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ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
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ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias
ISBN978-85-60668-02-1 Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias

ISBN978-85-60668-02-1

Foto da Capa: Osmar Gusmão, pátio interno do CPFEP. Capa e Editoração: Rômulo Garcias Revisão: Andreza Lima de Menezes Impressão: Gráfica e Editora O Lutador – 2010

Ficha catalográfica:

De uniforme diferente: o livro das agentes. Virgílio de Mattos – Belo Horizonte : Fundação MDC, 2010.

1.

Criminologia. 2. Execução Penal. 3. Sistema Prisional. 4. Agentes penitenciárias.

5.

Direitos Humanos.

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24/3/2010, 15:27 2. Execução Penal. 3. Sistema Prisional. 4. Agentes penitenciárias. 5. Direitos Humanos. 2 2 livro2.pmd

livro2.pmd2. Execução Penal. 3. Sistema Prisional. 4. Agentes penitenciárias. 5. Direitos Humanos. 2 2 24/3/2010, 15:27

“Don’t expect a prision officer to have a heart. His pay will not allow it.”
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“Don’t expect a prision officer to have a heart. His pay will not allow it.”

“Don’t expect a prision officer to have a heart. His pay will not allow it.” Bernard Shaw

Do Estado a gente só tem desconto 1 .”

“O processo de legitimação da violência no sistema penitenciário brasilei- ro está ancorado, na forma e no lugar, na cultura jurídica e religiosa. Os atos violentos são, eles próprios, derivados de um estoque de tradições de punição relacionadas a penas muito antigas (degredo e morte). Portanto, a violência e a crueldade presentes em nosso sistema não são um fato excepcional, mas um acontecimento maior que tem vínculos com as culturas jurídica e religiosa sobre a punição” 2 .

1 - Agente que pediu para não ser identificada.

2 - Gizlene Neder, Sentimentos e Ideias Jurídicas no Brasil: Pena de morte e Degredo Em dois

tempos. In:

História das Prisões no Brasil, vol. I. Rio de Janeiro : Rocco, 2009, p. 105.

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24/3/2010, 15:27 Degredo Em dois tempos. In: História das Prisões no Brasil, vol. I. Rio de Janeiro :

livro2.pmdEm dois tempos. In: História das Prisões no Brasil, vol. I. Rio de Janeiro : Rocco,

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Prefácio – Túlio Vianna

I – Introdução

II – Diz aí, Dona Agente

III – O que a Dona Agente não diz

IV – Os gráficos

V – Conclusões?

VI – Referências

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Anexos

I – Grupo Focal entre diretores de unidades prisionais.

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24/3/2010, 15:27 – Conclusões? VI – Referências 105 Anexos I – Grupo Focal entre diretores de unidades prisionais.

livro2.pmdVI – Referências 105 Anexos I – Grupo Focal entre diretores de unidades prisionais. 5 5

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Pense bem antes de começar a leitura. Este livro pode não lhe fazer bem. Aliás,
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Pense bem antes de começar a leitura. Este livro pode não lhe fazer bem. Aliás,

Pense bem antes de começar a leitura. Este livro pode não lhe fazer bem. Aliás, esse é o tipo de leitura difícil de fazer bem, no sentido de proporcionar bem-estar ao leitor. Não estamos aqui pra isso. É mais um retrato em branco e preto, sem soneto, sem retoque, sem possibilidade de canção.

Vários foram aqueles que ajudaram de algum modo na feitura deste trabalho, pelo menos no de campo, e se distanciaram da pesquisa e do curso de seu curso. Alguns com silencioso oportunismo, após conseguirem o que queriam, sejam ideias, contatos, aprovação; outros com passiva indi- ferença. Poucos aguentam por muito tempo o tranco, que não é fácil, isso era avisado desde o início: era um trabalho aos trancos, que nos sacudia a todos os envolvidos. Dos que se distanciaram não lhes registro o nome e nem cobro explicações. Cada um sabe as trilhas que traça, pena de ser traçado por elas, paciência. Paciência nunca foi o meu forte. Sigo tocando o barco aproveitando essa calma tempestade. Mesmo para estudantes de di- reito e psicologia lidar com trabalhadoras do sistema prisional não é nada corriqueiro, nem fácil, entendemos. Oportuna a citação do comandante Carlos Marighella, herói do prisional não é nada corriqueiro, nem fácil, entendemos. povo brasileiro, durante movimento de reivindicação por povo brasileiro, durante movimento de reivindicação por ele liderado, quan- do preso na Ilha Grande-RJ: “ou tá com o coletivo ou tá com a casa”. Obviamente sempre estivemos do lado do coletivo. Obviamente “a Casa” soube disso desde o início. Sempre dissemos a que vínhamos e o porquê. Nada escondido. Nunca houve nada escondido de nossa parte, de nosso lado. Cada um sabe bem o lado que escolheu. Todo mundo tem um lado. No fundo todo mundo tem um lado e tenta defendê-lo e se defender com ele, sendo possível. Às vezes é possível mudar de lado, mas nós nunca fizemos ou sequer cogitamos disso. Mas também entendemos os que, fragilizados, mudam de lado. Os alunos têm o vício de se formarem e a pesquisa-ação não se coaduna com a necessidade que se lhes aparece em primeiro plano: ganhar dinheiro. É preciso compreender isso. De ambos os lados. Esteja de que lado estiver. No campo dos agradecimentos a professora Vanessa Barros, dos cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia da UFMG, foi de gran- de ajuda na formação do questionário. À pesquisadora Vanessa De Maria, bem como ao professor Gui- lherme Portugal, quando ela disse que não conseguia, agradeço a correção

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24/3/2010, 15:27 bem como ao professor Gui- lherme Portugal, quando ela disse que não conseguia, agradeço a correção

e a forma final dos gráficos. Laurinha Lambert, com a paciência de Jó bíblico de
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e a forma final dos gráficos. Laurinha Lambert, com a paciência de Jó bíblico de sempre, garantiu a tranquilidade necessária, e a logística idem, para a feitura desta escritura, como sempre fez com as outras e fará com as futuras, estamos absolutamente seguros disso. Dela ainda as correções de rumo fundamen- tais sempre que derivávamos como um destroço no mar dessa tempestade do sistema prisional neoliberal de Minas. Paula Brito, cujo trabalho sobre a homoafetividade prisional femi- nina é um marco, estava presente quando o Grupo de Pesquisa-Ação foi terminantemente proibido” de seguir a pesquisa e frequentar a penitenci- ária por um desses ilusionistas iludidos. Ao sairmos da penitenciária, pela última vez, me disse, sem conseguir conter a tristeza que a engasgava: “isso não pode ficar assim. Que absurdo! O que o senhor vai fazer?”. Lem- bra que eu pedi pra você ter calma e esperar, Paulinha? Tenham todos boa leitura!

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24/3/2010, 15:27 vai fazer?” . Lem- bra que eu pedi pra você ter calma e esperar, Paulinha? Tenham

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Prefácio Prefácio Este não é mais um livro jurídico escrito em uma torre de marfim.
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Prefácio Prefácio Este não é mais um livro jurídico escrito em uma torre de marfim.

Prefácio

Prefácio

Este não é mais um livro jurídico escrito em uma torre de marfim. Este livro foi escrito em uma masmorra de areia que, se ainda existe, é porque Este livro foi escrito em uma masmorra de areia que, se ainda existe, é porque até os ventos fazem curvas para não terem que visitá-la. Este livro é um sopro a plenos pulmões. E como sopra este Virgílio de Mattos! Virgílio é meu eterno mestre preferido do Direito Penal. Dentre as muitas coisas que aprendi com ele, uma das mais importantes você apren- derá também lendo este livro: o Direito não se faz em gabinetes com ar condicionado, mas nas ruas que enlameiam a barra da calça de seu terninho bem cortado. Este livro tem cheiro de suor. Poucos são os juristas dispostos a enfrentar o trabalho de campo. É muito mais penoso que a produção dogmática, é muito menos valorizado por seus pares e, principalmente, é preciso ter consigo uma dose de sonho incomum nestes dias em que o sucesso profissional equivale a ser aprovado em um concurso público. Ir ao presídio, olhar de perto o que o Direito criou e, a partir da- quele lugar físico e teórico, botar os dedos na ferida é um grande desafio. Virgílio foi, olhou e viu. Para ir e olhar é preciso antes de tudo disposição; pra ver é preciso perspicácia. E a perspicácia de Virgílio é tamanha que ele percebeu que lá não se encontravam presas apenas as presas, mas também suas vigias.

livro2.pmdque ele percebeu que lá não se encontravam presas apenas as presas, mas também suas vigias.

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24/3/2010, 15:27 tamanha que ele percebeu que lá não se encontravam presas apenas as presas, mas também suas

“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam
“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam

“De Uniforme Diferente” é, nas palavras do próprio Virgílio, um livro sobre “mulheres que custodiam outras mulheres e – disso quase nenhuma delas se dá conta – que também estão presas, embora esse regime semiaberto seja ao contrário: elas trabalham presas e vão dor- mir em casa, ao contrário daquelas que saem para trabalhar e voltam para dormir na penitenciária”. No fundo ninguém queria estar ali: nem as presas, nem as agen- tes, nem Virgílio. É possível também que você não queira ler este livro. Nós enten-

deremos.

Só não é possível defender um modelo punitivo tão sofrível e excludente para todos que com ele convivem diariamente sem saber do que se trata.

Este livro de Virgílio aponta para este modelo e diz: “Vejam, oh, é de areia!”. Respirem fundo e soprem com ele. Belo Horizonte, verão escaldante de 2010.

Túlio Vianna 3

3 Professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da UFMG. Editor do site www.tuliovianna.org

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24/3/2010, 15:27 3 3 Professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da UFMG. Editor do site www.tuliovianna.org

livro2.pmd3 Professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da UFMG. Editor do site www.tuliovianna.org 12

INTRODUÇÃO I “Ditadura, liberdade, democracia… a casa do caralho! Eu quero é paz no meu
INTRODUÇÃO I “Ditadura, liberdade, democracia… a casa do caralho! Eu quero é paz no meu
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INTRODUÇÃO I “Ditadura, liberdade, democracia… a casa do caralho! Eu quero é paz no meu

INTRODUÇÃO I

“Ditadura, liberdade, democracia… a casa do caralho! Eu quero

é paz no meu plantão!” 4 Este resultado de pesquisa de campo que se vai ler teve curso na penitenciária feminina de Belo Horizonte, a aplicação do questionário ocor-

reu no período de fevereiro a dezembro de 2007 e abrangeu a totalidade 5 das trabalhadoras dali, naquele período. O grupo focal que se encontra trans- crito no anexo foi realizado no final de 2005. Assim como fizemos com todas as presas no período 2005/2006, submetemos todas as trabalhadoras do atualmente denominado Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, a penitenciária de mulheres da capi- tal do Estado de Minas Gerais, a um questionário, com 51 perguntas. Onze

a menos do que o questionário anteriormente aplicado às presas, cujos re-

sultados já foram publicados 6 . Tínhamos com quase todas elas uma convi- vência amistosa. A relação com o Grupo era diferente daquela mantida com outros visitantes esporádicos. Nós nos situávamos entre aqueles que, mes- mo não sendo do grupo de agentes ou do Estado, presenciávamos e enten- sultados já foram publicados 6 díamos as dificuldades diuturnas daquele trabalho. Estávamos ali pelo me- nos díamos as dificuldades diuturnas daquele trabalho. Estávamos ali pelo me- nos uma vez por semana, desde 2005. Depois de terminada a primeira fase da pesquisa sobre Violência, Criminalidade e Direitos Humanos, do lado de dentro do Complexo Peniten- ciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, onde analisávamos os dados referentes às presas, houve a necessidade de também nos debruçar- mos sobre a questão das agentes e demais trabalhadoras que ali exercem suas funções em tempos de encarceramento em massa. É disso, basica- mente, que cuida este livro: mulheres que custodiam outras mulheres e - disso quase nenhuma delas se dá conta - que também estão presas, embora esse regime semiaberto seja ao contrário: elas trabalham presas e vão dor-

4 Ricardo Azevedo, O plantão do Napolitano. pp. 83-87. In; Tiradentes, um presídio da ditadura:

memórias de presos políticos. Alípio Freire, Izaías Almada, J.A. de Granviele Ponce organizadores. São Paulo, Scipione, 1997.

