregiões estão, por sua vez, subdivididas em microrregiões, que são, de acordo com a Constituição brasileira de 1988,
agrupamentos de municípios limítrofes, cuja finalidade é integrar a organização, o planejamento e a execução de funções
públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual. Pernambuco é dividido em dezenove microrregiões: Alto
Capibaribe, Araripina, Brejo Pernambucano, Garanhuns, Fernando de Noronha, Itamaracá, Itaparica, Mata Meridional, Mata
Setentrional, Médio Capibaribe, Petrolina, Recife, Salgueiro, Sertão do Moxotó, Suape, Vale do Ipanema, Vale do Ipojuca, Vale do
Pajeú e Vitória de Santo Antão .
148
Por último, existem os municípios (as menores unidades autônomas da federação), que são
circunscrições territoriais que possuem relativa autonomia e concentram um poder político local. O sistema local também funciona
com três poderes, sendo o executivo a Prefeitura, o legislativo a Câmara de Vereadores e o judiciário o Fórum Municipal. Ao total,
existem 185 municípios pernambucanos, o que torna Pernambuco a décima primeira unidade da federação com o maior número
Exportações de Pernambuco - (2012)
153
de municípios. Alguns destes municípios formam uma conurbação. Oficialmente existem em Pernambuco uma região
metropolitana, a do Recife, e uma região integrada de desenvolvimento econômico, o Polo Petrolina e Juazeiro.
Símbolos estaduais[editar | editar código-fonte]
Os símbolos oficiais do estado de Pernambuco são a Bandeira, o Brasão e o Hino.
149
Bandeira Brasão
A bandeira de Pernambuco foi originada na Revolução de 1817, sendo oficializada pelo decreto nº 459/1917, na comemoração do
centenário da mesma revolução, pelo Governador Manuel Antônio Pereira Borba. Em seu primeiro desenho era incorporado
símbolos pertinentes a ideais políticos, onde haviam três estrelas que representavam as capitanias insurgentes: Pernambuco,
Paraíba e Ceará. Já o arco-íris, nas cores lilás e laranja, representava o acordo oferecido aos que quisessem unir seus destinos
ao de Pernambuco. A cruz estava relacionada ao primeiro nome do Brasil - Terra de Santa Cruz.
Ela é formada por duas faixas, uma superior (na cor azul) e uma inferior (na cor branca). A cor azul do retângulo superior simboliza
a grandeza do céu pernambucano; a cor branca representa a paz; o arco-íris (verde, amarelo e vermelho) representa a união de
todos os pernambucanos; a estrela caracteriza o estado no conjunto da Federação, que na bandeira nacional é representado por
Denebakrab; o Sol é a força e a energia de Pernambuco; e, finalmente, a cruz representa a fé na justiça e no entendimento.
150
O governador Alexandre Barbosa Lima oficializou o Brasão do Estado do Pernambuco, através da lei estadual nº 75 em 1895. Em
seu primeiro desenho, o escudo era no estilo redondo português de prata, onde havia uma donzela com uma cana-de-açúcar na
mão direita, olhando sua imagem refletida em um espelho seguro por sua mão esquerda, simbolizando a verdade.
Formam o Brasão do estado de Pernambuco um Leão na parte superior (representando a bravura do povo pernambucano), um
escudo contendo ramos de algodão e de cana-de-açúcar (caracterizando as riquezas), o Sol (representando a luz cintilante do
equador), além das Estrelas, que caracterizam os municípios pernambucanos.
O hino do Estado de Pernambuco foi criado no ano de 1908. e exalta as belezas, as conquistas históricas e o passado de
batalhas do povo pernambucano.
151
Tem (letra) de Oscar Brandão da Rocha e (música) de Nicolino Milano. No total, há quatro
estrofes, cada uma contendo contendo seis versos, e um estribilho (refrão).
152
Economia[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Economia de Pernambuco
Indicadores
PIB R$ 104,394 bilhões
(2011)
PIB per
capita
R$ 11.776,10
(2011)
Composição
do PIB
agropecuária 4,8%
indústria 22,0%
serviços 73,2%
(2009)
Exportações
Açúcar (35,6%), petroquímicos (7,1%), Peixes e Crustáceos (12,3%), Frutas (12,3%), Materiais
Elétricos (11,1%), Outros (22,3%)
(2005)
Importações
petroquímicos (17,5%), combustíveis (14,8%), máquinas e equipamentos (11,4%), cereais (11,0%),
materiais e ligas (7,0%) Outros (38,3%)
(2005)
No início da dominação portuguesa Pernambuco foi basicamente agrícola, tendo destaque na produção nacional de cana-de-
açúcar devido ao clima e ao solo tipo massapê. O estado foi, à época do Brasil colônia, responsável por mais da metade das
exportações brasileiras de açúcar. Sua riqueza foi alvo do interesse de outras nações e, no Século XVII, os holandeses se
estabelecem no estado. A cana-de-açúcar continua sendo o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana, embora o
estado não mais seja o maior produtor do país.
Atualmente a economia de Pernambuco tem como base a agricultura, a indústria e os serviços. O setor de serviços é
predominante, seguido pela indústria (alimentícia, química, metalúrgica, eletroeletrônica, comunicação, minerais não-metálicos,
têxtil e naval).
Após ter ficado estagnada durante a chamada "década perdida" (1985 a 1995), a economia pernambucana vem crescendo
rapidamente desde o final do século XX. No final da década de 2000 a construção civil liderou o crescimento econômico de
Pernambuco, seguida pelo setor industrial e pelo de serviços.
154
O estado assiste a uma importante mudança em seu perfil econômico com os recentes investimentos nos setores petroquímico,
biotecnológico, farmacêutico, de informática, naval e automotivo, que estão dando novo impulso à economia do estado, que vem
crescendo acima da média nacional.
155
Além da importância crescente do setor de informática (o Porto Digital é o maior parque
tecnológico do Brasil), do setor terciário – sobretudo das atividades turísticas –, e do setor industrial em torno do Porto de Suape,
merecem destaque a produção irrigada de frutas ao longo do Rio São Francisco, quase que totalmente voltada para exportação,
concentrada no município de Petrolina, em parte devido ao aeroporto internacional com grande capacidade para aviões
cargueiros do município; e a floricultura, que começa a ganhar espaço, com plantações de rosas, gladiolus, e crisântemos. Outros
polos dinâmicos de desenvolvimento são: o polo gesseiro no Araripe; o mármore, a pecuária leiteira e a indústria têxtil no Agreste;
e a cana-de-açúcar e a biomassa na Zona da Mata. A pauta de exportações de Pernambuco, em 2012, se baseou principalmente
nos produtos Plataforma de Perfuração (30,67%), Açúcar in Natura (25,81%), Uvas (6,28%), Poliacetais (3,37%) e Borracha
Sintética (2,79%)
153
. A capacidade energética instalada é de 5.740 GWh GWh.
156
Evolução do PIB de Pernambuco
3
Ano PIB PIB per capita
2005 R$ 49,903 bilhões R$ 5.931
2006 R$ 55,505 bilhões R$ 6.528
2007 R$ 62,256 bilhões R$ 7.337
2008 R$ 70,441 bilhões R$ 8.065
2009 R$ 78,428 bilhões R$ 8.901
2010 R$ 95,187 bilhões R$ 10.821
2011 R$ 104,394 bilhões R$ 11.776
10 maiores PIBs municipais de Pernambuco (2011)
157
Posição Município Sub-região PIB PIB per capita
1 Recife Zona da Mata R$ 33,149 bilhões R$ 21.434,88
2 Ipojuca Zona da Mata R$ 9,560 bilhões R$ 116.198,31
3 Jaboatão dos Guararapes Zona da Mata R$ 8,474 bilhões R$ 13.042,18
4 Cabo de Santo Agostinho Zona da Mata R$ 5,401 bilhões R$ 28.859,89
5 Olinda Zona da Mata R$ 3,412 bilhões R$ 9.014,28
6 Caruaru Agreste R$ 3,407 bilhões R$ 10.662,30
7 Petrolina Sertão R$ 3,310 bilhões R$ 11.044,33
8 Paulista Zona da Mata R$ 2,475 bilhões R$ 8.158,32
9 Vitória de Santo Antão Zona da Mata R$ 1,645 bilhão R$ 12.566,66
10 Igarassu Zona da Mata R$ 1,337 bilhão R$ 12.921,34
10 maiores PIBs municipais do interior de Pernambuco (2011)
157
Posição Município Sub-região PIB PIB per capita
1 Caruaru Agreste R$ 3,407 bilhões R$ 10.662,30
2 Petrolina Sertão R$ 3,310 bilhões R$ 11.044,33
3 Vitória de Santo Antão Zona da Mata R$ 1,645 bilhão R$ 12.566,66
4 Garanhuns Agreste R$ 1,201 bilhão R$ 9.218,71
5 Belo Jardim Agreste R$ 0,862 bilhão R$ 11.863,69
6 Serra Talhada Sertão R$ 0,822 bilhão R$ 10.294,10
7 Goiana Zona da Mata R$ 0,789 bilhão R$ 10.389,02
8 Santa Cruz do Capibaribe Agreste R$ 0,682 bilhão R$ 7.597,26
9 Carpina Zona da Mata R$ 0,662 bilhão R$ 8.753,03
10 Petrolândia Sertão R$ 0,631 bilhão R$ 19.212,21
Setor primário[editar | editar código-fonte]
Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco encontram-se a cana-de-açúcar, o algodão, a banana, o feijão,
a cebola, a mandioca, o milho, o tomate, a graviola, o caju, a goiaba, o melão, a melancia, a acerola, a manga e a uva. Na
pecuária destacam-se as criações de bovinos, suínos, caprinos e galináceos. Merece destaque ainda a expansão que vem tendo
a partir dos anos 70 da agricultura irrigada no Sertão do São Francisco, com projetos de irrigação hortifrutícolas implantados com
o apoio da CODEVASF. A produção é voltada para o mercado externo.
Pernambuco é atualmente o maior produtor de acerola do Brasil, respondendo por um quarto da safra nacional. É também o
maior produtor de goiaba, o segundo maior produtor de uva, o segundo maior exportador de manga, o segundo maior polo
floricultor e o sexto maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. Pernambuco é ainda o quarto maior produtor nacional de ovos, o
sexto de frangos de corte e a oitava maior bacia leiteira do país.
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164

