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Aula 2

Na f i g u ra abaixo , temos um gran d e número d e pontos no inte r ior do r etângulo. Voc ê conse g ue con t á - l os ?

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Te nt e fazer es sa con t agem interessante.

de o ut ros modos

e registre,

pe l o menos,

d ois q ue você achar

Para q u al qu er cida d ão, c on t ar faz parte da rotina da vida . Por e x emp l o: contamos dinhe i ro , con - tam os pessoas , co nt amos os i t ens para sa b er o q u e p r ec i samos comprar , con t amos ob j etos em

d i versas situações.

Al é m disso , o uso dos al garismos 1, 2 , 3, 4, S , 6 , 7 , 8,9 e O pa r a representar nossas contagens nos parece tão evidente que chegamos até a consider á -l o uma habilidade natural do ser humano , com o a nd ar, fa l ar ou co r rer . Mas será q u e se mp re foi assim? Não . Na verdade, os homens demoraram bastante para che - gar ao pr ocesso de contag e m . Ho u v e um tempo em que era difíci l d iferenciar grandes quantidades . A e v idência desse f ato é qu e, a t é h o j e, existe m gr u pos q u e desconhecem os números q u ase por completo. Como exemplo,

p o d e mos c it ar os z ulus e o s p i g m e us (Áfric a), ou mesmo os b otocudos (Brasil ). "Um, d ois

tos " são as únicas gran d ezas numéricas desses povos. É tão difíci l para eles imaginar

supe r ior a cinco como é para nós representar os trilhões ou uma quantidade super i o r a essa.

mui -

um número

Esses povos poss u em

uma percepção n u mérica limitada, isto é, têm a cap a cidade de só dife -

re nci ar pe qu e n as qu a nt i d a d es . O ser hum ano perce b e, sem erro , no prime i ro go lp e de v i sta, um,

d

ois, t rês ' e a t é q u a t r o e l eme n tos; terminando aí o seu poder de identifica r quan t idades. A c i ma

d

e q u atro, tudo se confunde em sua mente .

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A UL A 2

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Experimente. Ol h ando r ap i damente par a as figuras a b aixo, respo nd a:

Há quatro ou seis pássaros voando?

Há quinze ou vinte pratos nesta pilha?

Há doze ou treze laranjas nesta cesta?

Com exceção do p r imei ro exemp l o, é preciso conta r para responde r às out r as perg u n t as. Como o homem apren d e u . a contar? Felizmente, o ser humano foi capaz de ampliar s u a p er - cepção numér ica por meio de um recurso: a contagem. Ela permi t iu progredir no u niverso d os números . A invenção dos números está relacionada a situações práticas e úteis de con t agem no n os so

dia - a - dia. Como exemplos, temos os pastores, que, no

nhos, precisavam

os r eb a -

fim do dia, q uan d o re colhi am

ter certeza de que to d os os an i ma i s ti nham

e n t r a d o n o c ur ra l ; o u as tri b os

indígenas, que, ao t érm in o d e uma guerr a, precisavam s a b er se tod os o s guerrei r o s haviam v o l -

t a d o para a a ld e i a.

Corr e sp o ndên c ia um a um: o começ o Ao pegarmos um ônibus , com exceção do motorista e do cobrado r , que ocupam lugares d e t e r - minados, temos dois conjuntos: os assentos e os passageiros. Com uma olhadela rápida po d e - mos encontrar três situações diferentes:

Todos os passageiros estão sentados e existem lugares desocupados: há menos passageiros do que assentos.

Todos os assentos estão ocupados e existem passageiros em pé: há mais passageiros do que assentos.

Todos os assentos estão ocupados e não existem passageiros em pé: há ta n tos passageiros quanto assentos.

Ao analisar essas situações, es t amos fa z en d o a correspondência u m a u m, isto é, a c ada pas sa- geiro relacionamos um assento, sem usar a contagem. Foi sem dúvida graças a esse princípio, isto é, à correspondência um a um, q u e durante m u i -

tos anos o ser humano pôde praticar a contagem,

antes mesmo de saber o que é um número .

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MATEMÁTICA

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A nece ssidad e de r eg i s tro

Vamos ver o exemplo de um pastor que guarda seu rebanho de carneiros todas as noites numa

caverna. São SS animais, porém o nosso pastor neiros . Mas , à noite, sempre é preciso verificar

não sabe contar. Ele só sabe que há "muitos" car - se o rebanho todo foi recolhido .

. . Um dia, el e tem uma idéia . Senta - se à entrada da caverna e faz entrar os animais, um a um.