5 Menos um quadro técnico, que se recusou, em mais de uma oportunidade, a responder o questi- onário ou dialogar com os pesquisadores.

6 Cf. A VISIBILIDADE DO INVISÍVEL. Belo Horizonte : Fundação MDC, 2008.

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mir em casa, ao contrário daquelas que saem para trabalhar e voltam para dormir na
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mir em casa, ao contrário daquelas que saem para trabalhar e voltam para dormir na penitenciária. Uma das principais razões de ser desta publicação é a crítica feita

pelas trabalhadoras do sistema penitenciário, no sentido que toda literatura penitenciarista padeceria de um vício: “teórico-metodológico, centrado na narrativa dos encarregados da aplicação da lei nas prisões, ( ) que se apóia, quase que exclusivamente, nos relatos dos apenados”. 7 Neste trabalho que se vai ler não só a metodologia é diferente, mas também a história é bem outra, seu avesso. Os relatos baseiam-se inteiramente nas falas das agentes, nas respostas, nas informações passadas durante, antes e depois das aplicações dos questionários.

O que quer a agente (carcereira/guarda) penitenciária? Paz no

seu plantão. Há alguns outros sonhos, como fazer faculdade (34%), cons- truir casa própria (18%), prestar um concurso público (13%), casar e ter filhos (11%), se aposentar (8%), tirar carteira nacional de habilitação (3%) ou mesmo sem planos 8 (3%), mas principalmente o que se almeja num dia comum de trabalho é ter paz. Ir e voltar em paz para casa, uma questão que não está muito presente no cotidiano da maioria das trabalhadoras de outras é ter paz. Ir e voltar em paz para casa, uma questão que áreas, que vivem áreas, que vivem na realidade o lance de dados de Stephan Mallarmé, que jamais pode abolir o acaso, mesmo durante um naufrágio. As agentes traba- lham como se estivessem durante um naufrágio, diuturnamente.

Ir e voltar em paz significa, ou pode ser resumido, basicamente,

em voltar com vida, “sã e salva.” Sem que a cadeia “vire”, ou “balance” 6 . Sem que haja rebelião ou motim. Sem que o chefe torne sua jornada ainda mais difícil e insuportável. Sem que haja “furos”. Sem que morra alguma

presa, fato lamentavelmente comum logo após o encerramento da pesquisa naquela unidade 9 .

A agente (carcereira/guarda) tem um tipo de trabalho bastante

diferente e valorizado em tempos de controle total e encarceramento em

7 CASTRO E SILVA, Anderson Moraes de. Nos braços da lei: o uso da violência negociada no interior das prisões. Rio de Janeiro : e+a, 2008, p. 1. Anderson foi policial civil e agente penitenciário no Rio de Janeiro, utilizou essa trajetória anterior na sua pesquisa acadêmica no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (IFCS) da UFRJ.

8 Deve ser triste o futuro de alguém sem planos, ainda que o presente deva agoniar mais.

9 A cadeia “virar” é o medo pânico de todo trabalhador do sistema. Significa que aqueles que são mandados passam a mandar e aqueles que mandavam tornam-se reféns. Encontra sinonímia em rebelião, motim. A cadeia “balançando” é expressão que significa tentativa de rebelião ou motim, qualquer “clima pesado” ou “clima ruim” pode ter o mesmo efeito no imaginário da agente.

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livro2.pmdqualquer “clima pesado” ou “clima ruim” pode ter o mesmo efeito no imaginário da agente. 14

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massa 1 0 : com garantia de absorver mão-de-obra, mesmo não especializada. Normalmente há medo
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massa 10 : com garantia de absorver mão-de-obra, mesmo não especializada. Normalmente há medo e tensão antes e a caminho do trabalho, durante o trabalho – em crescendo - e após o trabalho. O medo é algo perceptível, concreto, que parece poder ser cortado à faca. Ainda que 11% delas sus- tentem que não têm medo de nada. O limite entre um medo controlado e o medo pânico é tênue, evidenciado naquelas que confessam não dormir bem (18%), ter pesadelos (17%) e insônia (33%), bem como tomar medicação para depressão e ansiedade (15%). Um número extremamente alto (40%) sofre de hipertensão e toma medicação específica, dores são comuns (25%)

e demandam medicação diária, “senão a gente não dá conta nem de

pensar”. Mais da metade (53%) já esteve afastada do serviço, um número significativo por depressão, estresse e transtornos mentais mais graves (22%). 61% buscam “medicar” as condições pesadas de trabalho com o álcool, no final de semana (34%) e “socialmente” (61%). 17% não sabem o que é ter um bom dia de trabalho. Mas a agente ainda encontra, mal chega em casa, quase sempre após um dia estafante e tenso - tanto física quanto mentalmente -, a sobrejornada de trabalho invisível: arrumar a casa, lavar e passar a roupa, preparar alimentação para ela mesma e para a família, resolver os proble- estafante e tenso - tanto física quanto mentalmente -, a mas da família, ajudar a fazer mas da família, ajudar a fazer os deveres escolares, planejar o dia seguinte de todos, etc. Quase sempre essa questão é omitida, assim como o fato de a maioria delas utilizar a remuneração como parcela fundamental para o sus- tento da família, mesmo quando a família não é monoparental. Assim como a existência das presas, para aqueles que estão no “mundão”, esse fato cotidiano é invisível. Essa dupla exploração de gênero

é tida como “normal”. Afinal a mulher que trabalha, “tem que dar conta

das obrigações normais de mulher, né?! 11 As próprias vítimas da dupla

jornada dizem que ela faz parte das “obrigações normais de mulher” e

10 O número de suicídios, tentados e consumados, aumentou vertiginosamente, fato que redundou, inclusive, em audiência pública, a pedido do Sindicato da categoria dos agentes prisionais,, na Comissão de Direitos Humanos da ALMG. 11 Nos últimos 15 anos houve um aumento de 250% no número de presos, segundo Airton Michels, coordenador do DEPEN, do Ministério de Justiça. Em “Seminário Nacional Psicologia em Interface com a Justiça e Direitos Humanos: um compromisso com a sociedade”, do Conselho Federal de Psicologia, Brasília – DF, 19/11/2009.

livro2.pmdum compromisso com a sociedade”, do Conselho Federal de Psicologia, Brasília – DF, 19/11/2009. 15 15

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não se insurgem contra isso, porque, afinal de contas, “desde que o mundo é mundo
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não se insurgem contra isso, porque, afinal de contas, “desde que o mundo é mundo as coisas são assim” 12 , dizem, encerrando qualquer possibilidade de aprofundamento, ou mesmo de um questionamento específico sobre a questão de gênero. Além de quererem “paz no plantão”, qual seria o perfil 13 dessas trabalhadoras? Por que escolheram essa atividade? Há escolha? Houve escolha da carreira? Quais os principais problemas, no trabalho e fora dele? Haveria um padrão? Haveria adoecimento pelo trabalho estafante, estressante, relativamente 14 bem pago? O curioso/sintomático é que dentre todos os trabalhadores uma única pessoa recusou-se terminantemente, muito irritada e muito nervosa, a ser entrevistada, mesmo após várias tentativas, porque “eu não vou ficar respondendo questionário pra vocês”. Era uma agente do quadro técni- co, uma assistente social. Rara unanimidade: odiada tanto pelas presas, quanto pelas demais trabalhadoras. Ganhou também nossa antipatia. Entristece ter que concordar com a fala de uma antiga tra- balhadora do sistema: “Todo mundo sonha em ter uma profissão legal. Engenheiro, médico, advogado. Ninguém sonha em ser agente peni- tenciário”.

Por quê? Pode parecer prosaica a realidade do sistema penitenciário brasi- leiro, em especial o mineiro, se se olha para uma, duas décadas atrás. Não só o espanto em relação aos números (de trabalhadores e presos), mas a própria lógica do sistema, comparados com o encarceramento em massa que assistimos exponencialmente em todo o mundo. A prisão como fonte de emprego e lucro. Arremedo de solução para a violência, também ela agora em curva ascendente, que só produz mais violência. Para emprestarmos a expressão de FOUCAULT, a cadeia que gera mais crimes é como o hospi- tal que gera mais doenças. E essas invisíveis trabalhadoras, quem se preocupa com elas? Para os chefes de ocasião são “moles” demais e quanto mais “duras”, mais as- cendem, mais são bem vistas. Para as presas, “o capeta em forma de gen-

12 Ouvido de uma técnica de nível superior que ficou muito intrigada com a resposta de que o trabalho, as obrigações domésticas não devem ser coisa de mulher, mas de todos que coabitam o mesmo espaço, independente do gênero.

13 idem.