165
A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana. Também estão presentes nesta mesorregião
culturas de subsistência, além de fruticultura e hortaliças. No Agreste, cidades como Garanhuns, Gravatá, Chã Grande e Bonito
passaram a se dedicar à floricultura, produzindo flores tropicais e tradicionais. Além do cultivo de flores, vêm crescendo no
agreste pernambucano as lavouras de café e as plantações de seringueiras.
166
Aumenta também a criação de cavalos, de gados
de leite e de corte, de ovos e de frangos de corte. No Sertão, a fruticultura irrigada produz toneladas de frutas tropicais por ano. O
pólo principal fica em Petrolina, no vale do rio São Francisco.
Petrolina, no semiárido pernambucano, é a maior cidade da RIDE Petrolina e Juazeiro, maior aglomerado urbano do interior da região Nordeste, que se consolidou como
maior exportador de frutas e segundo maior pólo vitivinicultor do Brasil graças ao uso de modernas técnicas de cultivo e irrigação.
167
Setor secundário[editar | editar código-fonte]
Entre 1997 e 1999, o Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado no litoral sul de Pernambuco, teve crescimento de
16,7%. Suape tem o poder de duplicar a renda de Pernambuco até 2020 e triplicar o PIB até 2030.
168
A produção industrial do
estado está entre as maiores do Norte-Nordeste. No período de outubro de 2005 a outubro de 2006, o crescimento industrial em
A FIAT está construindo uma
montadora no município de Goiana,
litoral norte de Pernambuco.
Recife foi eleita por pesquisa
encomendada pela MasterCard
Worldwide como uma das 65 cidades
com economia mais desenvolvida dos
mercados emergentes no mundo.
181
Pernambuco foi o segundo maior do Brasil – 6,3% – mais que o dobro da média nacional no mesmo período (2,3%).
169
Recentemente Pernambuco foi escolhido para a implantação dos seguintes empreendimentos: montadoras FIAT (automóveis -
município de Goiana) e Shineray (motocicletas - Complexo Industrial de Suape), Refinaria Abreu e Lima, Estaleiro Atlântico Sul ,
Polo Famacoquímico e de Biotecnologia, Hemobrás, Novartis, Bunge, CSN, Gerdau, Mossi & Ghisolfi, Pepsico, Amanco, central
logística da General Motors além do Terminal ferroviário da Transnordestina, entre outros investimentos.
Em 7 de novembro de 1978, uma lei estadual criou a empresa Suape Complexo Industrial
Portuário para administrar o desenvolvimento das obras. Hoje o porto é um dos maiores
do Brasil, administrado pelo governo de Pernambuco. Suape opera navios nos 365 dias do
ano, sem restrições de horário de marés. O Porto dispõe de um sistema de monitoração
de atracação de navios a laser, que possibilita um controle efetivo e seguro, oferecendo
condições técnicas nos padrões dos portos mais importantes do mundo.
A matriz da multinacional pernambucana acumuladores Moura S.A. (Baterias Moura) está
localizada na cidade de Belo Jardim. A Baterias Moura fornece baterias para a metade dos
carros fabricados no Brasil. O conglomerado pernambucano Queiroz Galvão reúne mais
de 50 empresas nos segmentos de Construção, Desenvolvimento Imobiliário, Alimentos,
Participações e Concessões, Óleo e Gás, Siderurgia e Engenharia Ambiental . O grupo
está presente em todos os estados brasileiros assim como em países da América Latina e
da África, exportando seus produtos para Estados Unidos, Canadá e Europa, e
empregando cerca de 30.000 trabalhadores.
170
O Grupo Industrial João Santos, fundado
em Pernambuco, é o produtor do Cimento Nassau e um dos mais importantes
conglomerados industriais do país. Controla 24 empresas e mais de 60 estabelecimentos
comerciais, com atividades nos ramos de papel e celulose, açúcar, transportes,
comunicação e cimento, gerando 10 mil empregos diretos em vários estados
brasileiros.
171

172
Na mineração, destacam-se a argila, calcário, ferro, gipsita, granito e quartzo. A Microrregião de Araripina destaca-se na extração
mineral da gipsita, fornecendo 95% do gesso consumido no Brasil.
173
Setor terciário[editar | editar código-fonte]
Recife é um tradicional polo de serviços. Os segmentos de maior destaque são: comércio, serviços médicos, serviços de
informática e de engenharia, consultoria empresarial, ensino e pesquisa, atividades ligadas ao turismo.
176
A capital pernambucana abriga o Porto Digital, reconhecido como o maior parque tecnológico do Brasil, com mais de 200
empresas, entre elas multinacionais como Motorola, Borland, Oracle, Sun, Nokia, Ogilvy, IBM e Microsoft. Emprega cerca de seis
mil pessoas, e tem 3,9% de participação no PIB do estado.
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O Polo Médico do Recife, considerado o segundo maior do país, atrai pacientes do Brasil
e do exterior. Os estrangeiros que vão ao Recife em busca de atendimento na área
médica, em sua maioria africanos e norte-americanos, visam qualidade nos serviços e
preço baixo no atendimento.
182
O RioMar Shopping, localizado na Zona Sul do Recife, é o maior centro de compras do
Norte-Nordeste e o terceiro maior do Brasil, além de primeiro endereço de alto luxo do
Nordeste e Norte brasileiro, abarcando grifes como Prada, Gucci, Burberry, Dolce &
Gabbana, Emporio Armani, entre outras. Pertence ao Grupo JCPM, conglomerado
sediado no Recife, que é proprietário, dentre outros centros comerciais, do Shopping
Recife (segundo maior shopping de Pernambuco e Norte-Nordeste e o sexto maior do
Brasil), do Salvador Shopping na capital baiana e do Shopping Villa Lobos em São Paulo.
Recife foi eleita por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65
cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo.
185
Apenas cinco capitais brasileiras entraram na lista: São Paulo, que foi a cidade brasileira
mais bem colocada, na 12ª posição; Rio de Janeiro (36ª posição); Brasília (42ª); Recife
(47ª); e por último Curitiba (49ª). Xangai e Pequim, na China, ocuparam as duas primeiras
posições.
A Tupan, atacadista distribuidora de materiais de construção fundada em Serra Talhada,
no sertão do estado, é a maior empresa do ramo no Norte-Nordeste e a quinta maior do
Brasil segundo o IBOPE.
186
O grupo atende mais de 12.000 clientes lojistas em todo o
Campus Party Recife 2012. A Campus
Party Recife é a única edição da Campus
Party brasileira realizada fora de São
Paulo.
Norte-Nordeste, contando com três Centros de Distribuição, localizados em Pernambuco e Alagoas ( Serra Talhada, Recife e
Maceió), além de sete lojas de varejo sendo: quatro em Serra Talhada, duas em Recife e uma em Maceió. Possui ainda uma frota
própria de 130 caminhões, 120 Representantes Comerciais e um efetivo de mais de 1.000 colaboradores.
187
Pernambuco abriga ainda o polo têxtil do Agreste, segundo maior polo de confecções do Brasil, abarcando 13 cidades em 2009,
nas quais se concentram mais de 18 mil empresas do setor.
188
Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama formam o triângulo
e o principal ponto de venda e fabricação de confecções do agreste. Santa Cruz do Capibaribe possui o maior parque de
confecções da América Latina, o Moda Center Santa Cruz. Toritama é responsável por 15% das confecções feitas com jeans
produzidas no Brasil. Caruaru tem sua produção textil escoada através da Feira de Caruaru.
Infraestrutura[editar | editar código-fonte]
Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]
Pernambuco se destaca no ensino tecnológico. O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE),
responsável pelos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação, é grande
fornecedor de mão de obra especializada em tecnologia para o Porto Digital e para diversas multinacionais do setor de
tecnologia.
191
A UFPE foi uma das cinco instituições de ensino selecionadas em todo o mundo para o programa mundial de
pesquisas da Microsoft, o que permitiu o seu acesso ao código-fonte dos componentes do Visual Studio. As outras quatro
universidades selecionadas foram a Yale University - Estados Unidos; a Monash University - Austrália; a University of Hull -
Inglaterra; além da UNESP, sendo o Brasil o único país que teve duas universidades escolhidas.
192
A UFPE foi homenageada pela Microsoft pela participação dos alunos do Centro de
Informática da instituição na Imagine Cup, evento promovido pela empresa que é
considerado a "copa do mundo de computação". A homenagem aconteceu durante a
apresentação pública dos projetos vencedores do Imagine Cup 2009, e vem se
repetindo desde 2003, já que alunos pernambucanos vêm vencendo a competição
desde então.
193
A Equipe Mangue Baja,
194
formada por alunos do curso de Engenharia Mecânica da
Universidade Federal de Pernambuco, participou em 2011 da Competição Baja SAE
195
Brasil-Petrobras e garantiu vaga para a Baja SAE Kansas, nos Estados Unidos.
Apenas a UFPE e duas universidades paulistas, USP e FEI, conquistaram o direito de
representar o Brasil na edição internacional da competição.
196
Em 2012 os estudantes
da UFPE garantiram a segunda colocação na XVIII Competição Baja SAE Brasil-
Petrobrás, garantindo novamente o direito de participar da competição mundial, dessa vez realizada no estado de Wisconsin,
também nos Estados Unidos.
197
O Estado possui dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ( Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
de Pernambuco e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano), antigos CEFETs e escolas
técnica e agrotécnicas federais, que se dedicam ao ensino técnico há quase 100 anos e têm oferecido com excelência cursos
superiores na área de tecnologia.
Saúde[editar | editar código-fonte]
Pernambuco tem grande tradição na área de medicina. O médico pernambucano Correia Picanço, aclamado "Patriarca da
Medicina Brasileira", foi Cirurgião–mor do Reino de Portugal , e fundou as primeiras escolas de medicina do Brasil: a Faculdade de
Medicina da Bahia e a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Picanço fez, no Recife, a primeira operação cesariana do país,
em 1817.
198
Em 2005, existiam, no Estado, 4 149 estabelecimentos hospitalares, com 19 204 leitos.
199
A capital pernambucana possui dezenas de grandes hospitais e três grandes hospitais públicos (da Restauração, Barão de
Lucena e Getúlio Vargas; além do Hospital das Clínicas da UFPE). O Hospital da Restauração é a maior emergência pública e o
mais complexo serviço de urgência e trauma do Norte-Nordeste,
200
recebendo pacientes de todo o estado e de estados vizinhos.
O HR, referência nas áreas de trauma, neurocirurgia, neurologia, cirurgia geral, clínica médica e ortopedia, possui 482 leitos
registrados no Ministério da Saúde (MS), mas, incluindo os extras, funciona com um total de 723 leitos para atender a demanda
que lhe é submetida. Desde junho de 2010, a antiga Emergência Geral foi desmembrada em três emergências com entradas e
espaços independentes: Emergência Pediátrica, Emergência Traumatológica e Emergência Clínica.
200
Pernambuco abriga um dos três bancos de pele do Brasil, estando os outros dois localizados nos estados de São Paulo e do Rio
Grande do Sul.
201
O estado tem ainda o quinto maior número de médicos por grupo de mil habitantes do Brasil , e sua capital,
A Univasf é a primeira Universidade
Federal implantada no sertão nordestino.
Está situada nos estados de Pernambuco,
Bahia e Piauí, com sede na cidade de Petrolina
em Pernambuco. Iniciou suas atividades
acadêmicas em 2004.
212

