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FLÁVIO URBANO BARBOSA

MÉTODOS DE CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS


EM ÁREAS URBANAS

Monografia apresentada à Universidade


Federal de Lavras, como parte das
exigências do Curso de Pós-Graduação
“Lato Sensu” em Plantas Ornamentais e
Paisagismo, para obtenção do título de
Especialista em Plantas Ornamentais e
Paisagismo.

Orientador
Professor Jair Campos Moraes

Lavras - Minas Gerais


2008
FLÁVIO URBANO BARBOSA

MÉTODOS DE CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS


EM ÁREAS URBANAS

Monografia apresentada à Universidade


Federal de Lavras, como parte das
exigências do Curso de Pós-Graduação
“Lato Sensu” em Plantas Ornamentais e
Paisagismo, para obtenção do título de
Especialista em Plantas Ornamentais e
Paisagismo.

Orientador
Professor Jair Campos Moraes

Lavras - Minas Gerais


2008
FLÁVIO URBANO BARBOSA

MÉTODOS DE CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS


EM ÁREAS URBANAS

Monografia apresentada à Universidade


Federal de Lavras, como parte das
exigências do Curso de Pós-Graduação
“Lato Sensu” em Plantas Ornamentais e
Paisagismo, para obtenção do título de
Especialista em Plantas Ornamentais e
Paisagismo.

Aprovada em 07 de março de 2008.

Orientador
Professor Jair Campos Moraes

Lavras - Minas Gerais


2008
À minha família, esposa e filha, Luciana e Gabriela.

Deus abençoe a todos.


Agradecimentos

À Universidade Federal de Lavras pela oportunidade de concluir um curso de Pós-


Graduação em Plantas Ornamentais e Paisagismo.

Ao professor orientador Jair Campos Moraes que acreditou no meu potencial e pelo
auxílio na elaboração deste trabalho.

Aos professores do curso de Pós-Graduação em Plantas Ornamentais e Paisagismo da


Universidade Federal de Lavras pelos ensinamentos.

Aos colegas de curso que, apesar do pouco tempo de convivência, me auxiliaram no


meu desenvolvimento mental, pessoal e espiritual.

Ao meu primo Ricardo pelo auxílio na elaboração textual.

À Impacto Controle de Pragas Urbanas pela pesquisa e apoio técnico.


Sumário

Resumo...............................................................i

1. Introdução.........................................................02

2. Revisão de literatura........................................04

2.1 Modo de vida e comportamento.....................04


2.2 Tipo de alimentação.........................................05

3. Métodos de controle.........................................05

3.1 Controle Químico.............................................06


3.2. Controle por iscas.............................................09

4. Considerações finais.........................................10

5. Referências bibliográficas................................11

6. Anexo.................................................................14
RESUMO

Barbosa, Flávio U. Métodos de controle de cupins urbanos em áreas urbanas. 2008.


19p. Monografia (Curso de Pós-Graduação “Latu Sensu” de Plantas Ornamentais e
Paisagismo) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais.

Os cupins hoje representam um dos seres que mais causam prejuízos tanto na área
urbana como na rural, sendo um problema de grande complexidade e que demanda
novas pesquisas e recursos financeiros. O avanço dos centros urbanos, desmatamento, o
sumiço de predadores naturais, o desaparecimento de madeiras “nobres” e utilização de
madeiras derivadas de reflorestamento como compensados de pinus e eucalipto, eleva o
poder de destruição dos cupins. Além disso, o desequilíbrio ambiental torna crítica a
situação frente ao aparecimento de novos ataques de um inseto pequeno e causador de
grandes catástrofes,. Dois métodos de controle contra cupins são destacados nesta
revisão bibliográfica. O método mais comum, com barreiras químicas com princípio
ativo fipronil (ou similar) bloqueando a entrada do inseto no local do ataque e outro
método, o e iscagem, que usa como princípio ativo o hexaflumuron, agindo diretamente
no modo de vida do inseto, acabando definitivamente com a colônia.
1 INTRODUÇÃO