14 Aqui entendido como linha de contorno de qualquer coisa apreendida numa visão de conjunto.

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te”. Para os familiares das presas, “isso não é gente”. Para os próprios trabalhadores, são
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te”. Para os familiares das presas, “isso não é gente”. Para os próprios trabalhadores, são “estressadinhas demais”. O que forma essas trabalhado- ras? Por que delas se exigem rigor excessivo, violência, rispidez e não se toleram a boa educação, o atuar atencioso e criterioso, como deve ser praxe em todo serviço público? Estariam também elas condenadas, só que sem algemas, a manterem a cabeça baixa e não olharem nos olhos? Espécie de programa operacional padrão do adoecimento e do descarte de gente pro- movido nos últimos anos pelo sistema prisional neoliberal de Minas. Basicamente a função das agentes penitenciárias (carcereiras/ guardas) e também dos chamados agentes administrativos 15 é de dupla or- dem: evitar fugas, manter a ordem interna e o funcionamento burocrático, burocraticamente 16 funcionando. Quando nada dando a impressão de que tudo está funcionando. Como ensina e explica a experiência de CASTRO E SILVA, ain- da que o lócus do sistema seja o Estado do Rio de Janeiro:

“A administração prisional, por sua vez, não se interessa em saber como os guardas estão agindo para manter o controle da situação. Os gestores desejam simplesmente que as coisas sejam resolvidas no interior da cadeia. Ninguém está se importando em saber de que forma isso vem sendo feito. Desde que não ocorram fugas e rebeliões – estes parecem ser os únicos fatos que interessam à imprensa local a respeito do sistema penal, nada mais importa” estão agindo para manter o controle da situação. Os 1 8 . Antigas são as reivindicações 18 . Antigas são as reivindicações de todos, independentemen- te de gênero: uma seleção mais exigente do pessoal contratado, maior grau de escolaridade, cursos especiais de treinamento, salários ainda maiores, sobretudo a efetivação daqueles que entraram no sistema sem concurso público 19 (mais de 79% só nessa unidade específica à época da pesquisa) e

15 Se se considera o valor líquido recebido pelas agentes, categoria à qual se exige o nível de ensino médio, temos que ele é superior em quase um terço àquelas trabalhadoras que possuem nível superior dentro do sistema prisional.

16 Dentro do sistema os trabalhadores podem ser divididos em dois grandes grupos: os chamados funcionários administrativos; aí englobando as direções, o serviço social, o jurídico, o de saúde e os agentes penitenciários propriamente ditos (guardas/carcereiras). 17 Fazendo funcional a estrutura ineficiente, inoperante, morosa nas soluções, sem iniciativa e flexibilidade, indiferente às necessidades das pessoas por ela, burocracia, envolvidas; obediente ao senso comum e, às vezes, com gosto em complicar ainda mais os trâmites rotineiros e ampliar sua área de operações e seu poder barato.

18 CASTRO E SILVA, Anderson Moraes. Nos braços da lei: O uso da violência negociada no interior das prisões. Rio de Janeiro : a+e, 2008, p.112.

19 Em Minas Gerais, à época da pesquisa, havia um total de 13 mil agentes penitenciários, apenas 3 mil entraram no sistema por concurso público.

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aí permanecem indefinidamente, alguns há mais de 20 anos. Em tempos de pauperização generalizada, precarização
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aí permanecem indefinidamente, alguns há mais de 20 anos. Em tempos de pauperização generalizada, precarização de oferta de postos de trabalho e crise/quebra do modelo neoliberal, investir na custó- dia de gente passou a ser, literalmente, um “grande negócio”. A função do sistema prisional não seria mais “apenas” intimidar, punir e tentar evitar que voltem, mas fazer o impossível milagre prescrito pela teoria das prevenções da dogmática penal. Além disso, passa a ter também a função de gerar lucro, postos de trabalho, ascensão vertical, etc. Para o senso comum o que não se tolera em termos de “falhas”, são aquelas relativas à segurança e à disciplina. Em havendo, serão alcan- çados os níveis mais baixos para “punição”. Esta, em grau máximo, impli- cando na “troca de uniforme”, onde o agente passará a usar o uniforme de preso 20 ; em grau médio, a perda do cargo sem processo penal, fechando a porta de entrada para todo o sistema penal 21 - esse mercado em ascensão e de emprego garantido - na qualidade de trabalhador. Em grau mínimo, a transferência de unidade, para um local pior e mais longe da moradia da agente.

Para a presa, o senso comum estimula a criação de mais tipos penais, espécie de ilusionistas iludidos creem que dessa forma estarão mais seguros em suas casas penais, espécie de ilusionistas iludidos creem que dessa forma estarão mais seguros em suas casas e apartamentos transformados em pequenas fortalezas à prova de tudo, exceto de pânico; bem como formas de cumpri- mento de penas mais duras. Mais e pior. Mais do pior. Não pode haver conforto, nem nada a ele assemelhado. Uma cela dentro dos padrões da ONU 22 é quase uma heresia. Este mesmo senso comum estima e estimula que o sistema de punição e intimidação ao preso e aos seus familiares nos dias de visita seja uma espécie de “norma”. O efeito colateral é que a agen- te (carcereira/guarda) é quem vai ser feita refém nos motins, vai morrer nas rebeliões, ou a caminho do trabalho e saindo dele, vai pagar esse pacto perverso. Quase sempre com o próprio corpo, algumas vezes com a própria vida.

74% das agentes, mesmo quando saem do trabalho, o tra-

20 Raríssima, para não dizermos impossível, a possibilidade de um preso vir a ser um agente penitenciário, mas a recíproca é muito mais comum do que se possa imaginar.

21 Há uma norma não escrita pela qual aqueles que saem do sistema, pouco importando o motivo, a ele não podem voltar.

22 Cf. as Regras Mínimas para o tratamento de reclusos, de 1948. Estabelecendo seis metros quadrados por preso, ambiente arejado, onde frio e calor excessivos sejam evitados; alimentação digna, etc.

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balho não sai delas, observe o gráfico sobre esta questão, o de n. 25. São
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balho não sai delas, observe o gráfico sobre esta questão, o de n. 25. São medos constantes, pesadelo contínuo do desassossego. Mas preocupou-nos também saber qual a “impressão”, como diziam as presas, que se tem das agentes (carcereiras/guardas) e que papel elas cumprirão dentro da unidade. As presas referem três grandes grupos: a “neutra”, que não atrapalha a vida de ninguém, mas também não ajuda; a “boazinha”, que pode prestar pequenos favores, tratar com dignida- de também aos familiares, levar e trazer notícias; e a “estressadinha”, “já chega no serviço estressada e quer fazer terapia ‘na’ gente” (sic). As “estressadinhas” são mesmo um perigo e uma ameaça constante ao “sossego” – as aspas são inevitáveis – das presas. Rudes, sem pudor em atuarem de forma violenta, manifestam todas as suas frustrações sobre as presas com o poderzinho que lhes é conferido pelo estado, mas que em cotejo com as presas, sem poder nenhum, exceto o de dizer “sim, senho- ra”, é um poder imenso. A violência, explícita ou não, está presente desde a panca- da com a tonfa ou no spray de pimenta nos olhos, como também no “vá pro fundo da cela”, “cala a boca”, “quem manda aqui sou eu”, “quem é que é a presa aqui?”

Mais da metade (53%) já esteve afastada do serviço em função de problemas de saúde. Apenas 12% não se queixam de nada que dificulte o trabalho. 58% relatam falta de companheirismo, de comunicação e intrigas, entre as próprias trabalhadoras, como o que mais dificulta o tra- balho. O paradoxo é que 45% relatam que o melhor cargo a ser ocupado em uma penitenciária é exatamente o delas: agentes penitenciárias. 40% dos familiares não aprovam, têm medo e acham muito perigoso o trabalho por elas desenvolvido. 43% é o percentual de famílias que sentem orgulho, gostam do trabalho realizado e dão apoio. São opiniões opostas pelo vértice. Algumas têm outros agentes penitenciários na família:

maridos, pais, irmãos, que influenciaram, de certa forma, a opção, a escolha desse tipo de trabalho. Uma ou duas sempre sonhou em fazer exatamente o que faz.

Algumas poucas agentes são críticas em relação ao pró- prio sistema, “ineficiente, ruim, fracassado, precário, fraco” (24%), embora a maioria tenha dele uma ideia positiva, de que é “bom, seguro, disciplinado”, não faltando mesmo aquelas que fazem rasgados elogios ao atual governo do estado, quase sempre em posição de direção e mando. 18% ficam “em cima do muro” e respondem que o sistema “melhorou

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muito ”, sendo que 13% sustentam que ainda “ pode melhorar ”. O que não
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muito”, sendo que 13% sustentam que ainda “pode melhorar”. O que não deixa de ser um modo de responder sem se comprometer, o que às vezes significa não responder. Algumas resumem a questão a dinheiro, “se tiver dinheiro tudo anda”. O que mais nos preocupa são as 3% que “não acham nada”. 96% das pesquisadas recomendaria que outra colega res- pondesse ao questionário aplicado, “para que as pessoas ficassem por dentro do que acontece”. Dividimos o trabalho que se vai ler, para melhor análise, em partes que podem ser lidas de forma estanque, você preferindo, se assim sua pressa ou o pequeno interesse recomendarem: o que dizem as agentes, o que as agentes não dizem, os gráficos e nossas conclusões. No anexo a transcrição de um grupo focal entre diretores de unidades, antes da pesqui- sa de campo.

Enfim, é um texto que dá voz e vez ao universo real e ao do imaginário das agentes, bem por isso nenhuma deles é identificada. A unida- de onde foram aplicados os questionários foi o Complexo Penitenciário Fe- minino de Belo Horizonte, a antiga Penitenciária Industrial Estevão Pinto (PIEP), onde estivemos pesquisando no período de 2005/2008. Outras agen- os questionários foi o Complexo Penitenciário Fe- tes agregaram, em entrevistas e textos, suas impressões tes agregaram, em entrevistas e textos, suas impressões sobre as dificulda- des de um trabalho também invisível na prática: a antiga, dolorosa e pouco gratificante tarefa de manter gente presa.

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livro2.pmdinvisível na prática: a antiga, dolorosa e pouco gratificante tarefa de manter gente presa. 20 20

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II – “DIZ AÍ, DONA AGENTE”. “A Bastilha não era apenas uma prisão, mas um
II – “DIZ AÍ, DONA AGENTE”. “A Bastilha não era apenas uma prisão, mas um
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II – “DIZ AÍ, DONA AGENTE”.

“A Bastilha não era apenas uma prisão, mas um monumento ao oculto, a eventos muito além do conhecimento comum.” 23 .

“Começou a trabalhar e só depois de uns três dias é que percebeu que estava trabalhando em uma penitenciária. Pensou que estava trabalhando em uma fábrica”. 24

“Que podemos fazer com essa pesquisa?” 25

Assim como procedemos no A VISIBILIDADE DO INVISÍ- VEL 26 , fundamental darmos voz às próprias agentes além do questionário respondido. Nas respostas dadas, por mais que houvesse confiança (maio- ria dos casos) e boa vontade (em todas elas), sempre havia o medo e o risco darmos voz às próprias agentes além do questionário de haver alguém “monitorando” – para usar um de haver alguém “monitorando” – para usar um termo caro àquelas que vivem e trabalham sob o geist da segurança -, por isso a transcrição integral de um relato de agente penitenciária, que não será, a pedido, identificada:

pode prejudicar a gente, o senhor sabe como é”. Lógico que sei como é. Dizer a verdade pode custar o cargo, o emprego, quando nada o sossego. “Diz aí, Dona Agente”. Gíria utilizada pelas presas com aquelas agentes da categoria de “boazinhas”; porque utilizar essa expressão com uma “estressadinha” na certa redundaria em “comunicação” 27 contra a presa, ainda que a expressão signifique, em rigor; “manda, Dona Agente”. Eis o relato, conforme combinado, com ausência de sinais identificadores da autora:

23 O que os olhos não veem: histórias das prisões no Rio de Janeiro. Marcos Luiz Bretas. História das Prisões no Brasil, vol. II. Rio de Janeiro : Rocco, 2009, p.186.