213
Na foto, entrada
leste do Campus Petrolina Centro.
Olimpíada do Conhecimento 2010 -
Classificação geral
215
Posição Estado/País Pontos
1 São Paulo 123
2 Minas Gerais 82
3 Rio Grande do Sul 56
4 Pernambuco 47
5 Paraná 43
6 Rio de Janeiro 38
7 Distrito Federal 36
8 Santa Catarina 35
9 Alagoas 33
10 Colômbia 28
Recife, o segundo maior número de médicos por grupo de mil habitantes do país – segundo o Conselho Federal de Medicina.
30
Os hospitais particulares do Recife, equipados com máquinas de última geração, fazem da capital Recife o segundo maior polo
médico e hospitalar do Brasil.
202

203
Educação[editar | editar código-fonte]
Ver página anexa: Lista de instituições de ensino superior de Pernambuco
As principais instalações educacionais pernambucanas estão concentradas na capital.
A Universidade Federal de Pernambuco, principal instituição de ensino superior do Estado, foi classificada em 2013 pelo QS
World University Rankings como a melhor universidade do Norte-Nordeste e a 8ª melhor universidade federal brasileira, bem
como a 15ª melhor universidade do país, tendo ocupado a 43ª posição entre as instituições da América Latina; e embora tenha
sido ultrapassada pela Universidade Federal do Paraná com relação ao ano anterior, continua à frente de instituições como a
Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal da Bahia.
206