Os cupins são também conhecidos por térmitas, formigas brancas (operários), siriris
ou aleluias (alados reprodutores). São insetos da ordem Isoptera (iso = igual; ptera =
asas).
Atualmente, existem cerca de 2.900 espécies de cupins identificadas, distribuídas
principalmente em regiões tropicais e subtropicais, com algumas espécies em lugares de
clima temperado e outras em regiões desérticas. Os cupins se alimentam de materiais
celulósicos e lignocelulósicos como: madeira viva (árvores), madeira morta (em
diferentes estágios de decomposição), gramíneas, raízes, sementes, fezes de herbívoros,
húmus, etc. A digestão da celulose é feita com auxílio de microorganismos simbiontes
intestinais: bactérias, fungos ou flagelados. As espécies que causam danos à madeira
são principalmente das famílias Kalotermitidae e Rhinotermidae. O número de espécies
importantes é relativamente pequeno, mas estas espécies tendem a apresentar
distribuição ampla. Sua expansão é facilitada pelo transporte de madeira pelo homem
de uma região para outra e pelas condições favoráveis encontradas em cidades
(Constantino, 1999).
Nas áreas urbanas, a semelhança do que ocorre nos ambientes naturais, também se
encontra cupins sem qualquer importância como praga. A maioria das espécies se
enquadra nesta categoria e sua presença, antes de ser deletéria, é benéfica ao ambiente
urbano. Porém, algumas espécies ganham destaque por serem pragas importantes da
madeira estrutural e do mobiliário (Milano & Fontes, 2002).
A falta de conhecimento do comportamento e da biologia de cupins é um dos
fatores que mais prejudica o seu controle pelo menos de maneira satisfatória. O
conhecimento dos cupins pragas urbanas ainda é muito deficiente em nosso país
(Fontes & Araújo, 1999) e até hoje, apesar de novas pesquisas, pode ser considerado
insuficiente.
Segundo Constantino (2008), durante muito tempo foram empregados inseticidas
organoclorados no controle de cupins. Esses inseticidas estão proibidos no Brasil e
banidos do mundo todo pela “Convenção de Estocolmo”, que entrou em vigor em 2004.
A utilização de produtos químicos como medida de controle e/ou prevenção é para
a população humana um método barato e rápido para eliminar imediatamente a
presença de cupins. No entanto, isso pode acarretar diversos problemas de saúde
pública, já que estes produtos estão sendo usados sem nenhuma proteção, e a maioria da
população não tem conhecimento dos riscos que eles trazem a saúde (Albuquerque et al,
2006).
Desta forma, vê-se claramente a necessidade de esclarecimento de novas técnicas e
conceitos relativos ao controle de cupins, os quais futuramente pode tornar-se uma das
principais pragas urbanas. A presente revisão bibliográfica tem o objetivo de
demonstrar informações básicas de métodos de controle de cupins subterrâneos
voltados para áreas urbanas.
2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Modo de vida e comportamento de cupins


Na sociedade dos cupins existem indivíduos morfofisiologicamente diferentes,
que compreendem as diferentes castas responsáveis por diferentes tarefas (Figuras 1A e
2A). A casta estéril é representada pelos operários e soldados, sendo que os primeiros
são os responsáveis pela busca e consumo imediato do alimento. Já os soldados, atuam
na defesa, enquanto a casta fértil, representada pelo casal real (rei e rainha), está
envolvida nas atividades reprodutivas (Lima & Costa-Leonardo, 2007).
O par real, depois de fundar a colônia, permanece junto ocorrendo várias
cópulas durante a vida. Com a morte do rei, da rainha ou de ambos, pode haver
substituição. Assim, uma colônia de cupins seria teoricamente perene. No entanto,
parece que isto não ocorre de fato. Sabe-se que para uma dada espécie, a colônia
apresenta uma longevidade que não é indefinida e, mesmo encontrando-se em condições
ambientais ótimas, passados tantos anos (até décadas), a colônia entra em senescência e
morre (Foto 3A) (Potenza, 2001).
Os cupins podem construir vários tipos de ninhos, como galerias e câmaras
simples (cupins de madeira seca), ninhos subterrâneos (Rhinotermitidae), ninhos
arborícolas (túneis cobertos) ou de montículos (“murunduns”) (Foto 7 A), como em
Termitidae (Moraes, 2004).