24 De um questionário descrevendo o primeiro dia de trabalho.

25 De uma psicóloga, quando perguntada se tinha algo mais a dizer.

26 opus cit.

27 Podendo, conforme a “comunicação” da agente redundar em Conselho Disciplinar para a presa.

livro2.pmdPodendo, conforme a “comunicação” da agente redundar em Conselho Disciplinar para a presa. 21 21 24/3/2010,

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“Considerações sobre as dificuldades vivenciadas no trabalho Inicialmente, gostaria de informar que sou servidora
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“Considerações sobre as dificuldades vivenciadas no trabalho

Inicialmente, gostaria de informar que sou servidora concursada 28 da Secretaria de Defesa Social há um ano e que na uni- dade prisional onde atuo, que está localizada na Região Metropolita-

na de Belo Horizonte, não existe transporte público até lá. Alguns ser- vidores que moram em Belo Horizonte, assim como eu, solicitamos da empresa de transporte que determinasse ao motorista da viagem de 7 horas da manhã que nos trouxesse até o presídio. Isso foi acatado, porém diariamente sofremos com esta situação, pois tanto o motorista quanto o trocador não gostam de fazer o que foi pedido. O mal-estar já começa logo cedo, com as indiretas do tipo, “já estamos atrasados, vou pedir para trocar de horário” e outras coisas mais que nem mere- cem ser citadas. Se uma de nós atrasa e perde esse ônibus, o próximo já não nos leva. Temos que andar por cerca de 30 minutos em uma estrada com pouco movimento ou pedir carona. Quanto aos familiares de presos, a realidade é a mesma. Apenas nos finais de semana esta linha vem até a uni- dade em horários determinados para trazer e buscar os familiares. Outro ponto que merece ser destacado e exemplificadoas indiretas do tipo, “já estamos atrasados, vou pedir para trocar de horário” e outras coisas

é que o quadro de servidores é deficiente, sobrecarregando a todos e gerando cansaço e adoecimento. Não temos previsão de quando essa

realidade poderá ser modificada (

)

a unidade tem 250 presos.

Nesse presídio inexistem telefones públicos para que os presos possam conversar com seus familiares. Outro aspecto a ser relatado é a falta de incentivo, mo- tivação por parte dos diretores. À medida que o tempo passa percebe-

mos que existe um jogo de interesses, todos querem ser diretores gerais

e só se preocupam em criar atritos, fazer intriga, etc. Talvez a vaidade excessiva seja o termo melhor a ser empregado. Em relação à dificuldade na resposta dos órgãos na execução dos serviços vale citar um exemplo ocorrido no local de tra- balho. O consultório do dentista ficou sem funcionar por 4 meses por- que uma peça que custava R$ 35,00 estragou e não cabia licitação, pois o valor era baixo demais. Os detentos ficaram sem atendimento

28 Fato que é bastante raro.

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livro2.pmdo valor era baixo demais. Os detentos ficaram sem atendimento 2 8 Fato que é bastante

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por todo este tempo e o profissional ficou bastante desestimulado. Em relação às metas da
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por todo este tempo e o profissional ficou bastante desestimulado. Em relação às metas da

por todo este tempo e o profissional ficou bastante desestimulado. Em relação às metas da Secretaria de Defesa Social, não existe clareza destas metas, nem mesmo número de detentos a se- rem atendidos, número de documentação providenciada, etc. Convém citar que existe uma carga horária a ser cum-

prida pelos profissionais de nível superior. Esta cobrança só é válida para a Pedagogia, Enfermeira e Assistente Social. Os demais profissi- onais fazem de acordo com a sua conveniência. O tratamento é desi- gual. Isso gera desconforto e falta de motivação. Enquanto uns estão sobrecarregados, pois a demanda é contínua, outros ficam tranquilos

e no dia do pagamento o valor recebido é o mesmo. Tal situação ocor- re em todas as unidades prisionais. O tratamento é desigual. Outro assunto que merece ser destacado é em relação

à mídia, ela não mostra a realidade dos presídios. Será que o que a

sociedade quer é ver as unidades prisionais superlotadas? Presos em celas coletivas? Famílias sendo destruídas? Jovens que poderiam cum- prir outro tipo de punição, porém estão trancados igual a bichos, jo- vens que deveriam estar se tratando da dependência química, porém por serem pobres, com baixa escolaridade e morarem na periferia e Famílias sendo destruídas? Jovens que poderiam cum- aglomerados, encontram-se presos à espera de um julgamento aglomerados, encontram-se presos à espera de um julgamento que pode demorar anos.

A manipulação dos meios de comunicação é impressio- nante. Apenas mostra o que é de interesse do poder econômico, o lobby

é fortíssimo. Várias leis foram votadas, objetivando o recrudescimento

das penas, em função do poder exercido pela mídia, exemplificando, a lei dos crimes hediondos e agora retornando com o exame criminológico. Tal exame “medirá” qual a eficácia que a pena trouxe para o encarcerado, se ele tem condições de retornar ao convívio so- cial, se ainda representa perigo para a sociedade. Como se isso fosse possível, dentro de um sistema prisional que aniquila o ser humano, humilha a família e interrompe com todas as possibilidades de uma vida digna a ser vivida por estes. Viola todos os direitos e garantias fundamentais existentes. Os juízes e o Ministério Público, que deveri- am fazer inspeções nos presídios regularmente para verificarem as condições vivenciadas pelos presos, não o fazem com frequência. A rixa entre os agentes penitenciários e a polícia mili- tar ficou evidenciada quando os agentes foram escoltar uma presa para receber o bolsa-família. Ocorreu uma denúncia anônima que esta

livro2.pmdforam escoltar uma presa para receber o bolsa-família. Ocorreu uma denúncia anônima que esta 23 23

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presa estaria sendo extorquida. A polícia militar cercou o carro e hou- ve bate-boca entre
presa estaria sendo extorquida. A polícia militar cercou o carro e hou- ve bate-boca entre
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presa estaria sendo extorquida. A polícia militar cercou o carro e hou- ve bate-boca entre estes. Tal fato serviu para prejudicar ainda mais os presos que agora precisam aguardar autorização judicial para serem escoltados quando precisarem receber algum benefício. A demora des- sa autorização tem acarretado inclusive perda de parcelas de seguro- desemprego. Por mais que tentemos sensibilizar a direção em relação a isso, estes são categóricos em impor suas decisões. Isso é não pensar no outro, é não se colocar no lugar da família que está necessitando desse recurso até para se alimentar. Uma decisão como esta contribui negativamente em todos os aspectos. Percebemos que a formação dos agentes penitenciários é de- ficiente, pois os mesmos tratam o preso como bandido e a família como se também assim fosse. No Complexo X, por exemplo, ficava estarrecida com o tratamento dispensado às famílias dos detentos na portaria. Isso variava de acordo com o poder econômico destas. Recentemente agentes penitenciários contratados foram fa- zer novos exames psicológicos. O diretor geral reuniu todos estes para Recentemente agentes penitenciários contratados foram fa- informar que cerca de 30% deles seriam dispensados. Muitos informar que cerca de 30% deles seriam dispensados. Muitos ficaram sem dormir, trabalhando sobressaltados e sentindo-se também despre- zados, incapacitados e abalados emocionalmente. Esse contrato é per- verso e pode ser rescindido por qualquer motivo. Fica este registro dessas dificuldades do dia-a-dia.” Dificuldades prosaicas também foram relatadas no sistema off the recorder, por motivos óbvios. São documentos que deixam de ser enca- minhados, de ter o seu curso normal, necessário, porque a cota mensal de impressão já ultrapassou o limite determinado, ou porque não há tinta na impressora, ou papel, até que termine o mês e se inicie a nova cota. As agentes de determinada unidade doaram uma cerca elétrica que apresentou defeito. A unidade não possui verba para o reparo e a subsecretaria não determinou seu conserto porque não é material cadastra- do no sistema. Assim, até que a concertina seja instalada, fica a cerca elé- trica não eletrificada de “enfeite”. A questão do transporte já estressa a trabalhadora antes mesmo da chegada ao local de trabalho. “Só de pensar no ônibus eu já saio de casa com raiva de mim mesma”. O problema não é basicamente o de distância, mas na quantidade e qualidade do transporte público da região metropolitana. “Teoricamente, conforme divulgado, os horários de ôni-

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bus comportam 20 minutos de espera entre uma viagem e outra. Na realidade os intervalos
bus comportam 20 minutos de espera entre uma viagem e outra. Na realidade os intervalos
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bus comportam 20 minutos de espera entre uma viagem e outra. Na realidade os intervalos são de 40 minutos a uma hora. Ou seja: a gen- te passa mais tempo esperando pelo ônibus do que viajando nele. Vai me dizer se não deixa qualquer um fora do sério?” Tanto estresse antes de se chegar se projeta durante o trabalho, no qual o autoritarismo, o controle excessivo, o cumprimento de metas difi- cílimo de ser alcançado e a volta ao passado, como a implantação de Co- missão Técnica de Classificação (CTC), isso é “tarefa impossível quando não há profissionais suficientes e, quando existem, não sabem sequer o que é atendimento interdisciplinar”, torna ainda mais difícil uma jorna- da minimamente confortável. Algumas respostas foram bem contraditórias, exemplificativamente à saúde considerada como “ótima”, e à seguinte pergunta sobre se tomava remédios, a resposta de que “sim, 20 mg de fluoxetina”. Também em relação ao medo, quais os medos? Fez pensar – e muito – o “medo de perder o medo”. Um medo bastante presente é o “de perder o emprego. Tenho medo de presa, não”. A cultura de subalternização, que supervaloriza o cargo em vez de é o “de perder o emprego. Tenho medo de presa, não” seu ocupante é outra lamentável seu ocupante é outra lamentável constante. Na verticalização da “carreira” – curioso falar em carreira se não há concurso público – uma agente, mes- mo tendo razão, ao não concordar com as ideias da diretora geral em reu- nião de trabalho, é transferida acintosamente, “ela disse na minha cara que era pra servir de exemplo”. Os problemas financeiros, uma constante embora o salário seja superior a bem mais do dobro do mínimo legal 29 , tornam as agentes irritadiças, impacientes e desmotivadas. As constantes trocas de equipe, jornadas ex- tras, as alterações das rotinas de trabalho sem prévio aviso, como forma de punir, de acarretar o tristemente famoso “pede pra sair”, são igualmente permanentes.

“Tem funcionária que dá mais problema do que a pre- sa”, assegurava uma delas de nível hierárquico superior. As respostas atentas e obedientes ao senso comum não deixam de chocar. É triste ouvir, de quem conhece a realidade do lado de dentro dos muros, que “a lei é frouxa, o infrator pode se safar facilmen-

29 À época da pesquisa as agentes ganhavam um pouco menos de três salários mínimos líquidos.