207

208

209

210
A UFPE é também a melhor
universidade do Norte-Nordeste segundo o Ranking Universitário Folha, além de única universidade dessas duas regiões entre as
dez melhores do país.
211
Pernambuco tem suas principais faculdades e universidades fundadas nos séculos XIX
e XX. Algumas se destacam nacionalmente. A centenária Faculdade de Direito do
Recife, hoje vinculada à UFPE, fundada a 11 de agosto de 1827, foi o primeiro curso
superior de direito do Brasil, juntamente com o curso de São Paulo, ainda sob governo
de Dom Pedro I. Nela importantes nomes da história brasileira estudaram, destacando
expoentes como Barão do Rio Branco, Castro Alves, Clóvis Bevilaqua, Tobias Barreto,
Ruy Barbosa, Joaquim Nabuco, Eusébio de Queirós, Teixeira de Freitas, Raul
Pompeia, Nilo Peçanha, Augusto dos Anjos, Marquês de Paraná, Epitácio Pessoa,
Assis Chateaubriand, José Lins do Rego, Graça Aranha, Pontes de Miranda, dentre
inúmeros outros. Ainda hoje a festejada faculdade de Direito do Recife, honrando sua
tradição, é um centro de excelência no ensino do direito, estando, tanto em nível de
graduação como de pós-graduação, entre os cinco melhores cursos jurídicos do Brasil,
segundo a OAB e o MEC.
214
A UFPE, que, completou 60 anos em 2006, é
uma das mais antigas instituições federais do
Brasil. Há também a Universidade Federal
Rural de Pernambuco UFRPE, fundada em 1912 como Escola Superior de Agricultura,
hoje a instituição desenvolve suas atividades voltadas para a busca intensa do
conhecimento científico nas áreas de Ciências Agrárias, Humanas, Sociais, Biológicas,
Exatas e da Terra.
O Estado possui dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ( Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco e o Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano), antigos CEFETs e escolas
técnica e agrotécnicas federais, que além de se dedicarem ao ensino técnico, a quase
100 anos, têm oferecido com excelência cursos superiores tecnológicos. Outra
instituição importante é a UPE, Universidade de Pernambuco, antiga FESP, que é uma
universidade estadual com campus avançados em várias cidades do interior do
estado.
216
A Univasf é a primeira Universidade Federal implantada no sertão
nordestino.
212
Está situada nos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí, com sede na
cidade de Petrolina em Pernambuco. Iniciou suas atividades acadêmicas em 2004.
213
Pernambuco se destaca no ensino tecnológico. O Centro de Informática da
Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE), responsável pelos cursos de Ciência
da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação, é grande
fornecedor de mão de obra especializada em tecnologia para a Microsoft.
191
A UFPE foi uma cinco instituições de ensino
selecionadas em todo o mundo para o programa mundial de pesquisas da Microsoft, o que permitiu o seu acesso ao código-fonte
dos componentes do Visual Studio. As outras quatro universidades selecionadas foram a Yale University - Estados Unidos; a
Monash University - Austrália; a University of Hull - Inglaterra; além da UNESP, sendo o Brasil o único país que teve duas
universidades escolhidas.
192
A UFPE foi homenageada pela Microsoft pela participação dos alunos do Centro de Informática da
instituição na Imagine Cup, evento promovido pela empresa que é considerado a "copa do mundo de computação". A homenagem
aconteceu durante a apresentação pública dos projetos vencedores do Imagine Cup 2009, e vem se repetindo desde 2003, já que
Malha viária do estado.
alunos pernambucanos vêm vencendo a competição desde então.
193
Alunos do curso de Engenharia Mecânica da Universidade
Federal de Pernambuco participaram em 2011 da Competição Baja Sae Brasil-Petrobras e garantiram vaga para a Baja SAE
Kansas, nos Estados Unidos. Apenas a UFPE e duas universidades paulistas, USP e FEI, conquistaram o direito de representar o
Brasil na edição internacional da competição.
196
O Colégio de Aplicação da UFPE, por sua vez, foi três vezes eleito a melhor escola pública do Brasil.
217
Transportes[editar | editar código-fonte]
A capital de Pernambuco foi palco da inauguração do primeiro sistema urbano de transporte sobre trilhos da América Latina, a
chamada Maxambomba (do inglês machine pump). Antes, o sistema de transporte era atendido por canoas e, para os mais
abastados, cavalos e carruagens. A viagem de Maxambomba era metade do preço da viagem de carruagem, e findava às 21
horas, fato este que determinou a mudança do fechamento das lojas para o mesmo horário (antes, fechavam às 18h).
221
O
itinerário da maxambomba chegou a ter 22 quilômetros de extensão e 20 estações, até que em 1919 foi substituída por bondes
elétricos. Em 1960, os bondes foram substituídos por ônibus elétricos. Paralelamente, houve a implantação de transporte por
ônibus. As linhas de trem da Great Western, antecessora da Rede Ferroviária Federal, também faziam o transporte público
urbano. Foram substituídas pelo Metrô do Recife.
Entre 1930 e 1938, Recife foi uma das primeiras cidades nas Américas e a primeira do Brasil com conexão direita (non-stop) para
a Europa, especialmente para a Alemanha, por meio de dirigíveis. Atualmente Recife tem a única estação de atracação de
dirigíveis no mundo preservada em sua estrutura original, a Torre do Zeppelin.
Pernambuco conta com cobertura de todos os tipos de transporte: aéreo, marítimo, rodoviário e ferroviário. A Infraero administra
dois aeroportos no estado. O Aeroporto Internacional do Recife - Gilberto Freyre é o maior aeroporto do Norte-Nordeste, com
uma pista de 3.300m
222
e capacidade para 5 milhões de passageiros ao ano.
223
É um dos mais modernos aeroportos do
Brasil,
224
tendo sido eleito um dos 5 melhores aeroportos do mundo pelas companhias de aviação.
225
O Aeroporto de Petrolina
possui a segunda maior pista de pouso do Nordeste, e o seu principal emprego é no transporte da produção de frutas do Vale do
São Francisco para o exterior. Veja a lista de aeroportos de Pernambuco.
Pernambuco possui dois portos marítimos: o de Suape, segundo maior do Brasil,
localizado no município de Ipojuca; e o do Recife, um dos mais antigos do Brasil, que
muitos estudiosos afirmam ter dado início ao Recife. Possui também o porto fluvial de
Petrolina.
A rede rodoviária em Pernambuco apresenta quinze rodovias federais. As mais
importantes são a BR-101, que, avançando pela costa pernambucana, liga o norte ao
sul do estado, passando pela RMR; e a BR-232, que liga a capital ao interior do
estado, no sentido leste-oeste.
BR-232 - Se estende em sentido leste-oeste partindo da cidade do Recife, onde
começa no trevo da avenida Abdias de Carvalho com a BR-101, com trecho de
150 km duplicados em direção ao interior do estado, passando por cidades
importantes como Vitória de Santo Antão , Gravatá, Caruaru, Belo Jardim, Pesqueira, Arcoverde, Serra Talhada, e
Salgueiro.
BR-101 - Na costa do estado, no sentido de norte-sul, com todo seu trecho duplicado passsando pela Grande Recife.
BR-316/BR-122/BR-407/BR-428/BR-110 - Fazem a ligação das localidades da margem esquerda do São Francisco em
Pernambuco entre Petrolina e Petrolândia.
Quanto às ferrovias, o estado foi o primeiro do Nordeste e o segundo do Brasil a ter uma estrada de ferro: a ferrovia Recife-Cabo
inaugurada a 8 de setembro de 1855, com extensão de 31,5 km, ainda no Brasil Império, construída para transporte de
passageiros e carga. A novidade provocou curiosidade e festividade entre os recifenses. Em sua estreia, o trem da linha Recife-
Cabo, partindo do Forte das Cinco Pontas transportou mais de 400 pessoas. A locomotiva partiu às 12h e 30 minutos depois
atingiu o ponto de chegada, onde uma multidão aguardava.
Desde então foram construídos 900 quilômetros de ferrovias: os trechos Ipojuca-Olinda-Escada e Limoeiro-Ribeirão-Água
Preta-Palmares. Em 1882, foi concluído o trecho Palmares-Catende, seguido de Garanhuns (1887), Mimoso (1911), Arcoverde
(1912) e Salgueiro. Formavam assim três linhas, que se destinavam à cidade do Recife. O tronco norte ligava os portos
pernambucanos aos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, com suas respectivas capitais; e o tronco sul ligava o sul do
estado às cidades de Maceió (capital de Alagoas) e Aracaju (capital de Sergipe). O tronco oeste ligava os portos da Região
Metropolitana de Recife às cidades do interior pernambucano. Durante várias décadas, o transporte ferroviário exerceu decisiva
influência na economia do estado. A partir do ano de 1960 foram abandonadas, dando espaço às rodovias.
O Metrô do Recife, primeiro sistema metroviário do Norte-Nordeste, foi inaugurado em março de 1985, com a linha Werneck-
Centro, de 6,2 km de extensão. Seguiram-se construções de outras estações, e em outubro de 1986 chegou ao Terminal
Integrado de Passageiros, TIP (rodoviária do Recife), o TIP foi inaugurada em outubro de 1986, sendo a segunda maior estação
rodoviária do país. É operado pela CBTU Metrorec e é composto atualmente de 28 estações, com linhas que somam 39,5
quilômetros de extensão, transportando cerca de 225 mil usuários por dia, sendo 205 mil na Linha Centro e 20 mil na Linha Sul,
ocupa 446.000 m², e possui diversas lojas em seus quatro pisos.
229
.
A Transnordestina consiste em 1758 km de ferrovias interligando o porto de suape ao porto de pecém, foi sugerida já no século
XIX, mas só em 2006 foi concebido um investimento R$ 1,3 bilhão será uma importante conexão entre o litoral e o Sertão. O
projeto é para ser uma estrada de ferro para interligar o Nordeste (pelo centro da região) com o Sudeste do Brasil, com o objetivo
de facilitar o escoamento da produção econômica nordestina. Em Pernambuco consiste na construção dos trechos entre os
municípios de Petrolina e Salgueiro (231 km), de Salgueiro-Trindade-Araripina (171 km), a partir de Araripina, em direção ao
oeste, inicialmente até Eliseu Martins (PI), de Salgueiro-Missão Velha, no Ceará, (114 km), de Salgueiro-Recife (514 km),
Recife-Palmares-catende (142 km) a partir de Palmares em direção ao sul inicialmente até Propriá (SE).
230
.
Mídia[editar | editar código-fonte]
Os jornais foram a primeira mídia de massa do estado. O Aurora Pernambucana foi o primeiro jornal de Pernambuco e o terceiro
publicado no Brasil. A edição nº 1 circulou no dia 27 de março de 1821, em formato de 25 x 17 cm, com quatro páginas, em papel
de linho e impresso na Oficina do Trem Nacional de Pernambuco, no Recife.
231
Os principais jornais do estado são: Diario de Pernambuco (o mais antigo periódico em circulação da América Latina), Jornal do
Commercio e Folha de Pernambuco.
A primeira estação de rádio surgiu no ano de 1919. A Rádio Clube de Pernambuco (também conhecida como Clube AM ou Super
Rádio Clube) é a mais antiga emissora de rádio do Brasil. Realizou sua primeira transmissão radiofônica a partir de um estúdio
improvisado na Ponte d'Uchoa, no Recife, em 6 de abril de 1919, tendo à frente o radiotelegrafista Antônio Joaquim Pereira.
232
As principais emissoras afiliadas de Pernambuco são: TV Globo Nordeste (Globo - Recife), TV Asa Branca (Globo - Caruaru), TV
Grande Rio (Globo - Petrolina), TV Clube Pernambuco (Rede Record - Recife), TV Jornal Caruaru (SBT - Caruaru), TV Jornal
Recife (SBT - Recife), e a TV Tribuna (Band - Recife).
Cultura[editar | editar código-fonte]
A cultura pernambucana é bastante diversificada, uma vez que foi influenciada por indígenas, africanos e europeus.
Tendo sido uma das primeiras áreas efetivamente colonizadas por portugueses, ainda no século XVI, que aí encontraram as
populações nativas e foram acompanhados por africanos trazidos como escravos, Pernambuco tem uma cultura bastante
particular e típica, apesar de extremamente variada. Sua base é luso-brasileira, com grandes influências africanas e ameríndias.
Produção do conhecimento[editar | editar código-fonte]
No estado de Pernambuco nasceram personalidades de grande destaque em todas as áreas do conhecimento.
O pernambucano Paulo Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis da história da pedagogia mundial.
233
A
pedagogia crítica foi fortemente influenciada pelos trabalhos deste intelectual, o mais aclamado educador crítico. Foi o brasileiro
mais homenageado de todos os tempos: ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades como Harvard, Cambridge
e Oxford.
234

235
Paulo Freire, educador pernambucano, é
um dos pensadores mais notáveis na
história da Pedagogia mundial, e o
brasileiro mais homenageado da história, com 41
títulos de Doutor Honoris Causa de universidades
como Harvard, Cambridge e Oxford. Outro
pernambucano de grande destaque internacional
é Gilberto Freyre, um dos mais importantes
sociólogos do século XX. Pernambuco revelou
grandes nomes das Ciências Humanas, como
Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Josué de
Castro, Joaquim Nabuco, dentre muitos.
Clarice Lispector, um dos maiores nomes
da literatura brasileira, se declarava
pernambucana embora nascida na
Ucrânia; e o escritor pernambucano João Cabral
de Melo Neto, primeiro brasileiro galardoado com
o Prêmio Camões, era especulado como forte
candidato ao Prêmio Nobel de Literatura quando
de sua morte.
O Manguebeat, gênero musical
pernambucano que despontou na cena
underground dos anos 90, revelou e
influenciou diversos grupos musicais e artistas do
estado, como Chico Science (à esquerda na
imagem), Nação Zumbi, Otto, Lenine (à direita na
imagem), Mundo Livre S/A, Cordel do fogo
encantado, Mestre Ambrósio, Fred Zero Quatro ,
entre outros. O manguebeat foi criado pelo
guitarrista Robertinho do Recife.
Gilberto Freyre, um dos mais importantes sociólogos do século XX, representa um
marco na história do Brasil devido ao seu livro Casa-Grande & Senzala, que demonstra
a importância dos escravos para a formação do país e que brancos e negros são
absolutamente iguais.
236
Os literatos pernambucanos são muitos. Alguns deles: João Cabral de Melo Neto,
Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Joaquim Nabuco, Joaquim
Cardoso, Josué de Castro, Álvaro Lins, Marcos Vilaça, Martins Júnior, Mário Pedrosa,
Manuel de Oliveira Lima, Osman Lins, Dantas Barreto, Geraldo Holanda Cavalcanti,
Carneiro Vilela, Olegário Mariano, Adelmar Tavares, Carlos Pena Filho, Antonio
Lavareda, Barbosa Lima Sobrinho, José Luiz Passos, Luiz Felipe Pondé, Ricardo
Noblat, Marcelino Freire, Manuel Correia de Andradre , Roberto Lira, Evaldo Cabral de
Mello, Fátima Quintas, José Condé, João Carneiro de Sousa Bandeira, Antonio
Herculano de Sousa Bandeira e Leôncio Basbaum. João Cabral de Melo Neto foi o
primeiro brasileiro a ser galardoado com o Prêmio Camões, o mais importante prêmio
literário da língua portuguesa.
Pernambucanos também alcançaram grande destaque nas ciências exatas e
biológicas. Mário Schenberg, considerado o físico teórico mais importante do Brasil,
instaurou os primeiros cursos de computação da USP;
15
Leopoldo Nachbin,
considerado o mais importante matemático brasileiro, foi cofundador do IMPA e do
CBPF;
237
e Correia Picanço fundou a primeira escola de medicina do Brasil . Outros
pernambucanos de grande notoriedade nas ciências exatas e biológicas são: José
Leite Lopes, Joaquim Cardoso, Paulo Ribenboim, Josué de Castro, Aron Simis, Gauss
Moutinho Cordeiro, Israel Vainsencher, Luís Freire, Norberto Odebrecht, Antonio Mário
Antunes Sette, Cristovam Buarque, Fernando de Souza Barros, Ricardo de Carvalho
Ferreira, Leandro do Santíssimo Sacramento, José Tibúrcio Pereira Magalhães, Edson
Mororó Moura, Fernando Antonio Figueiredo Cardoso da Silva, Antônio de Queiroz
Galvão, João Santos, entre outros.
Música e dança[editar | editar código-fonte]
Vários gêneros musicais e danças surgiram no estado de Pernambuco ao longo dos
anos.
O Frevo, um dos principais gêneros musicais e danças do estado e símbolo do
Carnaval Recife/Olinda, se caracteriza pelo ritmo acelerado e pelos passos que lembram a capoeira. Esse gênero já revelou e
influenciou grandes músicos, como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Moraes Moreira, Armandinho,
Pepeu Gomes, Antônio Nóbrega, Hermeto Pascoal, entre muitos outros. Antes da criação da axé music na década de 1980 o
frevo era utilizado também no Carnaval de Salvador. Em cerimônia realizada na cidade de Paris, França, no ano de 2012, a
UNESCO anuncia que, aprovado com unanimidade pelos votantes, o frevo foi eleito Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade.
239
Nos anos 90 surgia em Pernambuco o Manguebeat, movimento da contracultura que
mistura ritmos regionais, como o maracatu, com rock, hip hop, funk e música
eletrônica.
240