2.2 Tipos de alimentação


Existem diferentes tipos de alimentação entre os cupins. Os jovens, soldados e
todos os reprodutores são incapazes de se alimentar sozinhos e recebem dos operários
alimentação estomodeal ou proctodeal. A alimentação estomodeal pode ser a saliva, que
é o único nutriente dos reprodutores funcionais (rei e rainha), ou alimento regurgitado.
Os soldados são, em grande parte, nutridos com alimento regurgitado, mas certos
Termitidae têm uma dieta exclusivamente líquida (saliva). A coleta de alimento pelos
operários, tanto para uso próprio quanto para prover castas dependentes, é o recurso
energético básico da colônia. A dieta xilófaga é mantida não somente pela maioria dos
cupins, mas também por quase todos os Termitidae, com exceção dos representantes da
subfamília Apicotermitinae. Contudo, a condição da madeira (viva ou morta, sã ou
decomposta) parece ser importante para a determinação se ela é ou não adequada como
recurso alimentar para as espécies de cupins. Pode-se constatar que existe uma ampla
variedade de recursos alimentares que são explorados pelos Isopteras. Essa grande
variedade permitiu aos cupins ocuparem quase todas as regiões quentes e temperadas da
Terra, ocorrendo em praticamente todos os ambientes terrestres, naturais ou
modificados pela espécie humana (Lima & Costa-Leonardo, 2007).

2.3 Métodos de controle de cupins


Nas cidades, raras são as pessoas que não tiveram suas residências e mobiliários
atacados ou destruídos pela ação dos térmitas. O prato predileto dos cupins é a celulose
dos vegetais. Eles podem destruir uma árvore ou uma peça de madeira atacando
silenciosamente o seu miolo, sem serem percebidos, até que o desastre seja visível. A
comunidade internacional está cada vez mais empenhada em estudar meios e formas de
controlar estas pragas que atuam no campo e nas cidades (Radiobrás, 1998).
Segundo Constantino (2002), a aplicação de inseticidas depende de
conhecimento e treinamento, devendo ser realizada apenas por profissionais habilitados.
É importante lembrar que cupins são insetos sociais, fazendo-se necessário eliminar a
colônia ou criar barreiras para que ela não tenha acesso à edificação.
Na última década, em grande parte devido à proibição do uso dos inseticidas
organoclorados em 1985, até então usados com eficiência no controle desta praga,
diversas pesquisas vem sendo conduzidas, na maioria envolvendo cupins de pastagens e
cupins subterrâneos. O objetivo principal é encontrar alternativas de controle. Assim
sendo, novos produtos cupinicidas vem sendo rigorosamente testados para o emprego
na agricultura, com características totalmente diferentes dos organoclorados, entre os
quais o isasofós (Miral®) e fipronil (Regent®) (Melo e Veiga, 1998).
A utilização de produtos químicos como medida de controle e/ou prevenção é
para a população um método barato e rápido para eliminar imediatamente a presença de
cupins. Mas isso pode acarretar em diversos problemas de saúde pública, já que estes
produtos químicos estão sendo usados sem nenhuma proteção, e a maioria da população
não tem conhecimento dos riscos que eles trazem a saúde (Albuquerque et al.2006).
ALVES (1998) menciona que não existe produto químico inócuo ao homem.
Cita que o qualificativo de “menos tóxico” não significa que tal produto não ofereça
riscos e, por isto, o uso adequado é essencial para preservar o homem e o ambiente de
efeitos danosos.