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te” , “se o crime é bárbaro tem que haver pena de morte”, ou que
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te”, “se o crime é bárbaro tem que haver pena de morte”, ou que a alternativa para o sistema prisional seria “penas mais rigorosas”, “mudar as leis e acabar com as regalias, as presas deveriam ficar sempre trancadas”, “construção de mais penitenciárias”, [o sistema] “está avan- çando, mas tem muito que melhorar, precisa de mais presídios”. “As

tudo de graça: alimentação, banho, remé-

dios, dentista

lá fora tem gente que passa fome”. Mas a culpa, obviamente, é “desses povo (sic) de direitos humanos. Direitos humanos atrapalham bastan- te. Deveria olhar (sic) os dois lados. Os honestos sofrem com os direi- tos humanos que protegem os criminosos”. A velha lenga lenga de que direitos humanos deveriam valer apenas para os “humanos direitos”, ou ainda que “direitos humanos só pra quem é honesto, cadeia para o resto”.

“Pra elas tudo é bom demais, estão na boa. Enquanto

presas têm muitas regalias

Chega a ser intolerável perceber que sempre se pede mais do mesmo, mais do pior. Até mesmo para aquelas distraídas 30 que “só depois de uns três dias é que percebeu que estava trabalhando em uma peni- tenciária. Pensou que estava trabalhando em uma fábrica”. tenciária. Pensou que estava trabalhando em uma fábrica” O que mais dificulta o seu trabalho? Era O que mais dificulta o seu trabalho? Era a 35ª pergunta do questionário, e estas respostas resumem todas as demais:

“- Muito chefe pra pouco índio”. Ou ainda: “Chefe aqui é o que não falta. Tem dia que a gente não sabe a quem segue”. “A pessoa se abrindo com o outro descobre alguma coisa nele”, finalizou uma agente de nível técnico ao terminar de responder se gostaria de acrescentar alguma coisa que não houvesse sido perguntada. Se trabalhar nessas condições ultrapassa o limite do tolerável, irrespondível continua a questão posta por Bodê de Moraes:

Por que essas instituições, apesar de terem fracassado, so- bre isso parece não haver mais dúvidas, em sua promessa de ressocializar aqueles que cometeram atos vistos como criminosos ou patológicos, continuariam existindo? E pior ainda, porque elas teriam ampliado seu espectro de ação tornando-se uma forma preferencial de punição”. 31

30 “A vida dos distraídos é sempre cheia de surpresas”, já alertava João Guimarães Rosa. 31 Bodê de Moraes, Pedro Rodolfo. Punição, encarceramento e construção de identidade profis- sional em agentes penitenciários. São Paulo : IBCCRIM, 2005, p.265.

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III – O QUE A DONA AGENTE NÃO DIZ. “Carcereiro do povo (aquele que se
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III – O QUE A DONA AGENTE NÃO DIZ.

“Carcereiro do povo (aquele que se sente na missão de sacanear os presos ao máximo, julgando que assim cumpre seu dever de justiçá-los em nome do povo”). 32

A história da humanidade, em termos prisionais, é a história da maldade humana, da segregação em nome da justiça, da injustiça em nome do controle a todo custo. “Bandido respeita crueldade” 33 , como constata MENDES, que esteve por mais de 30 anos no sistema prisional paulista. Seria por isso que as condições de contenção são tão drásticas mundo afo- ra? Porque “bandido respeita crueldade” a função de guarda e vigilância deve ser o mais cruel possível? Em vez das teorias das prevenções, que tanto agradam aos dogmatas do direito penal, a vingança social contra os alvos de sempre, os pobres e miseráveis, que conseguem ser apanhados, processados e conde- nados, vindo a cumprir pena privativa de liberdade. A culpa do bandido, perto da culpa do Estado é pequena, já alertava Nilo Batista 34 . da culpa do Estado é pequena, já alertava Nilo Batista 3 4 Afastada a tristeza profunda Afastada a tristeza profunda do lado de dentro e do entorno, algu- mas realidades parecem brincadeira. De mau gosto, mas parecem. Quando voltamos ao passado enxergamos a “modernidade” do nenhum respeito já no início do século XVI, alguns 35 encontram esse início no curso do século XIV, com a pré-história do direito penal do inimigo. Mas quem seriam os inimigos, senão sempre os de sempre: os pobres e miseráveis. Dentre os pobres e miseráveis, os que conseguiam não sucumbir/ submergir ao limite imposto pelos poderosos de uma linha d’água imaginária da sobrevivência, esta, bem real. Oportuna a sempre oportuna análise de Gislene Neder:

“As políticas para assistir os segmentos vulneráveis da popu- lação contavam sempre com a repressão. Neste sentido, não apenas a vadiagem era questão de polícia, mas a pobreza, a indigência e a men- dicância. Esta a razão de encontrarmos a invocação pendular, ora da

32 MENDES, Luiz Alberto. Memórias de um sobrevimente. São Paulo : Cia. das Letras, 2009, p.

233.

33 opus cit., p. 271.

34 Punidos e mal pagos. Violência, justiça, segurança pública e direitos humanos no Brasil de hoje. Rio de Janeior : Revan, 1990.

35 Cf. ANITUA, Gabriel Inacio. ANITUA, Gabriel Ignacio. Histórias dos pensamentos criminológicos. Rio de Janeiro : Revan/Instituto Carioca de Criminologia, 2007.

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assistência, ora da repressão” 3 6 . O interior das prisões e o seu entorno,
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assistência, ora da repressão” 36 .

O interior das prisões e o seu entorno, sob o ponto de vista de

trabalho e prestação de serviços, sempre esteve próximo da privatização do público em proveito próprio, entre nós pelo menos desde o século XVI. Hoje, em tempos de precarização de postos de trabalho e de tra- balho sem nenhuma garantia, quando há trabalho, as agentes chegam a sonhar que estão trabalhando, tal a carga de pressão, de estresse. “Os presos têm tudo, as agentes não têm nada” 37 . E o medo comum: “qual- quer um pode cometer um crime, mudar de uniforme”. Sabendo que a grande saída é “ter autoridade sem ser autoritário’ 38 .

A constatação de uma antiga agente quanto ao local de trabalho

também faz claro o quão pouco se pode esperar: “aqui não é lugar pra arrumar amigo, não 39 . No local de trabalho, próprio para confinamento do tempo do ou- tro como pena, o tempo para as agentes corre ao contrário, tudo é priorida- de e pressa. “Urso, urso40 . O agente trabalha sempre em posição de extrema vulnerabilidade, fustigado pelo desejo de vingança da sociedade, a pressão das chefias imediatamente superiores até o nível da direção geral, urso ” 4 0 . O agente trabalha sempre em posição de que tem pouca ou que tem pouca ou nenhuma influência na rotina que funciona por inércia, e a constante vigilância das presas. Tentando identificar alguma possibilidade de aproximação e de “ganho” com essa aproximação. Mas na prática trans- formam-se em meros “robôs da Casa”, são as presas que “jogam com a Casa”. Obviamente que, quem “joga com a Casa”, joga contra o coletivo.

E, do lado de fora do local de trabalho um desagrado constante:

“Em sociedade o agente penitenciário não tem o menor orgu- lho em revelar sua profissão. Quando por força das circunstâncias, é obrigado a fazê-lo, diz receber em troca olhares de desconfiança e acusação, como se ele fosse o responsável pelas mazelas do sistema penal” 41 .

Dentro, a função da agente é sempre a de lembrar à presa de que ela está presa, mesmo quando é possível alguma distração que as leve um

36 NEDER, GISLENE. Entre o dever e a caridade: assistência. Discursos Sediciosos. Rio de Janeiro: Revan; ICC, 2004, p.213.

37 Cf. Grupo focal no anexo.

38 idem.

39 ibidem.

40 Na linguagem oral e mesmo codificação de comunicação de rádio significa “urgente, urgentíssimo”.

41 CASTRO E SILVA, opus cit., p. 72

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pouco pra longe da “tranca dura”. Fora, não há possibilidade de distração: são levadas a
pouco pra longe da “tranca dura”. Fora, não há possibilidade de distração: são levadas a
pouco pra longe da “tranca dura”. Fora, não há possibilidade de distração: são levadas a
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pouco pra longe da “tranca dura”. Fora, não há possibilidade de distração: são levadas a

pouco pra longe da “tranca dura”. Fora, não há possibilidade de distração:

são levadas a serem agentes 24 horas por dia, todos os dias da semana, todas as semanas dos meses, todos os meses e anos que estiverem traba- lhando no sistema, até mesmo quando saem dele. Olhando por sobre os ombros, observando os carros e seus ocupantes no trânsito, olhando os que estão presentes nos supermercados. Fazendo sempre “leitura de local”, etc. “Minha família fala que eu mudei muito, fiquei mais atenta a tudo”. 42 Não conseguem perceber que também fazem parte da engrena- gem do grande capital espoliador das massas de miseráveis e sem nada, cujo lócus privilegiado de contenção é a prisão. Não mais humílimos nos subúrbios em longos trajetos até o trabalho das fábricas. Não mais dóceis. Agora inimigos e presos, por serem inimigos ou potenciais inimigos do risco de arranhar o patrimônio dos poderosos de todo o gênero. Porque não têm trabalho e sequer podem ser explorados pelo “método tradicional”. “O novo sucesso experimentado pelo aparelho penitenciário em tempos de mundialização do capital, deve boa parte de sua existên- cia à generosa possibilidade de lucros que dele se pode extrair. A uti- lização da força de trabalho no interior das prisões sempre as acom- mundialização do capital, deve boa parte de sua existên- panhou. A prisão nasce de exigências do panhou. A prisão nasce de exigências do mercado de trabalho e funci- ona como dispositivo de poder disciplinar capaz de arrebanhar a for- ça de trabalho a fim de torná-la útil – e aqui uma série de variáveis podem atribuir sentidos diferentes a tal atitude – à produção na fábri- ca.” 43

Para os consumidores falhos, os supranumerários do sistema pós- fordista, para dizermos com BAUMAN e PAVARINI, a reserva do cárce- re, que agora não mais prepara e torna dóceis os corpos para a fábrica – já não há mais fábricas para a contenção atrativa do exército de mão-de-obra de reserva. Outra vez oportuna a oportuna lição de SOUZA SERRA; “As grandes corporações atualmente desconhecem frontei- ras e procuram se instalar onde o mercado de trabalho se encontra mais flexibilizado; qualquer alteração desse quadro pode levar às populações locais ao arrependimento, pois segundo o interesse dos

42 Resposta a questionário sobre quais as queixas dos familiares a respeito da entrevistanda.

43 Souza Serra, Marco Alexandre de. Economia política da pena. Rio de Janeiro : Revan, 2009, p. 124. Cf. ainda Juarez Cirino dos Santos. Direito Penal; parte geral. Curitiba: ICPC; Lúmen Júris, 2009, p. 492.