241
O movimento tem como principais críticas o abandono econômico-
social do mangue, a desigualdade de Recife (não apenas desta, sendo apenas um
reflexo do descaso do Estado fora do eixo Rio-São Paulo). Apesar de ter sido
inventado já na década de 1970 pelo guitarrista Robertinho do Recife com os álbuns
"Jardim da Infância" (1977), "Robertinho no Passo" (1978) e "E Agora pra Vocês...
Suingues Tropicais" (1979), tem como ícone o músico Chico Science, ex-vocalista, já
falecido, da banda Chico Science e Nação Zumbi, idealizador do rótulo mangue e
principal divulgador das ideias, ritmos e contestações do manguebeat. Outro grande
responsável pelo crescimento desse movimento foi Fred Zero Quatro, vocalista da
banda Mundo Livre S/A e autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado
"Caranguejos com cérebro".
O Maracatu Nação é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana
afro-brasileira. É formada por uma percussão que acompanha um cortejo real. Como a
maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas indígena,
africana e europeia. Surgiu em meados do século XVIII. Os Maracatus mais antigos do
Carnaval do Recife nasceram da tradição do Rei do Congo. A notícia mais remota até há pouco conhecida sobre a instituição do
Maracatu Nação em Olinda. O "Maracatu
de Baque Virado", como também é
conhecido, é uma secular manifestação
folclórica pernambucana, praticada em todas as
regiões do Brasil.
Os pernambucanos Luiz Gonzaga e
Lampião são figuras antológicas do sertão
nordestino. O primeiro, conhecido como o
Rei do Baião, foi um dos artistas mais influentes
da música brasileira; e o segundo, conhecido
como o Rei do Cangaço, difundiu uma das
principais danças típicas sertanejas, o xaxado.
Rei do Congo, em Pernambuco, data de 1711, em Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e
outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias
para homenagear a coroação do Rei do Congo.
O Maracatu Rural é outra manifestação cultural de Pernambuco, na qual figuram os
conhecidos caboclos de lança. É conhecido também como Maracatu de Baque Solto.
Distingue-se do Maracatu Nação ou Maracatu de Baque Virado em organização,
personagens e ritmo. O Maracatu Rural mais antigo é o Cambinda Brasileira. O grupo
foi fundado em 1898 e a sede permanece no mesmo lugar, no Engenho do Cumbe,
Nazaré da Mata, Zona da Mata de Pernambuco. O Maracatu Rural significa para seus
integrantes algo a mais que uma brincadeira: é uma herança secular, motivo de muito
orgulho e admiração. É formado por pessoas simples, principalmente por
trabalhadores rurais, que com as mesmas mãos que cortam cana, lavram a terra e
carregam peso, bordam golas de caboclo, cortam fantasias, enfeitam guiadas, relhos e
chapéus; dedicando-se ao bem mais valioso que possuem: a cultura.
O cortejo do Maracatu Rural diferencia-se dos outros maracatus por suas
características musicais próprias e pela essência de sua origem refletida no
sincretismo de seus personagens. A orquestra é formada por instrumentos de
percussão e sopro transmitindo sonoras simbologias. Uma apresentação deste se
constitui em um ritual magnífico. É todo um conjunto espetacular de criatividade e beleza, que formam uma representação
simbólica notável, deixando a todos encantados.
O Baião teve como precursor o pernambucano Luiz Gonzaga. O ritmo, ao lado de outros como xote, xaxado e côco, faz parte do
chamado forró. Vários artistas deram continuidade ao legado de Luiz Gonzaga, como é o caso de Dominguinhos, entre muitos
outros. O baião é uma dança muito popular no interior do Nordeste brasileiro; e denomina, também, o gênero de música tocada
nessas festas e um pequeno trecho musical executado pelos cantadores de viola nos intervalos dos improvisos de uma cantoria.
O conjunto típico exigido pelo baião (baile e música) inclui sanfona, triângulo e zabumba.
Muito comuns em Pernambuco são as Bandas de Pífanos, além de outras músicas e danças oriundas do estado, como a Ciranda
Também são comuns o Pastoril, o Coco, a Embolada, entre outras manifestações.
O Xaxado é uma das principais danças típicas do sertão/agreste pernambucano. Exclusivamente masculina, originária do sertão
de Pernambuco e, segundo Luís da Câmara Cascudo (Dicionário do Folclore Brasileiro), divulgada até regiões da Bahia pelo
cangaceiro Lampião e pelos integrantes do seu bando.
Segundo o poeta Jayme Griz, Lampião não foi o inventor da dança (que já era
conhecida no sertão e agreste pernambucanos desde 1922), mas apenas seu
divulgador. A dança é um rápido e deslizado sapateado. Originalmente, não tinha
acompanhamento instrumental: os dançarinos apenas repetiam, em uníssono, a
quadra e o refrão. No caso dos cangaceiros, justificava-se a ausência da figura
feminina "porque o rifle era a dama". Posteriormente, o xaxado ganhou
acompanhamento musical - zabumba, pífano, triângulo, sanfona- e passou a aceitar a
participação de mulheres.
243
Em Pernambuco nasceram nomes de destaque da música brasileira, como Luiz
Gonzaga, Bezerra da Silva, Lenine, Alceu Valença, Michael Sullivan, Chico Science,
Siba, Otto, Geraldo Azevedo, Nando Cordel, Dominguinhos, Fred Zero Quatro,
Reginaldo Rossi, Clarice Falcão, Lula Queiroga, Ortinho, José Carlos Burle, Fernando
Lobo, Cynthia Zamorano, Jorge de Altinho, Petrúcio Amorim, Capiba, Johnny Hooker,
DJ Filipe Guerra, entre muitos outros; além de instrumentistas de renome internacional,
como Naná Vasconcelos, Walter Wanderley, Antônio Meneses, Robertinho do Recife,
Miguel Kertsman, Moacir Santos, Antônio Nóbrega, Marlos Nobre, Luperce Miranda, James Strauss, João Pernambuco, Luís
Álvares Pinto, dentre outros tantos.
Teatro, cinema e televisão[editar | editar código-fonte]
Todos os anos, nas semanas que antecedem a Páscoa, realiza-se o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém no distrito
de Fazenda Nova, na cidade do Brejo da Madre de Deus , agreste pernambucano. O evento, que é encenado naquele local, é
reconhecido como o maior teatro ao ar livre do mundo. A cidade-teatro de Nova Jerusalém impressiona pela arquitetura. A
construção é uma réplica da Judeia sagrada, com lagos artificiais, nove palcos, uma muralha de 3.500 m e 70 torres. Vários atores
e atrizes de sucesso da Rede Globo já atuaram em Nova Jerusalém. A Paixão de Cristo existe desde 1951, como espetáculo
teatral.
As cantoras pernambucanas Cynthia
Zamorano e Clarice Falcão, assim como
muitos artistas oriundos do estado,
diversificaram sua área de atuação: a primeira
tornou-se jurada em importantes programas de
TV; e a segunda tornou-se um fenômeno da
internet brasileira ao atuar no canal de humor
Porta dos Fundos.
Nova Jerusalém, localizada no município
de Brejo da Madre de Deus, Agreste de
Pernambuco, é o maior teatro a céu aberto
do mundo. Trata-se de uma réplica da Judeia
sagrada, com lagos artificiais, nove palcos, uma
muralha de 3.500 m e 70 torres.
244
Arlindo Grund e Virgínia Cavendish fazem
parte da nova geração de artistas
pernambucanos, que inclui nomes como
Patrícia França, Armando Babaioff , Irandhir
Santos, Hermila Guedes, Chandelly Braz,
Guilherme Berenguer, Rebecca da Costa, Tuca
Andrada, Giselle Tigre, Pedro Malta, dentre
muitos.
Pernambuco deu origem ao Mamulengo, nome dado ao teatro de bonecos brasileiro, tido como um dos mais ricos espetáculos
populares do país. É uma representação de dramas através de bonecos, em pequeno
palco elevado coberto por uma empanada, atrás do qual ficam as pessoas que dão
vida e voz aos personagens. Glória do Goitá, município da na Zona da Mata
pernambucana, detém o título de "berço do mamulengo".
245