2.3.1 Controle químico


O tratamento químico vem sendo utilizado há aproximadamente 50 anos.
Consiste em proteger o imóvel contra a entrada e movimentação de cupins que causam
a destruição das madeiras fixas em estruturas. Neste tratamento, cupincidas líquidos são
aplicados nos pontos críticos, protegendo-os, mas não garantindo a eliminação da
colônia pertinente a este ataque (Foto 5A) (Termitek, 2008).
Os novos cupinicidas diferem dos organoclorados por serem menos nocivos ao
ambiente, como os isasofós e o fipronil. Outro produto disponível é o endossulfan
desenvolvido para proteção da construção civil dos cupins, que é caracterizado por ter
liberação lenta (Macedo et al., 1995).
O inseticida clorpirifós age por contato e ingestão. Como todo inseticida
organofosforado, o clorpirifós liga-se ao centro esterásico da acetilcolinesterase
(AChE), impossibilitando-a de exercer sua função, ou seja, hidrólise do
neurotransmissor acetilcolina (ACh), em colina e ácido acético. Nos insetos, interfere
na transmissão dos impulsos nervosos, levando-os à paralisia e morte. Os ingredientes
ativos permetrina e deltametrina, que são piretróides, agem por contato e ingestão,
atuando nos canais de sódio da membrana de axônios, diminuindo e retardando a
condutância de sódio para o interior da célula e suprimindo o fluxo de potássio.
Também podem inibir a adenosina trifosfatase (ATPase), o que afeta a condução de
cátions na membrana axonal. O resultado final é uma diminuição do potencial de ação e
da geração de impulsos nervosos repetitivos. Além disso, a deltametrina, como outros
piretróides do tipo 2, interfere na ligação do GABA e do ácido glutâmico nos sítios
receptores (Fersol, 2008).
Os inseticidas, em suas diferentes doses, mostraram aos 28 dias, eficiência
acima de 90%. Nas avaliações subseqüentes (60, 108 e 154 dias), o tratamento com o
fipronil, na dose de 300g/100L de água, teve eficiência praticamente semelhante do
primeiro ao último levantamento aos 158 dias. O fipronil apresentou eficiência de
controle de Cornitermes cumulans e Cornitermes bequaerti de 100% de mortalidade
(Valério et al., 1998).
De acordo com MILLER (2002), o ingrediente ativo fipronil é especial pelo fato
de poder ser transferido de um cupim para outro através de contato ou trofalaxia
(alimentação comunitária). Isso permite que atinja mais cupins do que aqueles que
entram em contato direto com o produto químico. A vantagem deste produto é a sua
eficácia no solo a longo prazo. Testes demonstram que fipronil pode ser eficaz por mais
tempo após a aplicação inicial que outros cupinicidas líquidos. Uma desvantagem é que
Termidor (nome comercial) pode ser mais caro que outros cupinicidas líquidos.
As vantagens dos termiticidas líquidos são: direcionados a suprirem proteção
imediata a estrutura; relativamente baratos comparados a sistemas de iscas; persistem
vários anos no solo e, como não são repelentes, eliminam o problema de térmitas que
encontram ''falhas'' no tratamento.
Entretanto, apresentam algumas desvantagens, tais como: dificuldades para
instalar uma barreira química livre de ''falhas'' (Falhas em aplicações de repelentes
termiticidas podem mais tarde permitir o acesso de térmitas); termiticidas líquidos
aplicados dentro de uma distância de 15 metros de um corpo d'água, poço ou cisterna, é
um fator de risco de contaminação da água. (Contudo, o uso de termiticidas líquidos
nestas áreas não é considerado ilegal); um método de tratamento no qual o solo em volta
de uma estrutura é removido, tratado, seco e recolocado é freqüentemente utilizado, com
possibilidades de contaminação da água (Em áreas com potencial de contaminação da
água a utilização de iscas é uma opção melhor).