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investidores ‘sem rosto’, a companhia pode se transferir para um novo eldorado da precarização; quando
investidores ‘sem rosto’, a companhia pode se transferir para um novo eldorado da precarização; quando
investidores ‘sem rosto’, a companhia pode se transferir para um novo eldorado da precarização; quando
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investidores ‘sem rosto’, a companhia pode se transferir para um novo eldorado da precarização; quando
investidores ‘sem rosto’, a companhia pode se transferir para um novo eldorado da precarização; quando

investidores ‘sem rosto’, a companhia pode se transferir para um novo eldorado da precarização; quando bem entender, deixando em seu rastro os despojos da absoluta falta de compromisso com as consequências de sua existência. O capital, de transnacional passa a global, aprofundando os efeitos deletérios de que o imperialismo in- dustrial já havia se encarregado.” 44 O capital que especula na bolsa de valores da longínqua Kuala- Lumpur, no dia seguinte está fazendo o mesmo serviço sujo na bolsa de valores de São Paulo. Como assegura Alessandro De Giorgi, em seu funda- mental Il governo dell’eccedenza- Postfordismo e controllo della motitudine 45 :

“Se pode assim compreender em que sentido a economia po- lítica da penalidade fordista se revela inadequada a descrever as for- mas de produção de subjetividade que se delineiam no horizonte do controle social pós-fordista: as suas análises negligenciam os proces- sos de transformação do trabalho, limitando-se as observações do tra- tamento penal do desemprego, do não-trabalho”. 46 Nos períodos cíclicos de crise do capitalismo a criminalidade, ou o tra- tamento penal do desemprego, do não-trabalho”. 4 6 seu dito aumento, transforma-se em espécie de seu dito aumento, transforma-se em espécie de “mantra” do discurso de mais do mesmo, de mais do pior. Mais penas privativas de liberdade, se possível sem devido processo legal, garantias mínimas de ampla defesa e contraditório. É preciso fazer com que o preso “cheire como um preso” 47 , é essa a política “humanizadora” do tudo penal. Na origem estadunidense, o modelo privado de prender o subproletariado já teve o seu auge. No Brasil, nas unidades da federação 48 onde adotada a privatização do sistema prisional, seu abandono deveu-se exatamente ao fracasso do modelo.

44 idem, p. 112.

45 Há edição em português, que teve o título de A miséria governada pelo direito penal. Rio de Janeiro : Revan, 2006.

46 tradução livre, no original, Verona : Ombre corte, 2003, p. 61: “Si può comprendere in che

senso l’economia política della penalità fordista si riveli inadeguata a descrivere le forme di produzione di soggettività Che si delineano nell’orizzonte del controllo sociale postfordista: le sue analise trascurano i processi di trasformazione del lavoro, limitandosi all’osservazione del trattamento penale della disoccupazione, del ‘non-lavoro”.

47 “Make prisioners smell

48 Ceará e Paraná.

like prisioners”.

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WACQUANT é fundamental na análise da origem estadunidense do sistema de lucrar com a exploração
WACQUANT é fundamental na análise da origem estadunidense do sistema de lucrar com a exploração
WACQUANT é fundamental na análise da origem estadunidense do sistema de lucrar com a exploração
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WACQUANT é fundamental na análise da origem estadunidense do sistema de lucrar com a exploração
WACQUANT é fundamental na análise da origem estadunidense do sistema de lucrar com a exploração

WACQUANT é fundamental na análise da origem estadunidense do sistema de lucrar com a exploração do preso, seja ele visto como merca- doria ou matéria-prima:

A política do ‘tudo penal’ estimulou o crescimento exponencial do setor das prisões privadas, para o qual as administrações públicas perpetuamente carentes de fundos se voltam para melhor rentabilizar os orçamentos consagrados à gestão das populações encarceradas. Elas eram 1.345 em 1985; serão 49.154 dez anos mais tarde, faturan- do dinheiro público contra a promessa de economias ridículas: alguns centavos por dia e por preso, mas que, multiplicados por centenas de milhares de cabeças, justificariam a privatização de fato de uma das funções régias do Estado. Um verdadeiro comércio de importação-ex- portação de prisioneiros prospera hoje entre os diferentes membros da União: a cada ano, o Texas ‘importa’ vários milhares de detentos dos estados vizinhos, ao arrepio do direito de visita das famílias, para reenviá-los no fim da pena para suas cidades de origem, onde serão consignados sob liberdade condicional”. 49 Em Minas, a tempestade neoliberal da social democracia tucana, no sistema prisional, apresenta-se tal como sua matriz estadunidense: con- onde serão consignados sob liberdade condicional” . 4 9 trole rígido 5 0 até nas mínimas trole rígido 50 até nas mínimas movimentações, às vezes com um toque de iniciativa, um plus não previsto em lei, no sentido de humilhar, de controlar ainda mais, de demonstrar – como se isso fosse necessário – que quem manda é a/o agente. Medidas “populares” na matriz entre os adeptos de nenhuma tole- rância, nem mesmo aquelas previstas nos direitos fundamentais inscritos na

49 WACQUANT, Loïc. Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Revan; ICC, 2000, p.31.

50 Observe-se o que diz o PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO, o famigerado POP,

instrumento instituído pelo modelo de gestão tucana do sistema prisional, que, sob pretexto de “tornar mais ágil e segura” as operações com as presas, na verdade estabelece um controle digno, não fosse pior, de konzentrationslager para qualquer deslocamento fora da cela, em especial para

o trabalho ou escola, o “Processo de Trânsito Interno de Sentenciados”: 6. Descrição. 6.1.

Movimentação para o trabalho e a escola; 6.1.2. Determinar que o sentenciado, de costas, coloque as mãos para fora da portinhola; 6.1.3. Algemar o sentenciado, conforme descrito no POP.GP.01.21 – Algemar o sentenciado, para movimentações para o trabalho e para a escola que se situam fora do pavilhão”. Há ainda um “requinte”, não previsto nem na LEP, nem no POP:

durante todo o tempo o/a sentenciado/a deverá ficar de cabeça baixa e jamais olhar nos olhos do/

a agente.

51 - opus cit., p. 90

livro2.pmddeverá ficar de cabeça baixa e jamais olhar nos olhos do/ a agente. 5 1 -

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24/3/2010, 15:27 deverá ficar de cabeça baixa e jamais olhar nos olhos do/ a agente. 5 1 -

Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,
Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores,

Constituição da República, já começam a encontrar defensores por aqui. Proibição de televisões e ventiladores, nas celas, bem como restrição à quan- tidade de produtos passíveis de serem trazidos pelas visitas. Segundo WACQUANT, “Uma proposta de lei recentemente debatida pela Assembleia da Califórnia pretende banir o uso de pesos e halteres, as revistas pornográficas, o cigarro e as roupas pessoais”. 51 Quanto mais duro o sistema de aprisionamento, de lá pior saem os contidos. Aqueles que trabalham na contenção parecem não se dar conta disso.

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24/3/2010, 15:27 de lá pior saem os contidos. Aqueles que trabalham na contenção parecem não se dar conta

livro2.pmdlá pior saem os contidos. Aqueles que trabalham na contenção parecem não se dar conta disso.

IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os
IV - OS GRÁFICOS Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os

IV - OS GRÁFICOS

Visto o que os gráficos não dizem, o que dizem os gráficos? Assim como fizemos em relação às presas, demonstramos nesse capítulo todos os dados das agentes tabulados em gráficos, para uma mais fácil visualização das informações coletadas.

Questão 01 – Naturalidade Predominância de trabalhadoras vindas da própria capital, com parcela oriunda do interior significativa e pequeno número de agentes de outros estados.

oriunda do interior significativa e pequeno número de agentes de outros estados. livro2.pmd 33 33 24/3/2010,

livro2.pmdcom parcela oriunda do interior significativa e pequeno número de agentes de outros estados. 33 33

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24/3/2010, 15:27 capital, com parcela oriunda do interior significativa e pequeno número de agentes de outros estados. livro2.pmd

oriunda do interior significativa e pequeno número de agentes de outros estados. livro2.pmd 33 33 24/3/2010,
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora
Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora

Questão 2 – Cidade e bairro em que moram A capital concentra acachapante maioria, embora várias algumas viajem mais de 50 km até o local de trabalho, mesmo havendo (Nova Con- tagem, Neves e Vespasiano) outras unidades prisionais próximas de sua residência. Em confirmação de hipótese de transferências de caráter puni- tivo.

residência. Em confirmação de hipótese de transferências de caráter puni- tivo. 34 livro2.pmd 34 24/3/2010, 15:27

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livro2.pmdde sua residência. Em confirmação de hipótese de transferências de caráter puni- tivo. 34 34 24/3/2010,

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24/3/2010, 15:27 próximas de sua residência. Em confirmação de hipótese de transferências de caráter puni- tivo. 34 livro2.pmd

residência. Em confirmação de hipótese de transferências de caráter puni- tivo. 34 livro2.pmd 34 24/3/2010, 15:27
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da
No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da

No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da penitenciária.

14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da penitenciária. livro2.pmd 35 35

livro2.pmdbairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da penitenciária. 35 35

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24/3/2010, 15:27 No quesito bairro, 14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da penitenciária.

14% residem bem distantes da unidade prisional, e 86% no entorno da penitenciária. livro2.pmd 35 35
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior
Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior

Questão 3 – Residência Assim como as presas, cujo número de casa própria é superior a 50%, exatos 2/3 das agentes reside em casa própria, sendo o número de residências alugadas muito próximo ao das presas (19%);

própria, sendo o número de residências alugadas muito próximo ao das presas (19%); 36 livro2.pmd 36

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livro2.pmdem casa própria, sendo o número de residências alugadas muito próximo ao das presas (19%); 36

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24/3/2010, 15:27 reside em casa própria, sendo o número de residências alugadas muito próximo ao das presas (19%);

própria, sendo o número de residências alugadas muito próximo ao das presas (19%); 36 livro2.pmd 36
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as
Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as

Questão 4 – Idade O intervalo etário também obedece proporcional simetria àquele encontrado com as presas, mormente o de 30 a 39 anos, o prevalente (47%) entre as presas.

com as presas, mormente o de 30 a 39 anos, o prevalente (47%) entre as presas.

livro2.pmdàquele encontrado com as presas, mormente o de 30 a 39 anos, o prevalente (47%) entre

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24/3/2010, 15:27 àquele encontrado com as presas, mormente o de 30 a 39 anos, o prevalente (47%) entre

com as presas, mormente o de 30 a 39 anos, o prevalente (47%) entre as presas.
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos
Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos

Questão 5 – Tem Filhos; Quantos; Sexo; Idade. O número das agentes que têm filhos é inferior ao das presas (82%), enquanto que o patamar daquelas que não os têm situa-se em quase o dobro em comparação às presas (18%).

daquelas que não os têm situa-se em quase o dobro em comparação às presas (18%). 38

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livro2.pmdo patamar daquelas que não os têm situa-se em quase o dobro em comparação às presas

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24/3/2010, 15:27 que o patamar daquelas que não os têm situa-se em quase o dobro em comparação às

daquelas que não os têm situa-se em quase o dobro em comparação às presas (18%). 38
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação
Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação

Em relação à quantidade de filhos há significativo equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação às presas, 26% apresentam mais de 4 filhos.

na prevalência, sendo que, em relação às presas, 26% apresentam mais de 4 filhos. livro2.pmd 39

livro2.pmdequilíbrio na prevalência, sendo que, em relação às presas, 26% apresentam mais de 4 filhos. 39

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24/3/2010, 15:27 equilíbrio na prevalência, sendo que, em relação às presas, 26% apresentam mais de 4 filhos. livro2.pmd

na prevalência, sendo que, em relação às presas, 26% apresentam mais de 4 filhos. livro2.pmd 39
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se
O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se

O número de filhos é pouco mais que 10% que o números de

filhas

de filhos é pouco mais que 10% que o números de filhas Se se compara a

Se se compara a prevalência da idade dos filhos com a idade das agentes é significativamente indicativa a maternidade precoce, para não dizermos gravidez adolescente.