246
Já o Cinema de Pernambuco tem sua história iniciada em 1922, quando o ourives
Edson Chagas e o gravador Gentil Roiz se juntam com o propósito de produzir filmes
de enredo. Daí, surge a película "Retribuição", que estreou em 1923 com grande
sucesso nos cinemas do Recife e que é considerado o primeiro filme de enredo
realizado no Nordeste — anteriormente só havia algumas experiências com
documentários.
O Cinema Pernambucano já recebeu inúmeros prêmios nacionais e internacionais e é
recordista de indicações e premiações em diversas edições de festivais. Filmes de
cineastas e roteiristas pernambucanos como os dramas Baile Perfumado (1996),
Amarelo Manga (2002), Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), Baixio das Bestas (2006),
O Som ao Redor (2013), Serra Pelada (2013), ou mesmo romances e comédias como
O Auto da Compadecida (1999), Caramuru - A Invenção do Brasil (2001), Lisbela e o
Prisioneiro (2003), A Máquina (2005), Fica Comigo Esta Noite (2006), O Bem Amado
(2010), entre muitas outras produções, alcançaram grande projeção.
Realizadores como Cláudio Assis, Marcelo Gomes, Guel Arraes, Kleber Mendonça
Filho, Heitor Dhalia, Lírio Ferreira, Hilton Lacerda, entre outros tantos cineastas
oriundos do estado, atingiram notoriedade internacional. Um dos muitos êxitos
recentes foi o filme O Som ao Redor, do recifense Kleber Mendonça Filho, que foi
incluído na respeitada lista dos 10 melhores do ano do jornal The New York Times, ao
lado de produções como Django Livre de Quentin Tarantino e Lincoln de Steven
Spielberg. Heitor Dhalia, por sua vez, teve sua estreia em Hollywood em 2012, com o
longa-metragem 12 Horas, estrelado pela atriz norte-americana Amanda Seyfried.
247
248

249

250
Em um período de doze meses, o Cinema de Pernambuco conquistou os principais
prêmios dos três maiores festivais nacionais: os filmes Era uma vez eu, Verônica, de
Marcelo Gomes, e Eles voltam, de Marcelo Lordello, dividiram o Candango de Melhor
Filme no Festival de Brasília; O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, conquistou
o Troféu Redentor de Melhor Filme no Festival do Rio; e Tatuagem, de Hilton Lacerda,
ganhou o Kikito de Melhor Filme no Festival de Gramado.
251

252
Em Pernambuco há diversas emissoras de televisão. A TV Globo Nordeste,
pertencente às Organizações Globo, tem sede em Olinda e concessão no Recife.
Na televisão, diretores, produtores, roteiristas e dramaturgos pernambucanos como
Aguinaldo Silva, Guel Arraes, João Falcão e George Moura realizaram diversas
novelas, séries, minisséries e programas de auditório, como Senhora do Destino, Sexo
Frágil, Cinquentinha, Esquenta!, entre muitas outras produções. George Moura, criador
de sucessos como a minissérie Amores Roubados, foi seis vezes indicado ao Emmy
International pelo roteiro de episódios do especial Por Toda a Minha Vida da Rede
Globo.
256
Pernambuco deu origem a nomes notórios do teatro, cinema e televisão, como Marco Nanini, Arlete Salles, Chacrinha, Hermila
Guedes, Carmem Verônica, Virgínia Cavendish, Bruno Garcia, Guilherme Berenguer, Patrícia França, Rebecca da Costa, Arlindo
Grund, Caio Braz, Armando Babaioff, Irandhir Santos, Anthero Montenegro, Tuca Andrada, Fabiana Karla, Chandelly Braz, Ernani
Moraes, Luiz Armando Queiroz, Germano Haiut, Lucy Ramos, Cynthia Zamorano, Bruno Dubeux, Carolina Holanda, Arnaud
Rodrigues, Aramis Trindade, André Valli, Beatriz Lyra, Déa Selva, Carvalhinho, Ilva Niño, Walter Breda, Gustavo Falcão, Giselle
Tigre, Pedro Malta, Rodrigo Garcia, Lívia Falcão, Rayana Carvalho, Raquel Galvão, Edmílson Barros, Renato Góes, Johnny
Hooker, Magdale Alves, Eleonora Prado, Aguinaldo Silva, Guel Arraes, João Falcão, George Moura, Cláudio Assis, Marcelo
Gomes, Kleber Mendonça Filho, Heitor Dhalia, Lírio Ferreira, Hilton Lacerda, Katia Mesel, José de Anchieta, dentre outros tantos.
Também nasceram em Pernambuco modelos de grande destaque internacional e nomes notórios da moda, como Arthur Sales,
Emanuela de Paula, Isabella Melo, Rhaisa Batista, Rebecca da Costa, Kamila Hansen, Arlindo Grund, Camila Coutinho, Thereza
Collor, entre outros.
Arte e artesanato[editar | editar código-fonte]
O estado de Pernambuco apresenta uma grande variedade de produtos artesanais. Além do tipo figurativo, composto por peças
que são verdadeiras obras de arte, há uma enorme quantidade de produtos utilitários, indispensáveis no dia-a-dia da população
pernambucana. Pelos principais ramos, o artesanato pernambucano está assim dividido: Cestaria e trançados; bordados e
rendas; cerâmica; couro; tecelagem; madeira; metal; tapeçaria.
Cerâmica - É a argila modelada e aquecida a ponto de manter a forma definitiva desejada. Basicamente, existem dois tipos: a
cerâmica utilitária e a ornamental, embora atualmente grande número de peças de cerâmica utilitária seja utilizada para efeito
decorativo.
Cestaria e trançados - São muitos os artigos produzidos com fibras vegetais: bolsas de vários tamanhos e modelos, tapetes,
chapéus, cestas, esteiras, sacolas, estandartes etc. As fibras que servem de matéria-prima também são muitas, como o sisal (ou
agave), folha de carnaubeira, folha de bananeira, de coqueiro, de ouricuri, buriti, catolé e outros. Além disso, também servem
como matéria-prima: linhas de coser, cordões, cordas, linha de náilon, cola e arame.
Bordados - O bordado, executado sobre o tecido com agulha e linha, difere da renda porque esta não é aplicada sobre funda já
existente: ela mesma é um tecido de malhas abertas e com textura delicada, cujos fios se entrelaçam formando um desenho. Os
bordados existem em vários tipos: ponto-de-cruz, ponto-cheio, labirinto, renascença e outros. Já as rendas mais famosas são as
de bilros.
Artigos de couro - São artigos como bolsas, cintos, chapéus, sapatos e outros, do tipo popular, destinados à população de baixa
renda. Além desses produtos, também são confeccionados arreios para cavalo, bainhas para faca, moringas, cartucheiras, gibões
e selas para montaria em animais. Os maiores centros produtores de artigos artesanais em couro do Estado são os municípios de
Toritama e Timbaúba, produtores sobretudo de calçados, bolsas e cintos.
Artigos em madeira - Como a cerâmica, os artigos artesanais em madeira dividem-se em dois tipos: o utilitário e o decorativo.
Entre as peça utilitárias, destacam-se a colher de pau, cabides, saleiros, açucareiros, etc. Entre as peças decorativas, destacam-
se as talhas. Segundo o pesquisador Olímpio Bonald Neto, a arte do entalhamento, de origem européia, chegou a Pernambuco
em meados do Século XVI, com a construção de templos e fortificações.
Pernambucanos como Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro, Romero Britto, Francisco Brennand, Telles Júnior, Abelardo da
Hora, Murillo La Greca, Mestre Vitalino, Gilvan Samico, J. Borges, Paulo Bruscky, Galo de Souza, Aloísio Magalhães, Andree
Guittcis, dentre muitos, alcançaram grande notoriedade nas artes plásticas e design.
Museus e parques[editar | editar código-fonte]
O Museu da Cidade do Recife está instalado no Forte das Cinco Pontas, construído pelos holandeses no Recife em 1630 para
defender a entrada da cidade e os poços de água potável existentes nas imediações. Dispõe de biblioteca especializada sobre o
Recife Antigo.
O Museu do Estado de Pernambuco está localizado no Recife. Seu acervo inclui mobiliário, artes decorativas, documentos e livros
históricos, joalheria e etnografia indígena. O Centro de Documentação do Espaço Cícero Dias oferece para consulta uma
biblioteca de 4 mil volumes que inclui obras raras.
O Museu do Homem do Nordeste, localizado no Recife, foi fundado em 1979, e criado a partir dos acervos do antigo Museu do
Açúcar, do Museu de Antropologia e do Museu de Arte Popular. Fazendo parte do Instituto de Documentação da Fundação
Joaquim Nabuco, sua concepção museológica e museográfica foi inspirada no conceito de museu regional, idealizado pelo
sociólogo-antropólogo Gilberto Freyre.
259
O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco é um museu público estadual, localizado na cidade de Olinda. Inaugurado em
23 de dezembro de 1966, o museu integra a rede de equipamentos culturais da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de
Pernambuco (Fundarpe). Tem por objetivo a preservação, o estudo e a divulgação do seu acervo artístico, bem como a
realização de atividades educativas e culturais. É um dos mais importantes museus em sua tipologia na região Nordeste, tendo
exercido ao longo da história significativa influência para o desenvolvimento das artes plásticas em Pernambuco e região.
O Parque 13 de Maio, localizado entre as ruas da Saudade, João Lira, Princesa Isabel e do Hospício, na Boa Vista, Recife, é a
maior concentração de área verde da cidade, com pista de cooper, pequeno zoológico, parque infantil e vários monumentos. Em
seu entorno, estão alguns prédios centenários, como o da Faculdade de Direito do Recife (a primeira do país) e a sede da Câmara
de Vereadores. Teve sua construção iniciada em 1892, na gestão do governador Alexandre José Barbosa Lima. Em 1939, foi
transformado em parque pelo então prefeito Antônio Novaes Filho.
O Parque de esculturas de Francisco Brennand, Situado no molhe do Bairro do Recife, de frente à Praça do Marco Zero, foi
inaugurado em dezembro de 2000. O espaço foi criado em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, em
realização ao projeto da Prefeitura do Recife "Eu vi o Mundo... Ele começava no Recife". O museu ao ar livre abriga 90 obras que
retratam mistérios do artista plástico pernambucano Francisco de Paula de Almeida Brennand. No local, podem-se observar
diversos monumentos de cerâmica, como as sereias, e várias esculturas em bronze, como os pelicanos. O destaque do ambiente
São João no Recife Antigo. Em
Pernambuco são realizadas das principais
festas juninas do país. Os festejos de
Caruaru, no agreste pernambucano, disputam
com os de Campina Grande na Paraíba o título
de Maior São João do Mundo , embora Caruaru já
esteja consolidada no Guinness Book.
261
O bolo de rolo, um dos símbolos de
Pernambuco. Outros doces criados no
estado e considerados patrimônio imaterial
são o bolo Souza Leão e a cartola.
262
Há ainda o
nego bom, doce pernambucano muito popular,
também conhecido como "bala de banana".
é a "Torre de Cristal", construída com 32 metros de altura, composta por argila e bronze.
Festividades[editar | editar código-fonte]
O Carnaval do Recife é um carnaval multifacetado, com formas diferentes de carnaval de rua, desfiles de agremiações
carnavalescas e apresentações de cantores e conjuntos musicais em palanques específicos. O Recife possui o maior bloco
carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada, que se apresenta no sábado de carnaval, ou "Sábado de Zé Pereira". Em 2006 o
Galo reuniu mais de um milhão e meio de pessoas, mais que a população do Recife, façanha que o incluiu no Livro Guiness de
Recordes. Em fins do Século XVII havia organizações, denominadas "Companhias", que se reuniam para comemorar a Festa de
Reis. Essas companhias eram constituídas em sua maioria de pessoas de raça negra, escravos ou não, que suspendiam seus
trabalhos e comemoravam o dia dos Santos Reis. Com a abolição da escravatura, começaram a aparecer agremiações
carnavalescas baseadas nos maracatus e nos festejos dos Reis Magos. O primeiro clube carnavalesco de que se tem notícia foi o
"Clube dos Caiadores", criado por Antônio Valente. Os participantes do clube compareciam à Matriz de São José, no bairro de
São José, executando marchas. Seus participantes, levando nas mãos baldes, latas de tinta, escadinhas e varas com pincéis,
subiam os degraus da igreja e a caiavam (pintavam), simbolicamente.
O Carnaval de Olinda é conhecido mundialmente pelos desfiles dos Bonecos de
Olinda, bonecos de mais de dois metros, coloridos e de fácil localização, que saem às
ruas junto com os foliões. Em seus primórdios, a história do carnaval de Olinda
confunde-se com a história da folia no Recife e em Pernambuco. Tal como hoje a
conhecemos, a maior festa popular do mundo é um evento relativamente recente,
sendo marcado pelo surgimento de agremiações como o Clube Carnavalesco Misto
Lenhadores, fundado em 1907, e o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas, de 1912,
ambos ainda presentes nos carnavais da atualidade. O carnaval de Olinda preserva as
mais puras tradições da folia pernambucana e nordestina. Todo ano, pelas ruas e
ladeiras da Cidade Alta desfilam centenas de agremiações carnavalescas e tipos
populares, que mantêm vivas as genuínas raízes da mais popular festa do Brasil. São
clubes de frevo, troças, blocos, maracatus, caboclinhos, afoxés, cujas manifestações
traduzem a mistura dos costumes e tradições de brancos, negros e índios, base da
formação do nosso povo e de nossa cultura.
O São João de Caruaru é um dos mais famosos do Brasil. Tem diversos polos de
animação, shows artísticos, apresentação de grupos folclóricos e regionais e culinária típica rica em canjica, pamonha, bolo de
milho, pé de moleque e outras iguarias à base de milho. Na maior festa de São João do mundo, o público chega a 1,5 milhão de
pessoas. Jornalistas de várias partes do mundo registram a festa, que está no Guinness Book, na categoria maior festa country
(regional) ao ar livre do mundo.
261
Culinária[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Culinária de Pernambuco
A culinária pernambucana foi influenciada diretamente pelas culturas portuguesa, africana e indígena. Diversas receitas
originais provenientes de outros continentes foram adaptadas com ingredientes
encontrados com facilidade na região, resultando em combinações únicas de sabores,
cores e aromas.
Os pratos mais conhecidos são: a carne de sol, o queijo coalho, o arrumadinho, o
escondidinho, o sururu, a caldeirada, o cozido, o caldinho de peixe ou camarão, a
peixada pernambucana, o chambaril, o charque à brejeira, o bredo de coco, o quibebe,
a tapioca, o angu, o mungunzá salgado, o sarapatel, a buchada e o feijão de coco,
entre outros. Entre as sobremesas típicas de Pernambuco podemos citar o bolo de
rolo, o bolo Souza Leão, o bolo pé de moleque, o bolo de macaxeira, o bolo de
mandioca, o bolo barra branca, a cartola, o nego bom e o sorvete de tapioca. No São
João as comidas de milho estão presentes na pamonha, na canjica, no bolo de milho,
no mungunzá doce, dentre outras iguarias.
O bolo Sousa Leão, o bolo de rolo e a cartola receberam, por lei, status de Patrimônio
Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.
A Tapioca do Alto da Sé de Olinda, considerada a mais tradicional do Brasil e preservada pela "Associação das Tapioqueiras de
Olinda", recebeu o título de patrimônio imaterial da cidade.
O Recife é o terceiro maior polo gastronômico do Brasil segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes ( Abrasel), com
cerca de 10 mil estabelecimentos, perdendo apenas para Rio de Janeiro e São Paulo.
264