2.3.2 Controle por iscas


Os inseticidas inibidores de crescimentos de insetos estão divididos em dois
grupos: hormonais e não-hormonais. Os primeiros são análogos aos hormônios dos
insetos, provocando retardo no desenvolvimento das larvas e sua morte. Pertencem a
este grupo: metoprene, hidroprene, piriproxifen e o fenoxicarb. Já os não-hormonais
agem sobre a formação do exoesqueleto dos insetos. Pertencem a este grupo as
benzofeniluréias (fluazuron, diflubenzuron, triflumuron, exaflumurom e o lufenuron)
que inibem a síntese de quitina, e as diaminotriazinas (ciromazinas) que endurecem a
cutícula do inseto (Fernandes, 2007).
O controle de cupins subterrâneos por meio de iscas tem sido pesquisado há
várias décadas. Sendo os cupins insetos sociáveis, teoricamente existe a possibilidade
de que uma colônia inteira possa ser eliminada se os cupins operários, de hábito
forrageiro, se alimentarem de uma substância ativa e potencialmente letal àquela
sociedade, e a distribuírem por toda colônia (Nakasaki, 2007).
O inseticida hexaflumuron foi o primeiro cupinicida registrado nos Estados
Unidos em 1994. Sua estrutura química é usada para inspeção, monitoramento e
iscagem. O ingrediente ativo registrado no EPA (U.S. Environmental Protection
Agency) é colocado como um pesticida de baixo risco ao meio ambiente e a saúde
humana. O modo de ação do produto é sobre o crescimento do inseto, inibindo a de
síntese de quitina. Sendo os cupins insetos sociais de hábito forrageiro, eles trocam o
material contaminado e distribuem para toda a colônia, contaminando-a com o produto
inibidor de crescimento (Foto 6 A) (NPTN, 2008).
Potenza et al. (2004), após as determinações da área de forrageamento e
tamanho da colônia, iniciaram o controle em 04/01/99, distribuindo duas iscas de 20g
cada, à base de hexaflumuron (Recruit* II – 0,5% p/p). Após 64 e 84 dias, constataram-
se 28,57 e 54,14% de redução da atividade termítica, respectivamente. Aos 105 dias,
85,7% das estações de monitoramento não mais apresentavam atividade. Aos 119 dias a
atividade havia cessado na área tratada. O monitoramento nas estacas de madeira foi
realizado por 6 meses após o término da atividade termítica em todas as estações de
monitoramento, não sendo detectada nova infestação. O uso de iscas a base de
hexaflumuron demonstrou ser efetivo para o controle do cupim de hábito subterrâneo H.
tenuis, obtendo-se a eliminação da colônia aos 119 dias após o início do tratamento.
Para Miller (2002), os sistemas de iscas para térmitas profissional
apresentam as seguintes vantagens: a) iscas são muito seguras para o meio
ambiente por introduzirem bem menos do ingrediente ativo em comparação às
centenas de litros de inseticida diluído utilizados em tratamentos líquidos; b)
Iscas termiticidas são ideais para utilização em volta de estruturas habitadas por
pessoas com sensibilidade a produtos químicos e c) em situações nas quais a
estrutura infestada fica a uma distância de 15 metros de um poço ou 30 metros
de um corpo d'água, iscas termiticidas podem ser a única opção de tratamento.
Entretanto, pode-se citar algumas desvantagens, como: a) não há meios de
conduzir os térmitas até as estações que estão sendo monitoradas, podendo levar meses
até que o sistemas de iscas possa começar; b) sistemas de iscas profissionais são
geralmente mais caros que tratamentos com barreiras devido às inspeções mensais e)
sistemas de iscas termiticidas quando utilizados sozinhos não protegem a estrutura
diretamente. Térmitas que se alimentam próximos à estrutura continuarão se
alimentando até que a colônia seja eliminada ou até que sejam controlados por uma
estação acima do solo.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Visto que cada tipo de infestação requer uma estratégia diferente e que certas
colônias são de difícil erradicação, o estudo detalhado da situação em que se encontra o
ataque por cupins faz-se muito importante.
A utilização de iscas é uma vantagem muito boa, visto a segurança do
equipamento e a eficácia do produto exterminando a colônia definitivamente quando
utilizado adequadamente, sendo uma característica do futuro no controle de cupins.
Já a utilização de produtos líquidos, apesar da eficiência do produto (90% de
eficácia ) de controle, ainda gera um desconforto ambiental muito grande levando em
consideração a segurança baixa em relação a envenenamentos com terceiros.
Com as novas tecnologias e profissionais mais qualificados, fica claro que para
o controle de cupins a procura de equipamentos e produtos de qualidade é importante e,
além disso, o custo e o meio ambiente são pontos importantes na escolha do método
que será utilizado.
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ANEXOS
Figura 1 - Ciclo de uma colônia de cupim
Foto 2 – Diferença de Cupins

Foto 3 – No sentido horário: Rainha de cupim, canal em madeira, estrutura danificada,


colônia de cupins (Foto: UNITED NATIONS FOOD AND AGRICULTURE
ORGANIZATION).
Foto 4 – Rainha de cupim (Instituto Biológico)
Foto 5 – Aplicação com inseticida líquido (Foto Dowagro)

Foto 6 – Kit Sistema Sentricon Dowagro (Foto Dowagro)


Foto 7 – Montículo de Cupim de solo (UNITED NATIONS FOOD AND
AGRICULTURE ORGANIZATION)

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