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livro2.pmdé significativamente indicativa a maternidade precoce, para não dizermos gravidez adolescente. 40 40 24/3/2010, 15:27

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24/3/2010, 15:27 agentes é significativamente indicativa a maternidade precoce, para não dizermos gravidez adolescente. 40 livro2.pmd 40

indicativa a maternidade precoce, para não dizermos gravidez adolescente. 40 livro2.pmd 40 24/3/2010, 15:27
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso
Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso

Questão 6 – Estado Civil No que diz respeito ao estado civil, há franco descompasso entre os números verificados entre as presas, majoritariamente solteiras (60%).

entre os números verificados entre as presas, majoritariamente solteiras (60%). livro2.pmd 41 41 24/3/2010, 15:27

livro2.pmddescompasso entre os números verificados entre as presas, majoritariamente solteiras (60%). 41 41 24/3/2010, 15:27

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24/3/2010, 15:27 há franco descompasso entre os números verificados entre as presas, majoritariamente solteiras (60%). livro2.pmd 41 41

entre os números verificados entre as presas, majoritariamente solteiras (60%). livro2.pmd 41 41 24/3/2010, 15:27
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja
Questão 7 – Escolaridade Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja

Questão 7 – Escolaridade

Neste aspecto percebe-se um nítido descompasso em relação às presas, cuja prevalência é de Ensino Fundamental Incompleto (63%), com até três anos de educação formal. Ensino Médio completo, a prevalência das agentes, tem correspondência em míseros 4% para as presas.

a prevalência das agentes, tem correspondência em míseros 4% para as presas. 42 livro2.pmd 42 24/3/2010,

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livro2.pmdMédio completo, a prevalência das agentes, tem correspondência em míseros 4% para as presas. 42 42

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24/3/2010, 15:27 Ensino Médio completo, a prevalência das agentes, tem correspondência em míseros 4% para as presas. 42

a prevalência das agentes, tem correspondência em míseros 4% para as presas. 42 livro2.pmd 42 24/3/2010,
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra
Questão 8 – Religião Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra

Questão 8 – Religião

Há uma prevalência das católicas, assim como nas presas, embo- ra estas últimas apresentem apenas 45% de católicas, sendo 25% delas protestantes. O número de sem religião é significativamente mais baixo do que aquele encontrado para as presas (15%).

é significativamente mais baixo do que aquele encontrado para as presas (15%). livro2.pmd 43 43 24/3/2010,

livro2.pmdde sem religião é significativamente mais baixo do que aquele encontrado para as presas (15%). 43

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24/3/2010, 15:27 número de sem religião é significativamente mais baixo do que aquele encontrado para as presas (15%).

é significativamente mais baixo do que aquele encontrado para as presas (15%). livro2.pmd 43 43 24/3/2010,
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo
Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo

Questão 9 – Profissão A esmagadora maioria das entrevistadas é agente, assim também declarando cargo e função. Outras, embora declarem a profissão de agen- te, estão em outros cargos. O mesmo se dá para as funções declaradas. Observem-se os gráficos abaixo.

cargos. O mesmo se dá para as funções declaradas. Observem-se os gráficos abaixo. 44 livro2.pmd 44

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livro2.pmdem outros cargos. O mesmo se dá para as funções declaradas. Observem-se os gráficos abaixo. 44

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24/3/2010, 15:27 estão em outros cargos. O mesmo se dá para as funções declaradas. Observem-se os gráficos abaixo.

cargos. O mesmo se dá para as funções declaradas. Observem-se os gráficos abaixo. 44 livro2.pmd 44
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27

Questão 10 – Cargo que ocupa

Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27

livro2.pmdQuestão 10 – Cargo que ocupa 45 45 24/3/2010, 15:27

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24/3/2010, 15:27 Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45

Questão 10 – Cargo que ocupa livro2.pmd 45 45 24/3/2010, 15:27
Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46 24/3/2010, 15:27
Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46 24/3/2010, 15:27
Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46 24/3/2010, 15:27
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Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46 24/3/2010, 15:27
Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46 24/3/2010, 15:27
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Questão 11 – Função que exerce

Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46 24/3/2010, 15:27

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livro2.pmdQuestão 11 – Função que exerce 46 46 24/3/2010, 15:27

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24/3/2010, 15:27 Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46

Questão 11 – Função que exerce 46 livro2.pmd 46 24/3/2010, 15:27
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções
Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções

Questão 12 – É concursada? A preocupação, estampada sempre nas respostas e nas declara- ções delas, é no que diz respeito à “segurança do trabalho” e não propria- mente na “segurança no trabalho”, que também é outra menção recorrente nas declarações de respostas. Um número inacreditavelmente superior a 2/ 3 de trabalhadoras não é concursada, o que não é uma especificidade da unidade em si, mas de todo o sistema.

é concursada, o que não é uma especificidade da unidade em si, mas de todo o

livro2.pmdnão é concursada, o que não é uma especificidade da unidade em si, mas de todo

47

47

24/3/2010, 15:27 não é concursada, o que não é uma especificidade da unidade em si, mas de todo

é concursada, o que não é uma especificidade da unidade em si, mas de todo o
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que
Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que

Questão 13 – Já trabalhou no sistema antes Embora exista regra não escrita de que aquela que sai não volta a trabalhar nos sistema, 11% desmentem tal norma não escrita.

aquela que sai não volta a trabalhar nos sistema, 11% desmentem tal norma não escrita. 48

48

livro2.pmdde que aquela que sai não volta a trabalhar nos sistema, 11% desmentem tal norma não

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24/3/2010, 15:27 escrita de que aquela que sai não volta a trabalhar nos sistema, 11% desmentem tal norma

aquela que sai não volta a trabalhar nos sistema, 11% desmentem tal norma não escrita. 48
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual
Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual

Questão 14 - Há quanto tempo ocupa este cargo 59% delas foram contratadas no atual governo tucano, como que “justificando” o número inacreditável do aprisionamento em massa dos po- bres e miseráveis.

o número inacreditável do aprisionamento em massa dos po- bres e miseráveis. livro2.pmd 49 49 24/3/2010,

livro2.pmd“justificando” o número inacreditável do aprisionamento em massa dos po- bres e miseráveis. 49 49 24/3/2010,

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24/3/2010, 15:27 que “justificando” o número inacreditável do aprisionamento em massa dos po- bres e miseráveis. livro2.pmd 49

o número inacreditável do aprisionamento em massa dos po- bres e miseráveis. livro2.pmd 49 49 24/3/2010,
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em
Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em

Questão 15 – Já ocupou outro cargo “Estréiam” no próprio cargo que ocupam atualmente. Em tudo diferente da experiência anterior, em especial daquele ocupado anterior- mente no comércio ou no setor de serviços, como no gráfico seguinte.

anterior- mente no comércio ou no setor de serviços, como no gráfico seguinte. 50 livro2.pmd 50

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livro2.pmddaquele ocupado anterior- mente no comércio ou no setor de serviços, como no gráfico seguinte. 50

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24/3/2010, 15:27 daquele ocupado anterior- mente no comércio ou no setor de serviços, como no gráfico seguinte. 50

anterior- mente no comércio ou no setor de serviços, como no gráfico seguinte. 50 livro2.pmd 50
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de
Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de

Questão 16 – O que fazia antes de trabalhar no sistema O maior fornecedor de trabalhadoras para o sistema penitenciário é o setor de serviços, seguido de longe pelo de comércio e por aquelas que estudavam apenas; indústria e desempregadas vêm em seguida. Ínfima par- cela sai dos serviços domésticos para o sistema.

vêm em seguida. Ínfima par- cela sai dos serviços domésticos para o sistema. livro2.pmd 51 51

livro2.pmde desempregadas vêm em seguida. Ínfima par- cela sai dos serviços domésticos para o sistema. 51

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24/3/2010, 15:27 e desempregadas vêm em seguida. Ínfima par- cela sai dos serviços domésticos para o sistema. livro2.pmd

vêm em seguida. Ínfima par- cela sai dos serviços domésticos para o sistema. livro2.pmd 51 51
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,
Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende,

Questão 17 – Quais os seus planos para o futuro Mais de 1/3 delas pretende, pela via universitária, ascensão no trabalho ou mesmo fora dele. Um concurso público e/ou pós-graduação muita vez significa continuar no sistema. A efetivação, não necessariamen- te via concurso público, como se houvesse essa possibilidade, aparece em 10% delas, percentual muito próximo daqueles que pretendem ter e/ou criar seus filhos.

10% delas, percentual muito próximo daqueles que pretendem ter e/ou criar seus filhos. 52 livro2.pmd 52

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livro2.pmdaparece em 10% delas, percentual muito próximo daqueles que pretendem ter e/ou criar seus filhos. 52

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24/3/2010, 15:27 aparece em 10% delas, percentual muito próximo daqueles que pretendem ter e/ou criar seus filhos. 52

10% delas, percentual muito próximo daqueles que pretendem ter e/ou criar seus filhos. 52 livro2.pmd 52
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta
Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta

Questão 18 - Descreva seu dia de trabalho Há uma certa forma evasiva na resposta “rotina específica da função” sem, no entanto, especificá-la. “A cada dia muda tudo” era o que mais presenciávamos.

no entanto, especificá-la. “A cada dia muda tudo” era o que mais presenciávamos. livro2.pmd 53 53

livro2.pmdsem, no entanto, especificá-la. “A cada dia muda tudo” era o que mais presenciávamos. 53 53

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24/3/2010, 15:27 função” sem, no entanto, especificá-la. “A cada dia muda tudo” era o que mais presenciávamos. livro2.pmd

no entanto, especificá-la. “A cada dia muda tudo” era o que mais presenciávamos. livro2.pmd 53 53
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela
Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela

Questão 19 - Qual momento do dia é mais prazeroso no trabalho Muitas saíram pela tangente fácil do “todos os dias são bons, “é um bom serviço””; sendo mais crível que no início do trabalho, quando estão mais descansadas, ou mesmo um dia de trabalho “sem alterações”, “quando tudo está tranquilo” represente o universo verdadeiramente sig- nificativo de “tudo é bom”. Em aparente contradição com a segunda prevalente “quando vou embora”.

bom ”. Em aparente contradição com a segunda prevalente “quando vou embora” . 54 livro2.pmd 54

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livro2.pmd“ tudo é bom ”. Em aparente contradição com a segunda prevalente “quando vou embora” .