266
A Rua da Hora, no bairro do
A Tapioca do Alto da Sé de Olinda é considerada
a mais tradicional do Brasil. A iguaria de
origem indígena foi descoberta em
Pernambuco, e se popularizou no Nordeste e
Norte do país.
263
Recife é o terceiro polo gastronômico do
Brasil, e Pernambuco o estado com o
maior número de restaurantes estrelados
pelo Guia Quatro Rodas no Norte, Nordeste,
Centro-Oeste e Sul brasileiro.
264

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Espinheiro, Zona Norte da capital pernambucana, vem se tornando um reduto da culinária recifense, com os mais variados
cardápios: da culinária japonesa à nikkei, passando pelos ingredientes regionais.
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Pernambuco é o estado com o maior número de restaurantes estrelados pelo exigente
Guia Quatro Rodas no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul brasileiro, e o quarto do
Brasil, atrás somente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 16
estabelecimentos pernambucanos, que contam com chefs renomados e que vão da
cozinha regional às cozinhas lusitana, italiana, francesa, japonesa e peruana, foram
agraciados.
269
Esportes[editar | editar código-fonte]
O esporte mais popular no estado de Pernambuco é o futebol.
Pernambuco é líder entre os estados do Norte-Nordeste no ranking da CBF, sendo o
segundo colocado a Bahia e o terceiro o Ceará.
270
Pernambuco é também o estado do Norte-Nordeste que mais se destaca em outras
modalidades esportivas: é o segundo estado brasileiro em número de títulos nacionais
de hóquei, tanto no campeonato masculino quanto no feminino, atrás somente de São
Paulo, e o Sport Club do Recife um dos dois únicos clubes brasileiros a conquistar um
Campeonato Sul-Americano de Hóquei; e é o único estado fora do Centro-Sul com
títulos Brasileiro e Sul-Americano de basquete, obtidos pela equipe feminina do Sport
Club do Recife entre 2013 e 2014.
271

272

273
Como ocorreu em outros estados brasileiros, o futebol em Pernambuco também foi
introduzido por um brasileiro que estudou na Europa, no caso o pernambucano
Guilherme de Aquino Fonseca.
Filho de João de Aquino Fonseca e Maria Eugênia Regadas de Aquino Fonseca,
Guilherme foi estudar na Inglaterra, aos 13 anos de idade, no Hooton Lown Schoool, onde aprendeu a técnica do jogo. Em 1903,
ao voltar para o Recife e fascinado pelo esporte, resolveu fundar um clube onde se praticasse o futebol, o críquete, o rugby e o
tênis. Trouxe da Inglaterra o material e os apetrechos necessários para a prática desses esportes, porém teve que enfrentar
muitas dificuldades. Na época, já existiam dois clubes esportivos na cidade, o Internacional e o Náutico. Nenhum dos dois, no
entanto, oferecia atividades para uma vida esportiva atuante. O Internacional, originário de um clube de regatas, limitava-se a
realização de bailes e jogos de carta. O Náutico, por sua vez, fundado no dia 7 de abril de 1901 e dedicado exclusivamente a
esportes aquáticos, como o remo, praticamente não tinha competições por falta de concorrentes.
Guilherme fez várias tentativas com os dirigentes do Náutico para que o clube aderisse ao futebol, mas havia um grupo contrário
que afirmava não ser o futebol um esporte, mas sim uma troca de pontapés. Ele recorreu, então, aos funcionários da firma inglesa
Great Western, que costumavam jogar bola nos finais de semana em suas casas, conseguindo realizar alguns jogos, em campos
improvisados no bairro do Derby. Em 1904, reunindo onze jogadores, ele conseguiu disputar uma partida experimental contra o
time da Great Western. No dia 13 de maio do ano seguinte, fundou oficialmente o Sport Club do Recife.
Recife foi uma das 6 sedes da Copa do Mundo de 1950 (única do Norte-Nordeste). Na capital pernambucana ocorreu uma partida
no Estádio da Ilha do Retiro entre Chile e Estados Unidos, com vitória dos chilenos por 5 a 2. Recife também será uma das sedes
da Copa do Mundo FIFA de 2014.
O Campeonato Pernambucano de Futebol , um dos principais torneios estaduais do país, é disputado desde 1915, tendo como
campeão sempre um time da capital.
Os principais times do estado são:
O Sport Club do Recife, o que mais títulos estaduais possui (39), sendo ainda campeão da Copa do Brasil de 2008, Campeão
Brasileiro de 1987, vice-campeão da Copa do Brasil de 1989, Campeão Brasileiro da Série B de 1990 e vice-campeão da Copa
dos Campeões de 2000;
276