Com uma pedra

Com a passagem do úl timo an i ma l , e l e terá fe i to exatamente SS enta l hes. Agora, sem dif i culdade,

pode verificar se o rebanho está ou não completo. Toda vez que voltar d o pasto, fará os carneiros seguirem

o dedo em

um talho de cada vez. Se sobrar algum talho, quando todos os animais tiverem passado, é por - que algum se perdeu; se não sobrar, tudo vai bem. Se nascer algum filhote, bas t ará fazer um talho a mais no pedaço de osso.

afiada, faz um entalhe num osso cada vez que um carneiro passa à sua frente.

um por um, colocando

Essa situação vivida pelos povos antigos mostra a necessidade que o ser humano tem de registrar, de algum modo, o total de objetos que conta . É claro que, em vez de fazer entalhes em um osso, o pastor poder i a registrar sua contagem de outro modo, usando pedrinhas, por exemplo .

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A o rg a niz ação da con tage m É natural usarm os marcas para fazer u m a c on t agem . As ci v i l i zaçõ es a nt iga s, c o m o a eg ípci a , a babilônia, a maia e a romana uti l izavam traços ver ti cais, cír c u l os, pon t os o u o u tro s sinais pa ra regist r ar as contagens .

No início , os povos antigos registravam os nove primeiros números

v ert i cais , do seguinte modo :

pe la r e petição d e t r a ç o s

(

Mas esse modo foi logo abandonado, pois a repetição de tr a ços ve rt i c a i s p ara o s núme r o s maio - res que 4 não facilita v a a leitura do reg i s t ro . Já os egípc i os t iveram a seg u inte i d éia :

A civ i lização babilônia utilizou um princ í p i o temár i o - d e t r ês em tr ê s - , da se g u i nt e m a neira:

Outros povos solucionaram o mesmo pr obl e m a c r i a nd o u m si n a l e sp ec ial para o número S , idé i a que, sem dúvida , teve a influência dos c i nco d e d os da m ão . Como o s m a i a s :

1

2

3

4

5

6

(5+1)

(

7

5 +2)

(

8

5+3)

9

(5 +4)

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Podemos perceber que, com o passar dos anos, esses sin a is for a m agrupados de for m a s di fer e n - tes para facilitar sua visualização . Os romanos também usaram um p r inc í pio quíná r ío , com o :

E hoje? Como o s e r humano registra a sua contagem? Ai nda e mp regam os a s marcas para fazer

a contagem de alguma coisa. Quando um comerciante anota num ca r tão os pedidos de u m c li e nt e, em g e ral ele u t il i za tra - ços correspondentes aos pedidos, proc e dendo d a seguint e form a:

número

número

número

de pedidos

registro

de pedidos

registro

de pedidos

registro

I

6

$

I

11

$$

I

2

11

7

$11

12

$$

1\

3

1\1

8

$ 1\1

13

tHttHt 111

4

11/1

9

$ 11/1

14

tHttHt 1111

5

ttH-

10

$$

75

ttH-tHttHt

Voc ê saberia f azer esses regi s tros de o utro mo do? I nv e nt e u ma ma ne ira diferente da u tilizada pelo comerc i ante.

Atividades

Faça no seu caderno.

1 . Quantos quadrad os h á nesta f i gura?

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AULA

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2. Quantos caminhos diferentes você tem para ir de A até B, caminhando só para baixo?

A

8

3. Fazendo de conta que você não sabe contar, ver i fiq u e o que há mais: quadra - dos l i s t rados ou brancos?

4 . Cite situações de sua v i da em q u e você usa a c ontagem .

5. Cristina e]oão gos t am m u ito do jogo - da - velha . A cada par t i d a ga n ha por um dos dois, eles r egistram o resultado num pape l , fazendo um traço. Ao final do jogo , esta ser á a anotação do papel:

CRISTINA

r2Jr2JL

t

JOÃo·j

00 1

a) Quem ganhou o jogo?

b ) Qua n tas parti d as C r is t ina g an h ou?

c) E]oão?

d) Você acha práti c a essa maneira de marcar o s pon t os? Por q uê?

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6. Quantos quadrados há nesta figura?

7 . Quantos triângulos há na f igura?

MATEMÁTICA

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8. Quantos números de dois algarismos você pode escrever usando os algaris- mos 3,5 e 7?

9. Quantos números de dois algarismos diferentes você pode escrever usando os algarismos 1, 2 e 3?

10. Cristina, Paula e Roberto são vendedores em uma loja. Um dia estavam con - tando quantas blusas tinham vendido . Paula tinha vendido menos do que Cristina, e Roberto tinha vendido mais do que Cristina . a ) Quem vendeu mais blusas?

b) Quem vendeu menos blusas?

11. Continue as seqüências:

a) 12, 17, 22 ,

r ••••••••••

, ••••••••••

b) 8, 10, 12,

r ••••••••••

r ••••••••••

c) 15, 12,

9,

r ••••••••••

r ••••••••••

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