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24/3/2010, 15:27 de “ tudo é bom ”. Em aparente contradição com a segunda prevalente “quando vou embora”

bom ”. Em aparente contradição com a segunda prevalente “quando vou embora” . 54 livro2.pmd 54
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o
Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o

Questão 20 - Qual o momento mais prazeroso fora do trabalho Chegar em casa, o que não significa exatamente o mesmo prazer do encontro familiar ou com o namorado, é o momento de maior prazer. Fora do trabalho, fora da tensão, esta já é a grande recompensa.

de maior prazer. Fora do trabalho, fora da tensão, esta já é a grande recompensa. livro2.pmd

livro2.pmdé o momento de maior prazer. Fora do trabalho, fora da tensão, esta já é a

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24/3/2010, 15:27 é o momento de maior prazer. Fora do trabalho, fora da tensão, esta já é a

de maior prazer. Fora do trabalho, fora da tensão, esta já é a grande recompensa. livro2.pmd
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega
Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega

Questão 21 – Acredita fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega não acreditar fazer um bom traba-

lho.

Por quê? Parcela próxima de zero alega não acreditar fazer um bom traba- lho. 56 livro2.pmd

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livro2.pmdum bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega não acreditar fazer um bom traba-

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24/3/2010, 15:27 fazer um bom trabalho. Por quê? Parcela próxima de zero alega não acreditar fazer um bom

Por quê? Parcela próxima de zero alega não acreditar fazer um bom traba- lho. 56 livro2.pmd
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica
Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica

Quando a tarefa é explicar os porquês a questão muda um pouco. A prevalência indica que fazem o melhor que podem, se esforçam

muito.

Em seguida estão aquelas que trabalham com amor, exatamente por fazerem aquilo que gostam: controlar gente presa. Bem como as que nunca foram chamadas a atenção e recebem elogios. Importante notar que 13%, aquelas que se dedicam totalmente sem empregar a força é apenas o quinto índice. Entretanto, ser competente, honesta e seguir as regras aparece como menor indicativo do porquê serem boas trabalhadoras.

e seguir as regras aparece como menor indicativo do porquê serem boas trabalhadoras. 57 57 24/3/2010,

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24/3/2010, 15:27 honesta e seguir as regras aparece como menor indicativo do porquê serem boas trabalhadoras. 57 57

livro2.pmdhonesta e seguir as regras aparece como menor indicativo do porquê serem boas trabalhadoras. 57 57

Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria
Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria

Questão 22 – Se pudesse o que mudaria? Mudar o sistema, dizer o que mudaria na rotina de trabalho assus- ta um pouco. A maioria sai pela tangente. Significativa parcela não mudaria absolutamente nada, “está funcionando bem do jeito que está, vou mu- dar pra quê?” Tranquilidade e ansiedade aparecem em seguida. Apenas ínfima minoria gostaria de poder ser mais rigorosa.

aparecem em seguida. Apenas ínfima minoria gostaria de poder ser mais rigorosa. 58 livro2.pmd 58 24/3/2010,

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livro2.pmde ansiedade aparecem em seguida. Apenas ínfima minoria gostaria de poder ser mais rigorosa. 58 58

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24/3/2010, 15:27 e ansiedade aparecem em seguida. Apenas ínfima minoria gostaria de poder ser mais rigorosa. 58 livro2.pmd

aparecem em seguida. Apenas ínfima minoria gostaria de poder ser mais rigorosa. 58 livro2.pmd 58 24/3/2010,
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta
Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta

Questão 23 – Você gosta do que faz? Por quê? Pequeno número delas não gosta daquilo que faz, o que necessa- riamente não significa não gostar da função de agente penitenciária, mas do cargo em si efetivamente ocupado.

gostar da função de agente penitenciária, mas do cargo em si efetivamente ocupado. livro2.pmd 59 59

livro2.pmdnão gostar da função de agente penitenciária, mas do cargo em si efetivamente ocupado. 59 59

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24/3/2010, 15:27 não significa não gostar da função de agente penitenciária, mas do cargo em si efetivamente ocupado.

gostar da função de agente penitenciária, mas do cargo em si efetivamente ocupado. livro2.pmd 59 59
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências
Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências

Amar o trabalho, tê-lo como realização pessoal e fazê-lo de modo prazeroso são as prevalências que demonstram sensação de pertencimento. Gostar de trabalhar com a área de segurança e mesmo a realização de um sonho infantil aparecem ainda bem representados.

e mesmo a realização de um sonho infantil aparecem ainda bem representados. 60 livro2.pmd 60 24/3/2010,

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livro2.pmdárea de segurança e mesmo a realização de um sonho infantil aparecem ainda bem representados. 60

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24/3/2010, 15:27 com a área de segurança e mesmo a realização de um sonho infantil aparecem ainda bem

e mesmo a realização de um sonho infantil aparecem ainda bem representados. 60 livro2.pmd 60 24/3/2010,
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
Questão 24 – Quais são os seus medos livro2.pmd 61 61 24/3/2010, 15:27
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Questão 24 – Quais são os seus medos

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livro2.pmdQuestão 24 – Quais são os seus medos 61 61 24/3/2010, 15:27

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Questão 25 – Quando você chega em casa costuma pensar em seu dia de trabalho
Questão 25 – Quando você chega em casa costuma pensar em seu dia de trabalho
Questão 25 – Quando você chega em casa costuma pensar em seu dia de trabalho
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Questão 25 – Quando você chega em casa costuma pensar em seu dia de trabalho

Questão 25 – Quando você chega em casa costuma pensar em seu dia de trabalho A maioria, embora tente, não consegue se desligar do local de trabalho quando chega em casa. Refaz mentalmente o percurso para ver se não se esqueceu de nada e se tudo ficou bem feito. Se realizou o trabalho a contento dos superiores, se deixou tudo sem falhas para o outro plantão ou mesmo para o dia seguinte. A trabalhadora sai do trabalho, mas o trabalho não sai dela. Estar sempre de sobreaviso, disponível, é uma exigência não escrita dos contratos sempre a título precário. O medo do desemprego é um medo forte, real.

dos contratos sempre a título precário. O medo do desemprego é um medo forte, real. 62

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livro2.pmdescrita dos contratos sempre a título precário. O medo do desemprego é um medo forte, real.

Questão 26 – Você dorme bem? Dentre as que sustentam dormir bem estão aquelas que
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Questão 26 – Você dorme bem? Dentre as que sustentam dormir bem estão aquelas que
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Questão 26 – Você dorme bem? Dentre as que sustentam dormir bem estão aquelas que

Questão 26 – Você dorme bem? Dentre as que sustentam dormir bem estão aquelas que chegam em casa, comem alguma coisa, tomam um banho, desempenham a dupla jornada própria da exploração de gênero em uma sociedade machista como a nossa e “desmaiam” para só acordar quando o despertador toca. 18% delas são assaltadas durante o sono entrecortado pelos pro- blemas que teimam em ir com elas para casa, junto com o uniforme dentro da maleta.

pro- blemas que teimam em ir com elas para casa, junto com o uniforme dentro da

livro2.pmdpelos pro- blemas que teimam em ir com elas para casa, junto com o uniforme dentro

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pro- blemas que teimam em ir com elas para casa, junto com o uniforme dentro da
Questão 27 – Costuma ter pesadelos Número significativo o das que lutam com pesadelos, embora
Questão 27 – Costuma ter pesadelos Número significativo o das que lutam com pesadelos, embora
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Questão 27 – Costuma ter pesadelos Número significativo o das que lutam com pesadelos, embora
Questão 27 – Costuma ter pesadelos Número significativo o das que lutam com pesadelos, embora

Questão 27 – Costuma ter pesadelos Número significativo o das que lutam com pesadelos, embora a acachapante maioria não os tenha e durma bem. Os pesadelos referem a quedas em abismo, a conversa com mortos e a presas. O ambiente de tra- balho é bem vivo no inconsciente.

a conversa com mortos e a presas. O ambiente de tra- balho é bem vivo no

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livro2.pmdem abismo, a conversa com mortos e a presas. O ambiente de tra- balho é bem

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24/3/2010, 15:27 em abismo, a conversa com mortos e a presas. O ambiente de tra- balho é bem

a conversa com mortos e a presas. O ambiente de tra- balho é bem vivo no
Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
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Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
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Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem
Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem

Questão 28 – Você tem insônia Ainda que o número daquelas que aleguem dormir bem seja bas- tante superior, nota-se que 1/3 delas tem insônia, ou sono entrecortado, ou mesmo dificuldade em conciliá-lo.

que 1/3 delas tem insônia, ou sono entrecortado, ou mesmo dificuldade em conciliá-lo. livro2.pmd 65 65

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Questão 29 – Como é sua saúde A maioria diz ter boa saúde. Várias são
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Questão 29 – Como é sua saúde A maioria diz ter boa saúde. Várias são
Questão 29 – Como é sua saúde A maioria diz ter boa saúde. Várias são

Questão 29 – Como é sua saúde A maioria diz ter boa saúde. Várias são as que só não a conside- ram ótima por um ou outro senão de alimentação, exercícios ou hipertensão arterial. Daquelas que consideram ter saúde ótima, a maioria faz exercícios regulares ligados a alguma arte marcial ou mesmo defesa pessoal, orientado para o trabalho.

ligados a alguma arte marcial ou mesmo defesa pessoal, orientado para o trabalho. 66 livro2.pmd 66

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livro2.pmdregulares ligados a alguma arte marcial ou mesmo defesa pessoal, orientado para o trabalho. 66 66

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24/3/2010, 15:27 exercícios regulares ligados a alguma arte marcial ou mesmo defesa pessoal, orientado para o trabalho. 66

ligados a alguma arte marcial ou mesmo defesa pessoal, orientado para o trabalho. 66 livro2.pmd 66
Questão 30 – Você toma remédios? Quais remédios? Um número bastante significativo usa medicação contínua.
Questão 30 – Você toma remédios? Quais remédios? Um número bastante significativo usa medicação contínua.
Questão 30 – Você toma remédios? Quais remédios? Um número bastante significativo usa medicação contínua.
Questão 30 – Você toma remédios? Quais remédios? Um número bastante significativo usa medicação contínua.
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Questão 30 – Você toma remédios? Quais remédios? Um número bastante significativo usa medicação contínua.

Questão 30 – Você toma remédios? Quais remédios? Um número bastante significativo usa medicação contínua. A hi- pertensão, como se pode observar do gráfico abaixo, é a prevalente.

contínua. A hi- pertensão, como se pode observar do gráfico abaixo, é a prevalente. livro2.pmd 67

livro2.pmdcontínua. A hi- pertensão, como se pode observar do gráfico abaixo, é a prevalente. 67 67

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24/3/2010, 15:27 usa medicação contínua. A hi- pertensão, como se pode observar do gráfico abaixo, é a prevalente.