277

278
O Santa Cruz Futebol Clube, com 27 títulos pernambucanos, além de 3º colocado no Campeonato Brasileiro de 1975, Campeão
Brasileiro da Série C de 2013, vice-campeão da Série B em 1999 e 2005 e da Série D em 2011, e detentor de um título de honra, o
Fita Azul do Brasil , por ter retornado invicto ao país após uma excursão internacional na qual enfrentou times de futebol como o
Paris Saint-Germain e as seleções da Romênia, do Kuwait, do Bahrein e do Catar;
E o Clube Náutico Capibaribe, que detém a marca de mais títulos estaduais consecutivos (Hexacampeão) de um total de 21
O Santa Cruz, segundo time
pernambucano em número de torcedores,
tem a maior média de público do Brasil e a
39ª do mundo.
279
Manda os seus jogos no
Estádio do Arruda (foto), maior estádio de
Pernambuco.
conquistas e os títulos de Vice-Campeão Brasileiro de 1967 (além de dois terceiros e dois quartos lugares na Taça Brasil) e vice-
campeão da Série B nos anos de 1988 e 2011.
Os três principais clubes pernambucanos estão entre os mais antigos e tradicionais do Brasil.
O Sport, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, também participa de competições nacionais de voleibol, basquete e
hóquei em patins.
Outros clubes esportivos importantes no estado são o América Pernambuco, com seis
títulos estaduais de futebol e o Troféu Nordeste,
280
além do Clube Português do
Recife, do Central, do Porto, do Ypiranga, do Salgueiro, do Petrolina, do Serra Talhada,
do Belo Jardim e do Araripina.
Os maiores times de Pernambuco possuem estádios próprios. O maior estádio
construído é o Estádio do Arruda, pertencente ao Santa Cruz. Destaque ainda para a
Ilha do Retiro, pertencente ao Sport, e para o Estádio dos Aflitos, que pertence ao
Náutico, sendo que o Náutico manda os seus jogos atualmente na Arena Pernambuco,
um novo e moderno estádio construído em São Lourenço da Mata, na Região
Metropolitana do Recife, para a Copa das Confederações de 2013 e para a Copa do
Mundo FIFA de 2014, e que terá em seu entorno a Cidade da Copa, primeira cidade
inteligente da América Latina.
281
Pernambuco deu origem a nomes de destaque do esporte brasileiro, como Vavá,
Rivaldo, Juninho Pernambucano, Hernanes, Ricardo Rocha, Josué, Manga, Biro-Biro,
Ademir Menezes, Almir Pernambuquinho, Manoel Tobias, Karol Meyer, Carlos Burle, Jaqueline Carvalho, Dani Lins, Pampa,
Yane Marques, Bráulio Estima, Samira Rocha, Deborah Hannah, Beto Monteiro, Teliana Pereira, Joanna Maranhão, Keila Costa,
João Paulo Batista, Wagner Domingos, Luizomar de Moura, Dado Cavalcanti, Gustavo Zloccowick, entre outros. Nelson Piquet,
tricampeão mundial de Fórmula 1, é filho do casal pernambucano Estácio Gonçalves Souto Maior e Clotilde Piquet. O pai, médico
e político, se mudou para o Rio de Janeiro (então capital do Brasil), onde nasceu o automobilista.
Turismo[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Turismo em Pernambuco
O turismo no estado de Pernambuco oferece diversas atrações históricas, naturais e culturais. As principais localidades
turísticas do estado de Pernambuco são: Fernando de Noronha, Porto de Galinhas, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Recife,
Igarassu, Itamaracá, Gravatá, Triunfo, Garanhuns e Caruaru.
O templo católico mais antigo do país localiza-se em Igaraçu e foi construída em 1535. O Galo da Madrugada é considerado o
maior bloco carnavalesco do mundo, reunindo quase 2 milhões de pessoas.
Segundo a pesquisa "Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009", realizada pela Vox Populi, Pernambuco foi o segundo
destino turístico preferido dos brasileiros, já que 11,9% dos turistas optaram pelo estado nas categorias pesquisadas;
282
e
segundo a International Congress And Convention Association (ICCA) , Pernambuco é o terceiro melhor polo de eventos
internacionais do Brasil.
283
O litoral é o principal atrativo. Milhões de turistas desembarcam todos os anos no aeroporto do Recife. Há alguns anos o estado
vem investindo intensamente na melhora da infraestrutura e em projetos de interiorização do turismo, como no desenvolvimento
do ecoturismo.
O litoral do estado de Pernambuco tem cerca de 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais
praticamente intocados. Faz divisa ao norte com a Paraíba e ao sul com Alagoas. Além das praias, possui o arquipélago de
Fernando de Noronha, Patrimônio Natural da Humanidade, e suas 16 praias.
Porto de Galinhas foi eleita por 10 vezes
consecutivas a Melhor Praia do Brasil —
segundo a Revista Viagem e Turismo, da
Editora Abril.
287
A Baía do Sancho, em Fernando de
Noronha, foi eleita a melhor praia do
mundo pelos usuários do TripAdvisor.
289
Pernambuco oferece dez rotas de turismo que vão do litoral ao interior criadas pela
Empetur, que visam explorar os principais pontos turísticos de cada região do estado
de acordo com suas potencialidades, que vão do turismo de sol e mar e ecoturismo ao
turismo serrano e religioso.
Entre as praias mais procuradas do estado estão: Boa Viagem, Barra de Jangada,
Calhetas, Porto de Galinhas, Serrambi, Guadalupe, Praia dos Carneiros, Maria
Farinha, Nossa Senhora do Ó, Ilha de Itamaracá e a Ilhota da Coroa do Avião.
O Litoral Sul do estado, que tem cerca de 110 km de praias, é totalmente protegido por
corais, que formam irresistíveis piscinas naturais de águas mornas. É famoso por
diversas praias conhecidas nacional e internacionalmente, como Porto de Galinhas.
Turistas de todo o país se hospedam nos luxuosos hotéis e resorts do litoral sul do
estado.
O Litoral Norte do estado é mais densamente habitado que o litoral sul, quase urbanizado por completo desde a Região
Metropolitana do Recife até a divisa com a Paraíba. Tem alguns dos sítios históricos mais importantes do Brasil, como os dos
municípios de Olinda, Igarassu, Itamaracá e Goiana. Construções do brasil-colônia, como o Forte Orange na ilha de Itamaracá e a
Igreja dos Santos Cosme e Damião em Igarassu (a mais antiga igreja do Brasil em funcionamento), são muito visitadas por
turistas que passam pela região. As praias também são muito procuradas. O litoral norte pernambucano também é conhecido por
abrigar o Veneza Water Park, um dos maiores parques aquáticos do Brasil, situado na praia de Maria Farinha em Paulista.
O arquipélago de Fernando de Noronha tem destaque nacional e mundial. Pelas ilhas
é possível avistar os golfinhos saltadores. As principais atrações do arquipélago são:
Forte de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha , Vila dos Remédios,
Praia da Conceição, Praia do Boldró, Baía dos Porcos, Baía do Sancho (cercada por
falésias cobertas de vegetação), Baía dos Golfinhos, Praia da Cacimba do Padre,
Morro Dois Irmãos, Reduto de São Joaquim de Fernando de Noronha , Reduto de
Santa Cruz do Morro do Pico de Fernando de Noronha e Reduto de Santana de
Fernando de Noronha. Todo o arquipélago é tombado pelo Patrimônio Natural da
Humanidade pela UNESCO.
O Circuito do Frio é uma opção para os que procuram um clima ameno. Trata-se de um
evento multicultural, realizado no mês de julho e começo de agosto em cinco cidades
serranas do interior pernambucano: Garanhuns, Triunfo, Gravatá, Pesqueira e Taquaritinga do Norte. O Festival de Inverno de
Garanhuns (FIG), criado em 1991, foi o primeiro evento, que deu início ao costume de seguir para o interior de Pernambuco na
época mais fria do ano. O FIG apresenta uma maratona de atrações nacionalmente conhecidas nas praças e parques. São 12
polos, espalhados por toda a cidade de Garanhuns, num evento que mistura diversos estilos musicais – rock, MPB, blues, jazz,
forró e música instrumental, para citar alguns –, teatro, cinema, circo, gastronomia, folguedos populares e outras formas de
manifestação cultural. Triunfo, por sua vez, é um dos destinos mais concorridos do circuito. Poucos municípios têm o privilégio de
reunir tantos atrativos quanto Triunfo: o clima (a cidade está a 1.004 metros de altitude) que propicia o cultivo de flores, o casario
singelo, as antigas construções, os seculares conventos, o Cine-Teatro Guarany, os engenhos de cana-de-açúcar e a Lagoa João
Barbosa. Gravatá, localizada a 85 quilômetros do Recife, é um dos locais mais acessíveis do evento. Andar pela cidade, tomar
chocolate quente, parar nos restaurantes tradicionais de culinária típica para comer galinha à cabidela ou buchada de bode são
programas imperdíveis. Em Gravatá, o Circuito do Frio recebe o nome de Festa da Estação. Cidade de larga tradição rendeira,
Pesqueira realiza há cinco anos a Festa da Renascença, justamente o nome da renda feita na região. Já a cidade das praças e
das flores, Taguaritinga do Norte, comanda a Festa das Dálias.
288
Feriados[editar | editar código-fonte]
No estado de Pernambuco são observados as seguintes datas comemorativas
291
:
Ver também[editar | editar código-fonte]
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]
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